Eh, e começar. Prontinho, já estamos gravando. Então, boa noite, boa tarde, bom dia para quem vai assistir essa aula do futuro. Sejam todos muito bem-vindos, bem-vindas a praticamente uma das nossas, essa não é a última aula, mas a penúltima aula de vocês. Ainda tem uma extra que vai entrar como gravada, mas semana que vem é a última aula do semestre, né? Então, semana passada falamos bastante de osteoporose, na retrasada falamos de sacopenia e agora a gente entra num tema também dentro do contexto de na saúde do idoso, né, que é uma coisa que é um
foco bastante intenso que a gente dá aqui nessa disciplina sobre a nutrição e doenças neurodegenerativas, tá? Quero fazer um adendo aqui para vocês, que nessa aula a gente vai fazer um recorte, né? a gente Não consegue falar em uma aula eh de todas as doenças neurodegenerativas, porque nós temos muitas, né, com uma diversidade muito grande. Então, o recorte que eu vou dar aqui hoje é com relação à doença de Alzheimer, né, que é uma das doenças e é o motivo pelo qual eu trouxe a doença de Alzheimer, porque ela é uma doença muito prevalente, né?
a gente escuta falar muito dela, a gente fala muitas vezes no dia a dia, na, né, com familiares, com conhecidos, se fala Muito dela na mídia. Então, e mesmo às vezes quando a gente pensa em declínio cognitivo, algum tipo de demência, é a primeira, geralmente a primeira doença que vem na nossa mente, né? Primeiro agravo. Então, eh, por isso que a gente vai fazer um recorte específico para essa aula. para doença de Alzheimer. Eh, muito provavelmente, talvez no semestre que vem, eu consiga trazer mais uma, né? Além da doença de Alzheimer, eu consiga talvez trazer
doença de par, vou ter que Fazer ajustes no nosso cronograma para poder fazer isso, né? Mas e tirando algumas coisas para colocar outras, mas por enquanto a gente vai trabalhar com esse recorte, tá bom? E vamos falar um pouco do que que são essas doenças, né, no geral, o que que é uma doença neurodegenerativa, né? Doença neurodegenerativa é quando a gente tem é um conjunto de diversas enfermidades que eh vão caracterizar por Alterações em diversas regiões cerebrais, né, que são acometidas por uma degeneração dos neurônios, né? Então, a gente tem uma perda de função e
uma morte, muitas vezes, uma morte neuronal, né, dessas células aí que são fundamentais para as nossas conexões eh sinápticas, né, vamos dizer assim. E essas alterações, elas geralmente elas não são geralmente não, elas não são reversíveis até o momento em que a gente vive, né? E elas vão cursar com diversos Sintomas e sintomas clínicos, né? Quando a gente pensa numa doença neurodegenerativa, a primeira, o principal fator de risco dela é o processo de envelhecimento. E é por esse motivo que à medida que nós nós ganhamos em expectativa de vida, né, a gente passou a viver
mais, a gente também passou a lidar com alguns processos que antigamente não se percebia na população. Então, a prevalência de doenças Neurodegenerativas tende a aumentar a medida que se vive mais, né? Quanto maior a expectativa de vida eh da população. Então você pode lidar com esses processos, né? E quando a gente pensa nesse grupo de doenças, boa noite Mônica, a gente tem que pensar que elas podem ser divididas de acordo com diversas características, tanto aspectos genéticos quanto aspectos patológicos e de acordo com os sintomas ou o que que de fato ela vai afetar. Então, quando
a Gente pensa em cognição, muitas vezes a gente pode pensar, por exemplo, na doença de Alzheimer, que vai afetar diretamente esse aspecto. Mas ela também, né, a gente pode lidar com outro tipo de neurodegeneração que pode causar alterações motoras, como por exemplo na doença de Parkson, né? Então, eh, muitas doenças vão compartilhar mecanismos de desenvolvimento, ou seja, mecanismos Fisiopatológicos muito parecidos, não necessariamente iguais, mas semelhantes, né? Mas afetar áreas diferentes do cérebro, vão ter sintomas diferentes, né? Eh, às vezes é muito difícil você inclusive distinguir quais são os mecanismos que vão iniciar a doença e
o que que vai contribuir paraa progressão. É muito comum às vezes a gente ter erros de diagnóstico, né? Eh, já vi casos às vezes em que a pessoa acha que ter, ah, fulana tá com um declínio Cognitivo, eh, provavelmente ela um Alzheimer. Ela foi inicialmente diagnosticada com Alzheimer, depois de um tempo fez alguns exames mais aprofundados e percebeu que ela tinha uma outra questão, né, que ela teve diversos micro AVCs e isso levou um declínio cognitivo, mas isso que isso não necessariamente estava relacionado à doença de Alzheimer. Mas às vezes esses mecanismos, né, e os
sintomas eles são muito difíceis de você identificar. Por Isso que o diagnóstico ele não é tão simples quanto parece. Claro que quando a gente pensa a nível cerebral, o que que de o que que tá presente como, vamos dizer assim, um um início, o que que leva ao aparecimento desses sintomas e desse processo de degeneração dos neurônios? A gente tem três mecanismos principais que são descritos na literatura. Um é o estress oxidativo, eh, que cursa também com um Processo pró-inflamatório, inflamatório, uma inflamação neuronal e também o acúmulo, né, de substâncias, geralmente agregados proteicos, né, placas
de agregados proteicos anormais com uma distribuição anormal no cérebro, né? Então são esses três aspectos, né, que que estão presentes na fisiopatologia dessas doenças, né, de uma forma geral. Eh, como isso vai acontecer? vai depender de determinada patologia, mas é comum que Você tenha esses mecanismos acontecendo ali ao mesmo tempo. Então, para vocês entenderem melhor, né, a classificação clínica dessas doenças, desse grupo de doenças neurodegenerativas, então a gente pode ter aquelas que têm um predomínio de sintomas cognitivos, como o Alzheimer, que a gente já falou, que ele tem uma característica de ser amnésico, ou seja,
uma perda da memória, né, uma demência, ou por uma disfunção executiva. Então, a Gente pode ter outros tipos de eh de demência, demências do corpo, dos corpos de L devi, demências relacionadas a Parxon, atrofia de alguns sistemas, né? Pode também atrapalhar, mas algumas doenças também podem ter, além de alterações e sintomas cognitivos, também tem pode ter sintomas motores como o Parkson de novo, né? Colpos de Levi, eh atrofias, alterações de movimento. Existem também eh ataxias, né? A gente tem doença de Huntington, a taxia Espinocerebelar, a taxia de Frederic. Então a gente tem um universo aqui
ou sintomas relacionados à fraqueza muscular, uma alteração neuromotora, um exemplo é ela, né? ou eh a ela eh esclerose lateral aminiotrófica, né? Ela é um um exemplo de doença que a gente tem que doença muitas vezes que eh vai levar a uma debilidade a longo prazo, né? A medida que ela vai avançando. A gente também pode ter aqui nas nas demências, né, com Com predominância de alterações cognitivas, a demência frontotemporal. Então, um caso bastante eh até recente, né, de um de uma pessoa bastante famosa, é o Ai, gente, fugi o nome daquele ator, eu não
acredito que eu esqueci o nome dele. Eh, Bruce Willes, né? O Bruce Willes, ele teve que se retirar, né, da atuação porque ele, né, teve esse diagnóstico de demência frontotemporal. Então, a gente tem uma diversidade de doenças quando a gente pensa em Degeneração neuronal, mas aqueles três aspectos que a gente falou com relação à presença de estress oxidativo, né, acúmulo de placas, né, placas, agregados proteicos e uma processo inflamatório neuronal, eles estão presentes ali, muitas vezes misturados, né, quando a gente vai estudando, eh, e essas doenças como um todo. Então, assim, especificamente da nu doença
de Alzheimer, o que que a gente fala, né? O que que o que que a gente tá lidando Exatamente? Eh, antigamente se falava mal de Alzheimer, né? mal de Alzheimer. O Alzheimer ele tá relacionado a uma perda de neurônios, ou seja, perdas de sinapses. Gente, só um minutinho, vou dar um só um rapidinho porque tem um telefone tá tocando e acho que eu vou precisar atender. minutos. Oi, gente. Desculpa, eh, desculpem a pequena interrupção, mas vamos lá, vamos voltar. Então, a gente tá falando de perda de neurônios, morte Neuronal e também de sinapses que não
