A gente tá falando sobre o evangelho para evangélicos. E por que que tem esse nome o evangelho para evangélicos? Porque obviamente a gente vive numa situação como igreja onde muitas pessoas se autodenominam evangélicas, mas elas não de fato conhecem o evangelho.
Elas não tiveram de fato uma experiência com o evangelho bíblico. O evangelho que elas conhecem é um evangelho superficial, distorcido, que muitas vezes, infelizmente, é pregado ao redor da nossa nação. Um evangelho que é raquítico, um evangelho que não apresenta poder, um evangelho que é mais fraco que o pecado, um evangelho que muitas vezes está focado simplesmente nas coisas dessa vida, simplesmente está focado em fazer a sua vida ser melhor de acordo com os padrões desse mundo.
Mas o verdadeiro evangelho, ele transcende os padrões desse mundo. Ele faz com que nós olhemos não apenas pros próximos anos da nossa vida, mas ele faz faz com que nós olhemos para a eternidade. O verdadeiro evangelho, ele faz não com que nós sejamos, assim como as pessoas desse mundo, eh, aqueles que correm ansiosamente atrás de riquezas, mas ele faz com que nós entendamos que a nossa verdadeira riqueza está escondida em Cristo e que a nossa vida não aponta simplesmente para essa era, mas para uma era vinda, faz com que nós vivamos vida de profunda alegria, não pelos bens que nós temos, não pela pelo sucesso que nós apresentamos, mas simplesmente ente porque no nosso coração nós guardamos o maior de todos os tesouros, que é Cristo.
O tema dessa conferência tem a ver com algo que o Ângelo mencionou aqui no início e na palavra de ontem, que é a fluência no evangelho. A gente tá usando esse termo fluência porque tem a ver com uma linguagem que imagina que você tá aprendendo uma nova língua, que você tá começando a estudar inglês, você tá começando a estudar eh talvez uma outra língua que você entende que é importante paraa sua carreira, né? Eh, e aí você percebe, cara, eu tô aprendendo aqui a dar bom dia, boa tarde, boa noite.
Eu tô aprendendo básico, mas eu preciso ter mais vocabulário. E não só eu preciso ter mais vocabulário, eu preciso aprender como articular esse vocabulário no meu dia a dia para que eu possa me comunicar nessa nova língua. Da mesma forma, o evangelho nós entendemos que é uma linguagem.
E essa linguagem do evangelho, ela precisa ser aprendida para que nós tenhamos fluência nela. Quando nós temos fluência no evangelho, nós comunicamos uns aos outros esse evangelho no nosso dia a dia. Nós deixamos de perceber o evangelho simplesmente como algo que tem a ver lá com o início da nossa conversão, simplesmente uma porta de entrada, uma coisa que a gente precisa, que é muito básica.
E a gente começa a entender que o evangelho ele é não só o fundamento, mas ele é todo o edifício da vida cristã. Quando nós aprendemos a ter uma fluência no evangelho, nós conseguimos comunicar uns aos outros de forma que há em nós edificação. E quando há essa edificação, a igreja começa a crescer e amadurecer.
Você provavelmente já ficou frustrado com a sua própria maturidade espiritual. E também é muito provável que você tenha se sentido frustrado com a maturidade espiritual de outros ao seu redor. Às vezes até da sua igreja local, você olhou ao redor e pensou assim: "Cara, eu preciso de pessoas para ter comunhão.
" Mas mesmo você no seu dia a dia não comunica o evangelho. Quando eu falo de comunicar o evangelho, não é só você pregar o evangelho para alguém no ônibus ou como o exemplo que a gente sempre dá da caixa de supermercado. Se a gente pregasse de fato o evangelho para tantas caixas de supermercado, quanto a gente dá esse exemplo, não existiria caixa de mercado que não fosse convertido hoje.
Mas a questão é que a gente precisa de uma linguagem do evangelho pro nosso dia a dia. Quando a gente senta com nossos amigos, com nossos irmãos, do que que a gente fala? Porque se a gente fala de algo, a gente fala porque aquilo ali é importante para nós.
E quanto mais a gente fala de algo, mais aquilo se torna importante para nós. E por isso a gente precisa aprender essa linguagem, porque essa linguagem vai moldar a nossa cultura. Quando nós falamos a respeito de algo, quando nós temos um vocabulário para nos referir a algo, esse vocabulário e essa linguagem começam a moldar a cultura na qual nós vivemos.
E quando essa cultura é moldada, outras pessoas que começam a se aproximar dessa cultura, elas também vão aprender aquele vocabulário e aquela cultura vai ser propagada. Então, hoje a minha mensagem é sobre o conteúdo do evangelho. Qual é o conteúdo dessa mensagem?
Qual é o conteúdo desse vocabulário que nós precisamos utilizar no nosso dia a dia para que nós tenhamos verdadeiro crescimento no evangelho de Cristo? Então essa mensagem aqui, ela tá dividida em três partes. Essas três partes correspondem a três aspectos do evangelho.
