Salve salve galera, buenas Rodrigo Ciríaco na área para mais um Casa Poetecast, seu programa de quebrada onde a palavra faz morada hoje diretamente aqui da escola EMF Epitácio Pessoa, Parque Cruzeiro do Sul, zona leste de São Paulo. Agora roda a vinheta pra gente conhecer oficialmente o convidado dessa edição. Bora lá. [Música] Agora sim, estamos de volta em Definitivo. Esse projeto faz parte da oitava edição do programa da Lei de Fomento a Cultura da Periferia da cidade de São Paulo. Nós estamos levando aí um estúdio de gravação para salas de leitura. das escolas, convidando artistas da
palavra, tendo essa troca aí com os estudantes dentro das escolas. E hoje estamos aqui com ele que é poeta, comunicador, educador, articulador cultural, Thago Peixoto. Salva de palmas, por favor. Salve, salve, galera. Bom dia. Salve, mano. Satisfação tá aqui mais uma vez. Obrigado aí pelo espaço, pelo convite. Licença chegar aí, galera. Tamo junto. É isso aí. Antes de tudo, eu vou te deixar mais alguns minutinhos para você fazer aí suas primeiras palavras, suas primeiras considerações. Fica à vontade aí. Bom, eh, bom dia mais uma vez. Eh, sou Thago Peixoto, sou pai do Isaac, né? Acho
que é a primeira coisa assim, tenho um filho de 8 anos. Eh, sou casado com eh a Pan Araújo, que é a mãe do meu filho. Eu amo muito, estou muito feliz aí com uma família. Ontem foi o dia das mães, é importante fazer essa menção. Eh, sou e eu sou um poeta já esse ano completa 14 anos, na verdade que eu tô que eu decidi fazer entrar para mergulhar de cabeça assim no meu sonho que é viver de literatura, viver de cultura. Sim, eu minha formação em comunicação, trabalhei muito tempo com jornalismo, assim, principalmente
Assim logo depois que eu me formei, eh, acho que é aí que eu comecei a desenvolver minha escrita assim, e só que eu sempre alimentei aqui lá no fundo aquela vontade, né, de eu tinha uma banda, tocava violão, compunha minhas músicas, então eu tinha vontade de viver do meu sonho que era viver de música na época, mas viver de da minha escrita assim, sabe? Então é isso, tem uns tem 14 anos completo agora em outubro que eu conheci esse movimento, o qual o Rodrigo Já fazia parte na época que eu conheci, que é o da
literatura periférica marginal. E enfim, depois que eu descobri isso, eu transformei minha vida e não larguei a comunicação, né, mas larguei o mundo corporativo para mergulhar um pouco nesse nesse universo da literatura. E de lá para cá já são 14 anos, 12 coletivos, uma empresa e e muita história, muitos encontros aí com o Rodrigo Ciríaco. Da hora. Vamos trocar essa ideia. Da hora. Eh, conta pra gente Como foi que você conheceu. Eh, você, né, falou aí que tinha uma banda, já tocava. Eu lembro até que no começo, quando tinha algumas atividades, você tava ali mais
com a banda também tocando, cantando. Conta um pouco como foi que você conheceu, qual foi o primeiro movimento ali que você conheceu e como que você se foi logo de cara que falou: "Pô, é isso também que eu quero fazer, conversar, participar ou teve uma certa ali ficou reticente um pouco?" Eh, mano, é tipo assim, eu lá nos em 2011, foi foi exatamente nesse período, assim, eu tava para me formar na faculdade de comunicação e eu tinha um professor de jornalismo impresso que ele ele era também repórter de uma revista chamado Caros Amigos. Ah, sim.
revista importante, eu não sei se tá ativa ainda, mas era uma revista muito importante assim naquele período e ele sempre trazia pras aulas algumas revistas assim pra gente ver e tal. E aí Vinha umas entrevistas muito [ __ ] assim do Bill, do eh seu Jorge, tinha uma galera pesada escrevendo na revista Ferrez, o Ferrez era colunista, o Vais era colunista. E aí foi que eu conhecia eh conhecia essa literatura, assim, eu lia sempre para ia lá ver o que que o Vid escrever, ia lá ver que o Ferreira escreveu. E então eu já eu
comecei a absorver um pouco desse universo através dessa revista. E aí eu já comecei a acompanhar os blogs deles, eu Acompanhava o blog do Sérgio Vaz, sabia que existia Coperifa, eu morava perto da Coperifa. A Coperifa é um saral, eh, não sei se vocês conhecem, mas é um saral que ele acontecia lá na zona sul de São Paulo, no Chakra Santana. Eh, eu morava no Jardim Mirapu era, então era próximo, eu sabia, pô, aqui do lado, tal, onde eu vou, onde eu vou e tal e não ia, né, ficava enrolando. Aí um dia eu tava
no buzão e eu vi, gancei uma conversa assim de que tava aniversário de 10 anos da Coperifa assim, sabe? Ah, legal. Aí, tipo assim, falou: "Ah, que nós tem que ir e tal, não sei o quê". E eu eu ouvi, eu falei: "Caramba, 10 anos eu vou ter que ir, então, né?" Daí eu peguei, ficou meio vergonha e fui ver o que que era assim, né? E aí meio quando e eu nessa época eu já tinha banda, fazia shows assim, tal. A gente, minha banda chamava Apologia Gruve, a gente fazia som autoral, né? E já
tinha essa vontade, mas era uma coisa que tava muito Distante, assim, não tava, eu não via acontecendo assim, né? A gente tocava num barzinho, em alguma coisa assim, mas não existia, eu não não conhecia esse movimento da cultura periférica assim. E aí quando eu vou pro Saral da Coperifa e eu vejo ali aquela festa de 10 anos, é um dos saralus mais antigos da cidade assim, né? assim, aquele bar lotado, 200, 300 pessoas para ouvir poesia, meio que tipo assim, sabe aquela ficha que tá caindo assim p bateu na minha cabeça Assim, falou: "Mano, encontrei
a minha turma, tipo assim, eu falei: "É isso aqui que eu quero fazer. Eu a chave virou, né? A chave virou". Eu falei: "Putz, agora tenho outro problema que é é o meu trabalho, preciso resolver isso que eu não quero mais trabalhar com aquilo, não. Quero fazer isso, quero ver como é que faz, quero aprender, quero crescer aqui." E aí foi mais ou menos isso, assim, eu fiquei eh 2011, 2012 frequentando assim Muito assim e aí conheci uma galera, a gente já fundou o Poetos Ambulantes em 2012. Poetos ambulantes é um grupo que a gente
faz poesia dentro dos transportes públicos de entrar no buzão, no metrô. Podia estar matando, podia estar roubando, mas estô fazendo poesia. Aí começa um saral, distribuir livro, distribuir poesia pros passageiros. Isso começou em 2012, assim. E aí no final de 2012 tava, eu tava assim ainda Trabalhando assim no meio corporativo, trabalhava numa agência de publicidade assim, eh, só que tava impossível para mim conciliar porque eu queria viver muito aquilo. Eu falei: "Meu, é isso, tô um ano fazendo isso, eu vou pedir demissão, vou pegar a grana, publicar meu livro, que já tinha experiência de várias
pessoas que tinham feito isso assim e vendia livro na rua". Eu falei: "Meu, vou fazer isso mesmo". E e foi isso. Daí em 2013 eu publiquei Meu primeiro livro que é o Embrionários versus Revolucionários. E essa época assim eu eu frequentava, tinha era uma época que os saraus assim de periferia tava muito forte, né? Então tinha Saral da Demar, suburbano convicto, tinha o sobrenome liberdade, o da o próprio Saral da Coperifa. Então foi um foi um um movimento que me formou assim, eu frequentei, eu já tinha passado por eh tinha feito uma faculdade incompleto, Fiz
um ano e meio, parei, fiz essa outra, me formei, mas eu considero que a minha formação mesmo é dentro do do movimento do Saraus, assim, sabe? Porque é louco, lá eu me desenvolvia, aprendi a falar melhor em público, aprendi a me expressar, a pesquisar mais sobre literatura. Eu conhecia uma literatura que eu não conhecia fora do Saraus. Então eu comecei a ler, por exemplo, Carolina Maria de Jesus. Carolina Maria de Jesus foi uma uma Escritora que eu conheci dentro do Saraus e muitos outros. E aí eu fui me formando e fui eh dando passos um
pouco maiores. Em 2003, eu fui e fundei o Islando 13. Eh, você alguém sabe o que é islã aqui? Já viu um islã? Sim, eles têm islã aqui. Tem islã na escola? Tem. Pô, vou vir participar. Publicaram, a professora Talita tá me mostrando, eles publicaram dois livros dos autores daqui da escola de Islã. Pô, que legal. Nossa, que da hora. Depois eu quero ver. Quero Ver. Eh, o Islã do 13, ele é o é o quinto islã a surgir no país. Assim, na época não tinha uma uma cena de islãs no Brasil. Tinha o Zap
