Boa noite para você, meu amigo e minha amiga, que nos assiste. Depois de tanto tempo sem vir aqui bater aquele papo bacana com você, começa mais um Direito de Boteco. É, hoje a gente vai trazer um convidado super importante, o cara de frente da polícia paulista paulistana. E como se não bastasse, a gente ainda tem uma participação internacional, né, Dr. Caik, diretamente do Canadá. Dr. Cai, o senhor me Ouve? Escuto, escuto sim. Boa noite a todos. É um prazer sempre estar aqui, né? Depois de tanto tempo, pude retornar para essa mesa maravilhosa que já recebeu
tantos convidados. A gente sempre batendo aquele papo descontraído, mas com muito conhecimento. Estamos aí, estamos preparado e vamos ver o que a gente vai aprender hoje com o nosso mestre. É, eu particularmente eu eu eu vou fazer meu podcast de um de um jeito mais Informal comoi, né, Cavalcante, obrigado por ter aceito o convite, meu amigo. Doutor, obrigado, obrigado ao senhor. Obrigado ao Dr. Caí aí pela atenção. Tamo junto. É isso aí. Bom, gente, como vocês sabem, ou se vocês não sabem, sargento Cavalcante foi da rota, né, sargento? 26 anos na rota. 26 anos na
rota, cara. E me diz, e as experiências? Foram várias, foram 26 anos só na rota, 30 anos na Polícia Militar, várias ocorrências, várias vezes ajudando o Povo, várias vezes em prol da comunidade. Foram muitas noites aí para lá, para cá, na zona sul, norte, leste, oeste, litoral, interior, tudo quanto é canto daqui do nosso nosso estado. Tempos bons. Eu faria tudo novamente. E sim, Caik. É, vamos começar se apresentando completamente, né? Eh, onde o senhor é, de que região de São Paulo, a há quanto tempo o senhor tá na na luta, né, na atividade, na
guerra, vamos colocar Assim. O que te motivou a participar da de uma corporação com um nome tão renomado? Para ser honesto, assim, sinceramente, quando eu escuto Rota, eu que sou da periferia, a gente sempre tem aquele respeito máximo, mas ao mesmo tempo um pouco de medo. Então, eu queria que as pessoas que nos conhecem, né, pudesse ver esse outro lado da rota dessa pessoa mais humana e também saber quem é, né, por trás da farda. Exatamente. Doutor, eu sou o seguinte, Eu sou da zona leste de São Paulo, tenho 56 anos. Eu sou da Penha,
já morei em São Mateus, já morei no centro. Eh, a minha vida militar começou em 1987, quando eu fui pro exército. Servi 4 anos e 8 meses o exército, no segundo batalhão de polícia do exército, na rua Abío Soares, 11:30. Lá no exército, eu já tinha uma vontade, eu já tinha uma uma pré-exposição para ser policial militar, porque eu sempre gostei da doutrina militar, da vida Militar, da da forma com que a Polícia Militar trabalhava, porque eu tinha tios, amigos que já eram policiais militares. Em 1991, eu pedi baixa do exército. Eu poderia ter ficado
9 anos e 8 meses e ter estabilizado. de baixo em 91, já com todos os testes concluídos. 1992, em janeiro, eu ingressei na Escola de Soldado da Polícia Militar, me formei policial militar em 17/07 de 1992, permaneci 6 meses no terceiro batalhão de polícia de choque em 92, onde naquele fatídico dia do Carandiru que vos fala estava lá, o meu pelotão adentrou ao local. Uhum. Posterior a isso, passado acho que um mês ou dois, eh surgiram duas vagas na rota, eu e um colega de pelotão, dois recruta, a gente fala assim, o modo de falar,
não sabia nem andar direito, pedimos para ir pra rota que surgiu duas vagas, chegamos na rota ali, estagiamos Por 45 dias, recebemos o nosso braçal e permanecia até 2018 na rota. Uma breve, um breve histórico. Eu gostei de ver. Agora eu vou dar uma, eu vou dar uma quebrada de elo e vou te fazer uma pergunta. Já aconteceu de se abordar um cara mala que quis dar aquela carteirada de lei? O cara fala: "Eu sou médico, eu sou juiz, sou advogado?" Porque tem um mito, né? Pelo menos as pessoas falam que geralmente quem ocupa uma
posição ou outra, tem uma profissão ou outra se Acha melhor e aí na hora do enquadro ali da abordagem às vezes o cara quer se sobrepor. Já aconteceu de você pegar uma mala desse jeito? Eu não digo mala, doutor, eu digo, já já abordamos a pessoa porque não está escrito na testa de ninguém que ele é do mal ou do bem, ou é cidadão, gente boa, ou é um vagabundo. as atitudes do do da pessoa que fazem com que a polícia o aborde. Então, essa pessoa foi abordado ali na [Música] Na Avenida Oliveira Freire aqui
na na zona leste. Isso é era noite, eu não me lembro horário, acho que era antes da meia-noite. Abordamos ele tal para lá, o carro meio estranho, meio esquisito, abordamos o veículo. Aí ele já desceu. É, mas por que que tá me abordando? Desliga e desce. É, mas eu não sou ladrão. Desliga e desce. Ah, mas eu não desligo e desce. Aí ele desceu. Ai, vai parecer um pavão com os braços atrás do carro. Mas eu não sou Vagabundo. Eu tô com a minha mulher aqui. Atrás do carro. Eu tô com a minha mulher. Eu
sou trabalhador. Você sabe o que que eu trabalho? Atrás do carro. Nós vamos ficar a noite inteira aqui. Você falando aqui, eu falando aqui. Eu não canso. Você vai cansar uma hora. É, mas eu não sei que ela foi reclamando até do carro. Sua mulher tá no carro. Pede para ela descer, por gentileza. Ô, você vai abordar minha mulher? Eu falei que ia abordar. Pede pra senhora descer. Ela Desceu do lado do passageiro reclamando. Eu falei: "Senhora, a senhora aguarda onde tá mais alguém no carro?" "Não, não tem." E o cara atrás do carro reclamando,
põe a mão na cabeça. Põe a mão na cabeça. Revistamos ele, conversamos, foi pra calçada. O carro é do senhor, tem documento? Tem habilitação. Falando, falando, falando. Deixa falar. Eu quero documento e habilitação. Tem algo de errado dentro do carro? Tem arma? Tem Droga? Tem algum objeto que não era para est no carro? Não, não tem. Posso dar uma olhada no seu carro? O senhor acompanha tá aqui com os olhos. Não, mas não tem. Tem, não tem não. Não tem. Olha motor car falou: "Eu sou advogado." Falei: "Parabéns, show de bola. Muito bom. Só a
B tá aí. Tá, posso dar uma olhada na minha mão?" Eu falei: "Beleza, posso dar uma olhadinha? Mostra para mim. Posso anotar sua B?" É para que que você quer? Posso anotar? Eu não posso. É, eu vou pegar seu nome. Você quer minha tarjeta? Pega na sua mão. Tirei a tarjeta que é com velco, pega. Aí já foi quebrando o cara. Por quê? Você não quebra ele na sua ignorância. Você quebra ela no que você sabe, no seu conhecimento, no seu profissionalismo. Não precisei xingar, não precisei meter o rodo no cara, mandar ele tomar aqui,
tomar ali, não precisei fazer nada disso. Eu fui quebrando ele pela doutrina de rota que nós aprendemos, Pela segurança das pessoas que estavam sendo abordadas e da equipe. Acabou. Ele olhou pra minha cara assim: "Posso ir embora, seu policial?" Já falando baixo, tranquilo. Falei, pode ir embora. Boa sorte pro senhor e sua esposa. Entraram no carro e foram embora. No começo querer, quis dar uma de mala, a gente foi pando devagarzinho desse jeito. Isso, isso acontece com muita frequência ou são raros os casos que acontece isso? Esse tipo de postura, né? Eu falo pro senhor
que não nem com com é é raro, nem com muita frequência. É médio, é médio, médio. Aconteceu ultimamente também não comigo, com o policial militar aqui e sob minha responsabilidade no quarto batalhão aqui em 2000 e 19, 2020 mais ou menos. E eu ensinei o policial o porquê de cada coisa para que ele não entrasse numa ilegalidade também. Então isso acontece não com muita frequência, nem raro. Isso Acontece, cara. tem que ter uma uma maturidade, um controle emocional muito grande, né? Porque às vezes se você deixa o ego ali se sobrepor, o cara se sente
ofendido e aí é onde você falou, né? É uma linha tendo. E o cara pode cometer um erro ali que jogar a carreira fora. Mas para isso que ele faz um psicológico, um psicotécnico, faz trocentos teste, para isso que ele é colocado a teste, é uma bateria de testes, que se não serviu, Tchau. Isso é verdade. O, na sua opinião, qual é o maior mito que existe do ponto negativo e positivo, se é que tem sobre a rota? Ponto positivo e ponto negativo, mitos. Na minha opinião a respeito da rota, eh, é a invenção de
histórias, desculpa, a invenção de uma história, de uma frase, a rota mata. A rota não mata. Polícia militar em si, na minha opinião, dentro de sua legalidade, Ela não mata. São muitas coisas que uma imprensa eh vermelha, uma imprensa negativada do lado do crime inventa. A polícia matou os dois jovens que estavam roubando o banco. Pera aí. Dois jovens roubando banco. Polícia matou. E o outro lado da história, ah, polícia trocou tiro e matou dois rapazes. Trocou tiro e matou. Polícia não mata. A polícia se defende, tá dentro da excludente que o senhor sabe, O
senhor sabe. Então isso é ensinado na rota. Só que que nem o senhor falou, o senhor perguntou esse mito, ah, a rota mata. Rota não mata. A rota foi feita para se defender. A polícia foi feita para se defender. Ninguém mata. A polícia se defende. É simples assim. Engraçado. Parece ter uma inversão de valor. Você falou? Eu concordo com essa parte. Hã? É, eu eu concordo com essa parte porque se a gente for pensar que a polícia mata por vontade própria, então A gente teria que eh imaginar que o policial vai identificar alguém ou vai
ter raiva de alguém e vai lá agir com dolo, né? se a gente for pensar no direito efetivamente. Então, essa questão da proteção de si próprio, eu concordo. Eh, muita gente não entende muito o que que é estar na pele de um policial, assim como todas as profissões, você tem pessoas boas e pessoas ruins, mas dentro da polícia você vê pessoas, né, pessoas de bem, Vamos colocar assim no contexto geral, que elas se tornam alvos todos os dias para andar pelas ruas, entendeu? Todo dia ela sai de casa, o policial sai de casa e ele
não sabe se ele volta todo dia. Acredito que todos os policiais vivem com isso. Eh, falando dessa questão do mito, eu queria fazer uma pergunta. Eh, você falou da questão de matar. a gente podia colocar isso como um ponto positivo, um ponto negativo, mas o ponto positivo que eu gostaria de Perguntar é dentro da Polícia Militar, né, e assim, na maioria das pessoas, eles têm um respeito muito maior pela rota do que outras guarnições dentro da Polícia Militar. Por que isso? Por que que com a rota é diferente? Tá. Eh, doutor, é assim, a rota
