O cristão ainda tem que obedecer ao Antigo Testamento? Essa é uma pergunta que a gente tá respondendo de forma muito calma aqui nesse canal, de modo que este é o terceiro vídeo de uma série em que a gente tenta responder essa pergunta. No primeiro vídeo, a gente argumenta sobre as variadas posições sobre isso. A gente tenta criar aí um panorama de cada resposta que tem sido dada, critica de forma muito clara e, na minha opinião, de forma convincente a ideia de uma lei tripartite, de que a gente tem uma tripartição na lei do antigo tachamento,
que é a resposta mais comum do meu grupo, do grupo reformado. E eu começo a apresentar uma visão sobre o relacionamento entre o antigo e o Novo Testamento, que tá relacionado a vários movimentos. Não só um, mas vários movimentos seguem a perspectiva muito similar, seja o dispensacionalismo progressivo, seja o aliancismo progressivo, seja a teologia da nova aliança, seja o luteranismo modificado de Douglas MU. Vários movimentos teologicamente muito relevantes acreditam que o nosso relacionamento com o Antigo Testamento não se dá por meio de particionar o Antigo Testamento, mas por meio de um tipo diferente de relacionamento
com a integridade do Antigo Testamento. No nosso primeiro vídeo dessa série, a gente apresentou isso com muitos detalhes. Nós não acreditamos em uma lei tripartite. Não acreditamos na divisão tríplice da lei em lei civil, cerimonial e moral, mas sim acreditamos que nós não nos relacionamos mais de forma integral com o antigo Tchamento em termos de norma, mas nos relacionamos de forma integral com o antigo Tchamento em termos de princípios. O antigo Tchamento não é mais normativo pros cristãos, mas ele é totalmente didático pros cristãos. Se você quiser esse argumento já mais bem estabelecido, você volta
lá no nosso primeiro vídeo e assiste isso. No nosso segundo vídeo dessa série, a gente foi para textos muito importantes sobre o relacionamento do cristão com a lei. Nós olhamos pra expectativa que o Antigo Testamento tinha sobre si mesmo e deixamos claro que o próprio Antigo Testamento já qualificava de formas muito interessantes como os judeus se relacionavam com a lei. A gente viu já algumas rupturas dentro do próprio Antigo Testamento com a lei mudando em muitos momentos. a gente foi para textos proféticos sobre a nova aliança e que qualificavam um novo tipo de lugar da
lei nessa nova aliança. E olhamos pro livro de Hebreus e olhamos especificamente pro modo como Hebreus qualifica o nosso relacionamento com a lei, com a aliança mosaica e com o Antigo Testamento. Você quiser saber mais sobre esse assunto, você vai lá nesse segundo vídeo. Nesse segundo vídeo, a gente citou um outro vídeo mais antigo desse canal, que eu vou elencá-lo aqui logo, porque ele é importante, porque diante desses argumentos, muitos vão dizer: "Pastor Iago". Mas Jesus falou que não veio para acabar com a lei com os profetas. Ele não veio para destruir a lei, ele
não veio para cancelar a lei, para tá lá em Mateus 5, pastor Iago. O que aqui significa? Bom, temos um vídeo inteiro aqui no canal em que a gente discute Mateus 5 e mostra a partir do grego do texto e a partir do fluxo de argumentação de Mateus capítulo 5, 6 e 7, o que é que Jesus está falando sobre o seu relacionamento com o Antigo Testamento, que condiz muito perfeita com aquilo que a gente tá estabelecendo aqui. Se você quiser saber mais sobre isso, vai lá nesse vídeo. Além disso, há uma série paralela a
esta série sobre o nosso relacionamento com o povo judeu. também em três vídeos onde a gente discute se os judeus ainda estão debaixo da antiga aliança, se a antiga aliança ainda vigora para eles de algum modo, se a igreja ela é o novo Israel de Deus e por isso deveria seguir ali as leis de Israel de algum modo. Tudo isso aparece em três vídeos também que se você quiser saber mais sobre isso, você pode ir lá. Nenhum desses vídeos precisa ser visto agora antes de ver este outro. Você pode assistir esse vídeo completo e depois
voltar para esses outros vídeos, se você quiser a continuidade, a formação, as bases e outras implicações do argumento que a gente estabelece aqui. De modo que esse tipo de vídeo é antiem YouTube, né? Porque o YouTube quer que você já dê tudo logo, mastigado, rápido, pá pá pá, aquele negócio aqui. A gente constrói um universo de resposta olóic. Pô, tem um monte de vídeo aí para você aprender se você quiser. É um tipo de vídeo que tem pouquíssimo apelo, ainda mais quando a gente vai relacionando com outros vídeos, mas é é o que a gente
é o que a gente ama fazer nesse negócio aqui, né? É o que a gente gosta, é o que é o que queima no nosso coração e eu sei que queima no coração de muitos de vocês. Então, se você caiu aqui de paraquedas, eu sou o pastor Iago Martins. Esse é o dois dedos de teologia, o programa que dá nome a esse canal, onde a gente discute algum tema teológico a partir de toda a palavra de Deus. Hoje, no terceiro vídeo da série sobre nosso relacionamento com o antigo Tchamento, nós vamos olhar pro restante da
revelação do novo Tchamento. A gente vai olhar para vários textos de vários lugares da escritura e a gente vai tentar observar qual é o padrão que é estabelecido no relacionamento da gente com o Antigo Tchamento, não apenas o livro de Hebreus, mas também e outros livros do novo Tchamento, incluindo Evangelhos, incluindo epístolas paulinas. E a gente vai olhar para algumas implicações no fim disso tudo. Para esse vídeo não ficar gigante, provavelmente a gente não vai olhar para Gálatas nesse vídeo, que Gálatas é um livro muito importante. Provavelmente o próximo vídeo, quarto e último dessa série,
