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História e legado da ciência negra e indígena

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Instituto Mancala
Pronto Bom dia a todos eu quero agradecer demais a presença e a parceria Professor Carlos professor João é a segunda vez na segunda edição do que eles estão com a gente então agradecer pela credibilidade pela generosidade né pelo reconhecimento desse trabalho da instituição então muito obrigado sejam bem-vindos mais uma vez contem com o Instituto mancala sempre eu sempre falo isso porque acredito que é uma Instituição que tá para acolher então acolher também os nossos parceiros Vamos começar com Professor Carlos então eu separei aqui uma mini biografia [Música] o professor Carlos Eduardo Dias Machado é mestre
em história social pela Universidade de São Paulo doutorando da USP o tema da tese de doutorado dele é história da Ciência Tecnologia e Inovação africana uma perspectiva para descolonização do currículo para o ensino de ciências é a luminária da International Félix da fundação ford nos Estados Unidos foi consultor da Editora Moderna na área de história da África e dos afro-bras atua na área de ensino das secretarias do estado e do Município de São Paulo Carlos é escritor de livros o livro de o livro de divulgação Científica gêmeos da humanidade Ciência Tecnologia e inovação Africana e
afrodescendente e o livro O wakanda para sempre é também palestrante nacional e docente em cursos de extensão Universitária na cidade de São Paulo e Guarulhos tem experiência na área de história atuando Principalmente nos seguintes temas políticas públicas negro Relações raciais negras e negros na Ciência Tecnologia e inovação ações afirmativas de aspro africana Ações afirmativas história da África Então eu acho que eu nem preciso explicar muito porque que Carlos é um dos convidados assim importantíssimos para a gente e para esse para esse curso eu abro a palavra para você e mais uma vez obrigada Eu que
agradeço Rosane Muito obrigado bom dia a todas e a todos Bom dia professor João Paulo de uma Barreto é um prazer estar aqui com o senhor também então a África o continente africano Ele tem o registro mais antigo do mundo de conquistas tecnológicas humanas as ferramentas mais de pedra mais antigas do mundo foram encontrados no leste da África e Evidências de produção de ferramentas pelos ancestrais hominídeos dos humanos foram encontrados na África ocidental Central oriental e austral a história da ciência e tecnologia da África desde então no entanto recebeu relativamente pouca Atenção em comparação com
outras regiões do mundo apesar dos notáveis de desenvolvimento africanos em matemática metalurgia arquitetura medicina e outros Campos não continente Africano ele é o berço da humanidade Eu acho que o que eu estou trazendo não é novidade para ninguém aqui tá então as primeiras mulheres os primeiros homens que evoluíram no mundo foram de origem africana tá há mais ou menos 310 300 a 315 Mil Anos Atrás as primeiras mulheres eram negras os primeiros homens eram negros e brancos amarelos indígenas surgiram a mais ou menos 10 mil anos atrás é isso é um incômodo para muitas pessoas
que são racistas que acreditam numa visão de mundo centrada na Europa no ocidente admitir que pessoas negras são as primeiras Surgem na humanidade eu recentemente dei uma palestra de formação na escola onde eu leciono aqui na zona leste de São Paulo e eu senti um incômodo muito grande as pessoas não vieram falar diretamente para mim não vieram debater comigo mas eu senti um grande incômodo em trazer isso porque as pessoas brancas se sentem muitos superiores e elas não podem admitir algo como isso mas como eu disse na palestra ele posteriormente nós não estamos Falando de
ciência não é um machismo não é o que eu acho o que eu gosto e o que eu não gosto é porque a ciência é trouxe a respeito dessa realidade da ciência pode fechar Então apesar da ciência é ser racista principalmente no período de 1600 até 1945 a ciência ela se modificou depois do fim da Segunda Guerra Mundial e começou a trabalhar de fato em pesquisa séria Óbvio que ainda temos racista científicos ainda mas a gente conseguiu dar um salto em relação ao que foi produzido anteriormente né uma ciência que tentou provar que negros eram
inferiores a brancos qualquer pessoas que não era branca ela grita como inferior então eu vou estar aqui projetando uma imagem para vocês aí vocês me falam se vocês estão vendo tá bom nós temos uma região Uma falha geológica Dentro do continente africano que pega do Leste africano até África austral que chama Vale do Rift inglês ou Vale da fenda em português tá E esse lugar ele fornece evidências críticas para a evolução dos primeiros seres humanos ou hominídeos as ferramentas mais antigas do mundo também podem ser encontradas lá ferramentas de pedra então é importante a gente
saber que foi no continente africano que os nossos ancestrais Aprenderam a andar aprenderam a pensar a falar e a produzir ferramentas das mais diversas Até chegar na indústria aérea espacial então foi todo um processo de desenvolvimento no continente africano e que posteriormente outras Nações asiáticas europeias começaram a copiar o que foi produzido no contexto africano e disseram que esses conhecimentos eram deles então Nós tivemos aqui no contexto africano uma diversidade de hominídeos de ancestrais do ser humano moderno e foram encontrados em diversos lugares né a gente pode observar aqui durante muito tempo na Etiópia foi
encontrado o resto dos mortais do homo sapiens que a nossa espécie que tinha aproximadamente 200 mil anos de idade Mas recentemente esses testes de datação de carbono 14 Tem indicado que o ser humano mais antigo ser humano homo sapiens mais antigo foi encontrado em gel erode no Marrocos e ele tem aproximadamente 300 mil anos então Aqui Nós Temos vários crânios de hominídeos de diversas épocas né E aqui nós temos é a reconstituição desse crânio encontrado no norte da África em Marrocos do primeiro ser humano o mais antigo encontrado até o dia de hoje o mais
Antigo homo sapiens e a reconstituição feita no estúdio kennes e tênis é trouxe esse ser humano aqui um homem negro de pele escura cabelo crespo encaracolado olhos castanhos escuros nariz Largo lábios grandes pernas Compridas magro uma pessoa é um ser humano que se desenvolveu para viver numa região de alta de alta quantidade de Raios uva e uvb O cabelo crespo ele evoluiu para proteger o crânio cabeludo contra essa radiação excessiva a pele escura para proteção do corpo contra radiação contra o câncer de pele então primeiros seres humanos eram assim como vocês estão observando nessa imagem
então a evidências que o ser humano além de fazer ferramentas De pedra Ele usou ossos é Conchas juntamente com sujeira pedra colorida é tutano onde deu origem a química é isso foi encontrado na caverna de pombos lombos na África do Sul anos atrás e nesse mesmo lugar foi encontrado o mais antigo colar a mais antiga agulha e também um pedaço de Ocre com desenhos que mostram que o ser Humano nesse período já tinha um conhecimento simples assim de geometria tá então esse ser humano vou mostrar essa imagem Aqui nós temos a imagem do desse depósito
de 100 mil anos atrás foram encontrados uma concha ao lado de ferramentas para triturar e moer materiais de pintura então a arte começou no continente africano assim como a química para produzir tinta Uma outra imagem que eu quero apresentar para vocês é essa aqui ó que foi encontrado no sul da África na África do Sul A Caverna de lombos esse pedaço de Ocre tá eu chamo de artefato matemática mais antigo do mundo mas é geralmente as pessoas entendem isso como um material geométrico né quando a gente pode observar aqui esse pedaço de óculos do lado
esquerdo do lado direito a gente está observando os desenhos né de Losângulos e triângulos temos aqui também o osso de lebombo Esse é considerado o objeto matemático mais antigo do mundo tá encontrado em sua time antigasilândia tem 44 mil a 43 mil anos de existência e consiste num osso com várias talhas com vários riscos né aonde tem os primeiros números primos da história da humanidade e existe a possibilidade de que quem produziu esse osso cheio de riscos né para fazer cálculo a nossa primeira calculadora Pode ter sido uma mulher para calcular o seu ciclo menstrual
então é importante também dizer e os africanos eles produziram vários bastões de Contagem né então nós temos aqui o rosto de lebombo nós temos o rosto de Xangô o osso dele é bom que foi encontrado em sua time ou a villandia um pequeno país entre África do Sul e Moçambique o osso de Xangô foi encontrado na época no Congo belga atual República democrática do Congo então é importante mostrar isso uma outra contribuição matemática também que é importante trazer é o sono você Está apresentando aqui para vocês só um momento então o Sona é isso são
desenhos como a gente pode observar aqui Originalmente feitos na areia E a pessoa ia contando uma história ia fazendo esses desenhos né e contando essa história então isso aqui é um sistema matemático ao mesmo tempo que é um sistema de escrita feita pelo povo choque ou kioko que ficar entre Angola e democrática do Congo então nós temos aqui essa região onde esse povo choca e o kyoco viveu parte da Zâmbia também eles ainda existem né Aqui nós temos vendo uma pessoa fazendo esses desenhos na areia então tem todo um Conhecimento sofisticado de matemática envolvido nesse
processo e aqui a gente tem tudo uma diversidade né de urna uma contação de histórias baseada em geometria algo muito antigo produzido por essa civilização é importante também dizer que em Kennedy ou Egito antigo foi produzido um sistema de numeração então nós temos um sistema de numeração nessa civilização que é muito importante E que depois foi utilizado em outras civilizações a gente pode estar observando isso aqui ó vamos pegar um colorido aqui ó pronto temos aqui uma forma de Contagem e é típica do continente africano do norte da África esse aqui ó vamos ver se
consigo na outra imagem mesmo então Aqui nós temos ó um dois três quatro cinco seis sete oito nove o número 10 representado Nesse formato aqui a representação do número 100 o número 1000 era a representação é a representação de uma flor de lótus 10 mil é a representação de um dedo 100 mil um sapo é representado né nessa escrita que era conhecida como medun Nether ou palavra de Deus os gregos chamaram de hieróglifo ou escrita Sagrada e um milhão era representado como um homem nessa posição que a gente chama hoje de posição de yoga que
médica Tá então o primeiro sistema de numeração se deu no Egito antigo no norte da África assim como frações teoremas proporção Áurea houve toda esse desenvolvimento na civilização do antigo Kennedy ou permite significa em português Terra Negra tá é uma outra questão também que o importante se desenvolveu no continente africano foi a metalurgia E a metalurgia ela essa idade do ferro ela aconteceu no continente africano e ela se deu em diversos lugares tá aqui a gente pode observar por exemplo no antigo kemith que os gregos chamam de antigo Egito nós temos [Música] artesãos que produziam