ela não é melhor do que nenhum outro batalhão. A rota faz parte da Polícia Militar também. Ela não é melhor do que nenhuma outra polícia, ela é diferente. Por quê? Na rota tem doutrina. O que que é uma Doutrina? O senhor entende da da doutrina dos livros, da doutrina de direito? Legal. É um um segmento da doutrina, uma doutrina policial militar da rota. A gente tem, nós temos conosco é o seguinte: doutrina é um conjunto de normas e leis que não está escrito em lugar nenhum, porém quando o policial pede pede para ir pra rota
que ninguém é convidado, ele é sujeito a essa doutrina e ele aceita, ele aceita e se for aprovado receber o seu braçar o estágio, Ele é obrigado a cumpri-la. De que forma que ele é obrigado a cumpri-la? A a os outros integrantes da equipe cobram dele. A cobrança ela é paralela. O soldado cobra o sargento, o sargento cobra o soldado, o soldado cobra o tenente, o tenente cobra um, cobra outro. A rota ela age, ela faz seu patrulhamento dentro da doutrina. Uma abordagem, doutor, ela tem essa peculiaridade, essa particularidade. As portas se abrem, só Um
fala. Não existe ofensas, xingamentos do tipo. Eu posso falar uma palavrãozinha aqui? Pode ficar ontem. Já passou das 89. Não, não, fica tranquilo, fica tranquilo. O senhor não vai estrear não, né, doutor? Ele tá no fuso horário. Não esquenta a cabeça, não. Na rota não, não. Aqui pode falar à vontade. Boa, doutor. Na rota é ensinado, cobrado dentro da doutrina, dentro do estágio. Não existe aquela abordagem. Desliga o carro e desce, [ __ ] [ __ ] Sai Dessa. Não existe. Desliga o carro e desce. Desliga o carro e desce. Se o indivíduo descer vida
escura, a gente aplica a doutrina, que é outra forma de de agir. Mas a rota ela tem isso. Abordou o indivíduo, vai fazer a busca pessoal nele. Não existe bater, chutar, empurrar, ofender, torcer braço, dedo, dedo à garganta, nada. Os indivíduos ficam no meio dos policiais, cada um troca ideia, vem um, vem outro. Ou seja, a rota, ela tem uma forma de agir, Pensar e executar e efetuar o patrulhamento abordagem de rota. É por isso que é diferente, doutor. Engraçado, pelo que você tá me falando, então, deveria ser o padrão de todas, ou melhor dizendo,
o melhor dos mundos, né? Então, eh, essa doutrina ela só tem na rota, tem numa força tática, tem no BaEP. na área já não dá para você colocar essa doutrina. Porque quando eu trabalhei no batalhão de área, que são os dois heróis Da viatura, você chega 5:30 da manhã, que era o hora que eu chegava, 5:32 o COPOM já tá chamando, já tá enchendo o saco para liberar, o polícia tá num banheiro urinando lá, escovando o dente, tem que pegar a viatura. Então, quase que não tem tempo de você prelecionar a tropa a respeito de
alguma coisa. Eu segurava, eu chegava com eu fiquei um ano e meio como sargento de de de área. Eu ligava pro COPOM: "Copom é urgente, tem vítima, tem alguém gritando pro Socorro? Tem alguém desesperado?" É, não tem, mas é uma averiguação. Tem alguém no local ali, alguém dentro da casa, alguém matando, não tem? Então aguarde. A averiguação de um carro que tava parado, abandonado, de uma pessoa que passou meia hora. Então eu pegava a minha tropa lá 10, 15, 20 minutos, prelecionava até acontecer uma ocorrência de urgência. Olha, uma mulher gritando pro socorro, uma criança
abandonada, veículo que tá batido, uma Pessoa sofrendo agressão, aí liberava a viatura. Então não dá tempo fazer isso aí. Por que, doutor? A tropa especializada, BAEP, força tática e rota, elas elas têm 2 horas de instrução aprendizado nessa pré-eleição. Entrou um exemplo, entre as 5 horas da da tarde, das 5 até às 7, educação física, instrução de abordagem, legislação na sala de aula ou ali no pátio, depois que a gente vai pra rua. A área não tem tempo para isso. A área Chegou, colocou 5:30 da manhã a farda, já tem cara ligando, olha aquele outro,
tem que liberar a viatura se for urgente. É. E aí pega um gancho naquilo que o Cai falou, né? Se você for parar para analisar todo dia, um pai de família sai de casa sem saber se volta. Posso falar uma coisa pro senhor? Essa frase, doutor, ah, o policial sai de casa, não sei se volta. Eu falava isso no pelotão de rota, falei no pelotão do CAEP. Falei no pelotão do Quarto batalhão. Nós temos que colocar uma coisa na cabeça. Policial sai de casa e volta assim. Cedo ou tarde ele volta. Uma hora ele tem
que voltar. Se vocês colocarem isso na cabeça, isso aí pode ser que comece a amedrontar vocês. Pode ser que deixe nosso espírito um pouco meio que covarde. Um pouco meio covarde. Existe. Uhum. Então vamos colocar uma coisa na na nas nossas mentes, no nosso corpo e nossa alma. A gente sai de casa e sabe que volta sim. O horário eu não sei, mas eu sei que eu volto sim. Não, mas quando eu digo isso, eu me refiro ao risco que vocês se colocam, porque é uma profissão. Eu particularmente já tive vontade de ser policial. Claramente
hoje eu não tenho estrutura física, eu não tenho po, porque eu imagino eu sendo policial hoje, né? Eu ia, o pessoal não ia respeitar, o pessoal não ia. Hã, você falou alguma coisa? Eu falei assim, você com essa cara aí de Dudu nobre ia Ser difícil, né? Um policial estrela, celebridade. Pra te fazer uma pergunta. Diga. Qual foi o caso mais emblemático que você já pegou na rua? Abordagem mais pesada, se é que já teve uma abordagem ou ocorrência. Uma ocorrência, né? Uma ocorrência. Ó, eu tive várias ocorrências de troca de tiro, várias ocorrências que
finalizaram com com indivíduo sendo socorrido ao hospital mais próximo. Várias, mas uma que que que foi Assim diferenciada foi na zona sul de São Paulo. Eu costumo citar bastante essa daí por causa da da da forma que nos chamou atenção. Isso foi nos anos 90. Eu acredito que tenha sido mais ou menos em 90 94 95 mais ou menos. Estrada Picirica. Ó, alô pessoal do Capão, hein? Subindo ali antes do do PS Campo Limpo, subindo a nossa barca de rota patrulhando. Sargento Silva, eu, soldado Carvalho, o motorista era o Fábio Henrique, vulgo Magrão, que ele
era grandão, meio gordão, então a gente tava de Magrão. Então, Magrão dirigindo, Sargento Silva, Rotinha, que ele tinha acho que 1,50 m, o sargento baixinho. Esses cara pequeno é um perigo, viu? Chato, hein? A a a rota, ó, você ter ideia, a viatura dele, o número dele era 9115. Quando ele ia falar no rádio, acho que ele tinha um um problema um problema de de nos dentes. Ele falou: "Comp uma rota 55". Ó, Chico Chino. Então ficou o Chin Chino. Ó o Chin Chinco tá aí, ó. Cuidado com Chin Chinco. Você tá com quem? Tá
com Chico Chinco? Eu falei: "Eu tô subind estrada Trapicirica". Não sei nem se o senhor vai lembrar dessa dessa dessa casa lotérica. Subind Tapecirica. O cabouco correndo ali com o negócio prateado na mão durante o dia, mais ou menos 2 horas da tarde. 2 horas da tarde. Pega, pega, pega, pega, pega Ladrão, pega ladrão, pega ladrão. A barcona já parou. Por parou mais à frente, próximo de um colégio do lado direito, tava interitada via. Pessoal, ladrão, ladrão, desembarcamos. Nessa de tentar abordar, já ouvimos o disparo. Tem te tem. Ele rodeou esse esse esse colégio que
tinha dando tiro na gente, a gente trocando o tiro em trânsito, correndo, ele pulou para dentro da desse colégio. Ainda bem que não tinha ninguém lá. Não sei se era época de férias ou Não. Nós trocamos o tiro. O Fábio Henrique ficou parado com a viatura, porque tem que ficar um na viatura. éramos quatro, eu, Rotinha e o Carvalho correndo atrás dele. Daí vai, daí vem no outro lado da Rooken, ele pulou no mesmo lado do colégio, era um supermercado. Ele já correndo bambeando, caiu ali na na dentro do estacionamento do supermercado, caiu, nós olhamos,
já fizemos a busca nele, pegamos a arma e de vai vem. Naquela época não existia Celular para chamar o pessoal rápido. O rádio tava um pouco meio que que sem comunicação, era só o o como é que a gente chamava? Era o convencional, o rádio que ficava na parte de baixo e no ar, no armar significa o cpão novia. Uhum. E daí a V, vamos socorrer, vamos fica um ali, Carvalho, fica aí tomando conta do local, preservando. Socorremos um indivíduo até o Campo Limpo. Chegou no campo limpo, o pessoal vem naquela pressa, ó. É ladrão,
pessoal. Ladrão. Resumo da ópera. Esse cara e mais um, o outro vazou, eles tinham roubado essa lotérica que chamava lotérica Volpone duas vezes de manhã e à tarde. Só que à tarde eles cruzaram com mal irremediável que era a rota, né? Coitado, né? E a moça falou: "Pô, esses caras roubaram de manhã. Socorrida o PS ali e Dea vai de vem". Pô, mas cadê o dinheiro? Quando o médico tirou as vestes dele para fazer aqueles Procedimentos médicos, não sei o nome, tinha um dinheiro na meia. E eu peguei o dinheiro com a loua, trouxe pra
moça, o moço falou: "É isso mesmo, é isso, o dinheiro fechou, já guardei para apresentar no DP para ela pegar mediante autibição, apreensão e entrega". Beleza, voltamos ali no PS, tal, eu olhei no chão ali, eu falei: "Carvalhinho, [ __ ] meu, cadê o sangue do cara no chão?" Então, meu, fui ali tirar os carros aqui, a tiazinha limpou. [ __ ] Meu, você me [ __ ] É o sangue do do lado no chão. Tinha algum risquício vermelho. Chamava tia. Senhora, limpou, limpei. Tá bom, filha, calma. Não tinha o que fazer. Chegou outra barca,
ó, fica aqui, a gente vai lá pro DP. Fomos pro DP, apresentando pro delegado, tal, né? Eu olhei do lado até aí tudo bem. Tinha um senhor e uma criança dos seus 7, 8 anos, mais ou menos, com a perninha, perninha, perninha, acho que, se eu não me engano, a perninha, Perninha direita em fachada até aí tudo bem, né? Beleza. Aí o delegado, espera só um pouquinho, chamou uma criança, entrou com com o senhor, a gente assim ficou na na porta de frente à porta de entrada e o delegado perguntou: "Mas foi eles que atirou
em você?" Eles ali. Eu olhei pro Rotinha, falou: "Que [ __ ] é essa aí? contando pra gente, chefe. A criança nessa idade com a perna enfaixadinha falou: "Não, eles são meus amigos". O ladrão entrou dando tiro Neles. Aí eu caí. Quando eu caí, eles entraram dando tiro no ladrão. Aí o delegado falou: "Ei, o ladrão tava com uma calça clara, camisa colorida, não me lembro, quando nós socorremos ele." Aí falou: "Como que o ladrão tava vestido?" O moleque escreveu ladrão e boné vermelho? Eu falei: "Caralho, boné vermelho, chefe. Cadê o boné vermelho desse cara?"
