Oi minha querida eu sou a Alda tenho 77 anos e moro aqui em um cantinho do interior de São Paulo para quem não sabe tenho muitas histórias para contar histórias que Vivi e que marcaram minha vida antes de começar a minha história queria pedir uma coisinha tá se você gosta de ouvir histórias de vovó não se esqueça de deixar o seu like e se inscrever aqui no canal isso é muito importante para mim pois me ajuda a continuar contando tudo para vocês e me conta de onde você está assistindo minha história eu adoro saber onde
minhas histórias estão chegando não deixe de assistir até o final porque o final vai te deixar muito chocada agora sem mais demora vou contar uma história que aconteceu lá atrás quando eu ainda era bem novinha e trabalhava no Cafezal quando eu tinha meus 23 anos a vida no interior era bem difícil sabe não tinha muita oportunidade para quem era da roça Então tudo o que eu queria era trabalhar ajudar em casa e claro ter algum dinheiro para ajudar minha mãe eu morava com meus pais numa pequena casinha de tijolos lá no meio do campo onde
a vida era bem simples A gente cultivava uns legumes criavam os animais mas não era o suficiente para manter tudo em ordem então um dia um vizinho o seu José me contou que o Senhor Antônio o dono do maior Cafezal da região estava Precisando de mais gente para trabalhar na colheita ele falou Alda você é forte e boa de serviço por que não tenta lá eu fiquei um pouco nervosa né porque trabalhar no Cafezal não era fácil o café precisa de muito cuidado é um trabalho pesado mas eu estava precisando Então fui atrás dessa oportunidade
e gente quando cheguei lá Nunca imaginei o que aconteceria eu entrei no Cafezal e vi aquele monte de café pela terra o aroma no ar o sol quente batendo nas folhas foi ali que comecei minha jornada entre as árvores de café e a terra vermelha do interior o Senor Antônio o dono do lugar me recebeu e me disse que eu começaria logo no outro dia ele parecia um homem calmo sério mas com aquele jeito de quem tinha vivido muito e eu eu só pensava em fazer meu trabalho direito e voltar para casa no fim do
dia mas olha o que eu não sabia é que com o tempo ele começaria a olhar para mim de um jeito diferente naqueles tempos não tinha esse negócio de banco de conta corrente cartão de crédito nada disso o pagamento era feito do jeito mais simples e direto que vocês podem imaginar todo final de semana a gente ia até a sala do senr Antônio para receber o dinheiro na mão assim de forma bem antiga sabe nada de transferência nada de boleto era era o dinheiro ali bem real na palma da mão era sempre a mesma coisa
a gente se arrumava e no final da semana todos os funcionários se reuniam na casa do Senor Antônio Cada um ia lá pegava seu pagamento dava o bom dia e já saía de lá pensando no que fazer com o que tinha recebido Eu lembro que naquele tempo eu ficava ansiosa para pegar meu dinheiro Afinal era aquilo que ia ajudar minha família a sobreviver mais uma semana o Senhor Antônio por ser o patrão sempre estava lá sentado em sua cadeira de couro com um olhar sério entregando as cédulas com a mão firme como quem já estava
acostumado àquela rotina mas sabe o que mais me chamava a atenção não era o dinheiro em si mas o jeito que ele olhava para mim toda vez que eu entrava na sala era um olhar diferente sabe como se estivesse me vendo não apenas como a Alda funcionária mas como algo mais no começo eu não entendi direito mas com o tempo comecei a perceber que ele me observava com um certo interesse e claro eu ficava sem jeito porque o Sr Antônio era muito mais velho que eu e eu estava ali só para trabalhar e cumprir minha
parte mesmo assim sempre que chegava esse momento de receber o pagamento meu coração ficava acelerado porque eu sentia Aquele olhar dele e e eu bom eu só queria o dinheiro para ajudar em casa e seguir minha vida sem complicação o Senhor Antônio tinha 48 anos naquela época para mim ele parecia muito mais velho Claro porque eu era jovem com 23 anos cheia de vida e sonhos ele era o patrão tinha seu Cafezal suas terras e estava sempre lá comandando tudo com aquele jeito firme eu a perceber que ele estava me observando de um jeito diferente
como se quisesse mais do que apenas o meu trabalho Mas para ser bem sincera com vocês não era isso que eu queria eu não queria ser apenas mais uma mulher que ele olhava com interesse eu estava ali para trabalhar e só isso então eu resolvi contar para meus pais como quem conta qualquer coisa que está te incomodando sabe só que eu não imaginava a reação deles quando eu falei pro meu pai e para minha mãe sobre o que estava acontecendo eles logo começaram a falar ué Alda o Senhor Antônio tem um Cafezal é um homem