através do uso de metais né obras de arte em Bronze encobre prata ouro e esse conhecimento ele é milenar no continente africano então nós estamos vendo aqui artesãos esqueléticos que fundiam cobre ouro para os artísticos arquitetônicos e até militares a mais antiga a civilização da África ocidental também tinha conhecimento sobre metalurgia Nós estamos vendo aqui antigas pirâmides na Nigéria tá De condição de Ferro do Povo Igor na cidade de enugo na Nigéria Então as informações de datação de carbono 14 foram atingidos até o momento mas tudo indica que os primeiros povos a produzir ouro prata
cobre ferro e aço foi no continente africano e aqui nós estamos vendo alguns usos né da metalurgia aqui numa cabeça de um rei de fé que é foi uma civilização no sul da nigénio e aqui nós estamos Vendo moedas do Rei Calebe de axum que foi um reino muito importante muito poderoso do da África Oriental onde hoje é Etiópia e ele traia tá então a metodologia teve um grande desenvolvimento no continente africano eles também desenvolveram o processo da cera perdida e é para produzir essa essa cabeça aqui que ela é louca por dentro né aonde
você fazia Onde você faz até hoje né um objeto feito de Cera e posteriormente Você adiciona o metal incandescente aí depois a ser retirada E aí o molde permite esse modelo de de cabeça como nós estamos vendo aí outra coisa é importante vamos para a área de Medicina né então plantas africanas elas foram utilizadas para diversos fins [Música] diversos fins médicos né então nós Estamos vendo aqui uma cirurgia de cabeça em Kennedy nós estamos observando aqui também um processo de reflexologia que a gente imagina que é algo que foi desenvolvido no na Ásia mas tem
raízes antigas no continente africano tivemos também um médico que é considerado o primeiro médico da história Ele se chamava imhotep Então o imotep eu vou deixar de compartilhar aqui vocês estão vendo que eu tô falando as imagens ou não perfeito então nós tivemos um médico chamado imotep e esse médico é considerado o primeiro médico do mundo além de ser o primeiro filósofo também ele foi uma pessoa muito importante e além de ser isso ele foi Engenheiro tá e quando ele faleceu Ele se tornou uma pessoa que foi adorada no panteão dos Deuses dessa civilização Aqui
nós temos a imagem dele tá uma reconstituição da imagem e no continente africano nós tivemos uma diversidade de médicos de médicas na história assim como o uso de drogas curativas diversos tipos de drogas que foram usadas então [Música] O berço da Medicina também começa no continente africano né o uso do azeite de dendê o uso de diversos tipos de planta como gengibre cebola branca copaíba mirra isotidemina noz de cola o fruto do Baobá são alguns tipos de medicamentos que foram utilizados para a cura de diversos diversas pessoas é importante também dizer que no continente africano
se Produziu o primeiro o primeiro papiro matemático mais antigo do mundo que continha conhecimentos a respeito de como usar produtos como a gente tratava das pessoas que estavam doentes então o que que você podia fazer o que você não podia fazer tá então nós temos aqui o papinho do diário do Smith que é uma cópia de mais antigos ele foi produzido em 1600 antes de Cristo ou antes da era comum e ele descreve observações anatômicas exame diagnóstico tratamento e prognóstico de 48 tipos de problemas médicos com detalhes Então as partes 6 e 7 que eu
vou mostrar agora deste papiro trata do traumatismo facial essa civilização que é médica ou egípcia eles produziram três sistemas de escrita o medo que eu já mostrei um pouco para vocês o Hierático que esse tipo de escrita e o demótico que são tipos de escritas que vão influenciar outros sistemas escrita como o latim que é predominante no mundo hoje o árabe as escritas chinesa japonesa e coreana então é importante que a gente saiba dessas questões bem agricultura na agricultura os africanos eles produziram Diversas tipos de culturas como por exemplo o inhame é uma cultura muito
antiga no continente africano a melancia produziu também o melão nós de cola a banana da terra vários tipos de bananas eles produziram uma diversidade de produtos Eles foram os primeiros a produzir Mel No norte da norte da África em Kennedy eles produziram Mel então a arquitetura africana era muito diversificada tanto que os africanos eles trouxeram a cultura do arroz a cultura do feijão e de outros produtos e a especificamente aqui no Brasil o nordeste foi o lugar onde mais recebeu contribuições africanas para agricultura no campo da pecuária nós temos a criação de deixar de compartilhar
aqui no campo da pecuária nós tivemos a Criação de animais Como por exemplo o burro só um pouquinho nós temos aqui o jumento burro asno é um animal que foi domesticado no continente africano vocês estão observando que eu tô mostrando sim ótimo isso então esse animal é um animal tipicamente africano da mesma forma como teve também o cavalo O Camelo nós tivemos outros animais que são gato é de origem Africana Tem vários tipos de cachorros que são de origem africana então a pecuária ela teve uma importância muito grande também no continente africano e que isso
não é óbvio né não é difundido divulgado nas nossas escolas nas próprias universidades é importante dizer que os africanos também produziram produtos têxteis como por exemplo nós temos aqui alguns tecidos né a de Origem africana o linho é um tecido muito antigo produzido no norte da África algodão primeiro lugar onde se plantou algodão e se enfiou algodão foi onde hoje é o Sudão a cinco mil anos a 7 mil anos atrás né E nós temos aqui tecido Cuba rafia feita pelos Cubas democrática do Congo Aqui nós temos designs têxteis contemporâneos da África ocidental com toda
essa diversidade aqui na cidade de São Paulo nós temos a Praça da República onde nós temos diversos Imigrantes africanos principalmente da África ocidental e vendem tecelagem africana nós temos aqui uma camisa faz que é utilizada em Burkina fácil engana também nós temos aqui um tecido mais grosso chamado dançani existe uma diversidade de tecelagens de origem africana e se espalha em todo o continente e é uma forma também de utilizar o tecido Já foi usado o tecido Africano como moeda ele já foi usado como presente presente para você passar para as próximas gerações uma forma de
mostrar riqueza E também como uma forma de comunicação de indicação de status de origem étnica entre outros nós temos também a tecnologia marítima nós temos por exemplo um dos barcos mais antigos feitos pelo ser humano que é a canoa de do funa Essa Canoa ela foi encontrada em 1977 por um pastor de gado fulani no nordeste da Nigéria tá deixa eu ver se consigo localizar uma imagem dessa Canoa para vocês verem uma canoa que ela tem de 8.500 a 8 mil anos de idade então existiu no continente africano uma Aqui nós temos a imagem da
canoagem do funa momento que ela foi retirada vocês estão observando Aqui né E nós temos aqui ela no museu então é a canoa mais antiga do continente africano então a tecnologia marítima ela sofisticou muito no continente tá nós temos os egípcios que produziram grandes barcos como a gente pode observar aqui ó a gente pode observar aqui ó a diversidade de barcos que foram desenvolvidos para navegar no Rio Nilo e Também para navegar no mar mediterrâneo no mar vermelho então esses barcos eles tinham de diversos tamanhos e com o objetivos diversos também de utilização então nós
estamos vendo aqui um barco movido a Remo como a gente pode observar aqui nós temos barco movido a vela barcos grandes como a gente pode observar aqui ó esse barco aqui localizado No norte da África no antigo Kennedy um navio cufo navio intacto em tamanho real que foi selado em pouco em um poço no complexo da pirâmide de José ao pé da grande pirâmide por volta de 2.500 antes de Cristo então nós temos esse barco enorme que é um barco de procissão está exposto em no Egito nós temos aqui um barco da shur encontrados perto
da pirâmide terceiro uma barca solave construída de cufo aqui Um modelo dessa barcaça solar no museu dos Barcos então é importante a gente saber disso para a gente se descolonizar que houve uma sofisticação no continente africano uma outra coisa que eu quero mostrar para vocês é em matéria de arquitetura que pouca gente sabe [Música] são as muralhas da cidade do benim [Música] é para Muralha é considerada a maior Muralha do mundo chama sungboredo nós temos aqui as o resto dessa Muralha Ela é enorme tá é maior é quatro vezes maior do que a Muralha da
China tá só que ela não tem o destaque que ela deveria ter nesse sentido aqui ó nós temos aqui a cidade de lagos capital da Nigéria e Aqui nós temos O local aonde foi construído essa Muralha chamada sungboredo em vermelho tá Essa Muralha ela tem 16 mil quilômetros mais de 500 limites de assentamento elas cobram 6.500 km quadrado e foram todos escavados pelo povo EDO então é uma maravilha da arquitetura engenharia africana pouco conhecida e no continente africano assim a mais conhecida é o complexo das pirâmides de José que infelizmente esse complexo é considerado uma
das Maravilhas do mundo do mundo antigo tem um conhecimento Ultra mega sofisticado em matemática em Arquitetura em design e astronomia também então essa esse complexo nós temos aqui a visão por cima né do complexo das Pirâmides de Gizé que fica na cidade do Cairo infelizmente os racistas não admitem que os africanos pudessem ter produzido Coisas tão grandiosas né E existe um programa até os dias de hoje na no History Channel chamado alienígenas do passado que dizem que quem produziu toda essa sofisticação aqui esses túmulos imensos baseado na espiritualidade que é médica foram extraterrestres então isso
esses racistas fazem um imenso de serviço para a humanidade ao afirmar isso é importante dizer também que o Continente Africano ele produziu uma diversidade de sistemas de escritas eu quero mostrar aqui para vocês alguns sistemas de escrita africanos Porque existe um imaginário de que os africanos só produziram conhecimento baseado na oralidade não o cotid africano produziu diversos sistemas escrita e continua produzindo sistemas escritas e nós temos aqui o medo neta que é um sistema de escrita é usado que se usa símbolos para representar palavras letras né Aqui nós Temos o alfabeto Fenício que é asiático
e vai dar origem e se baseou em alfabetos africanos vai dar origem ao alfabeto Latino nós temos aqui a antiga escrita Somália toalha ela fica no leste do continente africano né próximo da Etiópia na região chamada chifre da África nós temos aqui o tiffinagi esse sistema aqui de escrita que aparece no filme Pantera Negra tá foi produzido no norte da África na Argélia principalmente Marrocos nós temos aqui a escrita dias que é uma escrita produzida pelos etíopes é importante dizer que a Etiópia é o único país africano que nunca foi colonizado por nenhum país é
