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lisossomos

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Daniele Ribeiro
Pessoal nesse vídeo vou falar para vocês um pouquinho sobre os lisossomos que é a organela responsável por fazer a digestão intracelular e também pela endocitose, que é um processo responsável por levar macromoléculas, células ou fragmentos celulares do meio extra-celular para o meio intracelular, como esses elementos são internalizados e levados até digestão intracelular dentro dessas organelas que são chamadas de lisossomos. Os lisossomos são organelas, compartimentos citoplasmáticos delimitados por membranas cujo interior é rico em enzimas capazes de fazer a digestão de qualquer macromolécula, qualquer elemento que entrar em contato, essas enzimas são chamadas de hidrolases. Essas hidrolases
são chamadas de hidrolases ácidas porque elas trabalham num pH ótimo, que é em torno de cinco. Esse pH 5 portanto, é um pH ácido e essas enzimas só trabalham em PH ácido. Aqui eu tenho alguns exemplos de hidrolases ácidas mais comuns encontradas dentro dos lisossomos, que são as nucleases, proteases, glicosidades, Fosfatases e sulfatases. Percebam que todas elas terminam com o sufixo chamado "ase", portanto esse sufixo "ase" está relacionado com a quebra de moléculas, as nucleases são aquelas moléculas que quebram ácidos nucleicos, as proteases quebram as proteínas, glicosidades quebram açucares de maneira geral, fosfatases e sulfatases
quebram fosfatos e sulfatos respectivamente. Essas hidrolases ácidas, portanto trabalham num pH ótimo, que é um pH totalmente diferente do pH citoplasmático. O pH do citoplasma bem como o pH do meio extra-celular é um pH neutro em torno de sete, Então essas hidrolases trabalhando somente em pH ácidos, significa o mecanismo de controle de proteção da célula, pois caso haja o rompimento dessa vesícula que é o lisossomo, quando essas enzimas caírem no citoplasma ou se porventura elas forem levadas para o meio extra-celular por um mecanismo de exocitose, elas vão causar dano nenhum, nem para o interior da
célula nem para o meio extra-celular, porque esses ambientes são neutros, essas enzimas se tornam automaticamente inativas num pH que seja diferente daquele pH ácido qual Ela está acostumado a trabalhar. Essa vesícula do lisossomo para manter esse pH em torno de cinco, um pH ácido para que essas enzimas se tornem e permaneçam ativas para suas atividades, elas apresentam na sua membrana bombas de hidrogênio, também conhecidas como bombas H+, essas bombas de H+ vão bombardear ou fazer um influxo de íons H+ para o interior da vesícula. Esse interior vai ficando cada vez mais rico em íons H+
e todo local que tenha um excesso de íons H+ automaticamente vai ficando acidificado, então naturalmente essa vesícula ela é criada com pH neutro a partir do complexo de golgi como a gente vai falar daqui a pouquinho, e esse pH neutro vai sendo gradativamente acidificado pela atuação dessas bombas de H+ que ficam aqui presos na membrana lisossomo. Lógico que esse transporte de influxo de H+ ocorre de maneira ativa, um transporte ativo e portanto tem gasto de energia como mostra a imagem aqui. Esses lisossomos estão presentes nas células eucariotas, e eles apresentam uma morfologia completamente heterogênea, é
impossível dizer que esse lisossomos vão ter um tamanho X. Tamanho do lisossomo, Bem como seu interior vai variar de acordo com aquilo que ele esteja digerindo naquele momento, então vamos supor que esta célula que o slide está mostrando fez a internalização de um patógeno, de uma bactéria, portanto o lisossomo vai ter o tamanho que for necessário para conseguir degradar essa bactéria inteira, vai ser uma organela grande. Pode ser que o lisossomo esteja digerindo naquele momento apenas uma proteína, uma macromolécula e ele vai ser pequenininho, então percebam que olhando aqui no microscópio eletrônico, o citoplasma dessa
células cheia de vesículas elétron-densas, cada bolinha dessa aqui escura, bem elétron-densa, é um lisossomo. E a quantidade de lisossomos de uma célula para outra também varia de acordo com a sua capacidade ou atividade de fazer digestão intracelular, de fazer endocitose. Então as células que são mais ativas na endocitose, ou que são mais ativas na degradação, elas vão apresentar mais lisossomos que outras células menos ativa. E a quantidade dessas vesículas e o seu tamanho varia enormemente, então tenho vesículas pequenininhas como a seta aqui tá mostrando, E vesículas maiores. O interior dos lisossomos sempre vai ter um
material granular, o material elétron-denso que representa aquilo que está sendo degradado naquele momento, tá então é a organela de maior heterogeneidade dentro das células, as demais organelas tem um tamanho mais bem definido, que não varia tanto como lisossomo varia. As células vegetais também apresentam lisossomos, porém o lisossomo ele tem uma equivalência com os vacúolos digestivos, os vacúolos são encontrados dentro das células vegetais, então aqui eu tô mostrando uma foto micrografia de células vegetais, percebam seu formato quadrado que é característico de célula vegetal, e aqui o vacúolo da célula vegetal ocupa grande parte do citoplasma. Esse
vacúolo não é elétron-denso como ocorre nas células animais, porque o vacúolo da célula vegetal vai ser rico em água, o vacúolo além de conter as enzimas que fazem digestão intracelular, portanto tem água, uma grande quantidade de água, que vai ser responsável por fazer o controle da turgescência da célula vegetal, o quanto essa célula consegue estocar de água e manter o seu formato em períodos de seca, Então essa função do vacúolo além de manter essas enzimas para que haja degradação intracelular. As células vegetais por conterem a parede celular, que é uma estrutura rígida que fica do
lado de fora da membrana plasmática, impede que haja o processo de endocitose, então células vegetais não fazem endocitose, no entanto isso não quer dizer que elas não fazem digestão intracelular. A célula é capaz de fazer digestão intracelular dos seus próprios elementos, nem sempre o que ela está degradando vai ser proveniente do meio extra-celular, ok? São os processos que a gente chama de autofagia, quando a célula degrada ou digere aquilo que ela própria produz, ou que ela mantém em seu citoplasma. Bom, os lisossomos são organelas formadas a partir do complexo de golgi como já comentei no
vídeo aula do complexo de golgi, aqui eu vou fazer uma recapitulação pra gente relembrar como que é a formação do lisossomo, e associação do lisossomo com essa organela que é o complexo de golgi. Então complexo de golgi está sendo mostrado aqui no lado esquerdo do slide, ele é formado por cisternas empilhadas que não são interconectadas Entre si, então cada cisterna isolada dessa compreende uma cisterna do complexo de golgi, e o lisossomo é uma vesícula que brota a partir do complexo de golgi, uma vesícula que contém enzimas como eu comentei agora no início do vídeo. Essas