rico vai te dar uma vida boa eles eram assim sempre achando que a gente tinha que se casar com alguém de boa posição financeira não ligavam se a gente amava a pessoa ou não eles pensavam que o que realmente importava era a estabilidade o conforto eles queriam que eu me casasse com um homem que tivesse dinheiro que pudesse garantir um futuro sem preocupações como se isso fosse o mais importante de tudo E aí foi quando eles começaram a me pressionar eles disseram você precisa ver o que o Senor Antônio pode te oferecer Alda ele tem
tudo vai te dar uma vida tranquila meu pai até falou que eu deveria aproveitar Essa chance porque era uma oportunidade única e que depois de casada eu não precisaria mais trabalhar tanto no Cafezal mas o meu coração não estava nessa história de não não adiantava nada eu viver uma vida confortável se não tivesse amor verdadeiro Eu sempre pensei que amor era o que realmente fazia a vida ter sentido dinheiro status essas coisas não eram o que eu procurava eu não sabia o que fazer porque por mais que eu respeitasse meus pais meu coração não via
aquele relacionamento da maneira que eles viam eu queria alguém que me amasse de verdade que olhasse para mim não só como alguém que pode trazer mais um Cafezal pro bolso dele mas como uma mulher que tinha sentimentos sonhos e desejos próprios eu sentia que não era isso que o senr Antônio queria de mim mas eu não sabia como explicar isso eu só sabia que não queria me envolver com alguém só por causa de dinheiro por mais que as circunstâncias me empurrasse que enquanto o Sr Antônio me observava de uma forma que me fazia sentir desconfortável
havia um um homem chamado Val que trabalhava na roça também mas de uma maneira bem mais simples ele era diferente Val era gentil educado e sempre me tratou com tanto carinho sem pressa sem forçar nada eu gostava de conversar com ele ele não tinha grandes riquezas nem um Cafezal mas tinha algo que dinheiro nenhum compra ele tinha um coração grande e uma alma boa Val começou a me cortejar de uma forma suave E com o tempo ele foi se aproximando cada vez mais de maneira respeitosa e me pedindo a permissão para pedir minha mão em
casamento Ah mas naquela época gente não tinha esse negócio de namoro livre como hoje em dia não era tudo diferente quando um homem queria casar com você ele tinha que pedir a sua mão ao pai e a mãe e só depois é que o relacionamento poderia começar não podia namorar assim sem mais Nem Menos sem o consentimento doss pais então Val com toda a sua simplicidade e Sinceridade foi até meus pais ele se apresentou falou do seu trabalho da sua intenção de cuidar de mim e mais importante de como queria me fazer feliz ele sabia
que eu era uma mulher simples do campo e queria me dar o que ele podia oferecer Amor respeito e uma vida juntos mas meus amores você vocês sabem como eram as coisas naquela época meus pais olharam Val e não gostaram nada do que ouviram meu pai que sempre foi muito exigente olhou para ele com desdém e disse você é um homem simples Val não tem nada oferecer para minha filha não tem terras não tem dinheiro e isso pra gente é o que importa minha mãe coitada não era muito diferente ela olhou para ele com aquele
olhar de desaprovação como se ele não fosse digno de mim só porque não tinha a riqueza que o Senor Antônio tinha eles não viam Val como alguém capaz de dar uma vida confortável para mim eles não viam que Val tinha algo que o dinheiro não podia comprar ele tinha caráter tinha honestidade e o coração puro mas para meus pais isso não bastava eles queriam mais queriam segurança material queriam uma vida sem dificuldades eles queriam ver a filha casada com alguém que tivesse riqueza alguém que pudesse dar-lhe Uma vida sem preocupações e claro Val não se
encaixava nesse quadro eu fiquei muito triste com isso porque no fundo eu sabia que Val era o tipo de homem que eu realmente queria mas meus pais não aceitavam isso e eu não sabia o que fazer era um dilema uma luta entre o que meu coração desejava e o que meus pais achavam que era melhor para mim eu lembro que certo dia quando fui receber o pagamento o Senor Antônio me chamou para conversar ele estava diferente mais calmo parecia até mais Gentil do que o normal ele me olhou de um jeito que eu confesso me
deixou um pouco desconfortável Mas de repente ele começou a falar de maneira muito respeitosa ele disse Alda eu tenho observado você e quero que saiba que gostei muito de quem você é você é uma Mulher trabalhadora bonita e tem algo que eu admiro muito eu gostaria de saber se você me permitiria pedir a sua mão em casamento ao seus pais naquele momento confesso que fiquei sem saber o que pensar o Senor Antônio sempre tão sério e rígido agora estava me falando de casamento com tanta calma e até um toque de carinho como se realmente fosse
