Cléber Machado. É, é James Bond 007 em I am Flemings Cassino e você pulando nos trens. Não, não. E e aquela aquela caminhada, [ __ ] [música] Eu sou Bolívia. Desedido. [música] Tá forido. Sou Bolívia. Ai, ai, ai, ai, ai. Brasil, é o seguinte, mais um BTS chegando hoje e eu tô com ele também inédito, nunca tinha recebido um dos maiores narradores da história da TV brasileira, além de outras cocitas, mas K Cléber Machado. Cléber, bem-vinda aí. Nunca tinha te visto de perto. [risadas] Tem uma pele boa. Uma pele boa, né? É skincare que eu
faço todo dia de manho, pode pegar trem. Eu posso te passar a receita também. É, tá meio pálido. [risadas] Bom, legal que você tá aqui. É um prazer para mim. 239 agora. Bts, finalmente, Cléber Machado aqui, né? Ô, Cléber, você sabe que eu não tenho 35 anos de Globo. Eu não trabalhei na Gazeta, na Tupi, na Record, no SBT. Mas eu já dei uma rodadinha por aí. Os seus três colegas atuais da Record, eu já trabalhei com eles. O Dodô, já lançado ao cargo de comentarista aqui no Despedidos e no camisa 21, né? O Noriega,
no primeiro emprego que eu tive, que foi estagiário da Gazeta Esportiva, porque eu fiz classe per liva lá, o Noraga trabalhava lá e a Paloma também trabalhava com lá na Band, ou seja, conheço todos seus amigos. Daqui a pouco eu te apresento o Salve e aí você completa o time ainda. E me apresenta o pastor lá também para ver se ele me paga o dobro que eu recebo aqui. É, aí já é mais difícil, aí [risadas] já é uma outra área, entendeu? Ô, Clebão, como é que tá lá na Record atualmente? Quais são os planos
pra Copa do Mundo? Será a sua quanto seguida? Nove. Essa ser ela 10ma. É, mas a gente acho que não sei como é que vai ser, por exemplo, lá tá legal, tá bacana. Eu acho que foi pra televisão, acho que foi uma onda diferente assim você ter uma outra TV aberta. Eu acho bacana ter o Campeonato Brasileiro num outro lugar. Acho que foi, a maior motivação assim, entendeu? Você ter o campeonato, o principal campeonato do país é numa outra TV aberta. Agora tem ajustes para se fazer, tem questões para se arrumar, mas acho que o
trabalho tá direito. Acho que campeonato paulista dá resultados muito bons, Campeonato Brasileiro dá resultados legais, você depende mais da tabela, como toda a competição. E Copa do Mundo, eu não sei ainda o que que eles estão pensando. Momento Léo Dias. Eu vi umas uns uma boataria aí. Eu li por aí que a Casé TV foi atrás de você para narrar qual lá, a informação do mercado, vai e vem do mercado, os valores assustam. Então eu li também, me mandaram, eu só não ouvi. [risadas] Não teve nada disso não. Ninguém falou comigo não. Nem o contato,
não. Nada. Porque às vezes o jogador fala que não tem mais. Não, não, não tem mesmo. Não tem mesmo. Se tivesse falado, eu te dizia, se eventualmente tivesse ou tiver um contato, eu preciso inclusive de liberação para fazer tal. Mas ninguém falou comigo não. Nem sei se eu tenho o perfil que eles querem que eles falam. Então, mas então eu ouvi você falando num minha entrevista, acho que foi o Flávio Rico, inclusive, que essa parada da informalidade, da descontração que veio pras transmissões, além da parte de pulverizar, de não ficar uma coisa meio do monopólio
de uma emissora só que era no caso a Globo, agora tem um monte de lugar transmitindo e tal, eu vi que você considera um caminho sem volta e que você vende uma escola mais tradicional. Aí eu queria saber se essa tendência recente mudou de alguma coisa no seu jeito de narrar e se caso um dia você for fazer uma narração na Casa TV ou em algum outro veículo, você se vê assim flexibilizando um pouco sua maneira de fazer. O que eu não consegui ainda sacar direito e pode ser uma falha minha, mas qual é esse
jeito diferente de fazer? O Luís Felipe Luizinho narra lá na Casé, né? Ele narra o nome dos jogadores. Sim. Ele fala cruzamento pra área, sim. Cabeceou pro gol? Sim. Hum. Escanteio, tudo. Então, o que que tem de diferente? É o diferente, assim, a participação dos comentaristas, me parece ser uma participação um pouco mais constante, a linguagem, o vocabulário, essas coisas todas. Essa história de narração, de descontração, disso ou daquilo, de informalidade, não é uma coisa que foi criada com streaming, com a Casa TV, com o YouTube, com os desimpedidos, com Bolívia, com Migo, com outro.
