Depois de 21 anos, porque eu tenho 22, eu finalmente tive uma boa experiência sexo com o homem. E gente, eu fiquei surpresa, eu vou contar pra vocês, porque, tipo assim, pr quem não sabe, antes eu pensava que eu era lésbica e tudo mais. Eu odiava pau.
>> Mulheres modernas estão pegando o ranço dos homens, alimentado por ego, imaturidade e zero autocrítica. Aí conhecem um homem bom e tentam se justificar, alimentando o ego para não admitir que estavam erradas. Depois de 21 anos, porque eu tenho 22, eu finalmente tive uma boa experiência sexo com o homem.
E gente, eu fiquei surpresa, eu vou contar para vocês, porque, tipo assim, para quem não sabe, antes eu pensava que eu era lésbica e tudo mais. Eu odiava, tinha nojo, gente, tinha ranço. Tipo assim, eu odiava mesmo.
Para mim era nojento e tudo mais. E eu nunca entendia como mulher hétero conseguia transar com o homem. Porque tipo assim, não só pelo, mas tipo assim, como ela conseguia sentir prazer com penetração, eu ficava chocada, tipo assim, mana, como que você está sentindo alguma coisa com essa merda?
Como você consegue? Porque eu já tinha tido uma experiência e eu não gostei. Tipo assim, foi horrível para mim em todos os sentidos.
Até que depois de 21 anos, como eu já contei aqui tudo para vocês, como eu descobri e redescobri de novo, enfim, eu descobri que eu gosto. Eu não sei, gente, foi uma chave que mudou na minha cabeça, sei lá o que aconteceu, mas aí eu descobri que você pode sentir transando com o homem. Para vocês podem pensar tipo assim: "Ah, e daí fia?
Normal, gente, não, para mim isso era coisa sobrenatural. Sentir prazer com ter ór com homem, para mim isso era impossível". E eu já tive vários orgasmos com cara.
E aí só que o que eu percebi é que, tipo, é porque eu parei de ficar deiteando homem que não tem nada com nada. Tipo assim, conheci ele aleatoriamente, vou dar para ele. Não, eu tenho que conhecer ele um tempo, eu tenho que gostar dele, a gente tem que ter algum envolvimento e aí sim eu consigo desenvolver atração física e aí sim eu consigo sentir alguma coisa fisicamente.
E aí, gente, aconteceu, né, igual eu falei que eu conheci o menino, me apaixonei, blá blá, e aí gente, eu finalmente senti. Uhum. E foi bom, tipo assim, foi muito bom.
Foi muito, muito bom. E aí eu tive o meu primeiro orgasmo, ã, só com o minha cabeça explodiu e aí eu fiquei tipo assim, mano, como como isso é possível? Eu achei que isso era literalmente a lenda urbana.
Como? Enfim, só queria contar para vocês que sim, é possível, não é lenda urbana, você consegue, mas tudo vai depender da sua cabeça também, vai depender tipo da pessoa que você tá se relacionando. E é isso.
>> O que mais chama a atenção é como ela passou anos demonizando os homens sem jamais olhar para suas próprias escolhas. Ela mesma admite que se envolvia com qualquer um, sem vínculo, sem critérios, guiada apenas pelo impulso, e depois culpava os homens pela experiência ruim. Quando decidiu conhecer alguém de verdade, criar conexão, respeito e responsabilidade, descobriu que o problema não era o gênero masculino, mas a falta de seleção e maturidade nas relações.
Isso revela uma tendência atual: criticar o homem antes de fazer autocrítica. Relacionamento exige compromisso, discernimento e limites claros. Quando esses princípios entram em cena, até a percepção muda.
Sem isso, o resultado quase sempre será a frustração e injustamente atribuída só aos homens. >> Você já percebeu que as mulheres andam pegando ranço de homem ou, em linguagem científica, heteropessimismo? Vamos tentar entender isso melhor e entender principalmente como isso muda a maneira como as queixas chegam no nosso consultório.
Mas antes que você comece a me xingar nos comentários, assiste esse vídeo até o final. Heteropessimismo é uma percepção, e aqui eu não vou discutir se ela é certa ou errada, mas uma percepção cada vez maior das mulheres de que as relações com homens não vão atender as suas necessidades. Isso é uma mudança de paradigma importante, principalmente numa sociedade, onde a construção da subjetividade, ou seja, do que uma mulher entende como sendo ela, da identidade dessas mulheres, uma construção da subjetividade dessas mulheres no lugar de colocar o amor romântico como central.
O que que isso quer dizer na prática? Quer dizer que se eu tenho um homem que me ama, se eu tenho um casamento, se eu tenho um namorado, então eu tenho valor, eu vou ser amada. Eu vou realizar os meus sonhos, principalmente os sonhos de família.
Eu tô segura, eu não vou me sentir sozinha, eu vou ser feliz. Mas, interessantemente, cada vez mais mulheres estão percebendo ou acreditando que esse não é o melhor caminho pra felicidade. Na verdade, essa ideia não é nova.
Para para pensar quantas senhorinhas viúvas você conhece que não tiveram o menor interesse em se casar novamente. Entretanto, esse é um movimento que tem crescido entre as mulheres jovens, as mulheres que estão se divorciando e não buscam recasamento, ainda que em idade reprodutiva. Fato é que tem um grupo crescente de mulheres que t percebido cada vez mais que não necessariamente a sua felicidade vai estar na relação com o par romântico.