algo que ele desejasse de coração ele não estava me pressionando mas estava ali com aquele olhar firme esperando uma resposta eu não esperava por isso nunca imaginei que ele o patrão fosse falar algo tão direto assim mas ele foi educado gentil e não parecia ter más intenções eu olhei para ele por um tempo pensando o que eu deveria dizer eu não queria ser Rude não queria ferir os sentimentos dele mas também sabia que a minha vida não podia ser só uma questão de interesses materiais então de uma forma bem tran acabei dizendo Senor Antônio se
o senhor quiser pode ir até meus pais e pedir a minha mão eu não estava totalmente certa do que estava fazendo mas ao mesmo tempo senti que ele merecia uma resposta eu não sabia o que o futuro reservava mas aquilo parecia ser uma decisão importante algo que de alguma forma Iria mudar minha vida e no dia seguinte ele fez O que disse o senhor Antônio foi até a casa dos meus pais sem hesitar como se tivesse certeza do que queria eu não sabia o que esperar mas meu coração ficou acelerado com aquela ideia de que
tudo estava acontecendo tão rápido ele chegou lá Foi bem educado com aquele jeito sério e pediu como qualquer homem da época fazia a minha mão em casamento aos meus pais e como eu já imaginava meus pais bom meus pais aceitaram naquela época o que mais importava para eles era o que o senhor Antônio tinha a oferecer Terra café dinheiro tudo o que faltava para noa famía vi mais conforto eles não est preocupados se me ou não mas sim com a seguran que podia me proporcionar E claro o fato de ele um homem dees pesou M
eu não sabia o que pensar fiquei sem palavras porque tudo estava indo tão rápido como se fosse um sonho que estava acontecendo sem que eu tivesse total controle Mas o que eu podia fazer eles estavam felizes e o Senor Antônio estava tão seguro do que queria Logo eles marcaram a data do casamento uma data que parecia estar tão distante mas ao mesmo tempo tão próxima tudo foi decidido em poucas horas minha mãe Correu para comear a planejar o vestido e meu pai já começou a pensar nos detalhes da festa eu por outro lado estava perdida
sem saber se estava fazendo a escolha certa mas tinha medo de Contrariar meus pais eles estavam tão empolgados e eu eu só queria entender se realmente estava fazendo a coisa certa no dia do casamento eu não estava exatamente empolgada não estava aquele fogo no coração de uma noiva apaixonada como vocês devem imaginar eu estava ali seguindo o que a vida me impunha o que meus pais queriam era como se tudo estivesse acontecendo de forma automática e eu estava apenas sendo levada pelas circunstâncias a verdade é que eu não sabia muito bem o que esperar e
algo dentro de mim me dizia que eu não estava fazendo a escolha certa mas o que eu podia fazer meus pais estavam tão contentes e no fundo eu queria fazer à vontade deles então eu seguia em frente depois de tudo depois da cerimônia da festa e dos olhares que trocamos nós fomos para a casa do Senor Antônio onde iríamos passar nossa lua de mel eu não sabia bem o que esperar e confesso que a ideia de passar a noite com ele um homem muito mais velho que eu não me causava aquela alegria de uma jovem
apaixonada mas enfim era aquilo que a vida estava me oferecendo quando chegamos lá ele parecia estar bem confortável já se instalando e eu bom eu queria fazer tudo direitinho Então eu fui até a cozinha preparar uma refeição simples mas que eu sabia que ele ia gostar uma galinha caipira com pirão naquele tempo essa era uma comida muito procurada e apreciada principalmente no interior eu me esforcei para fazer tudo com muito carinho com tudo o que tinha aprendido com minha mãe eu preparei tudo com muito cuidado servi o prato com a maior dedicação e até com
um certo nervosismo queria que ele ficasse satisfeito mas nunca imaginei o que iria acontecer a seguir quando ele deu a primeira garfada e provou Ele olhou para mim com um olhar sério e de repente falou num tom quase Rude Tá sem sal faz outro eu congelei fiquei parada sem saber o que dizer a reação dele foi tão bruta tão Inesperada Eu não esperava que fosse algo assim a comida estava feita com todo o meu esforço com o único objetivo de agradá-lo e ele me respondeu com aquele tom áspero sem nenhuma consideração eu fiquei assustada sem
saber como reagir e não sabia se devia ficar calada ou me defender eu só olhei para ele sem saber o que fazer naquele momento eu comecei a perceber que a vida ao lado dele não seria nada como eu imaginei era uma realidade bem diferente da que eu esperava para o meu casamento e eu não sabia como lidar com isso eu fiquei sem gente não sabia o que fazer não sabia o que falar ele disse de novo com aquele tom ríspido faz outro tá sem sal eu olhei para ele confusa tentando entender o que estava acontecendo