pelo menos do que eu planejei até aqui, vai ser um vídeo só olhando pra teologia de Gálatas. Mas aí a gente chega lá. Lembrando que esses vídeos mais parrudos chegam até você graças ao Instituto Chefer de Teologia e Cultura. Você pode estudar com a gente nossos cursos teológicos, se você quiser, seja num pacotão com todos os nossos cursos aí com mais de 60% de desconto ou nos outros cursos que você pode se inscrever à vontade. Nosso curso grego de missões, de teologia, nossa comunidade, a escola de teologia, tá tudo aí para você na descrição. Dito
isso, então oficialmente, simbora pro vídeo de hoje. [música] Vamos começar com os evangelhos. Os evangelhos não falam tanto sobre o relacionamento do cristão com o Antigo Testamento, porque os evangelhos assim, eles não desenvolvem temas teológicos de forma sistematizada. Os evangelhos existem para apresentar Jesus e o seu ministério, apresentar Jesus como Deus, como Senhor. E traz os fundamentos e as bases daquilo que a gente entende que é o evangelho. No entanto, a gente tem vários momentos nos evangelhos que nos dizem algumas coisas sobre o nosso relacionamento com a antiga aliança. A gente tem o texto Mateus
5, que é o mais famoso, mas a gente já fez um vídeo sobre isso, você pode ir lá dar uma olhada. A gente tem vários outros momentos em que Jesus usa o Antigo Testamento. Então, o uso de Jesus do Antigo Testamento é um uso extremamente robusto, seja no Sermão do Monte, em que ele adiciona a revelação e contradiz algumas expectativas do que é dito no Antigo Testamento. Alguns acreditam que no Sermão do Monte Jesus está simplesmente criticando as más interpretações judaicas do Antigo Testamento, mas Jesus está se opondo a coisas que foram estabelecidas na própria
lei mosaica e adicionando coisas novas que não estavam lá explícitas na lei mosaica. Você pode ir lá no nosso vídeo sobre Mateus 5 para você entender nosso argumento sobre isso. Mas em vários momentos Jesus usa o Antigo Testamento como um texto não só normativo, porque ele está falando a judeus que ainda estavam debaixo da antiga aliança. Então ele ordena coisas cerimoniais, como ofertar sacrifícios na sinagoga, por exemplo, mas também como princípios didáticos, né, importantes para todo aquele que quer viver a vida da fé. A dificuldade de observar o relacionamento com o Antigo Testamento, quando a
gente lê os Evangelhos, é que o Novo Testamento começa com a ressurreição de Jesus. Então, quando a gente lê o Novo Testamento, a gente começa com textos do Antigo Testamento, porque o Antigo Testamento, em tese, vai até a morte e ressurreição de Jesus. Quando Jesus volta e o Espírito Santo desce, que se inicia a nova aliança baseada no seu sangue. Até lá, a gente tem ainda velha aliança. Então, o relacionamento de Jesus com o Antigo Testamento, ele nem sempre vai se apresentar de forma muito normativa pra gente. A gente não vai, por exemplo, voltar a
ofertar sacrifícios ao sacerdote, se mostrar ao sacerdote e as várias outras coisas da lei judaica que ele ordena para quem tá ali. Mesmo assim, existem algumas rupturas, não é? no modo como a gente observa o Antigo Testamento. Muitas delas vão vir no sábado, mas aí vai ficar pro nosso vídeo sobre sábado, que só vai vir quando eu terminar essa esses vídeos sobre lei, né? Se você, se você é esperto e acompanha nosso canal, sabe que para discutir sábado a gente tá construindo todo um processo para chegar lá, discutir lei é a base para poder chegar
ali na parte do sábado. Mas além dos textos que a gente já tratou nos outros vídeos, tem dois textos nos evangelhos que chamam muita atenção do modo como expressam o relacionamento do cristão com antiga aliança. Um deles é Lucas 16:16, que diz justamente o seguinte: "A lei e os profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as boas novas do reino de Deus". Esse é um texto interessante porque Lucas vai estabelecer aqui uma divisão cronológica entre dois momentos. Há um momento de lei e profetas. A lei e os profetas profetizaram até João
aqui, cumprindo o seu ministério, cumprindo o seu ofício em João. Deste tempo em diante, que tempo? A partir de João, você não tem mais a lei e os profetas profetizando, você tem agora as boas novas do reino de Deus. É um texto que expressa um nível de ruptura. A lei e os profetas trabalharam até determinado momento. Lei e profetas era um termo que era muito usado para falar como etonímia de todo o Antigo Testamento. A lei e os profetas, a lei dos profetas era uma forma muito judaica de falar de toda a antiga aliança, de
todo o antigo testamento. Ou seja, o Antigo Testamento teve uma função até João Batista, que foi o último profeta da antiga aliança. Depois de João Batista, a gente entra nesse período de transição para a nova aliança com Jesus. E agora nós não temos mais a lei e os profetas profetizando. Agora nós temos as boas novas do rei. Alguns podem ler esse texto, entender. Não, não, não, não, não, pera aí. É porque ele não tá falando que a lei e os profetas pararam de exercer a sua função até João Batista, que eles profetizavam sobre João Batista.
