Nesse vídeo eu quero falar para você de um documento essencial para quem quer fazer uma faculdade fora do Brasil, para quem quer estudar em uma universidade na Europa. Sem esse documento, não adianta ter a melhor carta de motivação do mundo, aquela que ganha o Oscar. Não adianta ter boletim brilhante com notas brilhantes.
Não, não, não, não, não, não adianta nada disso se você não tem esse documento. Eu tô falando da carta de recomendação. Na Europa é obrigatório, em quase todas as universidades.
Isso faz a diferença entre ter uma porta fechada e uma porta aberta pra sua graduação ou pós-graduação aqui no velho continente. Mas como eu faço essa carta? Será que ela é complicada?
O que precisa conter? E quem vai me dar uma carta de recomendação? Você vai saber tudo isso no vídeo de hoje.
Vem comigo. Hoje eu vou contar para você como a carta de recomendação é o documento invisível, mas que abre portas pra sua admissão em uma universidade na Europa. A importância desse documento é enorme.
Meu nome é Paulo Santiago, sou consultor educacional internacional. Já ajudei centenas de alunos como você, já corrigi milhares de cartas como essa. Eu posso realmente te ajudar a encontrar a melhor solução para que você tenha essa carta de maneira que as universidades vão aceitar você mais facilmente.
Eu lembro de um aluno que eu tive, o Gabriel, notas brilhantes, uma pessoa super dedicada, tinha um currículo invejável, projetos assim maravilhosos, mas a inscrição dele foi rejeitada por um motivo simples. As cartas de recomendação eram extremamente genéricas, coisa do tipo assim: "Ah, o Gabriel é um bom aluno, pontual e responsável". Sabe o que isso significa para uma universidade na Europa?
Nada. Não significa nada. é o mesmo que não mandar uma carta de recomendação.
Isso é obrigação de qualquer aluno. E só quando reescrevemos a carta com histórias reais, baseada em exemplos reais, baseado em resultados, aí sim a situação mudou completamente e ele conseguiu entrar em uma das melhores universidades da Europa. Tá vendo a importância da mudança de foco da sua carta de motivação para que você seja aceito em uma universidade fora do Brasil?
E hoje eu quero mostrar para você como transformar um documento comum em uma carta poderosa, aquela que transforma tudo e te dá muito mais acesso às universidades europeias. E por que a carta de recomendação é decisiva para sua admissão em uma universidade fora do Brasil? A carta de recomendação é o testemunho de quem você é mais contado por outra pessoa.
É como se a universidade falasse assim, ó: "OK, tudo bem, eu já sei quem você é, porque eu li a sua carta de motivação. Agora eu quero saber o que os outros pensam de você. Será que você é bom mesmo da maneira que você se vendeu?
" E aí é uma coisa que muita gente erra, acha que é só pedir referência de alguém famoso, de um professor, de uma celebridade e tá muito errado. O que vale não é o título da pessoa que vai te endossar, que vai te dar referência, mas o conteúdo que esse documento vai ter. Uma boa referência, ela vai mostrar coisas reais, algo que aconteceu, experiências, projetos.
Uma carta pode ter exemplos como durante o projeto X, o aluno demonstrou liderança, o coordenar, o grupo em situações de conflito. Esse é um bom exemplo para se conterem uma carta de motivação. Ou também foi a primeira vez em 10 anos que vi um aluno apresentar uma solução técnica tão madura, coisas desse gênero.
Isso realmente faz a diferença. Geralmente as cartas de recomendação elas se dividem em duas categorias. Elas podem ser acadêmicas ou profissionais.
As cartas acadêmicas elas são apresentadas por professores, coordenadores de curso, orientadores de trabalho de conclusão de curso e por aí vai. Geralmente esses profissionais trabalharam com você em projetos acadêmicos específicos ou lecionaram alguma disciplina para você. Já as cartas profissionais geralmente são feitas por gerentes, supervisores, pessoas que hierarquicamente estão acima de você.
Eu posso pedir a carta ao meu vizinho que me conhece há muitos anos, sabe quem eu sou? Não é uma boa ideia. A menos que esse vizinho tenha trabalhado com você e tenha tido uma posição superior à sua em uma posição de falar de algum projeto em que vocês trabalharam juntos.
Muita gente chega para mim e conhece pessoas realmente de relevância. Eu tenho um cliente que conhece o governador do estado de São Paulo e ele me perguntou: "Paulo, será que seria relevante o governador do estado de São Paulo me dar uma referência? " Eu simplesmente disse não, porque o governador, por mais que ele tenha uma posição hierárquica muito alta na política brasileira, ele não trabalhou diretamente com você.
Então, seria uma carta de recomendação um pouco van e que não seria verídica, apenas baseado no título dessa pessoa. Agora, se você trabalhou ou trabalha sob a supervisão do governador, essa carta sim se torna muito poderosa. Agora vem o dilema, né?