mas não esperava o que aconteceu a seguir de repente antes que eu pudesse responder ou até mesmo tentar entender a situação eu vi a mão dele vindo na minha direção num movimento tão rápido tão inesperado um tapa um tapa tão forte que eu quase não consegui entender o que tinha acontecido o som da mão dele batendo na minha cara parecia ecoar na minha cabeça eu não chorei não briguei não gritei o que aconteceu foi que depois daquele tapa eu só fiquei em silêncio paralisada o impacto foi tão grande que por um instante eu não senti
dor só fiquei traumatizada atordoada sem saber o que fazer ou como reagir meu corpo estava imóvel e minha mente estava completamente em choque era como se tudo tivesse parado naquele momento eu não esperava que aquilo fosse acontecer e não sabia como lidar com aquela situação meu coração estava partido Mas não era só pela dor física era pelo fato de que no fundo eu sabia que a pessoa com quem eu me casei não era quem eu pensava e isso mais do que qualquer outra coisa me deixou com um medo do profundo do que viria pela frente
depois daquele dia ele agiu como se nada tivesse acontecido como se o tapa que ele me deu fosse algo banal algo que não tivesse importância ele voltou ao seu jeito normal sem uma palavra sobre o que tinha feito ele não se desculpou não explicou o que havia acontecido e pior ainda parecia que o que eu sentia o que eu passava não tinha nenhum valor eu fiquei em silêncio engolindo tudo mas no fundo Sabia que não podia mais ignorar o que estava acontecendo Eu não voltava mais a trabalhar no Cafezal não aquilo já não parecia mais
seguro para mim eu ficava em casa fazendo as tarefas domésticas cozinhando lavando arrumando tudo mas meu coração estava ali quebrado e a minha mente não conseguia parar de pensar no que tinha acontecido não era apenas o tapa era a indiferença dele como se ele tivesse o direito de fazer o que quisesse comigo e de me tratar daquela forma sem se importar a minha vida virou uma rotina repetitiva Eu não saía mais não trabalhava mais no campo apenas cuidava da casa e tentava não deixar transparecer o que estava sentindo mas dentro de mim a dor era
enorme e o medo de continuar vivendo daquele jeito só aumentava eu sabia que algo Precisava mudar mas eu não sabia o que fazer não sabia como sair daquela situação sem magoar ainda mais meus pais ou causar um escândalo naquela época passou uma semana depois daquele dia e a situação só parecia piorar eu tentava não pensar no que tinha acontecido mas não dava para esquecer aquele silêncio aquele comportamento dele me consumiam por dentro e naquela noite de segunda-feira ele se aproximou de mim como se fosse algo normal como se nada tivesse el me olou de um
jeito vazio e disse sem qualquer carinho sem qualquer consideração é hora deama F como fosse uma OB como fosse que eue Faz Sem questionar sem sentir Não havia genza não havia am n palavas era só ordem naquele momento eu me senti menor do que nunca eu não sabia o que fazer não sabia como reagir aquilo era horrível para mim eu não queria estar ali não queria fazer aquilo eu me sentia humilhada me sentia usada como se eu não fosse nada além de um objeto para ele não era uma mulher sendo tratada com carinho ou respeito
era só alguém sendo forçada a cumprir uma obrigação eu tentei não chorar tentei engolir a dor mas dentro de mim algo estava se quebrando Eu sabia que a vida que eu imaginei para mim não tinha mais nada a ver com a realidade que eu estava vivendo eu não podia escapar daquilo e sentia que a cada dia que passava estava me perdendo mais e mais alguns dias depois quando eu estava indo ver meus pais eu acabei encontrando o Val ele me viu de longe e eu me senti aliviada só por ver um rosto familiar alguém que
me tratava com respeito e carinho alguém de quem eu realmente gostava ele se aproximou com aquele sorriso gentil e antes que eu dissesse qualquer coisa ele me perguntou como eu estava eu com o coração apertado olhei para ele e disse Val eu estou casada mas não estou feliz ele ficou um pouco surpreso com minha resposta mas parecia entender não disse muito Apenas me olhou com um olhar de preocupação como se soubesse que eu estava passando por algo que não conseguia enfrentar sozinha aquele momento por mais breve que tenha sido me deu um pouco de alívio
Como se eu tivesse encontrado alguém que me entendia mas quando voltei para a casa dos meus pais e eles viram o Val se aproximando foi como se um peso caísse sobre mim meu pai sempre preocupado com o que as pessoas pensavam olhou para ele e disse com um tom firme Val pare de procurar a Alda ela já é casada agora é hora de você seguir em frente foi como um golpe no meu coração ouvir aquilo meus pais que sempre souberam como eu me sentia por dentro agora estavam dizendo para Val se afastar como se eu
