[música] Salve salve família, bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor e aqui comigo temos Carlos Tramontina. >> Sim, estamos. >> Olha aí o Tramonta, tem ali o Felipe Moura Brasil também. >> Salve salve, sempre um prazer participar com vocês. >> Tá animado, cara? Hoje tem, dá pra gente falar de um, tem uns assuntos Interessantes aqui. Para mim, o mais interessante de hoje tem a ver lá com Alessandro Vieira, com os caras do STF e tal. Esse é o que mais me, que eu queria me trocar uma ideia sobre, entendeu? É, você aí
que tá você aí que tá assistindo a gente e quiser participar da conversa, manda a tua mensagem aí pelo Live Pix. O QR code tá aqui, o link tá aí na descrição e a gente eh vou vou ter acesso a eles aqui durante o programa e a gente vai eh comentando à medida que Ele bom, se eles fizerem sentido o que a gente tá falando, tá bom? Eh, mas manda aí a tua mensagem aí para participar da conversa. Cara, bom, basicamente a gente teve um um movimento do Alessandro Vieira, que é um senador, eh, propondo
indiciamento de ministros do STF lá e, e uma reação forte do STF eh seguiu, né? Eh, quais são, cara? Eu quando eu vi, eu fiquei assustado assim, eu fiquei um pouco, a minha sensação foi de, nossa, isso aqui Pesado, é meio sério, é uma sensação de cara, não mexe com a gente, você tá maluco, cara, como é que tu mira esse troço pra gente? Tá maluco? E é uma sensação é meio assustadora assim para um cara que tá lendo a notícia, sabe? E tá e faz alguma ideia do que pode estar acontecendo. A sensação é,
eu fico pensando se eu sou se eu tô no lugar do Alessandro Vieira, eu tô assim: "Ih, [ __ ] acho que agora eu me passei, hein? [ __ ] mané, aqui foi longe. Porque Porque a reação e o que tá na mídia é os caras falando se movimentando para tornar o cara inelegível esse ano ainda, sabe? Então é é uma coisa meio é não é assustador. Que que vocês acham? Tem tem eh só só posicionando, vamos relembrar o pessoal >> que terminou hoje a CPI do crime organizado, organizado, >> né? E que teve a
votação do relatório. O relatório não foi aprovado porque o governo na última hora fez uma manobra, >> trocou algumas pessoas, que isso foi permitido dentro do regul do do regimento, trocou algumas pessoas e o relatório final do presidente do senador Alessandro Vieira foi derrotado por seis votos a quatro, né? Tem várias leituras, né, >> que seria, só para deixar claro, seria o placar, >> só que é o contrário, a favor do relatório, se não tivessem sido trocados os dois senadores, que foram o Sérgio Moro e o Marcos Duval, que foram trocados por dois petistas que
votaram contra o relatório nessa manobra do governo Lula em alinhamento ao Supremo Tribunal Federal, embora o Lula nas últimas semanas tenha tentado se descolar do dos ministros do STF que estão desgastados e ele tá em ano eleitoral fazendo campanhas. É, é. Eh, e a tem umas coisas pra gente olhar. CPI do crime organizado. Bom, o voltando um pouquinho, O cara pega, o relator pega o relatório da CPI e ele encaminha o comando a presidência do Senado, né? E aí, eh, ele sugere o indiciamento de pessoas que estão ali relatadas e acusadas ou suspeitas naquele relatório,
daquele documento final. >> Aham. Agora isso só anda se o presidente do Senado quiser e ele não vai querer porque ele já tá de novo de braços dados com com o governo e acabou acabou a comissão acabou e o resultado acabou. Agora me surpreende muito a cara de pau dos caras eh falarem do Supremo. Não tô discutindo se devia ou se não devia falar. >> Hum. >> Mas cadê o crime organizado na CPI do crime organizado? Não tem não tem um nome de de bandidagem do da do do tráfico de drogas, do de contrabando, de
milícia, dos parlamentares que tenham contato com o Vorcário. O Vorcári é acusado de formação de quadrilha, de Golpe, de não sei o quê. Então foi, ficou foi uma, ficou uma politicagem ali. Houve o interesse, vamos, não podemos lembrar que a comissão foi aprovado em fevereiro e só foi instalada em novembro, exatamente quando o banco master tava naquele momento fervendo, né? fervendo. Aí eles abraçaram o negócio do Banco Master e com base na história do Banco Master chegaram até os ministros do Supremo e ao Paulo Gonê, o procurador geral da República. Mas aí eu Eu só
quero perguntar assim, >> cadê os outros? Cadê a turma do crime? A turma da bala, cadê a turma do tiro? A turma que mata arrebenta e tal. Cadê essa turma? >> Para mim, para mim tá faltando. >> É, mas tem um tem uma argumentação em relação a a esses pontos. né? E o Alessandro Vieira teve que passar o dia rebatendo a a a determinadas colocações, né, nessa linha, eh porque uma questão é eh crime de responsabilidade e outra Questão é crime comum. Então, quando se fala em milícia, em bicheiro de jogo do bicho ou em
narcotraficantes, se fala eh principalmente em crimes comuns. Eh, assim como eventualmente autoridades e políticos podem ser eh alvos e de processos eh por crimes comuns e eventualmente serem condenados como tais. Mas o fato é que ninguém foi alvo eh de pedido de indiciamento ou de qualquer medida em relação a crimes comuns. E ele argumentou que foi foi Muito difícil fazer o avanço necessário das investigações para que se tivesse um conjunto probatório suficiente para um indiciamento sobre crimes comuns, que é algo que requer o avanço das investigações. E houve impedimentos para que as investigações avançassem por
meio de uma série de decisões do Supremo Tribunal Federal que de fato atrapalharam as investigações. anulação de diversas quebras de sigilo e desobrigação de investigados de Comparecerem para depor, etc. Então assim, tava dentro do escopo da CPI do crime organizado, eh, fazer uma reunião de elementos importantes para se combater o crime organizado no Brasil e se terminar, de fato com um relatório com propostas de medidas legislativas que estão no relatório, propostas de medidas para o governo, portanto para o poder executivo, que também estão eh no relatório. E, aliás, o Alessandro Vieiro foi questionado na TV:
"Mas o que que Tem de novo sobre a questão do crime organizado?" Ele deu uma resposta que eu considero correta. Falou: "Olha, não é uma questão de novidade. Eh, CPI não vai inventar alguma coisa, quer dizer, não vai inventar uma tecnologia, um foguete ou qualquer coisa que possa ser usada pro combate ao crime organizado. As ideias para se combater melhor o crime organizado, elas estão no debate público, elas estão na cabeça dos especialistas, nos livros, etc. O que há De novo é justamente uma comissão parlamentar de inquérito para reunir essas informações, para elaborar um relatório,
para orientar a o poder público a fazer do da de um determinado jeito esse combate ao crime organizado no país. Eh, então você tem muito conhecimento a respeito disso. Eles tiveram alguns meses para ouvir muita gente e estabelecer ali um relatório. Só que investigando, eu acho importante fazer esse resumo inicial, é, se chegou Ali a teia financeira da gestora Reag, que tem vários fundos, inclusive o fundo Arlin, operado eh pelo Fabiano Zetel, que é o cunhado e operador do Daniel Vorcar, o dono do Banco Master, o fundo Leal também, que tava ali na rede. você
tem eh eh alguns fundos dessa teia financeira que são apontados como eh escoamento eh para lavagem de dinheiro do do PCC, de facção criminosa armada. Então você com o avanço da investigação, você foi conectando as facções Criminosas armadas com um eh fundos de uma teia financeira utilizada para lavagem de dinheiro e que tava sendo utilizado também eh para, vamos dizer assim, se conseguir boa vontade de autoridades no poder público. E o relator sempre bateu na tecla de que só existe avanço e crescimento do crime organizado na no sentido eh das facções criminosas armadas, que não
é o único sentido da expressão crime eh organizado, com a porque existe a Complacência do do poder público. Então, se chegou aos ministros do STF, aí o o que que aconteceu? Eh, houve o indiciamento dos ministros do STF por crimes de responsabilidade. Isso é a esfera administrativa. Isso é para perda de cargo. Isso não é para prisão, para multa. Eh, indiciamento por crime de responsabilidade é uma coisa, por crime comum é outra. Então, assim, com os elementos que existem na na CPI do crime Organizado, você não conseguia fazer um indiciamento de crime nenhum de crime
comum, nem contra os ministros do STF. e ele colocou assim, de uma forma prudente, claro que você pode contestar o que ele fez, enfim, a discussão tá aberta. Eh, mas de que olha, eh, nós não avançamos para indiciar ministros do STF por crimes de corrupção, por exemplo. Justamente porque para isso, para se configurar um crime dessa magnitude, você precisa ter um avanço que não foi Permitido a nós, seja pelo impedimento de prorrogação, seja pela derrubada por manobras no próprio STF da quebra de sigilo, por exemplo, do fundo Arlin, da empresa Marític, que era a do
Tofre, da qual ele era sócio oculto. Então assim, você tem uma medida, mas é uma medida menos gravosa. >> Hã, mas você não acha que a CPI foi pelo caminho mais Aham. que a CPI foi pelo caminho mais fácil? Porque boa parte de tudo isso que aconteceu relativo à Participação de de ministros ou não, de proximidade com master, com Vorcar, com tudo isso que tá acontecendo, uma boa parte foi descoberta pela imprensa. >> Sim, >> né? Foi a imprensa que descobriu que não sei quem voou no jatinho de não sei quê. foi a imprensa que
descobriu que >> que tinha o o Resort taiayá, foi a imprensa que descobriu a participação do do Tofol no negócio do Tayáay, que ele encontrava não sei quem. Eu fico com a Sensação de que, eh, sem dúvida alguma, com dificuldades, com limitação e com pouco tempo para investigar, a CPI abraçou aquilo que tava mais facilmente na mão, que era eh eh com base em investigações, uma parte da Polícia Federal e uma boa parte também da imprensa, né? Eh, eu entendo você, >> mas a CPI é porque a CPI também convocou essas pessoas, também convocou testemunhas,
também teve acesso a dados. Inclusive, diversos dos dados que a CPI Teve acesso foram parar na imprensa também. É, as revelações jornalísticas elas não são, vamos dizer, exclusivamente jornalistas, tem aquelas que são, de fato, por uma investigação jornalística de de bons repórteres investigativos, mas tem muita coisa que vem das apurações policiais e são descobertas pelos repórteres. >> Quer dizer, você tem uma uma confluência ali do avanço da investigação policial, do avanço da investigação parlamentar e Daquilo que tá sendo noticiado pela pela imprensa. Em alguns momentos você tem mais mérito de um, mais mérito de outro
e isso tudo eh foi sendo de fato descoberto. É porque assim, falando assim, Tramontina, esse que é o meu meu ponto, eh fica parecendo que a única conclusão da CPI do crime organizado foi de que os ministros do STF estão envolvidos no escândalo mágico e precisavam ser indiciados. Só quando você lê o relatório, eh, o relatório não Negócio 150 e por volta de até 200 páginas. Mais ou menos. >> É mais ou menos isso. E a parte dos ministros do STF, ela vai da página, ela começa na página 89, ou seja, praticamente 90. E o
último item começa ali na página 110. Eh, não sei se vai até 111, 112, alguma coisa assim, pouquinho. Quer dizer, são é pouco mais de 20 páginas de um documento de quase 200 páginas, >> 10%. Então você tem 90% ali, é que diz Respeito a uma série de outras coisas. Mas o que que acontece de importante? é um pedido inédito de indiciamento de autoridades muito poderosas que já estavam no noticiário há bastante tempo. Então isso tem uma repercussão é muito maior do que aqueles assuntos que são mais técnicos, mais profundos, que demandam evidentemente toda uma
uma discussão pormenorizada sobre os métodos de combater o crime organizado no país, o que chama mais a atenção da da Sociedade e eu acho natural que a imprensa enfoque nisso, é o vínculo de magistrados do Tribunal Superior com esse caso. Então assim, é só para dar é só para dar devida dimensão. Estamos nós de novo falando do STF aqui. >> É, mas eu acho fundamental falar. >> Não para, né, meu irmão? >> Pois eu eu defendo de fato que é preciso eh dar foco a isso. Eu acho importante, acho muito grave as condutas, as pessoas
podem ter suas opiniões sobre os Caminhos para se investigar. Fato é que todos os caminhos estão bloqueados. O que que acontece? Eles bloqueiam todos os caminhos, aí se encontra um caminho aí. Esse caminho não pode, tem que ser por esse aqui, porque nesse aqui, né, o o ex-sócio do Diumar é o procurador geral da República. Então tem que ser pela PGR, né? Só que a PGR foi instrumentalizada por esse mesmo grupo. Eh, ah, tem que ser eh pela Polícia Federal, só que a Polícia Federal chega Num ponto que depende da PGR. Até para fechar a
colaboração premiada é Polícia Federal e PGR. Ah, depende do presidente do Senado. Só que o presidente do Senado da viu como que tem rabo preso no caso, porque indicou o Jocildo Gomes pra presidência da Révia, fundo de previdência do Amapá, que fez aporte de R$ 400 milhões deais no má. Então assim, é difícil de fato, e o Vieiro falou isso hoje repetidamente, investigar autoridades muito poderosas, fora e a Gente vai abordar isso aqui em maos detalhes, que elas reagem, elas retaliam. >> Então, assim, é é um problema difícil de resolver no país qual é o
caminho e tal. As pessoas podem ter suas considerações. Ah, isso aqui não deveria ser assim, isso aqui deveria ser assado. Mas fato é, é grave a conduta dos ministros? Eu considero grave. É preciso haver investigação? Eu considero que é preciso. Eu acho que tem eh elementos Para configurar crime de responsabilidade. Eu acho que tem e que isso deveria ser votado no no Congresso Nacional e não combatido já na sua raiz. Eh, então acho que tem elementos para processo de impeachment, sim. E paraa investigação da esfera criminal. E aí a gente tem eh uma resposta imediata
de ministro, por exemplo, do Gilmar Mend no Twitter falando que eh CPI nem devia nem é um instrumento que deveria est indiciando eh ministros do Supremo Tribunal Federal. A questão eu não consigo, eu não consigo julgar porque eu não sei. >> É ver o que ele falou lá. >> Hã, >> quando vi meu nome inserido nesta tal lista de indiciadas, >> né? Tô falando de Gilmar Mendes, >> por parte do senador relator deste caso, eu disse, é curioso, ele se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o STF por ter concedido um Abias corpos.