Isso aí foi andando conforme a comunicação foi evoluindo, conforme você passou a poder entrar numa rede social e reclamar ou elogiar a narração imediatamente, você acabou batendo mais rapidamente nos caras que estão fazendo. Você acha que o Silvio Liz foi um dos precursores dessa nova linguagem? Há dúvida. Não há dúvida. Foi outro precursor, né? Que quebrou essa. Não há dúvida. Mas assim, numa época em que você só tinha TV aberta, estão falando de anos 80, e o Silvio já tinha uma história na televisão, na comunicação. O Silvio foi repórter de rádio, repórter de TV, ator,
diretor de TV, foi câmera, foi produtor, foi isso, foi aquilo, foi aquilo. E aí começou a narrar futebol. E o Silvio teve uma sacada extraordinária. Não sei se chegou a conversar com o Silvio algumas vezes. Quando você falava com o Silvio, ele falava assim: "Não, eu não sou um narrador de futebol, eu sou um legendador de imagens". Exatamente. [roncando] Só que ele era um grande legendador de mágica e ele falava expressões mais populares que a galera. Ele começou a criar uma as brincadeiras assim. Vai faz um comparativo, não sei se uma analogia, o narrador de
rádio que começa a sacar uma frase, o Osmar, o Fiorei, o Joséval. E o Silvio fez isso na televisão. Então, porque o pelo amor dos meus filhinhos, em teoria, você olha, fala: "Pelo amor dos meus filhinhos, o quê?" Mas ele conseguiu fazer aquilo seu uma exclamação de [ __ ] que que tá acontecendo aí? Como é que pode? Famoso bordão, né? É, então, mas ele foi sacana. E aí eu acho que ele é o principal responsável por todos nós, muito antes de qualquer variação de plataforma, a gente começar a quebrar um pouco mais, a gente
conversar mais com o comentarista de um jeito mais descontraído, a gente brincar com uma situação do jogo, a gente ter uma relação menos distante do público. Uhum. Questão de aproximação, né? Acho que ele começa, mas isso é uma coisa que é comunicação, porque assim, é, você pensa em outra coisa, você vai pensar num filme velho, velho no sentido de antigo, antigo, talvez eu diga para você assim: "Eu estou com sede, preciso beber uma água". E hoje você fala assim: "Pô, tô com uma sede". Isso tudo foi mudando, foi ficando mais Quando você chegou aqui, você
não falou onde tá o banheiro. Você falou que era dar uma mijada. Ah, mas a gente não tava no [risadas] ar, né? Ainda bem que era mijado. Cléveros. [risadas] Você tava falando que a que a transmissão pode ser mais descontraída, os elementos, mas a narração em si essencialmente é a narração do jogo, certo? Então você tem os caras que xingam você porque quando você não narra o jogo Uhum. quando o cara tem cara que até fala: "Poxa, eu gosto de você, mas você tá conversando demais". Às vezes você começa a dar uma filosofada, né? O
cara não é isso aí é conversa [risadas] mole ou o cara fala assim: "Pô, você fugiu e não não sou eu, é todo mundo." Porque quando eu tô em casa vendo o jogo, às vezes me incomoda quando o cara não tá narrando o jogo. Quando eu quero saber o nome do fulano de tal, ele não fal muito papi. E isso eu tô dizendo isso porque eu também eu sei que eu faço isso, entendeu? Agora, a descontração, a brincadeira, a tirada, isso vai de cada pessoa, o estilo de cada pessoa. Tem narrador que nunca deu uma
tirada na vida, nunca deu uma risada na vida, tem outros que são mais. Agora, se você não relatar o que tá acontecendo ali no jogo, pode crer que o cara que gosta de futebol, o cara que conhece todo mundo, ele vai ficar enjoado e mesmo que goste da zoeira, ele tá lá para ver o jogo em primeiro lugar, certo? Porque a hora que você não grita gol, a hora que você perde gol, a hora que você erra o nome, a hora que você não fala, o cara, o cara não gosta. Eu não gosto, imagina o
cara, né? Mas você se enxerga, por exemplo, trabalhando assim, se rolasse um convite, você se enxerga trabalhando na CASE TV normalmente, né? Eu fiz Prime Vídeo, é uma coisa descontraída, é uma coisa. Eu fiz SBT conversando, brincando com o Mauro, com o Aladini. Eu fiz um monte de programa que tinha graça, que tinha brincadeira, que tinha. Agora tudo assim, tudo que é forçado, se eu quiser chegar aqui e ser engraçado a cada resposta, [ __ ] você é uma mala. Você é você é o Cléber de sempre em qualquer emissora. Você meio que eu acho
que o o que o que eu fui moldando, mexendo e em determinado momento me tornando. Uhum. Eu acho que eu levei depois que eu saí da Globo na no SBT, na Record, na Amazon Prime Vídeo lá. Então acho que não tem não tem muita diferença, entendeu? E como espectador, se um jogo só passar na Globo e na Casé, qual que você prefere assistir hoje em dia? Qual que você escolheria? Hum. Ah, não sei. Depende, depende. Isso você vem muito assim do, eu acho que, por exemplo, o cara que for 30 anos mais novo que eu,
eu acho que ele vai te responder que que ele vai na CAS. Mas eu quero saber de você. Não, eu não sei. Eu não tenho [risadas] essa. Ó, é que eu eu não sou um telespectador normal no sentido de, por exemplo, acabou o jogo da Record, fui para casa Santos Internacional, aí eu liguei o o a televisão, a quem tava transmitindo era a Globo, também tinha o Premiere. Aí eu peguei o rádio, aí eu peguei o rádio e botei na Rádio Gaúcha e fiquei ouvindo a transmissão da Rádio Gaúcha. Então eu fiquei com dois áudios.
Não, eu fiquei [risadas] com dois áudios. Eu fiquei ouvindo que a televisão tava falando do mesmo tempo. Ao mesmo tempo. Você consegue um em cada orelha? Não, eu tá, a televisão tá ligada aqui, o ráo tá ligado aqui. Não tem orelha nenhuma. Eu tô ouvindo que os dois. Pô, você nunca fica, você nunca pegou um áudio? Não. Aí eu muto a TV e boto na Mas daí tem delay. Aí não dá certo. Então então tem delay. Mas eu quero, às vezes eu quero ouvir que que os cara Outro dia eu tava vendo Atlético Bahia, não
lembro. Aí eu peguei a o rádio e fui na rádio Tatiaia para ver o que que os caras estavam fazendo, falando, como é que eles estavam fazendo, entende? Então eu acho que a gente é, eu sou um diferente. Você gosta de consumir todo tipo de de rádio, TV e quero ver. Não, e quero conhecer. Boa, tem um fulano de tal que tá narrando. Quero ver. Tem a fulana que tá transmitindo. Deixa eu ver como é que ela tá fazendo. Então é diferente, entendeu? Não é muito você escolher. Eu quero ver essa ou aquela. Antigamente pegava
mal. Era, não era uma coisa muito usual o narrador falar o time dele de coração. Recentemente tem o fenômeno de de que todo mundo resolveu assumir numa boa, é mais aceito pela por parte do público, é mais normalizado esse tipo de coisa. Eu queria saber para você, como você enxerga essa mudança e como você lida com essa pessoa? Acho isso uma coisa absolutamente sem importância, para te falar a verdade, não tem nenhuma importância para que time você torce para mim, desde que eu veja você fazendo uma coisa que você tá fazendo direito, eu posso saber
o time que você torce. Agora, se você só criticar o seu time, que você tá puto com alguém do teu time, ou se você só elogiar o teu time, aí eu acho que não é legal. Eu nunca falei e os caras falam que eu torço para um, para dois, para três, para quatro. Isso para mim é troféu, tá ligado? A hora que o cara fala assim: "Pô, tá na cara que ele é são paulino, pô, corintiano, pô, esse cara só defende o Flamengo, pô. Para mim isso, se o cara tá em dúvida, mostra que você
