Como começou? Eu gosto de bandido, eu gosto de advogar para bandido. Ó, doutora, tô [ __ ] a casa caiu, eu fiz mesmo.
Eu gosto disso. É, meu filho. Então, tá bom.
Agora a gente vai tentar diminuir a pena aqui, ó. Um regime de pena melhor. É, mas tem prova?
Eu fiz. Tem prova? Não, não tem, doutora.
Do jeito que tá. Não tem. Não tem.
Então vamos pedir absolvão. Como continuou? Eu vi que você falou do Lula e seu olho brilhou.
Que que foi? Que que é o Lulinha? Papai.
Meu Deus do céu, papai. Papai, eu amo aquele velho demais. Me julguem.
Sério? Você ama velho? Gosto dele.
Eu tenho uma foto com ele do dia que ele foi, que ele se entregou lá em São Bernardo. Você tem uma foto com ele aqui, ó. Essa mulher é fã.
Quem? Lula. É.
Por que que essa? O pai que eu não tive. Pai que eu não tive.
Como evoluiu Brasil. Alô, mãe. Venci na vida.
Olha quem tá aqui comigo. Esquece, o pai tá estourado. Ai meu Deus.
Morri. A como está indo? Quer falar alguma coisa em sua defesa?
A justiça vai ser feita. Gente, que que você espera da justiça? Deolâ, você tava lavando dinheiro pro Marcola?
Estão trabalhando. Primeiro o Choquei, depois o MC Rian, agora Deolan. Desse jeito, o Lula e a Jan já vão ficar sem amigos.
Brasilinas e brasilinos, preparem seus corações, seus armários e, principalmente, preparem os gatilhos emocionais da esquerda. Por chegou a nova coleção de camisetas Oi Luiz. As únicas peças de roupa no mundo que a Janja nunca teria coragem de vestir.
Com uma camiseta Oi Luí, você irrita petista, socialista, progressista, jornalista da Globo News. Bem, aqueles que sabem ler, né? É só vestir e assistir ao Chilique.
As camisetas Oi Luiz vestem melhor do que muita toga. E nelas suprema é só a qualidade. E o tecido?
Ah, o tecido mais resistente que a soberania brasileira, mais leve que o cérebro da Dilma e mais confortável que cargo comissionado. Então, aponte a câmera do seu celular para o QR code na tela ou acesse que está na tela ou clique no link da descrição desse vídeo e comprea, porque diferente do governo, as camisetas Oi Luiz entregam tudo que prometem. Brasilinas e brasilinos do meu coração blindado, preparem a pipoca com manteiga e uma dose generosa de calmante, porque o circo de hoje não é um picadeiro, é um verdadeiro filme de assalto de Hollywood, só que sem o glamour, sem os vestidos de grife da alta costura e com muito, mas muito cheiro de esgoto.
Hoje nós temos a nossa Cruela de Vi dos publ posts, temos a nossa Janja das Neves, temos Beijo na Testa, digno de traição de novela mexicana. E claro, aquela lavagem de dinheiro caprichada que faz a máquina de lavar a sua casa parecer brinquedo de criança. Vamos com calma que o cardápio da impunidade hoje é longo.
Vocês viram que o bostilheiro médio acordou hoje com uma notícia que parece saída diretamente da mente doentia de um roteirista de As Chiquititas, mas que bateu a cabeça no meio fio. Deolane Bezerra, a nossa doutora sem tese, a embaixadora oficial do mau gosto estético nacional, o ícone máximo do petismo de rede social e a viúva de funqueiro mais lucrativa da história do capitalismo foi incanodo nela na operação Vernix. E qual é o bo da nossa querida Arlequina do Braz?
Investigação de lavagem de dinheiro do PCC, o primeiro comando da capital. Quem diria, não é mesmo? A loira do Pix milionário, fã do Lula, jogando no time dos meninos do partido do crime.
Que surpresa chocante para um total de zero pessoas. Ah, eu tô passada, chocada. Meu Deus, Jesus.
Meus amigos, estamos falando de R milhões deais bloqueados diretamente na conta da moça. 17 veículos apreendidos, uma frota que parecia o elenco de velozes e furiosos, cheia de carrões de luxo comprados. Com certeza com suar de muito sorteio de iPhone no Instagram.
Seis mandados de prisão preventiva e os investigadores, sem nenhuma delicadeza com a nossa diva dos tribunais, meteram no relatório que a influenciadora ocupava a posição central dentro do esquema financeiro da facção. Ela não era só uma coaduvantezinha de quinta categoria, não. Ela era a própria Melory Nox de Assassinos por natureza, a mente por trás da grana.
