Seja muito bem-vinda à primeira aula da imersão quebra-cabeça da carreira. Eu sou Marina Fontoura, sou psicóloga e mentora de carreira e ajudo mulheres a construir uma carreira em que se sintam realizadas. E nessa imersão eu vou te mostrar em três aulas como encontrar mais clareza e direção profissional para começar a estruturar um plano real pro seu próximo passo de carreira, mesmo que hoje você esteja se sentindo perdida, insatisfeita ou sem saber exatamente qual caminho seguir, assim como essas mulheres.
Eu tava passando por uma fase bem confusa da minha vida profissional, o que acabava também interferindo na minha vida pessoal. Então, eu era uma pessoa muito insegura e também muito triste. Tava me sentindo perdida, né, insatisfeita, porque eu mejo crescer, né, profissionalmente e tava me sentindo perdida sem saber por onde eu começar, o que fazer para eu chegar no meu objetivo.
Eu tava num momento muito delicado de minha vida, tava num momento em que queria mudar e não sabia como fazer, queria dar aquele primeiro passo tão importante, tinha medo de não conseguir. Eu descobri um lado meu que eu não sabia que existia, como a Mari mesmo fala, ela apresentou para mim as minhas fortalezas e eu descobri uma atuação, uma área de trabalho que faz total sentido na minha vida, de acordo com as minhas fortalezas e de acordo com o que está disponível no mercado. Hoje em dia eu tô gravando esse vídeo aqui, é de São Paulo.
Eu me mudei. Atualmente eu tô trabalhando com marketing digital. Realmente para mim foi uma mudança de vida mesmo.
Hoje eu sou uma outra pessoa. Hoje eu eu tenho eh mais confiança em mim como pessoa, como profissional. Sei o meu valor como profissional, sei aonde estou e sei aonde quero chegar.
Hoje eu me sinto uma pessoa muito mais realizada, muito mais feliz, buscando o tempo inteiro meu crescimento e já estou atuando e já estou desenvolvendo pessoas, eu já estou transformando a vida das pessoas, assim como a minha vida foi transformada. Se você se identificou com alguma dessas histórias, eu preciso te dizer que você não está sozinha. Todas essas mulheres me procuraram porque, assim como você, estavam perdidas na carreira, se sentindo inseguras e sem saber o que fazer.
Eu não sei se você percebeu, mas existe um ponto em comum em todas essas histórias que você ouviu agora. Todas essas profissionais, elas tinham muita capacidade. O que faltava para elas não era competência, o que faltava era clareza.
E quando uma mulher está sem clareza, ela pode até se movimentar muito, mas muitas vezes ela continua andando em círculos e isso gera mais insatisfação, insegurança e frustração. E é exatamente por isso que ao longo dessa imersão eu vou te ajudar a encontrar a clareza que você precisa para dar o seu próximo passo de carreira. Essa imersão é para você que está insatisfeita na carreira, que sente que a sua carreira hoje não encaixa mais com quem você é, ou que se sente parada no mesmo lugar, enquanto outras pessoas estão crescendo, evoluindo ao seu redor.
É para você que está cheia de dúvidas, de medos, de incertezas sobre o seu futuro profissional. Você sente que precisa de um plano claro e estratégico para dar o seu próximo passo, mas não sabe como fazer isso. E talvez você pense: "Eu não sei exatamente que caminho seguir.
Eu não sei por onde começar. Eu não sei quais passos eu preciso dar para chegar onde eu quero". E pode ser até que você já tenha tentado se encontrar, já fez cursos, já buscou terapia?
Já atualizou seu currículo, seu LinkedIn? Já pesquisou vagas? Já pensou em mudar de área, em fazer uma nova formação?
ou até em aceitar qualquer oportunidade só para sair logo dessa situação que você vive hoje. Mas mesmo assim continua com aquela sensação de que não está saindo do lugar. E o mais difícil é que depois de tentar tanto e não ver resultado, você começa a se perguntar: será que o problema sou eu?
Será que eu não sou qualificada? Será que eu não sou boa o suficiente? Se você se reconhece em alguma dessas frases, essa aula de hoje é para você, porque hoje eu vou te mostrar por que tantas mulheres continuam insatisfeitas, confusas, inseguras na carreira, mesmo já tendo tentado fazer alguma coisa para mudar.
