Eu sei que a imagem tá macabra, eu sei, eu sei, mas tem um propósito. Sabe por que essa menina tá aqui com essa cara de sofrimento? Porque de fato, infelizmente, essa é uma obra que representa Ofelia e ela tá morta.
Pois é, essa aqui é uma representação de uma obra de Shakespeare, onde Ofélia, ela estava tão desgostosa eh pelo que tava acontecendo na vida romântica dela, que ela assim foi espairecer, escorregou, por isso que você vê ali flores aqui na mão dela. Ela escorregou, caiu no rio e morreu afogado. Então essa é uma obra que representa uma peça antiga e ela está morta.
E eu trago essa imagem macabra, às vezes chocante, para chocar. Por quê? Porque é dessa maneira que durante séculos e séculos as pessoas entendiam aquilo que a gente chama de emoção.
O termo emoção, a nota não é uma coisa, não é uma coisa antiga. O termo emoção não é uma coisa antiga. O termo emoção é algo recente.
No último século, talvez 19, 19, no máximo século XVI, que começou a ser entendido e utilizado o termo de emoção do latim emover. Aquilo que te move, aquilo que mexe, emover. energia de movimento.
Quando os antigos falavam de emoção, eles na verdade chamavam essas coisas que a gente chama de emoção, medo, raiva e tristeza. Eles chamavam isso de passo, sofrimento. Eles chamavam isso de coisas que faziam você sofrer.
Paixão. Por isso que a gente fala que está apaixonado. O que que é paixão?
É um tipo de sofrimento. A pessoa não está próxima a você, você sofre. A pessoa está distante, você sofre.
Isso é a paixão. Quando você é apaixonado demais por uma coisa, você depende dela. Então, aquilo que a gente chama de emoção durante séculos e séculos, milhares de anos, na verdade, era associado a um comportamento de sofrimento.
Por isso que eu traí imagem da Ofélia, que representa essa passionalidade. Ela morreu pelo sofrimento gerado pelas emoções. Essa é a ideia, tá?
E essa ideia de algo que te machuca, a paixão ou as emoções como algo que te machuca, é porque as emoções eram sempre vistas como instintos, algo animalesco. Isso tá na nossa cultura. A a nossa cultura e você vai ver isso muito mais claro.
Se você nunca parou para perceber isso, tu vai tu vai ver muito a partir dessas aulas, tá? nas redes sociais, nos guruzitos, naquela gar que sobe no palco e diz: "Se tem medo, vai com medo. Você tem que acreditar, você pode, você consegue.
" Naqueles terapeutas que diz: "Não, basta você mudar o pensamento e o pensamento ruim vai embora, você fica com a coisa boa". Você vai observar muito esses comportamentos. Eh, é estranho o nome que eu vou usar, não é um termo técnico, tá?
Não é o nome correto, mas esse esse comportamento psicopata e e de e que de machucar as pessoas porque faz as pessoas acreditarem que o que elas estão sentindo é algo ruim, é algo animal, é algo inferior. E tá na nossa ideia, tá na nossa cultura a ideia de que nós somos seres evoluídos, nós somos, nós somos humanos, nós somos seres racionais. Eu brinco com os meus alunos que uma das maiores mentiras que foram criadas e dadas pra gente lá na infância, lá na quarta, quinta série, é de que nós somos seres racionais.
O ser humano não é um ser racional. Nós não tomamos escolhas. Nós não escolhemos as coisas usando a razão.
A razão ela para justificar uma decisão que é baseada emoção. Só que nós não aprendemos isso na nossa escola. A gente aprende que a gente é o ser racional, que a gente usa lógica, que todos t, todo mundo sabe o que é certo, todo mundo vai saber o que é certo, porque o certo é óbvio, que não precisa ensinar o que é certo, que o certo é de um dado jeito, que o certo é o que uma cultura, uma tradição antiga fazia.
Então, a gente aprende essas coisas e fica arrogante. E quando a gente sente a verdade estas emoções, nós achamos que elas são coisas defeituosas. E os guruzitos adoram fazer isso porque eles vendem muito curso com essas coisas.
Alguns fazem a gente acreditar que essas emoções são falhas morais. Se você sente algo é porque você ainda não é bom o suficiente. Eles dizem.
Se você ainda fica triste quando alguém xinga você, é porque você ainda não evolui o suficiente. Se você fica com raiva quando o seu chefe um babaca com você, é porque você se permitiu se sentir assim. Quando a sua mãe diz que você tá gorda e feia e você fica com raiva dela, você tá errando, porque a mãe é um ser maravilhoso e você tem que perdoar a uma mãe independente, porque a mãe sofreu muito, tadinha.
E já que ela sofreu, você tem que entender isso. Então, há uma ideia conceitualizada de que você não pode ser um humano, você não pode ser um mamífero. Porque o que que é o mamífero?