estrangeiro asiático ou europeu nós temos aqui o alfabeto osmânia também do chip da África da região da África Oriental nós temos o alfabeto nicou que é um alfabeto produzido na África ocidental aonde hoje é Camarões então aqui eu trouxe alguns poucos exemplos de Escritas africanas existiram existem muito mais formas de escrita mais uma forma da gente se descolonizar sobre o saber né os africanos eles produziram muito conhecimento na área de Comércio e eu quero mostrar aqui para vocês é a rota transaariana foram caminhos que cruzavam o deserto do Saara e ligavam vários lugares vários vários
pontos de comércio e Como a gente pode observar que só um pouquinho Olha só nós temos aqui rotas transariana ligando norte da África e ligando a África ocidental aqui se comercializava Búzios noz de cola tecidos tal pedras preciosas e infelizmente seres humanos também então é importante dizer que o povo africano ele não estava afastado do Comércio ele tinha contato com Ásia ele tinha contato com Europa Ele tinha contato com Oceania e existem afirmações de que é frotas africanas chegaram aqui no continente americano antes dos europeus terem chegado aqui na América Então o que eu trouxe
hoje aqui rapidamente né Foi um pouco do que os africanos produziram ao longo de milênios e isso foi totalmente escondido de nós porque foi colocado um imaginário de que nós é de origem africana somos selvagens somos burros viemos de Religiões malignas religiões que são satânicas então construíram todo um Imaginário negativo a respeito de nós de que nós somos feios de que somos atrasados quando que na realidade é o contrário os nossos ancestrais produziram coisas fascinantes incríveis só que isso não foi ensinado para nós tá então nós temos vendo aqui a representação da primeira mulher que
teve o seu nome registrado na História da ciência ela se chamava preset então Aqui nós temos medo né ter o nome dela né Então essa mulher ela provavelmente estudou numa universidade na universidade de ensais na universidade que se chamava perante casa da vida é importante dizer também que no contente africano nós tivemos universidades aonde hoje é o Egito Etiópia Tunísia Marrocos e Mali as mais antigas Universidades do mundo foram encontradas no continente africano e a lista de produtos que de itens né que os só os egípcios ou os que médicos inventaram é enorme tá os
caras inventaram astronomia desenvolver a matemática governança escrita é a porta de a chave de porta vinho perfumes as primeiras estradas pavimentadas calendário solar o hábito de depilação maquiagem Extensões de cabelo salto sapato de salto alto papel tinta preta cosméticos instrumento cirúrgico trabalho organizado em linhas de produção o calendário de 365 dias e o ano bissexto Então os nossos ancestrais produziram muitas coisas e nós precisamos conhecer todo esse legado porque isso é muito importante para nós e para as próximas gerações entender e nós não somos Descendentes de escravos a nossa história não começa com a escravidão
nós somos descendentes nos primeiros seres humanos e seres humanos construíram coisas instituições incríveis E que nos deixaram legado profundo nas mais diversas áreas então encerro aqui a minha participação eu Saúdo e todas aqui com uma saudação mais antiga vinda de kemith que essa daqui ó quero usada só para as rainhas e para os reis anki Que significa vida prosperidade e saúde para quem quiser entrar em contato comigo temos aqui os meus contatos Muito obrigado e até eu fico maravilhada é conhecimento é ancestralidade é uma injeção de ânimo não sei enfim eu gostaria de ouvir as
pessoas e aí a gente seria com o João alguém quer falar Alguma coisa perguntar agora muito obrigada Carlos mais uma vez obrigada pelo reconhecimento muito obrigada Mariana tem a mão meio tardiamente vocês me ouvem sim acho que eu queria só agradecer fica feliz e compartilhar que fiquei muito feliz com a existência de Carlos não conhecia o trabalho a minha área professora é a bilantropologia então eu trabalhei muito tempo com arqueologia Hoje o trabalho com comunidade tradicionais e para mim sempre foi uma angústia perceber né que os trabalhos todos que a gente escuta e estuda e
segue desses primeiros epólogos enfim que escreveram essas populações são todas as pessoas brancas dando isso sabe então eu também gosto muito de educação e aí me deu vontade de compartilhar umas animações que eu coordenei um projeto que também teve apoio do Instituto Serra fileira de divulgação Científica que é justamente tentando romper um pouco esse Imaginário assim de que primeiro pessoas negras não podem estudar sobre a evolução humana e também tentando trazer esse Imaginário diferente assim de origem da humanidade em África e uma África mais bonita do que aquela vendida né então obrigada pela partilha depois
eu coloco os links aqui caso o senhor tem interesse em olhar já que continuar na Educação eu acho que vale muito sabe muito eu tô falando aqui com o meu microfone fechado mas é importante que sigam realmente o professor Carlos porque ele tem uma série de atividades uma série de projetos de extensão que é é obrigatório para gente que tá fazendo ciência que tá na academia que a gente se informe que a gente colete que a gente Resgate né no processo de Resgate desse conhecimento Tatiana então assim você pouco falou que eu queria dizer mas
eu vou enfatizar aqui muito obrigado por essa aula muito obrigado por compartilhar todo esse conhecimento assim é começar o sábado com fé 10 vezes direito sabe não é nenhuma vez só 10 vezes direito é como Rosane falou é uma injeção de ânimo é uma injeção de conhecimento é um estímulo eu tô muito muito feliz de estar aqui de ter tido Essa aula que tá tem a sorte de compartilhar esta época esta era com uma pessoa tão importante tão potente para gente e assim eu só queria compartilhar uma experiência que você tava falando sobre o verdadeiro
pai da Medicina isso me fez ter um déjà vu já alguns anos atrás eu no mestrado em uma universidade na Europa e uma aula professora falando da história da medicina e só havia pessoas brancas europeias e ela batendo um teste dizendo Que o primeiro é o pai da Medicina era um outro europeu enfim e eu ri aqui porque eu lembrei dessa aula e de eu falar eu acho que não e ela não é assim todos os registros enfim é porque eles criam um própria régua para dizer que é verdade e o que não é né
e o resto é tudo mentira porque porque eles que disseram que não é então e assim foi um prazer ver mais uma vez de que eu não estava errada e mais uma vez obrigada Rosane por favor Professor Carlos vamos a mais sábados aí entendeu mais vezes mais cursos por favor já tô te seguindo aqui no Instagram quando tiver próximas palestras mas próximas aulas eu quero me inscrever para ter mais conteúdo aí poder também ajudar a colaborar no que for possível viu muito muito muito muito muito obrigada assim Rosangela e gostou da equipe e é o
professor Carlos Eu adorei de verdade muito muito Muito obrigada mesmo é isso é assim é importante dizer que o Terra Negra que é o nome original da sensibilização e não Egito ela é muito mais antiga do que Grécia que é considerado o berço da civilização ocidental então assim nós temos provas diversas provas né o livro coleção história geral da África traz isso também de que os gregos foram estudar imperante em casa da vida então assim é o que nós temos hoje nas escolas não só No Brasil mas em grande parte do ocidente é uma educação
eurocêntrica é uma educação Aonde a educação é contada sobre o ponto de vista sobre a narrativa do vencedor e nós precisamos fazer todo esse trabalho que é um trabalho muito árido muito difícil e entre e interveracional se descolonizar de trazer o nosso a nossa contribuição e se a gente só fazer uma continha básica pera aí quando é que a Grécia foi fundada Legal e quando é Que kemed Terra Negra foi fundada Então quer dizer que essa civilização do norte da África é mais antiga do que essa situação dos sul da Europa não tem alguma coisa
estranha muita coisa errada aí então somos nós temos que fazer isso nós temos que entrar nessa briga nessa disputa ideológica tá porque eles vão sempre estar puxando a sardinha para o lado deles e eles têm a vantagem de ter toda uma estrutura midiática ao seu favor Gratidão Tatiana perfeito assim o objetivo era esse mesmo era só dar uma aperitivo para vocês a gente tem aqui também é um outro legado né o tema do encontro de hoje é eu até anotei aqui história e legado da ciência negra indígena Então a gente tem também uma outra história
uma outra perspectiva que a gente vai ouvir agora e que eles não nos contam e ainda quando se trata de ciências exatas piorou é a coisa mais fria e mais Ele gostam né de dizer que é uma ciência dura eu detesto essa essa esse termo né então assim é um aperitivo cabe a gente atrás desse conhecimento e agora eu gostaria muito de ouvir o professor Doutor João Paulo e essa outra perspectiva também de ciência e de um outro povo que é invisibilizado né então eu vou começar aqui a biografia professor Então Dr João Paulo Barreto
ele é indígena do Povo Tucano nascido na aldeia São Domingos no município de São Gabriel da Cachoeira na Amazonas graduado em fisiologia filosofia e Doutor em antropologia social pela Universidade Federal do Amazonas é pós-doc pela UFAM ele ganhou o prêmio Caps de tese no ano de 2022 na área de antropologia e arqueologia é pesquisador no Núcleo de Estudos da Amazônia indígena O neaí fundador do centro de medicina indígena Eu acho que eu não vou conseguir pronunciar depois pedir ao professor para pronunciar para gente é fundador da casa de comida indígena acho que é Beatriz não
sei membro do Spa que é o site pai Amazon painel científico para Amazônia da Academia Brasileira de ciência membro do comitê científico sou ciência membro da otca que a organização Tratado de cooperação amazônica o meu Espanhol não é legal e ele é professor e consultor então bem-vindo mais uma vez Dr João Paulo Obrigada pela participação pela credibilidade e eu aprendi a palavra para o senhor Bom dia mais uma vez a todos e a todas Bom dia primeiro agradecer ao Instituto mancala pelo convite é Nossa pelo convite mas pelo oportunidade de estamos compartilhando o nosso conhecimento
e obrigado Professor Carlos Machado que Trouxe isso grande contribuições aprendi muito muito mesmo né Só que eu confundi que o Carlos Machado fosse meu parente porque meu parente chamado mas aprendizado muito obrigado mesmo eu tenho uma centralidade indígena mas tem lá para Amazônia então [Risadas] estamos falando do nosso sistema de conhecimento né como já foi bem colocado Que desde os processos de contato com colonizadores nós somos nós fomos sempre invisibilizados falam muito bem que nosso sistema nossas práticas foram demonizadas né discriminadas e por causa da falta da Fé de Deus de governo né que nós
povos indígenas fomos dizimados sistematicamente e esse tempo se aproxima muito e o próprio tema nos aproxima Destaque com vocês né Compartilhar é isso está juntos são mais juntos para que um dia ou a partir desse momento a gente possa trazer nossos conhecimentos né Para Além dessas palavriados que foi conceituados já foi colocado né que eu sempre falo que existe modelo diferente de conhecimentos e esse modelo inventado chamado ciência com essa proteção de seu Universal e de ser exata nada mais é que nada mais é Que o outro modelo de conhecimento não é não importante Ou
