Cada vez que você compreende uma lei como nobre, justa, boa e a gente compreende algumas, você vai se alinhando com ela. Por exemplo, nós compreendemos a causa e efeito, uma das leis do universo. Toda causa que eu gerar gerará um efeito correspondente a ela.
Portanto, se eu não gosto desses efeitos, deveria mudar as causas. Lembra mais uma frase bíblica? Semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória.
Ou seja, as causas que eu ger vão ter efeitos correspondentes. Isso é uma lei da natureza. Existe uma lei da natureza que é a ciclicidade, que faz com que as coisas, as fases voltem ciclicamente, né?
Primavera, verão, outono, inverno, manhã, tarde, noite, madrugada, manhã. Ou seja, a vida vai girando ciclicamente e assim a gente vai enumerando algumas observações, algumas leis do universo e vai nos permitindo integrar melhor com elas. Hoje nós nos prendemos muito naquilo que é passageiro e não buscamos aquilo que é permanente, aquilo que é duradouro.
Como assim? Nós estamos totalmente interessados em coisas que necessariamente vamos perder, né? necessariamente vamos perder o que é nosso.
Nem esse corpo é realmente nosso. Você se apega a uma lei do universo, a um valor, como por exemplo, a justiça, ela sempre existirá. Sempre.
É um valor do universo. É uma das leis do universo. Quando se apega o duradouro, você será tão duradouro quanto ele.
Quando você apega o passageiro, você também será tão passageiro quanto ele. Se você parar para pensar das coisas que amamos, o que é duradouro? Ah, eu amo uma pessoa.
Você ama o que nessa pessoa? tem uma relação que é mais profunda de coração para coração, de essência para essência, ou é simplesmente uma convivência superficial, onde um proporciona prazer pro outro e quando não proporciona mais, a relação se extingue, n? Ou seja, o que você ama no outro.
[Música] Quando a gente começa a colocar coisas duradouras na nossa lista dos nossos maiores amores, a gente começa a ser mais consistente, ter mais segurança, que nós começamos a perceber que aquilo que amamos não pode mais ser tirado de nós, não é filho do tempo. Marco Aurélio, que é um imperador históico, ele falava que o homem deveria tomar a morte como conselheira. Ela dá um toque definitivo a tudo que eu estou fazendo.
Se eu fosse morrer amanhã, o que eu estaria fazendo agora, nesse momento? Eu percebo que se eu estou no dharma, eu falaria, eu estaria aqui conversando com você. Se eu tenho vontade de sair correndo para outro lugar, significa que eu não estou no lugar que eu deveria.
Ou seja, todo momento pisar firme no lugar, sabendo que se fosse o teu último ato, seria ali mesmo, fazendo o seu melhor, né? e indo segundo a necessidade da vida aos lugares onde ela te leva. Então, considerar como se fosse o último dia da tua vida te dá uma grande capacidade de acertar o seu caminho, lembrar do que é essencial.
[Música] É interessante que inclusive algumas pessoas quando têm essa situação de estarem numa situação terminal, né, de pouco tempo de vida, elas têm essa característica de voltarem para essencial. Que que eu quero? Quero fazer as pazes com fulano, com ciclano, quero sanear todas as minhas dívidas.
Quero ficar bem com todos. Quero pensar no futuro das pessoas que eu amo. Ou seja, ela volta ao essencial.
Porque a chamada da morte é essa. Para de perder tempo, volta ao essencial. Agora o tempo é pouco.
Na verdade o tempo para todos nós é muito pouco e a gente não pensa nisso. [Música] Claro que a morte sempre nos dá um certo medo. Seria mentira dizer para você que não tenha medo da morte, porque queira ou não, nós estamos muito identificados essa personalidade.
Por muito que a gente crie um uma identidade com coisas mais profundas, mas ainda achamos que esse corpo somos nós. Então a dose de medo sempre dá, mas existe um medo maior do que o medo da morte. Eu acredito que é o medo da morte das pessoas que a gente ama, que eu acredito que é uma das provas mais duras que possa existir.
Daí é um chamado esse medo para que a gente aprofunde as nossas relações. Porque contrariamente aquilo que dizia Vinícius de Morais que o amor é infinito enquanto dure, o verdadeiro amor, que é uma comunicação de essência para essência, pode ser infinito, sim, criar esse elo profundo que a gente tem certeza que nada nem ninguém pode nos separar. O amor é capaz disso.
