Olá, queridos estudantes da EJA, sejam bem-vindos a mais uma aula de linguagens. Eu sou a professora Sara e hoje nós vamos falar sobre a importância de uma análise crítica diante dos gêneros discursivos aí na época da política. Nós vamos falar sobre, acompanhei na telinha de vocês, o objeto de conhecimento, gêneros do discurso político, como que de forma inteligente, de forma crítica e também sabermos sermos eh levados pela persuasão ou não, nós podemos aí escolher de forma inteligente em quem nós podemos confiar para assumir, para se posicionar diante dos nossos direitos como cidadã.
Então, tendo em vista que nós vamos falar sobre isso, eu trago aqui para vocês a pergunta: o que é propaganda política? Nós sabemos que em épocas de campanhas eleitorais nós vemos aí muitos gêneros políticos e hoje nós vamos aprender sobre alguns deles. Então eu quero que vocês observem essa imagem que eu deixei aí em anexo para vocês.
Na imagem nós podemos observar um uma van. Nesta van nós vemos aqui um interfone e e uma plaquinha que diz João da van. o povo no comando.
E aí esse João da Van, ele supostamente é um político que está divulgando aí o seu o seu partido, o seu número político. E aqui no poste nós vamos ter um cartaz que diz o seguinte: "O Brasil tá no buraco, eu sei desviar. João da Van um suposto número, tá, pessoal?
40. 000 1 2 3. E aí, segunda, só à tarde são as propostas da campanha e do João da Van Turacos e Wi-Fi e Pastel na Praça, o candidato do povo, da van e da alegria.
E aí nós vamos fazer uma análise sobre essa propaganda política. Primeiramente, eu gostaria que vocês observassem que eh ele tem aí um o slogan da sua campanha Se o Brasil tá no buraco, eu sei desviar o João da Van. Então ele já está fazendo aí uma sátira.
Segundo pessoal, nós temos aqui propostas e eu quero que vocês analisem essas propostas, se elas são propostas que está que acessível ou são propostas completamente desproporcionais. para uma campanha política. E aqui ao lado nós temos como saber se uma promessa de política ou uma notícia que circula nas redes sociais é verdadeira ou está tentando me convencer de algo?
Então nós sabemos aí que neste no período eleitoral surgem várias propagandas políticas, vários gêneros políticos e nós precisamos analisar algumas propostas que são totalmente desproporcionais, já outras a gente precisa analisar com coerência como que nós podemos escolher aí os nossos candidatos através dos gêneros do discurso político. Então, continuando aqui, nós vamos entender o que é a política. A política é a atividade desempenhada pelo cidadão quando exerce seus direitos em assuntos públicos através da sua opinião e de seu voto.
Então o que a gente precisa saber, pessoal, é que a política é a forma como a sociedade se organiza, como ali eh se dividem os direitos. Nós sabemos que a Constituição ela garante que todas as pessoas são iguais perante a lei e que todos nós temos aí direito à isonomia. Eh, então as políticas públicas elas surgem para que todas as pessoas, todas, sem exceção, elas tenham direitos iguais.
E que direitos são esses? Acompanhe aí que eu coloquei alguns alguns exemplos aqui para vocês. Todas as pessoas elas vão ter direito a nós vamos falar sobre a alimentação, sobre a saúde, ao transporte, à escola e ao trabalho.
Então, quando eu trago um exemplo de comida na na nossa prática para que vocês entendam de forma mais fácil, nós vamos entender porque o preço da do arroz sobe e porque o governo toma decisões sobre a economia. Isso é um dos motivos pelo preço da alimentação. No dois, porque às vezes falta médico ou demora atendimento?
Porque alguém decide quanto investir na saúde. No três, transporte. Porque a passagem aumenta ou o ônibus demora?
Porque existem decisões sobre o transporte. No quatro, por existe a EJA? porque alguém decidiu criar oportunidades para quem não terminou os estudos.
E no cinco, sobre o trabalho, quem define o salário mínimo? O governo. Então aqui vocês podem observar que existe existem alguns exemplos sobre as políticas públicas.
As políticas públicas são eh tudo aquilo que nós precisamos. Direito à saúde são, é o direito da população, direito à saúde à educação, direito ao trabalho, direito à segurança. Então nós temos esse esses direitos.
Então isso é política. O que nós fazemos é decidir quem são as pessoas que irão distribuir essas políticas. Então pessoal, para vocês entenderem melhor, vamos falar um pouco sobre o voto no Brasil e fazer uma rápida linha do tempo de forma sucinta.
Então aqui, ó, vamos falar sobre a eleição. Ela foi instituída no Brasil ainda no período colonial, quando os portugueses vieram para o Brasil. A primeira eleição, ela ocorreu no ano de 1532.