melhor ou pior que outros modelos de conhecimentos só que esse modelo sempre foi ousada de querer dominar sobre outros modelos de conhecimentos A partir dessa dessa construção nesse sistemático de deslizar outros modelos e criminalizar e demonizar os modelos é disso que eles estavam falando Então o nosso trabalho é isso nós temos um trabalho árbio longo Mas como já estamos começando nesse sentido não sei se dá para compartilhar eu coloquei o senhor colocou organizador mas eu tenho ela aqui você quer que eu partir compartilhe Ou você quer compartilhar por favor então quando a gente fala de
legado os povos indígenas tanto povos né outros povos tem grandes contribuições e Participação na construção deste brasilidade seja na língua seja na alimentação seja no pensamento Aliás o pensamento indígena ou um jeito de ser ou de construir ou de viver em sociedade os povos indígenas inspirou grande filósofos os filósofos europeus é a partir desses dados etnográfico que esses filósofos começaram a pensar seu modelo próprio de estado sociedade Vocês estão vendo a minha tela ou não eu vou eu vou colocar aqui e aí você me falem e quando o professor quiser que eu passe é só
me pedir tá bom então para começar É bom deixar muito bem claro que nós povos indígenas são povos de oralidade né a palavra para nós é concreta a palavra para nós não é abstrato né e a partir da palavra que nós construímos nossas relações construímos Nossa medicina construímos nossas relações Cosmopolita porque para nós tudo que existe aqui por exemplo nosso entorno que nós chamamos de água Floresta ou natureza né é para nós faz parte da nossa do nosso corpo né E todos esses ambientes são habitados por humanos que nós chamamos vai Maçã que foi traduzida
como espírito pela conhecimento essa essa concepção para nós é fundamental Porque assim como nós cuidamos a nossa casa assim como nós cuidamos a nossa o nosso bicho de estimação também esses humanos que habitam nesses ambientes vamos chamar de ambientes né que nós chamamos de casa são pessoas que cuidam das coisas que está aí que está no setor Ou seja a terra a floresta desanimais está sob responsabilidade desses humanos essa dimensão que a ciência dita exata o universo não consegue compreender e não vai entender E ela não tem essa capacidade né de admitir que existe outros
humanos ou outras dimensões outros domínios portanto ela é limitada portanto sem medo dizer que ela é digamos assim incompleta Então nesse sentido essa dimensão que eu tô trazendo para nós é fundamental é nessa rede de relações que nós construímos a nossa qualidade de vida por que que eu tô dizendo isso porque Para mim para vocês entenderem eu não posso sair para uma grande excursão de caça né Sempre de licença esses humanos que habita nesse território nesse lugar que eu vou caçar se alcançar se eu não pedir licença e vou caçar eles vão me atacar ele
pode me atacar na forma de picada de cobra acidente fatal e até morte com meus entes queridos mais próximos você acha que isso quando a gente não tem essa essa relação acha que aquilo Foi acidente fatal ou aquilo foi a gente inventa mas na verdade esses esses momentos ou Essas são ataques desses humanos porque a gente não pediu a gente não trocou com eles da mesma forma que a gente vai fazer pescaria grande pescarias discussão de pescaria a gente tem que pedir licença né porque a lista humanos que cuidam daqueles peixes aquele lado aquela água
né Então essa relação que nós temos essa concepção que Nós temos né não sei se vocês ouviram falar alguma vez né é dança da chuva temos atrás o pessoal fez até chacota com esse negócio da chuva em Brasília né que é só chover aí esses científico é isso aqui não é bem assim porque para nós tudo que está no espaço aéreo essencial que nós olhamos tem responsável pessoas que cuidam da chuva responsáveis que cuidam do Sol do Calor da terra responsável que cuida das Estrelas né então todos esses elementos que nós olhamos está sobre responsabilidade
de alguém portanto meus pais meus pais especialista né Toda vez que vai entrar uma grande grande verão eles entram em Ação fazendo comunicação com esses humanos que cuidam do calor do sol né avisando que tá começando verão E no meio do verão eles entram em Contato de novo com esses humanos para dizer se tá muito quente ou não está quente se tiver muito quente ele chuva por isso que chove aqueles entre grandes verão equilibrar a temperatura da mesma forma quando a gente vai ter começar o grande inverno entre em ação com esses humanos mais maçã
que habitam esses espaços que cuidam da água avisando que está começando a chover E no meio e tem o contato diário periódica quando tá chovendo muito quando tá chovendo nada nessa comunicação que nos garante o equilíbrio desse mundo então o nossos especialistas falaram isso que hoje em dia a gente não tem mais essa comunicação a gente não faz mais essa interação essa troca né daí que explica a mudanças climáticas na medida que eles não sabem Que tá acontecendo com a gente e nós também não comunicamos para ele o que tá acontecendo Então ninguém sabe o
que tá acontecendo portanto há esse controle da chuva da temperatura disso daqui então é a chave que nós explicamos que a ciência não vai entender então isso que eu chamo de teorias são nossas teorias o modelo nosso modelo próprio de explicar as coisas e de construir relações né portanto essa teoria que eu tô falando para vocês foi Chamado de mitologia de lendas né de fábulas com intenção Clara de desqualificar os pensamentos né de fazer desacreditar Então é isso para nós custou caro custa caro custa caro porque como eu falei está acontecendo nesse equilíbrio né que
a gente sabe comunicar mais conhecidos humanos né Nós somos uma geração doentes porque ele não faz mais nossas práticas né alimentar e de cuidados com a saúde Né a gente não acompanha mais o calendário nosso a gente estamos seguindo o calendário da igreja do país né então fazendo festa de Nossa Senhora Aparecida em vez de fazer festa de fruta de peixe de caça para comunicar interagir com esses humanos responsáveis e a gente não sabe porque tá ficando doente a gente não sabe porque estamos suicidando então a geração doente então essa bandeira que me trouxe né
para fundar Centro de Medicina Eu a gente a minha família né a gente ousou colocar palavra medicina exatamente para dizer que nós povos indígenas temos um sistema também de cuidado com a saúde e cura diferente com essa biomedicina que quer ser Universal [Música] assim todos os povos têm né então é isso que eu tô falando quando eu falo da teorias calendário da constelação de saúde pode passar por favor Então é isso que eu tô falando com apresentando para você Nossa nós temos o nosso modelo de origem explicação favorito do mundo origem das coisas origem dos
humanos né o mundo terrestre Eu costumo dizer que a ciência explica a origem do mundo a partir do macaco beleza tá ótimo né Tá bom a gente vai estudar é isso vamos pesquisar é isso a religião vai explicar a origem do humano dos Homens A partir criatura né Como criatura Barro certo e Deus criou isso tá tá bom obrigado é isso mas nós tocamos tema Nossa explicação que é diferente né só que esses modelos sempre colocaram como mito como falei como eu falei também o mundo terrestre não é o Facebook que a gente acha que
é formado de recursos constituído de recursos que nosso amor recursos naturais não é os ambientes são caros existem humanos que habitam nessas Casas que cuidam né que são humanos que convive interage com a gente etc pode passar por favor então nós temos muitos legados e também nosso que nosso conhecimento tecnologia de pesca como eu falei nós temos muitas tecnologias de pesca armadilhas que nós utilizamos né Nós temos tecnologia de caças que nós temos que foi apropriado né foi apropriado pela medicina que acabou criando aquele aquela injeção que é importante Anestesia que mundo utiliza nós temos
tecnologia de construção de casas que para nós não é só a casa em si que a parede se é muito mais que a casa para nós é um corpo que cuida que guarda outros corpos a medida que a gente vai construir uma casa dessa como você está olhando a gente olha ela como o corpo essas pinturas que existem é para proteger as pessoas que moram nesse dentro desse corpo aquele que são Humanos né então existe uma complexidade de significado para nós e o sentido e ela não é uma coisa isolada que eu tô pensando faz
parte de nós se a gente não olhar a casa como um corpo a gente vai olhar ela como estrutura nós temos tecnologia de armazenamento de alimentos então nós conforme nada que a lógica da ciência né Estamos presente nesse território há 12 mil anos A 12 mil anos estamos uma legenda da floresta maneja da terra planejando Cosmo né desenvolvido tecnologias como apresentando desenvolvendo medicina é essa não é Pelo modelo da bioética alimentos tecnologia e alimentos vocês acham extrair do cupido a mandioca é fácil não é você acha que extrair goma é fácil da Mandioca não é
fazer farinha fácil não é então são todas tecnologia por trás disso e concepções pode passar por Favor é tecnologia e bebidas fermentadas nós temos uma tecnologia sobre fazer bebida fermentar todos os tipos a fermentada de frutas de mandioca de abacaxi tudo é só tecnologia nossas que foi apropriado cerveja por exemplo a tecnologia a base dela a experiência nossa né só que ninguém fala isso tecnologia de cerâmicas e pinturas extração de tintas para Trabalhos né semelhança que existe entre os povos é isso pode passar por favor nós temos tecnologia traçado de fibras delas temos tecnologias essa
peça que esse é meu time que tá com esse banco peça inteira você tem tecnologia como eu falei de pintura corporais cerâmicas taxonomias nós temos um complexo sistema taxonômicos próprio nosso aliás Que hoje as pessoas começaram a apelidad eu chamo de apelido mesmo se provocando né de chamar de etno tudo se tornou étimo né étnico meu nome é Yuri etc então mas é muito importante esse espaço para nós para a gente exatamente pensar sobre isso porque existe Nossa lideranças indígenas disse que pegam isso e falam Tão natural isso é muito refletir o sentido da palavra
significado da palavra né então eu Costumo dizer as pessoas colocam na boca da nossa liderança o doce desenvolvimento né matemática eu tô doente na matemática na escola O que você está fazendo utilizando o nosso material como uma grande didático para falar de matemática Não é matemática indígena tanto em todas as questões aí que tem jogo pode passar por aí nós temos sistema cuidado né com a Saúde eu chamo de arte de cuidar com a saúde e cura Porque como arte de cuidar com a saúde porque nós somos povos especialmente preventivos e protetivos para nós doença
é consequência do descuido portanto a gente protege essa pessoa antes de qualquer outra coisa né a gente não é povos curativos mas tecnologias tecnologias nada a ver né e a floresta com farmácia Natural pode passar por é daí todo especialista né Nós temos Nossa especialistas e habilidades não tem nada a ver isso por mais que a palavra seja tupi-guarani né pode passar pode passar pode passar mas bom é isso que eu trago para a gente conversar para trocar as ideias e eu agradeço mais uma vez que uma Carla a todos que estão Participando e muito
