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Carrossel | Capítulo 136

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05,200 Palabras26m readGrade 6
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Hoje eu lembrei de você. [Música] Tá tão difícil de vencer a timidez. Hoje eu pensei em você, [Música] te encontrar, te falar mais uma vez.
E se eu te der meu coração numa varinha de condão, os seus desejos vão se realizar. [Música] Sou tua fada, a tua flor. Você é o meu primeiro amor.
Estarei sempre a te esperar. [Música] Oi, Ros. Oi, querida.
Oi, Jorge. Oi. Você tá bravo com alguma coisa?
Eu já explicar tudo. Sim, sou eu mesma. Como você está, Helena?
Ah, que bom. Eh, eu resolvi ligar porque tem uns assuntos pendentes aqui na escola que envolvem a senhorita. Eh, não, não, tem que ser agora mesmo, viu?
Ah, tudo bem, diretora. Pode falar. Como você bem sabe, eu tenho as minhas mãos atadas mesmo durante as férias.
Aham. Eu fui forçada a tomar uma decisão nesse exato momento. Por isso que eu liguei para você.
Pode falar, diretora. Eu resolvi manter a Susana no terceiro ano e você no quarto ano. Eu sei que pode parecer um pouco injusto, mas eu já havia conversado com ela antes e e eu preciso fechar essa grade do horário com urgência.
Tudo bem, diretora. Eu não quero que a Susana e nem ninguém seja prejudicado por minha causa. Eu sabia que você iria compreender, Helena.
Tinha certeza. A gente se fala depois. Então, até logo.
[Música] Que que foi, minha filha? Eu realmente não vou conseguir ficar com os meus alunos. Vai ficar tudo bem.
Eu quem será que tá tocando essa música? Foi com você que eu aprendi a repatir tesouros. Foi com você que eu aprendi a respeitar os outros.
Legal ter você aqui, um amigo em que eu possa acreditar. Queria tanto te abraçar. para mostrar para você que eu não esqueço mais essa lição.
Amigo, eu ofereço essa canção ao mestre com carinho [Música] para mostrar para você que eu não esqueço mais essa lição. Amigo, eu ofereço essa canção ao mestre com carinho. [Música] [Aplausos] E desculpe, eu não tô entendendo nada.
Que mais tem que entender, Jorgia? Ah, o menino tem razão, Alberto. Gente, por favor, vamos tentar conversar.
Isso, acho melhor. Amor, que aconteceu? Aconteceu, mas eu acho que é o Jorge que deveria falar.
Eu não quero me intrometer na vida pessoal da Maria Joaquina. Pode falar, Jorge. Os amigos da Maria Joaquina, como meu pai disse, me cercaram e me espancaram.
Quase 10 meninos contra um, Miguel. São os covardes, viu, mamãe? Tá vendo que aqueles vândalos são capazes de fazer?
Maria Jaquina, filha. São todos uns maloqueiros mesmo. Mas mãe, eu não quero saber.
Nenhum deles vai ser convidado pra minha festa. E ponto final, filha, aqueles meninos são seus colegas de classe. Seria indelicado da nossa parte não chamá-los pra festa.
Bom, pelo que eu entendi, o baile é para apresentação do nosso filho. Nós não podemos permitir a entrada desses garotos, uma vez que já atacaram o Jorginho. Ou vocês querem que o episódio se repita?
Eu só acho que nós deveríamos pensar um pouco antes de tomar uma atitude dessa. Gente, para mim já tá tudo mais do que claro. Eu tenho certeza que deve haver algum mal entendido, Alberto.
Isso porque você não viu o estado em que o Jorginho chegou em casa? Ai, foi desesperador. Eu conheço muito bem essas crianças.
São crianças, sim, que realmente não t as mesmas condições que a gente, mas são crianças com coração tão bom. Eu não acho que fariam, teriam coragem para fazer isso. Eu não quero saber, papai.
Esses garotos não vão vir a minha festa. Não é bem assim, né, filha? Calma, Clara.
