O R I N G é tem um trema, mas aí é muito complicado. Aí já trema no. Correto. Só para bater o áudio aqui, me diz mais uma vez seu nome e sobrenome. Fernanding. Ok. Tatiana, fala alguma coisa aí. Tô sem Ah, ah, tô com microfone. Tá me ouvindo? Porrada. Microfone na calça. É porque aqui fica muito perto aí. Não, aí estoura o áudio. Bom, eh, vou começar a primeira entrevista. A cada 10, 15 minutinhos eu vou dar um intervalo, tá? Para eu poder abrir outro arquivo aqui na câmera. Posso mais, Bernardo? Beleza. Então vamos
lá, começando a entrevista em 3 2 1. Bernardo F Carneiro Dorin, muito obrigada por participar do projeto Memórias da do Sindical RJ Metal. Ã, essa entrevista vai ser conduzida pela Tatiana Bastos. Eu, hoje é dia 29 de janeiro de 2026 e nós estamos no na sede do RJ Metal em Niterói. Você poderia, ó, você poder, tudo que eu te perguntar, se você puder repetir a pergunta para ficar a frase inteira que fica mais fácil para editar, Tipo, qual o seu nome? Ah, meu nome é Perfeito. Tá. Então, por favor, começa me dizendo o seu nome,
a data de nascimento e local de nascimento, por favor. Muito boa tarde. Eu falei antes. Aproveitou, não faz de novo. Não, aproveita. Aproveitar. É só mudar o arquivo. Vamos lá. Começando a entrevista em 3 2 1. Muito boa tarde. Boa tarde, Tatiana. Muito boa tarde, Luiz. Meu nome é Perna Turing. Aqui no sindicato o pessoal me conhece por Falk, que é um mais simples nome do meio, né? Qual é a próxima pergunta? Ah, data e lugar de nascimento. Vamos lá. Nasci no Rio de Janeiro em 72. Eh, nome e ocupação dos seus pais, por favor.
O nome e ocupação dos meus pais. Meu meu pai é Bernard Maxing, ele é engenheiro e ele é o sócio da empresa onde eu trabalho. Minha mãe é Ingriding. Ela é aposentada, trabalhou no Ministério das Relações Exteriores, mas agora já de volta do Brasil aposentada. Você tem irmãos? Não, filho único. Filho único. Você é casado? Tem filhos? Casado com dois filhos. Casal de gêmeos. Qual o nome da esposa e dos filhos? A esposa Fernanda. E os filhos é são Carolina e eh Lucas e ocupad são estudantes? Tão estudando? Sim. Estão estudando agora primeiro ano de
faculdade, estão morando fora. Então cada um na sua casa. Sua esposa trabalha? Minha esposa é dentista, tem seu próprio consultório, né? Me fala um pouco sobre a sua infância, como é que foi a sua infância? Como foi a primeira escola? Sua primeira escola? Minha infância. Vamos lá. A minha primeira escola foi um uma escola chamada Cruzeirinho, que seria a escola que ante antecederia antecederia o colégio cruzeiro. Então, Cruzeirinho. Era a escola bilíngua e alemão português, né? E eu tive poucas escolas, fiz o fez fiz esse pré-primário lá. Em seguida, eu fui ao colégio Santo Agostinho,
onde eu passei todos os anos, do primeiro ao último ano, 11 anos lá. E depois eu passei para uma universidade fundão, engenharia mecânica. Fiz lá fundão também direto os 5 anos. E quando eu saí do quando eu saí da faculdade, eu já tinha eh um emprego já organizado. Na faculdade mesmo nos entrevistaram os alunos e nos selecionaram para para as empresas, né? Então já foi direto. Qual foi seu primeiro emprego? Meu primeiro emprego foi como serves engineer numa empresa de prestação de serviço para petróleo chamado Schlomberg ou Schlumberger alemã. eh, alemã, é mais francesa, mas
ela fica ficava na na fronteira, né? Só que já é uma multinacional. E foi até muito muito interessante porque eu liguei para pra empresa, logo que eu me formei, logo que eu peguei o diploma, o cara falou: "Olha, você já tá com diploma na mão? Pode vir". Aí eu falei: "Mas eu vou para onde?" "Não, você vem aqui pro centro, traz seu passaporte". Falei: "OK, vamos trazer o passaporte. Você tá pronto?" Então, a gente vai dar um pulinho repro consulado, já tem alguma coisa contra? Falei: "Não, não tem problema nenhum." Aí fomos no consulado e
o funcionário do do consulado perguntou: "Vem cá, você tá pedindo um um visto de trabalho de emergência, quando é que você vai viajar?" Eu falei: "Olha, não fui informado." Aí o cara do meu lado vai no voo das 10 de hoje. Aí eu falei assim: "É sério isso ou isso é pegadinha?" Não, não sai daqui, você faz a tua mala e e vai embora. E assim começou. Aí eu fui embora, fiquei, fui pro México, que era onde tinha me alocado, fiquei 4 anos no México. E aí depois o México entrou em Defor em 99, não
tinha condições de pagar eh pagar os prestadores de serviço em moeda estrangeira. Então eu fui repatriado pro Brasil. Aí aqui desanimei um pouquinho porque a as condições de de salariais eram diferentes, pagamentos diferentes. Aí eu fiquei um ano e aí meu pai falou assim: "Ó, deixa de brincadeira, tá? Na hora de você começar a trabalhar." Aí eu pedi demissão na empresa e entrei na empresa da da família, né? E qual era o seu carro? Na primeira e na da família? Na primeira empresa eu trabalhei, entrei como service engineer e terminei como, na verdade, eu é
responsável por um, por um contrato em Poça Rica, na parte técnica, na no sul do no norte do México, né? Ah, e no seu pai? Meu pai eu comecei como peão, engenheiro recémformado e depois virei administrador. Qual era o nome da empresa? A empresa segue até hoje, chama-se offshore reparos navais. E você ainda tem, ainda tá trabalhando na empresa também? Eu trabalho nessa empresa também e eu tenho outras atividades em paralelo também. Quais são essas atividades? H, a gente abriu uma pequena CGH em Minas, né, que é uma empresa de energia. a gente gera energia
e entrega no mercado de geração distribuída. Como é o mercado de trabalho na sua nessa época que você começou a trabalhar? Vamos lá. Eh, todos os meus colegas mais cedo ou mais tarde conseguiram emprego. Alguns que não conseguiam emprego que que desejavam passaram para o mestrado, que é uma uma alternativa viável, né? Que ano era isso mais ou menos? Isso foi em 96. Isso foi em 96, tá? Tá. Eh, e quais são os quais eram são os principais clientes offshore? Os nossos principais clientes são basicamente empresas internacionais que têm ativos alocados a empresas de petróleo,