obrigado Eu é que agradeço fico lisonjeada de ter esse conhecimento compartilhado uma coisa que a gente também não não tem acesso né a esse conhecimento essa riqueza de tecnologias de entendimento da natureza que que é muito diferente da perspectiva que a gente aprende desde então eu vou abrir a palavra para quem quiser fazer perguntas Aí agora para os dois a gente tem esse tempo acabou sendo o tempo sendo até mais do que do que suficiente aí eu queria abrir para quem quiser fazer perguntas tanto para o professor Carlos quanto para professor João pode falar Mariana
professores João acho que queria mais agradecer também como fiz com o professor Carlos acho que sua fala é extremamente importante até para que a Gente não não reproduz o que fizeram com a gente sabe não reproduz o que fizeram com o nosso os nossos conhecimentos africanos afrodescendentes e que muitas vezes se cruzam com conhecimentos indígenas né que também estão presentes então eu sei que a minha vida e é isso assim muito linda eu acho que a gente tem que realmente se aprofundar também nesses conhecimentos que se cruzam né a gente sabe que as coisas também
surgem diferentes Populações tradicionais de formas vezes concomitantes e pensando aqui na nossa fauna e flora tem muitos biólogos e biólogos aqui né acho que a gente tem que aprender a trocar mais com conhecimento indígena obrigada pela sua presença pela sua fala obrigada Mariana Jéssica Olá bom dia gostaria primeiro de agradecer aos as pessoas que estão falando hoje transmitindo tanto conhecimento aqui e eu vim corroborar aí Com a fala do professor com a fala de João Paulo né que ele trouxe aí a questão do conhecimento indígena para questão de processamento de alimentos que são processamentos que
são ancestrais né mas que tem aí toda a questão do entendimento daquele alimento e do que pode ser tirado dele e me fez lembrar que eu encontrei não sei porque da cidade de Natal um livro que trazia a questão de processamento de alimentos no Sertão Potiguar a questão de processamento de alimentos é um livro muito antigo uma tiragem muito antiga com dados assim do século 19 ali mais que trazer na questão de processamento de e ele traz a relevância da contribuição dos indígenas do Sertão nordestino para processamento de alimentos que são encontrados aqui Inclusive a
questão de conservação de alimentos que era muito avançada e a questão de Fazer produtos de diversos alimentos que muitas coisas que são plantadas que são adquiridas naturalmente não são próprias para o consumo e que os indígenas eles têm esse conhecimento para obter a partir daqueles alimentos coisas que são próprias para o consumo ou que tem uma alta que melhoram a vida de prateleira existe a história de que os indígenas do Sertão nordestino eram nômades né eu vou dizer assim nômades mas que eles saiam não viviam uma localidade fixa por causa Da questão climática também então
eles tinha um modos de conservar alimentos para as viagens dele e que se preservam até hoje na nossa Cultura como é o caso da paçoca que é uma carne seca com farinha que é de origem indígena e que é um tipo de processamento de alimento que é de origem indígena questão até mesmo da farinha de tapioca também então quando você traz assim pensando eu sou área de alimentos e me interesso muito por essa questão de processamento como Você trouxe também a questão de fermentação que é uma tecnologia assim que hoje em dia biotecnologia tá aí
como se fosse uma ciência fina e que na verdade é ancestral e e tá chegando também não só na área de Alimentos mas também na neurociência né porque aqui em Natal nós temos o Instituto do Cérebro que eles tentam trazer justamente essa questão da medicina indígena para aprimorar vou dizer assim entre aspas Bastante entre aspas porque já é conhecida mas trazer para essa ciência convencional vamos dizer mas pelo que eu acompanho eles deixam claro também que é uma ciência indígena é uma ciência ancestral e que eles estão simplesmente tentando vamos trazer mais para medicina convencional
E então achei de extrema importância fazer de João Paulo assim a gente faz como Mariana disse também a gente Tem esse esforço de não deixar se tornar uma coisa mixada mesmo como professor falou que tá colocando étnico na frente de tudo que é indígena Na tentativa de diferenciar algo e continua colocando um prefixo na frente para dizer que é o outro né que não é Ciência Não não é Ciência também entendeu então muito obrigada muito obrigada Obrigada Jéssica Fernanda Bom dia gente mais uma vez Só peço desculpas que eu não vou conseguir abrir minha câmera
hoje tô com um probleminha aqui mas espero que você esteja me ouvindo bem gostei muito das duas falas né Acho que abrir muitas portas assim para a gente pensar e é óbvio que assim como o pessoal falou né você ser repetitiva a gente aprende muito porque a gente não teve essa oportunidade de aprender a partir desses olhares né A partir desses vieses e eu fiquei refletindo aqui que a Gente tá nesse momento né Inclusive a gente estarmos aqui e tá aqui com o professor João Paulo um professor Carlos Eduardo também fazer faz parte desse momento
em que a gente tá olhando de novo para essas culturas né para esses outros essas outras cosmologias E aí a minha pergunta é no sentido de que nesse momento também a gente tá vivendo um momento está gramável eu posso dizer dessa forma em que essas coisas estão sendo apropriadas como tipo meio Totenização né então só a cultura africana Olha só com as culturas indígenas aliás as culturas africanas as culturas indígenas e sendo uma coisa só tipo ai que bonitinho né E o que vocês estão trazendo aqui obviamente não é isso é um olhar para a
produção de conhecimento para a produção de tecnologia mas eu queria que vocês comentassem um pouco essa problemática das culturas tradicionais né das culturas indígenas e Culturas africanas estarem sendo usadas dessa forma e que pudessem também contribuir com a gente para uma discussão de como é que esses olhares né das culturas indígenas e das culturas africanas podem ser usados para produzir novas tecnologias e para produzir soluções para problemas que a gente tem por ter uma visão limitada né enquanto sociedades brancas de todas as formas na verdade né então Como é que Essas tecnologias como é que
esses conhecimentos visões de mundo podem contribuir para a gente construir coisas e resolver problemas como problema que a gente está discutido aqui no projeto né da fome no Brasil como é que a gente avança né a partir desse Novo Olhar obrigada muito obrigada mesmo pelas falas de vocês obrigada então eu vou começar depois [Música] Só queria começar dizendo que nós precisamos primeiro da economizar as palavras que nós utilizamos as palavras que colonizadores colocaram né para traduzir nossos conhecimentos por exemplo nós costuma dizer para nós indígenas não tem noção de casa Sagrada internação de fé não
tem noção de rezador de benzedor não tem noção de espírito né porque Todas essas palavrinhas pertencem ao campo religioso da teologia que permite para uma relação de criador criatura existe um criador portanto para relacionar com ele tem que ter fé tem que rezar tem que fazer isso isso aquilo coisa Sagrada e tal uma relação nossa relação é horizontal não é vertical Ou seja quando eu disse naquele momento que é para nós todos espaços o ambiente que nós chamamos de casa são habitados por Humanos é com eles que eu tenho que relacionar é com eles que
eu tenho que trocar é com eles que eu tenho que interagir para manter o equilíbrio tanto na casa da pesca né todo sentido portanto a nossa relação é horizontal por isso eu costumo dizer para os amigos indígenas colegas indígenas a gente precisa primeiro de colonizar as palavras para falar nossa cultura trazer o termo equivalente não é que aquilo é Pode ser equivalente então nós temos esse Grande Desafio de Primeiro decolorizar as palavras que nós utilizamos para falar nossos conhecimentos por isso que eu Trago essa palavra você medicina para sair dessa chave de benzimentos é Padre
é freira é o pastor porque Eles estudaram para isso estudar Teologia eles têm palavra certa para isso meu pai Não estudou teologia ele não fez mas ele estudou o sistema de medicina é diferente o ato que ele faz pega a água e faz o baceceu pode ser parecido ou equivalente a prática pare de benzer água benta o pastor benzer o óleo mas não é a mesma coisa é diferente como dizia Zeca Pagodinho samba e pagode a mesma coisa é igual é igual É mesmo é igual né esse jogo a gente tá numa armadilha Sempre vai
colocar nosso conhecimento a uma tradução a gente acaba utilizando essas palavras colonizadoras que nos fez sofrer muito então é isso e essa questão de romantização achar que o povos indígena se interata da natureza fica integrado respeito etc não existe isso pessoal nossa relação com esses humanos que habitam é de porrada é de briga é de negociação todo tempo é de troca todo tempo se eu não Trocar com ele ele vai me matar ele vai me atacar Eu também eu vou atacar ele nossa relação de troca de conflito de briga de amizade de acordo então não
tem nada de romatização de conflito de troca essas coisas precisa ser trazido de forma Nossa essa pessoa tem que trazido para esse mundo né para a sociedade de forma que eles possam compreender [Música] Carlos eu defendo assim como o professor Doutor João Paulo Lima a descolonização porque nós também sofremos de uma forma diferenciada dos povos originários né os povos originários eles tiveram suas terras invadidas grande parte do seu povo morta pela doença trouxeram pelas armas que os europeus utilizaram E uma parte existia uma parte teve que se adaptar Essa realidade nova outra parte fugiu foi
para regiões mais distantes e o Brasil hoje é o país onde mais tem povos estão em regiões assim de difícil acesso mas uma forma de se proteger dessa invasão é branca de 523 anos Nós também temos uma diversidade de divisões de mundo de De espiritualidades os africanos não são uma coisa só né para muita gente África é um país né somos no contexto são 54 países e tem um país aí que tá numa disputa que é o sarou ocidental então a união africana conta 55 né são mais de duas mil línguas são centenas de etnias
é uma diversidade inovador de inovação de tecnologias de ciências muito variada né então o continente Africano ele é diverso assim como é diverso muito diversa humanidade geneticamente Também então por exemplo o meu nome Europeu é Carlos Eduardo Dias Machado o meu nome é africano é jazzi eu adquiri esse nome nos anos 90 foi uma amiga que me deu esse nome num processo de descolonização ele está valendo autobiografia de mal com x e o líder máximo do da nação do Islã na época ele dizia que era necessário refletir a respeito dos nomes que nós tínhamos esses
nomes é no nome de Catalisadores então esses nomes Eles foram transmitidos de geração em geração como se essa cultura fosse nossa isso é só um exemplo né Porque a gente acaba pegando muita coisa é da cultura branca ocidental e a impressão que dá é que algo é nosso e não é então eu falei assim não eu quero um nome africano essa amiga me deu esse nome onde já significa maravilhoso em achante e décadas depois mais ou menos mais de 20 anos depois eu Pesquisei novamente Eu verifiquei que esse nome giase ele vem da primeira civilização