O Rathan falou: "Mano, não sei. Catamos a barcona". Ele falou pro Pro Silva, pro Silva não, o Fábio Henrique, o Magrão, o Fábio Henrique, o Silva. O Silvio falou assim: "F, você fica aí, Cavocante, se o delegado precisar de alguma coisa". Fechou. Catou a barca e voltou. Chegou lá na tiazinha, que que a faxineira? Senhora, a senhora lavou, lavei? Tem mais alguma coisa? Tem um boné ali. Boné é o nó que abriu a a a lixeira. O boné vermelho do lado. O boné vermelho do cara. Aí o Rotinha pegou e levou. Então Isso que nos
chamou atenção. A criança descreveu o ladrão. A criança descreveu a cena, a criança descreveu tudo como aconteceu. Ou seja, foi um fato real, um fato inusitado que aconteceu sem mais nem menos. Esse ladrão e mais outro identificado por essa moça que era a caixa dessa lotérica VPON. Eles assaltaram, roubaram, né, na parte da manhã e e roubaram também na parte da tarde. E o que nos chamou atenção foi essa criança. É para você ver como é que São as coisas, né? uma criança naquela época já conseguiu ter essa visão. Eu eu particularmente acho penso que
existe um preconceito muito grande da sociedade para com a polícia ou talvez uma falta de conhecimento, porque enquanto certa parte admira, mas como Caig falou, existe um certo receio por conta de n acontecimentos, outra já não se permite nem saber dos bons feitos. Então assim, para eles, polícia não é o que eu sempre falo, se acontecer alguma coisa, você Vai ligar para quem? Pro Batman. Pior que eu acho que ele não chega lá no Grajaú não, hein, Ca? É, é uma é uma situação bem complicada e eu achei interessante que você tocou nesse assunto que
eu vou fazer um um questionamento e eu acho que com a experiência do nosso mestre hoje a gente consegue tentar chegar em algum lugar. Primeiro eu vou passar uma visão para vocês. Eu tô morando no Canadá, né, já tem um tempo. E eu passei, eu já tenho Essa visão por de ver a polícia de uma outra forma, porque eu sou advogado e a gente tá em contato direto. Mas aqui é muito diferente, é como se todo mundo fosse da rota, todos os policiais. E a sociedade tem um respeito muito grande. Então, por exemplo, eh, se
o policial fala uma vez, fala uma outra vez, fala uma terceira vez, ele já tá autorizado a poder atirar, porque ele avisou. E se alguém morrer, a sociedade vai, se eu falar alguém, porque a gente não sabe Até o momento se é um criminoso ou não, mas todo mundo tem que saber seguir as regras, certo? E se vier acontecer alguma coisa, o policial não é colocado numa fogueira no dia seguinte, ele não vai ser enforcado. E aí que me vem a pergunta no Brasil, esse respeito de tratar os policiais que aqui acontece como heróis, né?
Não por todo mundo, mas a maioria, vamos colocar assim, você acha que isso é mais pela política? Ou seja, o próprio governo eh alimentando Ideologia, seja de esquerda ou de centro ou qualquer coisa nesse sentido, alimenta esse confronto contra a da sociedade, contra a polícia. Ou você acha que é apenas os erros contínuos da polícia, porque tem bastante também, leva a sociedade a ter esse medo, a não enxergar a polícia como os heróis, né, que a gente deveria idealizar que eles são, que são pessoas que colocam as suas vidas em risco para nos proteger. Eu
penso assim, boa. Eh, Doutor, veja bem, eu acho assim, o grande problema da sociedade, ele não é político, ele é cultural. Isso já é uma cultura obtida no Brasil. Policiais péssimos, horríveis, nós temos, como em qualquer segmento da sociedade, tem os profissionais que prestam e os profissionais que não prestam. A questão do respeito que que a sociedade tem na polícia ou não é cultural. A polícia às vezes não faz Nada, a polícia não aborda, a polícia nem olha pra cara dela, a polícia já é menosprezada. O senhor tá no Canadá, o Canadá já tem uma
cultura de como a polícia lida com o cidadão. A criança já cresce olhando a polícia de outra forma. O Canadário, eu acredito que não tem a favela. O pessoal fala: "Ah, não fala favela, fala comunidade". [ __ ] nenhuma. É favela. Porque tem uma uma equipe de televisão quando quer beneficiar fala: "Ah, taças das favelas, não sei que lá das favelas". Canadá eu acho que não tem favela. Então, as pessoas da favela, 90% gostam da da polícia. Então isso aí é cultural, não é estrutura de governo, não é da polícia que impõe, não é de
pessoas que que querem fazer isso, fazer aquilo. O problema tá na cultura, tá na cultura do nosso Brasil. Já começou assim em 1970, quando inventaram a rota, que foi a primeira Tropa de patrulhamento embarcado. Já começou com algum erro lá. deveriam ter colocado, embutido na sociedade essa cultura. Olha, a polícia tá para ajudar, a polícia tá não, mas só quiseram saber de outras coisas, de outras eh eh orientações, de outros estudos. E a população também não tá nem aí. A gente tem aqui no Brasil também uma boa parcela de pessoas egoístas, doutor. Eles não querem
saber. Eles só olham pra polícia quando a polícia tá Para ajudar. Se a polícia não ajuda, ele é que se dan gosto de polícia, é porcaria. Essa cultura não pode existir. Então, o grande problema de tudo isso aí, eh, resumindo, é cultural embutido no nosso Brasil, não é nem político. Não sei se eu responder a pergunta do senhor. Sim, eu não. Sim, sim. Eu eu gostaria de ouvir mesmo a sua opinião, porque é uma pessoa de dentro que tem a a Experiência. Eu acho isso bem legal, mas quando eu falei de erros contínuos, eh, não
erros que a polícia quis fazer por vontade própria ou que aconteceu, vamos, vamos pegar um exemplo e o senhor vai poder até entrar melhor e explicar. Eh, o Carandiru para muita gente foi um erro da polícia, certo? Tem filme, tem série que fala sobre isso. Por outro lado, uma parte da sociedade entende que o Carandiru era uma coisa que uma hora ia acontecer. Eh, eu vou usar uma frase Aqui, não é a minha opinião, mas é o que muitas pessoas falam, foi uma limpeza que foi necessária, certo? Eles falam isso. O carandiru foi uma limpeza
que foi necessária na época. Eu conheço pessoas mais velhas que falam isso. Só que por um lado fica o erro. Então, esse essa somatória de erros não pode criar essa cultura do medo da sociedade, da polícia, de eh tá no local, ah não, o policial vai chegar e primeiro ele vai me abordar de uma forma errada, que Acaba criando esse conflito. Eu queria que você falasse sobre o Carandiru. Eu fiquei curioso agora. E na época assim, como que foi para você, como policial viver aquela cena de filme de, né, que vai, a gente vai falar
sobre isso durante 100 anos, 300 anos. Uhum. Doutor, vamos lá. O o o senhor falou: "Ah, o o o Carandirô foi um erro". Concordo com o senhor. Concordo plenamente. O Carandirou foi um erro gigante, um erro Tremendo. Um erro tremendo foi construir aquela porcaria no centro de São Paulo, colocando vidas de pessoas boas em perigo, colocando aquela bomba atômica pronta para explodir a qualquer hora e soltar um bando de vagabundo numa sociedade boa. O erro foi esse. A polícia ela é assim, doutor, ela é a o o único único órgão que o pessoal critica, taca
pedra, põe no moedor de carne e, ó, fica quietinha. Mas quando precisa, cadê a polícia aqui? Se não fosse a nossa Polícia militar, não é porque eu sou policial militar, não é porque eu estava lá dentro. Se não fosse a Polícia Militar, quem que ia segurar 7.000, quase 7500 indivíduos que praticaram crimes que estavam presos lá dentro. Quem que ia segurar? Para onde que esses indivíduos iam cometer mais crimes? Eu falo uma coisa pro senhor, logicamente, certamente, evidentemente, eles não iriam entrar numa igreja. Olha, pessoal, vamos rezar, vamos orar, que eu me Livrei do carandiru.
Não iriam. eles iriam cometer mais e mais crimes. Então, o grande erro, primeiro lugar, foi existir o carandiru, foi construir aquela porcaria lá. Segundo, eu vou repetir pro senhor, a Polícia Militar ela é um órgão, uma instituição, um órgão constituído que tá com pedra, xinga, cospe, põe no no moedor de carne e ela fica na dela. Mas quando precisa, meu Deus, cadê a polícia, [ __ ] Aqui não vem. Eu tô ligando o 90 dessa bosta Faz. Aí a gente vai partir agora pro pro que o senhor falou, a imprensa. Ah, tem filme, tem o
filme é uma [ __ ] de um idiota, um filme mentiroso, safado, que endeusava vagabundo e criminoso. Colocaram cavalo dentro do carandiru. O cavalo não entrou no carandirô. Os cavalos entraram somente no primeiro portão que não dá acesso aos indivíduos. A cavalaria não tinha como entrar. O carandiru era um era um Presídio que o máximo que entrava eram veículos pequenos que levavam mantimentos pros indivíduos, pros detentos. O cavalo, como mostrou nesse filme aí que eles estavam endeusando vagabundo, fazendo casamento de vagabundo, fazendo vagabundo como coitadinho, como se lá fosse uma igreja, como se lá fosse
um santuário onde só tivessem santos, rezando, orando ou enclausurados, tal. Não entrou ali cavalo. Eles não jogaram Aqueles negócios lá. Quando o cara falou que chegou aquela luz linda, bonita, jogaram as armas pela janela, ohó, coisa linda. Aquilo não existiu, doutor. Eles atentaram contra os policiais que lá entraram e esse que vos fala estava lá, com arma de fogo colocados por parentes e advogados que adentraram lá. Não sei o nome porque não não sei quem era, mas parentes colocaram, advogados colocaram porque a revista lá era fragilizada. Eles tacaram, jogaram naifa. Naifa era Uma uma uma
uma arma branca construída por eles por pedaços de ferro que eles eh lixavam as duas partes e faziam a parte cortante dos lados. Uma espécie de lança, né? Exato. Uma espécie de lança. Pegava os os presos aidéticos. Os caras são tão burros, né? Por isso que é ladrão, porque é burro. sangravam os presos e colocava a naifa. Só que o sangue do aidético quando sai fora da pele, que ele entra em contato com o ar, o vírus morre. Eles passavam o sangue e Jogava no no nos policiais. Essa é a realidade. Não tinha santinho nenhum.
