Fala pessoal, sejam muito bem-vindos a mais uma aula de funções psíquicas. E aqui hoje a gente vai falar sobre psicomotricidade. Novamente, tá, novamente você vai receber a melhor aula sobre psicomotricidade que você já teve. Por quê? Porque aqui a nossa didática é excelente, tá certo? A gente sempre tem essa preocupação que você entenda tudo e a gente faz questão de fazer isso mostrando modelos, mostrando ali pacientes simulados por atores, tá certo? Mas achando ali todos os achados psicopatológicos você vai precisar paraa sua prática, tá bom, pessoal? Então assim, isso aqui nessa qualidade e quem tá
assistindo pelo YouTube de graça, tá certo? Você não acha em lugar nenhum, você acha aqui com a gente do psiquiatria prática, tá certo? Não tem pós que entrega isso aqui, tá? Não tem curso ou outros cursos por aí que te que te cobrem o olho da cara, tá certo? que vão te entregar isso aqui no YouTube de graça. Mas obviamente se você quiser se aprofundar aqui só numa psicopatologia muito mais rebuscada que essa aqui, que essa aqui é sua superfície, tá? A superfície já é completa, imagina o que que a gente mostra lá dentro, tá
bom? Lá dentro do curso tem uma psicopatologia muito mais rebuscada, tá? E é isso, vamos lá deixar de propaganda, vamos logo pra aula aqui. Hoje é tema psicomotricidade, essa função aí que é super importante e que também ela se relaciona muito com a função de conação que a gente já viu aqui na aula passada. Então assim, se você ainda não viu CONAção, eu sugiro você primeiro assistir a aula de e depois vir pra aula de psicomotricidade. Bora lá, bora direto. Vamos nessa. Psicomotricidade. Que que é? Primeira coisa que eu quero que você entenda, nem toda
a ação motora ela é psicomotricidade. Poxa, mas como assim? Vêse radical, tá certo? motricidade e vêse prefixo psico, psicomotricidade, ou seja, é a motricidade ou movimento relacionado ao psiquismo, ou seja, toda ação que é relacionada a um processo psíquico. A psicomotricidade é a expressão física do psiquismo. Como assim? Nem toda psicomotricidade ou nem todo o movimento vai ser psicomotricidade? Porque, por exemplo, imagine se você tem ali uma lesão neurológica e essa lesão vai te dar uma movimento involuntário, repetitivo, tá certo? Vê que isso é desprovido de psiquismo. Então isso, por definição, não entra dentro da
psicometricidade, isso entra dentro da neurologia. Então eu vê aqui, ó, movimentos independentes do psiquismo mais involuntários, tá dentro da neuro, tá certo? A gente não mexe com isso, apesar de que você tem que entender, tá? Um bom psiquiatra, ele sabe de exame neurológico. Por isso que a gente inclusive deixou dentro do curso de psicopatologia um bônus que tem todo o exame neurológico ali paraa psiquiatra que você tem que fazer. E você já entendeu que a psicomotricidade é expressão do psiquismo em forma de movimentos. Onde que tá isso? No processo voletivo ou no arco coletivo? Tá
no arco conativo, tá? Aqui na execução, tá? Então você lembra lá, só para uma breve revisão, quando você vai fazer alguma coisa, você tem vontade, você vai organizar uma ação, você primeiro tem a intenção de fazer aquilo, depois você delibera, ou seja, pea os prós e os contras, surge a possibilidade de escolhas, né? Depois você decide, ou seja, dentro daquela pletora de escolhas, você escolhe uma e elimina todas as outras e depois você executa e você age. Aqui está a nossa atividade psicomotora, é a execução, é a última parte do processo conativo. Vê como isso
aqui é importante, tá certo? Muito legal. E obviamente toda a expressão de ação ou de movimentação, ela vai ali tá relacionada de uma certa forma com a psicomotricidade, desde que ela seja obviamente intencional, tenha um sentido, seja a expressão do psiquismo, mas basicamente em todos os grupos musculares. Então você me pergunta: "Ah, mas e aí a fala ela é psicomotricidade?" Claro que é, tá bom? Claro que é, mas a gente analisa a fala dentro do exame psíquico em linguagem. Então, se você ainda não viu nossa aula de linguagem, tá aqui na playlist, tá aí no
curso, tá certo? Beleza? Veja a aula de linguagem que é importante. Ah, mas a mímica facial, ela entra também como psicomotricidade? Claro que ela entra como psicomotricidade, tá certo? Mas geralmente a gente analisa a mímica do paciente no campo da afetividade, que será a nossa próxima aulinha aqui também, ó. Tá show? Beleza? Vamos aqui, vamos na mesmo formato didático que a gente sempre faz. primeiras alterações quantitativas, ou seja, pega o global como um todo, depois a gente passa para as alterações qualitativas. Primeiro que eu quero chamar atenção aqui é justamente o que a gente chama
de apraxia, tá? Óbvio que a gente vê isso aqui às vezes até um pouco mais na neuro, mas o que que seria isso? Apraxia, tá certo? É a perda do movimento aprendido. Guarda esse conceito, repete comigo. Perda do movimento aprendido. Que que é apraxia? é perda do movimento aprendido, uma coisa que você já tinha aprendido e você vai perder isso. Só que essa perda do movimento, às vezes ela poderia acontecer, por exemplo, sei lá, por destruição neuronal, tá? Bagunçou lá o córtex, bagunçou lá a área motora, você basicamente não consegue levantar a sua mão, né?