Ele é o que reage a um estímulo. E quando a gente tem essa ideia arrogante de que nós não podemos reagir aos estímulos, nós partimos da ideia de que eu tenho que estar observando e no controle de tudo o tempo inteiro. Isso além de um erro, é uma ilusão que faz as pessoas sofrerem, porque elas acham que quando elas sentem algo, aquilo parte de uma falha moral dela.
ou quando mistura com coisas religiosas, como se fosse uma desordem espiritual, que ela precisa fazer uma terapia, ela precisa a procurar um ritual específico, ela precisa fazer uma oração, ela precisa fazer uma meditação. Quantas e quantas vezes no meu período de yoga, que eu já fui professor de yoga por muitos anos, quantas e quantas vezes eu ouvi de professores de yoga que eles diziam assim que se você ficou com raiva, você tem que sentar a meditar porque essa raiva vai deixar você doente. que é raiva é algo que envenena o teu corpo.
A raiva envenena a sua mente, a raiva danifica o seu neurônio. E naquela época eu já ouvi isso, cara, não faz sentido. É a mesma coisa que dizer que se eu comer algo e soltar um pum, isso tá fazendo mal pro meu corpo.
Tudo bem que dependendo do pum, né, faz mal, mas não não faz sentido. O pum tem uma função específica. É claro que se eu tô soltando o pum o tempo inteiro com cheiro estranho, o culpado não é o pum.
O culpado é o que eu estou comendo para fazer isso. Então o problema não é emoção. O problema é por que alguém tá me xingando?
Por que que eu estou num relacionamento onde o meu marido e a minha esposa não me respeita? Por que que eu estou num trabalho onde eu não sou valorizado? Por que que eu estou num ambiente onde eu sou pisoteado?
E aí eu tenho que meditar para não sentir o a resposta comportamental, porque estas pessoas estão pisando na minha cabeça como um capacho e aí eu sou problemático porque eu estou sentindo algo e eu tenho que ser santo porque essas pessoas pisam na minha cara. Não faz sentido. Não obstante você olha para essas pessoas, a maioria delas tá com depressão, tá com ansiedade ou tá sofrendo, mas tá sofrendo calada, porque acredita que já que é uma desordem, já que é alguma coisa, ela tem que entender isso como uma lição de moral e ela tem que melhorar.
E não obstante, quando elas sentem algo, elas acham aquilo um perigo. Então, por exemplo, eu tive um caso de um cliente no meu consultório muito tempo atrás, era um rapaz jovem, recém-casado, talvez, não tinha 25 anos, provavelmente. E ele me procurou porque ele dizia que era viciado em masturbação.
E eu perguntei para ele, tá bom, entendo. Eu sei como isso, eu sei que um vícios são prejudiciais. Vamos conversar.
entrou, sentou na minha sala e a gente começou, começou a conversar e assim em geral, resumidamente, me explica como que é isso, quantas vezes você se masturba. Eu preciso entender o caso da pessoa. El disse: "Não, não, não é todo dia.
" Tá bom. Quando você se masturba, então, quantas vezes é? Não, não é, não é sempre e não é muitas vezes.
Tá, deixa eu ver se entendi. Você não se masturba sempre e não é não é muitas vezes. Quantas vezes é?
Quando que é? Ah, de vez em quando, uma vez ou outra. Falei: "Não.
Então, por que que você acha que tem um vício e masturbação se é algo que você faz de vez em quando? " Aí ele foi explicando para mim que como ele era recém-casado, 20, 20 e poucos anos, eh o dia a dia dele ou da esposa, nem sempre os dois estão disponíveis sexualmente um pro outro. Normal, vida normal de adulto.
Seja bem-vindo a fase adulta. Só que pela pressão familiar e religiosa dele, ele se sentia culpado quando ele tinha desejo sexual. A esposa não estava disponível por alguma razão e ele ficava excitado vendo outra mulher.
Então ele se sentia culpado, sujo, perigoso. Ele se sentia como se fosse uma coisa animalesca dentro dele, como se fosse uma falha moral e como se ele tivesse desequilibrado e correndo perigo, porque ele estava com desejos. Lembra que eu falei que o termo páo, paixão, durante milhares de anos, está associada a um sofrimento gerado pelas respostas corporais?
Porque onde que tu sente a emoção, filho? Onde? No corpo, não é?
amente. Então, quando esse mesmo cliente meu sentia no corpo essa resposta emocional de desejar e ao mesmo tempo ele se sentia confuso, ele sentia triste, ele sentia nojado, aí ele tinha desejo sexual de novo. Essa bagunça dentro dele fez ele com base num conjunto eh cultural dele, fazia ele achar que ele tinha um problema que ele tinha que resolver.
E assim, o desfecho da história como terapeuta não pude ajudá-lo. Quem que tu acha que vai ter mais peso na vida dele? A mãe, o pai, a cultura ao qual ele tá nos últimos 20 e poucos anos ou um terapeuta que ele acabou de conhecer que tá dizendo para ele que ele não tem problema, que ele precisa entender melhor o corpo, a mente e que tem um cérebro por trás disso e não simplesmente uma coisa energética.
Pois é, como terapeuta, às vezes a gente não consegue ajudar as pessoas, porque tem pessoas que têm necessidades sociais e culturais e familiares tão fortes e prementes que elas não vão querer mudar porque simplesmente não há o estímulo adequado a essa mudança. O estímulo que eu poderia como terapeuta ensinar era muito fraco comparado ao estímulo social cultural que ele recebia por pertencer aquele tipo de crença, aquele tipo de ideia, aquele tipo de ambiente. Então, durante milhares de anos, essa é a visão que os seres humanos desenvolveram e muitas vezes com grandes pensadores por trás.
