bom boa noite para quem não me conhece eu sou a Larissa e esse tema né da da morte sobre a visão tía e a visão da medicina chinesa veio no curso do de dla da Morte que eu tô fazendo onde a gente já tem uma atividade né que é pra gente fazer essa conversa sobre a morte com algumas pessoas mas eu também percebi que poucas pessoas T essa ão né do do que é o taoísmo ou como a gente encara esse tema né E como isso é tão discrepante com o que a gente vê na
realidade eh na prática né de hoje em dia da nossa sociedade né então para quem não conhece o taoísmo é um nome que foi dado a várias um conjunto né de várias práticas ancestrais de tradicionais né do da região ali que hoje é a China né houve uma houve uma junção né de política né que nessa junção a todas essas tribos né todas essas famílias todos esses clãs que eh tinham uma uma prática muito ligada com a naturalidade muito ligada com a natureza prin cípios naturais e que especialmente cultuavam o mistério né cultuavam o aquilo
que a gente não pode explicar né que e a isso foi dado o nome de de tal de da né a esse conjunto dessas práticas né foi dado taoísmo foi dado esse nome de taoísmo né a essas pessoas que que por né milênios cultivavam essa conexão muito profunda né com os ciclos naturais e com esse grande mistério que faz com que a vida seja que ela é né Eh então esse caminho né do taímo também é conhecido como caminho natural né e ele né se baseia né muito nas percepções que a gente tem aqui dos
ciclos da natureza assim né para essas culturas a vida e a morte são naturais né a a gente percebe né que todas as coisas nascem crescem se desenvolvem né e declinam e desaparecem né isso é uma coisa muito natural né isso acontece com os bichinhos acontece com as plantinhas né acontece com o próprio sol né acontece com a lua né nas suas fases acontece com as estações e embora a gente Ane meio bagunçado com as estações também é natural né porque existem ciclos muito macro né e ciclos muito micro né pra gente né a nossa
vida é um ciclo super macro né É É o que a gente tem né para para poder experienciar para poder desfrutar mas Pro universo né O que que é né 50 60 80 né 100 anos o que que é né para uma montanha o que que é né 60 80 100 anos né para um rio né então a gente para um para um planeta né quando a gente vai falar do do do planeta a gente fala de eras geológicas de milhões de anos né então a gente tem ciclos né ciclos pequenos ciclos grandes né E
todos eles têm essa característica né de que o que surge dess surge né O que se estrutura é desestruturado e ele já começa a se desestruturar no momento em que ele se estrutura né a gente não não tem condições de manter as coisas como estão do mesmo jeito por muito tempo porque é uma interdependência muito louca de um monte de coisas que também se tudo parar estagnar não tem mais respiração não tem mais troca né E isso também é a morte também é o declínio né quando a gente joga uma bolinha para cima né a
gente tem a gravidade tem uma hora que ela chega no auge ela dá uma paradinha e ela declina né então quando as coisas param né Elas declinam também elas também se começam a se desestruturar então nessa por essa né cosmovisão por essa Filosofia de vida por essas observações a gente tem na morte algo muito natural uma transformação mais uma transformação né Eh e vida e morte chegam juntas né não existe uma sem a outra só que a gente né que né valoriza Só uma né só valoriza só a vida né e não não pensa muito
sobre a morte né não pensa sobre essa desestruturação não pensa sobre essas transformações né mas no no final né a gente a gente tá sempre né com esses dois presentes no sentido né quando a gente né se depara com isso daqui a gente ganha esse presente da vida e da Morte também pra gente experienciar né e elas também estão presentes né o tempo todo ao mesmo tempo aqui n então elas também estão aqui nessa nessa presença porque a gente pode né pensar na vida quando a gente tá morrendo né no momento da morte a gente
