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Pedagogia EaD Campus Muzambinho
Boa noite a todos sou a patría hoje eu vou ajudando peço para que todos a você prefere responder as perguntas ao final ou durante bom eu preparei uma apresentação uma espécie de revisão do conteúdo então talvez seja melhor eu apresentar né e abrir no final pras questões Mas se tiver alguma questão que seja assim Muito importante alguma observação que alguém queira fazer durante a apresentação tudo bem Tá ok a gente vaiando então peço que manham os microfones e as câmeras desad por favor não saiam sem assinar de presença bom isso é muito importante para comprovar
presa uma boa aula a todos boa aula professora carissa e aproveitem vai tirar todas asas tá joia muito obrigada Patrícia Pela recepção e pelo apoio né É um prazer muito grande estar aqui reunida com vocês hoje eh são poucas as oportunidades né então acho que é um momento muito importante pra gente aproveitar eh fazer uma revisão do conteúdo esclarecer as dúvidas né e prepará-los não acho que não só para avaliação como para atuação profissional de vocês né já assim eh com uma bagagem sendo construída ao longo desses quatro períodos de curso né Já Vocês estão
eh com uma bagagem bem sólida Então eu acho que esse é um momento importante para auxiliá-los orientá-los em relação ao trabalho com a língua portuguesa né Eu trouxe assim eh algumas reflexões algumas contribuições que eu penso que serão muito úteis para vocês no trabalho de sala de aula né então eu acho que é mais nesse sentido que eh a gente faz esse encontro hoje a nossa disciplina Começou assim com grandes desafios né eu sei que Eh foi um início eh bastante agitado com muita dificuldade para alguns mas da passadas aquelas primeiras semanas eu acho que
nós fomos entrando assim caminhando né entrando no ritmo pegando o ritmo e todos conseguiram avançar bem né pelo menos foi esse o o feedback que nós tivemos do de alguns tutores eh eu vou então aqui pessoal projetar a minha tela e E aí vocês só me sinalizem por favor se vocês estão visualizando bem se o Áudio está legal se vocês estão escutando bem tá pra gente poder seguir porque quando eu compartilho H fica difícil visualizar aqui o chat e e acompanhar alguma mensagem então vocês me sinalizem por favor eh se Vocês conseguem ver e ouvir
bem tá tudo ok pessoal Ok profess a imagem tá jo então eu vou seguindo caso tenha algum problema vocês me avisem por favor tá bom eh nós estamos então com a Disciplina de metodologia do ensino da língua portuguesa eh eu já havia me apresentado rapidamente né para vocês logo lá no início da disciplina eh eu sou professora com formação em língua portuguesa tenho mestrado e doutorado na área eh o material da disciplina como vocês viram as videoaulas tudo preparado pelo professor Daniel William eh Daniel Professor Daniel William ele está afastado paraa realização do doutorado Dele
então por esse motivo é que eu assumi a disciplina nesse momento né Eh então todo esse material que eu preparei hoje eh é um material autoral tá então vocês vão ver que eu tentei pincelar eh alguns pontos os do material do professor Daniel William mas também trouxe algumas contribuições h de outros materiais próprios e de outras reflexões que eu já fiz em outros momentos tá então eu acho que de certa forma eh nós conseguiremos complementar o que vocês Eh vieram trabalhando ao longo dessas últimas semanas Ok ã então eu organizei aqui por unidades da maneira
como o professor Daniel William fez com o material de vocês né H logo na unidade um nós trabalhamos os conceitos de linguagem e língua língua e linguagem né E como esses conceitos eles se relacionam eh com o ensino de língua portuguesa Então os principais tópicos foram muitos tópicos abordados ali naquela primeira semana né que foi Dividida em A e B foram duas partes ã mas eu destaquei aqui os principais tópicos abordados para que vocês possam fazer uma revisão ao long ao longo desta semana tá eh língua e linguagem funções da linguagem formação da Língua Portuguesa
e ensino da língua portuguesa no Brasil desses quatro tópicos eu vou abordar especificamente aqui com vocês hoje língua e linguagem e funções da linguagem tá os outros dois tópicos eu vou deixar para vocês fazerem ã uma Revisão individualmente por que que eu seleciono língua e linguagem aqui para trabalhar para discutir com vocês porque acho que esses são dois conceitos muito importantes que precisam ficar bem claros para o professor de língua portuguesa tá então o que que é a linguagem língua e linguagem são a mesma coisa não primeiramente a gente precisa diferenciar esses conceitos né O
que que é a linguagem a linguagem é um sistema Então ela é um conjunto de signos ou de Elementos que se relacionam entre si de maneira organizada indo então esse sistema tá E aí vocês já devem ter visto em algum momento né ao longo da formação de vocês ã que há vários tipos de linguagem nós temos por exemplo a linguagem verbal né que é aquela que é trabalhada ã ao longo de toda a nossa formação de todo o nosso período escolar a linguagem vermal ela tem por unidade a palavra né a palavra é a base
da linguagem verbal então Coloquei um exemplo aqui para vocês uma placa né ah que poderia ser afixada em qualquer local em qualquer enfim comércio né E numa escola num hospital enfim silêncio por favor linguagem não verbal a linguagem não verbal ela tem outros tipos de unidade né ela se constitui ã com outros elementos como gesto movimento a imagem então eu coloquei aqui para vocês uma imagem que também representa um um pedido de silêncio Então esse movimento né com o Dedo indicador ah à frente da boca um pedido significa né um pedido de silêncio e o
que que é a linguagem sincrética que às vezes não é tão mencionada né a linguagem sincrética nada mais é do que a combinação de várias linguagens eu posso ter por exemplo a combinação ã da imagem com a palavra então no mesmo cartaz no mesmo texto eu posso ter a imagem né com esse pedido de silêncio e uma indicação ali verbal também Mantenha o silêncio okok Tudo bem aí Oi só um minutinho você tá passando ess slides porque ele está parado não não passei ainda agora que eu vou passar agora que eu vou passar mudou modificou
aí para vocês passei pro terceiro agora não na capa ainda está na capa é por isso que eu perguntei porque tá no primeiro a Ah ainda está no primeiro que que será que aconteceu eu acho que eu vou só um Minutinho Talvez seja melhor eu utilizar vou fechar então eu vou utilizar o pdf eu acho que é melhor é na verdade eu já estava no segundo só um minutinho que eu vou colocar o pdf acho que o pdf é melhor bom acho que apareceu para vocês né apare isso agora tá rodando agora apareceu com linguagem
isso tá então desculpem Gente vou retomar aqui então eh a linguagem ela se desdobra aqui né Em lingu verbal linguagem não verbal e linguagem sincrética Como eu disse para vocês na escola nós devemos trabalhar com os nossos estudantes com as nossas crianças os nossos adolescentes não somente a linguagem verbal né porque os textos eles se constituem de múltiplas linguagens Principalmente nesse mundo mediatizado em que nós vivemos então nós temos a linguagem verbal que tem por unidade a palavra a não verbal que inclui outras Unidades outros elementos como gesto movimento a imagem né e a linguagem
