àčàžź [MĂșsica] [MĂșsica] [MĂșsica] [MĂșsica] Salve salve famĂlia, bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor, quem vai apresentar comigo aqui Ă© o famoso matador de onça, SergĂŁo. Tudo bom SergĂŁo? E aĂ cara, Berranteiro, nĂ©, que o pessoal fal SergĂŁo berranteiro, obrigado pela moral. Obrigado por vir aĂ vocĂȘ pelo convite aĂ, cara. Hoje, hoje vai ser uma mesa assim composta de gente, de pessoas inteligentes e eu, nĂ©? Tem o Miguel Nicoleles, boa noite, muito obrigado pelo convite. Muito obrigado por vir, cara. E o Ălvaro Machado Dias, mais uma vez aqui com muita satisfação e tomando
um vinho de qualidade. Ah, sim. Então, vamos daqui a pouco Estrear. Até queria começar agradecendo aqui o Leandro que Mera Vinhos, que é onde eu compro meus vinhos, que mandou esse vinho para nós, que eu sei que é muito bom. Emiliano, primeira linha que a gente vai tomar com muito prazer. Primeira vez mandou pensando no no no Miguel, que ele é fã do Miguel, né? à lógico, pensando na gente que não é mandar nada, né? Mas ele mandou um caprichado e é onde eu compro os meus vinhos que eu recomendo Todo mundo que compre também
porque os melhores meras vinhos Ă© Ă© lĂĄ que eu compro melhor preço. Bom, muito obrigado a todos vocĂȘs por estarem aqui. Mas deixa eu começar falando tambĂ©m dos do patrocinador de hoje que Ă© a Insider, que Ă© quem fabrica essa camisa aqui que eu tĂŽ usando agora, que Ă© um tecido tecnolĂłgico assim, que tem um caimento de muito incrĂvel no corpo. E vocĂȘ tambĂ©m pode ter essa Camisa aĂ, que inclusive, Ăł, vamos fazer aqui, serĂŁo, segura essa camisa aqui, Ăł. Ess aqui, Ăł. Essa aqui, que que tu acha desse pano aĂ? Fala para mim. Maneiro,
nĂ©? Maneirinho. Ă legal, nĂ©? DĂĄ para usar, nĂ©? E esse aqui? Esse Ă© o tecido, nĂ©, cara? Esse daĂ Ă© o tecido tecnolĂłgico, cara. Ă a tech tshirt da Insider. Ă Sensacional, cara. NĂŁo esquenta, nĂŁo precisa passar. VocĂȘ bota para lavar, depois tu coloca ela no cabide lĂĄ, jĂĄ era. NĂŁo gera cheiro. Foi testado isso aqui que nĂłs ficamos um dia inteiro usando e ninguĂ©m reclamou, entĂŁo tĂĄ comprovado. Fica dando para dentro, mas sĂł tem uma rueca da ensai. Tem cueca da Insider, cara? Eu tenho. O saco fica cheirosinho. O negĂłcio Ă© de verdade. Ă
de verdade. Ă a Testa que Ă© bom. Bom, toma aqui uma camisa pr vocĂȘ, Miguel. Muito obrigado. Fica de presente. E essa daqui Ă© do Ălvaro. Obrigado. Obrigado. VocĂȘ nĂŁo, SajĂŁo. NĂŁo, eu nĂŁo. A Insider nĂŁo. Eu sempre agradeço a Insider porque a Insider faz camiseta pro meu tamanho, cara. EntĂŁo isso aĂ Ă© demais. NĂŁo, no Brasil isso aĂ Ă© isso. Ă mesmo Porque Ă© um desrespeito nĂŁo fazer os tamanhos. Ă, nĂŁo faz. EntĂŁo, mas a Insider faz. Um salve para Insider. EntĂŁo entra lĂĄ em insiderstore.com.br e tem cupom, GenzĂŁo, tem flow. O cupom Ă©
flow, que vocĂȘ ganha 12% de desconto na tua compra lĂĄ. EntĂŁo, mais uma vez, entra lĂĄ em ciderstore.com.br, usa o cupom flow, vocĂȘ vai ter 12% de desconto e vai poder desfrutar de um tecido tecnolĂłgico sinistro, todo mundo Curte. Tenho certeza que o Miguel vai curtir tambĂ©m. TecnolĂłgica com ele, nĂ©? E tem, antes de começar, mandar um salve pra galera do CiĂȘncia Sem Fim, nĂ©? Porque tĂĄ simultĂąneo lĂĄ no CiĂȘncia sem fim. EntĂŁo, salve salve aĂ, amigos da ciĂȘncia em todo mundo aĂ. Hoje nĂłs estamos aqui no flow, vai ser simultando. Salve salve amigos da
ciĂȘncia, Ă isso aĂ. Bom, tem uma, tem um emblema hoje tambĂ©m, nĂ©, JezĂŁo? CadĂȘ? Caraca, ficou maneiro isso daĂ, hein? Ă. Uau. Ălvaro tĂĄ um pouco mais jovem, com todo respeito. NĂŁo, tĂĄ uma mentira grande aĂ, nĂ©? Cortaram os 20 anos da minha idade. SĂł fou meu bonĂ©, nĂ©? Esse bonĂ© aĂ nĂŁo devia nem existir. Mas eu falei para vocĂȘ em sua homenagem, eu quando eu vi seus lives antes do jogo, nĂ©, na final da Libertadores, eu Pensei: "Se um dia eu for falar no Flow, eu vou fazer questĂŁo de debater o fenĂŽmeno meteorolĂłgico do
Minuano de Montevidel". Então eu nunca imaginei que eu teria a oportunidade de repetir isso, né? A sua presença, mas muito obrigado. Foram noites muito agradåveis. Pós jogo. Pós jogo. Para mim foi uma, tu não sabe, cara. No dia do, a gente foi, a gente não conseguiu, eh, as passagens para ir para Montevidel, eh, elas estavam esgotadas e só tinha uns voos que iam pro Panamå e depois é depois iam para mim. à porque o Panamå tå na rota, né? Tå na rota para caraca. Muito na rota. Parece o Înibus na minha época de escola, né?
EntĂŁo, saĂa de Moema, ia pra Moca e depois chegava na Avenida 23 de ma. InaitĂĄvel. EntĂŁo, aĂ aĂ esses voos, eles ainda por cima estavam muito caros e a Gente tinha com uma galera, entĂŁo a gente acabou fretando um voo. AĂ foi todo mundo, aĂ a gente Ă©, aĂ fomos, aĂ aconteceu o que aconteceu e na volta a NĂŁo vamos nem entrar nos detalhes porque Ă© melhor nĂŁo, o jogo foi sĂł o detalhe no final, porque a histĂłria sai aĂ, cara, na volta a gente o o atrasou para caramba a partida porque tinha muito voo
fretado lĂĄ e nĂŁo Ă© exatamente aeroporto enorme. AĂ muitos voos na nossa frente, a gente Teve que ficar esperando na salinha lĂĄ. AĂ, eu tava deitado tentando dormir na salinha lĂĄ e passando, acho que era o Sport Center, uma reprise infinita de como foi o jogo e o e os gols do Palmeiras. Eu ouvindo aquilo a noite inteira, eu querendo dormir, eu nĂŁo conseguia, cara. Ah, e os meus amigos uruguaios telefonando, cientistas que me conhecem, nĂ©, hĂĄ muito tempo, nĂ©, falando assim: "O que vocĂȘs fizeram aqui? VocĂȘs vĂŁo embora? VocĂȘs decidiram ficar, nĂŁo fiquem, vĂŁo
embora." para mim foi, foi sensacional, nĂ©? Para alguns, paraa maioria nĂŁo foi muito verdade, mas foi foi o Minuano de Montevidel, que Ă© um fenĂŽmeno conhecido. Como eu foi um um cronista esportivo aqui, que eu chamo de lĂngua ball aqui no Brasil que disse que a torcida do Palmeiras cantou mais porque o vento impediu o som, nĂ©, da torcida do Flamengo reverberar. E aĂ eu fui conversar com meus amigos fĂsicos, nĂ©, da onde vinha esse novo fenĂŽmeno, nĂ©, criado pelo terraplanista da bola. Ei soube explicar. Eu conheço bons fĂsicos tambĂ©m nĂŁo sei explicar. TambĂ©m nĂŁo
sei explicar. Bom, eh, o para vocĂȘ resgatar esse emblema aĂ Ă© sĂł vocĂȘ entrar em nv99.com.br/resgatar e usar o cĂłdigo muito Q envolvido, tĂĄ bom? Eh, vocĂȘ Ă© totalmente de graça, sĂł precisa ter um perfil lĂĄ na plataforma, TĂĄ bom? Mas sĂł vai ficar disponĂvel pelas prĂłximas 24 horas, depois ele vai desaparecer. EntĂŁo, se eu fosse vocĂȘ, eu ia lĂĄ e resgatava isso de uma vez. TĂĄ bom? Eh, basicamente isso. Tem mais alguma coisinha? Ă isso, cara. Bom, mais uma vez muito obrigado ter todos vocĂȘs aqui. Eu me sinto burro na presença de vocĂȘs, mas,
cara, eh, vocĂȘs dois tĂŁo tĂŁo estudando uma parada que Ă© incrĂvel, que ninguĂ©m sabe direito como funciona, que Ă© o CĂ©rebro. E cara, vocĂȘ jĂĄ fez coisas incrĂveis assim nesse campo. Eh, teve aquele lance do do exoesqueleto na Copa do Mundo, nĂŁo Ă©? Teve um lance, acho que em 2013 do Tu conectou uns ratinhos, nĂŁo foi? Car, interface cĂ©rebro, cĂ©rebro, cara. Isso Ă© incrĂvel. Esse e tem o que que tem de mais incrĂvel? Que que falta de de coisa incrĂvel? Ă, nĂŁo Ă© curioso porque eu brinquei uma vez, eu eu fui convidado uma vez para
falar em Pequim, Na Convenção Mundial dos Escritores de Ficção CientĂfica.ĂĂŁ, entĂŁo imagina sĂł escritor ficção cientĂfica, nĂ©? Antes de mim falou o cara que foi o premio Nobel do grafeno. Sensacional, nĂ©? Eu fiquei olvendo o que o cara fez e um moço, nĂ©? Um rapaz 40 e poucos anos. E aĂ eu fui mostrar a interface, as interfaces, diferentes modalidades de interface que a gente criou, nĂ©? cĂ©rebro, cĂ©rebro, a coisa chamada Brainnet, que Ă© uma uma rede de colaboradores, de cĂ©rebros que colaboram em tempo real, nĂ©? EntĂŁo nĂłs mostramos sim em animais de experimentação, em seres
humanos, tal, e mostrei o egos esqueleto, nĂ©? Terminou a palestra, veio um escritor inglĂȘs para mim e falou: "Asim, assim Ă© assim Ă© sacanagem". Falei: "Por quĂȘ?" "Porque vocĂȘ tĂĄ tirando emprego da gente?" Porque como que nĂłs vamos tem que inventar, FazerĂŁo cientĂfica do cĂ©rebro nesse sentido? Foi o maior elogio que eu recebi, porque Ă© um cara que eu conheço que eu, nĂ©? Eh, e o interessante Ă© que eles ficaram, os escritores de ficção cientĂfica nĂŁo sabiam quĂŁo eh desenvolvida essa era era, nĂ©? Eles nĂŁo tinham noção. E de repente, porque vocĂȘ deve ter notado
isso, quando a gente tava crescendo, pelo menos a minha geração, o espaço era o foco da ficção cientĂfica, NĂ©? Muita gente queria ser astronut, astronal. Arthur Clark, Isaac ZimĂł, Kurt Vanegan, nĂ©? Imagine, eu tava lendo quando era moleque ir para uma das luas de 2001 de certo espaço. Sim. E e bom, sĂł que o o espaço continua sendo fascinante, nĂŁo hĂĄ dĂșvida nenhuma. SĂł que mais recentemente o cĂ©rebro passou a ser o foco de muita ficção cientĂfica, porque as pessoas começaram A se dar conta que esse Ă© o Ă© o barato que eu eu gosto
de chamar o verdadeiro criador de tudo, nĂ©? Porque toda a histĂłria da civilização humana depende do que a gente carrega entre as duas orelhas e nĂŁo dĂĄ valor a isso, nĂ©? EntĂŁo, Ă© um universo que existe aqui fora, que nĂłs apreciamos, mas a Ășnica versĂŁo real, a Ășnica versĂŁo apreciĂĄvel do que existe aqui fora Ă© o que isto aqui cria para nĂłs, nĂ©? EntĂŁo, Ă© assim, a percepção que a gente tem Isso aqui depende do que tĂĄ aqui dentro. Ex. Ă, eu encontrei muita gente ao longo da minha carreira, nĂ©, que gente que eu admiro
profundamente, eh, fĂsicos, nĂ©, e eu chegava para eles e falava: "NĂŁo, tudo bem, nĂłs conhecemos 5% que tĂĄ aqui, Ă© o que a gente consegue descrever matematicamente, nĂ©, modelos, tal". Uhum. Mas na realidade o que a gente cria coletivamente com a mente humana Ă© a melhor aproximação possĂvel do universo que nĂłs vamos ter, nĂ©? EntĂŁo se Aparecer o Dr. Spock um dia desses aĂ, ele provavelmente vai contar uma outra histĂłria. Ele vai descrever o universo de uma outra maneira, porque o que tĂĄ aqui dele evoluiu de uma maneira diferente, nĂ©? EntĂŁo Ă© muito fascinante vocĂȘ
como neurocientista hoje poder conversar, né, coloquialmente sobre uma årea que é muito jovem, ela não tem 150 anos. Sim. Eh, o foco do teu trabalho é, me corrig se eu tiver errado, mas eh tem a ver com integrar o cérebro a måquinas. Na realidade, o meu o foco mesmo da minha carreira toda foi estudar como grandes populaçÔes de células do cérebro codificam informação. Aà eu descobri que não existe um código neural, como me disseram na na quando eu fui fazer meu PhD. E aà para poder estudar como populaçÔes de neurÎnios operam normalmente, eu decidi, eu
com o meu orientador John Chaping, que acabou de falecer, infelizmente, falamos: "NĂŁo, nĂłs vamos fazer o seguinte, nĂłs vamos Ligar o cĂ©rebro a mĂĄquinas porque as mĂĄquinas a gente controla". EntĂŁo, nĂłs controlamos o que vem do cĂ©rebro pra mĂĄquina e o que a mĂĄquina devolve pro cĂ©rebro e acabou sendo uma manipulação, um novo aparato experimental que nos ofereceu, Ă© como criar um telescĂłpio diferente. E de repente todos os dogmas de o quĂȘ? 80 anos da neurociĂȘncia começaram a cair por terra um por um um por um. Interessante, cara. Ă. E mas a gente precisou ligar
o cĂ©rebro mĂĄquinas para poder ver isso, nĂ©? Isso porque foi aĂ que vocĂȘs perceberam que os pulsos elĂ©tricos, o cĂ©rebro tinha esse pulso. AtĂ© entĂŁo nĂŁo era nĂŁo era conhecido. NĂŁo, a gente conhecia os pulsos. Mas veja bem, quando eu era pĂłstdoc 89, 99% do dos neurocientistas tinham registrado apenas um neurĂŽnio de cada vez. E tinham registrados sinais elĂ©tricos de Uma uma nĂłs temos 86 bilhĂ”es, tĂĄ? NĂłs temos tantas cĂ©lulas aqui dentro como existem galĂĄxias aqui em cima, tĂĄ? E eu fui pra FiladĂ©lphia, que Ă© uma histĂłria mais maluca, Ă© uma das histĂłrias malucas da
minha vida, porque um louco ligou pra faculdade de medicina, porque eu mandei 52 cartas para fazer postdoc, 50 rejeiçÔes. AĂ eu recebi uma carta de um caranaĂ aĂ, que era um herĂłi meu desde desde medicina, Gordon Shepard, e a carta de um Desconhecido chamado John Chapen. E eu pus o respondi, nĂ©, pus o meu nĂșmero lĂĄ de telefone, nunca imaginei que eu vi. Um dia eu tĂŽ fazendo um experimento aqui na USP, aqui na Dr. Ronaldo. Uma secretĂĄria do departamento falou: "Olha, tem um maluco no telefone, a Ășnica coisa que eu consigo entender dele Ă©
o seu nome, eu vou desligar". Eu falei: "Não, vamos ver quem é, né? Vai saber". Veja bem, o cara tinha que passar pelo PABX, porque a faculdade da medicina na época Tinha um PABX e que dava o ramal dos lugares. Eu não sei muita gente que tå ouvindo, a gente não sabe nem o que que é um PBX, nem sabe o que é PBX. Era uma mulher que conectava o telefone no ramal, né? E eu fico imaginando até hoje, são 40 anos quase, como é que o John passou pelo PBX, mas ele passou. Aà eu
peguei o telefone, ele Miguel, eu falei: "Yes". AĂ ele falou: "Aqui Ă© o John John Shaping, li sua carta, vem para cĂĄ que Eu quero te empregar". Eu falei: "NĂŁo, nĂŁo Ă© possĂvel". 50 rejeiçÔes. Um cara da PhiladĂ©lphia que nĂŁo era um cara conhecido na Ă©poca, ficou muito depois conhecido, nĂ©? E o que ele queria fazer era registrar 100 neurĂŽnios simultaneamente. Caramba. E nĂłs somos os dois primeiros seres humanos. Eu nunca vou esquecer essa noite. Eh, nĂłs vimos 50 juntos. Caramba, que demais. Ă, nĂłs operamos, criamos tudo. AtĂ© entĂŁo a gente sĂł tinha conseguido ver
um. Um. EntĂŁo, imagina vocĂȘ ouve um coral de uma voz e de repente vocĂȘ entra na sala SĂŁo Paulo pela primeira vez e ouve 50 vozes do coral cantando ao mesmo tempo. E nĂŁo era sĂł isso, era em diferentes regiĂ”es do cĂ©rebro. EntĂŁo, eu tava de madrugada lĂĄ fazendo isso, nĂ©? Porque ninguĂ©m era tinha background mĂ©dico no no nosso time, sĂł eu. EntĂŁo, para fazer a microcirurgia que p a neurocirurgia que precisava fazer, nĂ©? NinguĂ©m sabia fazer. E como eu tinha treinamento, eu inventei uma cirurgia para pĂŽr os eletrodos em diferentes lugares. Montou eu Ă s
3 da manhĂŁ com um computador e com 64 KB de memĂłria, nĂ©? IncrĂvel. Monitor verde e de repente começou a aparecer 48 linhas, que eram os disparos. Ă como vocĂȘ tem um rĂĄdio telescĂłpio que vocĂȘ pela primeira Vez vĂȘ uma, nĂ©? Eu no que eu tĂŽ isso, toca o telefone que ainda era telefone fixo, nĂ©? Era o John Shaping. Deu certo? Eu falei: "Deu." O cara despencou. Ele morava em New Jersey. Ele despencou Ă s 4 da manhĂŁ. VocĂȘ tava onde? Eu tava em na FiladĂ©lphia, no centro da Philadphia, perto do estĂĄdio dos Eagles, nĂ©? Do
Philadelphia Eagles, nĂ©? Que Ă© o time lĂĄ. Bom, o John Shape chega assim quase 5 da manhĂŁ, tava raiando o dia. Pela primeira vez nĂłs tĂnhamos o ratinho andando do nosso lado e a gente ouvindo o cĂ©rebro. E eu comecei a ouvir 300 msundos antes do ratinho fazer qualquer coisa e sabia o que ia acontecer. Nossa, porque o barulho das 50 cĂ©lulas do 48 neurĂŽnios, elas se conectando e tal, elas dizendo, Ăł, vou virar a cabeça pra direita, vou pĂŽr o meu bigode no meio do troço. AĂ entra o John, o cara quase Chorou, nĂ©?
Porque ele ele era 10 anos mais velho que eu. Passou a vida inteira esperando para ver querendo ver aquilo. AĂ ele falou: "Ă muito bom que nĂłs estamos os dois aqui nesse momento". Eu falei: "Por quĂȘ?" El falou: "Porque nĂłs vamos poder dividir o mesmo advogado pro divĂłrcio, nĂ©? Porque quem vai acreditar que nĂłs nĂłs estamos fora de casa 5 da manhĂŁ registrando neurĂŽnio, vendo o rato e era um ratinho sĂł, nĂ©? Andando, nĂłs ficamos atĂ© a, sei lĂĄ, 8, 9 da manhĂŁ e No dia seguinte foi uma das coisas mais emocionantes da minha carreira,
nĂ©? quando espalhou a notĂcia pela universidade que nĂłs tĂnhamos feito, eu aparecia umas 3 da tarde, nĂ©? Tava morto, nĂ©? Quando eu entro no departamento, tava lĂĄ o John explodindo champanhe, gente que eu nunca ouvi falar me cumprimentando, gente que nem olhava na minha cara quando eu passava no corredor, nĂ©? Porque foi um desses momentos que mudou, NĂ©? Mudou. A partir daĂ, o que que poĂŽde ser desenvolvido com com a gente conseguir ver mais do que um neurĂŽnio? Ă, entĂŁo aĂ nĂłs fomos crescendo, nĂłs fomos os primeiros a registrar 50, fomos os primeiros a registrar
100, 500, 1000 e 2000. EntĂŁo era era jĂĄ tava virando, tava virando shark, nĂ©? E sempre tinha uma champanhe guardada em algum lugar na hora que o troço d certo. Quando a gente Viu que nĂłs estamos registrando 100 neurĂŽnios, essa Ă© outra histĂłria muito doida. NĂłs estamos num um joint lĂĄ de do famoso, chama Dinos, que Ă© onde se faz o cheese steak da Philadelfia, que Ă© o sanduĂche mais famoso dos Estados Unidos, que Ă© Ă© o Ă© o xiz tudo, tĂĄ? Ă o filĂ© lĂĄ com queijo, tomate, cambal de bico e Ă© na saĂda
da cidade onde tem um monte de caminhoneiro. E nĂłs estamos lĂĄ falando: "PĂŽ, o que nĂłs vamos fazer com isso?" NĂłs temos a mina de ouro, mas a NinguĂ©m tinha analisado, para vocĂȘ ter uma ideia, nĂŁo tinha mĂ©todos estatĂsticos matemĂĄticos para analisar 50 cĂ©lulas ao mesmo tempo. Porque atĂ© entĂŁo vocĂȘ tinha sĂł detectado o pulso, nĂ©? Isso. VocĂȘ sĂł tinha o pulso de um neurĂŽnio. De repente vocĂȘ tinha 50 pulsos acontecendo. EntĂŁo correlaçÔes, toda sorte de padrĂ”es, nĂ©? Espaços temporais. AĂ nĂłs estamos comendo um cheese steak e Eu nĂŁo me lembro bem quem foi, um
de nĂłs dois ou dois ao mesmo tempo. Falou: "Vamos ligar os nossos ratinhos, os nossos macacos". Eu jĂĄ tava na diluca aĂ, nĂ©? Vamos ligar os nossos bichinhos com robĂŽs e vamos ver o que Ă© necessĂĄrio para um bicho controlar um braço robĂłtico, uma perna robĂłtica, um carro elĂ©trico, nĂ©? E aĂ alguĂ©m falou: "Mas como que, o que nĂłs vamos chamar isso aĂ?" Eu, o John tinha barba tambĂ©m, nĂ©? Ele era minha cĂłpia, 10 anos mais velho. Ele nĂłs viramos e falar: "Bom, vamos chamar de interface". Ah, Brain Machine interface. AĂ eu levanta um caminhoneiro
atrĂĄs de mim com X, tudo, nĂ©? Todo aquele lugar da barba vira para nĂłs e fala: "Tessa a great name". Ou seja, nĂłs tivermos o bear approval foi instantĂąneo, entendeu? O cara tava ouvindo a conversa pensando, tem dois malucos aqui, imagina o que tava pensando. E foi no dia que nĂłs, para vocĂȘ ter uma ideia, no dia que nĂłs Publicamos o primeiro, o primeiro nĂłs publicamos em rato, nĂ©? Um ratinho controlando um braço robĂłtico. Foi, foi um troço, mas era rato, nĂ©? Os caras falam: "NĂŁo, mas Ă© rato, tem que fazer algo mais, nĂ©? Macaco,
o dia que nĂłs publicamos o trabalho na Nature com os macacos controlando robĂŽs tridimensionalmente, fazendo movimentos tridimensionais, nĂ©? E nĂłs pusemos o macaco na Duke, uma um macaco na Duke Controlando um robĂŽ do lado da Duke ali, 5 m de distĂąncia e um robĂŽ no MIT. EntĂŁo, ao mesmo tempo o macaco controlou dois robĂŽs separados por sei lĂĄ quantas centenas de quilĂŽmetros, nĂ©? NĂłs chegamos na no simpĂłsio de neurociĂȘncia, na sociedade neurociĂȘncia naquele ano era no meio das eleiçÔes presidenciais. Um comentĂĄrio, esse Ă© um dos estudos mais maravilhosos da histĂłria das neurociĂȘncias Da histĂłria. Disparadamente
assim, marcou minha vida, viu? Opa, Ă© bom, bom saber. VocĂȘ lembra da loucura da eleição do W Gore com o George Bush que teve o negĂłcio da FlĂłrida? Pois bem, aquela noite nĂłs demos a primeira palestra na histĂłria sobre a interface cĂ©rebro mĂĄquina. Saiu na CNN. EntĂŁo vocĂȘ estava falando da FlĂłrida, de repente aparece o nosso macaquinho fazendo barato e nĂłs EstĂĄvamos na em Nova Orlian, se eu nĂŁo me engano. E todo mundo bebendo, nĂ©? Eu nĂŁo bebo muito, mas o pessoal vai lĂĄ na Burban Street, Ă© Ă© uma beleza, nĂ©? Ă o Ă© o
como chama? O quarteirĂŁo francĂȘs, nĂ©? De Nova Leança. Tava passando assim, nĂ©? o George Bush, o Algor e de repente os cara, olha, Ă© um macaco controlando o braço mecĂąnico. EntĂŁo foi um negĂłcio assim, foi uma aventura, nĂ©? Fazer uma pergunta para vocĂȘ. Eh, uma discussĂŁo que o pessoal tem hoje em dia Ă© a seguinte: dado que esse essa tendĂȘncia eh do ponto de vista neurofisiolĂłgico acontece antes do comportamento e a gente tem a capacidade de olhar ela de fora, o livre arbĂtrio nĂŁo existe. Essa Ă© um debate famoso. Eu tenho minha opiniĂŁo nesse debate
e o que acho que Ă© interessante mesmo Ă© saber a sua. NĂŁo, eu acredito piamente no livre Arbitr arbitro, perdĂŁo. Eu tĂŽ a palavra, a palavra inglesa tĂĄ tomando conta. NĂŁo, eu acredito porque antes daquela decisĂŁo motora, tem duas coisas muito interessantes que pouca gente sabe. Antes tem um processamento prĂ©vio claro que Ă© subtras. Sim. VocĂȘ nĂŁo vĂȘ o sinal elĂ©trico que a gente registra esse que vocĂȘ tĂĄ falando. A gente vĂȘ algo abaixo dele ocorrendo no CĂ©rebro. E no intervalo de 150 msundos, onde o cĂ©rebro decidiu e o movimento ocorre, nĂ©? Tem um intervalo,
tem um delta aqui, um delay, vamos dizer assim, vocĂȘ pode mudar. Claro, mas aĂ Ă© inibitĂłrio, nĂ©? Ă, nĂŁo Ă© inibitĂłrio, mas existem modificaçÔes, modulaçÔes que podem ocorrer nesse intervalo. Sim, sim, sim. EntĂŁo, quando a gente criou a interface a mĂĄquina, essa era uma grande pergunta, Porque nĂłs misturamos cĂ©rebros, nĂ©? NĂłs pegamos dois macaquinhos, trĂȘs macaquinhos, combinamos a atividade do cĂ©rebro e agora os trĂȘs moviam um Ășnico robĂŽ. Caramba, sem eles saberem que eles estavam colaborando, nĂłs criamos o que a gente chamou de um hyper brain. Ă a mistura de mĂșltiplos cĂ©rebros atuando simultaneamente. E
nesse instante vocĂȘ vĂȘ quando um macaco desiste, o sinal Muda do cĂ©rebro dele e influencia os outros dois. EntĂŁo, foi aĂ que surgiu a histĂłria da Brainette. Aham. Foi aĂ porque a teoria que eu e o John pusemos eh pra frente, nĂ©, Ă© que na realidade a histĂłria da humanidade, toda a histĂłria das civilizaçÔes humanas sĂŁo decididas pela formação de grupos sociais que sĂŁo coordenados pela brainnet. EntĂŁo, a brainet Ă© a conjunção de cĂ©rebros que entram em sincronicidade Por causa de um mito religioso, uma ideologia polĂtica, um modelo econĂŽmico. NĂŁo Ă© Ă toa que os
faraĂłs do Egito saĂam, nĂ©, em TEBs vestidos de ouro com com o sacerdote e na ao meio-dia pro sol refletir neles, para todo mundo achar que eles eram deus, nĂ©? EntĂŁo vocĂȘ, antes de vocĂȘ criar um impĂ©rio fĂsico, construir pirĂąmide, vocĂȘ tem que construir um impĂ©rio mental. vocĂȘ tem que convencer milhĂ”es de pessoas a seguir uma abstração mental Que fica mais importante que a realidade, nĂ©? E Ă© por isso que esse esse conceito da brainet se transformou num conceito tĂŁo importante. Mas aĂ vocĂȘ eh colocou esses trĂȘs macaquinhos para mover um um robĂŽ e cara,
esses os cĂ©rebros deles eh o cĂ©rebro do macaco A influenciava no cĂ©rebro do macaco B. Vou te falar como. Vou te falar como. Eles nem sabiam que eles estavam Colaborando, tĂĄ? Era um braço virtual. que se movia em trĂȘs dimensĂ”es, X, Y, Z. A atividade elĂ©trica do macaco A controlava o eixo X e Y, o macaco B, Y e Z e o macaco C, X e Z. Se vocĂȘ tivesse dois dos trĂȘs sincronizados piamente, o bracinho ia fazer o que tinha que fazer, porque tinha um um cĂrculo no mundo virtual deles que se eles pusessem
a mĂŁo dentro do cĂrculo, eles ganhavam o suco de laranja. O suco de laranja, que era recompensa, sincronizava os trĂȘs cĂ©rebros. Entendi. Eu eu eu fiz um negĂłcio inspirado em vocĂȘ, talvez vocĂȘ nĂŁo tenha sabido. Uma instalação que durou assim, foi uma instalação tipo rĂĄpida no museu deotim. Conhece museu deim? Eu eu eu nĂŁo conheço pessoalmente, mas eu jĂĄ vi. Um lugar lindo, lindo, lindo, Maravilhoso. E como Ă© que funcionava? A gente tinha trĂȘs pessoas, cada uma delas com headset de EG. EntĂŁo, primeiro fazer um um uma prĂ©-gravação para medir qual que era o estado
de base. Quer dizer, uma pessoa quando ela nĂŁo tĂĄ fazendo nenhum esforço, como funciona o cĂ©rebro dela. E aĂ o que a gente fazia era o seguinte: uma pessoa cuidava de um estĂmulo. EntĂŁo, por exemplo, imagina que a gente tem quadradinhos, bolinhas e risquinhos. EntĂŁo, uma pessoa cuida dos Quadradinhos, ou seja, quanto maior o engajamento dela, que a gente que era basicamente beta, uma frequĂȘncia de onda ligada a tensĂŁo, maior a quantidade desses quadradinhos na tela. E a gente vinculou isso a uma trilha musical. Foi um negĂłcio muito legal, inclusive, porque teve a participação, a
concepção artĂstica do Fernando Meirelles, o cineasta, que por sinal vocĂȘ conhece, eu sei, Ă© lĂłgico, ele eu sei total. E e o Nando Reis, que Ă© o guitarrista, que fez A trilha muito legal tambĂ©m. EntĂŁo a gente vinculava o estĂmulo dessa maneira e aĂ um ficava com a bolinha e baixo, outro e aĂ enfim e tinha essa estrutura de jogo, nĂ©, de teoria dos jogos, que as pessoas iam fazendo esse esforço atĂ© chegar num thrashhold, quer dizer, um limear em que aĂ entrava uma guitarra envenenada que o que o Nando gravou, um negĂłcio maravilhoso que
as pessoas tinham atingido essa plenitude que Ă© igual tomar o suco de lado. Foi lindo no Dia, todo mundo achou a coisa, mas foi inspirado no seu trabalho. Ah, que bom. Ah, total. Porque Ă© nĂŁo Ă© a mesma coisa. Ă muito a mesma coisa, mas inclusive tem uma coisa que tambĂ©m quase ninguĂ©m sabe. A gente aprende a ser neurofisiologista ouvindo o cĂ©rebro total. VocĂȘ pega o sinal elĂ©trico e manda para um altofalante. Isso. E aĂ vocĂȘ Ă© Ă© pequeninha astronomia, nĂ©? VocĂȘ ouve as galĂĄxias, ouve as estrelas, nĂ©? Exatamente. E eu sempre fazia um truque
com um anulo novo que chegava no laboratĂłrio americano ou sei lĂĄ, de algum lugar do mundo. Ele entrava no laboratĂłrio e falava: "Senor, vamos pĂŽr um eletrodo aĂ no cĂ©rebro, vou dizer onde a gente tĂĄ". AĂ o cara fala: "NĂŁo, american e e o notĂ eles começavam a pĂŽr o eletrodo e eu tava numa outra sala com o Altofalante e aĂ eu ia teclando no computador. Bom, vocĂȘ tĂĄ no no cĂłrtex, vocĂȘ tĂĄ no E o animal nesse caso era anestesiado, nĂ©? AĂ tem um lugar do tĂĄlamo, que Ă© uma regiĂŁo profunda do cĂ©rebro, que
parece um helicĂłptero. Quando o animal tĂĄ anestesiado, ele soa como um barulho de helicĂłptero. Quando eu falei pro moleque, exatamente com o lugar que ele tava dentro do cĂ©rebro, 5 cm, 5 mm abaixo, nĂ©, ele tava indo para vĂĄrios lugares, o cara nĂŁo Acreditou, nĂ©? Ele ficou completamente pirado. AĂ eu pus ele na sala de som e fui eu mover o eletrodo para ele. Quer dizer, quando vocĂȘ faz um troço desse com um moleque de 20 anos, nunca mais ele escapa. Ă que vocĂȘ tĂĄ ouvindo o cĂ©rebro de um ser vivo e vocĂȘ tĂĄ aprendendo
onde vocĂȘ tĂĄ, nĂ©? Que loucura. Ă, e fazer a menor ideia disso, nĂ©? EntĂŁo isso sĂŁo pequenos detalhes que, nĂ©, que vocĂȘ tem que Ă© o Ă© o que a Gente chama nos Estados Unidos e talk garage, nĂ©? VocĂȘ tĂĄ falando do que vocĂȘ faz na mecĂąnica na sua garagem, nĂ©? Como vocĂȘ troca o Ăłleo do seu carro, nĂ©? E que sĂŁo fascinantes, nĂ©? Porque vocĂȘ tĂĄ falando das mesmas tempestades elĂ©tricas que fizeram o ser humano construir tudo isso aqui pro bem, por mal, que tĂĄ Ă nossa volta, nĂ©? Sim, sim. Cara, Ă© esse esse
teu trabalho, a gente tava falando antes aqui, eu vou ter que puxar essa Isso com certeza, porque isso aĂ tem muita semelhança, nĂ©? Tem muita semelhança com algo aĂ que que ah demais. Afinal, foram trĂȘs dos meus alunos que fundaram. NĂŁo Ă© semelhança, nĂ©? Ă a base do neurol. NĂŁo, vamos vamos explicar pra galera aĂ que nĂŁo sabe o que que Ă© o Neuralink, nĂ©, que Ă© uma uma Ă© uma empresa do do Elon Musk, nĂ©, Que lida com a ideia dele Ă© essa, nĂ©, colocar um chip no cĂ©rebro, nĂ©? Sim. Para tentar, nĂŁo sei
se recuperar movimentos e tal, nĂ©, ou coisa do tipo. AĂ vocĂȘ vai explicar. Mas o que existe grande uma grande questĂŁo nisso aĂ atĂ© queria perguntar atĂ© nesse nesse caso aĂ vocĂȘs chegaram atĂ© isso aĂ chegou a o experimento que o senhor fez chegou no nĂvel do ser humano depois nĂŁo chegou em 2004 isso que eu tava te Falando, nĂłs publicamos em 99 em rato, em 2000 em macacos chama macaco coruja, que Ă© um macaquinho pequenininho. Em 2003, nĂłs publicamos em macacos rezos, que sĂŁo macacos grandes, cujo cĂ©rebro Ă© muito parecido com o nosso. Tem
uma diferença grande evolucional, nĂ©? NĂŁo Ă© chipanzĂ©, nĂŁo Ă© um sĂmio, Ă© um Ă© um Ă© um macaco rezo, nĂ©? E esse trabalho teve uma explosĂŁo. E aĂ eu eu um neurocirurgiĂŁo da da Duke, que Ă© um especialista em cirurgias de Parkson, Chegou para mim e falou: "Olha, eu tenho pacientes que a gente faz o implante para tratamento de Parxon, que Ă© um implante profundo e nesse trajeto de atĂ© chegar lĂĄ no fundo do cĂ©rebro, nĂ©, nĂłs vamos registrando, nĂłs vamos registrando neurĂŽnios. Eu tenho um probe aqui que registra atĂ© 11 neurĂŽnios, tal. A gente
