Meu nome é Artur Doval e eu tô na zona de fogo com 20 esquerdistas. [Música] A minha primeira frase é: "Eu quero rasgar a CLT". É óbvio que quando você ouve essa frase, você pensa: "Lá vem o defensor de patrão, lá vem o explorador de CLT". Justamente o contrário. Eu acho que a CLT hoje ela prejudica muito mais o trabalhador e a economia como um todo do que ajuda as pessoas que querem arrumar emprego, melhorar os seus salários. melhorar suas condições de trabalho e e sonhar com um futuro melhor. Aê, Tam. Prazer te conhecer, cara.
Prazer. E aí, como é que tá? Beleza. Meu nome é Tamir Felipe. Eu sou professor, streamer e músico. Eh, vamos lá. A CLT, ela tem 92 artigos. Eh, esses artigos, essas leis regulam a relação de emprego no Brasil. Qual especificamente você quer acabar e por quê? Vamos lá. Na verdade, eu acho que a CLT ela tem um espírito errado. O espírito da CLT ela veio ah no início do século XX, você sabe, de uma forma que hoje é completamente arcaica, nós não trabalhamos mais numa sociedade, infelizmente, né, eh, industrializada. E hoje as relações de trabalho
elas são muito muito engessadas pra realidade que a gente tem hoje. Então eu diria para Você o seguinte: a gente tem que rasgar CLT e entender como que hoje no século XX as relações de trabalho são feitas. Eu diria poderia começar com uma provocação para você que eu já vi você falando, por exemplo, de FGTS, né? Você diz muito que o FGTS ele é importante porque nenhum país se desenvolve com sem poupança. Concordo com você. Apesar de achar que o FGTS é a pior poupança que pode existir, primeiro que ela é compulsória, sai do do
do boloso do trabalhador, né, não sai do empregado. E segundo que ela é muito engessada, ela é simplesmente para eh habitação. Então, a minha provocação é o seguinte: como é que você pode dizer que um imposto para o funcionário, um imposto, porque isso é imposto, não é um direito, um imposto pro funcionário ajuda ele a crescer, uma vez que o rendimento perde para todas as outras opções que ele pode ter no mercado? Então, um dos problemas da CLT que você enxerga é o FGTS. Um deles. O problema é que o FGTS não tá na CLT.
Não, mas não importa. Importa. Você falou que quer rasgar CLT. E você trouxe um problema do do FGTS. O FGTS está fora da CLT. O FGTS é uma lei também. A CLT, quando a gente fala de CLT, eu tô falando de todos os direitos trabalhistas. Ah, então a afirmação sua, tá? Você não quer rasgar a CLT. Você que tem um problema com uma lei específica que é do FGTS, que está fora da CLT. Não é com uma lei específica, são várias leis específicas, a regulação do trabalho, mas você citou uma lei específica que não está
na CLT e a sua afirmação foi que você quer rasgar CLT. Bem, então se minha frase foi imprecisa, ponto para você. Não, pergunta muito específica assim, Você encontra um problema numa consolidação das leis do trabalho, ou seja, um conjunto de lei especificamente 922. Aí eu perguntei assim, ó, me cito uma lei ou algum problema, alguma coisa que você quer fazer na relação de emprego que a lei CLT, esse conjunto de leis não permite. Aí você me citou uma que tá fora. Vamos lá. Fora dessas 222. Então, seu problema é outro. Tem que bom. Meu problema
é outro. Tudo bem. Ponto para você. O o FGTS tava fora da CLT. Mas de qualquer forma, eu posso dizer o seguinte para você, como é que eu posso ter um trabalho hoje flexível se eu não consigo ter uma relação ã de flexibilidade, por exemplo, de horários? Por exemplo, vamos supor que você tem um barade e nesse bar eu quero contratar três vezes por semana, mas só essas três vezes. Por que que necessariamente eu tenho que te pagar o FGTS? Por que que necessariamente eu tenho que pagar todos os impostos que vem com isso, dobrando
o custo? Aliás, às vezes até até triplicando se você colocar o custo do dos processos trabalhos. Informação falsa, 76% da do seu gasto como patrão vai diretamente pro funcionário. Não. Sim. Não. Mas de qualquer forma, Tamir, vamos lá. Você concorda comigo que você tributar a Folha, ainda mais tirando a opção do funcionário escolher o que ele vai fazer com o dinheiro que vai diretamente para ele é uma coisa ruim? 76% como como eu disse 76% do que você disse, eu posso trazer. 76% do que é pago do patrão, vai direto pro funcionário. As outras coisas
que não vão, ela vai para ou imposto ou para algum fundo especificamente que também vai pro funcionário, como por exemplo o FGTS. Nem sempre, nem sempre. Por exemplo, Tamir, você é a favor de o funcionário pagar imposto pra entidade patronal? Depende. O funcionário hoje? hoje paga não o funcionário paga para Sim, o funcionário hoje a gente pode discutir especificamente. É por isso que eu perguntei para você qual especificamente são vários. Eu posso eu tô Não, então é assim, FGTS não está dentro CLT. A gente já você mesmo já concordou. Aí agora você tá falando sobre
a regulação de trabalho. Artigo 442, trabalho intermitente é possível fazer. Você pode contratar as pessoas, ter uma relação de emprego com a pessoa e ter jornadas intermitentes. Por exemplo, você citou o exemplo do bar, contratar três vezes da semana, tem quando tem, mas não pode, pode artigo 443, novamente é uma informação falsa. Artigo 44. Quando você olha o resto do mundo, o mundo inteiro regula suas regulações, suas relações de trabalho. O mundo inteiro a CLT no Brasil regula a relação de emprego, não é relação de trabalho. Emprego é uma das relações de trabalho. Tudo bem.
Vamos prestação de serviço, por exemplo, hoje assistência outra coisa, palavra também, a CLT hoje ela regula as relações de emprego. Isso como é que hoje eu, por exemplo, posso contratar uma pessoa que seja, por exemplo, um técnico de TI sem que ele caia na CLT e sem cair na pejotização? Não tem como, cara. O cara às vezes ele precisa fazer uma manutenção, por exemplo, de manhã que você tá misturando as coisas. Calma aí, que você fez afirmação que você quer acabar com a CLT. Sim. A CLT ela regula a relação de emprego. A, o PJ
ele é um prestador de serviço, é uma pessoa jurídica prestando serviço para uma outra jurídica. Essa é uma outra relação de trabalho. Porque é uma outra relação de trabalho. Porque por que que existe essa outra se a CLT não abarca ele? Porque CT porque uma sociedade Não, não. A sociedade existe, todas sociedade existe diversos tipos de relação de trabalho, diversos tipos. Por exemplo, uma relação de trabalho pode ser uma relação societária, também uma relação de trabalho. Uma relação cooperativa também uma relação de trabalho. Tamir, vamos lá. Eu já vi você falando em vários vídeos seus
que as pessoas estão se pejotizando. Isso é uma coisa negativa. Isso é mesmo. No mundo inteiro, o mundo não vai paraa pejotização. O mundo inteiro prefere relações de trabalho que sejam relações de emprego. O fato é o seguinte, por que Que aqui no Brasil você tem uma extrema prejudização? Porque as pessoas querem fugir da CLT. Não tem extrema. 36, 35% das pessoas tá embaixo relação de emprego e 7% em relação de periz nós estamos numa crescente de pejotização que nenhum lugar assim. E outra coisa, a maior parte das pessoas hoje está na informalidade. Por que
que as pessoas estão na informalidade? Justamente por isso. Vamos lá. Então, você tem algumas características de emprego. Você tem a relação de PJ, que é uma relação de prestação de serviços. Boa. Legalizado. Depende do contexto. Legalizado. A gente pode discutir sobre isso. Legalizado. Você tem uma relação de emprego formal que é regido pela CLT. Você tem uma outra relação que é os empregos não formalizados, que são os informais. Um cara autônomo, coisa do tipo, que não tá formalizado, mas trabalha por conta. E você tem os os trabalhadores que têm relação de emprego, mas não estão
formalizados, não estão na CLT, que é o como você quer. Correto? Não, não, não. Calma. Eu justamente o contrário. Eu quero que as pessoas sejam mais formais. Eu quero que as pessoas estejam dentro do trabalho formal. O problema é que hoje a formalidade dit que ela tá, ela expulsa as pessoas. Isso é um fato. Isso não sou eu. Não sou eu. Eu antes de fazer o juízo de valor sobre se isso é bom ou é ruim, existe um dado aqui. O dado é hoje as pessoas estão indo para informalidade e essa está numa crescente. Esse
dado está numa crescente, isso é um fato. Vamos fazer um juiz de valor a partir desse fato. Se a formalidade é boa, por as pessoas estão fugindo dela? Então, tenho duas características desse ponto. Um estudo da FGV publicado há pouco tempo pelo professor Nelson Marconi, ele fez essa segregação e viu sobre a questão do salário. Aí eu vou fazer uma pergunta bem direta para você. Você acha no Brasil que a mão de obra, via de regra, Ela é qualificada ou ela não é tão qualificada? Ela é desqualificada. Ela é desqualificada. Concordamos nesse ponto, correto? Que
que esse estudo constatou? Quando você tem uma relação de PJ, geralmente você tem uma um alto nível de qualificação. Sim. E nesse alto nível de qualificação acaba acontecendo um processo de demanda, ou seja, as empresas precisam desses profissionais qualificados, porém tem uma quantidade menor de de profissionais quad. Não é só isso, Tamir, quando você estudo dizer, não é só isso. Quando você vai contratar um profissional qualificado, o peso da CLT ou o peso das regulações de emprego, use o termo que você quiser, são tão pesados que você expulsa essa pessoa de lá. Exatamente. Mas é
o que eu tô querendo explicar para você, o estudo mostra justamente o contrário. Que que ele mostra? que as pessoas estão indo para CLT, não vou explicar para você. Pessoal que vai para PJação tem uma característica específica que é o quê? Alta mais qualificação. Alta qualificação. Então tem muita pessoa procurando esse tipo de de trabalho e poucas pessoas para fazer esse tipo de trabalho. Por isso que mesmo sem a regulação, as pessoas, esses profissionais qualificados, eles conseguem através da dessa força de demanda negociar os preços e situações melhores que não não desencadeia em vulnerabilidade. Entendi.
Tamir, vamos mencionar. o estudo. Vamos concluir estudo. O segundo grupo mais bem Remunerado são as pessoas que tm uma relação de emprego debaixo da CLT. Depois vem o quê? Justamente o que você tá pedindo, que é o quê? As pessoas que não tão sobre regulação de CLT, mas estão com uma relação de emprego. Esse grupo recebe menos. Mas, mas também você não tá entendendo. Eu não quero empurrar as pessoas pra informalidade. O meu argumento é o contrário. A informalidade hoje é uma votado. Você foi votado. Ai, caramba. [ __ ] eu achei que você tava
bem para caramba, velho. Eu achei que você tava muito bem, cara. Pô, eu, ó, Cam, eu achei que você tava muito bem, cara. Na boa. Eita, cara. Calma, calma, gente, calma. Meu nome é Charlie Buckley, eu sou escritor, sou poeta e eu discordo. Eh, eu quero tratar um pouco sobre o FGTS com você. Você fala que o FGTS é o imposto, certo? Sim. Eh, a noção de que o FGTS é o imposto, ela é um engano. Por quê? Porque o FGTS, na verdade, ele é um fundo de garantia pro patrão que foi criado pela ditadura
militar em 66, certo? Onde o patrão passou a ter um custo maior sobre a folha de pagamento, porque são 8% que o patrão deposita, aumentou o custo do Patrão. A noção de que o FGTS tira dinheiro do empregado, ela é falsa. Até porque durante a implementação do FGTS, o salário mínimo ele subiu, não foi alterado e o e o e o empregado ele não passou a receber o salário mínimo. Eh, quer dizer, ele passou a receber o salário, ele continuou recebendo o salário do jeito que do do jeito que tava acordado e o FGTS não
honerou essa pessoa. Então o FGTS ele é esse custo do do do patrão que foi colocado. E o FGTS, além de servir como um auxílio para caso esse patrão, esse esse funcionário seja desligado, você também tem o fato de que o o FGTS ele é um fundo de crédito. E é por isso que é errado você chamar de imposto, porque sendo um fundo de crédito, ele serve para fazer financiamento, principalmente de moradia, o Minha Casa Minha Vida. 80% das casas do do Minha Casa Minha Vida foram financiadas pelo FGTS. Como é que funciona? se toma
o crédito desse dinheiro do FGTS e esse esse crédito ele é devolvido a juros porque ele é sempre uma garantia do patrão. Logo, o FGTS ele não tem como ser o imposto, visto que a finalidade do imposto é a arrecadação do estado para que ele cumpra com as suas obrigações financeiras, certo? E isso não retorna diretamente de novo, porque o estado ele não devolve o dinheiro do imposto, a não ser por meio de investimento, etc, etc. Você sabe que isso a partir de 2016 que eles começaram a devolver inclusive o lucro do FGTS. por conta,
inclusive uma ação minha, o Temer mesmo assumiu. Olha, De repente começou a ter um monte de busca por causa disso, que eu saí na rua perguntando pras pessoas simplesmente o o quanto rendi o FGTS. Aí eu pergunto para você, como é que você pode não chamar de imposto? Eu nem vou discutir uma questão que até básica do seguinte: se o patrão vai te pagar 10 e a partir do momento que ele te paga 10, ele tem que te pagar 11, ele vai fazer a conta que você custa 11. Eu nem eu nem vou descobrir isso
que isso é até muito básico, mas como é que você pode não chamar de imposto uma coisa que se eu te dou eu te devolvo menos do que a inflação? Como que isso pode ser algo positivo se eu estou tirando o dinheiro de você? Isso é um imposto. Se eu vou fazer habitação, se eu vou fazer hospital, isso é outra questão. A questão é: eu estou tirando o dinheiro de você compulsoriamente e não te devolvo o quanto ele rendeu no o quanto a inflação te devolveria no período. Isso é necessariamente um gasto para você ou
não? Não é um gasto, porque o FGTS quando ele é criado, ele honera o patrão. O o pensa assim, o o funcionário básico, não, eu estou eu estou te colocando que quando o funcionário passou a receber o FGTS, antes ele ele não tinha direito nenhum, antes era a noção de período de trabalho decenal, ou seja, você só adquiria a estabilidade dentro do seu emprego a partir de 10 anos. é que é que o FGTS, vamos lá, ele foi criado num outro contexto que não foi para proteger trabalhador, foi para se fazer poupança para que o
Brasil crescesse. Um outro contexto que eu concordo que a gente tem que ter poupança, não dessa maneira, mas o fato é o seguinte, a partir do momento que eu ranco o dinheiro do seu bolso compulsoriamente, é compulsório. Não importa se quem tá pagando a guia é o patrão, tá saindo do teu custo, cara. É você que custa isso pra empresa. Mas um custo compulsório ele não é um imposto, Artur. Justamente se você não tem opção de pagá-lo, ele passa a ser imposto. Ele é compulsório. Então se você não gosta do nome imposto, vamos tirar o
nome imposto. Que nem o Tamir, ele não gostou da relação de de trabalho, falou de relação de empresa. Tudo bem, vamos tirar isso, vamos colocar uma relação de custo ou que seja. Eu te dou um dinheiro que eu te devolvo menos que a inflação. Como que isso não é um custo para você? Eu te tirei R$ 100. Você não comprou uma coisa de R$ 100 hoje. Daqui um ano essa coisa que você ia comprar de R$ 100 custa R 110. Eu te devolvo R 103. Como que isso não é um custo para você, cara? Porque
o patrão ele, o funcionário, ele não tinha esse direito. O FGTS ele já entra como um direito a mais, porque ele é feito para é uma estabilidade pro funcionário depois quando caso ele saia do emprego. Se ele for demitido, menos que tivesse na bolsa dele. Você foi votado. Desculpa. Me desculpa, mas ele já tava, ele já tava na, ele já tava na Eu sou o Thiago Paulo Mío, eu crio conteúdo paraas redes sociais, eu sou estudante de direito, além de trabalhadora. Então a pauta é rasgar a CLT. E eu acho que rasgar a CLT é
um problema gravíssimo, porque a CLT prevê inúmeros direitos, entre eles o 13º salário e férias. Se a gente rasgar CLT hoje, amanhã vai ter funcionário que vai trabalhar o ano inteiro e não vai receber férias e não vai receber 13º. Tu é um empresário, tu comentou que tu tinha um posto de gasolina e um estacionamento e todo empresário busca aumentar a margem de lucro. E tu quer aumentar a tua margem de lucro reduzindo gasto com funcionário. Tu não quer pagar FGTS, tu não quer pagar 13º salário e nenhum direito trabalhista. Tu já vou te dar
uma parte, tu mesmo comentou no debate com o Alfredinho que tu é contra o FGTS e contra o 13º e confere? E contra 1/3 de férias também. E tu mentiu dizendo que o FGTS é descontado do salário do funcionário e mentiu dizendo que o 13º é descontado 11 mês e paga no final. É mentira. O FGTS é depositado numa conta da Caixa separada. Eu trabalhei em sorveteria, trabalhei em supermercado, tudo em escala 6 por1. E eu recebi esses direitos. Então, tu não pode ir a público mentir para todo mundo e achar que tá tudo bem.