que surgiu em 2008, aí em 2012 surgiu o da Guilhermia e o menor island do mundo. Aí em 2013 o Island 13 vem nessa leva junto com o Island do Grito e tal. Então é muito legal saber que tá acontecendo aqui dentro da escola, né? Porque assim, 12 anos depois assim eh tem Islã em todos os estados do Brasil, tal, tem Campeonato estadual, campeonato nacional. Eh, eu fui, eu participei do primeiro campeonato estadual lá atrás em 2012 e tinham dois islãs. Daí eu ganhei o Islan da Guilhermina, o L Barbosa ganhou o Zap e a
gente fez a primeira final, né? A primeira final circuito estadual. Isso meio que foi foi contagiando assim, foram surgindo vários islãs e enfim, de de lá para cá minha vida mudou mudou bastante assim, eu hoje trabalho também com comunicação, mas eu Trabalho com comunicação nos meus projetos, na na minha empresa, que é que é o baderna, a baderna, né? Eh, é porque a gente falou o baderna porque é um grupo que reúne coletivos e artistas independentes, periféricos, eh que produz cultura, principalmente na zona sul, mas a gente também faz parceria com com a cidade inteira,
assim, sei. E é um pouco disso disso tudo, essa esse molho aí legal. Foi assim que cheguei até aqui mais ou menos. Legal. Tem uma Curiosidade, não sei se você sabia, mas eu participava ali do zap, principalmente desde 2009, 2010. E aí em 2013 foi que eu fui ali para, eu ganhei, né, um dos mensais e eu fui pra final que foi no Sesc Pompeia. Naquela final de 2013 você tá também? Eu tava. E aí quem levou foi o LS, em segundo foi o Serginho Poeta e eu fiquei em terceiro. Nossa, essa eu fiquei em
quarto que tava o Bob B também, não era essa? Nossa, eu tava nessa fo isso. Foi Isso daí, Val. Podia se conseguisse ali e podia ter de repente, porque era isso, foram só dois islãs, né, que fizeram essa final. É, foi o da Guilherme. E foi eu acho que o em 2012, né? É, em 2012 foram dois. É, que foi o representante da Guilhermina e o representante do Zap. Isso, exatamente. Aí 2013 teve já tinha o representante do 13. Ah, então foi em 2012, eu acho que foi isso. Então, foi em 2012 que você tá,
você tava nessa final de 2012? Foi uma que tava no Sesc Pompéia. No Sesc Pompé. Tem a final do do menor islã do mundo primeiro, né? Não lembro. Não sei se você lembra, porque tinha essa discussão assim, ó. Islã de poema curto, não é? ficou bravo. E e aí nessa primeira final não rolou a primeira final do Menor islã do mundo, daí depois rolou a final do estadual assim e aí depois o menor islã do mundo entrou pro circuito também em 2013. Assim, legal as histórias. Thago, voltando um pouco, voltando bastante, Conta um pouco sobre
você aí, sobre o esse menino Thago, sobre onde você nasceu, morou com a sua família. que lugar que você cresceu? Conta um pouco dessa história aí do seu núcleo familiar, quando, né, até casa porcast, né, traz essa questão da casa, né, desse aconchego, a gente sempre traz um pouco, recuperar um pouco essa história também dos nossos convidados. Legal. Eh, eu eu nasci em 1986, lá no século passado, né? Eh, para ele já faz Bastante tempo, né? Já faz bastante tempo aí. E eu nasci no Jardim Birapuera, ali na zona sul de São Paulo, distrito ali
do do Jardim São Luís. E com 2 anos eh eh a gente se muda para Santo Amaro ali, bem no núcleo de Santo Amaro mesmo. Eh, e eu cresci ali, então eu cresci muito nesse porque também ali é uns 15 minutos de distância, então tava muito cresci no em Santo Amaro, mas tava sempre no Jardimapoera, por causa das minhas tias, da minha avó, dos meus Primos. Então, eh, e eu cresci, eu somos uma família de quarto, quatro irmãos, né? Eh, cresci com três irmãos. Eh, primeiro a minha irmã mais nova, ela veio 11 anos depois,
mas aí eu cresci assim, eu tive uma infância muito eh eu brinquei muito assim, muito muito livre assim, eu na rua, eh, na verdade no condomínio, eu cresci num condomínio chamado Dom Bosco ali em Santo Amaro, que é é um é um conjunto habitacional, é tipo assim, é era um dos Primeiros, talvez condomínios ali da região assim, então isso entregava ali uma segurança assim, um conforto e e para minha mãe poder ir trabalhar. Minha mãe trabalhava próxima ali e ao mesmo tempo que parecia parecia não sei, acho que entre pensando assim década de 90, né?
Eu eu cresci muito protegido dentro de um condomínio mesmo assim, sabe? Eu ia paraa rua, mas acho que a rua também não era tão perigosa. E acho que eu eu tinha Essa sensação de que, tipo assim, mano, eu posso fazer o que eu quiser aqui, porque tipo assim, assim como eh era um condomínio, mas era um condomínio de classe baixa, era 45 m o apartamento, assim, dois dois quartos. E era um condomínio em que todas as mães e pais, quer dizer, os pais, que era o caso do meu pai, não era presente, era um pai
que tava sempre eh trabalhava. Meu pai se separou da minha mãe com uns 10 anos, assim, então o meu pai trabalhava, ia Pro bar, eu via, ele não participava muito da nossa, da nossa convivência familiar. E a minha mãe ficava o dia inteiro fora trabalhando. A minha mãe, ela trabalhou e ela se formou depois na faculdade, em pós-graduação, com três filhos em casa, assim. Então, tipo, eu não sei como ela fez isso. A gente não sei como a gente não se matou assim, porque minha mãe saía 7 horas da manhã, voltava e era a realidade
do do condomínio inteiro assim. Então a gente Tacava o terror mesmo do condomínio, brincava mesmo, fazia de tudo assim. Então eu eu vivi e eu vivi minha infância eh muito foi, acho que eu eu brinquei muito, eu me diverti muito e eu lembro com muito carinho do período da escola que eu estudava próximo à minha escola. Eu morava, eu morava próximo à minha escola e eu nunca fui, eu acho que talvez por isso, assim, por crescer sem, sem, porque hoje eu vejo que o meu filho eu faço um pouco diferente, mas assim, Eh, minha mãe
precisou trabalhar muito fora e tal, eu cresci meio que sem desregrado assim, sabe? Então, também não era um bom aluno, eu era o aluno do fundão lá que gostava de, eu amava ir pra escola. Se eu chegasse atrasada eu pulava o muro e dava um jeito de entrar, mas não era para estudar, sabe? Era para me divertir e tal, mas também nunca fui um aluno problema. Eu gostava dos professores, eu era aquele aluno que gostava de interagir. Hoje eu percebo Que é é esse comunicador, eu gostava de de tá de tá nas brincadeiras, tá no
futebol, tá na escola, tá envolvido, gostava de tá tá ali socializando. Então a a a minha infância foi foi muito isso, assim, eu tenho essa lembrança, acho que também por eu ter estudado a vida inteira na mesma escola. Então, tem minha memória, uma memória afetiva muito grande com a minha escola, que é o Maria Petronila. É estadual ou municipal? Escola estadual. Escola estadual. E você fica do do fundamental até o médium? É da da segunda série do fundamental até concluir no terceiro ano colegial. Legal. E e aí e olha como como são as coisas assim,
porque tá tá tudo ali assim. Eu eu eu não lembro, eu lembro que eu eu ia eu não ia péssimo nas provas, mas não ia muito bem. Eu sempre tirava ali a nota mediana, mas em literatura eu fui muito bem. Assim, eu tinha uma professora de literatura que Ela deu, ela fez um trabalho muito muito forte com a gente assim de de poesia, de aprender escrita, empreender rima, aprender métrica. E ela era muito rígida e foi a professora que eu mais gostei, assim, eh, eu tive uma chama Vera ela e a gente teve criou uma
relação muito boa, tanto que depois da escola a gente se fala, se falou assim, o primeiro islã a rolar dentro de uma escola foi inclusive nessa escola que eu estudei, escola. Legal. Eh, Maria Petrolini em 2013, o Emerson Alcald inclusive ganhou, que é a melhor colocação nossa no mundial de poesia, o Emerson que ganhou lá no mundial, mas ele foi com essa vaga que ele ganhou lá no 13, assim, ah, que legal. E e eu acho muito legal pensar essa história assim e eu acho que a escola ela ocupa um papel muito importante na minha
vida nesse lugar de socialização, de construir um conhecimento que eu nem sabia que eu tava adquirindo ali, porque foi num num De uma forma tão natural assim, eu sempre achava que eu não era bom, achava que eu não era. E e aí depois eu fui percebendo que não, eu era mesmo, eu tinha meu talento, eu tinha a tinha a minha potência que na verdade acho que naquela época ali e que eu cresci, não era muito validada esse esse tipo de criança que eu fui, sabe? Sim. E eu acho que tava tava um pouco nesse lugar.