navios de ou perforação ou de produção ou PLSV, que são navios para conexão de umbilicais, conexão dos dos poços ou navios que abastecem handlers, PSVs, mas Tipicamente mais mais comumente os maiores navios. Por quê? tem di áreas mais robustas, então o tempo, o prazo é um fator muito crítico paraa entrega dos projetos. Então nós nos especializamos nesse nicho de a tecnologia um pouco mais avançada e os prazos muito críticos. Então, quais os projetos que a Offshore esteve envolvido e que o senhor destacaria na sua trajetória? São são vários projetos eh no início desse no no
início ano não, há seis meses atrás nós tivemos em no Uruguai um uma obra relativamente grande. A gente mandou um contêiner lá com seis 6 toneladas de de ferramentas e num lugar totalmente ermo conseguimos fazer a desmontagem de um eixo da Mário do Leme que pesava 28 toneladas. E aí depois o cliente precisou também um auxílio na na usinagem, na no controle dimensional, não conseguiu lá encontrar localmente isso e a gente conseguiu importar do Brasil eh uma solução ótica. que atendeu as a necessidade do cliente e poupou o navio vári uma semana de diário. Então,
o cliente ficou muito satisfeito. Mas tipicamente nós nos envolvemos em trabalhos com equipamentos muito pesados e com Tolerâncias muito pequenas, então além de ser grande, você tem que usinar com muita precisão. Quais foram os cargos que o senhor ocupou na na offshora? os cargos, eu na verdade eu só ocupei um cargo como superintendente e depois eu acumulei o cargo de superintendente com o diretor. A minha função lá é viabilizar recursos para as diferentes atividades que estão exercendo, estão sendo exercidas ao mesmo tempo. Como é que você descreveria a trajetória da Offshore até o dia de
hoje? A é uma empresa de serviços extremamente técnica. Eh, ela possui uma quantidade reduzida de clientes. Esses clientes são, vamos dizer, um um top tier da categoria. Então, são os clientes que têm realmente eh uma maior preocupação com a devolução do ativo para para operação. Então, por exemplo, desde outubro desse ano, do ano passado, a gente tá operando em 24 horas em diferentes projetos, eh, para atender a necessidade do cliente, né? Tá? Eh, quando em que ano a Offshore se associou o sindicato? Ah, se não me engano foi em 85, 86, 86, se não me
engano. Tá. Foi seu avô que levou a choc do sindicato? Foi. Meu avô era o gestor da empresa anteriormente. Ele, anteriormente de offshore, ele já era já, já tinha uma liderança sindical, ele era economista, então tinha tinha a sua carreira sindical também como profissional liberal lá. foi da confederação, foi da federação, foi presidente, né? Foi para o IT, uma participação bastante intensa. E depois quando começou a empresa, ele obviamente se associou pelo lado pelo lado sem ser laboral, lado empresarial. E qual o nome do seu avô? Francisco. Francisco Carneiro. E do seu pai? Bernard Ding.
Bernard Max Düring. Eh, o seu avô foi diretor aqui? Meu avô foi do conselho fiscal do SIMG. Do SIM. Eh, quando é que o senhor passa a integrar o sindicato? Como é que você entra pro sindicato? Eu entreguei e e eu integrei o sindicato em o, vamos lá, a participação Como associado foi já em 2000, 2001. A partir de 2005 a gente começou a participar mais ativamente. A gente organizou a participação do sindicato numa feira na Fenachor, que até então o sindicato não tinha participação, não participava, né? e vários associados eh pertenciam ao mesmo nicho
de óleo e gás. E nós rateamos aí os custos e entramos via sindicatos. E aí foi interessante que aí em 2005 a gente participou, em 2007 nós fomos convidados para participar da diretoria já, né? Qual a importância de se participar dessas feiras? Ah, hoje em dia, um dos ativos mais escassos é o tempo, o tempo e a atenção. Então, quando você tenta alcançar clientes que você ainda não tem um contato, existe uma resistência muito grande. Quando você tá no momento da feira, naquele período da feira, várias vários eh várias empresas permitem a sua diretoria, a
sua gerência a participarem, né? As pessoas já se organizam para conhecer novas empresas lá. fazer novos contatos. Então lá você tem um acesso físico direto a potenciais novos clientes, a novas novas empresas passando, às vezes não tão interessante, às vezes o o contato é Iniciado, não frutifica naquele ano, mas numa oportunidade futura ele já tem o seu contato, então já existe uma barreira quebrada, então a penetração, a abertura de porta fica mais fácil. Então você passa a conhecer cliente que você nem almejava. clientes, potenciais clientes que você nem conhecia. Quando você entrou, você entrou pro
sindicato, onde que era? Você lembra qual era sede? Onde era sede? Vamos lá. O sindicato teve algumas algumas sedes, tá? Na continuação da Barão do Amazonas, eh, eu esqueci o nome da rua agora, é um quarteirão só. Talvez o Luís possa nos auxiliar. Nós tínhamos uma sala alugada lá. Qual? Que que é o Amazonas? O quê? Perdão. Na continuação da rua Barão de Amazonas. Rua Barão de Amazonas. Barão de Amazonas. Uma transversal aqui Amaral Peixoto. Eh, se eu não me engano é Luiz Leopoldo, rua Luís Leopoldo alguma coisa. Nós tínhamos uma sala alugada lá e
se não me engano foi na gestão do Yamagata, né? Depois passamos a uma, não aproveitar para fazer uma pausa. Pode continuar, pode. Depois passamos a a ter uma casa no Rink, na numa pracinha do Rink, e Ficamos com essa casa um período relativamente curto, porque aí os custos eh do da sede começaram a ficar significativos. Isso já foi na gestão do do Milcar, não, a Milcar não, do Carvalho. Do Carvalho, nós verificamos que seria mais atraente, mais oportuno nos mudar para um prédio, onde o prédio ficava fechado à noite. A gente economizava a a vigilância
noturna e economizava a exposição, reduzia a exposição do sindicato, a a vulnerabilidade do sindicato, assaltos, furtos, né? E aí nós viemos para essa para essa sede. Essa aqui vou fazer uma pauta agora para abrir o corpinho. Vamos lá. Recna um recina dois. Continuação em 3 2 1. Qual foi seu primeiro contato com o sindicato? Meu primeiro contato com o sindicato foi com o presidente anterior. Vamos ver se eu me lembro o nome dele aqui. Deixa eu ver. Ah, foi com o Maurício Cruz. Maurício Cruz promovia mensalmente um café da manhã em Caraí e juntava as
