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Webinar | Como estruturar uma boa dissertação de Mestrado na área de Políticas Públicas?

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44111,865 Palabras59m readGrade 13
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FGV
[Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] Antes de darmos início ao evento, Gostaríamos de reforçar o seguinte disclaimer: as manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getúlio Vargas e por convidados que Participam dos eventos e transmissões online representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não refletem necessariamente a posição institucional da FGV. Após este vídeo de aviso, solicitamos a autorização para o uso da imagem e da voz dos palestrantes mediante manifestações de concordância, tais como um aceno de cabeça ou outro gesto de aprovação. Agradecemos sua participação e desejamos Um excelente evento. [Música] [Aplausos] [Música] Boa tarde
a todos. Sejam muito bem-vindos a mais um webinar da FGVPG. Desta vez, o webinar do mês de setembro da FGVPG, né, realizado hoje no dia 18 de setembro de 2025, às 18 horas, né? Eh, e nós temos o prazer, né, de eh ter aqui conosco, né, dois grandes especialistas na área de ciência Política e políticas públicas, né, e que eh aceitaram gentilmente o convite para tratar de um tema assim fundamental na vida do pesquisador, na vida de quem desenvolve pesquisas acadêmicas, o estudante, do cente, especialmente em nível de estrito senso, ou seja, em nível de
mestrado acadêmico, né? E é justamente esse o tema do nosso evento, né? como estruturar uma boa dissertação de mestrado na área de políticas públicas e que naturalmente também tem Uma vinculação clara com ciência política, né? Eh, é um é um momento, né, a dissertação de mestrado é um dos momentos mais importantes na vida do do mestrando, né, do cent é um momento em que gera muita apreensão, muitas dúvidas, né, seja no aspecto da fundamentação teórica, seja no aspecto dos da definição dos objetivos gerais específicos, seja no aspecto da metodologia selecionada para você tentar alcançar o
resultado que você pretende Eh investigar, né, ou trazer em relação à sua pesquisa, né, o o como você vai selecionar uma metodologia que seja adequada né, a sua proposta de pesquisa, a sua proposta de investigação e que justifique na elaboração de uma dissertação do mestrado, né? Então são essas e outras questões, né, que nós iremos tratar, né, ainda que num período muito curto, né, de exposição, né, é mais ou menos 1 hora meia de evento, né, Mas será um evento muito esclarecedor, especialmente para quem eh está passando por esse momento tão importante, né, tão delicado,
né, da carreira acadêmica, né? Todo mundo tem um começo, né? Quem se dedica à vida acadêmica sabe que o mestrado é o primeiro passo, né? Efetivo pra tua vida de pesquisador, né? Então, eh, e saber se posicionar bem em relação a uma estruturação de uma dissertação é fundamental para passar a por essa fase com eh o maior êxito possível, né? ainda Que eh as críticas da banca, né, sejam na maioria esperadamente construtivas, venham para aperfeiçoar o trabalho de forma geral, né? Mas eh o objetivo desse webinar é justamente trazer alguns apontamentos, alguns esclarecimentos, eh inclusive
até eventualmente tirar algumas dúvidas eh sobre esse momento, né, tão importante na vida dos acadêmicos, especialmente no campo do mestrado, né? Eh, e é por esse motivo que nós convidamos, né, dois Grandes especialistas, eh, que gentilmente aceitaram o convite, a quem agradeço muito, né, pela disponibilidade. Eh, e o primeiro expositor, né, é o professor Iago de Souza Paiva, né, que é professor da Escola de Políticas Públicas de Governo da Fundação Jeturo Vargas, pesquisador do grupo de estudos de economia e política da UERGE e do Núcleo de Estudos sobre o Congresso também da UERGE. e é
doutor e mestre pela UERG e Além disso, também temos conosco, né, o professor Rafael Cardoso Sampaio, que é professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Federal do Paraná e também do professor do programa do programa de pós-graduação em comunicação social também da Universidade Federal do Paraná. Então, já de antemão, agradeço aos dois expositores, aos dois palestrantes Convidados pela gentileza em aceitar o convite, né? Então vou explicar rapidamente como é que vai funcionar o nosso nosso evento. Primeiramente, o professor Iago, né, vai fazer
a sua primeira exposição, né, e na sequência passamos para o professor Rafael fazer a sua exposição, né, após a exposição de ambos os palestrantes, né, nós vamos abrir um espaço curto para eh responder ou refletir sobre algumas perguntas, eventuais questionamentos que sejam Feitos através da nossa plataforma Slido, que consta nos comentários eh da transmissão do YouTube, né, eh do evento. Então, para você poder fazer perguntas ou trazer questionamentos, eh, acesse a plataforma Slide dentro dos comentários da nossa transmissão no canal do YouTube e coloque a sua pergunta lá. Você pode, inclusive, se identificar ou não,
né? Eh, e aí nós vamos fazer a seleção de algumas perguntas, né, até construção do tempo Que nós vamos ter, eh, e às vezes até conseguir refletir um pouco sobre elas, OK? Após as perguntas, né, a gente faz o encerramento do evento, né, e damos eh eh por encerrado, né, os trabalhos, né? Então, sem mais delongas, né, eu vou passar a palavra pro professor Iago, né, para que ele passe a sua primeira exposição. Então, professor Iago, com a palavra. >> Boa noite a todas e todos. Primeiro queria agradecer o Jefferson pelo Convite. Eh, para mim
é um prazer estar aqui com vocês hoje e falar desse tema, como o Jeferson disse, muito importante, porque uma dissertação de mestrado é algo que a gente tem pouco tempo para fazer, né? Então, a gente tem que se organizar o quanto antes melhor. Eh, cumprimentar também o Rafael, eh, todo mundo que tá assistindo e o pessoal da equipe que tá aqui ajudando na na organização. Vou compartilhar com vocês aqui a minha Tela. Tá aparecendo aí? Tudo certo? Então, tá falar basicamente com vocês de três pontos. Claro, estruturar uma dissertação de mestrado na área de políticas
públicas, como qualquer outra área, envolve muitos elementos. Então eu resolvi trazer três aqui, que é uma abordagem, uma maneira de fazer, não é a única, mas uma que eu acho que é que é Interessante, que e quem for esse caminho acho que vai tem tudo para ter uma boa uma boa dissertação. Questões de forma, revisão sistemática que entra em revisão de literatura e análise ou avaliação de impacto de políticas públicas dentro de uma abordagem mais quantitativa. Então, vamos lá. Antes de falar de das questões de forma, eh, eu queria fazer um lançar uma pergunta eh
se vocês já leram uma dissertação, Quem tá fazendo dissertação, quem tá assistindo e tá fazendo, entrou no mestrado, vocês já leram alguma vez na vida de vocês uma dissertação? Por que que eu pergunto isso? Porque a gente aprende a a escrever lendo. E na minha trajetória acadêmica, o que eu percebi que a gente consome muito pouco eh dissertação e tese, para quem vale a mesma coisa, vale para tese de doutorado. Eh, quando eu tava fazendo a tese, eu pensei, bom, li pouquíssimas Teses assim, não é comum tá em tá nos cursos, nos programas, é indicado
para leitura, dissertações e teses. Então, acaba que a gente começa ali dissertação e tese quando a gente já não precisa mais fazer uma dissertação e uma tese, que é quando a gente vira avaliador e começa a participar de banca. Então, eu queria começar com uma recomendação que foi algo que eu fiz quando eu me questionei sobre isso, quando eu era aluno, que é se não ler, que a gente não Tem tempo, eh, pelo menos dar uma olhada, pegar boas dissertações, talvez dissertações que ganharam prêmio e olhar a forma, ver como foi construído, como é a
introdução, como é a conclusão, como tá organizado, porque organização é muito importante, porque eh a gente tem pouco tempo para fazer uma dissertaçã E quanto mais a gente facilitar a vida de quem tiver lendo e nesse caso o avaliador, melhor, melhor pra gente. E o Avaliador tá fazendo várias coisas, tá na na corrida ali da das atividades acadêmicas, ele vai parar no momento para ler o trabalho de vocês. E é importante, quanto mais organizado tiver, mais claro tiver, melhor para para que seja feita a avaliação. E claro que isso no fim das contas conta ponto
e deixa mais bem humorado quem tá avaliando por querer coisas desorganizadas é muito ruim, né? Então isso é o primeiro ponto que que é Importante de questões de forma. falei questão de formas, acho que eu vou falar de um ponto só, de uma coisa que eu gosto muito, que eu acho que é um pouco negligenciada, que é a introdução. Eh, uma recomendação, eh, não tratem introdução como se fosse algo ali, ah, eu vou fazer ali de qualquer jeito e para passar o trabalho já tá pronto. A introdução é a primeira coisa que vamos ler. Tem