fosse um objeto algo que não tinha mais valor para eles já que estava casada com o Senor Antônio meu pai tratava tudo como uma questão de honra mas na verdade eu me sentia presa sufocada eu não podia mais verval como antes e ele por sua vez teve que aceitar a decisão dos meus pais que pensavam apenas no que seria melhor para mim financeiramente sem entender o que eu realmente sentia eu não aguentei mais guardar tudo para mim então um dia finalmente eu fui até meus pais e contei tudo o que estava acontecendo falei sobre o
que aconteceu no começo do nosso casamento o tapa a frieza dele como ele me tratava como se eu fosse apenas uma obrigação para ele eu contei tudo e senti que finalmente estava colocando para fora o que me sufocava há tanto tempo mas para minha surpresa meus pais não reagiram como eu esperava eles não ficaram preocupados não me deram o apoio que eu precisava eles disseram que aquilo tudo era apenas preocupação do trabalho dele que era stress passageiro e que eu ia ficar bem eles não viam a gravidade da situação eles achavam que aquilo era uma
fase que com o tempo ele ia melhorar e que eu tinha que aguentar porque isso fazia parte da vida de casada isso vai passar Alda ele está sobre pressão quando o trabalho dele melhorar ele vai voltar a ser o homem que você conheceu disseram meus pais eu fiquei tão desorientada eles não conseguiam ver a dor nos meus olhos não viam o que estava acontecendo dentro de casa eu sentia como se estivesse presa em um lugar onde ninguém entendia minha dor onde ninguém se importava com o que eu estava passando para eles tudo aquilo era normal
uma fase que iria passar mas eu sabia que não passaria Eu sabia que aquilo não era apenas estress era algo muito mais profundo algo que eu não podia mais ignorar eu me sentia completamente sozinha com um peso no coração que ninguém mais parecia perceber eles me diziam para seguir em frente que eu ia ficar bem mas dentro de mim algo me dizia que eu não estava bem e que se eu não fizesse algo as coisas só iam piorar então eu voltei pra casa do Antônio que agora também era minha casa mas já não parecia mais
um lar quando cheguei ele me olhou com um semblante fechado e a primeira coisa que perguntou foi onde você estava eu tentando não gerar mais conflito disse que tinha ido ver meus pais como se isso fosse algo simples mas ele não gostou nem um pouco ele se levantou da cadeir o rosto dele fic vermelho deiva e veio para cima de mim furios não sei nem explicar direito o que senti olar dele meisou grit não era você Semar você me desrespeitou e antes que eue meate de euis to tremendo não gritei não chorei era como se
a dor fosse tão forte que eu não conseguia mais reagir eu só me sentia mais pequena a cada tapa mais perdida como se estivesse caindo num Abismo Sem Fim Ele olhou para mim com desprezo e disse com uma frieza que me cortou Bora Muler vai esquentar minha comida que tô com fome ele não se importava com nada que eu estava sentindo não se importava que eu estivesse machucada que meu coração estivesse partido o que importava para ele era o próprio ego o próprio prazer eu fui até a cozinha sem coragem de olhar para ele sem
forças para reagir o único pensamento que passava pela minha cabeça era o que eu fiz para merecer isso mas eu sabia que a resposta era simples nada eu não fiz nada mas a vida a pressão dos meus pais tudo aquilo estava me levando para um lugar de onde eu não conseguia mais escapar eu fui até a cozinha ainda Tremendo e preparei a comida eu já estava tão acostumada com aquela rotina com os gestos automáticos que quase não sentia mais nada enquanto cozinhava eu esquentava a comida tentando fazer tudo do jeito que ele gostava mas no
fundo Sabia que não importava o quanto eu me esforçasse quando terminei coloquei o feijão na mesa e servi ele estava nervosa meu corpo inteiro ainda doía do tapa mas eu tentava esconder coloquei o prato à frente dele com as mãos tremendo ele nem olhou direito pegou ag garfada e na hora que colocou na boca fez uma careta ele soltou o garfo e antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo ele agarrou o prato levantou com raiva e jogou no chão o prato quebrou na hora espalhando a comida pelo chão ele me olhou com desprezo
e gritou tá pelando mulher tá muito quente você não sabe fazer nada direito aquelas palavras foi como se um golpe tivesse me atingido no peito não só pelo que ele fez Mas pela humilhação que senti naquele momento eu estava ali me esforçando fazendo o melhor que podia tentando dar o meu melhor e ele me tratava como se eu fosse incapaz de fazer a coisa mais simples fiquei parada sem saber o que fazer o prato quebrado no chão parecia representar tudo o que estava acontecendo comigo minha vida meus sonhos minhas esperanças tudo se despedaçando sem que
