Vou apresentar para vocês agora a história dos surdos no Brasil. Em 1855, Eduardo Huet, professor surdo, com experiência de mestrado e cursos em Paris, onde morava, a convite do imperador D. Pedro II veio morar no Brasil, no Rio de Janeiro, local onde foi fundada a primeira escola para surdos no Brasil, o Instituto de Educação dos Surdos (INES), no dia 26 de setembro de 1857.
Essa data até hoje é comemorada como o Dia Nacional dos Surdos no Brasil. Posterior ao período de influência do oralismo e todo o sofrimento vivido, em consequência do Congresso de Milão, em 1880, da exigência e insistência de o surdo se sujeitar ao oralismo, período marcado pela proibição do uso de sinais, gestos de nenhuma forma que não fosse a oral. Tempos depois, na década de 60, a língua de sinais foi novamente liberada, isso porque o linguista americano Stokoe, após muito pesquisar, provou que a L.
S. tem o status de língua, igual a qualquer outra língua oral. Na década de 70 começam a discutir sobre a filosofia de ensino chamada de comunicação total, parando, assim, de exigir somente a oralidade dos surdos.
Na década de 80 iniciam-se as discussões acerca do bilinguismo no Brasil. Esses temas serão posteriormente pesquisados por vocês. A partir de 1994, a escritora Brito passa a utilizar a abreviação LIBRAS para Língua Brasileira de Sinais.
Foi aprovada, em 24 de abril de 2002, a lei n. º 10. 436, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como meio legal de comunicação e expressão.
Posteriormente foi aprovado também o Decreto n. º 5. 626, de 22 de dezembro de 2005, e com isso se começa a exigir intérprete de Libras em escolas.
Por consequência, outras questões importantes foram adquiridas como direito. Vocês estudarão essas e outras situações em um dos trabalhos. Em 2006 tem lugar um grande marco na história dos surdos no Brasil.
Tem início o primeiro curso universitário de LETRAS/LIBRAS, que capacita os professores ao ensino da Libras, na UFSC, em Florianópolis (SC), e mais quinze polos, em vários estados brasileiros.