um resumo, tá? Isso também vale por resumo, mas a Introdução é é a primeira coisa que o leitor vai ter contato. Eh, e tem alguns alguns elementos que eu acho importantes para ter uma boa introdução. Se primeiro, eh, logo nas primeiras páginas tem que os problemas, as perguntas da pesquisa já tem que tá tem que ser apresentados rápido. É importante que o avaliador, o leitor não fique, não precise ler muita coisa para chegar e entender qual é o seu problema de pesquisa e as perguntas que você quer Responder. Então, seu primeiro ponto. Segundo, o argumento
central da pesquisa tem que ser claro. Então, eh, o leitor, o avaliador, ele não tem que ficar catando ali, tentando entender qual é o seu argumento. Você tem que dizer, o argumento é esse e deixar e depois desenvolve. Claro, deixar deixar isso bem explícito, bem claro. Eh, claro, apresentar metodologia ou metodologias e uma recomendação é fazer um quadro com uma síntese do desenho da pesquisa. Isso Ajuda muito, porque às vezes você tá lendo a dissertação, a tese, é um trabalho longo e às vezes você tá num capítulo já mais paraa frente, você pensa, mas o
que que era mesmo aquilo? Você volta na introdução, vai lá no quadro e você já consegue identificar todos os elementos ali da metodologia. Isso ajuda muito tanto quem vai avaliar quanto a gente mesmo que tá escrevendo, que às vezes a gente também tem que relembrar do que a Gente tá fazendo e claro, apresentar a estrutura da tese, o que vai aparecer em cada capítulo. Uma outra coisa que não é obrigatório, mas que eu acho bom, é fazer introduções para cada capítulo. Eh, pode ser curto só com um parágrafo, parecendo um resumo, mas é interessante e
e tem que apresentar, claro, de forma objetiva, o que virá em cada subcessão do capítulo. Eles ajudam tanto quem tá lendo, mas Também ajuda o autor ou a autora da dissertação na hora de escrever introdução geral, porque aí você vai lá nesses nessas pequenas introduções dos capítulos e quando você vai montar o que o que vem, o que vai vir na dissertação, você consegue você consegue saber exatamente ali e não precisa ficar relembrando coisas eh olhando, lendo um pedaço maior do texto. Então isso isso ajuda muito eh saindo de questões de forma, que na Verdade
foi só uma, entrando numa parte mais mais substantiva eh da dissertação, eh acho que a primeira coisa que a gente tem que fazer quando a gente vai estudar algo é conhecer o assunto. Isso é o básico. Então a gente tem que fazer uma revisão de literatura. Eh, isso é comum, todo mundo faz, mas eh é algo importante porque a gente permite integrar o resultado dos estudos que estão disponíveis e então a gente conhece o estado da arte, identifica ali Os padrões daquele campo, daquela área de pesquisa específica que a gente tá trabalhando. Eh, então isso
é fundamental, mas o problema é que geralmente as revisões de literatura elas são muito pouco sistematizadas, elas são feitas de uma forma narrativa literária e não tem muitos critérios objetivos de seleção e inclusão de trabalhos. Então, geralmente quem tá lendo sabe como quem escreveu escolheu aqueles trabalhos para citar na Revisão de literatura. Por que aqueles e não outros? Aquilo é representativo da do campo? Então esse é um ponto importante, porque claro, a mente humana ela ela é incapaz de coletar, processar e sintetizar diferentes resultados em um pequeno número de fatores. Então essa narração, essa essa
revisão narrativa literária, ela pode produzir vieses. Isso é muito importante, principalmente mais atualmente. Por quê? Porque o volume de Pesquisa acadêmica é muito grande, Tomas, é maior do que do que a gente é capaz de acompanhar. Então, aquela aquele modelo mais clássico em que você tem um tema que você estuda durante muito tempo e você domina muito aquele tema e você conhece os principais trabalhos. Eh, é difícil fazer fazer isso hoje em dia, porque o que é bom, o volume de de pesquisas acadêmicas aumentou muito, eh, dependendo do campo, mais ainda. Em políticas públicas, Geralmente
você pega, por exemplo, uma política como Bolsa Família, vai ter muito trabalho sobre isso, dificilmente alguém vai conseguir ler tudo. Então, o que selecionar? Então assim, quando você não faz uma revisão sistemática, você tem um problema que abaixa a confiabilidade dessas sínteses. Uma revisão é uma síntese, não vai, você não vai conseguir colocar tudo lá, nem tem que colocar, porque senão fica muito grande e difícil de ler, fica em fadô. Eh, mas a gente tem que se perguntar o que garante que aquela amostra que nós selecionamos, porque quando a gente seleciona parte de algo, a
gente tá selecionando uma amostra, o que garante que essa amostra de trabalhos selecionados é representativa? Então, como que geralmente a gente faz? A gente seleciona por conveniência. Então, o que que eu vou, que que eu vou citar no meu trabalho? Eh, um tipo de amostra que a amostra por conveniência Não é probabilística, então a gente vai selecionando o que é mais o que tá mais próximo. É o que foi indicado por orientador, o que nós achamos de forma mais fácil, né? O que tá em algum curso que nós assistimos. Então, geralmente a gente faz assim.
Eu tô me incluindo porque atira a primeira pedra. Quem nunca fez uma revisão de literatura assim? né? É como todo mundo já fez, ninguém faz revisão sistemática o tempo inteiro, Mas é algo que vocês têm que pelo menos conhecer essa possibilidade para tentar incorporar. Eu acho que isso é uma tendência agora da do campo científico, incorporar esses métodos mais sistemáticos. A gente tem capacidade computacional muito melhor hoje para fazer esse tipo de coisa. Então a gente consegue acompanhar isso. Eh, então o que que é uma revisão sistemática? é um procedimento metodológico que sintetiza uma Determinada
quantidade de conclusões num campo de pesquisa específico e uma das suas vantagens é elevar a objetividade das revisões de literatura, minimizando possíveis vieses e aumentando a quantidade de estudos analisados. Então, a gente utiliza técnicas estatística, estatísticas para analisar resultados empíricos de pesquisa que o objetivo de produzir síntese da literatura. Então, a gente vai pegar um conjunto de pesquisas e a gente vai usar técnicas para Analisar aquilo ali junto e ver e verificar qual é o tipo de padrão que aparece ali, qual o tipo de padrão que aquele campo identificou até hoje. E a partir disso
a gente vai pensar qual é qual o tipo de lacuna que existe, como a gente pode abordar o tema. Então, claro, isso permite comparar os resultados de pesquisas com relação aos aspectos tanto substantivos quanto metodológicos, porque quando a gente faz uma revisão sistemática, a gente Consegue entender também a variação metodológica que existe no campo. Eh, claro, tem muito espaço, assim, tem alguns estágios para se fazer uma revisão sistemática. Não vou falar de todos, só vou eh dizer para vocês aqui quais são. Eh, que primeiro, claro, identificar o formular o problema da pesquisa, coletar a literatura,
coletar as informações de cada estudo. Você vai em cada estudo e coleta as informações que tem neles, avaliar a qualidade dos Estudos, claro que tem que entrar estudos que sejam que tenham um certo nível de qualidade, fazer a análise, a síntese dos resultados, eh interpretar os dados coletados e apresentar os resultados da pesquisa. a gente não tem como passar por cada um, eh, eu acho que com um tempo menor é mais útil a gente olhar uma um pouco os resultados de uma revisão sistemática. Essa especificamente foi realizada pelo Bruno Chef, o Tomás Paixão e o
Frederico Cauate, que são pesquisadores do Iespe. Eh, e eles fizeram uma revisão sistemática sobre esse tema que é importantíssimo, muito debatido, que é a proibição dos celulares nas escolas e salas de aula. Então, tem uma série de pesquisas que tentam identificar se isso melhora o desempenho acadêmico dos estudantes, essa limitação do uso de tela. Eh, e o que eles fizeram foi pegar Esse uma série de estudos, são oito estudos de inferência causal, ou seja, quantitativos e diversos estudos qualitativos. Eh, nesse Qcode vocês conseguem acessar o estudo para ver por mais detalhe, porque eu vou mostrar
só o o resultado de forma geral. Vou me ater a esse ao que eles apresentaram sobre os oito estudos de diferença causal, já que meu objetivo aqui é falar mais da parte quant e então vou vou focar nisso. Bom, isso aqui é uma tabela que sintetiza. Então o que que que se faz? Eh, pegar os efeitos. Você pega a análise quantitativa, você tem efeitos ali de impacto coeficiente, vamos dizer assim. Então você vai pegar os efeitos de todos os estudos e vai ver qual é o sentido. Isso é o básico. Então dos oit se aponta
o efeito positivo da política sobre o desempenho acadêmico. Então a gente já tem uma indicação de que é bem provável que o efeito que o efeito seja positivo. É o que a maioria dos estudos mostra. Mas qual é a significância estatística disso? Então seis estudos apresentam resultados positivos e estatisticamente significativos. Então, só dois não apresenta. Então, quando a gente já tem esse cenário, a gente entra nesses testes mais estatísticos com esse conjunto de dados que a gente coletou de cada artigo. Teste de ficha, teste de cuba. tem uma série de testes, não cabe a gente
