Olá acho que vocês já me conhecem Eu Sou professora Estela Rocha coordeno os cursos da área de educação aqui da Gran faculdade e estou aqui na série Escola Bom O Tema de hoje é o corpo aprende então por que eu tô falando do corpo porque não tô falando de uma pessoa sozinha mas calma pra gente bater um bom papo sobre esse assunto eu trago aqui pra minha bancada Jonathan agiar um colega brincante que defende que esse corpo aprende também J tá bem vindo a minha bancada que alegria Estela esse corpo que tá Pando vida totalmente
totalmente E aí Jonathan o corpo aprende como aprende aprende sabe só a gente olhar pro desenvolvimento dos bebês né bebês ali criança pequena ao mesmo tempo a gente vai percebendo esse desenvolvimento Sabe desde o momento de uma gestação até essa saída né desse corpo da que tá sendo sustentado ali pelo desenvolvimento materno e tudo quando ele vem ao mundo como que esse corpo ele vem começa a se desenvolver e a aprender a partir dos movimentos o movimento de explorar sabe o seu corpo o ato do movimento motor tudo isso vai desempenhando eh funções Sensações habilidades
e que hoje culmina nesse caso eu enquanto adulto sabe culmina em processos cognitivos sociais sabe e que vai aprimorando ao longo de toda a vida e ao mesmo tempo quando a gente pensa até um adulto será que esse adulto se desenvolveu completamente de fato quando a gente vê a própria vida e esse viver humano e sobretudo esse desenvolvimento chegando até a fase adulta não se não para até aí a gente vai ao mesmo tempo chegando a outras fases e outras faixas etárias sabe chegando até a própria velice desse corpo que vai ganhando outros movimentos outras
pausas então o corpo pulsa e pulsa esse viver sabe e esse viver habita cada um de nós bom Jonathan você já vê que teu corpo tá exalando né Essa essa energia do ensinar e aprender e aí a gente tá falando que esse corpo aprende mas esse corpo também ensina e aí eu vou trazer para você aqui um exemplo e faz parte um pouco da minha história por um bom tempo eu eh eu me deslocava lá no Rio de Janeiro de trem e o corpo dentro do trem é outro corpo eu eu entrei uma Estela dentro
do trem viajando e hoje eu sou uma outra Estela porque esse meu corpo não só aprendeu Mas ele também passou a ensinar E aí me fala um pouco sobre disso como é que esse corpo aprende e ensina é interessante Ô Estela e ao mesmo tempo quando você traz esse relato né eu fico imaginando você entrando dentro desse esse trem sabe e ao mesmo tempo como que esse corpo que a gente olha essa estrutura ela vai ganhando todo esse movimento sabe de tentar se inserir dentro daquele espaço e aí vem pela minha cabeça esse trem super
lotado sabe o trem não é fácil você conseguir e um espaço para poder você chegar no seu destino e o quanto que esse corpo ele vai se movendo né diante daquelas estrutura que tá ali sabe E aí eu começo a pensar dentro da própria escola ô Estela quando a gente chega dentro do ambiente escolar a gente se depara com toda uma estrutura organizacional sabe temos elementos dentro de uma sala de aula como a disposição das próprias carteiras das Mesas sabe o modo como essa criança ela chega que apresenta elementos pra gente pensar será que esse
tá satisfeito por aquilo que tá sendo apresentado aquilo que tá sendo dito por o professor ou por uma professora como que esse corpo reage diante de atitudes excludentes e também atitudes participativas sabe porque ao mesmo tempo a gente vai percebendo que tem um desejo ali pelo olhar pela o modo como a gente gesticula as nossas próprias mãos sabe todo esse movimento vem gestando esse lugar do ensinar do aprender do criar do imaginar Então esse corpo ele não só aprende mas ao mesmo tempo nos ensina modos de ver e enxergar o outro e aí vem o
movimento também enquanto professores professores que atuam no chão da educação infantil nas suas atividades psicomotoras é importante trazer propostas onde esse corpo vem a ser estimulado sabe para criar equilíbrio porque quando eu falo na educação infantil eu tô trazendo aí para esse debate crianças a partir dos seus 4 anos que tem a obrigatoriedade já está dentro da Educação Infantil vivenciando esse espaço então assim como que a gente vai gestando esse lugar e eliminando também práticas que não permite esse corpo né se desenvolver Quando eu digo eliminar práticas que nem na educação infantil é lugar da