vão acontecer mais de forma homogênea, né? Então, os sinais elétricos entre os neurônios, eles não vão acontecer mais por conta da morte. Então, imagina que você tem uma rede ampla, você tem a morte de diversos neurônios aqui, esses sinais eles não vão passar mais, né? Geralmente eh a parte em que mais se afeta, né, dentro da doença de Alzheimer é as áreas responsáveis pela memória e também por Funções executivas. E à medida que a doença vai avançando e a gente tem morte neuronal em outras regiões, né, a gente começa a ter outras disfunções, né? Quando
você pega um paciente que ele tem um quadro muito avançado, né, de Alzheimer, ele vive longos períodos, ele vai ter perda de movimentos, né? Eh, muitas vezes essa pessoa é, como a pessoa tá falando, é um paciente que fica acamado sem nenhuma, né, nenhuma função executiva. Se ele não for Alimentado, ele não vai comer. Então, a gente tem situações bastante avançadas em que o paciente perde praticamente todas as suas funções, né? Quais são os fatores de risco importantes pro desenvolvimento do Alzheimer? Primeiro deles, de fato, é o envelhecimento, né, como toda a doença neurodegenerativa. Então,
a idade a partir dos 65 anos. Alguns estudos têm mostrado que mulheres têm uma prevalência mais elevada de Alzheimer Quando comparado aos aos homens, né? Eh, pode ter aspectos genéticos muito importantes implicados, especialmente quando a pessoa desenvolve eh a doença de forma muito precoce. E quando a gente fala precoce é antes dos 65 anos de idade, né? Então isso pode ter um fator genético muito importante, mas a gente também pode falar de outros aspectos que muitas vezes as pessoas não pensam quando pensam em desenvolvimento do Alzheimer. Então, a gente pode falar de hipertensão, diabetes, sedentarismo,
obesidade, aspectos relacionados ao consumo de álcool e tabagismo, hábitos alimentares ruins, maior risco cardiovascular representado, por exemplo, por nível níveis elevados, né, de colesterol. pessoa que já teve um AVC prévio, portanto, apresenta uma lesão cerebral Inicial, eh, e a pessoa que apresenta um declínio cognitivo leve, né, que mostra que tem algo ali, vamos dizer assim, algo que não tá funcionando muito bem, né? Algumas conexões e sinapses que não estão acontecendo da maneira que deveriam acontecer. falou que teve um conhecido que começou os 50 anos, realmente muito precoce, né, e provavelmente com um aspecto eh genético
muito importante. É sempre conveniente lembrar que não Necessariamente o fato de você ter indivíduos na família que desenvolvem o Alzheimer, não é? É como a gente sempre fala, né? Como tudo, você tem um aspecto, um traço familiar de uma determinada doença, não significa que necessariamente você vai desenvolvê-la, né? Especialmente quando a gente fala de Alzheimer, a gente tem muitos aspectos também relacionados ao estilo de vida desses indivíduos e essas doenças prévias, né? E aspectos que a gente até Consegue modificar ou mudar. Existe um estudo bastante interessante que eu não vou saber dizer quais são os
atores agora que eu tive a oportunidade de ler, em que eles avaliaram eh freiras, né? Então, essas freiras, pessoas que vivem, né, separadas, vivem muito tempo ali, eh, num local específico ali, né? Então, eles observaram que fizeram algumas análises no pósmorte e aí foi fazer as análises de recorte mesmo cerebral, tá? De tecido, do tecido cerebral para Entender como que eram, como é que era o padrão cerebral ali e de morte neuronal e tudo mais. E uma coisa bastante interessante que eles observaram é que existiam algumas algumas pessoas que tinham apresentavam alterações nos tecidos, né,
nas nas células, né, e acúmulo de placas de betamiloide, que a gente vai falar um pouco do que é, mas não necessariamente essas pessoas que eram que são característicos da doença, mas que essa Pessoa não desenvolveu esta doença, ela não tinha tinha sintomas da doença de Alzheimer. E aí a grande questão é o que que tem de diferente entre essas pessoas que têm a presença essas alterações estruturais e a presença desses agregados de proteína no cérebro que não desenvolvem a doença e aquelas que apresentam e desenvolvem, né? a gente ainda não sabe responder porque algumas
têm e outras não, mas a gente sabe que só a presença desse agregado muitas Vezes não explica a ausência de sintomas ou a presença de sintomas, apesar dele ser algo muito importante. Então isso fica aqui como um questionamento que a gente tem que fazer quando a gente pensa, pra gente pensar na doença de Alzheimer, não só com aspecto relacionado à idade, sendo que isso é muito importante, a genética, mas também aspectos relacionados ao estilo de vida e os acessos que essa pessoa vai ter de cuidado ao longo da vida, né? Então isso É algo que
a gente precisa levar em consideração antes de bater um telo, né? Então, alguém teve Alzheimer na minha família, logo eu também vou ter, né? Porque de fato isso é muito assustador. Eh, a gente tem uma prevalência hoje em torno de uma estimativa de prevalência, né, que pode chegar a 81 milhões de casos até 2040, porque estamos vivendo mais, né? E não necessariamente isso. Viver mais e melhor não é uma regra para todas as pessoas. Isso não acontece com Todo mundo. Alguns realmente podem, outros não, mas isso pode de fato influenciar bastante nesse desfecho e no
desenvolvimento dessa doença, né? Então, pra gente lembrar eh como que acontece, né, na estrutura, né, no tecido, no neurônio, só pra gente lembrar aqui. Então, ele vai ser caracterizado pela presença dessas placas amiloides e desses emaranhados. Então, vamos pensar o seguinte, você tem uma estrutura aqui, ó, esse aqui é o neurônio, tá? Isso aqui É a bainha de mielina. Esse aqui bonitinho. Deixa eu colocar minha setinha para cá para ficar mais fácil. Você tem o neurônio, né? Você tem esse axônio aqui bonitinho, né? E aqui você tem essa bainha de melina que vai recobrir esse
neurônio. E aí esse sinal nervoso ele vai pulsar entre esses espacinhos aqui. E é isso que vai conduzir, né, os sinais nervosos e as informações nas nossas células, nos nossos Neurônios. Quando a pessoa tem uma, né, tem o Alzheimer, ela começa a desenvolver a doença, ela vai começar a ter problemas. Você tá vendo essa estrutura aqui, ó? Dentro, por dentro, a gente tem esses microtúbulos, né? Essa proteína é uma proteína que se chama tal e ela ajuda a estabilizar esses microtúbulos aqui, que são estruturas cilíndricas que vão transportar uma série de nutrientes de uma célula
para outra. Quando a gente desenvolve o a Doença, a gente começa a ter um distúrbio na estrutura dessa proteína tal. no funcionamento dessa estrutura, né, dessa proteína e esses microtúbulos começam a quebrar, você tem uma quebra, né, e você começa a ter esses emaranhatos neurofibrilares causados pela por essa proteína tal. Além disso, você vai ter o acúmulo dessas placas, né, que a gente chama de placas amiloides ou betaamiloides, tá? Então, basicamente Você tem uma degeneração. Isso vai levar a uma morte do neurônio. Então, imagina essa informação que deveria seguir passar blindamente por aqui, ela não
vai passar mais. E aqui você também tem uma destruição da bainha de mielina, então o pulso nervoso não vai passar adequadamente e o neurônio vai morrer, né? Então aqui a gente também tem essa figura, uma, né, um um recorte melhor de como que são esses microtúbulos e como essas proteínas, essa proteína tal, ela Se agrupa em um cérebro saudável. Agora, como que acontece quando você já tem um neurônio doente? Esses microtúbulos começam a se desintegrar, né? Essa estruturação se perde, você começa a formar essas placas. Então, à medida que eh o cérebro ele vai, os
neurônios vão morrendo em determinadas áreas, a gente começa ver literalmente, se vocês conseguem ver aqui nos recortes, o encolhimento, a perda dessas, né, dessas reentrâncias, perda de estrutura e perda De neurônios, né? E isso até o presente momento, né, a isso é irreversível, né? Integridade de bainha fica comprometido, existe outro caminho? Não, não existe outro caminho. Por ali o pulso nervoso não vai passar mais. Por mais que a gente ainda a gente fale de neuroplasticidade, né? Por mais que o cérebro tente compensar outras áreas, a gente tá tendo uma lesão, aquele neurônio vai morrer, né?