Eu acho que a Maria Joaquina tem toda a razão. Além de merecerem uma lição, esses colegas da escola não são o tipo de convidado pra festa. Vocês não acham que o relato do Jorge foi o suficiente?
Esse é o ponto de vista do garoto. Nós temos que ouvir. Tá chamando meu filho de mentiroso.
Não, Roberto, eu jamais faria isso com você. Ai, crianças, ainda bem que vocês vieram. Uma serenata cantada por vocês.
Era tudo que Helena precisava agora. Você sabia que eles vinham? Ah, o Jaime me ligou combinando tudo.
Foi o nosso segredinho. Professora, você gostou da Serenata? Eu adorei.
A música é muito linda. E o que que você achou da nossa banda? [Risadas] Vocês tm potencial, mas ainda tem um longo caminho pela frente.
Desde quando vocês tm a banda? Desde ontem. Tá explicado.
Talento a gente já tem. Só faltava mostrar pro mundo. Do jeito que a gente tá tocando, se mostrar pro mundo, a gente vai levar um de tomate.
É por isso que vocês têm que ser persistentes. Nada se consegue tão fácil. É, com bastante ensaio vocês chegam lá.
E qual é o nome da banda? Carel. É um nome muito romântico, né?
E o Rabit é o nosso mascote. E ele canta também. Melhor do que a Laura, hein?
Carrossel é um nome muito original. É, foi homenagem ao meu pai que cuida de carros e o seu limit. O nome dele é para mim esse assunto acabou aqui.
E mamãe, você já sabe o que não deve fazer. Com licença. Com licença.
[Música] Então, a que conclusão chegamos? Alberto, a gente já se conhece há tanto tempo. Você tem razão.
Me desculpa, eu eu tô um pouco alterado. Tem problema. Não foi nada demais.
Mas você também precisa entender. Vocês também são pais. Nós entendemos, mas é que nunca passamos por uma situação dessas antes.
É, provavelmente os amigos da Maria Joaquina também nunca haviam se deparado com crianças do nosso padrão. Deve haver algum tipo de preconceito. Não, eu não acredito nisso.
As crianças não fazem esse tipo de diferença, pelo contrário, só tratam mal a Maria Joaquina quando ela faz por merecer. Talvez por ser menino deve ter havido algum tipo de disputa, inveja. Ah, não sei.
Eu só sei que acabaram descontando no meu filho. Aceita mais um canapé. Ah, Joana do que o canapé.
Ih, é de fígado de ganso. Só me dá aqui. Hum.
Fígado de ganso. Eu aposto que essa ideia de banda foi do Jaime. Acertei.
É, professora. Primeira vez que essa cabeça aí eu funciona e não cheirou mal. Eu posso não ser um homem de cérebro, mas sua visão.
O Jaime é um grande empresário e ainda vai ficar maior. Engraçadinha. Como assim empresário, Jaime?
Eu pensei que você gostasse da gaita. É, eu tô com gaita e canto, né? Mas o que eu quero ser de verdade quando crescer é empresário.
Mas você não vai ser jogador de futebol também? É, tô vendo que você pensa grande, hein, Jaime. Desse tamanho não tinha como pensar de outra forma.
Podem, podem rir à vontade, viu? Mas quando me tornar um empresário bem famoso, vocês vão correr atrás de mim. Uh!
V duvidando. Vai, vai duvidando. Que que que é?
Para. Eu sinto muito por ter que envolvê-lo em toda essa situação, Miguel, mas eu não tive outra opção. Foi bom você ter me contado, Alberto.
Afinal, eu conheço muito bem os amigos da Maria Joaquina. Você sabe que eu não gosto de arranjar confusão. Eu tenho certeza que tudo não passou de um mal entendido.
Mal entendido? Porque não foi com a sua filha? Rosana, [Aplausos] eu entendo seu posicionamento, Miguel, mas eu não posso deixar as coisas como estão.
Roberto, eu tenho uma ideia. Porque amanhã nós não nos encontramos com as crianças e resolvemos tudo isso? Mas é melhor nós fazermos isso sem que a Rosana e o Jorge saibam, senão vai ser colocar mais lenha na fogueira.