empresas, os representantes das empresas para tocarmos experiências, né? Cada uma das uma das grandes vantagens do sindicato é você ter exposição A outras empresas, a outros gestores, a aos problemas que os outros gestores já tiveram e que tipos de solução eles deram, eles deram no eles deram ao problema, né? Então, às vezes existe algum nova fiscalização ou um novo registro, novo cadastro e e um alerta o outro: "Olha, pintou agora uma nova coisa para ser feita, tem que fazer isso também". Eh, eh, há uns anos atrás, o IBAMA era uma nova entidade, até então não
ex não existente. Então, apesar da contabilidade ter essa função, a gente se juntava aqui mensalmente e um falava: "Ó, tive pepino aqui, resolvido de tal maneira". Então a gente toca experiências, isso é muito positivo. Aí você foi nesse café da manhã. Fui no café da manhã e comecei a a ser exposto, né? Eu era garoto novo, todo mundo já 30 anos mais velho. E aí no pessoal, poxa, o garoto novo, vamos pro sangue novo, deixa ele aqui, vamos atraí-lo aqui para pro sindico, né? E aí a gente veio periodicamente participando das reuniões e depois fomos
convidados a participar mais formalmente, tá? Eh, que projetos ou eventos ficaram na sua memória esses primeiros anos eh de atuação do sindicato? Vamos lá. Eh, com a evolução do sindicato e a estruturação financeira, a estruturação, a gente conseguiu atrair os sócios do os associados Para os eventos que o sindicato promovia, Fenachor, como Rio Allingas, como esses esses esses eventos voltados para não só divulgar o nome do sindicato, como também das associadas que participavam dentro do nosso stand, né? Então, na verdade, a gente viabilizava as empresas com uma área comum e depois uma área de segmentada,
reduzir os custos do das empresas e e permitir a exposição dessa empresa a a novos clientes nessas feiras. uma empresa menor que talvez não tivesse condições de fazer a reserva do de uma feira com um ano de antecedência, até porque o planejamento hoje em dia ou o planejamento aqui das empresas no Brasil é muito a curto prazo. Então nenhum empresário consegue prever que em outubro, no ano que vem vai ter uma feira, que eu tenho que assinar o contrato agora, que eu tenho que pagar isso, pagar aquilo. O cara tá vivendo muito o dia a
dia. Então, o sindicato consegue eh consegue dar esse alcance eh para para as empresas, consegue ter essa visão de maior alcance e permitir às empresas que participem com um custo mais reduzido e uma participação organizada com com a com menos tempo. Quais foram os cargos e funções que o senhor ocupou aqui no sindicato? Ocupei basicamente um cargo. Quando eu comecei, já fui eh tesoureiro, né? E a gente se manteve já. Vamos lá, Carvalho, Amilcar, Márcio, já temos três presidentes. Maurício não. Maurício não. Maurício foi o primeiro. O Maurício não não ocupava cargo com ele, né?
Então foi quem? Perdão. Começamos com Carvalho, a gente foi convidado pelo Carvalho, depois o Amilcar nos reconfirmou e o por último atual o Márcio, né, desde 2019. Então já tá com já estamos com o atual presidente, já vai fazer vai fazer 7 anos. Nesse tempo, quais foram os principais temas debatidos? Os principais temas são os temas que afligem aos empresários, a questão eh de como resolver os problemas, porque não não adianta a gente num numa esfera municipal ou estadual tentar debater questões estruturais de impostos com coisas que a gente não vai conseguir modificar. Então, basicamente
são as experiências de cada empresa e as soluções, às vezes prestadores de Serviço que resolveram um problema, um outro problema, eh, fiscalizações e e pequenos problemas do dia a dia. Pequenos, não, problemas do dia a dia. Eh, o nosso sindicato também se destaca pela participação, pela negociação com sindicato dos trabalhadores. Então, nós tentamos ouvir as empresas associadas para ver o que que onde é que onde é que é o a pedra do sapato de cada um, porque o sindicato dos trabalhadores tem uma estratégia, eles lançam uma solicitação com 50 páginas pedindo incrementos de direitos em
todas as áreas e a gente tem que, obviamente, mesmo com viés social, a gente tem que adequar isso à realidade de cada empresa. Então, se eu tenho uma empresa com 1000 funcionários, ela vai ter um perfil muito diferente de uma de uma empresa que tem quatro ou cinco funcionários. Então, não adianta a gente no na convenção coletiva tentar abraçar todas as demandas, a gente tenta eh focar onde realmente é o ponto comum e depois deixar para cada empresa ter a sua prática adicional ao à convenção coletiva, entendeu? Então, a o nosso maior problema é porque
o estado do Rio de Janeiro, como historicamente eh tem uma participação principal, Principalmente aqui em Niterói, na indústria naval, então desde cedo nossos salários foram já majorados ao longo do tempo. Eh, já foram majorados. Então o que acontece quando a gente compara com outros estados, Espírito Santo, Sul, Nordeste, existe uma diferença que pode ser muito significativa. Então, quando a gente fala de grandes empreendimentos, estabelecimento de uma de novo estaleiro, de uma novo novo polo industrial, é difícil a gente ter uma se competir se a gente já sai de uma diferença ou de um custo estrutural
muito diferente. Então a gente tem que ter essa consciência, conscientizar também o sindicato dos trabalhadores pra gente, olha, a gente temos que todo mundo tem que rir, todo mundo tem que trabalhar e ganhar dinheiro, mas se a gente começar a extrapolar de um lado, a gente vai perder a quantidade de empregos que a gente pode gerar no estado, né? Uhum. O potencial. Quais são os principais ganhos para uma empresa ao se associar ao sindicato? Vamos lá. Eh, a associação do sindicato, ela o o sindicato nos ajuda de diferentes maneiras, tá? Primeiro, nós temos também um