sincrética que combina então a linguagem verbal com a linguagem não verbal Ok então aí seria a definição de linguagem e a língua né como é que a gente pensa a a língua em relação com a linguagem a língua ela é linguagem também mas ela é a única modalidade de linguagem que é formada por palavras e as suas leis combinatórias porque nós temos lei né ã que são utilizadas para fazer a Combinação entre essas palavras então eu fiz uma representação visual para que vocês possam entender que nós temos um conjunto mais amplo né esse conjunto aqui
grande de elementos ã que eu denominei como linguagem porque nós temos diversas linguagens e aí eu tenho por exemplo a linguagem televisiva linguagem cinematográfica eu tenho diversas linguagens e eu tenho um conjunto ali menor que é o conjunto da língua e temos Diversas línguas também né língua portuguesa língua espanhola língua italiana a a língua de sinais a Libras né então nós temos a as línguas ã naturais as línguas que formam esse pequeno grupo dentro desse conjunto maior que é o conjunto da linguagem tá então o que que é a língua a língua é essa parte
social da linguagem porque ela é exterior ao indivíduo né e ela obedece a leis H que são leis do contrato social Então os membros de uma Comunidade eles estabelecem essas leis e a partir desse contrato as pessoas interagem elas se comunicam utilizando essa mesma língua tá E aí H um ponto importante que eu acho que para todo professor né de língua portuguesa nós sempre pensamos na fala e na escrita né né Nós temos Ah uma mesma língua que se desdobra em modalidades então nós temos a modalidade oral e a modalidade escrita e nós sabemos que
fala e escrita são distintas Né Elas têm regras próprias ã um texto ã oral ele é diferente de um texto escrito geralmente o texto oral geralmente né tomem cuidado com com esse termo geralmente Ahã o texto oral ele é mais informal ele não segue ã a a a norma padrão né ali arrisca ã então geralmente ã na comunicação oral nós cometemos alguns desvios alguns Deslizes ã problemas talvez de concordância de Regência né são muito comuns na na Oralidade eh considerando aí as variedades linguísticas Que Nós já vamos trabalhar daqui a pouquinho e na escrita normalmente
há um cuidado maior um respeito maior à Norma padrão da língua é claro que eh nós precisamos relativizar isso porque ã há diversos gêneros orais e diversos gêneros escritos e alguns mais formais e outros menos formais a comunicação por exemplo via mensagem de texto a comunicação por WhatsApp a comunicação nas redes sociais Sociais eh ela se dá de forma escrita muitas vezes mas faz uso de uma linguagem informal né E aí nós temos por exemplo outros gêneros orais como telejornal rádio jornal que apesar de serem orais eles hã se constituem com base na Norma padrão
da língua então por isso que a gente tem que tomar muito cuidado ao diferenciar né a oralidade escrita porque nós temos gêneros textuais orais Mais e menos formais e gêneros textuais escritos mais e menos formais né então é preciso um estudo mais mais aprofundado do gêneros pra gente conceber essas distinções aqui eu trouxe algumas citações do Luiz Antônio Marcus um grande linguista brasileiro que nos deixou recentemente e essa obra dele fica aqui como referência para vocês ele faz algumas reflexões sobre a língua e de todas essas reflexões que eu trouxe aqui o que eu queria
destacar para vocês É esse caráter social né então vocês podem ver lá na primeira citação que ele diz que a língua é um conjunto de práticas sociais então pensar nessa prática social né Essa questão ã da língua inserida num tempo num espaço ã ah ali na segunda citação ele fala sobre a língua como eh um um elemento né Uma Peça fundamental ali não só para a transmissão de mensagens né mas para a a interação entre os indivíduos né então é A língua que permite essa interação permite que os indivíduos se entendam né Eh ali no
no meio né ou a terceira citação a língua como uma forma de ação né Ou seja a falar é agir e eu eu eu ajo através da minha linguagem né então é importante pensar nesse trabalho que eu desenvolvo por meio da língua esses indivíduos em sociedade né que são capazes de agir por meio da linguagem e ali na última citação né esse destaque paraa língua mais uma vez né como um Fenômeno social mas um fenômeno também cultural histórico e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com os falantes então a língua ela
é muito dinâmica né H A partir do momento que ela é utilizada em sociedade a partir do momento em que ela funciona como ferramenta de troca de contato ela também se transforma né Eh isso nós vimos ao longo da da nossa disciplina e essa essa língua Ah e essa linguagem né ambas Elas têm Algumas funções eh acho que vocês estão visualizando aí na tela né Se tiver algum problema vocês me sinalizem por favor eu coloquei aí para vocês algumas das funções da linguagem então no processo comunicativo eu tenho basicamente né Essa aqui é a representação
de jacobson né que é um grande ã linguista um grande nome na área da comunicação e que aparece em muitos livros didáticos também né Ah nós temos aqui a representação da Comunicação a partir h de de alguns dos seus elementos Então eu tenho um emissor né uma mensagem que chega a um receptor essa mensagem ela se constrói por meio de um código eu preciso de um código para construir essa mensagem essa mensagem é enviada por meio de um canal que pode ser por exemplo a fala né neste momento aqui Ah eu tenho uma mensagem que
é enviada por meio deste canal que é a fala é a voz né e tudo isso dentro de um contexto no nosso caso aqui é o Contexto de aula né uma revisão ã da disciplina Ahã considerando todos esses elementos aqui da comunicação eh nós podemos pensar nas funções que a linguagem tem então quando a linguagem ela é centrada no emissor ela é centrada no eu né eu digo que eu tenho o quê a função emotiva ou expressiva quando a a a a gente tem o foco no receptor eu tenho ali a uma função conativa né
eu tenho os Textos conativos ou apelativos aqueles que são centrados no receptor E aí eu tenho também textos que são centrados né Eh nesses outros elementos então eu tenho por exemplo o foco na mensagem a linguagem poética né os textos poéticos eu tenho a mensagem centrada no canal centrada no código centrada no contexto né E aí por exemplo no contexto ã eu tenho os textos referenciais ou informativos os textos jornalísticos por exemplos né Por exemplo eles têm foco no Contexto E aí H é importante que a gente pense no trabalho né em sala de aula
quais são os textos e ã Quais são as funções que eu observo ã nesses textos eu coloquei só alguns exemplos aqui vou passar bem rapidamente e aí depois eu irei disponibilizar o material para vocês fazerem a leitura com calma né então por exemplo aqui ã nos textos com função referencial ou informativa eu destaquei ã uma notícia né uma notícia de jornal um jornal impresso a gente Consegue observar o uso da terceira pessoa né Essa objetividade o emprego de nomes próprios e de estratégias argumentativas então tu isso tudo isso a gente consegue identificar aqui eh os