Um grande pensador associado a essa ideia de emoção como uma coisa simplória é o Aristóteles. Mas calma, não estou falando mal de Aristóteles pelo não confunda por gentileza. Eu estou falando de Aristóteles, um grande pensador.
Ele tinha a visão de que a emoção era uma resposta do coração. É claro, hoje a gente tem tecnologia para entender que o que gera a emoção não é o coração. O coração é um órgão que reage aos comandos do encéfalo.
Eu uma vez ouvi um grande palestrante dizer que o coração tinha neurônios. E como o coração tinha neurônios, isso era a prova de que o coração também tinha consciência. Porque se o cérebro tem neurônio e tem consciência, o coração tem neurônio, ele também tem consciência.
E é por isso que o coração é sábio. É por isso que o coração é que decide. É por isso que você tem que seguir o coração e não a sua cabeça.
E gente, isso é uma coisa tão idiota, mas tão idiota quanto acreditar em terraplanismo. É tão idiota quanto acreditar em sapato virado no chão que mata pai e mãe. É uma coisa sem sentido.
Por quê? Sim. De fato, há neurônio que vem do cérebro para o coração.
Para quê? para facilitar a comunicação, para ser rápida, para monitorar as coisas, pro cérebro entender qualquer mudança e também para direcionar qualquer mudança. Nós temos neurônios que se espalham pelo corpo inteiro, que vão até quase a sola do pé.
Esta comunicação via neurônio é para facilitar, não é, não significa que tem consciência no meu pé, porque tem neurônio que vai estar lá embaixo, é para facilitar a comunicação entre áreas, grandes distâncias na na periferia, como o cérebro, o coração reage aos estímulos não porque é o coração que tá reagindo, entenda, é porque você percebe no coração e porque no cérebro, no encéfalo, nós não temos Temos a terminações nervosas como o coração tem. Então, a gente sente uma fibrilaçãozinha diferente, uma taquicardia, o coração mais leve, o coração mais acelerado, o coração mais pesado, o coração mais eh feliz, sorridente, quando as coisas acontecem, porque no coração, no peito, no tronco, nós temos muitas terminações nervosas justamente para cuidar dessa área. O encéfalo não tem essas terminações nervosas, então ele vai utilizar todos os órgãos e todos os sistemas da periferia para se basear nas decisões que ele tem que tomar.
Então, quando o coração tá dando aquela mexidinha gostosa, quando você vê o seu cachorrinho feliz, quando você vê um filhotinho de cachorro abandando o rabo e vindo babando na sua direção e o seu coração fica sorrindo, não é o coração que tá detectando isso, é o seu encéfalo. É o encéfalo que está percebendo aquela resposta de ver um animalzinho lindo e fofo. E o encéfalo vai descarregar um monte de respostas hormonais no seu sistema sanguíneo, no seu sistema circulatório, que você percebe como uma sensação agradável no coração.
Mas não é o coração que está gerando aquilo. É onde você percebe o que o encéfalo determinou. É claro que Aristóteles, altamente inteligente, não tinha as tecnologias que hoje nós temos.
Então, tá tudo bem ele ter este erro de interpretação mais de 2000 anos atrás, acreditando que era o coração assede da alma e do movimento, porque é no coração que tu sentia. Aristóteles acreditavam que o encéfalo era apenas uma uma massa uma massa cinzenta fria, inerte. Isso gera até hoje um erro de incompreensão muito forte.
Isso gera até hoje na na cabeça de muitos palestrantes, muitos professores e muitos terapeutas a ideia de que o encéfalo é só uma antena, ele é algo inerte, não é ele que gera nada, porque a gente não sente o encéfalo, a gente sente o coração. Então é o coração que escolhe o encéfalo que decide, tá errado. Não apenas Aristóle, também Aristóteles tinha essa confusão como Cêca, grande nome da filosofia, que hoje as pessoas no Instagram chamam de estoicismo ou se se consideram eh praticantes do estoicismo que são históicas.
Na verdade, só uma filosofia de boteco superficial que elas acreditam, não tem nada a ver com Cicca. Mas Cênica, assim como grandes outros pensadores do passado, acreditava que as emoções eram perigosas. Você lembra que eu falei passeu?
Uma coisa perigosa e o ser humano precisava controlar racionalmente. Então, paraa Cênica, um homem evoluído, um ser humano evoluído, precisava ser racional. Ele tinha que se afastar dessas emoções, tratando-as muitas vezes como algo sem sentido.
Não, essa emoção que tá sentindo não faz sentido. Não faz sentido sofrer pelo futuro. Então, decida não sofrer agora.
É a mesma coisa que você comer de novo um brócolis com cebola e aí você vai sentir o o seu intestino produzindo aqueles gases. Aí você diz assim: "Não, não, não. O gás não é uma entidade, não é algo real.
Isso não não existe dentro de mim. Eu ignoro. E pum!
O gasto desaparece. Não existe. Emoções são respostas não voluntárias, não conscientes e automáticas.
Elas não dependem de você querer ou não. Elas não dependem de você perceber ou não. Elas simplesmente vêm.