tá sendo imparcial, mas não há. E isso aí é só teoria, porque os caras estão sempre achando que você tá contra o time deles. Não, você nunca falou e nunca vai assumir. Não, não sei. Eu acho isso sem nenhuma importância. Sim. O PVC me falou assim, uma vez eu perguntei pro PVC, ele falou assim: "Eu acho isso sem muito, sem importância nenhuma. E de tão sem importância que eu acho, eu falo que eu torço pro Palmeiras". Mas assim, isso não influencia em nada no meu trabalho. Também não influencia no meu. Só que o PVC faz
comentário. Eu tô lá narrando o jogo e a hora que eu grito o gol de um time, eu grito gol do outro, o cara disse para mim que eu narrei mais curto ou mais longo o gol do [risadas] cara. Uma vez o cara falou isso para mim, eu falei: "Quantos gols você mediu?" Ele falou: "Un". Falei: "Porra, um". Um é duro, né, velho? Você mediu só um gol. Próxima vez você bota um cronômetro para narrar todos os gols com o mesmo tanto de no gol. Tem mais coisa para preocupar [risadas] ainda sobre esses meandros da
narração da da profissão de narrador. O Galvão vou dar um exemplo aqui. Ele sempre deu uma opinião de de às vezes até pegar no pé do cara, ele fazia um pouco o papel de comentarista e tal. Você sempre adotou uma postura um pouco mais comedida nesse sentido, né? Eu queria saber se algum momento algum jogador já te cobrou ficar chateado com algum comentário seu. É, uma vez eu falei isso para um colega nosso, pô, você chama o comentarista e faz uma pequena análise. Eu falei: "Pô, cara, eu tô vendo o jogo, ó, eu não sou
um robô. Tem que poder dar opinião de vez em quando, não e não é assim. Uma coisa eu falar assim: "É, tá na cara que o time X tá jogando muito pela direita e assim não vai fazer nenhum gol, né, Bolívia?" Sim, você comentarista faz análise agora, mas se eu falar assim, pô, vem cá, não tá faltando mudar um pouquinho o lado do jogo, qual é o problema? E outra coisa, se eu tiver fazendo um programa e o cara perguntar minha opinião, não vou dar só porque eu sou narrador. Agora você ter um limite, eu
acho que isso é normal. Mas esse pop aqui, ah, o cara é narrador, comentarista, isso aí é a pegação no pé. Todo mundo é. Sim, mas eu tô falando, você não era do cara que pega no pé do jogador, por exemplo, de de marcar o cara. Olha aí, tá? Errou mais um passe, não tá dando hoje. Então eu acho assim, ó. Fulano está jogando bem, fulano está jogando mal, porque amanhã você pode ouvir uma transmissão minha e falar assim: "O Cléber tá narrando bem, pô, hoje o Cléber tá narrando mal. Você é do jogo. Agora
assim, jogador falar para mim nunca. Ah, uma vez, uma vez eu tava fazendo um programa no Sportv e o Edilson tava, o Edilson e ele não porque assim vocês cornetam?" Ah, eu falei você com a gente corneta. Eu, por exemplo, não quero saber se você foi dormir ou pra festa de noite. Agora no dia seguinte, se você não jogar bem, eu, do mesmo jeito que eu falo: "Pô, disso tá bem, eu posso falar". Aía, ele falou para mim: "Não, não, você não, você não, corneta". A gente pergunta quem tá hoje aí, é o fulano a
gente fala: "Ah, então hoje chegar boa, mas é claro que tem cara que fica". E ô Cléber, tantos anos ao vivo, né? Só aquela coisa, você tá sujeito a várias situações ali. Tava falando de jogador ficar bolado quando você tava apresentando o programa e falou ali do Patrick tá gordo, não sei o quê. É mentira, né? É mentira. Não, claro que é mentira. Foi nada disso. Isso é uma [ __ ] sacanagem de quem tira uma uma frase de um contexto. Eu tô apresentando o programa, o Patrick tá no telão. E esse foi um dos
poucos caras que eu pedi o telefone do Patrick e falei com ele, porque começaram a escrever umas paradas. Eu falei: "Porra, foi exatamente assim, ó, Patrick, os caras ficam às vezes falando da sua forma, se você tá bem ou você tá mal. Como é que é?" Ele falou assim: "Quando eu jogo bem, eu tô fininho. Quando eu jogo mal, eu tô gordo". Ele falou: "O programa andou e aí teve algum outro assunto." Eu falei assim: "Então, nessa hora o Patrick tá gordo". [risadas] Sim. Usando. Aí fizeram editar e os caras fizeram como eu chamei o
Patrick de gordo. Ah, [risadas] com todo respeito, né? Eu dei risada. P mas você viu ao vivo? Não, ao vivo não. Você viu só viu só para lógico. É, então, mas aí você ligou para ele e falou: "Não, tá suave, tá tr". Eu falei para você ficou bravo. Mas ele falou: "Não, ele falou para mim: "Não, porque foi exatamente isso." Tá explicado. Outra situação aqui que eu queria falar que para eu entender também o do César Trali que você chegou lá e pareceu que você tava bravo e que ele não te deu bom dia. Claro
que não. Você acha que eu vi o César Tral só aquela hora naquele dia? Não, eu acho que já tava. Por isso que eu tô te cantando. Não tem nada. Qual que é o bastidor dessa história? Nenhum. Ele tava acelerado e ele começou. Falei: "Boa bom dia, né?" Não, mas parecia que você tava puto. Ah, parecia Cléber a impressão que eu de quem tava vendo. Tá bom. Não tava, não tava. [risadas] Talvez eu tenha feito exatamente como ele entrou acelerado. Eu fez, pô, bom dia, né? [risadas] Tinha um chefe, um amigo, ele falava assim, ele
entrava assim, você falava assim: "Bom dia, fulano". Ele fala: "Bom dia, por qu, pô?" "Bom dia, por quê?" É uma brincadeira, pô. Então, era uma brincadeira. Até hoje eu não sei se o Tral acha que isso foi um [risadas] e ainda ele fala assim: "É que eu tô meio acelerado hoje se você pegass coisa, tô meio acelerado agora porque você vê hoje como é que é. Bom dia fulano, bom dia fulano, bom dia fulano. Bom dia para você que tá nos assistindo. Não era o Mancini que cobrava os jogador, falava boa tarde daí que tinha
que dar boa tarde pro Mancini. Porque eu vou ficar bravo com o Tral, porque o Tral não falou bom dia. Tral [risadas] até hoje ainda achar isso. Ô, Cléber, você recebeu outro dia no seu programa o Mister Carlo. Foi lá. E eu queria saber como que é o velho nos bastidores. É aquele jeitão mesmo? Como que ele é? Então, ele chegou um pouco antes. Aí a diretoria da emissora recebeu o Anchelote, ofereceu lá um café, tal. Aí a gente ficou lá uma meia hora conversando. Ele assim super gentil, super simpático, mas desse jeito, caladão. Não
fala mais que necessari, falou da Itália, falou mas no ar, né? Fora ali na é não. Então tava um monte de gente assim numa mesa e ele falou tal, Brasil, Itália, Ferrari, blá. E no programa eu acho que ele foi super bem. Eu acho que dentro da daquela coisa dele assim, ele ele até que faz brincadeiras. A veja nas coletivas. Ele é um cara, ele é um cara espirituoso de certa forma. Ele falou que ele cantava, né? Falou: "Pô, você gosta de cantar?" Gosto, pô. Vamos cantar uma cantei, cantei com Toquinho, não sei aonde? Falei:
"Pô, você não vai cantar uma música aí com a gente?" Ainda eu brinquei, falei: "Canta zingara, que é uma música italiana, né? Essa é prende questa mano zingara". Aqui, ó. Você vai cantar agora. Prendi, prendi questa mano. Aí ele falou agora [risadas] no aqui não. Quem sabe agora cantar agora? Ele falou no furasco [risadas] eu devia ter mudado de música. Eu devia ter cantado Volar. Volar. Eu gosto daquela sem desafine, sabe? Senza é bonito. Eu gosto da música italiana de pert que o Roberto Carlos cantou. Mas assim, mas ele foi muito legal e assim ele
falou de goleiro, ele falou de Neymar, ele falou de tudo e falou uma coisa te foi legal que eu tava falando assim, por exemplo, [música] às vezes a gente fica cobrando técnico, por que que ele não convoca fulano? Ele falou: "Quem é fulano?" [risadas] Ele achou que era o nome de uma pessoa. Esse fulano joga hoje. Quem não, ele ficou meio assim: "Pô, quem é fulano? Como que pô? Esse aí eu não conheço. Esse eu não monitorei ainda." Falei: "Não, não, é bem assim". Como é que eu vou explicar agora o que que é fulan?