podia tentar porque o paciente tĂĄ desperto, nĂ©? Porque uma vez vocĂȘ abre o couro cabeludo, o crĂąnio, o cĂ©rebro nĂŁo sente dor. Por incrĂvel que pareça, o VocĂȘ pode encostar no cĂ©rebro, vocĂȘ nĂŁo vai nada ali, nĂ©? que nem que nem no no filme lĂĄ do do Ribal que isso era ali Ă© um pouco diferente. Ă o o intuito Ă© um pouco diferente mesmo, porque servo de macaco nĂŁo Ă© uma delicada, Ă©, nĂŁo parece ser saboroso. Na TailĂąndia eles apreciam, mas aqui acho que nĂŁo. Mas enfim, e nĂłs tivemos 11 voluntĂĄrios e nĂłs reproduzimos um
ano depois da Aurora, que Ă© a macaca mais famosa dessa ĂĄrea, nĂ©, que ficou Extremamente conhecida no mundo todo, eu ia para certos lugares, o pessoal falava: "VocĂȘ que Ă© o dono da Aurora?" Eu falei: "NĂŁo, eu sou colaborador da Aurora". Ă porque ela que fez o trabalho pesado ali, nĂ©? Esses pacientes controlaram na sala cirĂșrgica um braço virtual. Foi a primeira vez onde sob controle, nĂ©? RĂgido, nĂ©? Eh, seres humanos eh conseguiram fazer com que o cĂ©rebro deles se libertassem dos limites fĂsicos Do prĂłprio corpo, tĂĄ? Que a atividade elĂ©trica do cĂ©rebro deles fosse
mandado porque o baraço virtual nĂŁo estava na sala cirĂșrgica, tava no meu laboratĂłrio que ficavam alguns quarteirĂ”es. Eles viam numa tela, nĂ©, o o que acontecia para dar o feedback visual. E aĂ nĂłs e era o mesmo algoritmo computacional, o mesmo software que funcionou pros macacos funcionou pros seres humanos. Eles nĂŁo precisavam, eles nĂŁo precisaram aprender a mover aquele braço, NĂŁo, nĂŁo. Eles tiveram um minuto de treinamento, um a dois minutos de treinamento prĂ©-inĂcio do E eles nĂŁo precisaram mexer o corpo. Essa que foi a coisa mais que nem aurora, nĂ©? Ă© sĂł com a
vontade de sĂł com o desejo mental de se de se mexer. E foi para aĂ que eu e o John escrevemos um artigo que ficou muito conhecido na cientĂfica AmĂ©rica, que foi a origem do projeto Andar de Novo 10 anos antes dele acontecer, onde a gente previu que na prĂłxima dĂ©cada, Usando uma interface a mĂĄquina, pacientes paraplĂ©gicos ou tetraplĂ©gicos seriam capazes de recuperar a mobilidade sĂł imaginando o que eles queriam fazer do ponto de vista motor, porque a gente conseguia ler esse esse, vamos dizer em termos leigos, esse pensamento motor. Ă Miguel, como vocĂȘ anda
vendo isso aĂ hoje em dia? Assim, a a oposição entre o exoesqueleto e os implantes internos e e enfim, Ă©, eu eu Essa essa essa dicotomia aĂ Ă© eu eu para mim eu nunca vi Ă© eu nunca vi um uma dicotomia porque eu sempre propus que em reabilitação, neuroreabilitação, pacientes com lesĂŁo medular, derrame, claramente a estratĂ©gia que vai ser vencedora Ă© a combinação de mĂșltiplos mĂ©todos. EntĂŁo, se vocĂȘ tiver stem cells que vĂŁo ajudar a reconectar a medula espinal, Ăłtimo, mas vocĂȘ vai ter que treinar Essas esse esses nervos que estĂŁo reconectados e vocĂȘ vai
fazer isso de uma maneira provavelmente nĂŁo invasiva, nĂ©? EntĂŁo, a combinação de mĂșltiplas tĂ©cnicas Ă© o que vai ser, como se diz, eh, a estratĂ©gia vencedora na minha. Mas vocĂȘ acha que o endgame Ă© o Ă© o sujeito usando, pelo pelo menos vou pensar nos prĂłximos 20 anos, algum tipo de prĂłtese ou ou Ă© reconstituição biolĂłgica de tecido? Eu acho que a a prĂłtese, as prĂłteses vĂŁo existir pro resto da nossa vida. Elas existem hĂĄ milĂȘnios, foi uma das primeiras estratĂ©gias dos egĂpcios, os gregos, nĂ©? eh coisas que a gente nem acredita que Ă© possĂvel
que eles fizeram por causa da da das amputaçÔes traumĂĄticas de, nĂ©? Eu acho que as prĂłteses elas elas vĂŁo chegar mais rĂĄpido, mas o que a gente chama hoje de neuroprĂłteses Ă© uma coisa hĂbrida. Uhum. Porque vocĂȘ pode ter uma coisa nĂŁo invasiva, fica aqui na ou aqui na na cabeça, fora no ou aqui na medula espinal, nĂ©? Estimulação eletromagnĂ©tica. Sim. Ah, e aĂ vocĂȘ pode ter algo implantado que faz o meio de campo, vamos dizer assim, nĂ©? Ah, o o, por exemplo, vou te dar um exemplo que Ă© eu tenho que fazer isso porque
eu acho que vai entrar pra histĂłria do Flow. Naquele momento em que O Daverson roubou a bola, lĂĄ vem e correu pro gol, eu tava aqui em SĂŁo Paulo, eu nĂŁo tive coragem de ir pro Uruguai. HĂŁ, eu pensava comigo, eu queria est registrando o cĂ©rebro do Daverson nesse instante para ver se vai dar gol, porque era quase impossĂvel acertar o chute, nĂ©? EntĂŁo, porque Ă© o Davison, Ă© o nĂŁo, o Davidon Ă© o herĂłi. Eu nĂŁo vou Falar mal do Davidson jamais. Todavia, Ă© isso que Ă© a beleza da brincadeira. Se eu tivesse com
o registro eletrofisiolĂłgico naquele instante, eu saberia 150 msundos antes dele chutar a bola, nĂŁo fazer o gol, mas que o chute ia sair na direção pelo menos do gol. E foi isso que a gente mostrou nos macaquinhos 20 anos atrĂĄs. quando aparece a Neurolink, isso, nĂ©? Eh, existe uma a dicotomia que eu Vejo hoje em dia na ciĂȘncia Ă© a ciĂȘncia, que Ă© a ciĂȘncia feita, como a gente faz, nĂ©? A ciĂȘncia bĂĄsica pelo conhecimento, por desenvolver ideias que podem ajudar a humanidade, nĂ©? Porque sĂł paraar, para pensar, a Homes, Organização Mundial da SaĂșde, hĂĄ
dois trĂȘs anos atrĂĄs soltou um relatĂłrio dizendo que tem 1 bilhĂŁo, 1 bilhĂŁo de pessoas com distĂșrbios sistema nervoso central do cĂ©rebro entre psiquiĂĄtricos e neurolĂłgicos. Um em cada Sete seres humanos tem algum problema intratĂĄvel, a maioria deles, nĂ©? SĂł de paraplĂ©gicos sĂŁo 25 milhĂ”es. Caramba. VĂtimas de derrame cerebral 250 milhĂ”es. DepressĂŁo crĂŽnica, que Ă© difĂcil de estimar porque os nĂșmeros sĂŁo subestimados, mais de 500 milhĂ”es. Mais de 500 milhĂ”es, tĂĄ? No mundo, nĂ©? EntĂŁo, se vocĂȘ consegue ter uma ideia que consegue escalar a esse nĂvel, maravilha, eu sou Totalmente a favor. O problema, o
que eu nĂŁo aprecio Ă© o Ă© criar o hype, o hype de coisas que nunca vĂŁo acontecer. Cara, concordo tanto com o que vocĂȘ tĂĄ dizendo, nĂ©? EntĂŁo, o nosso querido amigo o Mr. Musk, eh, chegou a dizer o seguinte: "NĂŁo, nĂłs vamos upload conteĂșdo na cabeça das pessoas aĂ. que ele me ganha. NĂŁo, ele falou Matrix, agora eu sei como Ă Matrix. Exato. Eh, nĂŁo, nĂłs vamos aprender. Ele falou francĂȘs ou russo sĂł conectando aqui, nĂ©? Total absurdo. Ou nĂłs vamos download um cĂ©rebro no CD Rome, tĂĄ? Nunca vai acontecer. Porque o cĂ©rebro nĂŁo
Ă© digital. interessante. VocĂȘ tĂĄ falando que eu ia te perguntar sobre isso. O cĂ©rebro nĂŁo Ă© um sistema digital, ele Ă© um sistema qualquer coisa analĂłgico. Eu gosto de chamar ele de analĂłgico digital, mas ele Ă© majoritariamente AnalĂłgico porque ele computa com o hardware. Isso. EntĂŁo nĂŁo tem perigo dele entrar na nossa cabeça, nĂŁo. NĂŁo tem perigo. Ă copyright protector, tĂĄ? Todos nĂłs temos copyright, tem aquele pininho ali, nĂ©? Que vocĂȘ tem o cara, nĂ©? Quem quem foi que deu ela a assinou o termo de compromisso? Ela falou: "NĂŁo, vai ter um copyright no Barato,
nĂ©?" EntĂŁo, a o meu grande problema Ă© quando vocĂȘ vende algo que Ă© impossĂvel de ocorrer, vocĂȘ corre o risco de destruir a ĂĄrea. Sem dĂșvida, nĂ©? Porque vocĂȘ vai falar: "NĂŁo, a neurociĂȘncia vai salvar a humanidade, porque nĂłs vamos daqui a pouco o neurocĂȘncia nĂŁo funciona para nada, nĂŁo funciona para nada", nĂ©? EntĂŁo esse hyper que Ă© para ganhar Dinheiro, Ă© Ăłbvio, nĂŁo tem nada contra o pessoal ganhar dinheiro, honestamente. Mas o hyper faz com que as suas açÔes de uma coisa que Ă© totalmente inviĂĄvel, de repente era dĂł passa a valer 40. E
essa Ă© uma grande especialidade do nosso amigo, Ă© especular. Ă o mar, Ă©, Ă© o marketing que ele joga em cima das coisas. NĂŁo hĂĄ dĂșvida. Por isso que naquela, eu te contei, nĂ©, que numa entrevista chegaram para mim, falou: "O que que vocĂȘ acha do futuro da NeurociĂȘncia liderada pelo Elon Mosca?" Eu falei: "Bom, primeiro ele precisa descobrir onde fica o cĂ©rebro, nĂ©? Deu deu uma repercussĂŁo medonha, nĂ©, na lĂĄ nos Estados Unidos, nĂ©? Mas aĂ depois ele levantou esse hype, aĂ agora deu uma acalmada atĂ©, nĂ©? Ele deu uma camada porque de 23
macacos que eles fizeram lå na Califórnia, eles mataram 16. E é o seu procedimento, né? Meu procedimento. Vamos ser bem honesto. Todo mundo que tå Vendo flara, esse é o procedimento que o Miguel inventou. O problema, o problema é que eles fizeram esse procedimento. Eu não sei o que aconteceu porque nós tivemos 30 anos de pesquisa, né? Uhum. Em macacos eu comecei em 97, né? São vai fazer 26 anos. Nunca perdemos o macaco. Acho que é um método de implantação do eletroduto. Eu acho que a neurocirurgia é problemåtica porque 16 de 23 eu conheço um
cara que trabalha que trabalha um tempo que talvez seja aluno no seu que deve ser o tipo de cirurgia que ele tĂĄ fazendo para implantar alguma coisa do tipo. NĂŁo, nĂŁo, porque a infecção, o Ăndice de infecção dele Ă© Ă© brutal. Se vocĂȘ tiver, por exemplo, na minha universidade, onde eu fiquei 28 anos, se vocĂȘ perder Um macaco, vocĂȘ entra em probation, certo? Professor laboratĂłrio tĂĄ sob investigação. Se vocĂȘ perder o segundo, fecha. Entendi. Entendi. OK. Ă porque ele nĂŁo tem isso porque ele Ă© empresa dele, nĂ©? Exato. E e quando eu vi o budget
que ele alocou para fazer essas cirurgias, Ă© coisa de criança, nĂ©? 1 milhĂŁo de dĂłlares para fazer 23 cirurgias de Macaco, eh nĂŁo paga geral do antigo MaracanĂŁ, nĂŁo tem o menor sentido, nĂ©? EntĂŁo foi underbudget. Talvez tenha sido feito de uma maneira que nĂŁo Ă©, nĂ©? o st de neurocirĂșrgico, que Ă© muito complexo. O nossa sala cirĂșrgica Ă© uma sala humana. Se vocĂȘ entrar onde a gente fazia, eu fazia cirurgias de com neurocirurgiĂŁo, que era meu assistente, vocĂȘ parecia que vocĂȘ tava na sala neurocirurgia do CĂo LibanĂȘs ou do Einstein, tĂĄ? E vocĂȘ monitorava
esse animal durante 15 dias continuamente. EntĂŁo vocĂȘ vocĂȘ acompanha um um um ele tava com uma com uma tentando patentear uma tĂ©cnica para implantação de eletrodo rĂĄ. Isso que foi, Ă© isso que deu merda, porque esse negĂłcio nĂŁo funciona. EntĂŁo isso aĂ um dos engenheiros que Ă© um engenheiro brilhante, um dos melhores engenheiros que eu tinha No meu laboratĂłrio, veio apresentar essa ideia. Ele trabalhou na Real Link, ele Ă© um fundador do Real Link, ele veio apresentar essa ideia de criar um robĂŽ para implantação automĂĄtica em 2006 no meu laboratĂłrio. Eu olhei para ele, falei:
"Tim, primeiro que o market disso vai ser isso aqui, porque que neurocirurgiĂŁo vai querer ter um robĂŽ fazendo a cirurgia dele?" Claro, ele ele, nĂ©? Mesmo porque tem Procedimentos que tem que ser o cara, tem que ser um ser humano que vai fazer. Segundo, Ă© inviĂĄvel economicamente, vai custar uma fortuna. Talvez trĂȘs, cinco hospitais do mundo consigam ter um barato desse, mas para pesquisa ou para fazerem em grande escala nĂŁo vale a pena. Mas o Tin Ă© um grande engenheiro, o Tim Hamson Ă© um dos melhores engenheiros que eu jĂĄ trabalhei, meu estudante de PhD.
E ele eles fundaram Neurolink antes do Elon Musk. à porque Elas, na verdade, é, ele não ele não fundou, mas isso é isso é bom falar até a própria Tesla, né? mesma coisa, entrou a neural, ele entrou porque ele tem ele tem uma uma não sei se ele tem pode ter uma visão que aquilo ali pode ser um futuro, mas o senhor acha que a neuralink, se eles ajeitarem, arrumarem, ela pode ter um futuro aà pra frente ou eu eu acho que, por exemplo, quando nós fomos fazer a os pacientes aqui na Copa Do Mundo,
os oito pacientes, eu inventei a tĂ©cnica de implante intracraniano e eu cheguei, olhei e falei: "NĂŁo, nĂŁo precisa, dĂĄ para fazer com EEGEG, vocĂȘ sĂł precisa detetar a intenção. NĂŁo, vocĂȘ nĂŁo precisa detetar os detalhes do movimento robĂłtico. Isso aĂ o robĂŽ faz. Ă Miguel, passado tanto tempo, conta pra gente por Raios passou tĂŁo pouco na TV, aquela que foi uma dos experimentos mais maravilhosos da histĂłria. Contar bastidores, os bastidores conta pr gente Os bastidores. O Brasil assim, assim, a comunidade cientĂfica brasileira estava inteiramente do seu lado na expectativa de ver e passou assim na
TV, isso Ă© uma guerra, isso Ă© um bastidor extremamente complicado. Eu eu fico muito feliz de falar vĂĄrias coisas. Vou falar primeiro o pĂłs. TrĂȘs anos depois eu tava em Pequim novamente, nĂŁo sei porque a coincidĂȘncia falando para na televisĂŁo, na televisĂŁo chinesa pro paĂs todo, nĂ©? E eu tinha esquecido por Causa do fuso horĂĄrio que era o aniversĂĄrio do chute 12 de junho. AĂ eu entro no palco, nĂ©? Imagina, vocĂȘ vai falar pro paĂs inteiro, nĂ©? O produtor do programa antes me apresenta, nĂ©? e me entrega uma placa comemorando o terceiro aniversĂĄrio do Show
da Copa com o grĂĄfico da audiĂȘncia global, caramba, da abertura da Copa. EntĂŁo vocĂȘ vĂȘ assim, 1.2 bilhĂ”es de pessoas viram aquele chute e o cara me deu a o grĂĄfico de Presente de uma placa de comemoração do chute, nĂ©? O problema Ă© o seguinte, eh, havia uma briga de bastidor na abertura, nĂ©? A abertura tinha interesses econĂŽmicos enormes e tava alocada para grupos ali que eu nem sei quem sĂŁo. E nĂłs chegamos e falamos: "Olha, nĂłs queremos fazer um um marco aqui. NĂłs queremos abrir uma Copa do Mundo que ninguĂ©m assiste a abertura, porque,
nĂ©, um show meio merreca, nĂ©? Quem vai assistir a abertura da Copa do Mundo Quer ver o jogo, nĂ©? Mas eu quero ver o jogo. NĂłs estamos no Brasil, num paĂs emergente. Que tal se a gente fizer uma demonstração cientĂfica jamais feita? SĂł que ideia boa, nĂ©? E o o governo do Brasil topou e eu fui falar com o Jerome VK, nĂ©, o secretĂĄrio, o cara olhou para mim como se fosse um extraterrestre, nĂ©? Ele falou: "O que que vocĂȘ quer fazer de novo?" Falei: "Eu quero abrir a Copa do Mundo com paraplĂ©gico com o
atleta, nĂ©, que acabou sendo Juliano Pinto era um atleta e virou um paraatleta depois da lesĂŁo, usando o primeiro exesqueleto controlado pelo cĂ©rebro para dar o chute na grau da Copa. O cara teve um troço na minha frente. Ele falou: "Ă, Ă© como Ă©?" AĂ eu mostrei os macaquinhos, mostrei tudo que tava sendo feito preparação, sĂł que aĂ nĂłs Ăamos fazer de nĂłs nĂŁo pagar para aparecer no no na abertura e tinham empresas pagando milhĂ”es por cada Segundo. EntĂŁo era primeiro para ter 10 minutos no centro do gramado com toda a proteção, porque eu queria
pĂŽr uma proteção para, nĂ©? VocĂȘ tem, nĂŁo sabe o vento. NĂŁo, nĂŁo. E normas internacionais. VocĂȘ vai usar um um protĂłtipo Ă© como um carro novo que ninguĂ©m dirigiu num aberto com interferĂȘncia eletromagnĂ©tica, vocĂȘ tem que ter a proteção. Ah, nĂŁo, nĂŁo pode porque vai interferir com o negĂłcio. Começou 10 Minutos no sendo gramado, passou a 3 minutos no sendo gramado, foi caindo. E aĂ começaram a me dizer: "NĂŁo, tem interesses econĂŽmicos muito grandes, vocĂȘ tĂĄ ganhando muito tempo, vocĂȘ nĂŁo vai pagar nada, isso custa nĂŁo sei quanto". E o comitĂȘ de organização da Copa
tambĂ©m nĂŁo ajudou, tĂĄ? ComitĂȘ brasileiro tinha um ciĂșme tremendo do que nĂłs Ăamos, porque nĂłs começamos a roubar a cena, nĂ©, entre o show de nĂŁo sei quem. E a gente dĂĄ o chute biĂŽnico, Vamos supor, nĂ©? E eu atĂ© brincava que se nĂŁo fosse um paciente paraplĂ©gico, o nosso egoesqueleto era capaz de chutar a bola do de um gol e a bola entrar no outro gol, nĂ©? NĂłs tivemos que calibrar tudo, reduzir o torque, porque uma pessoa que tem paraplegia crĂŽnica tem uma sĂ©rie de problemas metabĂłlicos, nĂ©? Falta de classificação, osteoporose, vocĂȘ nĂŁo pode
ter um torque como eu ou vocĂȘ usarĂamos. EntĂŁo nĂłs tĂnhamos que calibrar tudo. NĂŁo quebra a perna, VocĂȘ quebra a perna do cara sĂł de fazer o chute, nĂ©? Acabou que era era pesado esse esse o primeiro era o a a terceira versĂŁo agora nĂŁo Ă© muito diferente mas esse esse do chute ah ele era 90 kg e mas o era o Homem de Ferro sem o Homem de Ferro Mas o cara que tĂĄ ali operando essa Ele opera mentalmente mas ele nem sente esse peso nĂŁo, ele nĂŁo sente. Ele nĂŁo sente porque ele tĂĄ
flutuando. Era um cockpit onde ele flutuava. Ele recebia Ă© recebia feedback tĂĄtil do pĂ©. EntĂŁo, quando ele, o Juliano chutou a bola, eu tava atrĂĄs dele. Imagina, vocĂȘ levou 30 anos para vocĂȘ ver um barato desse acontecer. VocĂȘ tĂĄ no estĂĄdio errado para começar, nĂ©? Eu tava no estĂĄdio errado. Mas tudo bem, eu fui o Ășnico ser humano A entrar de verde no estado do Corinthians. Toda manhĂŁ, porque nĂłs montamos o laboratĂłrio no estacionamento do do estado do Corinthians e toda manhĂŁ tinha segurança desse tamanho. Eu ia com a agasalha do Brasil, mas eu comprei
um agasalho Brasil verde escrito em amarelo Brasil. Toda manhĂŁ ele me parava e falava: "Doutor, sĂł sabe a regra, nĂŁo pode entrar de verde, nĂ©? O exqueleto, tudo bem, mas de verde, jeito, eu tenho Fotos de verde em todas as dependĂȘncias que vocĂȘ possa imaginar do estado. Um dia eu vou publicar, mas enfim. Terminou que eles deixaram sĂł a gente fazer atĂ© a semana anterior era um minuto, veja sĂł, um minuto na beira do campo e nĂłs pra segurança, nĂłs pusemos um carrinho atrĂĄs e dois dos meus colegas do lado para, nĂ©, se o vento
aumenta, se alguma acontece, porque nĂŁo tinha jeito, eu nĂŁo ia deixar um cara sozinho paraplĂ©gico, se dĂĄ um um Gust de ventania ou, nĂ©, acontece alguma coisa, porque o exo tinha um limite operacional, a gente sabia, nĂ©, claro, temperatura, vento, era um protĂłtipo, nĂ©? ProtĂłtipo. Era um carro de FĂłrmula 1 protĂłtipo. Pois bem, na noite anterior nĂłs estamos lĂĄ no meio do estĂĄdio, liga uma das pessoas do do comitĂȘ falando: "Olha, vocĂȘ reduzimos para 29 segundos". Que que Ă© isso? Eu falei: "Veja, 21 segundos". Eu falei: "NĂŁo, vocĂȘs estĂŁo brincando comigo? NĂłs treinamos aqui, o
moço tĂĄ fazendo com 30 segundos. Faz trĂȘs semanas sob a o plano de ter um minuto." Ou seja, nĂłs temos 30 segundos de E ela e a pessoa falou: "E se nĂŁo der certo, nĂłs nĂŁo vamos nem mostrar, nĂłs vamos cortar". Imagine na noite anterior tive que voltar. NĂŁo, foi uma coisa louca, foi uma coisa de tinha, olha, nĂłs tinham 156 Colaboradores de 25 paĂses, todo mundo trabalhando de graça, menos os estudantes. Imagina comunicar pros caras na vĂ©spera que foi reduzido pela metade o tempo, nĂ©? Eu cheguei pro Juliano, falei: "Juliano, vocĂȘ Ă© o melhor
cara do grupo, vai ter que ser vocĂȘ, vocĂȘ tĂĄ modulando o seu EEG num tempo absolutamente record." a gente consiga tirar trĂȘs bits do, nĂ©, de um cara que faz a EG, vocĂȘ modular oito estĂĄgios. Ă, nĂŁo Ă© brincadeira, nĂ©? NĂŁo faço a menor ideia de NĂŁo, a gente a gente faz sim ou nĂŁo fĂĄcil. Eu, vocĂȘ, todos nĂłs aqui, vocĂȘ modular um ritmo X que a gente usou do cĂ©rebro ou para cĂĄ ou para cĂĄ Ă© muito fĂĄcil. Sabe aquelas pessoas que controlam o coração, sabe, de Yog e tal? Aham. Pensa isso no cĂ©rebro.
Essa Ă© a referĂȘncia, cara. trolla como funciona o cĂ©rebro dele. A propĂłsito, uma das Grandes questĂ”es disso que Ă© muito interessante Ă© que vocĂȘ no final vocĂȘ acaba trazendo esse autoconhecimento, nĂ©? Mas conta aĂ a histĂłria maravil. SĂł para terminar, aĂ eu falei pro J: "Juliano, vocĂȘ tĂĄ fazendo 29, 28 segundos." Ă absolutamente fora do squadro, nĂłs temos 21 segundos. Nossa, ele falou: "Eu vou fazer na calma". SĂł que assim, nĂłs estamos na rampa do para entrar no EstĂĄdio, nĂ©? AĂ no dia, no dia, 3:30, 12 de junho de 2014, eu quase enfartei 18 vezes
pelo menos, nĂ©? Porque ele era elĂ©trico, nĂłs tinham que carregar a bateria dele antes de entrar, sĂł que aĂ faltou energia num momento antes. AĂ nĂłs tĂnhamos que achar uma tomada no corredor, no na rampa. Eu achei uma tomada na rampa para recarregar a bateria, para ter certeza que durava toda, nĂ©? Bom, o Juliano falou: "E preciso fazer um teste". Eu tĂŽ Muito nervoso. Tinham 65.000 pessoas. Ele sabia que o mundo inteiro ia tĂĄ vendo e ele quis fazer um teste na rampa, que Ă© a Ășnica imagem que eu posso usar, porque eu nĂŁo vou
dizer quem fez foi, nĂ©? EstĂĄ no Brasil, gente tem celular em tudo que Ă© lugar, nĂ©? O guarda costa suĂço nunca vai achar onde o brasileiro esconde o celular. Que a gente entendeu, nĂ©? NĂŁo, porque a FIFA tinha guarda-costas que revistava a gente para ver o que a Gente levava pro campo, tal. NĂŁo podia pĂŽr o emblema do Walk Again aqui, um projeto sem fins lucrativos, nada, nĂ©? NĂ©? A gente teve p no uniforme e tal. Pois bem, o Juliano fez em 25 segundos. Isso minutos antes da da demonstração real. Eu nĂŁo falei nada, mas
eu falei: "Meu Deus, nĂŁo vai dar, nĂ©? O tempo alocado Ă© 21, ele fez 25". Bom, vai lĂĄ o Juliano, chega a hora, nĂłs estĂĄvamos, tĂnhamos 20 representantes do mundo, cientistas do mundo inteiro, atrĂĄs do Juliano. Eu tava bem atrĂĄs dele, nĂ©? E aĂ o meu estudante, o menininho traz uma bola e o meu estudante, que agora Ă© um professor na SuĂça, ia colocar a bola, coloca a bola e o passo fundamental era o Juliano se equilibrar e fazer a perna dele armar o chute, nĂ©? Esse era o era o barato mais complexo, por incrĂvel
que pareça, porque coordenava o quadril, o joelho e o tornozelo. Quando eu vi aquela perna vindo para Trås, sabe? Passou um filme 40 anos da minha vida, né? do eh registrar o ratinho de madrugada com o John Chape, né? E fala: "Putzes grila". Eu tava registrando o rato enquanto eu encostava no bigode do rato porque eu estudava processo tåtil, né? E veio como o cérebro respondia: "Hå 30 anos eu tava fazendo isso. Hoje eu tÎ no meio de um estådio de futebol na abertura da Copa do Mundo brasileiro no Brasil e o cara encavalou o
chute correto, nĂ©? E aĂ ele Chuta a bola, o estĂĄdio explode." Mas eu ouvi ele berrando porque eu tava muito perto dele. AĂ eu, nĂ©? NĂŁo perdia completamente, nĂ©? Soltei a franga, saĂ correndo para abraçar o Juliano e o Juliano tĂĄ dizendo: "Eu senti a bola". Caramba, cara. Porque nĂłs tĂnhamos posto um sensor de surpresa na ponta do pĂ© dele. Quando ele bateu na bola, gerou um pulso de pressĂŁo que foi entregue no braço dele, que ele Ainda tinha sensibilidade natural. E o cĂ©rebro dele interpretou isso como se fosse o pĂ© dele chutando a bola,
nĂ©? Que coisa. EntĂŁo ele nĂŁo falou: "Fiz um gol, consegui, ganhei". falou: "Senti a bola". Ele sentia a bola e foi todo mundo explodiu, nĂ©? NĂłs ficamos, nĂłs nĂŁo sabĂamos onde ir, nĂ©? NinguĂ©m da FIFA falou um a ninguĂ©m apareceu para olha, parabĂ©ns, deu certo. EntĂŁo a gente nĂŁo sabia quanto tempo tinha passado na TelevisĂŁo. Em diferentes lugares do mundo passou diferente quantidade de tempo. Aqui dividiram a tela com a saĂda do ĂŽnibus do da seleção brasileira do hotel. Extremamente hotel, perdĂŁo, extremamente comparĂĄvel, nĂ©? o ĂŽnibus, a seleção saindo do hotel e a primeira demonstração
de um exes es escolhido controlado pela mente, chutando uma bola num estĂĄdio aberto, nĂ©, sĂł no Brasil. E aĂ eu sĂł fui saber Depois, nĂ©, que tinha 10 segundos, 12 segundos da demonstração inteira e nĂłs fizemos dentro do tempo. Ele fez em 20 segundos. Caramba, ele fez em 20. Ă, Ă© o cara que vai paraos 100 m finais da OlimpĂada, sabe aquele cara que ficou em quarto na eliminatĂłria? AĂ ele olha pro cara e fala: "NĂŁo, eu vou ganhar essa". Cientista pode falar palavrĂŁo, nĂ©? Pode, vou ganhar essa Eu vou ganhar esta Foi mais ou
menos que o Juliano fez, entendeu? Ele falou: "NĂŁo, o que que 20 segundos?" NĂŁo, eu vou fazer os 20 segundos e foi um negĂłcio, as pessoas falam: "NĂŁo, Ă© muito simples, muito". Agora imagina, vocĂȘ tĂĄ 10 anos num cadeia de roda, todo mundo diz para vocĂȘ que vocĂȘ jamais vai ficar de pĂ© de novo, vocĂȘ jamais vai andar de novo. E esses caras andaram no laboratĂłrio. Eu tenho filmes desses caras todos os oito andando, falando o Diabo, chorando, berrando, comemorando. Eles andaram pela primeira vez em teve uma paciente com 13 anos de paraplegia que saiu
andando, tĂĄ? InacreditĂĄvel, porque assim, toda a lĂłgica diz que isso Ă© impossĂvel, que isso Ă© impossĂvel, nĂ©? Ă na no na Idade MĂ©dia era considerado milagre, nĂ©, dos santos todo mundo que nĂŁo Ă© cientista considera impossĂvel. Considera impossĂvel. Considera impossĂvel. E aĂ nĂłs descobrimos um mĂȘs Depois que todos eles estavam recuperando parcialmente funçÔes abaixo da lesĂŁo. Ou seja, a prĂĄtica de usar o cĂ©rebro para controlar um robĂŽ que vocĂȘ veste. NĂŁo sĂł nĂłs descobrimos que o robĂŽ foi assimilado pela mente deles como extensĂŁo do corpo, eles começaram a melhorar. EntĂŁo essa moça que tava paraicar
13 anos, ela começou a mover as pernas sem o exo. Dois dos nossos pacientes foram andando com outra terapia sem o exo do anos depois. E Ă© por isso que vocĂȘ diz que a reabilitação envolve a neuroprotĂ©tica fĂsica, independentemente de qualquer coisa que vocĂȘ faça com cĂ©lula. Examente. Exatamente. Exatamente. EntĂŁo, mas esse efeito ele era esperado? NĂŁo, esse isso que foi uma coisa mais sensacional. Ele era foi completamente nĂŁo previsĂvel. Um dia nĂłs trouxemos essa moça e ela foi fazer um teste. VocĂȘ suspende ela a todos os paraplĂ©gicos, vocĂȘ pede, faça o que vocĂȘ puder
e Infelizmente a vasta maioria nĂŁo consegue fazer nada, mas vocĂȘ pĂ”e lĂĄ zero, nĂ©? Tem uma escala tal. NĂłs fomos repetir o estudo que tinha que repetir por obrigação. Ela ficou de pĂ©. Eu tava andando no laboratĂłrio, parei, nĂ©? Falei: "Puxa, que coisa, nĂ©? Sensacional o treinamento, fizeram tudo". AĂ o nosso mĂ©dico fala: "Tenta andar". AĂ a moça faz isso com a perna direita. Eu falei: "NĂŁo, caras acho que nĂŁo cai". NĂŁo, nĂŁo NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo. Mas eu quase caĂ nĂŁo, juro por Deus. Imagina, vocĂȘ Ă© mĂ©dico, neurocientista, vocĂȘ aprendeu a vida inteira que um
paraplégico com lesão completa nunca vai andar. Essa moça faz isso aqui. Aà eu falei: "Não, não, não, tem alguma coisa errada. Vamos repetir". Passamos uma hora repetindo ela fazendo isso. Todas vezes ela conseguia fazer. Ficamos mais meses reabilitando ela. Na próxima vez que ela fez isso, ela fez Isto e isto e saiu andando, saiu andando no ar. Ela tava suspensa, né? Mas aà dois caras conseguiram pÎr os pés no chão, a suspensão diminuiu e eles começaram a andar, né? Então aà a dimensão daquele chute é muito maior do que o próprio EGS ou a própria
tecnologia em si, porque oito seres humanos que estavam condenados, nĂ©, a uma um modo de vida que tem um estereĂłtipo todo, nĂ©, terrĂvel, nĂ©, um estigma, perdĂŁo, De repente acreditaram e começaram a requirir a sua plenitude fĂsica, nĂ©? Essa moça decidiu ficar grĂĄvida, teve um bebĂȘ e ela sentiu a gravidez. Ela decidiu porque ela começou a sentir as contraçÔes uterinas, nĂ©? O perĂodo dela. Um dia ela chega para nĂłs, tĂŽ sentindo o meu perĂodo de novo caiu a cara de todo mundo, nĂ©? Ou seja, ela tĂĄ recuperando sensibilidade interna, visceral, que ainda Ă© mais DifĂcil,
nĂ©, de vocĂȘ recuperar. Isso tudo por conta dos exercĂcios que estavam sendo feitos rotineiramente com exos esqueletos. Isso. Mas na realidade esse Ă© o grande ponto. Eu acho que vocĂȘ tocou num ponto importante. Isso tudo porque 30 anos atrĂĄs, numa madrugada na FiladĂ©lphia, um maluco escocĂȘs francĂȘs e um brasileiro estavam lĂĄ com um ratinho ouvindo, nĂ©? o ratinho se mexer e os 48 neurĂŽnios desprat. Se aquela noite nĂŁo Tivesse acontecido, nĂŁo chegava lĂĄ em 2014, nĂ©? Esse chute jamais teria ocorrido. Miguel, um negĂłcio. E o chute ele Ă© sĂł ele ele Ă© muito reconhecido fora
do Brasil. EntĂŁo, nossa, eu eu tenho um dia eu tava em Brisbane dando aula magna da Universidade de Brisbane e a professora me quis me levar numa montanha lĂĄ que dava para ver o ponto mais ao sul da AustrĂĄlia, tal, sei LĂĄ. E começou a que um torĂł, nĂ©? NĂłs estamos lĂĄ no meio, tivemos que descer correndo com o carro lĂĄ e era o perĂodo do sprink break da criançada, da molecada do high school e tinha uma criançada descendo no meio de um torĂł. Ela falou: "VocĂȘ se incomoda se eu der carona para uns trĂȘs
meninos?" AĂ falei: "NĂŁo, claro, imagine tĂĄ todo mundo sopar". Ela pĂŽs trĂȘs moleques randĂŽmicos no carro e nĂłs estĂĄvamos descendo a montanha lĂĄ, comecei para Santos, nĂ©? Mas muito mais Ăngreta no meu canto, ela falou: "E aĂ, vocĂȘs gostaram da Copa do Mundo?" Sim, em AustrĂĄlia jogou para caramba, quase passou por cima da Espanha. nĂ©? Brigamos com o Chile, foi sensacional, tal. AĂ ela vira assim: "E o que que vocĂȘs mais gostaram da da Copa do Mundo?" AĂ o molequinho mais franzino, sabe? O Geek do meio dos trĂȘs fala assim: "Aquele chute do robĂŽ, caramba."
