Scribe
Scribe

Ti piace? Rendi Scribe ancora migliore lasciando una recensione

Ottieni l'estensione Chrome

Sfoglia

  • Video Popolari
  • Video Recenti
  • Tutti i Canali

Strumenti Gratuiti

  • Scaricatore di Sottotitoli Video
  • Generatore di Timestamp Video
  • Riassuntore di Video
  • Contatore di Parole Video
  • Analizzatore di Titoli Video
  • Ricerca Trascrizioni Video
  • Analisi Video
  • Creatore di Capitoli Video
  • Generatore di Quiz Video
  • Chat con Video

Prodotto

  • Prezzi
  • Blog

Developers

  • Transcript API
  • API Documentation

Legale

  • Termini
  • Privacy
  • Supporto
  • Mappa del sito

Copyright © 2026. Realizzato con ♥ da Scribe

— Se questo ha reso la tua vita più facile (o almeno un po' meno caotica), lascia una recensione! Promettiamo che ci renderà felici. 😊

Related Videos

SGT NANTES JORGE LORDELLO - Flow #584

Video thumbnail
377.49k26,364 Parole131m readGrade 9
Condividi
Channel
Flow Podcast
Flow. >> Salve salve família, bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor e hoje, hoje eu tô seguro. Hoje aqui dentro tá tranquilo. Acho que não vai vir ninguém incomodar nós aqui porque olha o tamanho do bigode desse homem aqui. >> A rapaziada, >> e aí sargento Nantes, tudo bom, cara? >> Obrigado por vir aí mais uma vez. >> Agradeço mais uma vez. >> E aí temos aqui também a presença do Jorge Lordelo. Obrigado por vir aí, cara. Obrigado pelo convite. Sou fã do seu trabalho, sou amigo, parceiro do sargento Nantes. Então, estamos realmente
em casa. Sargento Nantes >> foi uma das primeiras pessoas que gravou com a gente na Operação de Risco. Era da rota e prendia muita gente. Então era era >> você apruma não, João. [risadas] >> É isso aí mesmo. Eu não tinha nem rede Social. Rede social. É, entendi, entendi. Bom, e aí tu também, bom, tu é um delegado que ficou 20in e tantos anos na polícia, não é? >> Quase 30 anos. Me aposentei, um apaixonado por crimes e criminologia e estudos. Lancei alguns livros, trouxe esse de presente. >> Perigo, um cara apaixonado por crime, [risadas]
>> no bom sentido da palavra, né? Aí tem esse livro aqui que são eh casos de eh Pessoas que estavam tendo algum tipo eh um casais de certa forma que termina em alguma morte. >> É relacionamentos sexuais ou amorosos e que de uma hora para outra geralmente o homem acaba matando essa mulher e sempre aparece um policial que vai na cena do crime e encontra uma pequena pista. Porque tem uma coisa interessante de homicídio e de feminicídio. Igor, o policial quando vai atender tanto policial militar como policial civil, Você não conhece a vítima, você não
sabe o nome dela, você não sabe o que ela faz, você não sabe nada. E você tem a função de esclarecer um crime que você não sabe absolutamente nada. Você tá entrando numa casa pela primeira vez. E cena do crime você tem que observar com muita cuidade. E às vezes uma pequena um pequeno detalhe que você viu, você começa a puxar aquele fio e nas histórias, as 14 histórias, no final, aquela primeira aquele primeiro fiapo, Eu puxo, puxo e no final o o o leitor fala: "Caramba, ele descobriu, o policial descobriu quem matou aquela mulher".
Então é uma coisa muito assim investigativa de um fã que eu tive que me incentivou na época a ser policial que foi o Seriados do Columbo, detetive Columbo. O detetive Columbo era um cara meio esquisito, >> detetive particular, que esclarecia crimes. E eu era garoto, com 14 anos, vi aquilo, eu falei: "Caramba, que legal Esse cara que ele consegue resolver as coisas e pôr um marginal na cadeia". E eu fiquei com aquilo e fui prestar concurso. E acredite, se quiser, com 22 anos eu deixei a barba. Não sei se o Nantes deixou o bigode, mas
para envelhecer um pouco, porque eu fui assumir um plantão com 22 anos de idade, com cara de garoto. >> Entendi. E e tu tava vendo quem? Tava vendo Rambo para tu virar PM, cara. >> Rambo, assisti muito, viu, cara? Assisti Muito. Cresci assistindo Rambo. >> Rambo predador. >> Não, meu, meu pai, meu pai é policial, né? Eu lembro que na época tinha um, o doutor vai lembrar bem, tinha um, um vídeo, um vídeocassete que era padrão da Sônia. A Sony tinha umas fitas Betamax, acho que era o nome. Não sei se tu sabe disso aí.
>> Não sei, não sei. >> Depois procura saber. Então tinha as fitas VHS, que era o padrão normal, Padrão, e tinha o Betamax, que era um padrão da Sony que não decolou. >> E meu pai, eu lembro que ele comprou um vídeocassete desse e tipo uma locadora que fechou e comprou a porrada de filme, mas o a fita que quase acabou de tanta gente assisti era do Rambo, cara. >> Eu adorava. Meu pai é policial também, né? Então ficava surado. >> Tá certo. Gostava do Charles Bronson também, né, cara? Tudo que era oão que ele
andava >> de guerra. Bang bang bang bang. Br tinha um tinha um bigodão que nem o teu, pô. >> Bravo demais. E ele tá falando aqui de de chegar lá e tem um crime e que tu tá que tu chega e que tu coisa que tu nunca viu e tu não conhece as pessoas, tem que descobrir o que que rolou ali. Essa é mais a parte dele. A tua parte é chegar quando os caras d >> chegar no calor muitas vezes no calor da emoção, né? cara tentando evitá chegando para evitar, >> tentando evitar, mas
muitas vezes já com crime ocorrido também, né? Tentar efetuar a prisão do marginal que cometeu e se ele resistir muitas vezes se torna mais um, >> porque uma ocorrência de confronto, ela não deixa de ser um crime de homicídio, certo, doutor? >> Porém, ela tá amparada >> pela legítima defesa num excludente de ilicitude, >> mas muitas vezes acaba tendo um outro Desdobramento também. Então, e que a gente algumas vezes tivemos participação e aí posteriormente tem o esclarecimento da da Polícia Civil. Polícia Civil juntamente polícia científica, Polícia Civil vem, libera o local pra polícia científica e
aí é feita a coleta, a colheita de provas para análise do do delegado da área, geralmente durante o inquérito que vai chegar uma solução. >> Entendi. E aí tu eh mas não é muito comum isso daí. É assim um cara que eh Invadiu a casa de alguém, por exemplo, e tu tem que entrar num num lugar fechado que tá numa casa ou num prédio, >> indivíduo em fuga, por exemplo, muitas vezes o cara cometeu um crime, tá com um carro roubado >> ou cometeu um crime grave, um rouba banco, enfim, esse tipo de marginal pode
acontecer muitas vezes dele ingressar em residências durante a fuga e tomar as pessoas como refém, por exemplo. Isso aí já aconteceu várias vezes, tá? decorrer E aí muitas vezes comete crime contra aquela vítima, inclusive diversos crimes, né? Na realidade só o Fadin entrar dentro da resistência, ele já tá cometendo um crime. >> Autorizado a entrar na casa. O policial é autorizado a entrar na casa porque tem um flagrante. >> Em tese, o policial não pode entrar em qualquer lugar sem uma um mandado de busca. Mas nesse caso que o Nand tá falando, o criminoso correu,
entrou numa Casa, você tem que entrar para proteger aquela família. E tem, e existem situações que, eh, a lei tentando proteger atrapalha na na opinião de vocês, na tua eu já sei na real, mas na tua >> não não. A a lei ela atrapalha quando ela coloca filigranas jurídicas para o policial civil, o policial militar trabalhar. E aqui eu faço um alerta e num em várias leis que foram construídas em 2019, >> que lidaram com cadeia de custódia, que lidaram com lei de abuso de autoridade que não existia da forma que é. Porque muita gente
fala hoje assim, Igor, a justiça tá muito garantista. Mas por que que ela tá muito garantista? Porque na minha época a do sargento Nantes, a lei de abuso de autoridade era uma lei lá de trás que não dava nada, dava alguma coisa para não dava nada. Só que se se o público do Flow entrar na lei de abuso e autoridade 2019 e ler ler a lei, amarrou O policial. Só para você ter uma noção, o é um absurdo jurídico. >> O policial para algemar alguém, ele tem que ter alguma motivação esclarecida no papel. Na minha
época do Nantes, um suspeito grampo nele, algema para trás, joga no camburão e acabou. Hoje você pende uma pessoa em flagrante, prendeu. Você tem que ter uma motivação para algemar e o delegado é obrigado a pedir pro policial escrever um tema, por que que você algemou? E se você não tiver Motivo, você não tem que algummar. Por que que eu se trabalhasse na ativa hoje, não sei o sargento até queria saber a opinião dele. Eu ia algemar todo mundo >> sim, >> com risco de ser processado. Por quê? Porque não é porque é uma pessoa
que tá ali pacata, presa que eu vou confiar nesse cara. Eu não confio em vagar, nunca confiei em preso. Preso para mim sempre foi algemado para trás e com as mãos espalmadas para o lado. O policial Que é algema. Cara na frente aqui, cansara te avança, >> te dá uma gravata com a própria. >> Se você o gemar por trás aqui, >> Aham. >> Aqui fica fácil para ele passar e te atacar. >> Entendi. >> Então, o ideal é algemar por trás, apertar e você espalmar as mãos para fora. Hoje em dia os policiais não
fazem isso com medo da lei de abuso e Autoridade. >> Então é uma filigrana jurídica. Ficou bom para quem? que ficou bom pros advogados, >> pro advogado e pro bandido, né? e pro bandido, porque hoje >> e é bem isso mesmo, principalmente nos últimos anos que eu trabalhei na polícia, eh, atuando nas prisões, a gente sempre procurava escrever muito bem, fundamentar muito bem no boletim de ocorrência o porquê do alimamento, pedir Para que fosse inserido também no boletim de ocorrência da Polícia Civil para que fosse inserido a fundamentação por porque estava o algemado preso, porque
senão tínhamos problema. Eu queria lembrar, >> a chance era grande de ter problema. >> Eu queria lembrar de uma estratégia que a Polícia Militar usava. Isso é meio esquisito. >> Mas irmão, se você não fizer isso, você responde um abuso fácil, você responde Uma ação e pro advogado reverter, reverter e conseguir inverter toda a situação, fazer um, >> conseguir anular as provas, inclusive. Então hoje o policial ele tem que estudar muito, estudar muito as leis que estão em vigor, justamente, >> tem que ser um jurista policial, porque senão ele tem problemas jurídicos e pode até
perder a carreira, inclusive. >> Olha, na minha época do, não sei se o Nantes pegou isso, mas tem uma, tinha um Crime muito curioso que acabou >> no Código Penal, que é o crime de vadiagem. >> Crime de vadiagem. >> O crime de vadiagem é o seguinte, o crime do vadio. >> Quem que é o vio? aquele cara que fica na madrugada sem fazer [ __ ] nenhuma e que a polícia sabe que ele tá aprontando, mas não tem o que fazer com ele. >> O que que a Polícia Militar fazia e os Delegados de
plantão aceitavam era o chamado detido para averiguação. Você lembra disso, Nantes? >> A viatura chegava lotada, abriu o camburão, descia a 20, tudo algemado. Aí delegado, detido para averiguação. A gente já sabia porque isso limpava a cidade, tirava os caras daqueles pontos e trazia. Você punha na delegacia, chega, chamava lá o o agente de telecomunicações que puxava capivara, que é o DVC, >> e a gente ficava puxando o DVC dessa turma. Sempre tinha um procurado, sempre tinha. Mas tudo bem. E aí o que que o delegado fazia? Tudo bem, procurado, BO vai pra cadeia, o
resto tá lá. Mandava os PMs embora e a gente dava um chá de banco. >> Tava aguardando o retorno, né, doutor? Da >> guardando. Ficava lá 4 horas, 5 horas, meu, 6 da manhã, pode ir embora. Não tinha mais ônibus. Eles voltavam. Isso Limpava as ruas, limpava, limpava ou não limpava antes? Certeza. >> Limpava. Hoje você não pode fazer. >> Tu pegava, tu pegava uns caras de sacanagem, mas é o filha da [ __ ] ali. Eu vou pegar aquele filha da [ __ ] ali. >> Não, totalmente profissional. >> Por que que eu tô
[risadas] perguntando? Porque eu porque eu preciso basear a minha opinião se eu acho legal ou se eu acho uma merda. Porque o que acontece? >> Eh, não sei a idade dos caras que estão Falando, não sei o que que não sei, não sei nada. Mas eu fico pensando, pô, será que eu ia rodar numa dessas e [ __ ] eu não faço merda, cara. Eu ia rodar porque eu tava >> Mas fica vadiando na rua de madrugada que v aí que tá >> fazer [ __ ] nenhuma ficar zoando. É igual. Imagina hoje, e você
deve entender isso aí, imagina hoje os noia que anda perambulando pela rua na madrugada querendo só pegar uma um Quintal de uma velhinha fácil para entrar, zoar, roubar, até torneira, enfim, tumultuar. Imagina esse hoje é os noias, né, que a gente conhece, é o usuário de droga que fica andando perambulando pela rua. Você pegar esses caras e tirar da rua para ele parar de dar trabalho paraa sociedade, car. >> Agora, e os molequinho que estão sentado ali na praça ali, quatro amigos trocando ideia e fumando um baseado >> aí, tá, >> tá ligado? Então aí
vocêá, >> entendeu? Ele não é o mesmo cara, entende? >> Mas naquela época não tinha os quatro molequ fumando maconha na praça. >> Entendi. Tinha molecada. O, nessa época, o cara que era usuário de droga, o cara que usava uma maconha, o cara subia numa laje, o cara ia pro meio do mato, o cara se escondia, o cara se tocava, o cara não fumava no meio da rua, entende? >> Pô, você tá vagabundo, tava prendendo o Cara andando os cara estourando a banda. >> Exatamente. >> Ô, Igor, você já viu o programa da Polícia Militar
que é a comunidade solidária dos bairros do WhatsApp? >> Acho que não, cara. >> É, a Polícia Militar tem um trabalho muito interessante que você tem em vários bairros grupos comunitários de de ajuda, de alerta pra polícia. Então, eu tô no meu bairro, eu tô inscrito e lá sabe aquelas velinha que fica olhando e Vê os malucos e tiram foto e e gente que flagra muitas vezes até crime e elas postam ali. >> Esse cara não é do bairro, ele é de longe. >> Ah, isso é uma parada, isso é uma iniciativa da polícia, >>
vizinhança solidária. Solitária. >> Claro que eu conheço. Solidária. >> Inclusive, tem uma informação importante. No final do ano passado e foi sancionado Agora no início do ano, eu propus uma lei do vizinhança solidária do município de São Paulo >> e o prefeito Ricardo Nunes sancionou agora. E o que que tem de de importante nisso aí? É integração dos sistemas. Hoje nós temos o Smart Samp, onde nós tivemos a primeira reunião da Frente Parlamentar de Segurança, trouxemos próximo deuns 40 representantes de consegue, que se tornarão multiplicadores de, por exemplo, se você Tiver uma câmera na sua
rua, na sua casa, uma câmera que esteja ligada à internet, nós vamos plugar ela no Smart Samp e no Muralha Paulista também. Então, ou seja, a ideia é mapear a cidade inteira, deixar a cidade inteira plugada pro vagabundo, meu, ele não vai conseguir nem sair de casa, porque se o vizinho tiver câmera plugada, ele não vai conseguir cometer crime nos bairros, não vai tá em alerta total. >> Igor e Igor, o ID para averiguação >> está para rolar >> isso aí já tá rodando, né? Já tá rodando. Projeto de lei aprovado, sancionado. Ontem nós noticiamos
pro pros eh presidente dos consegues que estiveram presente e vamos fazer reuniões periódicas. mensais para trazer informação para que os consegues divulguem nos bairros e a gente comece a estruturar tudo isso aí. Já tá em andamento. >> Legal. Legal, legal. Valeu. Na época que A gente faz que tinha >> que assinar aí pode usar a minha, me dá que eu assino. >> Fecha. [risadas] >> Não. Eu se deto para averiguação. Tinha uma coisa interessante. O policial ele ele conversava com a pessoa. Então, por exemplo, eu trabalhei em Suzano. Uhum. >> Aí o policial parou lá,
dois caras andando, falou assim: "Tudo bem, vocês moram onde? Vocês moram aqui Suzano?" "Não, eu sou de Taquera, pô. Mas você é De Itaquera? Você tá 15 anos fazendo o quê? Não, eu tô. O cara não sabe o que falar. >> Entendi. >> Ele não, ele ele ele não explica. Então esse cara era o chamado detido para averiguação. Então é uma coisa importante, você fazia um BO e você cadastrava ele, porque um BO você tem que pôr os dados, punha tudo lá. Na época não tinha, não tinha celular para você tirar uma foto, mas você
tinha um Registro ali e isso realmente hoje acabou. o vizinhança solidária do meu bairro. Muita gente posta, olha esses dois andando de bicicleta aqui. Então era o tipo do caso pro policial abordar. Se o policial eventualmente a pessoa não é dali, bom vamos pra delegacia para averiguação, faz um BO, porque você tinha uma pressão no vagabundo. Hoje ele só vai ser levado pra delegacia ser preso em flagrante ou mandado de prisão contra ele. >> E nem assim ele fica, né? >> E e se nós tivéssemos ainda esse recurso, seria muito bom. hoje é aliado à
tecnologia, você faz uma captura de imagem, captura das características. Então, futuramente, se ocorrer um roubo naquela região, já tendo os dados, até para fazer reconhecimento, tá do local, seria importante. >> Só que, infelizmente, como o doutor bem disse, infelizmente, eh, dispositivos que eram interessantes pro trabalho Policial hoje vem cada vez mais sendo suprimido, embora nós tivemos avanço recente essa semana aí que foram positivos paraa segurança pública. Essa semana é nosso legal. Smart Sampa é um super equipamento [roncando] super >> o equipamento, algumas vezes, poucas vezes, ele pode diferenciar, ele pode te reconhecer, mas não era
você. E tem gente que reclama disso e quer acabar com o programa. Quer dizer, você foi reconhecido por um sistema, esse Sistema, o policial chegou, ele te abordou, mas ele te abordou de que maneira? Por gentileza, qual o seu nome, seu documento, conferiu, viu que você não é, >> te mandou embora. Ele não vai te levar pra delegacia porque hoje a Polícia Militar tem um sistema que eu não vou dizer qual é para contar que ele já te identifica na hora. >> Exatamente. Exatamente. Tem >> vai fazer que nem o governador do Rique Mostrou qual
