Esse é o canal livre em sua essência com mais de 40 anos no ar. Todo domingo às 8 da noite aqui na Band News TV. Você sabe o que é pesca esportiva? Não? Então entra nesse barco. Diferente da pesca tradicional aqui, o objetivo não é levar o peixe para casa, é viver a experiência. é a emoção da fisgada, o registro daquele momento único e o respeito ao devolver o peixe à natureza. Sim, pescar e soltar. A regra é clara: o peixe volta pra natureza. Técnica, consciência e conexão com o ambiente. E sabe o que você
leva? Memórias, emoções e boas histórias para contar. E se tem uma coisa que pescador gosta, é de uma boa história. Em rios, lagos ou no mar, ela conecta você com a natureza, com você mesmo e com uma comunidade apaixonada. E o melhor, o Brasil é o cenário perfeito para isso. Bem-vindo à Pesca Esportiva. Bem-vindo a Fish TV, o canal que pesca histórias e solta inspiração. É Agata. Três em ponto pelo horário de Brasília. Chegamos na nossa segunda hora do tarde Band News de hoje. Seguimos ainda até às 5. Vamos lá paraa Brasília com Ágatagonzaga. Mais
cedo, o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, lançou um plano de segurança pública. Ele estava inclusive com Derrite. O Derrite gravou nas redes sociais, a gente lembra que ele foi um nome importante para colocar a mão na massa desses projetos de segurança também apresentados nos últimos meses em Brasília. E o Derrite chegou a falar nessa publicação dele nas redes sociais ao lado de Flávio Bolsonaro que agora sim seria um plano de segurança, garantindo a segurança da população. No final das contas, conta pra gente um pouco mais esse plano de segurança apresentado, quais
os objetivos e os pontos que chamam a atenção a Ágata, tá? Boa tarde de novo. >> Boa tarde de novo para você, Paulo, e para quem tá com a gente. Pois é, é uma série de medidas, são 12 ao todos, que fazem parte dessa proposta chamada de Brasil sem Medo. Ela foi apresentada em um contexto de pré-campanha. Então, o próprio senador Flávio Bolsonaro disse que é um pré-plano, ou seja, para um plano de governo, ela ainda pode ser modificada e acrescentar ainda mais pontos. Os principais pontos apresentados hoje, então, nesse evento que aconteceu em São
Paulo traz o seguinte: a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima. Atualmente nós temos cinco em funcionamento no Brasil, ou seja, dobrar o número de presídios de segurança máxima e adotar um modelo eh que é adotado atualmente em El Salvador, que é um presídio de massa, né, onde é colocado ali a os os presidiários de uma maneira em massa. Outro ponto é a classificação de de facções criminosas como organizações terroristas, assim como há uma sinalização norte-americana com relação aos grupos criminosos brasileiros, a redução da maioridade penal, que também é uma pauta que fica
aqui no Congresso, hora vai, hora vem, mais pouco, avançou, recentemente avançou na Câmara dos Deputados, mas ainda tem um longo eh caminho pela frente. No caso da proposta do senador é a redução penal de 18 para 16 anos e com punições para adolescentes a partir de 14 anos para crimes graves, como estupro, tráfico e assassinato. Assassinato. O fim da progressão de pena para crimes ediondos, crimes graves, castração química. Esse talvez seja o ponto mais polêmico dessa proposta, dessas 12 propostas do senador. Então, castração química de homens que abusam de mulheres e crianças e o monitoramento
com tornozeleira eletrônica de homens que são alvo de medidas protetivas por agressões e ameaças a mulheres. Esse já temos alguns projetos em andamento. além da adoção de um sistema nacional de reconhecimento facial inspirado em programas que já funcionam, por exemplo, em São Paulo, como o Smart Sampa, a muralha paulistana também do governo paulista. Então esse anúncio acontece agora. A gente mostra que acontece num momento em que as pesquisas eleitorais trouxeram, né, um desandar ali na crescida do senador Flávio e também trouxeram que o ponto da segurança pública é a grande queixa do brasileiro, é o
grande interesse do eleitor. Então o senador hoje faz esse evento, anuncia as suas medidas, mas deixa claro que é um pré-plano, que é um plano de segurança, mas para um plano de governo ele deve apresentar assim que começar a campanha mais propostas. E é o primeiro candidato que a gente vê trazer, né, Paula, de fato, as suas proposições aí para um futuro e possível eh governo. Então, a gente vê esse evento de Flávio Bolsonaro acontecendo hoje. Não teve a presença dos seus aliados no governo de São Paulo, mas teve a presença de Derrite, que foi
inclusive a relator aqui da PEC da Segurança Pública que caminhou e que trouxe algumas mudanças nesse sentido, eh, que é a grande questão então do brasileiro, a segurança pública que ainda é muito precária aqui no Brasil. É, exatamente. Até porque o plano, a PEC que tinha sido mostrada ali pelo governo também foi muito criticada. Enfim, vou analisar agora esses pontos que você trouxe pra gente com quem entende, Ágata, obrigada por ter conversado com a gente. Até a próxima. Chamo agora o César Daril Mariano, que é procurador de justiça do Ministério Público de São Paulo, especialista
em segurança pública. Quero ouvi-lo sobre eh esse plano, né, esse projeto chamado de Brasil sem Medo, apresentado pelo senador Flávio Bolsonaro. A gente lembra que ele apresenta também eh esse projeto sabendo que uma das maiores reivindicações da sociedade é justamente a falta de segurança, né, de olho ali já no seu eleitorado. Que que o senhor achou desse projeto apresentado por ele? Boa tarde, bem-vindo. >> Boa tarde, Paula. Boa tarde, aos telespectadores. Todas as vezes que nós ouvimos qualquer tipo de proposta, nós não vamos ter que buscar apenas o que é ideal paraa segurança pública. Nós