Aí acho que teve uns momentos assim daí para minha pro final da minha Adolescência já para os 16 anos, eh, assim, teve todo esse eh, eu morava na quebrada no Jardim São Luís, fui para um um bairro um pouco melhor ali em Santo Amaro, minha mãe acendendo profissionalmente. Aí, tipo, na minha adolescência, minha mãe a conseguiu um trabalho melhor, a gente foi morar num apartamento melhor. Aí fiquei por uns 5 anos nesse apartamento também lá em Santo Amaro. E aí tem uma coisa na minha vida que eu eu entendo que foi como um Divisor de
águas assim, que foi quando a minha mãe também, a minha mãe é contadora, ela sempre trabalhou contabilidade, mas tem uma escritora dentro da minha mãe também desde pequena, assim, minha mãe, ela quando tava na escola, inclusive, ela participou de um concurso literário, ela ganhou um prêmio da Raquel de Queirozi, da mã das mãos da Raquel de Queirose, quando ela tinha 7 anos, 8 anos. Então, ela tinha isso nela e ela, né, a Realidade se impõe, eh, casou com marido que não ajudava muito, três filho, precisava fazer acontecer e aí ela foi pra vida e ela
conseguiu assim para e a gente acendeu eh até ali mais ou menos a minha adolescência, quando ela decidiu falou: "Pera aí, meu". Ela conheceu uma galera da cultura, falou: "Meu, acho que eu vou publicar um livro, vou pra área da cultura". E aí ela saiu da contabilidade, saiu do do Ramonteleiro e montou uma produtora e daí depois também Foi trabalhar numa editora. Aí trabalhando na editora foi que ela publicou o primeiro livro dela e fundou o que seria hoje a baderna. Na época era Conecta Brasil. Sim. E ela fundou a editora para publicar o livro
dela. E então é louco também quando eu largo tudo para para publicar meu livro, eu já tinha essa referência em casa da minha mãe que fez isso com quatro filhos, né? Eu falei: "Pô, eu não sou casado, não tenho filho, eu posso fazer também". Só Que isso levou a gente para para um para uma situação que era a realidade de qualquer mãe com quatro filhos que tentasse ir publicar seu livro de forma independente. Minha mãe eh foi perdendo tudo. A gente não tinha, a gente morava de aluguel. Toda essa ascensão não foi uma ascensão eh
sólida assim, foi a gente morava de aluguel, tinha eh um carro que minha mãe precisou vender, daí depois precisou sair da casa de aluguel, a gente voltou paraa casa lá pro Jardim Birapuera para estar com a zero. Não a minha ainda, porque quando eu fui eu ainda morava porque lá meu avô foi construindo três casas no quintal. Assim, a primeira casa que era que eles moravam era uma casa de dois cômodos. Aí depois meu vô construiu um sobrado que daí morava ele e os filhos moravam na casa de baixo. Eu cheguei, quando eu nasci, eu
morei nessa casa de baixo. Quando minha mãe perdeu tudo lá, que a gente tinha 16, 17 anos, a gente voltou Pra casa que minha mãe nasceu, que era uma casa de dois cômodos, só que agora era ela com os quatro filhos morando, dormindo no mesmo quarto, minha mãe dividindo a cama com a minha irmã e aí, tipo assim, isso mexeu com a minha cabeça demais, porque o que vinha me sendo me apresentado ali, né, numa adolescência, numa outra realidade, que na verdade, tipo assim, sempre teve esse paradoxo assim, assim na minha vida, porque eu eu
sabia que a minha família, A minha origem da minha família era de quebrada, minha tanto por par de pai quanto par de mãe, a gente é de origem nordestina, Bahia, Pernambuco, só que a gente tava eh minha mãe tava pleiteando um, tava conquistando o lugar. Minha mãe, acho que foi uma das primeiras mulheres da geração dela a mesmo ocupar o mercado de trabalho, ocupar cargos de poder no meio corporativo, assim, década de 80 e 90. Então ela ela ela traçou uma luta muito difícil e conseguiu. Só que a Hora que ela também quis fazer um
outro movimento, ela não tinha seguir esse sonho, não tinha ainda conseguido fundar bases mais sólidas para as coisas não desmoronarem, as coisas desmoronaram. E aí eu percebi aquilo e eu falei: "Meu, eu não eu não vou desmoronar. Para mim não aconteceu nada. Para mim tá, quem perdeu foi minha mãe. Minha mãe que conquistou tudo que a gente tem aqui. Eu não conquistei nada, pelo contrário. Tô aqui na na casa que eu nasci. Tô com a Minha avó, com a minha tia, com meus primos. Para mim tá ótimo. Adorei. Vou vou viver isso aqui, sabe? Então
eu meio que não não senti esse bac. Pelo contrário, ali nasceu o poeta mesmo. Foi ali que eu comecei a escrever, porque começou, foi tanta coisa mexendo com a minha cabeça ali, eu para entender aquilo, assimilar tudo aquilo, eh, e também não, não, eh, gerar, sei lá, criar um drama, alguma coisa na cabeça da minha mãe, alguma coisa que fosse Gerar, tipo assim, eu acho que a a poesia, a literatura me ajudou muito nisso, nessa época, de começar a escrever e me entender. E ali eu até falo isso no meu livro anterior ali, porque ali
eu encontrei a a minha essência mesmo assim, tanto quanto como artista como como pessoa ali, sabe? Tipo assim, meio que as pechas se se encaixaram, falou: "Você é isso aqui, aqui é seu chão, aqui seu vô nasceu aqui, seu tataravô nasceu aqui e eh você Tá você tá aqui pronto para agora você tá entrando na fase adulta, você vai começar a trilhar os seus passos a partir daqui, sabe? Sim. Então acho que isso foi muito importante. Foi talvez o período mais difícil da minha vida. A gente passou uns 5 anos assim também nessa condição mais
difícil assim. A gente tá morando numa casa super pequena e tá precisando de ajuda dos familiares assim porque foi um período bem difícil mesmo. Mas eu vi minha mãe reconstruindo A vida dela. Eu também fui começando a construir minha vida no jornalismo, tal. Daí montei a banda. Foi ali que eu comecei a montar uma banda porque eu tava soltando uma pipa no telhado, assim, o baixista da minha banda passou, mano, já vi esse cara aqui, ele ele toca uma guitarra, se eu não me engano. Aí ele me viu assim, ele falou que tinha me visto
umas vezes assim, ele parou, conheceu? É, não é porque tipo na na minha tipo lá para uns 12, 13 anos, eu Ia sempre pra casa do meu primo para tocar. a gente ficava na lagem do meu primo tocando e ele e ele era ele um dia já viu eu tocando lá. Então a gente já não era amigo não, mas ele já tinha me visto. E ele tava montando uma banda pessoal de um guitarrista e me viu lá em cima da live, falou: "Ô mano, chega aí". Daí você não toca uma guitarra, não quer tocar guitarra
na minha banda, tal, não sei o que. Eu falei: "Putz, vamos, demorou". E aí conectei, montei a banda E ele foi quem primeiro mostrei os cadernos de poesia e falou: "Meu, a gente faz uma banda cover, você tem música aí? Vamos fazer música". Aí comecei a fazer música. Então foi foi acho que a minha história assim, a conexão com a arte vem vem daí, daí que conecta com isso de eu tá no no mundo corporativo e falar: "Meu, eu quero ser poeta, eu quero ser músico". E e tinha talvez internamente eu tava muito muito impregnado
em mim essa coisa do Movimento que eu tinha acabado de conhecer, mas eu já tinha essa referência de falou: "Mano, eu posso largar tudo e fazer o que eu quiser". Minha mãe fez isso, sabe? Fazer outro caminho, né? Fazer outro caminho. Daí eu segui outro caminho e e foi é o caminho que eu tô até hoje, assim. Da hora. Estamos aqui na EMF Pitácio Pessoa, inclusive a gente tá na Ael Lucas Afonso. É mesmo. Olha. E a Lucas Afonso. E aí eu Vou chamar uma das estudantes para vir aqui fazer uma primeira intervenção poética. Giovana,
chega para cá. Palmas para Giovana, pessoal. Giovana, temos aquela câmera ali. Pode falar para isso. Mas tá ótima aí onde você tá. Fica à vontade. Aprando as dicas ali. Tira a mão do poço. V aqui a hora que você quiser. Pode ir. Pode ir. A mulher inocente é o alvo da sua acusação. Você joga a culpa nela sem Qualquer razão. Em vez de encarar sua própria decepção, prefere jogar seus erros em minha direção. Você joga a culpa em mim. Se ao menos olhar para si, você desvia o olhar da verdade e me afoga em sua
falsidade. Não aceita a responsabilidade e me usa como sua maldade. O homem que joga a culpa e não quer enxergar, prefere apontar o dedo, se fingir de vítima e ignorar a verdade. Mas a culpa não some, não se evapora no ar. Ela segue presente, pronta para se Manifestar. Não sou seu saco de pancadas, não vou carregar suas frustrações. Você precisa encarar suas próprias batalhas e parar de usar minhas emoções. Então não adianta fingir, não adianta negar a culpação e não dá para disfarçar. Muito bem, Giovana, muito obrigado pela sua participação. Aproveitando forte, hein? Aproveitando, né?
Aproveitando, Thago, vou pedir para você fazer um recitar um Poema seu também. A gente fala, né, poeta, tal. Então, a melhor apresentação do poeta é a própria obra. Fica à vontade para mandar uma sua. Eh, beleza. Eu vou, acho que eu vou falar, começar, né, do jeito certo, pedindo bênção paraa minha avó. É um poema que eu fiz para ela, eh, chama Iden. E ele ele pega um pouco de todas essas histórias aqui que a gente já começou a falar. É assim. Bênção, dona Maria, licença. Toda essa poesia que eu sei nem precisava, Mas que
há tempos me sobrevoava o coração, acabou escapando sem pretensão, espalhando o amor, feito o cheiro do seu feijão nos perfumando de sabor. Bênção, vó, esse poema eu fiz só para retribuir todos os Deus te faça feliz que você sempre nos diz com sua voz de escudo, capaz de nos proteger de tudo que não se pode evitar. Obrigado por me aceitar como eu sou cheio de defeitos, por me ensinar que sempre cabe mais um no peito de quem sabe amar e dividir. Até porque Se for para prosear, dançar e sorrir, não precisa nem ser convidado. O
portão fica só encostado, a chave na janela. É só entrar e se servir e depois tapar as panelas. Foi ela quem me ensinou com a casa cheia de humildade a cada ceia de felicidade feita com suas mãos doutoras em descrição, dedicação e delicadeza, que união é nossa maior riqueza. Me dê sua bênção, minha alteza, que com ela eu sou fortaleza e voução para qualquer dia de cão e venço toda a falta de beleza Que a vida tentar me servir à mesa. A bênção, madrinha, mãe da minha rainha. Obrigado por se fazer casa quando a gente
não tinha, por estar lado a lado aplaudindo, chorando e sorrindo a cada passo dado nos palcos do meu destino. Valeu pelo gênio nordestino que me faz menos paulistano. É uma valiosa herança seu sangue pernambucano. Por isso, peço bênção à Bisa e ao Biso. Nessa raiz mora a coragem e força que eu preciso para cumprir minha passagem. Aproveita essa Homenagem para pescar em um pesqueiro de saudades a viagem do Chico Mineiro e o Serra Serrador no Cole na voz do vô. Eu sinto falta daquela criança que passava o domingo inteiro fazendo reinança no terreiro da avó.