Não, isso isso é é imoral, é feio e tu se coloca como um inimigo do povo trabalhador quando tu quer rasgar os direitos trabalhistas. Vamos lá. É que eu só vou concluir aqui que é o seguinte, assim, se a gente rasgar CLT hoje, amanhã vai ter funcionária grávida que vai est trabalhando porque não vai ter licença à maternidade, por exemplo. Então esse papo de liberdade de contratação, de liberdade de negociação entre o patrão e empregado, ele não existe, porque a liberdade vai se traduzir em mais exploração. É aquele ditado que entre o grande e o
pequeno, Entre o rico e o pobre, a liberdade oprime. É o direito que liberta. Se eu tirar o direito trabalhista, vai traduzir a vontade do empregador, porque o funcionário não tem poder de barganha. Sim. Vamos lá. Eh, você colocou várias coisas. Eu acho que a coisa mais difícil de refutar o que você colocou foi no final, mas eu vou começar pelo começo, que foi quando você falou do FGTS, né? Onde eu menti, que ele descontado do, na verdade, você não falou do FGS, você falou do do 13º, né? Mas é, o FGTS ele é pago
pela a guia. Ela é que eu achei que isso uma questão muito básica, né? Mas a guia é paga pelo patrão. Só que esse esse dinheiro é do funcionário. Então é descontado do funcionário. A partir do momento, vamos lá, que você ganha 10 e você me custa 11, eu faço a conta dos 11. Eu não faço a conta dos 10. Isso, isso é, isso isso deixou muito claro que era tirado do salário do Não é tirado. O funcionário recebe os R$ 1.00, 8% a mais é pago de FGT numa conta da Caixa e o 13º
não é descontado 12. Não, tu fala que tu sabe para mim na frente de todo mundo, mas quando tu se senta com Alfredinho, que é um senhor que não sabe nem juntar com B, que tem 70 anos de idade, tu mente na frente de todo mundo, cara. Isso é feio. Calma, deixa eu te falar uma coisa. Não, eu tô bem calmo. Só que o problema é que é feio vir a público mentir sobre vida. Calma, são duas coisas separadas. A primeira é o seguinte, quando você olha no seu ler tem lá o desconto. Ah, não
acredito. Voltado. Volta, [ __ ] Ah, chegou. E aí, tudo bem, Michele? Tudo bem. E sei que você tá no apetite para debater comigo. Não, com MBL inteiro, né? Com MBL inteiro é diferente. Não é só contigo, Artur. Tá bom. Bom, eu sou a Michele. Eu sou gestora de tecnologia da informação, militante LGBT, produzo conteúdo para as redes sociais também e eu tenho uma visão, eh, eu, eu sei que você trouxe o FGTS, já foi falado que a FGTS não faz parte da CLT, então eu vou dar uma descartada um pouco nesse assunto, porque o
seu foco é CLT, tá? Na verdade é tudo. Eu posso até meessar de forma imprecis. Não, tudo bem, tudo bem. Mas eu tô indo também baseado no debate que você fez com Alfredinho, baseado no que você falou aqui até agora. Eu super entendo a amplitude do seu debate, mas vamos o seguinte. Existem direitos garantidos na CLT. E eu quero perguntar bem objetivamente para ti, tá? No momento em que seguimos o que o Artur tá falando, eu acredito que a CLT tem várias oportunidades de melhoria, por isso rasgar, eu acho um discurso muito extremista e até
onde eu sei, você não busca ter discursos extremistas. nessas oportunidades de melhoria, o que que você busca na CLT para melhorar nessa relação de trabalho? Que boa pergunta. O problema é o seguinte: quando alguma coisa nasce de um espírito errado, é muito ruim você tentar consertar a minúcia. A minúcia ela ela ela decorre do espírito que você Quis criar aquilo, né? O espírito de uma lei é mais importante do que a lei em si. Uhum. O lance é o seguinte, eu acho que a CLT, ela vem de um espírito arcaico, como eu te falei, de
uma relação que hoje não mais mais funciona. Tanto que até tava falando pro Tamir, as pessoas hoje estão buscando a informalidade e a pejotização, que é uma coisa ruim por conta do do de quanto é arcaico hoje a nossa relação de emprego. Eu vou até ser mais preciso na minha na minha na minha afirmação. Então, quando você olha pro mundo inteiro, o mundo inteiro regula as regulações de emprego e de trabalho também. Uhum. O lance é, se a gente olhar pra regulação de emprego, você vê que o mundo inteiro ele sempre fala em garantir uma
jornada mínima, uma jornada máxima, desculpa, você não pode explorar o cara para o cara trabalhar lá o tempo todo. Descanso mínimo. Então você não pode fazer uma jornada de 12 horas, descansar 2 horas e voltar para outra 12 e e eh salário mínimo. É basicamente isso que o mundo inteiro regula, certo? Eu acho que a gente devia ir nesse caminho. E onde que tá isso hoje? Como assim? Onde que estão essas determinações hoje? Não entendi. Desculpa. Essas esses objetivos que tu quer atingir, eles existem documentados na CLT. Ah, sim, sim. Mas eles estão lá. A
minha pergunta, por isso eu eu sou um pouco mais pragmática, então desculpa se eu se eu se eu interromper alvor, por favor, por favor. Vamos no foco. É a minha pergunta. Ela é muito objetiva. Como a gente melhora? Eu tô indo, eu tô seguindo a tua proposta. Adorei a tua ideia. Vamos rasgar CLT. Vamos dizer que eu vou comprar essa ideia. Legal, Artur. Como que a gente melhora então a relação de trabalho? O que você falou tá na CLT. Não, não tá porque calma calma. Mas é que se eu falo o seguinte, ó. Eu quero
garantir descanso semanal. Eu quero garantir descanso semanal, eu vou colocar um FGTS, eu vou colocar um 13º, vou colocar um terço de férias. Aí você está extrapolando aquilo que é o espírito do que deveria ser. Então eu acho que é o seguinte, a extrapolação tá ruim. Eu acho que se a gente regular de uma forma onde você tem flexibilidade para você entender a necessidade do teu trabalho, hoje você falou que você trabalha com gestora de tecnologia da informação. Eu não entendo muito gerencio, mas eu entendo que hoje o teu mercado, entendo eu que ele não
é uma um mercado das 8 às 18 com hora de almoço. Você tem, por exemplo, ele é ele é ah, por exemplo, se você Mas, por exemplo, se você é um técnico de TI e você precisa regular, você precisa consertar uma coisa domingo de manhã e segunda-feira de manhã, você tá tranquilo. Hoje a CLT ele ela não abraça essa pessoa, mas eu eu fui técnica, eu posso te explicar nesse caso exatamente o que acontece. Existem duas relações que podem ocorrer. Tu pode ser um funcionário que trabalha para uma empresa de prestação de serviços e que
é contratado por demanda e aí é uma uberização do trabalho de técnico informática em que essa empresa ela coleta valores em cima do teu trabalho. Porque na verdade o que que ela tá fazendo? Ela tá fazendo um link entre tu que é o cliente e eu. Calma, calma, calma. Eu eu vou essa é uma só. Eu vou, eu já vou, vou a, a, a, ao próximo ponto. Ela tá fazendo uma, uma, eh, Essa, esse link entre eu e tu. O trabalho dela em si é só nos dois, nos linkar. Então, eu vou lá. Mas mas
tecnicamente ele não é funcionário dessa empresa, não é? Mas ele é, mas ele é uma pessoa uberizada. Ela tá fazendo um trabalho por demanda. Como é que essa pessoa recebe? Através de, de nota fiscal. Através. Sim, depende, porque calma, calma, depende, porque a nesses nesse ramo especialmente as empresas sempre contratam por fora. Vamos lá. Então, você está me falando o seguinte, essa pessoa está indo ou para o CNPJ, onde ela vai ser contratada, através de uma nota fiscal, que é a prejudização que é ruim, ou você está contratando a pessoa na informalidade. É justamente que
uberização, mas nada disso que a gente tá conversando, que tu tá trazendo, responde a pergunta inicial que eu te fiz. É como melhorar, mas eu tô falando justamente isso. Se você tiver flexibilidade, você contrata essa pessoa. Não, mas eu vou te eu vou te eu vou usar o seguinte. Você adora citar a França. Eu vi que você cita França. Você também citou coisa específica. Ahã leis de trabalho na França, horas de trabalho, especialmente quando você fala de 6x1. Mas ela é importante para entrar na CLT, tá? Só pra gente entrar na discussão da CLT. A
França nós temos 35 horas de trabalho regulares lá. E eu lembro que você costuma dizer que, por exemplo, a relação lá de trabalho por demanda, de trabalho é pagar por hora, que isso é uma das suas propostas. Por isso que eu perguntei para você como a gente melhora, mas essa essa você acabou não trazendo. Tudo bem. Eu concordo, por exemplo, com o modelo da França, hum, que é um modelo de 35 horas semanais, que é um modelo que a partir das 35 horas semanais você passa a ganhar hora extra até 39, até 43 horas semanais
e que você passa a ganhar uma hora extra especial até 48 horas semanais. Então eles pagam bastante sobre isso e eles ainda têm compensação de folga. Eu tenho pessoas na minha equipe que são da França e essas pessoas elas não trabalham a reveria, assim, tipo, elas têm um horário para chegar no escritório, um horário para sair do escritório e todo o extra que elas trabalham, muitas delas optam até por ganhar em férias. Então, a relação de trabalho que a França propõe, ela é muito melhor pro trabalhador do que o que a CLT propõe. Sim. A
França pode ter 6 por1. A França paga salário mínimo fixado por horas e a França ela tem muita, muita exceção de negociação individual, coisa que a CLT não permite. Então vamos copiar a França. Eu nem acho que a França seja modelo, porque a França Mas eu eu modelo de trabalho, eu copio a França hoje. Mas você tá você tá olhando apenas pro lado que não é do benefício do trabalhador, porque ao contrário, ao contrário. Vamos entender o seguinte. Imagina que eu sou um trabalhador, não do setor de TI, mas de um setor onde eu preciso
ser contratado de forma flexível. Tem semana que eu vou trabalhar seis dias, tem semana que vou Saber, tem semana que eu vou trabalhar sete, tem semana que eu vou trabalhar dois. Eu hoje não consigo trabalhar CLT, eu preciso ser PJ e é o que eu não quero. Tudo bem, eu com a flexibilização que você fala, ela não ocorre da maneira que você quer. Não, mas eu tô falando eu, o empregado. Não, o empregador. Tudo bem. Não, não. Como você é o empregado. Não, não, não. O, pera aí. O empregado, o empregado, ele quer chegar e
trabalhar três vezes na semana, 16 horas por dia? Não, não, não. Às vezes ele quer. Às vezes ele quer. Porque, deixa eu te falar uma coisa, às vezes ele quer, trabal. Mas qual é o dado que diz isso? Porque isso não tem lugar nenhum que o empregador trabção da realidade. A partir do momento que eu Não, calma. A partir do momento que eu empeço ele de flexibilizar suas sua venda do seu trabalho e ele vai pra informalidade, ele está deixando claro, eu não quero esse modelo, eu quero outro. Desculpa, tu é um cara que sempre
fala que tu tem que olhar pros dados e olhar para eles porque eles vou trazer, olha só, tu trouxe um exemplo aneddótico agora. Eu te perguntei, qual é o dado que diz que o trabalhador quer fazer isso? Teve, tu não teve o rapaz lá do teu posto de gasolina que fazia um trabalho lá para ti fora do teu horário de trabalho que tu, tu até falou nesse debate com Alfredinho e tu falou que tu não conseguia pela lei ter essa relação. Eu vou trazer um dado para você, ó. Vou aqui, ó. Isso aqui é informalidade
crescente. Os valores, eu não sei se dá para mostrar isso aqui, mas eu posso se eu sei os dados da informalidade. Informalidade e CLT, elas estão parelhas, né? O número de pessoas na informalidade que é 39% da força de trabalho. 48. Oi. Hoje tá em 48. Mas o que que tá adicionado nessa daí? 48. As pessoas, as pessoas, as pessoas que estão na informalidade hoje, a fonte é do PINAD. Eu tenho outra aqui, se você quiser, ó. Créce total de conta própria com CNPJ. Ela, ela cresce. Isso aqui também é do PIND, ó. É que
eu não sei se dá para mostrar gráfico aqui. Quantas estão em CLT? Como assim? Qual é o número que muito menos, muito menos pausa, ó. Cara, preparado. E aí, tudo bem? Como é que você chama, cara? Chamo Leandro, sou diretor da juventude trabalhista, tenho 20 anos de formação, faço ciências sociais em especialização, sociologia digital. Anda lá. Bom, eu queria focar um pouco, já que falaram bastante de economia, eu queria conversar um pouco sobre essa questão que você tem de criticar o espírito da CLT e chamá-lo de arcaico. Eu concordo com a afirmação de que para
alguém com perfil mais conservador, a afirmação de rasgar CLT é de uma radicalidade de ser desestionada. Quais são as razões práticas de rasgar CLT? é algo pra gente analisar, porque a CLT ela é resultado de uma consequência de acúmulos históricos que partem inclusive de um pioneirismo do Brasil, né? E se a gente olha pro ao Redor, né? Eh, como a CLT sóará no Brasil, tá? Pois é, ninguém copiou. Ninguém copiou por porque política não se copia. Não, calma, calma. Você inspira, você pode olhar, inspirar e fazer em outro lugar. Não. Qual o lugar do mundo
se inspirou na CLT para regular suas as suas relações de emprego? Experiência. A experiência da CLT, ela devem de um espírito do tempo, já que você criticou o espírito, muito relacionado ali com a Herum Novarum, com a doutrina social da igreja ali no século XIX. Isso é detalhe, porque eu quero trazer aqui. A gente tem 50 segundos, cara. Mas a questão que eu quero trazer para você é, a França que citaram aqui, os Estados Unidos, todos eles têm relações de trabalho e a o próprio Estados Unidos tem FLSA, ninguém fala em rasgar, mas eu não
estou falando em desregular completamente as relações de trabalho ou de emprego. Eu estou falando que a gente tem que rasgar esta CLT. E acabei de falar, a gente tem que garantir jorn Sim, a gente tem que a gente fazer tem que fazer regulação de jornada, de descanso e de remuneração, como o mundo inteiro faz, só que de forma flexível. Vai ser essa, minha questão é essa. Mas o Brasil já tinha isso. O Brasil tinha isso. Quantas? Não, eu não preciso para regular esses três, enfiar 13º, enfiar FGTS, enfiar 1/3 de férias. E eu nem estou
falando porque ah porque o o o o funcionário vai receber muito. Não, porque você está prejudicando a pessoa. A partir do momento que eu te pago, até ia falar com outro rapaz. Vamos, vamos falar do 13º. Eu te desculpa, só para concluir, esse argumento que você tá trazendo, o Brasil já tentou. Durante toda a República Velha existiam essas leis, a CLT, ela consolidou. Não, não, eu não quero voltar para lá. Ah, que p Valeu, obrigado. Valeu. [Aplausos] Você é que se a gente tivesse no embate, eu falo assim: "Você, você acha que o Marcinho VP
tem que trabalhar forçado?" Aí eu ia te dizer que não se faz política pública com anedota. Não, mas não é anedota. Um chefe de comando organizado, um cara X e é que ele ele ele de verdade foi chefe do comandante organizado. Aí esse cara foi preso. Que que faz com ele? A minha pergunta é essa. Verdade. A minha, então, a minha resposta é: você coloca ele numa perpétua e faz ele trabalhar obrigatoriamente para que o fruto do trabalho dele seja benéfico para a sociedade em si. Por exemplo, você pode pegar pra família dele que não
tá organizada, não tô falando do caso do Orão, por exemplo, você pode pegar parte do futuro trabalho dele e dar uma renda para essa família, por exemplo, Porque porque eu não tô propondo aqui escravizar o cara. Eu não tô propondo uma coisa para escravizar o cara. Eu ia falar isso tudo, só que os caras me sacaneou, pô. Não tem problema. A gente os car, os caras me sacaneou. O argumento era bom, pô. Me sacanearam. A minha segunda afirmação é que hoje não dá para acabar com a escala 6x1. É óbvio que a escala 6x1, ela
é nociva para o trabalhador. Isso é horroroso. Nenhum país gosta de falar: "Olha, as pessoas aqui trabalham seis dias por semana e descansam uma só". O problema é o seguinte, a gente não vai conseguir acabar com essa escala enquanto a gente não olhar para uma palavra que ela sua até ardida, né, no ouvido de algumas pessoas, que é a tal da produtividade. A gente não consegue melhorar as condições de trabalho, sejam elas quais forem, salário, jornada, descanso, se a gente não melhorar a produtividade. O Brasil hoje é um país que não investe. O Brasil hoje
é um país que não tem complexidade de trabalho. O Brasil hoje é um país que tem uma justiça do trabalho absolutamente nociva para o trabalhador. Então, se a gente não consertar isso antes, a gente não consegue nenhuma melhoria nos trabalhos brasileiros, inclusive em jornada 6x1. Eita, eita. Tudo bem, ele vem depois. Ele vem depois. Tá. Eu discordo da sua afirmação porque a própria história do Brasil, ela desmente isso no eh no início do século XX, até antes de da do governo de Getúlio, as horas do trabalhadas eram cerca de 10 a 12 horas por dia.
A partir de 1935, há uma redução, uma consolidação de 48 horas semanais. junto com essa com essa diminuição das horas de trabalho, a partir das reformas do Getúlio Vagas, o nível de produtividade do trabalho, ele começa a aumentar muito, inclusive fazendo com que o Brasil crescesse entre os anos 50 e os anos 80, mais é mais que o resto do mundo, né? Por quê? Porque a gente tava passando por um processo de industrialização. Posso só cortar uma parte aqui? Eh, eu não acho que quantidade de horas trabalhadas significa maior produtividade. Isso não é verdade, tá?
a quantidade, a produtividade, perdão, ela está muito mais ligada a questões tecnológicas, inclusive é aquela, aquele famoso exemplo. Se eu te der uma escova de dente, você limpar a mesa, você vai demorar muito, vai ficar ruim. Se eu te der um pano, você vai limpar rápido, vai ficar bom. Então, é muito mais eh eh relacionado a a a como você trabalha do que de fato o quanto você trabalha. Não, eu concordo plenamente com isso. A produtividade tá com a qualidade do trabalho. Só que a questão é que do mesmo jeito que trabalhar mais não garante
mais produtividade, reduzir hoje a a jornada 6 por1, ela não vai fazer com que a produtividade caia, porque você tá tá tá te não, desculpa, eh pensa assim, quando a gente reduzir a jornada, tem eh tem estudos do dies, por exemplo, que eles demonstram que poderiam ser criados cerca de 2 milhões de empregos formais. Verdade. Quem vai pagar isso? Como assim? Quem vai pagar isso? Se você acabar com a jornada 6x1 hoje, especialmente as empresas mais pobres vão ter que contratar mais. Ou elas vão falir ou elas vão aumentar o custo dos seus produtos. Isso
é simples. Mais de 60% dos empregados em 6 por1 estão em micro e pequenas empresas. Mas a maior, mas a mas o o grande lucro do capital ele se dá principalmente nas grandes empresas. A maior parte dos a maior parte dos trabalhos formais eles se dão falar. Se você acabar se você acaba com a escala 6 por um, você ajuda as grandes empresas porque você vai falir os concorrentes menores. Pausa. Nossa. Agora foi Misael, sou jornalista e do canal Miz Maria. Bom, a minha pergunta é a seguinte, inicialmente, quando vai ser o momento que a
gente vai poder acabar com a escala 6 por1, tá? Mas principalmente por quando no século XIX foi dito que, ó, nós temos que acabar com a escravidão, sim. A reação da do empresariado, da burguesia como um todo foi isso vai falir vai falir com a nossa economia, vai acabar com a nossa economia. Quando foi escravidão a mesma coisa, vai acabar com a escravidão, vai acabar não. E isso eu concordo com você. Então não, e todos os pontos, toda vez que se tenta ter um avanço trabalhista sempre é dito: "Não, isso vai acabar com a economia".
13º não acabou. 13º não acabou com a economia. O Brasil conseguiu crescer muito mais coisag nos anos 2000, inclusive nós tivemos um crescimento acentuado com direitos trabalistas. Se eu for te pagar R$ 1300, Eu te pago em 12 parcelas ou eu te pago em 13 parcelas, quanto você ganha mais? Mas a diferença é que o 13º ele te paga sobre os dias que tu trabalha excedente noquele mês, mas não importa. Ele não é uma Sim. Como assim? Ele parte dos aqueles dias que tu trabalha no no mês que que passam do do tempo normal que
tu trabalharia, são o que vão formar teu salário no final do 13º. Veja só. Mas não é esse o ponto que eu quero abordar. O que eu quero dizer assim, ó, toda vez que a gente faz uma abordagem, porque eu não quero fugir do tema, eh, toda vez que a gente vai fazer essa abordagem para tentar ganhar um trabalho, para para tentar ganhar um direito trabalhista, sempre há uma repressão dizendo: "Não, não dá, mais tarde a gente compra". A gente depois a gente vai passar aqui, depois a gente pega esse brinquedinho aqui para ti, meu
filho, que nem os nossos pais. A minha intenção, a minha intenção é o seguinte, eu não estou chegando pro trabalhador e falar assim: "Você está numa condição mais ou menos boa, então espera um pouquinho que já vai melhorar". Deixa eu só ganhar um pouco mais. Eu não tô falando isso, eu tô falando assim: "Eu quero melhorar para você imediatamente", só que você pedir o fim da escala 6 por um hoje vai te atrapalhar. É isso que eu tô dizendo. Como é que a gente faz para melhorar? Mas e quando ela a pessoa a gente tem
um tempo limitado na nossa vida, a gente tem que morrer escraviz. Entend o meu, o meu argumento aqui, ele não é um argumento de adiamento. Eu não tô falando assim, espera só mais um pouquinho que você já vai ter o seu brinquedinho. Não é isso. O meu argumento é: "Eu quero melhorar para você imediatamente. A gente não vai fazer isso enquanto a gente não industrializar o Brasil, enquanto a gente não acabar com essa justiça trabalhista". Vou dar um exemplo para você. Vamos supor que hoje só um pouquinho, mas tu sabe, né, que 65% dos brasileiros
querem o fim da escala 6 por1. Sim, mas eu também a gente tem essa maioria. Então por que que a gente não trabalha para terminar ela? A gente não consegue acabar ela se a gente não consertar nossa microeconomia. Mas a gente nunca vai conseguir porque o as grandes empresas não querem acabar com por um exemplo eles ganham muito melhor vou dar um exemplo para você. Hoje no Brasil um dos maiores problemas para se acabar com a escala 6 por1, por incrível que pareça, é a carga tributária. A gente paga muito imposto, mas isso por si
só não é um problema. Só que a gente tem os impostos mais complexos do mundo. Eu nunca, mas isso vai vai simplificar agora com a reforma tributária. Não, não, mas calma. A gente nunca vai conseguir, nunca vai conseguir trazer empresas para cá, melhorar a condição de trabalho enquanto a gente tiver, por exemplo, o maior contencihoso tributário do mundo. A gente tem hoje 70% do do do PIB em contencioso tributário. Ou seja, eu não sei como eu pago o imposto, como é que eu vou trazer mais? Mas isso não quer dizer, porque de qualquer jeito a
escala 6 por1 a gente teve os resultados em outros países que reduzam na jornada de trabalho e deu certo. Eles têm a produtiv, a gente tem a França, a gente tem a Alemanha, tem todos eles. Não, mas não, o ponto não é esse. O ponto não é esse. A gente a gente pode até falar da questão da produtividade que tava falando, mas que é um ponto muito importante, porque o o empresário brasileiro, ele não reinveste na tecnologia para poder facilitar e melhorar o trabalho. Como é que ele vai fazer isso? Foi. Uhum. Obrigado, pô. Oxe,
chegou ele. E aí, vamos lá. Lesão, vai lesão ainda. Vaião. Eu pensei que o amigo ali ia falar, mas eu eu notei uma questão. Você alegou que nós não temos produtividade suficiente para abolir a 6 por1. Sim. Só que isso não é relacionado à tecnologia, no argumento que havia dado. Claro que sim. Claro que sim. Não pode prosseguir o seu argumento nesse sentido é simples. Se a gente não tem tecnologia, a gente não tem complexidade de trabalho, então você não qualifica o trabalho. Você precisa de de empregos hoje que são embaixo na escala ã da
qualidade de emprego. E esses empregos são justamente os empregos de 6 por1. Então o que eu tô te falando o seguinte, você não vai desenvolver um país se você tiver um se você tiver uma grande força de trabalho na escala 6 por1. Você tem que primeiro tirar essas pessoas dessa dessa força de trabalho, colocar em empregos mais qualificados e aí sim você começa a falar de redução de jornada de trabalho, flexibilização como o resto do mundo. Vou dar um exemplo para você. A gente nunca vai ter nunca vai ter um país produtivo, como eu falei
do contecioso tributário. Eu vou dar um exemplo prático para você. Eu tenho um amigo meu que debateu inclusive com o Tamir, foi muito mal inclusive ele que ele mandou, ele tem uma empresa de aço, ele vai lá e ele faz aço trefilado. Eu trouxe a tabela aqui, depois se puder a gente mostra aqui. Quando você pega o produto que ele faz, tem um tem um tem um código aqui que ele exim conteor de carbono de carbono igual ou superior a 06% em peso. Tem um código aí tem um outro código que é a mesma descrição.