E eu entendo bem esses sentimentos, porque eu mesma também vivi esse processo de insatisfação, de dúvidas, de busca por propósito e realização, mesmo com todo o meu histórico de crescimento e evolução no mundo corporativo. E eu quero primeiro te contar como foi esse caminho para mim, porque foi a partir da minha própria história que eu criei o método que ajudou as mulheres que você viu aqui a encontrarem realização na carreira. E é o mesmo método que serviu de base para eu construir essa imersão e te ajudar a dar o seu primeiro passo também.
Eu sou psicóloga e eu construí uma carreira de alta performance no mundo corporativo. Foram 18 anos na área de recursos humanos em grandes organizações, incluindo multinacionais. Desses 18 anos, os 12 últimos foram no Grupo Boticário, que é uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil.
E nesse período eu cresci, eu assumi novas responsabilidades, eu desenvolvi times, lideranças, eu fui promovida e liderei também equipes. Mas teve uma coisa que aconteceu na minha vida, um acontecimento que realmente assim mudou tudo para mim, mudou todas as minhas verdades, mudou todas as minhas convicções, que foi o nascimento da minha filha. Eu me tornei mãe e o nascimento da minha filha foi um grande ponto de virada na minha vida.
A maternidade, ela me fez olhar pra vida com outras perguntas. Eu comecei a questionar se realmente era essa vida que eu queria ter. E mesmo com reconhecimento, mesmo tendo resultado, eu comecei a perceber que eu não estava mais 100% realizada.
Eu já não estava mais tão motivada para assumir novos desafios. E perceba, eu não estava fracassando, pelo contrário, eu estava crescendo na carreira corporativa, mas eu comecei a perceber que crescer em uma direção que já não fazia sentido também doía. E o pior era quando eu me imaginava no futuro, eu já não me imaginava mais fazendo aquilo que eu fazia.
E aí, nesse momento, eu confesso que eu entrei em desespero, porque aquilo era o que eu sabia fazer. Eu estava evoluindo, eu tinha 18 anos de experiência. Então, como é que eu não me imaginava mais fazendo aquilo?
Eu ainda não sabia exatamente o que eu queria. Eu só sabia que eu não queria mais aquela realidade. E talvez você esteja vivendo algo parecido, mesmo que o seu ponto de virada tenha sido outro.
No meu caso, foi a partir do nascimento da minha filha. Para você pode ter sido por uma demissão, por um esgotamento, uma mudança de liderança, uma crise de ansiedade, uma sensação de estagnação ou simplesmente aquele pensamento constante. Eu não me vejo fazendo isso por muitos anos, que foi o pensamento que começou a tomar conta de mim também.
E eu imagino que muitas mulheres vivem esse mesmo dilema. Às vezes a gente vai vivendo no automático, entregando tudo, participando de todas as reuniões, assumindo todos os desafios, dando o melhor no trabalho, mas no fim do dia você sente um vazio, uma desconexão, uma sensação de que não era bem isso que eu queria estar fazendo, não era bem isso que eu queria pra minha vida. Mas ao mesmo tempo você ainda não sabe o que você quer.
E eu te confesso que mesmo trabalhando com desenvolvimento de pessoas, eu tive dificuldade de sair da minha zona de conforto, de traçar um novo plano, de agir com segurança. Eu pesquisava vagas em outras áreas, eu acompanhava as tendências do mercado, mas parecia que quanto mais eu buscava, mais confuso eu ficava. E as coisas só começaram realmente a mudar quando eu parei de buscar respostas primeiro fora e comecei a olhar para dentro.
Eu decidi mergulhar profundamente em autoconhecimento. Eu comecei a investigar o que que realmente estava me incomodando. Eu busquei entender quais eram as minhas principais fortalezas, os meus valores, os meus desejos, o que realmente me dava energia, o tipo de contribuição que eu queria entregar.
E somente a partir daí eu consegui construir um novo plano profissional. Eu construí um método e eu comecei em paralelo ao meu trabalho CLT a atender outras profissionais através de mentorias individuais de carreira. E atendendo outras mulheres em diferentes momentos de carreira de diferentes idades, eu comecei a perceber um padrão.