Eu acho que eu sou aquela criança, só que um pouco maior e mais calvo também. Me dê sua bção, meu bem. Aí eu digo que te amo só para ouvir id sorriso me abraçando. É muito legal que a minha avó é muito fã assim, nossa, minha da Carol e tal, e Ela sempre falou: "O Thiago é poeta". Chegava alguma festa: "O Thiago é poeta? Fala um poema, Thiago." Aí eu tinha um poema sempre muito igual um poema assim que você falou, um poema de luta, né? Eu sempre vinha com um poema de luta assim nas
pancadas. E aí, tipo, era uma festa de aniversário, né? Fto do meu filho. Fala: "Ah, Bolsonaro". Aí eu falei: "Meu, eu preciso fazer um poema pra minha avó, porque ela vai me pedir o poema e eu vou ter o poema." E Daí eu fiz esse poema e agora eh todas as peças falar: "Ah, fala aquele poema que você fez pra avó." Eu falo: "Agora, agora, agora cabe, né? Agora cabe." Vou fazer, vou pedir uma outra intervenção aqui, estudante também da escola. Mas agora para fazer uma pergunta para o nosso convidado Thiago Peixoto. Kemily, chega para
cá, por favor. Palmas para Kemy, pessoal. Intervenções da EMF Pitass Pessoa. Thago, a obra Temoesia é a sua obra mais recente e foi um marco muito representativo na sua carreira. A minha pergunta é: Que sentimento você queria mostrar para o público quando você escreveu? Qual público você queria atingir? E principalmente a sua obra, ela significou alguma coisa mais pessoal para você? E outra pergunta, e se você não tivesse escrito, mudaria alguma coisa na sua vida pessoal, sua vida como Escritor? Enfim, beleza? Vamos lá, tá? Eh, você pode aguardar ele terminar de responder aqui mesmo. Eh,
a Teimosia, eh, ele é um, ele é um livro que ele nem nasceu com esse nome, assim. Eh, na verdade eu quando comecei a escrever, eu foi quando eu falei, eu vou publicar esse livro, foi em no final de 2023. E eu tava com um nome que era sobre sobre voos em vãos, sobre voos e vãos, assim, alguma coisa assim, sabe? E aí eu Eu não quis publicar. Eu não eu assim, o meu último livro eu publiquei em 2019, sabe? Eu acho que e a gente que quem vive de arte, vive de poesia, fica, a
gente vive com esse umas crises existencial de falar: "Meu, será que eu sou bom suficiente? Será que eu tô fazendo é importante? Será que faz diferença? Será que não faz?" E aí nesse daí quando eu tava no final do ano, eu falei: "Meu, não vou publicar isso, não tem nada a ver, não tô fazendo nada de, Não tem nada de bom, né? Não sei, a gente vive esses momentos, sabe?" E aí, eh, já em 2024, eu vou, eu volto a participar de um outro islã, assim, eh, começo a dar um retorno positivo das pessoas também
que já me conheci há muito tempo. Pô, mano, onde você tá? Não tô te vendo, não sei o quê. E aí eu eu fui e escrevi um um poema chamado Teimosia, que é um lamento assim, né? Mas é que ele fala um pouco sobre isso De ser artista independente, de de o que tá me mantendo fazendo tudo isso que eu faço, talvez seja poesia, talvez não é nem meu seja teimosia, talvez não seja nem meu sonho mais assim falar, mas eu vou vou aqui porque eu sou teimoso mesmo. Acho que acho que essa é uma
característica do brasileiro. O brasileiro por si só é é teimoso assim porque a gente realiza tanta coisa com tão pouco. E e aí eu acho que esse livro ele ele vem pr pra pr mim essa força Assim, sabe, de falar: "Meu, você é importante, o que você tá fazendo é muito importante até para você mostrar pras outras pessoas que elas também precisam acreditar no sonho delas, que a gente precisa às vezes quando parece que ninguém acredita ou dá valor pro que a gente faz, se a gente tá dando valor, a gente já tá dando esse
primeiro passo, sabe? E a gente, eu, eu acho que com esse, com esse livro, eu espero que muitos de Vocês e outras pessoas que leem leem esse livro, que eu acho que esse livro ele dialoga com a juventude também, não é um livro só para as pessoas mais velhas, ele dialoga bastante com a juventude. É um é um livro que eu acho que ele vai fazer as pessoas sonharem também, as pessoas, pô, falar, talvez lê ali e falar: "Meu, talvez eu consigo fazer também. Eu acho que eu vou eu vou eu vou arriscar". ou a
pessoa que já arriscou, já escreve, já faz não sei o Quê, mas deixou de acreditar, que a pessoa volte a acreditar e falar: "Meu, eu vou ser teimoso também. Eu vou ser teimoso e vou eu vou botar a fé em mim primeiro antes de todo mundo, sabe?" E eu acho que é é uma luta constante, principalmente se você sendo um artista periférico, assim, independente. Esse livro ele não é tão independente porque ele tá saindo com um fomento da cultura a as eh a lei de fomento da cultura das periferias. Ela eh o Islando 3 foi
Contemplado com a oitava edição e uma das coisas que a gente tá fazendo nessa programação é publicar vários livros. Então, esse livro é o meu primeiro livro dos quatro que eu publiquei, que que eu não tô tirando do meu bolso, que eu não tô fazendo isso de pegar dinheiro da minha empresa ou da de algum lugar, vou pedir demissão e vou publicar um livro. Esse é o primeiro que chegou um recurso para eu conseguir publicar. Então, já eu acho que também vem nesse, Vem eh é uma resposta que eu tô tendo de falar assim, tá
vendo? você não, você você já não está no mesmo lugar, você está caminhando, você tem gente que se referencia em você, tem gente que tá tá correndo hoje porque viu você correr. Então é importante você continuar correndo para mostrar, continuar a eh continuar eh sonhando e abrindo caminhos para para si e pros outros que quiserem sonhar, trilhar a mesma jornada, sabe? Então eu acho que é é isso. Esse livro é Ele é para todo mundo aí. Tem tem poemas mais de luta, mas tem poemas que eu falo pra minha avó, pro meu filho. Eh, tem
poemas que eu eu dialogo com o movimento dos islãs, dos saraus. Eu faço algumas provocações pra galera do Islã, porque, ah, porque eu sou um dos personagens do Islã, né? Eu acho que a gente tem que tem que dar uma provocada. A gente, o Islã é uma coisa que mexe muito com a competição, com o ego. E aí eu acho que isso isso levanta muitas questões na nas Pessoas, inclusive em mim, né? Não é porque eu tô há mais de 10 anos fazendo isso que ah, eu tô seguro do que eu tô fazendo, sabe? Então
é um pouco de tudo isso que eu te mosia atrás, sabe? Legal. Obrigado, K. Muito obrigado pela sua aproveitando a tela disso que você falou, então a gente, se você se a gente pega os últimos eh 10, 12 anos da cena de Saral Islan, a gente teve uma mudança muito grande, né, cara? Principalmente no pós pandemia aí. E aí eu queria você falasse assim dentro da sua visão, como que você vê essa mudança nos últimos 10, 12 anos, tanto da cena de Saral quanto da cena de Islã, né? O que que você viu dessa mudança
e como isso você sente que influencia ou não trabalho de uma forma geral, né? Seja um trabalho como na produção de livro mesmo, né? dessa circulação ou na produção do poeta ali, Thiago Peixoto sentando e dialogando com o seu Material. Eh, eu eu acho que em assim, quando eu tava lá no começo, frequentar os saraus, frequentar os islãs era um combustível para escrita, assim, né? Eh, acho que eu frequentei assim por uns 5 anos assim direto rodava a cidade inteira para ir falar, ouvir uma poesia aqui na zona leste, gastar duas horas e era tranquilo,
eu gostava, isso me alimentava, isso era eh era um combustível paraa minha poesia. Eu acho Que a cena foi foi se transformando por conta é acho que é é natural assim, né? Você ficar ativo, forte e relevante por tanto tempo é muito difícil assim, né? Eu acho que a cena vai se renovando, assim, eu entendo um pouco isso do Eu acho que talvez o Saral tenha vivido o Já tava vivendo o ápice quando eu cheguei ali, sabe? Eu acompanhei assim a ali o movimento dos saralus, todos muito cheios, muito cheios. A gente ia pro suburbano
convicto, que era uma salinha E que cabia, sei lá, 30 pessoas e 60, 70 pessoas ficava para fora vendo que quem que tá lá, tá alguém falando, sabe? Então, é, é, foi uma coisa muito importante assim, mas que eu acho que naturalmente a a o movimento ele ele é vivo, né? Então ele ele vai se transformando, tem ciclos, tem ciclos. E o o Islã, eu entendo que, por exemplo, eh quando o Islan surgiu lá em 2008, ele ele já ele tava ele, primo, acho que por ele ter surgido na Pompeia, ele não Dialogava diretamente com
o movimento da literatura periférica. E muitas pessoas que eram poetas, que frequentavam os saraus, achava ali que era uma coisa mais elitizada, né? Eu via, eu via muito isso quando eu comecei a colar, não, porque ali é coisa e não tinha nada a ver, na verdade, né? Era um, era um movimento que, tipo assim, acho que depois que vocês começam a frequentar o Emerson, é que era uma coisa, uma cena mais underground assim, né, Independente, né, não era periférica nesse sentido, mas era uma cena alternativa também, né, independente. Sim, total, totalmente. E e eu acho
que tipo assim, foi esse momento da galera da cena que frequentava o Saralus, o Emerson fala isso assim, que muita gente, ele frequentava muito os Islães, falava: "Mano, você tá frequentando Islã?" Ele é: "Meu, eu vou fundar um Islã". Inclusive, e eu acho que quando eh surge Islând da Guilhermina e que Começa a fazer essa conexão assim, sabe, de tipo, pera aí, mano, isso aqui é um é um é o mesmo movimento. Daí, tipo, muitas muitos poetas que estavam frequentando Saral passou a ocupar o movimento dos islãs assim. Sim. Então, essa cena de 2012, 13,
14 é principalmente preenchida com poetas que se formaram no Saraus. E aí eu acho que esse é o grande diferencial do saral pro Islã, porque o saral é um movimento mais maduro, porque se você for for pegar Quem frequentava, quem fazia os saraus antes, eram pessoas 30 mais a maioria, assim, principalmente quem quem organizava o os saraus é 40, 50 mais muitas vezes. Então era gente madura de vida e da sua escrita assim, sabe? Então que tem uma escrita consolidada e tudo mais. Eu acho que essas pessoas foram conhecer o Islã, mas tipo assim, o
Islã ele ele funciona para melhor para quem está começando, porque você tem seus 30 anos de carreira, 40 anos de carreira, Vai chegar, vai por um islã, você vai tomar um sete, um oito, n? Daí fala: "Pô, meu, os caras não entende nada de poesia". E e começa, eu acho que eu vi isso acontecer também, muita gente que colava com a gente, colava no Islã 13, colava nos nos Islãs, parou de colar porque percebeu isso, percebeu, pô. Ah, que tá ganhando a molecada que chega agora tá começando a escrever e já tá ganhando. E eu
acho que foi o que aconteceu mais ou menos em 2014, 15, 16. O Islã passou por primeiro foi o a primeira as primeiras gerações eram pessoas que já conheciam o movimento literário, já tinham esses que já escrevia há bastante tempo. Aí depois vem esse movimento de pessoas que começaram a a frequentar o o Islã a partir das pessoas que fundaram assim. E eu acho que hoje o Islã ele ele ele é mais jovem do que nunca, assim, pelo menos na minha percepção é essa. E ele se referencia muito dentro do islã. Quem Chega a a
galera chega no Islã, pô, gosta do da matriarca, gosta da King, gosta da Mari Félix, gosta de pessoas que eles viram dentro do islã, sabe? Então isso, eu acho que isso é muito legal e e eu acho que isso pode garantir ainda pro Islã uma perenidade um pouco maior, porque eh literalmente a juventude que tá nisso. Por exemplo, o o Islândo 13 eu apresentei até 2020, assim, eu também já tava sentindo isso. Falou: "Meu, eu não tô mais eh não tava Me sentindo tão integrado ao movimento, porque acho que era isso. quem começou comigo, as
pessoas que foram saindo, foram saindo. Eu fui, fui ficando meio me sentindo lá 35 anos na época, 34 anos, já sentindo tiozão vovô do Islã, sabe? Falou: "Meu, então eu precisava eh percebi que precisava ter uma renovação no próprio Islando 13 pra gente continuar vivo assim, sabe? E e aí eh foi nesse momento que a gente trouxe pro Islã tanto a Jéssica Campos quanto o Islã, o o Santos Drumon, já chamar ele de Islando 13. Eh, e eles eles passaram a apresentar o Islando 13 desde 2022, eh, final de 2022, se eu não me engano.