Mas só este fato narrado mostra exatamente que nós descemos muito na escala das degradações. E depois tem aqui a declaração do Tofoli, >> os ministros. >> A justiça eleitoral não faltará impunir, aí vem a ameaça, né? >> A justiça eleitoral não faltará impunir aqueles que abusam do seu poder para obter voto num proselitismo eleitoral. assim disse. E aí tem o André Mendonça. >> André Mendonça falou: "É uma Irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficante de drogas, de armas, garimpos, facções, matadores, pistoleiros e etc." É isso. >> É mentira. tá tratando de
milicianos, de narcotraficantes no relatório, isso foi discutido na comissão. há uma série de propostas para esse combate, coisas que nunca preocuparam os ministros do STF, que posam de salvadores da democracia quando você tem territórios no país Dominados eh pela por esses bandidos eh que não permitem a população sequer o direito de ir e vir com as suas barricadas aí por trás das quais moram muitas pessoas inocentes, milhão, milhões de pessoas só lá no Rio de Janeiro onde onde eu nasci. Em relação a essas colocações, eh, preciso deixar algumas coisas claras. Bom, o Igor já tinha
falado sobre uma nota do Gilmar, além desse vídeo aí agora, eh, que foi manifestação dele durante um julgamento Sobre a questão de comissão parlamentar de inquérito, não poder pedir indiciamento. Você o Gilmar interferindo nas atribuições do poder legislativo, o Gilmar tinha dado uma decisão na virada do ano eh para restringir justamente a possibilidade de haver impeachment de ministro do STF. Que que ele fez? ele aumentou eh para quórum qualificado, quer dizer, o mínimo de votos dentro do da casa legislativa que seria necessário paraa aprovação eh de um processo de Impeachment do impeachment, ele aumentou eh
quer dizer, aumentou o número de parlamentares que precisavam ser a favor daquilo justamente para dificultar que ele próprio e os seus coleguinhas fossem empixados. Isso foi uma das medidas. A outra medida foi eh mudar aquilo que tá previsto na legislação, que qualquer cidadão pode pedir um impeachment de ministro supremo para dizer que só o PGR pode. Por acaso o PGR é o ex-sócio dele, Paulo Gonê, que eh chegou ao cargo por Indicação do Lula depois de pressão do Gilmar e campanha nos bastidores para que o Lula indicasse o Paulo Gonê. E o Gilmar naquela época
tava falando de como o STF foi importante para acabar com a Lava-Jato, de que pessoas, inclusive o presidente da República, não estariam aqui se não fosse ele, se não fosse o STF. E aí o Lula, né, fez essa retribuição de indicar o ex-sócio pra PGR. Houve uma pressão tão grande, uma crítica tão grande a essas medidas do Gilmar, que ele tirou o BOD na sala, que ele ele fez duas medidas para dificultar. Ele tirou uma que era mais gritante, que era de exigir que só o PGR possa pedir impeachment de de ministro do Supremo. Agora,
ele quer dizer que a Comissão Parlamentar de Inquérito não pode pedir indiciamento. Não existe vedação na legislação e é a lei 1079 de 1950, a lei do impeachment para que eh o um senador peça pela Comissão Parlamentar de Inquérito o indiciamento De ministro do STF. Pelo contrário, a lei é absolutamente ampla. Existe que qualquer cidadão perante o Senado pode pedir eh indiciamento, pode pedir impeachment de ministro do STF. Se qualquer cidadão perante o Senado pode, assim como qualquer senador pode, eh você não pode limitar o caminho. Ah, é na CPI ou é o fato é
que o pedido vai chegar à mesa e aí tem uma parte lá sobre deliberação da mesa. O Tramantino falou: "Ó, tem que passar pelo Davi Columb." A gente sabia que não ia passar, ainda que fosse aprovado na comissão, caso não houvesse essa manobra do governo, >> eh, ia chegar no Davi Columbia, o Columbia iria sentar em cima, >> que é decisão dele, né? >> Exatamente. Eh, então assim, o Dilmar tá interferindo porque, eh, não tem uma vedação, ele quer e colocar uma vedação onde não tem. Quando ele fala de colegas miliciães, é um absurdo, é
um discurso Absolutamente autoritário, eh, acusador, eh, de uma pessoa que, eh, não tem a atribuição. Ele tá num julgamento de outra coisa. Ele tá na rede social. Em que país supostamente democrático do mundo, um juiz de Suprema Corte vai à rede social para fazer pressão para que o procurador-geral da República investigue um político que nas suas atribuições ousou pedir o seu impeachman? Não existe, ninguém sabe dar um exemplo. Qual é o juiz de Suprema Corte do Mundo, Igor, que tá na rede social X falando assim: "Olha, eh, inclusive a esses excessos devem ser investigados aí
pela polícia, pela procuradoria geral da República." O Brasil é caricato e as pessoas às vezes não se dão conta. Parece assim, é autoritarismo de desenho animado, sabe? >> Mas o Gilmar encarna. Aí ele ele fala que o Alessandro Via tem colegas milicianos. Qual é o indício de ligação do Vieira com o milício? Se o se o Al se Se o Alessandro fala isso do Gilmar, >> se o Alessandro fala isso, que se o, que o Gilmar tem uns amigos miliciano, não >> i dar uma merda gigantesca. >> Claro, claro. É um monte de coisa que
o Gilmar fala e se qualquer um fala, daria um monte de problema, mas ele ele tem essa onipotência, a caneta mais poderosa da República e sai falando barbaridades, eh, contra quem ousa enfrentá-lo, trazer a sujeira do STF à tona. Sempre foi assim. Eh, o o a alegação que ele jogou No ar eh, foi essa de, ah, tem políticos que, eh, ficam ligados à milícia e você não foi em cima deles. Mas é isso, o Alessandro Vieira não foi em cima de ninguém por crime comum. E outro ponto importante em relação a isso, aliás, o senador
Humberto Costa do PT tava alegando isso na CPI, o Alessandro Vieira rebateu, olha, eh, porque eles citaram como exemplo o caso lá do Rodrigo Bacelar, eu conheço bem que eu sou do Rio, presidente da Alert foi Afastado, foi preso porque tava vazando em formação de operação pra turma ligada ao Comando Vermelho. Tem um deputado estadual lá, TH Jojas que tá preso, que era o braço do Comando Vermelho na Alerge. Ah, por que que não foi para cima dessa turma? E aí, sabe o que que aconteceu? na CPI do crime organizado, eles pediram autorização para ir
para cima >> e o Alexandre de Moraes nem sequer despachou, >> ele eh deixou em suspenso aquele pedido feito pela CPI e não autorizou que a CPI avançasse. Então você tem esses problemas e aí são utilizadas essas alegações e enfim. Agora é incrível, né? Como eles eles não conseguem, eles ministros do STF não conseguem ficar no seu lugar quietinho, né? >> Uma semaninha. >> Can, é uma coisa inacreditável. Eles têm que comentar tudo. Eles vão julgar coisas. Eles eles têm manifestações Completamente eh eh eh aí quando a gente acha que que nós chegamos ao fundo
do poço, a gente descobre que o poço ainda pode ainda dá para cavar mais um pouco. >> Cara, uma das coisas mais esquisitas nisso tudo é é esse fenômeno que o Felipe tava falando do do que você tá falando também do ministro influencer, né? É, ministro influencer é bom. O >> são os comentaristas gerais da República. O >> o ministro influencer, cara, é ele é Muito perigoso porque ele é ele acaba sendo fazendo o que eles estão fazendo um influencer, sabe? E e a princípio, qual deveria ser o papel político? A princípio, eh, pela regra,
qual deveria ser o papel político do STF, no mínimo neutro, né? os caras eles ele eles estão eles eles jogam para um lado específico eh ainda que esse lado seja o deles, né, cara. Então é é um é uma coisa que parece meio eu não conheço todos os países do mundo, as redes o X de todos Os países do mundo, mas que é uma é muito curioso como os nossos ministros do STF lidam com as redes sociais. É, >> tem uma tem algumas pessoas >> rapidinho. Tron uma última pergunta. a gente já sabe o que
que eh o que que tem o contrato lá da esposa do Alexandre de Moraes. Já já saiu alguma notinha ou não sabemos ainda? >> Depois a gente volta nesse assunto. Então continua aí. Vai. Era, >> tem algumas pessoas que que defendem a Ideia de que a criação da TV e transmite as as sessões do Supremo eh foi uma mudança de fase e que tornou esses caras >> esses >> Eu já ouvi esse argumento, [limpando a garganta] >> eh esse esses caras que se acham os donos da verdade, como eles se tornaram estrelas. E aí tivemos
uma série de julgamentos importantes onde eles eh passaram a ser reconhecidos como estrelas. Talvez eles tenham assumido Que realmente eles são estrelas e que eles são, né, eh, a a o personagem principal. Eu sou o personagem principal na história desse país, né? essa ligação não concordo não. Não, porque assim, >> não, porque eu eu claro que democratizou e você passou a a a ver tudo que acontece numa sessão do Supremo, mas eh tem algumas pessoas que def assim: "Pôra, mas cara, se não tivesse dado tanto protagonismo para esses caras Visualmente, midiaticamente, talvez eles não estivessem
com, sabe, com o nariz tão arrebitado quanto eles estão". O meu ponto não, meu, meu ponto, eu entendo a colocação que você tá fazendo. O meu ponto é que >> minha colocação é sempre mundana. >> Eu acho melhor a gente ver do que eles fazerem tudo no escurinho, sabe? Pelo menos a gente pode eh ter a noção e daquilo que eles estão fazendo, quais são as alegações, todas as afetações de Superioridade, moralidade superior, de onipotência. Eu acho que é melhor ser transmitido do que não ser. E acho que esse protagonismo não se deu pela transmissão,
embora, claro, a exibição, os holofotes possam envaidecer os ministros, etc., mas pelo excesso de judicialização, pela eh concentração de poder, por eles terem ido assumindo, terem assumido diversos papéis por conveniência e por um Congresso Nacional Repleto de pessoas de rabo preso, de um nível de moralidade muito baixa, ter permitido essa expansão eh do próprio poder dos ministros do Supremo Tribunal Federal. E esse que é o problema, eh, quando você não tem moralidade, o resto se corroi. Quando todo mundo rebaixa o seu padrão ético, a república eh vai ficando um sistema absolutamente disfuncional. E é isso
que existe hoje. É óbvio que não é o ideal eh que eh uma um indiciamento de ministros do STF no Caso master eh venha por uma CPI que começou investigando o o crime organizado, embora haja conexão, tá? É perfeitamente legítimo que se defenda esse argumento, assim como se pode contestar. Eh, qual é o ideal, qual é o lógico, o básico? É que se abra uma CPI do master, é que se abra uma CPI para investigar os ministros do STE e nesse escopo eles sejam iniciado. Só que isso não foi possibilitado, foi impedido. Então, por exemplo,
na CPI da pandemia, Houve uma decisão do Luís Roberto Barroso, então ministro do STF, obrigando o Congresso Nacional a abrir a CPI. Agora só há decisões para [risadas] impedir, entende? Então você tem esses dois pesos, duas medidas, essa hipocrisia. E o Davi Columbri tá lá feliz da vida, de ser o intermediador do governo Lula com o STF, de garantir é que ninguém vai ser investigado, é porque ele próprio tem os seus esqueletos no armário. E esse que é o Problema. Cada um tem o seu, todos se blindam. E o Davi Columbo tem certeza de que
não vai avançar nenhuma investigação sobre ele enquanto ele estiver protegendo pessoas muito poderosas que poderiam fazer essas investigações avançarem. Não, não é interesse de pessoas que poderiam fazer as investigações avançarem, fazer com que o alcolumbre seja investigado, se é se ele está ajudando essas pessoas a se blindarem. Então assim, o rebaixamento Ético, ele tem efeitos muito graves pra república. Muitas vezes você vê a pessoal do mercado só pensa no aspecto econômico, né? Outra pessoa só pensa no aspecto eh educacional, outra só pensa na saúde, etc. Mas sem a ética, que que acontece sem a ética?