temos verificar o que é factível de acordo com a nossa carta constitucional. Se nós temos hoje um problema de segurança gravíssimo, Brasil é um dos países mais inseguros do mundo, onde tem a maior taxa de homicídios de tráfico de drogas. É, por incrível que pareça, o nosso país ele é pouco seguro. Não deveria ser assim. Só que, por outro lado, nós temos alguns direitos e garantias constitucionais que devem ser observados. Toda pessoa, por mais perigosa que seja, ela tem direitos e garantias fundamentais previstos na nossa Carta Constitucional. E algum desses alguns desses direitos, eles não
podem nem ser alterados por meio de emenda constitucional. Então, eu vi algumas dessas propostas são factíveis, outras depende e outras absolutamente despropositadas, que não podem ser aplicadas dentro do nosso sistema constitucional. A primeira dessas propostas e a que a mim parece ser a mais fácil de ser aplicada é a construção de presídios. Eu já venho falando isso há muito tempo. Não adianta nada a justiça prender, prender, prender, pegar o sentenciado e jogar dentro de uma masmorra. Não é assim que funciona a questão da ressocialização. Se um de um lado nós retiramos o marginal do convívio
social, que é uma das finalidades da pena, por outro lado, ele vai sair e muitas vezes ele sai muito pior do que ele entrou. Então, nós temos de ter unidades prisionais que realmente de alguma maneira ressocialize o indivíduo. Óbvio que há aqueles que não querem ser ressocializados, que nunca serão ressocializados, mas a imensa maioria dos marginais podem ser ressocializados. Então, é muito interessante, inclusive a construção de outros presídios federais haja vista enormidade de pessoas perigosas, de pessoas que que fazem parte de facções criminosas, de homicidas violentos, de traficantes violentos que devem ser segregados da forma
mais severa possível da sociedade. Então eu vejo com bons olhos, nós falamos e aumento das unidades prisionais e de aumento de vagas nas unidades na na nas unidades já existentes. A outra proposta é a classificação dessas organizações criminosas violentas ou ultra violentas, como diz a legislação, as facções criminosas que dominam territórios, como o comando vermelho e o primeiro comando da capital, como organizandizações terroristas. Eu não vejo necessidade dentro do nosso sistema, porque hoje nós já temos uma legislação que é o marco legal de combate ao crime organizado ultraviolento, extremamente moderna, eficiente, basta que seja aplicada.
É uma legislação nova, ainda não houve oportunidade de aplicação, seja pelas polícias estaduais, seja pela Polícia Federal, mas é uma legislação muito eficiente. Ela é muito mais eficiente do que a própria lei antiterror existente no Brasil. Só pro pros nossos telespectadores terem uma ideia, a pena máxima para quem pratica um ato de terrorismo é 30 anos. Para quem pratica determinadas condutas dentro de organizações criminosas ultraviolentas, é 80 anos. E nós temos mais mecanismos de investigação, de inteligência do que a própria lei antiterror. Obviamente, se quiser alterar, altera, desde que se altere também a lei antiterror.
Alterando a lei antiterror, nós teríamos legislação equivalente a uma lei antiterror até mais severa do que a existente, mas não precisa, não há necessidade disso. O que acontece quando uma organização dessa é catalogada como organização terroristas? Nós temos efetivamente maior facilidade paraa troca de de informações, de inteligência, de repatriação de bens, de extradição de pessoas. Mas já existe essa facilidade também quando se trata de crime organizado. Vou mais longe. Isso é uma vontade política do legislador. Se quiser pode fazê-lo, mas eu não vejo necessidade nesse momento. A outra questão é a redução da maioridade penal
de 18 para 16 anos, que eu sou totalmente favorável. escrevi artigos, dei diversas entrevistas, participei de lives nesse sentido. E a fundamentação é muito simples. Se o menor com 16, 18 anos pode votar, pode se emancipar, pode praticar determinado atos da vida civil, quer dizer que ele tem plena capacidade de saber o que ele está fazendo, de determinar-se de acordo com esse entendimento. ter a capacidade de entender e de querer o que a Constituição traz, o que a legislação ordinária, Código Penal, Estatuto da Criança do Adolescente Traz, é uma presunção legal de inimputabilidade. Não é
algo biológico, é simplesmente o constituinte em 1988 por uma política criminal à época diz a a maioridade ser a partir dos 18 anos. Não se trata de cláusula pétria. Pode ser alterado por emenda constitucional. Não está entre os rols de direitos e garantias fundamentais previstos no artigo 5º da Constituição. Se o constituinte efetivamente quisesse que se tratasse de um direito e garantia fundamental que não pudesse ser alterado por emenda constitucional, teria inserido no rol do artigo 5º da Constituição e não o fez. Deixando evidente que foi uma política criminal dele, então pode ser alterado por
emenda constitucional. O que eu não sou favorável e eu não sei se eu entendi direito, porque eu não li o plano com detalhes, é também reduzir para 14 anos o caso de crimes mais graves. Aí eu sou absolutamente contra porque não tem o paradigma. Nós tínhamos esse paradigma de que o adolescente com 16 anos pode votar, pode se emancipar. Nós não temos um paradigma no que diz respeito a menores com 14 anos. numa situação desse tipo, o que pode ser feito, não sei se a intenção do do candidato, que essas pessoas, que esses adolescentes sejam