E isso foi foi muito positivo porque eh eh são pessoas que estavam protagonizando já na época o Islã, pessoas super jovens, 20 e poucos anos que a galera que tava chegando no Islan se reconheciam neles. Então, acho que isso deu uma força pro Islã do 3, assim, muitos islãs pós Pandemia eh perderam força. O Island 13 eu percebo que que cresceu bastante. Eu acho que cresceu por muito por isso, pra gente ter conseguido renovar o nosso time. Eh, e também por a gente tá em contato direto com as escolas. a gente tá sempre nas escolas
fazendo e e eu acho que tem tem um tem uma eh essa talvez seja a grande diferença, assim, você enxergar que tem pessoas de 18, 19, 20 anos não escrevendo poesia, já organizando islã e Articulando batalha que cola 30, 40, 50 pessoas. Eh, isso tá sendo feito pela juventude, sabe? E e eu acho que isso é muito significativo, muito significativo mesmo. Se já era significativo eh o movimento quando ele surgiu, sabe, pessoas periféricas fazendo o movimento acontecer nos bares, nas escolas, tudo mais. hoje perceber que isso tá na mão da molecada, perceber tipo assim que
aqui tem poetas, tem pessoas escrevendo textos relevantes, coisas que, tipo Assim, já vai fazer que nem a a nossa amiga trouxe aqui um texto feminista assim que, tipo assim, já meu, esse debate não tava na minha escola, eu não tava, eu tava fazendo um monte de cagada porque não tinha nenhuma mina para falar: "Meu, olha isso aí que sabe, eu acho que isso tá dentro das escolas, tá na cabeça da juventude", é muito legal assim, é um processo da transformação e que eu acredito que talvez garanta um tempo um fôlego maior pro Islã. Assim, Não
sei qu o Islã, muita gente a diz, né, que foi perdendo força lá para 2020 na pandemia, perdeu muitos islantes, fecharam, mas muitos islãs cresceram muito, assim, o 13, a Guilhermina, eh, são exemplos de islã que também cresceram pós esse período. Eu acho que tá tem a ver com esse diálogo, essa aproximação com as escolas, sabe? Sim. Chamar mais uma participação então aqui da EMF Epitácio Pessoa. Nicole chega para cá, por favor. Palmas para Nicole, pessoal. A câmera tá ali, ó. Pode começar. Pode, fica à vontade. O sangue escorrendo, eu pedindo socorro, mas eram apenas
suspiros escritos em um livro, como um diário. Aquele que um dia eu escondi atrás do armário. Minha depressão é metamórfica. Um dia vagalume no outro urso, aquele que eu vi um rugido naquele estão obscuro. O tratamento já não tem mais jeito, não tá causando tanto efeito. Será que estou na Linha de chegada? Olho para trás só para dar uma checada. Quando foi que as lâminas viraram minhas melhores amigas? Quando foi que eu decidi ser a escolhida? Mas calma aí, vou contar do ponto de vista deles, ou seja, batendo no peito e gritando para que todos
me ouçam com muita atenção, porque não preciso de compaixão. É com o ódio do coração que vem aqui hoje mostrar um pouco da escuridão que vem o passado e que só está cada vez mais cancarado. A Todos aqueles que duvidaram e que não acreditaram. Mas sabe a frase que eu mais ouvi? Sai da, isso é frescura. Olho para cima e vejo sua altura. Ontem eu tive medo. Hoje tenho pena só por lembrar daquelas tardes cinzentas. Meu mecanismo foi quebrado, praticamente estralhaçado. Não veio a me dizer que foi para chamar atenção quando não foi você que
me tirou do chão. Eu não preciso da sua compreensão, mas digo e repito, meu sangue vai ser só um Lembrete de que eu ainda estou aqui e sempre estarei com Prometi, porque minha função é fazer história para que todos guardem na memória o rumo da nossa trajetória. Fação. Obrigado, Nicole. E é isso, né? trazendo inclusive questões, temas que são importantes, que também na nossa época muitas vezes já vivenciava, mas a gente não conversava, a gente não falava, né, não discutia. Acho que e normalizava Muitas coisas sem dores e tal, né? Que exatamente é muito legal
vocês, nossa, vocês estão vindo pesadíssimos. É aproveitar então, Thago, fala mais um poema pra gente aqui. É, deixa eu pensar. Eh, bom, eu falei, falei esse um pouco a gente falou sobre islã, né? Falar um um poema que é é polêmico, né? Muita gente fala, não é polêmico não, mas é que a galera do Island gosta de polêmica, mas eh Porque no o Isl, tem um lema que é da poesia do Islã 3, a gente fala: "A poesia é quem vence". Eh, a poesia é quem vence sempre. Eh, e muita gente no Islã discutia, falava:
"Pois não é poesia quem vence, ganha no grito, ah, ganha no choro e ganha não sei o quê". E e aí eu falei: "Mas isso é uma metáfora, né?" Mas é, mas daí eu dentro disso de ver que porque na verdade também é uma metáfora mais é quem deve vencer sempre É a poesia, né, cara? É, é, é sobre isso, assim, tipo quando a gente, pô, pensa, rolou um islã, a gente ouviu 30 poemas e daí a gente ficou falando assim, meu, você viu aquele jurado, não sei o quê. A gente sai falando jurado, não,
não, não existe, né? Tipo, vamos falar da poesia aqui que meu é é muito nesse lugar e também num lugar de tipo assim como e eu olha o que que a gente tá fazendo, tá fazendo islã dentro da escola. Sério que a gente vai ver quem ganhou? Tipo assim, quem ganhou é legal, mas tipo assim, tá, a poesia venceu, tá tendo um Islandem da escola. É nesse sentido, sabe? E é assim, eh, eu nunca venci um islã. A poesia é quem vence e ninguém me convence o contrário. Eu não sou otário de pensar que eu
preciso vencer para a poesia vencer. A beleza também em perder, em perceber o poder de transformação na fusão da felicidade alheia com a sua, em celebrar a história Sendo escrita na rua, na luta do ser ou não ser artista. Nós por nós se graduando em escuta na pista, é sobre a conquista de absorver um dizer que nunca conseguiu expressar a beleza escondida em seu ser. Papo que emociona de ver d qualquer nota presenciar um olhar a sorrir vencendo as adversidades até descobrir que é possível falar com as mãos e o corpo inteiro. Por isso, há
12 anos atrás afirmei e sem receio de peito cheio reafirmo 10 vezes mais. Eu nunca Venci um islã. A poesia é quem vence. A ela pertence cada verso que sai de mim. Expressão que nem existiria sem a de Brau e Jobim. sustentam cada verso que eu fiz a voz da Elice e da Ana Elice. Eu já nem sei mais quem eu era antes de ler o VAS, de trocar versos com a luz. Talvez só mais um CPF, odiando o chefe, vestindo gravata debaixo de sol. Mas a poesia me apresentou o Jeff, a Marri, a R,
a Mel, me uniu, a Carol e nada foi mais como antes. Absolutamente. Os Amigos, o emprego, a dureza, a estante, a ironia, o pão na mesa, os tropeços e as proezas, tudo eu devo a essa alteza. Foi ela quem me fez e me pôs lado a lado de reis e rainhas que eu sempre fui fã, eu nunca venci um islã. A poesia é quem sempre venceu e com requintes de desprendimento deixou para mim uns troféus. Eu só passei o chapéu, mas o mérito não é meu. É dela que abriu a janela, que me fez enxergar
meu tempo, colocou meu nome no muro, no mural da Escola, na boca do futuro que outrora sonhei. Ensinou tudo que nunca saberei, me transformou num ignorante importante, me fez o agora, me deu o agora, o instante, a atenção, o silêncio imponente, o Mike na mão, a coragem de passar a mensagem. Ela quem vende meus livros. Eu não vendo nada sem seu cri. Eu sou um mero representante, só apresento o produto. Poeta ambulante em estado bruto, que ela lapida a cada capítulo de vida que me permite ser seu Papel. Do movediço chão ao feitiço céu, foi
ela quem deu. Quem primeiro falou: "Acredito em você me tirou da CLT pra sua trincheira com a promessa de pagar meu aluguel em uma luta pra vida inteira. de quebra me deu uma companheira, um pivete, uma Parati 97, infinitos poemas em troca apenas de eu educar a minha vaidade, até ela entender que na realidade, tanto faz a nota, não existe derrota na troca do povo oprimido Reunido em uma roda de islã, testemunhando a poesia Criar os dias de um novo amanhã. É isso aí. E daí o cara perde um slime e fala: "Ah, não foi
roubado, não. É muito bom, muito bom. E estamos aqui na MF pessoa até não acho que eu não cheguei a comentar. Para mim é é muito bacana estar aqui, porque essa era essa era uma escola. Aliás, eu Acho que foi a única escola que durante muito tempo eu fui impedido de entrar. Sério? um antigo diretor que ocupava aqui. Não sei porê, porque nunca tive nenhum problema diretamente com ele. Não sei se é por conta do meu do livro temática, né? Eu te pego lá fora, vendo póia, né? Oh, que coisa, né? Deus cuidado. Mas eu
era era muito estranha porque eu tinha algumas colegas que eu trabalhei na prefeitura que tentaram me trazer para fazer uma atividade e era um Lugar que eu era, na verdade assim, categoricamente, talvez tenham outras escolas que eu seja impedido, mas que eu soube assim categoricamente você está proibido foi essa aqui. E hoje já vim aqui fazer outras atividades em fazer o saralzinho, em fazer bate-papo e estamos de volta aqui hoje fazendo a gravação do caso da podetcasting. Beijo, querido. Segura. Boa sorte aí para você, onde quer que você esteja. Não dá para parar, não. Eh,
mas aproveitando, queria saber Também, Thiago, eh, você já teve algum problema da questão da censura de algum poema, de alguma obra sua? você já passou por alguma questão ou mesmo você, né, com poetas ambulantes tão aí na rua, o próprio Islândo X também tá ali na estação, teve algum problema com essa questão de censura ou de alguém querer barrar o trabalho de vocês? assim, com a com as minhas poesias, isso nunca nunca aconteceu, assim, agora no por a gente fazer esses eventos, eh, Tanto poetas ambulantes a gente faz dentro do transporte público e explica um