Então, é muito complicado se a gente pensar sobre isso, Né? Eh, mas de uma forma geral, é assim que a doença ela vai eh vai se estabelecendo. Obviamente que isso não vai acontecer da noite pro dia, né? Mas às vezes a gente tem pessoas que têm esses acumulados e que não necessariamente vão desenvolver a doença. E a gente não sabe ainda responder muito bem porque que isso acontece, né? a gente ainda tá estudando, ciência ainda está investigando. Então, à medida que o Alzheimer avança e a gente tem, né, uma uma estágio mais severo, você começa
a ver o hipocampo, você tem um encolhimento do córtex cerebral, então você vai vendo a perda dessa massa cerebral que vai caracterizar, né, esse processo aí de morte dos neurônios. Então aqui a gente consegue ver com um recorte um pouquinho mais bonitinho como a gente tem as células cerebrais normais, né, com as suas sinapses preservadas e essas células cerebrais Lesadas, né, com a presença de agregados dessa proteína tal agregada desorganizada, né? Então a gente tem uma redução, afinamento de córtex, aumento desse dessa área que a gente chama de ventrículos, atrofia de hipocampo, enfim, a gente
não vão aqui entrar muito na neurologia, mas é para título de conhecimento. Então, a gente vai ter essa deposição dessa proteína betamide que vai dar origem a essas placas que a Gente chama de placa ceniz. E ao mesmo tempo você tem essa precipitação dessa proteína tal também responsável pela formação desses emaranhados aí porque elas se desorganizam. Isso vai levar a um estado que a gente chama de desequilíbrio, ao que a gente chama de estress oxidativo. E quando a gente tá falando de estress oxidativo, a gente tá falando de estress celular, né? A gente tem uma
perda de função das mitocôndrias, né? As Mitocôndrias, que que as mitocôndrias fazem? Elas produzem energia pra célula. A partir do momento que a gente tem uma disfunção mitocondrial, a principal usina de energia celular fica prejudicada, né? E aí você tem um processo também de neuroinflamação, né? Então você as células vão morrendo. A coisa acontece no nível celular. Quando eu falo de estress oxidativo, eu estou falando na célula. Eu não tô falando do stress com Que a gente lida no ambiente, o estress emocional, eu estou falando estress na célula, é molecular, né? E aí o que
acontece? Você tem uma neuroinflamação, perda de neurônios e dessas conexões sinápticas e aí você começa a ter os sintomas eh e os declínios. Eliziane, olha até onde eu sei as, né, se consegue observar essas perdas na ressonância, já consegue observar essas alterações de estruturas, tá? Eu não sei Dizer para você com toda, né, porque eu não sou neurologista, né, mas já se faz esses exames para entender essas alterações estruturais, tá? Mas o melhor mesmo, muitos estudos eles são feitos muitas vezes no pós-m, tá? Não, Valdenir, a gente não pode dizer que é uma doença mitocondrial,
tem nada a ver. Fato de você ter uma alteração de estrutura e uma disfunção mitocondrial, você não pode classificar tudo como uma doença Mitocondrial. E, aliás, o que significa uma doença mitocondrial, né? Ah, eu vou, a gente consegue atuar na mitocôndria para resolver esse problema? Não, não consegue, né? Então, a gente tem outros aspectos. Isso é um dos mecanismos pelo qual pelos quais o processo acontece. Mas a disfunção ela não acontece só na mitocôndria. A gente tem outras estruturas que estão dando origem eh a essas alterações no tecido cerebral, né? Especificamente nas células, nos neurônios,
tá? Então, a gente não pode afirmar essas coisas. A gente não pode pegar uma coisa e ampliar e transformar isso em algo geral, né? Você não pode, não dá para fazer isso. Tá bom? Eh, vamos lá. Vamos pensar aqui quais são os principais sintomas clínicos de doença de Alzheimer. Perda de memória recente, principalmente começa por essa perda de memória recente, né? Dependendo Da área que vai ser atingida. Às vezes paciente tem uma memória muito viva com relação às coisas que aconteceram lá atrás, mas aquilo que tá acontecendo naquele momento fica mais difícil. repetição da mesma
pergunta várias vezes, uma dificuldade de acompanhar raciocínios um pouco mais complexos, pensamentos, uma linha de raciocínio, essa pessoa tem as suas atividades de vida diária prejudicada, porque ela não consegue a a capacidade de resolver Problemas dela fica muito difícil. Então ela vai também ter dificuldade para dirigir, ela vai se perder, né, a caminhos que ela conhecia do bairro, às vezes aquela pessoa que mora naquele bairro a vida inteira e às vezes ela perde a noção de onde ela está, ela não consegue reconhecer o próprio lugar. Eh, dificuldade também para encontrar palavras, né? Eh, vão exprimir
ideias e sentimentos pessoais, né? palavras, Sentimentos, o que que ela tá sentindo e uma irritabilidade muito grande, uma agressividade injustificada, né, ou uma suspeição, a pessoa começa a desconfiar de tudo, de todos, né, uma passividade, interpretações eh de estímulos visuais ou auditivos de uma forma exacerbada, uma pessoa que tem dia seis isolar. Então, se a gente for parar para olhar todos esses sinais, às vezes são sinais muito sutis, né, que às vezes demoram a Levantar suspeitas de que esta pessoa tá com já um comprometimento, né? Porque nem tudo é muito muito claro, né, para quem
convive ou mesmo paraa própria pessoa, porque a angústia é muito grande também de não saber o que está acontecendo consigo mesmo, né? Então, de uma forma pra gente, né, pra gente, vamos dizer assim, condensar um pouco a nossa, a nossa informação, a doença, ela vai tornar Patológica diversas alterações que são fisiológicas do nosso envelhecimento. Então, à medida que eu vou ficando mais velho, realmente eu consigo resolver problemas, mas pode ser que eu fique mais lento, né? a minha capacidade de memória talvez fique mais difícil conforme a idade, né? Meu raciocínio, ele vai acontecer, vou precisar
de um tempo, um pouco a mais. Porém, no caso dessa doença, quando ela tá instaurada, essa essa habilidade, elas, né, essa Essa perda, ela é muito grande, perda dessas habilidades, porque ela vai começar também pegar em outras áreas conforme a doença vai avançando, as áreas relacionadas à linguagem, mudanças muito intensas de comportamento. Então, é muito comum que a gente vê pessoa que fica muito agressiva, né? eh a capacidade dela de cuidar de si mesma fica reduzida, né? E isso vai criando uma grande dependência, porque essa pessoa não consegue mais manejar a Própria vida, né? Então,
por isso que muitas pessoas acham que, ah, fulano tá ficando gagá, né? Fica no imaginário popular. Será que fulan está ficando gagá? Por quê? Tá, Gag, porque às vezes a pessoa normaliza esses processos e confunde isso com o processo de envelhecimento normal, mas existem algumas coisas que que chamam muito atenção. Então, é um paciente que tem uma alteração muito grande, né, do estado emocional, a Agressividade vem muito forte, né, às vezes, eh, dificuldade de coisas que a pessoa fazia com muita facilidade, muita destreza e muita habilidade, ela perde aquela habilidade. Isso chama muita atenção, tá?