enzimas são proteínas, e são proteínas que foram produzidas no retículo endoplasmático rugoso, porém modificadas no complexo de golgi. Lá no golgi não tem só essas enzimas que vão formar o lisossomo, dentro do golgi existe um arsenal de moléculas gigantesco, um monte de proteínas que foram produzidos no retículo são levadas até o golgi para serem modificadas e nem todas elas vão ser destinadas aos lisossomos. Então como o golgi consegue determinar dentre tantas moléculas que contém no seu interior quais são as enzimas lisossomais, quais são as hidrolases ácidas que deverão ser juntadas, todas empacotados numa vesícula que
irá formar o lisossomo. Esse mecanismo de reconhecimento é dado através de sinalização, então a proteína que representa a enzima lisossomal, foi produzida lá no retículo endoplasmático e ela chega no complexo de golgi com o sinalzinho aqui, que é o açúcar, Ou seja ela já foi glicosilada lá no retículo, aqui no complexo de golgi vai sofrer uma segunda modificação que é a fosforilação ou a fosfatação, depende do livro que vocês utilizarem. A fosforilação é adição de fosfato, em moléculas pré-existentes. Então esse fosfato vai ser adicionado aqui na enzima que já é que glicosilada, ela já apresenta
um açúcar ligado na sua cadeia, então ela vai receber um sinal característico de todas as hidrolases ácidas, que é um sinal chamado M6P, M6P é abreviação de manose 6-fosfato. Manose é um açúcar e fosfato, e o 6 é o carbono no número 6 desse açúcar onde o fosfato vai ser adicionado, então esse P aqui do fosfato é proveniente da fosforilação que ocorre exclusivamente aqui no complexo de golgi, então percebam que uma molécula que foi produzida no retículo, mas ela foi modificada aqui no golgi. Na membrana do complexo de golgi existem receptores alto voltados para o
lado interno da organela, tá ligado na membrana mas voltado para o interior da organela, existem receptores para manose 6-fosfato, esses receptores então reconhecem esse sinal M6P, exclusivo das hidrolases ácidas, Existem outras enzimas aqui, existem outras proteínas aqui dentro do golgi, mas se elas não são destinadas ao golgi, perdão se elas não são destinados aos lisossomos, elas não vão ter esse sinal M6P. Então é o receptor que vai selecionar quem que vai entrar nessa vesícula, todas as demais moléculas que não apresentam esses sinais ficam soltas aqui no interior ou no lúmen do complexo de golgi. O
receptor vai atraindo essas enzimas para esse ponto da membrana e nesse ponto da membrana as moléculas de clatrina vão se associando aqui para impor um brotamento, como a gente viu lá na aula de golgi também existe uma formação de vesículas, um brotamento de vesículas que impõe uma curvatura, a membrana que era retinha começa a se curvar de modo a formar uma bolinha, essas proteínas de cobertura no caso aqui a clatrina, então molda uma vesícula que com o tempo se destaca do complexo de golgi. Agora ela cai aqui no citoplasma, uma vesícula, um revestimento de membrana
com o interior da organela contendo todas as enzimas que tem esse sinal manose 6-fosfato, ou seja as enzimas lisossomais, a cobertura vesicular se desprende Da vesícula porque ela só serviu para brotar a vesícula, e esses receptores com o tempo também retornam para o complexo de golgi porque eles trabalham lá no reconhecimento das hidrolases ácidas. Essa vesícula que se brotou do complexo de golgi vai se tornar o lisossomo com o passar do tempo como eu vou explicar agora, enquanto ela não está fazendo digestão intracelular ela é apenas uma vesícula que brotou do golgi, mas ela vai
se tornar um lisossomo quando o pH dela começar a ser acidificado e quando ela recebeu material para fazer digestão intracelular, então portanto até agora eu quero que vocês compreendam que o lisossomo é uma vesícula que brota do golgi, carregando esse arsenal de enzimas lisossomais e o golgi sabe quais são as enzimas lisossomais, porque essas enzimas sofrerão uma modificação lá recebendo um sinalzinho, que é o sinal manose 6-fosfato, ok? Bom, então como que ocorre a formação desse lisossomo, porque que a vesícula que brotou do golgi imediatamente já não é chamado de lisossomo? Por quê que isso
acontece? Porque o processo de formação do lisossomo é um processo de maturação aos poucos ele vai se transformar em Lisossomo, porque para uma organela ser chamada de lisossomo, ela tem que fazer, estar fazendo a digestão intracelular e para fazer digestão intracelular as enzimas precisam estar ativas e a gente viu no início da aula que essas enzimas só estão ativas em pH ácido. Essa vesícula que brotou do golgi, ela apresenta o mesmo pH do interior do golgi que é um pH neutro. Então as enzimas saem do golgi completamente inativas, elas possuem a tendência à atividade de
fazer a degradação, porém elas ainda não estão aptas para fazer essa digestão, elas ainda não estão em atividades, são inativas, ok? Então é um processo de maturação gradual, que aos poucos vai tornar essas moléculas ativas e também aos poucos vai levar aquilo que vai ser degradado dentro dela, esse processo é chamado de maturação endossomal. Endossomal porque ela tem íntima relação com a endocitose, que é o processo que vai levar o material a ser degrado dentro dos lisossomos, então aqui ó, o complexo de golgi está sendo demonstrado aqui nesse lado do slide, onde a seta está
apontando, então complexo de golgi reconhece as hidrolases ácidas pelo sinal que elas carregam, Embala isso numa vesícula e essa é uma vesícula apenas contendo a hidrolase ácida. Essa vesícula vai ficar parada no citoplasma esperando o momento da digestão intracelular, ao mesmo tempo que está acontecendo essas vesículas que estão brotando do golgi contém as hidrolases ácidas, ao mesmo tempo esta acontecendo também a internalização de vesículas a partir do meio extra-celular no processo de endocitose. Então as moléculas que estão lá fora da célula ou uma célula inteira, por exemplo uma bactéria, um parasita, vai ser reconhecido pela
célula e internalizado, quando ele é internalizado, ele é embalado numa vesícula que é chamada de endossomo ou vesícula endocítica, esse endossomo aqui ainda não pode ser degradado porque não tem enzima nenhuma capaz de degradar, ele é só uma vesícula contendo aquilo que precisa ser digerido. Essa vesícula vai ser chamada então de endossomo inicial, o endossomo inicial vai se fundir com a vesícula que veio do golgi, então as duas vesículas se fundem formando uma vesícula maior, que é chamada de endossomo tardio. Olha lá dentro do endossomo tardio, então eu tenho a mistura daquele material que vai
ser Degradado com as enzimas capazes de fazerem a degradação, entretanto essas enzimas ainda estão inativas, aqui no endossomo tardio é que as bombas de H+ vão começar a atuar aqui na sua membrana. A atuação da bomba de H+ vai começar a jogar íons H+ para o interior do endossomo tardio, acidificando gradativamente essa vesícula, o pH que era em torno de 7 cai para em torno de 6, depois aproximadamente 5. Quando o pH chega em 5, essas enzimas agora estão ativas e começam a degradar o material que está dentro da vesícula, portanto nesse momento esse endossomo