Mas vê só, a lei e os profetas profetizavam sobre coisas para depois de João Batista. A lei e os profetas profetizaram sobre Jesus, que vinha depois de João Batista. A lei os profetas profetizam sobre estado milenar, sobre apocalipse, sobre fim dos tempos. A lei e os profetas falam sobre coisas que vêm depois de João. Então o que é que significa que eles profetizaram até João? Não é que eles só falaram sobre coisas que aconteceriam até João Batista, mas sim que eles só falaram até João Batista. Eles não continuaram profetizando depois disso. Os profetas do Novo
Testamento são uma outra coisa diferente da lei dos profetas do Antigo Testamento. De modo que aqui a gente tem a noção de um tipo de ruptura com o ministério do an da antiga aliança, da lei dos profetas, para no lugar disso vir agora a pregação das boas novas do reino de Deus que se expressa por meio de Jesus em um sinal muito claro de descontinuidade no nosso relacionamento com a antiga aliança. Um outro texto nos Evangelhos que eu acho muito, muito intrigante é João 1:17. João 1 é o meu texto favorito de toda a escritura.
João 1 é é o em termos de capítulo é meu capítulo favorito da Bíblia. Mas em João 1:17, eu vou começar a ler do 14, que eu acho que fica mais claro, vai dizer o seguinte: "E o verbo, que no caso Jesus, se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai". João dá testemunho a respeito dele e exclama: "Este é aquele a quem eu dizia: "Ele vem depois de mim, mas é mais importante do que eu, pois já existia antes de
mim. Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. Graça sobre graça. Aí o verso 17. Porque a lei foi dada por meio de Moisés. A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Esse porquê aqui tá explicando, não é uma questão que ele é anterior. Então pessoal, o que tá dizendo no verso 17 aqui? No verso 17 ele diz: "A lei foi dada por meio de Moisés". A galera gosta de dizer: "Não, porque a lei veio de Deus, a lei veio da mão de Deus. A Deus escreveu a lei
com seus próprios dedos. Beleza? Houve um intermediário pra lei. A lei foi dada por meio de Moisés. A graça e a verdade, que aqui tá em contraste com a lei, vieram por meio de Jesus Cristo. Então, existe uma diferença qualitativa muito poderosa. Enquanto a gente tem um homem, um humano, pecador imortal, entregando a lei da antiga aliança, nós temos Jesus Cristo, o próprio Deus imortal, entregando a graça e a verdade da nova aliança. Lei foi dada por meio de Moisés. Graça e verdade foram dadas por meio de Jesus. Vê só como essa ruptura é poderosa,
mas a gente tem que olhar para ela com cuidado. Existia graça e verdade no antigo Tchamento? Existia graça e verdade na antiga aliança? Sim. Do mesmo modo, a gente pode perguntar: "Existe lei que vem por meio de Jesus?" Sim, Thiago fala da lei de Cristo, por exemplo. A gente olha para Antigo Testamento, a gente sabe que existe graça também expressa na antiga aliança. Existe verdade. A lei de Deus não era uma mentira, existe verdade. No entanto, existe um nível de ruptura em que em termos de lei, a distância entre Antigo e Novo Testamento é a
distância entre Moisés e Jesus. Em termos de graça e verdade, a distância entre antiga aliança e nova aliança é a distância entre Moisés e Jesus. Ou seja, existe uma expressão de graça na nova aliança muito superior à expressão de graça da antiga aliança. Existe uma expressão de verdade na nova aliança muito superior a verdade da antiga aliança. É por isso que Hebreus 1 vai dizer que Jesus é o ápice da revelação. Anteriormente falava de muitas formas, de muitas maneiras, pelos profetas. Era gente pecadora e falha, tateando. Agora nós temos o auge da revelação, o pináculo
da revelação de Deus em Cristo Jesus. Ou seja, existe um nível de verdade que nos é expressa na nova aliança, que é muito superior à antiga aliança, assim como há um nível de graça na nova aliança, que é muito superior a antiga aliança. Da mesma forma, existe um sentido de lei na antiga aliança que parece ser superior à nova aliança, porque a antiga aliança é regida principalmente por lei. A nova aliança é regida muito mais por Cristo como mediador da atuação do espírito. Não que nós não tenhamos leis, temos leis, mas nós não temos um
vadmecum. Se você olha pro livro de Levítico, é um vadmecum, né? Lei, lei, lei, lei. As leis dos judeus. Quais são as, quantas leis tem do Novo Testamento? Nós não somos guiados por leis, nós somos guiados por Cristo. Esse Cristo nos dá leis. Existe uma lei em Jesus, mas o modo como nós nos relacionamos com essa lei é muito mais interior, muito mais principiológico, muito mais de uma transformação interna do coração que nos leva à obediência do que em uma busca para um tipo de vadmecum com incisos e alinhas, como parece muito o texto do
Antigo Testamento às vezes. Agora há mais aqui, porque essa declaração, a lei foi dada por meio de Moisés. A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo vem como um porquê de alguma coisa. Porque o quê? Ele vai falar: "Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça." Ou seja, baseado em termos recebido uma graça e uma verdade por meio de Jesus que é superior ao que foi dado por meio de Moisés. Por causa disso, todos nós temos recebido da plenitude daquele que é o verbo, temos recebido graça sobre graça.
