Fala, meu povo. Vim fazer hoje uma aula rápida e também explicativa. O que eu preciso para saber harmonizar uma música?
Sabe para eu dizer assim, tô entendendo a harmonia de uma música. O que é que eu preciso estudar? Quais são os elementos que eu preciso estudar que a harmonia me proporciona?
E para eu ter uma segurança para dizer: "Rapaz, eu tenho noção de harmonia. Não é só saber reharmonizar, não é só saber fazer coisa sofisticada que me dá um entendimento de harmonia, não. Aí já é uma coisa mais aprofundada, mas os elementos que são bases, que são básicos, mas são um alicece de verdade, começa com um campo harmônico.
Encontrar um campo harmônico de uma tonalidade. Por exemplo, tem um campo harmônico maior e o campo harmônico menor. O campo harmônico maior é formado, é derivado de uma escala.
O campo harmônico menor já é derivado de três escalas, ou seja, eu tenho três campos harmônicos e vou misturar esses três campos harmônicos para eu poder ter a minha base, digamos assim, né? Então, o campo harmônico maior, mais fácil, todo mundo começa estudando por ele, mas quando vai pro menor, muitas vezes a gente não sabe por onde começa estudando ele. E a gente começa, por exemplo, pela menor escala menor natural.
O campo harmônico da menor natural é meu campo harmônico base. Então, saber de campo harmônico é a base para eu poder entender qualquer coisa de harmonia, porque no campo harmônico eu aprendo os meus acordes deatônicos. Sabe aquela coisa de dizer assim: "Ah, qual o campo harmônico de D?
" São sete acordes, né? Começando pelo dó. [Música] São os três, os sete acordes básicos do de um campo harmônico.
Eu preciso saber isso em diferentes tonalidades, né? Fazem sol, por exemplo, faz em ré, saber o campo harmônico maior, saber os graus, né? Saber a diferença do primeiro pro quarto, pro quinto, quem são os acordes principais.
Outra coisa também que é importante é eu saber as funções harmônicas, sabe aquela coisa tônica, subdominante e dominante? entender que a harmonia ela tá sempre tendo um movimento, aquela coisa, a harmonia começa no repouso, aí ela tem um afastamento, uma tensão e um repouso. Uma tensão, um repouso, um afastamento, uma tensão e um repouso.
A harmonia ela é cíclica, tá sempre fazendo esse movimento em qualquer música que você toque lá no meu pé de serra. Tensionou? Deixa ficar meu coração.
Tá tensionado, ó. Deixa ficar meu coração. Meu coração.
Percebe que tem uma intenção. Eu voltei pra tônica, voltei pro repouso. A harmonia ela tá sempre fazendo esse movimento.
Afastamento. Se eu fizesse lá no meu pé de serra, tô afastando, ó. Agora tenscionei, deixei ficar meu coração.
Poderia continuar tensionando. Ai que saudade tem ainda tô afastado. Eu vou voltar pro meu sertão.
Aí voltei pro meu repouso. Tô entendendo de funções harmônicas, sabendo quem é dominante, quem é subdominante, quem é tônico. Eu entendo esse movimento todo que tá acontecendo.
Outra coisa que é muito importante, que eu preciso também saber é como preparar um acorde. O que significa preparar um acorde? É eu fazer um caminho para poder chegar nele.
E normalmente esse caminho ele passa pela função dominante. Então para poder, por exemplo, tô em dó maior, quero chegar em R menor. Como é que eu chego nesse R menor?
Pode ser através da dominante secundária. Então faço o meu lá para chegar no ré. Dominante secundária.
Quero chegar no mi, faça a dominante secundária, [Música] entende? Posso fazer o 251, ó. [Música] 251 para chegar no meio.
251 para chegar no F. É uma das possibilidades. Posso fazer, ao invés de fazer a minha dominante secundária ou 251, posso fazer também um sub5.
Então, dó, quero chegar em ré menor, faço o meu mi bemol para poder chegar nele, entende? Posso fazer o dois do sub 5. [Música] Existem diversas maneiras que eu possa vir a preparar um acorde.
E para poder saber isso, eu preciso ter esses conhecimento como base, partindo sempre do meu campo harmônico. Se eu tô num campo harmônico menor, por exemplo, eu saber fazer o ciclo das quartas, ó, [Música] o ciclo das quartas parece que eu já tô tocando uma música, porque tem várias músicas que são formadas em cima do ciclo das quartas. Se eu fizer, tem uma vendinha no canto da rua.
E eu tô fazendo o campo harmônico menor natural, com exceção do quinto grau. O quinto grau eu pego da harmônica. Então, se eu tenho conhecimento disso, eu posso começar a misturar os acordes da natural, misturando com acordes da harmônica, misturando com acordes da melódica, como é o caso de pegar o bemol 3 da menor melótica, que é um acorde maior, quinta aumentada e sétima maior, que muita gente usa isso aqui, ó.
Aí vai cair no mi bemol, ó. faço ele com a minha quinta aumentada, que já é um acorde que vem da escala menor melódica. Então, tudo isso me ajuda a eu me localizar, entender os caminhos que a harmonia tá percorrendo e com isso ter segurança no que eu vou tocar.
E também me ajuda a reharmonizar. E para eu reharmonizar existem várias possibilidades, né? Eu posso substituir acordes que t mesma função.