Evon, o elo entre o PCC e a influenciadora Deolane Bezerra. Bom, vamos lá. A Deolane já era conhecida nossa antes da fama.
ela advogava para presos eh do PCC aqui no interior de São Paulo, inclusive presos eh de altíssima periculosidade, que cumpriam pena na penitenciária dois de Presidente Vencesu. Ela acabou inclusive se casando com um dos presos eh numa dessas penitenciárias do interior eh integrante do PCC. Então, as contas pessoais da Deolani foram indicadas pelo Everton, que é um dos acusados presos hoje na operação e que era o sujeito que operava a parte financeira tanto do Marcola quanto do seu irmão.
A advogada do crime organizado, a loira, que já cansou de ir paraa internet dizer que adora um bandido, inclusive o chefe supremo do palácio do assalto, digo, planalto, o nosso querido Stalinácio, voltou pra cadeia e o melhor de tudo rodou em Barueri, logo depois de pisar de volta em solo do Peniquim, após uma turnê pela Europa, onde ela estava? Na Itália, claro, onde mais uma vilã de cinema de segunda classe passaria as férias se não berço histórico da máfia. É tudo de uma coerência estética.
que chega dar inveja na rainha de Prenda-me se for capaz. Mas para entender como essa nossa Bonnie e Clyde de um homem só chegou a esse nível de consagração criminal, a gente precisa voltar às fitas. Vamos fazer um flashback para o glorioso ano de 2022.
Ano de eleição, aquele ano maravilhoso em que o nosso Bebom de Garanhuns, o pai dos pobres e dos esquemas, precisava de absolutamente qualquer coisa que respirasse e tivesse seguidor para ajudar na campanha. Valia tudo. Influenciador de dancinha, fanqueiro com tornozeleira, subcelebridade de reality show, dono de página de fofoca que vive de chantagear famoso.
Todo mundo era recebido de braços abertos com tapete vermelho no palácio do assalto. E aí quem surge no horizonte como a grande salvadora da pátria progressista, Teolane. Na época, ela era a dona do engajamento, advogada que virou celebridade nacional depois que o namorado, o MC Kevin, resolveu testar as leis da gravidade e se atirou da sacada de um hotel no Rio de Janeiro para não ser pego com a amante.
Uma tragédia grega em ritmo de funk. Ela sobreviveu ao luto, capitalizou a desgraça, foi pro hospício chamado a fazenda, arrumou o barraco com meio mundo e estourou. E qual é o próximo passo natural de uma subcelebridade desesperada por validação?
apareceram ao lado do Lula fazendo o L com o dedo cheio de anel de ouro. O encontro foi filmado, virou o patrimônio histórico da cafonice política brasileira. Vocês já viram essa obra prima do deboche?
A Deolane com aquela voz de taquara rachada berrando pro celular. Brasil. Alô, mãe.
Venci na vida. Olha quem tá aqui comigo. Esquece, o pai tá estourado.
Ai, meu Deus. Morri. Aê.
Meus amigos, parecia uma cena de asas teclas de Chicago, nível Planalto. Teve até beijo na testa. A nossa primeira desgrama também marcou presença à rainha do sofá de luxo.
Esquece, eu tô com a Teolane e com meu marido. A tradução simultânea daquela cena era cristalina. Bem-vinda ao clube, companheira.
O pai acolhe todo mundo que tem voto ou dinheiro, não importa de onde venha. E hoje com a nossa gata de algema na mão, chorando maquiagem, cara. Na porta da delegacia, a internet, que não perdoa nem a própria mãe, ressuscitou o vídeo com a melhor legenda do ano.
Esquece, a mãe tá presa. Delícia de karma instantâneo. 27 milhões bloqueados.
Carros que somam mais de R$ 8 milhões deais, quatro mansões interditadas. Ela rodou junto com o sujeito aperidado de player, o contador dos caras, e com a Paloma Sanchez Camacho. Quem é ela?
Apenas a sobrinha do Marcola. O Marcolo, o imperador do crime, que está trancado numa federal, mas que agora descobriu que tem a sobrinha na lista vermelha da Interpol e o operador financeiro umbilicalmente ligado a maior cabo eleitoral do Lula em 2022. Mas é tudo coincidência, né?
Se reclamar, o STF te processa por quebra de harmonia democrática. É pouco, eu acho. É pouco, meu Brasil.
Cabe mais. Acho é pouco. Eu acho que cabe mais.
Acho que cabe mais que tá pouco, tá pouco meu Brasil. Cadê a bancada da mortadela Lima nas redes sociais? Sumiu.
Bloquearam os comentários. E aí, Globo News, cadê o breaking news de 4 horas de duração fazendo um infográfico tridimensional, ligando a Deolane ao homem que ela cobriu de beijos e chamou de pai? A nossa querida internauta Pâmela do Twitter fez o trabalho que o jornalismo profissional não faz.
puxou a capivara das interações da nossa primeira desgrama, a Janja, com advogado ostentação. E olha que espetáculo de fofura. É curtida em post de biquíni, é comentário chamando de maravilhosa.
É uma complicidade de dar inveja em qualquer dupla de vilãs de cinema. Aí vem a dúvida. Por que o The Intercept ou Intercept tá mais caladinho do que testemunha de crime da máfia?