Não vale o que tá escrito, Igor. Então, o país tem leis, tem regras ou tem uma decisão anterior, uma jurisprudência, um precedente, não vale. >> É o que o Gilmar fez aí. Ah, você está Contestando uma decisão judicial do Gilmar Mendes numa concessão de abas corps, né? Eh, o Trabontina leu aqui a manifestação do Gilmar. Ah, querem criminalizar uma concessão de Abiasc. Não é concessão de Abiascorps, não é isso que tá sendo criminalizado, na verdade, alvo de um pedido de indiciamento que já foi até eh reprovado lá. Eh, o que o Gilmar fez foi ressuscitar
uma ação para, como diz o Alessandro Vi, sequestrar uma relatoria Para alegar que ele é que ele tinha a prevenção do caso, como se diz no jargão jurídico, né, que ele era o juiz pr juiz natural da causa, ressuscitar uma ação que ele próprio enterrou anos atrás. Isso não é uma concessão normal de Abiasc. AC uma defesa de alguém que tá sendo investigado, pede, faz um pedido de Abias Corpus e aquele eh pedido eventualmente é concedido. Ninguém nunca eh pediu indiciamento no Congresso Nacional de Ministros do ST por fazer Isso. A questão é outra completamente
diferente. Ele ainda alterou a natureza do da própria ação, transformando o mandado de segurança em abias corpos. Quer dizer, ele fez um contorcionismo enorme para blindar o colega de tribunal. Então você tem todos os elementos de uma extrapolação de poder. >> Você tá falando do rebaixamento da República como um todo. Acho que a gente pode falar isso. >> Então eu vou ler aqui a lista >> dos pagamentos feitos pelo Banco Master a pessoas de alta relevância na República. Vamos lá. Vamos lá. >> Isso aqui também foi uma divulgação do da CPI do crime organizado com
base em material da Receita Federal, né? que são registros feitos no no imposto de rede do VCAR pra Receita Federal, né? Então, para o escritório Barse de Morais, >> olha aí, >> na mulher de Alexandre de Morais, R milhões deais foram pagos, >> tá? Porque não deu tempo de terminar o contrato. >> É isso. N é porque era de 130 e tanto, não, 300 era, eram 3 anos >> 180. É, é R 130 milhões deais, >> quase quatro por mês. >> É, é. 3.600 e tantos milês e foram pagos R$80.200.000 >> até o momento da
prisão do Daniel Vorcar em novembro de 2025 e de decretação de liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Quer dizer, se ele não tivesse Sido preso e o banco liquidado, os próximos meses seriam de novos pagamentos até chegar a 130 milhões. Mas 80 foram pagos. É >> assim que eu ador absolutamente normal isso aí. >> Eu adoro o caderninho do Tramontino. Adoro >> a lista. Tá aqui, ó, ó, ó. Tem mais lista hoje, hein? Verdadeiro pergaminho da República, >> ó. A segunda grana foi pra família de Ratinho, >> família massa, né? >> É. >> Eh,
21 milhões. >> Um dos motivos pelos quais ele saiu da corrida, eu acho, né? Iam jogar holofote sobre isso tudo. >> Terceiro, Henrique Meirelles, ex-ministro, >> ex-presidente do Banco Central. do Banco Central, ex-presidente do Bank Boston Mundial, 18 milhões. Não vamos registrar Logo que todos dizem que foram por serviços prestados ao Banco Master, ok? Guido Mântega, >> [ __ ] meu irmão. >> Guido Mântega, R milhões deais, >> grande prêmio por ter destruído a economia brasileira. >> Isso. A empresa de Bonnie Bonilha, nora de Jaques Wagner, líder do governo no Congresso com Senado, né? Mag
>> no Senado. Exatamente. Só um parênteses. R 12 milhões de reais. >> Delícia. >> Só um parêntese que o o Humberto Costa ele questionou. Questionou não, ele tava dizendo: "Ah, por que que não botou aí o fulano que recebeu dinheiro e tá?" E o relator Alessandro Pieira falou: "Olha, também não coloquei o Jackes Wagner que recebeu, a Nora recebeu, etc. É porque isso é na esfera do crime comum, não conseguimos avançar para gerar". Tá? Então essas pessoas que simplesmente Receberam pagamentos, elas não foram alvo de pedido de indiciamento por crimes comuns. É só ficou o
crime de responsabilidade que gera só a perda do cargo, não prisão. >> É [roncando] Michel Temer, ex-presidente da República, 10 milhas. R milhões deais. Antônio Rueda, presidente da União Brasil, um partido muito importante nessa sucessão presidencial. O escritório dele recebeu 6,4 milhões. >> Só um parênteses, o lembrando que o Temer foi quem indicou o Alexandre de Moraes. Então, eh, acho que foi secretário, secretário de segurança pública do Temer aqui no estado de São Paulo. >> É, é, é, foi secretário aqui do governo Geraldo Alkim, né, do PSDB e foi ministro da justiça e segurança pública
no governo Michel Temp. Isso foi Geraldo Alkm. Verdade. >> Mas o um dos e acho que um dos Chamarizes pro Michel Temer é justamente ter interlocução direta com Alexandre de Moraes e aí empresário como o Daniel Vorcaro quer agradar o Michel Temer. Ricardo Lewandovski por meio do escritório de filhos 6.100.000 >> beleza >> ACM Neto. [risadas] >> Isso é um figuraço. >> ACM Neto. 5 milhões e meio consultoria. Que coisa maravilhosa, né? E aí, tram tem aquele Acordão. Contrata pós consulta. Não contrata não. Mas assim, se você tiver um banco quente, que não é o
master, eh, eh, e é quente mesmo e quer contratar os consultoria aí, [ __ ] estamos aí também, né? Nós aqui da bancada não estamos aí para ganar. para vocês se vocês não receberam essas ofertas, vocês que são figuras assim tão importantes, mas o ACM Neto tem esse lado engraçado que você já citou, o Jackwagen e o ACN Neto. E eu falei aqui num programa que Teve um acordão lá na Bahia >> para que ninguém citasse o caso Master na campanha eleitoral, que é o ACM Neto, que foi prefeito de Salvador e concorre agora ao
governo do estado e o Jackwagen, que concorre a reeleição como senador. fez um pacto ali, é União Brasil, que é da CM Neto, e IPT, do Jack Schwagen, não vamos falar do caso mais, fala aí qualquer outra coisa, pode me criticar aí ideologicamente e tal, mas disso ninguém fala, beleza? Brasil, suco De Brasil. >> Isso >> é porque pegar no ideológico não pega nada, já tá todo mundo esperando. É mais tipo, não muda nada, não é fato novo, né? Na real só fortalece a própria base, muda. Porque o cara que vota em A não vai
votar em B de jeito nenhum, né? Porque esse cara aqui ele é petista, ele não vai votar no bolsonarista e e vice-versa. Agora quando fala de grana aí dá ruim. >> Tem Fábio Vaart secretário de de comunicação de Bolsonaro, 3.800.000 ele disse que recebeu esse dinheiro porque ele era assessor de imprensa do Banco Master [risadas] e continua sendo assessor de imprensa do Banco Master. >> É. e opina lá na rede social e o pessoal não sabe muitas vezes, né, quais são os vínculos e financeiros dessas pessoas aí que estão cheios de opiniões no debate público
e e é bom que venha à tona. Depois que veio a tona pela imprensa, Ele diz que ah tinha uma cláusula lá que não podia revelar e tal, mas agora tá revelado. E ele faturava com o fundo partidário do PL, né? né, um advogado eh cuja empresa recebia dinheiro de de fundo partidário ligado ao partido Jair Bolsonaro. Naquela época tava defendendo até mais aí o o ex-presidente. >> Tem também a empresa Gral Azul ligada à família Ratinho, que é a segunda >> Uhum. duas vezes. >> Duas vezes que é R milhões deais, >> né? E
nessa lista termina com o Jackwager, aí sim o próprio >> que diz que os 289.000 que ele recebeu foram rendimentos de aplicação como pessoa física. Tá vendo? Todo mundo tem explicação e vocês t a mania de ficar levantando essas conversas mundo. Cadê [risadas] a explicação do Alexandre de Morar lá do Essa tá faltando. >> Ô Tramontina, você que faz os eventos Tramontina. >> O master não se ofereceu. Tramontina Para você. >> Ó, vem cá. Sabe que lista eu tenho aqui também? >> É >> a lista de R 2 milhões deais que o atual presidente Lula
acaba de gastar com influenciadores para fazer propaganda para ele. >> Eu vi isso também, cara. Tu recebeu, né, Felipe? Não, tá louco. >> Eu eu cons milhões influenciador. Tem a lista completa aqui também, tá? Eu Conservo a minha capacidade de dizer não é é uma das coisas que mais faltam na República do Escambo brasileiro. É você receber uma ofente disso outro dia, que você tem algumas pessoas medíocres aí nessa lista que não tem nenhum histórico de grandes méritos na sua área de atuação. >> E aí vem um mega e o empresário oferece uma fortuna, né?