Não, claro. Pode contar com a minha descrição. Nos viemos amanhã.
Sim. Eu ligo para você pra gente marcar um horário, combinado? Foi um prazer, Alberto.
Boa noite, tia Cristina, o bolo que a senhora fez tava muito romântico. Ah, obrigada, Laura. Assim, sempre que você quiser comer bolo, é só aparecer aqui em casa.
Sério? Ih, tia, não faz isso não, senão a Laura não vai ser a sua porta. É muito chato, viu Paulo?
Crianças, parem de brigar. Eu acho melhor vocês irem pra casa de vocês, porque já está ficando tarde. Seus pais podem ficar preocupados.
É, a professora Helena tem razão, gente. Vamos lá, vamos embora que amanhã tem mais ensaio. Ai, agora aguenta, professora.
O J tá se achando o mandão. Ah, leva o rabitar em casa. faz.
[Música] Tchau, professora. Tchau crianças. Tchau professora.
Crisa de coração por você ser assim. Eles são os amores, mãe. Ah, eles são sim.
E eles têm um carinho enorme por você, minha filha. Um amor. Queria tanto te abraçar.
[Música] [Música] Ai, mas que demora. Alô, finalmente. Quem é?
Escuta aqui. Quem que vocês pensam que são? Quem tá falando?
Vocês são bandos de mal educados, grossos e maloqueiros. Maria Joaquina é você. Não se faça de idiota.
Você sabe muito bem quem eu sou. Do jeito que tá gritando, só podia ser o que que você disse? Nada não.
Só tava perguntando porque você tá tão nervosa assim, né? E eu que pensei que você fosse diferente. Como eu fui bob.
Olha, Joquina, o que que você tá falando? Ai, por favor, não se faça de desentendido. Isso me deixa mais irritada ainda.
Que que eu fiz? E você ainda pergunta? Já esqueceu que o seu bando fez?
Meu bando? Maria Joquina, fala logo o que que você quer. Eu quero que você e seus amigos selvagens deixem o Jorge em paz.
Pronto, você fez tudo certo. [Música] Que que foi? Nada.
Eu só tô um pouco estressada. Olha aqui, Maria Joquina, se você for ficar desse jeito, eu vou embora pra minha casa. Se quiser me liga.
Hoje eu acordei pensando assim: "O que é que a vida faz por mim? Eu tenho só que agradecer. Tenho tanto tempo.
Já começou a gastar logo cedo. Hum, mas é por um motivo especial, viu? Você vai ver.
E também não foi caro, tá? Ah, é? O que que é um purificador de água?
É, sabe o que é, amor? Essa semana eu vi no jornal, sabe aqueles galões que a gente usa aqui em casa, filtro de barro também? Então, disseram que até nesses dois a gente pode encontrar bactérias e vírus na água.
Nossa, sério? É. Aí eu ainda encontrei com Eloía, ela falou que o marido dela tinha acabado de comprar isso aqui e adorado.
Aí, nossa, já imaginou se a gente se contamina com alguma água? Então, fez muito bem. Valera, hein?
Cadê? Não sei. Deve estar brincando com os amigos, né?
Para variar. Então, vamos ver aqui como é que a gente faz para instalar esse purificador de água, se precisa de alguma tubulação, energia elétrica. Não precisa de nada disso.
Na verdade, ele já tá instalado. Olha aqui. É só você colocar a água da torneira aqui dentro e pronto.
A água já sai prontinha para beber e purificada. Quer dizer, então, que eu não vou mais precisar pegar aqueles galões pesados. Queinei a largar minha cozinha.
Ah, meu Deus. Lembra daquele dia? Hã?
Parecia desenho animado, né? Pegando o galão, colocando espaço. Também que entrei na cozinha também.
[Música] Tá legal. Agora tenta quebrar menos baquetas, tá? Daniel já.
Olha esse som que eu fiz aqui, ó. [Música] Coke, Coke, não viaja muito nessa sonzeira, não, tá? O importante é que o pessoal ouça os instrumentos.