pode pensar na morte morte agora que a gente tá vivendo né ela porque elas tão elas sempre vê juntas né coladas né assim como o dia a noite né Sol e Lua né como o declínio né e o e o e o crescimento porque isso parte né de um de um ponto de vista né Eh onde né infelizmente assim hoje em dia a gente só valoriza a vida né O que a gente pode aproveitar da vida mas a gente também tem muito a aprender com a morte né Muito a aprender com a transformação muito a
aprender com essa potência né que consegue eh desestruturar as coisas e criar novos vazios de onde outras coisas podem emergir né Eh então né a gente vai ter também na nossa vida vários ciclos né e várias transformações né a gente nasce sem saber nada morre sabendo menos ainda mas enfim né ah mas uma coisa que a gente faz sempre né Eh enquanto a gente tá diz que está vivo é respirar né é fazer essa troca ou a gente é respirado pelo ar também porque se a gente for parar para pensar né bem e eu não
tenho que pensar em respirar né se eu pensar eu consigo talvez controlar a minha respiração mas ela acontece né tá bom que no para Primeiro ela acontecer Às vezes a gente leva um tapin na bua quando quando nasce né mas mesmo dentro do útero da mãe a gente está respirando através dela mas está respirando você tá tendo uma troca né talvez não pelos pulmões mas de outras formas né E quando a gente respira a gente tem um mini ciclo mini mini mini Micro ciclo de de vida e morte né a gente se enche de ar
segura um pouquinho e aí a gente solta e se esvazia né e a partir desse vazio né que é criado no nosso corpo a gente pode se encher né De novo de um renovado né de um ar nutritivo né de uma energia nova de um novo ciclo n então Eh se a gente né paraa nossa sorte o nosso corpo tem uma inteligência biológica né que permite que a gente faça isso sem que a gente precise controlar sem que a gente precise estar o tempo todo pensando nisso né Isso são milhões aí de de anos de
de memória de evolução ou desevolução né Eh mas nosso corpo carrega essa memória dessa respiração então ele carrega essa memória eh da Morte e do soltar né do Desapego né Eh no sentido de que se a gente continuar com o ar preso né nos nossos pulmões a gente vai tá se nutrindo de uma de algo que tá estagnado né soltar né significa também se abrir para um novo ciclo né e a gente tá falando aqui né de um de um ciclo muito pequeno que é um ciclo da da respiração mas em cada momento da nossa
vida a gente tem uma oportunidade né de de transformar algo né de de mudar de fazer essa essa morte simbólica e às vezes a gente passa por processo que não são necessariamente eh conscientes ou lúcidos ou que a gente quer provocar né de transformação né Às vezes a gente passa por por questões como um acidente né um ente querido que que que que morre um uma mudança de cidade né então às vezes a gente passa também por por lutos né Por mortes que não foram lucidamente ou conscientemente né trazidas por nós mesmos mas ainda assim
né nesses momentos a gente tem essa capacidade de trazer essa consciência dos ciclos né e soltar né e soltar o que o que não não serve mais pra gente soltar o que traz o que traz sofrimento né O que traz O que traz melancolia o que a gente às vezes Tenta né Tem vai vai lutar contra né Não não é sobre isso né É sobre a gente conseguir se Esvaziar de expectativas né e abrir esse espaço né pro novo abrir esse espaço né nessa transformação e e a morte física né a morte como é conhecida
como aqui no no ocidente seria o o último né Ou pelo menos o último né Desse dessa história que é conhecida né aqui o último momento em que isso é possível né um grande um grande soltar-se né um grande soltar-se do das questões da da vida né um grande despreendimento né assim como a gente né prende com a respiração e nessa memória biológica a gente tem isso né de ah soltar a gente até fala né aí deu o último suspiro né E porque é o nosso último momento né que a gente pode soltar tudo isso