acesso mais direto ao sistema do SENAI. Então, o sindicato há vários anos recebe vagas do sistema SENAI e aloca e e divulga perante seus associados vagas muitas vezes gratuitas. Então, cursos que vocês necessitem, que as empresas necessitem, você consegue atender eh a a demanda das empresas. Esse é um ponto. O segundo ponto é quando a empresa tem uma demanda específica, mas realmente significativa, a gente consegue fazer o caminho inverso. A gente consegue trazer a necessidade desta empresa ao SENAI. E o SENAI então avalia a possibilidade de criar alguma coisa tayorizada para aquele novo nicho que
tá se formando, para aquela nova necessidade, seja na região de Três Rios, na região de Macaé, na região leste fluminense, né? Porque cada região tem o seu perfil, tem o seu polo, uma mais de usinagem, outra mais de soldagem, a terceira mais de montagem. Então a gente vai adequando as necessidades, a demanda ao ao SENAI, né? Além disso, desculpa, nós temos ainda um quadro jurídico unicapacitado, com muita experiência, Pequenos problemas de de advogados que questões que são levantadas pelos trabalhadores. Como a lei é muito é muito de as leis são muitas vezes contraditórias e e
e inúmeras, a gente tem que entender o que que prevalece, qual é realmente a a prática do mercado. E nisso o sindicato nos ajuda muito, o nosso advogado tem uma participação muito preponderante nisso. Apesar da gente não resolver o problema, não entrar na justiça pelo associado, a gente consegue dar uma orientação, consegue dizer: "Olha, a prática do mercado é essa, né? Se você quiser fazer coisa diferente, OK, mas para você ter um ter uma ideia de mercado, o que que quais são as soluções das demais empresas?" E o que faz um tesoureiro no sindicato? O
tesoureiro faz uma coisa, fecha a mão e não deixa ninguém gastar nada, porque a pressão para fazer por despesas é sempre multilateral, de todos os lados vamos fazer isso, vamos fazer aquilo. Então a gente, na verdade, em conjunto com o presidente, a gente zela pela perpetuidade do sindicato, né? Nós tivemos presidentes muito conscientes da situação. Nós tivemos presidentes que anteviram a reforma sindical que aconteceu com o Temer com o fim do imposto sindical 2018. Em 2018 temos que agradecer ao Presidente então Carvalho, Lucianil Carvalho, que falou: "Olha, a gente não a gente vai perder essa
receita, a gente vai ter que se reinventar para poder se sustentar". Na época, então nós tínhamos um ingresso do do imposto sindical. A gente deu uma enxugada, foi quando vendemos a sede no no na Praça do Rink, que tinham já uma despesa fixa bastante significativa. Casa, a casa que era uma casa no meio da rua, né? Então nós estamos lá, viamos para um prédio que tem um vigia já, o porteiro. Então são pequenas questões que nos permitiram mês a mês economizar. e começar a investir esse dinheiro. Inicialmente era um dinheiro investido com zero risco, eh,
Caixa Econômica, Banco do Brasil. E aí, com a mudança do fim do com o fim do do imposto sindical, nós chamamos o conselho fiscal, expusemos, olha, se a gente tentar passar no no papai e mamãe aqui no no zero, risco zero, a gente vai ter problemas. Então, a gente vai ter que ser um pouco mais agressivo eh nos investimentos. Vamos correr riscos, mas a gente tem a longo prazo uma possibilidade maior de ganhos, né? Então, a gente conseguiu conjugar a a receita dos associados, né, com a receita eh dos Investimentos. Pouquinho, né? E a gente
cortou gastos, cortou despesas com outros funcionários, focamos só nos nos que realmente eram vitais ao a a ao funcionamento. Antigamente nós fazíamos aqui, nós recebíamos as solicitações dos candidatos a curso do SENAI, eram 1000, 2000 vagas. Então, a fila dava volta no quarteirão aqui, literalmente, e a gente botava uma segunda pessoa para atender a demanda e e e as perguntas, as a os candidatos a gente não vinham bem preparados, então você precisava de um tempo para explicar o que que era a vaga, explicar como é que era o curso, os cursos, né? E depois nós
conseguimos transformar isso para parte digital, então eliminar a presença física aqui. Eh, aí já já nos permitiu também dar uma dar uma enxugada no quadro, seguindo atendendo a demanda, seguindo atendendo as as necessidades do SENAI. Mas então não existe nada eh eh na babesco. São pequenas decisões que que vão se repetindo, investimentos que vão sendo mantidos e e sempre tentando economizar um pouquinho mais. e fizemos parcerias com empresas como seguro, pros associados, então também tínhamos uma uma colaboração do seguro para o sindicato. Então a gente, né, sem sem eh afetar ao associado, a gente sempre
negociava o desconto do associado e depois do desconto a gente negociava uma uma pequena comissão. Então, a gente conseguiu aumentar o número de fontes de renda, diminuir despesas e e fazer com que a o investimento trabalhasse também. Pausa. A gente tem um projeto eh da de alimentação final do ano muito interessante, né? Quando começou o COVID. Quer falar isso entrevista? É, não, só para vocês. Só para vocês. Ah, é só pra gente. Não, não, não. A gente pode falar na entrevista, sim. Já a gente já aproveita lá. Pode ir. Tatiana vai virar segunda à noite?
Não, não. Que que é isso? Vai. Eh, continuação da gravação em 3 2 1. Eh, em termos a projetos, nós participamos, continuando, continuando uma pergunta, eh desde a COVID, a diretoria se reuniu, discutiu a condição realmente desfavorável aqui do entorno Da aqui de Niterói, do estado com relação à impossibilidade de trabalho e nós conseguimos separar uma pequena verba iniciar uma ação humanitária distribuindo cestas de alimentação. Isso, a ideia veio de um ex-presidente, veio do Amilka, foi muito bem recebida pelos presidentes e a gente como financeiro, a gente conseguiu organizar juntamente com o Luiz. Ah, fizemos
levantamento de de custos de onde seria forne o melhor condição de fornecimento junto às aos supermercados, às empresas e e conseguimos mapear eh os melhores pontos de distribuição. A nossa intenção não era dar não era dar comida na rua, mas contactar entidades que já tinham ações filantrópicas, que já tinham famílias eh extremamente carentes em regime de insegurança alimentar. e ajudá-los a distribuir comida. Então, a gente conseguiu, no primeiro ano, foram 1000 cestas que a gente conseguiu entregar e isso foi muito interessante, muito legal para Isso não tinha muito a ver com os associados de vocês.