pouco pro pro pessoal, né? Ah, sim. O o poetas ambulantes é, eu falei rapidamente, mas é isso. A gente é um grupo de poetas que entra dentro do metrô ou dentro do ônibus para falar poesia e distribuir livro. Então, eh, os guardas do metrô, principalmente, eles eles são orientados a não não deixar nenhum vendedor ambulante fazer propaganda e vender coisa no metrô. Só Que a gente não é vendedor ambulante, a gente é poeta ambulante e daí isso conflita diretamente, sabe? E dá um um bug ali, né? É. E aí a o que acontece muitas vezes
é que assim o cara agora a gente já tem um protocolo no desambulante, a gente tá despalhado no vagão assim, aí tipo assim, o cara foi veio conversar comigo, aí eu tento me afastar pra poesia continuar o saral, continuar lá e vou conversando, explicando, porque é sempre uma resenha, Mas a gente sempre consegue contornar na maioria das vezes, às vezes não dá certo, mas eh mas é isso. Os caras vem, ó, você não pode fazer o que você tá fazendo, mas o que que eu tô fazendo? Você tá vendendo aí? falou: "Eu não tô vendendo
nada não, mas você não pode fazer isso que você tá falando, você tá apregoando". Falou: "Não tô apregoando, não tô com a palavra, não tô falando nada da Bíblia aqui, não tô não." "Mas que Mas o que que eu estou fazendo? Você Sabe o que eu tô fazendo?" Falei: "O que que você tá fazendo?" Falei: "Eu tô fazendo poesia no transporte público." Não, não pode fazer poesia no transporte público. Ué, mas eu tô só falando você, mas você não pode distribuir nada. Daí a gente, ninguém tá distribuindo nada não. Dá uma seg. E daí, tipo
assim, só que o que acontece agora é quando acontece isso, enquanto um fica nessa discussão, a poesia vai rolando e daí a gente fala: "Gente, tem alguém gostando da intervenção? Bate pão aqui pro guarda ver se vocês estão gostando." Então, ela falou: "Tá vendo? Você tá causando um problema aqui dentro do vagão, porque as pessoas querem ouvir poesia, né?" Então isso isso na maioria das vezes a gente consegue contornar dessa forma porque a gente pede a ajuda até do dos passageiros, mas muitas vezes a a truculência vem antes e daí tipo assim vem três, quatro,
cinco guardas que daí Não dá para você tipo eh deixar uma pessoa conversando. A gente tem que sair todo mundo, tal e esperar tentar resolver. Mas isso é muito comum porque eu acho que principalmente no transporte público, né? Eh, a nada pode sair do planejado, mesmo que, tipo assim, o planejado seja as pessoas estarem se matando dentro do transporte público du 3 horas, eh, uma situação quase de transado, né, confinado ali. Isso tá tudo bem. Tem que ficar Assim. Agora, se alguém pegar aí, fazer um poema ali para questionar aquela realidade, aí isso daí vira
um problema pro pro sistema assim. E até no Islândo 13, por exemplo, Islândo 13, a gente tem uma boa relação lá no terminal Santo Amaro, mas eh sempre que muda a gestão é uma questão assim, eh, tipo, eh, eles privatizaram os terminais tem uns 3 anos, se eu não me engano, e foi bem no período pós-pandemia, a gente já tava um tempo sem fazer na no terminal Santo Amaro, aí a gente chegou no terminal, tinha uma outra empresa lá, a gente foi montando ele, gente, mas vocês não podem fazer isso aqui eu falei: "Não, mas
eh para dizer, quem qual que é o seu nome?" Eu falei, daí ele falou, falou, falou: "Ah, não, mas não sou eu." O que que eu falei? Não, sei que não é você, é alguém de lá de dentro, porque eu conheço, se eu não me engano, a Jéssica. Eu falei um nome de uma pessoa que trabalhava lá. Ele ah não, mas hoje não é mais ela aqui Não falei: "Mas tá vendo? A gente tá aqui antes de vocês, então porque eu tô aqui desde 2013 que a gente faz poesia aqui. Dele: "Ah, mas é, você
tem que ver que aqui vocês não podem vender nada porque agora tá privatizou, a gente vai tirar todos os ambulantes." Falei: "Tá tudo certo, a gente não vai vender nada". da ele não pode ligar equipamento. Falei: "Mano, tudo bem, não pode ligar, a gente vai fazer. Não tem eh você não vai ter como impedir de uma Roda de poesia acontecer aqui. A gente vai fazer e daí você vê o quanto que isso é ofensivo ou não para pro cotidiano terminal". Aí chegou um um do uns alguém da supervisão da segurança falou: "Não, eu conheço eles".
pessoal que tava aqui já falou, eles estão aqui há há muito tempo, eles fazem a poesia aqui e daí, tipo assim, sempre que acontece uma troca de gestão, eh, a o padrão da segurança é impedir que aconteça, assim, não pode Deixar, eles estão falando poesia, não tão não pode. E aí a gente meio que situa mesmo o que está acontecendo. E principalmente lá no terminal, já existe uma percepção dessa empresa de que o Islând 13 contribui pro cotidiano ali quando tem e quando em dias de batalha tem menos ocorrências ali, porque ali tem uma população
em situação de rua muito forte ali em Santo Amaro, no Largo 13, né? E eles vivem em o segurança vivem em conflito com essa galera assim, Mas no dia que tem o Islândo 13, a galera senta, ouve poesia, fala poesia, tal, a coisa eh rola de maneira mais harmoniosa assim, sabe? Sim. Então, eh acho que é inevitavelmente assim essas poesias que a gente faz eh é para conflitar muitas vezes com o sistema como tá. A gente tá sonhando um mundo diferente, né? um mundo em que é a gente não precisa mais conviver com uma sociedade
tão violenta, não precisa mais conviver com tanto machismo, com Racismo, mas ele tá aí assim, sabe? Então, se você tá tentando eh destruir esse esse status com esse esse modos operand que o sistema faz, que o sistema aplica, toda vez que você fizer isso vai vir alguém para te pontuar e falar: "Meu, pera aí, isso não tá tão, isso daí não tá tão certo, isso daí não é legal, isso daí não é legal". E acho que com o tempo, a maturidade, a gente vai também descobrindo como como se poder continuar fazendo e e sem sem
Também, porque eu às vezes eu acho que antes eu a gente queria comprar muitas brigas, tal, às vezes eu tô querendo passar despercebido, fala: "Não, tô não tá acontecendo nada, vai lá, deixa a gente fazer aqui". Sabei porque a coisa importante ali é tá acontecendo depois que eh vir chamou a atenção de todo mundo, toda segurança tá ali e tal, não sei o que, aí não pode acontecer do jeito que acontecia, sabe? Então, acho que também tem eh a ao longo dos anos Foi adquirindo, a gente foi adquirindo uma maturidade no fazer da coisa assim
que facilitou assim, as coisas têm andado melhor assim, sabe? Eh, fala um pouco desse trabalho que você citou do Islando 13 nas escolas. Vocês, quanto tempo vocês já fazem agora? Vocês estão fazendo de uma forma mais recorrente? Fala um pouco também. Sim, é o o a gente tá é isso dentro desse projeto chamado a Poesia Compromisso, que foi contemplado pela oitava edição do Fomento a Cultura Da Periferia, a gente além das batalhas de uma temporada de batalhas anual, a gente também tem essas publicações de livro, que é inclusive o teimos tá saindo por essa por
esse projeto. E tem também esse projeto que é o Semente 13, que é a gente plantar a semente do islã dentro das escolas. A gente o ano passado passou por 13 escolas públicas e a gente sempre vai chama chamar alguns poetas, vai com o time do Islã e a gente apresenta um pouco do que que é o Islã, Abre o microfone pra galera. Geralmente aí tem o como tem aqui as alunas que falam poesia, sempre tem alguns alunos que querem falar poesia, professores querem falar poesia e a gente faz esse meio que essa apresentação do
que é o Islã e bota uma batalha para rolar na escola assim. E é muito legal assim, é tanto legal numa escola como essa que, por exemplo, já tem a literatura periférica que correndo pelos corredores, as as alunas já falam, tem Poetas aqui, tem islã rolando na escola. Aí é muito legal quando essa escola, porque a gente deixa os alunos, faz o islamã mesmo. E também quando é aquela escola conservador, como era talvez aqui antigamente, que meu professores querem ter alguma coisa diferente. Aquele aquele Rodrigo Ciríaco ali na escola, sabe? Fazer a provocação, né? Fala:
"Eu eu queria trazer um slã para cá". Daí ele compra essa treta com a escola inteira e traz o islã. E daí tá tá os Todos os professores meio desconfiados assim, a direção falando: "Isso aí vai dar problema. Vocês vocês vão botar 500 alunos na quadra, não vai dar certo. Cer você não vocês não conhecem isso aqui. E aí é é engraçado porque daí a gente faz aquele pátio lotado, daquelas, é uma cena linda assim, né? Aquele pátio em silêncio quase que inédito na escola, assim, os professores ficam incrédulos. E aí aquele aluno que não
fala nada na escola, o que é o mais problema assim da Escola, aquele aluno vem e fala: "Eu tenho um poema" e aí ele manda um poema assim que é um tapa na cara da escola inteira assim, sabe? Só que isso é muito é muito legal porque tanto quando a escola parece não está tão preparada para receber um evento desse também ela tipo ela, na verdade ela tá só esperando acontecer um evento desse assim, sabe? E e o Islã, eu acho que eu vejo o Islã dessa forma, assim, ele é uma ferramenta mesmo de de
propor alguns diálogos Assim, acho que a primeira vista parece assim: "Ah, pô, vai incentivar a os alunos a querer ler mais, escrever mais e vai mesmo". Assim, só que o Islã também é uma ferramenta de você propor diálogos que muitas vezes estão interditados na escola assim, sabe? Você vive tantos casos assim de bullying, de ah gordofobia, homofobia, racismo, machismo e aí não sabe, não tem como a assim, os professores àes não sabem como tocar no assunto, como chegar no Assunto. E o islã é essa ferramenta assim em que ele valida também o o saber do