AĂ a menina fala assim: "A professora vira para mim: "O cara que fez Ă© esse aqui". Olha sĂł que demais. Os cara, vocĂȘ sabe como Ă© australiano, nĂ©? Eu nem sei imitar o sotaque, mas Ă© Ă© do capeta como eles. Eles xingam como ninguĂ©m no mundo. Os caras falam que Ă© irlandĂȘs que xinga bem. NĂŁo, australiano Ă© uma metralhadora. A molecada teve que a gente teve que parar o carro, eles tiveram que ligar pra mĂŁe, eu tive que Falar com a mĂŁe. AĂ eles tiraram foto comigo no meio de Brisbane, AustrĂĄlia. EntĂŁo lĂĄ fora Ă©
muito, nĂ©? EntĂŁo vocĂȘ vĂȘ, Ă© sĂł no Brasil podia ser feito isso. VĂĄrias pessoas me falaram. SĂł podia acontecer um barato desse no Brasil. Abertura da Copa do Mundo, no paĂs do futebol. Tudo bem, o que aconteceu nĂŁo vamos lembrar. AliĂĄs, o Juliano Pinto acertou mais chutes naquela Copa do Mundo do que o Fred. Ah, com certeza, nĂ©? Com certeza. 56 tentativas, ele acertou 52 no campo do O Fred que precisava ter uma O Fred precisava ter visto Juliano dar um chute ali, entendeu? Mas e aqui no Brasil como 7 a um, nĂ©? NĂŁo, nĂŁo,
porque tava usando a camisa do MengĂŁo, pĂŽ. Ah, nĂłs vamos ter que voltar Ă ventania de Motividel. Ă Miguel, tem um negĂłcio que eu acho muito interessante n assim mais uma das das consequĂȘncias do seu trabalho, que Ă© a ideia de que a o espaço do corpo nĂŁo Ă© um espaço que se encerra nos limites fĂsicos do corpo. VocĂȘ tem reflexĂ”es sobre isso? E eu diria assim, essa Ă© uma grande tradução da filosofia, vamos ser bem honesto, nĂŁo nĂŁo surge contigo, mas ela ganha um formato com vocĂȘ na modernidade muito especial. Acho Que seria legal
comentar com as pessoas isso, o quanto, por exemplo, um objeto que estĂĄ com vocĂȘ, assim como a neuroprotĂ©gĂ©tica, qualquer coisa que estĂĄ sob o seu domĂnio, acaba fazendo parte desse campo fenomenolĂłgico. Ă das grandes reflexĂ”es. Conta aĂ. NĂŁo, sem dĂșvida. Inclusive nĂłs Ăam um projeto na NASA que na acabo nĂŁo ser financiada. NĂŁo sei por fui lĂĄ quando eu te contei que eu fui lĂĄ dar palestra explicar o que eu queria fazer. O Rover que tĂĄ em Marte que tĂĄ, a nossa ideia era que ele fosse controlado pelo atividade elĂ©trica de um operador na terra.
Caramba, que o cara não ia pÎr joystick, não ia fazer nada, ele ia usar um sinal, tem um delay, claro, né, que a gente sabe, né, mas no final não deu certo. Mas quando nós terminamos o primeiro estudo com a Aurora, eu publiquei um trabalho dizendo o seguinte: "Pela primeira vez na história, a gente pode demonstrar que Qualquer ferramenta que o ser humano cria, qualquer tecnologia que ele cria para ampliar a sua ação no mundo, é incorporada pelo cérebro." Gostei, gostei muito. Como a extensão do corpo dele. Então, tenista, tå? Maiores reflexÔes da história das
neurotas. Muito interessante. Isso Ă© absurdo. EntĂŁo, o tenista, se vocĂȘ pegar o feder, tĂĄ, e vocĂȘ fizer um MRI do cĂ©rebro dele, pedir para ele, pĂ”e o seu Dedo onde vocĂȘ olhos fechados, nĂ©, onde vocĂȘ acha que Ă© a metade do seu braço. Todos nĂłs que nĂŁo jogamos tĂȘnis profissionalmente farĂamos isso. O Federir vai computar o comprimento da raquete que ele tĂĄ usado a usar e ele vai pĂŽr o dedo exatamente no meio da distĂąncia do braço e a raquete, tĂĄ? bicicleta, Ăłculos, roupa, relĂłgio. SĂł que com a interface a mĂĄquina, a gente provou que
esse limite termina na Ășltima camada de ĂĄtomos De uma ferramenta controlada pela mente. NĂŁo interessa onde ela esteja, ela pode estar do outro lado do planeta, nĂ©, Ela pode estar do outro lado do sistema solar, tĂĄ? EntĂŁo vocĂȘ mandar a Voyager Uhum. Voyer lĂĄ que tĂĄ no, nĂ©? TĂĄ lĂĄ nos confins lĂĄ nos Confins. Depois do sistema solar. Se tivesse um ser humano que tĂĄ controlando um um equipamento na na SuperfĂcie da Void que se mexe, um braço robĂłtico e esse braço robĂłtico encosta no meteoro ou encosta na prĂłpria superfĂcie da Void, o senso de
ser deste indivĂduo tĂĄ lĂĄ. Caraca, isso Ă© muito louco. Ă, o limite nĂŁo tĂĄ onde a gente acha que tĂĄ, porque o ser humano Ă© um ser jĂĄ imerso no mundo de ferramentas e, portanto, de extensĂ”es, de aumentos, nĂ©, de estruturas de aumentos. E isso se aplica para outros indivĂduos da nossa Da nossa vida, outros indivĂduos do nosso grupo social. EntĂŁo, quando vocĂȘ olha uma matilha, eu nĂŁo sei nem se matilha em portuguĂȘs, um pride de leĂ”es, os leĂ”es tĂȘm o hĂĄbito, quando sĂŁo da mesma do mesmo grupo, de roçar as cabeças. Eles batem a
cabeça, eles se afagam e se lambem, porque esse Ă© o cĂłdigo de irmandade. Ă como eles reconhecem pelo cheiro, pelo pelo tato, nĂ©? Os quem os irmĂŁos que cresceram juntos, os leĂ”es que sobreviveram, Leoas, nĂ©? Na realidade, o cĂ©rebro desses leĂ”es, o senso de ser, nĂŁo Ă© individual, ele incorpora todos os membros daquela famĂlia. Por isso que quando os leĂ”es caçam em grupo, nĂ©, com com que eles tĂȘm estratĂ©gias absurdas, nĂ©, quando vocĂȘ para para estudar isso Ă© uma coisa maravilhosa. NinguĂ©m fez esse estudo, mas eu tĂŽ para fazer, nĂŁo com leĂ”es, mas com outros
bichos um pouquinho mais fĂĄcil de registrar o cĂ©rebro de todos eles ao mesmo tempo e Provar que Ă© um Ășnico cĂ©rebro, que eles estĂŁo todos sĂncronos. Ă a Brainet lĂĄ, Ă© a Brainet, tĂĄ vendo? TĂĄ. EntĂŁo, tem vĂĄrias espĂ©cies onde isso Ă© muito claro. Baleias, golfinhos, aquele cachorro selvagem da Ăfrica, sim. Wild do Dog, que sĂŁo os animais mais o a o conceito de espaço coletivo desses bichos Ă© uma coisa, vocĂȘ nĂŁo escapa deles. Se eles esticarem, se uma zebra For o alvo desses caras, eles sĂŁo pequenininhos, mas eles se aglomeram em dezenas de animais
e eles se transformam num num predador, num predador impressionante. Entendi. TĂĄ. Ă Miguel, uma questĂŁo muito associada a isso. Legal. Legal. EntĂŁo, todos os seus pacientes, desculpa sĂł terminar, todos os seus parentes, todas as pessoas que vocĂȘ gosta, todas as Pessoas que tĂȘm relaçÔes sociais, elas sĂŁo parte do seu sentido de ser. Elas fazem parte dessa definição do ser de cada um de nĂłs. NĂłs nĂŁo vivemos eh individualmente, por mais que a gente, nĂ©, no mundo moderno, a gente fala da individualidade e todo mundo, infelizmente a gente esqueceu de como a gente realmente funciona e
o vĂrus mostrou para nĂłs, porque o vĂrus Ă© outro organismo coletivo. Uma partĂcula viral nĂŁo existe, nĂŁo faz Sentido nenhum a partĂcula viral, nĂ©? Ele age no coletivo. E Ă© e olha o que ele aprontou, nĂ©? Olha o que ele aprontou. Isso aĂ se aplica em formiga, abelha, nessas tudo tudo, tudo. A brainet vem desde os insetos atĂ©, sĂł que os cĂłdigos de sincronização diferentes, certo? O, por exemplo, smel, nĂ©? O cheiro. AtĂ© recentemente na COVID ninguĂ©m falava, ninguĂ©m dava muita importĂąncia pro senso De gosto, de cheiro, tal. As pessoas começaram a perder ou ter
alucinaçÔes ofativas por causa da lesĂŁo do vĂrus. Ă uma coisa impressionante. Muda a sua vida. vocĂȘ nĂŁo consegue mais comer, vocĂȘ nĂŁo consegue mais se relacionar com outras pessoas, porque vocĂȘ tĂĄ tendo uma sensação ofativa completamente adulterada, nĂ©? E apesar do nosso sistema ofativo ser muito menos eh eh poderoso, como em outros animais, nĂ©? Os LeĂ”es, por exemplo, os cachorros, tal, a a gente nĂŁo percebe o quanto a gente depende para julgar se a comida tĂĄ boa. Realmente, nĂ©? Realmente Ă©, entĂŁo Ă© uma catĂĄstrofe. Ă, eu tava lendo um artigo na Inglaterra, a Inglaterra tem
centenas de milhares de pessoas com lesĂ”es definitivas do sistema ofativo, ofatĂłrio. Anosomia que nunca mais vai passar, nĂŁo Ă© anosmia irreversĂvel, TĂĄ? EntĂŁo isso nĂŁo vai ter repercussĂ”es por dĂ©cadas, nĂ©? Ă Miguel, uma coisa e existe essa tradição na nas ciĂȘncias sociais de separar as culturas do arroz das culturas do trigo? EntĂŁo, a plantação do arroz, ela ela ela Ă© muito mais intensiva e ela força as sociedades a serem muito mais coletivistas. nas sociedades do Sudeste da Ăsia que sĂŁo muito mais coletivistas, enquanto as sociedades tipicamente europeias que Plantam trigo sĂŁo mais individualistas porque o
cultivo Ă© mais simples. EntĂŁo assim, vocĂȘ desenvolveu uma maneira de se relacionar e de organizar a produção nos nĂșcleos, nas famĂlias, que Ă© um pouco diferente. O o a consequĂȘncia natural seria assumir que existem diferenças que tambĂ©m vĂŁo se expressar do ponto de vista cerebral nessa extensĂŁo fenomenolĂłgica, que Ă© uma extensĂŁo sobre onde estĂĄ o limite do ser. Como, como vocĂȘ vĂȘ isso daĂ? Bom, Ă© uma coisa muito interessante porque eu tĂŽ acabando de ler uma sĂ©rie de livros de um historiador que eu nĂŁo conhecia atĂ© a pandemia, inclusive o William Mcil, o cara da
Universidade de Chicago que vive teve o pico da produção dele nos anos 70 e ele tem uma sequĂȘncia de livros um dos quais fala exatamente sobre esse tema de como Ă© fascinante. Ah, nĂłs sĂł existimos, nĂłs sĂł estamos Aqui usando microfones, usando telefone celular, nĂ©? essas tecnologias, porque alguĂ©m no neolĂtico descobriu como fazer agricultura e num certo momento na MesopotĂąmia, no Egito, na Ăndia, na China, um excedente de produção deu margem para que alguĂ©m coletasse isso, nĂŁo sĂł para comer, mas para vender e gerasse uma, nĂ©, uma maisvalia que foi aplicada para quĂȘ? para construir
pirĂąmides, para construir templos e para construir tecnologias que ampliassem Esse poder e voltassem lĂĄ para aumentar a produção de comida. Ou seja, tudo que nĂłs estamos tocando, usando nesse momento vem porque os nossos antepassados descobriram, por exemplo, na China que era o rendimento calĂłrico e o rendimento, o output de produção de arroz era muito maior do que as coisas que eles plantavam antes de descobrir como plantar arroz em em alagados, tĂĄ? Isso mudou a histĂłria da humanidade dramaticamente. SĂł que como vocĂȘ colocou Muito bem, diferentes partes do mundo cultivavam diferentes coisas. Ocorre que a o
grande salto do da Europa, aqui vai cair o queixo todo mundo, eu espero, só vem por causa da descoberta da América, porque a batata, a manioca, tudo aquilo que a gente aqui acha, né, tem um rendimento calórico muito maior do que todas as culturas que existiam na Europa na Idade Média. E como a Europa tinha perdido metade da população pra peste bobÎnica no século X, a conjunção Da queda da população e o aparecimento de uma comida altamente calórica permitiu a explosão tecnológica da Europa. Então, o renascimento, o Iluminismo, a revolução tecnológica, a revolução industrial, foi
tudo dado por causa da chegada dos caras. A chegada dos caras aonde? No Patropi. Aqui. Muito bom. Loucura. NĂŁo Ă© sensacional. e muda. Portanto, nĂłs subvencionamos o desenvolvimento da civilização ocidental. EntĂŁo, agradeçam a nĂłs aĂ, povos do Isso. Isso. Quando a gente fala, nĂ©, quando a gente ouve discursos que hoje sĂŁo muito comuns, nĂ©, ridicularizando a maneira como os nossos Ăndios vivem da prĂ©-histĂłria, nĂ©, no conexĂŁo com a natureza muito mais saudĂĄvel do que a nossa, Muito mais. Esses caras revolucionaram o desenvolvimento europeu porque foi o roubo, nĂŁo o roubo, nĂ©? foi o a o
transporte, a a exportação das culturas das AmĂ©ricas, o milho, nĂ©, que esses caras mais, nĂ©, que eles chamam, mas Ă© o milho, milho batata, batata doce, todas essas coisas que a gente conhece, nĂ©, trivialmente, manioca, mandioca, mandioca portuguĂȘs. Isso gerou o excedente alimentar, energĂ©tico e monetĂĄrio que permitiu a Europa ser quem ela Ă©. Perfeito. muito legal. EntĂŁo vocĂȘ vĂȘ que isso vai muito longe. Ă, e vocĂȘ vĂȘ que existe uma essa questĂŁo da extensĂŁo tambĂ©m, o limite desse eu do europeu voltando pra questĂŁo, correu uma ideia e Ă© sĂł por isso, porque a Europa teve
excedente, nĂ©, econĂŽmico, que o imperador Abel Ferreira I veio ao Brasil E levou ao viver de ponente a maior vitĂłria Ă©pica da histĂłria do futebol brasileiro. Ele vai, ele vai, vai ser o, eu vou ter que ouvir a mensagem, nĂ©? Eu tenho, eu tenho um amigo flamenguista que eu ligo para ele periodicamente, falo: "VocĂȘ jĂĄ pagou a passagem, terminou de pagar a prestação? Porque senĂŁo eu ajudo. Seria o maior prazer, nĂ©?" Muito, Cara, Ă© muito louco isso daĂ. Deixa eu te fazer uma pergunta agora um pouco nĂŁo tĂŁo cientĂfica, talvez, por favor, cara. Ă esse
o estudo que vocĂȘs fazem sobre o acho que eu jĂĄ te perguntei isso antes, mas assim, eu jĂĄ vi aqui vĂĄrias vezes, Ă© esse esse lance de começar a entender como o cĂ©rebro funciona e tudo mais e ver como tudo ali acontece e tal, isso invalid isso invalida para vocĂȘ a Possibilidade de de uma alma, de um espĂrito ou atĂ© mesmo de Deus, alguma coisa? VocĂȘ Ă© ateu e tal? NĂŁo, eu tenho uma relação excelente com Deus. Ă, Ă©. Ele nĂŁo acredita em mim, eu nĂŁo acredito nele. Mas uma relação Ăłtima. NĂŁo, mas veja, nĂŁo
invalida. Ah, mas hora que o Daverson pegou a bola, aĂ vocĂȘ apelou. NĂŁo apelou. Foi a Olha, eu posso dizer para vocĂȘ, foi a Coisa mais prĂłxima de um milagre que eu jĂĄ testemunhei. NĂŁo, porque veja, eu jĂĄ vi aquele gol 200 milhĂ”es de vezes. Quando o Diego Alves estica o pĂ©, nĂ©, que ele estica o pĂ©. Eu falei: "NĂŁo, a bola vai bater no pĂ©, vai bater na trave, vai sair, vai ir lĂĄ paraessa vez que vai bateu, bateu, bateu." Ă, nĂŁo, mas seriamente, eu tinha uma posição quando era mais jovem muito militante, nĂ©?
E ao longo da minha carreira eu fui, eu fui Começando a entender que Deus vem daqui também, tå? Todas as criaçÔes mitológicas, todas as grandes. Eu eu sou adepto, para ser totalmente honesto nesse momento da minha da minha vida, eu sou adepto ao Great Blue Sky dos mongóis, porque é um Deus analógico, é um deus sem face, não é um deus antropomórfico. Os mongóis, que é o Tendry, né, os mongóis olhavam pro céu e eles worshippem, eles cultivavam o grande azul do céu. E a missão do James Scan de tentar conquistar o mundo, não é
porque ele era um doido, varrido, um genocĂdo aqui nĂŁo Ă©. Os mongĂłis tem um bad rap, tĂĄ? NĂłs temos que corrigir o o a reput. Os mongĂłis criaram a escola pĂșblica. Os mongĂłis eram governados por princesas. Os caras iam pra guerra, quem mandava no lugar eram as princesas. Os mongĂłis criavam, criaram coisas que vocĂȘ nĂŁo acredita. NĂŁo havia perseguição Religiosa no impĂ©rio mongol. A corte do Kublaican tinha judeus, muçulmanos, aastras, o que vocĂȘ Ele fazia reuniĂ”es entre os caras para ele aprender e tomar uma decisĂŁo de quem era o Deus mais verdadeiro. Nunca tomou. Ele
olhava para cima e falava: "NĂŁo, esse cara, esse aqui Ă© melhor". A visĂŁo dos mongĂłis Ă© que eles precisavam unificar o mundo, porque o mundo existia somente sobre a luz do Great Infinite Blue Sky, do grande infinito cĂ©u azul, CĂ©u azul, nĂ©? EntĂŁo Ă© difĂcil se destruir essa poesia, nĂ©? Ă difĂcil, Ă© difĂcil chegar e falar: "NĂŁo, cara, vocĂȘ, nĂ©?" E vem daqui, vem daqui porque uma das coisas fundamentais da mente humana, diferente da formiga, do chip, vocĂȘ nĂŁo vai pegar nenhum chipanzĂ© discutindo cosmologia. nĂ©? A visĂŁo cosmolĂłgica do Chipans Ă© vamos fazer o que
importa na vida, comer, passar o DNA, A menos que assista a parenta dos macacos. A menos Ă© o dos macacos uma boa sacada. Mas a a necessidade de vocĂȘ criar uma histĂłria que tem começo, fim, nĂ©? E começo, meio e fim, Ă© inerente Ă lĂłgica analĂłgica do cĂ©rebro humano. Ele precisa ter uma explicação causal. Enquanto vocĂȘ nĂŁo podia fazer experimento, vocĂȘ nĂŁo podia ter telescĂłpio, o que que tinha? Tinha o que vocĂȘ olhava para cima, o que vocĂȘ olhava Ao seu redor, nĂ©? Tanto Ă© que as pinturas ruprestes lĂĄ do da capela cistina da do
paleolĂtico na França e na Espanha, Lascou, na caverna de Lascou, isso, as cavernas, nĂ©? Os deuses dos caras eram os bichos, a natureza e o entorno. NĂŁo tinha uma imagem deles mesmos. NĂŁo tinha nenhum cara que pintou ele mesmo, a mulher, o filho, a amante. NĂŁo. Era a pintura do mundo natural, um mundo analĂłgico. E Ă© esse mundo que nĂłs estamos perdendo, porque as pessoas estĂŁo achando que o mundo Ă© digital, ele nĂŁo Ă©, ele Ă© analĂłgico, tĂĄ? EntĂŁo, quando vocĂȘ fala de uma cultura como a cultura mongol, como os islamitas, nĂ©? Porque o a
cultura muçulmana do sĂ©culo VII, a renascença muçulmana precede a renascença italiana por sete sĂ©culos. Os caras jĂĄ sabiam que os planetas orbitavam o Sol. Os caras jĂĄ sabiam que era uma elipse. NĂŁo era nĂŁo era o que o Nosso grande Ptolomeu sugeriu. Eles revisaram Ptolomeu, eles traduziram toda a obra dos gregos. NĂłs sĂł lemos hoje PlatĂŁo e AristĂłteles porque os muçulmanos salvaram essa literatura e permitiram na renascença italiana que eles voltassem a ser traduzidos pro latim. NĂłs tĂnhamos perdido tudo isso. As maiores bibliotecas da histĂłria da humanidade estavam em Bagdad. Ă isso mesmo. Merve, Iraque,
nĂ©? Sarcamand, Nichapur. NinguĂ©m ouviu falar de Nichapur. Nichapur foi a primeira universidade do mundo. Um certo Omar Caian tava lĂĄ. TĂĄ. EntĂŁo, quando vocĂȘ fala desses caras terem seus deuses e seus mitos, eu tenho uma uma completa visĂŁo diferente hoje aos meus 61 anos. Eu tenho atĂ© eu tenho respeito pela, pela tentativa de vocĂȘ criar algo, desde que seja pro bem, nĂ©? Desde que vocĂȘ nĂŁo mate alguĂ©m por causa de do seu Deus ser melhor que o meu Deus. Mas Ă© uma criação da mente, Ă© um pedaço de arte, nĂ©? Ă, Ă© como uma pirĂąmide,
Ă© sĂł que Ă© uma abstração. VocĂȘ nĂŁo pĂ”e a mĂŁo como na pirĂąmide, vocĂȘ pĂ”e a mĂŁo na pedra lĂĄ, mas Ă© um produto elaborado da mente humana. EntĂŁo ele tem a sua, vocĂȘ deve a ele um certo respeito, nĂ©? Entendi. Entendi. EntĂŁo a ciĂȘncia nĂŁo precisa bater de frente, como por exemplo, eu jĂĄ tive vĂĄrias algumas conversas com o Richard Dawkins e Ah, e aĂ ele Ă© um ativista do ateĂsmo. Eu nĂŁo acredito nesse ativismo que vocĂȘ bate de frente. SerĂĄ que ele nĂŁo foi um cara que ele, tipo, ele precisou fazer isso? Pode
ser, pode ser um personagem tambĂ©m, tipo pro fronte de batalha. NĂŁo, nĂŁo, acho que o posicionamento dele Ă© um egoĂsta, nĂ©? Vamos ser honesto, ele tem um trabalho essencial, importantĂssimo do ponto de vista evolucionĂĄrio. Mas o comentĂĄrio, sabe como Ă© que eu Vejo essa questĂŁo? NĂŁo vejo exatamente assim. Para mim a gente tem uma dicotomia entre a experiĂȘncia espiritual, uau, e a experiĂȘncia da narrativa religiosa, seja qual ela for. E a experiĂȘncia espiritual, ela tĂĄ muito arraigada no cĂ©rebro. Ela efetivamente Ă©, vamos dizer assim, ela em si, ela Ă© independente de qualquer religiĂŁo. Quase todas
as religiĂ”es tĂȘm algum tipo de experiĂȘncia espiritual. E aĂ e como vocĂȘ sabe muito bem, atĂ© um negĂłcio legal pra Gente comentar Ă© o quanto vocĂȘ consegue estimular as pessoas a terem experiĂȘncias espirituais, seja atravĂ©s de prĂĄticas ou seja atravĂ©s de de inibição de algumas ĂĄreas especĂficas do cĂ©rebro. Enquanto a narrativa contto, eu tenho um contraponto. A prĂłpria ciĂȘncia, nossa profissĂŁo aqui tĂĄ virando uma religiĂŁo. Ah, total. em certos momentos ela vira eu, eu porque o que que Ă© a religiĂŁo? Aquilo que eu nĂŁo aquilo que eu nĂŁo Compactuo, a o dogma, a burocracia, a
o a coisa rĂgida, a estrutura rĂgida que onde o pensamento criativo Ă© coibido, onde ele nĂŁo tem liberdade, por exemplo, nĂ©? VocĂȘ cheg, vamos supor que vocĂȘ encontrou a prova de que, sei lĂĄ, ĂŁ, MaumĂ©, ĂŁ, ele nĂŁo ouviu a a o anjo Gabriel eh em Meca, ele ouviu um pouco mais ao sul, no Yemen, tĂĄ? VocĂȘ encontra a prova textual, sei lĂĄ, tem uma prova arqueolĂłgica lĂĄ, nĂŁo pode porque vai contra o dogma, nĂ©? VocĂȘ nĂŁo vai poder Refutar o dogma. Esta Ă© a parte da religiĂŁo que eu nĂŁo compactuo, mas eu vejo a
minha profissĂŁo depois de 40 anos tendo muita gente que se comporta como bispo, como arcebispo, como papa. Sabe qual Ă© a parte que assim, atĂ© eu queria saber a pandemia foi claro isso. Eu queria saber um negĂłcio. O que que vocĂȘ pensa disso, jĂĄ que Ă© para tocar num ponto assim, Ă© o mais o tabu dos tabus da ciĂȘncia. O que que vocĂȘ acha dos estudos feitos e publicados lĂĄ pelo pessoal de Stanford com a CIA sobre o Yuri Geller nos anos 70? Ă, pois Ă©. Ă assim, os estudos sĂŁo bem desenhados. Eu nĂŁo sei
qual Ă© o truque, mas vamos lĂĄ. Se Ă© para falar em tabu, a gente, por exemplo, tem esse, agora tem um documentĂĄrio na Netflix sobre, tem que explicar pra galera aqui quem que Ă© o Yurig, cara, que a galera nĂŁo vai ver. Vamos uma coisa mais dos dias de hoje. Tem NĂŁo, pĂŽ, fala do Yurig, ele era um cara, ele foi super famoso. Esse cara aparecendo fantĂĄstico todo domingo. Ă, Ă© assim, teve uma Ă©poca, vamos lĂĄ, tem um um projeto da CIA. para para remote viewing, que Ă© o seguinte, na verdade nĂŁo sĂł da CIA,
no mundo inteiro teve uma Ă©poca que as pessoas estavam que as agĂȘncias estavam buscando esses mĂ©diuns, essas pessoas com poderes supostamente eh Sobrenaturais para tentar entender, localizar pessoas ao redor do mundo, entender como sĂŁo as bases dos inimigos, etc e tal. Tem um filme inclusive, nĂ©? Ă, tem um monte, nĂ©? E aĂ tem o que acontece Ă© o seguinte, tem uma um determinado momento que que alguns pesquisadores da Universidade de Stanford se associam a para fazer um conjunto de experimentos que supostamente foram meticulosamente Desenhados com o Uri Geller. E esses resultados foram publicados recentemente, porque
esses esses esses dados nĂŁo eram pĂșblicos. EntĂŁo lĂĄ assim a taxa de acerto do Urigas. Como entender? Ou entĂŁo, por exemplo, assim, a gente pode entender assim, um truque, ou ele Ă© um mestre no truque, porque vamos dizer que os cientistas nĂŁo estavam de sacanagem, mas efetivamente caĂram no truque dele. Mas eu tenho uma boa histĂłria para te Contar. Quando eu cheguei na Duke 94, vocĂȘ chegou no, vocĂȘ chega no departamento, nĂ©, os caras assim na no corredor do departamento, o a universidade pĂ”e o da onde vocĂȘ veio, qual o seu PhD onde vocĂȘ teve,
nĂ©? EntĂŁo tinha o cara da IO, o cara do Caltec, o cara do MIT e tinha lĂĄ Universidade de SĂŁo Paulo, nĂ©? AĂ primeira semana que eu tĂŽ lĂĄ, vem um cara para mim e fala: "Mas em que parte da CalifĂłrnia fica a Universidade de SĂŁo Paulo?" Falei: "Ă um Pouco mais ao sul. VocĂȘ vai, vocĂȘ tem uma ideia, vocĂȘ tem uma ideia do do negĂłcio, nĂ©?" E eu quando eu cheguei na dĂș nĂŁo tinha menor ideia aqui. Mas ele, serĂĄ que ele perguntou para te sacanear ou ele nĂŁo sabia? NĂŁo, nĂŁo. Esse cara nĂŁo
sabia. Esse cara era clueless, como a gente ia dizer, nĂ©? NĂŁo tinha a menor noção. Ele nĂŁo sabia menor, nĂŁo tinha a menor ideia se existia a AmĂ©rica do Sul para vocĂȘ ter uma ideia. Enfim, a Duke era conhecida Pelo departamento de parapsicologia. Verdade, verdade. E eu nĂŁo sabia disso. Eu fui descobrir quando eu cheguei lĂĄ. Era, era fora do campus, porque evidentemente o campus nĂŁo queria, nĂŁo queria relação, mas era um baita. Na cidade sĂł se falava da do prĂ©dio onde esses caras lĂĄ entortavam colher, fazer diabo. Bom, agora imagina eu, departamento de neurobiologia,
faço um macaco controlar Um robĂŽ com a mente. De repente, quase te mando para lĂĄ. NĂŁo, nĂŁo. Os nĂŁo, nĂŁo, eles nĂŁo me mandaram. Os caras me telefonando para eu ir lĂĄ. VocĂȘ nĂŁo queria fazer nĂŁo Ă© apresentação, pesquisa. NĂŁo, falei nĂŁo, tĂĄ tudo bem aqui, tĂŽ legal. Mas vocĂȘ nĂŁo acha que a gente tem obrigação de investigar a fundo? Claro, eu acho que tem. Eu nunca vi, eu nunca nĂŁo conheci, eu nunca vi nada. Eu jĂĄ minha mĂŁe alega que, nĂ©, que Ă© melhor Que Orig nunca provou para mim. Eu sĂł se uma coisa,
a pizza da dona Giselda matava qualquer. Sabe aquele negĂłcio do Ninja Turtle que ele joga um disco que vai na testa e mata? Essa era pizza, nĂ©? Ănica coisa. Vou falar uma uma coisa aqui que o tabu total nesse programa, mas eu fiz um uma assessoria pro para Netflix, pro pra sĂ©rie sobre o JoĂŁo de Deus. E eu vi uma sĂ©rie de de dados de de dados assim, evidĂȘncias neurolĂłgicas de Pacientes, de coisas assim que elas levantam uma sobrancelha. Ă assim que eu vou falar. NĂŁo, tudo bem. NĂŁo, calma. Mas esa aĂ, eu tĂŽ falando
de de paciente. VocĂȘ vocĂȘ vĂȘ o exame do paciente antes? E eu levanta uma sobrancelha, eu nĂŁo vou julgar nada. Eu sei o seguinte, eu eu entrei e saĂ, eu saĂ mais quieto do que eu entrei. Pro JoĂŁo de Deus parece que nĂŁo funcionou, nĂ©? Parece que nĂŁo deu bem. NĂŁo, olha, ol, vou te falar, eu vi coisas ali, exame de paciente, exame neurolĂłgico, exame oncolĂłgico, exame de paciente sĂ©rio. Ă, Ă© o que eu posso fazer. Mas se eu me lembro corretamente, teve atĂ© ministro do Supremo que ia se consultar com ele, nĂ©? Sim. Que
e que eu tambĂ©m nĂŁo vou comentar, mas supostamente a doença assim sĂ©ria Ă© nĂŁo nĂŁo importa, mas assim, vamos Dizer que assim, eu eu tive efetivamente acesso a dados, nĂŁo sĂł nesse caso, mas em outros casos, exame, exame do paciente com metĂĄstase, coisa assim. Eu vi o exame, assim, eu nĂŁo sei que raios aconteceu, mas olha, esse paciente melhorou bem isso daĂ. Eu, por exemplo, eu, eu vejo, por exemplo, essa sĂ©rie da Netflix com esse com um menino, esqueci o nome dele, um super novinho, que que tambĂ©m supostamente ele tem uma capacidade de falar com
os mortos. Eu NĂŁo, como Ă© que eu posso acreditar nisso? O cara mais ateu que eu mesmo conheço. NĂŁo fala com morto nenhum, mas eu sei lĂĄ o que acontece que de fato as pessoas sentem que eu eu nĂŁo acho que aquelas pessoas todas estĂŁo mentindo, eu acho sĂł que a gente nĂŁo entende bem como Ă© que funciona esse jogo. NĂŁo, sim. NĂŁo, tem um monte de coisa que a gente nĂŁo entende, nĂ©? VocĂȘ percebe? Ă claro que eu nĂŁo acho que tem o espĂrito, nada disso, mas que tem alguma Coisa que a gente nĂŁo
entende bem, eu acho que tem. Ă, mas o vocĂȘ levantou um ponto que eu acho que Ă© importante tambĂ©m mencionar que o envolvimento da neurociĂȘncia com coisas nĂŁo muito legais tambĂ©m que tem que ser trazido Ă tona, entendeu? EntĂŁo, por exemplo, eu tinha um negĂłcio, nĂŁo, nĂŁo, eu tinha grandes herĂłis dos anos 50 que eu estudei, nĂ©, nunca conheci, mas e que depois eu fui descobrir com os Estados Unidos que esses caras tinham se envolvido com a CIA, envolvido com outros, nĂ©, instituiçÔes nĂŁo muito eh cer, nĂ©, nĂŁo muito agradĂĄveis para tentar desenvolver mĂ©todos de
sugestĂŁo, tortura, escambal de bico. EntĂŁo esse Ă© um capĂtulo negro que existe, que Ă© posto embaixo do tapete, nĂ©? E e mas surgiu, foi foi, nĂ©? Tirado do armĂĄrio. E Ă© muito importante e Ă© uma das minhas grandes objeçÔes, porque quando eu comecei a fazer a Interface C mĂĄquina, eu tive um um projeto para tratar de veteranos de guerra que tinham paralisia grave, tetraplegia, nĂ©? E esse projeto veio da DARPA, mas veio do do da parte civil, a parte que faz pesquisa para tratamento de de soldados. Que Ă© DARPA? DARPA Ă© a unidade de pesquisa,
a instituição de pesquisa, eh, financiadora de pesquisa das Forças Armadas Americanas, mas que é Responsåvel por a internet veio de lå, cara. à uma das coisas mais a DAPA, ela é muito ligada com tipo autópsia de ET. Não, isso isso é e como o Miguel disse, a invenção da internet, não é muito eles inventaram a internet. A internet foi criada para submarinos nucleares poderem se comunicar no caso de uma destruição do das vias de comunicação normal para criar um sistema de defesa inexpugnåvel, né? Então daà que vem que chamava ARPA, A internet original, tå? E
eu conheci o grande projeto da DARPA hoje, sĂł para completar, Ă© o foguete movido Ă energia nuclear. Isso que Ă© uma ideia que vem da ficção cientĂfica. Exatamente. Uma ideia que vem da ficção cientĂfica dos anos 50. Um dos caras que falava isso Ă© o meu herĂłi, o Arthur Clark. Ă isso aĂ, nĂ©? O outro Ă© um fĂsico, o Freeman, nĂ©? Isso. Que Ă© o o que Ă© o grande proponente dos veĂculos, nĂ©? Espaciais, a propulsĂŁo nuclear. Mas enfim, nuclear. Essa histĂłria Ă© muito boa porque Ă© muito divertida. Eu contei inclusive na na homenagem ao
meu meu orientador, o John Chaping. Ele faleceu em dezembro e a homenagem dele foi agora, sĂĄbado passado em Nova York, nĂ©? um homem, nĂłs vamos dar o nome dele, a um dos nossos laboratĂłrios lĂĄ em Natal, no nosso instituto, um corredor inteiro, Um andar inteiro, porque o John, quando eu contei para ele em 2004 que eu ia fazer esse barato aqui no Brasil, ele falou: "Qualquer loucura que vocĂȘ meter, eu tĂŽ indo, nĂ©?" Ele era um cara dos hips, dos do do movimento hip de 68. Foi no conselho de rock lĂĄ, maluco. O cara era
genial, surfista, esquiador. Foi o cara que me e cientista ainda nĂŁo e um dos maiores um dos maiores neurofisiologistas do sĂ©culo XX Americano. Eu tive um privilĂ©gio. Ă difĂcil falar, Ă© difĂcil esquecer que grande homem esse cara foi. Mas enfim, nĂłs estamos nĂłs dois e nĂłs tĂnhamos que fazer o relatĂłrio, nĂ©? NĂłs estamos tratando da Aurora, fazendo e nĂłs fizemos eh 11 parcientes parquisonianos controlar membros artificiais. EntĂŁo o famoso hospital de veteranos de Washington nos convidou, Water Reed, pra gente dar uma palestra na DARPA, na reuniĂŁo anual da DARPA, que a gente Ganhou o prĂȘmio,
nĂ©? NĂłs dois ganhamos o prĂȘmio da DARPA de melhores cientistas do ano. E eu tĂŽ lĂĄ sentado porque eu que ia falar porque foi feito no meu laboratĂłrio e o John do meu lado, imagina o RIP dos anos 60 no meio de uma reuniĂŁo que sĂł tem general, nĂ©? E o cara calmo, porque eu sou brasileiro, nĂ©? EntĂŁo o cara jĂĄ achou que eu era o Chegevara da neurociĂȘncia, nĂ©? Bom, aĂ estamos lĂĄ, vem um general dar uma palestra antes da minha. Eu ia Falar por Ășltimo, ele veio anterior e falou: "NĂŁo, nĂłs estamos desenvolvendo
novos planos para fazer uma sĂ©rie de coisas e tal". Por exemplo, o mundo tĂĄ mudando, porque falou depois do 911, nĂ©? O mundo tĂĄ mudando e nĂłs precisamos ter contingĂȘncias para responder a guerras em qualquer lugar do mundo. EntĂŁo hoje nĂłs vamos apresentar um plano contingencial, se for preciso invadir a cidade SĂŁo Paulo, Brasil. AĂ eu parei. AĂ o John olhou para mim e falou: "NĂŁo Abre a boca, nĂŁo abre a boca". E eu parei e o cara mostrando como ia vi tal e eu falava depois do cara. Bom, eu fui lĂĄ, o presidente da
DARPA me deu o prĂȘmio, me apresentou, fou, subi no palco e falei: "Bom, antes de começar minha palestra sobre neurociĂȘncia de interface mĂĄquina, eu gostaria de dar um conselho pro general que acabou de falar na invasĂŁo da minha cidade natal". Nossa, maior silĂȘncio da histĂłria, nĂ©? Todo, todo cara sabe de militar, coisa, NĂ©? O presidente do negĂłcio, se lĂĄ quem e tal. AĂ eu falei, veja, eu vivo aqui hĂĄ muitos anos e eu vou dar uma dica para vocĂȘs economizarem uma grana. NĂŁo precisa tudo isso barato aqui. Vai lĂĄ no dia do carnaval, nĂŁo vai
ter ninguĂ©m. VocĂȘ entra na boa, vocĂȘ entra desfilando. Os cara vĂŁo pensar que Ă© escola de samba. Ou entĂŁo na final do campeonato brasileiro, na final do campeonato brasileiro, final do campeonato de Futebol, vai est todo mundo ass televisĂŁo, a cidade vai est vazia, nĂŁo precisa destruir ponte, nĂŁo precisa bombardear o aeroporto. Nenhuma dessas estratĂ©gias maluca, nĂ©? A plateia despencou. Eu sĂł vi o John Chape fazendo assim: "NĂŁo, nĂŁo, nĂ©, o meu orientador, nĂŁo, nĂŁo. Na darpa o cara falou tava muito bom". NĂŁo, mas foi sensacional, nĂ©? E aĂ eu me lembro que o diretor