Beleza? Mas aqui é na ausência de lesão neuronal, então assim, pelo menos mais grosseira, né? A ausência de paresia, né? enfim, que a perda ali um pouco da perda, uma perda mais quantitativa paralisia, que a perda total ou de uma cocoordenação motora, tá certo? Que às vezes acontece alguma lesão ali cerebel, então de alguma parte ali subcortical, tá beleza? Mas a praxia, ess as apraxias elas acontecem justamente essa perda, só que sem paresias, sem parestesias ou desculpa, sem paralisias e também sem coordenações motoras. E as aparaxias, elas são divididas em dois tipos, tá? A ideotora
é a ideativa. Pensa assim, a ideotora é a simples, a ideativa é a composta. Ou a ideotora seria mais direta e a ideativa seria a sequencial. O que que eu quero dizer com isso? Se, por exemplo, um paciente ele não sabe mais como escovar os dentes ou como pentear os cabelos, isso é uma praxia ideomotora, ele desaprendeu a fazer aquele movimento. Isso pode servir para qualquer movimento. Sim, para qualquer movimento, tá certo? para qualquer movimento aprendido, por exemplo, a girar o volante de um carro, tá certo? A entrar em algum lugar, tá certo? Então, tipo,
isso pode virtualmente acontecer com tudo. Então, exemplos que a gente deu aqui, escovar os dentes, vestir uma blusa, pentear o cabelo, tá? Por que que a gente dá esses exemplos? Porque geralmente são os que mais aparecem na prática e são os mais fáceis também da gente verificar. Só que a praxia ideativa seria como se isso acontecesse em um algoritmo, ou seja, é uma sequência de movimentos. O paciente às vezes ele pode até saber aqueles movimentos isoladamente, mas ele não sabe fazer sequencial. Então, ou seja, ele não sabe como se fosse dar um elo, uma liga
para eles, um encadeamento. Seria, por exemplo, você pedir pro paciente assim, você dá essa instrução e é assim que se testa mesmo, tá? Olha, eu vou lhe dar essa carta aqui, esse envolforme isso numa carta. Como é que você vai fazer? Vou lhe dar essa carta, você vai receber com sua mão direita. Você vai dobrar a carta ao meio, depois você vai dobrar a carta novamente no meio do meio e depois você vai me devolver essa carta com sua mão esquerda. Pode ser que o paciente ele se perca nesse processo. Ele sabe até fazer individualmente
cada um delas, então ele às vezes até recebe a carta com a mão direita, tá certo? Mas ele não vai dobrar, tá? Ou às vezes não vai te entregar, vai se perder nesse processo. Isso seria uma praxia ideativa. E pessoal, para que que isso serve, né? Enfim, geralmente aprxias elas denotam lesões corticais, tá? Lesões corticais. Onde que isso acontece? Às vezes pode acontecer em quadros demenciais. Então é onde geralmente a gente vai testar isso aqui. Quando você pega, por exemplo, um minimental, tá certo? Tem uma partezinha lá que testa um pouco as apraxias, né? que
é aquela parte às vezes até de dar uma instrução pro paciente. Então isso seria o teste das apraxias e também aparece no nosso exame neurológico. Aqui eu vou deixar um exemplo para vocês verem como é que isso acontece na prática e ver que foi pedido para essa mulher para ela se deitar no leito. Ver como é que ela responde, tá? aqui. que ela perdeu a ação aprendida de como deitar no sofá. Isso aqui é horrível, sabe? Então, vê que ela fica meio que perplexa assim, ela tenta deitar, ó, até consegue um pouquinho mais volta, tá?
Então assim, essa ação motora que tava aprendida, ela não sabe assim mais como fazer. Isso é uma praxia ideotora. Beleza? Vamos pro próximo, que seria a alteração também quantitativa da psicomotricidade mais global, que é justamente a hipossinesia ou a assinesia. Hiposinesia, pessoal, é aquele paciente que ele está inibido da psicomotricidade. Como é que a definição disso aqui? É a diminuição dos movimentos voluntários. Isso é a diminuição global, tá certo? Onde que você vai verificar isso aqui? Às vezes em quadro de depressão, esquizofrenia, delírium hipoativo, tá certo? Depressão grave, catatonia, demências avançadas, tudo isso cursa com
uma certa diminuição da psicomotricidade. E quem tá muito atento sabe que isso às vezes também se relaciona a uma diminuição do arco volitivo como um todo, né, da conação também. Então, às vezes é muito de mãozinhas dadas, tá? a hipossinesia com, por exemplo, a hipobolia ou com a abolia. Hiposinesia seria a diminuição, a asinesia seria a extinção ou ausência total, tá certo? E aí isso vai se expressar na mímica. O paciente vai ter menos expressões, vai se expressar na fala, às vezes ele vai falar ou muito pouco, às vezes muito mais lento. E também na
volição, que é que a gente já destacou, tá? E tem tipos especiais. Primeiro tipo especial é a sinesia. E a mesma coisa aqui que a gente tá falando, tá? Mas por que que eu botei isso aqui como tipo especial? Porque é muito comum na prática a gente escutar esse nome estupor. Estupor catatônico, estupor depressivo. Poxa, mas o que que é um estupor? Tá? Estupor nada mais é do que basicamente a ausência de movimentos. Então quando você entra em contato com um paciente estuporoso, ele tá ali parado, tá certo? Toda vez que você vê um paciente
assim parado, ele tá estuporoso, tá certo? Então isso seria a a sinesia. E quando o paciente tá parado, geralmente ele costuma realmente ficar parado para tudo. Então ele não faz nenhuma expressão facial, que é o que a gente chama de amimia. Pouca expressão facial é chamado de hipomimia, tá? Quando não tem, é chamado de amia. Ele também às vezes não vai comer ou ele não vai aceitar ingestão de líquidos por algum motivo. E isso se chama de ciofobia, tá? A gente já viu isso também lá na aula de conação e também tem um nome aqui