E esses três aspectos do evangelho são importantes para que a nossa mente e o nosso coração sejam moldados de acordo com a nossa linguagem. O primeiro aspecto é que o evangelho é a história de Deus que cria, redime e consuma o seu propósito, revelando a sua glória em graça e justiça. O segundo aspecto é que o evangelho é Jesus.
O evangelho é a vida e a obra de Cristo. E essa vida e obra precisam ser internalizadas por nós para que nós aprendamos do que que se trata essa mensagem transformadora. E a última parte é que o evangelho é a glória de Deus em nós por meio da graça recebida pela fé que nos transforma a sua imagem.
Então vamos partir pra primeira parte aí. Como eu disse aqui, a cultura na qual nós vivemos, ela define a nossa linguagem. E a nossa linguagem define a nossa cultura.
Se você começa a andar com um grupo diferente de pessoas e você começa a perceber que essas pessoas têm uma certa linguagem na qual elas se comunicam, invariavelmente você vai começar a adotar alguns aspectos daquela linguagem pra sua própria vida. Por quê? Porque o seu desejo é se comunicar.
Qual que é o problema que a gente enfrenta? A gente chega muitas vezes na igreja e existe sim uma linguagem, a linguagem que a gente chama às vezes de evangeliqueis. As pessoas se comunicam numa linguagem diferente da linguagem que fora da igreja as pessoas falam.
As pessoas usam termos e expressões que não são comuns, que não são eh inteligíveis para quem não faz parte do meio cristão. As pessoas usam palavras como bênção, glória, varão, coisas que na maioria das vezes as pessoas não compreendem. E qual que é o problema disso?
Quer dizer que é errado se comunicar desse jeito? Não, não é necessariamente errado, mas não é muito proveitoso. E além de não ser muito proveitoso, essa linguagem não contribui para uma fluência no evangelho.
Geralmente a linguagem evangélica, ela abraça aspectos periféricos da linguagem bíblica e não abraça aspectos centrais da verdadeira mensagem do evangelho, que faz com que nós comuniquemos uns com os outros de forma que haja verdadeira edificação. Então, o que que a gente precisa fazer? A gente precisa mudar a nossa linguagem para que a nossa nova linguagem fundamentada no evangelho molde a cultura ao nosso redor.
E não só nós nos tornemos indivíduos fluentes no evangelho, mas nós nos tornemos comunidades fluentes no evangelho. Pensa comigo, é legal você aprender inglês, mas não é legal você aprender inglês e nunca falar inglês, porque você não conhece ninguém que fala inglês. E da mesma forma, é importante você aprender a linguagem do evangelho, mas é importante também que você tenha pessoas com quem conversar nessa linguagem, porque a partir desse momento você não tem só uma língua que você aprendeu, mas você tem uma cultura que você tá estabelecendo.
E o primeiro aspecto dessa cultura é entender que a linguagem muitas vezes ela é formada por meio das histórias que nós abraçamos. Nós ouvimos histórias e essas histórias vão moldando o nosso imaginário e consequentemente vão mudando a forma como a gente fala. A gente precisa conhecer a mensagem do evangelho.
E isso significa que a gente precisa conhecer a história do evangelho. E que história é essa? A história do evangelho começa com a criação.
Deus é o criador de todas as coisas. Você pode chegar para mim e falar assim: "Não, mas calma aí. O evangelho não tem a ver com aquilo que Jesus fez.
Por que que você tá falando de criação? Não, o evangelho não é só aquilo que Jesus fez. Porque o evangelho, como eu disse aqui no começo, é a história do Deus que cria, redime e consuma o seu propósito.
O evangelho não começa em Mateus. O evangelho começa em Gênesis 1. Porque o evangelho tem a ver não só com falar como você pode ser salvo dos seus pecados, mas o evangelho tem a ver com você conhecer o Deus que se revela nas escrituras.
Isso é o fundamento do evangelho. Um Deus que se revela para nós, um Deus que se faz conhecido para nós, um Deus que não espera no seu canto que nós o busquemos para ver se a gente realmente tá interessado. Não.
Ele é o Deus que vem atrás de nós. Ele é o Deus que quando Adão pecou no jardim do Éden, ele não ficou esperando para ver se Adão ia cair a ficha, ia criar vergonha na cara. Não.
Ele desceu até o jardim e ele disse: "Adão, onde você está? O evangelho começa com um Deus que é criador e com um Deus que cria todas as coisas. E nós podemos olhar ao nosso redor e entender que todo mundo no qual nós vivemos foi criado por Deus.
Todo o mundo no qual nós vivemos foi criado por um bom propósito designado por Deus, que criou todas as coisas e disse: "Isso é bom". Esse é o princípio do evangelho. Mas o evangelho envolve também o conhecimento do que aconteceu após a criação.
Após a criação nós caímos. A queda faz parte da mensagem do evangelho. Não porque a queda é uma boa notícia, mas porque a queda nos dá contexto para que nós entendamos a boa nova do evangelho.
A queda tem a ver com um homem que foi criado sem pecado, mas escolheu se rebelar contra Deus. E toda a humanidade se tornou caída e pecadora, tendo assim a imagem de Deus em si distorcida. Nós fomos sim criados à imagem de Deus, mas essa imagem foi distorcida, foi corrompida, foi manchada, ela não foi perdida, mas ela foi com certeza atrapalhada pelo pecado.