da DARPA virou para mim, entregou o prĂȘmio, nĂ©? Um cara Enorme, aqueles americanos gigantesco e falou: "Ah, ele me chama de NicolĂ©is. NicolĂ©is, vocĂȘ viu que o general tava tomando nota?" EntĂŁo se porventura um dia desse aparecer uma escola de samba esperto aĂ se os caras tiverem um uniforme um pouco diferente, nĂ©? Ă a data. Vou pensar com a escola de samba nova. A culpa Ă© minha. A culpa Ă© minha. TĂĄ bom demais. Doideira. Mas uma coisa legal de vocĂȘ falar tambĂ©m Ă© esse negĂłcio aĂ, o seu envolvimento com a educação aqui no Brasil agora,
nĂ©? Ah, sim. Foi emocionante. Ă. Uma coisa nĂŁo. Eu eu acho que foi uma coisa, uma das coisas mais emocionantes que eu tive o prazer de NĂŁo, eu eu tive a ideia, mas foram professores do Brasil inteiro liderados por uma paulistana Dora Montenegro, que mora em Natal agora, nĂ©, que tinha uma vida totalmente feita Aqui, jĂĄ tava quase aposentando. Eu cheguei aqui, falei: "Dora, eu quero criar escolas de ciĂȘncia para crianças no Nordeste". Ela falou: "VocĂȘ Ă© maluco". Eu falei: "NĂŁo, Ă©, faz parte". Ela falou: "NĂŁo, mas como nĂłs vamos fazer isso do nada?" Eu
falei: "NĂŁo, nĂłs vamos fazer uma escola que nĂŁo tem aula, nĂŁo tem prova, nĂŁo tem chamado oral, nĂłs vamos fazer uma escola experimental". E aonde o senhor foi buscar essa Inspiração aĂ desse modelo? Que Ă© uma Ă© um sistema educacional assim que quebra totalmente o que a gente Olha, eu vou dizer para vocĂȘ, para ser honesto, eu visitei, eu fui pra FinlĂąndia, eu fui para vĂĄrios lugares do mundo para conhecer esses escolas e tal. AĂ eu uma hora eu parei, tava gastando uma fortuna, nĂ©, de visitar o mundo. AĂ eu parei, falei: "Sabe uma coisa,
o melhor modelo de escola de ciĂȘncia que eu conheço Ă© do quintal da minha avĂł, Dona LĂia". Dona LĂia, que era uma professora de formação, funcionĂĄria pĂșblica a vida toda, nĂ©? Ela me levava pro quintal dela quando era criança para ver formiga, para chamar o nome das plantas, para ver como o gato ia atrĂĄs, nĂ©? caçar como o cachorro, papĂĄ, gaio. E eu cheguei Ă conclusĂŁo que o mĂ©todo da dona Ligia analĂłgico era o mĂ©todo, nĂ©? AĂ eu encontrei uma outra dona Lja, que Ă© a Dora, Dora Montenegro e falei: "Dora, nĂłs temos que fazer
uma escola Onde as crianças tenham o maior prazer de ir, onde elas se recusem a nĂŁo ir, onde os pais tenham dificuldade de tirar elas de lĂĄ e onde a ciĂȘncia vai ser um negĂłcio legal, nĂ©? ciĂȘncia e a ciĂȘncia o o o mĂ©todo cientĂfico Ă© o CNE atĂ© para ensinar portuguĂȘs. Sim. TĂĄ. EntĂŁo, como Ă© que eles aprenderam portuguĂȘs? Fazendo peça de teatro. Olha que demais. Eles nĂŁo iam na GramĂĄtica, eles faziam enredo, faziam, nĂ©, a toda a peça, o roteiro. E aĂ nĂłs criamos, bom, criamos uma escola, isso que eu tava contando no
começo, num bairro, Cidade Esperança, jĂĄ começa aĂ, nĂ©, e que era um lugar perigoso, lugar que todo mundo dizia: "VocĂȘ tĂĄ indo lugar barra pesada, o negĂłcio, nĂ©, perto de Felipe CamarĂŁo, que era outra vizinhança meio barra pesada, que eu nunca vi o porquĂȘ barra pesada, porque fui tratado Sempre muito bem". E nĂłs falamos o seguinte, nĂłs vamos criar um aeroporto paraa criançada. AĂ o prefeito, a prefeita, nĂŁo, a governadora nĂŁo entendi como sen nĂŁo vai criar uma escola. Eu falei: "NĂŁo, o Brasil tĂĄ cheio de Santos do Mon, mas falta pista para decolar. NĂłs
vamos criar as pistas". Bela imagem. Show. E nĂłs vamos fazer a criançada. NĂŁo Ă© para fazer cientista, nĂŁo Ă© para fazer CidadĂŁo. Essas escolas nĂŁo, nĂłs nĂŁo vamos forçar ninguĂ©m, apesar que muitos seguiram carreira. Seguiram a carreira. Isso foi que ano, cara? EntĂŁo vocĂȘ nĂŁo vai nem acreditar. NĂłs começamos essa ideia em 2003. Levou dois anos para eu achar um prĂ©dio em Natal que era legal. TambĂ©m Ă© legal contar porque que foi no Nordeste. Ă bom o Nordeste. Veja, eu eu cheguei aqui na USP e falei para um ex-professor Meu que jĂĄ faleceu, entĂŁo nĂŁo
vou falar o nome dele, falei: "Ă, professor, eu quero criar um centro de pesquisa de neurociĂȘncia e uma escola de ciĂȘncia pra vida toda, desde o, eu vou te contar, nĂ©? Porque nĂłs nĂłs criamos um prĂ©-natal das mĂŁes dos nossos futuros alunos. Porque como neurocientista a gente sabe que para um indivĂduo adquirir ou atingir o seu potencial mĂĄximo de felicidade, ele precisa ter um prĂ©-natal decente na barriga da mĂŁe, pro cĂ©rebro Dele nascer direitinho. E Natal tinha uma das maiores taxas de mortalidade, nĂŁo sĂł de criança, como de mĂŁe grĂĄvida. Caramba. EntĂŁo nĂłs criamos o
maior, hoje Ă© um centro regional do Nordeste, atende 60.000 1000 consultas gratuitas por ano de mulheres grĂĄvidas de alto risco. EntĂŁo, nĂłs acabamos ou diminuĂmos dramaticamente a mortalidade de mĂŁes grĂĄvidas na cidade de MacaĂba, que Ă© uma cidade, nĂ©, que Fica na grande Natal. E aĂ eu cheguei lĂĄ e falei o seguinte: "NĂłs temos que ir pro Nordeste". AĂ o meu professor falou: "NĂŁo, nĂŁo tem, nĂŁo tem, vocĂȘ nĂŁo vai conseguir, nĂŁo tem jeito, nĂŁo tem massa crĂtica". Eu falei: "Professor, o talento humano tĂĄ em cada esquina do planeta. depende do que vocĂȘ oferece de
condiçÔes para esse talento aflorescer, né? E eu fui um dia para Natal e me levar numa festa de repentista. Nossa, isso é muito do Não. Aà o cara começou a improvisar porque avisaram para ele que tinha um neurocientista na plateia. O cara provavelmente nunca ouviu falar da palavra neurocientista na vida. E ele começou a improvisar um repente. Quando explicaram o que neurocentista faz. Ele fez um repente na minha frente, né, que foi uma das coisas mais impressionantes de criatividade humana que eu jå vi na vida. Eu falei: "Não, é aqui, é aqui no Nordeste, Natal,
ninguĂ©m vai querer vir Para cĂĄ e cientista brasileiro vai querer pĂŽr o pĂ© na periferia de Natal para fazer ciĂȘncia, nĂ©? TĂĄ lĂĄ hoje vocĂȘs podem visitar o campus do cĂ©rebro, o primeiro campus dedicado Ă mente humana do planeta. TĂĄ gente querendo replicar no mundo inteiro agora, mas o primeiro foi aqui. E nĂłs pegamos crianças da transição do ensino bĂĄsico pro ensino mĂ©dio, eles iam num turno na escola e no outro turno eles iam na nossa escola. SĂł que a nossa escola Ă© o seguinte. Um dia Eu peguei uma menininha desse tamanhinho aqui e falei,
tava dentro da nossa escola. Eu falei: "O que que vocĂȘ acha dessa escola?" Falou: "Que escola?" Eu falei: "Ă essa aqui?" NĂŁo, nĂŁo, isso aqui nĂŁo Ă© escola. A escola que eu vou de manhĂŁ. Isso aqui Ă© o meu parque de diversĂ”es. Eu falei, deu certo, funcionou, nĂ©? Fui no escritĂłrio da Dora e falei, bom, beijei, abracei porque ela Ă© uma Ă© uma maga, nĂ©? Se existe alguma maga no Planeta, nĂ©? Ă a dona Dora. NinguĂ©m consegue nĂŁo gostar da dona Dora. Falei: "Dora, nĂłs conseguimos porque eu fui lĂĄ com a menina. A menina nĂŁo
chama isso de escola, ela chama de parque de diversĂ”es." EntĂŁo nĂłs organizamos, vocĂȘ vai gostar disso. Eu comprei um telescĂłpio, um dos melhores telescĂłpios disponĂveis no Brasil, e pus no telhado da escola pra molecada ver o cĂ©u Ă noite. EntĂŁo, molecada deitava no na laje. Sim. Eu deitava na sala da aula para ver o cĂ©u, para eu explorar, nĂ©? Nunca tinha visto Marte, JĂșpiter, nĂ©? Que demais. E aula de fĂsica, matemĂĄtica, biologia, quĂmica. portuguĂȘs, tudo prĂĄtica. EntĂŁo os carinam misturas coisas, isso aĂ sugere que existe um problema que Ă© excesso de aula teĂłrica na escola,
nĂŁo existe uma barreira, existe toda uma Formalização que eh remove o lĂșdico do ensinar. A ciĂȘncia o que Ă©, eu falo sempre isso, ser cientista. Exato. Ser cientista Ă© ser pago para ser criança o resto da vida, nĂ©? Ă total. No meu laboratĂłrio, eu me sinto uma criança, porque eu vou lĂĄ e chego pro cara, nĂŁo, nĂłs vamos registrar trĂȘs macacos ao mesmo tempo o cara olha para mim e fala: "NĂŁo, nĂŁo Ă© possĂvel isso". Eu falei: "Ah, Ă©, nĂŁo Ă© possĂvel que ninguĂ©m fez, mas aqui vai ser feito". Entende? E vocĂȘ tĂĄ tendo uma
ideia do completamente pinel e o cara olha para vocĂȘ, olha, fala: "O cara Ă© maluco, o cara jĂĄ fez umas coisas interessantes, vamos tentar". E dĂĄ certo. Invariavelmente deu, nĂ©? EntĂŁo, para essas crianças, a gente falava a mesma coisa. Primeira, eu dava aula de uma vez por ano. E o bom da criança Ă© que ela nĂŁo tem Esse preconceito, nĂ©? NĂŁo, ela nĂŁo tem o medo de nĂŁo tentar, tĂĄ? E Ă© isso que a gente perdeu como adulto. E nesse paĂs nĂŁo hĂĄ dĂșvida, tĂĄ? NĂŁo Ă© sĂł aqui, tĂĄ? Nos Estados Unidos tambĂ©m, mas aqui
nĂłs perdemos faz tempo e ainda nĂŁo recuperamos. Ah, o prĂłprio Davers Ă© um bom exemplo, sinceramente. Pensa bem, vamos voltar ao tema. VocĂȘ Ă© o reserva. TĂŽ para que time, Ălvaro? Nenhum. Nenhum. Ele Ă© ele Ă© ele Ă© neutro. Vai sair daĂ palmeirense. Mas enfim, voltando Ă escola. NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo quero saber do NĂŁo, deve ser o seguinte, nĂŁo para para pensar. TĂŽ falando sĂ©rio. Eu tĂŽ falando sĂ©rio. Qual Ă© a probabil Exato, qual Ă© a probabilidade de vocĂȘ sair do banco numa final de Libertadores contra um time espetacular, que Ă© o time do Flamengo,
e vocĂȘ detetar que o cara vai errar a bola, nĂ©? O o AndrĂ©, nĂŁo, nĂŁo. Andrasood Ă o nome dele. Entregador, nĂŁo. Grande jogador, Ăłtimo jogador. Adoro o que ele fez. Se eu encontrar na rua, eu dou um beijo, nĂ©? falo que ele Ă© o melhor cinco que eu jĂĄ vi. Enfim, por mais que a gente brinque com o Davidon, com toda loucura, aquele cara passou a vida inteira esperando aquele momento. Ă, pensa sĂł nisso. Ă um momento, vocĂȘ tem 10 segundos para tomar uma decisĂŁo. VocĂȘ LĂȘ o movimento do cara que o cara vai
furar a bola ou vai errar a bola. VocĂȘ pega a bola cara a cara com um dos maiores goleiros do Brasil e vocĂȘ sonhou uma vida inteira desde que jogava bola no Rio de Janeiro como criança, que vocĂȘ ia fazer um gol desse. Essa, esse Ă© o cĂ©rebro. O cĂ©rebro Ă© isso, ele guarda isso para vocĂȘ a vida inteira. E tem pessoas que no momento X espanam, tem aquelas que nĂŁo conseguem e tem os Daversons Que fazem. EntĂŁo o que eu falo, eu eu dava uma aula de neurociĂȘncia uma vez por ano para todo mundo.
1500 crianças. Que demais. Dividia em nĂŁo sei quant 30 turmas e 50. No final do das duas semanas que eu passava lĂĄ, eu nĂŁo conseguia nem ouvir a mim mesmo, porque era a mesma aula, nĂ©? E o que eu falava para esses caras, para essa molecada, nĂ©? Porque a delĂcia de vocĂȘ dar uma aula de ciĂȘncia pra criança, diferente da aula profissional Que todos nĂłs damos, vocĂȘ vai dar uma aula profissional na Harvard, nĂ©? Eu jĂĄ fui um monte de vezes, tem um monte de idiota na Harvard. SĂł no Brasil, pessoal, acha que sĂł porque
o cara Ă© da Harvard Ă© um gĂȘnio. VocĂȘ sabe que o cara tĂĄ sentado ali. Eu jĂĄ falei que eu sou um idiota desde o começo, hein? Mas vocĂȘ sabe que o cara tĂĄ na plateia nĂŁo para aprender nenhuma. O cara tĂĄ lĂĄ para achar o furo do que vocĂȘ tĂĄ Falando. Entendi. Ă, eles Ă© para te pegar, nĂ©? Olha, eu dei a minha primeira palestra na Harv, imagina, eu tinha inventado a tĂ©cnica, feito todo esse barato. Tinha um cara que vocĂȘ conhece, David Huble, o prĂȘmio Nobel. O cara levanta no meio da minha palestra
e sai, levanta e vai embora. O auditĂłrio ficou completo. Claro, eu tava falando que Forget about single, ele ganhou o prĂȘmio Nobel porque ele registrou um neurĂŽnio. Eu tava mostrando centenas e mostrando que muda tudo. O cara levantou e foi embora. Terminou a minha palestra, veio um cara para mim, vocĂȘ nĂŁo tremeu, vocĂȘ nĂŁo parou de falar, o Rub levantou, foi embora na sua palestra, Ă© o Kiss of Death. Eu falei, filho, eu sou da Bela Vista de SĂŁo Paulo, eu torço pro Palmeiras. Palmeiras, DĂ©cada, vocĂȘ sabe que foi a dĂ©cada de 80 Palmeiras. NĂŁo,
nĂŁo. O meu DNA Ă© espĂrito de porco completo. VocĂȘ acha que eu tĂŽ aĂ pro velho caduco que levantou e foi embora? Ele foi embora porque ele sabe que acabou. Terminou. Ele podia ser gracioso, podia ser elegante e falar: "Putz, tĂŽ emocionado de ver que vocĂȘ nĂŁo." Ele decidiu levantar, se mostrar p da vida e ir embora. TĂŽ nem aĂ, meu. Mas isso Ă© muito americano, nĂ©? Ă, mas eu chegava pras crianças e falava na aula: "Moçada, vocĂȘs t que olhar no olho direto de todo mundo que entra aqui. VocĂȘ Ă© presidente da RepĂșblica, vocĂȘ
Ă© presidente do Senado, porque vieram todos, nĂ©? Todos vieram. VocĂȘs sĂŁo descendentes dos tapuias. A Ășnica tribo indĂgena brasileira que resistiu atĂ© o Ășltimo indivĂduo aos portugueses. Os tapis nĂŁo afinaram para ninguĂ©m. Espanhol, holandĂȘs, portuguĂȘs, sĂŁo VocĂȘs. EstĂĄ em vocĂȘs. Setapuia. Meu, legal. Anos depois eu tĂŽ de volta na escola lĂĄ e eles tinham um uniforme azul que eles desenharam. Eles escolheram a a o logo. Que legal. Eles escolheram o uniforme e eles eram chamadas crianças de azul. Era a Ășnica criança que vocĂȘ via em Natal que os caras paravam na faixa para atravessar. Eles
viam essa criançada Atravessar a faixa, os carros paravam porque começou a virar lenda mito urbano, porque entravam na universidade, nĂ©? Tal tal. Um dia eu tĂŽ andando no supermercado com o carrinho, pegando umas coisas lĂĄ no meio de Natal, vira uma menina assim brigando com um cara que tava fazendo nĂŁo sei o qu. A menina fala: "VocĂȘ nĂŁo sabe o que vocĂȘ tĂĄ se metendo". AĂ o cara falou: "Eu sei". Começou a xingar a menina, eu sou tapuia. Ai que legal. SĂł vocĂȘ entende? Ă uma Ă© uma, Ă© uma fagulha. Ă uma sementinha. Ă uma
fagulha. Ă uma fagulha. Essa criançada, eu fui encontrar essa criançada por todo lugar do Brasil. Fui encontrar essa gente nos Estados Unidos. Tem gente nossa que foi fazer doutorado fora daqui, nĂ©? Tem uma menina ThaĂ que foi pro, ela nĂŁo foi estudante, ela foi auxiliou no Projeto como, nĂ©? Ela hoje faz cirurgia cardiotorĂĄxica na Harvard, residĂȘncia. TĂĄ, mas tu acabou de falar que ela sĂł tem idiota. NĂŁo, nĂŁo, mas tem os os que falam portuguĂȘs sĂŁo legais. Ă porque um dia eu tava dando a palestra, foi a coisa mais emocionante, talvez da minha carreira. Eu
tĂŽ dando uma palestra na Harv, no departamento de Salvou o Felipe Fren. NĂŁo, a primeira fileira do auditĂłrio era toda de brasileiros. legal demais, hein? Do CiĂȘncia Sem Fronteira. Encontrei um moleque do Acre fazendo astrofĂsica na na Harvard, sentado ali na fileirana. Eu tenho uma foto desse desse povo, toda molecada, nĂ©? Com que o meu amigo que me convidou para dar palestra tirou da gente no final da palestra, todo mundo falando em portuguĂȘs. AĂ eu virei pro meu amigo e falei: "Dominou, viu? TĂĄ Brincadeira aqui, nĂ©? Vai ser vai ter forrĂł de sexta-feira aqui na
Harvard, nĂ©?" EntĂŁo, veja, a diferença Ă© muito pequena. Ă. O talento humano aqui Ă© tĂŁo gigantesco, ele Ă© tĂŁo brutal, Ă© como se vocĂȘ tivesse uma mina de diamante que sĂł precisa uma lapidada, nĂ©, um aeroporto para os caras decolarem. E por 10 anos nĂłs fizemos isso. AĂ um dia o ministro da educação virou para mim e falou: "NĂŁo, nĂŁo consigo entender vocĂȘ foi Fazer uma escola em MacaĂba, uma escola em Natal, agora os meninos estĂŁo tendo as melhores notas do do distrito escolar lĂĄ no exame que tem aĂ, que eu nem sei qual Ă©.
Isso nĂŁo Ă© possĂvel. VocĂȘ tĂĄ pondo alguma coisa na ĂĄgua, tem alguma coisa que tĂĄ aĂ errada. TĂĄ aqui o mapa do Brasil. VocĂȘ vai pĂŽr o dedo no lugar e vocĂȘ vai fazer isso em outro lugar. Caiu em Serrinha, na Bahia, 100 km de Feira de Santana, no Vale do Cisal. Uhum. Fizemos outra escola lĂĄ, deu a mesma coisa, o mesmo resultado. Estatisticamente nĂŁo teve deferĂȘncia nenhuma no resultado da, nĂ©? EntĂŁo Ă© isso. Foram 10 anos. AĂ aconteceu o que aconteceu em 2016. Aqui entrou o o Temer e o ministro da educação do eh
do Temer mandou uma mensagem para nĂłs que educação cientĂfica para crianças no Nordeste nĂŁo era prioridade e cancelaram a a IgnorĂąncia, nĂ©? NĂŁo, IgnorĂąncia vocĂȘ tĂĄ sendo gentil, nĂ©? NĂŁo dĂĄ nem para chamar de Neandertown porque ofende o Neandertown, nĂ©? Que Ă© uns caras bacana o Neendertown, nĂ©? EntĂŁo, mas a experiĂȘncia por 10 anos, 15.000, 12 a 15.000 1000 crianças, o nĂșmero varia, porque teve crianças que fizeram um curso pequeno e outros que fizeram o curso inteiro, 2 anos. Ah, trĂȘs escolas e o Restaurante foi o mesmo, explosivo. Isso gera uma riqueza que os caras
nĂŁo, o o o dos nossos governantes nĂŁo conseguem entender, nĂ©, cara? NĂŁo, eu acho que atĂ© agora nĂŁo. Mas eu vi, eu fiz um experimento social. Hum. Eu fiz um experimento de 10 anos de um microprojeto de nação. A educação começa no Ăștero materno. Sim. Porque vocĂȘ foi lĂĄ no prĂ©-natal, nĂ©? Edução, a educação de uma nação, se NĂłs fĂŽssemos uma nação, nĂłs nĂŁo somos, na minha na minha modesta opiniĂŁo ainda, somos muito jovens, talvez, ela começa no prĂ©-natal do seu futuro aluno, nĂ©? Se vocĂȘ der as condiçÔes dessa mulher ter um prĂ©-natal correto, porque
Ă© muito barato, aliĂĄs, fazer prĂ©-natal Ă© bom, de altĂssima qualidade, nĂŁo custa caro, mas acho que tambĂ©m tem a qualidade alimentar e todo o resto da estrutura durante a gravidez, nĂ©? NĂŁo, mas Ă© isso. Esse prĂ©-natal envolve tudo isso. Todo Esse isso. NĂłs criamos uma rede de voluntĂĄrios na cidade de MacaĂba que Ă© na casa das pessoas. Mas isso Ă© fundamental. Eh, medir pressĂŁo, acompanhando, acompanhando, acompanhando, acompanhando pessoas que as pessoas conhecem, pessoas da vizinhança, tem confiança, nĂ©? Foi uma microrrevolução. E qual era o Qual era o lema da revolução? O mĂ©todo cientĂfico. Isso Ă©
demais, nĂ©? E como que tĂĄ isso hoje? EntĂŁo, tĂĄ lĂĄ o prĂ© o a clĂnica, tĂĄ lĂĄ o nosso centro de pesquisa continua lĂĄ. crescendo. NĂłs temos, tivemos o primeiro mestrado da AmĂ©rica Latina de neuroengenharia. Estamos agora para, espero, nĂ©, depois de 10 anos receber o doutorado. Uhum. Eh, eu fui, voltei para FinlĂąndia 10 anos depois, Universidade de Einkin, para dar uma aula sobre o quĂȘ? O projeto de MacaĂba pros caras da universidade da FinlĂąndia. Esse sistema esse sistema aĂ Ă© finlandĂȘs assim, ele tem um ele tem toques da FinlĂąndia. Eles, por exemplo, sabe o
que a FinlĂąndia tĂĄ fazendo agora? Eu descobri em 2019. EstĂŁo tirando o computador das salas de aula. Olha, totalmente contra Eles descobriram que Ă© o oposto. Que que vocĂȘ acha do desse dessa ideologia da essa essa abordagem da educação da singularity, do pessoal de usar VR na sala e enfim VR para virar experiĂȘncia? O Singularity University? Nossa senhora. Eu eu fui por um tempo eu fui o poster boy do do barato porque como ele o, nĂ©, o cara que gerou a singularity dizia que as mĂĄquinas, os computadores vĂŁo dominar. SĂł queele Ă© aquele, como chama
aquele MĂ©dico? Cardwell. Ă isso. Cardwell que Ă© o outro, Ă© o, Ă© o primo mais velho do Elon Musk. Sim, sim, nĂ©? Eles vem do mesmo ele Ă© bom de criar teclados. Vamos ser honestos. NĂŁo, ele vem do mesmo. Ele Ă© bom de criar teclado. NĂŁo, ele Ă© melhor que o Elon Mask. Muito melhor. Ele cria um tecl quem quem nĂŁo sabe o que eu tĂŽ falando. Teclado mesmo, tĂĄ? Ă. NĂŁo, nĂŁo, ele Ă© muito melhor, mas eles vem do mesmo prĂ©dio do manicĂŽmio. Tem o andar de cima e o andar de baixo, nĂ©? Esse
cara dizia o seguinte: "Em 2030 e poucos os computadores vĂŁo suplantar a mente humana." Ă. TĂĄ. Ă. que Ă© a singularidade, que Ă© esse momento da singularidade onde nĂłs vamos ser e tinha um professor na SuĂça, que Eu encontrei algumas vezes, que dizia o seguinte: "NĂłs temos que assumir o nosso destino. O nosso destino Ă© ser basicamente subservientes e vassalĂĄ-los de mĂĄquinas. As mĂĄquinas vĂŁo suplantar nĂłs e vĂŁo nos dominar e nĂłs temos que começar a nos conformar". AĂ a minha pergunta para ele, falei: "VocĂȘ jĂĄ falou isso paraos seus filhos? VocĂȘ chegou na sala
de estar e falou: "Moçada, ah, pode esquecer, nĂ©? O computador do Bill Gates vai ser muito melhor que vocĂȘs. EntĂŁo, NĂ©, vai aĂ, vai, faz qualquer coisa porque nĂŁo seu destino, nĂ©, nĂ©? E nesse dia nĂłs estamos num meeting na Mercedes em que os caras estĂŁo apresentando o o software do self driven car, nĂ©? EntĂŁo o carro isso nĂŁo, isso aud, perdĂŁo, tem vĂĄrias empresas que começaram ao mesmo tempo, mas eu tava especificamente na na Mercedes e o cara todo, nĂ©, o vice-presidente de pesquisa me convidou tal mostrando, nĂ©, que eles punham uma criança num
Escapando da mĂŁe correndo na rua, o carro parava. Eles punham uma menina correndo com a bicicleta, o carro nĂŁo passava por cima. Eles punham o policial bombeiro a para pagar o incĂȘndio, o carro parava. Eu falei: "Ah, e eles puseram elefante passando e o carro nĂŁo atropelava o elefante". AĂ eu levantei a mĂŁo, espĂrito de porco assim, nĂ©? Um cara que fala do Palmeiras, de final, de jogo. Eu fegi assim: "DĂĄ para pĂŽr o elefante de cabeça para baixo Atravessando a rua?" Muito bom. Claro que nĂŁo. Ele falou: "NĂŁo dĂĄ para fazer no software, mas
nĂŁo existe o elefante". NĂŁo dĂĄ para pĂŽr. VocĂȘ nĂŁo quer o elefante? PĂ”e um dinossauro. Porque ele tinha posto um dinossauro no final. Vira o seu dinossauro de cabeça para baixo e faz ele passar a rua. Dito e feito, ele virou, pĂŽis o carro passou por cima do dinossauro. Claro. Ah, esse Ă© um problema conhecido Em machine learning. El a inteligĂȘncia artificial que nĂŁo Ă© nem inteligente nem artificial, porque ela Ă© criada por nĂłs, nĂ©? EntĂŁo ela ela Ă© natural, ela tĂĄ valendo da inteligĂȘncia natural do ser humano. NĂŁo existe inteligĂȘncia artificial porque a inteligĂȘncia
Ă© um Ă© uma propriedade de organismos, nĂŁo de mecanismos. Ela se baseia no passado. Ela precisa ter visto aquilo antes. Ela precisa ter visto para criar um Futuro. Ă, Ă©, vocĂȘ vai gostar disso. Ă o, Ă© o universo de Laplaz. Sim, nĂ©? Onde nĂŁo existe futuro, sĂł existe o passado. VocĂȘ pega o passado para um grande sistema de extrapolação, Ă© de extrapolação do futuro. AĂ eu comecei a pedir para ele fazer esses exercĂcios e o carro começou a matar todo mundo. PĂ”e a menininha de cabeça para baixo fazendo baneneira. Em vez dela sair correndo linda
com a com a Trança ou o vento, pĂ”e ela e fazendo uma, nĂ©? ponta cabeça fazendo aquele troço de ginĂĄstica olĂmpica. Matou todo mundo, nĂ©? E o espĂrito de porco da festa, nĂ©? Ou seja, nĂŁo atravesse a rua fantando bananeira. Plantando bananeira se o carro do El Mosque tiver vindo. Mas vocĂȘ vocĂȘ jĂĄ viu o autopilot dele funcionando? O o mais moderno agora? NĂŁo, eu vi o eu testei num muitos anos AtrĂĄs o autopilot antigo. Eu nĂŁo eu nĂŁo vi o carro novo. Porque esse de agora ele tĂĄ um negĂłcio assim que ele, por exemplo,
vocĂȘ vem na marginal ali, vamos supor que o Igor quando ele entra na marginal ele tem medo dos motoqueiros que passa, entĂŁo ele jĂĄ vai com o carro colado aqui na faixa para deixar os motoqueiros passar. Ah, tĂĄ. Se vocĂȘ faz isso tipo trĂȘs, cinco vezes, o autopilot do Tesla jĂĄ aprende e quando ele entrar na marginal, Se Ă© vocĂȘ, ele jĂĄ vai colar na faixa, porque ele ele pega o estilo de direção de cada um. Mas esses problemas sĂŁo como xadrez, quando o Blue, o Deep Blue lĂĄ, Blue ganhou, ganhou do do russo lĂĄ,
todo mundo chegou para mim e falou: "NĂŁo, acabou, estamos fritos". SĂł que assim, Ă© um jogo de regras fixas, onde milhares de grandes jogadores do mundo testaram todos os movimentos que vocĂȘ possa imaginar. Se VocĂȘ tiver um sistema com uma memĂłria explosiva, mas aĂ eu vou eu vou discordar de vocĂȘ sabe que ele nĂŁo funciona com base em memĂłria, nĂ©? NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo. Eu sei, mas eu tĂŽ fazendo um exemplo gele, nĂ©? Mas se vocĂȘ tiver a possibilidade de alimentar o seu sistema com todas as combinaçÔes factĂveis, claro, aĂ vocĂȘ chegaria. Mas vocĂȘ tem Mais
do que vocĂȘ viu o que que ele tĂĄ fazendo, como que ele alimenta o sistema dele todas as cĂąmeras de carro no mundo todo. No mundo todo. Exatamente. Mas tem uma questĂŁo hoje em dia que tĂĄ mudando, que Ă© o uso combinado de algoritmo com lĂder, nĂ©? EntĂŁo tipo, de fato, ele tĂĄ encontrando basicamente o seguinte, ele entende onde tem um objeto que tem algum nĂvel de volumetria. EntĂŁo isso era um problema realmente no come continua Sendo uma merda, mas que de fato alguns problemas bĂĄsicos vĂŁo ser. Problema bĂĄsico. O problema bĂĄsico, o prĂłprio Touring
em 36 jĂĄ sabia o Touring, todo mundo fala da mĂĄquina de Touring, que Ă© a base teĂłrica dos computadores, que todos nĂłs temos, sĂł que ninguĂ©m fala do orĂĄculo de Turing, que a tese dele tem um capĂtulo que ele publica em 39 que fala o seguinte: existem uma classe de problemas que sistemas digitais, nĂŁo, problemas nĂŁo computĂĄveis que nĂŁo podem Ser resolvidos. Para isso, nĂłs precisamos de um orĂĄculo para tomar a decisĂŁo. Quem Ă© o orĂĄculo? o ser humano. Isso. EntĂŁo, ele jĂĄ sabia que existiam limites da lĂłgica digital que nĂŁo permite suplantar a fronteira
que chega no nosso cĂ©rebro, porque o nosso cĂ©rebro, como eu disse, nĂŁo Ă© digital, ele Ă© analĂłgico. EntĂŁo, o futuro da computação, todo mundo fala computador quĂąntico, nĂ©? Todo mundo tĂĄ namorado, que ainda Ă© uma MĂĄquina de touring. O futuro da computação sĂŁo hipercomputadores que mesclam analĂłgica digital, mas na verdade tem bastante jĂĄ, nĂ©? computação neuromĂłrica com isso aqui nĂŁo, a computação neuromĂłrfica nem Ă© o que eu tĂŽ falando. Eu tĂŽ, eu tĂŽ verdade, mas tem que ter, vocĂȘ tem que ter componentes analĂłgicos que suplantem os limites das do sistema digital e um dos limites
Ă© a criatividade. EntĂŁo, a pergunta que Eu sempre falo pros caras de xadrez quando estĂŁo em meetings, que tem gente falando, falando: "Quem inventou o xadrez?" Ah, o ser humano. O seu computador consegue inventar um outro jogo? NĂŁo, ele ele parte da do pressuposto que existe um jogo, que existem regras definidas e que eu alimento essas regras claras. Mas quem definiu tudo isso? Da Onde veio todo esse sistema? EntĂŁo, uma mĂĄquina com um expert system, como eu jĂĄ vi vĂĄrios, que foi treinada com todas as sinfonias de Mozart, nĂŁo vai produzir Elton John, nĂŁo vai
produzir os Beatles, nĂŁo tem a menor, entĂŁo mĂșsica sintĂ©tica pro computador, nĂ©? VocĂȘ ouve certas sinfonias que hoje sĂŁo produzidas que vocĂȘ nĂŁo consegue distinguir do nosso Mozard, Bethoven, a moda dele. Ă, Ă©. Todavia, esse sistema jamais vai Produzir Chico Boarque. Entendi. EntĂŁo nĂŁo tem futuro. EntĂŁo qual Ă© o ponto de levar a humanidade para um lugar onde o futuro Ă© o passado? Para mim Ă© bom. Seria muito bom se do ponto de vista futebolĂstico, porque o passado grandioso, nĂ©, vai ser repetido, mas pro ponto de vista humanĂstico da sociedade do futuro, eu nĂŁo quero
viver nesse mundo. O mundo onde tudo que eu vou fazer atĂ© o resto da minha vida tĂĄ Definido, decidido, nĂŁo por mim, mas por um algoritmo que me diz, nĂ©? Eu tive experiĂȘncias sensacionais. Uma vez eu tava com um dos melhores estudantes que eu tive na minha carreira e o menino levanta e começa a rodar em volta de mim na sala. Imagina, vocĂȘ tĂĄ discutindo a tese do cara, o cara levanta e começa a andar. Eu olhei pro, nĂ©, falei: "O que que tĂĄ acontecendo?" Aconteceu? NĂŁo, o meu Apple Watch tĂĄ me dizendo que faltam
2000 passos para eu completar o meu dia. Eu falou: "NĂŁo, eu falei pro cara e falei: "VocĂȘ tĂĄ brincando comigo que vocĂȘ, a sua vida tĂĄ sendo regida pelo Apple Watch?" Sabe que hoje tem uns jogos que inclusive bonificam com cripto e as crianças ficam balançando num balanço assim sĂł para contar passo, nĂ©? Um game developer na China, um engenheiro de gamer de uma grande empresa e ele me falou que eles tĂȘm neurocientistas no time. NĂŁo, lĂłgico, eles basicamente na prĂĄtica isso quer dizer gente para gerar engajamentos caras aĂ de algoritmo e isso aĂ falam
em todos os documentĂĄrios. Os caras nĂŁo mandam de computação, eles mandam de neurociĂȘncia, neurociĂȘncia e psicologia. Ă, e a pergunta chave Ă© a seguinte: no mundo onde os algoritmos ditam a nossa vida, quem manda no mundo Ă© quem escreve os algoritmos. Exatamente. E quem vai ser eleito? Eu acho que Ă© qu, na verdade, Ă© quem domina a a cadeia produtiva, porque nĂŁo Ă© quem escreve, nĂŁo Ă© o tĂ©cnico, nĂŁo Ă© o codificador, mas Ă© o cara que instrui como o que o algoritmo vai fazer. Exato. Que domina a cadeia produtiva. Del. EntĂŁo, para para pensar,
vocĂȘ sĂł vai poder comprar um ticket de aviĂŁo se vocĂȘ tiver posto o seu lixo todo dia na rua Ă s 8 da noite, no mesmo momento durante 300 dias. Quem vai decidir o algoritmo Que vai reger? Parece uma vida de merda isso daĂ. Exato. Ă quase, Ă© quase, quase que nĂvel que vocĂȘ acha que a gente tĂĄ nisso aĂ? NĂŁo. E sabe o que Ă© o pior? Ă medida que nĂłs todos, e eu tambĂ©m, mas todos nĂłs nos nos eh vivemos imersos 12, 14 horas por dia em lĂłgica digital, o cĂ©rebro que Ă© plĂĄstico e
que continuamente calcula uma equação de custo benefĂcio, porque Ele ele evoluiu para para otimizar a nossa sobrevivĂȘncia, nĂ©? EntĂŁo ele tĂĄ calculando, nĂ©, o que Ă© bom e o que Ă© ruim. Esse cĂ©rebro tĂĄ falando: "Opa, para eu sobreviver nesse mundo, eu tenho que me comportar como aquela mĂĄquina". Examente. Para mim nĂłs tomamos conta do processo de evolução da nossa espĂ©cie. NĂłs estamos moldando o cĂ©rebro humano para se comportar como um sistema digital. NĂłs estamos pegando uma esfera e estamos tentando pĂŽr num num quadrado. NĂłs estamos forçando o barato a entrar e o cĂ©rebro tĂĄ
falando: "Opa, se Ă© isso que vai me dar, nĂ©, o benefĂcio, vai ficar quadrado e vai ficar, eu vou eu vou quadrificar o meu, o meu minha esfera." E, e curiosamente as porçÔes da esfera que estĂŁo sendo removidas sĂŁo aquelas que nos trouxeram aqui. Intuição, inteligĂȘncia, bom, eh, eh, a Criatividade, eh, nĂŁo, desrespeito Ă autoridade, pensamento fora da caixa e contra manada, nĂ©? Pensar com diferente de tudo que aquilo que dizem pra gente que a gente tem que pensar. pensa o que seria do Salvador dali Picasso, eh, num mundo desses? NĂŁo, vocĂȘ tem razĂŁo. NĂŁo,
um contraponto, mas interessante isso, cara. Um acrĂ©scimo tambĂ©m vejo a a sociedade indo por um caminho de merda, de conformidade, nĂ©? Conformidade, de homogeneização. Isso nĂŁo, isso total. Mas olha, olha isso aqui tambĂ©m nĂŁo nĂŁo tem um um certo princĂpio de faz algum sentido. Se vocĂȘ colocar um algoritmo para fazer alguma ação, vamos dizer assim, estocĂĄstica ao acaso, por exemplo, assim, imagina que vocĂȘ tĂĄ programando um sistema para fazer um movimento, tĂĄ? um bonequinho que vai dançar, por assim, vai se mover sobre um uma um tabuleiro. Ao longo do tempo, Ă© possĂvel que vocĂȘ encontre,
VocĂȘ observe coisas que vocĂȘ nĂŁo conhecia atĂ© agora. E a gente tem vĂĄrios exemplos desses. EntĂŁo, por exemplo, programar, por exemplo, experimentos com fĂsica quĂąntica que usam um algoritmo para fazer determinada coisa ou ou sistemas do Google de pintura que pintam estocasticamente ou acaso e maior parte das vezes Ă© merda. O que acontece? Eu hĂĄ dois anos, nĂŁo, trĂȘs anos atrĂĄs, eu fui falar num desses TED Talks, TEDEX Talks. E, e tava Falando sobre um negĂłcio que era um campo que eu tava começando a a desenhar aqui, que eu chamei de campo das heurĂsticas sintĂ©ticas.