Se você não cria, é a perda das pessoas que se ama é muito sofrido. Acredito que pior do que confrontar a nossa própria morte. Você sofre mais se não tiver esse elo forte?
Com certeza, porque aí você acha que perdeu a pessoa, talvez tenha perdido, realmente, né? tem um laço profundo que estabeleça um contato independente do corpo físico. Se vai o corpo físico, acabou o contato.
Aí é aquele sentimento de culpa, aquele desespero, aquele vazio que normalmente é comum nessas situações. Eu me recordo que houve uma situação muito bonita, histórica que aconteceu, que foi Caliil Gibran e tinha uma mulher com quem ele se comunicava por cartas que patrocinou grande parte da sua vida. Você vê o louco, essas coisas.
Sim, o profeta sobretudo, né? Caril Gibrão foi um grande um grande poeta e ele tinha uma mulher com quem ele se comunicava a vida inteira, que o patrocinou muitas vezes na vida, que era Mary Elizabeth Haskel. E eles se comunicaram a vida inteira, a vida inteira.
trocaram cartas, estiveram juntos durante uma parte da vida e quando ele morre no enterro disse que ela era a pessoa mais tranquila que tinha, mais serena que tinha. Todo mundo achou até estranho porque ela tava numa quase que num estado de alegria, uma sensação de que ela não tinha perdido nada. Eu imagino que uma mulher como Mary Elizabeth Hask estava sentindo.
Ela sabia que a união que ela tinha com Cali Bran não era alguma coisa que a morte pudesse roubar dela. Uma convicção muito profunda. É muito bonito.
Inclusive as cartas que eles trocam ao longo da vida. Existe um livro mostrando essas cartas. Que legal.
Com certeza feliz por ter conhecido, mas também por saber que estão tão intimamente ligados que de alguma maneira esse elo tem que continuar, porque é um elo estabelecido de essência para essência. E a morte não pode nada contra as essências, ela só pode contra as aparências. Se você lê meia dúzia de cartas trocadas entre Mary Elizabeth Heskel e Calebran, você entende o que eu tô falando.
Eles falam de Deus. Eles falam da existência humana, eles falam do sentido do mundo. São coisas tão profundas, eles falam de alma para alma.
E essa alma não pode ser tocada pela morte. Então, é como se, apesar de já não pode comunicar como antes, ela ainda sentisse um elo com ele, ainda a sentisse perto de si. Porque na verdade você vai ter uma série de escolas filosóficas, inclusive na idade média, filosofia, teologia, né, associada à filosofia, tem muitas visões, mas o que me parece, sem nenhuma visão teológica, uma visão mais filosófica, que um dia o universo foi o zero, esse vazio com potencial, esse vazio com ponto latente lá dentro, [Música] E num determinado momento, quando chega o momento dele se manifestar, o zero gera em primeiro lugar o um, que é um demiúgo, é um grande ser criador.
Esse demiúgo que começa a criação do universo. E uma das coisas que ele faz é se dividir em inúmeras, inúmeras partículas, como se fossem células, inúmeras células desse ser divino. E dentro de todas as coisas manifestadas, existe uma célula dessa.
E a ideia é que essa célula v o seu invôlucro vai fazendo com que ela se torne cada vez mais consciente de si próprio. E isso é evolução. Cada vez mais consciente de si própria, cada vez mais consciente do universo à sua volta, como se a manifestação fosse uma forma de colher consciência, seja por trás de todas as coisas, uma essência divina, uma célula divina.
Existe uma história indiana que eu gosto muito de contar, conto em várias palestras minhas, que é a história do sutrman. Imagina você um colar de contas, digamos que são contas, sei lá, de pérola ou de plástico, do que você quiser. Imagina que cada continha dessa é um ser humano.
Imagina uma conta vaidosa, achando que ela é mais brilhante, mais redondinha do que as demais, querendo aparecer, querendo se mostrar. Até que depois de muito tempo de experiência, de amadurecimento, essa conta começa a achar que essa vida de vaidade, de superficialidade, já não faz mais sentido. Ela começa a sentir necessidade de vida interior.