Conteor de carbono igual superior a 06% em peso. Um código paga o imposto, outro código paga outro. O que que acontece no Brasil? Esse cara vai lá, ele escolhe o código errado, fala: "Puxa, meu concorrente tá escolhendo um código que vai melhor para ele". Aí ele vai na justiça e fala assim: "Eu quero meu dinheiro tudo de volta". Isso gera um contencioso tributário. Isso é uma das amarras da produtividade. Você não resolve o Brasil enquanto você não olhar pra microeconomia. Isso aqui é muito mais importante do que falar: "Não, porque olha só o direito do
trabalhador." Eu sei, cara, isso é, isso isso é um argumento emocional. Importante. Não, pera, pera. É lógico que é mais importante. Eu não consigo te dar direito se eu não produzir para isso. Eu não consigo. Veja onde no mundo tem isso aqui. A correlação que você falou de escala e produtividade, ou é tecnologia ou é escala. Vamos lá. O argumento que trouxeram aqui, acho que você repete certos argumentos históricos que se provaram na prática como falsos é bastante notável. Vamos lá. Vamos lá. Você tá falando, você vai falar, por exemplo, que a gente teve um
avanço em termos de produtividade, quando a gente avançou inclusive nas leis trabalhistas, certo? Se eu concordo com você, qual foi o avanço que teve? Um avanço tecnológico. A gente começou a industrializar o Brasil. Mas é o meu argumento aqui, cara. Não, cara, não é o seu argumento. Porque se a produtividade é o fator pro desenvolvimento do país, a redução da escala de jornada de trabalho é um dos passos para você alcançar. Entendusão. Eu entendi a confusão. Você está fazendo um uma uma relação errada. Não é que reduzir a escala de trabalho aumenta a Tecnologia. Aumentar
a tecnologia lhe permite reduzir a correlação foi você que apresentou. Mas é, eu tô te trazendo lá de novo. Você aumentar a tecnologia no país faz com que você tenha mais eh maneiras de reduzir a escala de trabalho. Isso é muito simples. Isso é uma coisa simples de entender. Se eu é e eu volto num exemplo básico. Se eu te der uma escova de dente para você limpar esse chão, você vai demorar o dia inteiro, vai ficar horrível. Se eu te der um rodo e um e um pano, você vai limpar muito rápido, vai ficar
muito bom. A ferramenta é é o que importa. A ferramenta é o que importa. Mas se a produtividade deriva da tecnologia, reduzir ou aumentar a escala de trabalho nesse sentido não tem impacto nenhum. Não. Ao contrário, cara. Vamos lá. Tecnologia, escala de trabalho. Tecnologia, produtividade, escala de trabalho. Eu preciso aumentar a tecnologia para aumentar trabal a a produtividade para para diminuir a escala de trabalho. É isso. Essa relação é direta. Foi, foi. [Risadas] Tudo bem? Tudo bem. Eu sou a Maria Carolina, sou jornalista, também sou criadora de conteúdo, tá? Eu trouxe aqui só porque eu
vi que você deu uma um exemplo da vida real. Eu trouxe aqui também um exemplo da vida real. Sim. Tá. Não sei se você melhores. Não sei se você conhece a rede ZFAR de supermercados. Eles têm alguns aqui em São Paulo, mas eles são do Rio Grande do Sul. Ele tem uma taxa média de 600% de exploração. O funcionário paga seu salário em uma hora e as outras 7 horas são lucro pro patrão. Isso foi foi feito uma comparação de lucro e rendimento de 2023 versus o número de trabalhadores e os salários que eles recebem.
Então, uma empresa como Zafari tem completa possibilidade de diminuir a carga de horário de todos os trabalhadores deles pelo meio e ainda assim ele vai ter um lucro enorme. Posso falar? Concordo com o seu argumento. Eu vou te trazer outro exemplo da vida real. Como é que você faz para esse trabalhadoroso do Zafari ter uma melhoria de trabalho? Vamos supor que você tem outros mercados locais que vão competir por ele. Uhum. Você concorda que esse cara, opa, pera aí, estou sendo disputado. Aí eu pergunto para você, uma rede Zafari pode arcar, por exemplo, com prejuízo,
que aconteceu? Já a gente tá falando de mercado, o que aconteceu, por exemplo, com a rede Pão de Açúcar? Um mercado pequeno, não. Qual o prejuízo? O Pão de Açúcar descobriu que um funcionário dele estava indo trabalhar bêbado. Eles basicamente colocaram câmeras e pegaram o funcionário indo trabalhar bêbado. Mandaram o cara embora. Isso é óbvio. Que que esse cara fez? Ele entrou na justiça. Ele não só ganhou o dinheiro da recontratação, como ele ganhou inclusive uma indenização de R$ 10.000. O pão de açúcar sai na urina, Dane-se. Se você tem um minimercado, isso acontece com
você, você falha a empresa do cara. Então você acaba com a competitividade. Eu vou te falar, mas eu não tô entendendo que isso tem a ver. Tem tudo a ver, porque eu não consigo hoje acabar com a escala 6 por1 se eu vou ajudar o Zafari, que ele é uma rede para ele um Custinho a mais. E vou ajudar o Zafar que for que tu vai ajudar o Zaf. Sabe por quê? Porque você vai acabar com o menor que não aguenta isso. Tu não vai acabar porque o trabalhador ele vai ganhar o mesmo salário para
trabalhar metade do tempo. Por que que ele vai querer trabalhar em outro lugar depois? Por que que ele vai querer se sentir um minimercado não vai poder oferecer isso para ele? Exatamente, exatamente. O ponto. Eu não tô falando o seguinte, o Zafre não vai poder e esse vai poder. Se não pode, ninguém pode. Então, ninguém vai poder contratar seis por um. Aí esse mercado que não não necessariamente, tu não quer a flexibilização, não foi o que tu falou antes na C. Então você quer, então você quer criar regras específicas pra empresa A, para empresa B.
Isso não funciona em lugar nenhum. Tu tem que tu tem que acabar com a escala 6 por1. Aqui nós temos setores da sociedade que não trabalham escala 6 por um. Sim. Então são setores mais tecnológicos, não é? Câmara de Deputados é o concordo com você. Concordo com você. Concordo com você. Concordo. Aliás, falando nisso, eu já tem regras específicas para alguns, tem regras específicas para isso não é para empresar. Outra coisa, minimados geralmente são regidos por famílias e é muito mais fácil também tu reduzir a escala 6 por1 em uma em um. Quanto quanto ganha
hoje o empreendedor médio de mercado? Não, eu vou te falar que hoje o empreendedor, Isso é dado do Sebrai, tá? O empreendedor médio hoje no Brasil, ele ganha R$ 3.000 por mês. Empreendedor médio. Ah, mas o minimercado da esquina não é um empreendedor médio. Lógico que é. Empedador, lógico que não. Lógico que não. Lógico que não. O minimado é da minha casa tem só um, ele é de uma família. Eles podem perfeitamente mudar. A maior parte dos trabalhadores 6 por1. Tô falando 60% dos trabalhadores 6 por1 estão nas micro e pequenas empresas. Não tá nos
estão nas grandes empresas. Estão eles estão nas grandes empresas. Isso é um dado do Sebrai. Isso não é um dado meu, isso é um dado do Sebrai. A maior parte dos trabalhadores 6x1 está na pequena empresa. Então quando você proíbe a escala 6 por1, o que que você faz? Você destrói o pequeno. Você destrói o pequeno e aí o grande se mantém, fala assim: "Opa, vem vocês aqui que agora tem menos competição." É isso. Discordo completamente. Discord. Isso não é, isso não é uma questão de opinião. Isso é uma questão fal. Não, isso é uma
questão de opinião, não é uma questão factual. Tu tá dentro daquela empresa, tu sabe como aquela empresa funciona, as pessoas que estão ali dentro sabem como ela funciona e sabe como a escala, o fim da escala 6 por1 vai funcionar para ela ali dentro. Eu não posso pegar isso aqui e usar como macro e que todas as empresas funcionam exatamente da mesma forma. Portanto, se acabar com a escala 6 por um, todas elas vão falando isso. Eu não tô falando isso. Eu tô falando o seguinte. Quantos por centas que trabalham em escala 6 por1 não
estão em micro e pequenas empresas? Eu estou te dando dado 60%. Mas é que mas é que isso não me importa porque uma micro pequena empresa, porque uma lojinha de bairro não funciona do mesmo jeito que um minimercado de bairro. Exatamente. Então tu não dá para dizer que não dá para para acabar com a escala 6 por um porque a maioria dos trabalhadores trabalha em micro pequenas empresas. Claro que dá. É o que eu tô falando. Você vai prejudicar o micro pequeno em detrimento do médio. Foi. Nossa senhora. Eita. Eita! E agora? E agora? Calma,
gente. Tem 12 minutos. Deixa ele que ainda não foi. Ele ainda não foi. Ele ainda não foi. E aí, tudo bem, cara? Como é que tá? Olá, meu nome é Bruno de Freitas. Eu sou advogado e ator. Eh, pra gente falar da escala 6x1, a gente precisa trazer outros pontos que eu acho que são importantes, como, por exemplo, políticas públicas relacionadas a transporte público. Porque quando se fala de uma jornada de trabalho, ela começa desde o momento que você sai da sua casa até você chegar no seu trabalho. E isso, no caso, são 8 horas
de trabalho com mais uma hora de almoço, 2 horas de ida e 2 horas de volta, você já engloba aí grande período do da sua vida. Então, aonde a produtividade ela foge? Eh, eh, isso, ela tem a ver com isso. Vamos lá. Se eu tenho hoje um país mais produtivo, eu começo a poder distribuir os frutos dessa produtividade, reduzindo jornada de trabalho. Isso é óbvio. O lance é o seguinte, para você se tornar mais produtivo, você precisa ter um país mais tecnológico. Você precisa, isso, isso, isso é uma regra no mundo, isso não é opinião.
Você só melhora as condições de trabalho, fazendo com você tenha mais complexidade na na na no no processo Produtivo e qualificando as pessoas. É só assim. É só assim. O Brasil hoje está no sentido contrário. A gente está saindo, desindustrializando o Brasil. Nós somos basicamente um país agroexportador, em que a maior parte das pessoas hoje no Brasil, infelizmente, está em empregos de baixa qualificação. Então eu não consigo hoje falar para esse cara, você vai ter melhores condições de vida se o seu trabalho hoje ele é pouco produtivo. Infelizmente não dá. Eu preciso melhorar essas condições
para que esse cara seja mais produtivo, para ele colher o fruto disso. É, é, é, é. A minha questão aqui é muito simples, mas é é que eh quando você fala isso, parece que a gente precisa chegar num ponto de avançar enormemente eh tanto em tecnologia quanto no no Brasil como sociedade. Enquanto isso, os trabalhadores eles ficam a mercer de uma jornada exaustiva. Mas isso é verdade. Hoje a gente tem trabalhadores a mercer de uma jornada exaustiva porque a gente não avança tecnologicamente. É só isso o problema. Mas, mas assim e voltando, desculpa fugir um
pouco do tema, mas a sua proposta então em rasgarse CLT, que a gente tratou no tema passado, eh, teria alguma correlação com com essa concretamente. Eu vou te falar uma coisa, eu vejo muito o Tamir, o o eu esqueci o nome, desculpa, o Charlie, os trabalhistas falarem de juro de dívida, etc. Eles a gente foca muito em macroeconomia. O problema do Brasil está em microeconomia. As regulações das nossas regras do jogo importam muito mais do que a macroeconomia. E aí, tudo bom? Beleza. Rodrigo Lconte. Eu mesmo. É Rodrigo seu nome, né? Exatamente. Pode me chamar
de Loconte. E aí? Diga lá. Sou Loconte, sou economista e analista político e defendo o pragmatismo. Eh, então, quando a gente fala de produtividade, tem um ponto interessante, mas ela não é única e exclusivamente o que determina os rendimentos numa economia. Um exemplo muito bom é um barbeiro no Rio de Janeiro tem a mesma produtividade do que um barbeiro em Berlim. Do que um barbeiro em Berlim. Qual que é a diferença de produtividade? Vamos lá. Esse é o exemplo que o Tamir usa o tempo todo, né? O garçom em São Paulo, garçom na Alemanha. Ele
deu o exemplo inclusive do cara que desce. Não, deixa eu te explicar uma coisa. Se eu sou um lavador de carro, eu lavo Sim. Vamos ficar no barbeiro. Vamos lar barbeiro. Eu sou um barbeiro. Eu corto um cabelo em São Paulo. Barbeiro. Isso eu tenho uma produtividade. Se eu corto esse cabelo, o mesmo cara corto o mesmo cabelo na Suíça, a produtividade dele é muito maior, porque o ambiente onde ele está inserido faz com que essa mão de obra seja muito mais a produtividade do cabeleireiro é a mesma, porque a gente vai a gente vai
medir por cabelos cortados por dia. Isso não é o conceitual. Pô, você é economista, cara. Não, por isso que eu tô te falando que eu te garanto que a produtividade individual daquele barbeiro é igual. É, vou, ó, vou dar outro exemplo. Se hoje aqui no mesmo ambiente, no mesmo ambiente, ó, deixa, dar esse exemplo, Como que a gente mede a produtividade do bará? Vamos lá. Se eu hoje fizer uma maçã do amor, calma, deixa eu voltar aqui. Se eu fizer uma maçã do amor e se eu fizer um morango do amor, eu estou sendo mais
produtivo fazendo morango do amor. Eu estou falando do mesmo ambiente. Por quê? Porque o morango do amor tem marketing, tem hype, isso conta pra produtividade. Vamos voltar no barbeiro. Ponto. Claro que conta, gente. Vamos, calma, calma. Vamos voltar no barbeiro. Vamos voltar no barbeiro. Como se mede a produtividade de um barbeiro? Cortes de cabelo. Produtividade não é corte de cabelo. Produtividade é quanto ele faz por hora. Ponto. Quantos cabelos ele corta por hora? Não. Quanto dinheiro ele ganha por hora? Lógico. É. Lógico que é produtividade. Está ligada o quanto você faz por hora. Nós estamos
num Não, nós estamos numa economia globalizada, cara. É assim que funciona. Eu, eu, eu, eu é, é, é verdade. É cabelo, os caras estão zoando aqui, mas é verdade. Se eu corto um cabelo em São Paulo, eu sou produtivo X. Se eu corto um cabelo na Suíça, eu sou produtivo 20 X. Não, a produtividade é igual, mas a gente vai trabalhar com rendimentos. Por que que Por que que o rendimento Eu falei de Berlim, por que que o rendimento do cabeleireiro de Berlim é maior do que o rendimento do cabeleireiro de São Paulo? Porque o
ambiente de Berlim ele é muito mais produtivo, ele gera muito mais dinheiro e a demanda por um serviço que demora uma hora, ele ele ele ele custa mais caro. É por isso. Então você tem que pagar mais caro por uma hora de serviço. Isso. Ou seja, e quem consome os serviços em Berlim tem mais dinheiro. Sim. Exatamente. Por que que eles têm mais dinheiro? Porque é uma sociedade mais avançada, uma sociedade que tem mais tecnologia, que tem complexidade de trabalho. Mas uma palavra especial que faltou, muito importante, indústria. A gente tem grandes indústri, isso. Complexidade
econômica e e complexidade de produção. Sim. a gente tem indústrias automobilísticas, a Volkswagen, eh, a gente tem indústrias de tecnologia e a gente tem várias indústrias, ou seja, a gente precisa disso para que o Brasil consiga ter uma renda alta para poder justamente falando isso desde Perfeito. Como que a gente vai chegar nisso? Vamos lá. A gente nunca vai chegar nisso enquanto a gente não revê a nossa microeconomia. que a palavra ela confunde. Você fala microeconomia, não, não, não. Microeconomia é a regulação entre entre as relações. Eu vou dizer um exemplo para você, como é,
como é que como é que eu vou estimular fazer uma grande indústria com grande complexidade de trabalho, com carga tributária em todos os processos da produção. Você não tem como, você gera imposto em cascata, cara. Isso é horroroso. Burocrática da Alemanha é maior que a brasileira. Não, não, não, calma. É que como burocr a gente vai cair na coisa do Tamir ontem também. A questão burocrática por si só, ela não é o problema. O problema é o como essa questão burocrática está regulando as suas as suas as suas relações. Então, no Brasil hoje você Tem,
por exemplo, como eu falei, imposto em produto e não imposto em renda, onde a carga produtiva vai gerando impostos em cascatas que te tornam menos produtivos. Pronto, tá imposto de renda e tá achar que tem mais riqueza muito, com certeza absoluta. O imposto de renda, ele é o imposto mais justo que tem. Concordo. Então, e e não dá pra gente falar em aumentar produtividade ou qualquer outro. Primeiro precisamos tachar quem é mais rico. Exatamente. É óbvio. V pro nosso lado. Não, não, não, não, não. Eu concordo com isso, mas a forma como vocês falam está
errado. Eu não consigo hoje, deixa eu te falar uma coisa. Eu não consigo hoje falar de taxar lucro dividendo. Eu não consigo falar hoje taxar grandes fortunas. Eu não consigo fazer isso se eu não tirar o imposto da carga da da do produto de serviço. Então vamos concordar em outra coisa. Vamos tirar o produto do produto do imposto serviço. Concordo. Sim. E a gente pega essa renda, reinveste na indústria pra gente como a Alemanha fez. Com certeza. Com certeza. Vamos, vamos. É que a gente tá concordando muito. Vamos onde a gente discorda. Vamos a gente
discorda. Você concorda comigo que a justiça trabalhista hoje é um câncer pro Brasil? Não. Exagero absurdo. Fal uma coisa, qual é oas, qual é o país que tem o maior custo com justiça trabalhista do mundo? Eh, depende da burocracia. Depende, não é o Brasil. É o Brasil. Se você somar todos os tribunais de um país, não dá 1/3 do que a gente gasta com justiça trabalhista hoje. A gente gasta mais com a justiça trabalhista do que com os processos que ela julga. Como é que você vai industrializar o Brasil assim, velho? Quantos por c representa
do PIB? 1%. Quantos representa outros setores? Qual que é o que mais representa o gasto público do Brasil? Pausa. Tá bom. Tá ótimo. Não, [ __ ] agora ficar interessante. A gente ia chegar no juros da dívida. A gente ia chegar no juros da dívida. Eu sabia que ia rebundar nisso. Eu tô vendo um Camiro aquecendo aqui já, ó. Aí, vamos lá, Artur. Diga. Setores da economia brasileira. Mais produtivo. Sim. Tá bom. Setor extração mineral não trabalha em escala 6x1. Sim. Setor manufatura e média de alta tecnologia não trabalha em escala 6x1. Sim. Telecomunica mídias
não trabalha em 6x1. Finanças não trabalha em 6x1. Eh, técnico de serviço de informação não trabalha em 6x1. Atividade de ciências técnicas não trabalha em 6 por1. Todos esses setores que eu falei aqui tem mais que eles tem em comum. Todos, todos eles têm um dobro de média de de rentabilidade da economia, ou seja, são muito produtos. Outra outra coisa que eles tm em comum, calma, deixa eu só concluir meu raciocínio. Eles são setores de alto valor tecnológico agregado. É isso. Exatamente. O que que eu tô querendo dizer para você, esses setores que são altamente
produtivos, eles não trabalham na escala 6 por1. Eles tá mostrando exatamente o oposto que você tá defendendo. Complexidade está diretamente ligado, ó, é contra a a o a escala 6 por um. Não, não. Calma, calma, Tami. É o que eu tô falando até agora. Eu estou falando o seguinte, você não vai conseguir reduzir a escala 6 por1 se você não aumentar a complexidade de trabalho. Então você tá falando para mim que vem antes, é isso? Primeiro você aumenta a complexidade, depois você reduz a jornada. Mas vem o exemplo do Brasil é o contrário. A jornada
foi reduzida de 12 como calma, deixa você reduziu a jornada e você industrializou o Brasil. Isso. Então, lógico, mostrando o exemplo empírico do Brasil mostra a gente reduziu a jornada e depois a gente cresceu produtivamente. Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá. Você concorda? Calma, calma, calma. Você concorda comigo que hoje, hoje para você industrializar o Brasil você precisa de alguns anos. Concorda? Sim. Eu tô falando para você que produtividade não tem a ver com jornal. Lá, vamos lá que vamos lá. O eu proibi hoje escala 6x1. O que que vai acontecer imediatamente? Os
pequenos ou vão quebrar ou vão aumentar o valor dos do do dos preços dos seus produtos imediatamente. Sim. Até que você tenha um avanço tecnológico para Claro que sim. Não, porque como eu expliquei para você, os setores e você mesmo já disse a sua frase, os setores mais produtivos eles necessita de tecnologia, então eles são coisas desassociadas. O mercadinho ele nunca vai ser altamente produtivo, vai é outro tipo de emprego. Tamir, tr, deixa eu te falar uma coisa. Se você tem um ambiente onde você tem complexidade tecnológica, onde você tem bons empregos, o emprego de
baixo também passa a ser mais demandado e você começa a render mais. É o que eu acabei de dar o exemplo do cabeleireiro. O cabeleireiro aqui ou na Alemanha, ele vai cortar o mesmo cabelo. Só que na Alemanha, por ter indústria automobilística, o teu próprio parceiro falou, você consegue pagar mais para ele. Então o que eu quero falar, tá desassociado. Não, tá desassociado. O o cab o cabeleireiro lá, ele tem o mesmo a mesma produtividade. Não, não, não, não, não, não. Não contrário. Vamos lá, Artur. Você tá falando por ele tem por que ele ganha
mais na Alemanha? Porque ele tá num ambiente mais tecnológico. Ponto. Então nós temos nós temos que fazer tá na jornada 6 por um. Eu não falei isso não. É isso que eu tô falando. Tá desassociado. Não, eu comecei a Exatamente isso. Você tá se contradizendo. Tá desassociado. Eu acabei, ó, eu comecei a minha frase falando o seguinte, o o embate aqui. Horas trabalhadas não significam produtividade. Pronto, concordamos com isso. Logo 6 por um. Se você reduzir, você que vai continuar. Não, Tamir, Tamir, você não vai conseguir a mesma produtividade por O problema hoje é se
você acaba com a escala 6x1, os mercados que não necessariamente precisam de mais produtividade em termos de de de tecnologia, eles vão falir os pequenos porque os grandes 60% dos funcionários em seis por um estão em micro e pequenas empresas. Mas eu quero saber da onde você tirou a informação que se que essas empresas vão quebrar, vão quebrar se você reduzir a jornada. Então vou fazer um exercício. Eu tenho uma padaria, eu ganho R$ 5.000 por mês de lucro de padaria. Não, a padaria não ganha isso. Mas enfim, do Sebrai esse outro dado do Sebrai.