folha quatro é lugar da atividade mais rígida onde esse corpo não vai exercitar não vai se mover não só na educação infantil A gente pode ampliar isso também pros anos iniciais quando essa criança ela ela é totalmente corporal Então como que a gente olha o movimento do corpo sabe aliado aí todos esses processos cognitivos afetivos sabe e que acaba impactando no ato de segurar o próprio lápis porque esse movimento de uma escrita fina é a recuperação de todos os processos de assimilação de acomodação sabe então quando essa criança ela vivencia bastante experiências corporais sabe logo
ela quando chegar no movimento Menor Ela vai conseguir alcançar bons resultados e eu chamo de não só bons resultados boas experiências sabe e essas experiências impacta na construção desse saber e desse ensinar e sobretudo o modo de ver o outro e esse corpo realmente ele aprende e ele também nos ensina muitas coisas Jonathan eh Por que que nós trouxemos a ideia do corpo que aprende que ensina aqui nessa série escola porque é uma percepção de alguns colegas que também estão nas escolas de que o corpo pós pandemia ou ou durante a pandemia ele modificou-se então
as pessoas ficaram em casa e o corpo não teve o contato social O Retorno pras escolas não foi um processo fácil como você disse muitas crianças não conseguiam mais ficar sentadas Parece que elas esqueceram como sentar na cadeira por 5 horas consecutivas por que isso né então a gente entra na educação infantil ensinando a sentar então a gente precisou também repensar esse modelo e quando eu falo desse corpo que perdeu o corpo social porque eu acho que a escola possibilitava isso né O contato o encontro e chega para lá e tô na fila e é
minha vez de brincar então e esse esse corpo ele tinha um espaço na escola e que ele perdeu durante a pandemia que a gente não vai conseguir recuperar obviamente claro que algumas famílias Conseguiram fazer atividades que fizesse com que esse corpo tivesse desenvolvesse outras habilidades outras famílias nem tanto e aí a ideia não é aqui falar do que pode ser feito para quem perdeu na pandemia mas o quanto que a escola a falta do espaço escolar de certa forma limitou o desenvolvimento desse corpo durante a pandemia o que você traz sabe ou Estela como narrativa
é é bastante interessante sabe principalmente essa análise desse corpo em período pandêmico e esse período do reviver do rehabitar o espaço escolar e ao mesmo tempo a gente não pode eh passar batido por essas questões sabe porque esse corpo ele tá respondendo de alguma forma de alguma maneira hoje atuando dentro de um espaço escolar eu percebo crianças que estão ali entre a sua faixa etária chegando na adolescência que no esbarra né o esbarrar o perder o controle dentro do próprio espaço porque isso não foi vivido né Isso não foi vivenciado Principalmente quando a gente olha
também crianças que estão ali no no processo de alfabetização sabe esse rehabitar os modos né do como esse corpo transita durante e perante o próprio ambiente isso é muito convidativo pro próprio debate que é importante sabe professores educadores que somos pensar em ações onde leve em consideração a potência e a estimulação desse corpo né claro que quando eu Trago essa esse lugar da estimulação corporal eu não tô trazendo aqui o trabalho pautado em técnicas sabe embora todo esse movimento de refletir né pedag logicamente a partir também das didáticas sabe a gente tem esse olhar da
dimensão corporal até no no sentido de trazer estratégias mas é ampliar também o olhar para essas questões Talvez o movimento né de uma atividade sabe envolvendo essa dimensão corporal culmina sim a aprendizagem E aí eu vejo ô ô Estela oos jogos e as brincadeiras com como grande aliado sabe para esse processo onde a gente vai estimulando essa dimensão corporal não somente nas aulas de educação infantil porque existe também aquela restrição a uma determinada área do conhecimento mas é importante que um professor de história sabe pensando aí no no no ensino fundamental dois eh ou no
ensino médio trazer questões relacionadas à cultura indígena a cultura africana e a partir daí debater os conceitos históricos sabe a partir de jogo brinquedo e cadeira quando a gente pensa no chão da educação infantil né Para Além de uma única área de um saber como a gente vai caminhando a luz da da base Nacional comum curricular onde tem ali os campos de experiências onde esses campos de experiência nos apresentam traços possibilidades de pensar também esse lugar do próprio corpo no ensino fundamental E aí ess Ensino Fundamental eu não estou dizendo aqui somente a primeira etapa
