eu comecei a ler esse livro eu tô achando bem legal bem interessante Gosto muito do jeito que Helena Ferrante escreve Seja lá quem Helena Ferrante for porque ninguém sabe quem é mas enfim aí eu estive pensando pensamentos sobre livros leitura Literatura e vi acontecer uma Contenda né na na internet sobre qual eu gostaria de compartilhar os meus pensamentos porque eu não tenho mais nada para fazer eu tô de férias tava rolando um pega para Capá sobre Machado de Assis na verdade não era sobre Machado de Assis era sobre leitura nas escolas sobre a obrigatoriedade de
se ler Machado de Assis e outros mas pegaram ali o Machado de Assis para para Cristo e tinha uma turma ali defendendo a ideia de que você obrigar eh jovens a ler Machado de Assis e afins na escola era uma p ideia porque é uma literatura muito difícil e que ao invés de aproximar as crianças e os jovens da literatura você afastava eles porque ficava uma coisa com essa obrigatoriedade chata e que eles não entendiam Machado de Assis é chato química e vários tópicos da química são super chatos foi horrível para mim ter que lidar
com eles ao longo do meu período escolar e nem por isso hoje eu defendo que deve-se tirar a química física químico orgânico ou qualquer coisa assim das escolas para pô por exemplo como escolher um shampoo Porque isso me aproximaria mais de uma química cotidiana eu acho que as pessoas quando defendem esse tipo de coisa que tem que tirar tal coisa ou tal coisa ou tal coisa da da da escola elas perdem um ponto essencial que é contexto na escola a gente aprende e eu não estou aqui defendendo o sistema escolar como ele é bá tem
f a educação no Brasil é uma mas focando especificamente na literatura nas leituras que a gente faz ao longo do período escolar o contexto é super importante aí porque a gente não lê Machado de Assis José de Alencar apenas e tão somente para ser iniciado na literatura a gente lê essas coisas também para entender movimentos literários e movimentos artísticos e que isso faz a gente entender um pouco da nossa história de onde viemos a onde estamos e para onde podemos ir achei justo o Machado de Assis ser pego para Cristo nessa história quando existe o
José de Alencar que é muito mais chato eu odiei ler José de Alencar mas havia um contexto e mais do que isso essas leituras não são solitárias Ou pelo menos não deveriam ser solitárias porque a gente tá lendo ali junto com uma sala de aula junto com professores e professoras que fazem um papel ali importante de mediação dessa leitura que ajudam a gente a destrinchar aquilo justamente para compreender e às vezes não é sobre entender as palavras mas é sobre entender o contexto E aí gostar ou não é não sei cara a gente não pode
obrigar ninguém a gostar de nada de novo eu não tô defendendo o sistema educacional como ele é talvez as coisas não aconteçam E na escola do seu filho da sua filha ou não aconteceram na sua escola como eu descrevi aqui mas eu acho importante entender que essa leitura de Machado de Assis José de Alencar e outros e outras ela é contextualizada Ela não é para obrigar ninguém a gostar de ler ela é pra gente entender com culturalmente historicamente uma parte da nossa história dito isto eu acho que isso é reflexo de uma coisa mais Ampla
que tem acontecido de diferentes formas em diferentes ã Campos que é a desvalorização da complexidade algumas coisas com as quais a gente tem ou deveria ter contato e aí pode ser Machado de Assis como exemplo mas também são diferentes manifestações artísticas e tudo mais elas carregam às vezes uma ironia uma sutileza uma crítica social um pouco mais profunda que desafiam a gente a pensar além do Óbvio isso vai e cobrar da gente um pouco mais de paciência um esforço para olhar as diversas camadas e isso contrapõe essa realidade em que a gente tá de imediatismo
de que tudo que a gente consome em relação a conteúdo tem que trazer uma satisfação rápida ou até que tem que tem que trazer uma satisfação Obrigatoriamente e entretenimento rápido não é o que uma literatura clássica tá propondo por exemplo e aqui eu não quero ser pedante tá é só que isso me me cara me me estressa um pouco na verdade e aí eu não tô falando que a gente não tem que consumir entretenimento rápido ou que satisfaz não é isso Sei lá no fim do dia eu só quero que meu cérebro vire um peito
de frango lisinho assim aí eu sento no meu sofá e eu ponho catfish eu sou capaz de ficar horas assistindo catfish se você não sabe que é CAT Fish você está perdendo e aí eu vou lá e compro um livro da Helena Ferrante E aí o perigo de afastar uma literatura entre muitas aspas difícil porque eu acho que você também tá subestimando a capacidade das pessoas mas afastar essa literatura difícil é um risco também que a gente corre de empobrecer o pensamento crítico a gente fica incapaz de lidar com qualquer reflexão que precise ser mais
profunda qualquer coisa um pouco mais profunda vira uma coisa extremamente dolorida e cara é justamente nesse período de formação e aí eu não digo formação escolar eu digo formação num sentido mais amplo a formação do indivíduo enquanto ser social é justamente nessa fase em que a gente tem que se expor barra ser exposto exposta a temas mais complexos a formatos mais complexos não para que a gente compreenda ou não compreenda mas justamente para que a gente saiba que isso existe saiba que o o mundo é muito mais complexo que o nosso o nosso ambiente ali
por exemplo sei lá viajando aqui agora o curtiço que é uma obra do eu vou colocar aqui o nome da pessoa porque me fugiu agora mas eu lembro quando eu li o curtiço e cara era uma realidade um contexto uma coisa assim absurdamente longe do que eu vivia mas justamente essa leitura me fez compreender que realidades assim existiam e existem e e foi uma viagem assim mas foi muito importante eu acho paraa minha formação enquanto ser humano tudo que é um pouco mais complexo para nós na verdade tá tentando nos ensinar ali a lidar com
ambiguidades com com o que não é óbvio e nos fala um pouco sobre sociedade mas também nos fala um pouco sobre a nossa própria vida emocional eu trabalhei muito tempo com mediação cultural eu trabalhava em museus e exposições de arte fazendo mediação principalmente entre jovens e e aquilo que tava sendo exposto ali no museu na exposição enfim e cara quando a gente gente vencia essa Barreira do o museu é chato obra de arte difícil e tudo mais a conversa ali com as pessoas acabava virando uma coisa muito profunda até do universo emocional dessas pessoas e
aí por mais que a gente tivesse falando ali de obras de arte específicas que tinham um contexto específico da produção delas a conversa acabava terminando no ser humano e E aí eu acho meio que e a gente só quer criar prazer e nunca desafio porque eu acho que o desafio intelectual ele não é necessariamente sobre pedantismo nerdice sei lá ele pode ser um desafio emocional não sei se você eu tô me fazendo entender mas nesse sentido de sair da zona de conforto eu odeio essa expressão mas não achei nenhuma melhor eu só acho que a
gente pode mais como ser humano sabe Machado deis pode ser difícil mas tem outras coisas na vida que são muito mais difíceis eu acho como química enfim eu acho que eu já já já fui Esses dias eu tava na terapia e a minha terapeuta disse uma frase de impacto que tinha a ver sobre outro contexto mas tomar uma atitude precipitada não é resolver