Fulano e Cléber, com essa convocação, você conhecer um pouquinho o homem aí que tem muitos anos aí de futebol, qual você acha que foi o recado do Anchelote pro Neymar com essa última convocação? Vou te dar três, três opções para você adivinhar qual que seria. A, tenho moral suficiente para não te convocar, se for preciso. B, quero te chamar, mas você precisa se dedicar e melhorar bastante para merecer a vaga. Ou C: não te chamei agora, mas na lista final, fica tranquilo que eu conto com você. Você fez o vestibular? Fiz. Aí às vezes tinha
mais uma quarta opção e uma quinta, né? Todas as anteriores. Eu acho que são todas. Eu acho que todos os recados. Acho assim, acho que o Ancelote tem moral suficiente para não convocar o Neymar. E acho que isso é um, é quase um defeito do nosso futebol. Um cara precisa ter moral para não convocar alguém. O cara tem que ter convicção de que ele quer ou não quer convocar um fulano. Fulano quem é fulano? O fulano, no caso, é o Neymar que que assim tá rolando todo o Felipão não levou Romário em 2002 e ele
sabia que ele tava assumindo um risco, mas ele resolveu não levar o Romário. Foi o Luiz Felipe, não foi um técnico estrangeiro, foi o Luiz Felipe. O Zagalo cortou o Romário também 98. É, ali dizem que ele tava machucado, mas ele ficou bravo, né? Ele ficou porque daria para ele pegar um mata-mata ali e dividir a resposta com o Ronaldo. De repente o Ronaldo não teria passado mal. Enfim, também bem, mas tudo isso teria, seria, será? Puxa, não sei, né? Não sei. Mas o Brasil foi pra final da Copa mesmo sem o Romário. Foi pr
final e na outra ganhou. Em 2002 ganhou mesmo sem o Romário. Como ganhou em 94 com o Romário. Como em 90 o Romário foi meio machucado e não conseguiu jogar. Isso tudo faz parte. Agora eu não sei se o Anchelote quer levar ou não quer levar. Essa convocação, você convocaria o o o Neymar para esses jogos? Não, porque assim, e acho que os argumentos são todos bons. Não, você leva e conversa com ele. Para conversar com o Neymar, pega o telefone, né? Ah, porque eu vou ver o como é que o Neymar se comporta com
o grupo. Neymar tem três Copas do Mundo, gente. O mundo do futebol gosta do Neymar. Gosta sim. Deve ter cara que não gosta dele, da porrada. Eu acho que hoje em dia o país tá dividido em relação a convocar o Neymar, sabia? Não sei. Ó, nós fizemos uma enquete domingoas semanas aí no programa. Ah, o Neymar devia ser convocado. [ __ ] acho que deu 70% que ele devia ser convocado. Porque assim, o Neymar joga para caramba. Sim, joga. Isso é inegável. O Neymar tá jogando para caramba. Como é que eu vou saber se o
Neymar tá bem fisicamente ou não? Eu não sou preparador físico, eu não vejo os números do Neymar. O que a gente vê no campo, você convocaria Neymar? Eu não, mas até a galera acha que ele andando tem que convocar do mesmo assim. Então essa é uma questão. Aí vira uma discussão. Não, acho que andando não tem convocar não. Do jeito que ele tá hoje, você convocaria para essa convocação agora? Não. Mas se ele tivesse fisicamente e o futebol tiver parecido com o que ele tá apresentando hoje, você levaria pra Copa? Sabe como eu levarei o
Neymar pra Copa? O Neymar não tem jogado o que o Neymar joga e nem parte do que Se o Neymar jogasse 50% do que ele joga. Mas ele não tá jogando. Ele tem que daqui até a convocação, que é em maio, né? Se não me engano, deve ter mais uns seis, sete jogos. Se o Neymar jogar seis, sete jogos, pô. Não é que tem que ele tem que jogar e meter oito gols por jogo, jogar, participar. Eu acho que o Neymar é um cara que você pode ter. Você tem 26 jogadores. Hoje, se a Copa
fosse isso, hoje, eu acho que eu não levaria, mas eu teria dúvida, eu ia dividir com a minha comissão técnica. Posso colocar uma questão aqui que eu acho que até assim para tentar explicar um pouco do meu lado que os caras acham que é puro rate no Neymar. Não tenho isso. A gente às vezes pode imaginar que é uma coisa meio videogame que você vai levar o Neymar, você vai deixar no segundo tempo porque ele tá vermelhinho. Sabe quando seu jogador entra no videogame meio cansadinho já fala vou deixar no banco. Só que no futebol
não é assim. A gente sabe que quando você leva o Neymar, ele vai ficar no banco numa boa. Todo mundo quando você leva o Neymar pro grupo, a atenção em cima dele é maior do que a tensão em cima da seleção brasileira. Vamos ficar falando do Neymar. Neymar tá no no campo. É filmar a cara do Neymar. Essa é uma discussão. Quando ele entra no campo, todo mundo vai ter que dar o passe pro Neymar. F uma coisa muito centralizada. É um bom argumento. Eu não posso te responder se o Neymar toparia ou não ficar
no banco. Eu não sei. Mas qualquer qualquer jogo 0 a 0 os car vão gritar 15 minutos. Mas os caras gritavam o Gabriel Jesus pô Osvaldo [risadas] de Oliveira quando ele tava começando. Existe esse combo Neymar tem que levar. O Noriega me falou outro dia que ele viu uma pesquisa que o Neymar é o terceiro cara mais famoso do Brasil que é o Pelé, o Silvio Santos e o Neymar. Hoje eu falei: "Sério?" Ele falou: "É, eu vi essa pesquisa, eu não vi". Então ele é o mais famoso vivo, por exemplo. É claro que ele
é famoso, claro que ele é centro de atenção. Eu não sei se isso é bom, se é ruim. Deve ser duro para a cabeça do Trâer. Mas ganha bem para isso, o Tialão, tá? É, é o que os caras falam. [risadas] Cléber, vamos mudar um pouco de assunto. Eu queria saber sobre a sua carreira. O que que o Clebão, consagrado hoje aos 63 anos, como um dos maiores narradores do Brasil e tudo mais, diria pro estudante Clebinho Tadeu Terror da FMU. Se você quer ser jornalista esportivo, primeiro, se você quer ser jornalista, você tem que
gostar dessa parada. Você tem que saber que você vai precisar est ligado o tempo todo em tudo. Você tem que saber que de vez em quando, quase sempre, você não vai ter feriado, você não vai ter domingo, você não vai ter carnaval. E geralmente você vai ganhar mal para cafeta. A maioria vai ter um salário que não é um salário. Todo mundo acha que jornalista é tudo, cara. É mentira. O mercado é duro, o mercado é apertado, o mercado tá estrangulado. Tem que saber isso. Agora você quer trabalhar com esporte, você precisa gostar de esporte.