Carmen e Alícia, muito bem, meninas, vocês duas formam uma dupla incrível. E aí, a gente vai começar logo ou não? Bom, a música que a gente vai tocar hoje tem o nome da nossa banda.
Mas essa música não era amore Joquina que ia cantar, J? Não tem problema. Eu canto no lugar dela.
Nem pensar. Essa música é minha. [Música] [Aplausos] Entre doentes e fadas, a terra encantada espera por nós.
Abra o seu coração na mesma canção, em uma só voz. Entra, vem no picadeiro, pintar essa cara com tinta e pó. Deixa a criança escondida, esquecida, esquecer que ela é a voz.
Marcel onde o mundo faz de conta a terra e quase o céu. Embar céu onde o mundo faz de conta a terra do céu. Nesse carro é céu onde o mundo vai de terra para o céu e marque neste carro céu.
[Música] Eu pensei que você não vinha depois da ligação de ontem. Eu até comentei com a galera no telefone. Eu não disse nada que eu não vinha e você nem devia ter aberto sua boca.
Hum. grossa desse jeito. Pode voltar pra sua casinha que eu canto.
Eu não preciso ser legal com as pessoas, basta eu cantar. Isso sim é ser profissional, tá? Ser profissional é falar menos e tocar mais.
Então, bora ensaiar. É [Música] entre doentes e fadas, a terra encantada espera por nós. Abra o seu coração na mesma canção, em uma só voz.
Entra bem no brigadeiro pintar essa cara com tinta e pó. Deixa a criança escondida, esquecida, esquecer que ela é a vó. Onde o mundo faz de conta terra, paz e céu nesse carro céu onde o mundo faz de conta a terra e quase o céu.
Nesse carro céu onde o mundo faz de conta da terra quase o céu. Aqui nesse carro céu, onde o mundo faz de conta a terra e qu no nosso circo maluco, você é de tudo até superherói. Você é a roda gigante, o anão elefante, o índio cowboy.
Venha, não perca seu tempo, que até a idade se pode escolher. Venha ser uma criança, tirar nessa dança ser o que quiser. Embarque nesse carro céu, onde o mundo faz de quando a terra quando o céu nesse ficar o céu onde o mundo faz de quando a terra é quase o céu.
Parque nesse carro céu onde o mundo faz de quando até quase céu. Nesse carro céu hoje o mundo faz de costa terra e quase o céu. Tá legal.
Tá legal, gente. 5 minutos de descanso. [Música] Adriano, Adriano, acorda.
Adriano, acorda. O pesadelo já acabou. O quê?
Não sei como você conseguiu dormir com tanto barulho. Cadê os palhaços? Palhaços?
Mas não eram meias? Não, tô de programa de TV aqui. Programa de TV é o programa do Patate Patatá.
Acho que você tomou alguma coisa quando você saiu de férias lá no laboratório de ciências carro. Não quero céu. Não tô acreditando no que eu tô vendo.
Ô moleque, mas que susto que você me deu. Que que foi? Por que que você tá me olhando desse jeito assim?
Eu vi você dançando e cantando no meio da sala. Eu dançando e cantando no meio da Você tá maluco, moleque. Não precisa disfarçar não, pai.
Eu vi tudo. Pena que eu não tava com a câmera para postar na net. Que postar na net?
O que, moleque? E diz: "Qual é o problema de curtir uma musiquinha? ".
Ah, dá um tempo, né, pai? O que eles estão tocando na mecânica não pode ter chamado de música. É o bando de fedelho batendo nos instrumentos.
Ô Jonas, calma. Eles estão aprendendo. Eles chegam lá.
Você nunca deixou minha banda saiar na mecânica, hein, pai? E muito menos escutou alguma das minhas músicas. Ah, tá com ciuminho, filhote.
Vem aqui, me dá um abraço. Vem aqui. Ô, você me dou bolinha?
Hum, claro que não. Eu só tô lutando pelos meus direitos. Que que direitos?
Você você acha que você tem algum direito, Jon? Bom, olha, Jonas, eu amo você e o Jaime da mesma maneira. Eu não quero que você se sinta injustiçado.