textos com função emotiva ou expressiva então aquele texto em que ã eu percebo a subjetividade do do emissor então o uso da primeira pessoa né a o emprego de adjetivos e advérbios que trazem essa subjetividade para o texto né E aí qual Que é o o objetivo Qual que é a função aqui é criar mesmo essa proximidade com o leitor né com o receptor da da mensagem ah outros textos Tem uma função conativa ou apelativa né quando eu faço um apelo quando eu ã chamo a atenção do do receptor né desse meu interlocutor aqueles textos
publicitários por exemplo né que convocam o interlocutor para que ele adote uma ação né Eh e aí eu coloquei aqui por exemplo eh uma propaganda de divulgação de de livros né uma campanha de leitura e a a a manchete já convoca né esse interlocutor leia para uma criança os textos com função f que são aqueles que testam o canal de comunicação né trouxe aqui como exemplo uma letra de música que representa aqui pra gente né esse momento em que eu falo para vocês por exemplo vocês estão me ouvindo o som está bom né Vocês estão
Visualizando aqui a minha tela então quando eu faço isso o que que eu estou ã empregando aqui estou empregando recursos ah fáticos né são elementos fáticos que eu estou trazendo aqui então ah essa minha fala eh busca testar esse canal verificar se esse canal está funcionando né então eu tenho aqui a função fática e aí percebam que os textos eles combinam né diversas funções eu não vou dizer que ah esse texto ele tem uma função x e não tem nenhuma outra Função Às vezes a gente tem tem ah funções que se combinam né elementos que
se combinam na Constituição dos textos e aí Ah temos ainda os textos com função metalinguística que são trabalhados na na escola também né quando o aluno faz uso do dicionário quando ele faz uso da gramática quando ele faz uso ã de um glossário de uma enciclopédia quando ele faz uma pesquisa na internet por exemplo né O que que a gente tem aqui a função metalinguística né quando eu busco Definições quando eu busco conceitos né é a linguagem ã que recai sobre si mesmo a linguagem que tenta se definir eu coloquei aqui por exemplo a definição
de Cultura né O que que é cultura então eu utilizo a língua eu utilizo o código para descrever o próprio código então eu tem a função metalinguística e os textos com função poética que também são muito trabalhados na na escola né bom então basicamente o que eu queria ã destacar Aqui nessa primeira unidade ã era essa distinção entre língua e linguagem e Essas funções eu sei que o material não deu tanta ênfase nessas funções né Ah mas eu considero que elas são extremamente importantes pro nosso trabalho enquanto professores de língua portuguesa tá então por isso
que eu ã coloquei esse foco maior na distinção entre língua e linguagem e nas funções da linguagem tudo bem gente até aí Tudo ok professora a única dúvida que Surgiu até agora é se você poderia disponibilizar os slides ao final disponibilizo pode deixar que eu disponibilizo tem bastante coisa Para né vocês lerem para vocês estudarem eu eu libero sim podem ficar tranquilos tá bom pessoal seguindo então aqui na unidade dois ciência linguística e ensino que eu considero uma das né mais importantes aqui pro nosso trabalho até porque eh a minha formação é em língua portuguesa
e linguística Então eu tenho Um carinho especial com com a linguística né Eh e o que que foi abordado ao longo dessa unidade a linguística em si né então o que que é a linguística a sociolinguística o que que é a sociolinguística a variação linguística em relação com a norma padrão né ou as variações linguísticas em relação à Norma padrão e a questão do preconceito linguístico e aqui eu já coloquei uma citação logo abaixo né Eh que é do Marcos banho né que é um um grande sociolinguista brasileiro então quando a gente pensa na sociolinguística
eh vários nomes vem a mente mas ele é uma referência tá na sociolinguística brasileira e aqui ele tem H uma reflexão sobre o preconceito linguístico achei bastante interessante Hã eu tirei de um livrinho bem pequenininho e eu recomendo a leitura desse livrinho para vocês né Vocês leram a língua de oláa e esse outro livrinho Ele trata somente do preconceito linguístico que é o preconceito linguístico O que é como se faz né E aí logo ali na introdução do livro vejam que está na página nove ele diz o seguinte o preconceito linguístico está ligado em boa
medida a confusão que foi criada no curso da história entre língua e gramática normativa Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão uma receita de bolo não é um bolo o molde de um vestido Não é um vestido o mapa munde não é o mundo também a gramática não é a língua então eu acho acho muito importante né Essa citação pra gente iniciar aqui a reflexão hã a respeito da unidade dois Porque existe né sempre existiu e ainda continua existindo essa confusão né entre ã a gramática e a língua né então a gramática não é
a língua a gente deve trabalhar com gramática em sala de aula a gente vai discutir isso um pouquinho Mais à frente né não é não é uma questão tão simples assim deve não deve né O que que é a gramática primeiro a gente tem que conceituar o que que é a gramática né mas de início é importante que a gente saiba que a gramática não é a língua então na sala de aula nas minhas disciplinas de língua portuguesa não vou trabalhar eh gramática né exclusivamente gramática eu vou trabalhar a língua né por meio da leitura
da escrita que são vistas como práticas sociais Então a Gente vai discutir isso um pouquinho mais a fundo bom para início eu coloquei aqui nesse slide né o o título linguística e Sci linguística para que a gente entenda o que que é a linguística né a linguística vocês viram lá no no capítulo né na no material que a linguística é uma ciência né Assim como existem diversas outras ciências a linguística é uma ciência né E ela tem por objetivo explicar pra gente como é que funciona linguagem humana então o Objetivo dela é elucidar o funcionamento
da linguagem humana né então ela vai descrever explicar como essa linguagem funciona tá é claro que existem diversas outras linguagens né linguagens não humanas mas a linguística recai aqui no estudo da linguagem humana e aí o fiorin que é um grande linguista brasileiro professor da USP de São Paulo o fiorim fala assim pra gente a linguística é uma ciência porque ela ao contrário da gramática não se pretende Normativa não tem por finalidade prescrever como se deve dizer mas sequer descritiva e explicativa tem por objetivo dizer o que a língua é e porque é assim assim
como um químico não diz que uma reação é certa ou errada um biólogo não declara que determinada espécie não deveria existir ou que ela é feia um linguista não Condena certas maneiras de falar mas procura descrever e explicar as construções formas então o que que a gente tem aqui né a Linguística essa ciência que ela se contrapõe a gramática tá então geralmente existe ali um um embate né Eh entre a linguística e a gramática por quê Porque a gramática ela é normativa normativa vem de Norma né então ela é prescritiva ela prescreve regras ela prescreve