O que você pode gerenciar com a sua maturidade, e aqui a gente tem uma questão de idade, inclusive, é a maneira como você reage depois que a resposta emocional veio. Então, alguém te xingou alguma coisa, vem uma resposta. Cabe a você ficar quieto e pensar ou levantar e dar um tapa naquela pessoa.
Então, essa resposta do daquilo que você sente vem depois daquilo que tu sente. Primeiro tu sente para depois ter uma razão. Agora, qual é o problema dessa afirmação ou dessa crença que você tá vendo aqui?
é as pessoas acreditarem que cabe a elas decidirem o que pensar ou não. Cabe a elas decidir o que elas sentem ou não. Cabe a elas ficar feliz porque a vida tá boa.
E se elas sentem tristes é porque elas não estão pensando de forma adequada, não estão entendendo as coisas, não estão analisando os fatos e elas acham que sem tem que ser resilientes quando na verdade o que elas têm que fazer é mudar a vida, mudar o relacionamento, mudar o ambiente que ela tá tendo. Outro nome que influenciou demais a cultura e o pensamento associado à emoção é Galeno, pai da medicina, um dos pais da medicina, podemos pensar assim. Galeno tinha a ideia de que a personalidade, o comportamento era resultado de uma interação entre sangue, flema, bilha amarela e bilha negra.
E quando havia uma desordem nessas nesses constituintes, viria a emoção, aquilo que a gente chama de emoção. Eles não tinham esse nome emoção, tá? É só para facilitar a nossa compreensão aqui, mas essa coisa que a pessoa sentia, que essa pessoa reagia, era um pregaleno desequilíbrio.
Isto é, se você tá triste, é porque tem um desequilíbrio. Então você tem que tratar o desequilíbrio. Mas de novo, preste atenção.
Se eu espirro, espirrei, tem um pó aqui, uma poeira pela pela rua e espirrei. Onde tá o problema no pó? que veio pela janela da sujeira lá de fora ou no meu espirro.
Com certeza você vai dizer da sujeira que vem da rua. É, não é? Então ele tá dizendo que é o espirro.
Se você espirrou é porque tem alguma coisa desequilibrada. Não. Mas de novo, tá falando de 2000 anos atrás.
Não tinha tecnologia que a gente tem hoje. O problema não é o Galeno falar isso 2000 anos atrás. O problema é hoje o nerdzinho dentro de casa, o jovem místico dentro de casa em 2000 e no século XX, acreditando que se ele sente raiva, ele tem que fazer terapia.
O problema é hoje é o homem de 30 a 40 anos que tá triste porque tá cansado de trabalhar 12 horas por dia, tá com bornout, achando que tem que fazer meditação porque ele tá puto da vida. O problema é a dona de casa ou aquela mulher com dois filhos que trabalha fora, pega duas conduções, chega 6, 7 horas da noite em casa, tem que dar banho nos filhos. Ela tá triste, ela tá cansada, ela tá irritada e ela acha que ela tem que fazer uma oração quântica do carro aqui para tirar essa raiva, quando na verdade ela tem que tem que ter um apoio social.
O problema é que as pessoas durante séculos tão estão invertendo a ordem das coisas. E e por isso que neurociência é fundamental, porque a neurociência não é uma crença. Neurociência é ajudar você a entender como o cérebro reage.
E pra neurociência achar que uma resposta que vem do ambiente, a resposta é o problema e não o estímulo que tá vindo do ambiente, é uma coisa que não faz muito sentido, tá errada. Outro nome associado à nossa cultura sobre emoções, a forma como nós vemos as emoções, Santo Agostinho. Santo Agostinho acreditava que haviam quatro perturbações da alma: desejo, alegria, medo, tristeza, emoções.
Agostinho acreditava que estas emoções, assim como o Galeno, assim como outros pensadores, ele acreditava que estas coisas que a gente sentia eram as perigosas, coisas animalescas que nós deveríamos ter controle ou extirpá-las ou curá-las ou fazer um tratamento para elas. Estas sensações, estas emoções perturbariam a alma de alguém. E, portanto, uma pessoa sábia, uma pessoa sensata, uma pessoa evoluída, não deveria senti-las.
Você concorda comigo que esse tipo de crença faz hoje as pessoas evitarem o máximo possível de sentir essas coisas? E não é não é estranho, não é à toa que vem no meu consultório pessoas achando quem tem que fazer terapia porque, sei lá, tem medo de alguma coisa. Ah, eu tenho medo de me expor, eu tenho medo de ser rejeitada ou estou triste porque eu finalizei um um eh terminei um relacionamento.
Estas pessoas acho que tem que fazer terapia, acho que tem que tomar uma medicação porque elas foram influenciadas pela cultura por gerações. acreditar que o que elas estão sentindo deflagra um problema emocional, um problema a nível profundo, um problema de consciência e que se elas estivessem realmente boas, evoluídas, elas não sentiriam aquilo. Ou como elas são iluminadas o suficiente, elas não poderiam sentir aquilo.
Ou elas têm que fazer alguma coisa para não sentir isso, para poder serem para poderem ser. evoluídas iluminadas. Qual o problema em relação a isso?
Não importa se você acredita em A ou B ou C. No final das contas, você ser um mamífero especial. Querendo ou não, você é só um mamífero.