eu pudesse fazer nada para consertar ele não se importava com o que eu sentia não me via como uma mulher mas como alguém que estava ali apenas para servi-lo e naquele momento eu me vi reduzida a isso uma mulher que não tinha valor que não sabia fazer nada certo que não merecia nenhum mínimo de respeito depois disso eu não consegui me segurar eu comecei a chorar lágrimas que eu tinha tentado esconder que eu tinha segurado por tanto tempo finalmente caíram não consegui mais controlar a dor a humilhação tudo aquilo me consumia eu fui até o
quarto Tremendo e me joguei na cama tentando esconder o rosto com as mãos como se aquilo pudesse me proteger de alguma forma eu queria gritar Queria que alguém me escutasse mas não havia ninguém não havia ninguém ali para me acolher ninguém que visse o que estava acontecendo comigo o o único som que eu ouvia era o eco das minhas próprias lágrimas eu me senti completamente sozinha alguns minutos depois ele chegou até à porta do quarto e disse com aquele tom seco e autoritário quando eu voltar do Cafezal quero os pedaços de prato tudo recolhido não
quero ver nada espalhado por aqui ele falou como se fosse uma ordem simples sem qualquer empatia como se eu fosse só uma empregada alguém que tinha que seguir suas ordens Sem questionar e com isso ele saiu deixando-me ali sozinha com a dor e a humilhação ele foi pro Cafezal e eu fiquei ali sem saber o que fazer só me restava limpar os cacos de prato e tentar seguir como sempre tentando agradar alguém que não se importava comigo eu sabia que quando ele saía para o Cafezal eu tinha um pouco de liberdade era a única chance
que eu tinha de respirar de sair daquela casa e de tentar resolver alguma coisa que fosse só minha o Cafezal apesar de tudo era um lugar onde eu ainda tinha algum controle onde eu conseguia fazer meu trabalho com dignidade longe daquelas humilhações E então aproveitava quando ele ia pro campo para sair de casa mesmo que fosse só por alguns minutos Foi numa dessas saídas que eu encontrei o Val eu estava indo até a cidade para comprar algumas coisas e de repente me deparei com ele na rua o rosto dele ele parecia preocupado como se soubesse
que eu estava passando por algo mas não sabia exatamente o quê quando ele me viu foi como se um peso saísse de cima dele ele me chamou e eu fui até ele sem saber direito como começar a falar eu não consegui me segurar e sem pensar muito Comecei a contar tudo o que estava acontecendo falei sobre o abuso as humilhações o jeito como o Sr Antônio me tratava falei do tapa do desprezo das noites que eu passava sozinha sem saber como lidar com a dor que crescia dentro de mim eu me abri para ele como
nunca tinha me aberto para ninguém Val ao me ouvir ficou desesperado ele não conseguia acreditar no que eu estava dizendo ele me olhou com aquele olhar preocupado e disse Alda ele não pode fazer isso com você isso não é certo você não merece viver assim ninguém merece ele parecia perdido tentando entender como Alguém poderia ser tão cruel com uma pessoa eu senti algo dentro de mim algo que eu não sentia a muito tempo a sensação de que alguém realmente se importava alguém que queria me ver bem que queria me proteger eu pude ver nos olhos
dele a tristeza por me ver naquela situação ele disse com voz firme você precisa sair dessa situação Alda isso não pode continuar eu sabia que ele tinha Eu sabia que aquela vida não era a que eu merecia mas ao mesmo tempo eu me sentia tão perdida tão sem forças que a ideia de mudar tudo Parecia Impossível Val com aquele olhar preocupado me disse que era hora de fugir ele me ofereceu uma saída uma forma de escapar daquela vida de Sofrimento ele disse Alda eu posso te ajudar vamos fugir sair daqui você m ser feliz não
precisa viver assim não precisa passar por isso eu olhei para ele e por um instante senti uma esperança algo que eu não sentia há tanto tempo eu queria acreditar que poderia começar uma nova vida que poderia fugir daquele homem que me tratava com tanta crueldade eu queria acreditar que Val estava certo que eu merecia ser feliz que existia uma saída para mim mas no fundo o medo tomou conta de mim o medo de deixar tudo para trás o medo de enfrentar o desconhecido eu tinha medo das consequências medo de ser julgada medo de não saber