Os cargos eram somente para a Câmara Municipal, pessoal. Nessa época ainda não existiam eh cargos para o Senado, para a presidência, somente para a Câmara Municipal. Nós tivemos também o voto sensitário, na qual as pessoas que votavam eram as pessoas que tinham maiores aquisições financeiras.
Então aí quem tinha um um valor mínimo já não podia votar. E aí por isso existia a exclusão total. Eh pessoa eh negros, mulheres, pessoas de baixa renda não poderiam votar.
E aí depois, posteriormente nós tivemos o fim da renda mínima. No caso, os homens poderiam votar. Nós tivemos também o voto aberto, na qual todas as pessoas sabiam em que, por exemplo, eu, Sara, se eu votasse na no seu Francisco, as pessoas iriam saber que eu votei nele.
Então, esse era o voto aberto. Já na era Vargas, nós tivemos o voto secreto. Então, eh, nesse momento ninguém passou a saber o voto de ninguém.
Mesmo assim, pessoal, ainda existiam as fraudes. Logo em seguida, nós tivemos o voto feminino, então, as mulheres tiveram direito ao voto. Depois, tivemos a criação da justiça eleitoral, que serviu aí para acabar com as fraudes.
Na ditadura, nós tivemos nós tivemos as eleições indiretas e posteriormente o voto universal, onde todos os adultos puderam ter direito ao voto. E logo em seguida nós tivemos a urna eletrônica que garantia aí a agilidade dos votos. Então essa é uma uma explicação rápida para vocês entenderem como que foi aí que surgiu o voto no Brasil e como que foi essa história das eleições também no Brasil.
E agora vamos falar sobre os gêneros do discurso político. Nós vamos ter os chamados discursos políticos, que são as falas de candidatos, autoridades ou líderes. Então, quando nós temos ali as pessoas que são candidatas falando sobre suas propostas, falando aí sobre o seu governo, sobre o seu mandato na televisão, seja lá onde for, esses são os chamados discursos.
É nesse momento que nós precisamos analisar, por é uma forma de persuadir, é uma forma de escolhermos quem são as pessoas que vão aí nos ajudar a dividir as políticas públicas, eh, que vão que vão nos ajudar a escolher, que vão nos ajudar a exercermos os nossos direitos. Nós vamos também ter a propaganda eleitoral, que são os vídeos, os jingles, cartazes e campanhas. E aí, pessoal, com a a internet, com a tecnologia, nós temos mais gêneros disponíveis.
Por exemplo, os vídeos hoje em dia eles já estão disponíveis em plataformas, no Facebook, no Instagram, em aplicativos. eh os jinglos, que são as músicas cantadas, que elas fixam na nossa cabeça e faz com que a gente decore número, decore nomes e falas. Então nós precisamos analisar tudo isso.
Além disso, nós temos as propostas de governo, que são os planos com ideias e promessas de gestão. Por exemplo, ah, o meu, no meu mandato, eu vou assaltar todas as ruas de Rio Branco, eu vou fazer mais elevados, eu vou construir mais escolas. Então, a gente precisa analisar o plano de governo.
Isso é bom para mim, isso é bom para minha família, para minha comunidade. A gente precisa pensar no individual e também de forma coletiva com eh ao analisarmos esses gêneros. Também temos os posts e vídeo em redes sociais, que são mensagens curtas e de influência política, e também debates e entrevistas políticas, que são os confrontos de ideias entre candidatos.
E aqui eu anexei para vocês um debate aqui presidencial. Então, no debate nós podemos analisar qual candidato ele ele apresenta ali melhor melhores propostas, qual candidato está mais preparado, qual candidato eu devo escolher aí para administrar as políticas, para me representar como cidadã. E aqui é importante que nós analisemos qual proposta é real e a proposta vazia.
Tem algumas propostas, pessoal, que nós sabemos que que estão fora da nossa realidade, que são exorbitantes, são propostas que nós sabemos que não vão se se cumprir. E aí de forma crítica a gente precisa analisar e dizer: "Não, essa pessoa ela não serve para me ela ela não me representa. " E aí analisando aqui, eu anexei para vocês eh um folder que diz o seguinte: "Vote em Dr Milagre.
No caso, isso daqui seria o famoso santinho. Vote em Dr Milagre, o candidato que vai mudar a sua vida. Tudo resolvido em 30 dias.
Será que isso aqui seria possível mesmo, pessoal? E aí vamos analisar as propostas do Dr Milagre. Saúde para sempre, ninguém mais vai ficar doente.
Escolas sem professores, todos vão aprender por mágica. Ruas perfeitas em um segundo, sem buracos, sem obras, sem espera. Crime nunca mais vamos acabar com o crime, proibindo pensamentos ruins.
Comida de graça todo dia. A comida vai aparecer na sua mesa, imposto nunca mais e o dinheiro vai sobrar para todos. Acredite, comigo tudo vai ser perfeito.