Muitas, assim como eu, não estavam perdidas por falta de esforço ou capacidade. Elas estavam perdidas porque elas tentavam resolver a carreira começando pelo lado errado. A partir desses atendimentos, eu fui cada vez mais lapidando o meu método, evoluindo e validando um caminho que já ajudou dezenas de mulheres a saírem da dúvida, da incerteza e da insatisfação profissional, assim como fez a Laura.
vivia num momento [limpando a garganta] profissional em que eu precisava de algum tipo de ajuda. Eu não sabia bem ao certo que eu precisava, mas o que eu enxergava e que era muito nítido, é que eu não tava feliz, não tava motivada, eu não conseguia mais encontrar saída pro pra situação em que eu me encontrava de extrema insatisfação com o meu trabalho. Eu não tinha mais paixão por pras coisas que eu fazia.
E essa perda de paixão, obviamente, também era uma perda de resultados. Então eu não conseguia conquistar uma promoção, eu não consegui uma melhora na minha carreira, porque muito de mim, da minha própria energia, já havia se perdido. Transformou a minha vida, transformou a forma como eu lido com a minha família, como eu lido com os meus problemas pessoais e consequentemente com eu trabalho, porque eu não sou várias lauras, só uma só.
Se eu não tô bem em um dos âmbitos da minha vida, os outros também padecem. Eu estava feliz no meu trabalho, a minha família vinha [limpando a garganta] sofrendo. Eu, pessoalmente, fisicamente sofria.
E graças a Deus isso se refletiu numa mudança de trabalho em tempo recorde, digamos assim, uma transformação incrível na minha vida financeiramente, emocionalmente, fisicamente, enfim, que eu não esperava que pudesse acontecer e principalmente acontecer em tão pouco tempo. acompanhando resultados como esse da Laura que você acabou de ver. Eu entendi qual é o meu verdadeiro propósito e hoje eu tenho uma grande missão, ajudar o máximo possível de mulheres a se tornarem a profissional que elas realmente querem e merecem ser.
Porque eu sei que é possível construir uma carreira que traga realização de verdade. E foi por isso que eu decidi transformar esse método em uma jornada acessível, porque eu não acredito que uma mulher precise passar anos vivendo uma carreira que adoece, apaga ou diminui quem ela é. E também não acredito que ela precise sair jogando tudo pro alto, se arriscando, sem estratégia.
Existe um caminho mais consciente, mais seguro e mais estratégico para você se sentir realizada na sua carreira. E é esse caminho que eu quero te mostrar durante a nossa imersão. E para te ajudar a construir esse caminho, eu preciso te mostrar o que provavelmente está te mantendo presa, confusa ou frustrada até hoje.
Por isso que eu quero te apresentar os erros mais comuns que as mulheres cometem quando buscam realização profissional. E talvez você esteja cometendo também, sem nem perceber. Até porque esse jeito errado de tentar resolver insatisfação, aparentemente não parece errado.
Na verdade, ele parece muito lógico e até muito produtivo. E é a forma mais comum como nos ensinaram a olhar paraa nossa carreira. O problema é que ele começa pela pergunta errada.
Geralmente quando você está vivendo essa situação de insatisfação ou desconexão profissional, você se pergunta assim: "O que que o mercado está oferecendo? Onde estão as oportunidades de vagas, os melhores salários, as oportunidades de crescimento? Quais áreas que estão em alta?
Onde que eu posso ter mais segurança, mais estabilidade, mais retorno financeiro? É assim? Eu costumo dizer que o nosso maior erro nesse momento é olhar primeiro para fora e tentar construir o próximo passo profissional sem antes entender o que realmente está fora do lugar.
E quando você faz isso, o risco é continuar buscando movimentos que até parecem certos, mas que não te levam para uma carreira com mais sentido, realização e valorização. Então agora eu vou te mostrar os três erros mais comuns que eu vejo mulheres cometendo quando tentam sair da insatisfação profissional. E eu quero que você avalie se você também tem cometido algum desses erros, combinado?
Mas entenda que o objetivo aqui não é te julgar ou te culpar. O meu objetivo nessa aula de hoje é te ajudar a tomar consciência, porque sem consciência a gente acaba repetindo padrões sem nem perceber. E o primeiro erro é acreditar que para ser mais reconhecida, valorizada ou bem remunerada, você precisa se qualificar mais.