Vem cá, me dá um abraço. Vem cá, moleque. Ô, moleque, volta aqui.
Mas mas como é que pode um negócio desse, doutor? [Música] Ai, eu preciso no banheiro urgente. Então vai.
Ué, mas que foi agora? Ai, foi mal urgente, eu tropecei. E que quer em você, ué?
Resolveu entrar pra dancinha das meninas. Ai, eu tô apertado. Eu quero fazer xixi.
Se eu não fazer xixi, eu vou explodir. Só para entender, se vocês não vieram consertar o carro, então é, nós precisamos conversar com os garotos. Infelizmente, ontem eles tiveram um incidente.
Eu não diria bem um incidente. Que foi que eles aprontaram? Meu filho Jorge, ele foi atacado covardemente por um bando de delinquentes.
Ih, ferrou. Que devem ser os mesmos responsáveis por esse sonstridente vindo aí da sua mecânica. Opa, olha lá como fala da banda do meu filho, hein.
Vamos, vamos manter a calma, por favor. Não há motivo da gente ficar se alterando aqui. Ué, mas o seu Alberto é que começou ofendendo.
Tá ruim ainda, entendeu? A gente tem que incentivar mais, entendeu? Vocês estão cantando meio frouxo, entendeu?
Bibiquia também. Ô Cirilo, você tá falando com alguém? Não, eu só tô escutando tututu.
Ah, então desliga isso daí. Você não vai acreditar quem tá na casa do Jaime. O pai e a mãe dele.
Não, além deles. Não sei quem é um tal de Alberto, o pai do Jorge. Eu acho que ele viu atrás de você.
Atrás de mim, o pai do George. Olha, seu Alberto, com todo o respeito, acho que o senhor tá confundindo, viu? Porque os meninos são bagunceiros e não esses maloqueiros aí que o senhor tá falando.
Foi o que pareceu pelo estado que meu filho chegou em casa. Olha, esses meninos são bons e eu boto a minha mão no fogo por eles. Ah, melhor não se comprometer, senão pode acabar se queimando.
Eu conheço muito bem o meu filho. Ele pode não ser um bom aluno, mas ele tem um coração enorme do tamanho da barriga, ou maior, não é? Eu tô de prova.
O Jaime é um excelente garoto. Nem ele, nem os meninos atacariam assim em grupo seu filho sem nenhum motivo. Quero falar com eles.
O que que o senhor pretende fazer? Por gentileza, ele só quer conversar. Rafael, pode ficar tranquilo.
Tá bom, mas tem que esperar um pouquinho até o ensaio deles terminar. Eu sou um homem muito culpado. Eu não tenho tempo para esperar a bandinha deles terminar de ensaiar.
Tá bom, por favor. Vamos lá. Vai.
Vamos. [Música] Pessoal. Vamos dar um tempo aí.
Pera aí, pai. Só tô dando umas dicas para eles. O senhor falou que nenhum cliente vinha hoje.
Jarme, fica quieto e escuta. Ontem o meu filho Jorge foi atacado por alguns garotos e eu creio que vou encontrá-los aqui. Vocês têm alguma coisa a me dizer a respeito da acusação?
Mas para que tudo isso, homem? São só crianças? Calma, Rafael, deixa ele terminar.
Eu posso explicar tudo, senor. Fala, Daniel. Foi o próprio Jorge que começou isso quando ofendeu um dos nossos colegas.
Ele xingou todo mundo aqui de maluqueiro. É isso aí. E ainda por cima bateu no Cirilo.
Ele não foi nem um pouco romântico e saiu empurrando ele da casa da Maria Joaquina. Não foi assim que aconteceu. O Jorge jamais faria uma coisa dessas.
O Cirilo que jogou aquele bisouro horrível em cima de mim de propósito. Ai, amiga, tô sentindo tanta a sua falta nessas férias. Eu também estou sentindo sua falta Susane.
A gente devia combinar de se ver mais vezes, né? Ah, estamos nos vendo agora. Ah, mas agora não conta.
Não vim aqui para bater papo. Vim aqui para te tirar de casa. Tem um programinha especial para nós duas hoje.