que era o carro de serviço secreto. >> Sim. [risadas] >> Ô Igor, tem uma outra polêmica que o Nantes pode até falar melhor. Tão enchendo o saco da prefeitura que tem uma câmera dentro de um dentro de uma unidade de saúde e essa câmera é uma câmera de smart samp e se tiver alguém procurado, ela vai identificar. Mas tem um grupo de pessoas que não querem, não, Não pode ter uma câmera dentro da unidade de saúde. Mas a unidade de saúde eu tô com a minha família. >> Por que que você não pode? >> Porque
ocorreu casos de de reclamações, inclusive foi por parte, foi até lá na Câmara mesmo, teve fala em plenário, [roncando] >> que o indivíduo estava deixando de levar o familiar dele porque ele era procurado pela justiça e não tava mais indo na UPA, não tava mais procurando o serviço De saúde, entende? Só que ele tá procurado em tese era para ele tá preso, não era nem para ele tá levando mesmo. Era para ele tá preso. Ele >> sobre os cuidados do estado. >> Sobre os cuidados do estado. Exatamente. Só que existe uma inversão. >> Pera aí.
Então eu eu pego a exceção, que é o caso de um de um indivíduo que está procurado pela justiça, eu pego essa exceção e eu prejudico todos os demais. Então assim, quero tornar exceção em Regra. >> Toda hora, né? >> Exatamente. Toda hora. uma exceção quer acabar com um programa maravilhoso. >> Acabar um programa que é maravilhoso. >> Maravilhoso. Quer dizer, >> já tá próximo. O programa tem por volta de vai fazer 1 ano e meio, tem quase 3.000 prisões já. 3.000 procurados, recapturados. Fora as prisões em flagrantes de delite. >> Passa de 5000, >>
passa de 5000 ocorrências, fora veículos que foram recuperados, que passam no sistema. O sistema é um fenômeno. Então assim, aliado, por que que vocês podem é porque assim, desculpa, eu eu sei que existe porque eu escuto na rádio, a gente [limpando a garganta] conversa às vezes e tal, mas o que é eu sei que são é um sistema de câmeras e essas câmeras elas ficam em postes específicos, todo mundo tá olhando e sabe que é o smartp ou é meio escondido, como é que é? Não é Assim, em alguns pontos sim tem identificação que é
do Smart Samp, mas é como eu disse, ainda é novo, as pessoas não tem noção que ela pode plugar uma câmera da casa dela, desde que ela ela tem as configurações mínimas, ela pode ser plugada. Ela essa câmera através do IP, ela é plugada num software que a prefeitura tem, que é gerenciado. Esse software, >> eu posso fazer isso hoje >> fica fazendo varredura. Exatamente. >> Não, na sua a sua empresa que tem câmeras lá fora, você pluga, você entra no site da prefeitura >> tem todas umas regrinhas, como o Nandes falou, e as não,
e a a prefeitura não aceita câmeras de dentro da sua casa, mas qualquer prédio de São Paulo, qualquer empresa, você tem uma câmera, plug no Smart Sampa não paga nada. Se você botar dentro da sua casa, você é um burro também, né? [risadas] Pera aí. É pra rua, né, guerreiro? Exatamente. >> Mas não paga nada. Então é um super sistema e você tem essa tranquilidade. Perto da minha casa, os condomínios estão colocando e plugando essas câmeras e às vezes a pessoa vai lá fazer uma entrega ou vai visitar alguém e tá procurado. >> Uhum. Exatamente.
>> Essa pessoa vai ser detida. >> E e outra, tem pego eh procurados do Brasil inteiro, tá? Porque ela tá Plugada. Que que acontece? >> Hum. >> Essa esse esse software ele fica fazendo varreduras. ele só sua face passou pela câmera, ele começa a fazer uma varredura nos bancos de dados eh de segurança pública. Então, o que acontece? no banco de dados do do banco de dados nacional de mandados de prisão, enfim, diversos dados. Tá plugada no do estado é o muralha paulista. Tá plugada também, faz varredura em Diversos bancos de dados, eh, onde indivíduos
que possam ter mandado de prisão. E ela fez essa varredura, atrelou a imagem e outra é 98% de acerto. Então, assim, temos ah quase 2% de erro, beleza, mas se for um erro, verificou, não é? você vai embora e tá tudo certo. >> Pensão alimentícia >> 98% de acertão tem indivíduo que tava procurado há mais de 10 anos lá no Nordeste por homicídio, por diversos Crimes. O cara veio passar aqui no no centro de São Paulo, foi detido, meu, foi pego. Era um cara que, se eu não me engano, para, se não me falha a
memória, tem indivíduo que estava quase hcurado >> e foi identificado. Então assim, e se você pegar uma foto anterior, a foto que tava no sistema paraa nova, não tinha muita coisa a ver. O cara de óculos, não tinha nada a ver, o cara de barba já, tal, só que o sistema detectou, conseguiu fazer o o cruzamento de Informações e falou: "É esse cara". >> Nantes, eu tive dois amigos meus presos com pensão alimentícia. >> Com pensão alimentícia também, >> cara andando, a câmera captou, a viatura da guarda foi lá. Quer dizer, realmente para mim foi
a a a o que a gente teve de mais felicidade e segurança pública foi essa capacidade hoje em São Paulo e e as cidades estão todo mundo espalhando. >> Aham. E as cidades têm t levado demais cidades do interior também já estão Adotando o mesmo método, >> tá? E aí então eh eu não é a mesma coisa, mas também falando de câmera, eu também já sei a opinião do Nantes, mas é claro que você pode comentar. Eh, o que que você acha da da das câmeras que os policiais tão tão usando? >> Isso, câmeras, as
chamadas câmeras corporais, a gente tem que analisar aonde elas foram criadas. Tudo que tem nos Estados Unidos de 5, 10 anos para trás chega pro Brasil. >> Sim. Eu me recordo quando eu assisti o filme Assédio Sexual. Você lembra aquele filme famoso? >> Não sei. >> Com De Mim Mur. >> Foi um [ __ ] filme famoso. [risadas] >> Teve um [ __ ] filme lá na época e aqui nem se falava em assédio moral C e lá já era forte. Hum. >> Então, tudo que acontece lá nos Estados Unidos em matéria de de legislação,
tanto civil como criminal, chega aqui. Eu tenho um grande amigo na polícia de Nova York, >> se vocês procurarem até na internet, é um baiano, eh, que que e hoje é naturalizado e ele trabalha na na polícia de Nova York, chama Meia-noite, tá? E o meia-noite eu converso muito com ele, >> [ __ ] meu irmão, com todo respeito. >> Quando fala esse nome para você, que que tu imagina? meiaoite, >> [ __ ] E vou te falar, um maluco muito Est ele, gigante [risadas] com aí com terna [limpando a garganta] e uma gravata assim
branco, entendeu? Chapéu branco, um lin assim na ponta do nariz, um charuto, cara. É [risadas] um brasileiro que tá lá já há 15 anos. E eu quando tenho assim alguma dúvida, eu ligo pro meia-noite. >> E e quando começou as câmeras em São Paulo, eu liguei pro meianoite. Meia-noite é polícia, a polícia dos Estados Unidos. E eu falei, tá tendo aqui uma uma eh uma polêmica muito grande em relação às camadas policiais. Ele falou: "Mas por quê?" Falei: "É porque o policial se sente constrangido que atrapalha o trabalho". Ele falou: "Ó, pera um pouquinho. Aqui
nos Estados Unidos isso tem mais de 20 anos e aquilo o policial aceita e a sociedade aceita". Então lá tudo que começa >> a a resistência. Essa resistência com o tempo, ela vai sendo minimizada e depois Ela é aceita. Então isso vem dos Estados Unidos como de outros países. >> O fator muito positivo é a prova que você faz >> para ser apresentada contra um criminoso. E outro detalhe, o Nand sabe muito bem disso, as pessoas desacatam muito o policial, as pessoas distratam muito o policial e com a câmera muita gente se inibe de falar,
>> inibe >> muita gente, >> então isso é ponto positivo. Porque imagina, você começa a desacatar, [roncando] o policial aciona, quando ele vê a luz estralando, vê que tá gravando, o cara >> segura a onda, >> ele segura onda. Isso, isso, isso de fato é um fator positivo da câmera. >> Olha, teve uma ocorrência, Igor, >> que viagem. Eu acho viagem o cara psicológico, polícia. >> Teve uma ocorrência que a gente gravou No meu programa na Operação de Risco. >> Foi uma ocorrência muito triste. >> Eu não distrato. Ou por medo ou por respeito. Eu
não distrato. >> Os dois estão ligados. Não, o o um batalhão de choque entrou na favela do Paraisópolis. Uma grande operação. Isso foi ano passado, tá? Então entrou muita gente e eles trocaram tiro com a PM. >> Então houve troca de tiro, os policiais todos com baricã e um tenente que estava abrigado, Abrigado, fazendo disparo de fuzil contra fuzil. Hã. >> E em dado momento este tenente ele leva um tiro de fuzil, acho que o sargento ficou sabendo, >> no antebraço, >> tá? Esse criminoso que atirou também foi acertado, foi socorrido e não morreu. E
a Borican gravou essa cena, gravou a cena da pessoa tirando e gravou a cena do do tenente sendo atirado. Então nós Trouxemos o tenente no meu programa, a a Polícia Militar me cedeu essas imagens, mostramos como se fosse um filme, mas é um filme da vida real, tá? Então a câmera ela nessas situações, ela te ajuda a fazer prova contra o criminoso. >> Entendi. Entendi. >> É, então tem então há situações que ela é que ela é Sim, ela ela ela tem situações benéficas. O que muitas vezes eh que aí entra no ponto de vista
prático, principalmente meu, é é algumas Análises que eu faço da distorção do uso da câmera. O senhor citou muito bem, foi muito feliz que foi algo importado, foi algo trazido Estados Unidos. Eh, lá nos Estados Unidos, você sabia que é proibido utilizar como prova contra o policial a câmera >> as imagens? >> Não, não sabia. >> E aí eu explico por quê. Porque, por exemplo, a câmera ela grava em 60 frames por segundo em 4K. O os eu eu acredito chama os lumens dela, né? O o a captura de lumens dela. Se você pegar uma
imagem no celular do ambiente totalmente escuro, você pega na na câmera, parece que é de dia. >> Aham. Então, ou seja, a imagem é distorcida da realidade, do que o olho humano tá enxergando. >> Bem como a situação, muitas vezes você vai sacar uma latinha dessa, eu posso enxergar uma arma dependendo do nível de estresse que eu esteja na Atuação da onde eu tenha vindo. Você imagina nessa própria troca de tiro que o tenente estava, ele acabou de ser baleado, ele acabou de tomar um monte de tiro de fuzil, de repente me aparece um cara
com um objeto escuro na mão no ambiente escuro. E esse tenente efetua disparo contra essa pessoa. E muitas vezes as imagens também >> acho que devia ter pensado, é, ô irmão, que que isso? É um funzente e muitas vezes quando é utilizado no Processo, no processo o que que é feito? O desdobramento dos frames >> 60 frames por segundo, são 60 fotos. >> Então o cara pega foto a foto pá aqui, ó. Nesse exato momento, ele deveria ter visto que era uma garrafa de Coca e que não era uma arma. >> Tem se utilizado isso
processualmente e aí é onde os policiais que estão atuando, o cara começa a ficar amedrontado. Ele fala: "Porra, mano, tem uma situação, por exemplo, se eu não me Engano, foi em Ribeirão Preto que o policial, o indivíduo, o policial tinha tomado um monte de tiro. Na sequência tem um indivíduo descendo do carro, o policial efetua disparo nesse cara. E aí foi feito o desdobramento das imagens, que passou até no Fantástico. E aí foi feito o desdobramento das imagens e começaram a utilizar para falar que o policial não deveria ter atirado naquele segundo indivíduo. Aí você
fala: "Pera aí, meu irmão, você tá tomando tiro, sua Vida tá sobração de segundo, você atira ou não atira. E aí é onde que eu acredito que aqui não se deveria utilizar as imagens, até porque a própria Constituição prevê que você não pode constituir prova contra si mesmo e você tá ali constituindo prova. Então assim, e existe e inclusive existe um estudo americano também, se eu não me engano, foi feito pela FBI, que comprova que as imagens elas geram uma distorção da realidade do que você enxerga no Momento de de estresse. E já existe esse
estudo, tem um estudo americano sobre isso. Então, assim, eu acho excelente. tem trzido benefícios com relação a conjunto probatório para eh elucidar uma ocorrência, porém também em situações que muitas vezes o policial sob estress ali na adrenalina agiu, ele os policiais têm sido conden condenação, eu não me recordo ainda de ter havido, porém gera todo um desgasto. Você imagina que você é Policial, você eh o policial ganha muito bem, né? Aí você tem que responder um Tribunal do Júri. E para começar um advogado vai te cobrar R$ 100.000 para você. Então muitas vezes policial sofreí.
Aí muitas vezes o policial é submetido a uma, duas vezes ao júri, meu irmão, o cara tem que vender a casa. >> Imagina, chega o N para mim e fala assim: "Cadê o documento?" Aí eu faço assim, >> pronto. >> Exatamente. >> Toma aqui meu documento. >> Exatamente. >> Vou tomar >> agora a câmera atrapalha uma coisa também importante. É o seguinte. Isso a gente pode falar hoje, a gente, nós somos aposentados, tá? Mas eu tive um caso recente aonde um um policial da ativa do Rio de Janeiro me confessou o que ele fez para
esclarecer o crime contra o Tim Lopes. Então, imagina a Seguinte situação. O Tim Lopes foi fazer um trabalho e ele sumiu. Foram na delegacia do Rio e lá estava um policial civil e lá tem outras nomenclaturas, é o detetive, eh, e foi atendido por um por um rapaz que era jovem chamado Daniel, Daniel Gomes. E ele atendeu e ele percebeu a gravidade dos fatos. Ele reuniu um monte de polícia, foi lá pra Vila Cruzeiro, fizeram uma varredura, ouviram um zom zom zoms e o Lóp sumiu. >> E na cabeça deles ele podia ter se tá
Ser eh estado em refém. OK. E uma pressão da imprensa da Rede Globo, onde tá um Lopes e aquilo ficou dias, dias e tava na mão desse investigador, desse detetive. Bom, ele tá lá trabalhando e isso ele me contou no meu YouTube, na cena do crime. Ele contou isso >> e eu até fiquei preocupado, mas depois ele explicou porque ele contou algo que um policial não conta. E daqui daqui a pouco quero falar porque o problema da câmera. >> Ele estava trabalhando no sétimo dia do desaparecimento do Tim Lopes, quando a Polícia Militar chega com
traficante que foi pego com droga para ser preso. >> Falou: "Daniel, Daniel, como tá aqui, ó, pegamos esse cara aqui em flagrante, beleza". Ele começa a conversar, vocês pegaram ele aonde? Vila Cruzeiro. Pô, Vila Cruzeiro ele já lembra do Tim Lopes. Ele chega, ele pega esse rapaz, leva para uma sala e fala: "Você é da Vila Cruzeiro?" Ele falou: "Sou". Ele falou: "Meu, o que que aconteceu com o Tim Lopes?" O cara olhou para ele e falou assim: "Mas por que que eu vou falar para você? Eu tô preso, filho. Pô, você tá me tirando?"
Ele falou: "Não, mas eu eu você sabe o que aconteceu com ele?" Eu falei: "Olha, você é muito sincero com o senhor, eu não sei, mas se eu se eu bater papo com três, Quatro pessoas, eu vou descobrir quem é". E aí, olha a situação que tá o polícia. Ele policial com uns 35, 40 anos, ele pegou e falou o seguinte: "É o seguinte, se eu te soltar, você me fala o que fizeram com ele?" O cara falou: "Eu prometo que eu falo porque eu tô em cana. Ele tava em cana no tráfico e fica
preso um tempo. Ele não queria ser preso. E o policial também confiou no semblante dele. Ele tinha um celular velho, deu o celular na Mão e falou: "Olha, você vai lá, você conseguindo alguma coisa, você me liga e joga fora o seu celular". Só que tinha dois policial militar, mas é tudo parceiro, policial de área, polícia tudo parceiro. Aham. Ele chamou os dois PM e falou: "Olha, o cara pode ser que ele me ajude a resolver o caso do Tim Lopes". Os polícia entenderam porque era um crime menor para você resolver um crime maior. >>
Daqui a pouco eu pego esse cara de novo. >> Você entendeu? >> E tem até um tem até uma justificativa legal quando você faz isso. O doutor, você ainda pode, mas infelizmente não é bem interpretado, não poderia ser bem interpretado se tivesse sendo gravado isso aí. >> Não, mas se tivesse gravado não teria. T entendo. >> Então o que aconteceu? Esse cara soltou soltou o o traficante que era do Comando Vermelho. E esse cara ele falou: "Meu, Eu vou cumprir minha palavra porque no Rio o bicho estrala". Ele falou: "Eu vou cumprir". Bom, >> deu
70 horas, toca o telefone do Daniel Gomes. Falou: "Olha, o negócio é o seguinte, pega papel aí". contou tudo que aconteceu. Ele falou: "Olha, ele foi tirado da vila cruzeiro, foi levado para outro lugar, foi levado o local onde queimaram ele no no forno de microondas e o os restos, a as cinzas estão em tal lugar." E ele falou: "Pega a caneta". Igor, o cara fez um mapa. falou: "Ó, você vai subir o morro tal, você vira na terceira árvore". E eu fiz um X, meu. O Daniel Gomes pega tudo aquilo, junta a polícia, vai
e chega nesse lugar como se fosse o mapa do tesouro. E chegando lá, ele encontra debaixo da pedra uma série de cinzas. Só que nessas cinzas tinha um pequenino pedacinho de uma costela aonde se podia fazer o exame de DNA. E junto tinha um pedacinho da câmera, da microcâmera da Rede Globo que estava com ele. Foi feito o exame de DNA. Que que aconteceu? Era o Tim Lopes. Ele deu o nome de todos que participaram e todos foram presos. Por que que eu contei essa história? Primeiro, por que que o Daniel Gomes me contou essa
história? Eu fui pro Rio para ele me contar, porque ele falou para mim, eu, ele já tá com 72 anos nativa e o crime que ele cometeu tá prescrito. Aí sim, pô. Entendi. >> Corajoso. Porque eu falei para ele, você Tá me dando essa exclusividade e você tá contando uma história da Polícia Civil do Rio de Janeiro, porque ninguém sabia como que esclareceram a morte do Tim Lopes. Foi o Daniel Gomes cometendo, entre aspas, um crime. >> E o que o que o sargento falou, eu só quero complementar isso, o policial antigamente fazia troca, é