o que fazer depois eu sabia que se eu fugisse estaria quebrando todos os laços que ainda existiam com a minha família com a sociedade e com a vida que eu conhecia e mais do que tudo eu tinha medo do que poderia acontecer comigo se ele me encontrasse depois fiquei Fiquei em silêncio olhando para Val sem saber o que dizer eu queria gritar Sim queria correr para os braços dele e fugir daquela vida mas eu me sentia paralisada como se as correntes invisíveis da minha própria insegurança me segurassem ali eu sabia que ao sair dali não
teria mais volta não seria apenas fugir de Antônio seria fugir de tudo o que eu conhecia com um nó na garganta olhei para Val e disse com a voz trêmula eu não posso eu não posso fazer isso tenho medo Val não sei o que vai acontecer se eu fugir ele me olhou com uma expressão triste como se entendesse o que eu estava sentindo mas ao mesmo tempo frustrado ele sabia que eu estava presa em uma situação difícil que o medo estava me impedindo de tomar uma decisão que poderia mudar minha vida mas naquele momento eu
não consegui dar o passo que ele queria eu não consegui fugir eu passei mais 5 anos vivendo naquela situação entre medo humilhação e sofrimento era como se minha vida tivesse parado no tempo como se eu estivesse presa em uma rotina que não tinha fim eu não sabia mais o que fazer mas ao mesmo tempo tinha tanto medo de sair de lá de enfrentar o desconhecido que continuei me deixando levar dia após dia quando eu tinha 28 anos algo Começou a Mudar Antônio começou a se queixar de uma dor no peito que vinha e ia mas
parecia cada vez mais intensa ele dizia que sentia um peso no peito uma dor que não passava E com o tempo ele começou a ficar mais quieto mais calado até que um dia ele simplesmente não me implicou mais como antes parecia que a Raiva tinha diminuído mas eu não sabia se era porque ele estava sentindo dor ou se ele realmente tinha se cansado de me maltratar eu não sabia o que pensar uma tarde de sexta-feira ele ficou acamado na cama reclamando ainda mais da dor eu não sabia o que fazer mas já estava acostumada a
ver ele naquela situação mesmo que eu não soubesse o que realmente estava acontecendo com ele naquele dia ele não se levantou para ir ao Cafezal e eu fui sozinha pagar os funcionários como sempre fazia mas dessa vez a algo estava diferente quando eu terminei de pagar os trabalhadores e voltei para o quarto eu não estava preparada para o que eu ia encontrar ao entrar no quarto vi Antônio deitado na cama imóvel com uma expressão estranha no rosto eu me aproximei mas logo percebi que algo estava muito errado ele não respirava não se movia o pânico
tomou conta de mim e eu comecei a chorar desesperadamente eu não sabia o que fazer não sabia como agir eu gritei por socorro chamei os funcionários mas naquela época não era como hoje não havia ambulâncias por perto não havia facilidade de socorro rápido tudo parecia demorar tanto e eu me sentia tão impotente tão sozinha os trabalhadores com a pouca ajuda que podiam oferecer tentaram fazer o que podiam mas era tarde demais quando finalmente conseguiram levá-lo com a própria charrete que ele tinha at o médico a notícia veio como um golpe ele havia morrido O médico
disse que ele tinha sofrido um infarto eu fiquei ali sem palavras sem saber o que fazer o homem que me tratou tão mal durante todos aqueles anos que me fez sofrer agora estava morto e de algum modo não conseguia sentir raiva dele nem alívio eu só sentia um vazio profundo uma mistura de confusão e tristeza o que aconteceria agora o que eu faria com minha vida eu não sabia Depois que ele morreu a família dele apareceu com tudo como se já soubessem o que eu ia fazer como se eu fosse me preocupar com herança Eles
chegaram lá com aquele olhar de quem estava pronto para brigar por tudo todos querendo saber o que eu ia reivindicar se eu ia querer a parte dele como se a única coisa que eu quisesse fosse o que ele deixava para trás mas a verdade é que eu não estava nem aí pra herança Não estava nem um pouco preocupada com aquilo depois de tudo o que eu passei o que ele me fez o que a vida com ele me custou eu só estava aliviada por finalmente estar livre eu não queria mais nada dele a única coisa
que me importava era poder sair daquilo poder viver sem medo não queria nada que me lembrasse os anos de sofrimento eu fiquei com a casa porque de certa forma era o único lugar que ainda me restava mas o resto tudo o que ele deixou a terra os bens tudo isso ficou com a família dele eu não me importei eu nem fazia questão não queria nada que tivesse o nome dele nada que me lembrasse o que passei ali mas a dor mais profunda foi com meus pais eu tomei raiva deles uma raiva tão grande Porque durante