entrar aqui em detalh sobre eles, mas eh Geralmente a gente olha se a gente tenta rejeitar a hipótese nula de que verifica se a gente se a hipótese nula vai ser rejeitada, que é basicamente que uma hipótese nula diz que a direção e significância os resultados são aleatórios, ou seja, que não tem consistência. E o que eles identificaram aqui é que pegando esse conjunto de estudos, eh, a hipótese nula é rejeitada. Então, tem os achados do conjunto de trabalhos tem uma Consistência. E quando você pega o efeito combinado, que é essa metaanálise, eh o efeito
combinado é positivo e estatisticamente significativo. Então você vai pegar todos os efeitos e vai fazer uma espécie de uma espécie de média. Não vou dizer média diretamente porque é uma espécie de média ponderada. Tem vários critérios para fazer isso. Cada modelo desses faz adota um. Então é estatisticamente significativo e o Efeito é classificado como fraco, mais consistente. Uma outra forma de de visualizar uma revisão sistemática dessas é com esse gráfico de chamado gráfico de floresta. Você coloca todos os todos os coeficientes ali e você olha o o coeficiente, o efeito combinado, que é ali o
total. Então, no gráfico, dá para ver cada linha dessa é um, cada quadradinho desse é um efeito de um estudo diferente. E esse losango azul, azul bebê, azul claro, é o efeito Combinado, tá? Mais ou menos ali no meio, entre os outros. Então, sobre revisão sistemática, é isso. Claro, revisão sistemática é algo bem algo bem mais complexo do que isso. Essa é uma maneira de fazer. é um é um é um tipo, quem tiver interesse tem muito para explorar sobre isso. Eh, e para entrar aqui no último ponto, eh, eu queria falar com vocês sobre
um assunto que eu acho que tem ganhado Muito nos últimos anos muito espaço na ciência política e especificamente eh no campo de políticas públicas, que é a análise de avaliação de impacto. Eh, tem muitos trabalhos sobre isso. Infelizmente a Mariana Batista, que é uma pesquisadora brasileira que estuda muito isso, faz muita análise, avaliação de impacto e a Amanda Domingos fizeram um texto muito bom que eu recomendo, tem aí o QR Code, quem quiser acessar, é só apontar a Câmera do celular, eh, em que elas elas sintetizam um pouco as técnicas quantitativas e qualitativas paraa avaliação
de impacto de políticas públicas. Então, a gente, eu vou mostrar aqui para vocês usando o trabalho delas que facilita a nossa vida. Eh, primeiro é a avaliação é tá dentro do ciclo de políticas públicas. Então, toda política pública tem que passar por um momento de avaliação. Então, é o último estágio em que se busca identificar os resultados Dos programas implementados. Eh, a avaliação de impacto é um tipo específico de avaliação, não existe só avaliação de impacto. Eh, e é um tipo de avaliação que se diferencia do monitoramento, da implementação e da avaliação de resultado. Então,
avaliar resultado, avaliar impacto, não é a mesma coisa. Então, eh, avaliação de processo é seria avaliação de monitoramento, algo que no processo da política. Observa os serviços que de Fato foram entregues ao público alvo com foco na cobertura do programa. Uma variação de resultados acompanha a mudança na situação do público alvo e o foto são as características da população, geralmente observados por meio de metas previamente estabelecidas pela política. Eh, e a avaliação de impacto, ela é voltada paraa identificação de uma coisa chamada relação causal entre o programa e o e o e o resultado Da
população. Então, é a identificação de efeito causal. Então, o que diferencia uma análise de impacto de uma análise de de resultado é esse objetivo causal de identificar que foi exatamente o que que foi por conta do programa da política implementada que aquela mudança aconteceu em público alto, vocês vão ver que não é não é muito simples fazer isso, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças. A gente tem muitas ferramentas disponíveis para Fazer. Há duas perspectivas na variação de impacto. A primeira é quantificar o impacto da das políticas públicas, estabelecendo o programa como causa
da mudança observada. E a segunda parte da perspectiva dos atores envolvidos, beneficiários e também os implementadores, de modo a compreender o efeito das políticas sobre os indivíduos. Essa é uma abordagem qualitativa. Eu vou me Concentrar aqui na primeira perspectiva, que é a perspectiva quantitativa. Importante, cada perspectiva tem suas limitações e o ideal é uma abordagem multimétodos. Isso é uma outra uma outra tendência também mais atual. Aquele conflito entre quan e quali, felizmente, eu acho que tá acabando assim, acho que cada vez menos pessoas defendem isso. O importante, cada cada abordagem tem as suas potencialidades, as
suas vantagens, Suas desvantagens. E juntar as duas coisas é o ideal. Não é tão simples de fazer. Eh, às vezes numa dissertação que é ocorrido, a gente tem que fazer escolhas. Isso é muito importante delimitar, mas quem conseguir adotar uma abordagem multimétodos é o ideal. Eh, então vamos lá. Eu vou passar aqui com vocês alguns métodos quantitativos de avaliação de impacto. Claro que eles são tem uma complexidade, não vou poder detalhar cada um, só vou mostrar quais São. Dá pra gente dividir esses métodos em dois grupos. Primeiro é inferência causal por desenho. Na inferência causal
por desenho, a inferência se baseia em amostragem aleatória. Então você tem que garantir que aquela amostra foi selecionada aleatoriamente. E na inferência causal por modelo, a inferência depende de suposições sobre a distribuição. Então você tem que ter um modelo que vai ter determinadas suposições sobre a distribuição do dos Casos e a partir dali você consegue inferir causalidade. Importante inferência causal, tudo gira em torno de contrafactuais. Quem for fazer, quem for adotar uma uma perspectiva quantitativa, grave essa palavra, ela essa palavra vai perseguir vocês. Contrafactual é o que diferencia. Ter um contrafactual viável, eh, defensável, é
o que diferencia a correlação, a mera correlação associação Da inferência causal. Então, o que é um contrafactual? você identificar o que teria acontecido com o público alvo se a política não existisse. Então, é basicamente, é o seguinte, eu sou alvo, recebo uma política. Eh, um contrafactual seria o que teria acontecido comigo se você não tivesse recebido aquela política. Claro, isso é impossível de fazer, porque você não consegue fazer com aquela com a aplicar na mesma pessoa aplicar ou não aplicar a Política. Mas aí o que a gente o que se faz que é o espécie
de padrão ouro da dos métodos quantitativos são os experimentos controlados eh em que a avaliação distribui participantes aleatoriamente entre grupos de tratamento e controle. Então, como os participantes têm a mesma probabilidade de alocação, em qualquer um dos grupos não há diferença sistemática que possa envzar os resultados. Então, o único fator que Distingue os os dois grupos é o recebimento ou não da política. Então, eh, o contrafactual de do grupo de tratamento que recebe a política é o grupo de controle. E aí você tem que garantir que isso foi aleatório, que não tem outros fatores que
estejam viando a análise. Resumindo bem isso. Claro, fazer experimento controlado não é fácil, quase ninguém consegue fazer em política pública. É algo que existe, exige que você consiga, Que você esteja dentro da da implementação da política, porque isso tem que ser pensado antes da política entrar em antes dela ser implementada. Então, é algo que geralmente tem que ser feito por quem implementa política. Então, para pesquisador é muito difícil, mas a gente tem outros métodos do do daquele segundo grupo que eu mostrei para vocês das análises. Eh, e o primeiro deles que eu queria falar com
Vocês é o pareamento. O que que a gente a gente faz com com pareamento? A gente cria um grupo de comparação usando características observáveis. Então, a gente já tem os dados, a política já aconteceu, então a gente vai pegar características observáveis dos indivíduos, como renda, gênero, escolaridade. E o objetivo é que os grupos, quando você divide o grupo do tratamento e controle, eh, de quem Recebeu a política e quem não recebeu, o objetivo é que os grupos sejam balanceados. Ou seja, eh, no pareamento o que a gente faz é pegar eh unidades que sejam muito
parecidas. Então, se você pega pessoas com uma renda muito próxima do mesmo gênero, da mesma escolaridade, eh, essas pessoas são comparáveis, digamos assim. Então é como se você tivesse algo quase aleatório. Então nesses métodos que não são experimentos Controlados, o que a gente tenta se aproximar da aleatoriedade. Eh, os os métodos de de mating existem muitos, não vou entrar aqui, então quem tiver interesse, tem uma literatura imensa sobre isso, tem muitos caminhos, mas a intuição é basicamente essa. Eh, uma outra maneira é o que a gente chama de é um modelo conhecido como diferença. Indiferença.