E essas respostas emocionais, elas não vêm porque tu quer ou porque tu leu algum livro especial. Essas respostas vêm porque você tem um encéfalo de centenas de milhares de anos de evolução e adaptação que faz você reagir ao ambiente. Demonizar essas respostas é como demonizar o espirro quando na verdade você tem que tirar a poeira que tá vindo pro seu nariz e não tirar o nariz para você não espirrar mais.
E um grande nome que isso todos os meus alunos mais antigos já me viram falar muito é de Decara. Decar com esse cabelinho lindo, maravilhoso que ele tem aqui. Ele acreditava, assim como a gente já viu com os outros pensadores aqui, que a emoção é algo que precisa ser observado, ter, tem que ser orientado.
Só que decara a entrar nessa fila porque ele tinha uma visão um pouco mais peculiar. Ele acreditava que as emoções, aquilo que a gente chama de emoção hoje, essas paixões, não eram do corpo, eram de uma mente. O corpo é um serem algo inanimado, como esse objeto aqui.
Não é o objeto que sente, é a alma. E Decar acreditava que esta alma estava fora e era separada, distinta do corpo e se conectava o corpo através de uma glândula específica chamada glândula pineal, que fica bem aqui atrás do nosso, bem no meio do encéfalo, bem bem bem quietinho e bem centralizado. A glândula pineal existe, ela é responsável pela melatonina, pelo ritmo circadiano, pelo crescimento das crianças e dos adolescentes.
Ela ela secreta hormônios importantes para o desenvolvimento corporal e mental. E Decar, por alguma razão, acreditava que essa glândula pineal, que fica bem escondidinha, olha, bem bem no meiozinho aqui, ó, ele acreditava de alguma maneira que todas as informações dos órgãos sensoriais vinham para essa glodula pineal, que é um erro, tá? Isso não é anatomicamente, isso não é possível, não existe.
Hoje a gente sabe que vem protálamo e a hipófise que tá tálamo e a hipófise que tá um pouco aqui adiante, ela vai influenciar demais o corpo. Ela vai ser a glândula mestre, a gente vai ter uma aula onde eu vou falar sobre a glândula pineal que tá quietinha aqui atrás. Mas ele acreditava que essas informações vinham pra glândula pineal e da glândula pineal de alguma maneira ia para um para uma mente que tava aqui separada em algum momento, em alguma coisa, em algum lugar.
E esta mente é que sentia as coisas que vinham do do dos órgãos sensoriais. Esta mente separada do corpo, ou seja, não tá no cérebro. Esta mente separada do corpo mandava algo paraa pineal e a pineal mandava pro corpo.
Então, Decar foi um dos grandes responsáveis por aquilo que a gente chama de dualismo, uma separação absoluta entre mente e corpo. E esta teoria, esta crença que o Decar ensinou pras pessoas, faz com que até hoje nós tenhamos terapeutas acreditando que a emoção é algo mental, não corporal. E aí para resolver a uma emoção negativa que não vai existir emoção negativa, tá?
Emoção é sua resposta. É como chamar, é como dizer que tem espirro negativo e espirro positivo. Não existe o espirro positivo não negativo e negativo.
Espirro é espirro. Ele reage a um estímulo, tá? Então há muitos terapeutas que acreditam que emoções estão fora do corpo, são coisas mentais.
E aí lembra que a gente falou aqui do galeno, que a gente falou do Cênica, que a gente tem que ter controle porque são coisas perigosas, que são coisas que são desequilíbrio, que a gente tem que ter racionalidade sobre elas. Então as pessoas começaram a ter uma ideia de que a emoção é algo fora do corpo, tem que ser controlado. E se é algo fora do corpo, se é algo racional, como que esses terapeutas ensinam a lidar com suas emoções?
usando o pensamento, usando a imaginação. Então, se eu tenho uma emoção ruim, eu tenho que ter um pensamento bom ou eu tenho que ter um pensamento mágico que faça eu lembrar da primeira vez que eu senti essa coisa ruim, que eu tenho 40 anos, estou sentindo agora. Então, volta lá no passado, tira essa sensação ruim e pronto, a sensação ruim vai embora.
E aí eu não posso mais sentir, porque eu tirei a raiz dessa emoção ruim. E o problema das pessoas é: "Tá, mas a pessoa continua sentindo isso normalmente. Pois é.
Por quê? Porque não existe isso. Não existe uma causa raiz pra emoção que tu sente agora.
Não existe o momento inicial onde tu sentiu isso que tu sente, porque isso que tu sente é uma resposta ao ambiente que tá te cercando. Quando você tenta tirar uma emoção pelo pensamento, é inútil. É a mesma coisa que você usar a sua, o seu pensamento para tirar um gás entalado no seu intestino.
Não vai sair, não vai. Não adianta você não, o meu gás vou embora, eu tô numa reunião importante, eu não posso soltar nenhum pum nesta reunião importante que vai salvar a minha vida ou gas não vai, ele vai ficar ali dentro e vai sair em algum momento. Emoções são respostas corporais e não mentais.
E aí a pessoa fica meditando ao invés de resolver o problema dela. A pessoa fica fugindo ao invés de resolver o problema dela e ela não entende porque fica triste. Ela não entende.