O que é que significa isso, né? Graça sobre graça. Uma graça que tá por cima da graça, uma graça acima. O que é isso? Graça sobre graça, não é? No grego, esse sobre aqui é anti. Anti, certo? Se você for no lowida, anti é um marcador de uma relação de troca, é para, é no lugar de uma tradução então que tá mais de acordo com o domínio semântico diria graça no lugar de graça. Graça que substitui graça. Ou seja, o verso 17 justifica que a lei, que era um tipo de graça, também veio através de
Moisés, enquanto graça e verdade, uma outra graça veio por meio de Jesus. Ou seja, nós temos um tipo de plenitude de graça que se expressa em Cristo, que vem no lugar da graça inferior que estava expressa em Moisés. De novo, a gente concorda que existe graça no Antigo Testamento, porque o próprio texto tá dizendo isso quando fala que é graça no lugar de graça. É uma graça que substitui outra graça. A ideia é que já havia uma graça que era a lei dada por Moisés no Antigo Testamento. No entanto, o texto vai deixar claro pra
gente que existe uma graça melhor que vem por meio de Cristo, que substitui a graça anterior. Quando João diz graça no lugar de graça, graça que substitui graça, ele transmite a ideia de que nós temos uma graça diferente. Agora ele não fala que a anterior foi modificada, mas que chegou no lugar daquela que já havia. Ou seja, a graça que se expressa por meio de Jesus é uma graça que vem no lugar da graça que era expressa por meio da lei. Sim, Cristo substitui Moisés com uma graça muito melhor do que aquela graça que foi
dada por meio da lei mosaica. A graça de Cristo é maior, é melhor e vem no lugar anti ante vem no lugar da antiga graça. Nós não precisamos olhar para o antigo Testamento como se fosse um texto desgraçado, né? Não existe graça, não existe graça no claro que existe graça, mas a graça que se expressa por meio de Jesus é uma graça superior à graça que se expressa no Antigo Testamento e vem no lugar, vem em substituição daquela graça do Antigo Testamento. Agora, claro, como eu falei, os evangelhos não são o texto que mais discutem,
né, essas questões sobre o relacionamento com a antiga aliança. Nós temos vários outros textos que fazem isso. A maioria desses textos são epístolas paulinas. Se a gente olhar, por exemplo, para epístola aos Romanos, nós temos alguns textos que vão lidar com isso de forma muito direta, textos que vão ser interpretados pelos nossos colegas mais contínuos no nosso relacionamento com a lei, como textos que estão discutindo unicamente ou o legalismo ou a maldição do Antigo Testamento. Então, quando Paulo fala sobre a lei, ele não tá falando da aliança mosaica em si, ele tá falando sobre a
maldição da lei, ou então ele tá falando sobre o legalismo. Mas novamente, a gente não encontra novo tachamento Nomoso, não é? sendo usado para se referir exclusivamente ao legalismo, um relacionamento errado com a lei ou mesmo a más interpretações da lei ou exclusivamente a maldição que a lei expressa quando a gente peca. Mas é um termo que é usado para se referir à lei por si só. Aqui em Romanos 6, eu vou ler a partir do verso 11 para poder dar contexto, diz assim: "Ó da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para
Deus em Cristo Jesus. Portanto, não permitam que o pecado continue dominando seus corpos mortais, fazendo com que vocês obedeçam aos seus desejos. Não ofereçam os membros dos seus corpos ao pecado como instrumentos de injustiça. Antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida e ofereçam os membros dos seus corpos a ele como instrumento de justiça. Aí o verso 14 diz: "Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça". Veja, já existia graça na antiga aliança, mas a nova aliança expressa um tipo de graça qualitativamente
superior à graça que a lei expressava. A partir do verso 15, ele vai dizer assim, ó: "E então vamos pecar? Porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça de maneira nenhuma. Então, quando alguém que é mais apegado ao Antigo Testamento vai dizer: "Não, mas se a gente não tem lei, se não tem a lei do jamento, a gente peca a vontade, vai fazer o que quiser." Não, Paulo vai dizer: "Não, a gente não pega porque não tá debaixo da lei." Não, estão debaixo da lei, debaixo da graça. O que já deixa claro que
ele não tá falando da maldição da lei, né? Tá falando da lei como princípio e regra. Verso 16 vai dizer: "Não sabem que quando vocês oferecem alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem? Escravos do pecado que leva a morte ou a obediência que leva a justiça? Mas graças a Deus, porque embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração a forma de ensino que lhe foi transmitida. Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça. É um texto muito bonito. Estar debaixo da lei era estar debaixo
do domínio do pecado. Porque a lei é má? Não, mas porque nós somos pecadores. Nisso a lei não tinha a função de mudar o nosso interior. A lei simplesmente condenava, mostrava, escancarava o nosso pecado para que nós pudéssemos correr paraa graça em Cristo Jesus. Por que é que o pecado não nos domina hoje? justamente porque nós não estamos mais debaixo da lei. Paulo poderia ter dito, está debaixo da maldição da lei. Paulo poderia ter dito, está debaixo do legalismo. Mas Paulo claramente escolhe dizer debaixo da lei. Ou seja, a nova aliança, nós não estamos mais