Cara, o empreendedor hoje do Brasil, ele ganha R. Jog informação, você joga uma informação. Não, calma aí. Você falou da padaria específica. O Sebra tá falando o seguinte, micro pequenas negócios, a média é R$ 5000. Isso o empreendedor no Brasil, o empreendedor, o empreendedor no Brasil ganha em média R$ 3.000 por mês. Você é dado do Sebrai. Você tem um CNPJ, em média você ganha. padaria, o endedor é que você deu o exemplo da padaria, depois você usou o da do do que o dono da padaria ou a família que é são empreendedores. Vamos vamos
pôr essa média R$ 3.000 por CNPJ. Se eu tenho uma média, uma pergunta, os dados de CBRA que você tá trazendo são só para CNPJ? Só para CNPJ. Só quantos CNPJ hoje? Por exemplo, meia CNPJ. O CNPJ meia é o CNPJ. Não, não, não. Nós temos 22 milhões CNPJ. Então, meia é um CNPJ também. Esse MEI, quantos dessas porcentagem tem funcionários? O MEI é muito pouco, o MIC presente é muito pouco e o ME é muito pouco. Aliás, desculpa, o MEI é muito pouco, só que o ME, o ME e o EPP esses. Quem tá
no simples hoje, 60%. Então, 60% do CNPJ são ME, não Tamiro. Vamos lá. Vai lá. Eu tenho 22 milhões de CNPJ no Brasil cuja renda média é 22 milhões. Só uma pergunta, esses 22 milhões está abarcado os mês? Todo mundo. Todo mundo. Cuja renda média. E desses 22 milhões, quantos por cento é meio? com cada cada CNPJ ganha em média R$ 3.000 R$ 3.000 por mês. Eu tô entendendo. CNPJ a minha pergunta 66% dos trabalhadores estão nos que são ME, MEI eP, que são as empresas do simples que tem um teto muito baixo de faturamento.
O que eu tô dizendo é quando você reduz a escala 6 por1 na canetada, vamos chamar assim, você primeiro atinge esses caras, depois você atinge os grandes. Então eu vou dar um exemplo para você. Você falar, pô, a Volkswagen, se você acabar com a escala 6 por1, o que acontece? Ela vai ter uma barriguinha no lucro? Vai, não tem problema. Só que o problema é o cara que tem um pequeno comércio, que ele tem um funcionário, esse cara, esse cara acabou. Ah, não. Minha terceira frase é: o Oruan tem de ser impedido de cantar. O
seguinte, o Oruan não é um cantor. Ouan, ele é um Traficante de drogas. Ah, mas ele é só filho do Marcinho BP. Não, ele mesmo diz que ele é filho do chefe. Ele tem foto com traficante, ele faz vídeochamada com traficante. Ele tem traficante escondido na casa dele. Ele foi preso tentando impedir a prisão de um traficante. Este cara é membro do crime organizado e ele serve para lavar dinheiro para quando o pai e outros membros do comando vermelho saírem da cadeia. E aí, tudo bom, velho? Grandine aí, ó. Tranquila. Eu sou Leonardo Grandini, sou
advogado, comunicador político e o mais importante, palmeirense. Vamos lá, Artur. Eh, você destrinchou aqui algumas questões, né? Primeiro que você atribuiu alguns tipos penais proan, chamou ele de traficante de drogas, chamou ele de eh acusou ele de lavar dinheiro e também imagino que você defenda que ele faz apologia ao crime através das suas músicas, da sua obra. Sim. Eu acho que é mais do que isso. Não é, não é. O problema dele é que o doan especificamente não é nem só apologia. O problema é que o ele é de fato um traficante de drogas. Tá,
mas vamos lá. Primeiro vamos entrar, eu quero primeiro destrinchar a questão do do da apologia ao crime que eu acho fundamental. Inclusive o MBL vem sendo vanguarda na criação do PL Antiurô através do mandato da vereadora Amanda Vetoraz aqui em São Paulo, que já vem sendo eh inspirado também em outros. Tá política, hein, meu? Você tá política, hein? Não tô em outros municípios. Vamos lá. Primeiro ponto, Cara. Tem tanta coisa que dá para destrinchar nisso que eu vou começar por uma coisa básica. Primeiro, eh, artigo 37 da Constituição, né? O Panturou, ele ele rompe, ele
rompe, eh, e viola o artigo 37 da Constituição. Por quê? Porque o artigo 37 da Constituição Federal, ele estabelece o princípio da eficiência. o Estatuto da Criança do Adolescente e o Código Penal Brasileiro já protegem eh nesse nesse tipo de já abordam o crime de apologia a ao crime. Então, eh já existe legislação para isso. Então, primeiro ponto, não vou nem falar também do artigo 5º. Calma. Primeiro ponto, você sabe que uma vereadora não pode legislar sobre matéria penal. Exatamente. Exatamente. E ela fez isso. Ela ela legislou o projeto ele administrativo, ela legislativa não é
processual. É processual. É processual. É processual. Porque existem inclusive decisões muito semelhantes em outros estados. Por exemplo, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, ele acabou retirando e e declarando inconstitucional um projeto de lei de um município lá da município de Serra que dizia justamente a mesma coisa. Ou por exemplo no Rio de Janeiro também queriam proibir os bailes funks, a mesma coisa. Então, já existem decisões, já existem decisões em outros estados que eh já declararam que é inconstitucional. Então, por que que o projeto da Amanda não é inconstitucional? Não é inconstitucional. Vai bar não.
Na CCJ passou que órgão político, mas a justiça vai barrar. Deixa eu te falar uma coisa. O processo, o projeto da Amanda e eu quero ir além. Eu não quero debater o projeto da Manda, porque para mim eu acho que eu tenho que proibir o Orar. Mas vamos debater o projeto da Amanda. Porque eu tô falando o projeto da Manda é light porque o proet mas o projeto não não tô fugindo do tema. Eu tô falando que o projeto dela é muito light, porque o projeto dela é só impede a contratação de órgão público de
qualquer artista que faça apologia ao crime. Isso já é tipificado. Inclusive, ela não cria uma matéria penal. Eu quero ir além. Ou seja, ela viola o princípio da eficiência. Não teria nem sentido. Mas vamos falar de tráfego de drogas. Primeiro, primeiro ponto. Vamos e aí vamos entrar no aspecto. É, vamos lá. Você entendeu o primeiro lugar? Você entendeu que eu quero é além? Não, perfeito. Porque eu eu poderia me esconder atrás desse projeto. Não, eu só quero impedir a contratação. Eu não quero impedir a contratação. Eu quero impedir a contratação e e e proibir ele
de cantar. Não. Beleza. Então vamos lá. Vamos tratar então da questão de tráfico de drogas. Vamos entrar na questão técnica da coisa. Primeiro, pra gente poder dizer que ele é traficante de drogas, precisa ter um trânsito emjulgado. Então, por que que por que que você diz por não? Vamos lá, vamos perguntar. Por que que você por que você afirma que ele traficante de droga? Porque o cara, Irmão, ele é filho do Martin VP. Ele canta nas músicas dele que ele é filho do Calma, ele é traficante de droga porque ele é filho do Marcinho VP.
Calma, calma, calma, deixa, deixa eu continuar. Primeiro, ele é filho do Marcinho VP. Ele não é filho do cara que foi pego ali com pininho de cocaína na esquina. Ele é filho do Marcinho VP. Ele canta que ele é filho do Marcinho VP. Calma, ele calma. Ele faz shows em territórios dominados pelo Comando Vermelho, onde a polícia não consegue entrar. Calma. Ele tira foto com uma galera de fuzil apontando para cima que se eu tiro uma foto dessa, eu vou preso no dia seguinte, irmão. Ele, irmão, ele foi, ele ele fizeram uma fizeram uma busca
e apreensão na casa dele por causa de um tiro de 12 que ele deu. Acharam traficante escondido lá do ponto de vista jurídico. Posso falar porque o Brasil tá uma merda? Por causa desse tipo, com todo respeito, grandine, por causa de homens brancos como você, com oclininhos redondinhos, muito bonitinho. Falou: "Não, o garantismo, o garantismo é a [ __ ] que pariu, o garantismo é o [ __ ] Esse cara tá numa guerra comigo, meu irmão. O Marcinho BP tá matando 40.000 pessoas por ano, brother. E você tem que ver que a prova você perdeu
a linha. Foi peru pá, chegou. Não chegou. Eu sou vez. Tudo bem? Prazer. Como você chama? Prazer. Meu nome é River. Eu sou produtor musical, sou militante e fazia faculdade, mas larguei porque precisava trabalhar na escala 6 por1. Eu tenho uma pergunta para ti, É bem específica sobre a questão que você trouxe aí, né, relacionado a proibir o Arura de cantar. Se eu chegasse para você agora e dissesse: eh, tem um cantor que ele tem uma música, eh, o nome da música é Bandidão triste e na letra ele tá ameaçando uma mulher. Vamos falar de
lança perfume da RIT, vamos falar de cachim da P. Estou falando uma pessoa, eu estou falando de uma pessoa específica. Não tô falando de uma música, estou falando de um artista. Eh, e na letra da música ele canta para uma mulher que traiu ele, que não tem para o que ela fazer, não tem para onde ela correr. Ele vai pegar ela. Você já sabe o que que isso quer dizer. Sim, ele tem clipes aonde ele aparece com armas, ele aparece com armas in shows também, inclusive atirando, fazendo e sem contar, né, a vangloriação a gangs.
Esse tipo de artista deve ser proibido de cantar? Vamos lá. Eu não consigo te dizer especificamente sobre esse sem analisar o contexto inteiro. Quando a gente fala de proibir o orão de cantar, eu não tô falando de você querar uma proibição genérica, em que você não pode, numa coisa bem bem, vamos dizer bem metafórica fazer qualquer tipo de apologia ou qualquer crime, senão eu teria que prender o Gabriel pensador, teria que prender a a Ritali, tem Não é isso. Quando a gente pega e analisa o caso a caso, você entende que tem uma série de
contextos ali onde você consegue direcionar se aquilo é uma apologia de fato ou não. No caso do Oroan, especificamente MC P do Rodo, MC Smith, tá muito claro que esses caras fazem. Não é que o cara fez uma música que veja bem, não, não. Tá muito claro que esses caras fazem. Eles cantam mencionei uma única música. Eu mencionei para você uma música, mencionei para você uma obra completa, um clipe completo. Conheço, eu não sei dizer, eu não posso dizer, não sou eu dizer. Então, nesse caso, o que importa é o que você interpreta emquanto apologia.
Não é, existem órgãos responsáveis hoje que já inclusive a tipificação penal já existe, que eles vão analisar. Você está fazendo apologia ao crime, sim ou não? Não é o Artur que decide, nem você, nem nós aqui. Quem decide é um órgão técnico que foi e eh foi eleito, não foi colocado ali para isso. Interessante. Eu queria voltar numa questão que inclusive já foi mencionada aqui. Eu já entendi que você não quer debater, mas acredito que você apoia esse projeto. Você apoia o projeto da Ana da Manda Vetoráo, né? Sim. E aí eu queria te fazer
uma pergunta. Você leu o a menão que ela colocou ali da SBP? Ali você leu tem uma parte do projeto que eu discordo inclusive quando ela fala, por exemplo, do tráfico de drogas. Certo. Mas não é não é nem essa questão. Você leu quantas páginas ele tem? Três páginas. Quatro páginas. Não, ele tem 21 páginas. Na página não estou falando do Olha só, eu estou Não, desculpa, desculpa, digo eu. Vamos lá. O projeto dela tem três ou quatro. Não, não, eu não tô falando do projeto da Amanda Vetor, se você não prestou atenção no que
eu falei, vou repetir, Mas eu estou falando do artigo que ela mencionou no projeto. Ah, não, não, o artigo eu não li. Você não leu o artigo. E aí eu mostro para você o problema da lei da manda Vetorazo. Dentro desse artigo existe algo muito específico, onde ele tá dizendo sobre a sexualização de crianças, tá? Isso não foi mencionado no artigo dela. Ela só menciona a questão da violência e do uso de drogas. Não, calma, só um momento. Posso terminar minha linha? Ela só menciona no projeto dela a violência e o uso de drogas. Mas
eu não entendi você quer adicionar a a uma proteção no projeto. Isso o projeto dela, inclusive tenho ele escrito aqui em um pedaço. Ela fala o seguinte, quantas páginas tem? É, ele tem quatro páginas, justamente que eu falei. E ela fala: "Não, você falou três ou quatro, você não foi específico, mas tudo bem. Eu tava falando do projeto que ela mencionou ali dentro, certo? Se você sabe, como eu criei esse m de perguntar as páginas pras pessoas. Aprendi com você. Eu aprendi com você. Mas essa não é a questão. Eu mencionei para você o que
ela mencionou ali, né? O parecer da Sociedade Brasileira de Psicologia, por isso que eu falei SBP, provavelmente você não entendeu. Eh, e ela menciona uma parte ali onde diz o seguinte: também não deve o poder público promover adultização infantil, Observada quando se há aceleração forçada do desenvolvimento da criança. E aí vem uma questão muito, eu vou chegar ao ponto agora. Se esse projeto dela é tão justo e tende realmente a proteger crianças, por que que ela não mencionou a parte do projeto onde fala sobre eh a questão de crianças envolvidas com conteúdo de sexo? Eu
não sei se você quer adicionar isso no projeto? Obviamente a gente tá a gente tá protegendo a criança. Não táamos junto, velho. Parabéns, cara. Já foi produtivo. Vou chegar na mando. A gente tem em São Paulo um artista que foi contratado e eu não vi você e nem ela questionando que ele tem uma música que diz o seguinte: "Na mulher eu dei um jeito corretivo do meu modo." Eu acredito que você sabe porque é um corretivo, né? Eu não sei nem que música você tá falando. Certo. Eu estou mencionando uma música que o nome é
bruto, rústico e sistemático. Por que que vocês não mencionaram esse tipo de letra aonde fala claramente de violência? Deixa eu não, Ri que você falou muito, deixa eu, deixa eu só falar um pouquinho que nós temos pouco tempo aqui. O Lance, é o seguinte, olha só, eu não, acho que você não entendeu o espírito do meu projeto. O meu, o projeto que a gente quer fazer não é espírito moralista do tipo, você não pode falar de sexo, você não pode falar de drogas, você não pode não é isso. Você não estavam proibido adultização. Calma, calma,
deixa, deixa eu chegar lá. O meu problema é específico com o crime organizado. Você não pode deixar um criminoso do Comando Vermelho sair cantando e alicando menores. Esse é o ponto todo do projeto. Eu não posso falar que o MC Pose do Rodo cantar com fuzil nas costas, o Marma na cinta falar quem é Vel, quem é CV e as pessoas fazerem o símbolo da facção. Eu não posso falar que isso é permitido. Aí você fala: "Não, mas aí você tem que ver que a música da Ritali ou do sertanejo do mencionei uma música da
Ritali. Eu mencionei para você outros artistas que utilizam arma em seus projetos problem. O meu problema, entenda, ele é direcionado ao crime organizado. Se o Gustavo Lima, cantor branco de sertanejo, amanhã aparecer comando vermelho e você ti eu vou porbir ele. Cara, esse cara tem que ser impedido de cantar. O fato é o Ouan hoje ele faz isso, literalmente. Eu tenho a preocupação de vocês não tá no fato da adultização. Não, não, ela está também. Mas essa é uma preocupação lateral. O nosso foco é criançado. Ignora tudo bem. O nosso o foco de vocês é
o cri argumento é basicamente ó, já desculpa. Obrigado. Valeu. Chegou o Bruno. Tudo bem, Bruno? Vai lá. O senhor sabe que tudo que o senhor tá falando viola. Pelo amor de Deus, cara. É, não é só por respeito. O senhor é viola a liberdade de expressão. Não, algo que é muito pregado. Não viola. Porque é o seguinte, o o você fazer apologia a crime já é tipificado que você não pode. Ó, vou dar um exemplo para você. Claro, se eu chegar aqui e falar o seguinte: "Eu faço uma música Falando que eu sou do bonde
da cucos clã e que negro tem que morrer mesmo e eu faço um monte, eu eu tenho que ter a liberdade expressão de falar isso." Então, de acordo com o que eu vejo, muitos, muitas pessoas que o senhor apoia, ela eh, eu acabei me perdendo no argumento, mas eles vão encontro com a liberdade de expressão, que a pessoa pode falar o que quiser e assim por diante. Mas esse esse esse não é o ponto que eu queria trazer. que o que eu queria trazer é que a a apologia ao crime, tráfico de drogas e as
e todos os crimes que o senhor alega que supostamente o Aruan tenha cometido e outros e outras pessoas já tem a tipificação no Código Penal para esses crimes. Então o que que se cabe é uma atuação do governo público da justiça do da justiça eh penal em em abordar. É que eu não sei se você sabe, a justiça penal ela se baseia num conjunto de leis que é feito através da sociedade. A sociedade elege deputados. deputados faz isso com de lei, o poder judiciário vai lá e julga e prende. Então quem o espírito da lei
tá na sociedade, não tá no poder judiciário. O espírito do que você quer a sociedade que diz. Aí você transforma isso numa lei e de forma técnica o poder judiciário falar: "A sociedade quer que isso aconteça com quem faz isso". É isso. Mas um um outro ponto também que vai muito de encontro com o que eu vejo eh eh o senhor e outras pessoas falando é que cabe aos pais essa regulação tanto da internet quanto também do conteúdo que eventualmente eventualmente os seus filhos possam ou não ouvir ou ver e assim por diante. Vou te
falar uma coisa, irmão. Aí ó, só só deixar um ponto aqui, isso aqui é muito importante. A maior parte das pessoas que são aliciadas pelauan por esse bando de filho da [ __ ] vagabundo São pessoas que não tem um pausa na hora que eu ia chegar lá. Ai caramba gente combinar que ela vai ser a próxima. Vai ser a próxima. Tudo bem? Como é que tá? Prazer Artur. Prazer Moara. Antes de tudo, eu não sou uma mulher branca de óculos. Eu sou preta, favelada, venho de Belo Horizonte, moro em São Paulo. Sim. há um
tempo suficiente para poder entender que a linha é muito tênue entre a apologia. Sim. E a liberdade de expressão. Sim. E eu tô com uma música aqui. Eu não sou fã do Aruan, já para dizer de antemão. Eu não defendo 100%. Eu defendo a vivência dele porque eu cresci com pessoas que passam pelo mesmo. Não, você não cresceu. Você cresceu com algum chefe de traficante que mora numa mansão de R$ 35 milhões? tinha o dono da boca sendo meu vizinho de frente. Mas eu acho que não é sobre isso que eu quero falar aqui. Tem
uma música do Aruan que diz: "É, o nome dela é 22 meu voo". Ele fala: "Já pensei em parar, caí me levantei. Tô na luta do foco, confesso, não gosto de falhar. Meus anjos e demônios me deixaram de lado." Legal. Eu acho que para bom entender, essa música tá linda, não é bonitinha essa música? Então eu vou cantar outra para você dele. Você pode, assim que eu concluí, eu acredito que as pessoas elas falam daquilo que elas vivem. Então no caso do Oruan, eu via ele não apenas como uma vítima da sociedade, mas também do
pai dele. Quem era criminoso desde o início era o pai. A gente pode sim hoje, agora que ele inclusive está preso, trazer mais informações para ter certeza se ele era envolvido ou não. Mas pelo que eu vi e acompanheazido, não é, você não tem certeza? certeza que ele tava pedindo auda. Então eu vou te trazer um conjunto de coisas aqui. Ele tava pedindo ajuda numa mansão de R$ 35.000, milhõesais. Ele tava pedindo ajuda quando ele falou assim: "Aqui é o filho do chefe, quero vir me buscar, me prender aqui no complexo do alemão, da Penha,
aliás, você acha que ele tá pedindo ajuda quando ele faz uma música falando aqui, é que na selva do urso sabe que nós é o assunto. Você sabe quem é o urso? urso tem mais de 100 homicídios no currículo dele, que é o cara que tava com, ó, chamada de vida com ele e ele tirou e ele foi preso por mais de 100 homicídios, inclusive com criança no meio. Então você ainda tem dúvida se o ele é algum tipo de criminoso. Você tem alguma dúvida disso? Quando você fica de frente a esse cenário, você que
tem poder nas mãos para poder colocar as pessoas, uai, você está aqui querendo acabar com a carteira de trabalho, com o formato CLT e sendo contra o formato 6 por um falando sobre se eu tivesse eu já teria feito comunicar já é um poder muito grande. Então eu acredito que você pode se influenciar positivamente. Eu vejo o Oruan como várias pessoas que estão tentando sair da zona que cresceram. Ele não escolheu crescer neste lugar. E aí você quer calar ou invés de criar possibilidades para que ele possa inclusive ser mais produtos Fãs do Oruan não
saem da favela com uma manção de R5 milhões deais. É isso que você não tá entendendo. Ouan, ele vai para uma mansão falando que a favela venceu, quando na verdade quem venceu foi ele. As as maiores vítimas dos crimes do Oruan e do Marcinho VP são mulheres negras como você. Então, entenda só, o branco rico hoje ele anda de carro blindado, ele mora num condomínio, ele tá cagando para lei antoruan, [ __ ] Quem tá se [ __ ] é o cara que tá no ponto de ônibus numa escala 6 por1, que passa o speed
bike, rouba um celular para vender pro crime organizado. E este cara, infelizmente hoje ele tá desamparado. Você pergunta pr as pessoas, as pessoas querem acabar com o crime organizado. Nós vivemos uma guerra, nós nós não estamos num probleminha específico aqui, não. Nós vivemos uma guerra com o crime organizado. Essa, o crime organizado tem exército, tem símbolos, tem músicas, tem muitas pessoas na mídia apoiando eles. E esses caras não podem ser tratado como um contraentor. Esses caras são um exército criminoso estrangeiro que estão matando as pessoas pretas do país. Cara, pausa a como você chama? Tudo
bom, Artur? Eu sou Isabele Lira, sou psicóloga clínica e organizacional, sou da coordenad coordenação estadual do Gabenário em Pernambuco e militante feminista, né? Então, eh, no movimento tá falando isso, aquele criminoso que invade ambientes, quer quer entrar nesse assunto ou você quer com você que manda, você que manda. Vai lá. Então, eh, eu entendo aqui que você tá falando muito sobre crime organizado, mas aí a gente precisa falar de vários timbos de crime, né? Querendo ou não, você é muito a favor da liberdade de expressão. Então, vamos lá. Eh, o Oruan, especificamente, ser proibido de
cantar é muito vago, né? Então, você tá falando aí, é muito vagamente, inclusive, é muito vago. Por quê? Pela música ou pela personalidade? Por todo o contexto. Hoje, eu vou te falar uma coisa. Hoje nós a é que a gente vai entrar num debate filosófico que hoje o artista ele não é mais o que ele produz, ele é o que ele é. Muitos artistas hoje vivem muito mais de polêmica do que da obra que eles produzem. Não necessariamente. Necessariamente. Mas muitos fazem. Falei todos. Agora de alguma de de uma forma muito explícita, não dá para
você colocar o Oruan ou MC POS como pessoas que estão batalhando para através da sua arte ganhar algum, não é verdade isso? É incrível que é sempre um eh um espectro da música, né? É sempre um gênero musical. Agora se a gente chegar, pera aí, se a gente chegar para falar sobre, por exemplo, Raimundos, que tem música com apologia, a pedofilia, aí eu nunca vi o MBL criando algum projeto para ser contra as bandas, inclusive a sua, que pode tocar Raimundos, talvez. Nova, novamente, nós temos um problema no Brasil que é um câncer, ele ele
distou de qualquer outro problema no Brasil que é o crime organizado. Nós temos outros problemas, nós temos problema de racismo, nós temos problema de abuso de mulheres, nós temos inúmeros problemas no Brasil. O crime organizado é um um problema desto é um problema que ele é muito acima de todos os outros. O meu problema aqui ele é especificamente com crime organizado. Eu não sou um moralista. Então tá, você tem um problema com crime organizado, mas você não tem um problema muito grande voltado também para crianças que são aliciadas por causa de músic que é basicamente
o seguinte, ó. Já que a gente tem um problema aqui, eu não posso resolver este outro problema aqui. Não, eu tenho também, só que hoje, mas cadê o projeto? Eu não tenho hoje. Eu não tenho. Então o teu argumento é justamente esse contra música de rock contra banda nazista. Você estava dizendo o seguinte: "Já que eu não resolvi o problema A, eu não posso discutir o problema B." Eu vou dar um exemplo para vocês. Então discuta o problema B porque parece só uma perseguição à periferia. Realade na analogia eu tô discutindo o problema B, tá?