E isso nos dá o contexto para que nós entendamos o que que Deus fez a partir disso. Agora, geralmente, quando as pessoas vão falar sobre esse aspecto da história de Deus, elas vão usar uma divisão que vai ser mais ou menos assim: criação, queda e redenção. ou alguns até vão dizer criação, queda, redenção e consumação.
Mas existe um problema com essa divisão e é um problema inerente ao fato dessa divisão deixar de lado boa parte da Bíblia. A queda acontece em Gênesis 3, mas quando as pessoas falam da redenção que há em Cristo, elas pulam para Mateus, paraa encarnação de Jesus. Ou seja, tem um bom pedaço da Bíblia, da palavra de Deus que é deixado de lado.
Então, a gente gosta de falar da criação da queda, mas antes da redenção em Cristo existe um povo chamado Israel. Por que que é importante ressaltar isso? Porque Deus faz uma promessa a Abraão.
Deus começa a sua obra redentiva através de chamar Abraão da sua terra. E a partir dele formar um povo, Deus faz uma aliança com esse povo, resgata eles da escravidão no Egito por meio do ministério de Moisés, leva esse povo e o estabelece a uma numa terra. Ali Deus levanta um rei para essa nação chamado Davi.
E ele faz uma promessa a esse rei. Ele diz que da sua descendência viria o Salvador. Deus enviou seu filho que nasce de uma virgem, que vive uma vida perfeita, que revela o Pai como Messias e Salvador de Israel e do mundo todo.
O evangelho ele começa a demonstrar o seu aspecto redentivo, não a partir da encarnação, mas ele começa a demonstrar o seu aspecto redentivo quando Deus chama Abraão e faz uma promessa que dele ele faria um povo e que a partir desse povo ele redimiria toda a humanidade. E a história de Deus continua, porque então nós temos Jesus na redenção nos salvando do pecado por meio da sua vida perfeita. da sua morte em nosso lugar, ressuscitando ao terceiro dia e derramando sobre nós o seu espírito.
Jesus recebeu a autoridade e o direito de reinar como Messias, filho de Davi e filho do Deus altíssimo. E a mensagem do evangelho, a história do Evangelho, ela finaliza com a consumação de todas as coisas. Jesus vem a primeira vez para sofrer e morrer e quebrar o poder do pecado, mas ele virá novamente para purificar esse mundo e exercer juízo ao estabelecer seu reino.
Jesus veio de forma humilde, sofreu e morreu, mas isso não é a sua natureza principal. Jesus veio e sofreu e morreu por causa do nosso pecado. Mas o propósito de Deus é que ele venha para se tornar o rei, para se tornar aquele que vai estabelecer o seu governo sobre toda a terra.
Jesus vai exercer juízo. O Jesus que muita gente pinta por aí, um Jesus que é muito calminho, muito tranquilo, praticamente um hip, um Jesus que só fala de amor. Esse não é o Jesus da Bíblia.
O Jesus da Bíblia é a pessoa que mais falou sobre o inferno nas Escrituras. O Jesus da Bíblia é aquele que vai voltar em glória e que vai derrotar os exércitos das nações. Ele vai fazer guerra.
Ele não tá dizendo que ele vai derrotar os exércitos das nações por meio de conversar com eles, por meio de chegar para eles e falar: "Parem de fazer guerra, o amor é muito melhor". Não. Jesus vai matar os exércitos das nações e ele vai esmagar os governantes ímpios que destróem a terra.
E ele vai redimir o seu povo, não apenas no nosso coração, mas ele vai redimir essa terra e os nossos corpos quando ele consumar o propósito de Deus na sua vida. O evangelho é a história de Deus na Bíblia. E a gente precisa aprender essa história de Deus e entender que cada um dos aspectos dessa história fala para nós uma forma de se comunicar dentro da perspectiva do evangelho.
A criação diz para nós que nada no mundo ao nosso redor é intrinsecamente mal. As coisas ao nosso redor não são mais em si, mas elas são usadas para um propósito mal. Não existe nenhum pecado que não seja simplesmente uma distorção daquilo que Deus criou.
A gente fala de coisas que são pecaminosas, mas a gente sabe que as coisas em si não são pecaminosas. O que é pecaminoso é a nossa relação com o mundo ao nosso redor. Sexo não é pecaminoso em si.
O sexo é pecaminoso quando ele está fora do contexto no qual Deus o criou para ser realizado. Existem muitas coisas na nossa vida que aquilo ali em si não é pecado, mas nós temos uma relação errada com aquilo. Nós colocamos aquela coisa criada por Deus como sendo mais importante que o Deus que a criou.
Nós colocamos as pessoas ao nosso redor, na nossa família, o nosso cônjuge, os nossos filhos. A gente coloca a nossa carreira, que são coisas legítimas e criadas por Deus, mas nós colocamos essas coisas fora do seu devido lugar. E o seu devido lugar é tendo menos importância que o nosso relacionamento com o Deus que criou tudo que nós conhecemos.