daí né E que bom que a gente tem essa memória biológica porque se dependesse né do do que é um pouco que demandado ou valorizado hoje na nossa sociedade a gente estaria todo mundo né só né só puxando o ar só prendendo o ar né porque hoje em dia é muito valorizado esse I né o crescimento A o auge né o acúmulo né E esse soltar-se esse esse despr ver né essa esse voltar né pro pro interior pro in né e estar no vazio né estar Semar sem nada para fazer né quem quem aqui a
gente ah que você tá fazendo tô sempre no corre né quem aqui pode né falar nossa tô fazendo nada que beleza né Eh porque parece que sempre a gente precisa demais ou querem fazer com que a gente Ache que a gente precisa demais né E essa parte né do desprender-se do soltar-se e do nada né tá muito pouco valorizada né nesse momento né Eh Então esse é um pouquinho né da da Visão assim mais filosófica né e eu queria também trazer um pouquinho da da Visão da medicina que tem essa base também filosófica né mas
aí já aplicada né no no corpo e na E na saúde né a parte é claro que assim né a as pessoas podem né ter um acidente né ter algum rev tem algum Infortúnio né tá tá no meio de uma de alguma questão então né assim e e não não conseguir né ter Eh pera aí que tem bastante gente chegando e que as suas vidas né sejam abreviadas né que é que a morte chegue de repente né Mas pela medicina taoísta pela medicina chinesa a gente carrega a algo que se chama Essência né que vem
dos nossos ancestrais né vem vem de toda a nossa linhagem a nossa família e a partir do momento em que a gente nasce a gente tá usando dessa Essência né no no no jargão né da Medicina ocidental se fala muito de cuidados paliativos para quando uma pessoa está com alguma doença ameaçadora da vida né então você vai entrar com cuidados paliativos no momento que a pessoa descobre que tem diabetes no momento que ela descobre que tem pressão alta Mas se a gente for pensar bem a própria vida é a mais fatora da vida né porque
nesse sentido em que a gente tá consumindo né a nossa essência de alguma forma né para simplesmente para est aqui para est desfrutando desses momentos né desse desse processo né que é viver né Então nesse sentido Talvez os cuidados paliativos T que começar desde sempre né porque e nisso né o a medicina chinesa ou também o talismo né Eh tem essa visão de cultivar a vida né Essa até se fala né arte de nutrir a vida né de entender que a a vida é muito anosa e muito rara e e frágil né que a gente
é um sopro aqui então qualquer qualquer coisinhas né pode pode tirar né a gente daqui e tem essa experiência aqui é muito preciosa Então se fala muito de cultivar de nutrir né e cultivar como cultivar né um um jardim assim gente vai adaptar-se né É entender que existem Estações é entender que existem épocas né Tem planta que vai dar flor em maio tem planta que vai dar flor em novembro né Tem planta que nunca vai dar flor né Tem planta que fica seca não é por isso que ela morreu né Tem planta que que é
mais exuberante tem planta que precisa de de de mais sombra de mais água né Tem tem o solo né Aonde você nasceu né onde nasceram seus ancestrais O que que você tá acostumado né do que que a sua energia tá acostumada a se nutrir né então cada um vai ter as suas especificidades né E nesse processo de nutrir de cultivar a vida a gente vai se adaptando e a gente vai acertando e vai errando também faz parte do processo né quem nunca aqui matou uma plantinha né Eh enfim né Eh nesse nesse processo né de
tentar né tentar nutrir né também passou da mão né E às vezes acontece isso com a gente também né Eh algumas pessoas também não nesses processos também passam a mão e acabam né Tendo tendo o tendo Severo né mas o o interessante do cultivo é que ele é um processo né e o próprio processo é o é o caminho né o próprio processo é a né assim de você né tá aqui e tá E tá E tá se cuidando e tá percebendo e tá sentindo né E tá se conectando né E tá também se afastando
porque também às vezes a gente também precisa se afastar né enfim né como eu disse antes né A A A Morte e a vida são presentes né e elas se nutrem uma da outra né porque enquanto a gente tá aqui né vivendo a gente também tá aqui morrendo Mas normalmente a gente só tem essa perspectiva de que a gente tá vivendo né então eh a gente né nutre a vida né sabendo que a gente vai não vai est aqui para sempre né não nesse não nesse né nessa configuração né e a gente também pensa nesse