Mas o lance é o seguinte, a gente fala aqui de escala 61 de CLT, a gente quer resolver o problema do Brasil estruturalmente. No meio disso eu tenho uma uma veia que está sangrando. A gente tem que ir na raiz do problema. E a raiz do problema não é o crime organizado. A raiz do problema é desigualdade social, cara. É, tem um monte de país que não. A o a a Índia é desigual, é desigual. Tem crime organizado lá. É, não sei. Mas eu Brasil não tem. Desculpa. Tô entendendo, gente. A realidade do seu país
é que um quarto da população tá sobre as leis do crime. É isso que vocês não estão entendendo. O que você tá fazendo? Você, meu irmão, vamos lá. Desculpa, seu nome é Isabele. Isabele. Escuta só. Nós temos um quarto da população que vive num território onde o cara tem que comprar gás do crime organizado, o cara tem que pagar mensalidade pro crime organizado, ele tem que pagar barricada pra polícia não subir. Esse cara, ele mora num lugar que se a ambulância precisa pegar o vô dele que tá passando mal, não chega. Esse cara não pode
pedir um Uber porque senão o cara toma um tiro na cabeça cara não tem nem dinheiro para chamar Uber. Claro que tem, minha querida. Você tá desculpa, deixa eu te falar uma coisa. Tem lugar de falar uma coisa, tem uma manchete aqui que mostra inclusive que existem e eh placas em comunidades dizendo que o Uber não pode subir, não pode subir o mototáxi porque eles são comandados pelo crime organizado. Eu quero resolver isso. Eu quero resolver isso. Aí você fala: "Bom, mas o Brasil não tem saneamento básico. Tudo bem, vamos discutir isso também, mas nós
temos um outro problema muito mais urgente. Tão dando tiro na cabeça de Uber. Isso, deixa eu te falar uma coisa. Estão dando tiro na cabeça de adolescente negro e vocês estão calados. Querida, deixa eu te falar uma coisa. Quem toma tiro na cabeça hoje no Brasil é vítima do crime organizado, via de regra. É lógico que é. Minha querida. Quem te toma tiro na cabeça hoje é adolescente, criança que não tem creche pública porque a mãe mãe solo. Tomando quem? Esse cara tomou tiro de quem? Tomou o tiro da polícia? Não, não. Lógico que não.
Lógico que não. Deixa eu te falar uma coisa. Quantas mortes por polícia nós temos? Rodrigo Lcon já pegou uma gaf minha sobre isso. Quantas mortes pela polícia nós temos hoje no Brasil? Ah, eu eu vou chegar aqui do É lógico, dado 10 vezes menos do que a gente tem de homicídios comuns. As pessoas hoje morrem, mais de 40.000 brasileiros morrem todos os anos vítimas de homicídio. Essas pessoas estão ligadas ao crime organizado. Nós temos, eu, eu vou dar o dado de novo. As crianças de 12 anos que estão sendo aliciadas porque não tem creche pública,
porque o estado, vocês não lutam por creche pública, mas o Benário, o meu movimento luta. Aí você tá chamando aí. Eu não sei, eu não sei se você quer falar do Algabenário, mas no Algabenário eu visitei duas ocupações do Algabenário, onde eu vi camisinha, instrução de como fazer sexo ali dentro, 11 homens e nenhuma criança. Eu tenho filmado isso, eu tenho filmado a a a de São Caetano. Foi isso, tá? Esses caras invad e daí? Mas eu tô falando da realidade do Brasil, São Paulo Mas você tá falando de uma realidade que você nem conhece,
que você vi provavelmente você foi lá, viu uma pessoa falando sobre educação sexual. Cara, educação sexual é necessária. Deixa eu te falar uma coisa. Pera aí. Você tá falando sobre educação sexual. Veja, Não é educação sexual, querida. Você tem homens ali de 20, 30 anos e mulheres adultas com uma caixa de camisinha. Você acha que o cara de 30 anos, querida, vem cá, eu vou ensinar você a colocar uma camisinha aqui. Você acha que isso é educação sexual num prédio invadido onde você não tem nenhum tipo de fiscalização? Vagabundo criminoso. E cadê o vídeo? Tá
na internet. Só você. Não, cara. Tu viu alguém dando uma aula de educação sexual? Então tu não sabe. Então pronto. O ponto é esse. Eu não vi a aula. Eu vi. Veja de onde eu venho a população. Pera aí, calma aí. De onde eu venho a população periférica. Meninas de 12, 13 anos estão se vendendo por causa de um prato de comida porque não tem dignidade. Aí essas meninas de 12, 13 anos não precisam ter acesso a a métodos contraceptivos. Não tem que saber o que é educação sexual. Não tem que saber o que é
uma camis de Deus. Prédio invadido nada. Prédio desocupado. Não. Obrigada. [Aplausos] E aí, tudo bom, velho? Como é que você chama, velho? Prazer Carlito Merrana. Carlito. Eu sou músico e sou militante do Partido dos Trabalhadores. Primeiro eu queria falar sobre algumas e algumas partes preocupantes da sua fala sobre o Uruan. Primeiro que a gente tem que separar o Uruan devido o criminal, porque é um criminoso tá preso por isso. E o ouro é artista. ouro artista tem que separar as duas coisas. Primeiro porque você tá dizendo inclusive que vai retirar o a forma de trabalho
nessa que ele teria que seria arte em detrimento do do crime que ele cometeu já está pagando por isso. Não, não tô dizendo, eu tô dizendo que o trabalho de artista é honesto. Você tá dizendo que esse artista não é honesto. Deixa te falar uma coisa. Outra coisa, a expressão do artista para você poder eh pautar como apologia, você tem que expressar isso, tem que colocar isso, tem que demonstrar onde isso aconteceu. Você diz que ele é um traficante. Bom, ele não foi preso traficando drogas, ele foi preso sendo filho de um traficante protegendo um
outro criminoso. Concorda? Beleza. Nem todos os membros arte com droga diretamente. Isso não quer dizer que a arte dele expressa isso. Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, calma lá, calma lá. Vamos, vamos ler uma música aqui, então. E, eu tô com dúvida. Ele falou o seguinte, ó: "Não tenho medo. Eu sou filho do dono." Ele é filho do dono do quê? De uma padaria? Não, ele tá falando que ele é filho do traficante. Do traficante. Então vamos lá. Maior responsa do jeito homem de carro, bicho. Eu fiz ela endoidar e hoje
onde eu passo, todas quer me dar. O que que ele está fazendo aqui? Já que eu sou filho de um traficante de droga, as mulheres querem me dar. Ele está falando que isso é uma coisa ruim ou uma coisa boa? Então, concordo com você. A música é péssima. O que eu tô dizendo para você é o seguinte. O que eu tô dizendo para você é o seguinte. Eu não posso dizer simplesmente porque ele disse isso, que ele não pode mais cantar. Mas, mas fal um absurdo do ponto de vista de que ele não tá querendo
cantar, tirei o pau no gato, meu querido. Ele tá querendo cantar que ele é do comando vermelho e por conta disso ele tem acesso à coisa Que os jovens hoje querem. Ele usa is aí você enquadra ele no crime que já existe apologia. Agora não quer dizer que você tem que fazer uma lei específica para fulanizar o sujeito e dizer que ele não pode mais cantar, que é expressão da arte dele que projeto. Calma lá. O projeto de lei em nenhum momento cita o nome, o projeto de lei, o apelito. Vamos lá. Vamos lá. O
projeto de lei ele tem um apelido, o projeto em si, ele não cita o nome, como é como se eu falar o seguinte, eu chamo PL2630 de pele da censura. As pessoas chamam da pele da fake news. Deixa dizer uma coisa para certura. Você concorda? Você concorda com a com a proibição de se candidatar? A sua, por exemplo? A minha? Não, lógico que não. Não, não. Mas você cometeu um crime? Não. Qual crime cometiu? Ué, você cometeu um crime lá de apologia, né, de sexualização das mulheres na Ucrânia. Uma coisa muito grave. Volou ao Brasil
e perdeu seu mandato por isso. Primeiro, primeiro, primeiro, sexualização não é crime. Esse é o primeiro ponto. Sexualização de criança, beleza. De mulher adulta não. Então, de mulheres vítima de uma guerra, não é? Não, eu não preguei isso. Não, não, não mesmo. Você não identificou as mulheres lá nos áudios, famosos áudios que você fala que elas são você perdeu o mandato por isso ou não? Também porque você acha que tá correto? Não, não. Sabe por que que eu perdi o mandato meu irmão? Eu fui o cara que sozinho eu acabei com o contrário de 30
milhões de publicidade da lesp. Eu pela Primeira vez na história baixei salário deputado. Isso nunca na história do Brasil você. Pois é. Sabe outra coisa que sabe o que eu fiz? Sabe o que eu fiz? Eu sozinho só. Ah, lá. Então, depois desse disclaimer, quero ver quem vai levantar. Não tem jeito, né? Tudo bem? Prazer, Rebeca. Eu sou drag queen. Ninguém percebeu, né? Eu sou drag queen, militante LGBT, militante de esquerda. Eu acho que eh quando a gente trata dessa pauta, acho que fugiu um pouco da pauta, eu quero voltar pra pauta. Quando a gente
trata quer proibir uma pessoa especificamente de cantar, porque não tem como fazer uma lei para uma pessoa parar de cantar, uma lei é para todos. Mas o que se tenta estabelecer por trás disso é uma criminalização de uma expressão artística que vem da favela. E isso vem ter sido reiteradamente tentado criminalizar o funk. O samba já foi proibido. Então a questão não é tanto o em si ou o valor artístico do que ele produz. Hum. Não entendi muito bem a sua indagação, mas no o fato é o seguinte, deixa eu te explicar uma coisa. Quando
eu quero prender criminoso organizado, eu estou falando de libertar principalmente as pessoas que vivem na nas regiões periféricas do Brasil. Quando eu falo para você que um quarto da população está sobre as leis do crime organizado, eu não tô falando do cara que tá morando nos jardins, eu tô falando do cara que tá morrendo nos morros. Não. Sim, mas o pessoal que tá na favela vai fazer música sobre o quê? Vai fazer música sobre o barquinho do azul do mar. Eles vão falar sobre a realidade que eles Não, eles não podem falar que ser do
comando vermelho é legal. Ponto. Ah, mas isso não, não pode. Eles não podem cantar o hino de um exército estrangeiro que está invadindo o Brasil e dominando territórios. É isso. Se a Venezuela tem um exército e eles invadem o Brasil e você tem pessoas desse exército com farda desse exército, com símbolo desse exército, cantando as músicas, o hino desse exército e dominando aquelas pessoas sobre uma lei que não é a lei do Estado brasileiro. Esses caras devem ser tratados como artistas. Não. Ah, mas eles cantam uma música. Não, mas eles são um exército. A a
a a camada artística que se coloca, o cobertor artístico, ele é só um disfarce, porque esses caras verdadeiramente são. O Comando Vermelho não é uma agência de publicidade de música. O comando vermelho é uma facção criminosa que domina as pessoas. Não. Sim. É que quando a gente fala sobre arte, a gente entra num campo muito difuso entre o que que é uma liberdade de expressão, uma liberdade artística. A minha quarta afirmação é: nós temos de ter pena de morte no Brasil. É óbvio que a pena de morte, né, isso é um dado da realidade, ela
vem decrescendo ao redor do mundo. Quando você pega, por exemplo, tem vários gráficos aqui que mostram não só um crescimento de países que aboliram a pena capital, como também um decrescimento de pessoas que sofreram a pena de morte, foram executados por causa da pena de morte. O fato é, o Brasil não está acompanhando o resto do mundo. Hoje nós temos aqui uma Epidemia muito clara que se chama crime organizado. A gente não pode ver o criminoso organizado da perspectiva de ressocialização. A gente tem que entender o criminoso organizado como um inimigo. Nós temos de ter
o direito penal do inimigo e temos de tratar esse cara como um organismo estrangeiro que está dominando territórios brasileiros e tem de ser eliminado. Eu vou deixar mais chocante. Eu quero fazer um banho de sangue com criminoso organizado. A ele aí. E aí, tudo bom? Bom, tô de volta. Eh, e aqui vai uma crítica sincera, especialmente com a ponderação que você fez anteriormente. Me parece que o MBL, em um momento de crise, tá usando de uma pauta populista de direita barata, que é justamente enxigar o povo a violência contra o crime organizado. Mas tem um
problema muito sério aí. O crime organizado, ele não é a causa do problema, ele é um sintoma do problema. e você combater o crime organizado é meramente você eh atuar pelas laterais, enquanto o centro de tudo isso, que inclusive se repete em toda América Latina, continua eh estruturado. Porque não é por acaso que, por exemplo, a América Latina tem índices de criminalidade maiores que muitos lugares lugares da África que são mais pobres. Ou seja, o que mostra é como está fundamentada a estrutura da nossa sociedade, eh, diferentemente de outros países. Então, eh, você queria atuar
dessa forma, só me parece populista. Então, mas vamos lá, não é? Primeiro lugar, é o seguinte, eh, você tem que entender que a decisão de cometer um crime, ela parte primeiro de uma escolha moral. E esse freio geralmente é a Família. Existe um estudo paraquida que mostra justamente isso. O primeiro freio para pessoa não cometer um crime é um freio moral. A maior parte das pessoas não comete crime porque elas entendem que isso é errado. A partir do momento que você não tem esse freio e a gente pode conversar diversas maneiras e políticas públicas para
estabelecer esse freio moral, educação, etc., Eu concordo com tudo isso. A partir do momento que você não tem esse freio e claramente a população brasileira não tem esse freio, a decisão de se tomar um crime passa a ser uma decisão econômica. Então, hoje no Brasil as pessoas fazem uma conta instinça. Se eu cometer esse crime, qual é o tamanho do meu ganho menos a probabilidade de eu ser preso, menos o tamanho da minha punição se eu for preso? E hoje no Brasil o crime compensa. Ponto final. Você tá levando em consideração como se os agentes
fossem racionais, que é o que a gente chama na economia. Só que agora irrais fou homo econômicos. Eu tô falando o seguinte, as as pessoas um crime passional, por exemplo, ele parte de uma irracionalidade. Você sabe que não vale a pena você matar sua mulher, mas você num momento lá de de de sei lá o quê, você mata essa mulher. O que segura um homem para não matar essa mulher se ele não tem o freio moral, uma decisão econômica forte o suficiente para falar: "Cara, não dá para eu matar essa mulher. Se eu matar essa
mulher, eu vou paraa cadeia, vou serado". Este cara, este cara, ele toma a decisão econômica, já que ele não toma uma decisão moral. O crime organizado no Brasil compensa. Eu não tô falando isso da minha cabeça. O estudo do Perquida, que eu acabei de citar, ele mostra que mais da metade, aliás, 42% das pessoas disseram que não precisavam cometer o crime que cometeram. Compensou economicamente, aliás, mais de 90%, desculpa, errei o dado, mais de 90% Falaram que o crime que não era necessário ser cometido e que ele compensou e voltando ao tema da pena de
morte. Eh, se isso fosse verdade, os países que têm pena de morte teriam os menores índicos de criminalidade, porque eles é que essa não é uma relação direta. Não é direta. Eu vou te trazer aqui, ó, o dado para você entender. Existe alguma relação? Existe, claro que existe. Eu vou te mostrar. Nós estamos, é que eu não sei se dá para mostrar aqui, mas enfim. Eu vou mostrar para você. Aqui nós temos uma um índice de taxa de criminalidade por 100.000 habitantes, que ela é decrescente no mundo inteiro. Você tem dados desde 1300. Olha só
coisa interessante. Quando você pega, por exemplo, no meio do século XX para cá, você vê que não só os países que já estavam estáveis, mas o mundo, inclusive os Estados Unidos, que é um país complicado, tem uma tendência de queda. Quando eu pego isso daqui, e depois vou mostrar aqui, mas quando eu pego esta bolinha e amplio, você chega no Brasil. O Brasil está ao contrário, cara. Nós estamos na tendência contrária. Mas a onde que tá os países que aboliram a pena de morte? Não, a aqui é o seguinte. Aqui todos esses países, assim como
eles aboliram a pena de morte, tá? justamente porque você tem um índice decrescente. Qual, qual que é aquele gráfico de pena de morte? Isso aqui é pena de morte, ó. Isso aqui é o seguinte, ó. Deixa eu te mostrar. Isso aqui é o número de países que aboliram a pena de morte. Ele só cresce. Isso aqui é o número. E então, deixa eu ver se eu entendi. Aumentou os países que aboliram a pena de morte e caiu o crime. Isso. Isso. Ao verdade é ao contrário. Caiu o crime, você abandonou a pena de morte. Ah,
mas de qualquer forma, de qualquer forma que não existe relação. Existe. Acabei de falar. Se você tem no Brasil um país que não tem a pena de morte e os homicídios crescendo e você tem um estudo do Perry Shiquida que mostra que se você tivesse a pena de morte metade deles não cometeriam o crime, você tem claramente uma relação dita pelos próprios presidiários. O estudo pertida é muito claro. Ele mostra isso. É da onde isso? Pertiquida é um estudo pertiquida. Que que é isso? É um estudo. Sim. É um instituto privado. Não, não, não. O
per calma aí. Eu tenho aqui o estudo para para ser preciso. Não achei que você fosse me perguntar. Não, mas tudo bem. Eu tenho ele pronto aqui. Cadê o estudo do cara? O estudo para chiquida, ele é da GPEC de 2024. Ele entrevistou mais de 400 detentos em São Paulo. Inclusive ele diz, por exemplo, que a renda média do crime é de R$ 48.000 por mês, que é 18 vezes a ilícita. E ele diz, inclusive, que a taxa de sucesso no crime de São Paulo, que é a menor do Brasil, é de 80%. O que