tardio passa a ser chamada de lisossomo, então percebam que o lisossomo na verdade é o endossomo tardio numa fase mais adiantada, quando já está acontecendo a digestão intracelular, assim como ainda o endossomo tardio é a fusão do endossomo inicial com a vesícula que veio do complexo de golgi. Então o processo de maturação, onde uma vesícula vai se transformando na outra, maturação endossomal porque ela vem da endocitose, ela tem íntima associação com a endocitose para a formação dos lisossomos. Então embora o golgi seja capaz de brotar essa vesícula que contém As hidrolases ácidas, essas vesículas não
vai ser capaz de fazer nada se ela continuar com seu interior básico ou neutro, e se ela continuar sem nada à ser degradado, é preciso que ela se funda com uma vesícula que contém o material destinado a digestão intracelular. Então percebam que aqui resumidamente, ó eu mostro, que a endocitose vai trazer o material que vai ser digerido, o complexo de golgi produziu as enzimas, então esse endossomo inicial contém o material que vai ser digerido, esse endossomo inicial se junta com as enzimas que vieram do complexo de golgi, formando o endossomo tardio, no endossomo tardio ocorre
a acidifcação, através da atuação da bomba de H+, e aí as enzimas se tornam ativas, passando a fazer digestão intracelular. Então esse endossomo tardio agora que começa a ser chamado de lisossomo. Bom, eu comentei agora o processo de formação do lisossomo, que ele tem íntima associação com a endocitose, que a endocitose é quem traz o material para ser degradado, material que vêm de fora da célula, esse processo é chamado de heterofagia, quando a célula degrada ou come aquilo que veio de fora dela, que é diferente Dela. Então aqui esse slide esta mostrando um desenho de
uma célula emitindo um pseudópodo, que vai formar uma vesícula que é o endossomo inicial, contendo aquele material que vai ser degradado. A heterofagia engloba alguns mecanismos de endocitose, que são chamadas de fagocitose, pinocitose e endocitose mediada por receptor, como eu vou explicar daqui a pouquinho. Esse é o processo mais natural que acontece de digestão intracelular, entretanto as células também são capazes de degradar o seu próprio material, nem sempre o lisossomo vai estar digerindo aquilo que veio de fora da célula, mas sim aquilo que a própria célula produziu ou aquilo que a própria célula mantém dentro
do seu citoplasma, então quando a célula degrada algo dela própria esse mecanismo é chamado de autofagia, autofagia pode degradar uma organela inteira, por exemplo quando essa organela não está funcionando adequadamente, pode degradar pedaços do citoplasma quando tem restos do metabolismo celular ocupando que a gente chama de lixo citoplasmáticos, ou quando ela degrada algumas macromoléculas dela própria, tá certo? Esse é o processo de autofagia. Os lisossomos então vão digerir moléculas provenientes da heterofagia ou da autofagia. O exemplo mais comum de autofagia que ocorre normalmente nas células, principalmente nas células que fazem secreção, ou seja células que
compõem as glândulas do nosso corpo, é chamado de crinofagia. Então a crinofagia é a degradação específica de secreção celular. Quando que isso vai acontecer professora? Porque que a célula vai produzir uma secreção e depois degradar ela? A secreção naturalmente não foi feito ou não foi produzida para sair da célula no mecanismo de secreção celular, não é a exocitose? Porque que ela vai degradar sua própria secreção? Porque as glândulas trabalham no mecanismo de sinalização, nem sempre ela vai produzir e eliminar aquela secreção a todo momento, em algum momento essa glândula pode parar de receber um sinal
para produzir aquele determinado produto, e se ela não tem mais o sinal o que ela faz com aquele produto que já foi produzido, e estocado no seu interior? Como que ela faz se ela não tem mais sinal para liberar sua secreção? A única maneira que ela tem de se livrar dessa secreção se ela não pode Liberar, é fazer a degradação, ou seja comendo a sua própria secreção, então essas vesículas de secreção que estão estocadas no citoplasma são levadas até os lisossomos para que haja degradação interna e com isso a célula vai limpando o seu citoplasma
desse excesso de secreção que foi estocada por muito tempo, isso acontece por exemplo com insulina, a gente não libera insulina 24 horas por dia, mas o pâncreas está ali, as células beta pancreáticas está produzindo insulina e ela estoca isso para que quando o sinal chega e seja mais rápida liberação da insulina. Se ela tivesse que esperar chegar o sinal na glândula para produzir a molécula, embalar na vesícula e fazer secreção, demoraria muito tempo. Então ela já produz e estoca, só que se ela ficar muito tempo sem receber o sinal para liberar insulina, então a célula
vai lá e degrada esses vacúolos, essas vesículas de secreção, para liberar espaço no seu citoplasma, não deixar a célula abarrotada de uma secreção que nunca sai dela. O outro exemplo muito clássico também de crinofagia ocorre nas células mamárias, as células mamárias vão produzir um tipo muito específico de secreção que É o leite, só que as mulheres só produzem leite mediante um sinal. Que sinal é esse? A sucção contínua do bebê, então enquanto ela está grávida, ela está produzindo o hormônio prolactina que vai estimular gradativamente as glândulas mamárias a produzirem o leite, quando o bebê nasce,
ela já não produz mais tanta para prolactina, mas o bebê vai fazer o ato de sucção constantemente naquela mama, e o ato de sucção estimula o cérebro a produzir prolactina, a prolactina chega na mama, e a mama produz leite para uma próxima mamada. Então é um ciclo infindável, enquanto ela estiver amamentando o bebê vai estimular a glândula produzir mais leite e assim por diante. Só que vai chegar um momento até os dois anos a amamentação é recomendável, e a partir dos dois anos ela já não é uma recomendação, mas a mãe pode amamentar o quanto
ela quiser, quanto tempo for da sua vontade, mas vai chegar esse momento que ela decide que não vai mais amamentar. Olha não preciso mais amamentar, meu filho já cresceu, não preciso mais disso. Ok, ela parou de amamentar, não tem mais ato de sucção, mas o bebê sugou horas atrás, que foi a última mamada, ou seja ela teve Um estímulo para produzir aquele leite. O leite tá ali dentro, por mais que a mãe faça uma sucção mecânica através de bombas para retirar o leite, a bomba também vai fazer uma sucção que estimula o leite ser produzido,