como se deve dizer como se deve escrever a linguística não a linguística ela descreve os usos reais então a linguística ela vai a Campo ela observa os usos o que de fato acontece Na interação entre os sujeitos ela descreve e explica esses usos né E aí aqui essa analogia que foi feita com o químico com o biólogo né ah o papel do linguista não é fazer julgamentos de valor e dizer que certa maneira de falar está correta e que outra maneira de falar está errada então não é o objetivo do linguista fazer esses julgamentos de
valor né o objetivo do linguista é simplesmente descrever e explicar como que são feitas essas construções e como Que se constitui essa forma né de comunicação certo e aí a gente volta pro banho né o o Marcos Banho que ele fala também que a linguística é uma ciência que procura descobrir e explicar aquilo que cada falante sabe mas não sabe que sabe então a gente tem uma gramática internalizada que a gente chama de gramática internalizada né e a criança ela já nasce com essa gramática a partir do momento em que ela começa a interagir com
o meio né a par do contato que ela Tem com os adultos ela vai eh despertando essa linguagem construindo ali essa gramática E aí ela sabe por exemplo né já intuitivamente ã Qual que é a ordem né das palavras na língua portuguesa ela sabe por exemplo intuitivamente que a gente começa com o artigo depois o substantivo depois o verbo depois o complemento intuitivamente criança sabe né eh como é que ela deve organizar as palavras e ela fala por exemplo Eh Mamãe Mamãe Saiu ela sabe que primeiro vem o substantivo vem o sujeito e depois o
verbo né ela sabe que Primeiro ela coloca ã o o pronome depois ela coloca ã o verbo então Eh isso é intuitivo A partir dessa gramática internalizada as crianças quando elas começam a fazer as suas primeiras Produções escritas elas cometem diversos né erros entre aspas né diversos erros gramaticais Eh porém eh alguns erros elas não cometem né alguns erros elas não cometem elas sabem ã algumas posições que são características da Língua Portuguesa e aí uma criança por exemplo que nasce num país de língua inglesa ela sabe que a estrutura da língua dela é diferente né
então num país de língua inglesa a gente sabe que o eh o adjetivo ele vem antes do substantivo né e a criança Intuitivamente quando começa a falar ela faz uso dessa sequência que é própria da língua inglesa Então essa gramática internalizada ela existe né E a gente tem que considerá-la a gente tem que considerá-la em sala de aula bom e a sociolinguística onde é que entra a sociolinguística né A sociolinguística é uma das subáreas da linguística então a linguística é uma ciência bem Ampla bem Ampla e ela tem as suas subáreas né as suas divisões
a sociolinguística nada Mais é do que uma área da linguística e vocês devem ter visto lá no no matal que há várias outras áreas a psicolinguística várias outras né e a sociolinguística é uma O que que a sociolinguística estuda a sociolinguística estuda a língua em uso nas comunidades né então é essa relação entre língua e sociedade o próprio nome diz né sociolinguística língua e sociedade e aí a gente entra então na discussão das Variações linguísticas né eu trouxe aqui para vocês uma um um quadro né um um um cartoon que vai retratar aqui pra gente
essa questão da da variação linguística né do português do português todas as línguas TM variações tá gente não é só o português todas mas aqui é uma representação do português né E vocês veem aí uma situação de entrevista a candidata diz falo fluentemente inglês espanhol francês Russo italiano e Alemão E o entrevistador o recrutador pergunta e o português aí vareia bem típico da nossa fala da nossa oralidade né que que são essas variações essas variedades linguísticas elas são essas variações que a língua apresenta né então nenhuma língua é uniforme todas as línguas elas apresentam variações
de acordo com as condições sociais culturais regionais e históricas em que ela é utilizada e o que que é a norma padrão a norma padrão Nada mais é do que uma referência tá então a gente tem essa referência que é a norma padrão é esse modelo a ser seguido né é esse modelo que normatiza o uso da língua seja ela falada ou escrita então é o modelo é referência tá eh nós chegamos o mais próximo possível a norma padrão né em determinados contextos comunicativos mas em outros nós utilizamos as variedades linguísticas e está tudo bem
gente não tem problema né É isso que a gente tem que pensar Principalmente em sala de aula ã para evitar o preconceito a discriminação e a exclusão de estudantes né Eh por quê Porque a gente tem não um uso exato da Norma padrão né Mas algumas variedades que a gente chama de variedade de maior prestígio né a norma culta a gente fala muito em Norma culta né que que é a norma culta ela é composta por aquelas variedades que mais se aproximam da Norma padrão né Eh enfim falada utilizada por aqueles ã Falantes aqueles indivíduos
mais escolarizados né então a escolarização está relacionada aí a um melhor uso da ã Norma padrão certo bom e rapidamente eu não sei se o material explorou tão a fundo mas é um trabalho que a gente faz em sala de aula né com as variações linguísticas então nós temos as variações geográficas E aí eu trou uma tirinha aqui do Chico Bento trou também um caz né as comidas com Nomes diferentes pelo Brasil e aí a gente pensa essa essas variantes geográficas que são chamadas eh de diatópicas então na terminologia da sociolinguística né a gente chama
de variantes diatópicas topo lugar né Eh topo vem de lugar então são variantes que a gente observa eh ao considerar o espaço físico tá então eu tenho por exemplo português de Portugal português do Brasil eu tenho o português baiano ã o português nordestino o portug carioca Né o o o caipira né que é o o mineiro né o nosso mineires aqui o nosso eh português caipira Então essas variantes elas se constróem de acordo com as regiões de acordo com os lugares né Eh em que essas pessoas ã Residem Ok e as variantes sociais são chamadas
de diastráticas né Essa é a terminologia que a gente usa na socio linguística essas variantes sociais elas estão ligadas a fatores que dizem respeito a construção identitária né Então ã Temos vários elementos que influenciam aqui a classe social a idade o sexo a profissão né e eu trouxe aqui uma tirinha do do Angeli eh que traz um grupo aqui de de adolescentes interagindo e a gente percebe que eles fazem uso ali de de termos né a gente percebe uma gíria que é característica desse desse grupo né h e que representa ali ah a identidade desse
desse grupo né então aqui a gente Percebe a as variantes como responsáveis pela construção identitária né dos indivíduos temos ainda as as variantes situacionais chamadas de diafásicas então elas dizem respeito à situação de comunicação então como eu falei para vocês temos situações formais de comunicação e situações informais Então eu tenho por exemplo um bate-papo informal um discurso proferido em um evento solene por exemplo num evento de formatura numa Formatura num evento de colação de grau né então eu tenho uma situação mais formal e uma linguagem própria para esse contexto né se é um bate-papo informal