debaixo da lei mosaica, estamos debaixo do quê? Da graça que se expressa por meio da pessoa de Cristo Jesus. Em Romanos 7, Paulo vai falar sobre qual era o estado do judeu debaixo da lei da antiga aliança, sem a expressão plena da graça que está em Cristo Jesus. Nós temos um vídeo aqui nesse canal inteiro só explicando Romanos 7 e em detalhes mostrando que Romano 7 não é sobre cristãos. Não é eu e você, o personagem de Romano 7. Não é Paulo falando dele na nova aliança, mas é Paulo falando do judeu, quem ele era
como um judeu debaixo da antiga aliança. Você pode ir lá nesse vídeo, se você quiser ter um exeg um pouco mais cuidadoso desse texto. Como eu já falei desse texto nesse vídeo, eu vou aqui passar mais rapidamente, mas o texto fala assim, ó: "Ou vocês não sabem, irmãos, pois falo aos que conhecem a lei, que a lei tem domínio sobre uma pessoa apenas enquanto ela está viva." Ou seja, aqui ele falando do nosso relacionamento com a antiga aliança, ele vai dizer que a lei, uma lei só funciona sobre mim se eu estiver vivo. Se eu
morrer, a lei não não me afeta mais. Eu morri. verso dois vai dizer, por exemplo, a mulher casada está ligada pela lei ao seu marido, enquanto ele vive, mas se o marido morrer, ela ficará livre da lei conjugal. Então, eu sou casado com minha mulher. Se minha mulher morrer, eu não tenho mais nenhum compromisso com essa lei, porque minha mulher morreu. De modo que será considerada adúltera, se enquanto o marido estiver vivo, ela se unir com outro homem. Mas se o marido morrer, ela estará livre da lei e não será adúltera se casar com o
outro homem. Então, a morte, não é? A partir do momento que eu morro ou o meu parceiro morre, eu não tenho mais como estar ligado àquela lei. Paulo vai dizer que a lei morreu? Não, Paulo vai dizer que a gente morreu. Nós somos o cônjuge que morreu, ou seja, nós não temos mais relacionamento com aquela lei. Verso 4 vai dizer assim: "Meus irmãos, também vocês morreram para a lei por meio do corpo de Cristo, para que pertençam a outro, a saber, a aquele que ressuscitou entre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus." Quando
nós encontramos Cristo Jesus, nós morremos. morremos para a lei. E uma vez que morremos para a lei, não estamos mais debaixo do compromisso daquela lei. Vê como o argumento de Paulo é muito claro, tentar mudar o sentido que de lei para legalismo não faz sentido, porque não é uma discussão sobre legalismo. Mudar que lei para a maldição do Antigo Testamento, quando você descumpre a lei, não é também o que tá sendo dito aqui. O argumento de Paulo é que nós, uma vez que encontramos Jesus na nova aliança, nós morremos. Nós entregamos a nossa vida para
Jesus. E nesta morte, nós não estamos mais sujeitos à lei da antiga aliança. Estamos livres. Assim como a viúva, assim como um homem que morreu, que não está mais ligado a nenhuma lei conjugal, nós morremos pra lei do Antigo Testamento. Por quê? Para que a gente possa pertencer a outro, pertencer a Cristo Jesus e frutificar em Cristo Jesus. verso 5. Porque quando vivíamos segundo a carne, que segundo a carne fica de acordo com aquilo que é humano, ligado ao que é pecaminoso, as paixões pecaminosas despertadas pela lei, operavam em nossos membros, a fim de frutificarem
para a morte. O que é que a lei fazia? A lei era boa, era. Mas a lei não tinha capacidade de nos transformar. A lei só tinha a capacidade de escancarar o nosso pecado. E por causa do nosso pecado, a lei às vezes incentivava o nosso pecado. Não por causa de algo errado na lei, mas por causa de algo errado em nós. Somos tão pecadores que a proibição de Deus nos gerava mais vontade de pecar. Por uma falha na lei, não. Por uma falha em nós. O que é que Deus faz? Nos dá outra coisa
muito mais poderosa do que a lei da antiga aliança. Ele nos mata para essa lei e nos dá uma nova vida em Cristo Jesus. Verso se diz: "Agora, porém, estamos livres da lei." Estamos livres da lei. Fomos libertos da lei, pois morremos para aquilo a que estávamos sujeitos. O quê? Sujeitos a quê? A lei. Para que sirvamos de maneira nova. A gente não serve da maneira antiga, que é em obediência aos ditâmes da lei, mas de uma maneira nova, como é? Segundo o espírito e não da maneira antiga, segundo a letra. Letra que fala da
antiga aliança, a letra da lei, né? Que foi escrita com dedo de Deus no Antigo Testamento, que foi expressa por meio de Moisés. Nós não seguimos mais da forma como os judeus seguiam, apegados à letra, tentando encontrar exatamente o mandamento, o certinho, e agora vou andar certinho. E não consegui andar certinho. Andamos agora de uma maneira nova, diferente do que os judeus faziam. Que maneira nova é essa? por meio do espírito. Esse espírito agora escreve essa lei nos nossos corações, uma lei superior, uma lei maior, melhor, agora expressa por meio da pessoa de Jesus, que
é diferente em muitos sentidos da lei do Antigo Testamento. E agora livres da lei e mortos pra lei, conseguimos viver uma nova lei em Cristo de forma espiritual, não agora por meio do apego à regra, mas agora por meio do poder do espírito que nos faz obedecer as regras, mas não mais da maneira antiga, da maneira meramente judaica, voltado simplesmente pra letra da revelação, mas voltado pro espírito que fala por meio dessa revelação. Mas à frente, em Romanos 10, Paulo vai dizer uma coisa também muito poderosa. Ele vai falar no verso 4ro, mas vou ler
o contexto para poder você pegar o argumento completo. vai dizer no verso 1 de Romanos 10: "Irmãos, o desejo do meu coração e minha súplica a Deus em favor deles, aqui no caso dos judeus, é para que sejam salvos, porque dou testemunho a favor deles de que tem zelo por Deus, porém não com entendimento. Desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça que vem de Deus, porque o fim da lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê." Aqui fim traz a ideia de alvo