punidos de forma mais grave, mas de acordo com o estatuto da criança, do adolescente. Aí é possível, basta uma alteração do ECA e não haverá problema nenhum. Agora, reduzir para 14, eu sou contra, sou favorável entre os 16 e 18 anos. e que nesse interregno 16 e 18 ele cumpra a pena em unidade especial, fora das unidades prisionais, onde estão as pessoas maiores de 18 anos. Agora, ao completar 18 anos de idade, ele vai cumprir a pena como um maior qualquer. Aí eu sou plenamente favorável. A questão do fim da progressão de regime, isso já
existia na lei 8072/90. da sua redação original e o Supremo Tribunal Federal entendeu que é inconstitucional. Se for alterar de novo, novamente, o Supremo Tribunal Federal vai dizer que é inconstitucional. Se se alterar na Constituição Federal diretamente, pode-se até discutir, mas mesmo assim não duvido que o Supremo Tribunal Federal também decida que é inconstitucional. Hoje nós já temos uma legislação que para crimes ediondos equiparados, pessoa é primária, 80% da progressão de regime. Se é reincidente é 85%. Já tá ótimo. Se for eh eh crime de onondo com resultado morte, não cabe nem livramento constitucional. Não
vejo necessidade de se alterar isso, até porque muito provavelmente o Supremo Tribunal Federal julgará ser inconstitucional, como já o fez. A questão da castração química, que esse nome é equivocado, não é castração química, é um tratamento hormonal, de tal forma que a pessoa não tenha mais libido. Aí vai depender da hipótese. Se for algo obrigatório, coercitivo, é condenado, vai ser, entre aspas, castrado, é absolutamente inconstitucional. Só viola a dignidade da pessoa humana, se trata de pena cruel, se trata de pena degradante que atinge a integridade corporal da pessoa. Isso a Constituição Federal não permite. É
absolutamente incondicional. Segunda hipótese, condicionar o benefício também a castração química também é inconstitucional. Porque a pessoa ela está sendo constrangida. Ou ela se se submete a esse tratamento e obtém o benefício e não se submete, não é, não obtém o benefício, também é constitucional. O que pode ser feito é o seguinte, é se ela se submeter a esse tratamento quando for condenada por estupro de vulnerável por algum crime sexual mais violento, o que pode ser feito é o seguinte: Altera a legislação nesse sentido. Olha, o prazo de progressão de regime é de 80%. Se você
se submeter a esse tratamento, você tem a redução do prazo, por exemplo, para 70%, para 60%. Se você não se submeter, você vai cumprir o prazo normal para ter a progressão de regime. Aí é uma questão de voluntariedade da pessoa. Ela aceita se ela quiser. Se ela não aceitar, ela vai cumprir a pena normalmente, de acordo com os prazos normalmente existentes. É uma questão de voluntariedade da pessoa. O direito é disponível nessa hipótese, ela aceita, se quiser. Aí eu não vejo o problema. No meu modo de ver, ela simplesmente optou, não a questão de voluntariedade,
optou, aceitou, vai obter essa esse benefício. Não aceitou, vai cumprir a pena normalmente. Não está sendo obrigada pelo Estado a se submeter esse tratamento que atinge a sua integridade corporal, obviamente. Outra questão que é monitoração com tornozeleira das pessoas que pratiquem crimes contra mulheres. Perfeito. Já deveria ter sido feito há muito tempo. Nem precisaria de lei na realidade. O problema todo é o seguinte, é que nós não temos tornozeleira eletrônica hoje, nem para as pessoas que saem saída temporária, regime aberto ou os presos mais perigosos que cumprem regime domiciliar. Como que nós vamos fazer? Haverá
uma dotação orçamentária para o Brasil inteiro? Porque não adianta apenas a tornazeleira. Nós temos que ter um sistema de monitoração dessas tornozeleiras, que é algo bem complicado. Então, se houver essa disponibilidade de verbas, perfeito. Eu acho ótimo. Já deveria ser feito ontem isso, mas isso depende de verba, depende todo de um sistema. E esse sistema, se realmente existir, existirem verbas, ótimo, muito bem feito. Segundo é o sistema de adoção de um sistema nacional de reconhecimento facial, como já existe aqui em São Paulo. Perfeito também. Isso daí será ótimo para que as polícias possam prender aquelas
pessoas que estão sendo procuradas. Nós temos milhares de mandados de prisão, milhares de pessoas procuradas, temos uma enormidade de crimes praticados na cidade que se nós tivermos esse sistema de reconhecimento facial que aqui em São Paulo é muito adotado e funciona realmente, ótimo, perfeito, desde que obviamente seja preservada a intimidade das pessoas que estão sendo fotografadas, estão sendo filmadas, que são muitas. O que não pode é cair no domínio público. Isso. Então, nós temos que ter um sistema de integridade dessas imagens paraa preservação da intimidade da imagem das pessoas, inclusive um sistema de auditoria para
que isso daí não faze. Então, é perfeito também. Então, veja, não adianta apresentar propostas que não são factíveis. Nós deveremos ter propostas que sejam factíveis de ser aplicadas, né? em campanha eleitoral começa a aparecer um monte de propostas muito muitas interessantes e outra não. Obviamente que isso vai depender de uma discussão ampla no Congresso Nacional de legislação, de aportes financeiros, como eu já disse, tudo que é feito para em prol da segurança, ótimo. Agora vamos verificar se isso não viola nenhum direito e garantia fundamental. Lembrando, se de um lado nós temos um direito à segurança
que realmente deve ser aperfeiçoado, de outro nós temos o direito dos indivíduos, direitos individuais, constitucionais que também devem ser observados. E nós temos que ter um sopesamento entre esses bens e valores para saber qual deve preponderar. Por isso que alguns, algumas dessas propostas são factíveis constitucionalmente e outras não. Esperamos que tenhamos um debate muito amplo no que diz respeito à segurança pública por todos os candidatos, porque o que o cidadão quer efetivamente é que se sinta mais seguro, que a legislação existente hoje seja aplicada corretamente, mas que não haja nenhum tipo de violação a direito