eu tô te deixando claro é existe uma decisão econômica no cometimento de crime e essa adição hoje, ela vale a pena. Ponto final. Tá? Então, o estudo se baseia na resposta que os detentos fizeram também. E que mais? Como que mais? Eu acabei de te mostrar. Não, não, vamos lá. Ele, ele se baseia no quer outros estudos. Eu vou te trazer outr estud. Eu queria um estudo que provasse a relação de um país que aprovou a pena de morte. Deixa eu te falar. Você tem diversos estudos, principalmente dos Estados Unidos que falam isso. Você tem,
por exemplo, o de Moon e Giting, você tem, por exemplo, o Paul Zimmerman, você tem, por exemplo, a a Sabia que nos Estados Unidos dos cinco estados mais violentos, três têm pena de morte e dos cinco estados mais seguros, só um tem pena de morte? O que mostra que a estrutura do estado, especialmente aqueles estados que eram, você, você tá fazendo, você tá fazendo na verdade uma relação contrária. Você tá falando que se tem a pena de morte, não necessariamente falando que não tem. Então eu tô falando isso também. Eu não, eu tô falando o
seguinte. Se você abole a pena de morte ou se você tem um código penal que o espírito é garantista, claramente as decisões econômicas de tomada de de tomada decisão de cometimento de crime, elas passam valer a pena. É muito claro isso. Então resolvem o crime organizado. Como assim? Não, não acabam com o crime organizado. Vamos lá. Você tem dois dois duas duas frentes para abordar isso. Você tem a frente eh moral. Eu acho que um cara que mata, por exemplo, um jovem preto da da da uma mulher preta da do da do da ô caramba
da comunidade, porque ela não quis transar com o traficante, esse cara ele não merece nada menos do que a morte, tá? Isso é do ponto de vista moral. Não, não, isso eu inclusive eu tenho vários estudos aqui que falam justamente isso, mas existe o ponto de vista utilitarista que mostra que Justamente quando você tem uma diminuição da pena esperada, você tem um aumento do crime, mas não relacionado à pena de morte. Claro que tem também o espírito da pena de morte, escuta só, ele guia. Como você vai entender o criminoso? A partir do momento que
você tem um um código penal que pensa em ressocialização, você tem todo um ordenamento errado. A partir do momento que você dá uma sinalização, ó, eu vou matar, eu vou matar os países mais seguros do mundo, o os países mais seguros do mundo não tem 40.000 homicídios por mês, não tem por ano, desculpa, não tem as taxas de homicídio que o Brasil tem. Quanto, quanto? Vamos lá. Qual é a taxa de homicídios de países desenvolvidos? Menos de um per capita. Menos de um per cápita. Quanto é no Brasil? 40. Não, 16. Não, não. Somos em
21. Mas que seja. 16 já não é aceitável. Nós não podemos entender o Brasil que é uma exceção, como uma regra dos países desenvolvidos. Eu não tô na Suíça, cara. Não, mas aí aí que tá. A questão não é ser uma exceção ou não. A questão é entender o que eles fizeram para chegar nisso, ao ponto que tem que se fazer reformas estruturais e você só a gente vai cair no tempo. Por isso que inclusive eu quis inverter a Sóir não resolve muita coisa. Não, não, não, não. Resolve sim. resolve sim. Eu vou dar um
exemplo para você da Itália. A Itália é um país que e eh ele ele é em alguma parte similar com o Brasil. Então o estudo da Itália é muito bom. Ele fez o seguinte, em julho de 2006 eles fizeram perdão de pena. Eles falam: "Vamos fazer uma experiência, vamos, vamos tirar, vamos tirar essas, Calma, vou chegar lá, vamos tirar essas pessoas da cadeia e eu vou perdoar sua pena. Se você reincindir que que vai acontecer, você vai cumprir essa pena e a pena anterior. O que que aconteceu? Isso tudo foi claro. Cada mês a mais
de pena diminuiu a reincidência em 7%. Precisar da pena de morte. Não, meu irmão, deixa eu te falar uma coisa. Eu tô falando um país, eu tô te falando, eu tô te falando num país que não tem um quarto da população dominada pelo tráfico de drogas. Aqui no Brasil, deixa eu te falar uma coisa, eu não quero ressocializar o Fernandinho Beiramarca. Eu sei que você não quer. Então eu eu quero diferenciar o criminoso comum do criminoso organizado. O criminoso organizado não tem outra coisa que não pena de morte para ele. Eu não quero ressoalizar o
Marcinho VP. Márcia. Deixa eu te falar uma coisa. Deixa falar uma coisa. Ah, não. Tava bom, tava bom, tava bom, pô. Tava bom, louco. Tava lá. Vamos lá. Eu tenho uma teoria que vocês do MBL, vocês saem de casa para resolver um problema e acabam voltando com dois, vocês foram resolver e mais um outro, né? E só eh só é só título de curiosidade mesmo que você usou o estudo do P Chiquidra. E eu só queria ler aqui a conclusão do estudo que você tá usando. A conclusão do estudo é o seguinte: como todo estudo
acadêmico, esse estudo de Perry Chiquida deriva de recomendações normativas para adoções de política pública. Que que o estudo sugere? Que políticas focadas em educação e criação de oportunidades de emprego são as melhores formas de reduzir a criminalidade. Tá? Tá. Além disso, só um minutinho. Além disso, leis mais rígidas e críveis também são mencionadas como forma de suadir crimes econômicos e violentos. Mais uma vez, ó. Porém, escuta isso aqui, Artur. Porém, Algo para além do que Becker mostra, o Chiquida, os detentos e detentas de São Paulo admitiram que a perda moral Sim, como eu tenho número
aqui como como maior como a desaprovação familiar é ainda o maior fator de suasório, como esse resultado pode ser interpretado. Que que tá escrito aqui? É só uma coisa assim, ó. É só uma coisa, não, só para concluir. Eu acabei de falar o primeiro freio, freio moral. Só para concluir, você tá sugerindo pena de morte, citando o estudo que o estudo, que a conclusão do estudo não cita pena de morte. Deus, cara, deixa eu te falar uma coisa. Você não precisa pegar um estudo que cita pena de morte para correlacionar uma uma série de coisas.
Ao contrário, concordo. O estúdio vai no mesmo sentido do que eu estou falando aqui. Tá escrito exatamente isso, ó. A perda moral como apoio da família é uma o maior fator de suas ordens. O estudo não conclui p de morte. Ô, ô, Tamir, eu não tô falando que ele fala isso. Eu estou usando isso para corroborar uma tese de que o nosso Código Penal ele não pode ser do ponto de vista de garantir a ressocialização para alguns. É isso o que eu tô dizendo. É se você não tem o freio moral, a decisão de cometer
um crime, ela é puramente econômica. Se eu não acho errado cometer um crime, não. Mas tem freio moral, é isso que eu pergunto? Não, não tem. Acabou de falar que temas horas. O estudo que você tá usando falou que sim. Você não entendeu. Eu estou falando. Existe um freio moral que é o mais eficiente. Concordamos que o frei isso estudo perquida que você citou. Eu concordo com isso. Freio moral é o mais eficiente. O estudo não recomenda que tenha morte. Tamir, Tamir, o estudo fala o seguinte: freio moral é o mais importante, é o mais
eficiente. Concordamos com isso. Quando você perde esse freio moral, que é o caso, por exemplo, do que o Thomas Sol, por exemplo, diz no no na getetização, na cultura de geteto que tem aqui no Brasil, quando você tem uma série de jovens sem pai, com mãe solteira, que tem que trabalhar numa escala seis por um para esse moleque trabalhar. Ele não tem a figura disciplinar de um homem forte e modelo para colocar ele no caminho certo. Esse cara, ele toma uma decisão meramente econômica. Então, se a decisão dele é meramente econômica, você tem esse link
nenhum. Claro que faz. Vamos lá. Deixa eu te falar uma coisa. Ó, me mostra alguma coisa que prova de mostrar que as pessoas tomam decisões puramente econômicas e não moral. Acabii de falar para você, as pessoas tomam mais decisão moral. A maior do periquida. Eu acabei de falar aqui, ó. A perda moral como apoio da família é o maior fator de zoazor. Perdeu o maior pausa. [ __ ] eu não sei se eu deixei claro isso. Nossa, gente, calma, pô. É justo. Ele não foi ainda, velho. E aí, tudo bom? Como é que você chama?
Tudo bem, Gustavo? E aí, Gustavo? Beleza, cara. Essa foi [ __ ] Só aqui, ó. E aí? Bom, meu nome é Gustavo. Gustavo Sábio. Sou advogado, especialista em direito digital. Legal. E eu queria mudar um pouco a narrativa para além da da parte teórica e um pouco pra parte prática. Ótimo. Eu prefiro. Certo. Porque você tem falado assim que deve implementar a pena de morte, certo? Sim. Só que eu quero saber qual a extensão dessa pena de morte. Excelente pergunta. A pena de morte, desculpa, porque assim, você é o combate ao crime organizado, né? Mas
a gente acabou de ver que o crime organizado não tá focado 100% na periferia. Sim. Que existem milhões de pessoas que são muito ricas, milionárias. A própria Faria Lima. Você consegue imaginar um Faria Alimer? Consigo. Tendo uma pena de prisão, sendo que ele consegue fazer totalmente lob. Quero matar esse cara. Deixa eu terminar. Ele ele consegue fazer um lobby, ele consegue influenciar. Ele é o amigo do juiz, ele é amigo do promotor, enquanto milhares de pessoas que vivem nas favelas que vão ser vítimas disso. E eu queria entender, por exemplo, qual a extensão. Porque se
você não tá entendendo, eu quero matar esse cara. Se o cara é contador do PCC, ele tá na Faria Lima fazendo esqueminha, esse cara tem que ser morto. Mas ele não vai ser morto, esse que é o problema. Bom, o sistema é influenciado por essas pessoas. a gente tem uma ferramenta que ela é ineficiente, a gente tem que consertar a ferramenta. Eu não posso perder a intenção. Então, se eu tenho a intenção de acabar com o crime organizado, falar: "Puta, a ferramenta tá ineficiente, eu não posso, já que eu tenho a ferramenta ineficiente, deixa todo
mundo solto". Porque o que está acontecendo é isso. Mas assim, nos países que adotam a pena de morte, por exemplo, são crimas, crimes normalmente bastante graves, como crimes de onda e tudo mais. Dar exemplo prático, vamos. Você acha que implementar a pena de morte no Brasil vai resolver o crime organizado? Porque assim, o cara que ele vai pega um fuzil, ele vai combater com a polícia, ele já tá ali na pena de morte, ele já vai morrer. Certo? Exatamente. A pena de morte no Brasil já existe para policial combate o crime organizado e pro cara
que tá no no ponto de ônibus, ela já existe. Ex. O que que vai acontecer? A gente vai acabar tirando, matar outro agora. Você vai institucionalizar por meio do estado, que é quem deve preservar a vida. Você vai dar. Sim. Existem, é que eu não quero ir para estudo também, mas assim, existem estudos que mostram que a decisão de pena de morte ela é uma decisão de salvar vidas. Existem estudos que Mostram que a cada execução você chega o estado a tirar o maior bem. Você não é defensor da liberdade de expressão, que é um
tá no rol taxativo do artigo 5º. Não, mas eu quero dizer direitos fundamentais. A vida é o principal direito fundamental. Se eu tenho o jovem periférico morrendo na mão do crime organizado, eu tenho que matar quem tá matando ele. Ponto final. Exatamente. Só que isso não é prático, porque, por exemplo, Claro que é prático. Não, não é prático. Porque vamos lá, vamos lá. Eu tenho traficante com fuzil na mão. Se eu mato esse cara, ele não mata mais ninguém. É isso. Eu quero matar ele. Não, tudo bem. Só que até você chegar no momento dele
ser dele ser sofrer a pena capital, por exemplo, isso decorre de um processo que vai segregar e tenho certeza absolutregar não. Ele é um processo longo, custoso, que vai dar um exatamente exatamente e que vai dar um recado. Você consegue imaginar o presidente de uma fintec sendo morto? Consegue imaginar um presidente de uma de uma fintec com os promotores lá que moram no mesmo bair que ele? Posso falar uma coisa para você? Sabe quem solta branco rico com sobrenome alemão de poder brch? essa galera bosta garantista, tipo o o o Calejon, tipo esses bostas, tipo
o cara que vai lá, Exatamente. Tem que acabar com posso falar o que tem que fazer, tem que acabar com a ferramenta desse cara. Esse cara solta branco rico por Não, não por meio de idealismo. Ai, [ __ ] Calma, mano. Nossa, [ __ ] [ __ ] Deixa ele vir o próximo. Vai. Me desculpa. Pelo amor de Deus, [ __ ] Charles. [ __ ] Charles. Ô, Charles, deixa eu te falar uma coisa. Vamos botar ele que ainda não foi, porque a gente não tem um take dele. Ainda não foi. [Música] Eu me chamo
Wesley Guindani, eu tenho 22 anos e eu sou ator. Para além da garantia constitucional que o meu colega legista acabou de dar aqui, tornando essa proposta da pena de morte totalmente inconstitucional, sim. Nós também temos vários outros dados dentro do Brasil que mostram que não faz sentido nenhum você adotar uma prática como essa. Existe da a garantia da nossa Constituição, segundo o artigo 5º que o nosso querido colega legista deixou claro aqui. Mas também tem alguns outros dados muito alarmantes que mostram que se você definiu uma pena capital, uma pena tão pesada, tão severa em
um país no nosso com sistema judiciário desorganizado, por exemplo, não vai funcionar. como, por exemplo, eh, 30% das pessoas que tão presas ainda tão em trânsito julgado. Sim, essas pessoas não seriam executadas. Mas você tenta, só deixa concluir aqui. Vamos cortar o caminho. O que que você faz com o Marcinho VP? A gente pode prender o Marcinho VP como cara, ele continua influenciando um monte de gente. Esse cara tem que ser morto. Que que você faz com Marcola? Você tem que matar esse cara, irmão. Acabou. Tem que matar esse cara. Não, não faz sentido eu
pegar o preto pobre, falar para ele pagar imposto para sustentar o Marcinho VP na cadeia, irmão. É que eu não acho que o grande problema seja o Marcinho VP que você acha realidade são coisas diferentes. Nós temos um quarto da população sob as leis do Marcinho VP. Cara, você não entendeu isso ainda, bicho. Nós temos pessoas, tem preto pobre que acorda todo dia. Fal assim: "Eu preciso comprar gás de quem?" Foi foi ele foi maió manso agora. Oi de novo. Tudo bem? Vamos lá.Uma coisa dessa, tá? Vamos lá. Se a gente sabe que, como ele
falou, 31% dos casos, né, das pessoas que estão presas hoje ainda não foram julgadas. Para além disso, ainda tem 70% dos crimes eh de ondos aqui no Brasil, eles não são eh solucionados. Então, você não acha que antes de a gente criar aí uma possibilidade de sair matando as pessoas e quase colocar a cabeça delas estacas? A gente não precisa primeiro solucionar os casos, os 70% dos casos que não estão sendo resolvidos para poder fazer alguma coisa. Eu acho que a gente tem que solucionar porque o projeto porque rapidinho, porque o projeto ele não tá
voltado pra resolução dos crimes ao invés de simplesmente uma vou explicar para você uma coisa. Todo mundo viu, acho que todo mundo viu a notícia de um rapaz que foi preso 86 vezes. 86 vezes esse rapaz foi preso. A juíza sol, o juiz soltou ele, Márcio, marido da Márcia Atiburi, porque ele falou que não, de acordo com os antecedentes dele, não, você não pode ter certeza que ele vai reincendir. 15 dias depois, que aconteceu com ele? Que aconteceu? Ele foi preso. Então você não resolve os problemas do Brasil porque nós temos um código penal que
o espírito do Código Penal é garantista. O espírito, hein? O esp não é o espírito é o que direciona a lei. A minúcia da lei segue o espírito da lei. O espírito é racista. Aí tu vai dizer falar uma coisa quem morre mais do Brasil, branco ou preto? É preto e paro. Então pronto. Nas mãos de quem? Na mão do estado. Na mão do estado. Crime organizado. Querida, quantas pessoas a polícia matou em 2024? Quantas pessoas a polícia matou em 2024? Quantas pessoas a polícia matou? Quantas pessoas a polícia matou em 2024? Pô, velho, tu
quer que eu diga quantas a polícia matou? Vou te dar um número 10 vezes menos do que o morre na mão do crime organizado. Ponto. Esse é um número. É um dado. Não é uma opinião. Meu irmão. Eu tô falando aqui de morte de pessoas. Você tá falando aqui que quer criar um banho de sangue. Pessoal, pessoa é só quem morre na mão da polícia ou pessoa quem morre também na mão do crime organizado? Que morre na mão do crime organizado. Que a polícia tá envolvida. Poxa, muitas vezes várias vezes a polícia da cúpula envolvido
com crime organizado, tem que morrer. O que eu faço com policial? Tem que resolver os crimes os 70% que não estão sendo resolvidos tem que resolver antes de matar as pessoas. Você tá repetindo um monte de jargão. Mas a gente a gente tá É a verdade, pô. Pausa. Nossa senhora, velho. Agora fo agora ele veio. Eu discordo da noção de pena de morte não por um viés moral. Eu acredito sim que existem pessoas que elas são elas são elas são irrecuperáveis. Eu acredito nisso. Só que tem estudo que demonstra, por exemplo, que a pena de
morte, ela tende a ser até mais cara pro estado do que a própria prisão perpétua. Então, o que que eu defendo? Eu penso num projeto de país que vai ter eficiência para poder reduzir a criminalidade. Porque de todos os estudos a gente tem uma noção, a os melhores dados eh demonstram que o a criminalidade ela diminui na medida em que as condições socioeconômicas melhoram. A criminalidade ela diminui assim. Posso posso, posso só te dar um uma aqui? Você trouxe uma coisa muito interessante. Vamos supor que manter o Marcinho VP na cadeia custe 10 pro resto
da vida dele e para matá-lo custa 20 em termos de processo judicial, etc, etc. Eu custo mais, então eu tô assumindo o seu estudo, que custa mais você matar a pessoa do que você manter ela na cadeia. Qual a sinalização que nós demos hoje para o brasileiro? Se você é o Marcinho VP, você vai ter um filho que vai estar estourando, você vai ter um pausa. Oh, cara, [ __ ] velho. Você tem que fazer amizade com a galera aí. Não, quando ele falou do negócio moral, as bandeiras a a galera quer o argumento moral.