Então, que o que que a gente faz nesse tipo de com esse tipo de modelo? A gente compara indivíduos Participantes e não participantes antes e depois da implementação de determinada política. Isso aqui que é um pouco mais difícil de entender a intuição. Coloquei essa fórmula simplificada aqui só para ilustrar um pouco. A gente faz o seguinte, pega o grupo de tratamento, antes e depois faz a diferença. Faz o mesmo pro grupo de controle depois e antes, e depois a gente faz a diferença dessas diferenças. Por isso Que a diferença indiferença. E a dupla diferença é
o impacto da política. Se a gente pega só uma diferença, ou seja, se a gente escolhe o antes e depois ou comparar tratados com controle, a gente tem viés. Se a gente faz as duas, a gente diminui muito a chance de ter viés. Então, é o que esse tipo de modelo faz. É, por último, um um último modelo para apresentar para vocês, uma última possibilidade é a regressão descontínua, Que é muito usado, muito interessante, porque a regressão descontínua é aplicada no que a gente chama de experimento natural, ou seja, a gente compara grupos com base
em critérios de elegibilidade dos programas. Então, por exemplo, a gente vai pegar indivíduos logo acima e logo abaixo do nível de corte estabelecido como critério pelo pela política, pelo programa. Então vamos pegar, por exemplo, Bolsa Família, tem um nível lá de renda que é R$ 218. Então se quem tá um pouco acima, quem tá abaixo dessa renda tem e tá elegível pro programa, quem tá um pouco acima, pensa uma pessoa que recebe 219, 220, tem a renda um pouco acima. Esses grupos são muito similares, então eles são comparáveis, ou seja, a distribuição muito muito próximo
desse desse corte, desse nível de corte, quase aleatório, retomando esse termo de quase aleatoriedade. Então, o único fator que Diferencia esses dois grupos é o recebimento do tratamento, que no caso é a política. Então, quanto mais próximo os grupos estiverem do corte, mais consistente é o achar. Então, são esses os principais, existem outros e e cada um tem maneiras diferentes de aplicar. Meting tem muitos tipos de MET, né? Eh, então assim, importante aqui é mostrar para vocês que fora do experimento controlado tem Muitos caminhos pra gente tentar fazer inferência causal e avaliação de impacto. Eh,
imagino que vocês tenham mais perguntas do que respostas, mas o objetivo era esse mesmo, é instigá-los a usar esses métodos mais sistemáticos e entrar nesse mundo, porque tem muita coisa interessante para fazer. Eh, obrigado. Eh, e passo a palavra pro Rafael. >> Fiquei no tempo. >> Perfeito, Dr. Iago, muito boa apresentação, muito didático aí, hein? Só agradecer aí pela gentileza aí, pelo esforço aí didático aí relacionado às etapas aí da dissertação. Bom, como o próprio professor Iago já mencionou agora, né, eu passo a palavra para o professor Rafael, né, iniciar sua exposição. Com a palavra,
professor Rafael. >> Obrigado, então, né? Eh, obrigado, Jeferson, pelo convite. Eh, prazer estar aqui dividindo um pouco Aqui do que a gente faz, né? Prazer estar aqui também com com Iago. E a gente tem tido boas trocas aí justamente em, né, em questões de de metodologia, de escolas de método, né? Então, o IESP eh tem sido um grande líder nessa parte, então eu tenho sido feliz em ser convidado para algumas coisas lá. Então, gente, eh por ser uma apresentação muito rápida, né, o tempo curto, eu optei por fazer algo parecido Com o Iago, mas didático.
Então, até fiquei feliz do Iago ser primeiro, que o meu ficou menos didático, eu vou mais direto ao ponto assim. Eh, não, não é isso que eu quero. Redefir isso aqui meu tempo para não perder. E daí eu quero colocar, né, então alguns desafios da pesquisa qualitativa em ciência política, eh, no cenário contemporâneo. Eh, então aqui eu tô falando de dois animais relativamente diferentes, né? Então, tanto de um que a gente chamaria de uma pesquisa qualitativa clássica, né? Então, aquela que envolve entrevistas em profundidade, grupos focais, etnografia, eh análise de conteúdo, análise de discurso, né,
quanto eh métodos que ganharam muita força na ciência política nos últimos anos, chamado de chamados, entre aspas, de novos métodos qualitativos, eh, que seriam especialmente o QCA, né, O qualitativo comparativo análises e e o process tracing, né? Então, vou aqui começar a minha minha apresentação e aí eu explico um pouquinho da onde isso veio, da onde vieram esses bichos. Então, vamos lá. Então, eh, o que que aconteceu, que foi bastante determinante para a ciência política norte-americana e teve muito impacto por, né, por consequência em boa parte da ciência política no mundo. foi o lançamento desse
livro em 1994, que foi conhecido por como KKV, né, que são os sobrenomes dos autores, em que eles eh digamos assim tentavam eh resgatar a importância do quali para a ciência política, para políticas públicas e e coisas próximas, mas numa lógica de eh permitir que o quali gerasse inferências de modo digamos assim, mais parecido com o quant, né? Então, eh, a ideia ali era você montar desenhos de pesquisa muito rigorosos na Pesquisa qualitativa, de modo que no final você fizesse algo parecido com o que você faz, igual o Iago muito bem falou, em experimentos, em
pesquisas quant bem bem hard, né, que é você conseguir cruzar variáveis e, digamos assim, conseguir mais ou menos determinar o que que tá sendo ali mais importante, o que que tá causando efeito, né? O que que tá de fato impactando ali. E daí que eles resgatam, eles não criam, né? Eles resgatam alguns Desses métodos, como o QCA e o process tracing como bons exemplos, né? Eh, então eles têm uma lógica muito quantitativa, né? Muito estatística, probabilística, né? tendo, né, esses modelos mais estatísticos e avaliação do rigor quant eh como padrão. E daí isso trouxe algumas
consequências positivas ou algumas consequências negativas, né? E eu tenho eh tratado sobre isso, assim, tenho tratado é forte, né? Eu escrevi um texto sobre Isso, mas tenho eh levado essa agenda a alguns lugares, né, de que ah eu não sei se isso necessariamente o único caminho que a ciência política pode seguir, né? Então, por exemplo, nem vou entrar aqui, existe toda uma linha interpretativista dos métodos, né? Mas aquilo que são os pontos que são mais interessantes da pesquisa qualitativa, que é a descrição densa, a interpretação, a análise contextual, eh elas ficariam muitas vezes nessa lógica
relegadas a Uma lógica como se fosse pré-científica, como se se existisse uma hierarquia dos métodos, né? Então, teria uma marginalização de abordagens não causis. Eh, e daí o que a gente tem tentado falar, como o Iago eh afirmou, é justamente de uma lógica de uma diversidade epistemológica, metodológica maior, né, de múltiplas lógicas de investigação. Eh, nesse caso aqui, uma espécie de equilíbrio entre esse rigor e a Diversidade metodológica, que é algo que eu vou apresentar aqui para vocês. Eh, e aí, ah, tem até vários textos de um professor da UFBA que são bem interessantes, apesar
do foco dele maior seria nas relações internacionais, né, que ele tem discutido essa questão da causalidade, né, e aí algumas das coisas que ele tem dito, entre outras pessoas, né, eh, que a pesquisa qualitativa foca nessas causas dos efeitos em vez de efeitos das Causas, né? Então, que a abordagem quante tem essa esse foco no efeitos das causas, em fazer média, em fazer a generalização, em fato entender o fenômeno de maneira geral, enquanto o quali pode muito bem contribuir para isso, entrando nas causas e dos efeitos e mecanismos e processos que levam a esses efeitos.