E o que que seria isso? Ă um campo em que a gente coleciona coisas que a gente descobre que a mĂĄquina faz completamente ao acaso, o algoritmo da machine learning completamente ao acaso. NĂŁo porque eles tĂȘm um sentido em si ou eles vĂŁo trazer qualquer vantagem pra nossa vida, nĂŁo Trazem, mas porque eventualmente aquilo pode inspirar reflexĂ”es, maneiras de de de das coisas, fenomenologias que a gente nĂŁo conhecia. E eu fui colecionando algumas e encontrei vĂĄrias. Tem muita coisa que a gente olha e fala: "Mas que coisa doida! Eh, Ă©, por exemplo, formas eh formas
matemĂĄticas, estruturas geomĂ©tricas, que vocĂȘ fala: "Cara, eu nunca imaginaria que isso aqui poderia existir e ainda assim existe." EntĂŁo, eu acho que assim, existe a Possibilidade de usar o algoritmo para fazer trabalhos que nĂŁo sĂŁo direcionados, eles nĂŁo tem o propĂłsito. Acho que o o o Miguel definiu perfeitamente a questĂŁo do propĂłsito Ă© fundamental. A e e a questĂŁo generativa, nĂ©? A mĂĄquina que cria sinfonia nĂŁo vai criar Chico Boar. VocĂȘ comp razĂŁo. Ainda assim eu posso coletar lĂĄ no meio alguns exemplos interessantes de coisas e aprender formas de pensar o mundo sĂŁo alternativas. Eu
desenvolvo. Eu faz 32 anos falesse papo novo das Eu comecei a programar eu comecei a programar em Fortran que ninguĂ©m sabe mais o que Ă©. Eu sei. Claro. VocĂȘ lembra do, vocĂȘ deve lembrar do PDP 11, PDP tua 12, tĂĄ? Que vocĂȘ entrava no PDP1. Que que Ă© isso? Ă o computador. VocĂȘ entrava dentro dele. VocĂȘ entrava dentro da CPU. Imagina um computador que Ă© um armĂĄrio que vocĂȘ Entra dentro. VocĂȘ tinha 32k na memĂłria programasse de de umas fitas e tal. TĂĄ Eu passei por todas as fases. Fita, flop disc grande, flop disc pequeno,
fita de cassete, nĂ©? AtĂ© aĂ programei em outras coisas, nĂ©, pro log, programei em vĂĄrias linguagens e aĂ eu deixei de programar porque tava porque eu comecei a pensar de acordo com a linguagem que eu programava. Ah, acontece isso. Acontece. Eu programo Bastante, vocĂȘ acaba chega no final do dia Ă s vezes, cara, vocĂȘ tĂĄ pensando igual, vocĂȘ tĂĄ pensando em basic, vocĂȘ tĂĄ pensando. AĂ eu eu aprendi no na Ășltima tentativa que a Ășltima coisa que eu fiz muitos anos atrĂĄs em C, nĂ©? Uhum. E de repente eu senti o mesmo fenĂŽmeno que eu senti
enquanto eu tava aqui na faculdade. Depois do meu curso intensivo que eu sempre faço sozinho. Eu passei um fim de semana e eu tava Pensando em ser dos loops, da da das coisas. EntĂŁo o cĂ©rebro ele vai se moldando de acordo com aquilo que vocĂȘ pĂ”e ao redor dele, tĂĄ? E e tudo, o que que Ă© isso tudo? O que que o que que Ă© o big tech? O que que Ă© o casamento que pouca gente fala de conveniĂȘncia do big tech com big money? Ă o big control. Ah, sim. TĂĄ. Ă a tentativa de
criar um um software, nĂ©, que nĂŁo Ă© um nĂŁo Ă© um Programa trivial, mas Ă© um sistema que mantĂ©m o comportamento humano dentro de certas barreas. Hoje a gente sabe, Ă© um meta Ă© o meta, cara. Ă, Ă© um meta que tĂĄ sendo criado, nĂ©? Eu tenho um aluno que trabalha lĂĄ inclusive no laboratĂłrio do metaverso da cara. O metaverso Ă© a coisa mais que eu entrevistei o Kennedith Correia que Ă© um cara que manja do metaverso. Cara, a coisa mais absurda que ele falou Ă© o Seguinte: quando vocĂȘ sai do metaverso, o metaverso continua,
o mundo nĂŁo para. NĂŁo Ă© igual o jogo que vocĂȘ desliga, o mundo continua e vocĂȘ tem o nosso mundo aqui que continua. Vai chegar um momento, olha que coisa maluca, nĂŁo? Que vocĂȘ vai querer saber qual dos dois mundos que eu quero perder mais ou menos coisa, cara. Talvez no meta seja um mundo mais legal de eu ficar, Mas pro cĂ©rebro vai chegar um momento em que ele vai, ele nĂŁo vai saber mais onde ele tĂĄ. Olha isso aĂ. Vai ser uma doideira, hein? O Matrix, o primeiro filme do Matrix, a primeira vez que
eu sentei no no cinema para assistir o Matrix, fui com meus filhos, nĂ©, porque eu nem sabia o que era aquilo. Sentei lĂĄ, trĂȘs moleque americano, imagina, nĂ©? Eu olhei o filme 1999 acho. Isso, isso, isso. Eu e vocĂȘ tĂĄ no interior da C do Norte, vocĂȘ nĂŁo tĂĄ em SĂŁo Paulo, vocĂȘ nĂŁo tĂĄ no Rio de Janeiro, vocĂȘ tĂĄ em Duran, North Carolina ou Chapel Hill que vocĂȘ conhece, que Ă© um troço desse tamanho. Eu sentei no cinema e era para se divertir, nĂ©? Era para, nĂ©, o sĂĄbado Ă tarde parecer. E eu comecei
a ver aquele filme, falei: "Carcilda". E os caras foram literalmente no nervo. Uhum. no Na questĂŁo do que vai pode vir a ser o futuro, vocĂȘ nĂŁo vai saber distinguir. Ă isso mesmo. VocĂȘ pode nĂŁo conseguir distinguir, tĂĄ? Porque o cĂ©rebro vai ficar em dĂșvida, porque a simulação começa a ser tĂŁo real, nĂ©, de um certo nĂvel, que o seu cĂ©rebro incorpora ela como se fosse a extensĂŁo do que tĂĄ aqui, nĂ©? E a quem serve isso? NĂŁo Ă© nenhum de nĂłs. Claro, Ă© fĂŁ. Tem um monte de coisa que vocĂȘ pode fazer que, nĂ©?
InteressantĂssimo. Eu fiz isso com macaco. Os macacos quando vocĂȘ pedir pro cara falar, cadĂȘ a metade do seu braço? A outra metade tĂĄ lĂĄ dentro do metave. NĂŁo, nĂŁo, mas Ă© o que eu ia falar. NĂŁo, mas Ă© o que isso que eu ia falar para vocĂȘ. NĂłs criamos um macaco com oito braços, tĂĄ? Nossa. SĂł que ele nĂŁo eram fĂsicos, eram virtuais. Olha aĂ. terminava o dia, porque era o Momento mais alto da vida do macaquinho no laboratĂłrio, era esse, onde ele entrava no mundo virtual, igualzinho a gente faz, e tinha mĂșltiplos apĂȘndices para
brincar, cara. Terminava, terminava a simulação, o macaco ficava procurando, olha sĂł, com os dois braços dele, ele ficava, sabe? Ele tava tentando achar onde tĂĄ o barato que ficou tĂŁo legal, porque ele Recebia recompensa usando braços artif. NĂłs fizemos um macaco que Ă© a primeira interface a mĂĄquina. Pera aĂ, cara, pera aĂ, perĂ. SĂ©rio? Pera aĂ, pera aĂ. Tem um macaco, vocĂȘs vocĂȘs pegaram um macaco, colocaram, eh, botaram, botaram um dispositivo na cara do macaco que ele ele tava dentro do mundo virtual. Era como se fosse um Ăłculos Quest para mim. AĂ ele tava no
mundo virtual, ele olhava, tĂŽ no mundo Virtual, beleza? E aĂ ele olhava aqui no sovaco dele depois, depois quando ele saĂa. NĂŁo, mas o Rico tĂĄ querendo saber antes. Ah, Ă© assim, ele no mundo virtual, ele olhava aqui, desse lado tinha trĂȘs braços e desse lado trĂȘs braços. Ă, nĂłs começamos com dois, tĂĄ? EntĂŁo ele tinha quatro, ele tinha os dois dele e os dois virtuais. Chegou a um ponto que o macaco conseguia realizar uma tarefa onde ele combinava O movimento dos dois reais com os dois virtuais. Ai, que doideira. E aĂ, e aĂ ele
ele ele conseguia com a com a mente dele, ele comandava esses braços virtuais, isso como se fossem realmente parte do corpo dele. EntĂŁo assim, ele mexia esse que era independente desse aqui. Isso. Isso. EntĂŁo ele tinha o cĂ©rebro dele conseguia fazer com que ele usasse seis braços. Vai, quatro braços. quatro braços de forma independente e Ă© pior, sendo que no mundo real ele sĂł tem dois desde Mas aĂ quando vocĂȘ tirava o Ăłculos do macaco, ele continuava achando que ele tinha ele podia podia por quĂȘ? Porque quando vocĂȘ entrava no cĂ©rebro, no cltex motor dele,
tinha a representação dos braços virtuais. Meu Deus, cara. VocĂȘ tĂĄ entendendo? EntĂŁo, o dĂĄ isso com o ser humano que dĂĄ isso aĂ, cara. Imagina, vocĂȘ vai, vocĂȘ vai viver para ver tĂĄ acontecendo agora. Mas sabe, eu vejo uma questĂŁo aĂ que eu acho que a gente sempre tem que ter consciĂȘncia dela. No fundo tem dois metaversos e nĂŁo um. Um Ă© o metaverso virtual. E o metaverso virtual vocĂȘ tĂĄ fechado com aquela caixa de sapato eletrĂŽnica na cara chamada Ăculos de realidade virtual, no qual vocĂȘ vive uma coisa que tĂĄ absolutamente e mas vocĂȘ
sabe que nem precisa mais, nĂ©? Ă, nem precisa mais. Tudo bem. VocĂȘ faz um implante retiniano agora. JĂĄ tĂĄ em cim seu. JĂĄ tĂĄ chegando. Sim. Agora isso aĂ tĂĄ no caminho. Sim. Sim. E lente contato setĂŁo. Mas tem o outro. metaverso, que Ă© o metaverso aumentado, da realidade aumentada, que vai jogar Uma camada sobre vocĂȘ, seu olho. Esse Ă© onde eu faço aposta mais forte. E esse nĂŁo Ă© tanto uma o objetivo dele nĂŁo Ă© tanto te alienar da realidade fĂsica, mas complementar ela com como foi o Google Glasses que nĂŁo deu certo, sĂł
que com informaçÔes assim, por exemplo, vocĂȘ vai chegar numa loja ou por exemplo vocĂȘ no supermercado, vocĂȘ vĂȘ lĂĄ os as propriedades nutricionais de um de um de um produto, o preço, Ă© exatamente a sua relação com o espaço urbano vai ser Complementada como num PokĂ©mon Go. funciona diferente no sĂ©. Mas veja, nĂłs estamos publicando um trabalho a qualquer momento onde nĂłs criamos um sexto sentido. NĂłs jĂĄ publicamos vĂĄrios nessa ĂĄrea, mas esse tĂĄ tem umas coisas maravilhosas. Isso Ă© essa ĂĄrea. NĂłs queremos um ratinho que e tem sinestesia porque ele ele toca luz infravermelho.
Ele nĂŁo vĂȘ a luz infravermelho porque a retina dos mamĂferos nĂŁo tem fotorreceptor que pegue na comprimento de onda da luz infravermelha. um det luz infravermelho na testa dele e mandamos sinal elĂ©trico que sai dele mostrando onde tem fontes de infravermelho ou a toda, nĂ©, o calor tal, direto no cortextil dele, na parte da face, que sĂŁo os bigodes do as vibriças do rato, que sĂŁo os dedos dele, sĂŁo os ĂłrgĂŁos tĂĄteis mais importantes. Pois bem, deixamos os ratinhos vivendo no mundo infravermelho. Caramba. metaverso do ratinho, do metaverso, mas infravermelho, de uma coisa que eles
nunca experimentaram. De repente os ratos conseguem seguir fontes de luz infravermelha para procurar comida. EntĂŁo, a gente a gente cria um feche de luz intravermelha, o cara vai atrĂĄs da luz. NĂŁo, a gente nĂŁo vĂȘ a luz, mas eles estĂŁo tocando uma luz invisĂvel. Bom, o trabalho que tĂĄ que a Gente mandou agora, a gente registrou em mĂșltiplas ĂĄreas do cĂ©rebro, que nĂŁo foi a ĂĄrea onde a gente jogou o sinal, ĂĄreas tod, nĂ©, diferentes que estĂŁo conectadas, mas sĂŁo diferentes. O cĂ©rebro inteiro do bicho processa em f vermelho agora. Nossa, isso Ă© maravilhoso. O
cĂ©rebro inteiro vocĂȘ criou uma nova realidade. Ă uma realidade. E nĂłs provamos que ele Mistura ambas. AĂ sim ele ele consegue discernir quando eu toco a vibrista dele continua nĂŁo tendo problema nenhum, mas ele incorporou uma nova modalidade sensorial no hardware, nĂ©, que tĂĄ sei lĂĄ quantos anos que tem rato no mundo, uns 40 milhĂ”es, 50 o upgrade do do ratinho, tĂĄ? EntĂŁo isso Ă© quando para sĂł para mostrar para vocĂȘ qu plĂĄstico, quĂŁo quĂŁo eh maleĂĄvel a Nossa o nosso cĂ©rebro Ă©, nĂ©? E tem gente estudando isso para ganhar dinheiro. Muito, nĂŁo Ă© pouco
nĂŁo. Muito. Um ponto importante Ă© que na primeira infĂąncia, logo no começo da vida, o cĂ©rebro Ă© mais plĂĄstico. E hoje em dia, ainda que o VR seja recomendado sĂł a partir dos 7, 8 anos, tem muita criança menor que tĂĄ mexendo com isso. AlĂ©m do do risco epilĂ©tico, tem umas sĂ©ries de uma sĂ©rie de riscos neurolĂłgicos. O fato Ă© que de Fato vocĂȘ vai gerando uma uma plasticidade num sentido que ainda Ă© imprevisĂvel e nĂŁo Ă© talvez nĂŁo seja tĂŁo legal. Queria que vocĂȘ comentasse um pouco como seia tem trĂȘs anos, cara. Se ela
tivesse aqui, ela ia tĂĄ aqui na televisĂŁo. Sim. Isso. A a distração mais comum que vocĂȘ vĂȘ em aeroportos americanos Ă© a mĂŁe ou o pai dĂĄ um cĂ©u telefone celular. Isso. Calma. Fica com tablet aĂ. Criança do anos. Criança que nĂŁo aprendeu a falar. Exato. Criança que nĂŁo aprendeu a escrever que, nĂ©? EntĂŁo isso tĂĄ mudando, tĂĄ mudando o desenvolvimento, o neurodenvolvimento, o neurodenvolvimento de dessas crianças. A gente nĂŁo sabe no que vai dar isso. Agora os fineses, nĂ©? Imagino, imagino que seja pos gosto de acreditar que Ă© positivo. Pode atĂ© ter certas coisas
positivas, mas tem aspectos positivos. Mas tem aspectos deletĂ©rios tambĂ©m tem. Eh, tanto Ă© isso que eu falei, os finlandeses resolveram tirar computadores das das primeiras classes do ensino alimentar, porque as crianças nĂŁo nĂŁo estavam perdendo atributos importantes cognitivos se de acordo com o que eles viram lĂĄ, tĂĄ? EntĂŁo Ă© o contrĂĄrio do que a gente ouve, nĂ©? contrĂĄrio. Tem um papo nisso que tambĂ©m Ă© escrita manual, nĂ©? Como Ă© que vocĂȘ vĂȘ isso? Ă, nĂŁo, isso Ă© outra coisa muito Interessante. A a caligrafia humana Ă© uma das coisas mais, se vocĂȘ estudar a evolução histĂłrica
disso, nĂ©, que vem de tempos e memoriais h 5000 anos atrĂĄs, quando a escrita apareceu, existe uma diferença muito grande do da escrita coniform, quando os caras usavam uma ferramentinha para fazer aquele, se vocĂȘ for ver, Ă© impressionante. A Ă© na pedra de barro, nĂ©, que depois eles queimavam para solificar. grav versus os orientais chineses que usavam Tinta, nĂ©, usavam o, nĂ©, toda a analogicamente usavam a mĂŁo, nĂ©, para criar formas, nĂ©, para escrever. Tanto Ă© que a caligrafia hoje ainda continua sendo uma das coisas mais importantes na educação em paĂses da Ăsia, nĂ©, na
China, no na Coreia, no JapĂŁo. Eu acredito que esse exercĂcio analĂłgico de vocĂȘ exercitar criação de formas com o seu com seu mĂŁo direto, nĂ©, com tinta, pincel, coisas, Ă© muito importante pro pro pra coordenação motora, NĂ©? E o que ocorre? Todos nĂłs aqui devem ter experimentado essa sensação nas Ășltimas dĂ©cadas, quando vocĂȘ tĂĄ digitando, tenta escrever de volta, tenta pegar um texto de trĂȘs parĂĄgrafos e copiar na mĂŁo para para quem nĂŁo faz, nĂ©? Eu gosto de escrever a mĂŁo. Eu tambĂ©m adoro. Eu gosto caneta, tinteiro. Para mim Ă© todos os meus roteiros de
vĂdeo que eu faço Ă© tudo escrito Ă mĂŁo, cara. EntĂŁo, mas os seres humanos estĂŁo perdendo a habilidade, nĂ©? Uma das habilidades que nĂłs estamos perdendo Ă© essa. Outra Ă© vocabulĂĄrio. O vocabulĂĄrio humano tĂĄ contraindo. Nos Estados Unidos, vĂĄrios estudos estĂŁo mostrando isso, nĂ©? NĂłs estamos eh homogeneizando para baixo o nĂșmero de palavras usadas e o nĂșmero de palavras conhecidas. Car, nĂ©? EntĂŁo tem perdas. Ă. Ă Miguel, tem um negĂłcio que eu acho muito interessante disso que Ă© ligado Ă Retenção, nĂ©? A gente tem uma sĂ©rie de estudos que mostram que quando vocĂȘ escreve vocĂȘ
nĂŁo lembra mais. Eu brinco com meus alunos e falo o seguinte: "Cara, escreva sim, porque na hora que vocĂȘ escreve", o que eu falo, hein? Totalmente, vocĂȘ pode me xingar, eu falo assim, na hora que vocĂȘ tĂĄ escrevendo, cara, vocĂȘ cria uma conexĂŁo direta, cara. Ă, nĂŁo. E aquilo vocĂȘ vai lembrar se vocĂȘ digita, porque acontece, o cara tĂĄ digitando, aĂ chega uma hora que eu falo assim: "Ah, vou digitar nada, cara". Conttrol C, conttrol V. VocĂȘ tem uma ideia? Tipo, pega esse pedaço e colo aqui. Como isso Ă© importante, eu concordo plenamente com vocĂȘ.