africana que é Kennedy Terra Negra e a primeira pessoa que fez essa análise foi o historiador e filósofo cientista ele diz no seu livro Nações africanas de 1954 e todos os povos africanos eles carregam na sua cultura nas suas línguas nas suas escritas é uma influência dessa Civilização da África do Norte então ele mostrou a língua dele que é off e ele verificou Quantas palavras em Olaf são semelhantes as palavras dessa civilização Então o meu nome não foi diferente também o meu nome é a origem a matriz né que é essa minha amiga pegou é
do Povo Acã do Povo achante aonde hoje é Costa do Marfim e mas esse nome tem uma origem lá em cima na África do Norte Então isso é muito interessante Então assim eu defendo de Que nós precisamos conhecer as filósofos africanas os filósofos africanos as médicas os médicos os verbalistas os arquitetos a gente conhecer essas bases africanas e usar essas barras africanas como nossas porque elas são nossas por direito né a união africana ela afirma que existem cinco regiões África austral Oriental Central ocidental e do Norte e nós somos a sexta região Oceania Ásia Europa
América nós negros nós de origem africana nós africanos nós somos a sexta região nós que estamos na maafa ou na diáspora né um termo de origem europeia a gente tem duas mil línguas porque a gente não pode usar as línguas daqui a língua do Cotia africano Mas significa grande desastre O que aconteceu com a gente com a escravidão promovida pelos árabes muçulmanos islâmicos de 1.200 anos a escravidão Promovida pelos europeus de mais de 400 anos europeus cristãos precisamos pensar com a nossa cabeça com a nossa perspectiva e gradativamente se libertar desses conceitos eurocêntricos que isso
não é nosso né é que nem eu ligar a televisão agora e assistir um telejornal de 24 horas por exemplo Record News Band News que vão estar falando sobre as notícias do Brasil e do mundo mas não é de todo o Brasil e não é de todo mundo São recortes são recortes que interessam a quem aos donos dessa emissora vamos pegar um exemplo da Record e o dono da emissora Bispo Edir Macedo quem é o bispa de Macedo na fila do pão ele é um dos bilionários brasileiros então estado ali na revista Forbes é o
pastor evangélico mais rico do Brasil e ele é o que ele é branco né Quais são os valores que Ele defende são os valores ocidentais os valores da religião cristã é valores esses de povos que Escravizaram nossa gente escravizar a nós escravizar os povos originários e que promoveram atrocidades que a gente ainda não conseguiu catalogar o quanto de estrago que eles produziram então eu defendo isso a descolonização do pensamento a descolonização do conhecimento e valorizar o continente Africano como a nossa fonte a nossa origem tá e abandonar a influência europeia porque a gente usa esse
conhecimento Sim a Gente usa mas a gente usa um conhecimento ancestral esse conhecimento ancestral milenar ele tá presente em tudo que a gente tem o óculos que eu tô usando é de vidro qual foi o primeiro lugar do mundo que se descobriu vidro porque se produziu vidro foi no norte da África né Eu tô usando uma camiseta colorida né a química ela tem a sua base de africano as cores né Eu tô usando uma camiseta de Gana que foi o primeiro país da quantia Africano da chamada África subsariana se tornou independente nós temos aquele estrela
preta de Marcos Garden Marcos Garden defendia o quê ele defendia a volta dos negros para o continente Africano para lutar contra os colonizadores europeus para deixar a arca livre eu tô usando madeira aqui atrás quem produziu os primeiros livros o primeiro papel né tô usando aqui iluminação artificial a minha casa ela é Desenhada com motivos geométricos então matemática construção civil arquitetura urbanismo nós temos vários conhecimentos espirituais também que são de origem africana África não produz são um tipo de espiritualidade são dezenas de espiritualidades nós precisamos conhecer nos conhecer para a gente se descolonizar e esse
é um processo tá eu estou nesse processo desde meus 17 anos eu tenho 52 anos hoje Ou seja vai ser a vida inteira nesse processo de descolonização [Música] bom dia tô me ouvindo eu não vou conseguir ligar a câmera porque eu tô com a internet bem ruim aqui Aí talvez a gente está aqui tá obrigada queria agradecer né aos professores pela apresentação é muito bom tá todo sábado de manhã às vezes eu tô muito cansada da semana puxada Eu também sou mãe E aí eu fico Nossa tô tão cansada vou mas eu venho e sempre
fico muito satisfeita muito feliz de ter arrumado mas esse pouquinho de coragem fosse ter vindo de vocês porque é sempre muito bom eu tenho duas perguntas e aí os professores e quem à vontade para responder eu sou da Física atualmente eu tô em um pós-doc um projeto empresa e universidade e eu não sei se infelizmente eu gosto do mundo acadêmica eu gosto dessa coisa de ficar sentada lendo estudando e Eu vou entrar nessa máquina que nem sempre é saudável Nem sempre é justa de artigo Ai nossa recentemente saiu um artigo meu eu chorei fiz um
bolo fiz um teste o meu ex orientador né Que Eu Já finalizei o doutorado fica assim Nossa você é tão criativa Porque para mim realmente é algo que eu gosto eu gosto desse ambiente e eu penso assim nós mulheres né Nós mulheres principalmente mulheres negras a gente tem pouquíssima acho que é três quatro Por cento das mulheres negras no Brasil que são doutoras Se você pegar o número de pessoas doutoras né e isso é triste em relação a quantidade de mulheres negras do Brasil né é uma porcentagem aí que não bate como é que a
gente tem tantas mulheres negras no Brasil mas se você for olhar as doutoras são tão poucas e ao mesmo tempo eu fico nesse conflito comigo né eu tô fazendo algo tão tem essa ideia né de não vai afetar a Sociedade não vai é algo tão meu pessoal de o que eu gosto que eu quero mas ao mesmo tempo é tão difícil uma mulher negra poder colocar o pé e dizer eu vou fazer o que eu gosto eu vou fazer o que eu quero não sei se vocês me entendem eu fico muito nessa nesse balanceamento Mas
enfim das perguntas por exemplo durante o meu mestrado eu trabalhei com material que são impactantes que assim os mais comuns que a gente conhece é o sabão detergente e Aí eu fui a gente sempre Pelo menos já minha instituição a gente sempre gosta de colocar uma sessão ali inicial de breve histórico e aí eu demorei mais do seu devia e eu ouvi os meus colegas falando né Isso não é o tão importante a gente coloca mais para ficar uma coisa arrumadinha ficar todo organizado Mas isso não mais importante você para de perder né entre aspas
tanto tempo nisso vai para o que importa é resultado e tal mas eu fiquei nessa parte porque eu Pensava gente não é possível talvez parece uma brincadeira não sei se é mais correto mas não é possível que tenha sido os europeus que inventou o sabão minha gente o povo nem nem tomar banho direito e eu ficava nessa digo não não é E aí eu fui buscando histórias mas no sentido de internet mesmo e aí eu encontrei que havia né as produtoras de sabão e tal na África acho que na região de Gana também Para o
seu carro e eu fiquei irritado achei tem alguma coisa aqui mas aí o meu orientador fez tá assim você quer colocar isso massa tipo assim ele não não falo não mas também não me deu muito apoio ele fez Mas saiba que você vai ter que arrumar algo acadêmico né um artigo um livro algo que você consiga fazer a referência e provar né que realmente é isso porque o que eu tinha eram Sites eu tenho Apesar de eu não consegui falar o Inglês mas eu consigo ler então eu conseguia abrir um pouco mais e buscar em
sites em inglês mas eu não consegui encontrar um artigo até que isso né eu entre as perdendo meu tempo perdendo meu tempo nessa busca e mas eu encontrei um Olha que loucura eu encontrei um artigo de gibis que é um grande físico físico-químico e aí ele cita assim no pedacinho que o Na Europa ele seguiam meio que a receita digamos assim o procedimento experimental de uma de um grupo de um povo que é vinha de Gana e justiça com as coisas que eu tinha achado E aí foi que aceitaram eu citar esse porque era um
artigo do Ibis lá duas frases lá aquele comentário aí fala ok então eu tenho eu tenho muito esse já no meu doutorado infelizmente eu não consegui fazer isso eu gostaria de ter tido feito mas eu não consegui mas Assim eu fico todo a gente buscar essas referências que o mundo acadêmico aceite do ponto de vista que eu quero sim tá nesse meio Apesar de eu quero também entre aspas talvez eu poderia ter tido três artigos mas por conta de eu ter parado um pouco mais eu só fiz um sabe eu quero tentar esse equilíbrio como
é que a gente faz para encontrar essas referências para gente né se citar também eu queria saber se o professor Carlos Tem algum não sei algum banco de dado algum hoje em dia tem as coisas do Yago um aplicativo né que a gente consiga encontrar essas coisas com um pouco maior de facilidade inclusive esse livro aí na época do mestrado tava louca procurando não conseguir achar os gêmeos a humanidade não sei se o professor tem para vender se tiver gostaria e a Nossa eu tô falando demais e a segunda pergunta é sobre essa questão da
etno por exemplo etnoma Matemática no ciência que nossa eu nunca tinha pensado refletido sobre isso fiquei muito impactada agora mas ao mesmo tempo veio uma outra dúvida eu tenho uma colega que é do mundo corporativo e ela sempre reclama disso que por exemplo quando ela tá no evento chamam ela quando é assim mulheres no negócio mulheres no mundo corporativo e tal e ela acha interessante porque são poucas né que são líderes e enfim assim que estão Encargos de gerência mas ao mesmo tempo ela Fica incomodada porque quando é uma atividade de o mundo corporativo o
mundo dos negócios aí você vai ver só tem um monte de homem no geral homem branco sabe então ao mesmo tempo que você colocar que mulher no mundo dos negócios para indicar que tem poucas né você precisa dar nome como a professora de Jamila dias você precisa dar o nome para pessoa enxergar o problema mas ao mesmo tempo parece que está excluindo porque Quando é uma coisa mais geral você não chama essas mulheres você não chama essas pessoas negras mas ao mesmo tempo você tem que colocar o nome para saber que é o problema aí
eu fico também é uma outra questão que eu fico muito e agora para que lado a gente vai não sei Deu para entender minhas dúvidas Mas é isso obrigada mais uma vez eu entendi Sandy Doutora Sandy nós estamos numa guerra ideológica numa Batalha tem uma música do eu gosto muito um rap do homem número dois porque agora o nome do artista mas a música se chama os guerreiro Os Guerreiro né e é uma música muito interessante e observar que o nome do artista e essa música Ela fala um pouco disso que nós estamos falando aqui