A gente percebe que a queda deveria moldar a nossa mentalidade e o nosso entendimento sobre a nossa vida ao nós sabermos que todo o nosso ser afetado pela queda. As pessoas costumam pensar assim: "Não, mas a pessoa tá insinuando que eu estou errado". Não se preocupe com isso.
Nunca se preocupe se você está ou não errado, porque você é um pecador e você está errado. A questão é simplesmente descobrir como você tá errado e como você tá errado hoje, porque a gente é criativo, a gente cria novas formas, a gente tem vitória pela graça de Deus sobre um pecado na nossa vida, simplesmente para descobrir um outro que a gente já tinha, a gente só não percebia antes. Essa é a nossa história nesse mundo.
Por quê? Porque a queda afetou o nosso coração, afetou a nossa mente, afetou as nossas emoções, afetou a nossa vontade, afetou profundamente e até as raízes do nosso ser. Nós somos pecadores e a gente precisa abraçar essa realidade para entender a nossa necessidade da graça de Deus e do evangelho verdadeiro.
As pessoas se ofendem quando elas são, quando alguém aponta o dedo para elas e diz: "Você tá errado". Você não deveria se ofender. Se você se ofende com isso, das duas uma.
Ou você é mentiroso e você tá escondendo a podridão do seu coração ou você tá cego e enganado e não consegue perceber o quanto você é mal. Você precisa entender que o ensino bíblico a respeito da queda diz para você que você é mal e pecador. Então, a questão é só descobrir onde está o próximo pecado do qual eu preciso me arrepender.
E se alguém chega para você e acusa você de estar errado, essa pessoa tá te fazendo um favor. Eh, não não tem essa coisa. Fala assim: "Ah, irmãos, eu tô eu tô mal porque eu tô sentindo que o diabo tá trazendo os meus pecados à tona.
" Você deveria chegar pro diabo e falar assim: "Ó, você não sabe da metade. Deixa eu te contar uns outros negócios aqui que você nem tem como saber. Deixa eu te falar aqui quem que realmente eu sou.
E aproveitando, eu já vou dar um testemunho aqui para você, Satanás, do quanto que Deus é bom e cheio de graça. Porque assim, eu e você, a gente não é muito diferente, não, mas Deus me salvou e Deus estendeu a sua graça para mim e ele transforma o meu coração, não primeiro para eu deixar de pecar, mas primeiro para eu perceber a profundidade do meu pecado, que é o primeiro passo para cortar a raiz que o pecado tem dentro de mim. Então, ao olhar paraa queda, a gente deveria moldar a nossa linguagem do evangelho, entendendo que nós somos de fato maus.
E quando a gente fala uns com os outros, a gente deveria fazer da nossa maldade assunto das nossas conversas. Não é fazer da nossa maldade assunto da conversa igual aquele irmão que conta testemunho e fala assim: "Não, irmão, você não sabe quando eu era do mundo". E aí o cara começa a contar a vantagem de tudo aquilo que ele fazia antes de converter.
E aí no fim ele termina com uma nota entristecida, dizendo: "Mas agora eu agora eu converti, agora eu tô aí no Senhor, né? Não faço mais essas coisas não. Não.
Você deveria falar paraas pessoas, não a respeito de como que você foi mal no passado, mas de como você é mal hoje. Você deveria chegar pros seus irmãos e falar assim: "Cara, eu preciso abrir para você o quanto que o meu coração é corrompido, o quanto tem coisa ruim dentro de mim, o quanto que existem tentações e pecados que eu preciso abrir para outros. Eu preciso da sua oração, eu preciso conversar com alguém.
Eu preciso que alguém de fato me repreenda, me ajude, porque eu sei que eu sou mal. E é isso que o evangelho, a mensagem, a história do evangelho conta para mim. Por que que é importante a gente entender a respeito de Israel?
Porque entender a respeito de Israel mostra para nós o fato de que Deus não é um Deus distante da história, mas Deus se envolveu com a história. Israel existe até hoje. Os judeus voltaram paraa sua terra e aquilo ali é um testemunho.
Porque há muitos anos atrás as pessoas liam as profecias bíblicas e falavam assim: "Essa profecia aqui tá falando de algo que Deus vai fazer com os judeus na terra de Israel. Mas os judeus não tão mais na terra de Israel. Então só existem duas possibilidades.
Ou essa profecia é mentira, ou essa profecia é simbólica. Mas Deus é um Deus que está trabalhando e está envolvido na história. Deus fez algo impossível aos olhos humanos.
Deus pegou um povo que tinha saído da sua terra, que tinha se espalhado pelo mundo, e ele reuniu eles novamente. E ele fez uma nação surgir dentre os mortos para mostrar para nós que ele é capaz de cumprir a sua palavra. Deus, ele tem uma história com Israel e ele vai cumprir essa história.
E não importa o quão impossível pareça, não existe nada que é de fato impossível para Deus. Quando a gente olha paraa redenção, esse talvez é um aspecto que a gente tem familiaridade de pensar e pensar que assim, cara, Deus, ele me salvou por meio de Jesus. Jesus morreu pelos meus pecados, viveu uma vida justa no meu lugar e ele vai reinar e ele me chama para reinar com ele.