e garantia constitucional do cidadão. Agora, procurador, eu não sei se o senhor teve o mesmo sentimento eh da questão de inibir os crimes, porque, por exemplo, eh quando fala da questão dos 14 anos, que o senhor falou, a redução da maioridade para de 18 para 16 anos, em casos mais graves para 14. Esses casos mais graves seriam estupro, tráfico, assassinatos, alguns dos exemplos eh mencionados. Aí tem a questão que o senhor fala também da castração química, né, que não chega a ser uma castração como as pessoas imaginam. é o medicamento que toma e aí esse
homem não vai ter mais alibi do que a inconstitucionalidade eh disso, como o senhor disse, mas seria uma pena para aqueles homens que abusam de mulheres e crianças. Eh, o que seria o ideal se fazer? Então, por que que eu pergunto isso? Porque na verdade hoje em dia com tudo que se faz, câmeras que tem, a violência contra a mulher, ela não diminui, ela aumenta. A gente teve no ano passado um recorde do número de feminicídios. O que eu quero dizer com isso é que esses homens não estão tendo medo. Alguns já participaram, inclusive de
audiência de custódia com imagens mostrando eles violentando essas mulheres e na sequência foram soltos. O que seria o ideal para inibir esse tipo de crime? Então, porque o que tá sendo feito até agora, a gente tá vendo que não tá adiantando. >> Eu trabalho com isso a 35 anos. Há 35 anos nós temos esse problema. Houve um aumento de violência contra a mulher? novo, mas sempre existiu. O que antigamente não existia era delegacia de proteção à mulher, eh, que se levasse mais a sério esse tipo de crime. De um tempo para cá, foi o que
ocorreu. Nós temos delegacias especializadas. Boa parte dos processos que eu recebo todos os dias são de violência contra a mulher. Então essa violência ela está arraigada, infelizmente em determinadas pessoas. Determinadas pessoas acham que tudo se resolve na violência. E veja que não é o direito penal que vai solucionar essa questão. Nós temos um problema muito mais sério, um problema de educação, um problema de álcool e drogas, que boa parte das vezes em que o homem agride ou mata a mulher, ele está sobrito de álcool. ou de drogas ilícitas, problemas financeiros. Isso daqui hoje eu tava
acabando de falar num num processo de uma lesão gravíssima que o marido praticou contra a mulher em discussão problema financeiro, a questão financeira. Eles estavam com problema de dinheiro em casa, isso acabou levando uma discussão e tivemos quase uma tragédia, falta de lazer, né? Lazir é importantíssimo, porque se essas pessoas estão se divertindo, estão praticando esporte, elas vão estar mais alegres, não vão chegar em casa e descontar na mulher. Então, nós temos uma série de problemas que devem ser levados em consideração. Isso no que diz respeito à violência, agressão contra a mulher, que infelizmente isso
acaba transbordando para o feminicídio. Outra situação é a questão do estupro, principalmente de estupro de vulnerável. O telespectador não tem ideia da quantidade de processos que nós recebemos dessa barbaridade que ocorre na maioria das vezes no seio familiar. São crianças de 4, 5, 6, 7 anos que são violentadas às vezes pelo padrasto, pelo pelo avô, pelo pai, pelo por pessoas ligadas pelo vizinho. E às vezes a mãe sabe e não fala nada porque não quer perder o companheiro. Então isso daí já é uma questão muito diferente. Nós temos que passar na questão da da da
educação e muitas dessas pessoas são doentes. é doença esse tipo de situação, fazer isso acaba sendo doença. Se for feito uma um exame de insanidade mental, vai ser verificado que as pessoas são doentes, que que chamado do dos pedófilos que acabam se satisfazendo em praticar sexo ou ver a até mesmo cenas de de nudez, cenas eróticas, cenas eh pornográficas com crianças e adolescentes. Então nós precisamos aí numa situação muito diferente, não apenas na esfera penal. Se por um lado nós temos de ter situações, punições extremamente graves, de outra isso passa também numa educação, passa também
para que a mãe ela tome mais cuidado com quem ela vai colocar dentro de casa, que ela verifique o que está acontecendo com seus filhos, que às vezes é um uma negligência própria da mãe que acontece. Em muitos dos casos, eu tô falando na prática que eu vejo isso, ela não percebe algo que deveria perceber. É uma comportamento diferente da criança, né? A criança já não tá era uma boa aluna, não é mais boa aluna. A criança que está se automutilando, que não come, que chora demais. são situações típicas de violência sexual contra a criança
e adolescente que a mãe tem que tomar cuidado. Então essa educação é extremamente importante, seja no que diz respeito à criança para noticiar o que que está acontecendo, seja da mãe para tomar um maior cuidado. E nas escolas a mesma coisa, os professores verificarem se aquela criança, se aquele adolescente mudou de comportamento, tentar conversar, né? Toda escola tem um psicólogo, tem um assistente social para ver o que que tá acontecendo, porque muitos dos casos que nós apuramos são situações desse tipo que são descobertas na escola. Aí é acionado o Conselho Tutelar, aí são tomadas as
medidas cabíveis. Mas a punição hoje para esse tipo da de conduta, principalmente quando é é reiterada, ela chega a 30, 40 anos. punições são extremamente graves e no meu modo de ver, pela experiência que eu tenho, não é a castração química que vai resolver isso. Pode resolver pontualmente no que diz respeito àquela pessoa, >> mas não essa epidemia de crimes sexuais que nós temos atualmente. >> Procurador, obrigada por ter conversado com a gente. O importante é isso, né? a gente tá falando sobre esse assunto, eh, assim como o governo federal, os parlamentares estão debatendo agora
