O senhor é contra a criminalização da a lei da misina? Sou contra. Sou profundamente contra essa lei.
Eu quero aumento de penas e eu quero lei e ordem. Agora o senhor falou que vai trabalhar principalmente com o aumento de pena. Quando a gente fala em aumento de pena, candidato pré-candidato, a gente fala de uma situação em que a mulher já foi assassinada, ela já foi exterminada e ela já deixou órfã e deixou pais órfãos, irmãos órfãos e amigos órfãos.
E antes disso, qual que é a sua proposta? O elemento que tem o maior poder de dissuazão pro cometimento de crime é justamente a certeza da punição. Perry Shikida, tô falando agora política pública baseada em evidência.
Perry Shiquida tem um estudo no Brasil que mostra que o cometimento de crime violência como um todo é dissuadido por um penas altas e dois pela certeza da punição. Mas para o caso de feminicídios e de mulheres não é essa realidade, né? Um outro é um outro contexto social.
Os especialistas falam muito sobre educação, né? de investir em educação. O senhor acha que isso é importante?
Eu acho que a educação que conscientize sobre não cometimento de violência tem que sempre tá presente em termos de critérios objetivos. Isso combinado com delacias eh para mulher que funcionem, um inquérito policial que funcione, punições muito duras geram para o homem que vem a querer cometer um tipo de violência contra a mulher, no mínimo, um medo de assim cometer esse crime. E assim a gente tem um poder de dissuasão.
As penas altas, a certeza, punição geram um efeito de dissuasão. E esse efeito suasão vai ser sentido pelas pessoas, não só no feminicídio, crimes contra, crimes de toda a natureza, porque no fundo o ofensor, às vezes você não vai conseguir convencer ele se ele tem um status psicopático, ele tem uma perspectiva de mundo que não tem correção. Às vezes não será educando ele apenas, às vezes vai ser mostrando: "Olha, meu amigo, se você fizer, você tá ferrado".
E aí é isso, a força maior vai resolver isso, porque esses homens em geral partem de um princípio de força maior, onde ele que tá numa relação de confiança com uma mulher faz uso da força maior, força física maior dele para ter uma relação abusiva. Ali uma hora você não vai conseguir só convencer ele. Ali você vai ter que partir pra força maior e aí você vai ver que ele não é corajoso, que a força maior quando vem diante dele, ele vai fazer cálculo.
Malandro, vagabundo dessa natureza, faz cálculo. A gente não pode, não pode se esquecer desse ponto. É, mas nos casos de feminicídios, o que a gente tem de depoimentos, inclusive de pessoas, de promotores e de juízos, juízas e juízes que trabalham, é de que quando o homem mata, ele ele não ele não faz esse cálculo.
Olha, mas é uma discussão muito longa. Eu queria saber opinião do bem claro que eu discordo e as políticas baseadas em evidência não só no Brasil ao redor do mundo, elas vão na linha contrária. O poder de suasão por penas e certeza de punição, ele tem um efeito no mundo inteiro.
Uhum. Entendi. Eu queria saber a opinião do senhor agora sobre programas sociais, Bolsa Família, Farmácia Popular.
Eh, qual é a opinião do senhor a respeito [música] disso? Mas eu vou pedir um minutinho só porque a gente vai para um breve intervalo. Olá, a gente volta com o segundo bloco do CB Poder Especial em clima de esquenta para as eleições 2026, que [música] hoje recebe o pré-candidato à presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos.
Eh, candidato, no bloco anterior eu perguntei pro senhor qual a sua opinião sobre programas sociais, Bolsa Família, Farmácia Popular, Auxílio Gás, entre outros que existem hoje que estão em vigor no país. Pois bem, a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Eu acredito que temos que ter políticas de assistência para pessoas em situação de vulnerabilidade e em locais que não há atividade econômica.
E quando a gente roda, especialmente municípios pequenos, e eu tive agora na marcha dos prefeitos falando sobre isso, municípios pequenos em regiões distantes de grandes centros, em especial na região Norte e Nordeste, diante da ausência de atividade econômica, algumas pessoas para sobreviver vão precisar de um Bolsa Família, para ter acesso a um remédio, vão precisar de uma farmácia popular. Isso é um dado da realidade. Dito isso, a partir momento que a gente percebe que mais de 40% dos domicílios na região Nordeste estão no Bolsa Família, a gente percebe que o remédio começou a virar o veneno.