Vamos lá. os associados e a diretoria traziam os candidatos, as entidades. Olha, eu conheço aqui um orfanato, eu conheço aqui um Educandá, eu conheço aqui uma uma instituição espírita, uma instituição católica. A gente juntava, entrava em contato, Entendia qual o grau de estrutura de estrutura da da da entidade. a gente precisa de CNPJ, a gente precisa de responsabilidade, a gente viava Luiz junto para tirar fotos, para evidenciar que as cestas chegassem ao seu destino final. E que mais? E as ent as as entidades participantes não são fixas. A gente vai, recebe, faz o contato, opa,
tem necessidade das famílias, consegue evidenciar. Aí você vê tudo assinado, os vídeos é é bem legal. E isso a gente conseguiu todo ano a gente tem que renovar a permissão e ver que que a gente tem de recurso, porque os investimentos alguns vão, algum ano vai muito bem, outro ano vão então a gente a gente separa uma pequena parte que não vai eh que não vai eh que não vai atrapalhar a sobrevida do sindicato, mas o que isso aqui a gente consegue dar e é a nossa participação social, né? Porque acho que a função do
do da do sindicato é ajudar as empresas a a melhorarem a sua atividade econômica e o entorno também. Não adianta a gente ficar só nas empresas. Se a gente pode ajudar um pouco o entorno, a gente a gente tenta fazê-lo. Como é que o senhor eh dividia o tempo entre o sindicato e a sua empresa? Vamos lá. A empresa é o ganhaapão. Isso aí. sem ganhar pão, a gente não consegue participar do sindicato, mas a gente consegue alocar A sim um um tempo pro sindicato para participar dos gênos mensais. Semanalmente a gente tem a as
rodadas de de cheque, de controle financeiro e Luís às vezes vai na nossa empresa e nos auxilia, né? Então o o sindicato não consome muito tempo, é só a gente se estruturar. Opa. Então, no meu caso, o Luís vai pra nossa empresa 7 da manhã, a gente fica lá uns 20 minutinhos, controla as despesas, que que tá acontecendo, né? Onde é que foi empregado os cheques? Eh, quais são quais são as despesas chegando, como é que foi ano passado? Como é que tá o investimento? E OK, 20 minutos, semana que vem a gente se reúne
de novo, ó, conforme a necessidade. Senhor, parou examente eficiente. Aí vem minha próxima pergunta, porque assim, vocês tomam uma decisão e quem é que implementa essas decisões de maneira tão suficiente? Normalmente quem pergunta tem uma ideia, o cara fala: "Pô, como é que a gente vai fazer isso?" Ô, tá contigo entendeu? Você já, vamos lá, nós temos muita sorte de termos aqui o os nossos funcionários de longo prazo, o Luís, o Dr. Onório também. Então eles nos ajudam muito, mas normalmente quem tem a ideia e quem quer tocar isso paraa frente, o a diretoria via
de regra dá liberdade e a gente só vai demonstrando o que tá sendo feito. Eh, O que você achou da mudança do logo e do nome da do do sindicato? é um processo de modernização. Ah, eu acho que é natural. Eu acho que foi muito bem-vindo, né? Eu acho bom, na o SIMERGE vem, o nome vem de 1950. Eh, todas essas entidades estatais, Banerg tinha uma conotação extremamente negativa, né? E tudo tinha corrupção, tudo. Então quando você tinha um nome que é um sindicato estadual, ih, deve ter algum deve ter alguma maracutaia aí, alguma coisa
aí. E normalmente aqui não é, são pessoas dedicadas à suas empresas que vê aqui, cedem ao seu tempo. Nós temos um um diretor, um vice-presidente em Três Rios, o Hélio Macáo, que ele toma seu tempo para dirigir até Niterói, participar das reuniões, retornar à sua base e quer dizer e sem sem benefício nenhum. Não tem aqui não, não, não existe nenhuma remuneração. O que a gente faz eventualmente para atrair a diretoria, atrair outros associados? Faz um almoço, faz uma uma alguma coisa mais eh de maior vulto, alguma coisa que possa se chamar justificar a vinda,
justificar translada, as pessoas estão na barra, Estão no recreio, tão em outros em outros municípios. Ah, não, vamos lá, vamos encontrar com os amigos, bater um almoço e a gente começa, discute as os pontos, não é com muita frequência. Então, a gente consegue fazer isso, gerir isso de uma maneira sustentável e também para trazer alguma alguma algum atrativo, porque as pessoas a gente tá muito soterrado de afazeres, então se você não se estruturar, se você, ah, vou lá de novo para falar, então não é muito atraente. que que nós fizemos na época da COVID e
perdura assim ainda é a participação virtual. A gente permite a a participação virtual na nas reuniões. Não é uma coisa que a gente incentiva porque a gente acha que a parcip participação virtual não é efetiva, não existe troca de experiência. Você pode fazer uma votação, você pode dar a sua opinião em um caso, mas normalmente quando você tá aqui, muitas vezes você troca experiência, você troca alguns pontos tomando um café, no cafezinho, né? Como é que foi a viagem, Tatiana? Sei, né? Ah, puxa, eu vi agora um um novo fornecedor fantástico de IA, de de
BI. Pô, me passa o contato, vamos ver o que que ele fez contigo, qual foi o projeto, né? Então, por exemplo, nesse momento eu tô iniciando um projeto de inteligência de inteligência artificial na empresa, Que foi o vice-presidente que recomendou com a experiência dele, vice-presidente da sua empresa, não, vice-presidente daqui do sindicato, o Hélio, né? O Hélio falou: "Ó, tu conheci um pessoal lá muito legal". Eu falei: "Ó, e há uma coisa que a gente sempre ouve falar, mas não tem um não consegue chegar. É tátil com quem que eu falo?" lá tem vários programas,
é tudo várias alternativas, mas fica no campo abstrato. Então, quando ele passou contar de uma empresa, OK, uma hora. Então, semana passada o garoto esteve lá, o garoto que é um recémformado e foi muito foi muito interessante. Você pode desligar desligar o telefone. A gente só tem mais, só tem mais só pode. Vamos lá. Deixa eu aqui. Vamos lá. Continuação da entrevista em 3 2 1. Quais foram os maiores desafios enfrentados pelo setor durante o seu tempo aqui? Os maiores desafios e eh vamos lá, eu acho que eh realmente foi relação relativos a ao momento
econômico, tá? Eu acho que em em minha memória em 2000 e 2014, com o evento, com a mudança política no país, com com o surgimento de alguns de alguns eh problemas de corrupção, Onde houve a o cancelamento de vários contratos na área de Olga Gás e em outras áreas também. Eu acho que pelo perfil do nosso sindicato aqui em Niterói, estar muito vinculado, muito relacionado com Alingás, então 2014, 2015 foram foram períodos realmente que a gente viu uma um uma onda de demissões, uma onda de perda de receita, de perda de muito severa. E esse
fato e esse período foi agravado ainda depois pelo outras crises que foram a crise do petróleo, quando o petróleo chegou até a ter valor negativo depois pela crise do COVID. Então 2015 a 2020 foi um período extremamente desafiador para as empresas que já tinham algumas práticas desenvolvidas. A empresa que não que não se reinventou, ela muito provavelmente ela fechou, tá? Então no no nosso caso, nós tínhamos três grandes concorrentes, os três fecharam. A nossa empresa conseguiu passar por esse período, mas não passou em columy. A gente simplesmente decidiu bancar A o comprar a briga e
a gente tinha uma posição de caixa bastante confortável. Então a gente queimou a gordura lá, vendeu ativo, se endividou, fez vários parcelamentos de de impostos e a gente continuou com mesmo CNPJ, né? Então, no Brasil a gente é uma empresa que já tem o mesmo CNPJ host. É, é muito difícil. Normalmente a cada 5 anos a empresa troca o CNPJ, muda a razão social, tem alguns algum passivo e e tenta espurgar, né? Algumas empresas a gente vê que trocam trocam de pessoa jurídica e os funcionários têm que migrar paraa nova pessoa jurídica sem ter o