Então, se eu tô indo maior, sei que o fa é uma subdominante e o ré menor também é uma subdominante. Então, onde tem fa, eu posso colocar ré, por exemplo, sei que o sol e o si meio diminuto, que é o meu quinto e meu sétimo grau, eles têm mesma função, que é a função dominante. Eu posso substituir um pelo outro.
Então eu dor tenho aqui, ó, lá no meu pé de serra vim para um dominante, deixei voltar no coração. Eu poderia ter ido para o si, ó, lá no meu pé de serra, deixei ficar meu coração. Em vez de voltar pro dó, eu vou substituir ele pelo lá menor.
São. Por quê? Porque o dó e lá menor, eles têm a mesma função.
Então, sabendo também sobre a função dos acordes, eu posso reharmonizar, substituir acordes que têm mesmas notas. notas em comum. Normalmente os acordes de mesma função eles vão ter notas em comum.
Um elemento também muito utilizado para reharmonizar é o uso de tensões. Então uma coisa eu pegar aqui, por exemplo, dó lá sete, preparando ré menor, né? A outra coisa é a esse lá sete eu acrescentar tensões.
Ó, [Música] acrescentei a R menor também, né? poderia fazer certo. Tô começando a colorir o meu acorde através do uso de nota de tensão.
Uma outra coisa que é muito importante é eu aprender a sofisticar os acordes com essas notas de tensão, né? saber o uso quando é que eu vou usar um bemol, um bemol, por exemplo, 13, quando é que eu vou usar um bemol 9 ou quando é que eu vou usar um 9 ou vou usar um 13? Ou seja, quando é que minha nona ela vai ser alterada?
Quando é que ela vai ser maior? Quando é que minha 13ª vai ser alterada? Quando é que ela vai ser e maior também, tá certo?
Então, se eu vou preparar um acorde maior, [Música] normalmente eu utilizo as tensões deatônicas, né? O o lá e o mi, por exemplo, que é 9 e 13ª de dó. Se eu vou para dó menor, também vou utilizar tensões diatônicas.
Mas aí eu preciso saber quem são as tensões diatônicas do dominante no acorde menor, que é meu bemol 9, bemol 13. para preparar um acorde. Então, a nota de tensão, ela dá um colorido legal no acorde.
Eu entender de progressões, né? 251, a famosa 251, eu poder entender os graus daquilo que tá acontecendo na música, tá? Tudo isso vai me dar um alicece, vai me dar um suporte, uma segurança para quando eu tiver tocando, tanto para eu harmonizar quanto para eu improvisar, para eu criar melodias, né?
Então, se eu tô em dó maior e faço um lá com sétima para chegar em ré menor, beleza? Mas eu sei que dó maior e ré menor tá dentro do campo harmônico de dó maior. São acordes de atônicos.
Poderia pensar em dó na escala, falando de escala, poderia pensar na escala de dó maior pro dó e pro ré. Mas quando eu vou pro lá com seta, que escala que eu vou usar, por exemplo. Então, se eu entendo que o lá é uma dominante e é uma dominante secundária que tá preparando um acorde menor, eu vou poder usar a escala do acorde de ré menor, porque eu penso sempre na escala do acorde que eu quero chegar.
Então, se eu tô em lá com sétima, ó, para chegar em ré menor, eu vou pegar a escala de R menor harmônico. [Música] E quando eu chegar no ré, eu já vou usar a escala do ré dentro do campo harmônico de dó. Normalmente a gente usa a escala dórica, né?
Então, se eu não tenho esse entendimento de harmonia, eu não vou poder fazer isso. Não vou, não vou conseguir tocar harmonia em bloco. Por exemplo, quando eu faço [Música] é [Música] ó, minha subcando quarto grau, né?
Então isso daí é importante eu saber tudo isso para eu poder tocar as coisas mais simples, para eu poder tocar as coisas de maneira um pouco mais sofisticada, né? Você sabe quais tensões eu posso usar para poder sofisticar um pouco os acordes dentro do forró, do estilo forró? Como é que eu faço para sofisticar um forró sem estar descaracterizando ele?
Eu não posso sair harmonizando, reharmonizando de todo e qualquer jeito, né? Então existem critérios, né? Para você tocar um estilo.
É preciso conhecer a forma de harmonizar ele, né? Então, tudo isso eu tô trazendo para vocês para dizer que eu tô com um curso de harmonia chamado forró em harmonia e que a gente vai trabalhar todos esses elementos, entender tudo de harmonia, porque o seguinte, quando você vai estudar harmonia, você precisa estudar tudo isso. Agora eu já vi grandes cursos maravilhosos, mas quando a vai acontecer de dar o exemplo, a música que é utilizada não vai ser o forró.
Pode ter certeza que não vai ser. Vai ser, vão ser as bossas bolossa nova, os clássicos da bossa nova, os clássicos da MPB, né? Vai ser Tom Jobim, a galera que enriqueceu mesmo a harmonia de uma maneira geral.
Vão ser falado dos jazz e tudo mais. e não vai ser utilizado o forró. Só que todos esses elementos você encontra eles no forró também.
Então, tô trazendo um curso pra gente poder estudar a harmonia, mas eh trazendo a realidade do forró da gente. Então, se você quer aprender um pouco mais sobre isso, se aprofundar no universo da harmonia dentro do universo do forró, vai ter aqui na descrição, eu vou deixar um link para você poder acessar o meu curso, tá certo? E eu vou ficar esperando vocês por lá pra gente poder aprender e tocar juntos, tá?
[Música] Vem para cá, né?