pessoal pode ter alucinações e a transtornos de humor, a própria depressão. Existem alguns, na época, isso eu fazia bastante com tava no grupo de pesquisa. Então, alguns estudos mostram, por exemplo, alterações de sono, de ritmicidade biológica. Para Quem tava na aula de ontem, acho que o pessoal não tava na aula de ontem de tópicos, algumas pessoas aqui talvez cursam. Então, alterações de ritmos biológicos, alterações de sono, elas podem já ser sintomas iniciais, né, de alterações relacionadas a ao Alzheimer. Então, a gente tem bastante pesquisa vendo isso, né? Mas eh isso são aspectos muito importantes. Então,
por exemplo, quando a gente vê uma pessoa, como eu disse, que tinha uma habilidade muito Grande num determinada coisa e perde essa habilidade, isso chama muito atenção, né? Então eu me lembro, por exemplo, eh, da minha avó, né, que desenvolveu o Alzheimer, ela sempre cozinhou muito bem, teve muita habilidade no cozinhar, né, sempre fez muitas receitas. A partir do momento que ela começou a esquecer receitas que ela fazia com muita facilidade de cabeça, talvez a pessoa fala: "Ah, anda meio esquecida, cabeça cheia". Mas uma vez Ela fez, por exemplo, né, um macarrão e na hora
de jogar o molho, ao invés de jogar o molho, ela jogou o feijão cozido. E ela mesma ficou muito chocada com o que ela mesma fez, porque ela nunca tinha feito isso. Como é que eu jogo o feijão no lugar do molho do macarrão? Então isso foi um algo muito marcante no processo dela até ela entender que aquilo era o Alzheimer acontecendo e tirando essa habilidade que ela tinha, né? Então, às vezes são Coisas que vem chamar muita atenção, eh, e que ficam como um alerta, né? E é muito difícil mesmo. É algo muito doloroso,
porque a pessoa tem, no momento ela não tem consciência, mas ela tem consciência que tem algo muito esquisito acontecendo com ela. Quando a gente pensa no tratamento, a gente tem que pensar que existem, né, abordagens farmacológicas e não farmacológicas e que elas se complementam. Então, quando a gente pensa em abordagens Farmacológicos, isso são com os médicos, neurologistas, geriatras, porque o Alzheimer ele também é uma doença complexa e que exige tratamento, né, multiprofissional. Eh, então vai utilizar medicações, né, que vão inibir a degradação de aceticolina, mas também pode utilizar outras medicações para auxiliar o paciente a
dormir, né, eh, para ajudar a sincroniza dele, porque às vezes o paciente perde a referência do que que é Dia, do que que é noite, tem alterações, transtornos de humor, né? Então tudo isso pode ser utilizado para manejar melhor os sintomas, mas não necessariamente todas essas medicações que a gente tem disponíveis vão inibir a progressão da doença. E existem as abordagens não farmacológicas, né, que é a estimulação cognitiva desse paciente de outras áreas do cérebro, estimulação social, estimulação física, a organização do ambiente e da rotina, Isso é muito importante, e tratamentos específicos para problemas específicos.
E aí dentro dessas adaptações, a gente tem os cuidados em nutrição, né? Então, eh, nos cuidados em nutrição, a gente tem que levar em consideração quais são as alterações que estão relacionadas na alimentação, né, com o quadro desse paciente. Então, primeira coisa que a gente tem que levar em consideração é primeiro é que esse paciente começa a ter transtornos de um, Né, alterações comportamentais. Então isso pode diminuir a aceitação daquele paciente para determinados alimentos. Às vezes alimentos que ele consumia, que ele gostava, ele pode ter uma aceitabilidade piorada, vamos dizer assim. Além disso, a gente
pode ter alterações motoras, né, dificuldades de deglutição e mastigação e também a perda da noção, né, com relação aos horários de alimentação, né? Então o Paciente, o paciente que vai esquecer de se alimentar, que ele não vai lembrar mais como organizar a própria refeição. Então isso tudo em conjunto e aí por consequência o paciente vai deixar de comer e ele é um paciente que vai ter um risco nutricional muito elevado e esse risco nutricional vai aumentando à medida que a doença vai progredir. Então esse paciente ele vai ter uma ingesta alimentar reduzida por dificuldades de
mastigar, De mastigar, dificuldades de deglutir, por esquecer, por não tá, né, não ter as refeições distribuídas adequadamente, né, pela até mesmo pela menor aceitabilidade. E aí a gente também tem o fato de que um paciente idoso, né, associado a isso. Então, a ingesta alimentar pode ser prejudicada. Então isso pode piorar muito o quadro nutricional, fazer com que esse paciente perca muito peso e tem um risco aumentado tanto para desnutrição como Para desidratação. Então o principal aspecto pensando na nutrição e o Alzheimer é o risco nutricional que esse paciente tem. Ao mesmo tempo, a gente tem
uma um aumento da necessidade, né, energética pelo próprio processo da doença, né, e também eh desse paciente, né, que a gente tem um estado patológico e é um paciente ali que não tem a ingestão adequada de calorias e esse consumo deficiente mesmo. Então, a perda de peso No paciente com Alzheimer, ela é multifatorial. E é algo que tem que ser muito acompanhado, tem que ter, né? Por isso que quando a gente fala paciente idoso, a gente não pode olhar o paciente idoso com o mesmo olhar que a gente tem do adulto, né? Porque às vezes
a gente acha, claro, que cada pode pode ter, né? sarcopênico, pode ter sobrepeso, obesidade, uma obesidade sarcopênica, inclusive, mas a gente não pode achar continuar com essa Cabeça que eu costumo dizer que é a cabeça do emagrecionista. Hoje em dia as pessoas estudam nutrição não para serem nutricionistas, mas sim emagrecionistas. As pessoas têm essa ideia de restrição calórica para tudo, para todos e em a qualquer situação. E isso se reflete até na hora que você pede pra pessoa colocar ali um plano alimentar qualitativo. A pessoa não consegue, ela tá sempre restringindo, mesmo quando não é
para restringir. Então quando a gente pensa No paciente idoso, a gente tem que olhar de uma de um outro ponto de vista, né? a gente tem que ver que ele é um paciente, especialmente no Alzheimer, que tem um risco muito grande de desnutrição e isso é uma complicação muito séria, muito grave. Então, saiam da mentalidade do emagrecionista, até porque essa profissão não existe, e entre na mentalidade, no raciocínio do nutricionista, que é para isso que a gente estuda, né? Se a nossa função Fosse só cortar tudo do paciente, fazer restrição calórica, pelo amor de Deus,
né? Estamos lascado. Então, a gente tem que ampliar um pouco a nossa visão, nosso olhar para as coisas. Claro que é para ganhar peso de qualquer forma, não, não é. Mas a gente precisa ter esse cuidado e esse olhar crítico para essas coisas, porque senão, né, a nossa profissão perde o sentido. Então, quando a gente pensa para caso de pacientes, né, que t demências, isso inclui eh a o A doença de Alzheimer, a gente tem que lembrar que a gente tem um ciclo vicioso de deficiências nutricionais aqui relacionad a essas alterações neuronais, né, neurocognitivas. Então,
eh, a gente tem um indivíduo que desenvolve, tem um declínio cognitivo, né? E esse indivíduo, ele tem as suas necessidades nutricionais aumentadas, mas a o consumo, a ingestão de alimentos, calorias e nutrientes estão reduzidas, estão Comprometidas associadas a isso. a gente tem aspectos relacionados à própria idade e outras doenças que podem vir junto com, né, essa demência. E por consequência disso, a gente pode ter uma perda de peso bastante intensa e uma deficiência nutricional. E aí a gente pode cursar com perda de massa muscular, uma sacopenia instaurada e a síndrome da fragilidade que vão piorar
ainda mais o quadro, né, desse paciente. Então, eh, a gente tem um ciclo às vezes vicioso e Difícil de quebrar se a gente não faz o monitoramento e o cuidado adequado, né? Então, a gente pode ter aqui, quando a gente fala de alterações relacionadas à demência, que estão relacionadas a nutrição, por exemplo, em diferentes estágios da doenças, elas podem ser desde alterações da percepção de paladar e oufato, que já é algo presente em idosos, né? Défico, dificuldade, né, nas execuções, nas nas funções executivas. Isso inclui Até mesmo fazer a própria refeição, mas se alimentar sozinho,
né? Capacidade de reduzida de habilidade de fazer de tomar de tomada de decisão, né? A gente pode ter disfagia, agitação, problemas comportamentais, recusa para comer em estágios muito severos aqui, em estágios moderados a severos, né? Então a gente lida com tudo isso quando a gente tá falando de casos de demência, né? Então tudo isso tem que vai influenciar muito no estado nutricional dessa pessoa. Eh, A nutrição, ela vai ser fundamental em qualquer fase, mesmo no começo, até mesmo nos estágios finais, né? E aí a gente tem que levar em consideração que aquele paciente ele não
tem só Alzheimer, ele também tem outros outras pode ter outras doenças, outras comorbidades que já existem previamente. Então esse paciente ele pode ser um paciente diabético, pode ser um paciente hipertenso, pode ser um paciente que tem deslipidemias, né? E tudo isso tem que Ser cuidado. Eh, quem tá fazendo estágio em instituições de longa permanência já deve ter percebido que esse é um pacote meio que o pacote básico, né? Que a gente vai ter muitos casos disso. Então, isso tudo tem que ser olhado. De preferência, a gente sabe que a dieta individualizada, dependendo do contexto desse
paciente, é muito difícil, especialmente se ele estiver institucionalizado, né? Mas ainda assim A gente precisa olhar quais são as necessidades daquele paciente, fazer uma boa avaliação nutricional, né? Avaliar a ingesta alimentar dele para que a gente consiga fazer uma adequação tanto de macronutrientes, calorias, micronutrientes, de acordo com o sexo, atividade, a idade, né? Como é que tá o estado nutricional desse paciente? Ele tem risco, né? Ele tem um risco nutricional? ele teve perda de massa muscular ou não, ele está bem Nutricionalmente falando, então a gente pode conseguir manter essa conduta e a gente tem que
reavaliar de tempos em tempos. A gente também tem que considerar qual que é a fase da doença, né? Se essa doença já avançou e essa pessoa começa a ter dificuldades de mastigação, não consegue engolir adequadamente, será que eu preciso mudar a consistência dessa dieta? deixar em vez de ser uma dieta alívia, começar a trabalhar com a branda ou uma dieta mais Pastosa, né? porque talvez esse paciente já não consiga mais mastigar adequadamente, isso diminui a ingesta dele, ele tem recusa eh trabalhar com fracionamento alimentar, porque às vezes esse paciente não vai conseguir comer grandes proporções.
