o ideal que isso se mostra Professor mas como aí a pergunta eh que às vezes todos nós fazemos né como que isso pode ser resolvido não exclusivamente individualmente não exclusivamente pensando no indivíduo né as práticas atacando digamos assim esses problemas individualmente fisicamente clinicamente são importantes mas não não devemos deixar de lado a possibilidade de lidarmos e resolvermos e tratarmos isso de forma pelas políticas públicas pelas políticas de inclusão certo beleza para fecharmos então essa parte do conteúdo modelos alternativos da compreensão da deficiência foram surgindo o modelo social surge como um rompimento às definições que se
restringem ao individualismo ou seja não deve ser tratado somente individualmente fisicamente focando ali Devemos pensar no entorno O entorno que acolhe ou que acolhe né a pessoa deficiência modelos alternativos da compreensão da deficiência foram surgindo o modelo social surge como rompimentos definições que restringem ao ao que se restringem ao individualismo ao organismo e que perpetuam o rótulo incorreto da inaptidão de pessoas com deficiência não considerando as estruturas sociais e ambientais que impedem a participação ativa desse grupo no meio social então não só não só Devemos pensar Nas condições que limitam ela fisicamente Devemos pensar Nas
condições que limitam ela socialmente e quem está limitando ela socialmente a ordem social as relações de poder As definições categóricas que excluem todas essas características que fazem parte da diversidade certo Então nesse sentido você pode dizer o seguinte que a possibilidade de você trabalhar a concepção individualmente você tá deixando de você tá deixando de lado a as condições limitantes que a própria ordem social se mostra né assim desse modo a gente percebe a a condição Social e Ambiental por estamos porque estamos lidando com o ambiente que recebe a pessoa com deficiência e como que o
ambiente se adequa pra pessoa com deficiência logo eh Quando pensamos em capacitismo em deficiência Estamos pensando na palavrinha que às vezes vem a nossa cabeça que é limitação certo e o senso comum repete digamos assim reproduz que aí a limitação tá exclusivamente no indivíduo Ah ele é limitado dessa forma mas a gente esquece que a limitação também tá no ambiente a limitação também tá na ordem social vamos começar aos vamos vamos pensar de forma mais devagarzinho por exemplo existe a limitação física existe a limitação no indivíduo mas estamos deixando de lado a limitação ambiental Ou
seja a a limitação que o ambiente tem que não consegue receber a pessoa com a deficiência então a limitação também parte do ambiente a limitação também parte dos lugares dos espaços por exemplo certo e quem forma os espaços a ordem social é a ordem a forma que nós v a ordem social tem sua forma de ver de reconhecer os indivíduos e ela molda os espaços molda os lugares molda As instituições a partir desses valores desses ideais certo então a limitação não tá somente no indivíduo que se mostra com a deficiência a limitação se mostra ainda
mais séria e como se mostra essa limitação essa limitação é é terminológica ess essa definição é social ess essa limitação social ou seja a ordem social garante a limitação dos espaços para que essas pessoas não possam participar então você pode pensa o seguinte Ok existe um esforço para que isso seja alterado Com certeza mas se existe um esforço significa que desde o início estamos eh tentando corrigir e e tentando trazer paraas características básicas de diversidade algo que faz parte do que faz parte do ser humano e que essa definição de ser humano essa definição de
sujeito precisa ser digamos assim repensada constantemente porque estamos falando de diversidade ou seja diferenças e singularidades Esse é um ponto bastante importante esse é um ponto bastante sério Ou seja a limitação não é do sujeito que possui essa condição a limitação é da Ordem Social a limitação é dos da ordem social que molda os espaços Então os espaços são limitados os espaços apresentam limitações então é nós estamos invertendo a visão estamos reconhecendo que os espaços são limitados para elas não elas que são limitadas para os espaços vou repetir são as condições são a ordem éo
moldão dos espaços que mostram limitações não são essas pessoas que são limitadas para os espaços paraa ordem social logo a discussão ela é o quê histórico cultural a discussão é o quê histórico-política Esse é um ponto bastante importante esse é um ponto que faz com que as políticas públicas se mostrem mais efetivas se mostrem mais digamos assim o Ponto Central A cereja do bolo pra gente pensar em um projeto de humanidade um projeto de sociedade certo projeto que pode ser feito politicamente beleza Paul Hunt né um dos autores trabalhados no artigo é considerado uns pioneiros
na discussão da deficiência para além do âmbito biológico ou seja algo mais complexo o autor contribuiu de modo teórico e político ao relatar e problematizar suas próprias experiências com a pessoa com deficiência problematizando os estigmas que envolvem deficiência e os modos de percepção entendimentos envolvendo o tema qual é as palavrinhas Chaves nesse nesse parágrafo aqui são os modos de percepção os modos de percepção mostram como que a ordem social molda o nosso comportamento nossos hábitos como que a ordem social faz com que nós alimentamos faz com que nós perpetuamos né a esse ideal esse padrão
de Conduta esse padrão de percepção ou seja novamente a limitação não se mostra somente na pessoa que apresenta essas condições a limitação tá na tá tá na digamos assim na sociedade que tem esse modo de perceber ela então isso diz muito a respeito a forma que nós percebemos as pessoas com deficiência não exclusivamente ela então não tá somente nela está na forma que nós percebemos está na forma que nós estamos observando está na forma no qual estamos lidando com elas então nós ignoramos nós negligenciamos as nossas próprias limitações e essas limitações são aqui são sociais
e são alimentadas e reproduzidas socialmente então é uma inversão de atenção é uma inversão de foco Estamos focando nas limitações que são formadas hábitos que são formadas em que são estabelecidas em formas de valores e crenças e práticas né E como isso é perpetuado e não é à toa que estamos discutindo Isso numa disciplina como essa porque existe essa problemática né e quantas vezes a gente tá diante de falas eh seja na mídia na internet que banaliza Ou acha que isso é uma coisa um como posso dizer um sentimentalismo trata e banaliza trazendo de forma
muito Ah isso aí é um um sentimentalismo barato isso é um humanismo barato quando na verdade estamos deixando de lado eh essa problemática alimentada socialmente E essas práticas essas falas que banalizam esse problema são partes dessa ordem social que limitam essas pessoas que excluem essas pessoas por isso que se existe um ambiente acadêmico um ambiente Universitário que forma um ambiente formativo é claro que estamos pensando no projeto de sociedade pensar em academia pensar em Universidade é pensar em projeto de sociedade não é pensar somente num plano de carreira e mercado de trabalho é pensar nisso
também mas não é somente isso pensar em academia pensar em Universidade é pensar um projeto de sociedade e um projeto de sociedade precisa ser diverso e para ser diverso precisamos repensar a definição ser humano e como que esse ser humano ele é diverso ele possui singularidades ele possui potencialidades para para estar inserido nesse grupo no qual estamos chamando de humanidade não é algo banal não é algo bobinho a ser trabalhado é algo sério estamos falando de Formação estamos falando de uma formação cultural por isso que quando focamos na formação cultural nós estamos estabelecendo um projeto
de sociedade que não pensa em respostas imediatas ou respostas fáceis porque nós sabemos que isso é complexo pensar em reestruturação cultural em reparação cultural é algo complexo certo