Eh, é, até isso aqui devia estar antes olhando melhor, né? Mas, né, a ideia desse mecanismo causal de explicar como e por isso acontece, né? Então, esse mecanismo não é necessariamente uma variável na lógica quali, né, mais um processo, né? Então, especialmente quando você pega um process tracing, né, que, por exemplo, professores como meu colega Renato Pericinoto, Vito Sandes, várias pessoas têm usado, né, dessa sequência de elos, né, essa sequência de eh de acontecimentos, esse Resgate de uma verificação assim quase histórica da coisa, né? E aí você desvenda partes ali daquele processo eh da causa
e do efeito sem necessariamente eh ficar vinculado só ao processo causal em si, né? Então a gente pode ter esse prularismo causal, né? Em que tem eh diferentes modelos que se adequam a isso, né? que podem olhar para a causa de diferentes maneiras, buscar esses mecanismos causais de de diferentes maneiras, né? E a pesquisa quali nesse cenário, ela passa para uma série de transformações que são interessantes, né? eh, especialmente na ciência política norte-americana, ganhou muita força a ideia da transparência dentro dos métodos qualitativos, né? Então, eh, talvez, eh, não que, né, toda essa discussão do
causal não importa, mas tem uma tem um movimento bem grande em como tornar os métodos qualitativos mais transparentes, Eh, mas sem perder justamente a flexibilidade, sem perder justamente eh o que torna os métodos qualitativos, né, interessantes, que é a flexibilidade, a possibilidade de você conversar e dar voz aos atores, né? Eh, e daí isso tem trazido algumas discussões que eu acho interessante. Então, a pesquisa quali ela nunca vai ser plenamente replicável, porque, evidentemente, eh, os seus participantes vão mudar e mesmo se você pegar de alguma maneira os mesmos Participantes, eles já vão ter sido eh
modificados pela própria pesquisa, né? Então, nós temos falado de replicação em sentidos mais amplos, né? Então, como lidar com a subjetividade do pesquisador, o contexto, ele é único, mas o quanto que ele pode ser transferível para outros contextos, né? Eh, o que que daquelas a daquela análises com os participantes também é possível da gente levar para outros contextos, né? Eh, dentro. Então, esse seria um um dos dilemas, né, o primeiro dilema, né, o segundo grande dilema que eu tenho falado, né, que justamente é essa demanda por transparência, claro, leva a a uma disputa com a
questão ética, né? Então, em pesquisas qualitativas, a gente geralmente garante a proteção da identidade, a confidencialidade, a segurança dos participantes e a transparência exige que a gente torneos disponíveis, Né? Então, é exatamente uma das grandes questões que estão sendo debatidas, por exemplo, na ciência política norte-americana. Em grande medida, esse debate tem sido vencido pela transparência diante, né, da necessidade de aumentar o rigor, de entender, compreender melhor como a pesquisa qualitativa de boa qualidade tá sendo feita, né? Mas em outras áreas, incluindo no Brasil, esse debate tá longe de ser considerado como concluído, Né? Eh, essa
adaptação tem sido justamente desse foco na transparência do do processo, né? Então, de você dentro do possível aumentar o máximo a descrição dos passos, eh, de como que foi codificado aquilo ali, né? uma sistematização das categorias de análise, uma documentação detalhada do processo de análise e uma coisa para quem tiver aqui ouvindo, é igual o Iago falou, não dá pra gente de fato Apresentar como fazer isso, né? Mas busquem por essa ideia da citação ativa, busquem transparente, isso em inglês, né? busquem artigos transparência, ciência política, citação ativa, que aí já tem algumas pessoas alguns bons
anos até desenvolvendo isso, né? Então, esse foco maior na transparência, não necessariamente na replicabilidade, mas para você entender melhor como aquela pesquisa tá sendo feita. Eh, Eu trouxe um outro desafio que eu acho interessante porque agora tão bobando, né, os modelos de a já tinha toda coisa, né, de eh data science, até de big data, né? Então, muitas vezes as pessoas olham para isso e falam: "Então agora não tem nem para que fazer quale, né? Porque eu posso aqui analisar, né, tipo tantos mil textos automaticamente, né? E na verdade a gente sabe que eh e
esse tipo de tecnologia não torna o quale menos importante e na verdade o o contrário, Né? você consegue fazer essas interpretações, você consegue fazer essas essas conexões, você consegue trazer a perspectiva dos atores apenas quando de fato, né, você eh aprofunda a o que o fenômeno, né, o estudo do fenômeno eh justamente não com essa preocupação da escala, né? Então a escala que vai ser muitas vezes justamente quant, né, vai conseguir te dar algumas características gerais daquele fenômeno. Mas em vários Pontos essa compreensão só vai se tornar plena, justamente quando você descer ao ponto dos
dados, descer ao ponto, né, do que que tá de fato sendo dito ou acontecendo ali. Então, nessa ela, nessa ela, nessa era digital, né, aí para quem quiser, esse é um manual que a gente lançou recentemente, que é gratuito lá pela pela ENAP, né, ele é a coletânea de capítulos, né, sobre diversas técnicas Qualitativas de coleta e de análise, né? Então, eh, a nossa defesa, né, é de que a pesquisa qualitativa vai continuar sendo importante, porque ela nos ajuda a a compreender o contexto, a interpretar significado, a entender esses mecanismos causais nessa lógica, né, eh,
essa compreensão do texto, interpretação de significados, enfim, dessa captura da das experiências humanas, né, eh, E aí a mesma lógica que a gente tava falando, Né? Esses algoritmos, essas diferentes técnicas automatizadas de análise de conteúdo, né? Elas vão identificar padrões e os pesquisadores qualitativos vão continuar a aprofundar, explicar porque que esses padrões existem, tá certo? até confirmar se eles existem ou não. Então, eh, né, na mesma lógica que o AG já falou, né, abraçar esse pluralismo, né, metodológico, né, então tem diversas lógicas de análise, de interpretação, Então você não deve idealmente só ser uma pessoa
que domina um método e tentar aplicar ele a todos os objetos, né, e na prática assim ver qual é o melhor método que se aplica ao objeto. É claro que isso é é um longo percurso, um percurso de anos, né? E muitas vezes isso acaba só se realizando através de equipes multidisciplinares, né? Eh, porque é de fato difícil você dominar muitos métodos, né? De toda forma, né, o a pesquisa qualitativa, ela está nesse Momento, especialmente na ciência política, né, de priorizar o rigor dessa sistematicidade, né, dessa transparência, dessa descrição muito clara, né, interna de como
isso pode acontecer, né? Eh, eu acho que eu nem vou falar muito que isso vai entrar em outras coisas, mas assim, existem vários métodos de validação de, né, de pesquisas qualitativas. como triangulação de fontes, reflexibilidade metodológica, validação externa, né? Mas Assim, e que esse rigor não pode ser medido, né, por esse padrão externo que funciona numa lógica apenas, né, precisando ter então essa essa coerência mais interna, né, as imagens eu foi, eu falei, ah, já umas imagens aqui para essa apresentar, gera não, busca umas imagens, né, claro, né, nesse mundo de IA, nesse mundo que
a IA pode escrever, pode analisar no seu lugar, né, Então, nós estamos num momento em que a ética, né, eh, mege como uma das Questões mais importantes, né? Então, por exemplo, quando você vai fazer uma entrevista, você geralmente, geralmente não, você sempre garante que esses dados vão vão ser usados para outros fins que não sejam pesquisa, geralmente que as pessoas vão ser anonimizadas, né? E aí você vai lá e sobe aquilo ali no chat EPT e isso vai ser usado para treinar o modelo no futuro, né? Então esse tipo de questão se tornou muito importante,
né, esse equilíbrio ético, essa preocupação, Essa questão da da transparência, esse uso estratégico das ferramentas para auxiliar e não substituir a análise. E o mais importante de todos, né, que a interpretação humana, esse julgamento continue com a gente, não seja feito por IAS, certo? Eh, então sair dessa postura defensiva para uma agenda mais proativa, né? Então, uma questão seria quais são justamente as questões políticas importantes que talvez apenas os métodos Qualitativos possam responder e como respondê-las com máximo rigor, transparência, integridade, ética, né? Eh, justamente justificar essa validade para demonstrar a relevância única. Então, eh, a
gente continuar na promoção dessa agenda, do rigor metodológico, da transparência metodológica e cada vez mais integridade da pesquisa, ética da pesquisa, tá certo? Então, era isso, né? e deixar aqui o e-mail também para quem quiser falar. E Aí eu posso também tornar a apresentação disponível, né, para quem quiser. Aí pode, né, também procurar em rede social, a gente continua trocando uma ideia. Mas é isso, obrigado. Eh, e é isso, então. Obrigado. >> Muito obrigado, Rafael. Entrosição também, não posso deixar de mencionar ali também a sua foto, né, muito fiel, né? Eh, bacana, viu? Também como