E talvez esse erro seja um dos mais comuns entre mulheres competentes. Você acredita que para crescer profissionalmente ou mudar de área, você precisa de mais curso, de mais técnica. E esse é um erro que parece muito certo, porque afinal de contas a gente aprende desde cedo, né, que precisa estudar, se preparar, se esforçar, entregar mais, saber mais, fazer mais.
Então, quando você olha paraa sua carreira e percebe que você não está sendo reconhecida, que não está no lugar certo, que não está crescendo, que não está ganhando o que você gostaria ou que não está se sentindo segura para buscar uma nova oportunidade, a primeira conclusão parece muito óbvia. Eu preciso estudar mais, eu preciso fazer uma pós. Eu preciso de uma certificação, eu preciso aprender uma nova ferramenta, eu preciso melhorar meu inglês, eu preciso fazer mais um curso, eu ainda não estou pronta.
E eu imagino que você já tenha feito isso. Você pesquisa cursos que precisa fazer, compra uma formação achando que agora vai destravar, começa uma pós imaginando que depois dela vai se sentir mais segura, se matricule em aulas, baixa materiais, entra em comunidades, assiste vídeos, faz anotações, salva conteúdos. Enquanto você tá ali estudando, você até sente um certo alívio, porque estudar dá sensação de movimento.
Você pensa: "Nossa, agora estou fazendo algo pela minha carreira". Só que depois de algum tempo, a sensação volta. Você termina o curso e ainda não sabe exatamente para onde ir.
Você vai lá no seu LinkedIn, atualiza o certificado no seu perfil, mas continua sem saber como se posicionar. Você aprende uma nova ferramenta, mas não sabe em que tipo de oportunidade aquilo faz sentido. Fica mais qualificada, mas não necessariamente se sente mais confiante.
E aí vem uma frustração silenciosa. Ai, eu já fiz tanta coisa. Por que que eu ainda não consigo sair do lugar?
Por que que eu ainda não me sinto realizada? Por que que eu não sou reconhecida? Por que ainda não tenho a clareza sobre o meu próximo passo?
Eu quero deixar uma coisa bem clara aqui para você. Qualificação importa sim. Conhecimento importa, desenvolvimento técnico também importa.
Está atualizado importa muito. O erro não é se qualificar. O erro é acreditar que mais qualificação sozinha vai resolver uma falta de clareza, uma falta de posicionamento ou uma falta de direção.
Porque nem sempre cresce quem tem mais certificados. Muitas vezes cresce quem sabe reconhecer o próprio valor, comunicar esse valor, se posicionar melhor, construir relações estratégicas, ler oportunidades e direcionar suas competências pro lugar certo, porque crescimento profissional não está diretamente relacionado ao que você aprende ou a quantidade de conhecimento que você acumula. Crescimento e realização profissional tem mais conexão ao como você aplica o que você aprende na direção certa.
No fim das contas, apenas adquirir mais conhecimento não necessariamente te ajuda a entender como você funciona, o que você faz bem, que problemas você sabe resolver ou onde sua experiência tem mais valor, por exemplo. E sem essa consciência você vai acumular muitos recursos, mas não vai conseguir transformar isso em um movimento real de carreira. E o pior, acumular conhecimento sem direção pode gerar ainda mais ansiedade e frustração.
Porque quanto mais você estuda sem clareza e direção, mais você começa a sentir que sempre falta alguma coisa. Sempre falta mais uma formação, mais uma técnica, mais uma certificação, mais uma validação externa. E de certa forma sempre vai faltar mesmo, porque nós estamos em constante evolução.
A questão não é parar de aprender, não evoluir, não se atualizar. O problema é fazer tudo isso sem dar um passo anterior, sem entender se aquele aprendizado está realmente conectado com a carreira que você quer construir, ou se ele virou uma forma de adiar uma decisão, de esconder uma insegurança ou de tentar compensar a sensação de que você ainda não é boa suficiente. E aqui entra um ponto muito importante.
Antes de buscar mais qualificação, você precisa de autoconhecimento estratégico. E não tô falando aqui daquele autoconhecimento abstrato que fica só no campo da reflexão. Eu estou falando de um autoconhecimento prático que te ajuda a entender como você funciona, quais são suas fortalezas, como você toma decisões, como você reage diante de desafios, como você se posiciona, o que que te move, o que que te trava, onde você consegue gerar mais valor.