Agora. E o que é? Um amigo meu músico vai tocar num barzinho aqui perto da sua casa.
Hum. E esse é o mesmo amigo por quem você está interessada. Ele mesmo.
Vamos. Vocês precisam sair um pouco da sua casa, sair da rotina. É, da casa pra escola.
Da escola pra casa. É, agora nas férias tem sido só a casa. Por isso mesmo.
Tá na hora de sair um pouco daqui. Você é muito jovem para ficar enfurnada dentro da sua casa, Lena, vai, vai lá se troca que eu te espero. [Música] Eu não posso, Susana.
Não pode o quê? Trocar de roupa? Não, eu não posso ir.
Eu prometi que acompanharia minha mãe até o médico. Ah, não, Helena. Justo hoje.
A gente combina alguma coisa na próxima vez. Tudo bem, né? Fazer o que, dona Helena?
Deixou isso. Eu não vou perder o show. De qualquer maneira, obrigada pelo convite.
Mas pode esperar que vão ter outros convites, viu? [Música] Então, tchau, Elena. Tchau.
Bom show. Obrigada. Tchau.
[Música] Mentira. Ô pessoal, ó pessoal, silêncio. Deixa o Cirilo falar.
Não era um bicho nojento, Maria Joaquina. Era um bizarrinho bonitinho. Daram mesmo.
Ô, Maria Joaquina, vem cá. Para de ser enrolona. O Cirilo nunca seria capaz de jogar bichos em ninguém, muito menos em você.
Por que que você tá trançando as pernas de novo? É porque eu ainda tô apertado. Então é melhor sair logo antes de alagar a oficina do meu pai.
[Música] Crianças, assim ninguém se entende. Daniel, pode falar. O Jorge ofendeu a nossa turma e nós escolhemos um de nós para dar um castigo nele.
E qual de vocês foi o escolhido? Valéria. Não fui eu.
Então quem foi? Eu acho que eu sei quem foi, [Música] Cirilo. Esse senhor quer te conhecer.
Ai, eu achei tão bonitinho seus alunos empolgados com a banda que eles formaram. É, eles estão muito unidos. Eu fiquei muito feliz também.
Mas você vai acompanhar eles nesse sonho de montar a banda, né? Ai, eu não sei se é uma boa ideia, mãe. Talvez seja melhor a professora deles acompanhar.
A Susana vai estar bem mais entrosada com eles. Mas filha, querendo ou não, você ainda professora deles. Não, mãe, agora é a Susana.
Para eles é você, Helena. Filha, sua a sua presença é muito importante para essas crianças. Se elas pedirem sua ajuda, você deveria aceitar sim.
É melhor não, mãe. Vai ser difícil para eles me verem com outros alunos na escola. E além do mais, se eu ficar sempre por perto, eles podem não se acostumar com a Susana.
Ah, El Helena, você pensa demais nos outros e pouco em você. A Susana que se vire para conquistar os alunos dela. Não, eu estou pensando neles também.
É super importante gostar da professora para ter um bom desempenho nos estudos. Eu acho que você se conformou rápido demais com as decisões da diretora Olívia. Não, eu fiz tudo que eu podia, mas eu também não quero puxar o tapete de ninguém.
Ah, e os outros puxaram seu tapete? Tudo bem. Ninguém fez isso, mãe.
Eu pedi para sair, lembra? Ah, eu não vou voltar nesse assunto de novo. Eu só te digo uma coisa, filha.
Abre o olho, porque ser um peixinho num mar cheio de tubarões não é bom. [Música] Você [Música] bateu no meu filho? Bati.
Qual o seu nome? Cirilo. Fale mais alto.
Calma, Alberto. Cirilo. Ele é um excelente menino.
É isso mesmo. O Cirilo é um bom menino, não é, pessoal? Sim senhor.
Essa é a opinião de vocês, mas não a minha. Não é possível que ele sozinho tenha batido no meu filho. Olha, seu Alberto, esses meninos podem ser bagunceiros, mas não são mentirosos, não.
Onde é que você mora? Aqui perto. Me dê seu endereço.
