Nossa casa, o planeta Terra, precisa de cuidado. Para cuidar da casa de todos nós, precisamos apoiar os povos indígenas da Amazônia. Para que possam cuidar sempre bem da sua casa: a floresta.
a floresta não é só casa. A floresta alimenta, veste, ensina e cura. Cuidar da casa é manter a floresta em pé.
E também é semear, é plantar, é diversificar, é reflorestar. Eu fico muito feliz Eu fico muito feliz de compartilhar com vocês as experiências que a gente teve sobre o plantio Porque a árvore é casa para nós Por isso que a gente pensou sobre como se pode voltar a ser floresta de novo O Nossa Floresta Nossa Casa veio no momento certo Eu acho que é uma deficiência dentro dos territórios Não porque nós povos indígenas desmatamos e acabamos, mas sim na hora de demarcar esses territórios, que foi em um local que já estava devastado E o cuidar disso que é mais importante também Mas eu acredito que com essa conscientização de que as árvores são importantes, principalmente em pé, eu acho que vai ser um trabalho que ainda vai mostrar muitos frutos, tanto para nós, Os desafios enfrentados todos os dias pelos povos da floresta há muitas gerações, são difíceis e são muitos para encontrar os caminhos e seguir em frente é muito importante a soma de esforços e a construção de parcerias Ao longo de mais de 20 anos trabalhando com esses povos indígenas. a Iniciativa Comunidades e Governança Territorial da Forest Trends vem aprendendo bastante sobre a importância de compreender e respeitar as duas esferas da economia indígena e a partir do propósito de fortalecer a segurança alimentar e gerar condições de acesso ao mercado, estruturando e fortalecendo as cadeias da sociobiodiversidade sobre a importância de promovermos apoios para base da cadeia, ou seja para sistemas produtivos, para implantação de sistemas produtivos diversificados, sistemas agroflorestais para estratégias de restauração ecológica e econômica E com esse propósito, então, nós conseguimos estabelecer a parceria com a Fundação Arbor Day e criar o projeto Nossa Floresta Nossa Casa: 1 milhão de árvores.
O projeto Nossa Floresta Nossa Casa: 1 milhão de Árvores iniciou em 2020 em um período muito desafiador, que foi o período da pandemia, e nós, como equipe técnica, tivemos que nos reinventar para ir buscar os nossos beneficiários dentro dos oito territórios indígenas que nós atuamos aqui em Rondônia e no Mato Grosso. Dentro do projeto da Nossa Floresta Nossa Casa: 1 milhão de árvores nós seguimos dois eixos de atuação, um com a parte da restauração via muvuca e o outro com a restauração ecológica e econômica. Ou seja, o plantio para que retornem a fauna e flora para um sistema, e que retorne renda para as comunidades.
Nosso principal objetivo é que, quando o projeto finaliza, a comunidade tem autonomia para replicar a ideia. Porque a floresta a gente vive porque tem matéria prima que está na floresta e o que estava na floresta e foi queimada, foi destruída e a gente quer construir a floresta de novo. A origem de tudo é a semente de cada semente temos uma planta e de seus frutos temos novas sementes que trazem em si os segredos da vida.
Com muita gente junta, podemos plantar muitas florestas, muitas agroflorestas e gerar muito mais vida. Muitas sementes juntas são uma muvuca de sementes. O Projeto 1 Milhão de Árvores foi um projeto que mostrou uma parceria de sucesso Então, foi um projeto em parceria com a Forest Trends, Ecoporé e Rede de Sementes do Xingu e seis meses depois a gente já teve um primeiro resultado assim.
E o povo Zoró conseguiu coletar as sementes que já foram plantadas. Colher o feijão de porco, o feijão guandu, que são sementes de adubação verde importante para eles replantarem dentro do território Então a gente tem assim uma referência muito boa desse projeto, que a gente conseguiu contribuir minimamente para a restauração de uma pequena parcela da terra indígena. A experiência de sementes, eu não sabia que existiam muitas sementes, mas aí eu vi as sementes de muitas árvores que tinha ali Era muito longe para caçar, em mato queimado por isso é muito longe de casa agora plantando feijão, e fica mais perto.
Depois quando madurar Aí depois cata tudo verde ainda. Que a gente plantou um pedaço, já tá crescendo e os animais já estão voltando. Eu vi o veado estava andando lá no mato os catetes, porcos que estavam andando As economias dos povos indígenas da Amazônia são dinâmicas e são sempre sustentadas pela floresta, com alimento e oportunidades de renda.
Plantar, produzir, se alimentar, vender e comprar são partes dos ciclos das relações entre os povos, a floresta e a agrofloresta. Porque se eu ficar sem trabalho, eu não ganho nada Pessoa parada não vai receber, estando sem trabalho Por isso a gente trabalha no dia-a-dia em conjunto Quando a gente fez um plantio de cacau A gente espera que nossa vida vai melhorar mais ainda Eu espero que sim e por isso que eu trabalho mais do que em casa, lá na roça Então, as famílias identificadas diziam o que eles queriam plantar, qual era a produção que eles já tinham e qual o interesse que eles pensavam em ter de restauração que pudesse trazer algum retorno, seja de alimentação ou mesmo econômico para essas famílias. E a gente segue pensando o futuro para nossa geração em como que vai ser para os nossos filhos, os nossos netos, o que vai ser como renda dele e a gente segue através do que a gente se alimenta Por isso a gente pensa hoje em produzir lavoura de cacau, banana e café.
E esse é o princípio do projeto Nossa Floresta Nossa Casa: 1 milhão de árvores é criar as condições de produção criar as condições de governança territorial fortalecendo as iniciativas existentes e os sistemas próprios de governança que essas comunidades têm e articular com o mercado um acesso a oportunidades que garantam uma justa repartição de benefícios. Por exemplo, se a gente tem um bebêzinho na barriga, a gente fica ansiosa Como que ele vai nascer O mesmo com a gente quando planta cacau Eu fico feliz, ansiosa sobre como que ele vai dar carga boa A gente vai melhorar por causa disso Eu espero sempre assim que a gente planta cacau, fico ansiosa demais pelo crescimento dele.