então não tem que ser feito a menos que a célula entenda que ela precisa degradar a sua própria secreção, então quando ela fica muito tempo sem o sinal, ou seja ficou mais de três horas, um dia inteiro, dois dias sem fazer sucção nenhuma, a glândula já entende que não há mais sinal para produção de leite, e ela vai automaticamente, as suas células sendo estimuladas a levar degradação desta secreção que foi estocada a partir da última sinalização, que foi a última mamada, então amamentação é exemplo clássico de crinofagia, onde a célula vai fazer digestão intracelular dos
seus próprios produtos de secreção. A célula também pode fazer um tipo de autofagia, que é a macroautofagia. Na macroautofagia há uma digestão de organelas inteiras. Porque isso professora? Por quê que vai degradar uma organela, olha ali o exemplo, tá degradando uma mitocôndria inteira. Mitocôndria não é importante para célula? Não é ela que produz ATP? Sim, só que as células, assim como as células envelhecem, as suas organelas também vão envelhecendo, algumas organelas inclusive antes da própria célula envelhecer, a organela para de funcionar adequadamente, então pode ter alguma aberração que não tá funcionando corretamente, e é melhor
tirar essa organela do citoplasma, do que deixar ela ocupando um espaço e não funcionando corretamente, então tudo é sinalizado dentro do citoplasma, quando uma organela não está funcionando adequadamente, ela é marcada com o sinal na sua superfície, e esse sinal é reconhecido por um lisossomo pré-existente então essa organela vai ser internalizada dentro de uma vesícula pré-existente que é o lisossomo, e lá dentro do lisossomo com as suas enzimas ativas, elas vão degradar membranas, degradar as moléculas do interior dessa organela, degradar tudo que tiver ali dentro, então inicialmente eu consigo ver a organela inteira dentro desse
vacúolo, mas com o passar do tempo da digestão, essa organela já não mais vai existir, o que vai ter dentro do vacúolo vai ser restos ou resíduos dessa digestão, ok? Esse vacúolo então, responsável por Fazer a digestão da autofagia são chamadas de vacúolos autofágicos, ou autofagossomos, ok? E os restos que ficam dentro dos vacúolos onde está ocorrendo a digestão intracelular, são chamados de corpos residuais ou corpos multivesiculares, esses corpos residuais são restos da digestão intracelular são acumuladas temporariamente dentro dos lisossomos, mas como passar do tempo isso vai ser levado até uma membrana plasmática por um
processo de exocitose e a célula elimina para o meio extra-celular tudo aquilo que ela não foi capaz de degradar, ela vai digerindo, reaproveitando tudo que veio dessa degradação então a quebra de grandes carboidratos geram monossacarídeos, esses monossacarídeos vão ser reaproveitados pelas células, a quebra de gordura gera ácido graxo, gera glicerol, gera fosfato, tudo isso é reaproveitado pela célula, então mecanismo de gestão intracelular não deixa de ser um mecanismo de reciclagem, a célula tira de circulação aquilo que ela não precisa mais, mas tenta reaproveitar o máximo desses componentes que ela pode utilizar mais para frente, e
aquilo que não for reaproveitável, É levado para exocitose no mecanismo posterior da digestão intracelular. Bom falamos então dá autofagia, agora vou explicar um pouquinho sobre a heterofagia, a heterofagia é quando a célula degrada alguma coisa que não é dela própria, diferente dela, vem de fora dela, a heterofagia é o mesmo que dizer em endocitose, a função da endocitose varia muito dos tipos celulares que a gente tiver observando, no caso de um indivíduo unicelular, ele vive sozinho no mundo, então a endocitose é responsável por um mecanismo de proteção, quando a célula engloba algum micro-organismo ou algum
elemento que possa fazer um dano a ela própria, então ela engloba aquilo e degrada, ou pode responsável pelo mecanismo de nutrição, ela degrada aquilo para obter monômeros de moléculas que ela utiliza para suas atividades, para sua proteção. Como a gente está falando de organismos multicelulares, complexos, como ser humano, corpo humano, não faz sentido a gente dizer que a célula faz fagocitose e endocitose de maneira geral para um processo de nutrição. Porque? A gente já tem um sistema muito bem desenvolvido, que é o sistema Digestório. O sistema digestório quebra grandes moléculas provenientes da nossa alimentação e
as nossas células fazem processo de absorção, no intestino absorve aqueles nutrientes, espalha isso pelo sangue, o sangue leva para todas as células do corpo. Então as células do corpo já recebem essas moléculas que conseguem entrar muitas vezes dentro da célula por transporte membrana e não por endocitose, no caso dos organismos multicelulares, no caso dos células humanas como eu comentei, a função mais interessante da endocitose, é a função de defesa porque as células do corpo reconhecem as células que fazem parte do próprio organismo e reconhece se elas que são estranhas ao organismo, aquelas células estranhas podem
fazer um mal ao funcionamento daquele organismo, então reconhecimento delas como estranhos faz com que elas sejam internalizadas por células de defesa, e essas células de defesa vão degradar aquele microrganismo aquela célula estranha, aquele patógeno degradando no mecanismo de digestão intracelular, isso vai garantir então a manutenção da homeostase e proteção contra a invasão de micro-organismos No organismo humano existem células específicas em fazer a fagocitose ou endocitose, são chamadas de fagócitos profissionais, essas células são em geral os leucócitos que são os glóbulos brancos, são as células de defesa, células imunológicas do nosso organismo e também os macrófagos
que não são células sanguíneas, são células de defesa, mas que ficam tecido conjuntivo monitorando tudo que está circulando ali no tecido conjuntivo, tá então nos leucócitos e também nos macrófagos a endocitose é muito ativa e vai atuar na defesa contra os indivíduos patogênicos. Aqui eu tenho uma microscopia eletrônica de transmissão mostrando um macrófago, a membrana do macrófago emitindo uma projeção que é um pseudópodo que vai envolver essa bactéria que está ali próximo dela, bactéria uma célula estranha, um corpo estranho, um patógeno que foi reconhecido e vai ser internalizado no processo de endocitose, então macrófagos faz
isso constantemente, essa é a função dele, caminhar e monitorar por células estranhas ou corpos estranhos ao organismo. Bom existem tem três tipos de endocitose, que é a endocitose mediada por receptores, A fagocitose e a pinocitose. Fagocitose e pinocitose é de longe os dois tipos mais conhecidos de endocitose, aquelas que inclusive são ensinadas no lá na escola no ensino médio, e a endocitose mediada por receptor é um tipo mais novo, ele é menos conhecido entre os alunos do ensino médio porque ela não é ensinada lá naquele período, deveria já não é tão recente, já deveria ser
ensinado mas não é,não engloba no currículo do Ensino Médio, mas enfim vamos começar pelos dois tipos mais conhecidos que são a fagocitose e a pinocitose. A fagocitose como é sabido por vocês, é um mecanismo de internalização de sólidos, que que significa esse sólidos? Significa uma célula inteira ou uma grande molécula, um grande agregado macromolecular, uma gota de tinta, um pedaço de látex, qualquer coisa estranha sólida que foi internalizado, que entrou em contato com aquele organismo que não faça parte dele. No geral, a fagocitose vai sempre englobar grandes partículas, ou seja micro-organismos inteiros, uma bactéria, um
