é claro famigerada da rua das almas como não me lembrar era assim que minha avó costumava se referir a Rod seis meninos aquela que um dia eu também chamei de minha quanta saudade eu tenho de lá disse a doninha com extrema dificuldade de sentar-se guia ajudou e depois sentou-se à frente como é que tá Gracinha ela perguntou tá bem mas ela não sabe que eu t aqui tá a velha riu dele olhou PR mim em seguida E perguntou e você é filha de quem da Dona Clara Dona Liana e de seu Wesley Wesley o menino
dos português isso mesmo Wesley Pereira Eu sou neta da dona ía mas ela já está com Deus sim sim Conheci Sua avó uma senhora de fé não é mesmo Sim senhora muita eu mei Dona Liana nossa rua tá uma bagunça tudo de ruim que a senhora pode imaginar tá acontecendo ao mesmo tempo nós vamos ajeitar isso menina não se preocupe disse a senhora tirando uns raminhos já do avental Gu se opois nesse instante segurando as mãozinhas enrugadas daquela senhora doliana a senhora não entendeu não é caso de benzer só não tem força oculta na nossa
rua a gente tá aqui para ver se a senhora tem alguma coisa para contar que nossos pais não quer Dona Liana levantou-se o movimento dela nada tinha a ver quando a mulher cansada de minutos atrás que é que você tá falando Fi explique-se direito vai conta para ela você pode confiar tomei então a conversa para mim Dona Liana seu Zé Inácio faleceu a senhora soube a senhora o conheceu a velinha sentiu é claro assim Como eu a família dele também viveu ali Sobre aquelas pedras no passado isso mesmo pois ele morreu repentinamente logo depois da
chegada de duas mulheres na nossa rua coisas sinistras estão acontecendo desde então nosso clima de discórdia de briga confusão até de traição falei tentando ignorar os supostos flertes do meu pai nessa hora Dona Liana tocou no meu braço e eu me arrepiei tomou então um chá e recostou na cadeira continue fia o um bebê também morreu prestes a nascer prontinha para vir para esse mundo senhora Quem é que são os pais da bebê só lá da rua a doninha perguntou não eles moram há pouco tempo mas seu Ricardo ganhou o terreno de um familiar que
morou lá minha mãe contou isso na época recebeu de herança mas Dona Liana estranho mesmo é que eu passei a ter pesadelos que culpa as vizinhas novas por essas mortes tem algo naquelas mulheres senhora Gui tomou a fala para ele invadimos o quintal delas Don Liana é uma coisa medonha só su vendo acho que são bruxa macumbeira Dona Liana ficou séria olhava pro seu imenso quintal cuidado com o capricho de sempre nessa hora entrou uma mulher em sua sala mamãe o fisioterapeuta chegou vamos Dona Liana olhou pra filha e respondeu eu não vou fazer hoje
remarque Mas mãe ele quer conversar a filha insistiu não diga para ele que hoje não dá vem meninos vem comigo seguimos a mulher até uma pequena Capelinha não era um lugar católico também acho que não era evangélico porque haviam imagens mas eu não saberia dizer o que era só sei que tive um bem-estar imenso ali dentro Dona Liana segurou minha mão e suspirou fundo os olhos dela encheram-se no mesmo instante a rua de Lon era apenas um caminho de terra batida antigamente casarios simples feitos de taipa madeira os telhados eram feitos de barro e as
janelas pequenas de um vidro fosco não existiam lâmpadas ainda eram iluminações feitas por lampiões a óleo quando caí a noite dava de ouvir os sapos e os cascos dos Cavalos ao longe o cheiro da terra molhada misturava-se com das plantas da minha bisavó lá no quintal era dali que elas tiravam absolutamente tudo principalmente os remédios os moradores eram em sua maioria Trabalhadores Rurais um ou outro tinha um pequeno comércio as mulheres ficavam cuidando das casas e das Hortas enquanto os homens se dedicavam às lavouras e à criação de bicho foi nesse contexto que minha família
chegou aqui à noite as famílias se reuniam para contar das lidas e das histórias ao redor do fogão de lenha a criança corria descalça pela rua brincava entre a plantação e os riachos que serpenteava lá nos arredores mas por trás daquela aparente Tranquilidade e forças ocultas travava uma batalha silenciosa entre os habitantes daquela rua que antigamente era chamada Rua das Almas destacavam-se três famílias duas delas eram de duas mulheres que apesar de nunca demonstrarem publicamente nutr uma rivalidade perigosa e de muitos mistérios o nome de uma delas era Soraia o da outra Dona Francisca ou