Rappin Hood não sei se alguém já ouviu falar do Happy Hood essa música é tão icônica assim que ela já foi capa de livro didático é uma conversa entre pai e filho e muitos Pais muitos filhos jamais tiveram oportunidade de ter uma conversa assim com o pai com a mãe né e assim ele traz essa informação nós estamos numa guerra nós nascemos no meio de uma guerra tá nós estamos eu entendo assim e muitas pessoas entendem nós estamos no Território inimigo nós viemos para o Brasil e para o cotidiano na Europa Ásia saímos do continente
africano contra a nossa vontade e fomos forçados a alimentar um sistema beneficia o branco é o capitalismo todas as suas fases Agora nós estamos no liberalismo então e aí a gente fica de fora construimos esse mundo e ficamos de Fora então nós estamos numa guerra numa Disputa ideológica estamos vivos já é uma vitória porque houve um projeto de extinção do povo indígena e do povo negro esse projeto foi registrado no final do século 19 início do 20 tinha tudo para dar certo mas a nossa resistência que é uma resistência milenar de um povo que existe
muito antes de existir gente Branca né existe nesse sistema e eu acho que a gente pode Resistir ainda mais a gente usa ainda mais a nossa inteligência então eu entendo que não tem jeito isso nós vamos ter embate na academia na educação básica na indústria no comércio nas relações internacionais dentro de casa na rua a gente vai ter isso em tudo quanto é lugar porque o projeto que foi construído aqui no continente americano por exemplo é um projeto aonde o homem branco em primeiro lugar em segundo Lugar a mulher branca são beneficiados são os beneficiários
desse sistema esse sistema não foi pensado para nos incluir nós somos éramos a base e tudo bem matar a gente tudo bem torturar nós tudo bem nos xingar nos maltratar nós não éramos como humanos nem os povos originários Nem nós é nos is como humanos Houve essa consciência da humanidade Em 1948 com a declaração universal dos direitos humanos Então esse reconhecimento internacional da nossa humanidade ela é recente e até hoje você tem grupos forças policiais população que vota em governadores prefeitos em presidentes que acha que a gente é Direitos Humanos para Humanos Direitos Humanos é
coisa de bandido Então a nossa humanidade ainda é colocada a prova Então é isso assim eu a gente vive numa hierarquia de etnia e gênero né aonde nós estamos numa hierarquia e quanto mais baixo hierarquia pior é a situação das pessoas né nós vivemos numa sociedade em que a vida de um animal de um cachorro de um gato ela vale muito mais do que a minha vida do que a vida do professor João Paulo Essa é a realidade é a nossa vida vale Menos e nós temos lutado Contra isso quando esse estado de coisas e
graças as gerações passadas a gente tem avançado mas nada para nós bem de graça nada para nós é tranquilo né Nós estamos num estágio é o professor João Paulo pode falar até melhor que eu nós estamos num estágio nós estamos um pouco melhor do que os povos indígenas né Nós temos uma hierarquia que tem primeiro lugar branco segundo lugar amarelos ou asiáticos Terceiro lugar negros e em quarto lugar os povos originários não indígenas a vida de uma pessoa indígena é infelizmente dentro dessa hierarquia Vale quase que nada As pessoas não se incomodam quando uma criança
um bebê de um povo originário é assassinado quando uma mulher indígena é assassinada Quando o homem vive nessa assassinado É parece que é natural isso e não é natural nós precisamos naturalizar tudo isso e essa desnaturalização ela passa Por todos os níveis sobre pesquisa eu digo para você que eu utilizo muito o site é Wikipédia mas principalmente o Wikipédia em inglês porque são mais de 6 milhões de Vertentes e as pessoas têm muito preconceito mas eu penso o seguinte Olha se você tá em dúvida sobre esse esse link esse verbete que está sendo apresentado na
Wikipédia tá uma pesquisada né Entra Quais são os livros que estão sendo Utilizados para a escrita desse verbete vai atrás Leia É de fato essa citação de determinado lugar isso é atividade Nossa pesquisadora de pesquisador então eu costumo utilizar os verbetes em inglês às vezes eu utilizo verbete em árabe francês italiano eu gosto de usar como comparar os verbetes também eu utilizo bastante ao Wikipédia Tá mas eu faço isso eu vou atrás da informação vou atrás do livro Para verificar se aquela informação ela diz com a realidade [Música] eu tenho uma contribuição para falar com
relação a essa angústia que a gente fica né de estar na academia de tá absorvendo esse conhecimento que é eurocentrado branco masculino em sua maioria e enquanto mulher negra acadêmica Doutora eu penso que teve a pergunta Professor Carlos de como Conseguir seu livro vou responder isso é uma informação importante aqui que a gente quer mas falando dessa angústia né que a gente que a gente sente sente a primeira coisa é dizer que o seu corpo ele já é revolucionário você está presente no ambiente extremamente eurocentrado masculino branco Especialmente na área de física o seu corpo
ele já ele já ele já fala por si só uma segunda a sua presença né uma segunda coisa é dizer que Essas são as armas né que eles têm e que infelizmente se a gente não buscar essas mesmas armas a gente vai ser dizimada então para isso a gente coloca o nosso corpo dentro da academia mas a gente precisa continuar com esse pensamento crítico de que a gente tem que ir para o embate tem que ir para o conflito e dizer como Tatiana falou olha eu concordo muito com isso né e começar a de fato
ir para o embate mesmo Lembrando que o território do inimigo Lembrando Que se você ficar só debatendo você não sai dali você não pega o seu título eu sempre falo com as pessoas negras que eu conheço Então pega o título e sai correndo Depois a gente depois a gente vê que que a gente faz aqui fora e aí o mancala é o resultado disso assim né então Quatro pesquisadores com uma angústia gigantesca com uma com um conflito enorme com academia com todo esse conhecimento essa entrado a gente cria Então esse espaço que é um espaço
de quilombamento então é aqui que você vai conhecer Carlos Eduardo Carlos Machado é aqui que você vai conhecer João Paulo é aqui que você vai conhecer pessoas que estão fazendo diferente do que a gente sempre viu na academia é aqui que a gente vai buscar conhecimento para ir para o embate com argumento com contra argumento para esse Território que quer dizer mais gente então é por isso que a gente tem Pouquíssimas mulheres negras doutoras primeiro porque a gente não se vê lá a gente não se vê nesse espaço Então como é que eu vou querer
uma coisa que eu não me vejo né então o seu corpo nesse espaço é muito importante e aí é um trabalho como Professor Carlos Eduardo diz que é um trabalho nosso nós somos pesquisadores e vamos atrás desse conhecimento olha o tanto de conhecimento que a gente teve hoje que são anos desses dois buscando e Catalogando e escrevendo Então a gente tá só começando sem apoio sem apoio sem apoio eu acho que é só mesmo o quilombo que traz um apoio mais psicológico né porque não tem apoio financeiro um tempo estrutural não tem não tem apoio
não tem apoio então assim é nós por nós eu queria muito falar isso porque eu é esse sentimento que eu tenho a vida inteira e uma cala é uma realização assim é muito bom estar com vocês é Muito bom assim ter essa parceria com pessoas incríveis assim eu fico muito agradecida queria saber se alguém tem mais alguma coisa para falar todas as manhãs de sábado eu venho também com todo o peso de uma semana mas é o meu é o meu a minha válvula de escape é o meu respiro e é o meu sentimento de
que a gente tá a gente tá caminhando né Tatiana eu preciso ser rapidinho aqui da frente Do computador por isso que eu tô com a câmera desligada mas eu queria perguntar se ambos os professores fazem cursos livres para a gente poder assistir né fazer os cursos aprender mais não ser só esse encontro aqui só esse momento e assim professor esse seu livro que já tá esgotado aí vamos trabalhar nessa Editora aí para imprimir mais entendeu eu vou falar depois que o João Paulo por Gentileza é assim como eu tinha dito para Rosane é esse livro
eu não tive apoio nenhum eu conheci esse assunto eu tinha 25 anos eu era office boy morava em Diadema região metropolitana de São Paulo Periferia tá fiquei sabendo através da compra de uma revista da comunidade negra norte-americana em 1996 de Fevereiro e aí Nesse inteirinho estava estudando para Fuvest o vestibular entrei em História fiz a graduação história e no decorrer do processo eu fui estudando por conta própria graças a internet a respeito do assunto eu saí da graduação em 2002 em 2005 eu resolvi eu fiquei nove meses escrevendo já tinha feito muita muito levantamento eu
comecei a escrever um livro meu primeiro livro na vida e aí esse livro ficou pronto Eu comecei a divulgar para as editoras eu divulguei para todas as editoras conhecidas não tão conhecidas e o processo de resposta é muito demorado 9 meses 6 meses um ano né recebi não das mais diversas formas mas eu quando eu falava com as pessoas não entendia que as pessoas gostavam do assunto né bem Resumindo a história 12 anos de divulgação desse livro 12 anos o livro Saiu em 2017 saiu com o apoio de uma pessoa que Queria roubar a minha
ideia ia roubar meu livro tá eu entrei na justiça tá e eu consegui mostrar na justiça que eu era o autor do livro isso é recente pouca gente sabe a editora entrou em contato comigo fez um livro tal saíram quantas cópias foram dois mil exemplares foi um sucesso mas ela queria que lançasse uma segunda edição do mesmo formato né e eu falei disse que não só tem que sair com meu nome e é isso E aí a editora não quis Mais saber de lançar o livro então o livro saiu muito bonito com capa com um
livro de arte muito lindo só que eu não tenho condições de fazer um livro nessa mesma qualidade eu pensei eu acho que fazendo um livro assim quem sabe alguma outra Editora se interessa não as pessoas que vieram conversar comigo eram pessoas negras e que não tinham uma infraestrutura como os brancos tinham para publicar o livro e até hoje não Gerou nada em matéria de publicação então o que que eu tenho dentro dos meus recursos é esse livro aqui em formato PDF né de uma editora online que faliu e eu consigo estar vendendo esse livro nesse
formato é a única possibilidade que eu tenho no momento então assim é muito simples para quem vê de fora não vamos lançar um livro poesia eu respeito profundamente a poesia não livro de literatura e o respeito muito a literatura eu tô Falando de um livro e tá questionando as bases da ciência europeia ocidental Cristã Isso incomoda e não tem nenhuma Editora no Brasil que fala assim Carlos vamos juntos e vamos pensar essa ciência racista até agora não encontrei nenhuma Editora no Brasil que fizesse isso então é uma luta é um trabalho de formiguinha não é
fácil não é fácil o que que eu faço quem me seguir pelo Instagram vai ver que eu dou Cursos online eu vou dar um curso agora em setembro na casa preta Hub que é um espaço Preto aqui no centro da cidade de São Paulo pretendo fazer um curso presencial e online né para falar sobre os reinos africanos eu dia 15 de julho eu estarei no Sesc Paulista para falar sobre a história da Ciência Tecnologia inovação Africana e afro-brasileira então eu tenho feito passeios no centro histórico da cidade de São Paulo para contar a presença Negra