Não adianta trabalhar com esporte para achar que você vai viajar o mundo inteiro. Você roueiu muito osso para chegar onde você chegou. Eu as coisas foram acontecendo comigo muito assim naturalmente, sem eu ficar super assim ansioso para fazer. as coisas foram acontecendo e acho que aí eu fui respondendo de uma maneira mais positiva do que negativa. Eu fui fazendo mais direito do que errado. E você queria ser ator. É verdade. Não, é o que eu falo que assim, se você perguntar para mim qual é a profissão que você escolhe, você pode fazer o que você
quiser da vida, eu vou ser o ator que faz o James Bond. Cléber Machado. É, é James Bondes 007 em I am Flemings [risadas] Cassino você pulando nos trs da Não. E e aquela e aquela caminhada [ __ ] E agora tem um colega seu aqui, atual colega seu que quer fazer uma pergunta em relação ao momento que deu estalo lá. E aí Kéber, tudo bem? Cara, eu acompanho sua carreira desde que você era apresentador. Me lembro de você apresentando programas na TV Gazeta, depois o Globo Esport. Mas o que eu quero saber é o
seguinte: em que momento caiu a sua ficha de que você era um narrador, que você se descobriu um narrador e um grande narrador esportivo? Fala aí, Nuri. Então, não caiu essa ficha. Eu tava lá fazendo meu negocinho na rádio lá que eu achava lindo, gostoso, achava que era essa minha carreira. Aí apareceu a chance de fazer reportagem de futebol em jogo, mas assim era um frila. Eu fazia o meu e no fim de semana eu ia fazer jogo. Aí o tempo passou, eu achei legal aquilo, fiz um período da Gazeta lá como repórter, aí saí
da Rádio Globo. Quando eu saí da Rádio Globo, aí eu procurei emprego na Jovem Pan, na Bandeirantes, para fazer reportagem no futebol. Aí um dia eu falei com a Avaloni que tinha assumido o departamento do esporte da Gazeta depois do Scatam. Aí o Avaloni, pô, não tem a vaga aqui, volta, tá bom? Voltei. Aí eu voltei para trabalhar no esporte. Aí você voltou no pique? No pique. Aí eu voltei pra Gazeta e lá eu fiz essas coisas. A Gazeta tinha um jeito de fazer reportagem que os repórters meio narravam o evento e depois faziam uma
passagem e uma entrevista. Podia ir pro estádio, montar um equipamentozinho e narrar o jogo. Podia, né? Podia. Então, sei lá, eh, Santos e Corinthians jogaram outro dia, pô, só TV Globo podia transmitir. Mas se alguém fosse com uma câmera lá, lá na época, você ia com uma câmera, o cara montava um equipamentozinho de áudio, você arrumava uma cabininha e você largava o jogo. Então, foi um acidente. Gravava. Aí a Gazeta botava aquilo lá como atração desse programa de sábado que eu apresentava, que o Noriega viu. Então, tinha lá o Wilson de Freitas, tinha o Fernando
Solera e eu comecei a fazer também. Aí quando eu fui paraa TV Globo, eu acho que o pessoal da TV Globo viu, não só eu apresentando, como viu eu fazendo narração. E com o tempo eu fui fazendo algumas narrações de eventos, de programas, essas coisas. Nós estamos na redação e o cara perguntou pro Cío José, que era o diretor do esporte, "Nós vamos transmitir o jogo Corinthians e Tiradentes". O Cír respondeu: "Vamos". Quem vai transmitir? O Cío falou: "Ele, Cléber". Eu falei: "Eu falou: "Não quer não, não, não, não quero, quero, quero." E aí eu
narrei um jogo. Como é que você decidiu? Vou ser narrador. Foi acontecendo. Nada. Eu narrava, a gente narrava compacto nos programas, no esporte espetacular, narrava de tênis, de moto, de surf no Esporte Espetacular. Aí eles foram vendo e aí um dia me botaram para narrar um jogo, entendeu? Aí eu fui narrar um jogo. Aí passou o tempo, botaram, ele me botou para fazer Uruguai e Inglaterra. Era um jogo antes da Copa de 90. Fui pro Rio na Rex Chicoí comentarista. Falei: "Rxicaní que pariu". Aí acabou o jogo, o cara que é diretor de programa, era
diretor de programação, falou assim: "Ah, o Bonnie ligou aqui, perguntou quem que tava narrando." Eu falei: "Caraca, você achou que ia vir a comida?" Eu falei: "Não, ele falou: "Não falou, não falou nada não". Aí eu fiz a Copa, então as coisas foram acontecendo. Legal, pô. Outro dia eu vi uma matéria da Globo uma vez aí cobid jogo seu na Copa de de jornalista assim, pegaram o jogo certo porque você fez dois gols, duas assistências, você resolveu o jogo. Foi maior jogo, foi o maior jogo da minha carreira, né? Foi o melhor. Porque o que
você queria saber, em campo você se define como craque, gênio ou deus? [risadas] Jogo direito. Você fez um gol de um gol de canhota e um gol de cabeça. É, a história desse jogo [risadas] era o campeonato da CESP, que é a Associação dos Cronistas. TV Globo, lá na redação tinha uma panelinha ferrada pros caras fazer o ti. Não, o Caio não era da panelinha. Eles até queriam, mas o Caio ficou com a gente. Ele jogou, mas jogou comigo, jogou no nosso time. A panelinha era os cara mais novo que se achava os car. Depois