muito bonito para você impressionar todos, tá certo? é chamado de gatismo, tá? Gatismo é a incontinência urinária e fecal, justamente desses pacientes que ficam muito parados assim. Então é o paciente que ele vai geralmente ali se defecar ou então se urinar mesmo porque ele não se mexe, tá? Isso acontece principalmente ali em pacientes catatônicos. E tem um tipo especial também de hipossinesia, assinesia, que é o que a gente chama de catalepsia. Isso aqui você tem que saber, tá certo? Você tem que saber na sua prática o que é que catalepsia. Você acha muita catalepsia na
catatonia e decora essa fórmula, tá? Catalepsia seria a assinesia, ou seja, o paciente tá parado, só que ele está rígido. Você tentar se movimentar, você vai ver que ele tá um pouco mais rígido, só que ele sempre vai ficar rígido. Ou seja, quando você tenta mexer nele, ele não vai, por exemplo, se você mexer o braço dele, ele o braço vai acompanhar o seu movimento. Isso é a flexibilidade séria. Na catalepsia, ele é rígido como um todo. É como se o paciente ele ficasse literalmente um bloco, tá? Essa é a catalepsia. Então é a sinesia
mais rigidez, só que sem o componente de mobilidade passiva. A gente vai ver mais na frente como que isso aqui é diferente, tá? E também uma coisa legal para você classificar é a sinesia localizada. O que que eu quero dizer com isso aqui? Imagina que você pega um paciente que ele tem um transtorno conversivo, ou seja, tá dentro ali do grupos da histeria e ele para de mexer um braço e aí ele fica sem mexer esse braço aqui, tá? Sei se tá dando para pegar aí na aqui, ó. para fica só sem mexer esse braço
aqui, fica sem mexer o braço por um tempo. Isso seria uma assinesia localizada, tá certo? Então, uma assinesia localizada da onde? De braço, tá? Você botou lá bonitão no seu exame psíquico, provou aí que você assistiu nossas aulas. Legal, bola paraa frente. Vamos ver aqui os achados, tá? Primeiro achado aqui. Examples ofility. Hi Tom Dr. >> V aqui o tanto que esse paciente ele tá lento, tá? Então aqui ele tá com uma hipossinesia, mas ele ainda se move. Good. Excellent. I'm glad to hear that. Here, the patient sits abnormally still, moves slowly, and does make
eye contact with the examiner but interacts briefly. We would score this as a one. Hi Tom. Hi there. Dr. Old here. Can you shake my hand? Can you move any of your muscles? Isso aqui no caso seria a assinesia, tá certo? Ou aqui você fala que é um estupor, tá? Ainda não é a catalepsia porque ele ainda não testou assim se o paciente está, por exemplo, rígido e se ele não tem mobilidade passiva, tá? Então assim, no momento o que você pode falar é um paciente está acinético ou estuporoso. Vamos ver aqui do lado a
catalepsia, tá? Até para comparar que é para vocês entenderem. A catalipsia também ela pode assumir uma postura bizarra, tá? E assim, isso é interessante. Às vezes você vê mesmo o paciente nessa postura que a gente chama talvez às vezes até de sinal de travesseiro. Você puxa o travesseiro do paciente, o paciente continua lá fixo naquela naquela mesma postura. Tá bom? Vamos dar uma olhada nisso aqui. I want to let it come back down to rest. Let it go ahead and relax. as a maioria das catalepsias elas vêm na prática exatamente desse jeito, tá? Não é
que o paciente vai ficar duro e rígido todo o tempo, tá certo? Vai botar ele numa posição, ele vai ficar lá com o braço paradão, não tá? A maioria é desse jeito. Você bota, solta e ele lentinho reposiciona, tá certo? Mas a gente vai ver também aqui um tipo de catalepsia mesmo, que é esse meio que em bloco que o paciente ele fica nessa postura rígida o tempo todo e não se mexe, tá bom? Bom, a gente viu dois tipos aí também, que um é o é o travesseiro psicológico, né? Ele tá todo duro assim
e o outro também ele tá com uma postura aí mais bizarra. são dois tipos de de catalepsia, tá certo? Então, é uma assinesia associada à rigidez, só que sem a mobilidade passiva. A gente vai ver o que é a mobilidade passiva, isso vai ficar bem mais claro, tá bom? O contrário da hiposinesia, a sinesia seria justamente a hipersinesia, tá? Prefixo aí muito fácil é o aumento dos movimentos voluntários e isso, obviamente às vezes acompanha a fala. O paciente pode ficar taquilálico, logorreico, tá? falar demais, que nem eu tô falando aqui, e também o aumento da
evolição, ou seja, fica mais desnibido, vitalizado, querendo fazer tudo cheio das certezas, tá certo? Então isso acompanha o arco conativo como todo. E se um a gente chama de inibição, que é a hiposinesia, aqui a gente chama de exaltação. E a hipersinesia, pessoal, ela tem três níveis, tá? O primeiro é o que a gente chama de inquietação. O paciente mais inquieto tá ali batendo muito o pé contra o solo, tá ali se mexendo na cadeira, não consegue far parado, ficar parado com as mãos, tá certo? Esse é o paciente inquieto, com a discreto aumento da
psicomotricidade ou hipersinesia. Depois ele passa para a agitação. Agitação mais franca é quando esses movimentos eles ficam mais exagerados, tá? E furor. Furor são, a gente guarda esse termo para essas agitações que elas são mais incoercíveis ou refratárias. É quando o paciente tá agitado demais, começa a quebrar as coisas, você tem que fazer medicação e às vezes nem com a medicação dá certo. São coisas que podem ser bem graves, tá certo? Inclusive às vezes pacientes em estado de furor, dependendo da origem, tá? Pode às vezes até cometer algum tipo de crime ou então violência muito