aluno, né? Eh, que eu acho que isso é muito freiriano assim até, né? Tipo assim, porque a gente vocês vocês são muito inteligentes, vocês têm muita informação e tem muito para botar no papel já. E daí o Islan faz isso, fala assim: "Ó, o microfone é de vocês também, vai, vem aqui, fala e tal". E um aluno que se coloca pela primeira vez numa escola que não dá espaço, isso é Transformador paraa escola. assim, a escola passa para para perceber diferente aquele aluno, perceber diferente algum processo, alguma aula ou o relacionamento que ele tem com
os movimentos culturais da região. Acho que isso tem sido muito importante assim pro Islando 13, pras escolas e também pros poetas, assim, porque a gente tem chamado muitos poetas que colocou a gente são poetas que nunca foram contratados para fazer uma atividade, Nunca eh assim são lembrados porque estão começando assim da gente falando, vem cá, você vai lá com a gente, os poetas vão e e aquela semente assim, porque o Islã também é uma forma de você exercer sua cidadania através da poesia, né? Sim. E eles você percebe, fala: "Porra, mano, eu o que eu
tô fazendo tem um significado importante. Eu posso estar ajudando outras outras crianças, outros adolescentes. E eles recém saíram, muitos recém saíram da escola, Né? Tem 19 anos, 20 anos, e daí volta pra escola para fazer poesia. Isso é muito transformador e já engaja ele ali de perceber, pera aí, isso aqui é o que eu quero fazer, preciso dar sentido pro que eu tô fazendo, sabe? Então é muito legal. E esse ano a gente vai para, a gente já foi para umas quatro escolas. Até o final do ano a gente vai para três escolas. Legal. Show
de bola. Então, você que tem escola aí, quer chamar o Islando 13 ainda da particular, dá um Salve aí. É, tá vendo, ó, professora Talita já tá ali, ó. Já. Pessoal, estamos aqui na EMF Epitácio Pessoa, zona leste, Parque Cruzeiro do Sul. o poeta Thiago Peixoto, convidado de hoje. Estamos chegando aí nos finalmente já do nosso programa, mas queria antes também saber assim, você falasse quais são os autores ou mesmo obras também que são referência aí pro seu trabalho. Você pudesse estar pelo menos uns dois, três até para quem tá Assistindo ou seja aqui com
a gente ou acompanhando o programa depois puder saber um pouco dessas referências suas aí, cara. É assim, eu não tenho como não falar, é até um clichê, mas eu sempre falo porque é um livro que me marcou mesmo e mudou minha vida, que é o colecionador de pedras do Sérgio Vais. Assim, esse livro foi foi muito importante, assim, ele me conectou com a realidade, botou meu pé no chão de eu entender eh quem eu era, eh, entender Meu território, entender o dar sentido pras coisas que eu tava escrevendo, sabe? Eh, então acho que esse livro
eu eu já revisitei ele várias vezes, eu gosto muito dele. Eh, mano, tem tem um autor que eu eu que é dos clássicos assim, né? E eu, mas eu gosto muito, que é o Lima Barreto. Eu tô eu tô de novo. Eu comprei recentemente o livro da Luz Ribeiro, do Márcio Ricardo, eles, ele, o Márcio até me encontrou, falou: "Mocê já leu?" Falei: "Não, eu eu não tô lendo Porque eu acabei de pegar, eu tenho um livro de contos do Lima Barreto que eu já reli ele várias vezes. Eu adoro, eu adoro o Lima Barreto,
o triste fim de Policarpo Quaresma. Para mim é um livraço, assim, eu amo esse livro. Então, eh, tem que falar desses dois. E, cara, não sei, deixa eu pensar um livro que eu li recentemente que ou não, pode ser aquele que também vir ajuda a virar chavinha lá, referência. Tá, deixa eu Pensar um um que tenha sido importante. Ah, eu eu acho que eu vou eu vou aproveitar que ele tá aqui, quarto despejo da Carolina Maria de Jesus. Eu acho que esse livro ele foi uma um livro que o movimento que apresentou para mim assim,
sabe? Eh, e eu e sabe, é de novo aquela ficha caindo assim, sabe? falou: "Nossa, essa mulher tava fazendo isso na década de 50, 60, eu não acredito". Eh, e eu ou eu eu tô reclamando de estar sem tempo para escrever meus livros, Escrever poesia. Como assim? Ela via uma vida muito mais difícil, fazia um corre fenomenal ao longo do dia, ainda encontrava o tempo dela para escrever assim e escrever com beleza, com sentimento, olhando pro pr pro território dela, pra realidade dela. Então assim, esse livro é muito importante, é um livro que várias vezes
eh eu também trabalho quando eu vou fazer oficina escolas, assim, porque eu acho que ele ele entrega muito muito Sentido, muito significado assim para para quem tá começando a escrever, porque eu acho que eh principalmente talvez para vocês nem tanto, mas para mim a literatura parecia uma coisa muito distante assim, sabe? Não parecia uma coisa inalcançável assim. E esse é um livro que traz que coloca ela, a literatura no cotidiano, assim, no dia a dia. Falar, é para você, é para todo mundo, é pro aluno, é pro professor, é pr pra Carolina Maria de Jesus,
sabe? Eh, eu eu acho que ele é muito importante. Quem não leu, recomendo muito aí o quarto de despejo Carolina Maria de Jesus. Muito bom. A gente vai chamar a nossa última intervenção aqui da escola também, fazer uma pergunta. Chega para cá, Ana. Palmas para a Ana, pessoal, por favor. Oi. Eu queria saber como você se sente sabendo que desde 13 anos você já participava de islã, escrevia poesia e como você se sente sabendo que você é Referência para muitas pessoas? Eh, é muito difícil isso. É, na verdade é uma responsabilidade assim, né? É um
orgulho para mim quando chega alguém mais novo e fala: "Pô, sou sou fã das suas poesias, gosto muito de você, tal". Isso para mim é é um orgulho. Isso é é uma faca de dois gumes, porque ao mesmo tempo isso alimenta sua vaidade assim, sabe? Fala: "Nossa, não sei o quê, eu sou muito [ __ ] eu sou bom, não sei o qu". Mas isso também me traz pro pé no Chão de falar assim: "Olha só a responsabilidade." Eh, tem pessoas que tão começando agora acreditando de verdade naquilo que você fez, acreditando que aquele caminho
que você começou a trilhar ali com Islando X, com o Poedes Ambulantes, pode ser um caminho para essa pessoa também seguir. Então, eh, isso é uma coisa que me reafirma no meu propósito. Eu acho que o teimosia é ele é ele é um pouco ele tá aí talvez por causa dessas pessoas que Chegaram pesso chegaram depois de mim na cena, que eu vejo que já tem uma relevância na cena, mas que entregam para mim um respeito assim, uma uma admiração que em alguns momentos eu eu achei que nem existia assim, sabe? E aí quando eu
vejo que isso existe, que é importante, o que eu fiz, não tá sendo em vão, eh, que tá sendo para mudar uma, duas pessoas, três pessoas ou milhares, tanto faz, mas uma pessoa que você transforma É é muito significativo, sabe? Você ter alguém que olha para alguma coisa que você fez com carinho, com dedicação e essa pessoa também olha para aquilo ali e fala: "Meu, isso aqui foi importante para para eu me construir". Então eu acho que é isso, assim, eu me sinto feliz, orgulhoso, mas com uma responsabilidade enorme, né? Obrigado, Ana. Agora sim, Thago,
a gente tá chegando aí nos nas perguntas finais. Eu vou fazer agora um algumas Perguntas. Não é não é um ping-pong, não precisa ser uma resposta e uma única palavra, mas a gente vai para respostas mais concisas aí. Então vamos começar. Deixa eu perguntar, qual que é seu maior sonho? Cara, o meu maior sonho é é comprar o meu direito de ser inútil, igual o Manuel de Barros, assim, sabe? Pô, poder acordar e contemplar amanhã e decidir o que eu vou fazer e se não tiver nenhuma decisão para fazer, eu não Fazer nada. E eu
acho que a poesia mora aí assim, sabe? E eu acho que eu tô tão útil ultimamente que às vezes eu fico, caramba, cadê a E eu eu gosto muito assim de de tem esse documentário do Manuel de Barro que chama só 10% é é só 10% é mentiras, se eu não me engano. E e eu acho que me conecta muito com o meu fazer poético. A minha poesia mora ali, sabe? nisso de tô sem compromisso, tô aqui, sentei aqui nesse, não conheço o bairro, vou sentar ali num bar, vou Tomar cer, ficar olhando a rua
e ver o que que aparece, sabe? Esse é meu sonho, poder viver para isso assim, sabe? Da hora. Qual que é o seu maior medo? Meu maior medo, eh, eu acho que depois que eu me tornei pai, eh, assim, também os os meus sonhos também acompanham os sonhos do meu filho e os meus medos também tão ali, sabe? Sabia? Tipo assim, eu sou um pai super protetor assim, então eu nem gosto de de trazer a tona quais são os meus medos Em torno disso, assim, mas eu eu o no meu filho, meu filho, assim, eu
tento fazer eh construir uma um um universo, uma realidade em que ele possa construir os sonhos dele. Então acho que qualquer coisa que possa barrar isso, possa impedir que ele que ele tri trilhe o caminho dele, isso me me afeta assim, eu tenho medo disso, sabe? Daí eu redobro minha atenção, redobro meu cuidado, eu redobro tudo. Entendo. Eh, qual que foi sua maior Perda? A minha maior perda, cara, eu acho que eu não sei, teve a tem tem algumas coisas que você não assimila tanto assim ou não assimila no momento assim, mas eu, por exemplo,
eu falei aqui algumas vezes do meu pai, a gente não não eu não tinha uma relação muito boa assim principalmente na adolescência, mas eu na infância eu gostava muito do meu pai, assim, a gente era muito próximo assim. Aí na adolescência e ele depois da separação ele foi ficando muito distante, a gente se afastou bastante assim e aí na fase adulta principalmente, assim, né? Não, não vou entrar em detalhes muito da vida dele, mas depois que ele morreu, eu tava distante dele e a aí eu achei que essa perda não tinha me afetado tanto, sabe?