ganho do do período anterior. Isso são práticas que pra gente não são não são de fácil de gestão, né? Eh, especificamente na nossa empresa, a gente trata, a gente tem funcionários muito antigos. Então, eu tenho um funcionário com 38 anos de casa, 35 anos de casa. Eu tenho um funcionário atual que o pai dele trabalhou pra gente, que o avô dele trabalhou pra gente. Então, a gente os trata como realmente, não vou dizer família, mas pessoas, ente queridos, que a gente não vai eh vamos lá, a gente entende que o empresário não ganha dinheiro passando
a perna dos outros. O empresário tem que ganhar dinheiro na sua atividade fim. Então tem que pagar o FGTS, tem que pagar os OK, vamos fazê-lo. É o que tenho que fazer. Ah, não dá para fazer agora, o cliente não pagou, OK, vamos parcelar, vamos ver o que que é. Mas é uma coisa bastante transparente. Então acho que daí é é uma, eu não vou dizer que é o segredo do sucesso, mas é o segredo da nossa sobrevivência. nos maus períodos a gente consegue chamar a pessoa e a galera ó, temos esse problema na mesa,
como é que a gente resolve, né? Em 2025 o sindicato completou 75 anos de existência. Qual a importância de celebrar essa data e contar a história do sindicato? Vamos lá. Eh, no Brasil as coisas são muito efêmeras. Como disse, qualquer entidade, qualquer empresa que tem que tem essa longevidade, isso tem que ser comemorado para fortalecer também a sua vida além. E quando você você consegue atrair atrair novos membros, novos associados, quando você consegue demonstrar uma entidade que conseguiu eh sobreviver tantos percalços, tantos momentos difíceis. E aí a próxima pergunta. Se o senhor tivesse que apresentar
RJ Metal para o empresário que não é associado, que não conhece o trabalho do sindicato patronal, de que forma você o senhor o convidaria a se associar? Demonstrando quem já é associado, Demonstrando a a os benefícios de se associar. E às vezes os benefícios associar não são uma coisa muito eh muito palavra comum. Ah, se associe, economize aqui, economize ali. A questão não é essa. A questão é que no Brasil o empresário apanha de diferentes de diferentes lados. você tá olhando pra frente, leva uma pancada do lado, leva uma pancada de trás e você se
associando, você consegue participar da dor do do outro empresário e entender qual foi a solução que ele deu, como é que ele fez, porque eu eu sou engenheiro, eu não sou administrador. Então, a parte operacional eu tenho um domínio perfeito. Na parte administrativa a gente aprende fazendo e muitas vezes isso é doloroso. Se você tem um colega, um não faz isso não, eu já fiz isso, deu problema, vai para esse lado, vai para aquele lado ali, a pessoa tem o discernimento, toca como quiser, mas já aprendeu da experiência dolorosa de um ente que de um
colega que não é teu concorrente, ele tá ali, entendeu? Então, por exemplo, quando nós quando nós participamos, por exemplo, é muito comum eh feriado, ah, vai enforcar, vai ser ponte, que que você vai fazer? Você vai trocar de data, Vai pagar a hora extra, depois não sei o quê, vai botar pro banco. Então, os funcionários se comunicam entre as empresas por estarem geograficamente numa região um um instinto mais ou menos aproximado, um fala o que aconteceu com o outro, né? Ó, aconteceu isso, patrão vai pagar isso, vai pagar aquilo, aumentou vale, aumentou vale refeição. E
a e às vezes uma atitude de um, uma empresa vizinha te afeta porque gera uma insatisfação. Muitas vezes não é uma questão de custos, é uma questão de percepção. Então não adianta você aumentar o salário se o vale é menor que do vizinho ou se o vizinho deixa fazer ter um pão. Então, ter um pão de manhã com manteiga e você não tem. E e então são essas pequenas coisas que você sozinho não consegue ver. Então você conseguindo acesso a outras empresas, a outros empresários, você consegue ver com os olhos deles também e enriquece enixa
a sua empresa mais robusta, entendeu? Porque é o seu funcionário sente, pô, ó, eu também tenho o pãozinho que ele tem. Eu tenho aquil o que o outro tem. E a gente consegue o tá todo mundo mais ou menos igual, né? Isso. Trazer uma homogeneidade, trazer uma satisfação, porque às vezes a gente precisa da mão de obra e uma uma questão muito pequena pode incomodar o cara tremendamente. E são coisas que não te não trazem custo, né? Da mesma forma, às vezes você quer dar um um benefício, Quer falar: "Olha, eu tô pagando tanto aqui,
cuidado, né? Cada empresa tem o seu nicho, cada empresa tem que aumentar ou diminuir a sua atratividade, atratibilidade, mas a gente tem uma noção das práticas de mercado. Eh, isso, isso é uma da uma das viéses. O outro viés do sindicato é o advogado trabalhista, que já tem conhecimento dos presidentes do sindicato. Às vezes existe um problema pontual que a empresa não consegue o contato com o sindicato laboral e o advogado consegue fazer uma pointe, consegue fazer uma uma mediação, questões específicas. Então eu acho que o custo benefício é muito favorável, é muito muito interessante.
E além disso tem a questão das feiras que você consegue participar de uma maneira subsidiada ou de uma maneira rateada. Eu tenho é é bastante atraente. Para de falar sobre pessoas, tá? Você conheceu o Eberto Ribeira Jogoquer Betinho, Já ouvi falar dele? Não, eu não conheci o Ederberto. Eu eu con eu conheço o Amilka, que é meu vizinho, um amigo e ex-presidente do sindicato, né? Então, dos oito presidentes que o sindicato já teve nesses 75 anos, 76 anos, Uhum. Eu conheci seis, né? Tá. A Milka, o Elísio, Elísio, a Milka, eh, Yamagata, Márcios, Carvalho. Carvalho,
claro, Carvalho. Que que você pode me falar sobre essas pessoas? El Excelente. Quem será primeiro? Vamos lá. O Elísio foi o primeiro presidente a qual nós tivemos uma exposição mais efetiva, né? Eh, todos contribuíram na transmissão de de procedimentos, de controles, de ensinamentos como gerir o sindicato, como controlar o sindicato, né? Cada um na sua maneira, um poucos mais formais, outros menos. Mas todos eles, pessoas idôneas, todos eles pessoas que realmente tinham dedicaram seu tempo em prol do sindicato, em prol da o, quando a gente fala em prol do sindicato, em prol das outras empresas
associadas ao sindicato. Então você não tá ajudando uma entidade abstrata, você tá ajudando o empresariado daquela região a superar problemas. Consequentemente os empregados. Sim, sim. Vamos lá. Empresas e empregados. Eh, nós nós não estamos nós não somos dissociados. As empresas só vão bem quando os empregados vão bem, os empregados só vão bem quando as empresas vão bem, entendeu? Isso aí eh eh tem que tá bom para você. Todo mundo tem que Rir. Meu pai falou o seguinte: "Quando a gente faz o negócio, todo mundo tem que rir. O cliente tem que rir, a gente tem
que rir. Se ficar bom só para um lado, o negócio não se repete." Então não não existe uma queda de braço, existe uma, opa, vamos ver para onde para que lado que a gente tá indo. Se a gente fizer isso, qual vai ser as consequências, né? muitas vezes, algumas vezes, um um uma solicitação dos trabalhadores, ah, quero aumentar em 10%, 15% do salário. Fala, cara, se isso efetivamente for implementado, quantos empregos a gente vai perder? Porque não adianta dizer: "Ah, o empresariado é mau, cara". Não tem. O cara já tá operando no limite, já tá
com a calça arriada. Se você empurrar muito, ele vai pra água. Então a gente tem que, ah, mas não quero, a gente não quer, a questão não é enforcar o trabalhador, não é isso. Qual é o índice? Qual foi a inflação? Que que ele precisa para manter o seu, a sua qualidade de vida? Precisa de tanto. OK. Existe uma questão pontual. Às vezes empresas maiores conseguem atender a vamos aumentar o vale refeição, vamos aumentar o vale alimentação ou refeição ou benefícios. Somos a favor. somos sempre a favor a melhorar a qualidade de vida das pessoas.