Porque enquanto você acredita que ainda não está pronta, pode ter outra pessoa com menos conhecimento técnico do que você, crescendo, sendo reconhecida, se posicionando melhor, ganhando mais e se sentindo mais realizada. E não é necessariamente porque ela sabe mais do que você, mas porque ela está usando melhor o que ela sabe. E eu vou aproveitar para te dar um exemplo bem recente.
Há mais ou menos um mês, uma pessoa me procurou porque queria voltar ao mercado de trabalho depois de ter passado alguns anos se dedicando à maternidade. E ela ainda não sabia exatamente em que área ela queria buscar uma oportunidade. Ela ainda estava tentando entender qual o caminho realmente faria sentido para essa nova fase da vida dela.
Mas mesmo sem ter essa clareza, ela já começou a conversa comigo dizendo assim: "Marina, eu sei que como eu estou um tempo fora do mercado, eu preciso me qualificar, eu preciso me atualizar. Então, eu já me inscrevi em um curso de Excel. " E esse aqui é um exemplo perfeito de uma ação que parece certa, né?
Porque a primeira vista faz muito sentido. Ela ficou um tempo fora do mercado, ela quer voltar, ela sente que ela precisa se atualizar. Então, o que que ela faz?
Escolhe um curso. Parece uma decisão bastante responsável, mas algumas perguntas elas precisam vir antes. Para qual área ela quer voltar?
Que tipo de vaga ela deseja buscar? Que competências essas vagas realmente exigem? Será que o Excel é mesmo a prioridade nesse momento ou esse curso foi apenas a primeira coisa concreta que apareceu para aliviar a insegurança de estar um tempo fora do mercado?
Percebe o Excel? Ele pode ser importante, ele pode até ser necessário, dependendo do caminho, mas sem clareza sobre a direção, ela poderia investir tempo, energia e dinheiro em uma qualificação que talvez nem fosse a peça mais importante pro próximo passo dela. E é isso que acontece com muitas mulheres.
Elas não estão paradas, elas estão tentando, estão se esforçando, buscando melhorar. Só que elas começam pela peça errada. Começam pelo curso antes de entender o caminho.
Começam pela técnica antes de entender a direção. Começam pela qualificação antes de reconhecer o valor que já tem. Começam tentando preencher uma falta sem investigar se aquela falta é realmente técnica ou se é uma falta de clareza, de posicionamento, de estratégia.
Então, o primeiro erro é esse, é acreditar que falta mais qualificação, quando muitas vezes o que realmente falta é clareza sobre o valor que você já tem e sobre a direção em que você deseja usar esse valor. E agora eu te pergunto, você, você que tá me ouvindo, você tem buscado mais cursos porque realmente identificou uma necessidade estratégica ou porque no fundo você acredita que ainda não é boa o suficiente? O segundo erro é procurar resposta para sua insatisfação profissional pesquisando o mercado.
E esse erro também parece muito certo. Foi inclusive o que eu mesma cometi quando eu comecei a perceber que eu já não estava 100% satisfeita no meu trabalho. Pesquisar o mercado parece a coisa mais certa, mais óbvia a se fazer.
Então você começa a pesquisar vagas, a olhar salários, a ver quais áreas que estão em alta, pesquisa profissões do futuro, acompanha conteúdos sobre inteligência artificial, liderança, dados, tecnologia, empreendedorismo. E aí em uma semana você pensa: "Talvez eu devesse mudar pra área de tecnologia". É uma área que que está em alta, com certeza tem demanda no mercado.
Na outra semana, seu pensamento já é: "Acho que eu devo empreender, está mais fácil agora com digital". Depois você já está pensando, o ideal mesmo é fazer um concurso, porque assim eu consigo garantir ali minha estabilidade. E assim, a cada nova pesquisa, você vai tendo uma nova ideia e de repente você está cheia de possibilidades, mas sem nenhuma direção.
Você abriu 20 abas no computador, salvou 10 vagas, viu três pessoas contando histórias inspiradoras lá no LinkedIn, comparou salários, pesquisou uma nova formação, ouvi um podcast sobre tendências de carreira e terminou o dia mais confusa do que começou. E isso acontece porque o mercado oferece informação, mas ele não oferece identidade. O mercado, ele pode te mostrar possibilidades, demandas, tendências, oportunidades.