e traz a ideia de completude. A lei se completa na pessoa de Cristo. A lei se concretiza na pessoa de Cristo para que na pessoa de Cristo a gente possa encontrar uma justiça que não foi encontrada na justiça própria dos judeus. Tem um livro muito bom chamado Continuidade Descontinuidade, editado pelo Fenberg. Fengber foi meu professor de um dos meus professores de mestrado. Ele me deu aula numa disciplina chamada continuidade descontinuidade. Em um dos capítulos, o livro diz o seguinte, ó. No contexto da teologia de Paulo, dizer que Cristo é o telos, no caso que o
fim da lei, é o mesmo que dizer que ele é o ponto culminante para a lei mosaica. Ele é seu objetivo no sentido de que a lei sempre preveu e esperou ansiosamente por Cristo. Mas ele é também o seu fim, visto que nele o cumprimento da lei encerra aquele período de tempo, quando a lei foi um elemento fundamental no plano de Deus. Isso é tão poderoso que no resto aqui do texto de no verso 5, ele vai dizer: "Ora, Moisés descreve assim a justiça que procede da lei". Opa, olha que coisa intrigante, porque ele tá
falando o quê? De uma justiça própria. Eles desconheceram a justiça de Deus, estabeleceram a própria justiça, uma justiça que procede da lei. A relação aqui que Paulo tá fazendo é muito, muito poderosa, tá? Ele tá tratando a justiça que procede da lei como uma justiça própria e como uma justiça que não vem de Deus. O texto de Paulo que é muito muito discontínuo. Ora, Moisés escreve assim: "A justiça que procede da lei. Aquele que observar os seus preceitos, por ele viverá. Mas a justiça que procede da fé". Afirma o seguinte: "Não pergunte seu coração: "Quem
subirá aos céus?" Isto é, para trazer Cristo lá do alto. Ou quem descerá o abismo, isto é, para levantar Cristo entre os mortos. Porém, o que se diz? A palavra está perto de você, na sua boca e no seu coração. Isto é, a palavra da fé que pregamos. Se com a boca você confessar Jesus como Senhor e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação. Ou seja, há uma clara descontinuidade entre lei
e fé. é uma descontinuidade entre coração e lei, de modo que a justiça que provém de Jesus é uma justiça que é para todo aquele que crê que tem fé, enquanto a justiça que procede da lei é uma justiça incapaz de gerar transformação real. De modo que aqueles que se apegaram à justiça da lei ignoraram a justiça de Deus expressa em Cristo Jesus. Não porque a lei é injusta, mas porque esta lei expõe a nossa injustiça, nos torna incapazes, nos faz apegados a uma justiça própria e deveria nos apontar para uma justiça que tá para
além de nós. Aqueles que não foram pro fim da lei, pro telos, pro alvo e então a consumação desta lei, não encontraram justiça genuína, mesmo tentando seguir todo o Antigo Testamento. Romanos é pesado, mas não só Romanos, tá? Outras passagens paulinas também deixam isso muito claro, como Primeira Coríntios. Primeira Coríntios, gente, é um texto assim que para mim é muito forte, é muito pesado. Há um livro que a gente publicou que fala muito sobre Primeira Coríntios chamado O fim da lei do Jason Myers. É um livro que a gente publicou, você consegue, ele ainda tá
disponível em português. Tem umas últimas unidades aí ainda, eu acho, lá na distribuidora Plenitude. Vou pedir para colocar o link aí na descrição, se você quiser olhar. Ele vai discutir bastante os textos de Coríntios e pelo menos três passagens nas epístolas aos Coríntios são muito fundamentais pra gente entender nosso relacionamento com antigo Testamento. Um deles para mim é muito muito claro, muito pungente é Primeiro Coríntios 9. 20 a 21. Vou ler a partir do verso 19, tá? Paulo vai dizer assim, ó. Porque sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o
maior número possível. Então Paulo tá dizendo: "Eu quero pregar o evangelho, quero servir as pessoas." E para poder pregar o evangelho e servir as pessoas, eu eu me adaptei aos ambientes que eu estava. Para os judeus, fiz-me como judeu, a fim de ganhar os judeus. Legal. Aí ele vai dizer: "Para os que vivem sob o regime da lei, fiz-me", né? Então ele se fez, não fiz-me como se eu mesmo assim vivesse para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora eu não esteja debaixo da lei. Veja, Paulo tá falando de estar debaixo da lei como
está debaixo da maldição da lei. Não, Paulo não está falando aqui sobre estar debaixo da maldição da lei. Ele tá falando sobre seguir a lei, obedecer a lei. Então existe aqueles que vivem sobre o regime da lei. Paulo agia como se vivesse nesse regime, mas ele deixa claro, ele não está nesse regime. Paulo não está debaixo da lei. E ele vai dizer aos sem lei, aos que não tm lei, então aqui tá falando de gentios, né? Aos sem lei, como se o mesmo fosse. Aí ele vai dizer: "Não estando sem lei para com Deus". Aí
você diz: "Ah, Paulo, lei mosaica, Antigo Testamento". Ele vai dizer: "Não, ao sem lei, agir como se eu mesmo não tivesse lei. Embora eu não esteja sem lei para com Deus, mas baixo da lei de Cristo para ganhar os que vivem fora do regime da lei." Paulo tá criando uma clara ruptura entre a lei de mosaica, a lei do Antigo Testamento, e a lei de Cristo, como duas leis diferentes. Paulo se vê como alguém que não está debaixo da lei do Antigo Testamento. Ele fala isso com clareza. Ele não está debaixo do regime da lei.