Já que você foi o causador de toda essa confusão, eu quero falar com seu pai. [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] E aí, moça? E aí, você arrasando como sempre.
Obrigado, pô. Bacana que você veio. Claro que eu vinha.
Sou sua maior fã. Adoro ver você tocando. E a sua amiga?
Cadê? Ela tinha outro compromisso. Não deu para vir hoje.
Fala a verdade, ela achou que era uma furada e resolveu cair fora, né? Claro que não. Imagina.
Você é ótimo. Fiz a maior propaganda sua e não menti em nada, porque realmente seu show é maravilhoso. Você é suspeita.
Opinião de amiga coruja não vale. Vale sim. Inclusive eu acho que você devia investir mais nessa sua carreira de músico.
Sinceramente, eu tô mais inclinado em largar tudo de uma vez e começar a investir em outras áreas. Já deu para sacar que viver de música não vai garantir minha aposentadoria. Verdade.
Então vamos tomar alguma coisa? Claro. Você convidada.
Ai que bom. A gente podia pedir alguma coisa para as tardes de domingo. O dia me sorrindo.
Olha, doutor, o senhor vai me desculpar, mas eu achei o seu amigo muito arrogante, viu? Bem diferente do dia que eu conheci. É, Rafael Alberto tá nervoso, né?
mexeram com o filho dele. E nós como pai sabemos muito bem que não é fácil lidar com uma situação como essa. É, eu sei.
Eu encontrei eles lá logo depois da briga, né? E o menino lá, o filho dele, o Jorge, tava tudo desgranhado, com uma cara de dor. Aí eu dei uma bronca danada na molecada.
Fez bem, né? É, mas os meninos disseram que quem começou tudo foi o Jorge mesmo. Eu vou conversar com Alberto e tentar averiguar todinha essa história.
Bom, eu preciso pro consultório. Até logo. Tchau, doutor.
[Música] Bom, Firmino, eu vou ficar esperando na sala de música. Todo professor ou professora que vier aqui, você manda para lá. Está bem.
Você entendeu as coordenadas, né, Firmino? Sim. É, então eu vou ficar esperando na sala de música.
Não esqueça. Já entendi, senhora. Tá.
Então ótimo, viu, Firmin? Eu já estou indo então na sala de música, viu? É.
[Música] Quantas vezes ela acha que tem que repetir? Mas que coisa. Eu não sou surdo, é só um pouquinho, mas também ninguém precisa saber disso.
[Música] Ai ai ai. Se eu não ficar repetindo as ordens pro Firmino, ele acaba esquecendo. Meu Deus, ele tá ficando gagar.
Não é possível. Aí a graça é outra. Olha só, a gente a gente tem que ficar no pé dessa menina, senão ela não faz nada direito.
Olha, olha a situação desse piano. Que vergonha. Ô, Firmino, que horror.
[Música] Ai, ai, ai, ai, ai, ai. Pois não, senhora. Firmino, por favor, vai até o homoxarifado, pegue um pano e passe neste piano.
Ele está imuno. É. E o que que eu faço com os professores e as professoras que estão chegando pra entrevista?
Firmino, você não quer que eu tire o pó deste piano? Quer? Não, senhor.
Então faz o que eu tô mandando, Firmino. Sim, senhor. [Música] E agora?
O que que eu faço? Calma, Cil. Ai, eu tô com muito medo.
Eles já foram, Mário. Já. Então essa minha chance de fugir.
É bom mesmo. Você não vai passar o resto da vida na cadeia. É verdade, Daniel.
É claro que não, né, Cirilo? Melhor você ter cuidado, Cirilo. Para de ser chato, meu.
Vê que o moleque tá mal. É coitado do Cirilo. Pau.
Cirilo. Cirilo. Vamos correr atrás de [Música] aii.
Diretor Olí, a senhora mudou de sala? É óbvio que não, né, Graça? Não.
Então tá aqui para matar a saudade de professora Mat, né? Ara, para de bobeira, graça. Eu estou aqui para resolver um assunto muito sério.