Que que o sujeito pensa, né? Pera aí. né? Para mim um troço desse, cara. Não, meu escritório é Pequenininho, cara. Para eu fazer isso aí, eu vou ter que contratar mais 15 pessoas, sub contratar três escritórios, etc. Você você estranha aquilo e você fala: "Não, se você tem um nível de decência alto, de moralidade alta, fala: "Tá querendo alguma coisa de mim e tal". Mas tem muita gente que atua como lobista que eh vende justamente esse chamariz, né? O chamariz é o seu poder de influência, é o seu network, são os seus contatos. Então, Guido
Mantega é um Ex-ministro que gerou a crise econômica que foi plantada nos governos Lula com a filosofia de gasto dele, mas que estourou no colo da Dilma Russef, gerando manifestação de rua, processo de imprimo, eh eh claro que com eh elementos ali eh que foram utilizados como aspectos jurídicos e tal, mas uma crise econômica que turbinou o processo >> e ele é contratado para ganhar R$ 1 milhãoais por mês. Chegou uns 14, né, se eu não me engano. É algo nesse sentido. E o que que ele fez? Ele abriu a porta do governo Lula para
o Daniel Vurcaro ter uma reunião secreta com o presidente e os seus ministros, da qual participou também o presidente do Banco Central. Então assim, a existência dessa reunião já mostra um método das pessoas que faturam pela sua proximidade com o poder. O fato de o Lula dizer sim, sim, Guido, pode trazer o seu cliente aqui que eu atendo, né? É, é o Lula com isso ele ajuda o Guido Mantega a faturar, >> claro, >> com o empresário, entende? Ele tá ganhando 1 milhão porque ele tem esse acesso e ele entrega o acesso. >> Uhum. >>
Eh, então você tem essas pessoas no entorno do poder >> que usam isso para para ganhar dinheiro. E é grave que um presidente faça isso, uma reunião secreta fora da gente. Uma outra coisa que eu trouxe aqui hoje Falando de rebaixamento, >> você viu isso aqui, né? >> Não. Fala aí. Isso aqui é um anúncio na Folha de São Paulo de hoje do fórum do Lad em Nova York dia dia 12 de maio, tá? Dia 12 de maio vai ter um fórum, um grande encontro. Olha as patrocinadores aqui só. >> Ô Tramontinha tá tá ganhando
quanto fazer essa propaganda aí, Tramontinha? Olha aqui a lista dos que vão. Eu contei são são é aqui quatro Governadores, seis senadores, 12 deputados federais, mais presidenciáveis. Aí vão para Nova York participar de um debate entre eles fal >> que vai durar das 8 ao meio-dia, >> oxe. >> Vai durar 4 horas. Explica, explica para mim, explica para mim se esses senadores e esses deputados pediram licença do trabalho, não vão receber nada da Câmara, do Senado, porque dia 12 Eh, terça-feira, então, logicamente, você não vai na segunda, né? É, >> você pode ir numa sexta,
>> chega lá muito cansado, >> chega no sábado de manhã, você descansa, sábado, domingo, segunda, você se prepara-feira demais, foi até >> você se prepara. E cara, eu achei que eu vi hoje isso aqui, achei um escândalo. Os presidenciáveis também estão lá. >> Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Aldo Rebelo, >> lá embaixo tem o Renan, >> tem o Renan. O Renan é o único que não que não tem compromisso com isso, que ele não recebe salário do da Câmara, do Senado, não sei quem, né? >> O Renan é o único que tá fora desse
pacote que Hugo Mota, presidente da Câmara dos Deputados, Fital do Rego, presidente do Tribunal de Contas da União, vai o governador do Rio Grande do Sul também, Cara. Eu fico olhando aquilo, falo, por que que você larga o teu trabalho e vai para Nova York? para participar de um debate com os mesmos, para falar do Brasil sobre as mesmas coisas durante 4 horas. Você fala assim: "Ah, mas é um seminário importante que nós vamos trazer o E a >> Posso ver a lista de patrocinadores." É isso, >> [ __ ] Eu tava olhando essa lista,
moleque. Os maiores pensadores, os maiores caras que vão falar da economia mundial para debater com autoridades brasileiras, com presidenciáveis, com não sei o quê, tal. >> Cara, mas isso aqui é Conves Vescote, quem que paga isso aqui? Eu eu vou pagar. O senador Flávio Bolsonaro tá ganhando como senador. Aí ele vai para Nova York para ficar lá >> quantos dias, quantas horas no debate? E os governadores todos, os senadores e os deputados, Cara, é inacreditável. Não muda nada. A gente fica falando, falando não muda. >> Pois é, Tramantin. Mas a gente tem que continuar falando
mesmo. Tem que continuar >> mostrando. >> Tem três grupos. eh o grupo lead, o grupo Esfera e o grupo voto, que promovem esses encontros aí, dizem que fazem a ponte entre o setor público e o setor privado. É isso que em muitas Terras se considera justamente lobby. São eventos em que há essa promiscuidade com promiscuidade no sentido institucional, claro, e não tô fazendo nenhuma acusação aqui de outra esfera, mas entre autoridades que t poder de decidir, inclusive magistrados de tribunais superiores e uma elite empresarial ligada ao mercado financeiro, que tem muito dinheiro, muito mais dinheiro
do que eh a média do do país >> e do que a gente imagina, né? >> É. E o Daniel Vorcário era uma uma um elemento podre aí dessa dessa elite, eh, que tinha muito dinheiro porque tava enganando as pessoas. Enganou 1 milhão 1.600.000 investidores, gerou um rombo de cerca de R bilhões deais pro fundo garantidor de crédito, que poderia ser até maior se tivesse sido aprovado no Congresso Nacional a emenda master proposta no Senado pelo Cío Nogueira, proposta na Câmara dos Deputados pelo Felipe Barros do PL. É bom lembrar porque tá passando batido aí,
né, pessoal? Quer vai conversar sobre outra coisa. Eh, então eu vejo vários problemas aí nesses encontros, mas tem muito empresário que quer estar próximo daquelas autoridades que ditam os rumos do país, que patrocinam esses eventos, mas é preciso ter um mínimo de regras de eh código de conduta, eh, para que magistrados não participem. E pior, né, eh eh eles participam muitas vezes Ganhando cachê sigiloso >> e que foi autorizado, como eu já expliquei aqui, CNJ numa sessão presidida eh pelo Ricardo Lewandowski >> 2013, >> em 2016, foi essa resolução que que >> eh ampliou o
conceito de magistério >> pra palestra dada em evento patrocinado por banco ou qualquer outra empresa privada. Os governadores, os governadores que estão aqui são os governadores de São Paulo, do Paraná, Do Pará, do Rio Grande do Sul. São os quatro, >> né? É, porque nos estados deles tá tudo muito sossegado, tá tudo muito tranquilo. O cara pode sair daqui, ficar dois dias fora, participar de um de um faz de conta aqui. >> Não, só isso. Quer ver? Me dessas horas. >> É gostoso viajar para Nova York, aí dá a declaração, a declaração repercute, eles querem
aparecer. Patrocina interessante. >> Faz os contatos com os empresários, com Juiz. >> Governo de Minas patrocina, >> todo mundo quer tá dentro, né? >> É. Governo de Minas é um patrocinador, Lídia. É um evento do Dória. >> É João Dória. É, >> sim, tem. E você sabe que patrocínio tem o tem a definição. Vocês sabem que quando os caras vendem patrocínio em eventos, algumas vezes é assim, patrocina patrocínio diamante, patrocinador ouro, prata e bronze. E tem Outros que é patrocínio master. O primeiro patrocínio é patrocínio master. >> Cuidado, >> cuidado. [risadas] >> Aqui tá melhor.
Aqui tá patrocínio, apoio. >> Só tá patrocínio, apoio, operador oficial e iniciativa. Tá vendo? >> É apoio institucional. Mas isso aqui todo mundo largou largou uma merrequinha. >> Todo mundo largou uma merrequinha, [risadas] né? >> Todo mundo deixou só quer >> Então, já que nós estamos falando de rebaixamento, cara, eu queria saber isso. Quem que vai pagar pro governador ir lá ficar lá falar não sei quanto, 10 minutos, 5 minutos cada um aqui tem. >> Será que dá para os caras acho que >> 4 se oito pessoas 1 2 3 4 4 x 8 32
pessoas para falar durante 4 horas. Vou fazer. O mais grave É que eles vão lá, participam de tudo isso com essa promiscuidade institucional toda e você e espreme, espreme, espreme e não sai uma ideia que se concretize num projeto importante pro país. >> É, >> sai nada desses debates. Você pegar tudo que foi falado em um monte desses eventos nacionais e internacionais, o que que surgiu de ideia que foi aplicada, que ajudou a melhorar o país? Absolutamente nada. Você encontra o painel. Eles falam sobre o próprio governo, a própria administração. Eu fiz isso, eu fiz
aquilo, eu fiz aquilo outro. Cascata. Ó, >> exatamente. Não tem, não tem verdadeira produção de conhecimento. >> Você gostou da minha pesquisa do >> Não, eu tô impressionado com a existência dessa parada aí, entendeu, cara? Tô, gostei muito da tua pesquisa. Olha, não vamos esquecer que o Banco Master >> gastou 60 milhões de reais para pagar este tipo de coisa em três grandes eventos em Londres, Nova York, Lisboa. >> E no caso de Londres, teve aquela degustação com isk McAlan, com a presença de Alexandre de Moraes, Dias Tofol, procurador-geral da República, Paulo Goneu, diretor geral
da Polícia Federal, todo mundo lá >> Macalan, né, cara? >> Tomando um whisky, né? E na lista e na lista eh da do o orçamento deste evento tinha lá a compra de 30 garrafas desse whisko. Certamente elas foram distribuídas, presenteadas aos participantes, aos convivas. >> Que festinha, meu irmão. Que festinha, né, meu irmão? >> É. E aí, para conectar com tudo que a gente estava falando antes, chama, né, Felipão? [limpando a garganta] se chamar também. Mas para conectar com tudo que a gente tá falando falando Antes, é bom deixar claro que o que o sistema
que se blinda quer é manter tudo isso, é continuar fazendo exatamente as mesmas coisas, é poder participar de todos esses eventos, poder decidir a favor desses empresários que patrocinam esses eventos, que eventualmente pagam um cachê sigiloso para um magistrado de Corte Superior, sem ter que prestar contas para ninguém. É isso que tá em jogo. Não é só eh eh não ser preso, não é ser alvo de impeachment, não ser Investigado, é manter todo o sistema funcionando como sempre funcionou, pelo menos nessa última década, desde que eles começaram a participar dessas palestras e tudo mais. Então,
eh, o que se confronta em parte da imprensa, em uma parte muito pequenininha do Congresso Nacional é esse status qu de pessoas muito poderosas que usam o chamaris do cargo para enriquecimento familiar ou enriquecimento pessoal, sem qualquer Tipo de aresta, de restrição, eh, de código de conduta ao qual precisam obedecer. E é muito ruim que seja assim, porque aí você não tem a credibilidade das instituições, você tem uma desconfiança danada absolutamente legítima e com uma base sólida. E de fato, essas pessoas elas convivem e elas são agradadas pelos empresários e tem interesse nas causas que
elas decidinem, muitas vezes em favor desses empresários. >> Quer dizer, se a gente fizer o cálculo, tô fazendo o cálculo aqui, como são 4 x 8 32 pessoas. Se 30 pessoas falarem durante 5 minutos, 150, cada uma vai falar 10 minutos. Tá bom, né? >> Tá bom, né? >> Via Nova York, viaja 8 horas, fica lá. Tava descansada em Nova York. >> Dependendo dos das tuas preferências aí da das substâncias que tu gosta, Nova York é um bom lugar, [risadas] >> né? Dependendo. >> É, >> teus amigos gosta de whisky, né? Teus amigos gostam de