Então a gente tem que garantir essa oferta de alimentos ao longo do dia. Isso é muito importante. E muitas vezes que isso fica meio de lado, esquecer que a alimentação acaba sendo Um ato social e essa pessoa fica muito isolada, né? Então, principalmente nos primeiros estágios, a pessoa acaba comendo sozinho, fazendo tudo sozinho, né? É, a pessoa fica a parte do do convívio com outras pessoas e não conseguem nem mesmo compartilhar uma refeição na mesa. E isso impacta bastante, né, no emocional daquele indivíduo e da família também e quem está próximo, né? Então, eh, são
aspectos que a gente tem que levar em Consideração quando a gente tá trabalhando. Aqui a gente tenta dividir por fases, né? E aí a gente pensa no na fase inicial, que é geralmente no diagnóstico, né? No diagnóstico, quando a pessoa recebe, né, a a ali a notícia, às vezes ela pode nem ter alterações nutricionais significativas, a não ser que ela já tenha um quadro prévio de outro agravo, né, ou paciente com sobrepeso e obesidade, enfim. Mas com relação à Própria doença, pode ser que a gente não tenha alterações do estado nutricional, tá? ou tenham alterações
prévias relacionadas a outras situações, mas ainda assim a gente tem que investigar e entender como que é o estado desse paciente, observar presença de hipertensão arterial, diabetes, né, e trabalhar numa orientação de uma dieta saudável. a gente tenta trazer aqui guias alimentares, né? O guia alimentar da população brasileira, a gente não Pode se esquecer que nós temos um padrão alimentar brasileiro e que pode nos nutrir muito bem. Então, não há necessidade da gente eh ficar prescrevendo mirtilo e quinoa pro meu paciente, ou melhor, quinoa, né? Se você, se esse paciente estiver num contexto que justifique
ou ele goste, né, a família faça uso, isso é uma coisa. Outra coisa ficar tirando sugestão no cardápio de uma coisa que eu tiro lá da internet e que não com não Dialoga com a realidade. Isso aqui não é só para um paciente com Alzheimer, isso é para todo mundo, né, que a gente com quem que a gente tá trabalhando. Posso inserir este alimento? Esse paciente tem aceitabilidade, ele acessa, ele gosta. A família pode, né? Isso é uma coisa, um exemplo, tá gente? Mas a gente se a gente trabalha dentro dos guias alimentares. Ah, se
é um paciente hipertens, eu posso tentar tentar trabalhar num padrão de uma dieta DASH, Que é interessante pra gente melhorar aí esse controle da hipertensão. Isso é muito legal. Então, a gente pode trabalhar dentro dessa orientação de dieta saudável. Precisa inventar a roda, né? incentivar a hidratação, que é muito importante, né? o a boa a distribuição de de horários muito organizados de alimentação, manter essa rotina alimentar e também a gente vai fazer um cuidado especial com relação a Alimentos que são considerados assim com potencia, um padrão alimentar com um potencial inflamatório. não são alimentos sozinhos,
mas alimentos ultraprocessados, alimentos ricos em gorduras saturadas, gorduras hidrogenadas, né? Então a gente faz esse cuidado da perspectiva de educação nutricional também, né? Não só com o paciente, mas especialmente com quem está ali a família ou quem tá ali dando aquele suporte no cuidado, tá? Eh, à medida que a doença pode avançar, a gente começa a ter alterações, alterações motoras, alterações comportamentais que podem até vir antes, né, mesmo numa fase inicial. E o paciente também pode ter uma perda mais acentuada da memória. Então, ele pode esquecer como usar os utensílios, como comer, sabe assim, que
que é isso? Isso é uma faca. Às vezes o paciente não consegue identificar que aquilo é uma faca, é um garfo e aquilo tem uma Função, dependendo do nível já, né, que esse paciente está. Então, percepção de fome e saciedade, sede dele tá completamente prejudicada, né? Ele não vai saber, ele vai ficar, ele é está desorientado, imagina, ele não consegue estar em conexão com esses sinais, tá? Então, se alguém der comida para ele, ele vai comer. Se alguém não der comida, às vezes pode até recusar, mas se alguém não der comida, talvez ele não vai
saber que ele precisa comer, né? ele não tem Essa percepção. E aí a gente vai ter redução da ingestão oral de, né, dos alimentos ou ela pode ter, a gente pode ter uma exacerbação, um aumento da ingestoral, porque o paciente às vezes pode comer mais, ficar mais ansioso e comer em grandes quantidades alimentos, né, não necessariamente tão saudáveis, inclusive uma preferência por alimentos mais doces, enfim, que estimulam mais essa palatabilidade. Então essas mudanças Podem acontecer e aí a gente tem que adequar, né, essa essas essa necessidade do paciente, esse plano alimentar e fazer essas orientações,
né, junto à família ou junto a quem, ao cuidador, né, e outras coisas. a gente já tem que começar olhar isso, a gente faz desde o começo, uma boa avaliação de estado nutricional, mas a gente tem que sempre acompanhar, verificar se esse paciente tem perda de peso. Paciente tá com perda de peso, significa que essa ingesta Alimentar talvez não esteja suficiente. Ainda que se faça a organização de rotina com as refeições, talvez não seja suficiente pro que ele precisa e a gente tem que considerar e entrar com uso de suplementação alimentar, né? E aí a
suplementação ela vai ser muito bem-vinda, né? eh atentar paraa aparência da refeição, a variedade, a temperatura para estimular, né, esse paciente às vezes que tá na recusa e é aquilo, adequação De consistência. Paciente tá com dificuldade para mastigar, degluti, já tem um processo de disfagia, né, a gente tem que adequar, não tem jeito, né? A gente tem que abrandar a textura desses alimentos. Vou ter que talvez começar a trabalhar com alimentos mais cozidos, a carne mais desfiadinha, se é uma textura mais branda ou então se eu vou precisar trabalhar já com uma consistência um pouco
mais pastosa ou eu consigo fazer Uma mescla dos dois de acordo com a aceitabilidade, né? Então isso a gente já começa a fazer essas adaptações nesse momento, né? Então, essas são aspectos que a gente tem que eh levar em consideração. E aí a gente tem uma fase que é a fase avançada, que a gente considera de fase grave, em que essa pessoa tem total dependência de quem cuida, no sentido de que muitas vezes a gente tem um paciente acamado que não tem eh função executiva Nenhuma, né? Essa pessoa às vezes não fala, ela não interage,
ela não anda, ela tá, né? como mu gente ouve, é uma pessoa que está vegetando, né? Se você não der comida, ela não vai comer. Se você não mobilizá-la, ela não vai mobilizar. Então, não, né, mudá-la de postura, né, fazer lá mobilização de leito, esse paciente não vai fazer. Então, iss são casos finais, né, com que a pessoa perdeu todas as suas funções. E aí o Principal, né, dentro da perspectiva de nutrição é a disfagia. esse paciente vai ter muita dificuldade para deglutição. Eh, inicialmente a gente vai ter que tomar cuidado com, de novo, com
a textura alimentar, né, de trabalhar com uma alimentação pastosa, batida, né, liquidificado. A gente vai ter que tomar muito cuidado com relação ao aporte calórico e proteico. Tem ser, né, muito bem, muito balanceado. A gente vai ter que Suplementar esse paciente com toda a certeza, tá? Eh, o paciente pode ter problemas com hidratação, porque dificuldade de engolir, né, a água, líquidos, às vezes a gente vai ter que ter atenção com relação na postura em que esse paciente vai se alimentar e ele vai ter que ter, assim como em outras, uma fase moderada, dependendo da situação,
a gente já tem que ter uma alimentação supervisionada, né? Tem que ter alguém perto, mas aqui Depende 100% de outra pessoa para fornecer, né? E existe também risco de aspiração nesse paciente por conta dessa disfagia, engasgar, aspirar esse alimento e ter problemas, né, desenvolver uma pneumonia. Então a gente considera às vezes o uso de sondas, né? E aí a gente entra com a trabalha com uma sonda interal nazogástrica para alimentação e hidratação adequadas, né? dependendo do grau, né, da da dependência com que esse paciente e da Dificuldade dele de deglutir. essa avaliação eh de disfagia,
a avaliação de sinais de disfagia, ela tem ela é um trabalho muito importante, de preferência que se fosse acessível para todos, que fosse feito em conjunto, né, com um fono, né, uma um trabalho em equipe da fonoaudiologia e a nutrição, porque é o fonoaudiólogo quem faz essa avaliação adequada do nível de disfagia, né? ele vai avaliar o grau de disfagia e com base nessa avaliação a gente Consegue fazer uma uma prescrição mais adequada, mais acertada com relação à consistência que é mais segura para aquele paciente, se ela é pastosa, se ela vai ser branda, enfim.