fungo um, protozoário, um vírus, células mortas, ou seja as células do próprio organismo que morreram no processo natural de Apoptose, se elas morreram não faz não faz sentido elas ficarem ali ocupando o espaço naquele tecido, então elas vão ser também fagocitadas pelos macrófagos que reconhecem aquilo como as células do próprio organismo, porém uma célula que ainda não está mais viva, então o macrófago vai lá e tira aquele resto de célula morta de circulação. A fagocitose vai ser sempre o mecanismo específico. A professora como assim? Específico, tem reconhecimento através de receptores, então as células que vão
fazer fagocitose apresentam na sua superfície receptores pros mais diferentes tipos de células e moléculas, vai reconhecer aquele corpo estranho como algo diferente ao organismo, ao se ligar ao receptor automaticamente o receptor sinaliza para o citoplasma da célula para que haja a polimerização dos microfilamentos, ou dos filamentos de actina nessa porção da membrana e a membrana que era retinha com uma polimerização, ou crescimento dos filamentos de actina, a membrana começa a crescer dois bracinhos, três, quatro, vários bracinhos que são chamados de pseudópodos, então percebam a fagocitose tem um envolvimento, Não só de receptores, têm um reconhecimento
de membrana, mas também tem a atuação do citoesqueleto, para que haja a internalização daquela partícula. Então aqui eu tô mostrando exemplo de uma bactéria que foi reconhecido aqui na membrana do macrófago, o citoesqueleto de actina fez com que houvesse a formação dos pseudópodos, esses pseudópodos vão crescendo, crescendo, crescendo, até que eles abraçam toda a bactéria, a bactéria agora foi internalizada, tá dentro do citoplasma das células hospedeiras, ela está internalizada dentro de um vacúolo que é o endossomo inicial, que a gente acabou de ver no processo de formação do lisossomo, esse endossomo inicial vai se juntar
com os veículos que vieram do golgi para formar o endossomo tardio, onde vai haver a acidificação e a ativação das enzimas até haver a degradação. Quando houver a degradação a gente a chama aquilo de lisossomo, então percebam que eu tenho a formação de um endosso mo que vai se juntar com vesícula do golgi para formar o lisossomo, quando a gente chama de endossomo, a gente tá chamando isso de maneira geral, uma vesícula que veio da Endocitose, se você quiser ser mais específico você pode chamar esse endossomo inicial de fagossomo. Esse é o fagossomo inicial, fagossomo
tardio e fagolisossomo, aquele lisossomo que foi formado a partir da fagocitose, ok? Então a fagocitose por mais que seja um processo natural, a tá englobando uma célula inteira, tá englobando um corpo estranho, ele tem reconhecimento, não é indiscriminado, tem reconhecimento de superfície através de receptores de membrana, as células apresentam receptores específicos para entender o que que deve ou não ser fagocitado. Aqui eu tô mostrando microscopia eletrônica de um macrófogo, então perceba que o macrófago vai ter a membrana muito irregular cheia de pseudópodos, e aqui os pseudópodos crescendo em direção a essa bactéria que tá sendo
internalizado. Aqui eu tô mostrando um leucócito, que é um glóbulo branco fazendo a internalização de hemácias, então aqui tem 2 hemácias que já não estão funcionando corretamente. Só curiosidade as hemácias vivem em torno de 120 dias, porque elas são células anucleadas, não são capazes de produzir proteína, então não conseguem sobreviver por muito tempo, 120 dias é o tempo ao qual ela consegue sobreviver, fazendo um bom transporte de gases, depois desse período ela já não consegue mais para transportar tantos uma grande quantidade de gases porque ela não apresenta mais hemoglobina, hemoglobina já foi totalmente degradada, então
ela é sinalizada na sua superfície para que elas sejam reconhecidas por macrófagos ou leucócitos que vão fazer sua endocitose, então a seta aqui tá mostrando o pseudópodo que vai crescendo em direção, como se fosse uma boquinha que vai abocanhando essas células que estão sofrendo endocitose, percebam como a célula que faz muita endocitose como ela é irregular na sua membrana, é sempre cheia de pseudópodos. Aqui esse slide está mostrando um vídeo de cultura de células fazendo endocitose né, mas especificamente a fagocitose. Aqui o autor desse vídeo quis mostrar o envolvimento do citoesqueleto no processo de fagocitose,
então ele marcou com um corante fluorescente verde somente os filamentos de actina que estão sendo polimerizados exatamente naquele momento, então percebam que essa célula verde vai fazer endocitose dessas células vermelhas, quando Ela chega perto da célula vermelha automaticamente há uma fluorescência verde em volta dessa célula vermelha que são os filamentos de actina crescendo o psedópodo, dá para ver os bracinhos crescendo dessa célula verde em direção essa célula vermelha, inclusive ela deu um "olé" nessa célula verde que ela ia que fazer fagocitose, mas outra célulazinha chegou primeiro, mas enfim, só para mostrar que existe realmente o
envolvimento do citoesqueleto, não é uma vesícula que simplesmente brota da membrana, na verdade a membrana cresce em direção aquilo que vai ser fagocitado no processo da fagocitose essa membrana cresce por intermédio dos filamentos de actina Bom como eu comentei, a fagocitose ela é extremamente específica, então existem receptores na membrana da célula que faz fagocitose, e esse receptores vão reconhecer aquilo, aquele corpo estranho, aquilo que precisa ser fagocitado, no caso do corpo estranho esse reconhecimento se dá através das moléculas de anticorpos, então quando a gente entra em contato com uma célula estranha no organismo, automaticamente são
produzidos anticorpos, e esses anticorpos vão Se ligar na superfície do patógeno, as células que fazem fagocitose apresentam receptores para esses anticorpos, olha lá o receptor reconhece o anticorpo que essa molécula que tem um formato de Y, que fica ligado na membrana do patógeno, tá? A ligação do anticorpo com receptor por onde corpo ali da célula que faz fagocitose, imediatamente já ativa os filamentos de actina para que haja a formação de pseudópodo e o englobamento daquele patógeno dentro de uma vesícula que é o fagossomo inicial que vai transformar em fagolisossomo, então tem uma intensa sinalização intracelular
via receptores, quando a gente tá falando de corpos estranhos fica mais fácil de compreender isso. A é o corpo estranho, entrei em contato com o corpo estranho, meu sistema imunológico produz anticorpos contra ele, esses anticorpos é que vão se ligar em volta desse corpo estranho, para sinalizar a célula que precisa fazer fagocitose. Vocês vão entender isso com mais riqueza de detalhes na disciplina de imunologia, ok? Mas quando a gente está falando de células do próprio organismo? Quando as células do próprio corpo, quando que ela vai Ser fagocitado? É interessante? Uma célula do próprio corpo ser