outra coisa. >> Exatamente. >> E tem um efeito Igor e e Tramontina. que as pessoas podem eh [risadas] isso aí é com você. E tem um efeito que >> eh as pessoas podem pensar assim: "Tá, mas qual é o problema disso?" O o problema é que você vai formando eh uma casta também na elite econômica, que é aquela que tem proximidade com o poder e Tem vantagens em razão disso, vantagens no seu mercado de atuação que atuam muitas vezes em concorrência desleal. Fica difícil você empreender no Brasil. E empreender é para todo mundo, inclusive a
pessoa pobre que começa a vender bolo e faz uma confeitaria, que cria filiais. eh você crescer um fazer crescer um negócio no Brasil, se você tá concorrendo com empresários que já t uma rede imensa e que estão mancomunados com o poder, eh, você sempre perde para Eles. É como você e querer criar uma empreiteira do zero. Como é que você vai concorrer com a grande com as grandes empreiteiras que estão se revesando num clube de empreiteiras com licitações viciadas para que cada uma ganhe uma e fature os bilhões de reais de contratos públicos que vão
fazer com que essas empresas possam contratar mais pessoas, eventualmente até qualificadas, >> eh mais equipamentos, etc. Como é que um empresário que tá construindo a a sua Empresa no ramo de construção civil, etc, ele vai concorrer com o Marcelo Debrest, com o Ricardo Pessoa, com o Léo Pinheiro, eh, Andrade Gutier, Queiroz Galvão, etc. Eh, então assim, são problemas muito graves para pro funcionamento do país. Não é uma verdadeira democracia que funciona assim. não é um verdadeiro capitalismo, é o capitalismo de compadres, é o capitalismo de compadrio, que não é muito distante do do socialismo. Então
Você tem ali eh uma uma parte da elite econômica junto com o poder político, o poder judicial, eh com todos esses tentáculos. Eles têm tudo, eles têm todos os privilégios e quem quiser entrar nessa casta vai ter que pagar um preço, um preço muito alto. Fica muito difícil, né? A gente entra, na verdade, pagando os impostos para que essas pessoas consigam as suas fortunas. >> Ah, ah, só um registro, acho que é acho que é a primeira vez que não tem o Ministro da área da justiça nesses eventos, porque eles sempre parcipado da pressão momentânea,
>> sempre participaram. Eu acho que é resultado da pressão, a pressão da imprensa, da opinião pública, a cobrança que é feita. >> E se parar, eles voltam porque não tem, >> ou seja, temos que encher o saco dos caras para [risadas] >> é >> vamos reservar pelo menos 20 minutos do programa sempre. Isso não, mas por mim eu tô enquanto não sai a notinha do amigo lá falando que da onde é que que assim por que que valia tanto dinheiro assim nos serviços lá que durou sei lá poucos meses >> do escritórioo Bar e não
sei o que código de ética, aquilo tudo eh precisava entender. Eh, enfim, cara, a gente viu o a gente tá olhando agora um pouco mais paraa frente Assim, pensando no cenário que tá se formando, que é outro assunto que a gente tem que falar toda vez também, especialmente no Brasil, que as coisas ficam mudando o tempo inteiro pro cenário eleitoral. Quando a gente falando de ti chegando no final do ano, a gente teve, por exemplo, eh, hoje um movimento interessante lá. A gente teve o Aé, o Neves e falando do Ciro e é engraçado que
no vídeo o Ciro tá quietinho aqui assim, aí daqui a pouco Eles entram na sala e o Ciro vai entrar aqui assim, alguém falou alguma coisa, ele dá uma risada, mas continua entrando. Então, eh eh tem um tem também o o Lula falando que o eh dando um conselho sobre o Alexandre de Moraes e tal. Quem eu tô vendo mais quieto nessa história é o Flávio. Tá, tá, tá mais quieto mesmo. >> Tá calado, absando. Parado, né? é absolutamente omisso, cheio de rabo preso. Não só ele, eh, o com o fato de o Pai dele
estar preso, mesmo que tenha ido para prisão domiciliar, eh continua ali sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal, do Alexandre Moraes, que tá sendo alvo aí de todas essas >> repercussões do do escândalo master, mas também tem casos ali de cinco parlamentares do PL que dependem de decisões também dos tribunais superiores. Então o Fláio fica caladinho. É, e o Tofoli é um velho aliado dele que Blindou ele em 2019 e ele ajudou a blindar o Tofol contra a CPI da lavatoga. Então, não são pessoas que de fato combatem essa casta que eh predomina no sistema.
Eh, são pessoas que fazem parte desse jogo, que querem eh fazer parte desse jogo. Elas têm um problema, essas pessoas do campo bolsonarista com o Alexandre de Moraes, especificamente. um ódio eh em relação a ele por pelo fato de esse grupo político ter sido atingido por decisões dele e Ainda que num inquérito aberto pelo Dias Tofle, não faz com que eles combatam o Tofle, porque o Tofol foi esse grande aliado de blindagem do bolsonarismo. O Gilmar Mendes, que outro dia fez um tributo ao Alexandre de Moraes e exaltou a sua coragem de condenar um o
ex-presidente da República, também não é alvo. O Bolsonaro indicou um monte de pessoas próximas do Gilmar a cargos. Ele fez campanha pro irmão do Gilmar em Diamantino, no Mato Grosso. Aliás, foi Voltando de Diamantino para Brasília que o Gilmar voou na Air Vorcaro, né? >> A Vorcar >> na na empresa ligada ao Daniel Vorcar. pegou uma carona no jatinho de um empresário, disse que não sabia que era do Vorcário, mas que o empresário tinha um vínculo com a aeronave, mas a aeronave era da empresa da qual o Vorcar é sócio, algo nesse sentido. Eh, então
também não mexe com o Gilmar Mendes. Então, essas pessoas muitas vezes falam No seu discurso, na sua retórica, na rede social, no carro de som, é, contra abusos do Supremo Tribunal Federal, mas são exclusivamente a eh decisões, eh, eh, algumas eh várias de fato abusivas, né, outras eh eh normais que atingiram o seu grupo político, avaliar casa a casa e tal. Eh, mas [limpando a garganta] assim, de fato, no todo, a posição do Supremo é muito ruim, porque colocou um monte de pessoas sem eh jurisdição no próprio STS, sem foro privilegiado Dentro daquele inquérito e
tal. Então tem tem legitimidade, uma série de críticas eh que são feitos, mas repito, não é um combate à imoralidade na conduta dos ministros do STF, a concentração eh de poder como um todo para todos os problemas, porque não combateram a concentração de poder lá na raiz em 2019, quando eu tava falando que a escalada autoritária tinha que ser contida ali. Então, o Flávio tá lá de fora que é aliado Ciro Nogueira, Ciro Nogueira que propôs a emenda master, que tá aí é bastante enrolado nesse escândalo, mas que também tem costas quentes no Supremo Tribunal
Federal. foi quem indicou o Cásio Nunes Mar. O Cásio Nunes Mar falando nele também, eh, >> como tu ia esquecendo do C, >> é, tem o filho que recebeu dinheiro aí do mais via uma consultoria da com a qual ele também tem ligação. Então, as pessoas acreditam na polarização, embora ela seja uma polarização de fachada em Diversos aspectos. Mas o que que você faz, né? Eles estão lá juntos, lulismo e bolsonarismo, no Congresso Nacional, votando para aumentar fundo partidário, para aumentar fundão eleitoral, para afrouxar a lei de improbidade administrativa para ninguém ser condenado por funcionário
fantasma, sabe? Essas coisas. eh para afrouxar legislação penal, para aprovar os jabutis do pacote originalmente anticrime, para restringir delação Premiada, eh para criar a figura do juiz de garantia que divide a primeira instância em duas, já são quatro, fica cinco, na prática, eh, para restringir eh também a prisão preventiva. Para isso tudo, bolsonarismo e lulis voltam juntos. Até para lei que foi usada na primeira instância para condenar o humorista, votaram juntos, orientaram votos juntos no Congresso Nacional. Mas o que que você faz no ano eleitoral? Uma candidatura bolsonar fala assim: "Ah, Vamos acabar com a
maioridade penal, vamos reduzir a maioridade penal". Aí você vai ver eh a tramitação legislativa da redução da maioridade penal. Eu acompanho isso há anos porque eu cobri a discussão na Câmara dos Deputados em 2015 como colunista e escrevi um monte de artigos sobre aquilo. Então em 2015, 2015 nós estamos em 2026, tem 11 anos >> enchendo o saco dos caras um tempão já, né, Felipe? 11 anos. 11 anos que foi aprovada a redução da maioridade penal Para determinados crimes. Você tem uma lista ali, teve toda uma discussão para esse crime sim, para esse crime não
e tal. Saiu uma listinha, foi aprovada na Câmara dos Deputados e o Senado é que precisa votar a redução da maioridade penal. >> Você você viu o governo Bolsonaro fazendo pressão para votar no Senado? Você já viu o Flávio Bolsonaro que é um senador? Ele atua no Senado, onde está atuando para reduzir a maioridade penal Ao longo de todos esses anos. Não, você não viu porque isso não interessava eles. Interessava é blindar contra rachadinha, interessava e eh e reclamar eh do efeito do enquete das fake news que eles fizeram vista grossa lá no começo. Era
isso. Ah, vamos escolher então um nome eh supostamente liberal para agradar o mercado financeiro. Vamos juntar mais uma vez, né? Mais um elem. Bota na lista aí do bolsonarismo com o lulismo. Vamos votar a pauta da esquerda Lulista sobre a misogenia. Vamos equiparar com o crime do racismo. Aí vai lá o Flávio Bolsonaro e vota a favor, né? Eh, não vota na prorrogação da CPI do crime organizado, não bota o nome. Eh, então você traz alguns elementos para fazer um embate ideológico. >> Ah, nós somos a favor do endurecimento no combate ao crime organizado. Lá
na CPI é uma nulidade, né? Quem? Quem de quem que a gente tá falando hoje? Do relator Alessandro Vieira. Relator. Aliás, para fazer uma outra comparação. Bolsonarista odeia. Vai falar no comentário. Ah, o Felipe, isso aqui. Mas são fatos objetivos. Eu tô listando. O Alessandro Vieira, você pode discordar o m, mas o fato é, ele está apontando a sujeira do dos ministros do STF, não tá? >> Não foi isso que ele fez hoje e tal. >> Pode discutir se deveria ser pela CPI do crime organizado. Mas outro fato objetivo, ele tá no Brasil ou nos
Estados Unidos? Igor Coelho, o Alessandro Vieira tá no Brasil. >> E e Eduardo Bolsonaro fez o quê? Foi pros Estados Unidos. >> Isso quando quando o PT fez um pedido, quando o PT fez um pedido que nem sequer acabou sendo aprovado, né? >> Eh, Alexandre Ram fugiu lá e tal, não preço. >> É, mas esse esse esse tinha uma condenação, né? Não tô justificando a a Só para fazer o diferencial, senão vão dizer: "Ah, não falou isso e tal". Mas o Eduardo não, o Eduardo tinha um pedido do PT de prisão desse que o Lindberg
faz todo dia no STF, que não tinha mérito nenhum aquele pedido. Eu falei não tinha e tal. E o PGR acabou arquivando, mas só depois que o Eduardo tava lá. Aí deu margem para toda uma discussão. >> Ele podia ter ficado aqui >> eh fazendo o que Alessandro Vieira tá fazendo. Ah, mas é um Bolsonaro, né? Parece que tem uma diferença assim, né? O Alessandro Vieira, ele pode, vocês Viram aí Gilmar ameaçando de eh PGR investigar, o Tofol falando que ele tem que ser caado. O cara tá no Brasil enfrentando. Ele pode ser retaliado, ele