E aí a gente consegue também fazer o ajuste do aporte calórico e proteico daquele paciente. A gente consegue fazer uma prescrição dietoterápica mais adequada. Então, eh, paciente que tem sinal de disfagia, ele precisa ser avaliado, se possível, avaliado com uma equipe Multidisciplinar, composta com por um fono, para que ele consiga fazer esse trabalho mais acertado e a gente consiga acertar, vamos dizer assim, né, direcionar o cuidado adequado na consistência da da alimentação. Eh, a gente sempre diz, e isso vale para todo mundo, gente, a alimentação vioral, ela é sempre mais recomendada, ela é a mais
fisiológica, né? Eh, eu acompanhei mais de perto um um processo de internação familiar muito grave em que o Paciente tinha eh teve que passar por uma traqueostomia, né? Ficou hospitalizado, foi 28 dias de UTI, três dias na semiaintensível. É um paciente que precisou de a dieta interal, né, via sonda. E é visível, é claro que a dieta interal ela pode ser muito importante quando a gente tem um caso em que o paciente não consegue se alimentar com segurança, né? E a alimentação vioral, ela é inviável, ela é insuficiente Muitas vezes, mas é visível a diferença
quando o paciente volta paraa alimentação vioral, a recuperação, né, do estado nutricional dela. Então, eh, a gente sempre tenta manter a via oral da alimentação ou evoluir para, né, ainda que tem que um tempo ficar com a dieta por sonda, a gente tenta voltar pra alimentação vioral mais rápido possível. Entretanto, quando a gente tá falando de um caso progressivo, né, de uma doença que é progressiva e que a Gente não consegue retroceder, eu tenho esperança. Eu falo que eu sou sempre uma pessoa esperançosa com relação ao Alzheimer. Eu acho que daqui alguns anos, e eu
espero que quando a gente for ficar mais idoso, na nossa vez de ser senhor, a gente já tenha formas de retroceder, né? A gente tem que acreditar que a ciência pode fazer isso, que a gente vai conseguir ter esses cuidados. Vamos ter fé. Mas ainda assim no ambiente, né, no atual Nível que a gente tem, para quem lida já com essa situação, a gente não consegue voltar atrás, a gente não consegue não consegue eh curar, né? Então o que que a gente tem que fazer? A gente tem que levar em consideração como é que está
o estado desse paciente. Eu tenho que garantir a a segurança adequada na hora da alimentação dele via oral. Eu tenho que manter um estado adequado de hidratação e eu tenho que prevenir que ele aspire o alimento e que esse Alimento vá pro pulmão e cause lá uma infecção, uma pneumonia, que aí vai ser uma complicação. Esse paciente vai ser hospitalizado e tem um risco de mortalidade altíssima, tá? Então, a gente tem uma responsabilidade muito grande. Quando a gente tem um paciente que tem um risco muito importante de aspiração pulmonar, a gente vai entrar com, né,
a dieta, né, uma um uma nutrição interal, né, eh, por sonda nasoentérica, né, nasogástrica. E Geralmente a gente tenta trabalhar com, né, quando a sonda é pelo nariz, a gente usa ela temporariamente para recuperar o estado nutricional daquele paciente. Tanã. Às vezes a gente tem que fazer uma gastrostomia, né, eh, para ser definitiva. Muito provavelmente essa gastrostomia ela vai ficar para sempre. O paciente só vai se alimentar por essa gastrostomia. Essa sonda vai passar direto ali, ó, pro estômago, né? e não vai passar pelo nariz, porque aí corre, Não corre o risco do paciente tirar.
Então, eh, a gente tem que avaliar o risco e o benefício, né, desse paciente, eh, para, paraa gente entender o que que é o melhor dependendo do quadro dele. Tem, a gente tenta sempre preservar alimentação vioral, mas nem sempre a gente consegue. Então, quando a gente pensa em avaliação de dieta interal e até mesmo paraenteral, para interal ainda mais complicada para pacientes com doença de Alzheimer, a gente tem que Avaliar individualmente. Não existe uma recomendação única para todos os casos, tem que ser avaliado. E aqui a gente tem esse guideline do ESPEN específico para nutrição
e hidratação em casos de demência. E a gente teve uma atualização no ano passado, tá? Eh, e aí ele vem faz traz trazendo, ele traz aqui algumas recomendações. Ele tá em inglês, depois eu vou subir lá na mediateca para vocês ele na íntegra, né? Dá para traduzir, vocês conseguem eh ler para quem quiser, Né? Então, quando a gente, uma dessas recomendações é com relação a o uso da dieta paraeral ou interal para nutrição e hidratação em pessoas com demência devem ser levados em consideração de acordo com a situação individual. eles têm que, né, olhar de
forma individualizada aquele paciente de acordo com o prognóstico daquele paciente. A gente também tem uma outra recomendação de que dieta e parenteral, né, não pode ser eh iniciada em pessoas Que estão na fase final da vida, não no final, quando eu digo pessoas que estão em processo de falecimento, né, ela não é indicada, né, a gente não faz. Esse paciente é um paciente que está com um prognóstico muito ruim, no sentido de que não tô falando de uma pessoa que tem meses de vida, eu estou falando da pessoa que está no processo de terminalidade, né?
Eh, ela está no processo da morte, então a gente não há indicação da terapia inteal paraal, né? Isso não é recomendado. Eh, e isso é muito duro, né? a gente falar disso. Por isso que a gente tá falando de terminalidades, de cuidados paliativos, mas não só de cuidados paliativos, mas de terminalidade mesmo, né? O processo, o processo da morte, do morrer, ele não a gente não tem essa indicação nos casos de demência. Eh, agora a gente tem indicação de nutrição interal de forma temporária em pessoas Que, por exemplo, estão em um quadro, uma fase, vou
mostrar aqui, vou apontar aqui para vocês, moderada, né? leve, amoderada, de demência e que estão em um momento em que a sua seu estado nutricional pode estar comprometido, a sua ingestão nutricional não está sendo suficiente via oral e aí a gente por alguma condição que, né, que é reversível, então pode ser um paciente que teve algum outro problema, alguma outra dificuldade, ele não tá chegando Às necessidades diárias, então a a gente entra com essa dieta aqui para que à medida que ele se restabeleça, ele volte a comer integralmente via oral. Então essas são as recomendações
que a gente tem com relação ao guia, aos guidelines, né? E claro, isso também vai ser avaliado com a equipe que acompanha, né? A equipe que tá ali acompanhando aquele paciente e a família, né? também é algo que tem que ser levado em consideração, Tá? E eu sempre falo que são situações muito delicadas, dependendo do quadro, dependendo do prognóstico, é sempre um assunto bastante delicado e às vezes muito difícil, né, pra família entender, mas a gente tem alguns guias e algumas recomendações, né, nesses casos e nesse sentido, tá? Eh, quando a gente pensa, até aqui,
a gente falou bastante de a nutrição quando a gente tem uma Doença já instaurada, né? Eh, uma vez que a gente tem já o Alzheimer presente. Mas às vezes a gente faz, se faz esse questionamento, né? A alimentação, os cuidados em nutrição poderiam ter algum tipo de papel nas no sentido de prevenção, né? Eh, a gente tem sim investigação, né? A gente tem pesquisa científica sendo feita nesse sentido, né? Qual que é o papel da alimentação? Qual seria o papel da alimentação na redução do risco de doença de Alzheimer? E elas apontam alguns caminhos, né?