todo aquele tempo eles nunca me ajudaram eles sabiam o que estava acontecendo comigo sabiam das humilhações das agressões Mas preferiram fechar os olhos eles se calaram disseram que era coisa de marido que eu deveria suportar que tudo isso era passageiro e eu sofri anos e anos de sofrimento e meus pais nem ao menos me deram a mão em vez de me protegerem me colocaram numa situação ainda pior dizendo que isso era o melhor que eu poderia ter eles queriam que eu fosse submissa que aceitasse tudo em nome de algo que nem existia eu queria que
eles tivessem me defendido me amparado me dado a força para sair daquela vida mas não ao invés disso eles me abandonaram emocionalmente me deixaram passar por tudo aquilo sozinha eu não sabia se eu os amava mais ou se tinha raiva a sensação que eu tinha era de estar completamente sozinha no mundo sem ninguém em quem eu pud confiar após a morte dele Val não me deixou sozinha ele foi atrás de mim preocupado querendo saber como eu estava e ao contrário do que eu imaginava ele estava ali ao meu lado com um carinho que eu nunca
tinha experimentado antes Val sempre foi um homem gentil sempre me tratou com respeito e amor e eu sabia no fundo do meu coração que ele era o homem certo para mim ele sabia o que eu tinha passado sabia da dor que eu carregava E foi com ele que eu comecei a sentir que talvez a vida ainda tivesse algo bom para me oferecer com ele eu podia ser eu mesma sem medo Sem sofrimento nós nos apaixonamos e finalmente encontrei o tipo de amor que eu sempre quis aquele amor verdadeiro o que a gente merece mas mesmo
com o carinho de Val toda vez que eu voltava para aquela casa onde eu havia vivido tanto sofrimento eu não conseguia deixar de reviver tudo o que passei cada canto cada parede parecia me lembrar do que eu havia sofrido lá dentro Eu não consegui olhar para aquele lugar sem me lembrar do abuso da humilhação e do medo foi então que Val teve uma ideia ele sugeriu que vendêssemos aquela casa que eu saísse de lá que nós dois começássemos uma vida nova juntos sem aquele peso do passado ele me propôs que morássemos com ele que eu
finalmente deixasse tudo aquilo para trás e no fundo eu sabia que aquela era a melhor decisão eu estava pronta para seguir em frente para me libertar de tudo o que me prendia então tomei a decisão eu vendi a casa me despedi do passado e fui morar com Val fui para um lugar onde o sofrimento já não fazia mais parte da minha vida onde a paz o carinho e o amor finalmente começaram a fazer a vida com Val foi o que eu sempre desejei um refúgio após anos de tormenta depois de tomar aquela decisão minha vida
começou a mudar de verdade eu e Val nos casamos dessa vez no papel como dizíamos na época e sabe foi um casamento tranquilo sem medo Sem sofrimento eu sentia que estava finalmente vivendo a vida que sempre mereci com ele eu descobri o que é realmente ser AM de uma forma verdadeira com o passar dos anos nós tivemos três filhos duas meninas e um menino cada um deles trouxe uma alegria diferente para nossas vidas ival e eu nos dedicamos a criar nossos filhos com todo amor e carinho que eles mereciam eu nunca mais queria que meus
filhos vivessem o que eu passei então fiz questão de dar a eles o que eu não tive um lar cheio de amor paz e respeito e sabe até hoje eu sou muito feliz com Val e com nossos filhos Eles já cresceram se casaram e até me deram netos eu vejo meus netinhos correndo pela casa e meu coração se enche de gratidão Eu sei que eles não terão que passar pelas mesmas dificuldades que eu vivi e isso é o que mais me importa eu nunca imaginei que minha vida depois de tanta dor chegaria a ser tão
cheia de alegria hoje com meus filhos e netos ao meu redor eu vejo que tudo o que passei me fez chegar até aqui onde sou finalmente feliz e é assim que depois de tantos anos de luta eu encontrei a felicidade eu passei por muito mas tudo me trouxe até esse momento com Val com meus filhos e netos eu sei que a vida tem suas dificuldades mas também nos dá a chance de recomeçar de encontrar a felicidade onde menos esperamos hoje posso dizer com certeza minha história não é só de dor mas também de superação de
amor verdadeiro e de novas oportunidades e sabe se tem uma coisa que eu aprendi ao longo de todos esses anos é que por mais difícil que seja o caminho sempre há uma luz no fim do túnel às vezes é só uma questão de não desistir agora minha querida antes de terminar Eu gostaria de pedir um favorzinho para você se gostaram da minha história deixem o seu like se inscrevam no canal e partilhem esse vídeo com quem precisa ouvir uma mensagem de superação isso ajuda muito o canal a crescer e a trazer mais histórias como a
minha para vocês e se vocês tiverem uma história parecida ou quiserem compartilhar o que acharam deixem um comentário aqui embaixo eu vou adorar ler e saber o que vocês pensam E como sempre digo a vida é feita de momentos e cada história tem algo a nos ensinar fiquem com Deus e até o próximo vídeo meu amores