Ela diz: "Nossa, eu fiz, eu fiz o mantra tibetano e ainda estou ainda estou me sinto triste". É simples. Porque tu não resolveu a tristeza?
Ela diz: "Não, eu resolvi sim. Eu tirei, eu tirei a tristeza com o mon de betan". Não, não tirou não.
A emoção é uma resposta corporal. Você tem que lidar com o corpo para lidar com emoções. E isso vai ajudar bastante você entender na rede de saliência, onde a gente vai falar sobre essa influência corporal nas emoções, porque a emoção é o quê?
Uma resposta corporal. Mas resumindamente, resumidamente agora, olhando todos esses nomes que eu pensei, claro, não são apenas eles, tá? São milhares de outros, mas esses são os mais importantes que eu trouxe assim pontualmente.
Para eles, a emoção é o quê? Algo bom, positivo, saudável ou número dois, algo ruim e perigoso. Que que você acha?
Comenta aí. Número um, número dois, que que você acha? Bem, se você prestou atenção, você vai entender que todos eles acreditam que emoção é algo ruim e perigoso, algo que precisa ser estirpado, controlado e usando a sua racionalidade para evitar essas emoções de mexerem com você.
Só que hoje em 2025 isso mudou, tá diferente? Será? Olha só, olha só o que que as pessoas nas redes sociais estão falando, fazendo, tratando a emoção como fardo.
Eu tenho que me esforçar para estar bem. Isto é, ela acredita que se ela ficar triste, ela vai ficar ruim. E estar triste é um defeito.
Lembra que eu falei que estar triste é um defeito? Ela é uma pessoa que, se ela vai na religião Y, ela não pode sentir aquela tristeza. Então, ela tem que estar sempre bem, feliz.
Então ela tá sempre gastando dinheiro com roupa, maquiagem, viagem, academia, é botoques, é enchimento no corpo, no área do corpo, é trabalhando, é postando que ela tá feliz, é postando eh café com Deus Pai. Ela tem que est inteiro mostrando aos outros que está feliz para ela se convencer que está feliz, porque senão ela vai ficar perceber que tá triste e ela vai perceber que tem algum defeito. As emoções se tornaram fardo para as pessoas porque elas a começaram a acreditar que emoção é uma escolha e elas têm que trabalhar para estar sempre do lado positivo, senão o negativo vai machucá-las.
Alguns hoje acreditam que a emoção é um defeito, como por exemplo, eu sofro quando eu vou na festa de família e o meu pai diz que eu sou um zé ninguém compado ao meu primo. Ai, eu não gostarei de sofrer quando meu pai diz que eu sou um Zé ninguém. Porque tadinho, o meu pai é analfabeto, né?
O meu pai sofreu na infância, o meu pai sofreu na guerra. Quem sou eu para ficar com raiva do meu pai? Não é porque ele diz que eu sou um bosta, que eu tenho que sofrer.
É, você tem que sofrer mesmo. Ai, mas e o meu pai? Veja, emoções não são respostas conscientes e cognitivas.
Emoção é uma resposta de adaptação ao ambiente. A emoção tá vindo, não é porque você é ruim, burro ou incompetente. A emoção está vindo porque está tendo um estímulo ambiental.
Você não vai mudar seu pai. Ótimo. Então mude-se para longe do seu pai ou fala com ele para ele aprender a respeitar você.
Só que aí, qual o problema? Vai ter uma cultura que vai dizer para você: "Não, você não pode falar isso pro seu pai porque você tem que respeitar a dor do seu pai, tá? Mas e a sua dor?
Sabe o que que tu vai fazer? Tu vai ficar um velho machucado, doente. Aí tu vai fazer, vai repetir com o teu filho.
Aí você vai continuar um problema por gerações, porque você fica acreditando nessas picuinhas que botam na sua cabeça. Alguns vão acreditar que a emoção é de fracasso. Eu sou uma má pessoa porque tenho desejos sexuais.
Até já dei o exemplo do rapaz ali que procurou para terapia porque acreditava que tinha um defeito porque ele tava com desejo sexual. Não. Emoções, respostas corporais não são problemáticas.
O que vai acontecer que o ambiente a sua volta vai setar ou não ou vai ver aquilo como negativo ou não? Alguns vão acreditar que emoção são emoções são escolhas. A culpa é minha por deixar meu chefe me irritar.
Isso aqui eu vejo demais no Instagram. Eu eu rio muito quando eu vejo eu vejo isso. E o problema é assim, nós não estamos falando daquele rapaz de 20 anos que não se formou na faculdade e que agora ele acredita que vai mudar o mundo com uma mensagem positiva.
Nós estamos falando de médicos psiquiatras que deveriam ter estudado isso, mas eles não estudam. Neurociência não faz parte da grade curricular da da maior parte das universidades do planeta, principalmente do Brasil. E muitos ensinam isso de que é sua decisão ficar irritado.
Se você se irritou, é porque você permitiu. Não é porque o cara te chamou de tonto, de porco, que é você que tem que se irritar. Isso é dele.
O xingamento dele fala mais dele do que de você. Tá tudo bem. Mas se alguém joga uma pedra na minha cabeça e o e eu sangro, é minha culpa estar sangrando?