eh que se dá por exemplo nas redes sociais Eu tenho um outro tipo de de linguagem né h e por fim temos ainda as variantes históricas chamadas de diacrônicas né porque elas atravessam o tempo né então a gente percebe essas mudanças que ocorrem na língua ao longo do tempo né Eh a língua ela é muito Dinâmica Como eu disse ela se transforma então nós temos por exemplo os arcaísmos E aí nessa tirinha aparece pra gente parvoíce além do vzm né vzm parvoíce então são arcaísmos são termos que já estão em desuso né E os neologismos
que são as palavras que vão sendo criadas né H novos sentidos vão surgindo a partir da criação desses novos vocábulos certo bom alguns apontamentos importantes aqui Que eu acho que é o fechamento dessa dessa unidade né primeiramente nenhuma língua é uniforme então a gente precisa combater em sala de aula é o mito da unidade linguística né a gente não tem uma língua que seja uniforme todas as línguas apresentam essas variações né E essas variações elas ocorre em todas as línguas e em todos os níveis fonético morfológico sintático lexical tá e o uso de uma determinada
variedade linguística serve muitas vezes para marcar a Inclusão do indivíduo em um determinado grupo Como eu disse para vocês é um processo identitário né Principalmente quando a gente pensa lá nas ah nas variedades sociais né na nas variantes sociais certo existe porém um julgamento social sobre as variedades linguísticas o preconceito linguístico e isso foi muito trabalhado lá na obra a língua de láa né que eu espero que todos tenham ã conseguido ler né A questão do preconceito linguístico Então existe Esse preconceito que nada mais é gente o preconceito linguístico Na verdade ele esconde ali um
preconceito social né porque tem essa relação com a classe social da qual o indivíduo provém né geralmente são indivíduos menos escolarizados então o preconceito linguístico ele está atrelado ali A esse preconceito social né que é um preconceito de classe eh então a gente precisa combater esse Preconceito linguístico né seja dentro seja fora da sala de aula ou seja em todo lugar né em todo lugar e isso me incomoda muito como linguista né que eu já disse para vocês que eu sou linguista porque as pessoas acham que nós precisamos cor corrigir as pessoas o tempo todo
e não é assim né Eh não é assim a gente não precisa corrigir as pessoas o tempo todo porque às vezes ã o mais importante ali naquela conversa naquele diálogo é a transmissão da Mensagem se a pessoa conseguiu se comunicar conseguiu transmitir o recado que ela precisava ótimo talvez ali não seja o momento de fazer uma correção né e Dependendo da forma como a gente faz também eh isso pode constranger a pessoa né então nós temos que tomar muito cuidado é claro que em sala de aula quando são os nossos alunos a gente pode ter
um diálogo mais aberto né mas eu acredito que assim em outras situações em outras em outros contextos a gente Tem que tomar um pouco ã um pouco assim de cuidado né Eh continuando aqui o conceito de erro linguístico deve ser substituído pelo de ação inadequação então eu costumo dizer assim quando eu falei erro entre aspas né Essa palavra de erro Ah está certo está errado né a gente costuma substituir por adequado inadequado então aqui ó na sua produção textual eu falo pro meu aluno aqui está Inadequado na conversa com o coleguinha você pode usar essa
construção mas aqui no seu texto escrito aqui na na sua produção textual você não pode aqui está inadequado né então a gente eh tem que tomar um cuidado maior né ao tratar do erro né O que que é o erro o que que é o acerto né Talvez seja erro ali naquele contexto mas em outro não né por isso que a gente ã prefere utilizar a essa noção de adequado inadequado certo todas as variantes Linguísticas são corretas desde que consigam cumprir o papel fundamental de uma língua que é a interação verbal entre as pessoas o
bom usuário da língua é aquele que domina as diferentes variantes do seu idioma e sabe usá-las apropriadamente tranquilo pessoal bom se tiver alguma dúvida tá alguma colocação aí em relação à unidade dois vocês podem me apontar por favor tá que eu vou seguindo aqui Com as unidades três e qu fiz um compilado tá gente então eu fiz esse compilado das unidades três e 4 porque elas vão trabalhar com leitura né e produção escrita então eu tentei condensar aqui pra gente entender primeiramente né Eh a importância da leitura né a a importância de desenvolver estratégias que
incentivem e estimulem a leitura o trabalho com gêneros textuais que é fundamental eh na nossa atuação né a leitura e escrita Como prática social Tenham sempre isso em mente né e o ensino de gramática que vem sendo colocado para nós como o trabalho com análise linguística então a bncc já traz né o trabalho com análise linguística Inclusive a análise linguística é um dos eixos ã a serem trabalhados no ensino da língua portuguesa né E aí eu trouxe uma citação de Paulo Freire que eu considero muito interessante aqui pra gente pro nosso trabalho né Eh e
ele diz o Seguinte se é praticando que se aprende a nadar se é praticando que se aprende a trabalhar é praticando também que se aprende a ler e a escrever então como é que a gente desenvolve a leitura como é que a gente desenvolve a escrita lendo e escrevendo é praticando né É com a prática então isso a gente precisa deixar claro pros nossos estudantes também né Eh que que eu destaquei aqui nessas considerações iniciais sobre a leitura ler e compreender são Equivalentes tá eh isso acho muito interessante porque às vezes os alunos Falam assim
ah eu li o texto mas eu não entendi porque não leu direito volte e leia novamente né Tem algum elemento faltando alguma estratégia faltando para que esse aluno compreenda né porque se ele faz uma leitura do modo como ela deve ser feita ele tem que compreender aquilo que ele lê né então ler e compreender andam ali eh juntos né a compreensão do texto é um processo Cognitivo mas nós podemos desenvolver aperfeiçoar estratégias né pro desenvolvimento cognitivo aqui no processo de compreensão desenvolvemos atividades inferenciais o tempo todo nós fazemos ências Nós não sabemos o significado de
todas as palavras nós precisamos inferir né muitas vezes nós precisamos inferir os significados os conhecimentos prévios exercem uma influência muito grande né na compreensão do texto compreender um Texto é produzir sentidos e não extrair conteúdos prontos Então aí tá um um grande ponto também que eu considero importante né Eh aquela leitura que deve ser feita para compreender o texto né para construir um sentido não para extrair informações simplesmente né porque às vezes a gente principalmente na no nas séries iniciais às vezes os professores têm aquele hábito né de colocar um texto só pros alunos extraírem
informações a quem são os Personagens né Qual é o nome do personagem principal eh assim informaç né que que o aluno extrai de maneira automática e eh mecanizada às vezes sem fazer uma uma leitura e uma reflexão mais aprofundada sobre o texto né então a gente tem que tomar muito cuidado com esse tipo de de atividade E aí eu trouxe uma questão aqui que que é mais pessoal né assim um trabalho que eu tenho com interpretação de textos e que eu acho importante para Vocês trabalharem com os alunos de vocês né porque às vezes os