Mas a gente precisa também olhar pra consumação, pro fato de que a nossa vida como cristãos precisa ser uma vida de peregrinos aqui nessa terra. Nós não estamos aqui para viver pelas mesmas coisas que o mundo ao nosso redor vive. Nós estamos aqui como peregrinos que aguardam a cidade celestial.
Por isso, você não deveria olhar pro sucesso da mesma forma que as pessoas ao seu redor olham para sucesso. Você não deveria olhar pra sua vida, para aquilo que você dá valor, pra sua família, pro seu trabalho, pra sua vocação, da maneira que o mundo olha. Por quê?
Porque você é um peregrino e você está simplesmente aguardando o momento que Cristo vai realizar e consumar os planos de Deus para esse mundo. Você deveria viver como aquele que está aguardando a sua verdadeira vida e a sua verdadeira cidade da qual você é um cidadão. Mas o evangelho não é apenas uma história.
Ele é uma história, mas ele também é o poder de Deus manifestado na vida e na obra de Jesus. Do que que você foi salvo? É a pergunta que você precisa pensar nesse momento.
Do que que nós fomos salvos? Eh, a gente sabe que nós não salvamos a nós mesmos. Nós não nos salvamos pelas nossas próprias forças.
Nós fomos salvos pelo poder de Deus. E o evangelho, como diz Paulo em Romanos, é o poder de Deus para salvação. Nós somos salvos do quê?
Tem gente que vai falar de salvação simplesmente como se você tivesse sido salvo do inferno. É verdade que você foi salvo do inferno? Sim, é verdade.
Mas você não foi salvo só do inferno. Tem gente que vai falar de salvação como se você tivesse sido salvo das dificuldades da vida. Você foi salvo para que você não precisasse mais sofrer.
Isso é mentira. Isso não é o evangelho. Isso é uma mensagem distorcida e mundana.
Você não foi salvo para que você não pudesse mais sofrer. Você foi salvo para que você encontrasse propósito nos seus sofrimentos e para que você entendesse que muitas vezes o sofrimento é uma possibilidade que Deus nos dá de ter comunhão com Cristo nos sofrimentos dele. Você foi salvo da penalidade do pecado, mas você também foi salvo do poder do pecado.
E um dia Deus vai salvar a cada um de nós da presença do pecado. Que que eu quero dizer com isso? Eu quero dizer que nós fomos salvos do juízo de Deus, da ira de Deus contra o pecado.
Nós merecíamos a ira dele. Nós merecíamos ser esmagados por Deus, pela sua ira. Mas nós nos livramos desse juízo, porque Deus enviou seu filho para sofrer a penalidade do pecado no nosso lugar.
Mas nós também fomos salvos por Deus do poder do pecado. E essa é talvez a parte que as pessoas mais têm dificuldade de crer. A gente até fala com uma certa certeza, não, um dia a gente não vai ter mais pecado porque Jesus vai voltar e a nossa vida vai ser transformada e o nosso corpo vai ser glorioso e as pessoas têm uma facilidade de ter uma concordância intelectual com esse fato futuro.
Mas o negócio é que a Bíblia diz para nós em Primeira João que todo aquele que tem nele essa esperança, qual esperança de que no futuro você vai ser totalmente livre da presença do pecado na sua vida. João diz que quem tem nele essa esperança purifica-se a si mesmo. Ou seja, quem acredita de fato que no futuro vai ser livre do poder do pecado e da presença do pecado, hoje experimenta o poder de Deus para quebrar o domínio do pecado.
Quem crê que vai ter um corpo glorioso sem pecado, vive hoje uma experiência realção. Hoje nós temos a possibilidade de sermos salvos. gradualmente, de glória em glória, progressivamente, nós fomos nós somos libertos do poder do pecado sobre a nossa vida.
Crer no evangelho não é simplesmente um evento que aconteceu quando você aceitou Jesus. Crer no evangelho tem a ver com assumir um estilo de vida de fé, onde nós gradualmente, progressivamente, de glória em glória, nos tornamos cada vez mais libertos do poder do pecado sobre a nossa vida. Primeira Coríntios 15, versículo 1 ao 6, diz o seguinte: "Irmãos, venho lembrar-lhes o evangelho que anunciei a vocês, o qual vocês receberam e no qual continuam firmes por meio dele.
Vocês também são salvos se retiverem a palavra assim tal como a preguei a vocês, a menos que tenham crido em vão. " Antes de tudo, entreguei a vocês o que também recebi, que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as escrituras, e apareceu a cefas e também aos 12. Depois foi visto por mais de 500 irmãos de uma só vez, dos quais a maioria ainda vive, porém alguns já dormem.
Irmãos, pensem a respeito disso. Paulo tá dizendo aqui o seguinte: "Eu quero lembrar vocês o evangelho. " Que evangelho é esse?
O evangelho que Paulo anunciou. Ele disse: "Vocês continuam firmes nesse evangelho. Por meio dele vocês são salvos.
Se ele coloca uma condição, vocês são salvos pelo evangelho. Se se o quê? Se vocês retiverem a palavra tal como a preguei a vocês, se você não retiver a palavra de Deus, a palavra do evangelho dentro da sua integridade, você crê em vão.