A questão é que às vezes as empresas não conseguem eh dos seus clientes essa conta essa contrapartida. O mercado tá enxugando, o mercado tá diminuindo, o mercado tá aumentando, né? Então, por Exemplo, em momentos de expansão econômica, os funcionários têm mais vantagem, conseguem conseguem oportunidade de emprego mais fácil. Então isso por si só já guia o a negociação salarial. Não adianta só a inflação, tem que estar um pouquinho mais porque senão o cara vai para outra empresa. Mas mas são questões específicas. Cada empresa sabe onde é que tem que fazer o ajuste. Olha, eu preciso
que você fale um pouquinho brevemente sobre cada um, sobre os os seis presidente. Vamos lá, só abriu 15 minutos aqui. Vamos lá, continuando em 3 2 1. Vamos lá. Em relação aos presidentes, minha primeira exposição mais formal foi com Elízio, um senhor com uma experiência fantástica, né? na época, eh, nós, nossos sindicatos era dentro do da própria sede da Firan, aqui do leste Fluminense. Ele tinha uma, ele tinha ele era muito rigoroso seus controles na gestão da do sindicato, tá? Ele que nos chamou e chavor ele, ó, você tem que vir, não tô perguntando se
você quer vir, você tem que vir e mês que vem vou te ligar de novo e vou ligar pro teu avô, vou ligar pro teu pai, né? Então, Quer dizer, a gente, ele era muito positivo nessa nessa nessa questão. Eles conheceram aqueles cafés da manhã. Isso, exatamente, do Maurício com o Yamagata. O Yamagata foi presente exercício na na ausência do Elísio, né? E Amagata é muito pragmático. Ele também participava de outros sindicatos, construção civil. Então ele tinha uma visão mais multifacetada, bastante atuante no no campo sindical, uma pessoa com conhecimento político muito muito interessante, né?
Carvalho, o Carvalho é um cara extremamente pragmático, extremamente eh conhecedor da parte operacional da empresa, conhecedor do sindicato, conhecedor dos do sistema Firan. Ele conseguiu vários benefícios para o sindicato, conseguiu negociar muitas vantagens para o sindicato dentro do sistema FJAN. Foi ele que teve o a virada dos investimentos do sindicato, preparando lá pra reforma reforma sindical do do Temer. Então ele falou: "Olha, daqui a pouco vai acabar a vaquinha, a gente vai ter que se virar com isso aqui. Quais são as nossas matrizes de custo? O que que a gente vai ter que cortar? Como
é que eu vou fazer para sustentar? Qual vai ser a nossa visão de futuro, senão a vida acaba em 2018? Então A gente falou: "Ó, vamos vamos sentar aqui, vamos ver o que que dá para cortar, que que dá para eh o que que dá para mexer nessa matriz e como é que a gente vai ter uma outra uma outra fonte de contribuição, né? Então a gente conseguiu com alguns acordos com seguros, com outras empresas que atendiam ao nosso aos nossos associados que já tinham descontos e nos participavam. Depois do do Você lembro que a
casa foi vendida? Casa foi vendida em 2000. Foi depois de calma aí. 2000 alguma coisa. Depois da entrada de Carvalho. Carvalho entrou 2007, provavelmente foi 2008 ou 2009. Tá bom? E aí vendemos a casa, ficamos com uma merreca no banco ali para conseguimos adquirir isso aqui que o mercado imobiliário tinha caído, então a gente conseguiu fazer uma boa negociação. Em seguida, o o próprio Carvalho conseguiu a reforma dessa dessa dessa nossa base, n nosso nossa nossa sede com a Ferjan. A F teve um programa de rejuvenecimento tal e tal das setes. Então a gente conseguiu
isso aqui a um custo subsidiado, vamos colocar assim, né? A Milcar, a Milcar é pessoa responsável pelo sindicato atualmente, porque na época que ele iniciou de 83 a 89, ninguém queria pegar esse pepino. O sindicato era botar altofalante na porta, PT, o cara receber xingamento na Sua janela todos os dias. Então, um cara de mão firme que foi necessário para para continuidade do sindicato. Naquela época não tinha diretor financeiro porque não tinha finanças. Então o presidente cedia a sede, ele ele era tudo era a empresa dele que chefeava, que realmente tocava com locomotivo. Então a
pessoa que a gente tem muito respeito por ter conduzido esse período tão difícil. O Edson que tava aqui mais cedo, ele falou que Milka era assim, tipo, tem muitos especialistas fizeram muita coisa, mas também pegaram fases boas. O Amilka foi quem pegou só pepino. A Milca pegou só pipino. Foi manter o barco. Ótimo, já foi e aí por isso que ele é uma pessoa tão, vamos dizer assim, não vou dizer dura, mas uma pessoa muito enfática, né? E o o último presidente agora, o Március, excelente presidente, muito adequado à fase que ele veio. É uma
fase já que a economia já já está já estava melhorando, né, a apesar desse desse período da do COVID, né, mas ele é muito político, muito amigo, muito participativo na diretoria, é o que que tinha um perfil mais participativo, consegue alocar responsabilidades paraos diferentes diretores, né? Uhum. E isso faz com que as os outros demais associados também tenham gosto por participar. Como você definiria a sua atuação no sindicato? Minha atuação no sindicato, eu sou uma pequena roda uma engrenagem. Eh, a gente toma conta mais da parte operacional, nem tanto política, nem tanto votações, mas mais
daqui eu tocar a a parte operação e obviamente fechar a mão aqui para não termos despesas desnecessárias e e analisar juntamente com o presidente as melhores alocações para que a gente possa ter um um uma receita financeira além das contribuições. Qual o papel do sindicato patronal? O papel do sindicato pational patronal, primeiramente e e dessa constituição é a negociação dos salários com as diferentes entidades laborais da sua área de cobertura, né, da abrangência. O nosso é estadual, se não me engano, nós fazíamos 13, eu não sei se já acionaram 14, mas se não me engano