Mas eles vão dizer que são coisas diferentes. Por quê? Porque para eles a emoção é algo fora do corpo.
Então, se algo é fora do corpo, é uma decisão mental não deixar a emoção vir pro corpo. Mas isso não passa de superstição ultrapassada, misticismo barato. A emoção deve ser ignorada.
Ah, isso é ridículo. Deixa para lá. Tenho coisas mais importantes para me preocupar.
Isto é, fiquei triste porque alguém roubou a minha vaga do emprego que eu tô minha promoção. Ah, deixa essa tristeza para lá. Veja, o problema não está na tristeza.
Não é que você tem que, ah, estou triste agora, vou me abraçar. Calma, não é isso. Emoção é uma resposta, OK?
Se eu estou sentindo algo, eu tenho que parar e entender o que que tá acontecendo. Se eu espirrei, eu não posso ir, poxa, meu nariz tá com defeito, vou cortar o nariz. Eu tenho que entender o que fez eu espirrar.
É o vento que tá com a janela aberta? É o tapete que tá sujo, é o meu cachorro que tá soltando pelo. O que é que fez eu espirrar?
Então, se eu estou triste, não é assim: "Ah, vou ignorar isso. Calma, deixa eu ver o que que tá acontecendo aqui. " Ao invés de olhar a emoção como um defeito que eu tenho, meu Deus, eu estou sentindo uma emoção, sai, sai, sai, sai, sai, sai, sai.
Tenho que fazer terapia, vou acender o incenso. Ao invés de fazer isso, você tem que parar e dizer: "OK, o que é que eu estou deixando de ver que tá estimulando essa resposta corporal? Aí isso muda completamente o jogo.
Alguns você deve ter ouvido demais aquela ideia do eh se eu estou sofrendo, eu estou evoluindo. Ter orgulho no sofrimento. Ah, estou tão bem que fico com medo de melhorar.
Se melhorar estraga. O sofrimento é sinal de evolução. Pessoas tem gente que fica contente em estar quebrando o nariz, quebrando a cara e terapeutas que acham que são unicórnios.
O que que é um unicórnio? Unicórnio é um animal mitológico e solta pum de arco-íris. Isso, ela é pura, ele é perfeito, ele é puro.
E dizem que se você mexer, mexer no chifre dele lá, ele vai te conceder um desejo. Então tem terapeuta que acha que é isso, que ele é um ser puro, que agora como ele sabe terapia, ele não fala mais palavrão, ele ele ele anda na ponta do pé, ele é suave, ele fala ele fala calmo, ele fala amoroso, ele fala educadamente, porque agora ele é um terapeuta, ele fala até mais fino, ele não fala pesado, ele fala mais fino para ele não agredir os neurônios das pessoas, para que as pessoas se sintam acolhidas por ele. Porque agora ele é um terapeuta, ele é um unicórnio.
Isso é uma grande de uma merda de uma idiotice. Bota isso na tua cabeça. Terapeuta, só de um mamífero especial que agora sabe fazer uma técnica diferente.
Isso não torna ele uma pessoa melhor do que uma pessoa que não sabe aquilo. Por isso que os meus alunos na TRI tem o C2H, coragem, compaixão e humildade. Por quê?
Porque você é só um terapeuta, você não é um ser humano melhor que o seu cliente que tá com depressão. É só porque você não tá com depressão. Só isso.
Um dentista não é uma pessoa melhor compada aos seus pacientes, porque ele tem dentes melhores. Ele é só uma pessoa com dentes melhores do que outra pessoa. Só.
Isso não pressupõe absolutamente nada de diferente na vida deles. Um terapeuta é só uma pessoa que sabe fazer algo que talvez a outra pessoa não sabe. E o problema é que eu vejo um monte de terapeuta com essa ideia aqui, ó.
Como terapeuta, eu tenho que dar o exemplo e não sentir isso. Então, ele tá tão acostumado a tratar pessoas com depressão que ele disse: "Não, pera aí, eu sou terapeuta, eu não posso sentir essa tristeza. Eu não posso sentir este medo, eu não posso sentir essa ansiedade, eu não posso sentir essa raiva, eu tenho que fazer terapia.
Ou terapeuta que chega para mim e diz: "Ah, Rafael, eu tenho que fazer terapia porque eu estou ansioso". Digo: "Ah, entendi. Ansioso por quê?
Ai, porque eu não estou conseguindo pagar as contas do mês. Então, você tem que economizar dinheiro, não é fazer terapia? " Veja, as pessoas estão tão alucinadas, acreditando que a emoção é um defeito, que ela não consegue ver onde ela tá errando.
De novo, é a mesma coisa que eu espirrar aqui e achar que o meu nariz é o problema e não a sujeira que tá entrando no meu quarto pela janela aberta. Se esse terapeuta tá ansioso porque não consegue pagar o boleto, ele tem que trabalhar para pagar o boleto e não fazer terapia para ficar calmo. O que que vai acontecer se o cara ficar calmo?
Ah, diga se fosse possível, tá? Abre parênteses. Se fosse possível, que não é, feche parênteses.
Ah, estou muito calmo. Dane, seu boleto. O importante é que a gente tenha vida e a gente tem amor.