começou com briga entre eles, estavam se matando, estava e eh eh briga, não sei se era de facção, qual que era, estavam quase saindo do presídio para fora, ofendendo a sociedade. Então, a imprensa fica endeusando vagabundo, fica fazendo filminho bonito. Por que que não faz um filme do trabalhador que mora no Capão Jardimela na Camura, aquele cara que acorda 3, 4 horas da manhã, que tá no Ponto de ônibus, que o ladrão vem e rouba ele não faz um filme desse. vai usar vagambudo. Então eu falo pro senhor, voltando ao início da da vossa da
vossa pergunta, doutor, o Carandiru teve um erro, sim, foi a construção de um presídio em pleno, vamos colocar assim, centro de São Paulo. Esse foi o erro. Aí, aí o senhor pergunta para mim, mas onde deveria ter sido construído? Posso dar uma ideia, o senhor? Me permite? no meio do Oceano Atlântico. Agora eu já vou pegar um gancho nisso que o Caí falou, nessa pergunta que ele fez e vou te fazer um questionamento. Você tinha quanto tempo de de polícia naquela época no Carandirô? Tinha se meses. Como é que foi para você, não só naquela
ocorrência, né, mas é que essa é muito emblemática, mas como é que foi para você enfrentar, talvez não diretamente, mas sozinho, a pressão social? Porque geralmente as pessoas elas penalizam Muito. Por exemplo, essa questão do Carandiru, até hoje tem quem defenda com asidentes, que foi uma ação legítima. Outras pessoas criticam isso a ferro e fogo porque falam que foi uma ação translocada da polícia. Como é que foi para você enfrentar essa pressão social, tanto nessa ocorrência quanto em tantas outras que você enfrentou aí pela vida a fora? Doutor, olha, para mim não teve novidade nenhuma,
não me abalou, eu faria tudo Novamente. Eh, as pessoas boas, pessoas do bem, que conheciam um pouco daquele local, até pela imprensa, sabia que ali não tinha eh preso por falta de habilitação, pessoas por por ter xingado o padre ou pastor ali dentro, pessoas por ter dado um tapa no outro, não haviam pessoas legalzinhas ali dentro. Segundo, eh eh as pessoas que defendiam devia ser igual aquele político que no dia, dois dias, três dias depois foi até A porta. Ah, eu vou dormir aqui com eles hoje aqui. Um deputado estadual do do do esquerdista, ah,
eu vou dormir com eles aqui hoje. Aí chegaram, falou: "Deputado, tá um princípio de rebelião." É mesmo? Eu volto depois. Então, esses caras defendia eles ali. A minha forma de ver, agir, pensar após e durante mudou nada. Eu faria tudo novamente. Eu sei que a Polícia Militar entrou na hora certa, abafou aquilo lá, porque se eu falto a repetir, é que nem O senhor pega uma uma caixa cheia de ratos, faz um buraquinho pequenininho. Se o senhor toda hora não colocar o dedo ali, que acontece? Vai furando, furando, rasgando, os ratos saem. E o que
que o rato faz? Transmite doença, roi, eh, defec em qualquer lugar, urina, acaba com a sua casa. Era o que ia acontecer ali. Eu não me abalei, não fiquei preocupado com opinião popular. Por que opinião popular? Parente deles choraram, parente deles reclamaram, lógico, com Razão. É parente. Só que eles não estavam ali porque estavam rezando nem xingado o padre. A família sabia, mas a família é família. Agora, opinião. Ah, porque foi isso, aquilo. Sou polícia, eu fiz a minha parte, minha obrigação. Se a Polícia Militar não entrasse, quem entraria ali, doutor? Ninguém. Ninguém entraria ali.
Então, eu volto a repetir pro doutor. A Polícia ela existe para isso. Na hora de jogar pedra, joga. Na hora de colocar no meor de carne, põe porque é é um órgão constituído. Tem endereço, tem nome, tem dono, tem onde reclamar e onde não tem. Por que que não reclamam que tem um monte de gente morrendo por causa de droga, cocaína, maconha? Olha, vamos xingar o traficante. Que traficante a gente vai xingar? Da onde? Qual nome? Quem é? Tem algum quartel de traficantes? Não tem. Tem algum loucá Escrito traficante vendo, não tem. Vai xingar quem?
E o medo? O senhor entendeu? Não me abalou em nada. Eu faria tudo novamente. Hoje com essa geração, não sei, né? Mas essa geração de novos policiais, você acha que por conta dessa divulgação, da maior utilização de mídia, rede social, você acha que eles estão pouco mais acanhados em em relação a exercer a polícia, como você exerceu lá na década de 90, 2000, Doutor, o o a rede social, ela veio para para ajudar o policial, para mostrar o seu trabalho, para mostrar como que ele defende, como que ele ajuda, como que ele auxilia o seu
papel fundamental na sociedade. A rede social, a mídia veio para isso. O que veio para inibir o policial, para segurar o policial, foram as câmeras, aquela as câmeras corporais que as Polícias usam. A gente põe na casa do senhor. O senhor põe uma câmera no portão da casa do senhor na garagem. Para quê? Para ver quem entra. Para quê? O senhor ficar olhando quem entra só não é para vigiar a entrada. Sim. Aí o senhor põe uma câmera no peito de um ser humano. Para quê? Para vigiar suas ações. Correto? Sim. Então, a partir do
momento que o senhor tá vigiando a ação de um ser humano, de uma pessoa, o Senhor não confia nela. Se eu coloquei uma câmera na porta da minha casa, quer dizer que eu não confio na rua. Eu quero saber se algum ladrão vai colocar a mão, se se se eu vou entrar. Câmeras de vigilância foi foram feitas para para vigiar. A partir do momento que o senhor coloca: "Não, mas as câmeras vão beneficiar". Beneficiar o quê? A a palavra de um de um de um Funcionário público, igual a um policial, igual a um juiz. igual
um médico da prefeitura do estado tem que ter fé pública. Eu eu vou fazer uma uma pergunta barra divergência de você. Sim. Porque essa semana, obviamente, né, por meio da mídia também veio, nós assistimos um um vídeo, eu tô até procurando aqui para ver se eu consigo achar, de uma cena onde um uma uma guarnição, não lembro por quantos Policiais eram compostos, eh parece que atiraram no peito de um rapaz. Não me pergunte o contexto, porque eu não sei se ele reagiu, se ele tava armado, enfim. Eu sei que depois um desses policiais tentaram ver
as imagens da câmera para poder alterar ali a cena. Você não vê que em alguns momentos a câmera utilizada, ela não também servia como proteção pro próprio policial numa situação dessa, porque, por exemplo, se Há um excesso de um civil contra ele, eh, e ele precisa revidar a altura, por exemplo, ser agredido ali com pedaço de pau, pedra, tiro ou qualquer coisa do tipo, fica a palavra dele enquanto funcionário público, mas a palavra dele contra a palavra de uma coletividade que muitas vezes vai se juntar contra ele. Isso também não poderia servir de uma forma
de proteção pro próprio policial nesse aspecto? Põe a viatura então. Por que no peito do Ser humano? É porque a viatura não atua. A viatura fica parada. Quem atua é o polícia. Eu trabalhei 30 anos sem câmera. Sem câmera no peito. 30 anos. Abordei todo tipo de ser humano que o senhor imagina. Abordei até o Manu Bru que morava lá na quebrada lá. É, meu irmão tinha perguntado isso também. Abordei um monte de gente. Tivemos várias ocorrências. Nunca precisei de câmera. Aí quando colocaram câmera no peito, a pergunta que veio, não, isso aí Vai servir
para ajudar o policial também. Pera aí. A a palavra de um de um de um policial, de um funcionário público do estado que presta corte concurso para ajudar não vale nada não. Mas e se ele deu um tapa e falou que não deu? Não deu. Cabe aos dois provarem isso aí, não é verdade? Por que que a gente não coloca também câmera no peito do senador, do deputado, do vereador, do governador, do presidente da República? Ninguém Questiona isso aí. É só do policial. Câmera no peito, somente do policial. Então, aí que tá o meu questionamento.
A palavra dele não não vale nada. Eu eu tenho que ter algo de prova filmado, gravado, orientado, falado para poder provar não vale nada, não é verdade? Então, nessa parte, se vocês, vocês estão me ouvindo, né? Nessa parte eu vou ter que discordar com toda a educação, é claro, porque a Gente tava falando agora que aqui no Canadá a polícia, na sua maior parte funciona e todos eles têm a câmera no peito. Só que igual o senhor falou, não, eu vou dar um tapa lá no na cara do vagabundo e aí depois ele vai ter
que provar se eu dei ou não. Aqui a discussão não é essa. Aqui não, ninguém nem se preocupa que você vai dar o tapa na cara do vagabundo. Ele vai chegar para conversar com você, a câmera já vai est, ele já vai falar que tá funcionando E ele vai te dar os avisos. Se você não seguir, ele vai te descer a porrada e a culpa é sua. E detalhe, o tempo que ele perder com você, você vai ter que pagar, porque se o policial te para, aqui no Canadá, tem uma multa que você leva que
é só porque ele te parou. E eu tô falando de trânsito, eu não tô nem falando de uma abordagem por um suposto crime. Você entendeu a diferença? Aqui, ó, ontem aconteceu ontem, vou contar uma história para vocês. Aqui tem aqueles Alertas, sabe? Quando vai chover, vai ter algum acidente, alguma coisa assim, a polícia usa esse alerta aqui. Então eles falam assim, ó: "Um suspeito de assassinato eh no endereço tal estava eh em fuga para tal região? Se você vê alguma pessoa assim, assim, por favor, nos comunique. Eles ativam todas as câmeras do lugar e eles
vão atrás. Quando chega lá na hora é três vezes que eles vão falar e se não responder, eles vão ter que atirar, eles vão ter que Fazer tudo. Então, o que o policial tem o medo de, ah, a pessoa vai falar que eu bati. O certo é ele falar: "Bati mesmo, porque ele não me obedeceu". e não tentar eh eh falar para ele provar ou tentar esconder. Porque vamos pensar, pra polícia poder funcionar, ela tem que ter a confiança na sociedade, que aquela pessoa que tá lá vai fazer o que é certo, certo? E se
o cara não respeitar, ele vai levar o que é bom pra tosse, vamos colocar assim, entendeu? Essa é a Regra. Eu eu enxergo assim tudo que o senhor falou que fez nesses 30 anos, eu não tava lá, mas pela forma que você fala, é o certo, que é o que a rota faz. Ela fala: "Senhor, vai sair do carro?" Não vou. "O senhor vai sair do carro?" "Ah, não sei o quê. O senhor vai sair do carro?" É o último aviso aqui. Na hora que eles falam: "É o último aviso, a pessoa já sabe. Se
eu não levantar, eu vou morrer aqui e é melhor eu respeitar". Vamos colocar assim. Eh, uma Última coisinha para mim passar a bola para vocês. A gente falou de filme, né? Sim. E e eu acho então pela nossa conclusão que a imagem como a polícia é mostrada influencia muito. Então a gente falou do filme do Carandiru, só que existe um outro filme que a sociedade na grande maioria apoiou todas as ações, que foi o filme Tropa de Elite. Ele foi feito primeiro para colocar o Capitão Nascimento como vilão e no final todo mundo gostou de
tudo que ele fez e ali Ele mostra eh eh o desespero do policial, o sofrimento. Então, eh, o que que o senhor acha, mestre, se a gente trabalhasse um pouco melhor a imagem da polícia com o marketing bem colocado, você acha que essa cultura poderia mudar, doutor? Eh, eh, eh, vamos lá. Quanto tempo a polícia do Canadá tem câmera no peito? Há quanto tempo eles tm a câmera no peito? Deve ter, eu acredito que uns de 12 a 15 anos, mais ou menos. Igualzinho aqui, deve ter de um a 2 anos, 3 anos no máximo.