Tá, veio. Tudo bom? Ã, quando você fala, você fala principalmente sobre o Marcinho VP, sobre o Marcola, mas no momento em que eles forem mortos, vai entrar outra pessoa no outro lugar? Não. Sim. Já tinha gente antes deles e quando eles morrerem vai entrar outra pessoa no lugar. Quando você passa uma sinalização clara, se você não existe de sinalizar clara, existe você passa uma sinalização, vamos usar como exemplo o jogo do bicho. Que que tem? Vários dos líderes foram assassinados, foram presos, sempre entra alguém no lugar. Vai entrar alguém no lugar porque nenhum lugar, o
vácuo dá espaço. Porque porque o Brasil dá um recado claro pr as pessoas. Cometer crime no Brasil compensa, não gera morte. Vamos lá. Porque as mortes que tu fala que que são realizadas. Não, eu não quero responder essa pergunta porque não é só o crime organizado que compensa, é todos os tipos de crime que compensam e tu vai matar os os políticos que roubam. Eu eu vou te falar aí, eu tenho uma opinião polêmica também. Eu acho que a gente tem que acabar com progressão de regime. A gente tem que acabar com essa ideia ridícula
de Calma, deixa eu terminar, pô. Prisão domiciliar. Como assim prisão domic? Eu também sou contra prisão domiciliar. Então, pronto. Mas não é sobre isso que a gente tá falando. A gente tá falando sobre pena de morte. Você trou assunto porque você falou político, você citou político. Eu eu eu tenho uma ideia muito clara do que faz com político corrupto. Sim, sim, eu sei. Mas é que tipo, não é sobre isso que eu queria falar. Então que você quer falar, tá? É a questão que que as mortes do crime organizado, na mão do crime organizado são
majoritariamente de outras pessoas do crime organizado. As mortes na mão da polícia são de pessoas inocentes que estão Vamos pegar um cara que foi morto pelo crime organizado no microondas. Sabe o que é microondas, né? Não, não sei. Microondas. O cara pega basicamente uma pessoa, põe pneus nele e tocam fogo nessa pessoa. Isso é uma pena para você? É, é branda, normal. Como é que é? Não, mas essa pessoa também era do crime organizado. Você quer que ela morra. Então para você essa forma devia importa. Não, não, não, porque a pessoa não é só um
número. Se ela morreu pelo crime organizado, o deixa terminar todo mundo do crime organizado, deixa eu fechar o argumento. Não, deixa eu fechar, deixa eu fechar, deixa eu fechar o argumento. Se uma pessoa do crime organizado morre na mão do crime organizado, o recado que você passa é: "O estado é muito forte, o estado é muito fraco, o crime organizado é forte". Se essa pessoa é julgada e depois de transitar julgada, ela é morta pelo estado, você passa um recado, o o estado é forte. Não, eu quero matar essa pessoa, só que não através do
microondas, eu quero matar ela através de um sistema legal que vai autorizar isso. Mas como é que a gente vai implementar a pena de morte? Ah, não. Visual uma das minhas perguntas dessa vez. Nossa senhora. Essa eu gostei. Destronquei meu dedo na outra. Destronquei meu dedo na outra. Agora eu vou. Posso falar uma coisa? Eu assisti alguns vídeos seus. Ah, eu achei que você era uma pessoa muito escrota. Eu achei que uma pessoa Isso é mai legal. Sério que eu não sou tão escroto assim? Não. Você é maior legal de verdade. Você tipo conversa para
caramba, entende muito louco. Muito louco. Essa é essa é a ideia. E vamos lá. Eu não comentei antes na Óbvio que eu sou gestora de TI hoje, mas eu sou ex-policial também. Então a minha vida por 5 anos foi lidar diretamente com o crime. Sim. E uma coisa que você percebe estando dentro da polícia é que existem policiais criminosos. Caramb, muito São Paulo, desde que implementaram as Câmeras nas fardas, já apareceram casos da polícia executando morador de rua, né? Então, esses policiais, de acordo com o seu projeto, deveriam ser eh parte desse desses caras a
serem eliminados. A grande questão é a seguinte, o índice de resolução no de crimes no Brasil, ele é muito pequeno. Sim. E por ser um índice muito pequeno, a gente várias vezes comete em alguns que a gente resolve erro. E normalmente a população preta acaba sendo mais afetada porque ela é maioria da população. Ela é maioria, mas ela também é maisginalizada marginalizada. O o foco da sociedade é mais olhar pro preto nesse sentido. Então o que que acontece? Vou, eu não quero ir muito para outros países, mas, por exemplo, tem um caso muito emblemático nos
Estados Unidos do da execução do menino de 14 anos que até inspirou o filme A espera de um milagre, tá? Que com 14 anos em 80 dias ele foi executado. Sim, isso é um absurdo. Perfeito. Mas a conclusão do processo transitado em julgado, o equivalente ao transitado em julgado dos Estados Unidos, é que ele havia cometido crime. Mas, mas vamos lá. Mas esa aí só para concluir, 70 anos depois você viu que o processo dele era viciado, só que a pena capital argumento. Você tá falando o seguinte, porque tem um erro aqui, a gente não
consegue aplicar aqui. Eu poderia falar, por exemplo, o seguinte, já que tem pessoas que foram condenadas a 10, 20 anos de prisão, errado, e esse cara depois solta, então a gente não tem que prender ninguém. É equivalente a isso. É equivalente a isso. Equivalente. Se eu estou falando, se eu estou falando para você que existe esse erro, eu reconheço esse erro. Você não pode julgar uma pessoa de morte e matar em 80 dias. Isso não existe. Isso não existe. A gente não tem que repetir isso aqui. A gente tem que entender os erros e consertá-los
para aplicar aqui. Portanto, eu vou eu vou então eu vou dar um exemplo bem prático para você, né? A a pessoa que ela é condenada, ela é extrema exceção hoje em dia. É extrema exceção. O a pergunta é muito simples. O que eu faço com o Marcinho VP? Não, aí, aí que tá, você tá indo, você tá pessoalizando a lei. Sim, porque a lei ela é feita, ela é feita paraas exceções. Não, a lei penal ela ela é para exceção. O Marcinho vai pegar uma exceção. A lei penal é para todos. Vamos tirar esse nome.
O que eu faço, o que eu faço com uma pessoa como Marcinho VP? Você prende de acordo com o que a lei prevê, penaliza de acordo com o que a lei prevê. Isso é o que já foi feito hoje. E sabe qual que é efeito disso? Sabe o que é efeito disso? O comando vermelho tá mais forte do que nunca. Mas, mas aí é que tá a o seu argumento é fazer um link causal. É, mas tem não tem um link causal. Tem o fato do Marcinho VP estar vivo na camiseta do Oruan pedindo liberdade
para ele é necessariamente um incentivador pro jovem da peria falar: "Irmão, eu quero novinha sentando em mim. Eu vou roubar moto, eu vou descer com a novinha do Pente, não é a mesma coisa". Eu vou te dizer porque que isso é outro assunto. Porque assim, ó, a própria Isa trouxe para ti a questão da desigualdade e você bateu de campo. Só um pouquinho, Só um pouquinho. Desigualdade por si só não caus. Pera aí, pera aí, deixa eu tentar expressar. A pessoa nasceu na comunidade ou nasceu no meio do tráfico? Ela foi é é a mesma
coisa que comparar com alguém que nasce num lar cristão. As pessoas são doutrinadas a partir daquilo que ela vive. Aquilo que ela vive é a única realidade que ela conhece. Tem que mudar. Mas a gente muda tratando da desigualdade social e não através de métodos de execução. Deixa eu te falar uma coisa, deixa falar uma coisa. Eu tenho que tirar o crime organizado e colocar uma escola cívico militar no lugar. É isso. O cara é isso mesmo. Deixa falar uma coisa. Você é criminosa, você é do criminalizado. Não, pronto. O que eu tô falando é
o seguinte. Se você tem um moleque de 15 anos, 14 anos, de 13 anos, que na favela ele tem um modelo de homem forte que é disciplinado e não comete crimes, ele não vai olhar pro traficante, ele falar: "Esse cara morre, esse cara vive". É isso. Eu quero mudar o exemplo. O exemplo é uma coisa muito moralista. Eu tô falando da coisa prática. Pera aí. Não, eu tô falando da coisa prática. Uma vez que você tem a implementação, ó, você tem a implementação da pena capital. A pena capital ela é irreversível. Qualquer erro que haja
dessa pena capital, mas não tem como não ter. A gente tem erro hoje, o sistema não funciona. Hoje é que você não entendeu. A pena de morte já existe no Brasil. A pena de morte existe, sabe para quem? Pro Petro preto, pobre favelado. É para ele que existe a pena de morte. Esse cara já morre na mão do crime organizado. Eu quero agora ter pena de morte pro outro lado. É isso. Ah, meu, no meio do caminho. [ __ ] que errado. Matar o Marcinho VP. Não é errado. É certo. Eu colocaria o Marcinho VP
no microondas, mas eu não posso fazer isso. Então eu quero matá-lo através de um sistema legal que vai dar uma injeção letal nele. É isso. É isso. Eu quero matar o Marcola. Eu quero, [ __ ] vamos transferir o Marcola de helicóptero. [ __ ] caiu. [ __ ] caiu. É isso que eu quero fazer com esse cara. E aí, mas como que isso resolve o problema da criminalidade? O moleque vai falar: "Mano, não dá para ser chefe de crime organizado, que você cai do helicóptero da polícia. É isso que tem que acontecer." Mas vão
ocupar o lugar daquele cara? Não, não. Uma hora acaba se você, se você deu o exemplo, sustentável, minha filha. Nenhum lugar do mundo, po chamar de meu irmão gria. Vai no nenhum lugar do mundo. Você tem o CVNET. O cara hoje ele compra internet do CVNET. Ah. Ah, [ __ ] muito bom. Da hora. Obrigado. Eu eu sei que eu pareço mega escrotão. Não, você é maió legal. Diva, de verdade. Minha quinta frase é que essa regulamentação das redes sociais gera mais problemas do que resolve. É óbvio, Cara, que a gente não quer deixar a
internet como uma terra sem lei, como ela hoje ainda ela não é. A gente fala que a a internet é uma tela sem lei, ela não é, mas a gente tem que ter uma regulação que vai no sentido de proteger o usuário da plataforma e não de dar super poderes à plataforma e poder de censura subjetivo para pessoas que têm interesses comerciais e não necessariamente do melhor do Brasil. Eu vou. Beleza. Eu sou Rodrigo, publicitário, ator, locutor. Lembrei, lembrei de onde te conheço. Você faz umas vozes no Instagram. Já vi. Tava lembrar onde te conhecer.
Era disso, cara. Vai lá. Eh, bom, primeiro queria que você me explicasse um pouco mais aonde é que tá os problemas dessa regulação. Sim. E o que que você imagina que seria um problema futuro no caso, isso aqui, ó, eu debati com o relator do projeto, né, do PLM. Caramba, qual era o nome do PL? Esqueci. Eh, eu eu debati com o relator que era o Orlando Silva e nós temos um problema muito grave que é o espírito de novo do que essa lei propõe, do que a o espírito de regulação de redes propõe. No
mundo hoje se entende que para você retirar uma um conteúdo do ar, ele precisa de uma notificação judicial, exceto casos extremos, como por exemplo, é no no days da eh, ou aquele, como é que chama? Porny revenge, esse tipo de coisa. Quando não é isso, quando é, por exemplo, eh atentado à democracia ou discurso de ódio, que são coisas subjetivas, você precisa de uma notificação judicial. O espírito do projeto todo está em tirar a notificação judicial. Aí vem a pergunta que eu faço a todos vocês. No lugar da notificação judicial, a gente coloca o quê?
Órgão regulador. É esse o problema. Aí isso foi a isso, isso foi a primeira proposta do PL. E aí caiu porque eles mesmos entenderam, falam: "Cara, isso aqui parece ministério da verdade, isso não pode ter." Claro, eu acho que existe uma, acho que existe um consenso de esquerda e de direita que ninguém quer censura e calar discurso. Eu acho que o problema não é esse. E se mistura quando a gente tá falando de regulamentação de redes. Sim, porque quando a gente tá falando de regulamentar a rede, a gente tá falando acima de qualquer coisa de
regulamentar o funcionamento do algoritmo. Sim. Hoje o sistema de algoritmo ele funciona completo, é uma caixa preta dentro das bigtechs que não estão em território brasileiro, que respondem a leis estrangeiras, as suas próprias regras, estão alheias e a gente funciona aqui pesadão assim, pode fazer qualquer coisa. Eu acho que a caixa preta do algoritmo é um dos maiores problemas que nós temos. Beleza? Então, mas o ponto principal, na minha opinião, sobre regulamentação é esse, pô. É, mas é que o mundo inteiro ainda não encontrou essa resposta. Espíramos avançando e acho que tem que avançar. Só
que o espírito do que eu tô trazendo não é isso. Vamos aqui a gente concorda, Vamos regulamentar o algoritmo. Como vamos discutir, mas temos que regulamentar. Acho que tá ótimo. Beleza. Um do que a União Europeia fez, por exemplo, que você permite a auditoria externa do algoritmo. Exatamente. Por entes que se comprometem a não usar esses dados para vender comercialmente. Tá beleza? O ponto, na minha opinião, a senha, o CNE da questão tá no seguinte: tirar a responsabilidade do usuário que disse para a plataforma que impulsionou. Eu acho que essa é a base principal do
argumento. Eu não vejo problema nenhum em regular o algoritmo. Acho que isso é um debate muito difícil, que tem que ter pessoas técnicas qualificadas para isso e a gente tem que regular. O meu problema é a regulação hoje no Brasil, ela tá muito pautada em combater discurso de ódio e combater fake news. A gente tem dois problemas. Problema número um, qual é a definição de fake news e discurso de ódio? Isso é muito amplo. Beleza, podemos, tá bom? Mas isso aí tá, tem um outro problema. Quem é que vai identificar que isso é ou não
é discurso? A sociedade civil, pô. Não, mas é que tá. Eu eu faço uma publicação que você considera que é um discurso de ódio. Como vamos só você considerou como você faz para tirar essa regulação hoje? Hoje, hoje eu tenho que te processar. Me processar. Qual é a alternativa que você apresenta para isso, já que não vai ser mais isso? Qual alternativa? É porque eles querem tirar o judícios note. Qual a alternativa? Cara, eu acho que tem que colocar o ponto esa questão hoje é que você processa o usuário. Eu acho que a questão não
é essa. Você pode colocar um discurso amplo pra sociedade de decidir o que que pode o que não pode. Por exemplo, discurso racista, discurso missógeno, discurso violento, discurso a sociedade já decidiu que não pode. Beleza, isso a gente pode considerar decide. Mano, foi [ __ ] Valeu, mano. Os os caras correram e desistiram, velho. Tipo, caramba, é muito louco. Os caras ficaram com medo da umbrada, eu não vou umbrar ninguém. Barto. Esse para mim e provavelmente para algumas pessoas daqui é um tópico até mais delicado do que simplesmente falar o que que é discurso racista,
o que que é discurso quem que decide. Primeiro de tudo, eu acho que a gente tem que parar de deixar a plataforma imune ao que ela permite estar lá. E eu vou te explicar porquê. Concordo também. Redes sociais hoje que não tem ã nível de log fácil de ser acessado como Discord e Telegram são usados, não tô nem falando de Chan, tô falando de aplicativos que são usados abertamente de maneira gratuita. Se tu quiser agora, tu cria uma conta no Discord e no Chan. E eu sei que e eu sei que até o Kindle defende
muito não responsabilizar o Discord de nenhuma maneira. Só uma coisa, você sabe que mesmo o PL anterior não pegava eles, né? Não, tudo bem, mas eu eu tô falando de regulamentação das redes, que é que é o tópico, tá? Se de repente tu quiser mudar o tópico, a gente pode falar específicamente alguma coisa. O PL o PL que que foi apresentado não pegava o Discord, nem o Chan. Perfeito. Mas mas o Chan vai ser difícil de pegar porque às vezes tá na na web. Não é por isso é por causa de número de usuários no
Brasil. Tudo bem. Mas aí o Discord e o Telegram são plataformas que não só não cumprem propriamente a lei brasileira, como permitem coisas absurdas. E eu vou direto nas coisas absurdas. Então, concordar, tem que ter representantes aqui, tem que ter CNPJ aqui, tem que seguir as leis do Brasil. Concordamos nisso. Mas não é nisso, não é esse o meu ponto. Por que que eu digo que a plataforma antes do processo judicial ocorrer, ela tem que ter um mecanismo, seja de inteligência artificial ou seja de algoritmo mesmo que remova certas cois? Mas eles são ineficientes. Exato.
Mas a gente tem que cobrar que tem os eficientes e isso demanda investimento. Sim. Mas mas a questão é o seguinte, a questão objetiva. Eu quero ter uma inteligência artificial que seja eficiente para retirar, por exemplo, por exemplo, discurso de ódio. A questão é a partir de quando a plataforma é provocada? Tu tá indo aí, tu tá indo aí. Deixa, deixa, deixa eu ir mais além. Nós tivemos o caso agora recente aqui em São Paulo da Nicole Pogeri assassinada ejada por esses rapaz, por um rapaz e uma menina de grupo nazista de Discord em que
tudo é lá dentro combinado. Sim. Sapopa, nós tivemos uma menina, nós concordamos que isso tem que ser proibido. Mas, mas pera aí, mas como que proíbe se a rede social tu não responsabiliza ela para ela ter um algoritmo que só um pouquinho para ela ter algoritm Mas é isso que tem que regular? Vamos lá. Vamos lá. Eu também acho. Então vamos lá. O primeiro passo que eu proponho, a rede social tem que ter um CNPJ no Brasil. Esse é o primeiro ponto. Perfeito. Vamos lá. Outra coisa tem que ter um representante legal aqui para responder
no CPF e ser responsabilizado criminalmente para Isso é fácil, isso é objetivo. O problema é a partir de que momento a plataforma vai ser responsável por algo que você pode considerar descru a partir de que momento? Bem bem simples. O caso da Nicole Pogeri o de E eu tô usando só o dela especificamente, tá? O Discord é responsável por ter deixado todas as manifestações nazistas. Mas como é que você faz para tirar da mesma? Eles tiram. Não, não, não. Só um pouquinho, só um pouquinho. Os caras, os caras que usam esses grupos, eles têm uma
ferramenta chamada Nukbot para pagar os logs, para que tu, se tu for vítima deles, tu não conseguir pegar os logs. Concordo. Só que aí a rede social, tu tem que ter uma ferramenta, tu, Artur do Val, tem que ter uma ferramenta para dizer, fiquei sabendo disso, eu reporto imediatamente para a empresa e a empresa tem que agir. E se a empresa não agir, ela tem que ser criminalmente responsabilidade. Eu concordo com você no seguinte sentido. Se tem alguém me ameaçando de morte, falando que, sei lá, eu sou negro e tem um nazista falando: "Nego tem
que morrer e tem que matar o Artur por causa disso". É muito claro isso. O problema é o seguinte: a partir de que momento eu faço um discurso de ódio na rede e a rede passa de discurso de ódio. Por exemplo, se eu pegar e falar o seguinte, eu odeio a Dilma, não é discurso de ódio. Quem é que decide? Você odeia a Dilma? Porque uma opor, mas vamos lá, vamos lá. Vamos supor que você me ama, você ama a Dilma. Aí você fala assim: "Eu odeio quem odeia Dilma". Que que você tem de ferramenta
hoje? Você tem que entrar na justiça e falar: "Eu quero que remova o Discurso dele, senão a plataforma vai ser responsabilizado." Calma. O que que a justiça vai fazer? Ela vai entender se aquilo resolve ou não. Se eu tiro esse mecanismo, eu tirei, eu tirei o judicios note, como que eu faço para brecar você de tirar um conteúdo meu que não é discursioso? Mas, mas aí que tá o negócio. O sistema, se você usar o sistema só para evitar esses casos pontuais que você tá falando de, ah, isso aqui calma aí, calma. Hoje já tem
é ineficiente, mas e concordo que é ineficiente. Tu lembra que eu sou gestor GTI, né? Então o sistema tá lá e é ineficiente. O problema é que com esse sistema ineficiente podem haver erros de coisas que não foram removidas e deveriam ser e coisas que foram removidas e não deveriam ser. E se a plataforma remover algo teu que ela não deveria ter removido, é muito mais fácil tu acionar a plataforma judicialmente e responsabilizá-la por ter removido. Agora, a gente precisa ter uma uma defesa anterior para evitar mortes de crianças. Concordo com você. Em casos extremos,
como por exemplo, nudez, sexualização de criança, etc. Já existe? Não, ou morte? Que seja morte, morte. Tá claro? Eu concordo com você nisso. O meu problema é em questões subjetivas. Vamos lá. Como é que eu tirando a notificação disso, porque o projeto ele faz isso. O projeto ele faz isso. Ele ele tira o judício. Os note. Eu tirei o eu tirei a figura da justiça para dizer o que é ou não é e eh discurso de ódio. O que vem no lugar? A pergunta é essa. Não tem resposta. Tem não. Mas mas vamos de maneira
bem simples. É uma coisa bem objetiva. Eu acho que a plataforma tem que remover primeiro. E digamos se tu te senta Calma. Deixa remix esperar. A lei brasileira define, ela tipifica vários crimes, né? Crimes inclusive contra a honra. Aqui é diferente de Estados Unidos que não teriam crimes contra honra. Aqui a gente tem sim para mim tudo que já está tipificado e que ocorrer lá a gente tem que remover. E caso Mas existem casos que são que são, por exemplo, se você fala de crimes contra uma se eu falar assim: "A Michele me imbecil". Você
pode falar assim, você pode falar: "Isso é uma injúria eu quero tirar do ar". Hoje como você faz? Você vai na justiça e a justiça vai decidir de acordo com todo o contexto se aquilo é uma injura ou não. Já tá feito para tudo bem. Mas aí que eu ten o seguinte, se eu tiro a justiça, eu tirei a justiça, então eu vou te dar o poder de retirar a minha a minha a minha publicação imediatamente. Aí eu posso fazer o seguinte. A Michele falou que eu sou um mau deputado, tira. A Michele falou que
não gosta de mim, tira. A Michel é isso. Mas mas é que tu tá tu tá ignorando, não, tu tá ignorando que vão ter elementos que tu possa usar para essas remoções injustas. Quem é quem é quem é que vai estabelecer esses elementos? própria justiça. Você tá tirando a justiça. Não, não, não. Tu não tá tirando a justiça. O que eu tô dizendo é o seguinte, só um pouquinho. A regulamentação, escuta, escuta, escuta para que a gente tá tá tendo conversa cruzada. A rede tem que ser regulamentada para ela agir nos casos que ela não
age hoje, tá? Sim. A gente tem que fazer, a gente tem que fazer ela olhar pra nossa lei e dizer: "Você tá submetido a isso e você tem tem que lei não é precisa. Pera aí, tudo bem". Aí a rede vai lá e diz: "Eu entendi isso aqui como injúria. Vamos dizer que a que a que a rede entendeu e removeu por pedido meu. Eles vão receber o meu pedido que foi injúria. Aí o Artur se sentiu eu vou lá na Sabe qual é o prazo médio para isso? Sabe qual é o prazo médio para
isso? 90 dias. Tudo bem, mas mas e para remover hoje? Remover hoje. Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá Michel. Se for caso grave é imediato. Aí é falho e tem que criminalizar eles. Eu acho que é o seguinte. Se você tem uma plataforma e você deixa de forma falha que um discurso nazista se perpetue, a plataforma tem que ser responsabilizada imediatamente. T tudo tal. Eu concordo com você nisso. O problema é que você tá mirando, não, não, não, calma. O problema é que você tá mirando no nazismo, etc. E eu concordo com tudo isso, mas
existe uma regulação que não faz isso. Ela não faz distinção. Ela faz o seguinte, ela fala assim, ó: "Se você fizer algum crime, por exemplo, injúria ou discurso de ódio, a plataforma tem que remover a partir do quê?" E ninguém sabe responder. E deixa eu te falar uma coisa, essa é uma pergunta tão difícil que o relator não soube responder, o STF não soube responder, a Câmara dos Deputados não soube responder, o mundo ainda não responde essa pergunta. Por isso que eu tô falando, é muito difícil. Eu tô num lugar confortável aqui de debate porque
essa essa é uma uma pergunta que ela não tem resposta hoje não tem. Deixa eu fazer um negócio aqui, ó. Gente, eu vou fazer algo que não é uma acusação, é um exemplo Claro, claro. Vai lá. Se eu postar nas minhas redes sociais o Artur do Valador, sim. Tu tem que ter o direito de exigir que a rede remova isso. Sim, com certeza absoluta. Certo. Só que se eu for uma pessoa com muito alcance, tá? E levar meses pro processo remover, porque eu tô fazendo uma acusação de crime, qual a ferramenta que nós temos hoje?