O futuro é agora. É claro que nós sabemos que a os políticos eles não vão colocar isso aí no seu no seu santinho, na sua proposta. Mas eu trouxe aqui promessas exorbitantes que é para vocês analisarem que algumas delas elas se apresentam assim, estão fora da realidade, não vão se concretizar.
Então uma pessoa assim, pessoal, ela não pode representar uma comunidade, ela não pode representar uma sociedade. A gente precisa analisar, a gente precisa analisar aí todos esses gêneros textuais. E aqui eu trago para vocês o checklist da verdade.
O que será feito? Como será executado? De onde virá o recurso, atende o meu bairro ou meu ramaus?
Então isso daqui são perguntas que nós precisamos fazer antes de escolhermos as pessoas que irão nos representar. Verifique se o candidato cita promessas válidas e as necessidades específicas do seu município. É importante analisarmos isso.
Além disso, nós vamos ter a persuasão, que é a arte de convencer. políticos usam palavras que tocam nossa emoção, família, trabalho, futuro e orgulho do ser acriano. E aí nós vamos analisar, pessoal, que a persuasão ela vai usar, por exemplo, o símbolo da bandeira, a estrela solitária e de heróis locais para a conexão emocional com o leitor.
Então vai usar elementos da nossa realidade, como vocês podem ver aqui em santinhos fictícios que eu anexei para vocês. E nós vamos ter também a diferença de manipulação e de informação. Na manipulação, nós vamos trazer a tática do a as táticas de medo.
Uso de ameaças vagas. Ah, se o fulano ganhar, o Acre vai parar. criação de inimigos imaginários para desviar o foco dos problemas reais, apelo emocional exagerado, sem apresentar soluções técnicas.
Então, em alguns momentos nós ouvimos aí a manipulação do medo, as táticas e também os nós trazemos aqui a informação, que são os dados reais, apresentação de estatísticas oficiais, por exemplo, IBGE, portais da transparência, projetos com prazo, metas e orçamentos definidos, informação que pode ser checada e fiscalizada pelo cidadão. Então, nós temos aquelas pessoas que vão ali se utilizar da manipulação e nós temos aquelas pessoas que vão trazer dados reais, que vão trazer fatos para comprovar que ele merece ter o nosso voto. E aqui nós temos a participação cidadã além do voto.
Ser cidadão no Acre não é apenas votar de quatro em 4 anos, é um exercício diário de acompanhamento e cobrança por melhorias em nossa comunidade. Sua voz na e já é fundamental para o futuro do nosso estado. Como você pode participar como cidadão?
Participe de audiências públicas na sua cidade ou bairro. Fiscalize as obras e serviços na sua rua e na sua escola. Use os canais de ouvidoria para sugerir melhorias reais e acompanhe-se as promessas de campanha que estão saindo do papel.
E aí a cidadania na prática é dar a opinião, participar da sua comunidade, usar o celular com responsabilidade, votar com consciência e também cobrar os direitos. Se você não se posiciona, alguém decide por você. E aqui eu trago a atividade que nós vamos analisar o seguinte.
Em um grupo de mensagens de uma comunidade do Acre, circulou a seguinte formação: "andidato prometeu acabar com todas asos programas sociais e fechar escolas públicas caso seja eleito. " A mensagem se espalhou rapidamente, gerando preocupação entre os moradores. No entanto, ao verificarem fontes confiáveis, não há registro dessa declaração em discursos, entrevistas ou propostas oficiais do candidato.
Com base no texto, qual atitude representa uma postura crítica e cidadã diante da informação recebida? Então, nós nós recebemos uma mensagem e nós vamos analisar o seguinte. Na alternativa A, nós vamos compartilhar a mensagem rapidamente para alertar outras pessoas da comunidade.
E aí nós vamos descartar, porque quando nós compartilhamos mensagem correta, nós não estamos aí verificando a veracidade de informação. Na letra B, acreditar na mensagem porque ela foi enviada por um grupo de confiança. E aí, pessoal, confiar ela não garante aí a confiabilidade de uma mensagem.
Na letra C, verificar a informação em fontes confiáveis antes de compartilhar. Nós chegamos aqui na nossa alternativa correta. É isso que nós devemos fazer na letra D, ignorar todas as informações políticas para evitar conflitos.
E aí nós vamos eliminar essa alternativa porque ignorar tudo não é uma postura cidadã e sim é uma omissão. E na letra E, repassar a mensagem apenas para amigos próximos. E nós vamos eliminar porque ainda é compartilhar algo que não foi verificado.
E aqui na síntese, a política está presente no nosso dia a dia e influencia a saúde, a educação, o trabalho e o transporte. Os discursos políticos buscam convencer as pessoas. É importante analisar criticamente as informações e identificar fake news.
E a cidadania envolve participar, cobrar direitos e se informar antes de agir ou compartilhar os conteúdos. Essas são as referências utilizadas para a aula de hoje. Eu gostaria de agradecer a participação de vocês em mais uma aula e até a próxima.
Ah.