Quando ela vira para dentro dela para procurar algo interior, por dentro dela passa um fio de prata. Ela não tá acostumada a reconhecer prata, ela só reconhece pérola, né? Então ela olha para dentro, ela sente como se ela tivesse um vazio.
De tanto olhar para esse vazio, de tanto buscar entendê-lo, no determinado momento, ela acha um pedacinho de prata dentro dela e diz: "Olha, essa aí é a minha essência. Vou contar para todo mundo. Todo mundo deve ter uma essência também.
" Lá pelas plantas, essa pérola descobre que esse pedacinho de prata que passa por dentro dela e o que passa por dentro de todas as outras pérolas é um só. é um único fio. Então, num determinado momento, a unidade deu esses pedacinhos para cada um, mas no fundo ela continua sendo a unidade.
No dia que nós tomarmos consciência disso, nós voltaremos ao Uno, voltaremos à casa do pai com os braços repletos de frutos. Hum. Que é toda a consciência que a gente recolheu ao longo do caminho.
Para mim isso me parece, dentro da minha particular e limitada concepção da vida, me parece bastante razoável, porque eu percebo que quando você caminha em direção à unidade, potencializa todos os teus valores e todas as virtudes. Você já parou para pensar? Caminho direção à unidade, eu me torno mais fraterno, me torno mais amoroso, me torno mais solidário, me torno mais empático.
Ou seja, o caminho da unidade é um caminho evolutivo. [Música] Você se torna um ser que tem um sentido, tem um propósito, não vive em vão. Então, o caminho da unidade deve ser o caminho evolutivo e a chegada na unidade deve ser o nosso ponto final.
Como um rio que chega no oceano, não é que ele foi absorvido pelo oceano, ele se tornou o oceano. Ele sempre foi, ele só tomou consciência disso. [Música] Valores são certos parâmetros.
É como se você considerasse um marceneiro que quer construir uma mesa. Quais são os valores para construir uma mesa? A sua habilidade para lidar com a madeira e também as ferramentas com que ele conta.
Quem tem um objetivo, quem tem um ideal, quem tem uma meta, e todo ser humano tem necessariamente que ter a meta de se tornar cada vez mais humano, os valores são as ferramentas que te ajudam a esculpir esse ser humano, que ele chegue mais perto desse objetivo. Não dá para ter valores se você não tem um sentido de vida humano. Os valores em si se tornam esvaziados.
Quando temos um ideal, queremos nos tornar mais humanos, seres humanos verdadeiros, seres humanos completos, aí os valores são ferramentas imprescindíveis. Já tá até um pouco lugar comum. As pessoas dizem que hoje as coisas não têm valor, tem preço.
Eu concordo, mas é verdade que isso é um estágio transitório. O ser humano é um ser em construção. Se isso estivesse dando certo, o mundo estaria maravilhoso.
As pessoas estão sentindo solidão, estão sentindo falta de si mesmas. O relacionamento humano tá ficando cada vez mais inviabilizado. A frustração é generalizada acompanhada de um monte de patologias que nascem da frustração, da falta de motivação, de falta de um objetivo.
Então, na verdade, quando nós formamos o ser humano em valores, ajudamos para que ele saiba usar essas ferramentas, nós estamos trabalhando para a natureza humana, para que ela cumpra com seu destino, e paraa natureza como um todo, porque ela necessita de seres humanos. Eu sempre falo com os meus alunos que a gente trabalha, eu acho muito justo trabalhar para preservar a floresta, para preservar a extinção do de um determinado animal, que tem muitos em extinção por caça predatória e tudo mais, mas a gente não pensa em preservar a natureza humana. Se você imaginar a causa de todas as extinções, ou pelo menos quase todas, são por falta de seres humanos na plenitude da palavra.
Se eu desafiar para você, Teresa Cristina, vai buscar para mim um ser humano pleno que eu vou buscar mico leão dourado. É capaz eu voltar com os três micos leões dourados e você fica enrolado para encontrar esse ser humano pleno. Então, no fundo, o que nós temos é uma grande um grande processo de extinção da natureza humana pura e legítima.
Isso é um fator de infelicidade para o próprio ser humano, porque cada um é feliz sendo aquilo que é, sendo aquilo que nasceu para ser. e também grande buraco dentro da harmonia da natureza. Ou seja, você faz com que se quebre o fluxo, se quebre a cadeia.