E isso é importante. Mas não é pesquisando o mercado que você vai conseguir responder o que que faz sentido realmente para você, que tipo de rotina você quer viver, que ambiente combina com seus valores, que tipo de problema você quer resolver, que preço você não quer mais pagar, o que que realmente você quer construir nessa fase da sua vida. E aqui está uma grande armadilha.
Quando você olha primeiro pro mercado, tudo começa a parecer uma resposta possível. Uma vaga com salário melhor parece ser a solução. Uma área em alta parece ser solução.
Uma profissão promissora, uma oportunidade que oferece estabilidade, tudo isso parece ser solução pro seu problema. Mas o que exatamente é uma boa oportunidade? Perceba que o que é considerado uma oportunidade boa para mim pode não ser para você.
E quando você não entende isso, a chance de fazer uma mudança e continuar se sentindo frustrada é grande, porque você começa a sua escolha por fora, pela área que está em alta, pela vaga que paga mais, por uma tendência do mercado, mas pode ser que nada disso faça sentido para você. Não conecte com suas fortalezas, com seus valores. O erro não é necessariamente olhar pro mercado.
Você precisa sim pesquisar, entender o que o mercado oferece, mas esse não pode ser o seu ponto de partida. O mercado ele precisa ser uma fonte de informação para você e não lugar onde você terceiriza a sua decisão. Porque sem critérios internos você não escolhe com consciência, você só reage ao que vem de fora.
E muitas mulheres passam anos construindo carreira assim, reagindo ao que aparece, em vez de construir uma direção que faça sentido para quem ela é. Então, o segundo erro é esse, é procurar primeiro fora [roncando] aquilo que precisa começar sendo organizado dentro. Antes de perguntar o que o mercado está oferecendo, você precisa começar a se perguntar o que eu quero construir, o que não faz mais sentido para mim, quais critérios precisam orientar a minha próxima escolha, o que seria uma boa oportunidade pra mulher que eu sou hoje?
O risco é que quando você não tem critérios, qualquer caminho pode parecer certo. Mas quando qualquer caminho parece certo, nenhum caminho te traz realização de verdade. E agora vamos pro terceiro erro, que é atualizar o currículo e o LinkedIn e se candidatar para muitas vagas na tentativa de sair da insatisfação profissional atual e encontrar uma oportunidade que realmente traga a realização.
Esse é um erro muito comum em mulheres que são resolutivas, mulheres que não aceitam, vivem satisfeitas e que querem resolver rápido a situação. É o erro da mulher que pensa assim: "Do jeito que está não está bom, não dá para continuar, então eu preciso fazer alguma coisa para resolver isso rápido". Então você abre o seu currículo, ajusta o layout, reescreve o seu resumo profissional, inclui cursos novos, atualiza o LinkedIn, troca foto, entra em sites de emprego, se inscreve em vagas, participa de cursos que ensinam a como vencer o robô da GUAP, provavelmente até envia currículo para vagas bem diferentes entre si, porque você pensa: "Eu vou tentar o máximo possível, vai que alguma dá certo".
Só que geralmente o resultado de tanto esforço é mais frustração. Você se candidata para tantas vagas, mas não é chamada para nenhuma entrevista. E aí você começa a achar que o seu currículo não é bom, que o problema é o robô da GUAP ou que você ainda não tem a qualificação necessária e sai em busca de mais um curso e aí o ciclo recomeça.
É assim ou como eu já vi muitas mulheres que me procuram dizendo: "Marina, eu não tenho mais energia para me candidatar para vagas. Eu nunca sou chamada. É muito cansativo, é frustrante acreditar que se candidatar para muita vaga, inclusive para vagas diversas, para ter mais oportunidades, pode parecer uma lógica que faz sentido, porque você pensa que a quantidade vai aumentar a sua probabilidade de ser encontrada e chamada.
Só que, na verdade, o que acontece é o oposto. Quando você deixa o seu currículo e o seu LinkedIn genéricos e se candidata sem foco, a chance de você ter sucesso com essa estratégia é mínima. E olha só, eu não estou dizendo que se você está insatisfeita com o seu trabalho atual, você não deve procurar novas vagas e nem que seu currículo, que seu LinkedIn não são importantes, mas eles são apenas ferramentas e nenhuma ferramenta resolve falta de direção.