Não adianta crer no evangelho de um Jesus que só fala de amor e que não fala de inferno. Não adianta crer num evangelho de um Deus que só perdoa os seus pecados, mas não quebra o poder do pecado no seu coração. Não adianta crer num evangelho onde tudo aquilo que Jesus fez e tudo aquilo que a Bíblia diz que ele vai fazer é simplesmente um simbolismo barato para ajudar o nosso psicológico a se sustentar em meio às dificuldades da vida.
Isso não é o evangelho, isso não é a mensagem de Paulo, isso não é o evangelho de Jesus. E se você crê nisso, se você crê nesse Jesus de plástico, se você crê nesse Jesus que só tem interesse em ajudar você a ter mais dinheiro, mais saúde e fazer tudo dar certo e você viver uma vida colorida, você não crê no evangelho. Se você rejeita as partes do evangelho que não te agradam, se falar do inferno te deixa desconfortável e você deixa isso de fora da sua fé, você não crê no evangelho.
E se você não crê no evangelho de verdade, esse evangelho falso, ele não pode te salvar. Esse evangelho falso, ele vai te levar pro inferno. Esse evangelho falso não é poderoso o suficiente para quebrar o poder do pecado no seu coração.
Você precisa abraçar o verdadeiro evangelho. E quando você abraça o verdadeiro evangelho, você sente o poder de Deus operando no seu interior, quebrando o poder do pecado e te levando ao verdadeiro conhecimento de Deus. Paulo disse: "Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus paraa salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.
" Romanos 1, versículo 16. O evangelho ele começa, como Paulo disse aqui em Primeira Coríntios 15, com a vida perfeita de Jesus. Ele começa com um Jesus que, segundo diz em Primeira Pedro 2:22, não cometeu pecado, nem foi encontrado em sua boca o engano.
O evangelho começa com uma vida que nós nunca seríamos capazes de viver, uma vida justa. Jesus não apenas morreu a morte que eu e você deveríamos morrer, mas ele viveu uma vida que nós nunca seríamos capazes de viver. Adão e Eva foram criados à imagem de Deus, mas em sua arrogância eles escolheram não confiar em Deus.
Essa é a nossa história. Todos nós somos pecadores. Todos nós rejeitamos a verdade de Deus.
Todos nós pecamos e carecemos da glória de Deus. Romanos 3:23. Mas Deus enviou seu filho gerado no ventre de uma virgem, que viveu uma vida perfeita, que foi tentado e sofreu, mas sem pecado.
E esse filho, esse homem experimentou o poder do Espírito Santo atuando na sua vida para que ele pudesse não só lutar, mas derrotar o mundo e para que ele pudesse conquistar para nós algo que estava totalmente fora do nosso alcance. Ontem foi sexta-feira santa e a gente estava reunido com a família na mesa na hora do almoço e eu li e expliquei um pouco paraas minhas filhas eh a passagem de Isaías 53, do versículo 3 ao 11. Eu quero ler isso daqui para você, porque ainda que seja uma passagem muito conhecida, ela precisa ser relembrada por nós.
Isaías 53 a partir do verso 3 diz: "Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores e que sabe o que é padecer, e como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi transpassado por nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades.
O castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas feridas fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas. Cada um se desviava pelo seu próprio caminho.
Mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca. Como cordeiro foi levado ao matadouro e como ovelha muda diante de seus tosqueadores.
Ele não abriu a boca. Pela opressão e pelo juízo, ele foi levado. E de sua linhagem, quem se preocupou com ela?
Porque ele foi cortado da terra dos viventes, foi ferido por causa da transgressão do meu povo. Designaram-lhe a sepultura com os ímpios, mas com o rico esteve na sua morte. Embora não tivesse feito justiça e nenhum engano fosse encontrado em sua boca, todavia, ao Senhor agradou esmagá-lo, fazendo-o sofrer.
Quando ele der a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias. E a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do trabalho de sua alma e ficará satisfeito.
O servo, o justo, com o seu conhecimento, justificará muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Jesus nos redimiu por meio da sua morte e sofrimento. Em Romanos 8, a partir do verso 1, diz: "Pois agora já não existe condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque a lei do espírito da vida em Cristo livrou você da lei do pecado e da morte.
Porque aquilo que a lei não podia fazer por causa da fraqueza da carne, isso Deus fez, enviando o seu próprio filho em semelhança de carne pecaminosa, no que diz respeito ao pecado. E assim Deus condenou o pecado na carne. A vida de Jesus e a sua morte, elas eliminam a punição que nos era devida, porque Cristo recebeu toda ela em si.
Mas elas também quebram o poder enraizado em nós do pecado, fazendo com que a nossa vida possa ser uma vida de liberdade em Cristo. Jesus não apenas morreu no nosso lugar, mas ele também viveu no nosso lugar. Mas após a sua morte, Cristo ressuscitou.