sabe mas como a gente vai olhando para esse corpo que me dá também argumentos e possibilidad de pensar a estética corporal que que eu tô chamando de estética corporal sabe talvez é o movimento da distribuição das das próprias carteiras Sabe por que que dentro de uma sala de aula precisam crianças ver um a nuca do outro a gente pode sentar em círculo Isso é uma é um movimento também em vez de um professor preparar a própria sala para receber os próprios os próprios estudantes é construir os com os próprios estudantes este ambiente colaborativo provocativo sabe
ao mesmo tempo inseri-los né como sujeitos ativos diante desse processo E aí eu tô remetendo também a processos eh Há processos que me chama atenção que são processos corporais sabe embora talvez aqui na minha fala eu estou trazendo coisas eh bem pontuais que vê acontecendo no chão da escola mas isso remete também a toda essa construção ou vivências né que tivemos durante a pandemia sabe o sair de uma sala de aula e descer uma rampa e se a sua escola tem rampa ou então as escadas sabe e até o refeitório isso remete momentos de de
experiências de equilíbrio sabe e que de fato as nossas crianças às vezes não não viveram isso na prática ali do dia a dia também da sala de aula a gente se depara também com atividades até manuais como o pegar na tesoura né fazer esse movimento do recortar um papel que outra hora era era momentos tão simples para uma criança que já vinha vivendo isso intensamente boa parte das nossas crianças hoje dentro de uma sala de aula não sabe manusear uma tesoura sabe E aí Embora tenha aí uma dimensão técnica da coisa qual é o nosso
papel enquanto professores e educadores também sabe trazer essas dimensões pro debate é importante é necessário indispensável pro desenvolvimento dessa criança sabe desse sujeito e por aí vai bom Jonathan a gente tá chegando aqui na nossa reta final desse nosso bate-papo mas eu go gostaria de te pedir uma última dica como que o professor pode pensar estratégias ou como ele pode potencializar esse corpo que aprende você falou do reposicionamento da sala eu gosto muito da fala em que o ambiente em que esse estudante vai ficar durante uma jornada né a a o ano todo de escolaridade
que não seja pré-poo Professor porque o corpo dele ele vai se fazer presente ali então tem que ter ele na sala de aula mas que outras estratégias o professor pode adotar Estela estratégia uso né das múltiplas experiências E aí eu tô chamando também as múltiplas linguagens como a música sabe a dança sabe o receber os estudantes aos né de uma música que tem um ritmo um pouco mais rápido aquela com ritmo um pouco mais lento são importantes porque vai movendo també movimentando para percepções ocupar o espaço da sala de na sua dimensão integral do próprio
ser sabe do do pensar também em atividade que não só realiza sobre uma mesa mas o sentar no chão né o apoiar e ao mesmo tempo numa cadeira Por que não criar formas e maneiras para que esse corpo venha perceber outras situações ao mesmo tempo até vivenciar o deitar no chão e ler uma história por que que a gente precisa ler um livro sentado sabe eu posso ler em pé eu posso ler deitado eu posso ler no canto da parede embaixo da mesa sabe esses movimentos eh diante de uma proposta didática vai culminando também construções
corporais e até mesmo trazendo a possibilidade de pensar o que que você enxerga daí né eu tô lembrando rapidamente Ô Estela de uma história da Ana Maria Machado que vai contar a história de um menino que espiava por dentro é a história de um menino sabe que ele começa a olhar as coisas e espiar por dentro profundamente e aí logo no primeiro trecho dessa história ela conta né que o menino estava sentado numa mesa de jantar e ele começa a olhar por debaixo da mesa e dali ele começa espiar o profundo dessa mesa que ali
dentro dessa mesa abaixo dessa mesa né Poderia ser um oceano poderia E aí eu acho que isso é muito convidativo pra gente entender o que que é possível espiar o espiar dos movimentos corporais sabe diante do movimento do lápis o que que eu espio daqui se uma criança pega um livro e ela vai para debaixo da mesa O que que você consegue enxergar a partir desse livro ou a partir do seu olhar dentro dessa perspectiva esse ambiente então isso também é provocativo sabe pro debate de construções também e reconstruções porais e o professor é um
dos é um dos mediadores diante dessas Sensações E essas percepções Nossa Jonathan acho que eu ficaria mais 12 horas aqui conversando mas infelizmente Nosso Tempo Acabou eu agradeço a partilha tenho certeza que teremos outros encontros gratidão por todo o carinho sempre obrigado Obrigado tchau tchau