pode ser alvo, mas ele tá tendo uma atitude corajosa. E o bolsonarismo, cadê essa virilidade da qual eles tanto falam, que eles tanto usam, né? Eles são os valentões, etc. Mas ou, aliás, Jair Bolsonaro pegou o voo lá paraa Orlanda, né, na véspera de acabar o mandato dele, com medo de ser alvo de uma operação, Eh, quando perdesse o foro privilegiado. >> 30 de dezembro. >> Pois é. Então, assim, você pergunta, cadê, você tava perguntando, né? E o Lula e o Flávio Bolsonaro, que são os candidatos, etc., não estão falando sobre o escândalo master. Então,
de um lado, você tem a omissão absoluta do bolsonarismo >> e uma covardia muito grande, que eu tô mostrando aqui com exemplos. E do outro lado você tem a blindagem do STF com Manobras do governo para trocar membros da CPI nessa aliança que se formou entre o Lula e o centrão do STF, que o Lula reforçou com Flávio Dino, com Cristiano Zanin e quer reforçar ainda mais agora com o Jorge Messias que tá sendo disputado lá o Gilmar a Dula aí do outro lado o André Mendonça, adula, não vem pro meu time, não vem pro
outro time. Então assim, os dois principais candidatos, isso é uma coisa grave do país. pessoa vota em quem quiser. Tem Gente que vai votar no Luta, tem gente que vai votar no Flávio Bolsonaro, tem gente que vai votar em outros candidatos, mas eu tenho que mostrar a realidade. E a realidade é grave. São os dois líderes da corrida eleitoral que são pessoas que blindam a casta do sistema. Elas têm alguma implicância às vezes com uma, como o lulismo tem com o André Mendonça, o bolsonarismo tem com o Alexandre de Morais, é uma pessoa, >> mas
eles querem uma casta para chamar de Sua. >> Vamos viajar um pouquinho aqui no seguinte. Eh, cara, tu falou uma parada, tu falou, tu mencionou o sistema, tá? >> Uhum. >> É, ó, olhando tudo isso que tá acontecendo, cara, eu fico pensando, a tua fala, inclusive tem a ver com o que eu vou dizer agora. >> Tem um ali falando, ó, virilidade no bolsonarismo. K k [risadas] >> aí não, não diz que é um embrochável, >> cara. Se diverte, tá vendo, ó? Mas se liga, eh, o a gente tem um, >> a gente tem um,
um, uma, uma classe política que se une em todas as matérias que não são ideológicas. Quase isso. Eh, é tirando as matérias ideológicas, que é o que realmente diferencia os caras em alguma em alguma medida, pelo menos na narrativa, é o resto os caras votar junto no que interessa eles para os para se protegerem. Isso a gente já, isso a gente sabe, a gente consegue olhar, é um Fato, né? Eh, a minha questão é a seguinte, eu não acho que esses caras são tão inteligentes quanto a gente acha que eles são. Eu quero dizer com
isso que parte dessa conduta é assim, é o é é o que me parece ser o sistema. O sistema ele tá é o que é o que rege as atitudes das pessoas. O cara que chega estúdio das pessoas, o cara que chega lá, ninguém fala para ele como é que, por exemplo, o cara que entra, [ __ ] se eu não vou falar, não vou dar Exemplo, senão vou me [ __ ] quando chegar lá no Rio. Mas eh, cara que chega lá não >> tá com medo da retaliação dos parça? >> É, não é?
Tem uns tem uns amigos [risadas] lá que, né, dependendo. É, mas não vou usar. Deixa aqui, ó. Eh, que eu tava >> É difícil, é difícil. >> Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, peraí perí, per, perí, perí, per, per, perí. >> Não, você vai lembrar. Acontece comigo o tempo todo. [risadas] >> É. Bom, imagina o seguinte, >> o cara vai chegar para enfrentar o sistema. >> Então, imagina o seguinte, o cara é ele, ele é sangue novo, chegou lá, ele ele chegou lá, as regras não ditas da coisa elas ficam elas ficam explícitas
rápido. O cara vê os conchavo rápido e ele consegue ver as e é rápido. Então, o que Eu o que eu tô o que eu tô propondo chamar de sistema é uma parada que é uma cultura, manja? Eh, a ponto de o do jeito que tá mudar as peças a a menos que seja de uma vez, tem pouco efeito ir mudando devagarzinho, porque o sistema vai engolindo esses caras, o sistema é a cultura da coisa. Então, então imagina que imagina que e eu chego lá com uma [ __ ] pauta, eu quero mesmo defender o
meu ponto ideológico e o [ __ ] não sei o quê. Eh, e isso se encaixa Perfeitamente no que o sistema espera de você, que é você usa essa narrativa para você inclusive se manter ali, porque isso funciona, né? À medida que toda vez que tem gente que tá lá, pô, o próprio Jair Bolsonaro foi eleito e reeleito muitas vezes falando mais ou menos a mesma coisa, né? e e é isso que os mantém ali. Agora, quando interessa se proteger, eu acho que intuitivamente, o que eu quero dizer, eu não acho que eles tenha a
a organização Necessária para fazer isso de forma coordenada. me parece, eu chutaria, que é muito mais cultural e intuitivo do que necessariamente eh estratégico, pelo menos pros caras que estão chegando novo. Aqui eu não tô falando de PT, tá? Aqui eu não tô falando de eh Cassabe, que são os caras que já entenderam e são a fonte dessa cultura, entendeu? Mas eh o cara ele, se eu chegar lá, eu vou eu imagino que eu vou entender rápido qual é e [ __ ] fazer Uma escolha. Quero ficar ali e tô no poder, tem uma parada
ou saio fora. >> E quando >> isso é só uma viagem minha, tá? >> E quando chega um novato lá, >> cheio de ideias, cheio de propostas e romanticamente imaginando que ele finalmente vai contribuir para melhorar o Brasil. Viva! Viva o romântico? >> Viva o romântico. A hora que ele chega lá que ele par os caras falam assim: "O Cara, conheço os malucido." >> Na hora que você for apresentar um um projeto, você vai ter que ter assinatura de um monte de gente. >> Você já começa a ver a dificuldade, você vai ter que negociar
com não sei quem, vai ter que negociar, vai ter que concordar com outros grupos para passar determinadas coisas. E aí em pouco tempo ele percebe que >> é >> não vai, não vai. E ele vai ter que Fazer essa opção. Ou ele vai jogar com o partido, ele vai jogar com o grupo, ou ele vai jogar para ele. >> Uhum. >> Né? Porque ele muito rapidamente, muito rapidamente ele cai na real. E poucos são os casos em que a gente teve pessoas que chegaram no parlamento aqui no Brasil e depois desistiram. Talvez Felipe lembre de
alguém que ficou um mandato >> e nem tentou de novo >> e falou: "Pó, não dá isso aqui, não dá isso aqui não dá certo. Isso aqui não foi feito para para >> Mas não é comum de fato >> para andar isso aqui não. Não [limpando a garganta] >> tem vários assim. É, é. Eu não não quero fazer. É uma pena. É uma pena. [risadas] >> Mas >> tem um um ou outro, né? São poucos. São poucos. É, vocês estão mostrando como é difícil você mudar por dentro. E esse é Um dos motivos pelos quais
a gente precisa apontar a realidade, fazer o diagnóstico por fora também para que as pessoas percebam e para que essas coisas vão mudando aos poucos. Eh, cada político num ambiente muito sujo, muito apodrecido, ele tem um grande desafio que é eh você tentar construir alguma coisa, tentar estabelecer consensos sem vender o seu princípio, né, sem se corromper, sem se deixar corromper. E a gente vê muita gente se corrompendo, Muita gente se vendendo, muita gente fazendo alianças muito sujas. Alguns tentam fazer alianças sem eh eh renegar aquilo que falaram no passado, aquilo que fizeram, eh sem
ser tão condescendentes assim. Mesmo assim acabam fazendo alianças com pessoas que têm um histórico muitas vezes de corrupção, de bandidagem propriamente dita, né? Porque eu não uso essa palavra só para facção criminosa armada, né? você tem a bandidagem da velha política, Que é esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, etc. E e um grande problema, e a gente começou esse programa falando do judiciário, é um grande problema da impunidade é que essas pessoas corruptas, elas ficam com muito poder, elas permanecem no poder, elas são donos de partido, elas eh são eh governadores, são eh presidentes,
são eh prefeitos, elas estão nas casas legislativas e a pessoa que chega sem um histórico de Sujeira no seu currículo, na sua trajetória, às vezes pessoas que são até qualificadas na sua área de atuação, elas vão ter que lidar com pessoas corruptas. Elas podem não estar condenadas, não estar presas por um crime de corrupção, mas elas já roubaram, já receberam mala de propina, já passaram por tudo, apenas não foram condenadas ou foram condenadas, mas já saíram da cadeia antes da hora por um indulto, por exemplo, como saíram Mensaleiros. Então, essas pessoas apodrecem o sistema e
o sistema vai eh sugando a as eventuais qualidades das pessoas que chegam. Não é à toa. E eu tava falando disso outro dia, tanto numa palestra que eu dei em Cuiabá, quanto na minha participação no último domingo no Manhattan Connection. O Adam Smith, que foi o pai do liberalismo econômico, ele falava eh que uma sociedade tende ao fracasso se ela não respeita os três P, que é pessoa, propriedade e promessas, No sentido de contratos voluntários, etc. Se você não tem esse respeito, se você não tem eh a punição da infração, ele deixava isso muito claro
na análise que fazia desses três PS. Eu tô aqui eh reduzindo, obviamente. Eh, se você não tem a punição da infração, a sociedade tende ao fracasso. Ele 16 ou 17 anos antes de escrever a riqueza das nações, quer dizer, falando, né, como as nações podem ficar ricas, eh, defendendo ali caminhos para Prosperidade, ele escreveu Teoria dos sentimentos morais. Isso não é à toa. É porque primeira preocupação de um grande filósofo é justamente com a moralidade. Sem isso, sem esse pilar, como é que você vai ter um sistema democrático efetivo na prática? Como é que você
vai ter um capitalismo pujante em que as pessoas efetivamente podem ascender socialmente? O que a gente estava falando foi ótimo o Tramontina trazer esse exemplo do evento, etc. é do Capitalismo de compadres, onde o pequeno empreendedor, o pequeno empresário, ele é só taxado, ele é taxado, taxado, taxado. e ele não consegue e abrir uma margem de lucro, de faturamento, nós mesmos aqui é na área da comunicação, cada um no seu estilo, num num ramo dentro da comunicação, vamos dizer assim, enfrentamos uma série de obstáculos, né, para ter eh autonomia, para ter independência, para empreender. >>
É muito difícil quando você tem que Lutar com aquelas pessoas que fazem o jogo de um poder, mas não é um simples poder, né? Porque na própria democracia se pressupõe que há pessoas que têm poder mais do que as outras, mas é um poder corrompido, é um poder sujo, é um poder que age conforme a conveniência. Então acho que eu tô tentando traduzir aqui numa numa análise mais política cultural e tal, o que você tava falando que é absolutamente legítima. É muito triste que as pessoas de bem, as pessoas Qualificadas, as pessoas que nunca roubaram,