me abalado tanto. E hoje por várias vezes, eu eu dialogo com com o meu pai. Eu acho que Meu pai, essa coisa a artista minha, a minha mãe é escritora também, mas eu acho que tem muito do meu pai, assim, meu pai é esse espírito livre assim que insubordinável, sabe? E eu eu tenho várias conversas assim que eu imaginava que eu precisava ter com ele e que eu não não tive oportunidade por falta de de espaço assim, de intimidade que não foi construída aí depois da adolescência e de coisas que não não dá para ter
mais e que talvez eu na Minha imaturidade quando eu perdi ele, ele meu pai morreu ali na por conta da Covid e eu achei que Tipo assim, ah, nossa, também foi um alívio, porque ele tava sofrendo e ele sempre dava um problema, acontecia alguma coisa, eu achei que tinha que eu não tinha sentido esse bac, mas em vários momentos, principalmente vendo meu filho crescer, assim, em momentos que eu queria dividir com ele ou que eu pudesse ter uma conversa para Ele me trazer uma experiência, um olhar e eu não não tive, sabe? Então, eu acho
que eu sinto essa perda meio que eh com o tempo, assim, acho que o tempo vai me mostrando o quanto foi foi dolorido, foi o quanto é dolorido. E mesmo assim, é isso mesmo. Se você se você tem um um se é uma presença muito forte, dói em um lugar, mas se também não é uma presença forte, também dói em outro lugar, sabe? Então, eu acho que isso é uma coisa que Eh não me não eu sinto falta assim uma coisa que não se preenche assim, que não tem como se preencher mais assim. Sim. Uma
grande conquista, cara. Eu acho que a a minha família eu considero uma conquista assim, sabe? Eh, eh, tenho muito orgulho assim da da minha família, do pai que eu me tornei, da, da minha relação com a Pan, assim, eh, a gente tá quase 10 anos casados e e é super difícil, né, ser casado, mano. É Muito difícil a pessoa, pô, apostar em você todos os dias, você apostar nela e superar as brigas, adversidades e tudo, porque é muito gostoso assim estar em família assim e tal. E esse, foi domingo, foi dia das mães, a gente
passou assim um momento lá, eh, a gente junto na cama, eu, meu filho, minha esposa, assim, eu pensando sobre falou: "Mano, isso aqui é é ouro, sabe? É, é, eu não, não, não romantizo as relações. Acho que cada um constrói sua relação e Também é quero ficar junto para sempre, mas não boto essa responsabilidade nela, não boto em mim. Mas eu acho que toda vez que eu me deparo com isso assim, eu percebo e falo: "Meu, isso aqui que eu tenho é muito grande assim, eu gosto muito, não sonhei, não sei se eu sonhei ter
uma família, ser pai, ser marido e tal, mas quando eu tô ali, eu falo: "Caramba, meu, tô feliz, não deveria, não, não sei porque que eu não sonhei isso antes, mas é uma coisa que eu me Orgulho." Legal. E para fechar, dentro de tudo isso que a gente conversou, dentro das visões mais amplas e complexas que a gente tem dentro da vida, se você puder me ajudar a entender o que que é o amor, Thaago, o amor ele é o eu acho que ele é talvez a maior força do universo, assim, é o que mais
te pode te agregar força para você conquistar o que você quiser, assim, Sabe? É para você não só conquistar, mas para você fazer o que você quiser. Se você tiver fazendo aquilo com amor, você vai atingir o seu o seu máximo, assim, sabe? E e a e o amor ele e e é ele, então ele é essa ferramenta, ele esse é o ele ele é um combustível para conquista assim, para pra luta, para você se movimentar assim, sabe? Ele tem que ser uma coisa ativa sempre assim. Eh, não adianta, pô, eh, sabe, eu amo escrever,
eu amo fazer poesia, mas você Não escreve. Então, tipo assim, você não tá exercitando. O amor é ali quando você tá exercitando, sabe? É o cuidado, é tipo, eu amo meu filho, mas eu não veio. Meu pai me amava muito. Eu não duvido mais, saber, ele não exercitou. Eu sei que isso faltou para ele. Eu sei que isso era uma uma eh faltou ele transformar esse amor em prática. Eu acho que o amor tem que ser prático, sabe? Assim, meu amorbo, é o verbo. É o verbo. Eu acredito nisso assim. Eu acho Que o amor
é é a gente tem que eh ter um plano pro amor, sabe? Seja qual for assim, né? Não não precisa ser o mesmo plano de ninguém, mas a gente precisa amar. Amar o que faz, amar eh da onde vem, para onde vai. eh, amar quem tá à sua volta, porque quando você faz com amor, você faz melhor e você faz por mais tempo e vai mais longe assim. Eh, acho que o o ódio também é uma força muito muito potente assim, mas às vezes te leva para Lugares que você não queria estar, sabe? Então, eh,
eu acho que o amor ele é mais potente por conta disso, assim, porque pode te alçar para lugares que você nem imagina assim, sabe? Esse foi o Casa Procast com Thiago Peixoto. Eu quero, primeiramente, antes de passar palavra final, fazer as considerações aí finais, agradecer toda a equipe, professora Talita aqui, a El sala de leitura, salva de palmas para todos os estudantes que estão Aqui, agradecer nossa equipe de trabalho que está aqui realizando os trabalhos hoje. Santana, Diogo Rans que está fazendo aniversário hoje, 26 aninhos. Palmas para o Diogo Rans. O taurino aí, ó. Agradecer
também quem tá aí na nossa pré-produção, Mônica Alves, Mirela Anjos, esse time aí que faz parte do Casa Pocast, Aquim Silva, que não tá aqui hoje, mas também colabora com a Gente aí de forma permanente. E também agradecer aí Thiago Peixoto, eu vou passar considerações finais para você, fica à vontade para dar um salve aí pra galera. Bom, queria agradecer mais uma vez aqui o espaço, a atenção de vocês, assim, foi muito legal tá trocando essa ideia aqui. Eh, agradecer o Rodrigo, que é, como ela falou assim, como essa referência, Rodrigo é uma referência assim
para mim. você, eu sempre que vejo você como um um Norte, assim, vejo você, tipo assim, que nem a gente tava trocando essas ideias aqui no começo, assim, eu acho que os seus passos são passos eh fortes, seguros e que trilham um caminho para pessoas que estão vindo depois, que eu já tô vindo há algum tempo, mas eu ve, eu toda vez que eu vejo que alguém tá antes assim fazendo, fazendo uma coisa bem feita, fazendo com amor, com dedicação, para mim é uma inspiração. Então, muito obrigado aí pela lembrança De táar aqui de novo.
Adoro tá trocando ideia com os alunos, adoro tá na escola. Então, muito obrigado. Obrigado os professores, todo mundo. E é isso. E sigam aí poeta Thiago Peixoto. Dia 31 de maio tem o lançamento do meu livro e espero voltar aqui depois com o livro na mão para apresentar para vocês. Tamo junto. Show de bola. Siga nas redes sociais. Professora também vai passar pro geral. @casapoéticp. Novamente, muito obrigado pela escuta, Pelo espaço. Espero que vocês tenham curtido. Quem sabe a gente pode se ver em breve. E é isso. Esse projeto faz parte da oitava edição da
Lei de Fomento Cultura das Periferias da cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura. Você siga também o nosso canal, ative aí para notificações, outros vídeos e bora que bora. Muito obrigado. Palmas para nós, gente. Valeu, [Música] [Música] Oh he! [Música]