o pré-candidato, porque o a sensação da população é não aguento mais. Tanto que muitas vezes a gente noticia eh a população tentando fazer a justiça com as próprias mãos. A sensação de insegurança realmente tá muito grande. Obrigada, viu, por ter conversado com a gente. Até a próxima. >> Até a próxima. Dispõi. >> E olha, gente, agora 3:27, lembrando você que a gente aqui na Band News TV, no Tar de Band News, tá fazendo uma série de entrevistas com os pré-candidatos ao governo de São Paulo. A gente ouviu ontem por aqui o deputado federal e pré-candidato
do governo Kim Cataguiri. Ele é do partido missão e amanhã às 3 da tarde será a vez do ex-ministro pré-candidato Fernando Hadard do PT, Partido dos Trabalhadores. A sabatina vai acontecer comigo e com o Marco Antônio Sabino no nosso Tard Band News. Então amanhã às 3 da tarde, agora 3:28 pelo horário de Brasília. A gente tá intervalo rapidinho, mas daqui a pouco a gente vai ter uma entrevista exclusiva por aqui. Vamos sai daí. Tá todo mundo doido pro Brasil entrar em campo, mas a verdade é que a gente voltou a jogar faz tempo. E a
tática é uma só, fazer bonito fora de casa e ganhar mais uma taça. Porque o brasileiro tem um molho, tem criatividade, tem a brasileiragem que o mundo tá louco para receber. Já são 24.000 empresas brasileiras conectadas. 1 trilhão de dólares exportados nos últimos 3 anos, levando produtos brasileiros a 230 destinos. Apex Brasil é o Brasil fazendo bonito pro mundo. De volta aqui agora 3:29. A gente chegou na metade do nosso tarde Band News, que segue ainda com muita notícia, informação, entrevista, análise, já com uma entrevista exclusiva aqui para você no Tarde Band News até às
5: da tarde. Agora vamos pra Brasília com a nossa Ágata Gonzaga porque assim, não sei se foi a operação de hoje, o que que aconteceu, a gente teve ali mais uma operação, mais um braço da operação compliance zero que investiga a o banco master, né? Mas simplesmente tivemos um esvaziamento. Presidente do Senado, Davi Alcol Columbre cancelou a sessão no Congresso justamente porque não tinha quórum. Falta de quórum. É isso, Ágata. Boa tarde de novo de quórum e de acordo. Boa tarde mais uma vez para você, Paulo, e a quem está com a gente. O senador
disse que não encontrou ali nas reuniões com os líderes partidários acordo para votar essa série de vetos que deveriam ser avaliados nessa sessão de hoje. Pelo menos 65 vetos presidenciais e alguns projetos de lei que fazem alteração à lei orçamentária. Então, de muita importância. Mas Daviel Columb, embora tenha cancelado essa sessão no dia de hoje, deixou claro que vai marcar uma próxima sessão nos próximos 15 dias, porque essa sessão deve acontecer com ou sem acordo para votar antes do recesso parlamentar de julho. Então, hoje deveriam ser tratados alguns assuntos, como por exemplo, a subordinação da
Lei Geral do Esporte às normas internas das organizações esportivas, pontos da regulamentação da reforma tributária, a responsabilidade do INSS no ressarcimento de descontos indevidos relativos à mensalidades associativas, a inclusão de florestas madeireiras não nativas no rol das áreas de reserva legal, incentivo fiscal para desenvolvimento de games brasileiros independentes. que tem aqui cinco itens, mas eram 65 que iam ser analisados então nessa sessão que foi cancelada pro dia de hoje, mas fica com esse recado de Davi Columbri que nos próximos 15 dias haverá uma nova data independente de acordo entre as lideranças partidárias. O senador Daviel
Columbri chegou a dizer que eh encontrou ali durante as reuniões com os líderes partidários divergências até dentro do mesmo partido, porque a gente lembra que para eh votar, conseguir a derrubada de um veto presidencial, por exemplo, precisa da maioria absoluta tanto da Câmara dos Deputados quanto dos senadores. Então, às vezes, num partido, a parte dos senadores concordavam na eh na derrubada de um veto, outro do outro lado, na Câmara dos Deputados queriam a manutenção do veto. Então, não houve acordo desse e sem acordo e sem quórum, né, sem a presença eh dos votantes. Foi encerrada
a sessão no dia de hoje, mas com essa promessa de que ela será retomada então nos próximos 15 dias antes da chegada de julho. >> Agora, Ágata, isso pode ter a ver eh justamente com a operação compliance zero de hoje, mais um braço aí da operação. Como é que estão os bastidores disso? A movimentação hoje por aí tá mais esvaziado mesmo? Tá mais esvaziado, sim, Paula, como a gente disse, quando começamos o programa hoje à tarde, né, quando se tem eh escândalos envolvendo nome de parlamentares, são dois fenômenos ultimamente que t acontecido. O primeiro é
o discurso de criação de CPI ou CPMI para se investigar justamente aquilo a que está sendo associado algum parlamentar e o outro, de fato, é um esvaziamento, né? porque não se não se encontra mais os parlamentares aqui pelos corredores, pelo menos até agora nesta tarde de quinta-feira, embora eles estejam se pronunciando ali nas redes sociais principalmente. Mas pode sim ter uma relação com isso, a falta de quórum, né, de não ter, além do fato de não ter um acordo para votar eh esses vetos presidenciais, ali também a falta de quórum, justamente porque não sendo quinta-feira
também se aproximando do fim de semana, nem sempre os parlamentares estão por aqui, às vezes fazem o uso do voto em trânsito. E o que a gente vê que de fato hoje tá menos movimentado aqui. Eu tô falando do Senado, mas a situação é a mesma na Câmara dos Deputados. sabe que por várias vezes a gente entrevista aqui, né, a Ágat Parlamentares no Tard Mand News e eles têm reclamado eh principalmente do Senado, principalmente senadores desse esvaziamento. Aí eles me dizem, eu pergunto, mas por que então por que as pautas não estão sendo votadas? Por