fã de Star Wars, só posso saudá-lo expressamente por essa excelente lembrança. Eh, bom, pessoal, eh, a gente tem, só quero agradecer também a a a exposições, acho que acho que casaram muito bem nessa sequência, né? uma sequência que fluiu muito bem, né, na no ordem das exposições. Nós temos algumas perguntas, alguns questionamentos. Eh, eu vou eu vou selecionar algumas, pessoal, até pela questão do tempo, mas acho que a Gente vai conseguir pelo menos avaliar o o o ou pelo menos discutir, refletir um pouquinho sobre sobre quase todas, né? Eh, uma delas, eu acho que pode
ser uma uma reflexão aqui geral, não precisa ser especificamente um professor ou outro. Eh, é anônimo, não não quis identificar, mas tá dizendo o seguinte: "Olha, estou realizando uma pesquisa bibliográfica da minha dissertação, a parte da bibliográfica, né? Será que é um limite Mínimo ou máximo de obras pesquisadas ou não há limites?" Acho que ela, acho que a pessoa quis dizer sobre a se existe um limite razoável, né, uma investigação da natureza bibliográfica, né, se há uma um limite mínimo ou máximo. Se quiserem comentar, pessoal, posso comentar também a minha opinião, né? Eu acho assim
como um pouco como eu falei, se você for colocar no texto, citar no texto, dizer O que dizer, explicar cada uma, o ideal é que não sejam tantas, porque senão fica fica muito maçante, fica muita muita coisa, muito longo. Mas se for algo para fazer uma revisão sistemática, por exemplo, o critério é a qualidade dos estudos. Então, quanto mais tiver, melhor, porque você tem um N maior, então fica melhor de avaliar. Mas a gente sabe que tem campos que tem um volume muito grande de trabalhos para revisar. E aí, claro, é é conseguir Identificar os
mais importantes e ver a qualidade e na hora de fazer aí tem que fazer a síntese, né? Eu acho que essa ideia de síntese já responde um pouco porque não dá para colocar tudo na no texto. Antigamente acho que tinham muito isso, né? aquelas revisões de literatura que eram imensas. Então, lembro quando eu tava em reuniões assim de orientação, meu orientador falava: "Não faça revisões imensas, por favor, não faça isso. Você fizer, eu não vou ler. Eu mesmo não vou ler, eu vou passar, vou cortar." Então tem que tem que tentar restringir, pegar o o
ideal e se for fazer sistemática, claro, só avaliar a qualidade e usar os critérios lá que que ess que que esse método exige. E aí, claro, se tiver um número maior, você pega, por exemplo, uma política para um bolso à família, você tem muitos trabalhos. Se você pega essa dos celulares, que eu dei o exemplo, você Tem um número menor. Isso dificulta um pouco a revisão sistemática. Então, o volume é bom, mas também traz alguns desafios. Sim, é, eu concordo também. >> Não, não, eu tô 100% de acordo, especialmente na coisa do dissertações menores, mais
direto ao ponto, que, né, conseguem resumir o que que é a entrega, né? E geralmente a entrega das dissertações, na maioria dos casos, é o Estudo, não é a revisão de literatura, né? Então isso é uma coisa que as áreas demoraram bastante a aprender, né? Então então eh se você quiser fazer, a não ser que a sua dissertação seja teórica, seja a própria revisão, então ela é só para entender como onde você está, né? Então o objetivo é o seu estudo, é a sua contribuição. >> Exatamente. Eu concordo em giro, número de grau, assim, acho
que de acordo também com a proposta, né, do trabalho, Né, se fosse uma a própria proposta em si, uma revisão bibliográfica, né, eu acho que até se justifica, né, uma análise mais mais extensa, mas eu acho que quando não é essa proposta, isso é só uma parte, né, que fundamenta, por exemplo, o estado da arte, né, onde nós estamos, né, e para onde que nós vamos, né, eu acho que a a ideia realmente é é é usar o o bom senso, né, e não fazer análises muito muito extensas, até porque hoje em dia As acertações
elas tendem a ser mais objetivas. Isso é muito bom que seja assim, né? Eh, 20 anos atrás a uma acertação de mestrado, uma tese de doutorado, aí tinha não sei quantas laudas, né? o era valorizado um trabalho extenso, mas hoje em dia não é esse objetivo. Hoje em dia é que a gente traga respostas, né, de forma objetiva, de forma clara, né, eh, que se mostre a aplicação do método adequado, né, com os resultados esperados, né, pela aplicação Do método. Então, eh, eu, eu, eu concordo plenamente com as colocações, eh, dos colegas. Bom, eu vou
eh uma outra pergunta também que eu achei até curioso aqui, mas também assim é uma pergunta que leva reflexões, né? O professor escreveu o seguinte: "Tá agradeço a pergunta porque é interessante. O que acontece se os resultados não são os esperados pela Aplicação da metodologia? O trabalho fica prejudicado?" Acho que o que provavelmente assim, o que eu tô tentando interpretar aqui é que a pessoa fez a dissertação, né, desenvolveu a aplicação no método, aplicou o método, o resultado foi diferente, né, ou não era, entendeu que o método que que ela selecionou lá lá atrás não
trazia o resultado esperado, né? E às vezes a pessoa tá no tempo ali de de da entrega da dissertação e não Tem muito o que fazer, né? Aí realmente é conversar com o seu né? e correr atrás. Mas eh fica a palavra dos colegas aí sobre interessante essa pergunta. >> É, nesse caso a orientação é importante, né? E tem uma responsabilidade do orientador também que permitiu que que se desenvolvesse o trabalho daquela forma. Mas acho que tem que diferenciar uma coisa que é assim, é se o resultado foi diferente do que era a sua hipótese,
isso é uma coisa. Outra é se você chegou À conclusão de que aquele método não servia, você deveria ter usado outro. Eh, se for a questão de rejeitar hipótese, isso vira o achado. Seu achado vai ser que você não confirmou aquela hipótese, então aquilo não funciona. Então, pegar esse exemplo do celular e se o achado, ah, eu penso, minha hipótese é que que a proibição de celulares melhora o desempenho acadêmico. Aí você vai e faz o teste e no fim das contas não ele não melhora. Esse é o achado. Claro, pode ser que o você
não encontrou o resultado pelo método que você usou. Então você usou, digamos, Match. Aí talvez, talvez foi imprecisão do modelo, aquele modelo não era o mais adequado. Eh, e aí no fim das contas acaba que isso resolve em outra pesquisa, outra pessoa vai testar outro modelo e e a e o campo vai evoluindo assim também, né? Porque achado é sempre um achado dentro daquela amostra que você tem, daquilo Que você fez. Então é algo que se soma as pesquisas. Você vê que estudos dessa revisão sistemática que eu mostrei para vocês, alguns não acharam o efeito,
mas outros acharam. Então tem isso assim, cada pesquisa tem um sentido. Então acho que tem esses dois, tem que diferenciar essas duas points. >> Uhum. Eu concordo com Iago, professor, né? sempre é fácil. Eu concordo, tá? Eh, eu acho que na verdade muito de quem fez essa pergunta é uma insegurança natural Que a gente sente no mestrado. Então, fiquem bem tranquilos. raramente vocês vão chegar aplicar esses métodos sem ter a ciência dos seus orientadores. Eh, situações assim vão ser atípicas ou como Iago falou, por exemplo, né, num quant você não, você vai rejeitar a hipótese,
tudo indicava que seria aquela hipótese, não foi. Isso é legal por si, né, muitas vezes, né, e no quale eventualmente isso pode acontecer de você, ah, esse método não rendeu tanto, Talvez se eu tivesse usado aquele teria rendido mais, mas isso tá longe de se assim a coisa não tem uma dissertação por causa disso, tá? Então, fiquem tranquilos, geralmente esse é um processo, não vai ser assim amanhã o seu orientador diz, eh, e este método vai te aponta e atira, né? Geralmente isso é um processo negociado, você vai ler sobre os métodos, ele vai te
indicar. Então fiquem bem bem tranquilos com isso. >> Exatamente. Eh, eu também depende muito De uma de um bom diálogo, né, com o seu orientador, né? Essa minha recomendação é converse com o seu nente da de cada etapa da sua pesquisa, do que você alcançou, do que você os resultados tá tá tá buscando, qual foi a meta que você aplicou, né? Quais são as ferramentas? Eh, muitas vezes você consegue até antecipar alguns resultados, né? Eh, e aí você pode até mudar um pouco a rota de acordo com o que você já tá vendo, de Acordo
com a aplicação. Então, é muito de conversar com o seu orientador, né? Eu acho que eh isso é muito importante e como o Sor Rafael bem mencionou também é a insegurança é normal mesmo no atividade acadêmica, né, especialmente na época do mestrado, né, e também doutorado, né, são desafios diferentes, né? Eh, aí eh realmente assim, a a eu acho que uma uma solução assim que pode antever e evitar problemas é justamente um bom Diálogo, né, uma boa uma um bom acompanhamento pelo seu orientador, né? Vamos ver algumas outras perguntas. Muito, bem interessante essas perguntas, viu?