Só deixa, deixa eu concluir, mas deixa eu concluir. O dano à tua imagem já vai ter, já vai ter sido causado. Concordo com você. Concordo com você. Volto, volto ao fato dos homicídios provocados por essas redes sociais. O dano já foi causado. A decisão judicial lá na frente impediu. Não impediu nada. Você não entendeu. Para casos graves tem que ter não, a justiça tem que ter não, não, não. Tem que ter. Claro, claro. Se você está se você está promovendo nazismo, nudez de criança ou pornassinato de alguém, isso tem que ser imediato. A plataforma tem
que se esforçar muito para falar. Eu vou tirar isso no independente da da interpretação. Mas calma, o problema é que essa regulação dá um passo além. Ela falou assim: "Discurso de ódio, abolição do estado democrático de direito, etc, etc." Aí a plataforma fala assim: "Eu não sei o que é". Mas aí, mas é o meu ponto é justamente esse aí. Eu estou perguntando como é que você melhora. É isso que eu tô trazendo. Eu tô trazendo não só os mecanismos de forçar as plataformas a terem que fazer as correções necessárias. Michele, vamos lá. Não, cara.
Eh, esquece essa parte do nazismo, porque nós concordamos isso. Mas a gente não po esquecer porque a regulamentação das redes sociais inclui esses ambientes. Mas você não tá entendendo. Eu concordo com isso e eu acho que tem que ter essa parte que a gente concorda. A parte que a gente se discorda é a regulamentação que nós temos hoje tramitando, ela trata de eh discurso de ódio. Ela nem foi. Sabe por que que ela não foi? Porque ela tá indo via STF. Porque quando foi no Eu vou te falar o que aconteceu. Ela foi via Câmara
dos Deputados. A discussão foi travada porque realmente ninguém tinha resposta para isso. Aí o STF falou: "Vamos regular". Falaram: "Vamos regular". Tá. O que é discurso de ódio e quem vai decidir? O STF travou, falou: "Não sabemos." E aí o governo Lula falou: "Vou apresentar um projeto". OK. E não apresentou até hoje porque essa essa pergunta não tem resposta. É, eu concordo que é subjetiva para esse caso do crime de ódio. Eu concordo que ela é subjetiva. O problema é que se tu focaro em não regulamentar as redes por causar perí por causa de uma
por causa de uma liberdade de expressão eh qualquer, tu ignora que os outros casos vão acontecer. E eu vou dar um exemplo. Vou dar um exemplo. Lembra lembra quando regula lembra quando bol lembra quando o Bolos pediu o banimento do Discord? Lembro. O bolo pediu. O kim foi contra. Vou vou dar mais, vou falar do kim porque especificamente o Kim foi contra. Tá a [ __ ] tava bom. Obrigado Michele, valeu. Muito bom. Caramba, maor combinação. Olá, sou Rebeca. E aí? Eu sou atriz, escritora e tradutora. Legal. Eh, eu quero entender, que eu ainda não
entendi até esse ponto, qual é a sua proposta para regulamentar as redes dos das questões que ainda não foram regulamentadas? Por isso que eu tô num lugar muito confortável, porque essa pergunta que você est fazendo, ela é tão difícil que o mundo ainda não respondeu. Então, hoje eu, você fala assim, qual é a proposta correta? Eu não sei. E você acha que com a proposta de regulamentação não vai ter um aprofundamento nos casos? OG regulamentador não vai estudar os casos que estão acontecendo, ver os números e as questões e conseguir criar regulamentações em cima disso.
Eu sou a favor disso. Eu sou a favor da gente fazer uma ampla discussão. Vou dar um exemplo para você. Você pega o marco civil da internet, ele passou em 2012, se não me engano, foi governo Dilma. A oposição, na época, acho que era Mendonça Filho, a oposição falou: "Esta essa regulamentação é a cara da Câmara. Eles quiseram roubar para si o protagonismo do Marco Civil da internet, Que é uma coisa boa, todo mundo concordou. Foram mais de 10 anos de discussão, inúmeras audiências públicas e falo com o especialista e fala com a sociedade e
falo com todo mundo. Sai um marco regulatório muito bom. Depois você teve inclusive a Lei de Proteção Geral, eh, lei de proteção, eh, lei geral de proteção de dados. Beleza? Isso tudo ótimo. O problema com esta regulamentação é porque ela tem cordas que estão sendo puxadas politicamente para incluir na regulamentação injúria, discurso de ódio, abolição, eh eh violenta do Estado democrático de direito. E isso são questões subjetivas. Hoje a discussão parou onde nós temos o judicios note para decidir. Se eu pegar essa questão, por exemplo, a questão da violência contra a mulher também já foi
subjetiva há um tempo, antes de vir a lei? Não, ela sempre foi sub porque era briga de marido, mulher, ninguém mete a colher. Então, nesse sentido é sub, ou seja, a sociedade ela vai crescendo, ela vai amadurecendo, ela vai mudando as leis a partir disso. Certo? Você concorda que neste momento, então, a partir do desenvolvimento da sociedade, do surgimento de novas mentalidades, da diversidade, a gente vai criando novas leis a partir disso. Então essa regulamentação é a partir de novos discursos que estão sendo propagados a partir de 2018, porque eu acho que a deep web
foi para cima, ela emergiu, veio a público, exemplo. O crime contra a mulher era relativizado, você não sabia direito o que era o que não era. Segundo o teu exemplo, você concorda que ali, se você tivesse redes e você fosse regulamentar, Se regulamentar de forma imprecisa, você precisa ter uma discussão anterior. O que é crime contra a mulher? Estabeleceu-se. Isso é crime contra a mulher. A partir disso, você deriva uma regulação de redes. O que eu tô fazendo aqui é justamente a mesma coisa. Hoje não tem uma discussão o que é nazismo, o que é
nazismo? Nzismo, tem que ser proibido. Acabou. Ponto. Está muito claro. Mas não sei se tá tão claro assim questão. Mas aí é pior ainda, porque eu tô te trazendo uma outra questão. O que é discurso de ódio? Nós não temos nem definição exata disso. Então eu não posso tirar a justiça que ainda que deficiente ela dá algum senso de eu vou ouvir os dois lados e jogar na plataforma. Não só regulamenta, Artur, o órgão analisa. O órgão não vai, o órgão não vai só falar assim: "Vou te censurar porque você falou". Mas que órgão? O
órgão que precisa existir para regulamentar. Não, isso já foi, isso já foi tirado. O o deixa eu te falar uma coisa. o organismo regulamentador de redes, ele já foi retirado porque todo mundo entendeu, inclusive a esquerda, que era um órgão sensor. Isso pegou mal, isso saiu do projeto. Você vê a tua ideia, ela voltou numa coisa que já saiu. Esse é um debate muito difícil, porque é óbvio que a gente tem que acabar com abolição e eh eh com discurso de abolição violenta do estado do estado de direito. O problema é o que é isso?
E a gente tem, eu posso citar inúmeros exemplos aqui, mas eu não quero cair na contradição da da lei em si, mas na contradição da regulação, querer regular algo que a gente nem sabe o que é. Qual é a sua primeira proposição em relação a isso? Então, então, a minha proposição é o seguinte, A gente tem que tirar isso da STF. Isso não tem que vir via STF, tem que virx Não, não, não, ao contrário, isso tem que vir via sociedade através da Câmara dos Deputados e Senado. Isso é, isso é a primeira coisa. Segundo
ponto, nós temos que discutir de uma forma serena o que é crime de ódio para aí eu chegar pra plataforma assim: "É proibido o discurso de ódio aqui, porque se eu não defino o que é antes, acabou". É o que eu te falei, eu eu dei um exemplo anedótico e até meio caricato, mas eh se eu falar assim, eu odeio a Dilma, é crime de ódio? Talvez sim, talvez não. Eu odeio petista, é crime de ódio. [ __ ] eu acho que petista não devia existir. Aí você começa a escalar, onde tá a linha? A
gente não definiu essa linha para eu jogar sem a justiça numa plataforma, porque aí tudo pode ser. Por exemplo, se eu falar assim: "Cara, eu odeio muito o Lula, por mim, ele não tinha mais nemhum ano de mandato. Pera aí, você tá falando de matar o Lula. Odiar uma coisa, outra coisa é ameaçar de morte nas redes. A gente aqui, a gente tem bom senso para discutir isso. Agora, quando você vai para as redes, você não tem bom senso nas redes, cara. Eu já fui processado de de racismo por falar mal de um show contratado
em Sergipe. a a E se não tivesse a justiça, se isso fosse pela plataforma, eu tava banido. E o que eu tô falando é o seguinte, eu não confio na plataforma o suficiente para eles decidirem o que é crime de ódio, o que não é. E ah, os car esse eu quero ver, meu. Esse tá, esse tá 50 assim for fift, cara. Foi [ __ ] essa. Não. Então, Artur, eu percebo, né, Primeiramente, eu sou bastante preocupado com essa questão. Eu colaboro diretamente com a Frente Parlamentar de Combate ao Crime Digital contra Crianças e Adolescentes
e eu percebo, na verdade, uma certa fora de época no seu discurso, porque você entrou nesse debate, principalmente ali por conta do PL do Orlando em 2022 e tudo mais, você continua batendo nessa tecla. Eu acho interessante a gente refletir um pouco qual é que acaba sendo a função social do seu discurso quando você traz a questão somente para o PL, porque a proposta da questão era a regulamentação. Quando você coloca essa regulamentação, por isso que eu falei essa não, quando você foca somente nisso e ignora o debate social que tá acontecendo tô ignorando ao
contrário. Eu quero ter o debate pra gente não passar essa forma precipitada. Não, não, você não tá colocando. Por quê? Foi exatamente o que eu disse, não porque você não, o o próprio movimento que você faz parte tem diversas figuras que são contra a regulamentação como um todo da jeitos, né? Eu nem sei, mas independente disso. Mas o que eu quero dizer é o que eu quero dizer é quando você socialmente falando foca no discurso do Pelliny e ignora o espírito da questão. Eu não estou ignorando, muito pelo contrário, eu tô trazendo o espírito da
questão. Não é cara, é a mesma coisa que vocês fazem com PL, é a questão da 6 por1. Vocês focam no PL da Erika Hilton, não na questão social. A questão, a questão que acontece é, eu nem debati a P da Hercar Hilton aqui. A PA da Airka Hilton, por exemplo, tem matemático, nem era a tática que vocês utilizavam. Não, não, não, não. Então, pera, deixa eu só falar sobre isso. Se eu fosse debater dessa forma, todo mundo ia assim tá aqui, ia falar e a PEC da Éca que tem matemático? Não, eu quis debater
justamente a questão do do espírito da PEC. E o que eu tô trazendo aqui é justamente isso. Eu estou trazendo que nós temos um problema que independente desse projeto, não sou porque esse projeto não exista, não existe esse esse projeto. Calma, calma, calma. Esse problema ainda existe. O espírito da regulação de redes está. Nós vamos tirar o judicios note e vamos colocar o que no lugar. É esse essa pergunta. E essa pergunta não é da SPL, essa pergunta é do mundo. O mundo não sabe o que colocar no lugar. É isso que eu tô falando.
Se você for na Alemanha que foi pioneira em regula regulamentação de redes, eles não sabem responder. É Alemanha mais ou menos nessa questão, na regulação das redes. A gente sabe muito bem que tem outros países em cima disso aí. Qual país respond essa pergunta? Nenhum respondeu ainda, cara. Não, veja só, a gente vai entrar em outra questão aqui que antes eu quero concluir meu meu raciocínio, né? Quando você foca em discutir somente a PL, ignora a questão no sentido de você eh eu não quero discutir a pele. Esquece a pele. Pele não existe. Vamos pôr
ela Para baixo. Não existe a pele. Traz a questão perfeitamente. Quando você pausa. Não acredito. A pessoa quer discutir a PS. 3 2 1 Já agora ele veio. Cara, deixa eu te falar uma coisa. A galera da internet vai saber. Você é a cara do meu editor, Léo. Não parece Léo não. Mas não, pelo amor de Deus. Diga lá. Tá. Vamos lá. Então, eu acompanhei uma parte do teu debate também com Orlando Silva e um ponto que tu levanta é justamente esse, quem vai regulamentar, né? Eu entendo que as plataformas têm essa necessidade de de
ter uma equipe humana que faça revisão. Hoje a gente tem só algoritmos. Você confia, então vamos chegar lá. Eu não confio. Não confio, mas tem pontos que a gente tem que levar em consideração. Hoje é só feito pelo algoritmo, não há revisão humana. Tem muito pouco, muito pouco, porque quando é manual, inclusive, inclusive tem vídeos que são postados e são retirados sem revisão humana. E quando tu pede revisão humana, um segundo depois, não, eu vou dar um exemplo que aconteceu comigo. Mas mais importante do que isso, mas eu quero chegar num ponto importante. Tu disse
assim, por que que a a as a por que nós vamos dar tanto poder para as Redes para elas fazerem que elas bem entenderem? Sim, sim. Só que o ponto essencial é por que elas fizeram lobby para não ter esse poder? Não, não, calma lá, calma lá. Não, porque elas fizeram um lobby forte para derrubar regulação de redes. O que esses caras entenderam foi o seguinte: se todo mundo que notificar eu for responsável a tirar, eu tenho que tirar o a postagem de todo mundo, principalmente se for polêmico. Se fizer um vídeo de gatinho, beleza.
Gatinho bonitinho, legal. Se eu faço um discurso de direita ou de esquerdo, acabou. Vai ter um vai ter uma chuva de modificação. Você não tem mais ambiente político em rede social. Acabou. Não, tudo bem. Mas tu entende que tipo assim, ah, se tu tirar algo que é potencialmente perigoso, como a Michele citou de nazismo, como a gente tem pornografia infantil e coisas do tipo, ele não é melhor que tu evite esse problema do que tu deixe esse problema se se crescer e e se tornar, por exemplo, o caso da Choquei, porque eles tentaram entrar em
contato via judicial, tentaram entrar em contato via contatos e a moça morreu. AC su as plataformas não tem nenhum tipo de responsabilidade sobre isso. As plataformas não são eficientes na retirada desse conteúdo. Então eu não posso dar para elas uma forma subjetiva de retirada. Não, mas tu pode, tu pode estruturar isso de uma forma assim, ó, nós precisamos de uma equipe de revisão humana, vocês precisam montar isso, só que eles não querem fazer esse investimento. Eu vou dar um exemplo para você de revisão humana. Deixa eu te dar um exemplo aqui que tá acabando o
tempo. Uma vez eu tava fazendo uma live sobre o Ciro Gomes no Jornal Nacional. Uma pessoa, um ser humano da Globo tirou minha minha minha causa direitos autorais. Não, não, não, não foi. Eu não eles foram lá e tiraram por direitos autorais. Eu recorri e ganhei porque eu não feri o direito autoral uma vez que é uma TV aberta num ambiente eleitoral e eu estava reagindo e fazendo meu cont. Tu não tu não acha que Mas é verdade. Se a pessoa tá fazendo uma tortura ao vivo e o algoritmo não tirar imediatamente. É que tortura
é muito objetivo. Você pode torturar alguém consegue ver muitas vezes. Muitas vezes. Tanto é que a gente tem vídeos de pessoas queimando, pessoas de rua que estavam no local e acabaram sendo queimadas e foi transmitido. Foi tirado pelas próprias plataformas. Plata sabiam isso? A revisão humana da plataforma é falha e tendenciosa porque não tem não tem o temizão humana. Deixa eu te falar uma coisa, eu acabei de dar um exemplo. Calma, ele volta no mesmo instante. Se você entendeu, não foi no instante. Esse é justamente essa questão. Não, não é, cara. Deixa eu te contar
a história. Eu fui retirada uma live do ar minha. Eu fiquei 90 dias sem poder fazer live durante a campanha e depois da campanha eu entrei na justiça, falou: "Tiraram errado". O que eu tô falando é justamente isso. Tiraram um conteúdo meu do ar de forma errada. Foi o algoritmo porque foi um ser humano da Globo. Um ser humano. Vem lá. Revisão manual da Globo. Um cara olhou e falou: "Esse cara tá fazendo live". Corta. Cortou. Então atrás. Eu também tive um vídeo tirado pela Universal por causa disso. Fal uma coisa, fal coisa, fal uma
coisa. Ele está errado. O mérito da questão, a justiça desziu que eles estavam errado. Eu não feri direito autoral. O ponto é, as redes elas não querem investir. Não, eu entendi. Mas o ponto é que as as redes elas não querem gastar dinheiro. Elas não querem pegar 1% do ponto delas para poder colocar uma revisão humana, uma equipe que faça revisão humana de verdade. Eu entendi o teu ponto. Só que eu tô dizendo é esse que tá sendo assim. Opa, chegou. Vai lá. Beleza. Queria dizer que não é tão subjetivo o discurso de ódio. Quando
você disse falar mal da presidente Dilma, isso não é um discurso de ódio porque tá vinculado a uma única pessoa. Quando Tudo bem, mas eu não tô falando, tô falando do fato. Não, mas assim, não é se alguém que vai legislar, certo? Enfim, com a omissão do do Congresso tá sendo o STF nesse caso. Mas o que eu quero dizer é que existem critérios objetivos sim para discurso de ódio. É ter um dano que pode ser causado sobre um grupo, um grupo inteiro de pessoas, um dano que pode ser causado por meio desse discurso de
ódio. Então fala mal da Dilma, não, mas fala mal de negros, de LGBT, tudo mais. Não é o que eu acho. Discurso de ódio gera ódio e gera violência. Esse é o discurso de ódio. A partir do momento que consegui. Muito bom. Muito bom. 41 bandeiras verdes. Ganhadora foi a Michele. Louco. Caramba, Michele é tanta bandeira. Qual tema você quer? Olha só, eu gostaria que a gente fal tocasse nas redes sociais, mas acho que a gente acabou tocando um pouco, mas eu gostaria de trazer um tema que, infelizmente, você não botou nos seus temas principais,
que é as pautas que vocês fazem em relação parada, pessoas trans, trans ou ou todas essas coisas. Não sei se é do teu interesse, mas assim, eu sou então, mas eu vou te falar uma coisa, eu não sou eu não sei, só entrando no contexto aqui, eu não sou contra parada gay, eu não sou contra sei lá, é, é, é, é esse, mas é aí aí, é aí, mas você quer debater isso? É, é, é, é. Aprendeu abrangeu o tema, o tema de transexualidade, seja esporte, banheiro, acesso, cota, o que quer que seja nessa. Tá
bom, ó, não é o meu tema, mas vamos embora. Eu, eu Mas você concorda que você aborda, né? Pouco, pouco, mas eu, mas posso falar, vamos fazer uma experiência, porque assim, se é o tema que você sente à vontade e não, e se e se não tiver legal, se tu quiser partir para tem 10 minutos, mas a gente vamos ser dinâmica, vamos deixar uma essa ideia inicial, se você não gostou, quiser tratar de alguma outra coisa, eu sou super flexível, mas O que eu acho que vai acontecer é o seguinte, só para te explicar. Eu
sou eu sou eu também sou super flexível em relação a isso. Se você me trouxer um dado falando [ __ ] cara, eu ia falar [ __ ] eu entendo então talvez não fique tão animado. Eu não sei, porque eu não eu não sou eu não sei, né? Eu não sou, eu não sou cristão, eu não sou. Mas é que você faz parte do MBL e é o uso do MBL de mulheres trans, pô. Quem Catagui o próprio MBL, você na parada LGBT perguntando sobre cotas. Eu eu eu acho que é legal só para de
novo, a gente pode seguir em outros tópicos, mas eu acho que seria legal a gente tocar isso. Vocês acham? Todo mundo quer? Vamos embora. Vamosora. Vamosora. Então, 10 minutos Oй. [Música]