eles foram campeões até anos depois. Mas eles fizeram um time e usaram o nome Globo. O nosso time, que era eu, Caio e caras mais velhos, a gente usava o nome Sport TV. Aí teve campeonato, primeira fase e tal. Aí teve acho que oitavas de final ou quartas de final, nós e eles. Era Sportv contra a Globo. É rivalidade local. Aí chegamos no jogo, Marco Aurélio Souza era o repórter gaúcho, né? Vamos dar uma entrevista, fal assim: "Ah, Marco que dá entrevista, dá". E ele fez, foi fazer matéria pro Globo Esport. O Thiago apresentava. Bom,
fizeram a matéria, tá? E tem no YouTube para vocês verem. Começamos o jogo, pô. Primeira jogada, cruzamento do Marton, eu 1 a 0. Os cara pá, empataram o jogo. Eu peguei uma bola, o cara me jogou, dei um cacanhazinho, 2 a 0, 2 a 1 para nós, cara. 2 a doí peguei uma bola, contra-ataque em alta velocidade, né? Arrancada espetacular. Rolei pro Alê, 3 a 2 para nós. [ __ ] lindo, né? Ó, um gol du e dois passes do [risadas] e o jogo acabando. Caio Ribeiro, atenção, ó. Vamos jogar sério, hein? Agora ninguém inventa
a moda, hein? Nós estamos ganhando o jogo, [ __ ] Vamos ganhar o jogo. Começou o jogo, ele pegou uma bola, foi dar um drible, esticou a bola, Felipe Diniz 3 a tr empatou. Todo mundo olhou pro Caio, Caio, [risadas] a hora que caiu esse gol, Gustavo Ferro, que era da equipe lá de evento, tava no banco do time da panelinha. Aí ele fez assim, [ __ ] nós vamos perder para esse time de velho. [risadas] Esse vamos perder para esse time motivou, hein? Nossa, 3 a tr [risadas] jogo acabando. O goleiro saiu comigo aqui,
o Caio disparou lá na direita, eu dei um tapa assim na bola, tipo o tapa que o Rafinha deu pro cara agora desse tio gol, quando o Caio foi pra jogada, o Edgar Alencar, que era o goleiro, saiu e tirou a bola pra lateral. Lateral e o Edgar demorou para voltar e o Toninho Beck demorou para vir e o Caio bateu, eu pum 4 a tr mesmo jogo de cabeça. Cabeça, qual era a camisa que você tava aqui? Nove. Você é centroavante, então? Trombador. Ah, tu não, trombador. Eu sou [risadas] aí, pô, acabei de falar
do passe que eu dei, pô, duas assistên e o cara [risadas] fal que eu sou trombador. Aí acabou o jogo. Aí eu olhei para ele e falei assim: [roncando] "Vai perder o jogo para esse time?" [risadas] Sim, temos até hoje lembranças felizes dessa partida. Legal, Cléber. Você você narrou de tudo já. Copa do Mundo, Olimpíada, Fórmula 1, Carnaval São Silvestre, cantou bingo, tudo. [risadas] É, qual que te dá mais tesão ou te deu mais tesão? Qual que que que você gosta mais? É difícil sim. É, é ruim mesmo. É difícil mesmo. Sabean, qual é a
sua música favorita? [ __ ] mas não tem um esporte, uma modalidade. Então, o esporte mais próximo da gente, é lógico, é o futebol. O esporte que eu acho mais vibrante para narrar, que te dá condição de ter um ritmo de um jogo sempre quase aberto, é o basquete. Basquete. Porque assim, quando você pega dois times bons de basquete, você não tem menor ideia do que vai acontecer, né? Pô, eu fiz na Olimpíada, acho que do Rio, um Brasil e Argentina, pô, o jogo foi por prorrogação e o Brasil perdeu o jogo. Mas, pô, é
legal para caramba. Acho que a Fórmula 1 é muito legal, é difícil. Acho que é a mais difícil era pelo menos, mas é muito legal. Agora sim, o bão mesmo que você fala assim, [ __ ] são esses grandes eventos. Quando você tá numa Olimpíada, numa copa, final de liga, num grande jogo, numa final de campeonato, aí é o é aí é o meão, né, pô? Aí é o legal. Aí é o filho. É o seguinte, eu vou mostrar perguntas aqui que mandaram no Twitter para você. Famoso X. Ó, o que que é isso aqui,
ó? Isso aqui é o meu é o meu tamborzinho boliviano. Carl Ancelotti. Ele pergunta como ele lida com o fato das coisas mais randômicas e constrangedoras que podem acontecer numa transmissão parecerem sempre cair no colo dele. Eu acho que às vezes eu dou sorte com algumas coisas, por exemplo, hoje não, hoje sim. Aquilo, né? Sorte a minha, mas ruim pro Barriquelo. Eu fiz jogo de Copa do Mundo, pô. Eu fiz aquele França e Argentina na Copa de 98, no 2000. Foi em 2018. 2018, acho, pô, que foi um jogo legal. O Holanda e Argentina na
Copa de 2022, foi um jogo legal. Eu fiz derrota do Brasil no voleibol, na Olimpíada de Atlanta e o Brasil era campeão olímpico e perdeu um jogo para Iugoslávia e foi um jogo super bom. Acho que às vezes acontecem algumas coisas assim de o Ronaldo estreando, é que a gente fica falando, eu narrei o gol do Ronaldo voltando pro Brasil, mas o Milton Leite também narrou, coisa que teve algum jogo que você queria muito ter narrado? jogou evento que você queria muito falar. Esse aqui eu queria ter narrado. Eu queria ter narrado uma final de
Copa do Mundo. Entende? Qual? Tu vai escolher alguma do Brasil campeão ou não? Ou de outro? Ah, [ __ ] do Brasil campeão era o máximo. Por isso que eu te falo desse negócio de não ter essa, eu não tenho essa obsessão. Eu sei exatamente o que tá acontecendo. Eu sei que eu chego na TV e tem lá um narrador que é bom, que tá estabelecido, que é famoso e que é competente. E é ele que vai narrar. Uhum. Evidente que eu tô falando do [risadas] Eu ia sacar não. Então você do meu pão. Claro.