Nós estamos nesse momento interrompendo o ciclo da vida a não ocuparmos o nosso lugar dentro dele. Bom, eu recomendo estudar filosofia, claro, né? Bom, não é querendo fazer prositivismo, mas eu eu cheguei em Nova Crofre, muito jovem e cada vez mais eu concluo que não teria feito grandes coisas sem ela.
Filosofia é uma ferramenta que dá lucidez. E lucidez fundamentalmente para duas coisas, para você saber onde você quer chegar na vida. Porque se você quer ter identidade, a equação da identidade é simples para se fazer em duas coisas.
saber onde você quer ir e onde você está agora. E se possível os meios que você conta para ir na direção que você decidiu caminhar. Ou seja, a filosofia te mostra que toda a humanidade tem como um objetivo comum a natureza humana plena, valores, virtudes e sabedoria.
As profissões, os ofícios são meios direcionados para isso são bons. Direcionados para meras, para mero egoísmo, para fortalecimento de fins mesquinhos não são bons. Por muito que uma pessoa seja tecnicamente perfeita, por exemplo, como médico, se ele não trabalha para o ideal humano, valores, virtudes, sabedoria, ele não trabalha para o bem, ou seja, qualquer ofício se torna uma boia solta em alto mar.
que você não tem o objetivo humano, claro. E tá a mercia da maré pode ser jogada em qualquer direção e servir a qualquer coisa. Então, filosofia não é uma propriedade de uma instituição.
Eu não estou aqui fazendo proseritismo institucional. Nós e Nova Acrópole fazemos filosofia prática, filosofia para a vida nessa inclusilada de espaço tempo. Mas eu acredito que a filosofia nasceu com o primeiro ser humano que precisou encontrar uma resposta para sua presença na Terra.
Precisou encontrar um objetivo maior do que meramente sobreviver. Os valores e as virtudes são sinônimos. Pode-se dizer assim.
É, nós podemos dizer que as virtudes é aquilo que você desenvolve a partir da prática de valores. Então, a princípio, eu me esforço em praticar a justiça. Daqui a pouco eu tenho a habitude da justiça.
É como se fosse o produto do meu esforço por moldar a mim mesma através de valores. Elas são assim mais ou menos assemelhadas, né? Senora.
A gente poderia destacar a a algum valor do ser humano que impacta os demais? dizia Platão, e eu concordo, acho que realmente ele tinha muita razão, que o valor fundamental é a ideia do bem. Ele assemelhava o bem ao próprio Deus.
Os seres humanos, saibam ou não, vieram da unidade e voltam para ela. E o bem tem exatamente a ver com unidade, com harmonia, com cada ser encontrar sua identidade profunda e perceber que é uma peça num grande quebra-cabeça. Quando ele compõe com o todo, ele se torna uma parte inteligente e consciente da unidade.
Ele e a unidade são um só. Pitágoras falava que na sua década que nós partimos do zero, depois fomos pro um. E depois voltamos ao 10.
1 + 0 é 1 de novo. Então nós partimos da unidade, voltamos para ela. E o caminho evolutivo da humanidade é em direção à unidade.
Quanto mais conquistamos a harmonia interna, ou seja, unidade dentro de nós, mais conquistamos harmonia externa, unidade fora de nós e num determinado momento unidade entre céu e terra, entre a nossa identidade profunda e a nossa personalidade passageira. Então, todas as outras virtudes servem ao bem, estão a serviço dela e só são verdadeiramente virtudes quando estão a serviço do bem, se não se tornam habilidades que podem servir a muitas coisas indesejáveis. Tempo é uma coisa bastante relativa, aliás, é uma das coisas que eu mais bato e falo em sala, que a gente não pode rotular o tempo de uma maneira muito superficial.
Uma pessoa pode num determinado momento já ter apanhado tanto, já ter refletido tanto, que um pequeno toque faz com que acenda ali uma centelha. Outra precisa de mais experiência para necessitar de um tempo de vida maior. Mas com certeza o momento em que a nossa consciência toca na ideia do bem, toca na necessidade de sermos mais harmoniosos dentro e fora, esse é o melhor momento para começar.
Eu não gosto quando a gente tem esse estereótipo social de dizer: "Está tarde demais para eu fazer alguma coisa". O momento em que você despertou é o momento mais especial e mais importante da sua vida. Tudo que você fez foi para te levar a esse ponto.