Tem uma uma pergunta aqui para o professor Rafael. Eh, pergunta é o seguinte: na experiência brasileira, o que prevalece? A ética ou a transparência ou os dois em um equilíbrio razoável? >> É assim, é sempre fácil você dizer do equilíbrio razoável, né? Ah, o melhor Caminho é o caminho do meio, não sei o quê. Eu vou ser mais categórico neste momento. É a ética, né? Então, se você minimamente tem uma pesquisa que tem dados mais sensíveis, eh, aí tem explicações, né? Ou seja, para a banca, para a submissão de uma revista, é normal que você
possa tornar esses dados disponíveis, né? Eh, em diferentes níveis. Mas o que eu tô dizendo aqui, por exemplo, numa revista internacional de ciência política, eles Vão pedir para você literalmente tornar isso disponível num banco de dados. Isso pode, a depender do caso, nem sempre, incluir as transcrições, né? Mas no Brasil eu posso dizer com muita tranquilidade que eh a ética vence. E em outras áreas isso sequer é uma discussão, né? A discussão é aumentar a transparência da pesquisa. Mas assim, é porque na ciência política norte-americana essa discussão da transparência ganhou muita força nos Últimos anos,
foi depois do Cacavi, foi a grande discussão do quali. Então por isso que eu trouxe aqui, porque vocês vão achar esse tipo de discussão, né? quem for aplicar quali, achar artigos em inglês, vão achar esse tipo de discussão e muitas vezes os periódicos vão pedir, como eu sei até que na FGV tem, né, uma coisa de valorizar a publicação internacional, que é ótimo, eh é interessante estar atento a esse tipo de coisa, porque até tem aqueles detalhes, Né, no termo de consentimento livre, esclarecido, que geralmente você passa aos participantes, geralmente você diz que não vai
tornar isso público. Então é preciso redesenhar para para essas possibilidades. >> Sim, >> perfeito. É realmente, Rafael, a o que a gente percebe assim na na prática, na experiência brasileira, até mesmo na na própria FGV, é uma preocupação muito grande mesmo com a com A ética, né? até a gente endossa aqui a a a comunicação, né, de comitês, né, de avaliação de de pesquisas que utilizem dados sensíveis, né, passo por um comitê de ética e tudo mais assim. Então, eh, é bem nítido que realmente na experiência brasileira e não tô falando só para FGV, mas
assim, a gente vê pelo no no geral mesmo, né, essa preocupação acaba prevalecendo, né, por motivos altamente compreensíveis, né? Então, Bem bem bacana também essa pergunta e obrigado pela resposta, né? Acho que bem bem interessante. Eh, agora vou a uma uma vamos a uma outra pergunta, né? Acho que n qualquer um de vocês pode responder, né? Se quiser, né? A replicação da pesquisa quali ficaria prejudicada apenas pela manutenção dos dados? Ela não sei se eu entendi o que a pessoa Quis dizer com manutenção dos dados. >> Manutenção dos dados. Será que a a mutação dos
dados? Acho que é isso que Então vou repetir aqui. A replicação da pesquisa fica prejudicada? A repesquisa quale apenas pela mutação dos dados? Ah, não, não. Assim, mutação depende do que que a pessoa quer dizer, que assim, eh, o mais normal, mais normal assim, né? O padrão é você mudar os nomes das pessoas e eventualmente alguma outras coisas para dificultar, Tornar até impossível, se for possível, a identificação dessas pessoas, né? Eh, se a pessoa já entrou, sabe alguma coisa, talvez ela queira dizer que alguns casos você poderia até parafrasear alguma coisa para diminuir isso ainda
mais, né? Mas no geral, como a gente não tá falando de replicabilidade plena, né? Eh, não teria grandes problemas, não, né? O importante é, digamos assim, você dá as garantias, Né? dá garantias, não dá um material suficiente para que outras pessoas possam entender o que foi feito e replicar num contexto similar, né? Então, >> eh, como é que foram feitas as entrevistas, qual foi o roteiro, por exemplo, de, né, de entrevistas, isso tudo você coloca online, né? Eh, como é como é que foi a análise, né? um passo a passo de como é que foi
a análise. Eh, tudo isso é importante. >> Sim. >> Acho que qu o importante é isso, é replicar o mostrar qual é foi o processo, né, de análise. >> Exatamente. Replicar o estudo não tem como, porque o grupo que você vai aplicar é diferente. Então, os dados são outros, né? você não pode pegar o mesmo banco de dados e e fazer de novo. Mas acho que tem uma coisa importante nessa nessa coisa de replicabilidade de estudo quali, que assim, a gente não consegue Replicar o estudo, mas a gente consegue revisar os resultados de vários estudos,
de vários contextos diferentes e verificar se eles têm um certo padrão. vez é isso. Embora os contextos sejam diferentes, tenha grupos diferentes que vão ser analisados, pode ser que dependendo do que você analisa, eh, que que o padrão se repita, né? Eu acho que a tendência pode ser até essa. Então, eu acho que tem um pouco essa percepção de que, eh, a ciência também é O coletivo, né? Eh, a gente não consegue replicar um estudo específico, mas a gente consegue comparar vários. Então, que não necessariamente um estudo só é válido se ele consegue por si
só completar toda aquela análise, tem uma um resultado muito categórico. Então, eu acho que essa ideia de que a ciência tem uma dimensão coletiva, eu acho que é também importante. Excelente. É, realmente eu acho que eh Eu tô eu tô bem alinhado assim também a ao que os os colegas mencionaram assim, acho que que também não afeta e e vale muito também da natureza da pesquisa, né? Vamos lá, mais uma pergunta. Agora essa pergunta é para o professor Iago. Uma pergunta mais, né, mais futural, né? tiiva a forma do da dissertação, como Elaborar uma boa
conclusão numa dissertação no mestrado? Pergunta bem bem acertada assim. >> É, eu falei da introdução, mas conclusão também é interessante, assim, eh, também é algo que a gente tende a achar que não vale muita coisa, mas é interessante. Eu eu resolvi falar da introdução porque a introdução é algo que quase todo mundo vai ler, né? a introdução. >> Sim, >> porque vai começar ali, aquilo ali já Tem um resumo do que do que vai vir depois. E a conclusão é mais pode ser que a probabilidade de ler é é menor, mas acho que é muito
importante porque eh e os avaliadores de de dissertações e teses olham isso porque ali você amarra os achados e e uma conclusão tem que ser substantiva também. Não, não pode ser só um resumo do do que foi do que foi a dissertação. Então você tem que guardar alguma coisa. Acho que isso é importante para para Fazer uma boa conclusão. Eh, guardar alguma coisa para você colocar na conclusão, ou seja, deixar algum elemento ali. Claro que não vai ser o seu eh o a análise do seu argumento central, o sea, mas algo que você consiga chegar
e mostrar ali na mostrar ali na conclusão. Isso é importante porque aí dá um peso. A conclusão não vira só aquele aquele resumo da aquela coisa de relembrar o que foi a o que é o Trabalho. Então, acho que se eu tivesse que dar uma recomendação a isso, quando tiver construindo a dissertação ou a tese, qualquer trabalho, eh, deixar alguma coisa, fazer um fazer um título ali paraa conclusão que tem um certo impacto, que mostre mais ou menos o que se pode concluir daquilo que você que você analisou, o que vai o que é o
de fato a intervenção naquele campo que que o seu trabalho fez. Então é isso, acho que seria isso. >> Beleza, Rafael, se você quiser também comentar, acho que é uma pergunta que é >> casab também >> é geral, >> geral. >> Não, tô tô tô satisfeito com a resposta. Eu acho que é, eu acho que fechou muito bem, viu, Iago, essa essa essa resposta, né, porque é muito comum, né, a dúvida dos pesquisador, não só de mestrandos, né, pesquisadores em geral, né, a gente vê isso muito comumente em artigos, né, Até mesmo artigos aí publicados
em boas revistas, né, aquela conclusão que é quase uma síntese do que foi escrito na anteriormente, né, eu acho que que eu não tô assim criticando, né, essa essa essa cultura, né, de você trazer, né, tudo que foi feito, fazer aquela síntese geral, cada capítulo e tudo mais, mas você tocou num ponto importante que é justamente tentar trazer algo um algo a mais, né, um fechamento, né, que supera essa visão de ser uma uma revisão do que Já foi feito, né, né? E aí eh essa conclusão assim poderia inclusive trazer elementos prospectivos, né, da pesquisa.