elas cheguem lá e falam: "Cara, para eu conseguir alguma coisa aqui, olha só, vou ter que me juntar com um monte dessas pessoas e elas estão me cobrando e vão me cobrar cada vez mais, eh, consentir com uma série de coisas horríveis para o país. Você vai consentir com o plano delas, que é para corrupção, que é para um interesse ali eh muito eh de patota, de partido, etc. Isso ao mesmo tempo inibe a a chegada de Novos, né? >> É um efeito dominó. é um efeito luminó, porque vendo toda esta situação, vendo esses exemplos
de quem porventura chegou lá disposto a fazer um monte de coisa e a contribuir de uma forma séria, responsável, eh, para que a sociedade ou para que os grupos de pessoas tivessem uma condição melhor e vem tudo que acontece, a pessoa fala assim: "Ah, cara, eu não vou, eu não vou perder meu tempo, eu não vou me misturar nisso, né? Assim, a vida inteira para criar uma estrutura, uma vida, uma eh respeito, credibilidade, seriedade, compromisso, ética, né? E aí eu vou lá para para ter que negociar com essa gente, gente que foi, >> nós vimos
nos últimos anos tanta gente ser pega com dinheiro, mas com montanhas de dinheiro que a gente só via em cinema. É, >> aí nós passamos a ver isso, as pessoas, Os políticos, eh, todo tipo de político, empresário, um monte de gente, né, com malas de dinheiro. Você olha aquilo, fala: "Cara, mas é verdade, isso existe, né? Isso existe." E aí? E aí o Gedel, lembra do do Gedel? Já dever ali me o apartamento com caixas de dinheiro. >> Exatamente. E tá aí articulando politicamente >> porque é isso não dá em nada. >> Então fico impressionando
que tipo de Assim >> que desculpa boa que esses maluco dão, né mané? Para ficar para não dar nada. Se os caras são muito bom de desenrolo mesmo, né? Impressionante. Porque como é que pode os caras achar aquele, qual é a desculpa para tu com aquele monteo de dinheiro vivo na tua casa? >> Pois é. Tenis Cavalcante, como é que é? Ele foi encontrado 400.000 com ele. Como que foi a explicação que ele deu, rapaz? [risadas] Uma explicação >> bem ensaboada. É, nem me lembro agora todos os detalhes do caso. Bizarro que ele disse, cara,
>> era só o quê. >> É imóvel sempre algum imóvel. Ah, eu ia fazer isso aí, a formalização de não sei o que, mas aí não deu tempo. Aquelas coisas chegaram na minha casa no dia que chegou, já ia fazer aqui. >> Eu tenho uma pergunta para vocês, Igor Tramontin, você eh >> se sentiria à vontade contratando uma Pessoa sabendo que ela já roubou e ela não foi punida, né? Uma coisa a gente poderia até discutir que é dar emprego para um ex-detento, mas que teve a sua punição, que cumpriu todo o prazo, é uma
outra discussão. Não tô falando disso. Tô falando de uma pessoa que você sabe que roubou, ela não confessa, pelo contrário, ela ataca e retalia quem diz que ela roubou ou quem ousa investigar. Você contrata uma pessoa dessa para eh limpar o seu escritório, a sua casa, Para ser o seu motorista, para deixar alguma coisa com essas pessoas em geral. geral é uma boa, é uma má escolha, né? >> É, em geral é uma má escolha. Eh, por que que por que que as pessoas são tão dispostas a eleger presidente do país uma pessoa assim? Então,
assim, é sobre essas coisas que eu falei de de um lado ou de outro, >> né? Tem pessoas que eh eh estavam em esquemas de corrupção em estatais, tem pessoas que estavam em Esquemas de peculato em gabinetes, pessoas que estavam eh eh roubando dinheiro público ou se beneficiando de eh de liberação indevida, de contratos públicos e etc. Essas pessoas, talvez, muita gente que escolhe votar nelas não contrataria para trabalhar na sua própria casa, mas pro país, que é uma coisa mais distante, tal, aí você tem uma identificação tribal, não, mas é para derrotar o outro
lado. Para derrotar o outro lado, então Então tá valendo. >> Acho que as pessoas precisam ter essa reflexão ética, porque ouvindo tudo isso que a gente tá falando de como o sistema su, talvez a pessoa fica pensando assim: "Mas então então não vai fazer nada e tal, não sei o quê". >> Eh, é, é tudo horrível. É melhor sair, melhor sair pro Brasil é do aeroporto, né? Que as pessoas pessoas falam. >> Olha, eu eu acho que é preciso diagnosticar os problemas do país. É Preciso que haja pessoas na área cultural, na área da informação,
eh, mostrando qual é o cenário. O cenário é esse, né? E e há caminhos aqui, por aqui, por aqui, por ali e tal. São são pequenas atitudes que no dia a dia podem ir gerando um efeito dominor contrário a tudo isso. >> Mas se você não tiver noção de que é assim que acontece e de que são essas as pessoas que manipulam o eleitoral, inclusive você que tá assistindo aqui Para na hora da eleição ser complacente com a sujeira delas, porque o outro lado tem uma sujeira maior e você não vai entender o que tá
acontecendo. Esse cenário não vai mudar. Algumas pessoas com qualidades, elas entram na política e elas são repelidas. Eu acho que a gente tá num dia e que é ilustrativo disso. Olha como o sistema repeleandro Vieira quando o Alessandro Vieira quer simplesmente investigar. Não é uma contestação argumentativa sobre um Caminho de investigação. É uma retaliação com intimidação, com o diabo, entende? Então assim, é difícil, mas se a gente não tiver noção, se a gente quiser fechar o olho, não, pera aí, vou fechar a sujeira o olho para esse lado e tal, eu vou olhar só pra
sujeira daquele outro lado. Bom, aí se todos fazem isso, a sujeira ela fica em todos os lados. >> É, aliás, esclarecimento, o deputado Sosten Cavocante disse que vendeu o imóvel por 500.000 e os 400.000 1 Encontradas com ele fazem parte do pagamento em dinheiro vivo, do negócio baseado na confiança. >> Normal, né? Normal. >> Baseado na confiança. >> Grande confiança, né? Dinheiro vivo, compra de móvel com dinheiro vivo é outra coisa muito comum aí, sabe? Tem >> toda hora tem, pô. >> Comprar franquia, franquia de loja. >> Eu fico impressionado com com parlamentar que compra
dois imóveis no Rio de Janeiro com R$ 150.000 em dinheiro vivo. Fala: "Como que carregou esse dinheiro?" Pois é, cara, porque eu não saio com R$ 10 no bolso para não ser roubado no Rio de Janeiro. >> E 150.000 em dinheiro fís agora, as pessoas as pessoas no Brasil t um comportamento que é é de uma contradição e de uma irresponsabilidade muito grande, porque elas xingam o parlamento o tempo todo, elas chamam os parlamentares de ladrões, que muitas Vezes é absolutamente justo, né? Mas na hora de votar elas não assumem a responsabilidade de que quem
vai para lá vai para lá por causa do voto de cada um de nós. E alguns escancaradamente já se envolveram, vão ser bonzinho com malfeitos, né? se envolvem com malfeitos e são acusados de desvio de todo tipo há muito tempo e mesmo assim continuam sendo eh recebendo os votos, sendo eleitos e tudo Mais, né? E tem também um problema, porque quando o cara eh eh ele se >> ele adota um lado da política, ele tende a relevar todos os problemas deste lado e a demonizar todos os problemas do outro lado. E aí ele não muda
de posição de jeito nenhum. Porque ele fica só do lado dele. Debate inclusive é muito comum isso, né? >> O cara fala assim, terminado um debate, você pergunta assim: "Quem ganhou o debate?" O cara fala assim: "Fulano, é Para quem você vai votar?" "Vou votar no Beltrano, né?" Porque ele ele antes do debate ele já queria trabalhar, votar no Beltrano. É. [limpando a garganta] Ah, mas no debate o outro realmente foi melhor, mas eu vou votar nesse aqui. Então ele ele não consegue mudar em função de uma informação, de um de algo que ele descobriu,
de um >> a gente volta pelo motivo errado, né? >> De uma conscientização, né? Se parar para pensar e falar: "Cara, Né, para onde eu vou? Que que eu tô querendo?" Né? >> Uma pessoa que assiste um debate e admite que as ideias do outro cara são mais interessantes, funcionariam melhor, etc. E mesmo assim tu continua querendo votar no outro cara, é porque tu tá votando pelo motivo, por um motivo esquisito, né? Se tu olhando e analisando admite que o outro cara é, né? Não que não é que ele foi melhor no debate, mas é
que ele apresenta ideias e Não sei o quê, e tu ainda vota no outro cara, é porque tu tá votando pelo motivo errado, na minha opinião. >> É, pode ser uma identidade tribal, >> pode. >> É que faz com que as pessoas achem que tem que pertencer à aquele grupo, votar naquela liderança daquele grupo, etc. >> É. O >> que é um jeito, na minha opinião, esquisitíssimo de votar, Porque anula todas as todas as as características que deviam tá sendo que a gente devia estar prestando atenção para pôr alguém no lugar, né? Não se o
cara falou um troço que eu quero ouvir, [ __ ] com todo respeito. >> Pois é. E existe essa ilusão, né, de que um um político que eh recebeu e usufruiu imóveis de empresas que tinham contrato público e participavam de esquema de corrupção em seu governo, de um político que tem Um histórico de funcionários fantasmas em gabinete e e uma lojinha de chocolate que era a única do segmento que não tinha eh maior renda, maior faturamento em períodos de maior venda de chocolate como Páscoa e Natal. é que essas pessoas elas serão corretas no exercício
do cargo. As pessoas para participarem de algo assim, elas elas já têm de ter uma flexibilidade moral, para dizer o mínimo muito grande >> e elas eh costumam ser eh eu sei que é Desagrada muita gente eh ouvir isso, né? mentirosas. Eh, porque as pessoas não participam de esquemas eh que elas próprias não trazem a público, que são revelados depois e que comprometem elas, etc. Se elas forem pessoas sinceras, o ladrão, por regra, para falar assim de uma maneira mais clara sobre as pessoas que efetivamente roubam, etc., Ele inerentemente é um mentiroso. E se o
sujeito roubar sendo um sujeito sincero, ele depois do crime vai Confessar e vai ser preso, certo? Ou ele vai ser questionado por alguma coisa, ele vai dizer a verdade, ele vai ser pegou. >> Então assim, é condição inerente pro ladrão a mentira. E o Bras no Brasil existem segmentos da população que t esse encanto com pessoas que roubam ou que pessoas que estavam em esquemas bastante eh obscuros, mas que eram convenientes para elas, que davam mordomias, que davam um faturamento Maior, etc. >> Ô, Felipe, e tem aquela frase em que muita gente acredita assim: "Ah,
mas ele é rico, ele é milionário, ele não vai roubar, ele não vai roubar mais". Não, mas diz que ele roubou muito. Ah, não, mas agora ele já ficou rico, ele não rouba mais. Não rouba mais. >> É. Tá bom. >> Tem muita gente que acredita nisso, que repete isso. Aliás, parente disso é o Rouba, mas faz, né? >> Uhum. >> Como se você pudesse admitir que o cara que rouba, mas que aparentemente faz alguma coisa, ele possa ser aceito. >> O desvio de caráter tá lá, né, Tramontina? E uma coisa é você detectar um
desvio na fase da infância, da adolescência e boa parte da discussão que eu tava falando sobre a redução da moridade penal. É isso aí, né? até que ponto vale a pena tolerar e quais crimes De fato são toleráveis quando a pessoa ainda tá em formação e o que que ela pode ter feito sem ter muita consciência do que tava fazendo, de modo que ao crescer e se tornar adulta, ela possa não ser aquilo que ela fez, >> ela possa ser uma pessoa diferente, uma pessoa boa, né? Mas quando você tem um histórico desse na vida