nessa transformação da Morte né para também poder pensar na vida que se quer levar né assim também como como que a minha vida vai influenciar a morte como a minha morte vai influenciar a minha vida né Assim como pensar nisso pode influenciar a minha vida né no sentido de que Putz Será que o que eu quero né o que eu desejo né é sei lá morrer numa cama de hospital né entubado né sedado né assim ou eu quero est né ter um pouco mais de de de energia de vitalidade para poder est junto com com
quem né Eu valorizo né lúcido Né isso vai trazendo pra gente né também essas questões de de cultivar né também a vida né porque como eu disse né vida e morte são presentes são presentes que se a gente souber olhar direitinho para eles a gente pode tirar eh muitas lições muito valiosas desses desses presentes né que a gente tem e talvez o o melhor né a melhor assim eh lição ou a melhor sabedoria que a gente pode trazer também é estar presente né Porque a vida é um sopro e ela pode né ir embora a
qualquer momento e o que que a gente tá né fazendo disso né fazendo disso Será que a gente tá eh cultivando né nossa vida de acordo com o que a gente né deseja que a gente imagina com de acordo com a nossa consciência né com respeito a a nós mesmos né com afeto né Será que a gente tá tá nesse caminho né Eh enfim né esses mas pensar né que a cada respiração eu posso fazer uma transformação que me leve né numa direção diferente Ou que me leve na mesma direção porque eu tô feliz com
a direção que ela tá tomando também né O que não me desvie né do caminho que eu tô tomando e que eu tô feliz com ele tá tá tudo bem também né E nesse nesses momentos né a gente pode né pensar né de o que que eu preciso transformar ainda na minha vida para se eu né Eh ess ess é uma provocação aqui para vocês né se meu sabe agora assim nesse nesse segundo né me desce um piraco aí né e eu fosse embora né O que será que eu tô bem para isso né Será
que eu vou tranquilo Tranquila tranquilis né Será que Será que eu vou conseguir soltar o essa essa vida essa identidade essa né isso que eu acho que eu sou eu gosto muito do do do inglês e de algumas outras línguas né onde o verbo ser e estar é o mesmo né a gente é ou a gente está né Isso muda completamente a nossa perspectiva né sobre sobre a vida e sobre a morte né a gente também que nasceu falando português né tem essas coisas muito separadas né O que é né O que se identifica como
é e o que está né O que é um estado transitório mas em muitas culturas em muitas línguas não é assim né Então essa essa é uma provocação que eu jogo para vocês que também não precisa ter resposta né que é isso né se e se e se acontecer né agora como é que você tá nesse momento né Eh você vai conseguir né fazer esse essa soltura plenamente e senão né O que que você acha que você você né pode transformar ainda na na nesse presente né que a gente tem de de vida aqui né
e uma outra provocação que eu tenho também é como que a gente né que que quer né nesse momento eh da Morte que pode est né em qualquer momento né qualquer momento pode vir a a qualquer momento assim como é que a gente trabalha né como é que a gente se trabalha para conseguir né se soltar dessas coisas eh conseguir não se identificar né com a nossa com a com o que a gente que parece que a gente é o que aessa sociedade diz que a gente é ou com Quantos likes a gente tem né
e e não se apegar né nesse nessa nessa nessa estrutura né que a gente cria né nessa estrutura maluca que a gente cria para nós mesmos né então é um pouquinho sobre isso gente Tentei ser breve eh se alguém tiver alguma pergunta se alguém quiser falar alguma coisa né vamos lembrar que isso é um bate-papo né eh gostaria também de saber um pouco sobre vocês né O que que vocês eh assim tem né a pensar ou tem pensado sobre o tema ou não tem pensado sobre o tema né Eh enfim experiências e é isso gente
quem quiser falar só abrir o microfone e e falar eu vou dar uma pausa aqui no na gravação l