Não é uma linguagem paraa maldição da lei, mas é a lei de forma integral, completa, total. E ele diz que agora ele tá debaixo de uma lei. Que lei é essa? Não é a lei mosaica, é a lei de Cristo. É uma nova lei que vem de um novo lugar que não sai do Sinai, sai de Sião. E esta lei que ele segue. Infelizmente, a resposta não é que é dada pelos colegas mais reformados é que aqui não, aqui ele tá falando exclusivamente da lei cerimonial. Cerimonial. Calvino vai dizer isso, tá? Eu pegue uma sensação
de Calvino aqui quando ele comenta Primeiro Coríntios, ele fala assim: "Quando diz que procedia como se vivesse sem lei e como se estivesse debaixo da lei, devemos compreender que ele está se referindo somente à lei cerimonial. Porquanto a lei moral era comum tanto a gentios quanto aos judeus. E Paulo não pretendia agradar aos homens até este ponto, pois este princípio só se aplica às coisas indiferentes, como já dissemos previamente. Ou seja, para Calvino, como Paulo não ia sair pecando, né? Ah, vou sair pecando, tal, ele tava lidando só com lei cerimonial. Agora se dizer, isso
significava que Paulo ia quebrar o sábado? Possivelmente Paulo não ia guardar o sábado estando com os gentios, porque ele ia agir como não estando debaixo da lei. Porque Paulo não tá criando nenhuma divisão entre a lei, que ele tá falando da lei de forma completa. Ele não tá debaixo da lei. Ele tem uma outra lei que agora é a lei de Cristo. É uma é uma é uma mera implicação que Calvina aqui vai fazer para poder fazer o texto ser coerente com a sua teologia. Ao invés de adaptar sua teologia ao texto, ele vai adaptar
o texto à teologia. Ele vai criar essa implicação de que Paulo aqui tá falando exclusivamente da lei cerimonial de mais nada. Mas veja só, Paulo fala da lei de forma completa aqui. A lei mosaica, ela tem que ser entendida como um todo. Paulo afirma que não tá debaixo da lei mosaica por completo. Iago, mas está debaixo da lei. Pode significar está debaixo da maldição da lei. Não tem isso no texto também. Seria ilógico Paulo se colocar debaixo da maldição da lei para pregar o s debaixo da maldição da lei. Por outro lado, sendo livre em
Cristo, ele pode se colocar debaixo da lei mosaica, sabendo que ela não tem mais importância alguma para que ele possa então pregar para aqueles que estão debaixo da lei mosaica, seguindo os preceitos mosaicos. fora desse ambiente, ele se livra dos preceitos mosaicos e agora vive sem lei, mas obedecendo a lei de Cristo, que não é a lei mosaica. Para ele, não é? Está debaixo da lei de Cristo, significa que basicamente está sem lei, né? Quando você compara com o Antigo Testamento. Outra passagem muito muito chamativa é Primeira Coríntios 15, os versos 5, 6 e 57,
em que ele vai dizer o seguinte: "O aguilhão da morte é o pecado." Aguilhão é o que é usado para ali ferir, né? O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a lei. Então o pecado tem uma força que é a lei, certo? A lei é a força do pecado, certo? Lembra disso? A lei é a força do pecado. Onde é que o pecado encontra a força? Na lei. Eago, que coisa horrorosa. Como é que Paulo diz um negócio desse? Pessoal, a lei tinha a função justamente de evidenciar o nosso
pecado, mostrar o tamanho do nosso pecado, mostrar a nossa incapacidade de obedecer a Deus. A função da lei mosaica não era nos redimir. A função da lei mosaica era só escancarar quão ruim nós somos. Por isso, a força do pecado é a lei. A lei aqui é a força do aguilhão da morte. Graças a Deus, Paulo vai dizer que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Como é que a gente vence a morte? Não é por meio da lei, porque a lei é a força do pecado. Nós temos vitória por meio
da obra do Senhor Jesus Cristo. O que evidencia muito claramente como Paulo interpretava e via, não é, a lei da antiga aliança. Em segunda Coríntios 3, Paulo vai falar de forma um pouco mais explícita sobre o Antigo Testamento. E ele vai dizer a partir do versículo 3: "Vocês manifestam que são carta de Cristo produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o espírito do Deus vivo." Aqui é interessante porque eu li alguns comentários de vocês aqui nos outros vídeos dizendo: "Iago, você perdeu um ponto, é que os 10 mandamentos não são aliança mosaica,
porque são textos escritos pelo próprio dedo de Deus em tábuas de pedra". Pois é, Paulo vai comentar isso e Paulo vai dizer o seguinte, que aqueles cristãos são carta, aqueles irmãos são cartas, certo? Que foram escritas com o espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. Para Paulo, existe uma inferioridade naquela revelação que foi escrita pelo dedo de Deus em pedra. é que agora nós temos uma uma revelação que foi escrita por meio do espírito no coração, o que é muito superior, é qualitativamente muito superior.
É por meio de Cristo Jesus que temos tal confiança em Deus. Não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa como se partisse de nós. Pelo contrário, a nossa capacidade vem de Deus, o qual nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não de letra, mas do espírito. Essa nova aliança não é a aliança da letra escrita na pedra, é uma aliança que é escrita pelo Espírito de Deus. Porque a letra mata, mas o espírito vivifica. Aliança que foi escrita pelo dedo de Deus na pedra mata. Aliança que foi escrita pelo dedo
de Deus na pedra mata. Os 10 mandamentos matam. É isso que Paulo tá dizendo aqui. O decálogo mata aquilo mata. É uma aliança de pedra. O que nos vivifica é uma outra aliança. É uma aliança que vem pelo espírito. Aí o verso sete, para terminar aqui o papô, ele vai dizer: "E se o ministério da morte gravado com letras em pedra?" Olha isso, o ministério da morte gravado em letras de pedra. Paulo está chamando os 10 mandamentos de ministério da morte. Você tá entendendo? Não sou eu que tô dizendo. Paulo tá chamando os 10 mandamentos
de ministério da morte. Porque a revelação do Antigo Testamento que foi gravada em pedra não foi o Levítico. O que foi gravado em pedra foi os 10 mandamentos. Tanto que agora ele vai falar de forma muito explícita da revelação dos 10 mandamentos. E se o ministério da morte gravado com letras em pedra se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fixar os olhos na face de Moisés por causa da glória do seu rosto, ainda que fosse uma glória que estava desaparecendo. Quando foi que isso aconteceu? Na revelação dos 10 mandamentos.