verdade ou mentira? Troca da cana. >> Fazer a troca da cana. Você tem uma cana pequena, você fala: "Meu, me entrega a Casa bomba, me entrega o traficante". O cara às vezes entrega. >> Às vezes você pode até confiar e dar o burro. Hoje com a câmera acabou a troca. Então, se você falar para mim o grande prejuízo, além desse que o Nandes fala, que uma má interpretação da imagem, essa troca que você vê em todo o filme americano que o policial troca, >> isso acabou com a câmera. Então você deixa de esclarecer um crime
maior, de fazer uma troca, porque a câmera, se o Policial fizer isso, isso vira à tona, >> é cadeia. >> Uhum. pode perder o cargo. >> Mais um prejuízo da câmera, bem nessa linha do que o senhor tá falando, nós trabalhamos com muita informação nas ruas, então muitas vezes no interior da comunidade fazendo uma uma incursão, [roncando] às vezes porque tem muita gente de bem dentro das favelas. >> Aham. >> Sabe disso aí. E às vezes você encontrava a dona Maria lá, ô dona Maria, vamos que eu tomar um café aqui, tá cheiroso. Você chegava
lá, começava a conversar com ela, a mulher simpatizava, não aguenta mais o traficante na porta de casa, >> falava assim, ó, a casa do lado ali. Então você saía, entrava em mais meia dúzia de casa para não, pro cara não se ligar que vocês tinha saído da casa da Dona Maria >> e depois você ia lá e dava o flagrante, pegava. Só que hoje como é que a dona Maria olhando pra câmera, vendo que tá gravando ela, ela vai falar, ela sabendo que o advogado, porque essas imagens vão ser anexada no processo, >> ela sabendo
que o advogado vai ter acesso às câmeras e até mesmo por proteção a ela, como é que eu vou ter coragem de expor a dona Maria, mesmo que ela não saiba que ela tá falando que pode ser visto pelo advogado do Criminoso? Como é que eu eu como policial vou ter coragem de expor uma pessoa dessa? Eu não vou. Aquela, até aquelas meses que chegava na na porta da viatura assim, falava: "Ô, meu, tá acontecendo sequestro, os caras tão com a vítima mocosada do lado da minha casa. Até essa vítima você tem que ter um
cuidado, porque isso vai ser anexado nos autos do processo e o advogado de defesa do bandido vai ter acesso. >> E e não duvidando dos advogados, mas Infelizmente a gente sabe que existe maus profissionais. Quem me garante que o advogado que vai pegar esse caso não entrega essas imagens pro bandido para que possa, a vítima possa sofrer uma, ó, o denunciante possa sofrer uma retalhação. Então ficou complicadíssimo de trabalhar isso aí. Eu vejo que embora tenha os pontos positivos, mas ajudou demais o crime. >> É verdade. A troca acabou. >> A troca era uma coisa
comum, né? Era uma Coisa assim >> e era algo que era algo que ajudava a polícia. Funciona >> e esse cara virava um cagueta. É. Vocês pegavam uma intimida, pô, esse cara foi sério. Esse cara virava um cagueto. Então isso acabou. Isso realmente é. >> E o que que é isso aí que você trouxe, cara? Tem aí uma uns dossiê, uma cabeça. >> Olha, eu eu eu sou assim um aficcionado em em entrar dentro de um crime >> e eu trouxe aqui eh um crime muito Chocante, que é o crime que envolve o maníaco do
parque, >> que tá para sair. Estava me contando aqui >> sim. do parque, em tese, em agosto, julho, agosto de 2028, ele tem que ir embora porque ele completa 30 anos. Hoje a lei fala que você tem que cumprir 40, só que essa lei foi posterior ao crime dele. Então, no caso dele é 30. >> Outro detalhe, Marcola e Marcinho VP estão para sair. >> Já estão para sair também. >> Eles estão quase cumprindo 40 anos. >> Mas vai fazer diferença, Nant? >> Ah, faz. >> Os cara não já manda mesmo lá de dentro e
valeu, pô. >> É, mas faz, faz. faz, né, meu? Porque o cara muitas vezes, >> talvez o poder de atuação hoje na na facção, ela tá, as facções estão tão bem estruturadas que talvez eles não Não vai mudar muita coisa no gerenciamento do negócio. >> Porém eles porém eles são líderes, né? [limpando a garganta] Hoje eles são imagens que fortalecem a facção. Eles geram até esperança nos próximos criminosos que vem, que estão chegando agora, fal: "Não, o cara saiu, ele rodou, ficou 40 anos, mas ele saiu e tá de boa agora". Então é complicado. Você
>> Entendi. >> Você demonstra no ponto de vista meu uma Fraqueza do estado. >> Não, mas por que ele não tá ressocializado? Não, pô, 30 anos dá para ressocializar. >> Diz a lei que tá, né? Mas a gente tem outros casos aí que não ficou tão provado que o indivíduo, mesmo com penas tão altas se ressocializou, né? >> É. E e agora a gente tá falando do do maníaco do do parque, >> não. O maníaco do parque, que é uma pessoa que matou várias meninas lá no lá No no Parque do Estado, ele tá para
sair. OK. E aí a gente recebeu uma informação ano passado que no começo eu não acreditei que foi informação que ele havia arrancado todos os dentes, >> que ele seria um homem desdentado. Eu não acreditei inicialmente fui confirmar e vi que ele era um homem desdentado. Ele arrancou todos os dentes da boca e qual foi a do enquanto tava preso? >> Tá preso lá. Então o que que aconteceu? Como é que ele arrancou? Ele usou uma Metodologia antiga do pessoal que morava no interior, que não tinha dentista, que você pegar um fio, amarrar no dente
e puxar. O dente já tava meio mole, eles puxam. E ele de uma hora para outra, como ele costura a bola, ele tem esse fio, ele arrancou, ele amarrou em dente por dente e foi puxando. E hoje ele é um homem desdentado. É um homem desdentado. >> Coisa de maluco, né, cara? Por que que tu vai arrancar teus dentes >> então? Quando eu resposta de comer, o cara gosta de comer só a sopa. Só gost, ó. Cansei deste cara trazendo bife para mim. >> Eu acredito que o doutor tem uma explicação boa para essa. >>
Então, quando eu o esse o criminoso, ele nunca faz nada de graça. >> Uhum. >> Então, veja bem, ele tá com uma esperança que ele vai sair. Ele já declarou que ele se recuperou e que ele Quer sair e que ele casou na cadeia. Ele recebeu milhares de cartas, uma mulher do sul do país foi lá, insistiu muito com ele e eles são casados no papel lá na por procuração. Ela nunca poôde ter visita íntima. Ela tem 60 anos e ele hoje tem 58. Bom, vamos lá. >> Você tá entendendo que ele falou que ele
recebeu milhares de cartas? >> Milhares. Cara, isso é muita viagem, né, cara? >> Muita milhares. E a >> isso que ele é publicamente brocha, né, meu irmão. >> Exatamente. [risadas] >> Imagina se ele fosse, >> [ __ ] Mas eu tive um raciocínio conversando assim com alguns psicólogos e psiquiatras. Eu queria até saber a opinião de vocês para ver se faz sentido a minha conclusão, que pode ser que não tenha nada a ver. >> Vai. >> Eu trouxe uma foto que é essa aqui. >> Hã? >> Tá. O que é essa foto? Quando começou as
investigações do maníaco do parque e foi encontrado o primeiro e o segundo corpo, o delegado percebeu que havia mordidas na na nas partes íntimas das mulheres. E aí o delegado queria fazer uma comparação se era o maníaco, porque o maníco negou no início do crime. E eles fizeram o quê? O delegado pediu para um dentista fazer esses moldes da arcada dentária do maníaco do parque E fazer uma comparação com as mordidas nos corpos das vítimas, porque todos os corpos da vítimas tinham mordidas. >> E aí >> num dos depoimentos dele na hora de ser interrogado,
ele confessa, e eu sou canibal. E aí que que nós descobrimos? Que ele era brocha. Ele tinha a chamada fimose tipo dois. Ele não conseguia ter ereção. Ele teve uma namorada, uma morena de estatura Média, cabelinho até aqui, nem magra, nem gorda, pele bem branquinha e cabelo até e essa mulher que ele foi apaixonado separa dele. Dizem as más línguas que separou porque ele não tinha ereção. Naquele momento ele vai morar com a transexual. E essa transexual, ele mora um ano. Até ele não tinha matado ninguém. >> Aham. >> Essa transexual, a gente lá na
cena do crime conseguimos um depoimento dela. Ela fala: "Ele foi bom marido, ele era trabalhador, cuidava bem de mim". Aí a pergunta: "Mas ele tinha algum problema?" Tinha. Ele não tinha ereção e eu era ativa com ele. Ela fala isso. Por que que terminou o relacionamento? Por causa disso. Porque ela não conseguia ela ter satisfação. Só ele tinha. Ou seja, ele era brocha. Ele não queria violentar as mulheres, ele queria matar as mulheres com a mão, garganta. Depois de matar, Igor, ele mordia as partes Íntimas e voltava para casa. No dia seguinte, ele pegava a
moto, voltava no mesmo local, mordia de novo, voltava para casa. No terceiro dia, ele voltava no local, mordia de novo até o corpo começar a cheirar. começou a cheirar, ele para. Ele estava saciado naquele momento. Passava um período, voltava a vontade de matar. Matar quem? Matar uma mulher com as características da namorada. O laudo psiquiátrico constatou que ele tinha raiva das mulheres, mas Não era de qualquer mulher, era desse tipo de muler. Todas são muito parecidas e possuem as características da >> Eu consegui a foto da sete, coloquei uma de cada lado. Você vê, você
fala: "Meu, que maluquice". Outro detalhe que o delegado na época perguntou, como é que você escolhia as vítimas sem contar as características físicas? E aqui vai uma dica de segurança para todo mundo que tá nos vendo, porque é uma dica de segurança mesmo. E ele que é um cara de inteligência pro mal, ele falou o seguinte: "Eu identificava no metrô uma menina com as características que eu gostava, mas eu só abordava se eu percebesse que o olhar era triste, que ela estava um pouco inclinada pra frente e os ombros para baixo." Isso denota na leitura
corporal que é uma pessoa que está deprimida, que está abatida, >> está vulnerável, né? >> Está vulnerável. Então ele chegava com uma câmera na mão, falava: "Nossa, você é uma menina muito bonita de expressão, você pode ganhar dinheiro". Ele ficava elogiando, elogiando uma menina que tava para baixo. >> Sim. >> E aí ela melhorava o astral, conseguia fazer ela subir na moto, falou: "Quer tirar umas fotos? Eu faço o book, eu vou atrás do de prováveis fotos e depois você me dá um lucrinho. A menina Acreditava, só que ela ia para lá, ele não a
violentava e ele fazia o quê? Ele mordia. Bom, conclusão que a gente teve conversando com até com o Dr. Guido Palomba, a conclusão é o seguinte: ele tá para sair, ele sabe que ele faz isso porque ele é canibal. canal tem que matar e comer. >> Então a primeira conclusão, ele arranca todos os dentes porque na cabeça dele doentia ele não teria mais o gatilho de matar e comer. Essa é a primeira Situação. Só que não para por aí. De uma hora para outra ele começa a se feminilizar. Dá uma olhada nisso aqui. Dá uma
olhada nisso aqui. Recente, até um ano. [roncando] Ele de uma hora, ele nunca foi assim. Ele começa a se feminilizar. E o pior que eu vou te mostrar agora, nos últimos 5 meses, ele começa a comer compulsivamente, porque ele manteve o mesmo peso durante 26 anos, Igor. Ele Por sinal envelheceu muito pouco. Ele manteve o rosto dele muito parecido. Eu, por sinal, trabalhei em cadeia pública. Eu tenho uma teoria que o preso envelhece menos do que nós que estamos trabalhando. >> Isso é fato. >> Sim. >> Ele envelhece menos. Eu peguei fotos de todos os
criminosos famosos de quando foram presos e de quando saíram. Susana Stofen, goleiro Bruno, todos famosos. Eu Peguei na cena do crime. Quando você vê, você fala: "Nossa, mas parece que o tempo não passou para eles". E no caso dele, por que que ele engorda? E olha como ele tá hoje. Você vai cair duro. Olha como ele tá hoje. Caraca, olha isso aqui. Na minha concepção, até queria saber do seu público. Se ele fosse pra rua assim, ele não dura uma semana. >> É. É. >> Se ele for pra rua assim, >> ele passa batido. >>
E ele também passasse uma mulher, por exemplo, usando roupa feminina. >> Não casou. Bom, tá casado na cadeia. A gente não sabe o que vai acontecer com isso aí. Na cadeia você aceita qualquer pessoa ela ela ajuda com advogado, ela leva comida. Para ele tá tudo é festa. >> Agora quando ele vai sair de lá, o que ele vai fazer? Ninguém sabe. Agora se ele sai assim, ele não dura porque ele Toma um [ __ ] na rua e é morto. Se ele sair assim, ninguém vai poder dizer que é o maníaco do parque. >>
Sim. Então eu acho que na cabeça doentia dele, ele criou toda essa retórica. Ele fala: "Eu vou sair daqui e viver uma vida nova e como eu arranquei os meus dentes, eu não vou matar mais ninguém". >> É só o fato dele ter conseguido arrancar os dentes já indica pra gente alguma coisa, né, cara? >> Sim. [ __ ] só o fato de ter esse lance dele ter se transformado tanto ao final do ciclo dele na no na cadeia é chama atenção, né? >> É, >> né? >> Tem que ter uma motivação, não é de
graça isso. >> Dá para entender um certo receio de morrer e tudo mais, mas é uma transformação acentuada, né? >> Sim. >> De arrancar os dentes tudo. Caraca. >> É, ele possui um retardo mental, >> né? Ele não teve nenhum tratamento esse tempo todo, ele não teve nenhum remédio e muita gente como ele é solta diariamente após cumprimento de pena. Exato. >> Então o Brasil solta gente com potencial de matar, que é um verdadeiro absurdo, >> e cometer novamente. É. >> E uma mente assim que você vê que ele não, ele embora ele ele ele
é um Criminou, um psicopata, os caras são muito inteligentes. Isso é f >> não é porque ele não é porque ele é o maníaco do P que ele é burro. Gente, eu não vou para ele estruturar tudo isso, criar toda enxergar, saber. Exatamente. Não, ele tem o seu ponto de inteligência e de lucidez. Eu tenho uma análise, os criminosos de certo modo, acho que viveu isso aí mais do que eu ainda porque trabalhou mais na parte investigativa. Os criminosos, de certo modo, a grande Maioria são pessoas inteligentes. As pessoas cometem crime, muitas vezes cometem o
crime por prazer, que é o caso aqui. [limpando a garganta] >> Muitas vezes o bandido que a gente combate no dia a dia, que é o que eu sempre procurei identificar ir atrás, ele não tá atrás do bem da vítima. Ele tá atrás de satisfazer a vontade dele de ver o pavor no olhar da vítima. >> O tesão dele é ver o pav. >> O tesão dele é ver a vítima apavorada. É Aterrorizar. Muitos marginais que se envolvem no no mundo do crime, que que tão inserido no mundo do crime, eles não estão mais nem
aí porque eles vão levar de vantagem. Muitas vezes é para ver, eles têm satisfazer a laciva de ver o medo no olhar da vítima, a expressão na vítima. Então assim, e e a pessoa quando atinge um nível desse, que eu costumo dizer que muitas vezes é difícil de você recuperar um um indivíduo desse, pode dar 200 anos de cadeia, ele sai e ele Vai querer satisfazer aquela vontade e aquela laciva, porque aquilo é prazeroso para ele. É como se fosse uma droga. E esse indivíduo, eu acredito nessa teoria que pode ser real dele tentar segurar
o monstro dentro dele, arrancando os dentes, mas eu também analiso que pela inteligência dele, ele pode estar tentando >> enganar os médicos que vão fazer avaliação para liberar ele, vai falar: "Não, eu mudei, eu não quero mais, eu Não quero mais essa vida, eu não vou fazer mais isso". >> Arrancou os dentes que agora com dentes aleatórios que ele compra, ele pode trocar de dentes também. repente. E aí ele pode de repente utilizar de outros mecanismos, sei lá, de repente ele continua assassina e utiliza de uma faca, sei lá, não sei, >> não sei o
que passa dentro dessa cabeça doente dele. >> Vocês lembram do maníaco de Goiânia? >> Não sei quem é o Maníaco de Goiânia. >> Maníaco de Goiânia, para mim, na minha pesquisa, >> hã, >> é o maior matador de mulheres do Brasil. L >> maior matador 2015, um rapaz de 28 para 30 anos, muito bem apeçoado, trabalhava como vigilante armado em Goiânia. >> Vigilante armado. Tinha uma moto, >> a pessoa para quem tu pediria ajuda, né? >> Não, não, não. O cara para quem quem Todo mundo pede ajuda. Em dado momento, num determinado dia, esse rapaz
pega a moto dele à noite >> e veio dentro dele uma vontade de matar. Mas não é matar qualquer pessoa, porque o seral killer ele não mata qualquer pessoa, ele tem um foco. >> E ele queria matar mulheres magras e jovens, jovens que eu digo 18, 19, 20, 21, 22. Então ele começou a andar com a moto dele armado no centro de Goiânia, quando ele viu Logo bem cedo uma menina esperando para pegar um ônibus, esperando sozinha. Ele se aproximou com capacete, com roupa até aqui para não ser identificado. Tira a arma sem falar absolutamente
nada. Deu dois tiros, a menina caiu, ele voltou para casa e foi dormir. >> Que viagem da [ __ ] Maria. >> Igor, ele fez isso 55 vezes, sem nenhum interesse de roubar, sem Nenhum interesse sexual, nada. 55 vezes. E a polícia na época não conseguia colocar esse cara em cana. Um dia ele comete um erro, ele comete um erro. Ele foi identificado e preso. E o mais curioso, quando essas pessoas são presas e você vai entrevistar e quando vem a imprensa, eles falam como se tivesse comendo um PF. É, [ __ ] meu irmão.
Ô, Jorge, o cara que esse cara aí eh é difícil pra polícia pegar esse cara Porque eh não tem muita ligação entre a a ligação entre as vítimas é, sei lá, ela elas se parecem fisicamente ou tem características físicas, às vezes não se parece, só tem algumas características porque esses caras eles são eh maluco, né? Sim, Igor. Na minha época é do sargentoes. >> Nós somos policial raiz que trabalhava sem internet, sem câmera, não tinha nada. Eu fazia boletim de papelquina >> na máquina de escrever. A gente não Tinha, a gente a gente não tinha
um computador para fazer pesquisa. Hoje é tudo interligado, tem smart. Eh, na nossa época, imagina, não tinha informação, não tinha câmera de segurança. E aí eu quero trazer um outro maníaco que eu quero relembrar, que foi o maníaco do Parque Trianon aqui da Avenida Paulista. O Parque Trianon, o primeiro homem que foi fazer programa no Parque Trianon e inaugurou os programas na Avenida Paulista no Parque Trianon, que tem até hoje, passa com o carro hoje no Parque Trianon, tem homem fazendo programa. Mas quem que começou com isso? Foi um jovem que sai do interior de