grave. por exemplo, um furor que pode acontecer em ataques de epilepsia. E falando aqui da agitação psicomotora ou e da hipersinesia como um todo, isso é um achado muito inespecífico. Então, todos os transtornos mentais, de uma certa forma, eles podem agitar ou podem ter uma hipersinesia. Só que eu vou destacar aqui alguns que são os que mais aparecem na nossa prática. Por exemplo, catatonia. A gente sempre imagina o paciente catatônico como se ele fosse paradão, tá? todo paradão. Mas catatonia também ela pode ser alternada com momento de furor e de agitação. Então o paciente ele
pode se agitar e depois ele volta a ficar parado. Ah, mas tem uma tempo de duração, limite um pro outro, não. Tá certo? Então, catatonias são muito únicas, só para deixar um pouquinho mais difícil. Pacientes com esquizofrenia podem ficar agitados, epilepsia nesses ataques, inclusive pode fazer parte de algum automatismo. Depressões que são mais ansiosas, que os pacientes eles costumam ficar também bastante pessinéticos, se mexendo toda hora. Isso confunde muito com transtorno afetivo bipolar, mas não tá uma depressão ansiosa. Delírios que são hiperativos e já e também que estão associados ali a psicose. Então assim, quadros
confusionais são muito grandes. Então, delírios hiperativos é aquele paciente que é você é chamado para avaliar na UTI porque ele tá agitando demais, porque ele não consegue às vezes desmamar de alguma droga ou então ele tá muito confuso para saber que horas são, ou então até das pistas ambientais, né, que são chamados cibers, né, enfim, legal. E também quadros demenciais mais avançados, déficit intelectual. É muito comum pacientes que têm autismo, então alguma deficiência intelectual, se você mexe ali em alguma coisa no ambiente, pode ser às vezes coisas simples, tá? Que a gente considera simples, mas
para esses pacientes são muito especiais. por exemplo, mudou um móvel, uma cômoda de lugar, é muito comum eles se agitarem ou então agitarem com dor, principalmente que eles não conseguem ali fazer um tipo de comunicação. Pacientes também com TDH, naturalmente eles são hipersinéticos, então esse H de TDH é hiperatividade, muitas vezes é um sintoma negligenciado. Então costuma ser crianças que são bastante hipersinéticas mesmo, escala em tudo, não fica quieta, atravessa a rua, parece que tá ligado no 220, tá? vai para toda a direção. Ele é paciente, é assim, são crianças que costumam cansar os outros
bastante, tá? Enfim, um adulto fica cansado, é muito engraçado, é muito legal. E também transtorno de personalidade. Então, às vezes transtorno de personalidade também pode agitar, pode acontecer, tá certo? Vai às vezes dar um transtorno de personalidade borderline e você vai lidar com a pessoa que tem isso e aí você não sabe ali se posicionar ou então frustra a pessoa, costuma ela costumam ficar bem agitados, tá certo? Beleza? Vamos ver aqui um exemplo na prática que é bem simples na real, tá? Examples ofiveness. Hi, good morning therental injury, we would score this a one for
combiveness. É, aqui ele tá mais agitado, tá? Então assim, isso é uma hipersinesia, uma agitação psicomotora também que a gente chama, tá bom? Você descreveria assim no seu exame psíquico, óbvio, você tem que ser máximo descritivo possível, às vezes até falar o que que o paciente fez, né? Mas saiba que aqui é uma hipersinesia e provavelmente uma agitação. Eu não classificaria isso aqui como um furor, tá? E aqui, só para deixar bem claro, tá? Aqui é um paciente que ele tem catatonia e só para você também ver que catatonia nem sempre se manifesta de uma
forma muito parada, tá? Ou estuporoso, como a gente consegue, a gente tem isso no imaginário, né? Beleza? Falamos aqui das alterações quantitativas ou globais, né? Então, então de quantidade. Vamos agora aqui para as alterações qualitativas que vem de qualidade, ou seja, de distorção de forma errada. E a primeira que a gente vai falar é uma que eu acho muito, muito, muito interessante, é muito legal ver isso aqui na prática, que são as ecopraxias, tá? Quem assistiu a aula de conação lembra que a ecopraxia tá muito relacionado com sugestionabilidade patológica. E o que que seria a
eco? Eco, né, fenômeno de eco, praxia, tá? jeito ou então prático ou então forma, ação, tá? Seria a repetição automática e despropositada de movimentos externos. Ou seja, você vai fazer alguma coisa e o paciente repete aquilo que você falou. Por exemplo, tinha um paciente que eu falei com ele, eu falei: "Boa tarde". Aí ele ficou: "Boa tarde, boa tarde, boa tarde, boa tarde". Ou tinha um paciente que eu andava na enfermaria e ele andando atrás de mim, tá certo? Você vê que nesse primeiro exemplo que eu dei uma ecolalia, ele fica repetindo uma palavra e
uma frase. No segundo exemplo é uma ecomimia, tá? Ele tava eh também pode ser classificado como ecopraxia, mas ele tava imitando um pouco a minha expressão, meu jeito de andar, tá? Enfim, então o que que eu tava fazendo. Mas a ecopraxia, ela pode acontecer em tudo. Pode acontecer em gestos, pode acontecer também em posturas, tá certo? Um paciente, ele pode ficar fazendo basicamente o que você faz. E também é importante você testar isso ativamente quando você suspeita de uma catatonia. Então você pode até coçar um pouco a sua cabeça e às vezes você vai ver
que o paciente ele coça um pouco também a cabeça dele. Ou então às vezes você faz uma careta, faz alguma expressão facial mais exagerada e o paciente limita, tá bom? E é muito comum as ecopraxias em esquizofrenia, catatonia, em pacientes também às vezes que são mais histéricos e pacientes também que tem déficit de intelectual ou às vezes até também quadros de autismo. Vamos ver como é que isso aqui se manifesta na prática, tá? Porque é bem interessante. V aqui que ele tá basicamente repetindo tudo que o examinado tá falando. Can I help you with anything?