[risadas] Fazer uma só para sacanear com ele. Mas assim, mas é isso. Uma vez ele falou para mim no corredor assim: "Pô, você é bom, mas você chegou aqui, eu tô aqui." Isso não é marra, não é nada, é fato. Então assim, eu não tinha pretensão de ser escalado para fazer a final da Copa. Fazendo uma Copa é igual vão, pô. Lógico que não. Claro. E aqui, ó, pergunte pro Kéber. É o boca suja da fiel. Pergunta pro Clou lance. Momento do esporte que só de alguém é esperado escutar a sua voz narrando. Não vale
o gol do Romarinho. Então não. Esse aí por exemplo os caras vai hoje não. Hoje sim. É evidente que os caras vão vão falar. As duas coisas que mais falam para mim na rua. É isso. Romarinho. [risadas] É. Olha Romar. Você não aguenta mais falar Romarinho. Não. Eu olho. Olha o Romarinho. Que que você faz? Olha. [risadas] E hoje não. Hoje sim. Hoje não. Hoje sim. Para mim o lance mais incrível que você narrou foi o gol do Romarinho, porque foi uma coisa que foi do nada. Não, do nada porque eu não tava olhando. Não,
não, não. Você não da sua narração. Tô falando do O Romarinho entrou no no tinha acabado de entrar na bomboneira lotada Corinthians, perdendo no final de Libertadores. O cara que sai na cara do goleiro e dá uma cavadinha no SBT. Eu falava pro Emerson: "Pô, nem falei teu nome no goleiro e [risadas] ele deu um [ __ ] passe. Nem falei teu nome, não tava olhando pro campo, porra". [risadas] Falei: "Olha o Romarinho". Porque tipo, você levantou a cabeça, o Caio bateu na minha perna, pô. [risadas] Não, eu tava lendo alguma coisa assim no história,
ele bateu na minha perna hora que eu olhei, falou: "Olha o Corinthians, olha com Marinho". Gol, pô. É o que dava tempo de falar, o que dava tempo. Mas, por exemplo, eu gosto, eu falo sempre isso, eu gosto do Praz batendo pênalti na final da Copa do Brasil. Se o Praz fizer, o Palmeiras é campeão. Cer, depois de uma carreira gigante na rua dos principais eventos, passando pelas melhores emissoras, tudo mais, carreira acabou, né, [ __ ] Então, depois de uma que você já tem essa carreira, o que que ainda falta realizar que você tem
como sonho objetivo alguma coisa? Eu nunca tive essa obsessão assim. Eu sempre achei, pô, quando quando eu comecei a fazer futebol, quando apareceu a chance de narrar, pô, quero fazer uma Copa. Fiz bom, uma Olimpíada, fiz. Fazer final de campeonato, consegui fazer final de Libertadores, consegui fazer jogos legais, consegui fazer. Acho delicioso, delicioso apresentar programa, apresentar programa na televisão, como eu fiz no Cabo Arena um tempão que era uma delícia. A gente tá fazendo agora, fez no SBT, tô fazendo agora na Record, acho uma delícia. Mas assim, eu eu eu fui sempre andando e as
coisas, felizmente para mim, eu nunca fiz nada muito ligeiro. Ah, durou um mês. Eu fiz carnaval 10 anos, 15 anos. E você não é coisa que você planeja, as coisas vão acontecer. As coisas acontecem, as pessoas me chamam, me escalam, eu faço. E na vida você tem aí um gol aí, algum lugar para chegar ainda? Alguma coisa que você quer fazer? Não, acho que de ter você, você é avô? Não, ainda não. Você gostava de ser avô? Alguma coisa na vida que você gostaria de realizar? Vivi mais uns 30 anos seria bom. trabalho, fazer um
programa assim como você tá fazendo. Eu não sei se era esse um programa, eu gostaria de fazer um programa de entrevista, tal, mas eu acho que fazer um programa que eu misturasse futebol com outros assuntos eu gostaria. O programa que eu te chamei a rolezica. Você vai vir da próxima vez eu vou chamar. Vocês quebraram minha cidade, pô. Eu não quebrei a sua cidade. Quebraram minha. Eu tinha escolhido uma cidade. Os car o Caio Ribeiro escolheu L. Ah, o Caio perdi pro Caio. Vou ganhar de quê? Sabe por quê? Deixa eu contar. Você foi promovido
ao BTS. Cai. O cai únic, a melhor coisa do Caio foi aquela lateral. [risadas] Mas ô Cléber aqui você foi promovido BTS que é muito mais [ __ ] Não é, mas aquela lá eu gostei daquela ideia assim, é uma ideia muito legal. Aliás, se vocês não viram o Rolezica, é um programa de viagem que a gente fala sobre futebol, história, cultura, é tudo sobre uma cidade. Ou seja, pouquinho foi para Liverpool, ele foi um dia só para Liverpool. O Caio falou o nome dos quatro Beatles. Ele não sabe. Ach, ele não [risadas] não. Ele
falou não. Ele falou que gosta mais de Last Kiss do Pro Jam do que [risadas] é Caio. Qual é a melhor música do do dos Beatles? Ele responder sex session. [risadas] Yellow bananão chama. Não. Yellow submarine. [ __ ] sacanagem. Qual ausência? O Caio é gente boa. Tô brincando. Não é para amanhã ninguém fala assim: "Ih, lá o cara não gosta do Caio. É tudo brincado. [risadas] Ah, não, todo mundo sabe. Inclusive é o seguinte. Rolezica com Caio Ribeiro, Liverpool, terça que vem e a gente vai gravar também. Daqui an grava o liv. Vamos marcar
então. Mas eu tava falando assim, fazer um programa assim nessa base, talvez não assim, mas eu queria fazer um que eu misturasse as coisas. Tem até um na cabeça, mas assim, não sei se era pra televisão, pra rádio, tal. Ah, e na vida assim, a eu tenho, minha mulher, quando a gente casou, ela já tinha dois filhos. Os dois filhos dela já tem dois filhos, um e um filho outro. E eles me chamam de vovô. É legal para caramba. Que legal. Minha filha não tem filho. Mas assim, acho que assim, eu eu eu falei para
eles no começo do programa que tem uma frase que eu acho legal, Martim da Vila, sambista. Martinho já tem mais de 80, né? Quando ele fez 70 tinha uma reportagem no jornal, acho que no Estadão. Martim, você 70 anos, super sossegado, super na boa, sempre. Que que ele falou assim? Olha, eu tento não aborrecer ninguém e espero que ninguém me aborreça. Eu acho que isso é mostra. É o lema. Então agora, Cléber, toma uma aguinha que para acabar vai ter a volta dele, o quadro mais famoso aqui desse programa que é o Já ou jamais.