Eu tinha um professor no Bandeirantes, aqui o colĂ©gio de Bandeirantes, chamava professor Fregonese de quĂmica. Eu nunca Entendi isso atĂ© eu ir pros Estados Unidos começar a fazer pesquisa. Ele dava nota pro seu caderno. Olha que legal. EntĂŁo ele vinha, parava no meio da aula, imagine aleatoriamente. Ele parava a aula, ia num cara aleatoriamente na classe e via o caderno do cara. Se vocĂȘ tivesse feito, copiado a aula, correta, os sĂmbolos corretos, vocĂȘ ganhava ponto na mĂ©dia. Se nĂŁo tivesse, vocĂȘ perdia. De repente sĂł tinha artista grĂĄfico na Minha classe, entendeu? Aqueles cadernos maravilhosos, aqueles
cadernos maravilhosos, desenho. E nĂŁo era sĂł as meninas, nĂŁo, nĂ©? todo mundo. Por quĂȘ? Porque houve um incentivo de recompensa e todo mundo começou, nĂ©, a caprichar naquele negĂłcio. Pelo que vocĂȘ tĂĄ falando, assim, pelo pelo que a vocĂȘ tĂĄ propondo, eh, se a gente perde, se a gente começa a negligenciar a habilidade de escrever, eh, a gente tem um efeito na nossa Coordenação motora que pode ter um efeito em diversas ĂĄreas de forma, pode ter efeitos cognitivos, vĂĄrias coisas. EntĂŁo Ă© isso que Ă© o problema, a automação, A automação que Ă© um fenĂŽmeno que
nĂŁo começou agora, tĂĄ? Tem um um dos grandes cientistas sociais americanos que se conhece, pouco conhecida no Brasil, chama Lewis Mford, que me inspirou durante dĂ©cadas, eu li praticamente a obra inteira dele. Ele conta a histĂłria da automação desde lĂĄ, nĂ©, dos egĂpcios nos canais do Nilo, enfim, MesopotĂąmia. E ele mostra claramente que o processo de automação ele começa a remover a gente, ele coloca intermediĂĄrios entre a gente e o mundo natural. Isso Ă© a primeira coisa. Mas ele começa a alterar comportamentos cognitivos, nĂŁo sĂł motores, tĂĄ? E o qual Ă© um dos maiores eventos
dos Ășltimos 80 anos? Ă vocĂȘ deixar de usar as mĂŁos para escrever e digitar, nĂ©? Tem um teclado e Vai acabar, tĂĄ? O teclado vai sumir. Para vocĂȘ ter uma ideia, eu nĂŁo digito no celular eu nĂŁo digito nada. Deixa eu te mostrar aqui como Ă© que NĂŁo, agora vocĂȘ faz com os dedos, nĂ©? Eu eu desenho uma parada, por exemplo, vou escrever aqui teu nome, Miguel. NĂŁo, nĂŁo, claro, mas isso vai mudar. TĂĄ mudando agora. Isso que eu Ă que assim, isso aqui jĂĄ Ă© muito pior do que sĂł digitar, eu acho, nĂ©? Ă,
nĂŁo Ă©? Veja, cada vez que vocĂȘ coloca Um intermediĂĄrio, vocĂȘ rompe um processo natural que nĂłs evoluĂmos milhĂ”es de anos para fazer, vocĂȘ tĂĄ alterando a nossa biologia, a nossa neurobiologia, tĂĄ? Os efeitos, nĂłs nĂłs nĂŁo nascemos para isso, nĂ©? NĂŁo, os efeitos. Eu tenho uma piada, vocĂȘ vai adorar essa que eu ouvi em Princeton. Diz que um aluno nos anos anos 50, começo dos anos 50, chegou em Princeton e tava sendo recrutado, nĂ©? E foi reclam, foi conhecer o Einstein, no Instituto de Estudos Avançados e virou para um Einstein quase chorando. NĂŁo, eu quero
vir para cĂĄ, mas eles estĂŁo me oferecendo muito pouco de startup money, eu nĂŁo vou conseguir comprar, nĂŁo sei o que era um laser. O meu laser nĂŁo vai vir, nĂŁo vai vir o computador que eu quero fazer lĂĄ de do MIT, nĂŁo vai vir negĂłcio. Professor, o que que o senhor acha disso? Como Ă© que o o que que o senhor fez? O que que o senhor usou para fazer sua ciĂȘncia? AĂ diz que o Respondeu: "LĂĄpis e papel mesmo? Quer dizer, o moleque tava chorando as mĂĄgoas porque ele nĂŁo podia vir pro melhor
lugar, um dos melhores lugares, nĂ©, da dos anos 50 da fĂsica, porque ele nĂŁo ia ter o quĂȘ? Um equipamento X, uma coisa. E isso tĂĄ acontecendo nos Estados Unidos hoje. Ou vocĂȘ nĂŁo faz mais teses com perguntas, vocĂȘ faz teses com techniques, com tecnologias. Que tĂ©cnica eu vou usar? Ă que a pergunta mais Frequente que vocĂȘ ouve de um aluno de pĂłs-graduação hoje em dia, tĂĄ? sendo que o cientista, tudo bem, vocĂȘ pode usar um monte de coisa, mas o seu interesse Ă© que pergunta o que que vocĂȘ quer responder, que vocĂȘ quer responder,
nĂ©? E essa histĂłria do Einstein Ă© muito muito muito poderosa de mostrar a o que vocĂȘ acabou de falar, a transição, a transição do modo de pensar humano, tĂĄ? EntĂŁo as as pessoas, a singularidade Nunca vai ocorrer, Ă© uma impossibilidade computacional e matemĂĄtica, tĂĄ? Mas na mente de muitas pessoas ela jĂĄ ocorreu. JĂĄ ocorreu. Exatamente. Porque o que a histĂłria da humanidade Ă©? A histĂłria da humanidade Ă© gerar. AlguĂ©m gera uma abstração mental poderosa, um deus, nĂ©? Um um um uma ideologia polĂtica, um time de futebol. E essa abstração mental, em alguns casos, com razĂŁo,
vira mais importante que a prĂłpria sobrevivĂȘncia do indivĂduo E da espĂ©cie. Tem pessoas hoje capazes de matar um indivĂduo porque ele tem um outro Deus. Ă verdade. Concordade tem pessoas capazes de matar outro indivĂduo porque ele tem uma outra visĂŁo ideolĂłgica do mundo, nĂ©? E o que que Ă© tudo isso? CriaçÔes da mente humana. O dinheiro. O dinheiro Ă© a prova clara. O que que manda no mundo? Desde que o mundo, nĂ©? Desde que os grandes aglomerados civilizatĂłrios, cidades Surgiram, os comĂ©rcio explodiu. O o rei da LĂdia decidiu que era muito complicado dar barra de
ouro, barra de prata para pagar pelo que ele tinha que trazer com a persĂ©r. Ele falou: "NĂŁo, vou criar um negĂłcio melhorzinho. Criou uma moeda, uma moeda que ele punha um metal muito mais barato, que era o elĂ©tron, nĂ©? Mistura de prata com ouro, diminuĂa o preço do da manufatura. E de repente pegou todo mundo." AĂ ele foi pro orĂĄculo de Delfos. Essa Ă© a melhor HistĂłria que tem no HerĂłdoto. Foi o OrĂĄculo de Deus, falou: "O rei da PĂ©rsia vai invadir o meu reino". A pergunta que eu tenho pro senhor orĂĄculo Ă©: quem vai
ganhar a guerra, nĂ©? Porque ele era um rei poderoso da LĂdia. E o orĂĄculo respondeu: "Um grande rei serĂĄ o vencedor". E ele voltou paraa casa todo feliz e maravilhoso, achando que era ele. Mas o orĂĄculo nunca disse isso, nĂ©? O orĂĄculo disse que um grande rei, foi o Rei da PĂ©rsia, nĂ©? que acabou com ele, queimou a cidade dele enquanto ele via em correntes a cidade pegando fogo, nĂ©? E com que ele pagou o orĂĄculo? Com moedas. Com moedas. O primeiro grande enganador da histĂłria foi orĂĄculo de Delfos que ganhou, nĂ©, o pagamento moedas
para dizer que um grande rei ia ganhar. Por outro lado, desculpa, Ălvaro, rapidĂŁo, por outro lado, eh, serĂĄ que eh essa nossa nova maneira de Interagir com a realidade, por exemplo, ao invĂ©s de escrever, eu posso digitar e agora eu passo a desenhar com o meu dedo a palavra que eu quero? SerĂĄ que isso tambĂ©m nĂŁo tem um nĂŁo traz pra gente um um novo passo, uma novas possibilidades de evolução atĂ©? Claro, sem dĂșvida, sem dĂșvida. NĂŁo hĂĄ dĂșvida, nĂŁo hĂĄ dĂșvida. NĂłs nĂŁo estarĂamos aqui conversando se algum maluco na MesopotĂąmia nĂŁo tivesse inventado um
arado com a uma formatura Que raspa a Terra mais fĂĄcil e revolve a Terra em vez de simplesmente abrir uma vala. EntĂŁo, os avanços tecnolĂłgicos, nĂ©, sempre tiveram, sempre propiciaram saltos, nĂ©, saltos de desenvolvimento, saltos civilizatĂłrios. O problema Ă© quando vocĂȘ permite que essa tecnologia esteja acima de certos valores humanistas, tĂĄ? TĂĄ. A tecnologia, todos nĂłs dependemos dela para sobreviver. Ah, mas vocĂȘ vaiar Dessa histĂłria. Eu tĂŽ escrevendo um livro de ficção cientĂfica. Ah, que legal. A primeira tentativa na minha vida. Minha mĂŁe Ă© escritora, nĂ©? Minha mĂŁe. Eu saĂ do Brasil porque se eu
ficasse no Brasil eu ia ser o filho de Gisel da Laapta Nicoleles. EntĂŁo eu tive que ir embora porque tinha que fazer uma coisa por mim mesmo. E ela escreve pra criança a vida toda, mais de 150 livros jĂĄ publicados, nĂ©? AĂ Eu falei: "NĂŁo, eu preciso escrever um livro de ficção cientĂfica". Mas o meu livro de ficção cientĂfica começa no momento em que algo destrĂłi toda a sociedade eletroeletrĂŽnica. Olha sĂł, uma tempestade solar perfeita. Uma grande emissĂŁo da Corona solar. Ah, que legal. Tu acertou. NĂŁo, por isso que eu falei, por isso que eu
falei para ele, por isso que eu falei Que ele ia gostar. Um Coronal Massion aconteceu uma vez na na cara duas 1859. Exatamente. Evento Caron queimou toda a rede telĂ©grafo do mundo. Ă do mundo. SĂł que era uma merreca, nĂ©? Duas semanas atrĂĄs teve um choronal massa sĂł que foi na direção oposta da Terra. Exatamente. Que bom. Que bom, nĂ©? Porque nĂłs nĂŁo estarĂamos aqui conversando. Se vem para cĂĄ, o que que acontece? Tudo acaba. Depende. Ă, hoje assim, o pessoal consegue manobrar os satĂ©lites e tal, mas Ă© Ă© um cenĂĄrio super realista, cara. Hoje
a gente depende da tecnologia total de comunicação, de tudo. Isso. Na prĂĄtica acontece que queima tudo. Ă o quĂȘ? Queima satĂ©lites, queima tudo. Internet nĂŁo tem. Comunicação via rĂĄdio, banco online, some, refrigeração, Tratamento de ĂĄgua. Sabe o que que o pessoal chama isso aĂ? livre. Eles chamam da porque a Terra jĂĄ passou por cinco extinçÔes em massa. O pessoal chama essa aĂ da sexta extinção em massa. Ă isso aĂ. O dia que acontecer e pode acontecer, cara. JĂĄ aconteceu. JĂĄ aconteceu. Mas Ă© previsĂvel. AĂ Ă© que tĂĄ. NĂŁo Ă© 24 horas. Ă. NĂŁo, quando acontece
lĂĄ demora trĂȘs dias para chegar aqui. NĂŁo, demora mais ou menos. Mas a Cington Evento foi 27 horas. Isso foi 27 horas. Porque vocĂȘ tĂĄ ouvindo a televisĂŁo do Jornal Nacional? VocĂȘ tĂĄ no Jornal Nacional e o Bonner fala assim: "Senhoras e senhores, esse Ă© o Ășltimo jornal da histĂłria, esse Ă© o Ășltimo jornal nacional, nĂ©? E NĂŁo, hoje um grande esforço que tem Ă© porque isso isso Ă© Ă© legal para caramba, porque a gente nĂŁo consegue prever se vai acontecer. O que acontece Ă© o seguinte, quando vocĂȘ vĂȘ ela vindo do sol, nĂŁo, mas
nĂŁo, mas Ă© muito, vocĂȘ nĂŁo consegue prever o evento, mas se vocĂȘ começa a ver as manchas solares, isso coalecerem e a a dimensĂŁo da dessa coescĂȘncia Ă© Maior do que a Terra, por exemplo, o volume Ă© crĂtico. Ă, mas aĂ pode acontecer ou nĂŁo, pode acontecer ou nĂŁo, mas se vocĂȘ vĂȘ esse barato formando e vocĂȘ dĂĄ para ver, nĂ©? Isso Ă© fĂĄcil de ver. Isso pessoal hoje tem tem gente que estuda isso o tempo inteiro. Ă, a NASA monitora isso o tempo inteiro. Na hora que surgiu, a hora que deu a emissĂŁo, que
Ă© a parte externa, nĂ©? Isso do sol, que Ă© vai pro espaço 27 horas. entĂŁo a premissa do teu livro nĂŁo Ă© tĂŁo real. NĂŁo, nĂŁo, mas aĂ eu falo o que acontece. O que acontece com e a extinção em massa mesmo? Se nĂŁo posso contar o resto, nĂ©? Sem spoiler, nĂ©? Vamos comprar o livro. NĂŁo, mas sabe quem era? Sabe, vocĂȘs jĂĄ ouviram, vocĂȘs jĂĄ ouviram falar, mas lembra do Aanaten, o faraĂł maluco do Egito, que foi o Primeiro a propor o monoteĂsmo no Egito, que era o sortudo que casou com a nefrete. Quem
viu a estĂĄtua da Nefretite sabe que a Kenaton deu sorte na vida, nĂ©? Pois bem, sabe quem o Akenaten? O deus do Akenaten era o Aen. Sabe quem Ă© o Aten? NĂŁo Ă© o sol, Ă© a coroa do sol. Ă a parte externa do sol. Ou seja, os egĂpcios jĂĄ sabiam coroa era o negĂłcio. NĂłs estamos falando muito tempo atrĂĄs, 2000 anos atrĂĄs, mais, nĂ©? 1300 alguma coisa, se eu nĂŁo me engano, antes de de Cristo. EntĂŁo, os caras jĂĄ tinham a noção. E ele tem uma oração pro Deus Atenu e onde ele basicamente diz
o seguinte: "De ti tudo vem. Quando tu sorris, toda a vida floresce. Quando tu dormes, tudo morre. Caramba. AĂ que demais, hein? O cara sabia que era a energia solar que faz toda a vida existir. Ele sabia ou ele achava que era e tava certo? Olha. Ah, boa o cara. E e por curiosidade, a Ășltima coisa que eu vou falar sobre o querido Aenaten Ă© que o Freud publicou um livro no final da vida dele achando e depois foi seguido, teve vĂĄrios estudos, vĂĄrios livros, eu li dois sobre a histĂłria, que Aenaten e MoisĂ©s eram
a mesma pessoa. Eita! Isso Ă© maluco, nĂŁo Ă©? Genial. A histĂłria Ă© genial porque ele cria o monoteĂsmo, nĂ©? Ele instala o monoteĂsmo e de repente ele tem gente que acha que ele morreu, que ele foi assassinado porque os os sacerdotes do do do outros deuses foram lĂĄ e deram uma bimba nele, puseram a nefret, que, nĂ©, nĂŁo Ă© nada mau. E e outra versĂŁo Ă© que o Kenatin foge para uma regiĂŁo do delta do Egito, onde os judeus tinham uma primeira colĂŽnia Deles, nĂ©, que eles foram capturados e depois, nĂ©, libertados. dia ocorre que
JosĂ©, nĂ©, tinha uma filha, JosĂ© que trabalhou pros faraĂłs egĂpcios, que casou com o faraĂł anterior. EntĂŁo eles acham que essa o Freud publicou esse livro, que ele na realidade Ă© MoisĂ©s e que o Deus, o monoteĂsmo que nĂłs conhecemos judaico, nĂ©, da tradição judaico cristĂŁ, esse Deus. Exatamente. Tem um tem um acrĂ©scimo nessa histĂłria Que Ă© o seguinte, nĂ©? O Freud no Tottenham tabu, ele justamente assume que existe um um momento inicial do surgimento do monoteĂsmo, que Ă© um momento de trauma, que Ă© um momento de dentro da famĂlia em que vocĂȘ faz aĂ
o luto do pai e no final das contas esse seria uma estrutura que se reproduziria em todas as sociedades. Acho que o Freud torcia pro Vasco, viu? NĂŁo, mas mas vale pensar isso porque tem Ă© Ă© de fato ex pode, vocĂȘ tem a visĂŁo Que Ă© tipo assim efetivamente a essa transição, tem a outra que assim poxa, talvez seja um um tipo de de mito de uma uma estrutura, um mitema, como falava o Levistroso da nossa sociedade que vai ressurgindo tambĂ©m. Valeria assim, vale essa versĂŁo e e tem gente que fala: "NĂŁo, na verdade o
grande lance Ă© que isso ressurge, essa ideia de fundar uma um, nĂ©, uma uma religiĂŁo em cima de um Deus Ășnico, no fundo Ă© uma alusĂŁo ao Pai. que tem a ver com a gente precisam Conversar com Henri Cristo para solucionar tudo isso aĂ, nĂ©? Mas o livro do senhor chama como? JĂĄ tem nome? JĂĄ tem, mas eu nĂŁo posso contar. NĂŁo pode. NĂŁo tem spoiler nenhum hoje. Quando que vai lançar? Assim que eu terminar. NĂŁo, nĂŁo faz essa pergunta que amanhĂŁ minha editora telefona. Ah, Ă©? Mas tĂĄ ficando legal. Ă, jĂĄ tĂĄ trabalhando ele
hĂĄ bastante tempo. Porque tem muito a ver com a brainet. Olha que Mas mistura com essa parte. Olha sĂł, Ășnico, nĂ©? AĂ sim. Acho que vai ser bem legal mesmo. TĂĄ trabalhando nele hĂĄ muito tempo jĂĄ. Eu eu comecei um pouco antes da pandemia, eu tive que parar, nĂ©, por causa da de todo que eu fiquei Trabalhando na pandemia, tempo integral e agora eu comecei a retomar, nĂ©? Mas eu espero que mais uns dois meses, trĂȘs meses eu termino. Ă, nĂŁo, nĂŁo falta muito nĂŁo. TĂĄ na metade. Durante a pandemia tu falou que tu ficou
trabalhando tempo? Nossa, eu eu eu comecei minha carreira na faculdade de medicina na USP, fazendo epidemiologia bacteriana quando eu era aluno. Eu mapeei. VocĂȘ vĂȘ como Ă© Loucura, nĂ©? NinguĂ©m sabia usar computador e os relatĂłrios Ă© mĂ©dico, nĂ©? Eu sou mĂ©dico. O os relatĂłrios o senhor chegou a ser contemporĂąneo da Ester ou nĂŁo? Claro. Ela Ă© uma na minha frente. Ah, que dema amigona. NĂŁo, eu vi, eu vi. A Estter Ă© sensacional. Sensacional. A Estter, nossa, eu conheço ela desde de 79. Que demais. EntĂŁo, mas o eu a ComissĂŁo de Infecção Hospitalar do HC publicava
os relatĂłrios de infecção hospitalar em cobol, car, em tabelas de cobol e dava pros mĂ©dicos. Quer dizer, o cara olhava, era aquilo grego e aramaico, era a mesma coisa, ninguĂ©m dava para entender nada. E eu recebi em 81, 82, perdĂŁo, a primeira remessa de Apple 2 da USP. E na mĂŁo de um aluno de medicina tinham 12 Apple 2 DisponĂveis na medicina, porque ninguĂ©m sabia usar, nĂ©? NinguĂ©m. E eu pus os 12 AppleĂŁ que dois que tinham lĂĄ na sala de informĂĄtica mĂ©dica para traduzir o coball para basic e criar grĂĄficos, grĂĄfico de barra para
entregar pro mĂ©dico. E de repente eu comecei a mapear como as infecçÔes hospitalares tinha uma UTI lĂĄ no HC que morria 100%. Se vocĂȘ pegava clebzela, pneumone, nunca vou esquecer isso, era 100%alidade. E eu comecei a mapear o espalhamento Dessa espĂ©cie estafcocosauros pelas UTIs e eh enfermarias do hospital e comecei a perceber que era os enfermeiros, o mĂ©dico ou quem andava no motei que saia andando, ia levando para outro lugar e ia aparecendo ciclicamente. EntĂŁo eu comecei a definir as temporadas da Clebzela, da Staflo Auros, tal e aĂ eu ganhei o prĂȘmio Osvaldo Cruz na
faculdade de medicina, nĂ©? E foi isso que me inspirou a ser neurocientista. Abandonei toda a epidemiologia e fui fazer neurociĂȘncia. Pois bem, explode a pandemia, eu tĂŽ aqui no Brasil preso. Ah, o pessoal, os governadores do Nordeste decidiram criar um comitĂȘ cientĂfico. Eu tĂŽ em casa no domingo Ă noite, me ligam e falam: "Olha, nĂłs precisamos, o ex-ministro SĂ©rgio Rezende aceitou ser coordenador, mas queremos que vocĂȘ seja o o ccoordenador desse comitĂȘ". Eu falei: "Bom, eu sou neurocientista". Falou: "NĂŁo, mas nĂłs Precisamos, nĂ©, tal, tal". Bom, eu fui ver a minha tese de de formatura,
comecei a ler, reler tudo, tava lĂĄ em casa mesmo, e de repente eu virei epidemiologista, nĂ©? NinguĂ©m sabe que eu publiquei esses trabalhos, foi publicados nos Estados Unidos, tal, foi um a, nĂ©? Porque eu eu mostrei que espĂ©cies estavam conversando uma com a outra, elas estavam trocando DNA. EspĂ©cies de quĂȘ? De bactĂ©ria, tĂĄ? Miguel, tem uma coisa interessante sobre isso agora, nĂ©? VocĂȘ publicou um artigo, na verdade um preprint, nĂ©? Para quem tĂĄ em casa, esse o artigo que sai antes da de sair na revista cientĂfica correlacionando dengue e e covid. Qual que Ă© essa
histĂłria? Existe um nĂłs jĂĄ publicamos ele jĂĄ pub Ă© saiu no scientific reporter a primeira metade dele. NĂłs estamos publicando a segunda parte, NĂłs estamos andando. NĂłs começamos, bom, eu estudo neuro, estudo redes neurais, eu comecei a criar uma teoria de redes virais, diferentes vĂrus interagindo entre si com o ser humano, o sistema imunolĂłgico ser humano, sendo o mediador. Errado, hein? Ă porque o que aconteceu foi o seguinte, a dengue em 2020 era para ter explodido, era para ter tido a maior epidemia de dengue da histĂłria, porque 2019 foi um horror no mundo. Quando a
Covid explode e a dengue some. Ă isso que muita gente fala, nĂ©? Pessoal fala isso, nĂ©? NĂŁo, nĂłs nĂłs fizemos uma anĂĄlise do ano de 2020 e mostramos que em vĂĄrios lugares do mundo isso aconteceu. Em 2021, a correlação desaparece, mas a gente tĂĄ com desconfiança, que tem algum tem alguns problemas que nĂłs temos ver nos dados, nĂ©, daqui do Brasil, por exemplo. SĂł que agora quando deu uma relaxada depois da Omicron, a dengue explodiu de novo. EntĂŁo eu nĂłs estamos trabalhando com modelo competitivo, tentando ver se Ă© possĂvel que os vĂrus nos usam. Ah,
agora Ă© a nossa vez. Ă, Ă©, Ă©, vou vou ou se tem alguma imunidade cruzada, nĂ©? Essa hipĂłtese eu levantei. Essa hipĂłtese, essa hipĂłtese que eu levantei, se vocĂȘ ter tido dengue antes protegia vocĂȘ de certa maneira ter coronavĂrus ou o inverso. EntĂŁo, nĂłs estamos estudando Essa relação. NĂłs publicamos a primeira metade do estudo. Quer dizer, o ano passado eu publiquei um estudo de epidemiologia depois de 40 anos, nĂ©? que Ă© nĂŁo Ă© nada mau nĂŁo. Mas o o que eu tava mostrando Ă© quando eu terminei essa tese do mapeamento espaço temporal de bactĂ©rias, eu
criei o software que eu usei para mapear interação de neurĂŽnios. Olha que demais. Quando eu chego no laboratĂłrio do John Shaping lĂĄ, eu tinha o meu prĂłprio software para estudar redes neurais e eu usei, em vez de uma bactĂ©ria, eu usei um neurĂŽnio. EntĂŁo eu usei a mesma matemĂĄtica, a mesma coisa que eu tinha aprendido aqui, nĂ©? E isso me deu uma vantagem, saiu lĂĄ na frente, sair na frente, porque nĂŁo tinham mĂ©todos e matemĂĄticos para estudar isso, nĂ©? Entendi. EntĂŁo, Ă© Ă© isso que eu digo, a verdadeira ciĂȘncia, na minha modesta opiniĂŁo, nĂŁo Ă©
uma nĂŁo Ă© tecnologia, nĂŁo Ă© desenvolver tecnologia ou fazer tecnologia. O cientista tem que ser treinado para ter uma mente generalista, aberta. Ele pode ser um especialista de neuro, de imunologia, nĂŁo tem nada. Mas se vocĂȘ Ă© um biĂłlogo, tudo isso aĂ Ă© biologia, nĂ©? VocĂȘ tem que pensar na biologia como um troço macro. E vocĂȘ pode sim usar as suas a sua o seu treinamento especĂfico para abordar outras ĂĄreas da biologia. E foi o que faltou na pandemia. NĂłs tĂnhamos, o meu professor sempre falava, os especialistas que sabem tudo do nada, nĂ©? Quando nĂłs
que a gente chama. Ă exato. Ă. EntĂŁo isso Ă© uma coisa muito importante no ensino de ciĂȘncia. NĂłs falamos de ensino de ciĂȘncia. VocĂȘ nĂŁo quer formar tĂ©cnicos. Sim. VocĂȘ quer Formar pensadores. Ă muito diferente. Exato. Ă, Ă© um modo de pensar diferente de um de um, nĂ©, de uma coisa antidogmĂĄtico, nĂ©? Bom, eu fui falar, espero que um dia desses eu vou falar com o Abel, mas isso Ă© verdade. Eu falei com o FelipĂŁo 10 anos atrĂĄs, falei: "Veja, FelipĂŁo, vocĂȘ criar um time invencĂvel de futebol, um time quase que imbatĂvel, nĂŁo tĂĄ sĂł
na biomecĂąnica, tĂĄ aqui. Ah, vocĂȘ tem que eh a prover essa criançada Com educação, com processos cognitivos que permitam que eles tomem decisĂŁo numa fração de segundo, porque eles jĂĄ vĂŁo ter pensado, eles jĂĄ vĂŁo ter elaborado mentalmente o o espaço do campo, as relaçÔes sociais do seu time. E eu propus uma tese que eu publiquei, inclusive aquilo que eu falei dos macaquinhos sincronizados e ontem eu fui ler uma revisĂŁo que nos citou esse trabalho. Ă mais sensacional. Eles registraram o EEG de um grupo de eh MĂșsicos clĂĄssicos de um quarteto de cĂąmara. Que que
Ă© um EG? EG Ă© eletroencefalografia. SĂŁo os sinais elĂ©tricos que vocĂȘ registra aqui no couro cabeludo. VocĂȘ nĂŁo pĂ”e nada dentro do cĂ©rebro. VocĂȘ registra superfĂcie. Aquele capacete lĂĄ. Ă um Ă© coisa que nem a touca de natação, sĂł que tem uns eletrodos planos que vocĂȘ aplica na superfĂcie da cabeça e vocĂȘ registra a atividade elĂ©trica. Foi o que A gente fez na Copa. Claro. Os caras registraram os caras, os quatro caras que tocam juntos hĂĄ nĂŁo sei quantos anos. e o cĂ©rebro deles sincronizam em diferentes momentos da mĂșsica. EntĂŁo, na realidade Ă© aquilo que
eu falei, aquele negĂłcio do olhar, nĂ©? Ă, olhou, jĂĄ sei. Exatamente. Quando o cara do violino começa o movimento, nĂ©? O cara do violancelo jĂĄ sa o cĂ©rebro do cara do velancelo milissegundos antes jĂĄ. Exato. JĂĄ estĂĄ sincronizado a ponto de saber, nĂ©? EntĂŁo, a mesma coisa se aplica para um time, um time de futebol para um casal, nĂ©? Mais complexo que tem mais gente, nĂ©? NĂŁo, por isso que a gente fala assim que, tipo, Bebeto e RomĂĄrio jogava como Como por mĂșsica, nĂ©? Um pegava a bola, o outro jĂĄ sabia onde tinha que tĂĄ.
Neymar todo o palmeirense tinha um tĂ©cnico, eu nĂŁo sei se vocĂȘ conhece, chamava Osvaldo BrandĂŁo, que Ă© um dos maiores tĂ©cnicos da histĂłria, tĂĄ? Ele era gaĂșcho, jogou aqui em SĂŁo Paulo, foi lateral esquerdo, nĂŁo grande coisa, mas ele foi campeĂŁo com todos os times da cidade de SĂŁo Paulo, menos tirou o Corinthians da fila. Ă, tirou o CR da Fila, ganhou o Palmeiras, ganhou Com o SĂŁo Paulo. Pois bem, Osvaldo BrandĂŁ um dia me disseram que era num jogo, eu tinha ouvido a histĂłria de um cara do Palmeiras que era num treino, mas vamos
assumir que Ă© num jogo. Dis que ele tava vendo o Palmeiras jogar da segunda academia nos anos 70, ele saiu do banco e foi lĂĄ pro meio da torcida. AĂ o dirigente do Palmeiras nĂŁo entendeu nada, nĂ©? Foi lĂĄ no BrandĂŁo e falou: "Mas que cats vocĂȘ vĂȘ, tĂĄ fazendo aqui o time tĂĄ jogando lĂĄ?" Ele falou: "NĂŁo, NĂŁo preciso mais fazer nada. Agora Ă© sĂł apreciar a mĂșsica". Ă que legal. Ă isso. Quer dizer, o o tĂ©cnico de futebol funciona como um maestro, nĂ©? Ele dĂĄ o ritmo, ele grita, ele sincroniza os caras lĂĄ
dentro, nĂ©? SĂł que ele chegou num ponto que ele percebeu que nĂŁo tinha mais o que melhorar. O negĂłcio ia atingiu aquela aquele estado de, nĂ©, de plenitude, nĂ©? O flow. O flow. Exatamente. Eu ia chegar, eu tava, o punchline era esse. Existe um flow mental que Ă© o que nos faz e que nos criou enquanto espĂ©cie, nos trouxe atĂ© aqui, tĂĄ? NinguĂ©m fez histĂłria sozinho. Todos os grandes movimentos da humanidade foram feitos por brainets. E esses brainets tĂȘm um flow, nĂ©? E esse e isso que Ă©, na minha opiniĂŁo, Ă© a fronteira da neurociĂȘncia.
Nesse momento, Passou a Ă©poca de tentar estudar sĂł um cĂ©rebro isolado. Tem que ser tudo. E atĂ© nesse negĂłcio de futebol Ă© legal que atĂ© o pessoal fala assim: "Ah, o time, ah, o time tal". Os caras nem se falavam, mas jogavam bem para caramba. Porque o cara, tipo, nĂŁo precisava nem ser amigo, cara. Ele pegava a bola aqui, o outro jĂĄ sabia que tava ali jĂĄ, porque ele tinha um um objetivo comum que era ganhar. Quando vocĂȘ ouve o cara falar, o time Deu quĂmica ou deu liga. Os tĂ©cnicos falam muito isso, nĂ©? entrosamento.
Entramento. Os caras podem nĂŁo saber o que eles estĂŁo falando, mas Ă© na minha, na minha opiniĂŁo, Ă© exatamente o que acontece. A brainette chegou no mĂĄximo de sincronização. EntĂŁo, quando o cara vai cruzar a bola, o Scarpa vai cruzar a bola lĂĄ na lateral direita, o Ronnie jĂĄ sabe que tem que entrar na hipotenusa, tĂĄ? Ă, Ă©, Ă© sĂł o movimento Do corpo. O beisebol Ă© muito isso. O batedor, o cara que rebate, ele nĂŁo tem tempo de ver a bola. Ele nĂŁo consegue ver porque a bola vem a 99 milhas por hora, tĂĄ?
Ele ele determina a trajetĂłria da bola pela configuração da mĂŁo do Piter. Da mĂŁo do cara. Tanto que o segredo o cara Ă© esconder a mĂŁo. Ă esconder como que ele segura a bola. Exato. Por isso que o Piter pĂ”e a luva E sĂł mostra a mĂŁo no Ășltimo momento de liberar a bola, porque o o nĂŁo dĂĄ tempo. O batedor, ele tĂĄ de olho na no dedo do cara, como que o cara tĂĄ segurando a bolinha. EntĂŁo eu fui aprender beisebol lĂĄ, nĂ©? 30 anos de Estados Unidos, tive que levar meus filhos para ver
beisebol. EntĂŁo o curve ball ou slider, nĂ©, que vocĂȘ roda todo o seu, por isso que destrĂłi o ombro do cara, nĂŁo tem como bater na bola se vocĂȘ nĂŁo vĂȘ que o cara Vai fazer essa configuração do corpo, tĂĄ? E e Ă© isso que falta, na minha opiniĂŁo, eh, nos esportes de alta performance. NĂłs nĂłs chegamos no limite da biomecĂąnica do corpo humano. NĂŁo vai, vocĂȘ nĂŁo vai ver um cara bater o recorde dos 100 m rasos por meio segundo. Pode esquecer, mas aqui a gente ainda nĂŁo tirou vantagem daqui, entendeu? Principalmente no esportes
de coletivos. VocĂȘ acha que quando alguĂ©m descobrir como tirar, aĂ o cara monta um time tipo InvencĂvel? Eh, eu acho que nĂłs jĂĄ descobrimos. Ă, Ă© com macaquinho, nĂ©? Precisa testar para ver se funciona. NĂŁo, mas tem gente usando, nĂ©? Vamos testar nos porquinhos. Porqu uma sĂ©rie de tĂ©cnicas com eletricografia para concentração, por exemplo, arqueiros. tem uma sĂ©rie de de atletas tambĂ©m, times. AtĂ© a gente fez um um um projeto, tem uma aluna minha lĂĄ no que Ă© Ligado ao meu laboratĂłrio, que fez um um trabalho muito legal com atletas no pĂłsdoc, eh, usando nadadores
e tal, estimulação e e neuroedback para gerar isso. E vocĂȘ tem um efeito muito legal, tĂĄ? VocĂȘ funciona muito bem assim, mas de fato assim Ă© Ă© um a gente tĂĄ muito no começo. Eh, atĂ© uma coisa que vocĂȘ pode sair fora das neurociĂȘncias e olhar do ponto de vista cultural. VocĂȘ vĂȘ, por exemplo, um yog indiano, vocĂȘ vĂȘ, nĂ©, essas pessoas que meditam com seriedade. A capacidade de usar a mente Ă© muito maior. E vocĂȘ vĂȘ isso numa ressonĂąncia. Quer dizer, vocĂȘ pĂ”e a pessoa deitada, vocĂȘ tira uma foto da do cĂ©rebro dela e
vocĂȘ vĂȘ padrĂ”es de atividade que sĂŁo diferentes, sĂŁo superiores. Apesar da pessoa tĂĄ mais relaxada, ela consegue ter mais sangue fluindo em ĂĄreas do cĂ©rebro. Ă uma coisa muito impressionante que vem desse uso consciente, esse uso treinado da da mente, da mente e cĂ©rebro, nĂ©, dessa Coisa Ășnica. Entendi. Isso daĂ Ă© impressionante um pouco, mas Ă© legal demais. Legal demais. Ă entrar no flow. Ă entrar no flow. Flow, cara. Cara, vocĂȘ Ă© Mas tĂĄ, vamos lĂĄ. VocĂȘ falou antes aĂ que a que a Deixa eu trazer uma para ele. Vai. Ă o seguinte, eu nem
sei quanto tempo vocĂȘ jĂĄ tĂĄ ficando cansado, nĂ©? Mas uma questĂŁo que eu acho que Ă© muito Importante na nossa Ă©poca Ă© assim, questĂŁo crĂtica. psiquiatria, a gente tĂĄ no momento assim de quase de um esgotamento das das tĂ©cnicas existentes, farmacologia, assim, eu tenho vĂĄrios estudos com estimulação magnĂ©tica transcraniana, mas a verdade Ă© que a gente tem um um certo esgotamento, bateu no limit, como a gente tĂĄ falando do esporte, existe aqui uma uma questĂŁozinha assim quase que uma Desesperança com o tratamento das doenças psiquiĂĄtricas. Como vocĂȘ vĂȘ o futuro dessa ĂĄrea que Ă© uma
ĂĄrea sagrada nas neurociĂȘncias? SĂŁo as ĂĄreas mais importantes do ponto de vista aplicado. TĂĄ falando de quĂȘ? De Alzheimer? NĂŁo, tĂŽ falando de depressĂŁo, esquizofrenia, transtorno bipolar. Ă, eu tĂĄ toque. No no meu Ășltimo livro, eu tenho um capĂtulo que eu eu tenho proposto, eu tenho o paper tĂĄ quase pronto, mas por TambĂ©m a pandemia atrasou isso. Ă Ă© um paper teĂłrico, nĂ©? onde eu tenho proposto que por por causa de um monte de estudos que nĂłs fizemos em ratos transgĂȘnicos, em camudongos transgĂȘnicos no nosso laboratĂłrio lĂĄ na Duke, de que como Ă© que Ă©
um rato transĂȘnico, Ă© um que vocĂȘ mudou o genoma dele para ele ter para ele ter uma doença, por exemplo. Ă, vocĂȘ quer que o rato surja uma coisa parecida com depressĂŁo? Ă, tem modelos de Parkson, tem modelos de Alzheimer, tem modelos de vĂĄrias coisas, nĂ©? NĂŁo, nĂŁo Ă© nĂŁo Ă© idĂȘntico Ă doença humana, mas Ă© prĂłximo, dĂĄ para vocĂȘ começar, tĂĄ? NĂłs chegamos Ă conclusĂŁo, estudando vĂĄrios modelos eh durante o quĂȘ? 12 anos hĂŁ de que epilepsia focal Ă© o Ă© a Ă© a via comum fisiopatolĂłgica de mĂșltiplas doenças do cĂ©rebro. Epilepsia. Eu pensei
que vocĂȘ ia falar inflamação. NĂŁo, nĂŁo. Epilepsia. NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo. Eu tĂŽ falando de nĂłs, nĂłs, por exemplo, Parkinson, na no nosso trabalho que foi a capa de science em 2009, um aluno meu começou assim, um aluno meu me trouxe um um espectrograma de um rato transgĂȘnico e falou: "Veja aĂ, o que vocĂȘ acha que Ă© isso?" Eu falei: "PĂŽ, mas por que nĂłs Estamos estudando epilepsia de novo? NĂłs tĂnhamos parado de fazer". Ele falou: "NĂŁo, nĂŁo Ă© epilepsia. Iss Ă© um rato parxoniano, um camongo parquisoniano"an. Eu falei: "NĂŁo, isso aqui Ă© um padrĂŁo dos
gĂąnculos da base. Ă epiletogĂȘnico, nĂ©? ele falou: "NĂŁo, nĂŁo, isso aqui Ă© o camundongo do Marco Ron aĂ do do farmacologia que que tem todo o fenĂłtipo de doença de paros. Dito e feito, nĂłs encontramos uma crise epilĂ©tica no Sistema motor, em todas as estruturas do sistema motor, que quando vocĂȘ alterava, imagina vocĂȘ desfibrilar o coração, nĂłs criamos um desfibrilador do cĂ©rebro e usamos a medula espinal para entregar o sinal desse fibrilador. Em vez de pĂŽr aqui, nĂłs precisamos aqui atrĂĄs um chipe que a gente pĂŽs, uma descarga elĂ©trica. Uma descarga elĂ©trica, a crise epilĂ©tica
embora, o ratinho sai andando. Antes ele era congelado porque ele tinha um Parkson terminal. Fizemos em macaco, mesmo resultado. Agora tem mais ou menos 100 pacientes do mundo que estão usando a nossa técnica de estimulação da medula espinal para desorganizar a a essa crise epilética que eu chamo focal. E as pessoas que estão paralisadas começam a andar imediatamente. à uma cirurgia de 45 minutos, né, pÎ. Só que aà nós começamos a fazer outros estudos com outros animais. Animais com mania, animais com depressão, teoricamente, né? Não é igual a gente, mas é são modelos animais. E
aĂ eu cheguei a eu tĂŽ listando mais de 60 doenças neurolĂłgicas e psiquiĂĄtricas, onde eu encontrei evidĂȘncias de um foco epilĂ©tico em alguma parte do cĂ©rebro que Ă© relacionado causalmente com os sintomas, porque se vocĂȘ acaba com aquela crise epilĂ©tica, o bichinho fica melhor. Essa Ă© uma das coisas mais surpreendentes que eu vi na toda a minha vida, tĂĄ? Ă. Eh, entĂŁo, mas eu tĂŽ, eu TĂŽ, meu lado cĂ©tico tĂĄ aqui coçando, mas eu tĂŽ achando muito interessante. Eu, eu tĂŽ chamando, eu nĂŁo tĂŽ nem mais dividindo entre neurologia e psiquiatria. Nesse paper, eu, eu,
eu, eu tĂŽ, Ă© uma proposta de unificação das doenças do sistema nervoso central pelo mesmo mecanismo fisiopatolĂłgico. EntĂŁo, nĂŁo independe se Ă© genĂ©tico a causa, se Ă© metabĂłlico, se Ă© trauma. A causa, o mecanismo final que leva a ao aparecer, inclusive Alzheimers, tĂĄ? Alzheimers. Eh, tĂŽ fazendo um estudo muito Ă uma epilepsia. Ă uma epilepsia que na fase aguda onde vocĂȘ começa a ter o declĂnio explosivo de funçÔes cognitivas, vocĂȘ tem focos epilĂ©ticos. Calma, pera per, mas quem diz que o que que isso nĂŁo Ă© uma propriedade emergente? A base Ă©, por exemplo, num caso
a morte dos neurĂŽnios dopaminĂ©rgicos, no outro caso Ă© outro caso, vocĂȘ começa com a morte dos NeurĂŽnios dopaminĂ©rgicos, mas o caminho transformador de serotonina e assim causa poinatĂłria. Ă, nĂŁo, ela Ă© epileptogĂȘnica. EntĂŁo, quanto Ă© diferentes caminhos eh levam a uma crise epilĂ©tica num num territĂłrio tridimensional do cĂ©rebro que gera os sintomas. EntĂŁo, se vocĂȘ intervir na crise epilĂ©tica na hora certa, se vocĂȘ antecipar que ela tĂĄ percorrendo, vocĂȘ corta essa corrente, esse flow Vaiente. EntĂŁo, o que que eu propus? Vamos usar a coluna a mesmo lugar que eu usei pro Parkson para outras doenças
e começou a funcionar, tĂĄ? EntĂŁo o estudo de depressĂŁo crĂŽnica foi feito compando, nĂŁo tem DBS que estimula NĂŁo. Sim, mas a DBS vocĂȘ tem que ir lĂĄ dentro do Ă, nĂŁo, tudo bem. Mas Ă© que se estimular pr pra depressĂŁo funciona. Mas a questĂŁo Ă© NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo, mas a diferença Ă© muito Ă© muito importante porque a medula aqui Ă© uma parte do que carrega informação tĂĄtil, tem nada a ver com parkson, nada. SĂł que sĂŁo 1 milhĂŁo de fibras que vĂŁo para todos os lugares do cĂ©rebro. EntĂŁo Ă© um highway, Ă© uma via
expressa que atinge qualquer lugar do cĂ©rebro. EntĂŁo, se vocĂȘ estimular lĂĄ na frequĂȘncia correta, vocĂȘ cria um desfibrilador do C. VocĂȘ consegue, vocĂȘ consegue pela medu, Pela, pela espinha da pessoa. Isso, pela superfĂcie. VocĂȘ nĂŁo penetra, vocĂȘ pĂ”e na superfĂcie, mas vocĂȘ consegue, vocĂȘ consegue direcionar para onde vai. Isso. VocĂȘ quer pela frequĂȘncia que vocĂȘ usa e a intensidade da estimulação, Ă© o tipo de pulso que vocĂȘ dĂĄ. Ă, tem, isso Ă© incrĂvel. EntĂŁo, Ă© incrĂvel mesmo. Assim, eu tĂŽ achando incrĂvel. EntĂŁo, entĂŁo esse paper, e nĂłs vamos Testar ele agora. NĂłs estamos terminando de
escrever, nĂ©? E porque eh doenças como anorexia, as pessoas encontraram eh eh focos epilĂ©ticos. Tanto Ă© que a maior prescrição de eh antiepilĂ©ticos, drogas epilĂ©ticas fora de quem tem epilepsia Ă© para doenças psiquiĂĄtricas. Sim. Total. Agora, uma coisa bipolar, transtorno bipolar, esquizofrenia, começou assim, nĂ©? depressĂŁo. EntĂŁo, a minha sugestĂŁo, a minha hipĂłtese Ă© que funcionou essas Essas esses mecanism, perdĂŁo, esses medicamentos funcionaram durante um tempo porque a causa princĂp Ă© epilepsia, tĂĄ? Foi um chute na Ă©poca, mas funcionou. E o que eu tĂŽ sugerindo Ă© que talvez o tratamento no futuro seja por eh neuroprĂłteses,
seja por coisas como essa, modulação elĂ©trica. Isso, isso acho que que pode ser. Mas, por exemplo, vamos lĂĄ. Como Ă© que vocĂȘ eh como Ă© que essa sua teoria que assim Ă Ă© muito fora da VocĂȘ Ă© o cara absolutamente fora da caixa, entĂŁo vocĂȘ fora da caixa sĂł todo dia. Ă mais uma coisa que vocĂȘ tiver certo, cara, eu nĂŁo sei como se daĂ o Nobel tem que vir. NĂŁo Ă© possĂvel. Mas porque Ă© muito absurdo. Isso olha, eu tĂŽ falando de uma ĂĄrea que que eu conheço cada detalhe dela. Isso tĂĄ fora de
do do convencional total. Mas vamos lĂĄ. Como Ă© que e essa teoria se encaixa na na questĂŁo da morte neuronal, que a gente tem um monte de estudo, tĂĄ, Com encolhimento de cĂ©o, perda de de de substĂąncia branca, b ba baĂĄ, que eu nĂŁo precal chatos para quem tĂĄ vendo em casa, mas enfim, doença psiquiĂĄtrica de longo prazo muitas vezes gera alteraçÔes no cĂ©rebro em si. EntĂŁo Ă© que a atividade epileptogĂȘnica ela leva morte celular. EntĂŁo, se vocĂȘ tiver uma magnitude tanto de intensidade como espacial suficiente, em Alzheimer, por exemplo, tem vĂĄrios estudos agora mostrando
que vocĂȘ vai ter um Decaimento, nĂ©, cognitivo, mas Ă© pequeno. Antecedendo a fase decaimento mais importante, onde vocĂȘ tem morte celular muito grande, registrada por vĂĄrios mĂ©todos, vocĂȘ tem uma atividade epileptogĂȘnica surgindo em diferentes isso. Isso que entĂŁo a no na sua tese, essa atividade epileptogĂȘnica, ela tĂĄ, ela que seria a causadora da morte neural, ela Ă© uma das amplificadoras. Ă como se vocĂȘ tivesse um sinal na guitarra que NĂŁo tĂĄ muito alto, mas aĂ vocĂȘ pĂ”e um amplificador e o sinal explode, tĂĄ? VocĂȘ amplifica o sinal, entĂŁo vocĂȘ magnifica a dimensĂŁo da morte celular.