Can I help you with anything? You seem to be echoing my words. I am. This kind of reflexive echoing of statements is called echolalia. If this happens only a couple of times during an interview, it should be scored a one for occasional. Here we see the bom, ficou bem claro e é exatamente assim que acontece na prática mesmo, tá certo? Então assim, se vocês virem, não se assustem, tá? Pode ser que seja às vezes um pouco mais discreto, pode, tá? Mas assim, eh, tenta examinar ativamente quando você tá ali diante de um paciente que tá
mais estuporoso, tenta fazer isso assim que costuma ser bem legal. Um segundo caso de alteração qualitativa são as estereotipias, que hoje tá até muito na moda aí por causa da da divulgação, então assim da enfim autismo, a estereotipia caiu no vocabulário popular, mas vamos entender assim o conceito que é mais esmiçado, tá? Então estereotipias seriam ações ações motoras, tá certo? psicomotoras desprovidas de sentido e finalidade, ou seja, não tem muito bem ali um certo tipo de lógica comunicativa naquilo e que elas são uniformes, ou seja, são do mesmo jeito. A pessoa repete do mesmo jeito
e de grande frequência. Então ela fica fazendo várias vezes. E a estereotipia ela pode ser tudo. Então, por exemplo, se um paciente ele fica eh às vezes assim coçando um pouco a cabeça, coçando um pouco a cabeça, ele vai lá, coça a cabeça, vai lá e coça a cabeça, isso é um estereotipo de movimento ou então às vezes de gesto simples, tá certo? Às vezes também pode ser de posição. A catalepsia ela é uma estereotipia, ela é um tipo especial de estereotipia, assim também como se pode ser de palavras e frases. Então a pessoa pode
ficar em um exemplo, tá? Imagina que você encontra uma pessoa e ela tá sempre falando assim: "Boa tarde, boa tarde, boa tarde, boa tarde, boa tarde, boa tarde." Isso é uma estereotipia vocal ou de frases ou de palavras. Por que que isso é diferente da primeira exemplo que eu dei de uma ecopraxia? Porque você não iniciou, tá? Aqui é o paciente que tá fazendo, iniciando. E também você pode ter estereotipia, inclusive de lugares. Os pacientes eles ficam frequentando o mesmo lugar e o mesmo lugar sempre fica voltando. Isso é muito comum em esquizofrenia, tá? Então
assim, às vezes aquele paciente que sempre tá naquela mesma região do bairro fazendo atividades aleatórias ou às vezes a mesma atividade sempre, isso também é uma estereotipia, tá? E o que que seriam as estereotipias de uma forma geral? Elas seriam de uma forma bem geral, tá? Fragmentos ou resíduos de ações e comportamentos que um dia tiveram sentido, tá certo? Então, por exemplo, vamos supor que você tava ali com a consciência íntegra e aí teve um processo esquizofrênico. De uma certa forma geral, suas ações e movimentos, eles vão também perdendo a conexão com o mundo e
aí dá espaço para surgir fragmentos de comportamentos. Então, por exemplo, se você vê uma paciente que tem esquizofrenia efrênica de longa data, andando de uma forma toda diferente, assim, andando meio de lado, tá? Isso às vezes pode ser classificado como estereotipia, tá? Uma estereotipia às vezes de movimentos e também uma estereotipia ali de eh de postura, né? Enfim. E por que que é uma estereotipia? Lembre, porque é desprovido de sentido e desprovido de finalidade, tá bom? Isso vai aparecer às vezes em catatonia, é muito comum, vai aparecer em déficit de intelectuais e também vai aparecer
aí em autismo, né? Então a gente tem lá aquele exemplo muito famoso do do autismo, que é aquele swing, né, que o paciente fica paraa frente, para trás. Isso é uma estereotipia. Também a gente tem às vezes aquele flap, né, que o paciente ele fica mexendo, agitando as mãos. Isso também é estereotipia. Por quê? É, nesse caso protocomportamento. O nosso comportamento também ele tem um certo tipo de direção, um certo tipo de sentido. Por exemplo, eu pego esse celular aqui, eu pego ele de um jeito, eu sei que na hora que eu pego ele já
me remete o sentido de que eu vou fazer uma ligação, eu vou mexer no WhatsApp, eu vou entrar numa rede social, vou ver algum tipo de vídeo. Então o movimento ele nunca é só um movimento isolado, ou seja, ele não é só corpo, ele não é só músculo. Às vezes ele tem uma objetiva ou ele tem uma finalidade ou uma direcionalidade, tá? Você simplesmente não sai de casa. Às vezes você sai de casa para ir ao trabalho, vê a finalidade, vê o movimento aí, tá? Vê o sentido surgindo nisso. A estereotipe é justamente o movimento
só pelo movimento. Por isso que perde o sentido e por isso que perde a finalidade, tá? por isso que fica despropositado. Então isso também surge quando a gente tá começando a construir o sentido das ações. Então, como a gente vai ver às vezes flapping, quando a gente vai ver às vezes o movimento de paraa frente para trás, isso seria às vezes um análogo, tá? A você começar a construir o sentido do movimento, mas ser impedido, obviamente, por um transtorno e aí fica aquele resíduo, aquele protomovimento ou protocomportamento, tá certo? Então o a estereotipia ele pode
ser tanto um resíduo como um começo, tá? Isso é bem legal. Acho bacana entender assim nessa visão, tá? Beleza? E vamos ver aqui um exemplo na prática. Bem clássico esse aqui, tá? Movimento de balanceio. Bem mais sutil, mas é uniforme, repetitivo e desmotivado, despropositado. Repe stroking of the chin as illustrated here is a stereotypy. persisted during the entire interview for constant. Pessoal, e uma coisa também que eu quero deixar bem claro, principalmente aí com essa onda e essa moda de diagnóstico de autismo sendo feito errados, tá bom? Tem obviamente muitos pacientes autistas, mas você tem
que dar o diagnóstico certo, mas assim, estereotipias acontece com todo mundo, tá? Eu tenho estereotipia, inclusive. Então, por exemplo, quando eu tô falando aqui com vocês e simplesmente eu não sei mais o que falar, eu começo a falar: "E, ah, tá, isso é uma estereotipia, tá? Uma estereotipia mais verbal, mais vocalizada, mas assim, é falta de psiquismo." Aí então você vai vendo que eh o próprio movimento da mente, às vezes quando ele necessita ser preenchido, você preenche com o corpo. Então, isso surge uma estereotipia. O que que eu quero dizer com isso? Tá certo? Nem