alunos Falam assim ah mas Eu interpretei isso o colega interpretou aquilo eu vou aceitar tudo que o aluno interpretar não né Não não posso aceitar tudo né Por ah os textos eles permitem várias interpretações múltiplas interpretações Às vezes sim né Mas aquelas interpretações Elas têm que ser justificadas com elementos do texto Então essas múltiplas leituras Elas já estão Prev No texto Então eu tenho marcas linguísticas ali que me mostram aquele caminho de leitura né e Há outras leituras que não são possíveis então às vezes os alunos extrapolam às vezes eles interpretam coisas que não são
possíveis de serem interpretadas então assim a gente não pode aceitar todo tipo de interpretação né são somente aquelas interpretações que são justificáveis com base nos elementos do texto né E aí eh O que que a gente tem eu coloquei essa Essa imagem né que é bem emblemática a gente tem um um trabalho conjunto né de leitor com autor e texto Então autor leitor e texto eles interagem né na construção dos Sentidos do texto né então o autor ele deixa aquelas pistas que precisam ser seguidas pelo leitor para construção dos significados né então o que que
significa interpretar textos significa localizar essas pistas deixadas pelo autor no texto e atribuir significado a elas né Então veja ali na Nessa citação do markus que o sentido não está no leitor o sentido não está no texto nem no autor ou seja não tá no leitor não está no texto nem no autor né mas é um efeito dessas relações que se estabelecem entre eles Essas atividades desenvolvidas em conjunto né em conjunto bom e na sala de aula o que que é importante que a gente Estabeleça etapas né para essa leitura então Antes de ler né
é preciso estabelecer um propósito para essa leitura bom nós vamos ler esse Texto hoje por esse motivo né antecipar formular hipóteses nós precisamos formular essas hipóteses em conjunto com os alunos né então nós vamos analisar elementos como a data o local de publicação para ver se é um texto atual ou se é um texto que já foi publicado eh um tempo atrás né se ele está datado todos os textos são datados mas eu preciso verificar né quando é que aquele texto circulou Quem é o autor se há imagens ou outros elementos gráficos que Podem auxiliar
na leitura Qual é o gênero textual é muito importante né que eu consiga identificar ali com os alunos o gênero porque os alunos já têm ali informações já T conhecimento uma bagagem a respeito do gêneros então se eu sei que eu vou ler uma notícia eu vou me preparar para a leitura de uma notícia eu sei como ler uma notícia se eu vou ler um poema eu sei que é uma leitura diferente que eu preciso e eh acionar outras estratégias né então é Importante também identificar o gênero textual E aí eu vou acionar o quê
vários conhecimentos acumulados ao longo da minha vida o meu conhecimento de mundo o meu conhecimento linguístico né no caso aqui da Identificação do gênero textual o meu conhecimento interacional eu vou acionar vários conhecimentos para fazer a leitura desse texto né então importante o trabalho do professor como um guia nesse momento né E durante a leitura que que eu vou fazer eu vou Monitorar a compreensão vou grifar anotar as ideias mais importantes checar vocabulário fazer inferências né quando necessário Quando possível quando não for consultar um dicionário lidar com informações implícitas então preciso orientar o aluno né
nesse processo que que ele faz durante a leitura e após a leitura há várias atividades que podem ser feitas né eu posso checar a compreensão por meio de perguntas né pedindo para o aluno Parafrasear pedindo para ele explicar o que é que ele entendeu daquele texto né h eu posso avaliar as ideias né dizer se eu concordo ou não com o posicionamento do autor com os exemplos que foram dados aqui principalmente se for um texto dissertativo né Eh posso anotar as minhas próprias ideias em relação àquele tema e posso reler para uma compreensão Mais aprofundada
é claro que há diversas atividades que podem ser feitas aqui após a leitura né mas aqui pensando né Em em algo ã que seja realmente funcional E aí nesse trabalho eu falei para vocês sobre os gêneros né então o nosso trabalho ele deve ser feito com base nos gêneros né eh então a escolha do gênero é um dos primeiros passos nesse processo né de de comunicação eh de interação né Por quê Porque eu preciso saber quem é que está falando para quem é que esse alguém está falando qual que é a finalidade qual é o
assunto a ser tratado tudo isso interfere né Eh ali no gênero né e o marus diz uma uma coisa que é muito interessante ele fala é impossível não se comunicar verbalmente por algum gênero assim como é impossível não se comunicar verbalmente por algum texto isso porque toda manifestação verbal se dá por meio de textos realizados em algum gênero então nós temos uma infinidade de textos que se manifestam né que se realizam por meio de algum gênero né então notícia Reportagem crônica conto eu tenho todos esses gêneros textuais né que são esses moldes E aí eu
tenho os diversos textos que se manifestam que se realizam né A partir H desses conjuntos aí desses gêneros eh e esses gêneros eles circulam né Eh em diferentes esferas aqui no no segundo ponto né a bncc fala muito disso né que nós temos que trabalhar com os alunos essas os os os gêneros que circulam nas diferentes esferas ou Campos de Atividade humana então na Esfera íntima na Esfera cotidiana de negócios na jornalística na publicitária na Esfera escolar etc né Eh então eu eu preciso pensar na função social né que esse gênero que esse texto exerce
né E preciso pensar na estrutura própria na organização própria que ele vai ter naquele determinado contexto quantos gêneros existem pessoal em números né nós não conseguimos Eh contabilizar aqui Quantos são gêneros eles são inúmeros né e existem tantos gêneros discursivos quantas forem as situações sociais em que são usados então gêneros hã surgem novos gêneros surgem a todo momento né e agora com a as novas tecnologias nós vemos surgir gêneros né novos gêneros a todo momento então é uma transformação constante né E aí o que que é importante novamente eu coloquei aqui né aquela imagem para
Que vocês consigam diferenciar tipos e gêneros textuais porque às vezes os professores ficam um pouco perdidos né nessa conceituação tipo textual e gênero né os tipos eles são reduzidos né Nós temos basicamente cinco tipos textuais que são a base dos gêneros tá então nós temos a narração a descrição a exposição também se chamada de dissertação a argumentação e a injunção Então são tipos textuais são sequências tipológicas narrativas descritivas Expositivas argumentativas e injuntivas tá então esses são os tipos textuais por isso que eu coloquei ali aquele conjunto menor eh em cor azul tá E aí esse