adulta e e e em esquemas, em em episódios que não são lapsos, não são momentos de passionalidade em que você comete um Deslize do qual depois você se arrepende, vive um remorço, eh, pede desculpas, pede perdão. Não, são atitudes reiteradas todos os dias. Você tá faturando, você tá tendo aquele e esquema de uma forma conveniente para você. todos os dias. Você sabe que você tá fazendo aquilo, você sabe que é errado, você sabe que se alguém descobrir vai dar problema para você, mesmo que você tenha uma eh convicção de que você vai conseguir reagir, de
que Você conhece as pessoas certas, que tem autoridade eh que te dão costas quentes lá em cima, etc. Mas é na vida adulta, é permanente, é um traço que precisa ser detectado pelas pessoas. Outro dia tive uma conversa interessante eh num podcast que eu também eh faço semanalmente, o Levante. Eh, a gente começou aquela discussão, a gente pode até aprofundar um pouco aqui, que a gente assistiu a pré-estreia do filme Nurenberg, >> hum, >> que é o máximo, né? Não tô fazendo nenhuma comparação, tá, com os políticos brasileiros, com os nazistas e tal. Eu tô
falando eh de uma lógica que eu vou vou explicar para vocês aqui, que é de que as pessoas que cometem atos malignos ou atos criminosos, muitas vezes elas parecem pessoas normais. Então, a gente assistiu ao filme Nurenberg, assistam, vale a pena até paraa reflexão. E é um bom filme, é um bom entretenimento também, apesar de Todo o horror do holocausto. E o Russell Crow faz o papel do número dois do Adolf Hitler, né, do eh Gorin, né, eh, que é preso ali e ele vai a julgamento, né, os julgamentos, famosos julgamentos de Nuremberg pelos crimes
que cometeu no nazismo. E aí tava numa numa conversa em que o meu colega falou assim: "Ah, não gostei porque ele parece uma pessoa, né, legal, carismática e etc." E eu acho esse o ponto justamente interessante do filme, Porque nós aqui de longe, né, já passaram décadas, a gente vê a história, vê os corpos nos campos de concentração, extermínio, etc. Mas a gente pouco vê, né? E certamente assim a a nossa geração no Brasil pouco sabe, pouco tem referência até cinematográfica mesmo das lideranças nazistas. De ver alguns vídeos do Hitler vociferando, etc. Você pensa, é
um monstro, exterminou 6 milhões de Deus e tal, etc. Mas é aquela coisa meio ampassando, você não vê o Cotidiano do cara. você fala assim: "Pô, eu jantaria com esse cara, eu eu perceberia que ele é um criminoso, que ele é alguém tão tão cruel, tão perverso, que matou milhões de pessoas". E esse que é o ponto interessante, que as pessoas que tm desvio de caráter, as pessoas que são capazes das maiores barbaridades ou de pequenos delitos, elas são às vezes são pessoas extremamente cativantes. >> Sim. E essa que é a arte delas, essa que
É a lábia, a capacidade de manipulação, é justamente essa. Essas pessoas às vezes, inclusive têm grandes habilidades, ela tem, elas têm algumas qualidades e elas enganam justamente por isso, porque a pessoa que é 100% aparentemente malvada, você rechaça logo. Uhum. >> Pessoa ruim, parece ruim, eh, ela não te engana em nenhum momento. Esse é fácil. O problema é igual quando falam de relacionamento em rede social. Ah, tem Aquela pessoa que não serve para você mesmo, essa você vê em um dia e tal, você o problema é aquela pessoa, você tem momentos bons, mas você tem
outros que são terríveis e você fica um tempão, pô, fica ou não fica, né? Termina ou não termina e tal, não sei o que, e a pessoa passa a vida. Então assim, com criminosos e tal, você as pessoas também têm que ter essa noção. São figuras carismáticas, altamente sedutoras. É assim, a elite Política do país. As pessoas às vezes vem eu comentando sobre crime, sobre essas coisas às vezes que os políticos falam, você não gosta de fulano e tal. Se você for pensar de fora, né, e você tem até uma certa simpatia com determinadas figuras
que você fala assim: "Cara, se esse cara não fosse tudo isso, se ele não fizesse tudo isso que eu sei que ele faz e tal, pô, seria legal, né? Tem uma conversa aqui, conversa de b, né? você entrevista tanta Gente que tem esqueleto no armário e eh a elas parecem pessoas que são legais e elas podem ter algum ponto em comum você que seria legal se ela não tivesse aqueles pontos tão graves. >> Eu vou te falar rapidinho aqui que em os uma das coisas tem alguns assuntos que as pessoas quando eu chego nos lugares
as pessoas em geral tm uns assuntos que são mais frequentes. Um deles é tem a ver com com políticos, né? E como eh eu já recebi aqui os os principais, eles me Perguntam muito sobre esses caras, né? Se o, por exemplo, se o Bolsonaro é legal, se o Lula é legal, entendeu? E a minha resposta é a seguinte: "Cara, claro que eles são legais, esse é o trabalho deles." >> O trabal Você acha que qual que é o trabalho de um e eh para um presidente ser presidente, ele tem que vencer um concurso de miss,
>> que é carisma, que é ser legal, né? Ele precisa te convencer que ele é legal, Porque você >> para votar nele, né? >> Isso porque você, tu que vai votar, tá votando a nós estamos votando pelas razões erradas há tanto tempo que restou isso. É, é o carisma, não é? Não, ninguém sabe quais são as propostas, só sabe que ele é contra ele, entendeu? >> É o fulano com quem queria tirar foto, fulano com quem ele queria dividir uma mesa de bar e tal. Pô, esse cara é maneiro, vou voltar nele, tá? Mas o
que Que ele faz? Qual é o histórico dele? É >> claro que ele é gente boa. Todos são gente boa. >> Então a função dele é parecer gente boa. Tr há tempos num uma [limpando a garganta] numa campanha para prefeitura de São Paulo, eu acompanhava Fernando Henrique Cardoso, né? >> E foi derrotado por Jânio Quadros, né? E um dia nós havia uma passeata, uma caminhada, né? Passeata, caminhada pelo bairro da Lapa aqui em São Paulo, né? E Fernando Henrique na frente, todo aquele bando de de cabos eleitorais com toda aquela gente paga, né? Aquilo é
tudo pago, aquela claca é toda paga para aparecer, para para estar na foto, aquela coisa toda, né? >> A mortadela tucana na época. >> Isso. Sempre foi assim. E aí ele pá pá pá. E eu andando ali ao lado dele, uma hora ele falou assim para mim: "Eu não aguento mais carregar a criancinha no colo. Você não quer, [risadas] Você não quer carregar umas aqui para mim?" É, >> ou seja, ele sempre foi um sedutor eh sobre todos os aspectos, né? O senador Fernando Henrique era o cara de uma gentileza, de um grau, um intelectual,
autor de livros importantíssimos até hoje, né? >> E sedutor em relação às pessoas, a todas as pessoas, né? >> É, exatamente, né? Você sabe que o político faz, tem um e mas também ele Tinha ele tinha os momentos dele assim, eu não quero carregar a criança e todo mundo chega dá uma criança pro candidato pegar, aí ele abraça, beijo a criança. Eu não quero carregar a criança, que saco carregar a criança, né? E o cara sorrindo e falando para mim assim: "Eu não aguento mais carregar a criança que pegou pastel. >> Pegou com pastel pastel
com caldo de cana. >> Bolsonaro comeu pastel lá do lado do Chico Mendes. Bolsonar, >> o irmão do Jar Mendes em Diamantinho. Tem vídeo o Dori, eu já não sei, entendeu? Olha, tem uma foto famosíssima dele. Na primeira vez que ele na campanha ele tomou >> Uhum. >> um pingado. >> Um pingado numa padaria. Acho que foi a primeira vez que ele tomou um pingado na vida. Eu não sei se ele tomou, mas a foto dele, a cara dele, ele tá Completamente contorcido naquela que o que é isso? >> A que ponto nós chegamos? Eu
com aquela enchapa, aquela enchapa daquela, aquela blusinha, aquele cachximia, >> aquele cachxim pendurado aqui, né? que calça. >> Eu adoro, adoro as histórias do Tramantin. >> Com o rosto contorcido, tomando um pingado no boteco, cara. >> Al que me toma pingado no boteco e come Pastel. >> Um pastel. [risadas] >> O pessoal que chegou agora não vai entender, né? Que é do programa anterior já. >> Vai sim, pô. É o outro dia a gente volta com >> o Flow News já tem inside jokes. [risadas] Esse é só para quem acompanha sempre, hein? Para entender o
programa. Você quando falar isso de bebê chorom me lembrou um velho samba do de cro. >> Dicro era um sambista cômico, né? Um praticamente um humorista do samba. As entrevistas dele são históricas muito engraçadas. Vale a pena procurar né nas redes sociais. >> E o de Crroc era Carlos Roberto de de Oliveira e o D aí pegou as iniciais CR ficou de Cró, por isso que é de Cró. E ele tinha um samba que falava assim: "Eu não posso cantar, senão primeiro que a audiência vai fugir e segundo que o YouTube vai derrubar". Mas eu
vou Recitar aqui que é, ele falava assim, ele era o candidato, né? Só que não deu certo. Eh, dei, eh, de cimento, dei tijolo, dei areia e vergalhão, submorro, fui favela, carreguei beber chorão. >> Carreguei bebê chorão. >> Dei pimenta tira gosto e dinheiro de montão. Mesmo assim perdi a eleição. Traidor. Traidor. Se tem coisa que não presta, é o tal do eleitor. Era o político [risadas] botando a culpa no eleitor. De CR. Era muito engraçado. E Nessa música, na gravação, ainda entra uma voz assim de uma mulher mais velha. eh, dizendo eh eh ele
ele reclamando da mãe, né? Ô mãe, e eh nem você votou em mim que ele não teve nem o voto da mãe, né? Ela falou aí ela fala assim: "Se se os teus amigos, né, se os teus amigos que se as pessoas que não te conhecem não votar em você, o que te conheço é que não voto mesmo." [risadas] >> Ah, muito bem. >> Mas é isso, carregar bebê chorão é um é Um ícone, né, da da candidatura da campanha política. Exatamente. >> Felipe Tramonta, muito obrigado pela moral. >> Ah, sempre fico tristando ver. Semana
que vem tem mais mais lista, hein? Tá. >> Isso. Semana que vem vai ter uma novas páginas do caderninho do Tramonta, eh, e mais pesquisas tramontínicas, >> né? [risadas] >> Felipe, obrigado pela moral. Tu quer falar alguma coisa? >> Semana que vem estamos aqui de novo. Aliás, o o Decron do Zaps, a melhor entrevista que ele já deu, eh, é a melhor história que ele tem. Ele falou numa entrevista pro Josues, tá disponível aí que ele foi cantar no presídio, aí já tinha tomado umas e tal. Ele conta várias coisas engraçadas que ele falou longo
do show e quando terminou ano que vem espero ver todo mundo aí de novo. [risadas] >> Ó, semana que vem estaremos aqui presos Em cárcere privado no fundo. >> Aqui estar aqui estaremos. Tramoto, muito obrigado pela moral também. E vocês que assistiram aí, muito obrigado. Não esquece, caso não seja inscrito ainda no canal, se inscreve aqui, muito importante. Pega esses vídeos aqui ou parte deles que você achou importante para, sei lá, mostrar pr pros seus amigos ou pra tua galera aí e manda para eles, ajuda a gente a divulgar o Flow News também, tá bom?
No mais, vira Membro aí que tem vídeo para vocês aí todo dia, tá bom? E custa menos de R$ 8. A gente se vê depois. Beijo. Tchau.