na cidade de São Paulo e os livros de Vitória que a própria prefeitura da cidade de São Paulo não falam a respeito disso é uma caminhada herança afro Paulistana Então eu tenho feito algumas coisas nesse sentido mas fala mais uma vez não é fácil Porque existe todo uma estrutura tem mas essa estrutura Nossa não não é tem vitórias negras que publicam livros sim mas aí você precisa entrar com dinheiro com muito dinheiro se eu Quero um livro de alta qualidade eu vou desembolsar quanto 500 mil reais um milhão de reais eu não tenho isso obrigada
aqui na Editora nessa mesma linha de pesquisa né de temas enfim mas tenho certeza que o Senhor conhece muito mais esse ambiente do que eu e a dinâmica enfim mas obrigado pela resposta e vamos ficar aí na torcida e assim além de estar na torcida nós somos Uma comunidade né então a gente também pode se fortalecer Fabrício por favor queria agradecer a fala dos dois professores e agradecer também por poder conhecer o professor João Paulo sou indígena também e eu ia conhecer vários outros estudantes mas pouquíssimo pesquisadores que estivesse ali na na coordenação de projetos
chefiando projetos né então obrigado Não é uma fala de professor falou que eu sou da área da ecologia que ele falou desse dessa romanização da relação entre povos indígenas e natureza e é uma coisa que eu venho pensando no tempo e vem me incomodando bastante porque parece que é só para isso que o povo indígena serve são Guardião da floresta guardando a biodiversidade aí fazem áreas indígenas né e deixou a gente lá como se fossem da Gente pegasse todo esse peso de vários erros da sociedade Branca desse meu cultural e social deles que vai gerando
mudanças climáticas e isso reflete no momento da Fome surgimento de novas doenças e eu gostei muito dessa dessa fala dessa dessa de tirar essa romantização é uma coisa que vai pensando incomodando bastante muito tempo e ver que alguém pensa também nesse mesma forma para mim foi foi bastante Legal saber que tem que ter outro dias que também penso dessa forma né não é querer tornar um indígena é uma sociedade Branca adicionar a cultura indígena aspectos que vão deteriorar nosso território não é isso é ver que a gente também produz coisas que a gente de certa
forma gera impacto na natureza um impacto bem menor da nossa cultura Nossa forma de entrar aí realmente com a natureza mas que a gente também tem um potencial de Inovar e contribuir para Melhoria do mundo né como todo então Obrigado pelo seu João Paulo para as pessoas obrigada também Fabrício Fabrício é foi o único é selecionado para essa edição né o único indígena selecionado então isso também reflete a invisibilização das pessoas indígenas que estão na academia a gente não consegue alcançar essas pessoas é difícil na área de ciências exatas eu Acho que é mais difícil
ainda então é um reflexo mesmo dessa dessa discrepância de quando a gente quando a gente vai analisar o retrato aí demográfico da nossa sociedade Gente alguém tem mais alguma coisa para falar eu tô assim maravilhada muito agradecido sempre falou aqui Professor tem uma colega que tem seu livro e às vezes no grupo de físicos E físicas negras ela manda foto como um prêmio e todo mundo baba Espero um dia ver esse livro retornando nossa que maravilha saber disso Sandy Nossa que lindo Obrigado muito bom muito bom é a professora catemara rosa não sei se o
senhor conhece Salvador física é incrível isso não eu só vim para agradecer mesmo ao Professor Carlos Machado o professor João Paulo pelas contribuições pela descolonização do pensamento as duas temáticas assim abordadas claro que com a perspectiva a minha perspectiva Negra De Onde Eu Venho em Salvador Eu sempre venho trabalhando nesse ao longo dos anos e todo esse nosso trabalho que culminou no Instituto mancala mas é incrível como sempre a gente tem mais oportunidade de descolonizar porque a colonização é uma coisa tão profunda na nossa mente nos Nossos hábitos por mais que a gente esteja indevido
pela nossa própria cultura muitas vezes a gente se pega reproduzindo coisas do colonizador tudo isso que a gente que vocês trouxeram hoje foi muito importante para a gente dar mais um passo né nesse sentido da descolonização é muito obrigado professores Obrigada Igor a gente tem mais uma pergunta aqui se o professor João tem Cursos ou livros cursos a gente não tem mas temos muito material disponível [Música] das palestras Os encontros pessoal grava disponibiliza enquanto meus livros tem dois livros publicado que a minha dissertação que é o título e maçã peixes e humanos exatamente o livro
que eu trato essa questão que eu trouxe de Humanos que vivem nesses ambientes esses lugares porque a gente interage Então esse livro Traz essa discussão e problematiza essa questão de tradução e da tese que eu ganhei chama-se teorias teorias indígenas sobre o corpo o corpo em mim na verdade o título O corpo em mim que para nós o corpo esse corpo é síntese de tudo que existe no mundo terrestre é microcosmos seis elementos fundamentalmente que Outros elementos conectados água terra Floresta o ar o calor e a condição animal são seis elementos mas nossos especialistas mas
os animais também são constituições elementos cachorro galinha canta Qual a diferença a diferença desses corpos com o corpo humano ou pessoa é um nome o nome para nós é importante é o nome que qualifica a qualidade de ser humano de gente de pessoa Essa discussão desenvolva nesse livro O corpo o mundo autorizar eu posso passar para eles o seu Facebook tem também a página do Centro de Medicina né do Professor Carlos Eduardo aqui querendo saber onde é qual cidade que o senhor Manaus eu moro em Manaus né mas minha comunidade é no interior do Estado
do Amazonas fica entre Brasil e Colômbia no rio Tier aquele famoso região para sair daqui de Manaus até chegar lá na minha comunidade leva duas semanas três semanas eu lembro da só uma coisa interessante Eu lembro quando a gente conversou da primeira edição o senhor me disse que tava indo para sua comunidade e que lá eu não ia ter contato e quando voltasse participaria E aí Encantada porque era um momento que você tava bem Envolvido com seu doutorado e tudo e eu falei gente é uma ida uma volta para casa para buscar forças né E
se desligar de tudo isso assim eu não me esqueço disso quando você falou assim Talita vamos lá que o nosso tempo tá chegando [Música] Oi é bom dia primeiro né agradecer muito a contribuição de João Paulo para o São Paulo para o seu Carlos É muitas falas aqui foram já eu fui contemplada praticamente todas as falas que eu já que foram ditas aqui mas eu também queria falar né A minha um pouco porque agradecer tudo mancala por essa oportunidade de capacitação de Fato né porque eu por exemplo eu já comentei até no chat Sou professora
de microbiologia geral né então para alguns cursos da Universidade e eu gosto de falar o histórico então para cada parte que eu vou apresentando eu gosto muito Dessa parte da história e por muito tempo era aquela história mesmo eurocentrada de vir lá o pioneiro na produção de fármacos né Ela vem nomes né europeus homens brancos europeus né e naturalmente sabe reproduzir dessa história E aí quando a gente começa né a ter essa consciência como eu comecei a cair um dia eu tava dando aula na hora que eu fui falar do histórico que eu olhei eu
Digo isso aqui tá errado né comecei a gente a fazer isso e me incomodava muito como eu já comentei essa questão de não ter essas referências a gente começou a buscar mesmo os mil sacavocar incomodar que essa referência principal esse livro que a gente utiliza a metodologia um livro né que completamente eurocentrado E aí agradecer muito por essa capacitação Porque de fato é que essa Capacitação Não é só para não é só para o projeto que a gente quer desenvolver aqui no Instituto mancala né isso aqui tá sendo capacitação para vida para academia para rotina
né então acho que nem aquela coisa do processo de formiguinha aqui por exemplo eu vejo por exemplo aqui na que tem na Bahia né A Bárbara Karine que ela tem a escola Maria Felipa que ela trabalha desde as crianças né Trabalhando já estudando né se a gente tivesse esse acesso Veja a Infância a gente não estaria não entraria na academia as pessoas as poucas pessoas negras indígenas né no caso falando como mulher negra nem para ir na academia chegasse lá ia se sentir um impostora né não entrar com aquele sentimento de uma síndrome de impostor
de que eu tô fazendo aqui será que que eu tenho essa capacidade Então esse processo ele é muito importante nessa capacitação assim se uma cara pudesse fazer essa Capacitação constante né eu recomendaria essa essa capacitação para todas as pessoas que eu conheço que eu tenho afeto que eu tenho amor que eu tenho um carinho que Tão tentando tão na academia tô tentando entrar porque foi está sendo muito importante né então seria o que era isso que eu queria falar mas uma vez agradecer aos professores João Paulo Carlos Eduardo né divulgar por favor o material que
eu Quero comprar esse material para depois tá lá citando as referências todas que agora eu tenho né então era isso obrigada mais uma vez gente eu acho que vamos lá agradeço quero agradecer muito mais uma vez tá tudo aqui no chat eu vou passar para vocês no grupo mantenham-se em contato conheçam essas pessoas e sejam multiplicadores de toda quando Talita falar eu queria Que fosse a capacitação para mais pessoas a gente também mas a gente cai na falta de apoio então A ideia é que a gente esteja aqui capacitando para multiplicar então sejam multiplicadores sejam
pesquisadores que de fato estejam aí com recorte racial na cabeça para todas as iniciativas né terem esse esse cuidado esse recorte então a gente traz pessoas aqui que são os exemplos né que A gente quer é passar e que a gente também quer se tornar então muito obrigado Mais uma vez Professor Carlos Machado Professor João Paulo obrigado pela essa parceria nos próximos eu vou continuar chamando vocês assim desculpa quando vocês não quiserem mais vocês me avisem mais para mim vocês são mancala então muito obrigada muito obrigada a todo mundo que compareceu a gente vai ficar
com essa gravação aqui a gente tem Alguns pesquisadores que a gente entende não dá para ver então eles conseguem ter acesso depois e é isso eu só tenho agradecer muito obrigada a nossa foto estou quase esquecendo deixa eu ver se tem alguém aqui Bruna você tá aí quer falar alguma coisa para tirar a nossa foto por favor vou tirar foto e gostaria de agradecer mais uma vez ao enriquecimento né do nosso ciclo Ficar passando capacitação a gente tá no segundo ciclo mas a cada novo ciclo é sempre uma novidade mesmo com o professor João Paulo
já veio o Carlos Eduardo já veio mas sempre são é uma experiência nova a cada a cada palestra e eu gostaria de agradecer bastante por compartilhar o conhecimento de vocês com a gente acho que o relato do pesquisadores aqui já deixou bem claro quão importante é o trabalho de vocês [Música] por favor um dois três e muito obrigada gente bom sábado bom domingo para vocês Qualquer coisa a gente tá por aqui obrigada
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