São Paulo e vem morar em São Paulo, homossexual. E ele verificando os jardins que tinha muita riqueza, ele foi passear no parque à noite. >> Tu conhece? Ele é região Nante. >> Conheço não, cara. Não sei nem onde que é. >> Foi passear ali. >> Conhece? >> Não, não é muito não. Sou aqui da Vila [risadas] Prudente. >> É da Vila Prudente. Do Rio, né? Sou do Rio. Nem sai de casa. Vim para cá. Nem sair de casa. ver teu BPI [risadas] então a pedir, mas continuando. >> Mas Igor, ele tá, ele tá ali andando
no parque. Que que aconteceu? Para um carro, um carro bonito, com um cara solteiro, meia idade, >> faz o quê? Ele faz o quê? A pessoa pergunta: "Pô, você não quer fazer um programa?" Foi, foi do nada. Ele aceita, o cara levou pra casa dele, ele faturou um dinheiro e voltou pra casa dele. Ele falou: "Pô, eu posso levantar um dinheiro aqui?" E ele começou a fazer isso, só que num determinado dia ele teve vontade de matar esse cliente. Então ele ele ele eles começaram a beber, mas ele bebia menos e o cliente bebia mais
na casa dele. Ele amarrou o Cliente na cama, ele fazia isso com todos, matava a facada, depois tomava um banho, fazia um jantar, roubava o cliente, ia embora. Então a polícia começa a verificar pontos de pessoas mortas em casa. Esse cara, Jorge, ele era, ele era um jovem adulto, ele tinha quantos anos? >> Ele tinha 23, 24 anos. >> Entendi. >> [ __ ] >> E esse cara depois de uma série de Mortes, aí um delegado fala: "Pera um pouquinho do DHPP, nós temos um serial killer". Mas a pergunta é, como encontrar numa época que
não tinha câmera, não tinha nada, >> tecnologia zero, velocidade de comunicação. A única coisa que o delegado fez foi procurar a imprensa e colocar: "Olha, o maníaco do parque Trian. Por sorte da polícia, olha que história fantástica, >> um jovem estudante da USP eh sabia que lá tinha virado um pontinho de programa. Foi para lá, foi para lá e fez um programa com o maníaco do do Parque Trianol. Eles trocaram na época telefone, mas era telefone fixo. >> Aham. Como ele não voltou lá, o cara passou a ligar para ele e ameaçar: "Pô, você não
vai vir aqui, eu preciso de dinheiro." E começou a ameaçar de uma maneira agressiva. Ele falou: "Porra, não vou nem atender mais esse telefone". Quando ele vê no jornal que tinha o manico, falou: "É esse filha da mãe, ele vai procura o delegado." Por que que ele foi? Porque ele era naquela oportunidade um homossexual que a família sabia. Então ele não teve medo e ele quis prestar um apoio pra sociedade porque ele viu os crimes. Ele foi lá, falou pro doutor: "Olha, esse cara aqui que vocês estão procurando, eu acho que é o cara que
eu fiz programa". E aí o delegado falou: "Pelo amor de Deus, Vamos armar uma casa para esse cara". E aí eles combinaram: "Ó, você vai ligar numa boa, você marca um encontro no Parque Trianol, vou colocar os policiais ali, a paisana". E ele foi e o maníaco do parque, o maníaco do parque Trienon, foi preso. Você sabia que a parada gay >> é na Avenida Paulista por causa disso? >> O primeiro, a primeira manifestação em favor do público homossexual foi por causa do maníaco do Parque Trianon. Olha que loucura. Aí ele é preso. Eu Conseguindo
na cena do crime declarações que ele deu pro delegado, contando o prazer que ele tinha em matar. Prazer em matar, que é o que o Nantes falou, é prazer em mat, não precisa de mais nada, é prazer. E aí depois de 2 anos e meio, ele foi encontrado morto na cela. Aí eu fui investigar, falei: "Mataram esse cara". Aí eu fui, fui, não mataram. Ele na época vírus HIV. >> Entendi. >> Ele na lembra era uma época nebulosa, Ninguém muito sabia. Então >> alguma doença? Esse é um do dos maníacos famosos, que é o maníaco
do parque Trianon, que inaugurou a prostituição naquela área. >> Deixa eu e trazer um pouco pro presente que você falou dele morrer na cela e recentemente morreu eh morreu na cela. Ainda não sabemos, >> ainda não sabemos direita, sabemos, >> mas a informação que eu que que que chegou e eu só queria que tu comentasse Para mim, porque assim, eu fui perguntar pro chat EP PT se era possível um cara se matar dentro de uma cela com a camisa, que foi a informação que que saiu aí, >> né? Eu fiquei pensando, como é que esse
cara conseguiu se matar com a camisa, né? Eu no começo eu achava até que que a polícia tinha, a gente comentou aqui, eu achava que a polícia tinha chegado e encontrado ele e impedido ele de se matar, né? Aparentemente ele >> ele foi encontrado desacordado. >> É. E aí, cara, como que o cara como é que rola de de de É que eu não sei, eu sei que vocês não ficam lidando com preso direto, mas histórias dos caras, eles conseguem se matar com facilidade, porque >> eu já vi casos até com caneta >> pro cara
tentar se matar, não conseguiu concluir, mas ele >> enfiou na jular, não enfiou na jugular e meu quase quase veio a óbito, mas ficou Cheio de sequelas. Existe, existe [roncando] uma possibilidade, existe. Agora a gente tem que entender contexto, enfim, tem muita coisa. >> Primeira coisa, eu também fui fazer uma pesquisa porque minha assessoria me manda e fala assim: "Não, ele tá vivo". Foi mas tem a declaração da PF, a nota da Polícia Federal falando que ele já teve mortefá. Aí de fato a a a depois de várias pesquisas ainda não existe uma Declaração oficial
da Secretaria de Saúde do Estado de Minas para valer. >> É, falou que uma saiu uma nota ontem à noite da Secretaria de Saúde falando que ele ainda está internado na CTI em estado gravíssimo. tá >> estado gravíssimo, mas não foi declarada, até porque para eh comprovar a morte cefálica tem acho que um procedimento, tem um uma regra acho que na medicina que tem não pode ser só de Um médico, tem que ser mais de um para aprovar e tem alguns testes tem que ser feitos e esses teste pode se estender até 48 horas para
fazer esse teste. Então, não sei se já foi feito um teste preliminar, mas a Secretaria de Saúde ontem soltou uma nota falando que não, que ainda não foi declarada a morte cefálica dele, que está em estado grave na na UTI, como >> tese morte cerebral. >> Agora [limpando a garganta] eu sempre Trabalhei, Igor, em lugar ruim na polícia e eu fui algum tempo diretor de presídio. >> Eu trabalhei no lugar ruim. [risadas] Eu sempre trabalhei em lugar ruim. >> Qual que é o lugar bom na polícia? >> Não tem lugar bom, áreas boas. Não, eu
tava ali sem periferia, né? Gostava, >> mas eu gostava. Mas quando eu fui diretor de presídio, você aprende regras, >> hum, >> que são regras básicas para todo mundo. Então, por exemplo, eh, se você fosse preso, Igor, você perderia a barba, >> tá? >> Imediatamente cortaria o seu cabelo, >> tá? O preso não pode ter barba, não pode ter cabelo. Por quê? Porque ele pode esconder uma gilete. >> Sim. >> OK. Eu consigo prender uma caneta na minha barra. >> É, olha lá. Não, não, não. Uma, você entendeu? Você então você tem que você tem
que enquadrar o carro. Preso, senão vou ficar feio. [risadas] >> Vai ficar careca e sem barba, meu irmão. >> É. Aí não, né? >> Outra coisa, você não pode entrar dentro do presídio com um sapato ou tênis que tenha cadarças. >> Cadares. >> Você não pode ter cinto, você não pode ter nada que dê uma oportunidade de Alguém se matar. E quem que se mata na cadeia? é a pessoa que viu que a casa caiu, ele não vai suportar ficar preso. A pessoa fala: "Meu, eu não quero mais, eu não quero mais viver". E existe
realmente pessoas que se matam, como se você der uma oportunidade, uma camisa, o cara inventa e ele acaba se matando. Não é tão fácil, porque cadeia não não tem que ser algo que você não tenha dificuldade para amarrar. É todo, é tudo complexo. No caso dessa pessoa do Banco Master, eu gostaria muito de ver, mas a gente não vai conseguir ver, é as fotos da perícia. Sim, >> porque é a cena do crime. Você tem que ver a cena. A cena do crime. E vou te dizer mais, um dos fatos que tem tomado, >> suicídio
é um crime? >> Não, >> não. >> Aí instigar ele? Sim. Tá, tá, tá. >> Sim. Agora, nós estamos vendo em muitos Podcasts as pessoas falando sobre o caso do tenente coronel Geraldo Neto e a esposa Gisele, que foi encontrada morta no apartamento. Ok? >> Então você tem a família dela acredita que ela não se matou e que ela foi vítima de feminicídio. O tenente coronel Geraldo Neto alega que ela se matou. Então nós temos aí >> duas possibilidades. >> Quem que vai contar a verdade? É a cena do crime. >> É a cena do
crime. As provas. As provas contam. >> A cena do crime. >> Por que a cena do crime? Porque, por exemplo, caso Isabela Nardoni, a Polícia Científica de São Paulo recriou em 3D tudo que aconteceu no apartamento com Isabela Nardoni. Tudo. >> E isso é extremamente sensível, porque eh um erro você pode invalidar tudo, um erro você pode incriminar um cara que que putz, >> um inocente, >> um inocente. >> Então é tudo muito sensível. E assim, rapidinho, um pequeno parênteses. Eh, existe alguma estatística de de quanto que de quantas pessoas que não deveriam ser presas
acabam presas por conta dessas >> Ah, é difícil isso porque você nunca sabe. Eh, tem gente que é absolvido e é culpado. >> É verdade. >> Isso é fato. E tem gente que é inocente e é preso. Mas você não tem como filtrar, porque a decisão, o que vale a decisão da justiça. >> Sim. Você não tem como falar tantos edição da justiça. Aição da justiça. Você pode, você pode não concordar, mas ela tá lá. >> Então nós temos o tenente coronel, ele tem a versão dele. >> Aham. >> A, a menina, a, a soldado,
ela não, ela Não pode mais falar, mas a cena do crime conta. E aí, não sei se vocês se lembram do caso Pesseguini, lembra? O garotinho >> famoso, >> que que muita gente acredita ainda que foi o PCC >> ou que não foi o garoto. Tem gente que não acredita. Eu tive acesso ao laudo, Igor. Quando você vê o laudo feito pela prísa de São Paulo, o laudo ele é perfeito, cara. Mostrou que foi que o Que o Marcelinho matou o pai, o sargento da Rota, matou a mãe, que era soldada da PM, foi na
edícula lá atrás, mata a avó e a tia avó. Ele se troca, coloca uma roupa de colégio, pega o carro da mãe e vai assistir aula. Assiste aula, volta de carona. E aí o Dr. o doutor eh psiquiatra que fez o caso, eu conversei com ele, ele me falou: "Lordelo, a conclusão que eu cheguei é o seguinte: quando o Marcelinho, que tinha problemas psiquiátricos não tratados, ele entra na Na sala e vê os pais mortos, ele volta à realidade, porque ele tinha, ele falava pros amigos que ele era um vingador e que ele queria matar
a família inteira". Ele falou várias vezes, mas as pessoas falaram: "Ele é meio maluquinho." >> Sim. >> Mas muita gente acreditava que não era possível uma criança de 12 anos fazer tudo isso. Mas quando você pega o laudo, e o laudo ele é muito curioso e vai ser Feito agora no caso da Gisele, para que não haja dúvida, pelo seguinte, eu trouxe essa cabeça aqui para te fazer uma demonstração. >> A maioria do dos suicídios, a pessoa quando tem uma arma é mais fácil, porque é muito é muito fácil. Então, o suicida, eh, quando a
gente estuda na medicina legal, se a pessoa for destra, ela vai dar um tiro com a mão direita, mas ela vai dar um tiro aonde? Na maioria das vezes na tpora direita. Mas Dá uma olhadinha quando você faz esse movimento com a mão, repara que é que o movimento diz que o tiro é o tiro que entra aqui, ele sai no ar. >> Aham. Porque é um movimento natural das >> você vai você vai encostar >> o suicídio é tira encostado. Você encosta, a pessoa mira na tpora dela. Se a pessoa for for canhota, >>
Aham. >> Ela vai ter o na tempora esquerda. Bom, o que nós sabemos no caso da Gisele que O tiro foi encostado na tpora direita. É claro que pode ser um uma simulação feita pelo um atirador. Só que se o atirador fez isso, ele tem que ter essa >> angulatura. >> Olha que interessante. No caso do Marcelo Pessegini, que que o perito fez? O perito tinha a altura do Marcelinho. Então você imagina, ele tá de pé, ele calculou orifício de entrada e tinha o orifício de saída. Igor, a perícia verificou onde bateu o projétil e
a Perícia pôs a altura dele totalmente, a trajetória bateu lá. Aham. >> Quando bateu o projétil, o projétil levou um micro eh pedacinhos do cére do cérebro >> resgatou aquilo lá, comparou era o DNA dele e o perito cravou, foi suicídio. Então, no caso do tenente coronel, quem tá falando que é suicídio ou quem tá falando que é é simulação de um suicídio, gente, isso aí é tudo achismo. Nós temos que esperar que nós não Tivemos lá para ver, tem que esperar a prova da perícia que vai poder dizer >> com toda característica. E outro
fato interessante, não consignou pólvora na mão dele e nem na mão dela. Qual que é a explicação? Vamos lá. >> Tava de luva, >> mas vamos lá. >> Não, mas é, >> vamos lá. Qual que é a explicação? O suicídio é tira encostado. No tira Encostado, como o revólver ele ele ele ele ele esquenta, você acaba tendo aqui uma uma marca que eles chamam de um decalque, tá? >> Quando a arma dispara, Igor, ela solta pólvora, ela solta gases e esses gases vão para dentro da cabeça. >> Aham. >> Se você atirar aqui, os gases
vão ficar incrustrados na pele. >> Aham. E esses gases eles vão polvoar aquela situação e você pega na sua mão Ou pega na sua roupa. Mas o tiro encostado, >> entendi. >> Todos os gases quando você abre o corpo, >> mano, >> a mancha, aquela mancha que fica, que quando a gente vê >> a tatuagem interna, >> a tatuagem interna, então a a a >> se o N me encostar uma arma aqui no meu peito, der um tiro, ele não vai ficar Com a mão, >> não é? Dificilmente. >> Dificilmente vai >> dificilmente. Então o
tiro fo >> Não é essa, não é com essa prova que tu pega ele. >> Sim. Agora a perícia vai verificar inicialmente qual é. Pô, foi assim. Isso não existe suicídio assim. >> Aham. >> Tá. Não existe. Não existe assim. >> [ __ ] que trabalheira. >> Porque a posição é incômoda. Com a arma você não, você imagina colocar a arma aqui, ó. >> Para você matar uma pessoa, você tem que dominará. Então não é simples. Tudo tá em movimento. Marcelo Pesseguini, >> ele tava sozinho quando ele se matou com a arma do pai. Então
ele cai numa, ele matou porque ele vivia num às vezes ele tinha esse plano paralelo que ele era um vingador e ele matou a família inteira, tá? Então a perícia quando bem feita, Ela é muito bonita no sentido de mostrar a verdade. O caso Isabela Nardona é impressionante. Foi feito em 3D com as manchas no chão. Eles puderam calcular que a menina foi pego em tal altura. arremessada no chão, ela bate o cox, desmaia, depois vem outra pessoa, aperta lá no pescoço e ela desmaiou e eles pensaram que ela tava morta. Eles tinham certeza que
ela tava morta e não estava. Aí a conclusão deles é: "Nós vamos ser Presos, matamos a menina". Aí eles começam a limpar o apartamento que tinha sangue desde a parte do elevador. O pai joga [roncando] a criança. Quando o policial militar foi atender, a menina tá viva. Chama o corpo de bombeiro, só com a menina. Deu uma entrada, tava faleceu. >> Sim. >> Então a perícia revelou tudo. Então temos que aguardar o laudo para não Trazer uma injustiça. Eh, num caso muito sério que é uma morte de uma moça jovem. Tem essas provas aí do
esse se o senhor tem esse material? >> Tenho todas na cena do crime que eu >> do do do Peguino. Eu falo? >> Tenho todas. >> Penseguino era meu amigo, não era? Meu amigo pessoal. Eu fui no local, >> sargento. Eu eu tenho e mostro, >> fui imediato >> e mostro. >> Não, eu gostaria de depois um dia a gente >> assista no na cena do crime porque eu conto a história. >> Eu gostaria de fazer uma análise pro senhor daí a gente talvez até o sargento não acredite que que ele que ele se matou
porque muita gente acredita que mataram a família inteira. Mas eu tive acesso às provas e realmente foi um trabalho trabalho pericial. Eu devo ter, sargento, se eu se eu tiver ainda todo a A a a o laudo, o laudo é impressionante. >> Sim. Eu eu gostaria de >> porque não tem como se simular um suicídio e enganar o perito. >> E e eu tive e assim, né? [roncando] É algo até doloroso pra gente, porque ele era meu amigo, trabalhávamos o mesmo pelotão, trabalhamos muito na mesma viatura. E no dia que ele morreu, eu lembro que
chegou uma informação pra gente, tava no interior e chegou uma informação que teriam matado a família Dele inteira, que foi o que foi noticiado na imprensa. Eu tava no interior, na época eu morava em Campinas ainda, eu lembro que eu vim correndo para cá. >> Tu tava de folga? >> Tava de folga. [roncando] Era o dia de folga nosso. Eh, nós havíamos trabalhado no dia anterior e era o dia de folga nosso. Estávamos de folga e chegou essa notícia. >> Aham. >> Ele em tese não havia trabalhado porque era para ele ter ido para uma
operação no nessa época a gente fazia muita operação no no Oeste Paulistano, lá na região de Presidente Prudente, nos presídios. era para ele ter ido viajar e no dia ele não chegou para trabalhar e o tenente falou: "Vamos embora, depois a gente resolve ver o que aconteceu com ele". >> Enfim. E aí à noite chegou-se, chegou a notícia no final da tarde, né? Chegou a Notícia que ele havia, >> a família inteira tinha tinha morrido. Enfim, >> todos os policiais estavam de folga naquele dia >> foram pr casa, >> foram foram para o batalhão, pegaram
a viatura, se equiparam e >> colocaram farda e foram pro local. Todos que estavam de fogo, os que estavam de serviço, já encostaram lá. >> E eu acompanhei bem de perto, desde o Início que foi descoberto a morte, né? E assim, ainda eu tenho algumas interrogações. Eu lembro que a última vez que eu tive acesso foi no DHP que eu eu nós efetuamos a prisão do indivíduo que possivelmente estava envolvido na morte de um policial nosso também na zona leste, do Jefferson, que morreu na frente de casa. Nós prendemos esse cara na baixada. Quando nós