toda a estereotipia é patológica, apesar de ser um achado psicopatológico, tá bom? E acontece em tudo. Acontece inclusive faz parte do desenvolvimento normal. Então, crianças no geral elas têm estereotipias. Isso não significa que ela tem autismo, TDH ou algum transtorno do neurodesenvolvimento. Óbvio que transtornos do neurodesenvolvimento aumentam a probabilidade delas terem estereotipias e aumenta inclusive a a probabilidade dessas estereotipias gerarem algum prejuízo, então algum às vezes lesão se alguma coisa mais grave. Mas lembra, nem toda coisa comportamentos e principalmente fragmentos de comportamento, eles são específicos, eles apontam para algum transtorno mental. Lembrem disso, porque isso
é psicopatologia. é bem feita, bem feita. Vocês t que aprender. Quem trabalha com saúde mental, quem atende paciente psiquiátrico, tem que saber psicopatologia, você tem que saber lidar com doente, tá certo? Não inventa de atender ou não inventa de fazer as coisas sem saber isso aqui. Isso aqui é muito importante. Beleza? Bora pra próxima. Flexibilidade será. Esse aqui basicamente é um achado que tem na catatonia, tá bom? E o que é que eu já tinha falado lá um pouco sobre catalepsia? Lembra que o paciente ele vai est hipocinético, vai est rígido, só que na catalipsia
ele não ia ter a mobilidade passiva. Aqui ele vai ter a mobilidade passiva, tá certo? E o que que seria essa mobilidade passiva? É basicamente você mexer mexer ele e ele não oferecer assim tanta resistência, tá certo? você às vezes conseguir deixar ele numa posição que você de uma certa forma fez com que ele ficasse. Isso seria justamente esse componente de moldar o paciente. Por isso que é o sério, tá? É como se fosse cera. Quando você pega ali uma velazinha de cera e você entorta ela, ela fica entortada naquela direção. Então o paciente ele
vai ter esse componente amoldável, tá? que isso não acontece tanto assim na catalepsia, que é só rigidez sem essa a essa amoldabilidade, tá? Vamos lá. An example of waxy flexibility. Here I'm going to examine this arm. Could you relax it? Relax. Very good. Ok. Now it feels limber, but at first it's kind of stiff. All right. Excellent. Go and your hand back down. In this instance, the patient exhibits tonic resistance to passive attempts to move his arm at first, which relaxes within a few seconds. As this is a discrete finding, waxy flexibility would be scored
a three for present. Note that the DSM5 defines waxy flexibility differently, that is as slight even resistance to positioning by examiner. On the Bush Francis Catonia rating scale, slight even resistance throughout the passive range of motion should be scored as mild rigidity. Bom, você vê aqui que eles até definem flexibilidade séria um pouquinho diferente, cada um tem sua definição, tá certo? Mas seria justamente essa mobilidade passiva. Aqui no vídeo, o paciente ele faz um pouquinho de eh um pouquinho de resistência inicial e aí depois ele se move de acordo com o desejo do examinador, tá?
Isso nem sempre vai est presente e mas assim quando tem é uma flexibilidade será muito muito clássica, tá bom? Mas nem sempre você tá presente, tá? Isso na prática inclusive é mais exceção do que regra, beleza? E aí vamos falar dele, tá? Eu gosto muito disso aqui. Maneirismo. O maneirismo muita gente confunde com a estereotipia, mas lembra, a estereotipia ela não tem uma finalidade, não tem assim uma proposição, um direcionamento. O maneirismo, eles são movimentos expressivos, guarda essa palavra, e serve a um propósito comunicativo. Então ele tem um certo finalidade de comunicação, só que como
ele é expressivo, ou seja, como ele é caricatural, esse movimento ele vai perder, ele vai perder a autenticidade, ele vai ficar exagerado, vai ficar desarmônico, vai ficar às vezes com grande amplitude, vai ficar rebuscado demais ou vai ficar estilizado demais. Então assim, caricatural seria você eh você ter um certo tipo assim de exagero ali na sua postura, no seu gesto, na sua mímica, na sua vocalização. Eu vou dar um exemplo aqui, tá? Muito simples, tá certo? Obviamente, eh, quando eu tô aqui na postura de professor, eu eu faço um pouquinho de maneirismo, tá certo? É
como se eu entrasse no personagem professor para dar aula, tá? Óbvio, eu não me comunico assim dessa forma no meu dia a dia. Geralmente eu falo um pouco mais lento, geralmente falo um pouco mais calmo, eu não sou tão didático assim, tá? Às vezes assim, eu sou também inclusive um pouco menos brincalhão, não sei, né? Mas eh isso é uma postura maneirística, tá? Só que isso é uma postura maneirística também ali um pouco saudável. Então é um achado psicopatológico, mas é um achado psicopatológico saudável. Só que a gente vê muitos maneirismos às vezes em diferentes
transtornos. Então, por exemplo, imagina que tinha um paciente lá que a gente atendia, que ele tinha esquizofrenia, que todo dia ele chegava e ele dava uma caixa de bombons, né? E isso tem um propósito comunicativo que é fazer as pessoas gostarem de você. Mas essa caixa de bombom, ele dava para qualquer pessoa que fosse passando assim. Então ele aprendeu que dar uma caixa de bombom geralmente faz as pessoas gostarem dele. Só que esse comportamento ele fica meio caricatural. é quase como se fosse um comportamento enxertado que não gruda e não fica espontâneo na pessoa. Então
isso é um maneirismo, tá? É um amaneiramento, tá? Quer outro exemplo, muitas pessoas elas falam que ah, pessoas autisticas têm masking, né? Mas aquele sinônimo de que você vai mascarar, né? E isso vai, enfim, fazer com que não seja um reconhecido ali que você tem autismo, né? E assim, pessoal, o masking ele às vezes pode até ser um maneirismo, mas assim, se ele é passável, isso não é um maneirismo, tá certo? Manerismo geralmente você identifica, ele soa estranho, tá certo? Então assim, o que que seria um um manerismo assim de um autismo? Eu tinha um