que que não tá tendo a sessão? Tem muito a questão da CPMI, realmente de a Columber fugir desse assunto. E aí o que eles me respondem é o seguinte: metade me diz que é medo do Banco Master e a outra metade diz que é ano eleitoral. Você que tá por aí todos os dias, você sente que é mais para que lado dessa balança que tá indo esse esvaziamento, que não é só de hoje, né? >> Não, não é só de hoje. Eu acho que é mais eleitoral, embora uma coisa esteja muito associada à outra, viu
Paulo? Eu vi você até conversando com um especialista para saber se o Banco Master vai ser uma coisa que deve guiar as eleições, que terá algum peso. Parece que não tem como desassociar os dois assuntos no momento e que estão fazendo esse afastamento até eh das mídias, né, dos próprios parlamentares. De fato, é a proximidade com a eleição. Ninguém quer colocar em risco a sua eventual candidatura e também a possibilidade aí de novos escândalos ou de ter o seu nome atrelado aos escândalos do Banco Master. Então são assuntos polêmicos pelos quais aqui a gente vê
que de fato há um esquivamento quando para não falar ou não se envolver. >> Tá certo, Ágata? Obrigada, viu? A gente segue acompanhando e fazendo a repercussão, aliás, repercussão agora e exclusiva no Tarde Band News com assunto do dia. A quinta-feira começou com mais um braço da operação compliance da Polícia Federal e hoje o principal alvo é o senador Jax Wagner. Ele foi alvo de mandados de busca, apreensão. Ele é líder do governo no Senado e conversa agora com exclusividade com a Band News TV, direto da Band Bahia com o apresentador Víor Pinto. Víor, senador,
boa tarde, bem-vindos por aqui. >> Boa tarde. >> Boa tarde, Paula. Boa tarde a todos que nos assistem aqui no canal Band News. Senador, primeira pergunta. A Polícia Federal confirmou 55.000 33.000 1000€ apreendidos e endereços eh ligados ao senador. Mais do que isso, teve também no pedido da Polícia Federal arrolado na decisão do André Mendonça, uma questão que envolve um apartamento milionário no orto florestal aqui em Salvador. Lhe pergunto primeiro sobre a questão do dinheiro, é seu dinheiro? De quem era esse dinheiro aprendido? Segundo, sobre o apartamento, tem algum envolvimento seu ou de algum parente
seu sobre essa questão do apartamento? Não reparei o dinheiro. Eh, eu várias vezes viajei pro exterior, mandei até levantar e de 2019 para cá eu recebi de diários aproximadamente 70.000. E outras vezes que eu fui viajar, eu comprei via Banco do Brasil, onde eu tenho a conta, dólares ou euro, para fazer a viagem. Então eu não tenho nenhuma coisa para esconder desse dinheiro. Tá guardado no cofre porque eu vou viajar, nem sempre eu levo a diária. Às vezes gasto com um cartão e, portanto, o dinheiro tá lá. Os envelopes inclusive no caso de Brasília eram
envelopes com um timbre do Senado Federal que é quando você recebe a diera em espécie em dólar. Então, na do ponto de vista do dinheiro, eu tô absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master ou do Augusto Lima. Então eu tô absolutamente à vontade. Sobre o apartamento. Na verdade era um apartamento, é um apartamento que tá em construção aqui no Orto. Eu tinha interesse de dar um apartamento, de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Guga, o Augusto Lima, é um investidor, disse ele: "Você pode comprar, depois eu vou
recomprar, porque o apartamento tá em construção, não tá pronto e eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar e pagar o apartamento ou ela financiar. Então não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim. Eu não tenho, vou repetir, nenhum negócio com o Master ou com o Cred Sexta. Nós privatizamos a rede de supermercado sexta do povo e essa rede levou junto o cartão. Daí pra frente foi um negócio desenvolvido pelo banco e pelo próprio Augusto Lima. Paula, >> senador, boa tarde, bem-vindo. Obrigada por conversar com a gente aqui com exclusividade no
dia em que o senhor é o grande assunto do dia. Queria que o senhor falasse pra gente qual é exatamente a sua relação com Daniel Vorcaro. O senhor conhecia o banqueiro, conhece o banqueiro, já esteve com ele. Conta pra gente, por favor, qual a sua relação com ele. >> Minha relação com Daniel Borcar é praticamente zero. Eu nunca tive maiores entendimentos com Daniel. O entendimento foi na venda do CR de sexta. O Augusto Lima comprou o CR de Cesta, na verdade a rede de supermercado junto com o fundo espanhol. Depois ele procurou um banco para
poder ter fluxo de caixa e fazer os empréstimos. Aí que entra o Banco Máxima na época e depois o Banco Master. Eu tive com o Daniel apenas duas vezes. Uma vez quando ele veio se apresentar por tava entrando de sócio do Augusto Lima na questão eh do Credita. E a segunda vez, quando o Augusto Lima me pediu uma indicação para eh ele queria melhorar o nível do banco, ele criou uma indicação paraa área jurídica do banco. Ele já tinha contratado Gustavo Loiola no conselho de administração para a parte econômica e ele queria alguém na área
jurídica. O ministro Lewandows tinha acabado de se eh aposentado o Supremo por conta dos 75 anos. Eu digo: "Olha, eu acho que não tem pessoa melhor". Foi a segunda vez que eu vi quando eu fui apresentar o ministro Lewandowski para eles. Só essas duas vezes não tem nenhuma relação com Daniel Vorcaro. >> Senador, diante dessa operação, sua pré-candidatura ao Senado tá mantida? >> Diga, Paula. >> Não, desculpa, só complementando essa essa pergunta que o senhor falou que não tinha relação com Daniel Vorcaro, mas não foi o senhor que apresentou o ex-ministro Guido Mântega a ele?