subimos com esse com esse indivíduo, tivemos que trazer ele pro DHPP. Quando eu cheguei no DHPP, Na delegacia que estávamos registrando, eu lembro que eu fui tomar um café na salinha ali dentro na delegacia, tem aquela salinha do da Copa. Aí eu lembro que eu olhei assim em cima do armário, tava pastas e mais pastas do inquérito do caso do Pesseguini, mas eu nunca fui atrás de analisar provas periciais. Eu tenho uma uma outra análise também que eu não vou falar e você leviano que talvez >> esteja num achismo. >> Eu acho que eu te
convenço lá porque no achismo meu. >> Mas é >> tu chegou a tu chegou a ir lá na casa dele >> no dia, na hora >> com com >> eu gastei. Nós fizemos de Campinas aqui em 40 minutos. >> Veio rápido mesmo. Carro. Eu hoje posso falar tá prescrito também. Vou falar. Arrancamos a placa do carro e viemos no Limite da velocidade que o carro aguentava andar. Foi de imediato. A ideia nós fomos colocando a farda >> a gente, eu e o outro policial que era do pelotão também. >> Então fomos colocando assim, eu vim
dirigindo primeiro, ele se fardou e na sequência eu vim me fardando. Nós pegamos a farda, chegamos no batalhão, só equipamos assim, ó. Pegamos a viatura, equipamos e fomos diretamente pro local que era na zona norte ali. >> E o que que encontrou lá, meu >> irmão? É o cenário todo que é descrito. Tinha no quarto da frente, já na entrada na garagem tinha a casa da das tias. >> E quando chegou tava tudo dentro. É isso que eu quero saber. >> Tava tudo tava tudo dentro ainda. Perícia, né? Perícia tinha chego ainda. >> Então no
dia encostou muita. O comandante do batalhão foi comandante do choque foi. Eh, >> Major Olímpio foi. Lembra? >> Major Olímpio foi. Encostou secretário de segurança foi. Foi que [ __ ] mano, você imagina que morre a uma família policial. A mulher dele também era policial. Então assim, morreu a família inteira e nós >> Entendi. >> [ __ ] cara. Aí aquilo lá comoveu o batalhão. Você imagina que nós tínhamos uma tropa que tava imprudente, porque o pelotão muitas vezes era dividido, então Metade do pelotão ficava na capital e metade ia pra pro pra região do
extremo oeste do estado. >> Então os caras estavam a 600 km >> de distância, quase 600 km, estavam em Presidente Prudente. O pelotão nosso que estava lá, parte do pelotão que estava lá, eh, deslocou em velocidade extrema. Acho que fizeram em 3 horas, 4 horas. chegaram no local também, inclusive vieram pro local, foi todo mundo e nós ficamos virados. Inclusive, eu lembro Que nós nós fomos para o velório dele enterro sem dormir, porque o velório foi feito ali na região da Ianguera e depois o pelotão extremamente cansado, mas a gente pegou e seguiu para eh
Rio Claro, onde ele foi enterrado. Então assim, a região de Piraçungo, se eu não me engano, >> agora eu mostro eu mostro o vídeo >> que ele ele sabia >> que abateu muito a tropa, >> ele sabia dirigir o carro da mãe. >> Isso ele sabia. Então ele pega o carro e ele vai próximo do colégio, mas era 1 da manhã, >> ele para o carro e ele dorme dentro do carro, >> né? >> 6 da manhã, >> em frente à escola. >> 6 da manhã ele acorda, ele acorda e vai estudar. >> Tu conhecia
o o garoto? >> O garoto eu não conhecia. Eu conhecia a Esposa, mas o garoto em si eu não conhecia. Conhecia dele falar assim, né? O Marcelinho e tal. Assim, o Pegini era um cara, >> mas não de ver que o moleque era >> muito do bem, era um cara da hora. E tipo assim, >> tão frequentemente a gente terminava o serviço às 11 horas da noite, o dia que não tinha ocorrência e tem um um bar do lado do quartel lá que a gente sempre ia lá e e tomava uma até 2 3 Horas
da manhã e ficava batendo papo. Ele era meu camarada mesmo. Tivemos >> Jorge, o garoto, o filho, ele tem, ele tinha histórico de de se tratar. >> Sim. Não, ele tem, ele tinha um problema psiquiátrico. Toma aquela coisa, toma remédio, mas para e aquela coisa. >> E quando ele chega no colégio, Igor, ele conversa pros amigos e ele conta isso. E e ess e esses jovens foram ouvidos do DHPP. >> Ele falou que matou, >> ele falou: "Olha, eu matei minha família inteira". Mas as pessoas estavam acostumadas com esse tipo de conversa porque ele falou
que ele queria matar >> e ele falou: "Matei a família inteira". E as pessoas, legal, Marcelinho. >> Ah, tu matou a família inteiro tá na escola. Calma aí, >> você entendeu? Então ficou ficou essa coisa. E outro e outro detalhe, o exame necroscópico vai mostrar que os pais e a e a tia avó e o tio morreram num Horário. >> Sim. >> E eles e ele morreu muito depois. E o Dr. Guido Palombo acredita que ele tava nessa fantasia de uma psicose que Mas quando ele entra e vê como os amigos não acreditaram nele, >>
ele foi caindo numa realidade. Quando ele chega, eu falei: "Matei meu pai e minha mãe". >> E aí ele volta numa numa sanidade, ele Pega a arma e se mata. E aí que aconteceu? O sargento não foi trabalhar e aí a rota ficou ligando para ele e aí um um comandante no final da tarde, meu o polícia não da rota não faz isso, vai dar uma olhada. O polícia tocou inicialmente >> e ninguém atendeu e o polícia não quis imediatamente invadir a casa porque um colega, mas aí saiu, depois voltou, ficaram todo mundo preocupado, aí
pularam. Quando o polícia pula, amigo, e Vê aquela cena. E eu consegui todas essas fotos. É óbvio que no na cena do crime eu não posso pôr, >> mas eu coloquei, por exemplo, >> hã, >> eu eu meu pessoal, ele fez o quê? Tem a foto do Marcelinho caído e a pistola ficou enganchada na mão. >> A pistola ficou, então eu eu peguei essa imagem, eu mostro. E outro detalhe que o perito constatou, quando depois de fazer toda a perícia, Porque demorou até ir a perícia, não sei o quê, o dedo do garoto já tava
duro, você [roncando] entendeu? Então, realmente foi feito um trabalho pericial muito muito bem feito >> e na minha opinião, eu concordo com esse trabalho, mas é legal para quem quer assistir que é pura criminologia, pura estudo, né? Não tem achismo e nemismo. >> Entendi. É, cara. Então, mas eh na história do Brasil a gente tá, se a gente for colocar em perspectiva, a Gente tá ficando menos, tá tendo menos crimes assim violentíssimos a ponto de chocar todo mundo ou >> não? Não, não. Nós somos, nós somos no ranking de 196 países no mundo tem um
ranking de todo o processo de estatística de violência, >> tá? Então, de 196 países, o Brasil é o 11º país mais violento do mundo. Aí tem um outro ranking, nós temos no mundo 2.500.000 cidades no mundo inteiro. Aí a ONU faz o Seguinte, ela pega as 50 cidades mais violentas. Então, 50 cidades mais violentas de 2.hões500 cidades, >> nós temos 17 cidades. >> Aí, para você ter uma noção, nós temos, o Brasil tem 2.4% da população de todo o mundo, nós temos 14% do homicídio de todo mundo. Celular, 1/4 dos celulares roubados no mundo é
no Brasil 1/4. Então, o nível de violência no Brasil Para mim é o grande problema do Brasil. Sim. >> Hoje o maior problema para mim é violência urbana. Então, comparado com os outros, essa é esses números. >> E hoje até aproveitando, né, nós estamos na na praticamente no mês das mulheres, né, vamos comemorar agora [roncando] aí o dia, >> tá próximo aí o dia 8it, Dia Internacional da Mulher. E recentemente o tanto de casos de Feminicídio que a gente tem acompanhado e visto e de maneira cruel, né, meu cara arrastar no carro a mulher, o
cara >> a gente viu esse agora desse estupro coletivo que assim não chegou a matar a menina, mas lá no Rio >> a crueldade que tem se tornado os crimes, você fala assim, [ __ ] mano, o ser humano ele tá perdendo a a empatia, ele tá perdendo o respeito pela vida, mas de uma maneira assim, não é só matar, as pessoas estão trip pudiando em Cima da morte, a maneira que tá executando a morte, né, cara? Veja, em vez de as mulheres receberão flores nesse >> nesse final de nesse dia 8 agora, mas muitas
vão receber flores no túmulo, né, cara? E tem acontecido. E assim, talvez até o doutor saiba explicar melhor. Eu não sei o que tem acontecido com o ser humano de fazer uma análise como se as pessoas que elas se relacionam se tornam propriedades e não pode ir assim, eu Faço o que eu quero, >> eu faço o que eu quero. Se não ficar comigo, eu vou destruir você, vou destruir sua vida. Então, >> não sei se tem uma explicação até científica para isso no que tá acontecendo, cara. Crime passional é também uma boa parcela do
do dos crimes que você tinha que lidar quando você tava lá de delegado. >> Ah, sim. Quando a gente fala em crime passional, a gente tem que falar nos Crimes menores, mas que são terrível. >> Per, deixa eu fazer uma correção aqui. O crime passional, o feminicídio, ele não é necessariamente um crime passional. É, >> não, não, >> não. Mas >> vamos, vamos pôr assim como >> o feminicídio. Vou matar você só porque você é uma mulher. Exatamente. Não, você colocou uma coisa muito importante, porque nós tivemos no Brasil muit muitas décadas onde os homens
que Matavam mulheres eram absolvidos. Por quê? Porque eles alegavam que tinham agido em legítima defesa da honra. >> Aham. >> Havia uma passionalidade. E isso absolvia >> e absolvia, cara. o o diferencial que mudou essa questão que acabou com de matar por violenta emoção, porque antigamente você se comprovasse uma violenta emoção, era uma justificativa para ser absolvido. Terminou quando Doc Street matou Angela Diniz ali, porque o Doc Street, que era um cara muito bem apeçoado, a Ângela Diniz, a mão das mulheres mais lindas do mundo, >> e numa briga que eles tiverem em Angra, ele
dá os tiros nela, pega o carro e foge. E quando ele foi na época o machismo muito evidente, no primeiro julgamento tinha um batalhão de mulheres pedindo a absolvição dele, a absolvição. E ele foi absolvido. Não tem as mulher mandando carta aí pro pro maníaco do Paro, né? E ele foi absolvido. Aí no segundo julgamento houve o movimento feminista e aí ele foi condenado e aí foi mudada a legislação. Os políticos mudaram dizendo agora acabou legítima defesa da honra, acabou violenta emoção. O eu tava conversando com Nantes, que é amigo antigo, quando a gente vê
a conversa vai embora. Mas eu eu falei com ele e o Nandes tinha comentado comigo, essas pessoas são psicopatas, algumas são, mas o grande problema é que Tem gente que não tá preparado para ter relacionamento. Emocionalmente a pessoa não tem preparo nenhum para se relacionar com alguém. Ela tá tão mal sozinha, ela não tá com boa autoestima, ela tá deprimida e ela procura alguém para sanar essa insatisfação. E aí ela começa a ver aquela pessoa como uma pessoa que tirou ela daquele buraco. >> Aham. >> E começa a ver que aquela pessoa Importante é posse
dele. E quando essa pessoa quer ir embora, ele falou: "Não, você não pode ir embora. Você me completa". E a pessoa acaba matando. Nós tivemos recentemente no caso de Itumbiara. >> Ah, sim. >> Caso de Itumbiara. >> Qual que é isso? Aonde o cara colocou, a mulher viajou para São Paulo, ele coloca um detetive, filmou ela com outro, ele manda as imagens, matou os dois filhos e Se matou. >> Ah, tô ligado nisso. Daí foi isso. Eu eu vi que o cara tinha matado todo mundo, matou os filhos. Foi as crianças coisa mais linda, cara.
>> Matou. [roncando] E aí você vê e e o pior, doutor, que que aí eu vejo talvez até que que pode contribuir com isso hoje, cara. Você vê o massacre, o massacre na rede social em cima da mulher. >> Ah, sim, cara. >> Em cima da mulher, >> sim. >> Se ela fez certo, errado, meu irmão, é uma questão matrimonial. É, >> mas você vê pessoas na internet apoiando a atitude do cara. >> Pera, meu irmão. Matou duas crianças. As pessoas esquece aí, tá apontando o dedo pra mina. Ela tava com a mesma roupa que
ela tava com o cara, ela tava no velório dos filhos. Falei: "Meu irmão, esse era o tipo de comentário que você via." ou Quando não tinha outros piores, as pessoas falando assim: "Tem que fazer isso mesmo para ela aprender, para ela sofrer." Então, ou seja, se a intenção do indivíduo que matou os filhos era fazer a mulher sofrer, ele acabou pós morte recebendo um apoio do público que tá apoiando. Ele recebeu um apoio e tá contribuindo pro sofrimento dessa mulher. >> Então assim, que cometeu um erro em tese conjugal, um erro matrimonial ela Cometeu, tá
entendendo? E aí >> todo mundo que for corno vai lá e mata os filhos. >> Pois é. >> Ou mata a mulher ou mata a mulher. Quer dizer, >> ou a mulher mata o marido, como teve o caso da menina também que pegou o cara que queria sair fora do relacionamento, esfaqueou ele no Paraná. Então assim, mas tá chegando um ponto assim que >> agora existe n relacionamentos doentos. >> E a definição do senhor é é bem bacana mesmo. É as pessoas não estão preparadas para ter um relacionamento. >> Relacionamento. Eu tive um caso, Igor,
que me choca até hoje. >> Me choca. Eu até vou escrever, talvez eu escreva um livro sobre isso. Eu tô num plantão, Delegado Novo, trabalhando na periferia, cidade de Suzano, delegacia central. Me chega os policiais militares, ô, ô doutor, lá na Santa Casa de Suzano, uma mulher acaba de ser Internada, o marido bêbado chegou em casa, ele pegou a a ele desmontou parte da mesa, do pé de mesa, e começou a bater na mulher. A mulher caiu no chão e na atitude de defesa você faz isso para se proteger. >> Ele rachou a cabeça dela,
traumatismo craniano. E ela se protegendo, ele quebrou em diversas partes os >> os antebraços. >> E eu falei: "Mas como é que ela tá na Santa Casa, ela sendo operada, não sabe Se vai morrer?" Eu fiquei louco, peguei a viatura, meu investigador e fui para Santa Casa de Suzano. Fui lá, ela tava sendo operada, uma pessoa me falou: "Olha, ela entrou com, ela tá muito grave porque rachou a cabeça, tá com os dois braços quebrados. Eu falei: "Meu, vou atrás desse vagabundo é sangue de É polícia que tem vontade. Eu vou atrás. Parou, acabou o
plantão. Dia não tem horário. >> Fui na casa do cara, não tava lá. >> O cara é botequeiro. Comecei a rodar os botecos em Suzano. Roda, roda, roda, roda, encontrei. Ter essa visão, cara. É pingaiada, man. Vamos atrás que >> vou eu vou atrás porque cidade tá tudo apagado. Vou inventar esse cara. Encontrei. >> Encontrei. Trago pra delegacia. Flagrante >> bar. Flagrante de tentativa. >> Não, tirocínio policial. tentativa de homicídio qualificar. Na época não tinha Crime de feminicídio, então foi tentativa de homicídio qualificado. Cana no filha da mãe, chamei imprensa da cidade. Bom, e fiquei
com sentimento de dever cumprido. Bom, passado três dias, eu precisava ouvir a mulher, que você tem que ouvir. Me avisaram, olha, ela tá melhor, tá no quarto. Fui lá com a máquina de escrever e ouvi a mulher. Ela contou tudo que eu tô te contando. Ele chegou bêbado e dispensou discutir com ela. Tirou o pé de mesa de ferro e Bateu. Tudo bem. Como relatei o inquérito, mandei pro fórum. Beleza, serviço feito. Fiz minha parte. Ele tá preso lá. Só que o policial e o Nantes vai concordar comigo. A gente não fica sabendo o resultado
depois. Você não fica porque você tem os seus casos. O juiz não te avisa. >> Depois tem mais 15. O juiz não te avisa. O juiz não te avisa. Bom, e na cidade havia um juiz que era muito meu amigo Chamado Dr. Dr. Maurimar, o nome dele que é um nome estranho, por isso que eu gravei, Maurimar Bosco Xiaço. Hoje ele é aposentado, juiz aposentado, advogado, ele vai lembrar dessa história. E um dia tô numa festa da cidade conversando com ele e falou: "Lordelo, você foi você que prendeu aquele cara que bateu na mulher com
pé de mesa da da Fi eu, doutor." Ele falou: "Você não sabe o que aconteceu". Falei: "O quê?" Eu fui na audiência no fórum, ele tava preso e ela tem que ser Ouvida no fórum. >> Aí ele perguntou para ela assim: "O que que aconteceu no dia do crime?" Ela falou: "Não, tava em casa, meu marido chegou e eu fui conversar com ele, eu caí de escada e me esborrachei toda." >> [ __ ] é isso. >> O Dr. Maurimar falou assim: "Mas será que eu tô ficando louco da cabeça? Senhor, a senhora tem certeza?
Não, eu caí da escada, bati a cabeça e quebrei os dois braços. Aí ele ele falou para Mim, ele ele falou: "Acho que eu tô enganado." Quando ele lhe foi ler o inquérito, ele viu o meu nome e viu a declaração que ela deu. Falou: "Ea um pouquinho, senhora". A senhora foi atendida pelo Jorge Lordelo, que é um delegado jovem aqui, e ele fez um super trabalho. A senhora foi ouvida no hospital na UTI por ele. Tá aqui a senhora a assinatura da senhora? Sabe que ele falou para ela? Ele, ela falou para ele, "Doutor,
eu caí da escada". Aí ele se tocou e ele falou o seguinte: "Eu quero meu marido em casa". Igor, o que que você faria como juiz? Bom, você pode ser é complicado porque mas se você tem a lei, me parece que se ela tá dizendo isso, eu não sei o que que ele tem que fazer, que ele tem que fazer. Então, ele como >> ela é a única testemunha, >> ela é a única testemunha. >> Testemunha. >> Então, e ela fala uma [ __ ] dessa, solta O cara, né? E ela falou, ela falou para
Milor dela, ela falou grosso, falou: "Cai da escada, doutor". Eu quero meu marido em casa. Sabe o que ele fez? Imediatamente terminou as audiências, soltou o marido, aí vai pra fase do artigo 500, que é a alegação de defesa da alegação dação. Tem que absolver >> porque o juiz ele tá com base de prova. A prova na polícia vale, vale, mas a prova no fórum é tem advogado, tem promotor. E ali a vítima tem que falar. E eu vou te dizer um dos problemas hoje que eu vejo e eu quero saber a opinião do Nantes,