Porque o primeiro passo para uma mudança de empresa ou de carreira ou de uma recolocação ser bem-sucedida é ter clareza e foco. Por mais que aparentemente pareça estranho, quanto mais específica for a sua busca, mais chances de dar certo. Imagina que você vai viajar, mas você não sabe para onde você está indo.
Na hora de arrumar sua mala, que que você coloca lá dentro? Coloca roupa de frio, de calor, formal, roupa informal, tênis, salto, biquíni, casaco e no final sua mala fica pesada, confusa, cheia de coisas que talvez você nem use. Tem coisa demais, desnecessária.
E com a carreira acontece a mesma coisa. Quando você não sabe para onde está indo, você tenta colocar tudo no currículo, tenta agradar todo mundo, tenta aparecer preparada para qualquer vaga, tenta comunicar todas as suas experiências ao mesmo tempo. Só que quem tenta servir para tudo não comunica com clareza o lugar certo onde pode gerar mais valor.
E o maior problema, além de você não conseguir comunicar o seu valor, você mesma não tem clareza da sua direção. Então o terceiro erro é esse, é tentar se movimentar no mercado antes de entender qual direção você deseja seguir. E a consequência disso é muito séria, porque você se cansa.
Pensa comigo, você está se qualificando mais, pesquisando o mercado, se aplicando para um monte de vaga. Você tem certeza que esse é o caminho mais correto para você sair da insatisfação profissional atual e dar um novo passo rumo a uma carreira com mais realização. O problema é que você está fazendo tudo isso e não está vendo o resultado.
Você cansa, você se frustra e aqui vem o maior perigo. Sem nem perceber, você vai desistindo dessa história de ser feliz na carreira. você vai desacreditando de que é possível trabalhar com algo que faça sentido, que traga realização.
E aí você começa a pensar: "Ah, trabalho é assim mesmo. Ninguém é plenamente feliz no trabalho. Pelo menos eu tenho emprego, eu não posso reclamar.
Talvez eu esteja até querendo demais, né? Realização profissional não é para mim não. por fora.
Você continua funcionando, trabalhando muito, entrega, participa das reuniões, responde as mensagens, cumpre os prazos, vai dando conta de tudo, mas por dentro você vai vivendo cada vez com menos energia, com menos motivação, menos entusiasmo e aos poucos a insatisfação que começou ali no trabalho vai se espalhando e você vai ficando mais irritada, mais cansada, mais desconectada. muitas vezes até mesmo adoece fisicamente, mas você nem se dá conta que isso pode ser consequência da sua insatisfação profissional. Até porque nem sempre essa insatisfação, ela vem em forma de uma crise total.
Ela vai te sugando aos poucos. Você vai morrendo profissionalmente sem nem perceber, vai suportando, vai dando conta, mas já sem energia. E se é assim que você está vivendo hoje, você precisa dar atenção aos sinais.
E aqui está o ponto central dessa aula de hoje. Se você se identificou com esses erros e já está cansada de tentar mudar sua realidade sem ver resultado, isso não significa que você precisa aceitar que é a si mesmo. Aceitar viver uma carreira que te apaga, que te adoece, que te diminui ou que te faz duvidar todos os dias do seu próprio valor.
Isso significa apenas que você está usando a estratégia errada, porque você está tentando resolver a sua carreira de fora para dentro, que foi a forma como você aprendeu até aqui. E é por isso que tantas mulheres continuam insatisfeitas mesmo se esforçando, porque elas começam pela vaga, pelo currículo, pelo curso, pela urgência de resolver logo, mas não começam pela pergunta principal, que é o que que eu quero construir a partir de agora. E eu construí essa aula aqui justamente para te mostrar que existe uma explicação para o que você está vivendo hoje.
E quando você entende esse jeito errado de tentar resolver, você fica pronta para aprender o jeito certo, que é exatamente o que eu vou te mostrar na nossa próxima aula. Mas antes de finalizar essa aula, eu quero relembrar o que que você já aprendeu até aqui. Hoje você entendeu que muitas mulheres continuam insatisfeitas na carreira, não porque são incapazes, não porque não se esforçam e não porque estão paradas.
Muitas continuam satisfeitas justamente porque estão tentando resolver a carreira pelo caminho errado, começando de fora para dentro. E eu te mostrei aqui três erros. muito comuns nesse processo.