uma proposta, né, sugestões, direcionamentos, né, eh, reflexões complementares, né, algo que realmente assim que mostre que o próprio eh autor foi transformado pela pesquisa que ele fez, né, que ele impactou de tal forma que ele resolveu fazer um um uma um acréscimo além do que ele já tinha feito dentro do do da Dissertação, né? Eu acho que na linha de uma proposição, né, do fechamento, eu acho que acaba encaixando bem, né, essa essa perspectiva, na minha opinião, né, não estou falando que a pessoa tem que fazer uma proposta de melhoria do sistema, não, n caso
é um caso, mas acho que n uma uma perspectiva prospectiva mesmo, até pela natureza dos trabalhos, né, de políticas públicas, eh, eu acho que casa muito bem, né, acho que dá uma uma impressão que o trabalho agregou na Vida daquele pesquisador, né, e trouxe eh mudanças e ele enxergou formas de aplicar isso ou trazer algo novo, né? Igo, pode cumprimentar se quiser. >> É, eu acho que além de fazer prospecto é importante assim, mostrar o que o que se pode, o que falta fazer, o que porque aí são as limitações, né? Toda pesquisa tem limitações,
né? Exato. >> Então, na conclusão um bom espaço para você dizer, olha, a pesquisa foi até aqui, mas é necessário avançar mais Nesse ponto, naquele ponto em que eu não dei conta de de fazer. E retomando a recomendação que eu dei lá no no começo sobre introdução, também vale paraa conclusão. A gente aprende lendo. A gente aprende lendo. Então, pegar boas dissertações. Olha como foi feita a conclusão de algumas, três ou quatro pelo menos, de boas dissertações. Olha lá, pega eh prêmio CAP de dissertação de tese e olha como são as como são as conclusões
que se se elas ganharam o Prêmio porque elas foram as teses dissertações foram boas, então fazer algo parecido te coloca no mesmo caminho. Então eu acho que talvez seja isso. Essa a melhor solução para saber como fazer uma boa conclusão é ler ler boas conclusões. >> Perfeito, Iago. É, Rafael, fica à vontade. >> Não, não. Só pegar uma carona nisso que algo falou. Eh, essa coisa de não das pessoas não lerem ter acertações é muito Real. E um jeito bom para vocês eh se introduzir numa temática, num grupo de pesquisa, é justamente ler teses e
cerações anteriores também defendidas pelo pelo seu professor em temática defendido pel seu professor, assim, orientando o seu professor, né, do seu orientador. Eh, porque aí geralmente você vê o que que tem sido a linha de pesquisa ali, né? Então vocês vezes ganha bastante assim, pula bastante passos ao fazer isso, né? ou duas Certações ou uma tese eh do próprio grupo de pesquisa, né? Isso eu creio que ajude bastante, especialmente se for um grupo de pesquisa mais consolidado. Perfeito, Rafael. Realmente eh ler os trabalhos que foram orientados pelo pesquis pelo professor orientador, né? Até mesmo ver
o que o professor orientador já pesquisou, já produziu, né? Acho que isso é muito importante mesmo, né? não só na na na hora de você desenvolver dissertação, até mesmo na Hora de escolher o orientador, né? Sabia é que bem a a proposta da pesquisa tá desenvolvendo, né? Eu acho que e a questão da leitura de trabalhos, né, de de que foram bem avaliados, né, é fundamental, né, eh, e é altamente recomendável para quem estiver fazendo pesquisa, não só dissertação, mas até teses também, né, porque a tese, claro, tem uma é outro desafio, né, tem outras
perspectivas metodológicas, né, mas eu acho que a recomendação ela é comum, né, Tanto para quem tá desenvolvendo uma tese, como também para quem tá fazendo uma dissertação e até mesmo para quem tá começando a escrever artigos científicos, né, pedaç redigir artigo científico, a a sugestão é a mesma, né? Vai ler artigos, vai ver como é que está sendo escrito, como é que está sendo utilizado aplicação no método, como é que esse pesquisador utiliza o o limite de laudas que lhe é permitido escrever, né? Isso Também é uma questão importante, né? Eh, porque o tempo não
é não é amigo do pesquisador muitas vezes, então você tem que se organizar para que faça uma pesquisa que consiga consumir aquele tempo de mais ou menos dois anos que exige uma dissertação, né? ao passo que uma tese já tem um um tempo um pouco mais extenso, né, um tr 4 anos, 5 anos, dependendo da instituição. Então isso também tem que ser só pesado, né, na hora de escrever a tese ou a Dissertação, no caso do nosso webinar, né? Mas colegas, eu acho que eh conseguimos aí eh esgotar as perguntas, né? Acho que ficou muito
bacana, né? A forma como a gente conseguiu conduzir aqui a o trabalho, né? Os trabalhos, né? a forma também como as apresentações foram feitas, elas foram bastante harmônicas, harmonizadas, né? Eh, e nesse sentido só posso agradecer, né, a ao Rafael e o Iago por sair do seu tempo, né, seus respectivos tempos aí, Né, e preparar uma apresentação bacana, eh, didáticas, né, eh, e que certamente contribuem muito aí para reflexões, né, de quem está pesquisando na área de ciência política, de políticas públicas. Eu ouso dizer das de ciências sociais aplicadas, né? Eh, muitas das reflexões que
foram aqui trazidas não vale a pena paraa ciência política, não vale a pena para apenas para para políticas públicas, né? Vale para outras áreas, né? Eh, até porque a a a as estratégias De pesquisa em muitos aspectos, né, até metodológicos, eles têm raízes comuns, né, e podem ser aplicados em outros campos, né, especialmente aí num ambiente que a gente já tá começando, já tem falado aí já faz um bom tempo de interstralidade, né? Então isso é algo que eh já vem de alguns anos aí, algumas décadas, né? E a gente vê cada vez mais a
nossa realidade acadêmica, né? Então, eh, colegas, só tenho agradecer mais uma vez a a a Oportunidade de estar aqui, eh, dividindo esse momento com vocês, né? Esse momento de reflexão, de aprendizado, né? Tenho certeza que quem prestígiou aprendeu muito, né? Que vai trazer dúvidas, questionamentos e reflexões futuras. Tenho absoluta certeza que os pesquisadores interessados na área que tiverem acesso a esse a esse evento vão atrás das obras indicadas, né? Vão analisar ponto a ponto das exposições, autores que foram Mencionados, as tendências metodológicas, epistemológicas que foram aqui trazidas, né? Eh, eh, eu vou encerrar esse esse
evento com a certeza absoluta de que esse evento realmente agregou muito, né, eh, para os objetivos propostos, né? Então, só tenho mais uma vez agradecer, né, a presença do professor Iago, do professor Rafael, pela gentileza, pela generosidade, né, de estarem aqui falando um pouco sobre um tema que nem sempre é um tema eh tão Agradável de se falar, né, porque é um tema mais elementar da fase do pesquisador, né, pesquisadores experientes como o professor Iago, como o professor Rafael, né, eh já tem já uma linha de construção metodológica, epistemológica e de experiência, já que permitiria
que eles falassem sobre vários outros temas, né? muito mais desafiadores, né? Eh, mas eh isso também mostra eh que a academia também é feita de generosidade, né? Então, nesse Sentido, eu agradeço muito ao Rafael e ao Iago por cederem esse espaço e falar desse tema e para especialmente para quem está começando, né, na área acadêmica, né, no mestrado, que é uma etapava tão importante a que inicial, eh, agrega muito, né, para quem está começando, né? Então, eh, com essas palavras eu encerro o evento, né? Agradeço a todos que prestigiaram, né, mais uma vez renovando meus
agradecimentos aos palestrantes Convidados, né, e convido-os também, né, aos tanto aos palestrantes como também a quem está nos acompanhando a participar do nosso próximo webinar que vai ocorrer no dia 16 de outubro de 2025, eh, às 18 horas também com uma previsão de horário similar. Então, boa noite a todos. Eh, agradeço mais uma vez a presença, né, e até a próxima. M.
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