Se fosse uma influenciadora que usasse camisa verde amarela sendo presa por lavar dinheiro de milícia com uma foto beijando o ex-presidente Bolsonaro na testa, a Globo já teria mudado a identidade visual do canal. E a ter trilha sonora de suspense. Comentarista de gravata borboleta chorando ao vivo.
Painel com 12 sociólogos da USP debatendo a estética do crime e o colapso das instituições democráticas no Instagram. Mas como envolvido é o Lula, a gente chama de infeliz coincidência de campanha. É de um cinismo que ultrapassa as barreiras da física.
Mas o ápice da comédia pastelão dessa história toda é o capítulo do arrependimento na nossa vilã. Pouco antes de rodar, depois que estourou aquele escândalo do INSS, aquela nojeira onde roubaram a aposentadoria de velhinhos de bengala para financiar desvios milionários de políticos, a Deulane, tocada pelo Espírito Santo da hipocrisia, foi pros stories chorar. Ela postou o seguinte com lágrimas de crocodilo.
Abre aspas. Cadê os ricos sendo presos e humilhados? A, esqueci, eles são blindados, né?
Assisti um vídeo e chorei. Chorei com a alma. Lembrei de tudo que passei.
Sistema de meda. Cadê a operação INSS? Cadê o dinheiro dos nossos velhinhos?
Ano que vem a eleição e espero que vocês vejam bem em quem vão votar. Confesso que arrependida estou da bandeira que levantei. Não tenho vergonha de falar, mas creio que será tempo de mudanças.
Meus amigos, olhem o nível do hospício mental que virou esse país. A mulher que é acusada de lavar dinheiro de uma facção narcoterrorista que decapita pessoas e explode carro forte, ficou indignada porque o governo do aliado dela resolveu assaltar os velhinhos do INSS. Até a advogada do PCC achou que o Lula roubar aposentado foi passar da linha do bom senso.
Quando o seu aliado de campanha consegue chocar a contadora do crime organizado, é porque o nível de degradação moral do país atingiu a estratosfera. Mas claro, a indignação dela era só na tela do celular para ganhar curtida de dona de casa. Enquanto ela chorava pelos velhinhos nos stories, o player estava do outro lado do computador mexendo um Pix de 2 milhões sem lastro para a conta da gata.
É uma performance digna de um Óscar de melhor atriz quadjuvante de quadrilha. Eu vou ser muito sincero com vocês, brasilinas e brasilinos. No fundo, bem no fundo, essa história toda não tem graça nenhuma.
O roteiro é ridículo, as piadas se escrevem sozinhas, mas o pano de fundo é uma tragédia absoluta ver essa sequência de fotos. O beijo na testa, o venci na vida, o pai tá estourado, os milhões bloqueados, aparentada do Marcola fugindo da Interpol e o diálogo cabuloso, escancarado nos grampos. Isso tudo seria hilário se fosse uma série policial escraasda de ficção, mas não é ficção, é o país real.
É o país onde o seu imposto, o seu suor, o preço absurdo que você paga na gasolina e na comida, serve para bancar a segurança presidencial de um sujeito que recebe com tapinha nas costas e afeto quem a polícia acusa de lavar grana do maior grupo criminoso da América Latina. A Janja escolheu a dedo quem subia a rampa. O Stal Inácio distribuiu sorrisos e carisma de palanque.
O pai estourado deu colo e a imprensa, que deveria estar fazendo perguntas incômodas, enfiou a língua no saco da assessoria de imprensa do governo, porque questionar isso estragaria a narrativa do amor que venceu. Enquanto isso, o brasileiro de verdade, aquele que não tem uma transportadora de fachada para lavar o salário, que não tem uma banca de advogados de R$ 5. 000 a hora para ligar quando a polícia arromba a porta e que nunca vai receber um beijo na testa do presidente.
Esse brasileiro acorda às 5 da manhã, vê a conta de luz vir com bandeira vermelha, corta a carne do prato e troca o almoço por ovo cozido. Eles olham para essa bagunça, para essa promiscuidade entre o poder e o crime e chamam de plena democracia. Eu olho para isso e só consigo enxergar uma versão de As trapasseiras com crachá oficial do governo e fundo partidário.
E a chefe da quadrilha, bem, ela pode até passar uma temporada de xadrez, mas o verdadeiro pai continua lá sentado na cadeira presidencial, blindado pela grande mídia, sorrindo e acariciando a ignorância do povo. Esquece, o Brasil é que tá estourado. Ai, Brasil.
Alô, mãe. Venci na vida. Olha quem tá aqui comigo.
Esquece, o pai tá estourado. Ai meu Deus, morri. Gostou desse vídeo?
Então inscreva-se no canal, comente, curta e compartilhe com seus amigos. Não gostou? Compartilhe com seus inimigos.
Até o próximo vídeo, se o mundo não acabar antes.