E o remédio vira veneno no sentido de que não há um estímulo hoje do tomador de decisões, um prefeito ou mesmo da parte do governo federal em alterar essa realidade que é aumento da atividade econômica. Eu quero um geração de frentes de trabalho nos municípios que tem baixa infraestrutura e que tem pessoas no Bolsa Família. Um rapaz ou uma moça que vão lá no Craspo tirar o Bolsa Família numa cidade, por exemplo, no interior do Maranhão, que não tem uma via de escoamento, as ruas ou as estradas estaduais que conectam elas com outros lugares para levar a produção da agricultura familiar, tudo esburacado, tudo de terra.
Pois bem, vamos fazer uma frente de trabalho com essas pessoas, vou pagar um pouco a mais e vou chamar essas pessoas para participar dessa reconstrução de infraestrutura junto com o governo federal. Nós precisamos recriar nas pessoas a sensação e a ideia de que o trabalho as libertará de um modelo político hoje que é o modelo de exploração. Infelizmente a gente tem uma um modelo político de exploração que mantém essas pessoas reféns de uma classe política que vive de apaniguados, gente pendurada na máquina pública e uma assistência que vem do governo federal.
Então a política nossa tem que ser, tenho que diminuir isso e aumentar a atividade econômica nos pequenos municípios. Isso terá um efeito muito grande na vida das pessoas e na autoestima das pessoas. E qual a sua avaliação sobre o fim da escala 6x1?
Então, falando de trabalho, né? A proposta do governo federal sobre isso é uma proposta hoje irresponsável. Irresponsável.
O Brasil é um país que perde espaço nas cadeias globais de produção. A gente tá falando de ter emprego de qualidade. Então, você vai pegar uma fábrica que tem Sorocaba lá em São Paulo, que é trabalha como a a Gestamp, para dar nome, que produz e entrega eh aparelhos ligados à indústria automotiva pro mundo inteiro, vão perder as cadeias globais de produção, a gente vai perder emprego e vai se isolar.
Pessoas que trabalham em pequenos restaurantes e pequenos serviços que não dispõe de o capital de giro, ainda mais um país com juros alto como o Brasil, tá? Não vão ter condição de arcar com isso. Essas pessoas, uma parte vão pra informalidade, outros o negócio vai fechar, especialmente nos altamente sindicalizados.
O governo não está tá se importando com isso, especialmente hoje numa trajetória de aumento de impostos sobre os negócios. Então o que que nós precisamos fazer? Nós precisamos flexibilizar o mercado de trabalho, aumentar a agenda de competitividade do Brasil.
O que que o senhor chama de flexibilizar o mercado de trabalho? contrões, demissões e as relações de trabalho entre as partes. Você tá falando de trabalho sem a CLT?
Sim. Até negociação direta, empregado patrão. Empregado e patrão, mantendo a existência de sindicatos e na verdade ampliando a existência de sindicatos para um modelo de competição entre sindicatos nas mesmas áreas de setores e regiões.
Mas para quem não tem sindicato, não é sindicalizado. Acho você tá no país que você tem sindicato até para onde você não precisa. Gente, desculpa, mas nós estamos vivendo um cenário de absurdo enfraquecimento dos sindicatos desde o governo Temer aprofundado pelo governo Bolsonaro, pela gestão do governo Bolsonaro.
Eu prefiro um enfraquecimento do sindicato quecimento do emprego, porque o emprego foi informado. Mas então o senhor tá entrando em contradição que sen acabou de dizer que tem sindicato de maneira alguma. De maneira alguma.
Porque eu tô que eu tô propondo não é um monopólio sindical como a gente tem nos setores. É uma competição de sindicatos melhor atendimento das pessoas. Hoje o próprio sindicato não tem estímulo nenhum em fazer um atendimento de um acordo setorial que seja benéfico para haver contratação, até porque as novas contratações não são CLT.
O mundo do serviço no Brasil tá contratando todo mundo por meio. Se eu rodar aqui dentro, talvez no próprio Correio Brasil boa parte das pessoas sejam meio e não são empreendedores individuais. O meio no fundo é o regime alternativo de contratação fora para forar além da CLT, porque quem tá contratando as pessoas hoje tá contratando por meio.