No Parkson a gente, tanto Ă© que nos bichinhos e nos macacos que a gente tratou, ratos e macacos que a gente tratou cronicamente com a estimulação, parksonianos, nĂ©, que a gente tratou cronicamente, a morte celular dopaminĂ©rgica diminui, tĂĄ? A gente conseguiu resgatar 20% dos neurĂŽnios que teoricamente teriam que morrer. Morrer. Ă. Isso foi meses de tratamento, nĂ©? Mas o beleza disso Ă© que Ă© duas vezes por semana, uma hora por dia, nĂŁo Ă© contĂnuo, nĂŁo Ă© que nem DBS, vocĂȘ nĂŁo faz contĂnuo, vocĂȘ estimula uma hora por dia, o bichinho fica 72 horas legal, no
finalzinho vocĂȘ vai lĂĄ, mas aĂ no ser humano, quem queria fazer O tipo um chip, alguma coisa? Ă, nĂŁo, nĂłs jĂĄ temos o chiper, nĂ©? JĂĄ, jĂĄ fizemos, mas aĂ ele Ă© programado para na tanto tempo dar o disparo lĂĄ. Programado. E nĂŁo sĂł isso, ele pode ser programado a distĂąncia. Oh, seu neurologista pode regular esse chip, caramb. Se vocĂȘ tiver tendo sinais, nĂ©, que estĂŁo muito mais graves, mas uma pergunta super idiota. Esse chip Numa pergunta. Esse chip ele ele ele dispara eh pulsos elĂ©tricos, mas eh ele precisa ter uma bateria para isso. Isso
ele tem uma bateria. Tem uma bateria, mas a bateria como Ă© intermitente, a estimulação nĂŁo Ă© contĂnua, a bateria dura muito tempo e Ă© subcutĂąnea. A bateria nĂŁo Ă© profunda, entĂŁo vocĂȘ substitui ela muito rapidamente. Entendi. Ă, cara, se eu tiver certo, vocĂȘ nĂŁo ganhar o Nobel, eu nĂŁo sei mais quem ganha nĂŁo. O o Palmeiras ganha do TR da Libertadores jĂĄ tĂŽ ganado. [Risadas] [Aplausos] NĂŁo, eu vou te contar, contar outro segredo que se minha mĂŁe disse que eu nunca poderia contar na minha carreira. Eu dei trĂȘs palestras no ComitĂȘ NĂłbel, NĂ©? HĂŁ, uma
eu dei pro trĂȘs comitĂȘs, que Ă© o simpĂłsio Nobel e interface C mĂĄquina. Eu abri o simpĂłsio, eu fui de palitĂł, nĂ©? Eu nĂŁo tenho gravata, mas de palitĂł eu fui, senĂŁo minha dona Giselda, nĂ©, nĂŁo matava. A segunda foi no Carolinsk Institute, que Ă© o Nobel Lecture, que tambĂ©m Ă© um negĂłcio assim mais, nĂ©, formal, tava todo mundo lĂĄ. TambĂ©m foi de polit Eu pus o politzinho, o mesmo que Ă© o Ănico que eu tinha, tĂĄ? Mais uma outra palestra do Carolins, que Ă© instituto que os estudantes me convidaram. AĂ vocĂȘ foi de Eu
fui com a camisa do Palmeiras, nĂ©? EntĂŁo, dona Gizada nunca me perdoou, mas foi sensacional porque a molecada, nĂ©, nĂŁo entendeu nada, mas nĂŁo tinha crefisa. Foi bem antes, bem antes. NĂŁo levantou um corintiano lĂĄ. CadĂȘ o mundial? Ă, cadĂȘ o mundial? NĂŁo foi, nĂŁo teve. Ah, muito bom. O pessoal Ă© discreto na SuĂ©. Achou, Ăł, vocĂȘ fez o o cara chutar a bola, o macaco comunicar o Bren Mas e o Mundial do Palmeiras? Se o Se o imperador Abel Ferreira primeiro me ouvir, a gente chega lĂĄ. Chega aĂ pro B, nĂ©? Pro bi, nĂ©?
Porque o primeiro jĂĄ foi em 51. Cara, Ă© pra gente ficar chateado Com a impossibilidade da singularidade, nĂŁo Ă©? Pra gente ficar extremamente orgulhoso do que a a nossa biologia, da biologia que a gente carrega entre as orelhas. Ă, Ă© uma coisa fenomenal. Este aqui Ă© o criador da nossa realidade. Eu vou te falar, se se a Voyager encontrar alguĂ©m, nĂ©, que tem dois discos lĂĄ, dois CDs de ouro do Cagan na Voyager, se ela encontrar alguĂ©m que entenda o que aquilo Ă© e deve ter deve ter muito, muito alguĂ©m aĂ por fora, os caras
vĂŁo olhar ali e falar: "Mon, tem que respeitar esses caras aqui. Eles puseram esse barato aqui para cruzar o sistema solar, chegaram tal, nĂ©? colocou a vitrola ainda para tocar, porque o disco eu nĂŁo toco sozinho. SĂł que se eles chegarem, se algum deles um dia chegar aqui, que eu sempre falo, nĂ©? O dia que o Mr. Spock chegar De Volcan chegar aqui para conversar conosco, ele vai contar uma histĂłria do universo, na minha concepção, totalmente diferente. Totalmente diferente. Vai bater, porque, nĂ©, se se as equaçÔes do Einstein tem mĂșltiplas soluçÔes, por nĂŁo, nĂ©? Ele
vai contar uma histĂłria, uma cosmologia completamente diferente, porque o cĂ©rebro dele vai ter evoluĂdo num planeta com dois sĂł, com outro tipo de gravidade, com outro tipo de Eletromagnetismo, entendeu? E atĂ© o corpo dele nĂŁo ser do ponto de vista humano, do ponto de vista humano, tudo que nĂłs construĂmos em termos de interpretar o universo Ă© Ășnico. NĂŁo tem, provavelmente nĂŁo tem outra espĂ©cie universo que chegou desta maneira. Ă© muito muito muito difĂcil porque as condiçÔes vĂŁo ser muito diferentes aĂ por aĂ, entendeu? EntĂŁo, entendi. E Ă© pra gente ficar chateado Com a impossibilidade de
fazer um download da nossa consciĂȘncia. Eu eu nĂŁo eu nĂŁo fico chateado porque tem certas coisas que realmente eu nĂŁo quero download, nĂ©, pra posteridade, nem ninguĂ©m de nĂłs. Agora ele ele de certa maneira para mim tem um um toque poĂ©tico nisso, nĂ©? Ele tem um limite de atĂ© onde nĂłs podemos chegar em termos de interpretar nĂłs mesmos, nĂ©? EntĂŁo eu acho que tem um certo viĂ©s ĂŁ profundo de, nĂ©, humano disso, nĂ©? NĂłs Somos, nĂłs somos poderosos enquanto espĂ©cie. NĂłs mudamos um planeta. Sim. NĂłs estamos destruindo o planeta, nĂ©? Ah, mas o Elon Musk
falou que a gente ia chegar em Marte quando? Pro Elon Musk Ă© 2021. No meu, no meu, no meu livro de ficção cientĂfica tem um, um cara, tem um Silicon Valai que entra na nave para Marte e a nave se perde e vai parar no vai parar vai parar no CinturĂŁo de asteroides. Nunca mais foi encontrada. Tem um que Ă© de Don Look, nĂ©, da sĂ©rie. Ah, tem tambĂ©m. Ă que ninguĂ©m nem lembra disso. O Arthur Clark no no na trilogia, Termina o 3001, que Ă© o Ășltimo livro que ele escreveu. Tem um astronauta que
fica perdido no vĂĄcuo. E ele Ă© encontrado 1000 anos depois. O astronauta lĂĄ do do astronal do Hal, nome do Ă do Raul, o cara em 2001, ele escapa, Lembra? O cara que escapa? O nunca o o Krubik nĂŁo conseguiu fazer esse filme, ninguĂ©m pagou. O astronauta escapa numa num nave numa nave para escapar do hall, mas ele fica perdido no vĂĄcuo do espaço. Ă, no 3001 eles encontram esse cara 1000 anos depois. E ele tĂĄ num estado, sei lĂĄ, nĂ©, de estupor, mas tĂĄ vivo. E eles recuperam 1000 anos depois. SĂł que se passaram
1000 anos na histĂłria da humanidade. E Como Ă© que o Arthur Clark faz o cara aprender o que aconteceu em 1000 anos? Ele cria o brain cap. Ele pĂ”e um cap no cara que Ă© uma interface cĂ©rebro mĂĄquina e aĂ vocĂȘ faz um ele faz um upload de 1000 anos de histĂłria, nĂ©? EntĂŁo a inspiração do Neuralink, nĂ©? Ă, Ă©. O Clark Ă© um cara Ă© dito hoje como um dos caras mais visionĂĄrios que tem O Clark, o elevador gravitacional, GPS. Sabe quem inventou o GPS? Um escritor de ficção cientĂfica chamado Arthur Clark. Nos anos
50. Ninguém, todo mundo achou que ele era louco. O GPS tå em todo lugar hoje, né? Então eu eu não fico eu não tenho nenhum complexo de inferioridade ou não fico com nenhum tipo de mågoa em saber que nenhum tipo de artefato que nós vamos criar vai superar nós mesmos mesmo porque tem um teorema matemåtico que tem Gente que diz que foi provado, tem gente que diz que não. Eu acredito que foi provado que não existem sistemas que podem criar algo de complexidade maior do que eles mesmos, tå? Então a complexidade de um computador é
inferior Ă complexidade do seu criador, que somos nĂłs, nĂ©? do ponto de vista matemĂĄtico. Eh, eu acredito piamente nesse teorema. EntĂŁo, eu me sinto muito confortĂĄvel com a ideia de que, eh, nunca a essa singularidade vai correr. NĂłs podemos Ter outras singularidades, nĂ©, que nĂłs discutimos aqui, que Ă© nĂłs bestificarmos de vez e virarmos zumbis digitais. Isso Ă© possĂvel. Mas acho que tem um subtexto tambĂ©m nessa questĂŁo do download da consciĂȘncia, que Ă© a vontade de assumir que de repente a gente pode driblar a morte, nĂ©? Essa Ă© a ideia. Ă. E e essa def
essa Ă© outra discussĂŁo, Porque assim, vocĂȘ vĂȘ nos Estados Unidos, no Vale do SilĂcio, tem um monte de gente trabalhando com essa ideia de que a gente pode atingir a imortalidade. Eu eu sou absolutamente cĂ©tico em relação a isso por questĂ”es biolĂłgicas, mas nem entrando nisso, pensando assim, sĂł essa questĂŁo da consciĂȘncia tem essa discussĂŁo tambĂ©m, entendeu? EntĂŁo nĂŁo Ă© sĂł se a gente faz a consciencia ou, nĂ©, caber numa numa peça de silĂcio, mas se a gente efetivamente consegue transmutar O que a gente poderia chamar de essĂȘncia de nĂłs mesmos para um outro corpo
mais jovem que vai viver mais um monte. E essa discussĂŁo sai de uma discussĂŁo sobre o cĂ©rebro e sobre a consciĂȘncia. Isso isso tornaĂŁo sobre finitude. Mas vocĂȘ sabe que essa resposta essa resposta foi dada pelos gregos da era homĂ©rica, porque todos os deuses do Olimpo que eram imortais, o que que eles faziam o tempo inteiro? Vinham pra Terra para ser Imortais. Porque nĂŁo tinha graça nenhuma, nĂŁo tinha graça nenhuma ser Zeus, saber que vocĂȘ nunca vai morrer, nĂ©? Atena ali enchendo o saco, nĂ©? VocĂȘ, nĂ©? A vida toda, nĂ©? A vida toda, nĂ©? Ă.
A graça tĂĄ nessa sensação. A graça tĂĄ no fato de que o show tem começo, meio e fim, nĂ©? O que nĂłs nĂŁo apreciamos perfeito Ă aproveitar o show enquanto ele tĂĄ aqui, nĂ©? Ă isso que a espĂ©cie tĂĄ tĂĄ nĂŁo todos, nĂ©? Alguns de nĂłs aproveitam demais, nĂ©? Mas eu entĂŁo acho que a mortalidade nos confere algo muito precioso, que Ă© saber que tem um tempo determinado pra gente fazer. O tempo Ă© finito para nĂłs, nĂ©? EntĂŁo vocĂȘ pode ter um legado infinito. NĂłs estamos falando Newton atĂ© hoje. O Newton nĂŁo sabe disso, mas
nĂ©, nĂłs estamos, tem uma frase famosa da Apolo 17, quando eles estavam chegando na Terra, nĂ©, e o tinha um um filĂłsofo muito famoso, eu tĂŽ bloqueando o Campable, Joseph Campable, tava no controle lĂĄ em Houston, na NASA, e virou para eles: "E aĂ, como Ă© que tĂĄ? Como Ă© que vocĂȘs estĂŁo voltando?" E aĂ o piloto da nave fala: "Voltando pelas graças de Sir Isaac Newton". Muito legal. trazendo eles de volta pela gravidade, tudo puxando. E a beleza Ă©, nenhuma estrela conhece o Teorema de PitĂĄgoras, as as elipses de Coupler, nĂ©, nem as leis
gravitacionais de Newton. Fomos nĂłs que olhamos pro que tĂĄ aĂ fora e aproximamos o que a gente vĂȘ com a genialidade desses caras, entendeu? Nenhuma estrela celebra aniversĂĄrio ou ou sabe que tĂĄ percorrendo uma uma elipse, entendeu? Somos nĂłs que criamos a linguagem para descrever, nĂ©? A matemĂĄtica vem daqui tambĂ©m. Ă mesmo. Isso. E com essa daĂ eu vou perguntar se tem mensagem para nĂłs aĂ. JĂĄ tem. Deve ter umas mensagens aqui dos caras mais burro que eu. Tem aĂ jĂĄ tem. Tem. Deixa eu pegar aqui. VocĂȘ mandou muito bem nessa entrevista, Igor. HĂŁ? Eu
muito legal colocaçÔes. Eu acho que a Gente foi muito feliz nessa mesa hoje. Ă, começa com um vĂdeo. Posso lançar? TĂĄ com vĂdeo aĂ. TĂĄ com o vĂdeo aĂ. Deixa eu ver. Ă. Salve salve pessoal, prazer tĂĄ assistindo essa edição do Flow aĂ. Essa semana atĂ© mandei mensagem na DM do Ălvaria falando que tava ansioso por esse programa. Um dia quero cumprimentar todos vocĂȘs, tirar uma foto. VocĂȘs que estĂŁo na mesa sĂŁo meus Ălogos aĂ. Eh, hoje foi divulgada a foto do SagitĂĄrios Ă Estrela. Eu queria entender como Ă© possĂvel correlacionar os estudos do Ălvaro
e do professor eh com os avanços que a gente tĂĄ fazendo no estudo eh do universo. Abraço. Boa. Ă mesmo. Hoje sĂł para explicar pra galera, nĂ©? Um dia histĂłrico aĂ pra gastronomia. Sim. Ă um dia histĂłrico. Essa imagem Ă© nĂłs vimos o Buraco Negro no centro da galĂĄxia, cara. Saiu a foto dele. Eu eu ouvi falar sobre isso, cara. Isso Tem eh qual que Ă© o grande impacto dessa SĂ©rio, cara? Ă, primeiro que Ă© a comprovação aĂ do que o Einstein tava certo, nĂ©, cara? O Einstein que desenvolveu tudo isso aĂ que a gente
viu hoje, o cara desenvolveu sĂł com o lĂĄpis e o papel hĂĄ 100 anos atrĂĄs. E hoje nĂłs vimos mais uma comprovação de que ele tĂĄ certo. E aĂ o pessoal falou assim: "Nossa, mas Ă© igual a do outro". Ainda bem que Ă© igual, porque aĂ, cara, ele tĂĄ mais certo Ainda. Quer dizer, a a as leis, nĂ©, realmente sĂŁo universais ali, funcionando em todos os cantos do universo. Se nĂŁo fosse igual, fodeu, aĂ ia ser um problema. AĂ a galera aĂ ia pegar, aĂ ia ter que ver uma nova fĂsica, novas equaçÔes. A gente
a gente retrocederia alguns algumas dĂ©cadas, cara. Assim, nĂŁo sei se retrocederia ou tambĂ©m podia atĂ© servir para dar um Salto, nĂ©? Mudar nĂŁo ia mudar a taxa do dĂłlar. Ă. Ă verdade, mas nem o preço da gasolina. Esse sĂł sobe segundo o Einstein. Ă, entĂŁo, mas aĂ tem uma uma coisa muito legal, cara, porque o cara, um cara veio assim e falou assim: "TĂĄ bom, cara, mas isso aĂ, por que que isso aĂ vai impactar na minha vida hoje?" AĂ eu queria colocar aqui pra galera, cara, que eu acho que eles eles concordam TambĂ©m, vocĂȘ
tambĂ©m, que Ă© o seguinte, cara. as as a tecnologia que a gente usou para fazer o que eles fizeram, os mĂ©todos, nĂ©, computacionais, cientĂficos, a ciĂȘncia que tĂĄ ali por trĂĄs, vocĂȘ vai sentir usando o celular aonde vocĂȘ vai postar sua fotinha no Instagram, entendeu? Talvez em aparelhos mĂ©dicos que vĂŁo usar essa incorporar essa tecnologia depois e podem salvar sua vida. AĂ eu respondi isso pro cara. AĂ sabe o que o cara respondeu para mim? UĂ©, por que que nĂŁo testa no ser humano de uma vez? Eu falei, cara, porque isso aĂ Ă© uma altĂssima
tecnologia. O universo Ă© um grande laboratĂłrio e se nĂŁo funcionar num negĂłcio que tĂĄ hĂĄ milhĂ”es de anos luz, nĂŁo vai matar ninguĂ©m. Vai que vocĂȘ pĂ”e um paciente na mesa e vai testar um novo, um novo laser ali para uma cirurgia e corta o cara no meio, nĂ©? EntĂŁo Ă© isso, cara. Assim, Ă© uma ciĂȘncia muito bĂĄsica, lĂłgico, nĂ©? TĂĄ ali na base do negĂłcio, mas isso com o Passar do tempo, tĂĄ aĂ o Einstein, cara, o GPS que vocĂȘ usa hoje, cara. Ă, Ă© sĂł por causa do I. E o melhor exemplo que
eu dou aĂ, a relatividade onde que serve, cara? Sabe quando o elevador vai fechar e vocĂȘ pĂ”e a mĂŁo no meio? Aquilo ali Ă© o prĂȘmio Nobel do Einstein. Efeito fotoelĂ©trico. VocĂȘ corta ali, por isso que a porta volta. NĂŁo, mas nĂŁo Ă© divertido. O cara podia ter ganho cinco prĂȘmios Nobel. Eles deram prĂȘmio Nobel pro cara, por a coisa mais especial que ele fez. Isso te mostra um pouco como a ciĂȘncia funciona, nĂ©? Ă. O ego no meio de vocĂȘs Ă© um problema. fazer uma resposta sobre esse cara aqui que ele trouxe uma Ele
Ă© o desculpa, ele Ă© o problema. Ă um dos grandes. Sabe o que se diz na academia americana? NĂŁo existem batalhas mais sangrentas que aquelas travadas no meio acadĂȘmico, porque ultimamente elas nĂŁo valem nada. Ă exatamente isso. VocĂȘ tem pouco, pouco pouco em disputa, muita disputa. Inclusive fora, nĂ©, da academia, nĂ©? Quem quem fala isso bastante Ă© o Peter Tiel, sabe? do meio acadĂȘmico o problema do do meio acadĂȘmico Ă© esse. E se eu nĂŁo me engano, a a quando fizeram a tentativa de validação da da teoria do Einstein da curva da luz, nĂ©, Pelo
fe aqui Sobral foi verdade. Na verdade foi em dois pontos diferentes, nĂ©? SĂł que o que ficou famoso foi o outro porque o C era mais famoso, mas o daqui foi onde deu para ver por causa do cĂ©u e tal, nĂ©? Sobral Sobral. Ă exatamente Sobral foi aonde foi nos dois pontos. O de lĂĄ ficou famoso, nĂ©? Ă o da sĂł porque o sen lĂĄ era mais famoso, nĂ©? Ă o do ilha da do prĂncipe mais famosa o Edon que foi lĂĄ? Ă o Edon que foi, foi para lĂĄ e tudo, mas na hora que
eles foram ver as imagens, o de lå tava ruim e a imagem que salvou a Einstein foi o Sobral, cara. Na verdade, mas a beleza do Einstein, além de tudo o que a gente fala, da imagem do cabelo, né? Aham. O o Einstein depois da guerra, porque o Einstein escreveu a carta pro Roosevelt dizendo que os Estados Unidos tinham que Começar a fazer pesquisa nuclear porque os nazistas estavam fazendo. Exato. Só que no meio do caminho, quando ele viu que ia sair daquilo, ele se arrependeu. Isso. Ele e ele nunca nunca se deu bem com
a visĂŁo quĂąntica da, nĂ©, da do universo. Ele nunca acreditou, nĂ©, como ele falava, nĂ©, que Deus joga dados. EntĂŁo o Einstein, de certa maneira foi ostracizado no final da vida dele pelos fĂsicos americanos jovens, os que saĂram Da guerra como herĂłis, nĂ©, que criaram a bomba no projeto Marrata. EntĂŁo ele era de Princonston, era do Instituto de Estudos Avanciais, mas ele foi deixado, nĂ©? E o Einon tinha um amigo, o melhor amigo dele chamava Kurt Guddle, que talvez seja o maior matemĂĄtico do sĂ©culo passado, nĂ©? X, um dos maiores matemĂĄticos da histĂłria. E o
Aer no final da vida, dizia o seguinte, quando perguntavam para ele: "Por que que vocĂȘ Continua aqui, nĂ©? Os caras nĂŁo estĂŁo te ouvindo, os caras nĂŁo estĂŁo dando bola para vocĂȘ. Falou: "Eu continuo em Princeton pelo privilĂ©gio de andar todas as manhĂŁs e todas as tardes com CT God, que legal, nĂ©? Ă o cara basicamente revolucionou a histĂłria da cosmologia, nĂ©? Criou uma outra fĂsica e ele ficava em Princeton porque o Kurt Godle, que o amigo dele tava lĂĄ, nĂ©?" NĂŁo, e eles ninguĂ©m sabe o que eles Falavam, nĂ©? Se vocĂȘ tivesse um microfone
para gravar, o que aconteceu nessas conversas? Isso Ă©, devia ser demais, nĂ©? Mas deixa eu falar uma coisa, acho que vamos responder para esse cara que eu acho que ele merece que ele tĂĄ, eu acho assim, a tem duas duas questĂ”es, nĂ©? Uma Ă© a seguinte, existe um paralelo entre o universo e o cĂ©rebro? Essa Ă© aquela velha questĂŁo. Tem a imagem mais linda que tem, cara, Ă© A imagem dos neurĂŽnios e a imagem dos aglomerados galĂĄxicĂ”es atĂ© atĂ© do ponto de vista mais profundo, propriedades matemĂĄticas, propriedades de grafos que se formam, sem dĂșvida a
gente tem estruturas infractais. EntĂŁo, matematicamente Ă© uma coisa bem clara isso conhecida. Agora, um lado que eu acho que Ă© interessante aĂ, que eu queria gente podia, eu queria muito te ouvir, Ă© o seguinte, a gente de fato vai ao Longo do tempo, a ciĂȘncia vai desenvolvendo eh recortes epistemolĂłgicos, ou seja, maneiras de falar das coisas que sĂŁo Ășteis para falar daquelas coisas. E ainda que as propriedades da da das formas anteriores ou mais chama assim, mais generalistas permaneçam verdadeiras, aquela forma que tĂĄ ali naquele recorte Ă© importante, vamos dizer assim, ela Ă© insubstituĂvel. EntĂŁo,
por exemplo, as leis da fĂsica, elas valem pro universo inteiro, tĂĄ? As Leis da gravitação quĂąntica e todas elas elas valem dentro do cĂ©rebro, ninguĂ©m tem dĂșvida, mas eventualmente vocĂȘ nĂŁo consegue descrever um elefante pela cĂ©lula. AĂ vocĂȘ precisa da biologia. E as leis da biologia, por assim dizer, ainda que elas nĂŁo possam jamais negar as leis da fĂsica, elas tĂȘm a sua beleza prĂłpria, elas tĂȘm um conhecimento prĂłprio e em cima dela vĂŁo surgindo as outras camadas, a camada da medicina e assim por diante, a camada da Psicologia, do mental. E elas todas, no
fundo, no fundo, elas nĂŁo estĂŁo brigando entre si. Eu acho que assim, quando vocĂȘ tĂĄ no começo da carreira acadĂȘmica, de pensar o mundo, parece que elas estĂŁo brigando, mas depois de um tempo, vocĂȘ vĂȘ que isso Ă© uma tremenda ilusĂŁo. Eu queria te ouvir sobre essa esse encontro das diferentes ciĂȘncias. Como vocĂȘ vĂȘ isso? Bom, eu sempre trabalhei com ĂĄreas multidisciplinares, nĂ©, desde o Começo da minha formação. Ă, eu nunca mesmo quando em medicina eu queria fazer, se eu fosse fazer medicina, eu provavelmente faria clĂnica mĂ©dica e faria, era o que eu planejava fazer,
nĂ©? e tratamento intensivo, porque eu eu me sentia bem na situação extrema, nĂ©, de ter que raciocinar rĂĄpido, de ter que ter mĂșltiplos mĂșltiplas variĂĄveis, processar muito rapidamente e tomar uma uma decisĂŁo. SĂł que, evidentemente, quando eu comecei a a ver o que era a CiĂȘncia, comecei a, nĂ©, porque eu cheguei nos Estados Unidos, nĂŁo tinha menor ideia do que era ciĂȘncia, nĂ©, quando eu cheguei lĂĄ e comecei a ver acima das nuvens, tudo que eu trabalhei na minha carreira foi multidisciplinar. Tanto Ă© que o o centro que eu dirigi por 20 anos, centro de
neuroengenharia, foi o primeiro centro nessa ĂĄrea no mundo, mas ele cruzava entre engenharia biomĂ©dica, ciĂȘncia da computação e neurobiologia. E os nossos alunos vinham de todos os lugares. NĂł vem um aluno de filosofia fazendo doutorado nele, nĂ©? EntĂŁo eu acredito piamente, mas o que eu acho que Ă© mais interessante Ă© que existem eh leis aparentemente que escalam desde ĂĄtomos atĂ©, nĂ©, os os sistemas complexos macroscĂłpicos. EntĂŁo, por exemplo, cĂłdigo distribuĂdo Ă© algo que a natureza usou, desde proteĂnas, gens, cĂ©lulas, cĂ©rebros, atĂ© grupos sociais. EntĂŁo, quando vocĂȘ o que Que tu quer dizer com cĂłdigo de
estribu Ă© que nem o Ă© um Ă© um cĂłdigo populacional. A resposta nĂŁo tĂĄ num indivĂduo. O indivĂduo nĂŁo tem o segredo. O segredo tĂĄ distribuĂdo por uma população. Ele foi cortado em pedacinhos e um quadro, imagina um quadro que Ă© retalhado em mhares de pedacinhos e cada indivĂduo carrega um pedaço do quadro. Para vocĂȘ reconstruir o quadro, vocĂȘ tem que ter todos os indivĂduos juntos. EntĂŁo Ă© como funciona o mercado de açÔes. A razĂŁo pela qual vocĂȘ nĂŁo consegue, a maioria de nĂłs, nĂ©, que nĂŁo tem Inside Information, nĂŁo consegue ganhar dinheiro no mercado
de açÔes, Ă© porque Ă© um sistema distribuĂdo caĂłtico, onde Ă© imprevisĂvel o que vai acontecer em grande escala de tempo. Talvez em microssegundos, nĂ©, vocĂȘ consiga, mas numa escala de tempo muito grande, o clima, nĂ©, vocĂȘ consegue fazer previsĂ”es de clima num perĂodo tempo muito Pequeno, mas em perĂodo muito grande, nĂ©, por exemplo, a ventania, com certeza começa a aumentar, a ventania de Monidel nunca foi prevista, nĂ©? Ela foi um evento nĂŁo computacional, nĂŁo computĂĄvel, mas enfim, a generalização de do cĂłdigo distribuĂdo, eu acho que foi uma solução universal encontrada pra natureza para implementar sistemas
compromisos que vocĂȘ tĂĄ trazendo isso Dos nossos genoma, dos nossos ĂłrgĂŁos atĂ© o nosso comportamento em sociedade, tĂĄ? EntĂŁo, se vocĂȘ conhece as leis que regem esse cĂłdigo eh distribuĂdo biolĂłgico, vocĂȘ vai explicar mĂșltiplos fenĂŽmenos em diferentes escalas. Que legal, nĂ©? E eu acredito que os sistemas biolĂłgicos, e aĂ eu eu sei que Ă© controverso, mas os sistemas biolĂłgicos, quando eu converso com meus amigos FĂsicos que entram na biologia, eu venho conversar, o problema Ă© que os sistemas biolĂłgicos sĂŁo muito menos previsĂveis do que os sistemas fĂsicos. sĂŁo mesmo, Ă©, vocĂȘ tem um grau de
imprevisibilidade, de nĂŁo computabilidade muito maior, nĂ©? EntĂŁo, por isso que certas tentativas de aplicar, nĂ©, e coisas clĂĄssicas da fĂsica clĂĄssica na biologia sofrem com esse problema, nĂ©? E nĂŁo Ă© Ă toa, nĂ©? Porque vocĂȘ tĂĄ falando de um sistema BiolĂłgico que evoluiu a ponto de um ser humano, nĂ©? Imagina quando eu paro para pensar no Einstein, criando o que ele criou, a dilatação do tempo, nĂ©? Imagina o cara falar que o gĂȘmeo vai numa nave espacial, deixa o gĂȘmeo aqui, quando viaja na velocidade da luz, quando o cara volta aqui, esse cara envelheceu e
ele parece um bebĂȘ ainda, entendeu? como Ă© que da onde o cara tirou, nĂ©? SĂł que eu, se o estivesse vivo, eu ia perguntar para ele: "O que que vocĂȘ Acha que aconteceu na percepção do tempo do gĂȘmeo que viajou?" Nada. Para ele, o tempo correu naturalmente, nĂ©? Mas do ponto de vista do cĂ©rebro, do cara que foi e do cara que ficou, o Einstein tem um diĂĄlogo que eu publiquei no meu Ășltimo livro, que talvez seja o diĂĄlogo mais, para mim foi a coisa mais impactante que eu li, talvez na minha carreira, quando ele
encontra o Tagor, que era um poeta indiano, prĂȘmio Nobel, imagina o Primeiro prĂȘmio Nobel de literatura da Ăndia era um Brama, nĂ©? Era um cara da elite, mas um um filĂłsofo, escritor, poeta, ele ganhou pela poesia dele, nĂ©? E ele encontra o Einstein duas vezes em Munique, na casa do Einstein. E ele pergunta pro Einstein em termos gerais, nĂ©, o que Ă© a beleza? E o Einstein fica petrificado, nĂ©, porque ele nĂŁo tem uma fĂłrmula pra beleza, nĂ©? Porque a beleza cada um de nĂłs tem uma uma definição. E o Tagor pĂ”e o cara na
parede, um dos maiores gĂȘnios da histĂłria da humanidade, mostrando que tem um componente humano, nĂ©? tudo aquilo que nĂłs corriqueiramente chamamos de das nossas emoçÔes, das nossas, nĂ©, interpretaçÔes do mundo, que ele nĂŁo conseguia explicar, nĂŁo cabe numa fĂłrmula, nĂŁo cabe na fĂłrmula dele, nĂŁo cabe na visĂŁo de, nĂ©, e o Einstein se rende ao poeta indiano no final desse encontro, NĂ©, e fala: "Apesar de vocĂȘ ser o religioso de nĂłs dois, eu acho que eu tenho uma religiĂŁo mais mais dogmĂĄtica do que vocĂȘ." Exatamente. Mas ele Ă© sempre honesto, nĂ©? Ă um Ă© uma
das pessoas que eu admiro por causa disso, por causa do fato dele inclusive reconhecer sim que ele tava sendo dogmĂĄtico e e que se ele acreditasse no que o Tagor tava Dizendo que a beleza Ă© nĂŁo computĂĄvel, que nĂŁo existe uma descrição fĂsica, vocĂȘ nĂŁo pĂ”e uma fĂłrmula para dizer, nĂ©, o o lindo, o belo, nĂ©? Eh, ele destruĂa a visĂŁo de universo dele, ele acabava com a visĂŁo de universo dele. E o mais importante, o Ășnico cara, na minha modesta opiniĂŁo, que pĂŽs o Aster na parede foi um poeta indiano. Lido demais, nĂ©? Newsborn
conseguiu. Ă, nenhum deles, NinguĂ©m dos caras conseguiu. O cara se rendeu a um poeta indiano, entendeu? Agora imagina quĂŁo bom vocĂȘ precisava ser como escritor para ganhar um prĂȘmio nobre de literatura sendo da Ăndia no começo do sĂ©culo XX. Verdade, nĂ©? Verdade. O cara era bom. Muito bom. Maneiro. Bom, tem mais aqui. O RH Corse mandou: "Salve, salve famĂlia. O que vocĂȘs acham dos tratamentos como estimulação magnĂ©tica e neuroedback? Obrigado. Ixe, Ă© uma ĂĄrea gigantesca, tem muita. Ă, aĂ fodeu, nĂ©? NĂŁo, eu posso falar, eu acho que hĂĄ evidĂȘncias que que provam, assim, prova nĂŁo
existe, mas hĂĄ evidĂȘncias favorĂĄveis ao uso da estimulação magnĂ©tica transcraniana e a estimulação elĂ©trica na depressĂŁo, eh, em outros outras doenças psiquiĂĄtricas. Neurofedback, eu acho que Ele funciona, assim, tem, conheço um monte de estudo, jĂĄ publiquei um monte de estudo tambĂ©m nisso aĂ. Eh, ele funciona, mas ele nĂŁo tem o o assim, a duração do o grande problema dessas coisas nĂŁo Ă© que nĂŁo funciona, Ă© a duração do efeito. EntĂŁo, assim, vocĂȘ existe cura para doença psiquiĂĄtrica. Essa Ă© uma discussĂŁo que eu nem quero entrar nela, mas assim, definitivamente nĂŁo Ă© nĂŁo Ă© por esse
caminho. EntĂŁo aĂ nĂŁo Ă© mais uma discussĂŁo sobre se esse Tratamento funciona ou nĂŁo, mas como que vocĂȘ vai pensar o tratamento de maneira sistĂȘmica para melhorar a vida do paciente assumindo que nada dessas coisas vai curar? Essa Ă© a minha visĂŁo. Agora deixa eu passar pro Mas pera aĂ, antes de tu passar para ele, o que que Ă© neurofedback? Ă uma tĂ©cnica que vocĂȘ pĂ”e eletrodos na cabeça e vocĂȘ aprende assim, imagina que eu ponho um espelho do cĂ©rebro, tĂĄ? EntĂŁo eu ligo um um um o aquela coisa Que ele falou que Ă© um
capacetezinho assim, tĂĄ? Uma touquinha e eu sei hĂŁ algumas quais sĂŁo as frequĂȘncias de onda que estĂŁo acontecendo nas diferentes ĂĄreas. AĂ eu ponho na tela, por exemplo, imagina um game e eu quero que um carrinho ande paraa frente. Nesse game, eu vou fazer esse carrinho andar pra frente conforme a as ĂĄreas que sĂŁo do meu interesse usem as frequĂȘncias cerebrais que sĂŁo do meu interesse. E por que elas sĂŁo do meu Interesse? Porque eu fiz um mapeamento do cĂ©rebro dessa pessoa. Quer dizer, eu fui lĂĄ e medi e vi que essas ĂĄreas tĂŁo com
baixa atividade neurolĂłgica. E aĂ vocĂȘ tem uma correlação entre esse tipo de de atividade aqui elĂ©trica e a atividade que vai acontecer lĂĄ dentro do cĂ©rebro mesmo, tĂĄ? Uma clĂĄssica Ă© o seguinte, eu tenho uma, a gente tem uma, pensa uma pessoa que Ă© destra, aĂ ela tem um cĂ©rebro que Ă© assimĂ©trico Ă esquerda, ou seja, ela tem um, nĂ©, a Parte esquerda um pouquinho maior. AĂ o que acontece? VocĂȘ tem uma frequĂȘncia, vocĂȘ tem um padrĂŁo chama alfa de 8 a 12 Hz na parte prĂ©-frontal, que em geral para essa pr pra maior parte
das pessoas Ă© Ă© mais Ă© mais presente Ă direita. AĂ essa pessoa eventualmente tem a esquerda mais presente e tem muito alfa esquerda. Isso tem uma correlação disso com depressĂŁo, com tipo especĂfico, sabe? Estadosim. AĂ a pessoa treina aumentar as frequĂȘncias de onda nesse hemisfĂ©rio Esquerdo. EntĂŁo isso gera uma melhora no sintoma durante um tempo. Ă mais ou menos essa a ideia. Mas eu queria muito assim, eu falo, eu eu aprendi lendo esse mestre maravilhoso aqui e entĂŁo eu quero eu quero ouvir de uma vez o cara. O que eu falei o que tĂĄ na
ciĂȘncia, todo mundo reconhece por aĂ. Vamos ouvir o cara mesmo. NĂŁo, nĂŁo hĂĄ dĂșvida. Eu acho que essa essa interação ele Ă© tanto Ă© que a eu tenho um grande amigo meu matemĂĄtico SuĂço, conversei com ele hoje inclusive Ronald Sicural, nĂłs escrevemos uma monografia chamado cĂ©rebro relativĂstico, onde a gente depende, Ă©, a gente fala que o do ponto de vista quase a mesmo, nĂ©, inspirado nele, na teoria da relatividade especial, que o cĂ©rebro nunca tem uma coisa ĂŁ definida, ele Ă© sempre relativĂstico no sentido que ele compara o modelo de realidade que ele tem no
momento com que ele recebe nesse instante E ele se modifica e a base dessa modificação, o a cola do cĂ©rebro analĂłgica, perdĂŁo, Ă© o o os sĂŁo os campos eletromagnĂ©ticos neurais. EntĂŁo, nĂłs estamos propondo uma teoria, segundo o o Ronald eh Maxwell ia gostar muito disso, nĂ©? Porque nĂłs estamos dizendo que o cĂ©rebro funciona como um sistema eletromagnĂ©tico e ele ele funciona como um todo. EntĂŁo aquela histĂłria que aqui Ă© tĂĄtil, aqui Ă© visĂŁo, aqui Ă© Ă© o amor ao Palmeiras, nĂ©? NĂŁo, NĂŁo Ă© um mosaico de ĂĄreas independentes. Ă, ele funciona como um todo.