fagocitada? Não né, senão se fosse assim se o macrófago ficasse, pegando todas as células do corpo e fazendo fagocitose delas os tecidos não funcionarão adequadamente, então células do próprio corpo apresentam sinais, que são chamados sinais não me comam, esses sinais não me comam significa assim, falar para o macrófago olha eu sou igual a você, eu sou uma célula diferente, mas eu pertenço a um mesmo organismo que você, então você não tem que me tirar de circulação, tá tudo bem aqui comigo, quando essas células do próprio corpo não está bem, quando ela morre para um processo
normal que é chamado de apoptose, ou porque ela envelheceu, porque ela não está funcionando, essa célula perde o sinal não me comam e passam a exibir um sinal que é chamado sinal me comam, esse sinal me comam é um sinal da própria célula, um lipídeo de membrana que normalmente fica voltado para dentro das células, esse lipídeo de membrana sofre um mecanismo de flip flop, e aí ele é voltado agora para o lado de fora da membrana, quando um macrófago enxerga esse lipídeo que é chamado de Fosfatidilserina, opa esse é um sinal me comam, essa é
uma célula do próprio organismo, mas é uma célula que morreu, ela não pode mais ficar aqui. E aí somente nesses casos, os macrófagos, leucócitos vão tirar circulação uma célula que é igual ele, uma célula do próprio organismo, mas é porque ele entendeu que aquela célula agora precisa ser removida, ok? Então por isso que as células não vão fazer fagocitose de células normais, oou células que estão vivendo adequadamente, células iguais do mesmo organismo não estão fagocitados, a menos que elas percam esse sinal não me comam. Bom se essas células do sistema imunológico, fazem isso como mecanismo
de proteção para garantir a sobrevivência do organismo, fazem isso de maneira tão eficiente, eu tenho um reconhecimento de um corpo estranho, depois tem a endocitose e vai fagocitar aquilo, vai levar para degradação, dentro dos lisossomos, se isso acontece de maneira tão efetiva, por que que a gente ainda assim fica doente? Isso acontece porque ao mesmo tempo que a gente está evoluindo para um funcionamento mais pleno do nosso organismo, os microrganismos patogênicos também evoluem, e eles evoluem no Sentido de tentar escapar dessas estratégias que levam ele a sua degradação, na maioria das vezes microrganismos na verdade
querem ser reconhecidos, eles são patógenos intracelulares, então eles querem ser fagocitados, só que uma vez dentro da célula eles exibem mecanismos ou estratégias pra fugir da sua degradação, então existem inúmeros mecanismos ou estratégias de sobrevivência dos patógenos, aqui eu tô digitando só os mais conhecidos, só para vocês enxergarem na prática como isso funcionaria. Um mecanismo chamado de escape, que que seria o escape? O patógeno vai secretar toxinas, são moléculas que rompem a membrana do fagossomo, ok. Então vamos pensar. Ele entrou por fagocitose, formou fagossomo inicial, esse fagossomo vai ter que ser reconhecido pela vesícula que
veio do golgi para receber as enzimas que vão fazer digestão intracelular, se lá dentro do citoplasma o fagossomo perde a membrana, significa que o patógeno cai no citoplasma, então não tem mais como eles ser levado a degradação, quem faz isso, esse mecanismo, essa estratégia de sobrevivência é a Shigella flexneri que causa diarreia, a Listeria monocytogenes Responsável por septicemia, meningite, encefalite, septicemia é a mesma coisa que sepse ou é infecção generalizada como é mais comumente conhecida, a Rickettsia que é responsável pela febre maculosa ou a doença do carrapato, Trypanosoma cruzi que é a doença de chagas,
outros patógenos fazem o mecanismo de fuga, mecanismo de fuga é representado pela inibição da fusão do fagossomo com a vesícula que vem do golgi contendo as enzimas, então no mecanismo anterior há o rompimento da vesícula, não existe mais a vesícula, aqui não, aqui impede a fusão da vesícula com a vesícula que veio do golgi, então o patógeno fica permanente dentro do fagossomo inicial e nada vai acontecer com ele, porque ele nunca vai receber as enzimas que vem do golgi, é como se em volta do fagossomo inicial tivesse uma cápsula protetora que impedisse a fusão com
a vesícula que vem do golgi, a Salmonella é um microrganismo que faz esse tipo de estratégia vai causar diarreia, a Mycobacterium tuberculosis que causa tuberculose. Outros organismos vão fazer um mecanismo, uma estratégia ainda mais sofisticada de sobrevivência, vão fazer a inibição Da acidificação do fagolisossomo, então olha só, ele é fagocitado, ele forma o fagossomo inicial, ele recebe a vesícula que vem do golgi contendo todas as enzimas, mas as enzimas estão inativadas, o que ele vai fazer agora é impedir o funcionamento da bomba de H+, olha lá então o microrganismo ele convive dentro da mesma vesícula
com todas as enzimas que seriam capazes de degrada-lo, mas ele impede a ativação dessas enzimas, é um micro-organismo bem audacioso, quem faz isso é a Mycobacterium que causa também a tuberculose, e também a lepra. É só para mostrar por que que a gente fica doente, por mais que a gente tenha esses mecanismos de endocitose e de digestão intracelular e graças a Deus a gente tem, porque isso livra a gente de muitas doenças, mas infelizmente os microrganismos também vão evoluindo em paralelo, de maneira que aquele que produz o mecanismo, uma estratégia de sobrevivência que garantiu a
sobrevivência dele, ele prolifera e gera descendentes que também apresentam essa habilidade e com isso a gente vai ficando doente e novas estratégias, novos medicamentos, vão ser necessários para gente Se ver livre dessas infecções. Então esse foi exemplo da fagocitose, agora eu falar um pouquinho para vocês da pinocitose. A pinocitose, como também já conhecido por vocês é um processo de internalização de fluidos, na internalização de fluídos é a membrana dessa célula começa a pesar com o fluido do meio extra-celular que está ali em volta dela, então esse líquido vai pesando na membrana que é bastante fluida,
que é bastante maleável, formando então uma projeção de membrana que entra para o citoplasma, é como se fosse um peso sobre a membrana que automaticamente depois se destaca formando uma vesícula que é o endossmo inicial, se a gente quiser dar um nome específico para esse endossmo inicial como ele veio da pinocitose, então eles seriam pinossomo ou uma vesícula pinocítica. Então como a internalização de fluidos através do peso da membrana, a gente fala que a pinocitose ela é menos seletiva do que a fagocitose, ela é um pouco mais indiscriminada, embora pesquisas recentes já tem demonstrado que