Inclusive, eu queria saber por que que a senhorita chegou só agora na escola. Hã? Eu eu eu tava resolvendo um particular.
Oh, sim. Você está sempre resolvendo assuntos particulares, não é? Olha, se continuar assim, você nem precisa voltar aqui, viu?
Cruz credo, diretora. O gente. Ei, e eu posso saber que assunto sério aí é esse que a senhora veio resolver aqui?
Não. Oxe, dona Olívia, custa nada matar a curiosidade de uma pobre faxineira, coitadinha. [Música] Ai, eu vou pro céu, sem dúvida nenhuma.
Só de te aguentar, Graça. A minha vaga já tá garantida. Sabia?
Ora, eu estou aqui para receber candidatos à vaga de professor de música da Escola Mundial. Tá satisfeita, Graça? Ó, candidatos muitos.
Professor de M. [Música] [Aplausos] Zé, tem uma pessoa lá fora querendo falar com você. Quem Paulo?
Me parece um empresário importante. Ele disse que chama Alberto Cavalierei. Alberto Cavalieri?
E por que que o homem tão importante é isso fazendo aqui em casa? Não sei. Eu quis perguntar, mas eu achei que ele tava um pouco aborrecido, aí eu não tive coragem.
Mas ele disse que era sobre o Cirilo. O Cirilo? Por que será, Paula?
Não sei. Ele deve ter feito alguma travessura. Tá bom, Paula, manda ele entrar.
Ai, meu filho, que será que você fez essa vez? Se eu voltar para casa, meu pai vai me matar. Mas por quê?
Foi uma briga de honra. É que o meu pai só vai acreditar naquele homem. Eu vou ficar aqui.
Não, Cirilo, você tem que enfrentar. Se você quiser, a gente vai com você. É, foi um sorteio, não foi culpa sua.
E qualquer um que fosse sorteado ia fazer isso. E aí a gente fala pro seu pai que o Jorge que começou a arranjar briga. É, a briga foi justa.
Não adianta. O meu pai não vai acreditar em mim. [Música] Olá, [Música] eu sou o pai do Cirilo, José Riviera.
Muito prazer. Eu sei, mas o que posso ajudar? O meu filho foi espancado pelo seu filho no meio da rua.
Espancado pelo Cirilo? Não, não pode ser. Meu senhor.
Eu não tomaria partido se fosse uma briga justa, mas o que o seu filho e os outros meninos fizeram foi pura covardia. Mas o seriro não é de brigar, muito menos brigar em turma. Não foi que aconteceu.
Foram oito contra um e o seu filho foi o mandante de tudo. Paula. Ciro nunca foi agressivo, muito menos covarde.
Pois agora ele foi. Eu vou pedir para que ele me explique o que aconteceu. Olha, se o senhor quiser saber como é que as coisas aconteceram, eu posso perfeitamente explicar.
[Música] É, Cirilinho, isso é uma droga, viu? Os pais nunca acreditam na gente. O meu pai acredita em mim também.
Você é ma nerdão. O Cirilo até que é um molo. Que será que seu pai não acredita em você, Cirilo?
Na verdade, não sei se ele vai acreditar, mas eu acho que não. Você tá sendo pessimista, é só você explicar tudo pro seu pai. Você tem que explicar desde o começo, quando você foi levar o Bisouro pra Maria Joaquina, entendeu?
É, conta tudo para ele, vai dar tudo certo. Foi uma luta justa. Seu pai não pode te castigar.
É, a gente tinha que ter levado uma câmera escondida para gravar tudo. Aí sim, eu queria ver alguém duvidar. Teria sido animal.
Com certeza aquele menino metido vai mentir pro pai e vai falar que foram todos contra um. É ele que é covarde com uma briga de cavalheiros. Só que os pais não entendem disso, tal, Nerdão.
E pras mães, então nem precisa contar. Bom, gente, eu tô indo. Vai lá, você não quer mesmo que a gente vai com você?
Não, eu tenho que enfrentar isso sozinho. Boa sorte. [Música] Nesse carro é céu mundo vai de terra no céu.
[Música] Magnical.
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