que eu acho que tá acabando com a sociedade. O que eu vou te contar agora. Você foi assaltado na rua, você foi assaltado, levaram o seu celular, levaram o seu carro, a Polícia Militar pegou, bacana, foi pra delegacia, você foi ouvido. Aí você tem que ser ouvido novamente, sabe aonde? No fórum. E você vai meio preocupado e com medo. Muitas vezes você pode até receber um telefonema na sua casa esquisito. Quando você chega no fórum, o juiz vai te fazer essa pergunta. Como é que foi o assalto, seu Igor? Você vai contar? Não, porque o
cara veio, roubou meu celular. P p pa p. Aí o juiz vai perguntar: "Esse homem aí que tá na ponta da mesa, foi ele que te assaltou?" Aí a vítima olha e fala assim: "É, não sei. >> Você imagina que o primo do cara já foi lá na tua casa seguinte, a audiência é tal dia e vê que você vai falar lá". >> Na delegacia ele confirmou. >> Na delegacia você confirmou porque é o seguinte, tava no calor ali, falou: "Meu, é esse cara mesmo?" >> Aí ele, aí o juiz pergunta: "Senhor, tem ele é
meio parecido, mas eu não sei." >> É, mas na delegacia a senhora É, mas eu tô eu tô em dúvida. Falou, tá em dúvida? O juiz já manda, já solta e vai embora. Agora o que eu vou te contar agora. >> [ __ ] que pariu, né? >> E o que me revoltou na minha carreira e eu quase fui processado por isso. >> O Nantes não conhece essa história. >> Eu tô na delegacia e aconteceu Nantes, o chamado detidos para averiguação. Detidos para averiguação. >> Tava lá aquele bando de gente lá. E aquele bando de
gente lá, quando eu vejo um rapaz loirinho com um relógio que brilhava, um [ __ ] relógio bonito, Falei: "Cara, e os meus irmãos, coincidentementees trabalhavam com relógios caros." Eu fui lá, falei: "Me dá esse relógio aqui". Quando eu pego o relógio, era um relógio Rolex de ouro branco >> cravejado com diamantes. Um relógio >> barato, né? Sa que todo mundo tinha, né? Negócio meio comum, né? É tipo um yo oyozinho da Coca-Cola, né? >> É da Coca-Cola, da Fanta. Coca-Cola Sprite. >> Eu chego para ele e pergunto assim: "Me fala uma coisa". E eu
peguei o relógio, falei: "Esse relógio é verdadeiro". Que naquela época tinha um chamado rolicho, que era o falsificado. Era >> hoje tem o Lolex. É, mas tem umas réplicas aí que você fala engana os car até o card hoje em dia. >> Só que o rolicho, >> o Rolicho eles falsificavam um Rolex submarino. Esse era um Rolex feminino. Bom, falei para ele assim: "Onde você Arrumou esse relógio? E todo vagabundo já tem a resposta na ponta da língua. Comprei na feira do rolo de Poá. Existe lá a feira do rolo que só vende coisa errada.
Eu vou falar o quê? Fiz um BO, apreensão de objeto, coloquei, fiz a qualificação dele e fiz a apreensão do Rolex. >> Uhum. >> Por causa dos meus irmãos, eu sabia que o Rolex é de uma das poucas marcas que quando você solta o tampão traseiro, ele Tem um número, >> tem a numeração. >> E aquela numeração é universal. qualquer lugar do mundo, se você tiver um Rolex roubado, se fizer um BO, vai constar no computador. >> Igual chassi de carro, né? >> Chass de carro. Eu peguei o Rolex no dia seguinte, voltei para São
Paulo >> e tinha uma loja da Rolex que não existe mais na rua Pamplona. Cheguei lá, falei: "Eu sou delegado de polícia, tá aqui Esse BO, tá aqui esse Rolex". Eu queria saber se ele é autêntico e se for autêntico, se tem queixa de roubo. Desmontou, olhou, autêntico, olhou. Ah, sim. uma senhora que fez roubo na área do 89 DP, portal do Morumbi. Naquela época tudo papel, lá tinha o telefone dela. Liguei da delegacia de Suzano, doutora e fulano de tal, achamos um Rolex da senhora que Suzano. A mulher começou a gritar: "Esse Rolex eu
ganhei do meu pai, era uma Senhora. Eu não não acredito que vocês encontraram." >> Uhum. >> Senora Senhora foi roubada onde? Fui roubada no Morumbi, tava parada com o meu motorista, encontrou motoqueiro com garupa, apontou uma arma e me levou Rolex. Falei: "A senhora vem então pegar >> e é antigo, né, esses roubos de Rolex, n tem até hoje essa [ __ ] Até hoje os cara quadrilhas, >> as quadrilhas que roubam aqui nessa Região do lado de cada ponte, do lado de lá. >> Só que o boletim de ocorrência quando ela fez no 89
DP, >> a vantagem que eu tenho, rapidinho, Jorge, rapidinho, a vantagem que eu tenho é a seguinte, cara. Os cara fala para mim: "Ô, Igor, tu não vai não vai blindar teu carro não, [ __ ] Tu vai ficar andando aí com esse carro aí, [ __ ] não sei que todo mundo sabe que é teu carro. Então, justamente isso, meu Irmão. >> Todo mundo sabe que é meu carro, cara. No máximo eu posso perder um negocinho pro Noia que veio, quebrou vida. Agora o maluco vai roubar meu carro e sabe que eu vou ligar
para alguém? [risadas] >> Vou ligar para alguém. >> E o cara não vai querer arrumar por >> E aí o cara vai ter que devolver o carro lavado, [ __ ] cheiroso, com a nota de 100 conto, bombom e um pedido de desculpa. É isso. Então é melhor não, Né? Então, [risadas] [ __ ] Então, não precisa não. Não precisa não. Mas desculpa, continua aí. >> Mas, mas Igor, teve uma coisa interessante. Quando eu pego o BO do 89 DP, ela descreveu assim: "O rapaz que me assaltou >> é um rapaz magro, estatura média, cabelos
loiros, encaracolados e olhos azuis. E ela complementou, parecia um anjinho." Ela fez isso no BO. >> Uhum. >> E esse cara que tava com o Rolex era o Anginho, >> tá? Era a fisionomia. Bom, que que eu fiz? Chamei ela para pegar o o Rolex. >> Ela chega numa Mercedes top com motorista e um advogado. Vem encaminhando na delegacia. Só que eu tinha pedido pro meu investigador buscar o anjinho. >> Buscar o averiguada para averiguar de novo e já fazer um reconhecimento. Prova Aigar e pus o anjinho na sala de reconhecimento. Fiz como a lei
determina. Pus três pessoas, o anjinho no meio. Antigamente tinha uma sala, tudo caindo aos pedaços. >> Quem são os outros dois? É os cara aleatórios que tá ali. >> A gente pega investigador, Às vezes até o policial mesmo no meio ali. Qualquer um. >> Ah, entendi. Qualquer um. >> Ela passa na rapidinho aqui. E >> e tem um buraquinho. A mulher quando pegou Rolex, nossa, ela ficou extasiada. Falei: "Tá bom, tá aqui o seu Rolex". Falei: "Agora a senhora vai ter que participar de um reconhecimento". Quando eu falei isso, a fisionomia dela muda. >> É,
eu sei como é que é isso aí. Já vive algumas vezes isso aí. >> Falei: "Ah, é". Falei: "É, nós estamos com suspeito aí que provavelmente é porque é o anjinho. Levo, levo ela na sala, o advogado Atrás, tá lá o buraquinho." Ela faz assim: "Igor, não é ele". Falei: "Doutor, calma, dona, olha com calma, olha com calma". Aí ela: "Não, não, não, não, não é ninguém". Aí eu fiquei bravo, falei: "Pera um momentinho, dona pera um moment". A senhora tá, a senhora, a senhora, a senhora tá me complicando meu trabalho. As características, o cara
é um anjinho, >> não é? >> Quando eu aperto um pouco a mulher, >> o advogado, ô doutor. Aí eu eu fui com o advogado, o advogado me chamou do lado, ele falou assim: "Doutora, ela não vai reconhecer". falou assim para mim: "Que que eu posso fazer?" >> É, não pode fazer nada. >> Reconhecimento negativo. Soltei o anjinho. Beleza. Duas semanas depois, eu tô em Suzano, num restaurante, tinha uma televisão. Quando eu vejo na Globo um cara que foi Preso, apareceu meu de costa, eu olhei, eu falei: "Caramba, parece um anjinho". Nantes, peguei a viatura
cutira, fomos para Santo André. Chego em Santo André, falo com o delegado, falei: "Me eu queria ver esse rapaz que foi preso roubando". O que que aconteceu? Teve um assalto no ABC, um cara na moto, um ladrão e o ladrão atrás. Eles foram roubar uma motocicleta. Ele deu voz de assalto. Quem que tava nessa motocicleta? Um rapaz de 28 e a noiva de 26. Quando ele recebe a voz de assalto, ele acelera a moto. Essa pessoa que tava atrás dá um tiro, acerta na coluna da menina, ela ficou paraplégica. Essa era a história. Quando eu
vou na C e olho, era o anjinho. Ele olha para mim e faz uma cara assim. Hum. E você vê a diferença. O o que que faz? É aquele efeito meio do do Peter Park, né, mano? Do Homem-Aranha, né? >> Aham. Aham. Era só a >> Era só ela ter reconhecido a [ __ ] do Bandido que ela teria evitado. >> N, eu vou te falar, quase eu fui processado. >> E sabe que é um bandido, né, cara? >> Sabe que é o bandido, cara. Volto, volto para Suzano, puto da vida, nervoso, porque uma menina
estava paraplégica por causa da falta de coragem de uma ricaça. >> Sim. Aí eu ligo para ela, começo a contar, ela começa a chorar no telefone e bate o telefone. >> Beleza. Todo meu plantão antes, na época não tinha e-mail, eu pegava o bo >> da da da da que a menina ficou parapré e passava o fax para ela. Todo o plantão. Deu duas semanas, liga o advogado. Dr. Lordelo, o senhor vai pra corregedoria de polícia. É [ __ ] né? >> Porque a minha porque a minha a minha cliente está sob sedativos. Falei: "A
sua cliente está sobre sedativos, mas aquela vítima está Encravada numa cadeira de rodas pro resto da vida, porque a sua cliente não é cidadã. A sua cliente quer que melhore a sociedade, ela não faz a parte dela. Então, todo policial, tô mentindo, convive com isso. Você prende, chega na hora no fórum. É, não sei se é >> quando já não é no igual o senhor falou no muitas vezes na na própria ocorrência. Tem uma situação lá em Campinas muito parecida com essa aí. Eh, tinha uma molecada lá que tava Praticando rouba a motocicletas de alta
cilindrada. >> Uhum. ali no trevo, ali próximo da Bandeirantes. Inclusive um desses moleques eh cometeu um latrocínio lá de uma pessoa que se enroscou porque eles roubavam a jaqueta, roubava tudo, né? Ah, não, não era só a moto. E teve um parente de um policial militar, de um capitão na época que estava passando com a moto dele, acho que tava vindo de São Paulo, passando Por lá e foi vítima de roubo. Essa moto foi escondida ali no nos bairros periféricos de Campinas. E eu lembro que um capitão, o esse esse indivíduo que foi roubado, esse
cidadão, ele era primo de um capitão. O capitão era daqui de São Paulo, fez contato com o capitão de Campinas e pediu, mandou foto, placa da moto e pediu para dar uma força, porque a moto não tinha seguro e era uma moto cara. Eu Lembro que os amigos ali, a rapaziada, a gente sempre patrulhando com vistas e conseguimos chegar mais ou menos na nos indivíduos estavam roubando os caguetinha deram lá, falou: "Mas mais ou menos aquela molecada daquele bairro". E eu lembro que foi dois amigos meus no dia eh, encontraram a moto e durante a
abordagem teve uma troca de tiro, um dos indivíduos conseguiu correr, o outro baleado. E aí a rapaziada e o policial é muito unido. Quando tem esse tipo de situação, a gente encosta para para dar um suporte, sei lá, o carro precisa, enfim, >> a gente encostou e aí eu lembro que até então o indivíduo baleado não morreu. PP, a vítima foi acionada, ó, encontramos sua moto. Foi pedida uma força, tá localizada a moto. O cara se deslocou de São Paulo, chegou lá, quando a ocorrência foi ser apresentada no DP, eu lembro bem claro assim, a
vítima, Não, eu reconheço. Coloca aí que eu vou reconhecer esse bandido. O cara tava no ódio, dono da moto, >> que ele era primo. Passou uma meia hora, ele encosta em mim assim: "Ô, sargento, eh, não vai dar para eu reconhecer. >> É duro. >> Eu como assim >> é duro? [risadas][roncando] >> Como assim? Não vai dar para eu reconhecer não, João. >> Ele não, não. Meu primo tá falando que não é para eu reconhecer. o primo dele, policial daqui de São Paulo e era um capitão. Aí eu lembro, pera aí, meu, não, não. Fala
com meu primo aqui. Peguei o telefone. E aí nesse dia, eu também quase fui preso porque o capitão ligou, tomar no cu. >> Não, mas seu irmão, aí o cara, ô Nantes, é o seguinte, o meu primo, ele é paisano, ele anda sozinho, eu tenho medo de acontecer alguma coisa com ele, ele Não vai reconhecer bandido nenhum. Você tá me entendendo? Eu falei: "Capitão, você tá de brincadeira, né? Você pede um apoio pros polícia daqui da área, a molecada se debruça, >> vagabundade de trabalhar, pega o vagabundo, troca tiro com o vagabundo e agora o
senhor vai deixar na mão. >> A única chance que tem de reconhecer que esse bandido participou do crime para entar mais um crime nele, o roubo nele. E o senhor vai deixar o policial que nem Te conhece, você vai deixar ele na mão?" Ele falou: "Nad, já falei: "Meu primo não vai reconhecer ninguém e se você forçar a situação, nós vamos ter problema". Ah, meu irmão, aí é daquele jeito, né, mano? >> Então, nós vamos ter problema. >> Não, não, meu irmão. Aí eu quase tive problema porque aí falei o que tava no coração para
ele, me exaltei e falei: "Só que é o seguinte, eu te entendi, da Próxima vez que você precisar, você conta com esses otários que estão aqui, porque a gente defende o seu primo." Não é por causa de policiais igual a você, não. A gente defende porque a gente acredita e a gente combate o mal. Mas eu tive uma [ __ ] numa treta. Eu achei que ele ia me inscrever, esse capitão, porque eu fui bem deselegante com ele no telefone. Mas, [ __ ] meu irmão, você tá entendendo que ali o policial ele podia tá
sendo colocado ainda numa situação de Cheque com relação à ocorrência que ele atuou? >> Aham. Toma um tiro ainda por cima igual. >> Como o caso do senhor, senhor vou [ __ ] E essa molecada frequentemente tava roubando e matando as vítimas, [ __ ] Tá entendendo? E aí doeu mais de saber que era um outro policial intervindo, que aí no advogado ainda você fala: "Meu, o cara tá querendo livrar, é o trabalho dele, tá sendo filha da [ __ ] porque de Repente é a natureza dele." Agora o policial você espera no mínimo a
solidariedade. >> Mas piorou, muita vítima hoje não reconhece ou de medo porque vê tudo muito na televisão, fica com medo, ou a pessoa não quer ir no fórum. E a gente entra ainda num num no E aí o senhor tocou num ponto importante que é do rito processual, que muitas vezes todas as provas que são colhidas, Principalmente a a maior prova, uma das maiores provas que é o testemunho da é as o são as oitivas da testemunha. >> Aham. Você colhe ali no calor da ocorrência, mano. Ali tá latente. A vítima fala: "É ele é
foi ele que enfiou a arma na minha cara, ele que bateu no no meu pai, bateu na minha mãe. Tudo aquilo que é colhido, feito, bem produzido ali, quando chega no fórum, pode até servir para um convencimento jurídico, mas vai valer o que ele falar Na audiência. E aí praticamente é anulado todo o trabalho que é feito já no início da ocorrência, ali no calor. >> E o momento crucial é o juiz pergunta: "O senhor reconhece essa pessoa como a pessoa que te assaltou?" Aí aí essa é a pergunta. >> E a gente não sabe
muitas vezes o que aconteceu na rua, como que o doutor pontuou muito bem. Às vezes o o parente do marginal, amigo do marginal, passou na sua casa e te ameaçou >> e aí a gente deixa de condenar o bandido. >> Porque também o parente do marginal, ele sabe que se você mudar a versão no fórum, você vai ajudar o bandido. Então muitas vezes se a gente mudar o dispositivo legal, falar: "O que já foi colocado no papel e já era, é o que vai até o final". Muitas vezes isso vai desestimular até o cara de
ameaçar o outro, porque ele sabe que se mudar não vai mudar mais nada no fórum. Mas vocês Acham que essa é a primeira coisa que tem que mexer ou ou tem coisa para mexer antes? Porque veja, eh, um [limpando a garganta] monte de crítica a maneira como funciona o processo legal, especialmente nesse começo, né, até o cara eh eh ir pro julgamento e tudo mais. >> Eh, por exemplo, uma das coisas que se reclama muito é a tal da audiência de custódia, correto? Então, tem algumas coisas que estão circundando eh e Gerando problemas pelo que
a gente pelo que a gente conversou aqui, né, ao longo do tempo. Então, dá para qual que é o primeiro problema que [ __ ] se eu pudesse escolher um problema desses aqui para eliminar e apertar um botão, ele não tem mais, é esse, tipo, é a audiência de custódia, é o, sei lá, que que vocês, que que vocês chutar. Tem, eu tenho, veja bem, o o sistema atual processual penal é falido. É falido, tá? Esquece. Então, nós temos que rasgar o Processo penal. Nós temos que copiar o sistema americano. >> Hã, >> o americano
é tudo rápido, rápido, rápido, rápido. Então, vamos lá. Qual que seria a minha teoria? Prisão em flagrante, você já leva não para uma audiência de custódia, para uma audiência de instrução. E lá, coisa que nós não temos hoje no código, nós temos que fazer o quê? A as chamadas eh a confissão, Que é um acordo feito. Como é que funciona? Você chega lá, você foi preso por algum motivo. Qualquer motivo, você é levado na hora pro fórum, lá você vai ter um advogado e tá lá o promotor e vai conversar o seu advogado com o
promotor e você. E aí? E lá não pode mentir. Lá a mentira é crime de perjúrio, mais 5 anos. Então lá o cara fica quieto ou ele não mente, porque senão ele responde um segundo crime, coisa que nós precisamos ter no Brasil, que aqui pode mentir. >> Então nós temos que mexer, acabar com a mentira, porque policial tem ouvido de pinico. Tudo que o vagabundo fala, eu nem prestava mais atenção, porque era só mentira. Então primeiro acaba perjúrio. Segundo, leva lá. Você fala: "Olha, está sendo acusado aqui de roubo, tá? A pena do do assalto,
ela pode chegar a 7 anos, tá? Mas você é primário, nós podemos fazer um acordo aqui e fechar em quatro. Ah, é? Aí ele conversa com o advogado, fala: "A melhor você fechar porque tem Prova, tem tudo". Ah, tá bom. Chega lá pro juiz, doutor, ele confessa o crime. 4 anos o juiz fala: "Bateu o martelo, não tem processo, não tem perícia, não tem nada. Se já determina ali." E aí eu vou te contar o que aconteceu com um taxista amigão meu, que anos e anos atrás resolveu >> tentar a sorte na América. Ele vende