paciente que ele ia me cumprimentar e aí eu cumprimentava ele, o fulano, tudo bem? E aí ele ele ele ria assim, sabe? Ele ria de uma forma muito exagerada, assim, muito expressiva, tá? Por quê? porque ele aprendeu que se comunicando com as pessoas, geralmente você costuma dar um sorriso. E eu acho isso bem legal, tá? Um esforço muito grande assim dos pacientes, acho isso muito bonito assim deles de tentarem inclusive assim compartilhar dessa norma social que geralmente é aceita, né? Mas você vê que fica assim um pouco caricatural, tá? O paciente que às vezes ele
tem autismo e ele tem é forçado a olhar pro olho de uma pessoa, isso também é uma postura maneirística, tá certo? É um é um é um achado maneirístico, né? Então isso também se classificaria como maneirismo, mas óbvio, tem maneirismos de todas as formas. Tem maneir maneirismo também pacientes histéricos, aqueles pacientes que ficam teatrais demais, exageram demais ali no relato e que você sente assim, nossa, essa pessoa tá exagerando. Isso também é um achado maneirístico, tá? Então você bota lá bem bonito no seu exame psíquico, tá? Maneirismo na psicomotricidade. Pode ser de gestos, de mímica,
de vocalização. Maneirismo acontece em tudo. É a estilização da comunicação, tá? É o barroco, né? O rococó, o parnasianismo, né? na comunicação. Vamos ver aqui um exemplo. >> E nesse ele tá andando, tem a intenção de andar e de fazer uma comunicação, mas é muito exagerado, tá? Estranho. E aqui vou lançar um desafio, tá? Você viu que essa essa andar ele tá relacionado com o contexto. Então assim, você viu que o examinador ele pediu para ele ir pra cama e aí ele foi andando de uma forma muito eh muito esquisita ou então muito caricatural. Mas
você vê que ele é proposital. Proposital no sentido de que assim cumpre um propósito que seria o propósito de responder a solicitação do médico de pedir que o paciente fosse pra cama, tá? Isso é o maneirismo. Vamos supor que o paciente ele anda assim dessa forma, só que nenhum tipo de solicitação. Ele anda assim porque ele anda dessa forma. Isso seria uma estereotipia, tá? Por quê? Porque é despropositado. Isso é um uma nuance, mas é legal, tá? Legal para você saber. Ele tá contando aqui o que que aconteceu no dia dele, mas vê quanto que
ele tá sendo expressivo. O o gesto tá de uma amplitude muito grande, fica meio cara natural também. É um maneiro. If this occurs several times throughout the interview, we would score it a two for frequent. So um how was lunch? Well, I had myself a turkey club sandwich. It was light on the mayo, but it was toasted to perfection. Interessantíssimo aqui que o médico ele faz uma pergunta, né? E aí o paciente ele responde de uma forma totalmente diferente, né? Enfim, tipo de como ele é, ele responde como se ele tivesse falando no passado, né?
Enfim, de um não passado tempo verbal, mas no passado, tipo, que ele, sei lá, fosse uma pessoa muito mais do passado de uma forma estranha. Então é também um maneirismo, tá certo? Relacionado à fala. Se você for parar para prestar atenção, as variações linguísticas, os sutaques das pessoas, né, eles são maneirismos, tá? Só que é um manerirmo aprendido durante muito tempo e repetido, tá? Isso assim, isso agrega a personalidade de uma pessoa, mas vamos supor que o pessoa, ela se muda recentemente para um outro estado e ela começa a falar com o sotaque daquele estado,
tá? Isso é estranho, principalmente para quem vê e conhecer aquela pessoa. Isso é um maneirismo, tá? Isso é bem legal. Bom, voltando aqui, a gente vai para um outro alteração qualitativa que é interceptação. Essa é bem fácil. Basicamente o paciente, ele tá fazendo alguma coisa, ele para bruscamente de se movimentar. Esses achados de interceptação na psicomotricidade, ele geralmente tá relacionado a vivências delirantes, tá bom? Ou seja, o paciente geralmente ele vai atribuir que ele se parou de mexer ou porque teve alguma influência externa, tavam fazendo macumba, tava fazendo alguma coisa, alguém tá controlando ele ou
então que o pensamento dele foi roubado. Então é muito comum às vezes a gente tá conversando com o paciente, ele para subitamente e aí você pergunta: "O que foi que aconteceu?" Aí ele fala: "Não, roubaram meu pensamento". Isso é inclusive um sintoma de primeira ordem de Kurt Schneider e aponta muito pra esquizofrenia. Só que o paciente, ele não vai geralmente falar que roubaram o meu pensamento. Primeiro você vai perceber que ele parou de se movimentar. Ou seja, a interceptação na psicomotricidade é o caminho ou é a chave para você achar o roubo de pensamento, que
é ali um sintoma de primeira ordem de castin e mata lá um diagnóstico belíssimo de esquizofrenia, tá? Beleza? Vamos lá. Bom, começou a controlar a minha digestão, controlava o alimento dentro do meu corpo. Então, teve uma época que eu tinha que comer evacuar imediatamente, porque senão o algoritmo ele ia controlar o alimento dentro de mim, entendeu? Então, comecei a fazer isso. >> O alimento dentro de você? >> Sim. >> E você notou mais alguma coisa que o algoritmo conseguia fazer com seu corpo? Moro com a minha mulher e com o meu cachorro. Vê que foi
muito sutil, mas ele tava em uma linha de pensamento. Aí ele parou, ele ficou um pouquinho parado. Isso é interceptação e aí ele respondeu uma coisa diferente, tá? Isso causa um estranhamento no examinador. >> Pera, eu não entendi muito bem. A gente tá falando aqui sobre o algoritmo e você falou um pouco sobre sua mulher e seu cachorro. Você sabe me dizer o que que aconteceu? pensamento deu uma fugida também, né? Tá vendo? Acho que às vezes é isso, é isso que acontece. Ele fica controlando as nossas ideias e aí logo em seguida ele atribui