A gente tem alguns caminhos em relação ao consumo de alguns nutrientes, né? Consumo adequado de folato, consumo adequado de selênio, a atuação de antioxidantes, né? eh, vitamina E, vitamina C, o consumo de ácidos gros poliaturados, especialmente ômega-3 na alimentação, num padrão alimentar, cuidados da alimentação no sentido de prevenção do desenvolvimento de diabetes, hipertensão arterial, Obesidade, sedentarismo e também estímulo cognitivo, convivência social, eh percepção de um propó poste, um trabalho, algo que engaja essa pessoa, né? Porque muitas vezes a gente tem, fale que isso tá mudando, mas a gente tinha uma muita perspectiva, né? De que,
ah, depois que eu me aposento eu perdi. Isso acontece muito com homens, porque a mulher ela continua atuando, porque a mulher tem múltiplos papéis, né? A gente trabalha fora de casa, dentro de casa, a Gente tá sempre no papel do cuidado, mas isso também acontece com homens em outro nível. chegou o período da aposentadoria, eu tenho a sensação de que eu não sirvo mais para nada, né? E eu não tenho mais nenhum tipo de estímulo cognitivo, né, para o meu trabalho. Então, eh, perda de sentido, isso pode afetar muito, né, no na cognição dessa pessoa,
né, na capacidade de de cuidar da própria vida. E isso pode ser adoecedor ou aumentar o risco, Né, de alguns problemas neurodegenerativos. Então, a gente tem falado muito, especialmente quando a gente fala e e eu vou frisar isso aqui, a gente tem falado bastante de risco cardiovascular e associação com doenças neurodegenerativas e doença de Alzheimer, especialmente hipertensão arterial não controlada, risco de AVC. A gente não pode se esquecer disso, tá? Isso é eh é é um link que tem sido feito, que os estudos têm mostrado que Cuidar, e isso a gente cuida não só quando
a gente está mais velho, a gente cuida de jovem, né, desde jovem. Então isso são aspectos em que a gente já pode atuar na nutrição quando a gente recebe aquele aquele paciente que tá chegando, tá ali uma paciente adulto, né? Até um pouco mais um jovem adulto, porque quando a gente é novinho, a gente não pensa lá na frente, né? A gente acha que a gente vai ser novinho para sempre. E a medida que a gente vai mudando de etapa, É que a gente começa a perceber, poxa, o que eu faço lá atrás vai ter
um impacto lá na frente, né, inclusive no risco de desenvolvimento de algumas doenças, né, como essa aqui que a gente tá falando. Então, isso é algo que precisa ser levado em consideração e que nós podemos trabalhar. E a gente tá falando de aspectos relacionados ao estilo de vida e são aspectos, fatores de riscos que são modificáveis. É claro que é legal que a gente possa Ter evidências científicas robustas, por exemplo, se o consumo de selênio em quantidades adequadas, por exemplo, pode ter auxílio na prevenção. Mas a gente sabe, e isso é algo que vocês têm
que ter muito claro na cabeça de vocês, que quando a gente fala de alimentação, eh, e estado nutricional, um único nutriente sozinho não vai fazer milagre, porque como vocês percebem, a gente tem uma um emaranhado de é muito mais complexo, a gente tem mecanismos Muito mais complexos do que a gente imagina, né? Então é muito mais difícil, né, para do que a gente pensa. Mas o que a gente já sabe que um padrão alimentar com hortaliças, frutas, olehaginosas e a gente tem que trabalhar às vezes com oleaginosas mais acessíveis, peixes, tomates, aves, crucíferas, né, que
são os as famílias do brócolis, covlor, enfim, e folhas verdes, tem uma associação interessante com a redução de riscos paraa doença de Alzheimer. significa que uma coisa leva a outra, né? Não, a gente não tem esse fator de causa, tá, e efeito, mas a gente tem estudos que mostram uma associação positiva na redução de risco. Então isso a gente já pode fazer, né? Em compensação a gente tem uma associação negativa quando o padrão alimentar ele bem incluir alimentos, os lácteos ricos em gordura saturada, né? alimentos integrais, os lácteos integrais em excesso, carne vermelha em Excesso,
manteiga. Então isso é algo que a gente já trabalha, por exemplo, na prevenção de doenças cardiovasculares. Isso já é algo que a gente já pode trabalhar e pensando ali a longo prazo. Então, eh, prevenção ela começa muito antes, né? E não só pensando em um único nutriente, a gente precisa ampliar e sem trabalhar com um padrão alimentar, até porque isso causa menos angústia nas pessoas e menos paranoia com relação a nutrientes, porque sem perceber a gente Às vezes cria uma ansiedade muito grande em relação a uma qualidade, ao controle do padrão alimentar que acaba mais
atrapalhando do que ajuda no nosso paciente, né? E sim, a gente tem pesquisas futuras, curcumina, que tá presente na cúrcuma, né, que é um fitoquímico que tem uma propriedade anti-inflamatória muito reconhecida. A gente tem uma literatura científica assim muito extensa de muita publicação com relação a ao uso dessa substância. E A gente tem aqui eh estudos em modelos animais. Então, é diferente de você estudar humano. Então, são achados iniciais, tá gente? a gente não pode extrapolar os achados iniciais de modelo animal e ir para humano, porque depois a gente tem que testar isso em humanos,
né? Mas eles demonstram uma inibição dessa agregação dessas dessas placas de betamiloide, esses emaranhados, né? Earanhados desses microtúbulos. Então, a gente tem aí muita coisa que vai ser Feita, provavelmente a gente ainda vai descobrir muito mais. E a nossa função aqui é acompanhar o que está acontecendo e fazer boas fontes, boas buscas, né, de de fazer uma boa busca de fontes confiáveis dessa informação, tá? A Vanessa perguntou aqui como devemos fazer ingestão correta para absorver todos os benefícios da curma. Vanessa, eu acho assim, primeira coisa, integra isso na sua alimentação, na alimentação de quem você,
enfim, vai orientar, tá? Eh, a gente a às vezes não sabe a dose de quantidade para suplementar, mas é interessante você trazer isso pro dia a dia na alimentação. Como é que a gente traz? Integra isso nos pratos, no preparo dos pratos, porque a gente sabe que, por exemplo, a cúrcuma, ela funciona muito bem como ela tá associada com a pimenta, pimenta do reino, tá? e ela é mais melhor absorvida quando ela está em gordura do que em água, por exemplo. Tá? Então isso é um Ponto importante. Então como que eu consigo trazer? Bom, eu
vou usar a cúrcuma para refogar ali. Na hora que eu for refogar um pouquinho de óleo, né, para fazer o meu arroz, eu vou usar a cúrcuma ali, uma cúrcuma mais fresca ou uma cúrcuma de boa procedência. Então eu vou fazer um arroz mais amarelinho, eu vou integrar isso nos meus preparos. do arroz ou se eu não quiser, eu posso trabalhar no feijão, eu posso trabalhar, trazer para temperar os meus peixes como Uma especiaria, né? Eu vou trabalhar isso, integrar isso na minha alimentação. Existem, eu não tenho quantidade, Vanessa, eu não não trabalho assim com
quantidades. Eu gosto muito de trabalhar, a não ser que a gente tá falando especificamente, ah, eu quero fazer uma suplementação X para uma determinada patologia ou eu quero trabalhar especificamente com esse agravo. Aí a gente tem que buscar e entender quais são as doses mais Seguras. Isso envolve muitas vezes eh conhecimento fitoterápico, tá? Eh, mas quando a gente quer trabalhar no sentido de padrão alimentar como um todo, a gente integra isso nas preparações, né? Então eu vou trazer isso pro meu dia a dia. Eu posso trabalhar isso nas minhas grandes refeições, trabalhar como um tempero,
pode ralar a raiz. Eu particularmente gosto muito de trabalhar com a cúrcuma. E aí eu vou falar de mim, né, na minha Rotina. Eu gosto de ter a cura como o açafrão da terra fresco, mas ele dura bastante. Você consegue, dá muito trabalho, mas você pode desidratar ele e fazer ele em pó em casa. E a gente tem a versão em pó. O problema da versão em pó, muitas vezes, dependendo da origem dela, que a gente tem farinhas ou outras substâncias agregadas, né? Às vezes você não tem a cúrcuma, mas se a gente consegue comprar