Chica era minha avó a outra família era de um padre cuja irmã seria avó do menino Zé Inácio o nome do padre era Odilon assim a rua das almas se tornaria o lar que vocês têm hoje soria vivu com sua neta numa casa um tanto Mais afastada das demais era cercada por árvores gigantescas o quintal dela estava sempre tomado de folha seca tinha muito pouco cuidado as ervas que ela plantava cheiravam muito forte pela rua das almas incomodava que nem o quintal da Dona Andreia né bia quieto não interrompa eu falei muitos evitavam passar por
perto porque sabiam que dona sor era adepta de algum culto misterioso e antigo havia rumores de que ela praticava magia negra e as pessoas temiam muito aquilo os boatos cresceram com tempo assim como a rua das almas já dona Chica era o oposto de tudo vovó era muito sábia em relação à natureza assim conquistou o respeito de todos na rua das almas não tinha um que não confiasse nas Garrafadas dela levava os bichinhos eles se curavam levava as crianças os adultos os bebê esses que não falava a vó Chica bastava botar um pintinho para piar
dentro da boca ou então dava P Jango para eles comer depois parecia que eles tinha engolido uma agulha de vitrola se não andava juntava os pezinhos dele e soprava os bichinhos saí andando em menos de dois dia o jardim de vovó era um dos mais belos da rua cheio de plantas medicinais e flores coloridas que não deixava o cheiro de morte do quintal da ota invadir mas ainda assim até os mais Devotos e beatas recorriam a ela quando precisava de ajuda mas ninguém da rua sabia o que se passava naquelas casas quer dizer só uma
pessoa sabia o padre esse sabia de tudo e tava ali não era à toa assim como as outras duas meu Deus do céu o que foi que que você tá gemendo aí falou a doninha isso não é mais um causo não né Dona Liana eu tô toda arrepiada eu falei para ela é minha fha se prepara que o que vou contar para vocês é milenar pouca gente sabe mas eu sinto que é meu dever contar agora assim como aqueles três na rua das almas nós três agora na rua de long tomamos aqui porque temos um
propósito maior que propósito é esse Don Liana perguntou o guia foito ela engoliu em seco fechou a porta da Capelinha e respirou fundo a rua das almas era um solo de convergência espiritual meninos um ponto nevrálgico de forças que poucos conseguiam compreender aquele que dominasse aquele território poderia libertar uma entidade aprisionada desde os tempos e Odilon chegou lá primeiro ainda quando era um arraial mas a minha avó me confidencializa de uma ordem secreta e que sabia da missão dela de Soraia foi essa ordem que o enviou anos antes para aquele Arraial tempos depois chegou Dona
Soraia ainda muito jovem ela se aproximou de um dos filhos dos moradores dali casou-se com ele mas logo tornou-se viúva misteriosamente Dona s era incubida de exercer domínio sobre aquele solo tomá-lo para si assim como todo o poder que ele emanava uma vez detentora de tal poder Ela poderia finalmente libertar algo acorrentado ali a milênios no entanto havia um obstáculo que ela não conseguia transpor um obstáculo perguntou o Gu sim um selo ele que mantinha essa entidade Acorrentada e estava escondido sobre a casa do velho Padre mas minha também não estava ali por acaso meninos
assim como dona sor ela era uma enviada mas com o propósito contrário a daquela mulher seu objetivo era impedir que a entidade fosse solta minha avó então uniu-se ao padre de Lon para garantir que aquele selo jamais se rompesse conseguiram isso por décadas soria definhava em Vida tentando desvendar o mistério daquela barreira espiritual que mesmo na companhia maligna ela nada podia fazer ela então decidiu filtrarse entre os moradores e promover intrigas assim eles a ajudaria com brechas ela sabia que vovó Chica tinha um dom mas subestima a real importância disso a tratava feita uma benzedeira
qualquer que apenas estava atrapalhando seus planos mas em sua sede de poder arquitetou uma grande tragédia usou de artimanhas para envolver o meu pai com a própria filha dela porém as intrigas acabou por matar não apenas o meu pai matou também a pobre moça tomada de ódio pela dor sorá enlouqueceu de vez tornou então a vida de todo mundo na rua das almas um verdadeiro pandemônio vovó e Odilon redobraram atenção quanto a ela mas a mulher estava sendo cobrada pelo mundo espiritual estava disposta a ir à últimas consequências e foi dessa forma que ela fez