E outra, o o senhor falou assim, eh, eu não conheço a a polícia do do Canadá, o senhor falou assim: "Ah, o cara fala duas, três vezes, não no não não foi." O policial vai lá e mete o rodo aqui. O senhor é formado em direito, o senhor também, o senhor sabe aqui o policial, ele só vai agredir, sentar a mão na orelha do cara se for para utilizar os meios necessários. O uso moderado da força. Porque se eu falar com um cara três, quatro vezes, desce, desce, desce, ele não desceu, foi lá, errou do
tapa na orelha dele, eu tô ferrado. Então, aí entra a cultura. Primeiro, os caras embutiram essa câmera há uns 3 4 anos. Não existia câmera. Segundo, aqui a lei é diferente do do Canadar. É a nossa cultura que que nem eu falei pro senhor, é cultural o problema. E detalhe, ah, mas no mundo inteiro tem. Então faz o seguinte, vamos Trazer a tecnologia, o salário, o amparo, a ajuda todinha pro policial. Trouxemos somente a câmera, não trouxemos salário, não trouxemos as viaturas, não trouxemos a legislação de proteção ao ao agente da da da lei do
estado. Não trouxemos nada disso. Só trouxemos o que era interessante para alguma alguma parte. E o policial é querer construir a casa do telhado, né? você vai pegar a parte que lhe interessa. E já pegando Até um gancho, interrompendo, eu penso o seguinte, eh, eu vou usar dizer isso, que o exemplo que o Caiik deu sobre o filme Tropa de Elite para mim se encaixa perfeitamente pelo seguinte fator. No começo se mostra a polícia atuando, subindo o morro, pegando o menino ali, o fogueteiro e tal, aquela coisa toda, pô, a polícia oprimindo o cidadão, né?
daquilo que a gente tava falando, o o rapaz que estava ali trabalhando, mas ele tava trabalhando de Quê? Então esse é o primeiro ponto. Depois quando a gente passa do Tropa de Elite um, que no final o pessoal admira o nascimento e vai pro dois, aí a gente chega no nível aonde reflete isso. Traz apenas a câmera e não traz a estrutura. Por quê? Porque isso é vantajoso, isso é midiático. Exatamente. Certo. E aonde é que isso reflete? Por que reflete em decorrência das ações de quem que reflete? Da política. Infelizmente lá de cima existe
quem coordena, quem Diz como vai funcionar o jogo, como é que o jogo aplica. Eu, como político, monto o jogo e entrego. Ou seja, quem está debaixo tem que se sujeitar à aquilo que a gente planeja, que aquilo que a gente coordena. Uhum. Eu penso, na minha opinião, como pessoa e como advogado, que há muito existe uma inversão de valores. Lógico, como em toda e qualquer corporação, instituição, organização, existe bons profissionais e maus profissionais. Concordo. Porém, Entretanto, eh, é como você mesmo falou, era um ponto que a gente ia convergir. Xinga, bate, humilha, faz o
que quer com a polícia. Quando acontece alguma coisa, liga para quem? 190 sem ficha. Você entende? É isso que gera um pouco de indignação e eu acho que sim, na minha opinião, se o marketing melhor realizado, eu não sei nem se marketing seria a palavra correta, né, para falar de segurança pública, [ __ ] Mas se a gente conseguisse fazer uma melhor propagação da Polícia Militar, da imagem da Polícia Militar, com certeza ia quebrar muito mito que existe por aí. Porque, por exemplo, hoje no Grajaú, que éonde eu moro, Cai morou durante muitos muitos anos,
ainda existem moleques pequenos que admiram quando vê uma viatura que para. Minha filha mesmo quando vê uma viatura, ó, pai, ó o polícia, ó o polícia, eu sempre Paro, ó, dá para tirar uma foto, brinco e tal. Mas muitas outras já crescem com aquele pensamento de que polícia faz mal, de que o polícia é um cara mal, de que o polícia. Por quê? Porque talvez o pai, a mãe, o tio, o amigo teve ali uma má experiência, porque era simplesmente o menino que tava trabalhando lá no filme Tropa de Elite, lembra? É a posição mal
ocupada. Acho que tem uma inversão de valores muito grande. Eh, e já não é de hoje, viu? Já tem muitos Anos. O o o senhor e o doutor que tá no Canadá falaram da da do Tropa de Elite e eh era para ser um filme assim assim assado. Esse filme eu tenho um amigo chamado Sezinha. O Cezinha, ele é policial penal no Nordeste, ele dá aula de de vários cursos pro policial penal, policial militar, pessoal do exército. E quando foi feito esse filme aí, chamaram um monte de de policiais que conheciam bastante curso e o
Cezinho foi um deles Para instruir os artistas, o o pessoal que ia fazer isso, fazer aquilo, os figurantes. Esse filme era para ser a respeito do capitão direitinho, tal, tal, tal. E chamaram esse ator. Esse ator, segundo o pessoal que tava lá na na figuração, falou que esse ator chegou e falou assim: "Meu, vocês vão ver, eu vou fazer polícia, eu vou ser o pior policial que vocês vão ver". Só que ele entrou tanto no espírito do policial que fez muito bem feito. Eu acho que ninguém Faria melhor do que ele. Então eles retrataram uma
história real, verdadeira, que acontece no Rio de Janeiro com a bandidagem. Era pro cara ter feito um policial escraashado, tranqueira, lixão, mas ele entrou tanto no personagem que ele acabou fazendo certinho, tal como outros fizeram, né? Lembra do Fábio, Caik? Exatamente. Exato. É. Rapaz, eu vou falar para você, a segurança pública é um um assunto muito delicado, muito Delicado. Fala, doutor. Eh, eu ia fazer uma colocação agora. A gente já fez o comentário sobre o Tropa de Elite e agora a gente vamos aproveitar esse daí, vamos entrar no Tropa de Elite 2, né? Vamos eh
ouvir a sua opinião em relação ao crime organizado. Você disse que a Polícia Militar é uma instituição, assim como várias outras, né? a gente tem o poder eh legislativo, executivo, judiciário, Só que agora a gente vê de forma escraas, pelo menos na minha opinião, um envolvimento direto com o crime do com do crime organizado dentro de instituições famosas. Por exemplo, o presidente do Corinthians foi indiciado recentemente, né? Tem eh provas que o dinheiro que tava no Corinthians foi direto por uma conta do crime organizado. Como você vê essa situação, né? você como representante da instituição
da Polícia Militar, vendo o Crime organizado agir, ter o controle dentro de instituições que muitas vezes estão até acima da Polícia Militar. Eu não vou eu não vou citar nomes aqui, né, porque a gente não pode, senão derruba o canal, a gente vê os noticiários, a gente sabe o que acontece. Então, como que você, né, como representante da polícia, eh, se vê no meio desse negócio? Você prende o bandido aqui, né? Aquele traficante peixe pequeno, vamos colocar assim. Só que aí depois o o Outro que é grande, que realmente é o cabeça da história, tá
dentro da instituição, do judiciário ou onde é que quer que seja, e você para e pensa assim: "Mas que que eu tô fazendo aqui? Eu vou ficar tomando porrada da sociedade, falando que eu sou do mal e ao mesmo tempo o que eu tô combatendo tá tá lá acima de mim recebendo dinheiro, recebendo toda a glória, vamos dizer assim, né? Acho que foi ontem o MC Po do Rodo foi preso por Apologia ao crime. Ele tem milhões de seguidores que concordam com as músicas deles, que concorda com o que ele tá falando. Como que você
vê tudo isso assim? Como que é isso para você, doutor? É o seguinte. No nosso meio, no meio da polícia, no no meio do ser humano, há com a Gad existe, né, dois times de de dois tipos de criminoso. Aquele lá que é explícito, aquele que tá com arma na mão, entra no banco, entra na casa, dá e eh pega o Carro, o produto de roubo, a placa bate no cupom, troca tiro com a gente, aquela coisa toda. E há aquele outro criminoso também que para que chegue até ele, para que possa ele ser indiciado
e julgado e ver a veracidade do crime dele, tem que haver o serviço de inteligência. E não é fácil chegar nesse segundo criminoso. É uma questão de muita inteligência, muito trabalho, muita eh eh eh muito fator secreto e sigiloso, porque esse segundo não se Mostra. A gente pensa que ele se mostra e se demonstra. Não, ele é enrustido. É igual aqueles que a gente vê nos jardins que daqui a pouco o senhor vê a nossa polícia judiciária descendo ele com grampo. O senhor fala: "Porra, o cara entrou aqui hoje com a BMW de última geração
morando no prédião". Esse cara para prender, ele tem que ter uma inteligência. A polícia tem que trabalhar na inteligência. A polícia tem que fazer um [ __ ] de um levantamento. Então, há dois tipos de crime. Só que os dois tipos de crimes são movidos pelo egoísmo do ser humano em relação ao dinheiro. O ser humano se vende e vende o outro ser humano por causa de dinheiro. Você pode ver que os dois tipos de crime tá envolvido o quê? Dinheiro. Esse crime que a gente vai falar aqui, vai, vamos colocar assim do colarinho branco,
vai para não falar nem A nem B. É dinheiro que tá no meio, é muita grana. O senhor pega esse Criminoso que anda na rua com carro produto de roubo, emplacado, entra no banco, é dinheiro. O ser humano ele se vende por muito e muito dinheiro e vende os outros também. Só que tem aquela diferença para chegar nesse segundo é um trabalho de inteligência. Esse primeiro é mais fácil, ele tá explícito. É que nem aquele peixe lá que nada com a boca para fora. O segundo já nada lá embaixo. Eu como policial vejo o Seguinte,
a Polícia Militar, a Polícia Civil, até a nossa guarda civil também, a gente tá nesse nesse patamar de trabalhar certo e correto. Eu não vou falar pro senhor que ah, não tem e eh indivíduos que se desvirtuam no meio das polícias. Tem. Eu não vou tapar o só com a peneira, que também vai ser ridículo falar isso aqui, mas tem. Só que uma grande parte trabalho é certo. A polícia investigativa, ela vai atrás disso aí na sua inteligência. A polícia militar, com A sua inteligência também, ela vai atrás desses crimes e passa pra polícia judiciária.
E assim a gente vai tentando. O crime organizado, ele é uma coisa milenar. A gente pensa que chegou ontem, chegou hoje. Roma Antiga tinha o crime organizado. Muitas cidades antigas ali já tinham sua corrupção, já eram corruptas ao extremo. Então isso não é uma novidade pra gente. O ser humano ele já se vende, se vendia dinheiro há Milhares de anos atrás e vendia o outro. É que agora tá mais cancarado, mais na cara dura. Então essa é a minha opinião. A polícia trabalha, tá trabalhando, tem sérios profissionais. Eu falo até uma coisa pro senhor também.