de boa procedência é muito bom. Mas eu posso ralar a raiz porque aí, né, com certeza a gente tá trabalhando ali com o ingrediente mais fresco possível. Então, como dica muitas vezes ou como orientação é trazer isso, né, eh, como parte das nossas receitas, como parte do nosso arsenal de temperos, porque às vezes a gente fica muito monótono, né, eh, da em questão de temperos e a gente não varia. Então, se seu pai planta no sítio, vá, né, faça essa distribuição da cúrcuma. rala super legal que você tem Esse acesso e dá para você também
eh desidratar, mas dá mais trabalho, né? Como eu disse, eh tem gente que deixa bota no forno para desidratar, deixa ela bem sequinha e depois bate naquele moedor de pimenta. Tem gente que bate no liquidificador ou processador e aí você transforma ela em pó. Ou aquele é moedor de pimenta, moedor de grãos, de café, você consegue um pó mais puro, vamos dizer assim, sem nenhum tipo de mistura. você pode trazer, pesquisar e eu sempre Estimulo isso aos meus pacientes e acho que a gente também pode fazer isso na nossa vivência, né? Eh, pesquisar receitas, quais
são, a gente trabalha dentro do padrão alimentar brasileiro e eu acho isso super legal, mas quando o paciente tem abertura para isso e gosta, é legal também que a gente estimule, olha, a culinária indiana, por exemplo, ela faz bastante uso de cúrcuma. Como que eles integram isso nas receitas de forma saudável, no dia a dia? Eles usam, Eles fazem uma maçala. Será que essa maçala, que é uma mistura de diversos temperos que inclui a cúrcuma, pode ser interessante para eu começar a temperar, né, o meu feijão no dia a dia, um exemplo, tá? A minha
lentilha, outras leguminosas, porque é uma cultura riquíssima e que pode nos agregar. Eu acho que a gente pode trabalhar, a gente a gente tem isso ao nosso favor e é isso que vai fazer a diferença na adesão do seu paciente, né? Porque às vezes você Vai passar, ah, você vai tomar cúrcuma, vou tomar cúrcuma em shot. Para que que eu vou tomar shot de cúrcuma se nem vai ser tão bem absorvido, tá em água, o paciente vai achar horroroso, depois de um tempo vai ficar reclamando, que não tem comprovação, vamos dizer assim, que é vai
realmente ter o benefício na dose adequada, na quantidade adequada, a gente nem tem estudo disso. Então, o que que a gente faz? a gente traz pro campo culinário e integra isso como parte do Nosso padrão alimentar e da nossa rotina. Então isso pode ser muito mais interessante para se fazer desde já. Ainda que a gente não tenha quantidades, doses e efeitos, né? A gente não sabe se especificamente isso vai ter atuação em humanos, mas a gente tem algumas pistas. Então como é que a gente faz? a gente integra isso na culinária e estimular isso dos
nossos pacientes é fundamental para que eles se reaproximem com a cozinha ou os cuidadores principalmente, Né? Eh, mas especialmente quando a gente tá pensando em prevenção para que eles consigam eh visualizar a alimentação, não só do ponto de vista de nutrientes, mas voltar à percepção da comida e das possibilidades de misturas, né, de de combinações que podem ser muito interessantes e terapêuticas a longo prazo. Então essa é a nossa função também dentro da nutrição, é retomar isso, porque isso tá se perdendo, né? E aí a gente se esquece que o nosso Principal trabalho, nosso principal
de trabalho é a comida, gente. Não percam isso de vista, porque senão fica muito mais difícil a gente ter adesão aos tratamentos, a, né, adesão às mudanças. Então, especialmente quando a gente fala de prevenção, isso aí é ainda mais importante, tá? Eh, e pensando em doenças neurodegenerativas, né, se trabalha muito com essa perspectiva de que sim, Algumas especiarias, devido à presença de antipropriedades anti-inflamatórias podem ser interessantes a longo prazo, ainda que a gente não tenha resultados nem medida, a gente não sabe quantificar isso ainda muito bem, mas talvez seja interessante a gente trazer essa possibilidade,
né, desses ingredientes dentro da nossa cozinha, né? Isso a gente consegue fazer isso a gente já consegue estimular pros nossos pacientes, tá? Eh, e aí o que que a gente tem que levar para a nossa como um recado, acho que eu acho que muito importante que eu gostei bastante dessa fala do neurologista, né, que ele trabalha do Fabiano Molim e ele já deu uma, tem até uma entrevista no YouTube dele exatamente com essa, com esse trecho em que ele fala sobre o Alzheimer, né, eh, porque às vezes a gente tem muito estigma e é um
algo que que causa muito medo, né? Acho que todos Nós temos as muita gente tem essa percepção, né? Então, ela é uma doença genética, só ela é só uma alteração neurodegenerativa, mas o Fabiano, ele diz aqui que na percepção dele, de quem estuda e trabalha muito, né, cognição, comportamento, ele considera o Alzheimer como uma doença de uma sociedade, tá? Nem todas as causas de Alzheimer são genéticas, né? Então, a gente falou bastante sobre aspectos relacionados ao Estilos de vida. A tem uma estimativa que 50% dos pacientes que t Alzheimer hoje em dia não teriam desenvolvido
o Alzheimer se é o estilo de vida tivesse sido diferente, né? se ele tivesse um estilo de vida mais saudável, vamos dizer assim, acessos, né, a a cuidados em saúde, exercício, estímulo cognitivo social. Então, a doença do Alzheimer, ela não, ela é uma mescla, né, entre o indivíduo e a sociedade que ele vive. Então, se a gente pensar nessa Perspectiva, todo mundo consegue fazer um trabalho de prevenção caso esses acessos estejam garantidos. Por isso que a gente também tem que levar muito em consideração na nossa avaliação é o que essa pessoa consegue fazer de fato
para mudar algumas coisas, né? ela consegue eh exercitar, ela consegue implementar alguma mudança no sentido de atividade física, ela consegue ter momentos de lazer em relações sociais, ela consegue cuidar, né, e prevenir doenças crônicas, Tipo diabetes, hipertensão arterial e, por consequência, complicação, né, como um AVC. Eh, tudo isso a gente precisa, a gente consegue também eh olhar para aspectos. Alguém perguntou com relação à menopausa, a gente não traz essa relação direta, mas a gente sabe que os hormônios eles tem um fator muito importante. Ele tem eles têm os hormônios femininos têm uma atividade cerebral muito
importante e que à medida Que a gente passa por um processo de menopausa, a gente perde, a gente tem uma mortificação cerebral muito importante por conta dessa queda hormonal. Eu não vou aqui dizer que isso necessariamente pode causar Alzheimer, né? Mas existe uma mudança muito importante e existem alterações na saúde que são provocadas pelo período da menopausa e que a gente precisa cuidar, né? Maior risco de desenvolvimento de doença cardiovascular, perda de massa Magra, perda de densidade mineral óssea, alterações metabólicas. Então isso olhando lá na frente pode se ter conectar com um risco de Alzheimer.
Isso significa que todo mundo a gente não pode patologizar a menopausa, mas a gente sabe que tem aspectos ali que podem ser desafiadores, que vão vir a princípio, né, no a partir do momento que essa pessoa entra na menopausa e que podem contribuir para o desenvolvimento de alterações neurodegenerativas lá na Frente. Então isso é um raciocínio que a gente pode fazer e pensar dentro de uma perspectiva de prevenção, de cuidado, tá bom? Eh, então eu acho que é legal a gente ter isso aqui, eh, quando a gente for trabalhar pensando a longo prazo. E a
gente também tem que pensar que tem todo um universo. Quando a gente pensa em doenças neurodegenerativas, tem bastante coisa pra gente estudar, muita coisa pra gente descobrir, muita coisa que a gente ainda Vai ver e aprender. E quem sabe aí a gente não tem ainda eh resultados ainda mais promissores e até alguns guidelines, alguns guias mais específicos mesmo da nossa atuação dentro da nutrição, tanto no aspecto de prevenção como também no cuidado, né? Quem sabe a gente tem que ter esperança com relação a isso, tá bom? E é isso, pessoal. Vamos encerrar por aqui. Eh,
alguém tem alguma dúvida? Deixa eu ver. Deixa eu ver se eu perdi alguma coisa ali. Tã. Acho que não. Acho que eu não perdi nada. Tá. Então é isso, gente. Vou interromper o nosso compartilhamento. Agradeço a paciência e a presença de todos. Vou interromper a nossa.