>> Mântega a ele? Não, não fui eu, hipótese nenhuma. A única vez que eu apresentei não foi a ele, foi o Augusto Lima, que é o baiano que comprou a rede de supermercado e o cartão sexta foi junto. Ele é que me pediu que indicasse alguém para jurídica e eu indiquei o ministro Lewandowski, consultei o ministro através de pessoas minhas e o ministro disse: "Não, eu não quero ir pro conselho. Se ele quiser, eu posso ser o consultor jurídico do banco". E foi o que ele foi contratado. Eu nunca apresentei Guido do Mantega a o
pessoal do Banco Master. Não sei por que caminho eles chegaram ao Guido do Manteg. >> Senador, sua pré-candidatura ao Senado segue mantida mesmo diante dessa operação? E mais, tem algum receio do governo Lula lhe isolar para que esse assunto não venha contaminar a pré-candidatura do presidente? Olha, primeiro, em relação à minha candidatura tá absolutamente mantida. Eu tô muito seguro de tudo que eu fiz. Tô muito seguro da da minha vida pessoal. Eu não tenho CNPJ, eu só tenho CPF, não tenho empresa, não tenho nada. Eu tenho um apartamento que é o apartamento que eu moro
e meu sítio lá em Andareí. Esse é meu patrimônio e tá declarado no imposto de renda. Então, minha candidatura se mantém. Aliás, em você deve se lembrar que em 2018, quando eu também fui candidato ao Senado, teve uma busca e apreensão na minha casa por conta da Fonte Nova em 18 de fevereiro, dessa vez foi em junho. Eu fui candidato, mantive minha candidatura e fui o senador mais bemvotado da história da Bahia. Não tô dizendo que isso vai se repetir, mas eu não tenho por retirar minha candidatura. Minha candidatura tá mantida. E repare, a liderança
do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje. E não acho, sinceramente muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem, pela confiança que ele tem em mim. fez questão de me ligar, se solidarizar comigo e ele que já teve problemas até maiores do que esses, como eu tive, mas ele muito pior, que foi preso depois inocentado e tá aí com o presidente da República. Então, minha candidatura tá mantida e eu espero ser eleito de novo senador da Bahia. >> Paula. >> E o senhor continua na
liderança do governo no Senado? Senado. >> Eu continuo na liderança até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer um direito dele, o cargo é do presidente da República, o cargo de líder do governo, mas eu falei com ele hoje, ele sequer tocou nesse tema. Então, na minha opinião, ele vai manter. Até porque, repare, isso por enquanto é uma mera investigação, como foi a investigação 2018 sobre a fonte nova. Até agora eu não sou ré, não sou culpado, não sou nada. É uma investigação
em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou no celular ou em alguma delação de alguém que eu desconheço quem foi e vieram conferir comigo. Eu tô absolutamente tranquilo em relação a tudo que eu tenho a dizer. >> O senhor senador teria intermediado algum tipo de conversa de Lula com Daniel Vorcaro fora da agenda oficial? Se sim participou dessa conversa? Não, nunca participei. Aliás, a conversa houve, não fui eu que intermediei, não fui eu que intermediei com o Guido Mântega e não participei dessa conversa. Eu nunca tive nenhuma participação em conversa com Daniel
Vorcaro. Vou repetir. Eu conheci esse senhor duas vezes. A primeira vez que ele veio se apresentar depois que virou sócio de Augusto Lima no cartão. >> E a segunda vez quando eu levei o ministro Lewandowski, que Augusto Lima, que é com quem eu tinha a relação, me pediu uma indicação e eu fui levar para apresentar o ministro Lewandowski. Fora disso, nunca tive com ele. >> Das decisões eh que foram proferidas hoje, uma delas trata da restrição de comunicação com principalmente Eduardo Sodré, que é secretário do meio ambiente da Bahia, filho da sua esposa Fátima Mendonça,
também a esposa dele, a Bond Bonilha, de não haver nenhum tipo de comunicação entre vocês. O senador foi pego de surpresa com essa medida? >> Não, porque na verdade essa medida foi exetuada, só para lhe dizer na decisão eh do ministro S. André, se eu não tô errado na minha interpretação dos meus advogados, ele excetuou exatamente Eduardo e Bon conta da relação de família. Evidentemente que ele diz para não ter relação sobre o caso especificamente, mas eu não tenho, pelo que eu entendi, a menos que meu advogado me diga diferente, não tenho nenhum impedimento de
estar conversando com ele por questão dos laços de família, até porque Fátima não tem nada a ver com isso. O celular dela não foi aprendido, só o meu e dois celulares foram aprendidos. Então a relação familiar tá preservada. Paula, >> senador, o senhor chegou a me dizer na resposta anterior que conversou hoje com o presidente Lula e ele não teria mencionado nada a respeito do senhor deixar a liderança do governo no Senado. Vocês falaram sobre a operação de hoje, sobre o caso Banco Master e o que que vocês falaram sobre esse assunto? O que que
o presidente Lula disse a respeito da operação de hoje pro senhor? O presidente Lula ligou para mim para se solidarizar comigo, dizer que mantém absoluta confiança nele. Ele, a gente se conhece há 48 anos e, portanto, ele sabe qual é meu jeito de agir. Aliás, a Bahia sabe que a Bahia é terra de Muro Baixo. Se eu tivesse qualquer tipo de esquema fora do permitido, seguramente todo mundo saberia. Vou repetir, eu não tenho CNPJ, eu só tenho meu CPF. Então ele só ligou para dizer: "Ó, fique firme, essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas
conte com a minha confiança." Então, do meu ponto de vista, até agora, o que eu tenho do presidente Lula é a solidariedade ao ocorrido. >> Senador, o senhor apoia a instalação no Congresso de uma CPI do Banco Master? Eu assinei a CPI do Banco Master, apesar de que não sei o que que a CPI do Banco Master poderia acrescentar, porque na verdade as investigações já foram longe prátic do meu ponto de vista tá tudo exposto, mas eu fiz questão de assinar para não parecer que eu tivesse com qualquer preocupação em relação a essa CPI. Se
ela for instalada, aí depende da do Congresso, do Senado, eu eventualmente até participarei. >> Paula, >> senador, a Polícia Federal fala também na sua atuação tentando ajudar de alguma forma as pautas que podem favorecer o Banco Master como o Fundo Garantidor de Crédito. É, em uma das mensagens que foi identificada pela Polícia Federal, Augusto Lima diria o seguinte ao senhor: "Você, mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso, explicando ao senhor os termos da operação de venda do Banco Master ao Banco de Brasília. Como é que o senhor vê essa essa