éramos 13 convenções coletivas anual anuais. Então, praticamente cada mês tem um tem uma convenção. Então, nosso o nosso advogado, juntamente com o Luís, eles Fazem a parte operacional, recebem as solicitações, comunicam a base, organizam as reuniões e os empresários daquela região tomam as decisões. Obviamente a gente comunica comunicando sempre ao Márcios, a gente tenta ter uma certa homogeneidade nos benefícios para não ter uma discrepância muito grande, mas são as empresas que definem o que que elas querem dar, o que que elas não querem dar, até onde elas podem ir. E cada região tem a sua
realidade econômica, né? porque trabalham com projetos diferentes, assim como o Leste Fluminense. Aqui a gente trabalha muito comigás, eh, o Hélio em Três Rios já é usinagem, é já exportação, aí tem problemas de câmbio, problema de defal, problemas de impostos, né? Eh, são diferentes realidades. Como é que você gostaria de ser lembrado? Como é que gostar de ser lembrado? Olha, não tenho essa ambição em ser lembrado. Basta contribuir. Eu já acho que é positivo, tá? Tem algum momento importante? O fato que não perguntamos, mas que o senhor gostaria de falar? Eu acho que as perguntas
foram bastante abrangentes, eh, bastante inteligente. Eu acho que conseguimos, eh, voltar no tempo através dos presidentes, conseguimos mencionar aí a participação dos funcionários, do Luís, do Dr. Honório, Os fatos mais relevantes, né? E mais, mais uma vez, eu acho que o sindicato não é uma estrela de cinema que tem que aparecer aí nas toda em todos os locais. O sindicato é um local que você vai quando você tá com dificuldades, que você quer um um você precisa de um guia, você precisa de uma estruturação, uma ideia, tocar experiências. Então o sindicato muito mais do que
um um uma entidade para ficar na mídia é uma entidade para as empresas, vamos voltar, trocarem experiências e e e aprenderem umas com as outras, porque você aprender sozinho é muito doloroso. O que o senhor gostaria que que não se perdesse da sua experiência e que ficasse com memória viva da indústria e do setor? Só um instantinho, só um instantinho. 3 2 1. Calma aí. Vamos lá. 3 2 1. O que eu gostaria que ficasse eh que ficasse registrado em relação à minha experiência foi a a seriedade com que todos os presidentes, todas as gestões
até o momento tiveram em relação ao sindicato, tanto na parte política, tanto na parte de gestõ gestão de fundo, gestão de de recursos à empresa, da entidade. Então, em tudo que o sindicato se dedicou a fazer, ele fez com seriedade. Não houve eh decisões políticas para favorecimento de X, Y ou Z. Foi sempre, vamos sentar Aqui. Que que vocês acham? Às vezes o presidente tem uma uma opinião e aí dois, três associados têm outra opinião. Tá bom. Então vamos pela maioria aqui, não tem problema. Então essa seriedade, essa esse comprometimento, não tanto de tempo, mas
em em dividir a experiência, olha, fulano de tal tá passando por um problema de natureza tal, então a gente liga o o mais amigo lá, o mais próximo, atua como se fosse um amigo mesmo. O senhor é lembrado, mencionado sempre uma pessoa que que salvou eh o sindicato de uma financeira, né, que você organizou tudo para que o sindicato sobrevivesse e e continuasse seguindo nesses últimos. A gente colaborou sozinho, ninguém faz nada. A atuação do presidente em conjunto, dois presidentes em conjunto sempre foi muito importante. Então não adianta um ficar puxando para um lado e
o e e o resto remando pro outro. todos amamos juntos. Então, eh as ideias que os presidentes trouxeram para cobrança de associação das associações, as contribuições, a as reduções de despesa, que sempre quando a gente reduz alguma coisa, tá machucando alguém, né? Então, foram todas muito bem-vindas. Eu simplesmente fui o braço operacional, Mas o conceito sempre foi discutido isso em conjunto, né? Então, ninguém aqui, ah, fulano, não existe fulano. A gente juntou na reunião lá e falou: "Ó, vamos, vamos para essa direção, vamos para vamos pra direita, vamos pra esquerda, vamos nessa, nesse viés tomar"
e ok, nem sempre as decisões eram mais acertadas, mas no momento da decisão tomada aquilo ali parecia mais acertado, não é? Vamos fazer a curva e vamos corrigir. É, é bem pragmático. Como é que foi a experiência de resgatar tantos momentos e a sua, inclusive a sua atuação eh no sindicato desde os 75 anos de trajetória? Acho acho muito interessante essa esse registro, tá? Eu acho que a recuperação, o registro do passado fortalece a instituição e permite atrai mais os novos associados a verem o que nós fazemos, que muitas vezes não é visto por muitos
associados, a troca de experiências, a a troca de soluções, a troca de conselhos fiscais, jurídicos, né? Eu acho isso muito interessante, essa visibilidade que esse projeto vai dar, eh, eu acho que vai permitir angarearmos mais associados, uma vez que isso seja divulgado. É, eu não creio, eu eu não acredito muito em marketing, ah, vamos fazer marketing associa e tal e tal, a gente não quer vender nenhum produto, mas essas experiências, essas essa essa vida, essa longa vida que a gente teve com a experiência desses desses desses presidentes, desses profissionais que Passaram por aqui, das empresas,
eu acho muito interessante pra gente permitir as empresas no futuro, fal, cara, não tô sozinho, né? Você quando tá em casa, na família, você tem um irmão, você tem algum familiar que te te ajuda nos conselhos. Quando você é empresário, você não vai chamar o fiscal de imposto de renda e o cara não para bater um papo. É, para bater um papo. Então, pô, como é que você faz com esse imposto? Como é que você faz aqui? Como é que você calcula? Até às vezes até questões operacionais não fica muito claro. O teu contador diz
uma coisa, o teu advogado diz outra e aí você busca uma empresa maior que tem um mais recurso, fala: "Ó, a gente tá fazendo isso aqui agora". Já existe uma jurisprudência ou a jurisprudência não existe ainda, mas já nosso advogado já entrou. OK. Então você tenta se alinhar para para se machucar menos. O senhor gostou de participar do projeto? Muito interessante. Achei muito interessante, muito positivo. Parabenizo aos profissionais que participaram. Muito obrigada. Chegamos ao Obrigado. Finalizamos, finalizamos. Finalizamos. Vamos ver. Pronto. Isso aí. Ah.