Aí fica aí é é despejado. É, vai vir na rua. Eu fico impressionado como terapeuta tem essas crenças tolas na cabeça.
E aí para finalizar aqui, daqui a pouco vai ter outra atividade para você fazer lá. Eu acho engraçado que tem terapeuta que chega para mim assim, diz: "Ah, Rafael, tem um filme maravilhoso que explica sobre as emoções. Ah, eu fico muito puto quando eu venho com essas ideias, porque olha só, olha o tipo de filme que a pessoa vai me trazer.
É o filme do silêncio dos inocentes, não é o filme do clique do Sandre? Eh, o filme, sei lá, o a a espera da felicidade, a busca da liberdão, não é esses filmes, não. O filme que a pessoa diz que explica, ó o termo, ó, ó o termo, explica emoção.
O filme que explica emoção é esse aqui. Olha, olha isso aqui. Divertidamente é um filme bonito, sim.
É uma animação bonita. É legal. É para chorar, chorar.
É para ver num domingo comendo pipoca com a família. Claro, é um filme legal. Não, não vou dizer que não é legal, é um filme muito lindo.
Eu já assisti, gostei. Mas terapeuta me dizer que esse filme é bom para ensinar a emoção, eu tenho vontade de bater com a cabeça na parede. Por que que os caras falam essa porcaria?
Porque lembra que eu falei que emoção é uma coisa fora da mente? A galera durante séculos a galera acreditava nessas coisas. Esse filme só reforça esse estereótipo.
É um filme anticientífico. É a mesma coisa que fazer um desenho falando sobre a Terra plana, que tem Papai Noel que mora do outro lado lá da da Antártica, da Antártica, não sei onde onde é. Lá Polo Norte, Polo Sul.
E aí a pessoa viu, Rafael, esse filme do Papai Noel, mostre que Papai Noel existe. Não, filho, tá errado. Não faz sentido nenhum.
Não existem emoções assim no cérebro humano. Não existe no cérebro humano emoção ABC. Não existe a emoção da alegria ou da raiva ou do nojo ou da tristeza.
Não existe isso. Estas emoções que a gente nomeia de emoção, raiva, medo, tristeza são comportamentos desenvolvidos socialmente. Não é algo que você tem, não é algo que o seu corpo sabe, não é algo que o seu cérebro sabe.
É algo desenvolvido, inibido ou reprimido ou menos ou menos inibido de acordo com a sua cultura e sociedade. É por isso que tem coisas que deixam alguém triste e outra pessoa, outro fica feliz. com a mesma coisa, porque não é algo humano, é algo cultural dentro de um humano.
E como se não bastasse além dessa obra anticientífica, os caras me fazem pior. Vem uma tal de ansiedade. Meu Deus, ansiedade não é emoção.
Preguiça, preguiça não é emoção. Inveja, não sei quem mais tem aí. Quem viu bota nos comentários.
Não é emoção. O que é um comportamento aprendido? Ah, Rafael, então quer dizer que tem emoção e comportamento.
Não. Todas as emoções são comportamentos desenvolvidos em grupo. A maneira como você expressa, a maneira como você reage são comportamentos que você desenvolve.
Não são entidades. Anota. Emoção não é entidade na sua mente.
Quando a gente vê o Decar, quando a gente vê o Aristóteles, quando a gente vê o Cica e aí vê essas coisas, o que que as pessoas acreditam? E emoções são entidades, são cores no cérebro, são cores fora do cérebro e que o pensamento vai tirar a cor preta da tristeza, vai botar uma cor branca da alegria, vai colocar uma cor lilás da felicidade, não sei. As pessoas têm essas crenças mirabolantes.
E o problema não é a a a tiazinha de 60 anos, semanalfabeta, acreditar nisso. O problema é eu ver psicólogo ensinando isso. O problema é ver médico ensinando isso.
E a e a resposta deles é porque tem um filme que ensina. Isso tá errado. De novo.
É a mesma coisa que você pegar um filme que tem o Papai Noel e diz: "Olha, tá vendo? O Papai Noel existe. Os caras fizeram um filme.
Se tem um filme falando do Papai Noel, porque Papai Noel existe. Então é um filme bonito, são filmes lindos para você assistir em família, para chorar, para abraçar, para entender valores familiares. São dois filmes maravilhosos.
Mas por favor, você nunca, nunca repita, pelo menos nunca fale perde em mim. Is são bons filmes para conversar com adultos sobre emoções, porque emoções não são essas coisas. Emoção não são nomes que você dá.
emoções não são entidades que estão dentro ou fora do seu corpo que você vai manipular com certo tipo de pensamento ou de crença ou de prática. E aí eu vou pedir que você assim que acabar essa aula aqui, pegue o seu material didático, tem uma uma prática para você fazer assim, ó. Você vai ler esse artigo, você vai ver que é um artigo que eu peguei de uma de um site, tá?
um jornal online. Você vai ler esse essa esse artigo desse jornal online e vai responder as perguntas que estão na no seu material, na sua apostila. Preencha essas perguntas e volta pra gente conversar daqui a pouco sobre o conteúdo das perguntas que você vai responder.
Leia o artigo no seu material didático, responda as perguntas e volta que eu tenho mais uma aula para complementar contigo, tá bom? Vejo você daqui a pouco.