Como eu peço essa carta sem me passar por chato? Você não pede uma carta, você pede ajuda para contar a sua história. Você pode falar assim: "Professor, estou em processo de admissão em uma universidade na Europa.
Eles valorizam muito esse tipo de documento. Será que eu posso apresentar alguns pontos para você fazer essa carta e me entregar? Essa talvez seja uma boa abordagem.
Muuit das vezes em minhas mentorias eu sugiro o aluno escrever a sua própria carta e pedir o professor para lê-la e uma vez ele concordando, somente assinar e ponto final. Essa talvez possa ser uma abordagem que você pode usar ao conversar com o seu professor. E mesmo acontece para um gerente seu, para um supervisor, você simplesmente monta o documento e pede para que essa pessoa possa endossar.
Ponto importantíssimo, nunca, nunca, jamais deixe pra última hora. Geralmente as pessoas em posição hierárquica maiores que a sua, geralmente eles têm um delay, eles têm uma tendência a demorar. E se você não for incisivo e assertivo e ter tempo, você pode ficar sem essa carta de recomendação e perder a vaga em uma universidade.
Outro ponto importante é dizer pra pessoa que tá te endossando, que tá te dando uma recomendação para que ela fique atenta aos e-mails que vão ser enviados pela universidade em que se inscreveu. Eu tenho um exemplo de uma cliente Mia que perdeu a vaga na University of Birmingham porque o professor simplesmente não respondeu ao e-mail da universidade. Aertei a cliente várias vezes sobre essa situação e ela ficou meio sem jeito em perguntar ao professor, em pedir para que ele pudesse responder à universidade e simplesmente perdeu a vaga.
Gente, não deixe isso acontecer com você. Fale com a pessoa, alerte-o de que sim, a universidade vai entrar em contato e que é importantíssimo a resposta do professor. Isso leva a um outro detalhe.
A carta de recomendação precisa ter o nome da pessoa, o cargo da pessoa que te endossa, o e-mail da pessoa, o telefone, o endereço da instituição que essa pessoa representa e o logo da instituição. Isso é importante porque mostra a autoridade da carta. É claro que a universidade não vai ligar pro endossante aleatoriamente.
Geralmente isso é feito por e-mail, mas acredite, o e-mail será enviado. E claro, não posso deixar de falar que as cartas de recomendação para estudar fora são escritas em inglês, mas isso não há necessidade de uma tradução juramentada, nada disso. Uma tradução simples que você mesmo pode fazer usando o chat EPT ou usando o Google, já cumpre a missão.
E já vai deixando o seu like aí, se inscreve no canal porque olha, esse conteúdo tá muito legal e a gente quer ajudar você a estudar fora do Brasil. Deixa o seu like, hein? E como uma carta de recomendação deve ser escrita e aqui eu vou dar o pulo do gato, vou dar tudo para você.
A carta ela segue uma estrutura simples, mas poderosíssima para sua admissão em uma universidade fora do Brasil. Primeiro, a carta contém uma introdução, quem é o recomendante e como que ele te conhece. Depois, o corpo, de dois a três exemplos específicos de comportamento, conquistas, crescimentos, projetos.
E aqui tá a grande dica para você. No corpo dessa carta, você pode usar a técnica star. O que é a técnica estar?
Nada mais do que um acrônimo paraa situação, tarefa, ação e resultado. O seu parágrafo vai estar em torno dessa técnica. Então, utilize um projeto que você participou sob a coordenação do professor ou sob o gerenciamento do seu diretor e escreva esse parágrafo baseado nessa técnica.
Resultado é muito importante e faz uma relação de como o projeto pode te ajudar em um possível programa de pós-graduação ou de graduação. E por último, a conclusão, que é um resumo com uma frase de impacto. Simples assim, você tem uma carta de recomendação super efetiva.
Um exemplo de conclusão pode ficar desta maneira. Recomendo o Gabriel com total confiança, não apenas por suas habilidades técnicas, mas pela maturidade e visão que raramente encontro em alunos de sua idade. Então, lembra disso, a carta de recomendação é o eco da sua trajetória.
Sem ela, o seu dossiê acadêmico fica incompleto. Mas quando essa carta ela é bem feita, ela demonstra algo que nenhum documento faz no seu processo de inscrição. quem você é no mundo real.
E se quer entender mais como fazer todo o processo de admissão pra universidades, fora do Brasil e sobretudo na Europa, você vai participar do meu curso e mentoria. O link tá aqui embaixo. Clica lá e participe.
Comece hoje mesmo a sua trajetória até a sua pós-graduação e graduação fora do Brasil. E veja esse vídeo aqui também que explica muito mais sobre documentação.