O campo magnĂ©tico ali que vai, Exato. EletromagnĂ©tico. E nĂłs temos muitas evidĂȘncias. NĂłs publicamos mais de 800 eh perdĂŁo, referĂȘncias, nĂ©, dando substĂąncia a essa teoria, que Ă© uma teoria, ela precisa ser totalmente demonstrado. Foi aĂ quem me inspirou na no projeto da Copa do Mundo a oferecer o feedback tĂĄtil e visual do cara. Exato. Legal. Por isso que a gente instrumentou os pacientes com eram placas de velcro, aquele velcro comum, mas com nĂłs pegamos os estimuladores de telefone celular que vibram, o pequeno troço que tem aqui dentro que faz vibrar. E criamos uma teoricamente
uma o que a gente chamava de pele artificial. Quando o cara encostava no chĂŁo, uma onda de pressĂŁo vinha e gerava uma onda de pressĂŁo no braço dos de ambos dos braços. E evidentemente ele estava vendo, nĂ©, que ele tava andando no terreno. Aham. Pro cĂ©rebro dele, esse Ă© o feedback, ele tava andando. EntĂŁo, quando vocĂȘ perguntava pro cara, mas vocĂȘ tĂĄ gostando do Exo? Ele falou: "Que exo?" "Eu tĂŽ andando por mim mesmo." Ele tinha a vĂvida sensação que era o corpo dele gerando, nĂ©? O caminhar e o feedback TĂĄtil, nĂ©? sendo. Ele nĂŁo
falava que ele tava recebendo no braço, Ele falava que ele tava Exato. O cĂ©rebro dele adaptou o modelo de realidade instantaneamente. Falou: "Olha, vocĂȘ tem perna agora". Isso tem a ver com pessoas que tĂȘm lesĂ”es no cĂ©rebro em ĂĄreas especĂficas. Isso. Eu vi um paciente no HC antes de ir embora aos Estados Unidos, ele tinha uma lesĂŁo no lobo paretal aqui direito, nĂ©? Que Ă© uma lesĂŁo clĂĄssica. AĂ vocĂȘ falava pro cara, tava num corredor enorme lĂĄ da enfermaria, vocĂȘ falava pro Cara, o banheiro Ă© na primeira esquerda. O cara ia atĂ© o fim do
corredor, virava Ă direita, voltava e aĂ ele entrava no banheiro porque o mundo do lado esquerdo nĂŁo existia para ele, car. EntĂŁo esse cara sĂł vestia o roupĂŁo do lado direito. VocĂȘ tinha que ir lĂĄ e pĂŽr o roupĂŁo no braço esquerdo. AĂ vocĂȘ pegava a mĂŁo esquerda para ele, punha na frente dele e falava: "De quem Ă© essa mĂŁo?" Ele falava: "NĂŁo sei, tem alguĂ©m Estranho aĂ pondo a mĂŁo na minha no meu rosto". Isso. A partir da linha mĂ©dia do corpo dele, todo o universo do lado esquerdo sumiu. E essa lesĂŁo Ă© conhecida,
nĂ©? Agnosia conhecida, Ă© um troço muito conhecido. Todavia, ninguĂ©m nunca pensou, por que aqui, nĂ©? Porque e na realidade a interpretação que eu e o Ronald damos Ă© que ponto de vista matemĂĄtico Ă© que o sistema cria um modelo de vocĂȘ, do seu corpo, E tem um circuito que mantĂ©m esse modelo vivo. Quando vocĂȘ perde a perna, 90% dos amputados continuam a sentir a perna. Chamou o fenĂŽmeno do membro fantasma. Fantasma famoso. Ă que foi descrito no mundo ocidental nas guerras e da idade mĂ©dia. a vocĂȘ sentem dor nesse membro fantasma. Isso a chama dor
do membro fantasma que Ă© intratĂĄvel na maioria dos casos, tĂĄ? SĂł que tem o oposto. Te falei do Macaquinho que ganha braços, nĂ©? EntĂŁo foi a partir daĂ que nĂłs desenvolvemos essa teoria que nĂłs temos um modelo analĂłgico dentro do cĂ©rebro que o cĂ©rebro gera da nossa mente. A gente acredita que ele Ă© mediado pelos campos eletromagnĂ©ticos porque Ă© muito fĂĄcil de vocĂȘ modular isso analogicamente, nĂ©? VocĂȘ falou lance da raquete tambĂ©m. E isso, o lance da raquete. SĂł que a gente aprendeu com esses pacientes que o Feedback tĂĄtil modulava essa sensação do seu corpo.
E nĂłs devolvemos, por vĂĄrios testes a gente comprovou isso, nĂłs devolvemos os pacientes que tinham lesĂŁo atĂ© aqui, que atĂ© antes de trabalhar com a gente sĂł acreditavam que o corpo deles terminava aqui, porque Ă© o que acontece quando vocĂȘ tem uma lesĂŁo medular. A partir desse tratamento eles começaram a reconhecer que eles tinham o resto do corpo. Caramba. TĂĄ? EntĂŁo vocĂȘ conseguiu provar que vocĂȘ mudava o modelo. EntĂŁo o cĂ©rebro, o cĂ©rebro nĂŁo reage a nada, ele compara o que ele espera do mundo aqui com o que ele tĂĄ recebendo, tĂĄ? EntĂŁo por isso
que ele a gente consegue, ele Ă© modelando o tempo todo, nĂ©? Ele Ă© ele Ă© adaptĂĄvel, ele Ă© um sistema dinĂąmico distribuĂdo adaptĂĄvel. AdaptĂĄvel, tĂĄ? Que doideira. Tem tem uma muito isso daĂ. Tem tem uma uma coisa maravilhoso, mas sĂł falar uma coisinha aqui sĂł para porque o esporte Ă© uma coisa que dĂĄ para provar essa teoria. Um dia eu perguntei, acho que foi pro FelipĂŁo, se eu nĂŁo me engano, foi pro FelipĂŁo, quantos pĂȘnaltis um jogador no final do treino vocĂȘ consegue convencer ele a cobrar para praticar? Ih, pĂŽ, os Caras estĂŁo cansados, quero
ir embora, tal, 10, 12. AĂ eu eu pensei comigo, nossa, em realidade virtual dava para praticar 10.000. E nĂŁo, claro, vocĂȘ senta, vocĂȘ tĂĄ sentado, nĂ©? NĂŁo tem nenhum esforço fĂsico, nĂŁo tem nenhum, nĂŁo sua, nĂŁo cansa, nĂŁo gasta energia. E mas vocĂȘ treina o cĂ©rebro, mas vocĂȘ treina o modelo. Ah, sim. VocĂȘ treina o modelo cerebral. Esse Ă© o pulo do gato, na minha na minha opiniĂŁo, tĂĄ? De todo treinamento, porque o resto Ă© sĂł movimento, nĂ©? O resto Ă© sĂł a biomecĂąnica que o cara faz isso desde criança, nĂ©? E cara, agora, calma
aĂ. DĂĄ para existe na nossa, noem 2022, existe uma parada que o cara poderia de fato treinar pĂȘnalti? Ah, entĂŁo tranquilo. Ă trivial, aliĂĄs. Ă, mas Ăł, sĂł nĂŁo foi aplicado, nĂ©? Ainda nĂŁo foi Aplicado maneira coerente, nĂ©? SenĂŁo o Marcelinho nĂŁo tinha perdido lĂĄ. SenĂŁo o Marcelinho nĂŁo tinha perdido pro pro Marcos. Eu fiz uma pergunta para vocĂȘ lĂĄ atrĂĄs. Quando eu falei da Singularity, vocĂȘ entendeu que eu tava falando da Singularity como essa experiĂȘncia? Mas na verdade eu tava falando Ă© do uso do VR agora assim porque na na educação a gente tava
falando de educação, eu acho que nem que devia entrar nisso agora, Porque senĂŁo vai virar um um mundo. Mas pensando o seguinte, voltando naquele tema sobre a experiĂȘncia da ciĂȘncia e a experiĂȘncia do analĂłgico de escrever com a mĂŁo, eh, vocĂȘ botar Ăłculos de de realidade virtual na cara da criança Ă© limitador e alienante. Tem um outro lado, tem um senĂŁo que Ă© esse que vocĂȘ justamente pode criar replicaçÔes de experiĂȘncias, cenĂĄrios de treinamento para precisĂŁo que podem ser interessantes. Definitivamente eu nĂŁo Sou a favor de a gente substituir a educação com a escrita por,
nĂ©, manual e etc por caligrafia por isso, mas que de fato a coisa tem dois lados por causa dessa situação que vocĂȘ tĂĄ descrevendo. Eu acho que sim, nĂ©? Os astronautas vĂŁo ptar na lua, eles jĂĄ estĂŁo sendo treinados com esse Ăł para treinar o cĂ©rebro. Mas essa era a ideia. chegar na lua, ele nĂŁo estranha. Mas essa era a ideia, essa era a ideia Do do robozinho controlado pela mente em Marte. O que eu propus pra NASA era o seguinte, o seu operador, quem quer que esteja controlando, se tiver o feedback, nĂ©, ele nĂŁo
vai tĂĄ sĂł achando que ele tĂĄ controlando o robĂŽ, ele vai sentir a superfĂcie de Marte, ele vai sentir que tĂĄ em Marte, ele vai, exatamente, ele vai incorporar a realidade de estar em Marte. Agora imagina um cara imerso fazendo isso Algumas horas por dia, nĂ©? Ah, Ă© a mesma coisa do ratinho infravermelho. Sim. Ele ia começar a imaginar o que ia caminhar em Marte sem tando bilhĂ”es de quilĂŽmetros de distĂąncia. EntĂŁo, a NASA tĂĄ fazendo exatamente isso e treinando os os astronautas que vĂŁo pousar na Lua agora em algum momento aĂ atĂ© o final
da dĂ©cada para quando o cara chegar na lua ele nĂŁo estranhar, porque a ideia deles Ă© justamente essa, vocĂȘ treina o seu cĂ©rebro jĂĄ tĂĄ acostumado. EntĂŁo cheguei Ali na lua porque qual que foi o problema na outra na lĂĄem na dĂ©cada de 60 na Apollo? PĂŽ, cheguei aqui e agora? PĂŽ, agora tem uma cratera aqui. A sorte Ă© que era um piloto de testes maluco que que manobrava e sorte Ă© que era um era um cara chamado New Armston. New Armston. Exatamente. Agora hoje nĂŁo. EntĂŁo os caras eles querem que o cĂ©rebro do cara
esteja jĂĄ tĂĄ usando fortemente Isso de simulação prĂ© e antes das batalhas, nĂ©? Pr assim antes do botal. Mas veja, nĂłs estamos falando disso aqui. NĂłs acabamos de falar da foto do buraco negro no centro da Via LĂĄti. Certo. Isso. Vamos parar para pensar. 10.000 1 anos atrĂĄs, nĂłs estamos descobrindo que a gente podia pĂŽr uma semente na terra e, nĂ©, comer depois meses, nĂ©, comer e nĂŁo precisar ficar rodando, nĂ©, Fazendo a balada por toda a face da terra para achar o que comer, nĂ©? Ă, Ă© 10.000 anos atrĂĄs, tĂĄ? NĂłs estamos hoje observando
o centro da nossa galĂĄxia. Ă, Ă© uma baita de uma viagem. Ă, Ă© um salto absoluto. Ă um salto absoluto tambĂ©m. As pessoas nĂŁo param para pensar nisso porque a gente tem essas coisinhas, nĂ©? Tem nĂŁo. AĂ o cara vem no twit fala: "PĂŽ, Que foto feia". Ă que foto feia. Ă que a gente na verdade nĂŁo tem noção que 10.000 anos nĂŁo Ă© nenhuma. Nada. Ă. NĂŁo. Eu e vocĂȘ que tirou da minha boca. Eu ia falar exatamente isso. Daqui nĂŁo sei quantos bilhĂ”es de anos. AndrĂŽmeda vai colidir com a Ă© cinco. Vai colidir
com a Via LĂĄtea, tĂĄ? E a colisĂŁo nĂŁo vai ser das mais prazerosas, nĂ©? Para para ambas. Tem simulaçÔes, mostra o que vai sobrar, o que nĂŁo vai sobrar, o que vai acontecer, nĂ©? 10.000 1 anos Na escala do universo Ă© nada Ă© o Ășltimo segundo igual o Calce no cal falava exatamente e o que que nĂłs estamos falando nĂłs estamos falando de uma ĂĄrea chamada neurociĂȘncia que tem 150 anos Ă© ontem, nĂ©? Ă um piscada de olho, tĂĄ? EntĂŁo por isso que eu digo, a neurociĂȘncia Ă© muito mais do que uma ciĂȘncia biomĂ©dica, do
que uma ĂĄrea de pesquisa. Ela ela busca entender o mecanismo pelo qual nĂłs criamos a realidade na qual nĂłs vivemos e em Outras realidades que nĂłs estamos tentando criar paralelas, tĂĄ? EntĂŁo, alguĂ©m olhando de fora, alguĂ©m olhando de fora, tirando alguns exemplares que nĂŁo vale a pena mencionar, o esforço coletivo da mente humana nesses 10.000 1 anos. Ă, Ă©, Ă© impressionante. Ă algo muito impressionante. Com todo o lado, nĂ©, que nĂłs temos, claro, negativo, as conquistas mentais que foram Realizadas a ponto de nĂłs estarmos fotografando, o centro da galĂĄxia, onde a gente vive, Ă©, Ă©
sĂł comparĂĄvel ao ataque alve verde de 1970, nĂ©, que aĂ Ă© aĂ Ă© imbatĂvel, nĂ©? LeĂŁo, EurĂculos, Pereira, Alfred Zeca, Dudu e Ademir, Edu Levinha, CĂ©sar e Inake. NĂŁo dĂĄ para bater isso, O cara Ă© bom mesmo, nĂ©? A controvĂ©rsia. Bom, eu vou ler rĂĄpido aqui porque o Miguel jĂĄ jĂĄ chamaram minha atenção aqui que o Miguel tĂĄ cansado e tudo mais. NĂŁo, eu tĂŽ sĂł eu tĂŽ admirado. Ă a maior discussĂŁo de neurociĂȘncia que eu me lembro em anos. Ă, eu marco. TĂĄ bom, vamos pra Ășltima, entĂŁo. Igor, pera aĂ. O Wilson tem mais
algumas aqui. Jan tu consegue fazer uma uma filtragem aĂ para pegar sua marcando a histĂłria da neurociĂȘncia brasileira. TĂĄ aĂ, Ăł. SerĂĄ, cara? Olha, eu nĂŁo me lembro de uma discussĂŁo de 4 horas. Ă, eu vou ler uma aqui, daĂ tu escolhe mais uma, tĂĄ bom? O Wilson 18 mandou aqui, Ăł. Boa noite, senhores. O que vocĂȘs acham sobre a teoria orc traço orch traço or do fĂsico Roger Pen Rose? Grande que supĂ”e que a consciĂȘncia tem origem em efeitos quĂąnticos ocorridos dentro do CĂ©rebro. MicrotĂșbulos. Caso esteja correta, uma das possĂveis consequĂȘncias seria a sobrevivĂȘncia
da consciĂȘncia mesmo apĂłs a morte. Posso contar uma histĂłria minha do Pain Rose? Fica Ă vontade. Uma das grandes histĂłrias. Conhece o Pen Rose? Ela tĂĄ falando agora. Veja bem, deixa eu te contar. Um dia eu tĂŽ indo VirgĂnia, Universidade de VirgĂnia, num painel sobre consciĂȘncia. Quem Ă© um dos palestrantes? Roger Pain Rose que eu tinha lido, eu tava na na mesa com ele, entĂŁo falou ele e eu falei do da Aurora, do barato todo e deu o break e nĂłs fomos, nĂ©, o break nĂŁo, pior que isso, foi fazer o pit stop. Ah, entĂŁo
tĂŽ eu lĂĄ no meu pit stop tranquilo, nĂ©, pensando na vida, aquele Momento de relaxamento depois da palestra na frente de um cara que Ă©, nĂ©, o Roger Pain Rose. Entra o Roger Pain Rose no do lado, o pit stop do lado. AĂ ele vira assim para mim, Dr. Nicoleles, gostei muito da sua palestra. Eu falei: "Nossa, Ă© uma honra, Ă© uma O que que o senhor achou da minha palestra dos Isso nĂłs dois, nĂ©, no pit stop, nĂ©?" AĂ eu falei, "Doutra pa Rose, eu conheço o senhor desde criança, leio seus Trabalhos em fĂsica,
Ă© maravilhoso, mas eu preciso ser honesto." Ele falou: "NĂŁo, por favor, seja honesto isol bullshit". Ele riu pr caramba. Eu ri para caramba. E, nĂ©? E nĂłs estĂĄvamos no pit stop, nĂ©? AĂ eu ri pra caramba. Ele riu pr caramba. Eu sacudi o dele. NĂŁo, nĂŁo Ă©, nĂŁo Ă© nada demais, nĂ©? para vocĂȘ poder contar paraos seus netos que vocĂȘ tava no banheiro com prĂȘmio nome de FĂsica, nĂ©? PĂŽ, car, nĂŁo Ă©, Ă© demais, vai. Ă demais. NĂŁo, e o cara Ă© maravilhoso. O cara Ă© um outro cara assim que vocĂȘ senta fora da palestra,
nĂŁo Ă© na hora da aula. VocĂȘ conversa de qualquer coisa que atĂ© de futebol, atĂ© de buraco negro, porque ele tava junto com o Steve Hawins. Claro. Na descrição. E atĂ© do do de inĂcio e fim de universo Que ele tem uma teoria muito legal que Ă© do universo cĂvico, nĂ©? Que o universo nĂŁo tem fim e nem começador nĂŁo tem roupa, tĂĄ sem roupa, nĂ©? O livro dele sensacional. Mas a teoria do microtĂșbulos Ă© puxa, ela empurra o envelope. Se for verdade Ă© espetacular. EntĂŁo eu eu acho tambĂ©m que Ă© bullshit mesmo. Eu acho
que nĂŁo tem nenhuma evidĂȘncia efeito de fenĂŽmeno quĂąntico no cĂ©rebro. Eh, a gente diz assim que o cĂ©rebro ele Ă© molhado, ele ele nĂŁo tem As propriedades ideais para fenĂŽmeno quĂąnico. Tudo isso Ă© uma grande verdade. Vamos sĂł vou dar aquela nĂŁo a a dĂșvida, mas um fato Ă© que a gente tĂĄ descobrindo fenĂŽmenos quĂąnticos em sistemas biolĂłgicos recentemente. EntĂŁo, retina de pĂĄssaro, nĂ©, uma sĂ©rie de outros desses. Mas a gente tem instrumento para para medir eh efeitos eh fenĂŽmenos quĂąnticos no cĂ©rebro humano. Eh, essa posso falar, essa Ă© uma longa discussĂŁo, mas assim, Resumo
da obra Ă© assim, a gente tĂĄ numa era que a gente tĂĄ descobrindo fenĂŽmenos quĂąnticos na natureza, fotossĂntese, tem fenĂŽmeno quĂąntico, vamos dizer assim, teorias dominantes sobre fenĂŽmeno, dizem isso hoje em dia. Eh, eh, tambĂ©m navegação de pĂĄssaros, teorias que hoje em dia estĂŁo falando naveção de pĂĄssaros jĂĄ tem um estudo muito famoso, aliĂĄs, saiu atĂ© na Ășltima cientĂfica AmĂ©rica um estudo muito legal que Ă© a navegação quĂąntica que os pĂĄssaros usam, nĂ©? Sim, Percepção de de aromas que tem uma algumas aĂ jĂĄ Ă© controverso. Tem gente que acha que sim, tem acha que nĂŁo.
Eu jĂĄ li isso aĂ vĂĄrias por vĂĄrios de publicar umas coisas, eu sou mais pelo nĂŁo. Mas eu vou dizer assim, existe de fato uma ĂĄrea que vem crescendo com esse papo, nĂ©? Agora, a segunda parte da pergunta que eu nĂŁo consigo ent ver muita relação eh com a primeira, porque independentemente da gente ter ou nĂŁo fenĂŽmeno quĂąntico no cĂ©rebro, eh nĂŁo Existe nenhuma possibilidade de vocĂȘ extrair nada do cĂ©rebro e vocĂȘ fazer qualquer outra coisa que nĂŁo seja, no final das contas chegar na finitude que a gente tĂĄ falando aqui, pelo menos no meu
ponto de vista. Deixa os coach quĂąntico. Ouvir isso aqui que Ă© que vocĂȘ vai ver. Ă, nĂŁo v coach quĂąntico. Que que Vixe, essa foi boa, Miguel. Que que vocĂȘ acha? Foi boa. Essa missou Jorge Jesus tentando voltar Pro Brasil para ser um coach quĂąntico. TĂĄ bom. TĂĄ. Vamos fazer um corte aĂ disso aqui, Ăł. E vamos colocar e lĂĄ os caras falaram da de quĂąntica do cĂ©rebro. Para Lisboa, mas v NĂŁo, eu jĂĄ eu jĂĄ assisti jogo no no estado do Benfica, no estado do Esporte e no estado do Porto. Ă. Ă, o estĂĄdio
de esporte Ă© verde e branco, nĂ©? O esporte de Lisboa Ă© verde E branco. NĂŁo, vou te contar. Eu fui no esporte, no jogo do esporte com a camisa do Palmeiras, achei, pĂŽ, tem tudo a ver, pĂŽ. TĂŽ tudo a ver. Eu tĂŽ sentado lĂĄ, nĂ©, lĂĄ em cima, porque Ă© um estĂĄdio gigantesco, maravilhoso. Que time Ă© esse? Que tĂĄ fazendo o quĂȘ? Falei: "NĂŁo, cara, ficar revoltado, cara. Ficaram invocado." Eu falei: "NĂŁo, Ă© o Ă© o time irmĂŁo, Ă© irmĂŁo lĂĄ do Brasil. PatrĂcia irmĂŁ do Brasil." Ă, foi por pouco que eu que eu
NĂŁo que nĂŁo tinha. que em cada paĂs, em cada cidade que senhor morou, tem um time verde, nĂ©? Tem um time verde. Isso, isso Ă© importante na nessa fosse tiver um time verde. NĂŁo, o prĂ©-requisito de qualquer cidade que eu visita o mundo Ă© fazer o seguinte: um dia pra Ăłpera, um dia Ă© pro futebol, outro dia Ă© pra palestra. A, entĂŁo jĂĄ vi jogo de futebol de tudo qu NĂŁo, nos lugares mais eu assisti a Estreia do Wagner Love em Moscou, jogando pelo CSA, o exĂ©rcito, time do exĂ©rcito vermelho, no estĂĄdio do Dinamo entra
eu e meu filho mais velho, nĂ©? Em 2004, passei um mĂȘs de mascou dando aula no instituto. AĂ entramos nĂłs dois com a camisa do Palmeiras num jogo que todo mundo Ă© vestido de vermelho. Mas aĂ era o Ădolo do Palmeiras. NĂŁo, nĂŁo, pera. O time dele tava de vermelho e o time de de era de vovogrado, tava de Branco. NĂłs aparecemos no telĂŁo, no telĂŁo de cara, nĂ©? Entramos no estĂĄdio e o meu guia russo falou: "Melhor disfarçar, nĂ©?" AĂ sentamos na na arquibancada e o Wagner Love entrou e nĂłs Palmeiras mancha. O Wagner
Love olhou completamente louco e viu dois caras de verde no meio da R. AĂ ele faz o gol, corre na nossa direção, nĂłs vamos para lembrado, eu e meu filho comemorar com o Wagner Love Go. Quando a gente volta, o cara AtrĂĄs de mim me oferecendo vodica, porque o meu aluno russo tinha dito para eles, ele veio do Brasil sĂł para ver o jogo do ex-palmeirense. Os cara, se vocĂȘ veio do Brasil sĂł para ver o jogo, nĂłs saĂmos de lĂĄ. Bem com a vida, nĂ©? Porque a torcida do SSK nos abraçou completamente. Ă, nĂŁo
foi sensacional. VocĂȘ sabe que o Wagner nova Ă© flamenguista, nĂ©? PerdĂŁo. Sabe que o Wagner Lov Ă© flamenguista? Eu sei. Tanto Ă© que ele chutou pĂȘnalti fora em 2009. A gente sabe disso. No Parque AntĂĄrtica todo mundo sabe. Miguel, obrigado demais por vir aĂ, cara. Eu que te agradeço. Obrigado. Muito obrigado tambĂ©m. Agradeço muito mais uma vezĂŁo. VocĂȘ tambĂ©m. Eu que agradeço, cara. Cara, Ă©, vocĂȘ usa redes sociais? Eu uso Twitter. Eu gosto do Twitter e do Instagram um pouco, mas o Twitter. Qual que Ă© o teu arroba lĂĄ no Twitter? Ă no Twitter Ă©
Nicoleles. M Nicoleles. EntĂŁo, segue lĂĄ. E tu, Ălvaro? Eh, eu sĂł tenho o Instagram que Ă© Ălvaro Machado Dias. Boa. E o SergĂŁo Space Today e o CiĂȘn Sem Fim. Segue lĂĄ o que tĂĄ ao vivo agora, inclusive. TĂĄ ao vivo agora. Siga lĂĄ o Instagram do CiĂȘn Sem Fim. O Twitter Ă© tudo ciĂȘn sem Fim e Space Today tambĂ©m. Space Day 1 no Twitter, no Insta e o resto. Quem entrar no meu lĂĄ acessa um evento que eu vou estar amanhĂŁ de manhĂŁ falando sobre ai legal. Legal. EntĂŁo gente, mais uma vez muito obrigado
pela engrandecedora presença de todos aqui. Eu queria aproveitar para agradecer pessoalmente, Miguel, vocĂȘ tem uma um papel importantĂssimo na ciĂȘncia brasileira. Obrigado. Mundial Ă na educação. Obrigado. Como como assim primeiramente um brasileiro aĂ queria te agradecer de fundo do coração. Ă, sabe quem tava assistindo a gente? NĂŁo faço ideia. Daverson. E ele postou no no Instagram dele. Isso aqui ele postou no Instagram dele. Au, grande David. AĂ, Ăł. TĂĄ vendo sĂł? Grande Davon. Salve Davverson. O Daverson fez o ele fez o gol no Flamengo e na e na mesma Semana ele veio no Flow Esport
Clubeou para Uau! Imagino. NĂŁo, eu imagino. E vocĂȘ acha que eu fui ruim, nĂ©? NĂŁo, cara, eu sofri. VocĂȘ nĂŁo tĂĄ, vocĂȘ nĂŁo tem ideia de quanto eu sofri aquela semana. NĂŁo, mas Ă© pura verdade. Eu, eu, eu, eu eu sabia que vocĂȘ fazia o podcast. AĂ eu tava assistindo vocĂȘ a semana anterior do jogo, eu falei: "Nossa senhora, eles EstĂŁo confiante, eles estĂŁo confiantes. Se um dia encontrar esse cara, nĂŁo vai ter saĂda." E olha como a vida, as duda, dĂĄ volta. O mundo nĂŁo gira, capota cara. Obrigado mesmo todo mundo. Valeu aĂ vocĂȘs
que assistiram, um beijo para vocĂȘs. Ă, a gente tem que marcar uma parte dois. Vamos deixar isso prometido no arrempo a gente pode voltar pro Brasil. NĂŁo, mas aĂ Ă© para nĂŁo Ă© para falar Falar futebol clube falar futebol tĂĄ Ăłtimo. EntĂŁo tĂĄ bom. Ă vocĂȘ curte, vocĂȘ que assistiu, obrigado pela moral. Se inscreve, dĂĄ o like, segue todo mundo que tĂĄ aqui na mesa e um como Ă© que vocĂȘ dĂĄ o tchau lĂĄ no sem fim. Deu aĂ, JanzĂŁo? NĂŁo. Uau. EntĂŁo Ă© isso. Deu. Abraço. Tchau. Tchau. àčàžź [MĂșsica]