Isso é parte essencial do evangelho. Jesus ressuscitou com um corpo cheio de glória, apareceu para mais de 500 pessoas, se apresentou vivo pros apóstolos, gastou 40 dias após a ressurreição falando a respeito do reino de Deus e depois disso enviou o seu Espírito Santo sobre a igreja. Você não apenas pode crer em Jesus na sua morte e ressurreição para que você seja justificado, para que você seja perdoado dos seus pecados, mas você pode também receber o espírito de Deus.
E gente, o espírito de Deus é o próprio Deus. E esse espírito é o mesmo que operou em Jesus, ressuscitando ele dos mortos. O poder que Deus liberou para ressuscitar Jesus é o mesmo poder que habita em você para trazer ao seu coração liberdade do pecado.
Do que que nós fomos salvos? A vida perfeita de Jesus é onde nós nos nós encontramos descanso. Jesus venceu as tentações de Satanás para que nós fôssemos salvos do poder e das mentiras do diabo.
Jesus morreu em nosso lugar, nos salvou da ira de Deus e da penalidade do pecado. Ele nos livrou da morte espiritual, ou seja, da nossa separação de Deus e nos introduziu numa vida de comunhão com o Pai. Ele nos livrou da morte relacional, porque mortos em nossos pecados, nós não conseguimos conectar nem uns com os outros.
E ele nos livrou da morte física. Porque ainda que nós morramos, ainda que nós eh cheguemos a falecer antes da sua vinda gloriosa, ele vai levantar o nosso corpo do túmulo e ele vai nos transformar para que nós tenhamos um corpo glorioso, totalmente livre do pecado, totalmente livre da corrupção, totalmente livre da doença, para que nós vivamos em comunhão com ele para sempre. A história de Deus é realizada pelo poder de Deus na pessoa e obra de Jesus Cristo.
Tudo tem a ver com ele. Tudo tem a ver com o poder dele. Tudo tem a ver com a ação dele.
Pensando assim, que que sobra para nós? Qual que é o nosso papel em tudo isso? Ainda que se você olhar bem para o que a Bíblia ensina a respeito da pecaminosidade humana, do quanto nós somos corrompidos, você vai chegar à conclusão que nós não podemos fazer nada.
Nós não temos a capacidade de fazer nada. Nós não temos a capacidade de contribuir com nada. Como um pregador disse, não tem nada que nós possamos contribuir para a nossa salvação, a não ser o pecado que fez com que ela fosse necessária.
Mas existe um aspecto que tem a ver conosco. Mas esse aspecto tem a ver conosco, porque Deus opera com seu poder em nós para que nós possamos corresponder à obra de Cristo. Mas esse nosso papel nisso tudo é um negocinho chamado fé.
Nós precisamos crer. Perguntaram para Jesus em João 6 28 e 29: "O que faremos para realizar as obras de Deus? " Jesus respondeu: "A obra de Deus é esta, que vocês creiam naquele que ele enviou".
Esse é o nosso papel, crer em Deus, crer em Jesus. Efésios capítulo 2, 8 e 9 diz: "Porque pela graça vocês são salvos por meio da fé". Mas ele continua dizendo: "E isto não vem de vóz.
É dom de Deus, não das obras, para que ninguém se glorie. Mesmo a fé é um dom que Deus nos deu, mas os dons que Deus te deu são dons que ele deu para você exercer. Os dons de Deus não são coisas que tomam o nosso corpo e fazem com que nós percamos o controle.
Os dons de Deus operam em nós muitas vezes de acordo com a nossa percepção, por meio do nosso esforço. Nós somos salvos pela fé na obra de Jesus, não pela fé nas nossas obras. Mas a gente precisa entender que tudo que a gente faz, tudo que diz respeito à nossa vida, vem daquilo que a gente crê.
O nosso comportamento, ele é um resultado direto daquilo que a gente acredita. A gente usa a palavra fé ou usa o termo crer e a gente tende a acrescentar a essas palavras um peso religioso que originalmente elas não tinham. Que peso é esse?
A gente fala de fé sem às vezes compreender que fé na Bíblia é simplesmente uma palavra para confiar. A gente precisa confiar em Deus. Fé não é uma substância espiritual.
Fé simplesmente uma atitude de coração em que você confia em Deus. Mas confiar, todo mundo confia em alguma coisa. Adão e Eva pecaram quando eles abandonaram a fé em Deus e passaram a crer numa história falsa.
O que nós cremos produz algo em nós. Se você crê no evangelho, as obras do evangelho vão ser vão ser o fruto dessa fé. Mas se você crê em outra história, se você crê em si mesmo, se você crê em coisas ruins a respeito de Deus, as suas obras elas vão ser de acordo com a fé que você tem.
Quando nós nos escondemos de Deus, nós imitamos o comportamento do nosso pai Adão ou da nossa mãe Eva. Quando nós apontamos o pecado de outros, exigindo justiça, nós abraçamos a crença de que nós somos menos culpados do que os outros. E foi isso que Adão e Eva fizeram.
Quando nós abraçamos a crença de que Deus é um Deus mau, que Deus está escondendo algo de nós, que Deus está de alguma forma nos privando daquilo que é bom, nós nos comportamos como Adão e Eva. Nós nos escondemos de Deus. Nós nos escondemos do Deus que quer nos redimir.