o táxi dele e foi foi para Nova York. Chegou lá, mal sabia falar inglês, foi trabalhar onde? de porteiro de boate. E Porteiro de boate arrumou um lugar para dormir. >> Arrumar arrumar lugar para dormir. E ele percebeu que o metrô naquela época ele enfiava o papelzinho, mas o papelzinho era na confiança, porque a roleta não travava, era tudo na confiança. >> Sim. >> E quando ele percebeu isso, ele sem dinheiro, ele falou: "Quer saber de uma coisa? Eu vou fingir que eu ponho o papelzinho e eu viro a roleta." E ele Fez isso durante
uma semana. Uma semana e um dia, quando ele passa na roleta, vem dois agentes da polícia, vupt, você tá em cana, leva paraa delegacia. O delegado só faz um relatório. Do relatório, audiência não é de custódia, audiência de instrução. >> Chegou lá, ele todo assustado. Estados Unidos mal falava inglês. Pô, mas é crime passar uma roleta sem pagar é crime. Estados Unidos tudo é crime. >> Tudo é crime. >> Tudo é crime. >> Chegou lá, o cara explicou para ele, ó, isso aí é crime, hein? É crime. É quantos dias? É isso aí pode te
dar 10 dias de cadeia, 8 dias. Ah, tá. Ah, mas eu nego. Eu eu não falou, meu amigo, aqui você não pode negar, senão você vai responder um crime de Se você negar, nós abrimos um processo para você tentar provar sua inocência. Se você não provar, você vai responder pelo crime da Roleta e mais 5 anos. Quando ele entendeu a mágica, eles fizeram um acordo cadeia de dois dias. Aí chega, chega no juiz imediatamente. Olha, o meu cliente pisou na bola, ele passou, ele é brasileiro, não sabia. Dois dias de cadeia, tudo bem, bate o
martelo, não precisa de imagem, o policial tá trabalhando, acabou. >> Resolvido, já era. >> E aí ele me contou que de lá ele foi direto pra cadeia, chegou lá, ficou numa Cela com [ __ ] de um negão de 2 m e ele ficou lá dois dias, >> tá ligado? [risadas] Mas ficou bem atendido. Foi bem atendido. Quando ele sai de lá, ele imaginou, Nantes, que ele ia ser expulso, mas não foi. Jogaram ele ali, ele falou para mim, Lordelo, a partir daquela data, eu percebi que eu não podia ser malandro brasileiro aqui, >> eu
vou ter que agir tudo direitinho. Ele morou 5 anos lá, >> voltou com dinheiro, comprou uma casa pra mãe, uma casa para ele, voltou a comprar um táxi, ele falou: "Ganhei dinheiro na América". Então, o sistema lá ele é assim, essas coisas do dia a dia que que que o policial aprendeu é tudo praticamente na hora e >> já resolve, né? >> Acaba com o inquérito policial, acaba com o processo, acaba com a perícia. Hoje não, tem que fazer papel, papel, papel. >> Nós fazemos retrabalho, né? Você imagina o policial, você pegou o flagrante aqui,
aí eu vou lá, faço um boletim de ocorrência pra PM. Chego lá, doutor, ocorrência assim, assim, ass doutor. Beleza. O escrivão vai lá, faz outro boletim de ocorrência. >> É papel que não acaba mais, pelo amor de >> irmão. >> Não, >> de acordo com a versão nossa. Aí [roncando] vai no fórum, irmão. É Primeiro o doutor vai tocar um inquérito, vai papel para caramba juntar de prova, chega lá no fórum, mais papel de novo, oitiva, enfim, instrução do processo. Então assim, cara, é muito [ __ ] >> Quem que ganha com a demora, nantes?
Quem ganha é o bandido. >> Só o bandido. A justiça defensor d risada. O defensor risada. >> Porque quanto mais passa você esquece. As pessoas esquecem. >> Em tese, em tese o prazo processual, se eu não tiver enganado aqui no no de acordo com código de processo penal, é 90 dias você tem para concluir o processo. Acho que é isso aí, né, doutor? >> Três mesin >> é. Entendeu? Só que, meu irmão, o processo se estende por anos, por às vezes por décadas o processo penal aqui. >> Vai embora, então, então não adianta mexer em
firula. É, >> adianta. Concordo. >> Você tem que mexer no cerne, vamos liquidar com papel. >> E outra coisa, o nesses casos de do acordo, o cara pena, o polícia não precisa ir no fórum. O Nant sabe bem disso. Quantas vezes eu tô no meu dia de folga >> e eu tenho eu tenho que no fórum ser testemunha de um caso que eu fiz. >> E o polícia era sortudo, mano. >> E eu não ganho nada com isso. >> Por quê? Porque meu, o fórum só caía no dia da folga, mano. [ __ ] [risadas]
você não tem, >> mano. Polícia tem parece, eu acho que lá no forum >> o cara no cartório, ele ficava pesquisando, fazia conta, mano. Esse cara prendeu esse cara esse dia. Ah, ele vai estar de folga até o dia, pau. Aí >> via audiência via pro dia da folga, cara. Agora, ô Igor, vocês viram recentemente uma moça que é casada com Um sertanejo aí, diz que é famoso, tava lá parece que na Flórida lá com o carrinho dela e a polícia deu um sinal de highlight para ela parar e ela em tese não teria visto.
Ela acelerou e foi pega mais na frente. A habilitação dela estava com problema. No Brasil não dava nada, nada. Ela foi presa, presa levada paraa cela e em c dias teve audiência. Eu não sei qual foi a pena, mas já resolveu o caso. >> Já resolveu. >> Ou seja, se a gente não fizer essa desburocratização e pega a audiência de custódia e transforma numa audiência de instrução e julgamento. Se o cara falar assim: "Eu não cometi esse crime, eu não quero fazer acordo". OK? Então esse processo >> aí agora vira um processo. >> Nós vamos
correr, >> nós vamos correr >> agora o outro, >> o outro você já mata. Não tem que fazer perícia, não tem que fazer mais nada. O policial não vai ser ouvido. Então enquanto não fizer isso, eu não acredito em nada. Eu só acredito nesse tipo de mudança, >> celeridade. E o cara cumprir a pena. Rui Barbosa dizia: >> "Não adianta você punir uma pessoa de forma demorada". Ele falava o seguinte: "Justiça tardia é injustiça." Justiça tardia, ela não causa aquele Movimento de sensação de, "Pô, isso dá cadeia." >> Ah, isso é, é sim, >> isso
da cadeia. que nem essa moça que foi pegar lá. Teve um caso curioso, um delegado, não posso falar o nome, aposentado, ele tava em Miami no hotel e ele ficou no hotel tomando uns birinight lá, quando aparece uma moça mexicana muito bonita, toda arrumada, com roupa curta, encostou nele, começaram a conversar e a menina se apresentou como Garota de programa e ele tava naquele hotel na seca. A menina falou um valor e ele falou: "Eu vou topar porque eu tô aqui no hotel, é só subir, >> faço o serviço e pago". Quando ele estava andando
do desse local do bar até a o o elevador que era longe, ele lembrou de um filme que nos Estados Unidos é uma coisa que lá pode e aqui não pode, é o policial fazer um flagrante preparado. Você prepara um flagrante. >> Uhum. E ele pensou, essa menina pode ser uma policial e se ela for policial eu posso ser preso por crime de prostituição, porque lá é crime e ele começou a olhar pra menina andando, ele falou: "Será que é policial? Mas será que é uma policial? Porque foi muito fácil, mas eu posso ser preso.
E se eu for preso? Eu nem falo a língua. Quando chegou na >> no elevador, ele falou: "Olha, eu não tô passando muito bem, >> vamos deixar para outro dia." Você veja o que é o peso da lei. O peso da lei faz você recuar. Deixa, deixou por causa de um filme. O cara abandonou os instintos dele. Vai ser para filme. >> Agora o a outra mudança que eu faria além dessa, que já resolveria muita, muita parte, é você permitir que a polícia faça o flagrante preparado. Flagrante preparado é você induz a pessoa, né? Exemplo,
o policial lá nos Estados Unidos, eles montam lá uma banquinha, quem vai comprar já sai em cana. >> Sabe essa coisa de você preparar? Você põe um carro num determinado lugar com GPS, com câmera, se alguém pegar, você segue e prende. Aqui você não pode fazer isso. É flagrante preparado. >> Bota uma esquinha muito. >> Na realidade, até os próprios flagrantes. Hoje a gente tá tendo muita nulidade durante o processo do durante o Curso do processo. Estão considerando provas >> anuladas muitas vezes por, ah, meu, não justificou direito a abordagem, afundada suspeita durante a abordagem.
E você vê o processo. Ah, o cara tava com 400 kg de droga. >> Mas tu não tinha por ir lá olhar, >> mas tu não tinha porque abrir o carro para olhar. >> Para que que tu abriu o carro do cara? Por >> que tu abriu? O que que fundamentou afundada suspeita sua? Não tinha 400 kg ali, pô. >> Aí não. Aí esquece que tinha 400 kg. Vamos conversar porque que você abordou o cidadão. É, vamos conversar porque você abordou o cidadão e aí você acaba sendo colocado em cheque. >> Isso é muito porque
da abordagem, mas muito, cara. Esquece o crime que ele tava cometendo. Vamos falar do seu crime do qualquer comigo, ó. Qual que é? Eu Não gosto. Eu tenho 41 anos, sou pai de família, eu não quero ser escolachado por ninguém. Certo. >> E aí? Exato. Então, outro dia eu tomei uma dura. Eu acho que eu não te contei. Eh, eu eu tava indo pro SBT, era [roncando] o Teleton, era o dia do Teleton e eu ia estar lá no Teleton e sei lá, no dia anterior eu fui em algum lugar, deixei numa garagem o carro,
os caras tem mania de desligar a [ __ ] da luz que fica no automático, o filha da [ __ ] desligou. E aí eu tô indo pro pro SBT e é longe para [ __ ] Eu saí de dia e quando eu cheguei tava anoitecendo. Eu não me liguei que tava >> painel aceso. >> Então eu não me liguei que eu tava sem luz. Só que o polícia que tava atrás de mim, ele veio, me parou, porque qual foi? Ele viu que eu tava sem luz e aí ele olhou assim e ele, pô, foi
olhar a placa ali. Qual foi? O meu carro é vermelho, mas eu dei um ele ele no Documento, ele tava ainda não tinha mudado. Sei, sei, sei, >> mas é meu carro bonitinho, tudo certinho. E aí o cara me parou >> e [ __ ] todas as paradas lá, entendeu? Ele não me tratou como, ele me tratou como um cara normal. Todas as paradas, bota a mão aqui, bota a mão ali, todo cuidado. E eu, [ __ ] bota a mão ali, bota a mão aqui, abre, não sei, abre a porta aí, abre ali, não
sei o que. O cara olhou a [ __ ] toda lá explicando o Que que tava acontecendo. Ele me explicou porque que ele me parou. >> Ele falou: "Pô, te parei porque tu tava todo apagado, a gente achou estranho, fom olhar a placa, tava escrito que era preto, >> falou: "Achou que era placa?" >> Me parou >> suavemente. Trocamos ideia ali, perdi um tempo que eu sou um otário, porque eu que vacilei, né? Não, mas foi embora. Se for assim, meu irmão, junto, pô. >> Mas esse aí geralmente é o padrão. Tem que ser isso
padrão. É o padrão. É o padrão. >> O problema muitas vezes e por exemplo, você ofertou respeito já desde o início. Só de você contar aqui já dá para ver o problema. Hoje que nós estamos e estamos tendo um conflito e aí talvez pode ser ligado até conflito de geração. >> Muitas vezes é que o policial ele já chega para abordagem sendo hostilizado e aí meu irmão, vai virando a bola de Neve. O cara quer medir o braço de ferro e aí o cara fala mais alto, o policial vai falar mais alto, daqui a pouco
tá se embolando >> e aí já vem mais meia dúzia para cima que acho que o polícia tá errado também. Mas quando há o respeito múo, por exemplo, você respeitou o trabalho dele, parou por Eu parei, entendeu? O que que eu tava fazendo de errado, verdade? >> Queria tá fazendo nada errado, entendeu? >> Mas hoje, >> não, meu irmão, desculpa, [ __ ] >> Não, cara. E e esse é o legal do trabalho policial. Acho que é é esse que tem que ter o o civ o o civismo e o e e de ambas as
partes assim, o o policial ele também tem que est entender muitas vezes o abordado, porque você bate o olho, você fala: "Porra, realmente às vezes acontece de não, o que ele falou tem lógica". >> Aham. >> [ __ ] ele não é um vagabundo, ele é um Cara que tá sendo bem educado. Então vamos, >> eu tô ligando pra minha mulher aqui para [ __ ] cara. >> É, entendeu? Porque muitas vezes acontece também de não entender. Eu eu costumava dizer e abordagem e não tenho preconceito nenhum quando nordestino. Muito pelo contrário, minha família toda
é nordestina, mas é complicado abordar. Tinha alguns cidadãos ou alguns cidadãos nordestinos que era difícil abordar >> porque o cara tem a questão da honra. Eu sei. >> Pera aí. Você vai passar a mão no corpo do cara e ele fala assim: "Meu, eu sou trabalhador". E você, e muitas vezes ele sente a dignidade dele ferida mesmo durante uma busca pessoal. >> E é complicado de você lidar numa abordagem dessa, de você conversar com o cara e fazer ele entender que aquilo é bom para é bom até para ele, que nós estamos fazendo serviço preventivo.
Eu Tinha estato de de vir conversar primeiro, acalmar o cara. Falou: "Porra, meu irmão, não é assim. Não fala, não fala desse jeito que de repente você pode ser mal interpretado, você pode, as suas palavras estão suando com uma palavra de marginal e você não é marginal, você é um cara trabalhador. E muitas vezes, na maioria das vezes, eu conseguia conscientizar o cara, o cara fala: "Porra, meu, esse trampo aí é bom para mim. Nós estamos aqui para prender Bandido. Você não é, graças a Deus. Você vai embora. Estamos junto. Então, mas é importante também
o policial saber fazer essa leitura que muitas vezes, cara, você não conseguia dar geral, meu. E aí o cara brucutuzão trabalha na obra, mano. >> Aí a foto tem que levar um trabalhador pro bagulho sabendo que o cara trabalha. >> Vou sair na mão com o cara desse, eu vou bater nesse cara, irmão. >> Não vai, porque tu apanhar, né, Nant? Não, mano. Mas eu tava armado. Eu treino Tauro Gits e Glock Gitson. Mas não é justo eu usar minha arte marcial contra esse cara. >> Porque tu sabe que ele não é vagabundo. >> Porque
eu sei que ele não merece, que ele não é vagabundo. >> Ele tá puto, porque [ __ ] a honra dele. O cara deve ser [ __ ] meu irmão. >> Examente. Então aí você tem que ter aquele jogo de cintura. Calma, fica pá, vai. Daqui a pouco a gente consiga Levar. >> Agora, agora tem uma coisa interessante, o o meia-noite, vamos voltar no meianoite. O meia-noite, >> daqui a pouco, se você quiser, eu levanto ao Instagram dele que é o cara legal. O meia-noite me conta ali o seguinte. Ele falou: "Lordelo, nos Estados Unidos
não existe abordagem, tá? >> Sim, >> lá não existe >> busca pessoal. >> Não, não existe. Zero, zero. Não existe parar um carro para averiguar. Não existe. Não existe você parar um parar na rua, mão para cabeça. Não existe. Só que nós temos que entender realidades. [roncando] >> É, vai namorar >> os americanos, o americano, o americano. Você cometeu um erro, um erro pequenino. Você tá preso, >> não tem conversa. Você tá preso, coisa pequenininha que aqui no Brasil nem crime é. Você tá preso. >> Excesso de velocidade lá, tá preso. Tira do carro. Eles
não abordam ninguém. não aborda ninguém, porque [limpando a garganta] o carro você verifica, você faz a leitura de placa, >> você entendeu? Nós já temos aqui no Brasil também a questão do celular, aonde você pode pôr no rosto de uma Pessoa e eu te identifico. Então, então essa questão da abordagem, ela vai acabar aqui, ela vai acabar >> porque os meios tecnológicos resolvem isso sem poder te incomodar. Só que quando a pessoa erra lá ocorre uma rapidez. Só que nós temos que entender o seguinte, o americano para ter paz social, para você ter uma noção,
nós temos no Brasil 750.000 presos hoje. Sabe quantos presos tem nos Estados Unidos? >> Não. >> Num país que em tese não tem crime, 2.300.000 americanos presos. Só que, mas só que tem além de 2.hões 300.000, Nós temos mais 4 milhões de presos que estão na rua porque já cumpriram uma pena. Só que lá eles estão sendo vigiados. Não é como aqui que tipo é uma tornozeleira que você faz uns trambique na tornozeleira. Então você tem 4 milhões mais 2300, são 6.hõ300 de Americanos em tese presos. E nós temos no Brasil 760.000. O que que
acontece? Pra gente chegar lá nesse patamar, nós precisamos ter uma polícia que trabalhe e você tem que ter uma ferramenta que facilite esse trabalho, que hoje, infelizmente, tem que ter essa mão paraa cabeça. >> Uhum. >> Mas a realidade deles é outra, porque como eles encarceraram tanta gente lá, eles respeitam. Só que nós estamos numa Fase ainda menor que a deles, que nós precisamos colocar bandido na cadeia. Vou te dar um outro exemplo interessante. Todo mundo fala de El Salvador. >> Uhum. Todo mundo, ah, lá resolveu. E ele e ele fez o certo. Ele tem
um país de 6.300.000 pessoas que moram. É o e é é menor que o Maranhão. >> Uhum. >> Ele é [limpando a garganta] menor que o Rio de Janeiro, que a cidade. Então ele já tem é pequenininho. >> São Paulo. Só a cidade tem o dobro de população. >> Só que lá ele tinha crime para caramba. Quantas pessoas presas? 20.000. O Buquell falou me pessão, como é que a gente abaixa? Então meteu o cara na cadeia, >> tranca todo mundo. >> Ele construiu o presídio e ele meteu 100.000 100 com 20 deu 120. Hoje o
país é tranquilo. Aí eu fiz o quê? Eu peguei o número deles de prisão relacionado com o número de moradores que são 6003 e comparei com o nosso Brasil >> com 214 milhões de pessoas. Então nós temos hoje eh 750 760.000 presos. Nós precisaríamos para equiparar a o volume de presos do do Bukelli, nós precisaríamos ter quase 4 milhões de brasileiros presos. Se você tivesse hoje 4 milhões de brasileiros presos, nós não estaríamos falando desse assunto aqui no seu podcast. Por quê? Porque você traria a paz social e provavelmente daqui a 15 anos a gente
diminuiria essa população, porque 15 talvez o população >> que vai gerando uma ordem. As pessoas vão se acostumando com a ordem, porque é isso da cadeia. >> É, eu eu fiz um debate com [roncando] um egresso, um ex-detento, que foi preso com uma tonelada de maconha. >> O quê? >> Uma tonelada de maconha. No ele estava no debate lá. E aí eu lembro que que eu falei que a pena de morte, penas rígidas, rigorosas. E uma das afirmações minha era que a pena de morte ela reduziria os crimes. Aí ele veio, não, só vai morrer