mensagem? O senhor lembra de ter trocado essa mensagem com o Augusto Lima e a respeito também do Fundo Crédito, né, do FGC, que a gente sabe que também é uma emenda que foi apresentada pelo próprio senador Ciro Nogueira, que também já foi alvo de operações. >> Não repare, o governo foi contra, eu como líder do governo encaminhei contra essa emenda de ampliação do fundo garantidor. as palavras do Augusto Lima, que eu sinceramente não me lembro, mas que foram relatados por alguém, a Polícia Federal que abriu o telefone dele. Na minha opinião, o que ele quis
dizer é que eu conheço a história dele e conheço. Ele era vendedor de consignado, era uma pessoa que trabalhava e que resolveu adquirir a rede do supermercado estatal sexta do Povo, que era um trambolho que eu recebi dos governos anteriores, que a gente privatizou e foi junto o cartão. Então quando ele diz, "Você conhece a minha história?" É invocando uma história de uma pessoa trabalhadora que cresceu pelo seu trabalho. Agora se depois que ele uma pergunta interna, tá bom? >> Ok. Ok. Como? >> Não, pode continuar. Sen >> não é que se depois da compra,
repar, eu já disse isso várias vezes, nós privatizamos uma rede de supermercado estatal, que era um absurdo. Os liberais criaram uma rede de supermercado estatal. Nós resolvemos privatizar essa rede. Fizemos dois leilões na bolsa de São Paulo, deu vazio. A partir daí, nós fizemos uma chamada pública aqui na Bahia. O Augusto Lima, que era vendedor de consignado para sindicatos, se apresentou acompanhado de um fundo ou de uma empresa espanhola que foi quem adquiriu. Não existia nem Banco Máxima, nem Banco Master, nem Daniel Vocaro. Ele apareceu depois quando Augusto Lima foi procurar um banco que pudesse
dar a ele fluxo de caixa para poder fazer os empréstimos. Então eu sinceramente tô muito à vontade em relação a essa questão, porque quando a gente vendeu, vendeu, repito, um absurdo que era uma rede de supermercado estatal. >> Senador, uma última pergunta eh ainda referente a ao início da nossa entrevista sobre a questão do do valor encontrado pela Polícia Federal. Primeiro, é uma prática comum do Senado eh entregar aos senadores o valor de diária em espécie. É, >> segundo, se o senador não pensou em depois depositar de alguma forma em alguma conta, eh, por que
guardar no cofre? >> Não é para esse dinheiro. Primeiro que você não deposita em conta dinheiro em dólar. Segundo, porque se eu recebi vindo do Senado da República e outra parte eu próprio comprei quando ia viajar, esse dinheiro tá escriturado porque o Senado paga a diária pra gente. Por exemplo, você vai viajar, >> tá declarado esse dinheiro, então? >> Claro que tá declarado, porque foi recebido como diária do Senado da República. >> A maior parte dela é isso. >> OK. Paula, >> posso fazer uma última pergunta também? Já que a gente estava falando aqui a
respeito eh das emendas do Fundo Garantidor, que o senhor disse que não lembra dessa troca de mensagens com Augusto Lima, mas também ali uma pauta de Ciro Nogueira citado. Qual é a sua relação com o senador Ciro Nogueira? a relação institucional. Eu me relaciono com todos os senadores, de Flávio Bolsonaro aos do PT, porque eu fui 4 anos eh oposição ao governo Bolsonaro e era senador da República. Meu estilo toda a Bahia conhece, todo o Brasil conhece, é um estilo de conciliador. Então eu converso com todo mundo, até porque nós não tínhamos maioria depois que
eu virei líder do governo para aprovar a matéria do interesse do governo do presidente Lula. Então, converso com Ciro Nogueira, converso com Flávio Bolsonaro, converso com Rogério Marinho e converso com os senadores da base. Então, não tem nenhum problema. Agora, o fato que você citou de que eventualmente o Augusto Lima me mandou a emenda, é normal. Qualquer senador é procurado pelos interessados na votação de uma matéria, tentando convencer a pessoa a votar naquela matéria. Vou repetir, o governo foi contra o aumento do FGC, da garantia do FGC e eu, como líder do governo, encaminhei dessa
forma contra o aumento do FGC. Então não tem nenhum problema com isso. E reparem, no Congresso Nacional, no Senado da República, eu converso com todo mundo, converso com o presidente Davi, converso com o ex-presidente Rodrigo Pacheco e converso com da oposição e do governo sem nenhum problema. Não tenho nenhum tipo de restrição a dialogar com as pessoas do Senado da República. >> Senador, agradecer sua presença e a disponibilidade de poder conversar com a gente. >> Não, eu que agradeço essa possibilidade de esclarecer os fatos. Eu tô sinceramente muito tranquilo em relação a isso. O ministro
André Mendonça decidiu dessa forma. Eu não tenho nenhum reparo a fazer a decisão dele. A Polícia Federal entendeu que era para fazer isso. Evidentemente que eu eu reconheço que tem gente com muito mais milhões recebidos que não foram eh não tiveram essa busca e apreensão. Mas eu não vou reparar. Decisão da justiça a gente cumpre. Ela foi cumprida pela Polícia Federal. Eu recebi a Polícia Federal na minha casa, evidentemente não à vontade, porque 6 horas da manhã é extremamente desconfortável você ter sua porta arrombada e alguém entrar na sua casa, mas eles fizeram a vistoria
que queriam e agora eu espero a conclusão. Por enquanto é uma investigação, é uma um processo que tá em curso. E eu vou repetir, minha candidatura tá mantida. Eu sou candidato a senador e espero ser reeleito a senador pela Bahia, ao lado de Rui Costa e do governador Jerônimo Rodrigues. Senador, muito obrigada. Obrigada, Vittor, por terem conversado aqui com a gente. Eh, a gente vai seguir acompanhando, é claro, trazendo todas as informações. A gente sabe também, senador, se eu puder perguntar rapidinho agora, veio uma na cabeça aqui. Eh, quando eu perguntei pro senhor se o
senhor segue líder do governo no Senado, eu pergunto isso porque também eh o senhor disse: "Olha, enquanto o presidente Lula disser que sim, lá continuarei". Mas a gente já sabe que hoje existem parlamentares do seu partido, inclusive, que acham que pode não ser uma boa ideia, que o melhor seria descolá-lo do presidente Lula. O que que o senhor acha de parlamentares do seu próprio partido estarem atuando contra o senhor nesse sentido? Ô Paula, fogo amigo sempre aparece, mas eu prefiro confiar na minha relação e na confiança que o presidente Lula tem na minha trajetória e
eu não tenho nenhuma preocupação com isso. O cargo é dele, de líder do governo. Se ele entender que é melhor eu sair, eu sairei na maior tranquilidade. Mas eu não acho que será essa a posição dele. >> Senador, muito obrigada, Víor. Muito obrigada também, viu, por ter trazido aqui pra nossa Band News TV, pro nosso tar de Band News, essa entrevista exclusiva. Até a próxima. >> Até a próxima. >> Obrigado. Até. >> Agora faltam 6 minutinhos paraas 4 da tarde. A gente tá em intervalo e volta rapidinho. >> O nosso dia a dia parece distante
da política, mas não é. É no Senado que projetos são debatidos, aperfeiçoados e transformados em lei.