Na minha humilde opinião de 30 anos de polícia, nós temos o melhor secretário de segurança que São Paulo já teve. Alô, Derrite. Aí o senhor pergunta: "Pô, mas por que e os outros?" Eu digo assim, para pro cara Comandar uma secretaria da saúde, ele não tem que conhecer de saúde? Com certeza. Então, para comandar uma secretaria de segurança, ele tem que conhecer de segurança. Tem que ser um policial que trabalhou na rua, que trocou tiro, sabe o que a sociedade quer, sabe como o policial trabalhar na rua e não colocar um cara que era amiguinho
do amiguinho do amiguinho ali como secretário. Então, São Paulo está vivendo o melhor momento como secretário De segurança. Ah, se tá tendo problema de colete, se tá tendo problema de viatura, isso não é com ele, porque ele passa, ele delega essa função de comprar material às instituições. Cabe a ele gerenciar como que a polícia está atuando no combate ao crime, cada um dentro da sua esfera de atribuições. Essa é a minha opinião. Não sei se eu respondi o senhor, doutor. Sim, sim. respondeu, respondeu brilhantemente. É sempre bom ter uma Visão assim de dentro, porque eh
eu acredito que muitas pessoas sempre agora, né, igual igual o senhor falou, tá muito explícita, elas param para se perguntar, mas como é que a gente vai lidar com isso? É, uma hora prende, outra hora solta, uma hora prende, outra hora solta. Exatamente. E aproveitando que você falou do do secretário de segurança pública, senhor. Eh, o que que o senhor faria de diferente se você tivesse nessa posição? Se o senhor Tivesse no comando geral, assim, o que que você acha que poderia ser feito eh paraa polícia ter um trabalho um pouco mais eficiente, vamos colocar
assim, o combate a esse crime mais agressivo, né, mais direto. O o senhor fala assim na na no Comando Geral da PM ou na SSP, Secretaria de Segurança? Eu eu acredito que na escala da Secretaria de Segurança você conseguiria ter uma visão mais ampla, então você conseguiria mexer tanto com a Polícia Civil quanto a GCM. Eu acho que num contexto geral, o que que a polícia poderia fazer de diferente? Porque pro cidadão comum, para ele polícia é polícia, ele só faz para ele a diferença é só ir na delegacia fazer o bo, porque roubaram o
celular, mas acaba sendo a mesma coisa. Doutor, eu vou falar uma coisa pro senhor. O Derrite, ele, eu volto a repetir, ele foi o melhor secretário de segurança que eu tenho visto, que eu Percebi até hoje. Eu não faria nada diferente do do que ele fez, porque primeiro eh eh ele mudou a farda da polícia e uma apresentação pessoal, ela muda alguma coisa também. Tínhamos uma farda que era horrível. Tínhamos uma farda que parecia o pessoal não querer menosprezar, da aeronáutica. Era uma botinha horrível. Isso dificultava uma correria, pular o muro, aquela coisa toda. Uma
calça de tergal horrível, quase não tinha farda. Ele entrou, ele mudou o fardamento, colocou uma boina, ele deu um um uma liberdade a mais pros policiais trabalharem, lógico, dentro da lei. Então ele mudou. Eu faria tudo que ele tá fazendo agora. Eu acho que eu não mudaria nada em relação à Secretaria de Segurança. Coisas que só quem tem experiência de campo poderia fazer. O senhor quer ver um exemplo? Eh, eh, exatamente, senhor falou uma coisa que eu lembrei agora. Em 2018, ele não era Secretário ainda. Eu fui transferido da rota por causa de ocorrência, resistência
e gu de morte na troca de tiro com vagabundo. Eu fui transferido, ele entrou, acabou esse negócio de transferência. Se o policial tiver que ficar afastado é dentro do seu batalhão. Acabou esse negócio de pegar o policial, que nem aconteceu comigo. Ah, para lá, para cá, para lá, para cá. E eu chegava, o coronel, você não pode trabalhar na rua. Aí eu perguntava, é ordem do Psicólogo? Não, é o coronel do CPC que mandou. Coronel de boca. Eu não quero que ele trabalhe na rua. Ah, põe ele ali, põe ele aqui. Trocava tiro, ó. Rapa
para fora, ó. Papelzinho na mão. Ofício. Derrite entrou, acabou. Por quê? Porque o Derit é especialista em segurança, trabalhou na rua, ele foi vítima de sair de troca de tiro e ó, pé na bunda, rapa fora, tchau. Esse foi o diferencial dele. O cara que o cara que tá no fronte, que conhece aquilo ali, viveu na Pele, né? Eh, eh, eh, tem a experiência para saber no que mexer, onde mexer, quando mexer, por mexer. É o especialista em segurança. Não que nem aqueles caras que a gente vê de vez em quando falando aí, que nem
aqueles dois policiais que trocaram tiro com os caras de fuzil, deixaram a viatura descer. No foi no interior aquilo ali? Foi foi eu foi, não foi? Eu publiquei isso aí. Eu não me lembro a cidade, mas foi no que cidade, Marcão, que foi? Foi, acho que Foi Ribeira. Isso, acho que foi mais ou menos isso aí. É, eu vi os os caras desceram, já começaram a tirar, ele desceu a viatura e veio seguindo por trás da viatura e depois saiu. Um tomou um tiro e raspão na cabeça, mas tá bem, graças a Deus. Trocaram o
tiro, enfrentaram, foram para cima. Um coronel falou: "Não, usar a viatura como como anteparo por causa dos tiros, tal". Já o outro não, porque tá errado, abandonou o parceiro. Que parceiro que ele Abandonou? [ __ ] eu eu fico pensando assim, eu não entendo de de eu acho que eu não sei atirar nem de stiling, eu não tenho muito dom para essas coisas, mas numa situação dessa não dá para você seguir muito o protocolo. Ali é jogo de vida ou morte, abandonou o parceiro, pô. Se o cara conseguiu fugir da mira dos vagabundos, eu acho
que o a função do outro seria realmente sair ou pelo menos tentar se defender, alguma coisa do tipo. Abandonar o parceiro, doutor, Aquela viatura são dois, doutor, dois policiais que ficam na viatura. Aí aquele rapaz especialista, não, porque outro abandonou o parceiro. Abandonar o parceiro que eu conheço, a palavra abandono seria se ele pegasse o ônibus, fosse embora. Tchau, gente. Tchau, vou embora. Negativo. Eles abriram o leque na troca de tiros. Por quê? Porque cada um começou a pegar um ângulo para se defender e para responder em jus Agressão. Se o especialista, o especialoide lá
não não prestou atenção no vídeo, eu falo para ele, é, eu falo para ele agora. Aquilo lá chama-se abri o leque, abrir o leque numa troca de tiro. Por quê? Porque se os dois ficarem ponto a ponta, bracinho dadinho, tipo a festa junina e eh a dança da quadrilha, os dois vão tomar tiro e cai os dois. Abre-se o leque. Isso é conduta de combate para quem não sabe. Abre o leque ali, ó. Ele pega esse ângulo, o outro Pega esse na troca de tiro. Porque vamos supor que esse seja atingido, que nem foi, raspou
na cabeça. Ele fica atordoado alguns segundos, doutor. Ele senta ali atrás do poste. Esse continua o disparo. Se os dois ficarem juntinhos como especialid lá, ele abandonou o parceiro. Os dois são baleados, os dois falecem e acabou. São mais dois heróis tombados. É conduta de combate, abre seu leque na troca de tiro para ter mais amplitude, para ter mais campo visual. Isso que o especialista especialoide lá não prestou atenção. Acho que ele nunca trocou o tiro na vida dele, a não ser no stand de tiro. Tá vendo, pô? Tô participando do podcast aqui com com
Cavalcante. Sabe o que que eu vou fazer? Vou começar a fazer isso no mercado com a mulher, falar: "Vai para um lado, eu vou pro outro". Entendeu? Pega um negócio que eu pego outro. Isso aqui é estratégia para terminar logo. Conduta de combate. Combate. Exatamente. Vamos, vamos entrar nessa nessa, nesse caminho aí, porque eu achei legal. Vamos pegar esse gancho. Eh, mestre, eu queria ouvir de você o seguinte, que eu acho que agora é uma curiosidade. Vamos falar de uma coisa legal. Como que funciona a questão da troca de tiro? E eu gostaria que você
desse exemplos, mas como que funciona assim? Eh, como que você decide a hora que você realmente tem que sacar a arma? Eh, você sente que isso acontece ou Depende da ação da pessoa? Eh, e me dê exemplos, né, do que você já passou? Já aconteceu de você ter que atirar antes da da pessoa atirar? Mas porque você percebeu? Como que é o seu sentimento na hora? É instintivo, é treinamento? Conta aí pra gente como funciona a troca de tiro assim na vida real, a decisão, como que é. Certo, doutor. É o seguinte, a a o
policial de casa, vamos vamos fazer um pleonasmo aqui, doutor. Começar pelo Começo. Pleonasmo. Policial não sai de casa para Policial não Policial não sai de casa para trocar tiro com ninguém. Beleza. Tá no patrulhamento. Suas armas pronto para em condições de pronto para ser utilizada em condições de atuar com elas. Então entra-se pronto para em condições de o comandante de equipe, o sargento ou tenente anda com fuzil cruzado ou não, ou o fuzil aqui ao lado e tem a sua a sua ponto 40, anda com a Ponto 40 na mão, por que não vai andar
com ela codreada? Porque somos policiais, estamos explícitos e fardados para tomar um tiro de de de lugar que a gente não sabe é dois palitos. O COPOM fala que em tal lugar o carro produto de roubo acabou de ser tomado. Beleza, a gente vai patrulhar com vistas a esse e outros veículos. Cruzamos com veículo. Pergunta pro COPOM. COPOM, um exemplo, COPOM, rota tal. Ah, positivo, prossiga, placa tal. COPOM confirma Positivo ou de roubo. Vamos tentar a abordagem. Vamos tentar detê-lo, prendê-lo, segurá-lo, acabar com a com a com trajeto dele ali, com o itinerário dele. Beleza?