Ele está falando dos 10 mandamentos. Como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque se o ministério da condenação, é isso que Paulo vai dizer sobre os 10 mandamentos, porque se o ministério da condenação teve glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça, pois neste particular o que era glorioso já não tem mais glória diante da glória atual, que é muito maior. Ou seja, houve uma glória nos 10 mandamentos, houve uma glória no decalo. Essa glória não existe mais, assim como o rosto de Moisés, que brilhou e não brilha mais,
a glória agora está na obra que é revelada em Jesus. Porque se o que estava desaparecendo teve a sua glória, muito mais glória tem o que é permanente. O que é que estava desaparecendo? A relação aqui é do rosto de Moisés com a revelação nas pedras. Os 10 mandamentos estavam desaparecendo. A glória dos 10 mandamentos estava desaparecendo. Agora nós temos uma glória muito maior que é permanente, que é o que vem em Cristo Jesus. Tendo, pois tal esperança, agimos com muita ousadia. É um texto muito pesado mesmo, muito forte, mas muito importante pra gente entender
o nosso relacionamento com antigo Testamento. Bom, tem pelo menos mais dois textos de Paulo aqui que vale a pena a gente observar antes de encerrar esse vídeo. Um deles é Efésios 2:15. Efésios 2:15 é um texto que eu gosto muito porque ele vai qualificar de forma muito clara o modo como nós nos relacionamos com a lei. Efésios 2:15 vai dizer: "Cristo aboliu a lei dos mandamentos na forma de ordenança". É o que tá escrito aqui. Aboliu a lei dos mandamentos na forma de ordenança. Se a gente abrir aqui o grego, a gente vai ter aqui
catargue, significa tornar ineficaz o poder ou a força de algo. A ideia é invalidar, abolir, fazer com que não funcione, segundo lowida. Então é cartagesas nom. Nomon, que é nomos é nomos vem lei, certo? Então a gente tem tonon. Entolon vem de entolé, significa aquilo que é ordenado com autoridade, mandamento, ordem. Então a gente tem dogma vem de dogma significa uma regra formalizada ou um conjunto de regras que prescreve o que as pessoas devem fazer. Lei, decreto, regra. Para mim, esse é o texto que define o modo como a gente tem colocado todas essas questões
aqui nesses vídeos. A lei foi abolida? Bom, o texto, o texto aqui de Efésios 2 vai dizer que sim, mas como ela foi abolida? A lei foi abolida, foi tornada ineficaz, a lei foi tornada sem força, ela foi invalidada, ela não funciona. A lei foi abolida como foi abolida como um mandamento de decreto, foi abolida como uma ordem de regra. A lei não foi abolida em sua completude de existência, mas no sentido de uma regra, ela foi abolida em sentido de decreto, não é? Como lei de fato, ela deixa de ser lei para nós. Por
isso que a gente diz a lei, ela não foi abolida no seu sentido didático, ela foi abolida no seu sentido normativo. Efésios 2:15 é o texto que a gente usa justamente para observar isso. Cristo aboliu a lei dos mandamentos na forma de ordenanças. É a forma de dizer a lei foi abolida como norma. Ela só é seguida agora como princípio. E um outro texto que é Colossenses 2 16 a 17, onde diz: "Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou a celebração das
luas novas ou dos dias de sábado." Estas coisas são sombras do que haveria de vir. A realidade, porém, encontra-se em Cristo. Primeiro, não podia ser maldição da lei, porque Cristo não seria amaldiçoado pela desobediência. Em segundo, não pode ser simplesmente leis ah cerimoniais, porque ele tá falando dos sábados. E os sábados, não é, existem desde os 10 mandamentos. Quando ele diz dias de sábados, ele tá incluindo os 10 mandamentos. Ele tá incluindo o sábado, que era um dia de semana, tá? Uma vez por semana, o Shabá. Aqui ele inclui o Shabá e os outros sábados
que existiam na cultura judaica, alguns tentam excluir, né? Tem um plural, então tem que excluir aqui o sábado. Não, ele tá incluindo os sábados. Ele tá falando os sábados. São os sábados. Não podemos ser julgados pelos sábados. Isso inclui qualquer sábado que a gente se relacionaria. Por quê? Porque o sábado, porque a festividade, a celebração das luas, comidas puras ou impuras eram sombra do que haveria de vir. Certo, amigos adventistas? Comidas puras e impuras, sábados eram sombras do que haveria de vir. A realidade, porém, encontra-se em Cristo. Então, a gente não segue mais sábados, nenhum
tipo de sábado. A gente não segue mais comidas puras e impuras. A gente não celebra mais nenhuma festa judaica, porque aquilo era sombra e só sombra. Mas você diz, Iago, mas aí como é que a gente usa o Antigo Testamento? E aí, então, meu Deus, e agora? O que é isso? Bom, no próximo vídeo, que vai ser o último do que eu tenho planejado, aí depois disso talvez eu faço algum vídeo de resposta, alguém que fez alguma consideração interessante. Eu vou discutir Gálatas, o que que a teologia de Gálatas tem a dizer sobre o nosso
relacionamento com a lei. Vou olhar pra primeira Timóteo, pra gente discutir como a gente olha e enxerga e se relaciona com essa lei. E vou tentar discutir sobre a lei de Cristo, o que é isso? Como é que a gente lida com ela de algum modo, você gosta desse tipo de conteúdo um pouco mais esparrudo, um pouco mais de discutir temas teológicos? Não deixa de se inscrever no canal e se quiser verá nosso aluno lá no Instituto Chefe. Deixa aí seu comentário, seu gostei, sinas notificações que sempre nos ajuda a manter o canal relevante. Um
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