conjunto menor ali formando o núcleo né o centro do conjunto maior que está em verde que são os gêneros do discurso Então são as famílias de textos né E aí são todos aqueles diversos textos que eu já mencionei notícia reportagem crônica conto poema receita culinária horóscopo Etc né ã uma aula por exemplo também é um um gênero né Eh então é importante que a gente perceba essa relação e que nós tenhamos esse conhecimento no momento de ã trabalhar com leitura escrita em sala de aula certo eh bom aqui eu acho que acho que eu já
passei acho que eu voltei bom e aí a gente entra na leitura escrita propriamente ditas né a leitura e a escrita como prática social né E aí Eu trouxe um relato aqui que eu vou ã contar para vocês né eu vou sintetizar aqui para vocês eh de uma autora chamada Angela cleim né ela relata num livrinho dela eh O que aconteceu no uma aula de português em um curso supletivo para adultos né então a a professora nesse curso ela propôs o trabalho com o gênero bula né a bula bula de remédio né E ela propôs
esse trabalho com gênero né e qual que era o trabalho os alunos iriam fazer a Leitura de um texto informativo esse texto ele falava sobre a utilidade de uma bula e depois ã a leitura de uma bula propriamente dita né então dois textos um texto informativo e posteriormente a leitura da bula em si Mas aquela aula da professora não funcionou né gerou um grande desentendimento uma grande né desavença ali um conflito entre os alunos uma resistência em em relação à realização dessa atividade né Os alunos Não queriam realizar essa atividade por quê porque aquele grupo
especificamente tinha uma cultura diferente né e na cultura deles eles acreditavam em benzedores acreditavam em remédios naturais eles não punham nenhuma fé na Medicina né na farmacêutica E isso não foi considerado no momento do planejamento da aula né então assim ao escolher um gênero eh para ser trabalhado em sala de aula nós precisamos eh considerar o nosso Contexto a nossa realidade quem é o nosso público Quem são os nossos alunos né Eh esse gênero circula entre eles eles conhecem esse gênero eu preciso prepará-los para o contato com esse gênero né então é muito importante isso
considerar o público né gente eh antes de de de fazer o planejamento de de uma aula né então aqui no último ponto coloquei né que os aspectos sociais implícitos na leitura do texto selecionado pelo professor precisam ser Discutidos abertamente com os alunos né porque eles precisam encontrar sentido na atividade proposta é aquela famosa redação de de de férias né Ah vocês vão produzir uma redação ã relatando Como foram as férias de vocês mas qual que é o sentido disso né só a professora que vai ler esse texto O que é que nós vamos fazer com
esse texto Então ã a leitura e a escrita elas precisam fazer sentido né para o aluno para o Aluno né Eh acho que eu voltei aqui de novo sem querer Ahã bom isso em relação à leitura deu o exemplo aí trazido pela Angela ciman né mas também em relação à escrita o que que se fazia lá nos anos 1970 né ã os professores eles ofereciam modelos de bom os textos para os alunos e pediam para os alunos imitarem aqueles modelos né então era um exercício individual que era direcionado Exclusivamente à avaliação e atribuição de notas
pelo professor er basicamente isso né nos anos 1980 nós começamos a ter algumas mudanças E aí o professor Gerald ele destaca isso no livro O texto na sala de aula que é um livrinho bem interessante E aí ele fala que as aulas começaram a ser organizadas a partir de práticas de leitura de produção e de análise linguística já lá nos anos 1980 tá é claro que isso não ocorreu assim de uma forma tão Ampla e abrangente como Deveria né então esses textos que eram escritos para a escola eles começam a ser pensados como textos que
são produzidos na escola mas que tem como finalidade a circulação pública né mesmo que esse público seja o corredor da escola seja o mural da escola né a gente precisa divulgar os textos dos alunos de alguma forma né eles precisam ter essa finalidade essa função social né ah nos anos 2000 a gente começa ali ã a partir dos pcns né dos parâmetros curriculares Nacionais eh a incorporar ao ensino do português a noção de gênero né gênero textual o gênero discursivo e aí nós vamos ter os gêneros que são sugeridos né para cada ciclo tá para
cada ciclo nós temos e a bncc né ela ela faz a revisão a ampliação e o refinamento desse trabalho trazendo pra gente o que deve ser trabalhado né em em cada ciclo tá eh bom o que que a gente tem que ter em mente então no momento da produção do Texto O Gerald fala Nas condições de produção né ter o que dizer ter uma razão para dizer ter para quem dizer e fazer o uso das estratégias textuais e discursivas disponíveis né ou seja saber selecionar o gênero saber como é a estrutura e como aquele texto
aquele gênero deve ser organizado né a fim de atingir os seus propósitos né então isso é muito importante e a gramática pra gente finalizar esse tópico gente e a gramática deve se ensinar ou não Gramática na escola Essa é a grande questão E aí muitos especialistas eles falam que essa pergunta não tem nem cabimento por quê Porque a gente não consegue falar nem escrever sem gramática lembra que eu falei para vocês da gramática internalizada que nós temos com a gente então a gente não consegue falar nem escrever sem gramática né então o que que o
poente destaca que é um um outro grande linguista brasileiro poente Destaca que nós temos três tipos de gramáticas a normativa que é aquela que a gente já conhece né como a gramática que prescreve ã o dizer né como deve ser dito como deve ser escrito a gramática descritiva que é aquela que diz respeito às regras que de fato são utilizadas são pegadas na comunicação né e a gramática internalizada que eu falei para vocês que é aquela que o falante da língua já domina né inconscientemente ele domina Né Eh e o que qual que é o
problema né O problema é que a escola ela orienta ali ela ela faz uso apenas da gramática normativa né ela pauta o ensino de língua materna na gramática normativa né entende que a norma eh é a referência né eh e e não pensa nas questões de regularidade ou seja aquilo que faz parte do uso cotidiano da língua muitas vezes a escola despreza isso né Eh bom além disso a escola também Despreza a gramática internalizada do aluno quando em realidade seria bastante produtivo tornar conscientes as regras implícitas que ele utiliza e refletir sobre elas então muitas
vezes ao invés de apresentar uma regra pro aluno né é mais interessante que a gente faça o caminho inverso que a gente traga exemplos né a gente traga eh eh textos né recortes ali autênticos e peça para o aluno depreender Qual é a regra que perpassa aqueles exemplos então o aluno Constrói a regra né e não a gente dá a regra pronta para ele simplesmente para ele aplicar então por isso que a gente diz que o o ensino de gramática ele foi né está sendo substituído pelo trabalho com análise linguística porque o aluno ele precisa
desenvolver habilidades de análise ele precisa ser crítico em relação a à língua que ele utiliza né ele precisa refletir sobre essa língua né e construir significados A partir dessa Dessa reflexão tá eh eh bom aqui pra gente fechar então eu vou pegar a última unidade que é a dos documentos oficiais tá e vou explorar somente um tópico coloquei uma setinha aí para vocês né Então nesse nessa parte dos documentos oficiais eh vocês viram ali a bncc né a a base Nacional comum curricular o diálogo que ela estabelece com os pcns e com os dcns né