Nessa daí ele começa a a a sair eh desabalada a carreira. Vamos atrás. Lá na frente o veículo bate, bate ou para o indivíduo. Isso aí já tá embutido dentro do ser humano policial. A gente já tá preparado pro pior. Se o carro correu ou eu vou no rouba banco, No rouba residência, eu sei que as pessoas vão atirar os o vagabundo vai atirar na gente. Eu estou preparado para um confronto. Se ele não atirar, melhor ainda. Ótimo. Maravilha. Porque se ele atirar, eu já vou estar preparado. O carro bateu, o carro parou, o indivíduo
desceu. São frações de milésimo de segundo. Ouve-se o estampido, pau, pau, pau, e ele com o negócio na mão. Revidamos a injusta agressão. Eu treino dentro da da da Doutrina. Tem a forma na minha viatura de eu abrir a porta, de eu enquadrar, de eu e eh responder aos disparos. Ninguém sai da viatura. Se tiver que sair da viatura, iremos abrir o leque no confronto. Isso aconteceu, eu falo pro senhor um caso recente, aconteceu em 2020, viaduto Pacheco Chaves aqui na na na Avenida do Estado com a minha equipe acompanhando o carro produto de roubo,
dando dando um toque na sirene. Uh, uh uh. Para ele parar em cima do Viaduto, como é duas é mão e contramão. Ele bate no carro da frente. Eu falei pra equipe, ó lá, bateu, bateu, bateu. Motorista segurou. éramos em quatro, ele abre a porta do carro, vira e pau pau estampido. Evitamos a injusta agressão. É uma coisa, é uma reação instantânea do policial. Jamais a gente atira em acompanhamento, perseguição, jamais atira em pneu e jamais atira antes, nunca. O que o policial faz é repelir a injusta agressão. Eu só vou atirar se Atirarem em
mim. E é uma coisa tão rápida, doutor, que a gente na hora que a gente para assim, a gente fala: "Puta, acabou, meu, já era". E o larap no chão ali, ó, esticado. Recebi uma pergunta aqui, queria repassar ela para você, ó. Senhor, o Mauro Oliveira me passou aqui, eh, gostaria de saber do sargento Cavalcante, porque o estado tem tanta dificuldade em manter o marginal deto, muitas vezes até mesmo em flagrante, Qual foi o recorde de vezes que ele deteve o mesmo indivíduo? Já teve isso, pô? Não pegar o o mesmo cara mais de uma
vez. Não, carrota raramente. Eu explico porquê. [ __ ] explica porque eu não quero nem deduzir. Vai, pode, pode. Já tá quase dando 10 horas. amigão, é o seguinte, a sua pergunta é boa. Muito obrigado, ô doutor, eu respondi o senhor, me perdoa. Respondi o Senhor, doutor, eh, respondeu, mas só antes de você responder essa pergunta, só pra gente não perder a a o raciocínio daada. Eh, são duas são, é, são duas duas perguntinhas eh sobre essa questão de do tiro. Eh, a primeira, qual foi o maior tempo de troca de tiro que você já
vivenciou? Tipo assim, você ficou meia hora e os caras tinham fuzil e teve que chamar, sei lá. É que eu tô pensando em filme, tá? Nunca participei. Então, na minha dúvida, ela fica mais voltada pros Filmes. Você ficou lá e teve que chamar apoio. Qual foi o maior tempo? E a outra pergunta é se alguma vez o senhor já se viu numa situação aonde vieram para tentar te matar diretamente? Não era, você não estava inibindo uma ação, eles tentaram te atacar e você teve que se proteger. Essas duas perguntinhas, doutor, a a o maior tempo
de troca de tiro, eu eu não sei precisar, mas eu falo eu posso falar pro senhor que foi no roubo à residência na zona Norte, chegamos em três viaturas de rota, já tinha duas viaturas de área fechando a rua. Olha, eu posso falar pro senhor que foi de o de 7 a 8 minutos. [ __ ] 8 minutos de tiro é tiro para [ __ ] bicho. Meu Deus do céu. É, é um alcaida, é o Afeganistão. Eu com três estampid, ah, não tenho um futuro nisso. Sabe por não? Sabe por quê, doutor? Porque os
indivíduos miziados dentro da da residência, não Queriam sair. Quando vira as barcas de rota entrar, já entraram em alvorooso. Ah, mas e as vítimas lá dentro? Eles tinham duas duas vítimas estavam guardadas dentro de um banheiro que depois a gente viu. Então, quando a gente tentou fazer uma entrada tática, já começou os tiros, pegou tiro no nosso nosso escudo balístico e a gente conseguiu adentrar até adentrar, até com cautela, com cuidado, não sabia onde as pessoas estavam, até chegar no primeiro, No segundo e no terceiro. Demorou, mas eu posso estar exagerando no tempo, mas foi
demorado porque uma troca de tiro na rua, pra doutor, isso é rápido. Desliga o carro, pum, pum, pum pum, é coisa de frações de de segundos, não chega a entrar no minuto. Aí o cabôculo caio, o larápio cai, a gente chega com cautela próximo deles, que eu não sei se o se o desgraçado tá tira a arma. E isso aí a gente tá é a gente tá acostumado, doutor. E a imprensa é uma maravilha, Né? Eu eu acho que algumas algumas alguns diretores de filme deveriam chegar na polícia daqui como fazem nos Estados Unidos, como
fazem em outros lugares do mundo, chegar na polícia, trocar ideia no quartel, como que é uma abordagem, como que é uma troca de tiro, como que é a relação de vocês com ele. Porque o cara faz uma troca de tiro aqui no no filme nosso aqui que demora três dias, pau, pau, pau. Isso não existe, [ __ ] Não, por isso que ele falou Meia hora, 7 minutos de tiro. Não, pensando no primeiro estampido, irmão. Meu Deus do céu. 7 minutos da nossa chegada. E doutor, 7 minutos com a nossa chegada, o desembarque já sabia
da situação pelo COPOM. Colocamos o o o escudo, montamos uma célula tática e começou a adentrar na na residência. Isso aí tudo deu uns vai 7 minutos. Posso estar exagerando tudo isso. Chegada, montou a célula tática, escudo à frente e vamos embora. Já aconteceu de Você se envolver, por exemplo, numa situação dessa, o cara estar com refém. Estar com refém, você vê que ele tem um refém, saber que ele tem um refém e ainda assim vocês chegarem para esse embate direta. Não, não pode. Não pode, porque tem um protocolo de refém, isola se o local,
isola, contém e chama o GAT, que é o pessoal especializado. Porque se der alguma merda ali, se o cara sem querer disparar ou matar querendo a a vítima, a culpa é do policial que forçou A barra. O policial pode iniciar a conversação, a negociação com o cara para troca de ideia, mas nunca tentar eh tentar uma entrada tática. Você pode ver, eu eu abro o grupo aqui, acabei de mandar no grupo do pessoal, vou largar a advocacia, vou virar a polícia, mas eu fico pensando, uma troca de tiro de 7 minutos para mim vai virar
7 anos. Numa dessa, o meu pensamento intrusivo vai falar: "Vai lá, Jeancl van Dame, tenta salvar o refém". Pronto, coloco tudo a Perder. Não, mas veja bem, não foi uma troca de tiro de 7 minutos. Não, tô falando eu. Ó, a chegada, eu sendo polícia hoje, ó. Chegada, montamos a célula tática, pegamos o o escudo balístico e começamos a adentrar. Foi tudo isso aí, porque na rua é rápida. Tem tem tem vezes, doutor, que a gente eh a viatura e é alvejada ou outro lugar é alvejada que a gente nem descobre. Ali mesmo na na
eh tem a ponte de socorro à esquerda. Ponte do socorro Atlântic. Avenida Atlântica. Atlântica. Atlântica. Eu tive, eu tive uma troca de tiro ali, uma ocorrência bonita, que depois de de 2 horas tava no DP, aprendo 47 apresentando lá, tal, tal, tal, nós somos repulos por DHPP. Eu tô fazendo meu relatório lá. Daqui a pouco tinha feito um monte de escrito, um monte de coisa assim bonita, umas palavras bonitas, doutor. Foi até no Google ali para saber como é que escreve. Lindo, um Espetáculo. Daqui a pouco eu furo o papel, falo: "Caralho, quando eu olho
minha prancheta baleada." Por quê? Porque ela tava na minha porta. da prancheta do sargento fica do lado da porta aqui embaixo. Nessa troca, um tiro parou e eh varou a minha porta e pegou na prancheta. Eu tenho até um vídeo no meu Instagram mostrando a prancheta furada. Então tem Agora, quanto o doutor perguntou, nunca vieram me buscar, doutor, nunca vieram atrás na na Intenção de matar, de querer descontar, porque eu sou polícia. Nunca vieram não, viu, doutor? Respondendo no senhor. Agora, depois das perguntas de cunho técnico do Caí, eu tenho uma para nós fechar com
chave de ouro. É. E a abordagem do mano Brau, porque já tem umas três pessoas perguntando aqui, é no WhatsApp, no YouTube, falou, falou, conta para nós. É, já complementa com, já complementa com alguém famoso, né? Porque acredite tem um mano Brau, mas se Tiver mais alguém famoso aí que o senhor já abordou, pode nos contar. E eh essa do do Mano Brau foi na década de de 90. Eu era soldado. Eu era soldado, sargento Lemos, comandante de equipe. A gente estava descendo a João Dias. João Dias. Descendo ao João Dias, sentido bairro. Passamos aquela
igreja na foi bem na época que esse cantor aí lançou aquela música. Ah, não confio na polícia, raça do [ __ ] Tá xingando a Polícia. Que [ __ ] coincidência, né, bicho? Coincidência danada, né? E naquela época a pessoa tinha porte de arma que era o registro era verde e o porte de arma era branco. Uma fotinho desse tamanhinho. Qualquer cidadão tirava essa porcaria. Aí beleza. Nossa barca descendo. Daqui a pouco sobe um Opalão. Eu olhei falei: "Volta no Opala, quero dar uma olhada nele. A Lemos que que é Steve?" "Eu não sei, chefão.
Volta no Opala lá". Voltamos no Opala, Abordamos. Dizer ele o carro e desce. A doutrina ela é centenária a nossa. Desia o carro e desce. Aí desce ele. Desceu atrás do carro, mão na cabeça, abre as pernas, mais alguém no carro. Aquele padrão de rota, beleza, tal, nada, vem, vem para cá. Daí o sargento tal e eu, o, o terceiro homem, ele tem a sua, o a su o seu posicionamento na abordagem e na viatura. Me posicionei. Sargento, tem alguma arma? Tem droga dentro no carro? Tem. Tem Minha arma. Sua arma tá onde? Tá embaixo
do banco. Você tem porte egício, tem. Tá comigo aqui. Habilitação, documento do carro. Arma tá onde? debaixo do banco. Só a gente olhou para mim que é nossa doutrina. A gente precisa vai lá vai bora [ __ ] Pega aquela [ __ ] lá. Não é só na troca de olhar. A doutrina só gente olhou para mim fui lá quando eu coloquei a mão embaixo do banco. É um ta. Ta é aquele 38 de 6 polegad. É o do Luna Tunes que o cara puxa. Demora meia Hora para terminar o cano do revólver. Entupido. Coloquei
na minha cintura, cheguei no sargento e bati aqui. S falou: "Vai lá, tira a munição". Fui na viatura, tirei a munição, entreguei pro sargento, ele conferiu. Pá, pá, pá. direitinho. Tem droga? Tem mais alguma coisa? Não. Pá, pá, pá. Revistei o veículo, aquela coisa toda. Posso dar uma olhada no veículo? Pode. O senhor acompanha daqui com os olhos. Beleza. Pá, acompanhando. Aí o sargento foi lá e Tal, tá olhando, entregando documento. Olhei pro sargento, fiz assim, né? Sento. Aí eu falei: "Você não é aquele cara que canta aquela música raça do [ __ ] polícia?"