E muitas delas, pelo contrário, entendem os homens como fonte de ameaça em função das inúmeras violências. E aqui a gente tá falando de violências graves, por exemplo, que chegam a violências extremas, mas a gente vai tá falando também em violências diárias ou em discrepâncias diárias entre a maneira como elas gostariam de estar vivendo ou de estar trocando ou de tá tendo intimidade emocional ou intimidade física e o que de fato tá acontecendo de uma percepção de sobrecarga no cuidado. Então, cuido dos filhos, cuido da casa, cuido às vezes dele, cuido dos pais dele, cuido dos relacionamentos de todo mundo.
Tenho que ficar atenta a tudo isso. Será que esse é o melhor caminho para mim? Será que eu não teria um caminho mais simples, mais leve?
Será que se eu estiver em um relacionamento isso não vai atrapalhar minha carreira? Será que estar num relacionamento faz com que eu tenha que abrir mão de sonhos meus, do meu lazer, do meu tempo em função dos sonhos dele? E aqui a gente tá falando de heteropessimismo, porque realmente existe uma questão de gênero associado, né?
Então, em relações entre duas mulheres, por exemplo, a gente vai ver isso acontecer de uma outra forma, mas nas relações onde existe um homem e uma mulher, a gente vai ter sim a relação atravessada pelo componente de gênero. Não tem jeito. E aí isso vai passar por todos os estereótipos, ideias culturalmente determinadas que vão dizer pra gente o que que é ser uma mulher, o que que é ser uma mulher casada.
Então, uma mulher casada pode simplesmente marcar uma viagem com as amigas ou não? Ela precisa conversar com esse marido antes? Ou será que ela vai ser possível?
Será que um homem casado? E aí o que a gente vai vendo, por uma série de fatores, as mulheres hoje em dia têm optado mais por estar sozinhas, o que não quer dizer que elas estejam solitárias, elas estão solteiras ou elas são divorciadas e não buscam um relacionamento estável, elas ficam viúvas e não buscam um novo casamento, ou elas são solteiras e não planejam necessariamente construir um casamento tão cedo. Claro que isso não quer dizer que elas estão sozinhas, que elas não se relacionem, que elas não tenham relacionamentos sexuais afetivos, que elas não viajem, que elas não se divirtam, que elas não tenham plano de ter família, de ter filho.
Mas é claro que a maneira como isso vai aparecer na vida delas vai ser completamente diferente de tudo que você tá acostumado. Então, você que é profissional de saúde, da psicologia, da terapia, fica ligado, porque muitas das coisas que você costumava entender como normais vão começar a aparecer no consultório de uma outra forma. Então, vai ter muito mais mulher trazendo para você questão de sexo casual, vai ter muito mais mulher trazendo para você questões de estou bem sozinha, estou solteira e aí eu passo a trazer paraa terapia a briga que eu tive com a minha amiga.
Isso passa a ser muito relevante ou questões de família ou planos dessa mulher que não passam por família ou casamento. E é importante que a gente não patologize isso, mas que por um outro lado a gente entenda que isso existe à luz de um novo contexto sociocultural. Então, para você que é profissional de saúde, profissional da área da sexologia, é fundamental compreender os aspectos socioculturais.
Na terapia cognitiva sexual, a gente tem uma série de ferramentas que ajudam os profissionais a entenderem não só os aspectos psicológicos ou físicos da resposta sexual, mas também integrar isso com os aspectos relacionais, a maneira como essas mulheres e homens estão estabelecendo relacionamentos. E aí esse olhar viezado, né, pro masculino, esse masculino que não me atende, é um novo aspecto relacional importante. E também os aspectos socioculturais, que lugar novo é esse dessa mulher?
Que desejos ela tem? Que dores ela tem? O que que é normal?
O que que não é normal? O que que a gente vai considerar para entender como fonte de possibilidade ou de sofrimento para essa mulher? Então você precisa ter ferramentas que te ajudem a realmente entender de uma forma atual e baseada em evidências todos os aspectos biopsicossois e relacionais.
E como você vai fazer isso de uma forma estruturada, que te dê segurança, principalmente quando a gente tá lidando com questões socioculturais que estão em constante modificação. Muitas vezes a gente se sente perdido. Então, com as ferramentas certas, você vai ter a possibilidade de realmente compreender o que que tá acontecendo com essa mulher e fazer intervenções que façam sentido para ela, que sejam alinhadas com os valores dela, que realmente potencialize as possibilidades de qualidade de vida dessa mulher da maneira como ela tá se entendendo.
>> Aqui vemos um discurso sofisticado para justificar algo simples. Muitas mulheres estão desistindo de se relacionar com homens porque esperam deles perfeição, sem reconhecer o próprio papel na dinâmica. O heteropessimismo vira uma lente que transforma qualquer falha masculina em prova de ameaça ou opressão.
Claro que existem abusos e devem ser condenados, mas generalizar o masculino e colocar o homem como eterno risco cria medo, ressentimento e solidão. Relação madura envolve sacrifício mútuo, deveres, lealdade e construção conjunta. Quando a cultura ensina que liberdade significa ausência de compromisso, os laços enfraquecem.
E sem autocrítica, a responsabilidade desaparece. O resultado é uma geração que evita relacionamentos, mas continua desejando os frutos que só eles podem oferecer. M.