E o tempo é muito relativo, não é absoluto, não é tempo de relógio. Uma pessoa que desperta os 70 anos e tem 5 anos de vida paraa frente ou 10 anos consciente, pode fazer nesses 5 ou 10 anos mais do que um garoto de 20 anos que ainda não conseguiu despertar faria em 50 anos pela frente. Então, 5 anos de uma pessoa madura vale mais que 50 anos de uma pessoa inconsciente.
Então, a gente tem o hábito de medir tudo pela quantidade, não pela qualidade. O tempo ele se estende ou encolhe de acordo com a quantidade de consciência que você coloca lá dentro. Então, um tempo que medido de uma forma quantitativa pode ser curto, ele pode ser um universo qualitativamente e realmente fazer diferença a história do mundo, a nossa história, justificar a nossa presença do mundo.
[Música] [Música] A pirâmide, ela é um símbolo da evolução humana. Você tem lá em cima aquele ápice comum para todas as faces. Imagine que você tem inúmeras faces, uma pirâmide de inúmeras faces.
Eu posso estar subindo para o ápice através da arte, você através da ciência, do artesanato, da música, seja lá o que for. Se nós estamos subindo de fato, estaremos não só mais próximas do ápice, mas também mais próximas entre nós. Quando nós começamos cada vez mais a perder a empatia que a sensibilidade pela dor do outro, pela necessidade do outro, pelo bem do outro, quando estamos nos isolando numa carapaça de egoísmo, olha, se você se afasta do outro, de coração, de mente, ainda que esteja próximo de corpo, quando você se afasta, você está descendo a pirâmide e não subindo.
Isso é uma evidência geométrica, não tem como discutir contra os fatos no argumentos. Então, o sintoma de estarmos cada vez menos empáticos, menos sensíveis à dor do outro, a necessidade do outro, é um sintoma de descer a pirâmide. Isso se percebe no dia a dia, no conforto?
Com certeza. Nós, eu acho que eu não exagero em dizer que a empatia, a sensibilidade, a compaixão, a percepção e o compromisso com a doraria são virtudes que vão escaciando cada dia mais. O egoísmo tem se espalhado numa velocidade assustadora.
Eu reitero um ensinamento antigo da tradição tibetana que diz que por trás de todos os problemas do mundo existe o egoísmo. No Tibete há séculos atrás já se dizia isso e parece que eles previam o futuro, né? Porque cada vez mais avançamos nessa direção.
O egoísmo está por trás dos males individuais, dos males coletivos, quer sejam econômicos, políticos, de violência, de qualquer coisa, de convivência, por trás dos mares do mundo, inexoravelmente. Quando você arranca a última máscara, está o rosto do egoísmo. Tem pessoas que estão ali com aquela inquietude, sentindo que falta algo.
se tá precisando que alguém lhe aponte uma direção nova. Mas se a pessoa tá gostando muito do espetáculo que tá passando no mito da caverna, se diz que todos os homens estão olhando para uma parede e vendo um espetáculo de sombras, né? No mito da caverna platônico.
Se você tá gostando muito do espetáculo de sombras, não despertou ainda nenhuma inquietude, há que ter paciência. Não são coisas que se força de fora para dentro. Só se pode ajudar a dar a luz a uma mulher que esteja grávida, a um ser humano que esteja grávido de sabedoria, que tenha inquietude, que tenha vontade de dar um sentido maior à sua vida, embora não saiba muito bem do que se trata.
O que nós procuramos fazer é dar alfinetadas, né, para ver se de repente desperta essa inquietude dentro dos homens. E aqueles que sim sentem que a sua vida não vai ter sentido se não saírem daqui maiores do que entraram, se não forem fator de soma na sua própria vida e na da comunidade das pessoas que secam, esses sim estão preparados para ouvir e entendem a ferramenta maravilhosa que é a filosofia. Nós confiamos, nós como professores, filosofia, como voluntários, o elemento fundamental que nos distingue num momento histórico tão pessimista como esse.
Nós acreditamos no ser humano de fato, profundamente. Descubra o poder do estoicismo com o conselheiro estoico. Você busca equilíbrio emocional, força interior e sabedoria para enfrentar os desafios do dia a dia.
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