Eu faço uma pergunta, você só responde com já ou jamais. Jamais. Tá bom, vamos ver. Ficou com medo da torcida em algum estádio? Ah, jamais. Jamais. Nunca teve. Já, mas jamais. Como assim? Você já teve situação que poderia ter problema, mas não teve. Qual? Por exemplo, você sair de um estádio no meio da torcida, mas não aconteceu nada. Eu e o Caio chegamos um dia no Atlético Paranaense para fazer a final da Copa Sul-Americana. Eles sacaiaram o carro, mas estavam de risada, brincando de de balançar o carro. Então já, claro que já, mas assim, jamais
tive problema sério, grave. Jamais. Então, jamais. Chorou de emoção durante uma transmissão? Hum. Já discretamente não chorei que você percebesse que eu tava chorando, mas, por exemplo, o dia que a Malin ganhou a medalha de ouro e a filhinha dela entrou e falou assim: "Ah, mamãe, eu queria de prata, é mais bonita." [risadas] Aí eu achei aquilo tão bonitinho, muito fofo. E aí você ficou com os olhos manos. Você dá dá aquela, aquela, é, choradinha, é aquela, aquela embargada, aquele caroço de pelo na garganta que você segura para não chorar igual vem do filme assim.
Exato. Que eu fiz isso aí, eu faço toda hora esse filme. Entendi. Já jamais peidaram na cabine da Globo. [risadas] Eu acho que acho que o acho que o peido é uma é uma expressão interessante na vida, né? Não há quem não. Mas eu nunca [risadas] de fone nunca ouvi. Não, mas não ouviu? Às vezes se sentiu. Falou por casão hoje, nunca senti. Não, não, não, não senti, não senti não, nunca senti. Mas eu fiz uma vez, eu falei assí, eu não nunca devia falar isso mas eu vou falar. Trabalhav na rádio Globo. Aí nós
saímos da Rádio Globo e fomos num bar que tinha em frente assim uma lanchonete e ficamos na beira no balcão assim na calçada. Aí alguém que tava ali na roda fez isso. [ __ ] mas fez um rapaz, mas um peido alto, não. Aquele silencioso, aquela bomba silenciosa. É. E aquele cheiro começou a se é lá na rua das palmeiras, aquele [risadas] e todo mundo aí, o autor da façanha que eu não vou dizer quem foi, falou assim: "Ninguém sabia quem tinha sido, tá? [risadas] O autor da façanha falou assim: "Não, só pode ser da
rua esse bricheiro, não é". Ah, ele se de se Não, não. O dono da lanchonete falou assim: "É, um ser humano não faria isso." [risadas] Você vê o grau o grau de qualidade [risadas] e o nome do cara era você. Mas ninguém sabe, [ __ ] Esse é segredo. Mas quantos anos? 30 anos depois. [ __ ] faz isso foi isso deve ter sido [risadas] 85. Faz tempo pr caramba. Ô, não tinha nem metrôas. Você se sentiu in desumano. Você falou: "Eu [risadas] não sou nenhum, eu não sou nenhum ser humano". Achei a resposta do
cara sensacional. Mas na cabine no jamais. Muito bem. Já jamais. Empurrou o Caio Ribeiro ao vivo. Então isso é outra mentira. Não, não. Empurrei. Empurrei já. Então já. Mas assim também não é. Parece que eu empurrei o carro Ribeiro assim. Já falei isso um monte de vez, né? Então aqui ó, não ficavam três, ficavam dois só. Dois. Não cabia. É. Não eram três. E aí era assim, pô. Estamos aqui então Caio, o jogo tá bom? Aí ele ficava, é, o jogo tá bom. Aí ele tinha que sair para entrar o Marcilha porque acabava o comentário
dele que tava com imagem no ar e ele voltava. Aí ele ficou moscando lá e ele não e aí eu fal assim ele? Aí eu quando [risadas] eu empurrei o cara cortou pra cabine e tava só no empurrando. A sua cara foi b falou putava ouv sensacional. [risadas] Marcilha esse empurrão é para cartão amarelo. Foi bem. [risadas] Foi bem. Foi bem. Bem demais. ameaçou dar uma cabeçada no Caio Ribeiro ao vivo. Esse ao vivo, eu tenho dúvida se a tava ao vivo. O empurrão foi pro ar, a cabeçada eu acho que não foi, [risadas] porque
a cabeçada foi a mesma coisa. Era jornal da Globo, vai um minuto e eu cai e os cara encerra. Falou assim. [risadas] Aí quando ele encerrou, falou assim, mas eu acho que aquilo não foi pro ar. Aquilo acho que é coisa gravada que alguém soltou. Eu acho. Não é clav, acho que apareceu mesmo que você fez assim, ó. Mano, cala a boca. Já tá falando pr [ __ ] Eu [risadas] acho que não, mas não tenho certeza. Mas então já não, já já. Mas foi só movimento, foi só uma ameaça, né? Falar meu caso, foi
só um aviso em formato de cabeçada. Falou o goleiro pênis. Mentira, jamais. Não falou pênis. Claro que não, pô. Vocês estão louco. [risadas] Aonde os car tira suas ideias? Eu ouvi pênis. Você não ouvi? Eu ouvi pênis. Da onde vocês tiram suas ideias? Imagino. Jamais. Jamais. Só Denis você pode pegar. É Denis. Imagina que Imagina diz mais [risadas] sem sentido. Você imagina cara aí a bola defende pênis por Mas às vezes saiu, né? Você tá ao vivo, Cléber? Às vezes aconteceu não saiu. Tava guard [risadas] tava guardadinho. Saiu nada. Última já ou jamais. Cléber, você
tava lá com a patroa, né? De boa. Hum. falando hoje não, hoje não aí ela decretou hoje sim. [risadas] Ah, eu acho que a gente tem um relacionamento que é sempre um não e o sim em comum acordo, entendeu? Mas já aconteceu de deu de você tá falando hoje não e ela falou: "Não, hoje sim." Ah, deve ter e o contrário também. contrário. [risadas] Nada que nada que tenha sido marcante, que [risadas] nada que tenha nada que tenha marcado muito a relação maravilhoso. Obrigado pela entrevista, tenho certeza que todo mundo curtiu. Deixa aí seu comentário,
compartilhe. Agora os caras vão recortar [risadas] e vou começar por Valeu. A volta do Jojamais, o BTS também. Então é isso, compartilha, deixa o like, ajuda nós a ter convidados sempre. desse nível do Cléber Machado aqui. Valeu, Clébão. É nós. Até o próximo.