a pinocitose também possa ser bastante seletiva com atuação de receptores e tudo mais, mas os livros didáticos ainda não trazem isso, Então a gente fala que na mistura daquele líquido que tá no meio extra-celular pode vim uma ou outra micro moléculas, e portanto então eu não tenho tanto a seletividade, pode entrar coisas misturadas nesse fluido. Pra que que serve a pinocitose? Qual seria a função da pinocitose? Teria uma função mais de monitoramento do meio extra-celular, as células quando ela engloba parte do fluido que está em volta dela, ela consegue entender o que tá acontecendo ali,
saber se tem bastante nutriente, saber se tem um sinal, uma molécula sinalizadora, então quem faz muita pinocitose na verdade são as células unicelulares, os indivíduos unicelulares fazem macropinocitose que a gente chama, que é o enrugamento de muitas porções da membrana para internalizar uma grande quantidade de fluido extra-celular, e com isso ela interpretar o que está acontecendo ali naquele momento e decidiu o que fazer, se ela tá no momento adequado para fazer a divisão celular, gerar nossos descendentes, ou fugir, escapar ou se alimentar, enfim, tá então um mecanismo de monitoramento do meio Extra-celular. Aqui é uma
microscopia eletrônica de transmissão mostrando então membrana plasmática de uma célula que tá fazendo a pinocitose, então perceba o que é o enrugamento da membrana formando pocinhos e o fluido que está aqui fora na verdade é o responsável por formar esses pocinhos, o fluido se acumula nessa porção da membrana e vai pesando a membrana de ponto em pontos e a membrana se destaca agora gerando vesículas que são os espinossomos, espinossomo vai se juntar com as enzimas e formar o lisossomo como a gente já comentou. No terceiro tipo de endocitose é chamado de endocitos e mediada por
receptores, olha o nome, esse termo endocitose mediada por receptor, implica numa numa atividade que seja seletiva, se ta atuando por receptores significa que ela é altamente seletiva e automaticamente dá a impressão que as demais não são seletivas, mas na verdade não é o que acontece, aqui tem sim a atuação de receptores mas a fagocitose também tinha atuação de receptores, aliás a pinocitose também tem sido demonstrada que tem como eu comentei agora pouco, mas a fagocitose sabidamente tem, a célula não vai fagocitar qualquer coisa sem Que ela saiba exatamente o que ela ta fagocitando, então esse
termo ele é um termo mal utilizado, não é o melhor termo que seria, que explicaria na verdade a diferença desse tipo de endocitose com os demais. Que que seria essa endocitose? É um mecanismo de internalização de macromoléculas específicas, aqui eu não internalizo células inteiras como a fagocitose faria, então aqui eu vou fagocitar coisas menores, são sólidos pequenos, ou seja, macromoléculas mesmo. Locais específicos da membrana de uma célula que faça esse tipo de endocitose vão apresentar receptores para esse tipo de macromolécula, esses receptores agora se ligam com essa macromolécula e quando o receptor está ativo, ou
seja, está ligado com seu ligante, que é aquela macromolécula, o receptor agora sinaliza para a célula intracelularmente para que haja atração de moléculas chamadas clatrina, que são aquelas proteínas de cobertura vesicular, são proteínas que fazem o brotamento de vesículas, então as clatrinas vão se associando aqui na membrana plasmática onde existem esses receptores, uma clatrina, duas, três, quatro, milhões de clatrina vão impondo uma curvatura Cada vez maior da membrana, e aí essa membrana vai brotar uma vesícula que se destaca da membrana plasmática olha lá, receptores se ligando aos seus ligantes, a clatrina é atraída para essa
porção da membrana plasmática, a membrana vai se encurvando até formar uma vesícula que se destaca da membrana plasmática, essa vesícula vai ser chamada de endossomo inicial que vai ser levado para digestão intracelular lá no lisossomo, o recobrimento por clatrina do endossomo é perdido, assim que a vesícula se destaca, porque esse endossomo precisa interagir a membrana dele com a membrana da vesícula que veio do golgi para formar o endossamo tardio, se a clatrina ficar aqui em volta não há como haver sem interação, não tem como as duas vesículas se fundirem, e ela só serviu para brotar
a vesícula, então a clatrina se desprende e ela é reaproveitada no próximo ciclo de endocitose, ok? Então aqui voltando ao nosso slide, esse tipo de endocitose ele é específico de macromoléculas, porque tem atuação de receptores, mas a grande diferença aqui com a fagocitose não é a atuação de receptor, mas sim a maneira como é internalizado, lá na fagocitose O receptor atua chamando o citoesqueleto para formar o pseudópodo no englobamento da partícula, aqui o receptor atua chamando moléculas de clatrina, então eu tenho a formação de vesícula, brotamento vesicular, então se eu tivesse descoberto este tipo de
endocitose que é a mais recente da entre as três, foi descoberto mais recentemente, eu chamaria de endocitose mediada por clatrina ou por brotamento de vesículas, não mediada por receptores. Porque a fagocitose também é mediada por receptores, ok? Bom esse tipo de endocitose foi descoberto através do estudo de uma doença chamada de hipercolesterolemia. Que que é hipercolesterolemia? Próprio nome já diz. É uma doença onde há excesso de colesterol circulando no sangue. A professora todo mundo que tem colesterol alto têm hipercolesterolemia? Não, claro que não. A hipercolesterolemia é uma doença genética, essas pessoas apresentam o colesterol extremamente
elevado e elas não respondem a dieta alimentar, nem exercício físico, não necessariamente elas têm ganho de peso, elas não são obesas, mas ainda assim elas têm colesterol elevado. Porque que isso acontece? Porque elas têm Uma alteração genética onde há uma produção do receptor por LDL que é ineficiente, ou produz pouco receptor, ou é o receptor mutante. Ok, mas o que o LDL tem haver com isso? Eu vou explicar como que ocorre a incorporação do colesterol normalmente nos indivíduos que estão sadios, normais tá. Colesterol vem da nossa alimentação, a gente se alimenta, com a gordura o
colesterol é incorporado pelas células intestinais e cai no sangue para ser transportado, entretanto as gorduras não conseguem ser transportadas livremente no sangue, porque o sangue uma estrutura altamente hidrofílica, tem muita água 90% do sangue é água, então como que pode a água carregar gordura? Então existem transportadores de gordura no sangue que são chamados de moléculas de LDL e HDL. LDL é a abreviação de lipoproteína de baixo peso molecular. E HDL lipoproteína de alto peso molecular, também conhecida como colesterol ruim o LDL, e colesterol bom como HDL. Porque isso professora? Porque eles transportam colesterol no sangue,