uma vivência delirante a isso, tá certo? Então assim, ele tá sendo controlado, então o algoritmo tá controlando as ideias dele. Isso é geralmente como é que a interceptação vem na prática. O outro achado e o último, tá, da psicotromotricidade ou então pelo menos do campo qualitativo, é a perseveração, que é justamente a repetição de uma ação que foi iniciada corretamente. Então, para perseverar, primeiro a ação, ela tem que ser executada uma primeira vez, ela é executada certa e o paciente fica ali perseverando, tá? Isso pode acontecer inclusive em palavras, tá bom? Então você pergunta pro
pro paciente, né, tipo, ah, aquele exemplo que eu dei, né, de ele é uma ecolalia do paciente foi falando boa tarde, mas ele também é uma perseveração, tá? Do paciente fica falando boa tarde, boa tarde, boa tarde. Depois que eu perguntei, né, ou então que eu dei boa tarde ou como que ele tá. Então isso é um achado também que aparece muito em esquizofrenia ou catatonia. Vamos ver como é que isso aqui aparece na prática. Examples oferever. I'd like you to tap three times on the table. In this example of motor perseveration, the patient persists
in tapping beyond what was asked. We would score this as a three for present. Verbal perseveration can occur as well when a patient provides the exact same response to a series of different questions as illustrated in the following video or alternatively as a patient on a topic during the interview. Eggs and pancakesleggs and pancakes. >> Aqui vê. Ele perguntou qual foi seu café da manhã. Aí ele falou: "Panquecas e ovos". Depois ele perguntou: "E como é que você dormiu na última noite?" "Panquecas e ovos?" Ele responde certo da primeira vez, mas depois ele fica perseverando,
tá? E aparece assim mesmo na prática. Então essa é a perseveração. É muito comum também quando a gente tá, por exemplo, fazendo o exame lá das a das apraxias, né? Então a gente pede: "Ah, por favor, fala aí, faz um pouco como que você eh pega essa carta aqui, né? E, desculpa, pega esse papel com a mão direita, dobra no meio e depois me entrega com a mão esquerda. É muito comum às vezes quando o paciente ele tem uma praxia que também suja a perseveração junto, tá? Então, às vezes ele fica um pouco travado naquele
movimento, ele fica repetindo aquele movimento várias vezes. E isso obviamente já é uma dica de como que a gente examina a psicomotricidade. Gente, achados da psicomotricidade no geral eles são muito autoevidentes, tá? Então você olha, você já sabe que o paciente tá tendo aqui, eles se manifestam. Mas às vezes a gente tem que fazer algumas solicitações para facilitar, principalmente naqueles pacientes que a gente suspeita de alguma coisa, então vê ali que tem alguma coisa mais do espectro ali da catatonia. E como que seria essas solicitações? Às vezes instrução, tá, para ação. Então, por exemplo, me
mostra aí como é que você escova os dentes, né? Enfim, então você pode pedir uma instrução e o paciente faz isso, né? E também, né? Eh, você pode às vezes induzir o movimento no paciente, que é aquilo que eu falei, né, de coçar um pouco a cabeça e ver se o paciente lhe imita, ou então fazer uma careta e ver se o paciente limita. E obviamente também eu vou deixar uma dica muito interessante que é paraa flexibilidade será. Lembra que a gente falou um pouco que as flexibilidade será ou então um esse tipo de movimentação,
ele também ele pode se relacionar um pouco a pacientes que estão mais sugestionáveis. Então assim, se você vai mexer ou então se você vai mexer no braço de uma pessoa, né, como é que você vai justamente medir isso? Às vezes a pessoa ela pode ser cooperativa demais e ela pode movimentar justamente porque ela tá cooperando, tá? Eh, e aí é muito interessante quando você for avaliar um paciente catatônico e você quer, por exemplo, ver se ele segura na mesma postura, se você pega o braço dele e deixa assim e vê se vai ficar lá, você
pode justamente falar pro paciente: "Olha, não é obrigado você ficar assim, tá?" E às vezes ele ele volta. Uma outra coisa também interessante é e assim quem fazia isso era bloiler, tá? ele ia examinar pacientes catatônicos e para não induzir o paciente, como é que ele fazia? Ele ia lá e fingia que ele tava checando o pulso arterial e ele checava o pulso arterial um pouco assim mais na frente, né? Enfim, tipo, ele levantava assim o braço para deixar o paciente numa posição desconfortável. E aí quando ele terminava de checar o pulso, ele via se
o paciente mantinha ou não mantinha lá, tá, a rigidez naquela postura. E aí o que que acontece? Se o paciente mantivesse, ele considerava o positivo. O normal depois que um um médico checa o pulso, é o paciente baixar o braço normalzinho, tá? Então isso são formas de você também fazer essa essa aumentar a sensibilidade do seu exame na hora que você for avaliar a psicomotricidade. Dá instrução para agir. E lembra nas apraxias, instruções simples média. instruções sequenciais, como é o caso da carta média ideafetiva, e também você realiza próprios comportamentos para ver se surge algum
fenômeno ali de eco, tá? Eraxia, ecomimia, ecolalia, tá? E assim costuma ser bem legal, pessoal. É isso. Aula completíssima sobre psicomotricidade. Se você tá curtindo essa série aqui de aula, por favor, compartilhe, curta, deixa aqui nos comentários. Isso ajuda muito, tá? O nosso canal, isso ajuda a gente a crescer e é o mínimo, tá certo? por receber um conteúdo gratuito assim dessa qualidade, tá? Então assim, ajuda a gente também. Peço que você deixe aqui seu compartilhamento e também seu like se você gostou. Se você tá assistindo isso aqui pelo curso também eu peço que você
deixe suas dúvidas. A gente sempre responde aqui os comentários diz se a aula tá bacana, se a aula não tá bacana, tá? Convido vocês a a interagir por aqui e a gente também sempre deixa aqui nos cursos os nossos materiais disponíveis. Quem ainda não tá, continue assim. Eu sugiro que vocês entrem, pelo menos conheçam, tá? A nossa proposta tá aqui nas descrições, a gente sempre deixa aqui na descrição do vídeo todos os nossos cursos, todas as nossas propostas e a gente se encontra lá dentro ou também no próximo episódio, na próxima aula, que a gente
vai ter aqui de funções psíquicas, que eu acho maravilhoso, tá? Um abraço a todos e até breve.