preto, pobre. Aí eu falei, não é a não é a pena em si, não é a maneira que ela vai ser executada. E eu falei: "Eu te provo, você foi preso com uma tonelada de maconha, certo?" Fui. Eu Falei: "Se você soubesse que uma das penas que você poderia responder, que você poderia ser morto por estar carregando essa droga, você carregaria?" Aí ele falou: "Não >> é imediato". Falei: "Então reduz o crime, >> vai reduzir porque você desestimula com penas rígidas, rigorosas, eficazes e que são rápidas para ser aplicadas. >> E uns amiguinhos passando ali
mesmo e passando por elas mesmo." >> Exatamente, meu irmão. O cara começa a retrair, que é o caso do que acontece Estados Unidos. Eu tava lá, meu, pergunta se eu acelerei o carro assim, é muito assim, dá dá vontade. Você aluga um carrão, mano, aluga um dodge, pega aquela rodovia, um tapete, você não acha um buraco, você procura, >> mas pergunta se você acelera, >> se dá vontade de você acelerar. Você não acelera, meu irmão. Ela falou, a rapaziada que mora lá, os camaros falou: "Meu, aqui é tranca, se os caras te pegar, você vai
pra cadeia". Falei: >> "El olha que coisa feia, sargentozino, vereador é da rota tomando esc. >> Tu foi para onde? De onde tu tava? >> Na Flórida. >> Na Flórida? Lá na Flórida já é legalizado. Tu fumou um baseado lá? >> Não, você é louco, mano. >> Nem se fosse, cara. Não é do [risadas] meu peri falar que os cara fum até os polin Legalizado. Aham. Mas >> entendi. É, mas eu acho que a gente tem razão. Eu eu acho que o Mas esse ano vai ser um tema bastante relevante, especialmente porque é um ano
de eleições, então ele é um tema relevante para todo mundo que vai que lida com isso, né? Inclusive tem eh a gente viu no ano passado, foi um tema relevante quando teve lá a a operação do Rio. A gente teve mais operação. >> Puxou um bonde, né? puxou um bom de bom agora do legislativo. >> É, >> é o legislativo essa semana, a semana, essa semana aqui teve duas votações importantes, né? Foi o PL antiacção e a PEC da a PEC da segurança pública foram aprovadas. O PL antifacção ele já ele ele tinha sido aprovado
na Câmara, foi pro Senado, foi aprovado, voltou pra Câmara porque teve emenda no texto da pelo Senado. E essa semana, isso essa Essa que foi o o PL antifacção foi o que o Derrite foi o relator. >> OK. >> E relatou muito bem, inclusive traz um endurecimento muito grande de penas, principalmente ligadas ao crime organizado. Cara, você vê que hoje nós estávamos falando de o máximo de pena ser cumprido de 30. Agora você pode chegar até o cumprimento de 60 anos se a pessoa tiver ligação com crime organizado. Então tem um endurecimento Muito grande. Eh,
outros fatores, por exemplo, do do da PEC de segurança pública, uma [ __ ] de uma vitória, cara. Eu num num análise minha rápida também, >> a gente a gente tem evoluído, porque antes era difícil a gente conseguir mudar, principalmente leis no no tocante a crimes, né? lei penal era difícil da gente conseguir algum tipo de alteração. Nós conseguimos alteração da Constituição. Eh, uma delas a institui inclusão da das guardas municipais como Polícia, que de fato são atuam como polícia no país inteiro. Hoje não é innegável. Hoje a guarda municipal da cidade de São Paulo,
por exemplo, é maior que 10 polícias militas militares de 10 estados do Brasil. >> Isso daí tá prevendo armar os caras. Ele já anda armado >> já tem. Não, aqui aqui não. Alguns, por exemplo, no Rio de Janeiro, no que a guarda era desarmada, tem alguns estados, mas assim, o que traz, traz uma Padronização, tem o Sistema Único de Segurança Pública, que eu acho que é uma das maiores vantagens hoje, porque nós tínhamos, nós temos ainda, né, limitações de comunicação, limitações de informação, que é algo que nos Estados Unidos é perfeito, todos os órgãos são
integrados. É um número de emergência, meu irmão, você ligou, eles vão disparar o veículo certo para você. Certo? >> Entende? E aqui a gente tem 10 números de emergência, você não sabe para quem Ser liga. E na hora da emergência, pera aí, eu acho que eu não sei se acaba ligando para 90 liga vai ligar pro 90. Então hoje era uma das, por exemplo, chateações minhas. Estava no patrulhamento aí, carro de Minas, [ __ ] essa placa aí é de fora. Vamos abordar. Você abordava, cpom, uma placa, ô companheiro, não dá para ter informação porque
é de outro estado. >> Ah, [ __ ] Ah, não. O cara roubou na Divisa que você pega a fronteira de Minas com São Paulo é gigante. Não, não dava para você saber. Os sistemas não se comunicam, a o serviço de inteligência não se comunica. A PF não sabe o que você tá fazendo, a polícia civil não sabe o que a PM tá fazendo, a guarda não sabe. Então assim, infelizmente, >> e o crime organizado >> e o crime extremamente organizado. O crime não tem fronteira. >> Aham. E as informações das polícias, dos Órgãos policiais,
de modo geral, independente se é federal, estadual, municipal, não pode ter fronteira também, não pode ter barreira, cara. A gente tem que est todo mundo organizado de maneira, eu sou a favor até de falar no mesmo rádio, parece que a gente vê no seriado americano, o cara chama daqui a pouco surge 200 viaturas, não importa se é viatura municipal, estadual, federal, vem todo mundo. É o que tiver mais próximo. Eu sou a favor de ser até a Mesma canaleta de rádio por região. Entendi. >> Então assim, porque aí sim você começa a confrontar o crime
de de frente de uma maneira inteligente e compartilhamento de informações, meu. Então assim, agora quer ver o que nós estamos atrás. Ninguém, ninguém nem debate. São os crimes digitais, >> esses aí. >> Ninguém nem debate. Olha, eu vou falar uma coisa. Eu eu eu sou eu gosto de Escrever livro sobre dica de segurança no Instagram. Eu só falo de segurança. >> Os números são aterrorizadores. Em 2025 no Brasil nós tivemos, Igor, 53 milhões de boletins de ocorrência de gente que perdeu dinheiro por causa do celular. 53 milhões. Sabe qual foi o prejuízo? >> Hã? que
que essas pessoas, muitas inocentes, idosos, gente que não tem habilidade com o celular, que não tem habilidade de lidar com com uma com um Pix, você vai cair duro. O prejuízo foi de 153 bilhões de reais. Bi bi. E essas pessoas não são capa de jornal, não são capa de TV, ninguém fala em podcast. Por quê? Porque é um cara que foi vítima de garotos que nasceram na pandemia e que estão ficando rico, dando golpe. E essa pessoa é solitária, ela perde o dinheirinho dela, ela perde a poupança. Aconteceu a semana retrasada na Rede TV,
o meu operador de ódio me procurou Preocupadíssimo antes ela falou assim: "Lordela, a minha mãezinha que é idosa, aposentada, sofreu um golpe". ligaram para ela dizendo que ela não tinha feito recadastramento e que agora que ia cair a a aposentadoria, ela não ia receber. A mulher entrou em pânico. >> Aham. >> Olha, mas como é que eu faço então para me recadastrar? Falou: "Olha, senhora, tem que ir no banco tal, agência tal". A pessoa sabia onde ela morava, pegou um Banco muito longe. Ela falou: "Nossa, mas é longe". Ela falou: "Ó, se o senhor quiser,
nós podemos fazer online". >> "Ah, eu posso". Ele mandou um link. [ __ ] >> esse link era aquele link que faz com que você tenha acesso ao celular dela a distância. >> Aham. >> Bom, ela fez a sua operação. O que que ela tinha? Ela tinha R$ 6.000 de uma aplicaçãozinha que levaram embora e ela Tinha, eles fizeram um empréstimo de 10.000 e ela demorou para descobrir. Quando ela descobriu, chama o filho, que é o operador de áudio da Rede TV, ele começa a verificar. Mas mãe, o que que a senhora fez? Ela nem
sabia direito. Bom, foram e eu, ele, ele é meu operador. Eu, eu dei todas as dicas para ele, falou: "Ó, tem que fazer um BO bem feito. Você vai no banco dizer o que aconteceu, porque vazou a informação do banco. O banco vai te pedir 10 dias para apurar e Eu já vou te adiantar que o banco não vai te ressar seu dinheiro e você já arrume um advogado." Bom, nesse período e ontem que eu gravei, ele me procurou, ó, Lordelo, queria te agradecer. Eu consegui resolver parte do problema. Falei: "Que que você resolveu?" Eu
resolvi que eu eu não podia pagar esse financiamento de 10.000 porque tava na conta dela. >> Sim. >> E caí a a a a pensão dela, Aposentadoria, já descontava. Qual que foi a ideia dela, deles? Fazerem a portabilidade para outro banco. O banco não queria fazer portabilidade, que é o direito dela. >> Com muito sacrifício, ele rodou, rodou, rodou, ele conseguiu. Eu falei: "E o processo?" Ele falou: "Lord dela, não vou mover processo porque o advogado que eu arrumei me pediu R$ 6.000 >> e não deu garantia. Então essas pessoas perdem o seu dinheiro, dinheiro
de uma Poupa, de uma vida, não consegue se virar >> e não consegue se virar. Não tem ninguém falando disso, não tem lei, não tem nada. É o cara tomando o [ __ ] E essa garotada da pandemia com o celular na mão, >> os caras tão na Bahia aplicando o golpe de São Paulo, tão no México aplicando o golpe. Meu, uma loucura. Já viu o golpe que eu quase caí essa semana? >> Quase caí. Até bom a gente deixar de Alerta aí. >> Você sabe que agora tá sendo instalado vários pontos de bomitoramento nas
rodovias, que é aquele pedágio ponto a ponto. >> Hum. Eu [roncando] peguei, troquei de carro recente, peguei, peguei um carro novo, tava sem a tag, fui viajar e aí passei alguns lugares que era aquele aquele tipo de pedágio novo. E eu sei que você entra no site pedágiodigital.com, Pedagodigital.com. Você entra lá, consulta a sua placa e verifica se tem as passagens, você vai lá e paga, cara. e demora uns dias para cair isso aí. Então, vira e mexe tô consultando a placa. Aí eu [limpando a garganta] pedag, cliquei no primeiro link que apareceu. Aí quando
eu consultei a placa apareceu assim, ó, pague agora, senão você vai ser mutado imediatamente. Se você não pagar agora, [ __ ] de uma pressão Psicológica. Eu bati o olho, mano. Eu falei: "Meu, [risadas] pera aí. Não é assim para fazer uma multa, mano. Aí, meu, pá, aquela alerta assim, ó. você vai ser mutado, artigo tal, tantas passagens. Falei, mano, não passei nessa rodovia aí, tal e o valor para eu pagar tava lá R$ 40, R$ 39. >> O que que a maioria das pessoas vão fazer? >> Vai pagar os R$ 40. >> Porque R$
40 R$ 40, irmão. Só que você Imagina 1000 pessoas pagando num dia >> e acontece, tá? Então assim, aí eu eu fiz uma análise rápida ali e tal, eu falei: "Não, meu, deixa eu voltar aqui, pera". Aí fui lá, você clica lá na página para editar e tava lá aquelas aquelas páginas com o nome tudo esquisito, não era o site oficial, >> só que a página, o site idêntico idêntico do pedágio digital. >> Então isso aí provavelmente é uma molecada. Eu já meti uma denúncia lá na Hora. Só que o que acontece, são tantos golpes
da internet, nós temos uma delegacia na Polícia Civil lá no prédio da HPP de crimes de crimes cibernético. É uma [ __ ] numa delegacia, irmão. Só como é que você dá conta de milhares ou talvez milhões de crimes por dia que são cometidos? >> O golpe da moda que eu vou trazer pro seu programa é o seguinte: entre agora na sua fatura do seu cartão de crédito ou do seu cartão de banco. >> Hum. >> Porque ninguém olha, >> sim, >> você paga. Então, por exemplo, você tem um você fala: "Pô, eu gasto R$00
por mim, você tem uma, você tem uma noção da sua despesa entre Igor, você vai encontrar lá que tem um gastinho lá de R,50, você vai encontrar um gastinho de R$ 13. Eles estão fazendo isso. >> É, >> eles jogam um valor pequeno em que as pessoas não olham e você fica meses e anos pagando 70 no final 70 por mês, 80 e você não repara. É isso. >> Só você reparar isso, você vai verificar. >> Não, eu devo estar pagando, mano. Meus cartãos tudo deve ter uma parte que não olho. 153 B o ano
passado. Então é algo que o Brasil deixou para trás. >> A vítima fica sozinha. Lá no meu Instagram eu recebo gente desesperada Que perdeu dinheiro. Gente que entrou no leilão online e perdeu 80.000. O outro, olha, é uma loucura. E nós ficamos para trás. >> Eu tenho um negócio que eu tenho feito sempre é usar cartão virtual. É isso daí ajuda bastante subo aí a cada um mês eu vou lá e troco. Ajuda >> aí mudo e tudo porque >> é >> o físico. >> Uma coisa legal também que eu eu vou Alertar ao nosso
público aqui é o que eu chamo de código de segurança da família. Que que é isso? Eh, hoje, agora com o IA, é muito fácil alguém ligar, alguém mandar uma mensagem ou aparecer para alguém do seu familiar dizendo que é você ou eles estão alegando que você está sendo mantido eh sequestrado com a sua voz, essa coisa toda. >> Como é que você vai saber se é golpe ou não? E na hora do momento de pressão Emocional é muito difícil. Então, tudo isso se resolve com o código de segurança familiar. Você junta a sua família
e vocês vão criar uma palavra ou uma frase, por exemplo, o nome do seu primeiro cachorro, >> uma pergunta, uma resposta. >> Esse é o código de segurança então qualquer pessoa que te ligue te ameaçando que um familiar tá sequestrado ou que tá rendido, você f mantém a calma, fala: "Olha, tudo bem, eu pago, Eu só preciso que você fale com ela e pergunte para ela qual é o o o código de segurança familiar." Nesse momento ele sabe que não não existe porque é falso. Ele vai começar a te xingar, eu vou matar, eu vou
matar, mata agora. E tudo isso você vai ter certeza que é golpe, >> porque se você não tiver esse truque, você acaba entrando, a sua mente fica tão preocupada que o seu parente vai morrer e você pega e faz. >> E o Leonoratário fica bravo, hein, mano? Quando você descobre ele, cara, é maior, >> é maior barato. Eu já já tirei um barato com os dois, três desse aí que tem toda golpe. Tem uns que eu tento ir, pra Vamos ver até onde esse cara chega aqui. O cara fica falando no WhatsApp. >> Você viu
o cara que deu um golpe no cara, mano? >> O cara que tava ia tomar o golpe e deu golpe, >> deu golpe. Você viu isso aí, mano? [risadas] [ __ ] foi da hora. >> Não, vou ter que ir no banco agora, meu irmão. Tu tem que ir no banco. E o cara apavorando ele, ele vai na Não, mas calma. Eu vou agora. Eu tô indo não, mas eu vou sair de casa aqui. Tô, eu tô no Wi-Fi, como é que eu faço? Não vou conseguir chegar no banco. Aí fala: "Não, mas [ __
] não, tô sem crédito, então coloca R$ 20 aí". Aí o cara vai, o ladrão coloca R$ 20 de crédito para ele, cara. E é o áudio real. [risadas] O ladrão fica puto para [ __ ] >> Que otário me de conta. conseguiu. Bom, gente, muito obrigado pela moral, obrigado pelo tempo de vocês, obrigado por virem aqui, eh, bom, a gente falar de umas coisas horrorosas aqui, falar um pouco também de futuro. Eh, que segurança pública, como a gente estava falando, vai ser um assunto bastante quente esse ano. >> Ainda resta esperança, entendeu? >> É,
ainda tem algumas coisas andando >> ainda aí. Não tem coisas boas andando no país. Aí eu acredito que terão muito mais para vir. >> Beleza, >> a galera tá com resta esperança ainda, viu, rapaziada? Não desanima não, meu >> Nante. Obrigado. Quer falar alguma coisa? Isso daqui a tua câmera. >> Agade isso aí. Só um abraço pra rapaziada aí. Muito obrigado aí pela oportunidade também você, meu irmão. Tamo junto. >> Valeu. O Jorge. Esse daqui >> grande Igor. Muito obrigado pelo convite. Sou seu fã. Para. Fiquei contente de estar aqui com o meu velho amigo.
E eu queria, se eu me permitir e falar aqui quem quiser saber dessas histórias que eu contei no meu canal, na cena do crime, a gente conta as histórias do começo ao fim com muito detalhe. O meu Instagram, a a o YouTube é o na cena do crime e o meu Instagram Jorge Lordelo Real. >> Boa. Obrigado, Jorge. Obrigado Nantes. Obrigado vocês aí que assistiram e é isso, cara. Compartilha isso aqui com todo mundo. Manda lá no grupo da família, manda no grupo lá dos Noia, manda no grupo da igreja, manda no grupo dos, sei
lá, onde você quiser, tá bom? Eh, no mais aí segue os caras, a gente vai deixar tudo aqui no comentário fixado, se vocês encontrarem com facilidade. E na descrição tem aí também o o Discord para você sugerir eh Candidato, sugerir eh convidados e temas de episódios também. Vira membro que tem conteúdo todo dia e a gente se fala depois. Beijo. Tchau.
Video correlati
My Daughter Survives WORLD'S TINIEST CAR
31:45
My Daughter Survives WORLD'S TINIEST CAR
Jordan Matter
6.1M views
Survive 100 Days In Nuclear Bunker, Win $500,000
32:21
Survive 100 Days In Nuclear Bunker, Win $5...
MrBeast
340M views
Survive 30 Days Chained To Your Ex, Win $250,000
37:04
Survive 30 Days Chained To Your Ex, Win $2...
MrBeast
187M views
50 Ways To Use Chocolate
47:11
50 Ways To Use Chocolate
Nick DiGiovanni
12M views
Destroy Your House, Win a New One!
34:35
Destroy Your House, Win a New One!
Stay Wild
2.5M views
Men Vs Women Survive In The Wilderness For $500,000
31:48
Men Vs Women Survive In The Wilderness For...
MrBeast
217M views
Opening his Dream Christmas Present
24:18
Opening his Dream Christmas Present
The Royalty Family
9.1M views
1000 Players Simulate Civilization: Boys vs Girls
52:36
1000 Players Simulate Civilization: Boys v...
MrBeast Gaming
12M views
Ronaldo vs My Unbeatable Goalie Robot
26:34
Ronaldo vs My Unbeatable Goalie Robot
Mark Rober
29M views
50 YouTubers Fight For $1,000,000
41:27
50 YouTubers Fight For $1,000,000
MrBeast
433M views
Defeat This Minecraft Boss, Win $100,000
26:08
Defeat This Minecraft Boss, Win $100,000
Karl
21M views
Beast Games | Episode 1 (Full Episode)
35:35
Beast Games | Episode 1 (Full Episode)
MrBeast
63M views
BOYS vs GIRLS Trapped in a TINY ROOM
32:40
BOYS vs GIRLS Trapped in a TINY ROOM
Jordan Matter
50M views
Survive 100 Days In Prison, Win $500,000
39:36
Survive 100 Days In Prison, Win $500,000
MrBeast
136M views