Eh vocês viram que ah a língua portuguesa na bncc ela se organiza em quatro eixos leitura Produção escrita oralidade análise linguística barra semiótica né E aí eu vou destacar esse último ponto apenas pra gente poder fechar que é o trabalho com gêneros textuais os textos multimodais e multissemióticos tá é é é o que eu vou Opa que é o que eu vou destacar eu estou passando aqui que aa e ele o meu slide ele está voltando agora sim eu vou destacar só isso aqui com vocês pra gente fechar né ã o que que a bncc
eh Inclui então ã no trabalho com a língua portuguesa com a língua inglesa enfim com com as diferentes línguas né linguagens o trabalho com os textos multissemióticos e aí a bncc diz o seguinte ler escutar e produzir textos orais escritos e multissemióticos que circulam em diferentes Campos de atuação em mídias com compreensão autonomia fluência e criticidade então o aluno tem que ser capaz de ler escutar e produzir né textos orais escritos e Multissemióticos o que que são esses textos multissemióticos talvez vocês conheçam como textos multimodais aqueles que envolvem diferentes linguagens lembra com quando nós falamos
da linguagem verbal da linguagem não verbal da linguagem sincrética Então os textos estão cada vez mais sincréticos o aluno ele tem que desenvolver um letramento né E aí eu vou falar agora de multiletramentos ele tem que desenvolver habilidades aqui eh de leitura e de Interpretação e ele também tem que ser capaz de produzir esses textos que tem visual que tem movimento né então ele tem que saber por exemplo interpretar a linguagem do cinema né ele tem que saber ler eh um movimento de câmera né quando ele assiste a uma produção cinematográfica o que que aquela
aquele movimento de câmera produz de significado quando a gente pensa nas histórias em quadrinhos nas tirinhas né O que que aquela Disposição vertical horizontal ou diagonal dos elementos produ significado né O que que aquelas cores aqueles traços né aqueles formatos produzem significado então ele ele precisa ser capaz de interpretar essas diferentes linguagens e é isso que a gente tá chamando de eh multissemiose textos multissemióticos né No segundo acerto aqui da bncc para além da cultura do impresso ou da palavra escrita que deve continuar tendo centralidade na educação Escolar é preciso considerar a cultura digital os
multiletramentos e os novos letramentos né E aí o documento esclarece lá em nota de rodapé né que as práticas de leitura e produção de textos que são construídos a partir de diferentes linguagens né são práticas de multiletramentos né na medida em que exigem letramentos em diferentes linguagens então o aluno precisa ser letrado não só na linguagem né verbal na linguagem escrita né ele também precisa Desenvolver as habilidades ali ã de trabalho com as outras linguagens as linguagens visuais as linguagens sonoras as verbais orais né as corporais então ele precisa eh desenvolver esse trabalho também né
Eh aqui eu trago todas as referências depois eu vou disponibilizar o material né alguns linguistas algumas obras que são muito importantes né a gente já falou do Marcos Banho do fiorin eh trouxe o geralde também aqui Ah o markus O poente né que são autores ã que são referência né na no trabalho com a língua portuguesa e com a linguística Tá certo pessoal então é isso que eu tinha assim para trazer né uma síntese aqui para vocês bem rápida espero não ter me alongado muito e aí eu abro então o espaço né Eh para nós
fazermos ah a nossa interação né do dúvidas comentários que vocês quiserem eh aqui neste momento eu fui falando bem rápido Né mas tentei contemplar assim o que eu julgava de mais importante dentro da nossa disciplina Teve alguma questão Patrícia durante a a minha apresentação eles ficaram quietinho na web esclarecedor inação até que falou a web eu vou est enviando demora um pouquinho pra gente receber a gravação do e-mail depois eu tenho que lançar you D para ser publicado tem praz 48 horas Tá ah tá joia E aí eu encaminho então o material para ser colocado
na plataforma os slides né E alguém tem alguma dúvida pessoal bom se ninguém tem uma dúvida explicação foi muito boa muito clara mesmo professora obrigada é espero ter contribuído né assim eh pensei não somente em questões assim da avaliação que vocês terão né já no sábado no próximo final de semana mas também na prática de vocês de sala de aula né como É que a gente trabalha eh o texto em sala de aula como é que a gente trabalha com a gramática né como que a gente eh pensa eh nessa questão da da diversidade linguística
que os alunos trazem pra sala de aula né então tem muita muita questão para ser pensada né e eu acho que a gente tem que ter assim um pouco desse olhar de linguista né pensar a língua ali ah com um olhar mais científico né mais cuidadoso com um exame mais cauteloso né Eu acho que isso Isso é é bastante importante Ah tem perguntas aqui sobre sobre atividade de grupo bom eu eu não sei assim se tem muito eu tentei manter mais ou menos o formato que já vinha sendo trabalhado então na avaliação individual eh vocês
tem questões fechadas né Acho que são seis seis ou oito questões fechadas e e uma questão discursiva né de de produção textual a partir de um de um Tema né que que vai ser colocado para vocês e na questão coletiva né na na prova coletiva eh vocês vão discutir um dos pontos né que foi muito trabalhado na disciplina e que eu trouxe aqui hoje também tá então vocês vão eh pensar essa questão né Principalmente ali eu acho que no trabalho com a língua portuguesa que vocês considerem bastante leitura escrita tá eh para essa avaliação coletiva
que vocês pensem Bastante se preparem ali né para desenvolver algo relacionado à leitura e a escrita né Eh como prática social porque a gente precisa propor pros alunos Algo que faça sentido que tenha significado né como eu falei para vocês então um trabalho que possa agregar algo eh paraas nossas turmas pros nossos estudantes né então vai ser mais ou menos uma proposta nesse nesse sentido tá não vou detalhar muito Claro não tem como mas vai ser algo mais voltado Para prática de leitura escrita Tá certo pessoal Olha Isa de presena já foi disponibilizada per aí
que eu vou copiar e colar de novo não sai consi percher Ok professora agradeço a mais uma vez Eu que agradeço viu presença essa aula claríssima né que bom Agradeço também foi muito boa oportunidade espero encontrá-los em outro momento né trocar mais eh ideias Né Eh construir coletivamente com todos vocês né mais conhecimento muito obrigada pessoal e boa avaliação Para vocês no sábado eh continuo disponível no fórum Se surgir alguma dúvida né ao longo da semana vocês quiserem eh alguma informação vocês também podem colocar lá no no fórum tá Eu que agradeço pessoal ótima noite
a todos boa semana boa semana boa noite a to obrigada C ciao cao cao cao
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