só que o LDL quando ele está circulando no sangue ele tende a se aglomerar nas paredes dos vasos sanguíneos, por isso que se chama de Colesterol ruim, porque ele não sai facilmente do sangue, eles se agregam na parede do vaso sanguíneo formando placas de aterosclerose, que com o passar do tempo pode entupir o vaso sanguíneo gerando infarto do miocárdio, gerando derrame, AVC enfim. O HDL ele não tem essa tendência de grudar na parede dos vasos sanguíneos por isso que ele chamar de colesterol bom. Bom o sangue tá lá rico em LDL e ele leva o
colesterol até as células, por quê? Porque colesterol é uma coisa boa a célula precisa de colesterol para manter a fluidez de suas membranas, então as células apresenta receptores para LDL, e aí quando receptor se liga com LDL do sangue, automaticamente a clatrina chega nesse ponto da membrana, forma uma vesícula e incorpora o LDL com colesterol lá dentro dele, essas bolinhas vermelhas representam colesterol que estão sendo abraçadas pela molécula carregadora que é o LDL, aí a digestão intracelular quebra a molécula de LDL e libera o colesterol para célula, e aí a célula utiliza o colesterol como
ela bem entender. Isso num processo natural. Como eu comentei as pessoas, os indivíduos que apresentam essa Doença tem uma alteração genética para o receptor de LDL, então eles apresentam pouca quantidade do receptor, ou um receptor que não existe, não é produzido, ou esse receptor ele não funciona adequadamente que é o que tá mostrando essa imagem debaixo do slide, esse receptor se liga com LDL que tem que ser transportado, entretanto ele não é capaz de atrair a clatrina para onde ele tá, a clatrina vai para outro ponto da membrana e vai brotar uma vesícula vazia, completamente
vazia, não tem LDL com colesterol dentro dela, portanto LDL contendo colesterol fica sempre aqui ó no meio extra-celular e também no sangue nunca sai do sangue na verdade, isso faz com que ele em grande quantidade grudem na parede dos vasos sanguíneos e forme as placas de aterosclerose. As pessoas que têm essa doença genética tem alto risco de ter infartos, de ter AVC como eu comentei, então elas tem que fazer um controle nutricional muito grande para diminuir ao máximo a ingestão de gordura e também fazer exercício físico e fazer o uso de medicamentos e controle laboratorial,
fazendo exames com frequência para saber como está o nível de seu colesterol, porque ele tem uma alteração Genética na verdade que independe muito da sua alimentação, mas que se ele não colaborar com uma aimentação adequada, o excesso de colesterol vai ser ainda maior, ok? Então foi a interpretação de como funciona esse tipo de doença que eles entenderam que existe então tipo de endocitose que era específico de macromoléculas que atuava via receptores, e via receptores com a atuação de clatrina e não havia a formação de pseudópodes como ocorre na fagocitose. Esse é só um exemplo, inúmeras
macromoléculas que a célula precisa utilizar, são incorporadas através desse tipo de endocitose mediada por receptor e aqui tá mostrando em microscopia eletrônica o brotamento da vesícula revestida por clatrina no processo de endocitose, então uma membrana que tá aqui sendo curvada pelas moléculas de clatrina, aqui está o lado citoplasmático, e aqui o meio extra-celular. No meio extra-celular as moléculas estão sendo atraídas por onde existem esses receptores específicos da molécula, a membrana vai ficando cada vez mais curvada até que ela fica presa na membrana plasmática somente por um pescocinho, e esse pescocinho vai ser estrangulado até que
a Vesícula se solte da membrana plasmática formando o endossomo inicial, percebam que esse endossomo inicial ainda tem as moléculas de clatrina na sua superfície, mas elas vão ser removidas de modo que a membrana da vesícula fica limpa, fica livre para ser reconhecida pela vesícula que vem do golgi contendo as enzimas que farão a degradação dessas macromoléculas. Aqui uma microscopia eletrônica de varredura então para mostrar olhando do lado de dentro da célula, olhando a membrana plasmática do lado de dentro da célula, cada bolinha dessa aqui representa uma endossomo que está sendo formado através do mecanismo de
clatrina, aqui porções da membrana onde não tem clatrina, aqui porção da membrana onde tem clatrina, forma esse aspecto de casinha de abelha ou de colmeia por conta da associação muito específica das moléculas de clatrina umas com as outras, tá? Gerando então essa curvatura da membrana. Aqui em maior aumento, a membrana se curvando exatamente onde estão as moléculas de clatrina, é aqui que tá havendo brotamento da vesícula que vai formar o endossomo. Bom então falei para vocês sobre os processos de endocitose que são responsáveis por Levar o material até digestão intracelular, como os lisossomos são formados
e como eles trabalham na digestão intracelular. A digestão intracelular é extremamente importante para o funcionamento de qualquer célula, não só na célula de monitoramento, mas nas células que precisam degradar o seu material intracelular, se existe qualquer alteração no funcionamento lisossomal existem doenças, então são são formadas as doenças que a gente chama de doenças de acúmulo lisossomal. Existem muitas doenças de acúmulo lisossomal, porque a quantidade de enzima que trabalha dentro do lisossomo é imensa e apenas uma delas que não estiver funcionando corretamente pode ser capaz de formar uma doença de acúmulos lisossomal, esse quadro aqui só
para mostrar para vocês algumas doenças, são muito poucas perto daqui existem, elas não são frequentes mas elas existem. Então aqui uma doença chamada gangliosidose por exemplo, ela é formado por um defeito na enzima chamada beta-galactosidase, essa enzima aqui ó que não foi produzida, porque existe uma mutação genética para produzir estas enzimas, a ausência dessa enzima faz com que haja o acúmulo Dessa molécula chamada gangliosídio, gangliosídio é uma gordura específica do tecido nervoso que deveria ser quebrada, ela não é quebrada e fica acumulada, e aí imagina um acúmulo de moléculas dentro de uma célula nervosa ou
neurônio, acúmulo de moléculas ou acúmulo de de lisossomo que não está funcionando adequadamente no axônio impede a correta transmissão do impulso nervoso, então o axônio precisa estar livre para que haja uma correta transporte de moléculas, transporte de neurotransmissores do corpo celular até a porção final dos neurônios, então célula nervosa que tem acúmulo vai trazer efeitos ou prejuízos para o organismo, se a gente estiver falando de um indivíduo que está em formação vai ter então retardo mental, aumento de outras doenças, outros órgãos que que também trabalham com base na degradação intracelular, como os hepatócitos. É outras
doenças começa Lipidose sulfatidea vai ter um defeito na enzima arilsulfatase, tem um erro de digitação aqui mas é arilsulfatase, onde vai acumular essa molécula que é o sulfatide, isso também vai causar retardo mental e morte na primeira década de vida desse indivíduo Não consegue sobreviver muito tempo, então são doenças normalmente doenças genéticas onde há um prejuízo na produção de determinadas enzimas que deveriam trabalhar dentro do lisossomo, ok? E aí
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