Aí ele: "Não, eu sou só, eu sou só artista, só cantor. Tá bom." Aí o sargento olhou pra minha cara com assim. [ __ ] [ __ ] do enquadro também, né? Virou, virou e ele e ele na dele, só que ele tava sentido centro e a gente estava sentido bairro, fizemos a volta. Aham. Só a gente entregou os documentos, sente olhou para mim, daquele balanço de cabeça, eu fui até o banco dele, coloquei as munições e a arma, porque rota não entrega, nem entregava naquele tempo lá que o cidadão tinha pote. Eu não vou
amuniciar, tó rua. Por quê? Porque quando a gente libera, o vagabundo tá de olho, pô, tem arma naquele carro, vamos enquadrar. Não é sutil. Cheguei ali no olhei para um lado, olhei pro outro, coloquei a Munição e coloquei a arma dele lá. O sargento, ó, você viu o que o policial fez? Viu seu documento, sua habilitação, documento do carro, porte registro. Boa sorte para você e disponha da Polícia Militar. É, obrigado. Guardou? Posso ir? Pode. Eu olhando pr, eu olhando pra cara dele assim, ó, lembrando da música. Lembrando da música. Falei: "Que cara do [
__ ] hein?" Aí, aí, aí entrou na o cara entrou no carro dele igual palão. Acho que era Aquele comodoro, quatro portas, quadradão, bonitão, 90, 91, não sei o ano. Aí o sargento, aí o que que é? Falei: "Chefe, esse [ __ ] aí canta aquela música lá, ual, eu não confio na polícia, raça do [ __ ] Eu não curto". Falei: "Canta, [ __ ] é sério". Falei: "É porra". "É, mas você conheceu?" Eu falei: "Não, eu vi por causa do carro." Ele olhando meio torto para lá e para cá. Mentira. Abordamos ele. É,
rapaz. Tem aí Tem história, hein? He, muita, muita meão. 30 anos de história e foi 30 anos. Foi uma abordagem muito boa, né? Você vê no no nos detalhes da abordagem, a educação, né, de como aconteceu. Isso é muito bom. Parabéns. É padrão, né? todo mundo seguisse assim, a gente sabe que igual você explicou, não tem tempo para ter esse prelecionamento para poder ensinar todo mundo, mas eh você já vê muitos policiais hoje que não têm essa essa diretriz, esse treinamento todo, Mas que são cordiais, que são respeitosos e tal, essa coisa toda. Eh, a
gente espera que isso aconteça com todo mundo, né? Tanto da parte da polícia em fazer uma abordagem padrão, é igual você falou, não tem um tratamento pro cara A, B, C ou D, um tratamento padrão, né? E também se espera de quem é abordado também compreender isso, porque eu falo, eu falo pro senhor o seguinte, a gente não espera de quem for abordado compreender e aceitar. Ele não é Obrigado. Ninguém gosta de ser abordado. Ninguém gosta de ser parado colocar a mão em cima da cabeça. É, eu não gosto. Eu não gostei, né? E eu
já fui. É um direito dele. É um direito dele. Tem uma, tem uma ocorrência que aconteceu aqui no no no Packebu. Posso falar rapidinho? Pode. Eu já tava aqui, doutor, em Perdizes, 2000 e 2020. tava imperdes e eu tava no no no na companhia, fui lá usar o banheiro, tomar Uma água e o Caio, soldado Caio me liga. Chefe, tá onde? Tô na companhia, [ __ ] Que você quer, ô chefe, cola aqui no no Paquembu. Paquembu tem feira. Que que dia que é a feira no Paquembu, Marcão? Tem terça, quinta, sexta e sábado. Pô,
todo dia aquela [ __ ] lá. Então é lenda viva, tá vendo? Ó, eu nem me lembro o dia. E aquela feira ali você pode estacionar seus carros ali. No dia de feira você não pode entrar com carro no meio da feira. Fou cai qual que é o problema? Ô chefe tem um senhor aqui, pô, ele meteu uma carteirosa em mim aqui, ó. Me carteirou, tá com carro, fui pedir para ele tirar o carro, ele não, o que eu vou colocar e tal no meio. Tá bom, tô colando aí. Colei cí aquilo ali, chefe, ó,
tá com com ronda o civicão dele ali no meio, tal, ignorante. Pá, falou que é juiz. É mesmo. Você falou o quê? Você não chegou velho não, né? Não, chefe, pelo amor de Deus. Vamos lá, cara, trocar ideia. Tá Com taloná de moto aí? Tô, chefe. Tá bom. Colamos lá. Tudo bem, senhor? Boa tarde. Pois não. O o policial orientou o senhor, não pode colocar o carro aqui. Não, mas eu vou colocar já tô saindo. Não sei que lá. Tudo bem, senhor. Mas não pode. Tem criança, tem mulheres, tem idosos aqui também. Você sabe com
que que você tá falando, policial? Vixe Maria. Aí o Cai olou pra minha cara assim, falou: "Hum, tipo, fodeu, né, chefe?" Olhei pro Caio E falei assim: "Senhor, eu vou falar pro senhor de novo. O senhor não pode colocar o carro aqui, ó. Tá no meio da feira, Olha aquela mulher ali, olha pra minha cara com a criança ali. A pessoa sem querer o senhor esquece de puxar o freio de mão desse trem, pega nessa criança. Você sabe o que que você tá falando? Olhei pro Caio assim, eu falei: "Senhor, se não for Deus, não
me interessa. Cai traz o talão." O qu que você falou? Eu sou juiz. Eu falei: "Parabéns pro senhor, eu sou sargento da Polícia Militar. Primeiro sargento da Polícia Militar. Você sabe que que eu sou? Se não for Deus, não me interessa. Parabéns, senhor. É juiz, respeito o senhor. O senhor tá com a carteirinha aí. Aí começou a bater pandeira. Falei: "Caio, traz o talão". Chefe, sério? Aí o Caio veio com talão. Ô Caio, eh, dá para fazer o que aí? Ele: "Você vai me mutar?" Não, senhor. Não vou mutar o senhor. Lógico que você vai.
Você tá com essa porcaria talão na mão. Não, não vou mutar o senhor Caio. Faz quantas dá para fazer aqui, Caio? Chefe, dá para fazer umas três, quatro. Pode fazer. Você vai me mutar? Não, senhor. Você tá brincando com a minha cara, policial? Não, senhor. O senhor tá vendo eu dando risada. Eu não vou mutar o senhor. Lógico que vai. Você tá escrevendo eu vou autuá-lo. Quem vai mutar é o estado. Aí ele parou, olhou pra minha cara assim, ó. Posso ver a sua Habilitação? Ele deu a habilitação assim tremenda. Tira do plástico, por favor.
Tira você. Não, não. Eu não pego o documento de ninguém de do plástico. Por que não? Porque às vezes o senhor pode ter alguma coisa, um chip, um dinheiro, um papel com alguma coisa importante. Eu só quero o seu documento, não quero o plástico. Tá bom, então vou tirar na frente do senhor direitinho. Olhei, Caiô, faz o que tem que fazer, pô chefe. Faz essa [ __ ] aí, Caio. [ __ ] mano. Faz essa merda aí. O Caio, ó. Aí ele, o Caio nunca ficou tão feliz na vida dele, hein? Soldado Caio do quarto
batalhão. Ô Caio, grande abraço, viu? Ó. Aí fica Caio. O cara olhou pra minha cara. Você me motou? Não, senhor, nós autuamos o senhor. Quem vaiar o estado se achar por bem. É sério? Não, mas eu é aquilo que eu acho que carterirada é muito complicado. Eu não acho legal, não não não vejo Necessidade. É totalmente desnecessário, porque ser advogado, juiz, promotor, médico, sei lá que diabo que for, é uma profissão como qualquer outra. É óbvio, a conversa às vezes resolve muita coisa. A educação fala mais alto, né? Com certeza. Até um vagabundo você tem
que tratar não com educação, de uma forma eh eh correta, reta e sem fazer curva. Você não precisa o senhor pro vagabundo, o grande documento e acabou. Nada de ocusão, Filha da nada disso. O cara provou, o tratamento já muda. Já teve algum problema com a justiça? Ah, senhor, tive um 57. Fodeu. Acabou. Bacana. Dá o documento, vai. Pega essa [ __ ] logo aí. Acabou. Você teve algum problema? Não, senhor. Dá o documento, por favor. Puxa lá. Puxou, não teve. Puxou, teve. Ô grande, você mentiu, hein, meu. Você tem um 57, um 55. Então,
[ __ ] eu esquecia, mas eu não esqueço essa [ __ ] Pronto, já muda A ideia. É tudo na conversa. Caí que tem alguma consideração a fazer? É, a educação sempre vem em primeiro lugar, né? Então eu acho que a gente pode tirar nessa conclusão aqui desse podcast, né, que se a gente educar as pessoas, eu acho que a gente vai conseguir ter um entendimento melhor com a polícia, né? Parabéns, né, pelo pro nosso mestre, tá aí hoje, nos ensinou bastante isso, que a educação eh Primeiro que tudo a gente vai conseguir ter um
entendimento com a polícia e caminhar para uma sociedade melhor. Eu acho que essa é a conclusão do nosso podcast de hoje. Eu quero só agradecer pela presença. Muito obrigado por o senhor ter vindo. Aprendi bastante. Eh, eu acho que a gente tirou bons conteúdos aqui pras redes sociais, acredito eu. Quem tiver assistindo agora, que tiver ao vivo, eu agradeço também por ter participado. Curte, compartilha, vai Sair os cortes. Segue o direito de boteco nas redes sociais. A gente tá sempre postando coisa legal. A gente tem mais podcast marcado, sempre falando de direito, falando sobre a
vida, daquele jeitinho mais engraçado, né, com o nosso Dudu Nobre aí apresentando. Eu vou aparecer de vez em quando com essa cara de doido aqui, né? Que eu era advogado. Ó, da próxima vez você vai fazer um favor para mim. Você não vai aparecer. parecendo um menininho que vende Bisnaguinha, você vai colocar um terno porque dessas condições não tem condição. Não, não, não tem jeito não, meu querido. Mas eu, eu sou um cara do povo, você tá entendendo? Então essa aqui é onde aonde o meu filho tá agora? Conta para mim. Eu tô no quarto,
eu tô aqui computadorzinho participando. Isso é liso, liso. Cavalcante, obrigado por ter aceito o convite de coração. Fico muito feliz por você ter estado aqui conosco. Eh, por Favor, fica à vontade. Quero agradecer ao senhor e ao doutor que tá no Canadá pela atenção, pela cordialidade, pela humildade com que me receberam. Muito obrigado. Eu sou real e verdadeiro. Não tenho que enganar, fazer média para ninguém. Eu sou isso que os senhores viram aqui, ó. Por isso que eu falei pro senhor, pergunte o que quiser. Muito obrigado ao senhor, ao doutor que tá no Canadá. Obrigado.
Estamos junto. E essa é a nossa sociedade. É isso aí, Gente. Obrigado para você que nos acompanhou, que nos assistiu. Esse podcast com certeza, foi um dos mais interessantes que eu gravei até hoje, que foi sem massagem, sem roteiro, sem nada. Eh, muito obrigado para você. Curta, comente, compartilhe. Eu queria deixar um agradecimento especial aqui pro meu amigo Bruno Bernardo do Papa Bernardiano, que foi o responsável por fazer essa ponte aqui, né, Cavalcante? Brunão, gente boa, hein, Brunão, meu Abraço, meu irmão. Tamo junto. Obrigado a todos vocês e até a próxima, se Deus quiser. Yeah.