na noite fatídica em que tudo teria acontecido soria tentou sacrificar a própria neta dela filho de sua filha morta no acidente com meu pai o ritual foi terrível mas algo acabou dando errado quando os moradores da Rua das Almas finalmente se deram conta do que estava acontecendo se uniram para impedir aquele ato quem desconfiou foi a mãe da Dona Conceição elas moravam perto de Dona Soraia acompanhavam por várias vezes os sons dos ritos Vixe é lá Dona Liana é lá que essas mulher mora hoje na antiga casa da Dona Conceição observou o Gui Guilherme não
interrompa quieto eu falava fascinada sim meninos como vocês podem ver todos os moradores da Rua das Almas estão de alguma forma ligados aos atuais seja em espírito ou descendência naquela época eles se uniram para impedir que a transição da entidade fosse concluída Os descendentes daqueles que hoje habitam a Rua Odilon estavam entre os responsáveis que ajudaram a impedir o ritual macar eles invadiram o quital de soria com suas tochas bíblias olhos e água benta no ato de desespero para concretizar o rito que estava finalizando sor acabou perdendo o controle e foi totalmente consumida pelas Chamas
no lugar da neta minha avó assistiu a tudo ela pde ver aquilo disse que uma sombra arrastou por todo quintal levando a alma dela de volta para onde nunca devia ter saído vovó não sabia explicar Se Foi o choque ou outra coisa só sabe que nenhum morador da Rua fez um movimento sequer para ajudar Dona Soraia mesmo vendo que o fogo a consumia por completo O padre começou então a recitar as rezas de crença católica e os moradores o acompanharam vovó no entanto tinha atenção voltada toda pra menina os olhos da pequena eram vagos tristes
e perdidos disse que naquela hora a terra do quintal de soria tremeu como se todo o terreno estivesse partindo em dois porém a rachadura que ela e o padre apenas podiam ver parou no meio da rua metros antes da casa do padre Odilon perceberam que a entidade não havia sido liberta pelo menos não completamente o selo havia resistido Como assim não completamente eu perguntei assustada a menina sacrificada sobreviveu fia mas não disse Nunca mais uma palavra minha avó tentou ficar com a guarda uma vez que ela foi levada para um orfanato vovó contava com dor
sobre a criança encontrada ao amanhecer sentada na soleira da casa em ruínas os olhos eram vazios de emoção a adoção por parte da minha avó foi negada a própria criança teria se negado a ir com ela mas então minha avó passou a ser avisada primeiro em sonhos e depois pelas próprias entidades que a enviaram a este plano parte da transição daquele ritual Foi sim concretizado em breve alguém virá para finalizar o rito minha avó Então foi até o orfanato para tentar exterminar aquela entidade uma vez ciente que aquela criança não estava mais viva havia sido
morta no dia do ritual profano mas ela havia sido levada por uma mulher que se dizia amiga de Dona Soraia quando a dona acabou de dizer isso virei-me para Guilherme Gui a Cintia eu nunca ouvi ela falar você já ouviu eu perguntei Apenas quando ela seava pro gato louco ele me respondeu você não tá achando que as duas são ele questionou Bia são elas querem terminar o rito querem libertar coisa ruim sim meninos elas querem mas nós vamos impedi-las olhei pra mulher que deu um sorriso de leve mas mas primeiro você precisa trazer a lembrança
que você ganhou Beatriz e que tá ignorando desde então disse a velha com uma voz firme Aproveita e trago da sua amiga também pois ela tá um passo de se tornar um deles falou a senhora abrindo o portão a propósito Filha seu pai não fez nada Descanse é a filha da Tânia que tá sob influência aquela velha Beata da sua avó fez um bom trabalho afinal Como disse era uma mulher de fé falou Dona Liana sorrindo para mim ei de quem é aquele carro ele não é estranho falou Gui vendo Um veículo se afastando quando
olhei já estava longe demais Ei mamãe ele conseguiu disse a mulher traga as lembranças Beatriz precisamos nos livrar daquilo disse a mulher indo com a filha para dentro de casa meu Deus do céu Gu você acredita nisso tudo eu perguntei que estava pensativo eu conheço aquele carro conheço aquele carro [Música] [Música] [Música]