O primeiro erro é acreditar que falta mais qualificação, quando muitas vezes falta clareza sobre o valor que você já tem e sobre a direção em que você deseja usar esse valor. Você entendeu que estudar, se atualizar, se desenvolver é importante sim, mas mais cursos, mais certificados, mais formações não resolvem sozinhos uma falta de clareza, de posicionamento ou de direção. O segundo erro é procurar resposta para sua insatisfação profissional pesquisando o mercado.
Você entendeu que olhar pras vagas, salários, tendências e áreas em alta pode até trazer informações importantes, mas o mercado ele não pode ser o lugar onde você terceiriza a sua decisão. Antes de perguntar o que o mercado está oferecendo, você precisa entender o que faz sentido para você. E o terceiro erro é atualizar currículo, LinkedIn, se candidatar para muitas vagas antes de saber qual direção você deseja seguir.
Você entendeu que currículo, que LinkedIn, que vaga são ferramentas, mas nenhuma dessas ferramentas resolve falta de direção. Quando você tenta se posicionar sem clareza, você corre o risco de comunicar tudo ao mesmo tempo, se candidatar sem foco e terminar ainda mais cansado e frustrado. E depois desses três erros, nós falamos sobre uma consequência que é muito perigosa, que é quando você tenta tanto, não vê resultado e aí começa a acreditar que talvez seja melhor aceitar viver assim mesmo.
Mas eu quero que você saia dessa aula hoje sabendo que não precisa ser assim, porque existe uma forma mais consciente, mais segura e estratégica de olhar pra sua carreira. E esse caminho começa quando você entende que o problema não é necessariamente estudar, olhar pro mercado, atualizar currículo ou buscar vagas. O problema é fazer tudo isso antes de construir clareza.
A verdade é que na ordem errada essas ações elas viram tentativa e erro, mas na ordem certa elas viram estratégia. E é justamente essa estratégia que eu vou te mostrar na próxima aula. E para te ajudar a transformar esse conhecimento de hoje em uma consciência prática, eu preparei um material especial para você.
É um checklist chamado você está tentando resolver sua carreira pelo caminho errado. Nele, você vai conseguir identificar quais desses três erros mais aparecem na sua carreira hoje e qual deles pode estar te mantendo presa na insatisfação, na dúvida ou na sensação de estar perdida. Então, assim que essa aula terminar, eu vou deixar esse checklist lá na nossa comunidade do WhatsApp.
Então, baixa o material, responda com calma e depois eu quero que você volte lá no nosso grupo para me contar qual foi o erro que você mais percebeu na sua carreira hoje. E talvez agora você esteja pensando assim: "E depois, Marina, que eu preencher o checklist, que eu entender exatamente o que que eu tenho efeito de errado, o que que eu faço? " Depois de reconhecer o caminho que não está funcionando, o próximo passo é entender qual é a ordem certa para construir essa clareza, a direção e um plano profissional que realmente faça sentido para você.
E é isso que eu vou te mostrar na próxima aula. Na aula dois, eu vou te revelar esse caminho, o mesmo caminho que eu uso com as minhas mentoradas para sair da confusão e começar a construir uma carreira com mais sentido, realização e valorização. E você vai entender quais são os pilares que precisam vir antes de qualquer plano de carreira funcionar de verdade.
Nós vamos olhar pra sua história com mais consciência, reconhecer o que que já existe em você, identificar o que realmente está fora do lugar e começar a enxergar possibilidades mais alinhadas pro seu próximo passo profissional. Essa aula, ela vai ser assim um ponto de virada [limpando a garganta] da nossa imersão, porque você vai começar a enxergar o caminho certo para construir uma carreira que finalmente te traga a realização. Então, não perca por nada a próxima aula.
E enquanto ela não chega, aproveita para baixar o checklist lá na nossa comunidade do WhatsApp e me conta por lá qual foi o principal aprendizado que você teve na aula de hoje. O mais importante agora é você transformar essa aula em consciência sobre a sua própria história e também fica atenta lá na comunidade porque é por lá que eu vou te avisar sobre a próxima aula, mandar os links, os lembretes e os próximos passos da nossa imersão. Eu te espero lá no WhatsApp e eu te vejo na aula dois para te mostrar o jeito certo de começar a construir o seu próximo passo profissional com clareza e direção.
Até lá. Yeah.