Então e aí sem qualquer direito trabalhista também, mas na prática, por isso que nós precisamos de uma lei que entenda que o MEI no fundo não é um empreendedor individual, ele é uma pessoa que tá trabalhando e atendendo a demanda do empregador, do empregado de um regime mais flexível. O senhor depende então o fim da CLT? Olha, eu gostaria de chegar no horizonte que a CT perca perca totalmente a função, porque ela é um modelo de contratação dos anos 40, uma realidade industrial de um mundo altamente verticalizado que já não existe mais.
Hoje as pessoas constróem suas carreiras em múltiplas empresas, muitas pessoas se tornam empreendedores de si e o mundo vai ficar agora com inteligência artificial cada vez mais assim. Mas nós temos uma massa da população, eh, candidato, que não tem essa toda essa formação e essa capacitação para gerenciar a própria carreira. Isso é uma realidade no país e na maioria da população.
Eu não sei qual que é a origem do senhor, mas eh e se o senhor, eu acredito que deve estar em contato com pessoas de realidades muito distintas eh nos rincões, no interior do país. E são pessoas que às vezes elas não sabem nem navegar na internet. Como é que o senhor acredita que essa massa da população vai conseguir gerir a própria carreira, se tornar um defender os seus direitos e manter e construir uma carreira e ter sucesso nessa carreira?
Eu adorei essa pergunta, porque se eu for nos rincões, como eu fui, eu não vi nenhum outro pré-candidato nos rincões, nem existe oportunidade para de trabalhar para essa pessoa. Aí eu volto pra pergunta anterior que vocês me colocaram, porque eu tá no Bolsa Família. A, nos grandes centros urbanos em que há atividade de trabalho, essas pessoas que não são idiotas, uma pessoa mais pobre, mesmo sem informação, não é um imbecil, ela toma decisões econômicas adequadas à realidade dela para ter o autosustento.
Hoje você pega uma pessoa que é entregador, que vende produtos online com baixíssima formação e ele vive, ele tira 6, 7, R$ 8. 000 por mês. Tô falando do pessoa de periferia de São Paulo, tô falando do meu eleitor que é o jovem.
Esse jovem aprendeu a navegar nesse mundo. Primeiro porque ele não é um imbecil completo, ele é capaz de se defender. Segundo que isso não é tão complexo assim.
E terceiro que os países que concorrem conosco no mundo, que a gente não concorre com a Suécia, não concorre com a Inglaterra, a gente concorre com o Vietnã, a gente concorre com a Índia, a gente concorre com a China, tem regimes flexíveis. Então, se eles estão fazendo isso, está aumentando a renda e aumentando o emprego, nós temos que fazer a mesma coisa. Se a gente falasse: "Ah, não, igual Erica Hilton que apareceu lá com um monte de umas empresárias lá com franjinha, ah, eu tô aqui, eh, na minha na minha empresa escala é 3 por4, porque na Inglaterra, que Inglaterra não tem Inglaterra nenhuma.
Deputado, houve uma redução da da mudança jornada de trabalh deputado, desculpa, pré-candidato, eh houve uma mudança h cerca de 40 anos de redução da jornada de trabalho, né? E o país continuou se desenvolvendo, as pessoas continuaram com continuou, deputado. O senhor, o senhor como o senhor, desculpa, o senhor como pré-candidato tá a par dos números e dos índices de desenvolvimento do país.
O país cresceu muito. O país hoje é um expoente na América do Sul e é um expoente no mundo. Por que que o senhor acha que a redução da escala 6 por1 vai fazer um retrocesso e vai fazer a economia?
Eu vou pedir para pro nosso espectador acompanhar todos os gráficos de produtividade do Brasil perante o mundo e o gráfico assustador. A produtividade é a quantidade de dinheiro que uma pessoa faz por hora de trabalho. O Brasil tá estagnado nos últimos, justamente o exemplo que que você usou foi bem feliz nos últimos 40 anos.
Eh, quando nós comparamos, nós não estamos falando em produtividade, nós estamos falando em movimentação da economia, em geração de emprego, melhoria da qualidade de vida, inclusão em retirada do país do mapa da fome. Mas então vou te explicar, [música] a produtividade significa a quantidade de recurso gerado por hora por uma pessoa que trabalha. Então isso está linkcado ao aumento de riqueza.
Então é exatamente isso [música] que nós estamos falando. Não é nenhuma coisa diferente. É exatamente isso.
O papel do Brasil perante o resto do mundo diminuiu. Esse é um problema. Se você gostou do vídeo, não esqueça de deixar o like e se inscrever no canal.