E às vezes a nossa fé não é uma fé no evangelho. A gente crê nas coisas que o mundo apresentou para nós. A gente usa uma linguagem religiosa, mas a nossa mente não foi moldada pela linguagem do evangelho.
A nossa linguagem não foi moldada pelo evangelho. E a nossa cultura não foi moldada pelo evangelho. A gente usa expressões religiosas, mas são expressões vazias de conteúdo.
Porque o que nós cremos de fato é o que nós expressamos no nosso dia a dia, quando nós mentimos, quando nós escondemos, quando nós simplesmente deixamos de comunicar a verdade. A verdade a respeito de quem nós somos e do que nós fizemos. A verdade a respeito dos nossos pecados.
A verdade a respeito do fato de que Deus é um Deus gracioso e que se nós cremos de fato no evangelho, a gente não tem uma prontidão para acusar o outro, para entender que o pecado do outro é pior do que o meu. Nós v vamos ter não só uma mentalidade de graça, mas a gente vai ter uma linguagem de graça. A gente vai ter uma mentalidade de verdade, mas a gente também vai falar a verdade, principalmente a respeito de quem nós somos e do que nós fazemos.
Todo pecado é fruto de incredulidade. E toda incredulidade é o ato de ter fé em uma história que não é a história de Deus. Por que nós não confessamos os nossos pecados?
Porque não cremos que Cristo é a nossa justiça. E por que que a gente não perdoa aqueles que nos ofendem? Porque nós não cremos que a nossa ofensa a Deus tenha sido assim tão grande.
Ou seja, nós rejeitamos elementos essenciais do evangelho e nós abraçamos uma história e uma narrativa mundana. E quando nós depositamos a nossa fé nessa mensagem do mundo, o que acontece é que as nossas obras nunca vão ser obras de acordo com o evangelho, porque não é no evangelho que nós estamos crendo. Uma comunidade fluente no evangelho é cheia de confissão, de pecado e de perdão.
Quero falar isso mais uma vez para você. Uma comunidade que é fluente na linguagem do evangelho, que teve a sua cultura moldada por essa mensagem. Ela é cheia de confissão.
Não é porque ela tem mais pecado do que outras comunidades, mas é porque as pessoas não têm dificuldade em falar a respeito de suas próprias debilidades, porque elas entendem que Cristo é a sua justiça. E elas também não têm dificuldade de perdoar uns aos outros e até perdoar aqueles que não fazem parte daquela comunidade. Por quê?
Porque elas compreendem a profundidade do seu pecado e a altura da graça de Deus que faz com que elas possam ser salvas independente das suas transgressões. Existem muitas formas de incredulidade. Nós podemos não crer porque nos falta a verdade sobre Deus.
Ou seja, a gente precisa aprender sobre o evangelho para que o nosso coração seja cheio desse evangelho e para que a nossa linguagem seja moldada pelo evangelho. Mas às vezes a gente não crê porque a gente acredita em mentiras sobre Deus. Você pode estar tentando viver uma vida cristã enquanto você acredita que Deus está o tempo todo de mau humor e decepcionado com você.
Mas a história do evangelho corrige esse erro, porque a gente aprende que a gente é pecador, que a gente é totalmente corrompido e mal e que Deus não se decepciona com seres humanos pecadores. Porque a ideia de Deus do quanto você é mal é mais profunda do que a sua percepção da sua própria maldade. que Deus ama você tendo essa percepção da sua maldade que é maior e mais profunda e mais ampla do que aquilo que você consegue pensar e enxergar a respeito de si mesmo.
Se você fica mal com o tanto de maldade que você vê em si hoje, se você fosse, se Deus de alguma forma decidisse revelar para você de uma vez só todo o seu pecado e toda a profundidade da sua maldade, você ia cair duro. Você não sabe o quanto você é mau. Deus sabe muito mais do que você.
E Deus ama você muito mais profundamente do que você consegue imaginar. Mas às vezes nós falhamos em crer naquilo que sabemos a respeito de Deus. A gente pode não crer porque a gente não conhece a verdade.
A gente pode não crer porque a gente tá abraçando uma mentira, mas a gente pode falhar em crer porque a gente não tá vivendo a nossa vida em cima daquilo que a gente sabe. Ou seja, você sabe com a sua mente, mas você não crê com seu coração. Jesus disse que a vida eterna, em João 17:3, ele disse que a vida eterna é conhecer a Deus e aquele a quem Deus enviou, Jesus Cristo.
Vários dos nossos comportamentos pecaminosos e emoções negativas t como fundamento mentiras que nós acreditamos a respeito de Deus, de que Deus não é tão poderoso ou de que Deus não é tão bom, mas Deus é. todo poderoso e plenamente bom. Esse é o Deus revelado nas escrituras.
Existem quatro verdades fundamentais que eu quero que você medite. Se você percebe que existem mentiras sobre Deus que têm se alojado no seu coração. Primeiro é Deus é soberano e eu não preciso estar no controle.
Segundo é Deus é poderoso, todo poderoso. Então eu não preciso temer os outros. Terceiro, Deus é bom, então eu não preciso buscar satisfação em nenhum outro lugar.
E por último, Deus me ama. Então eu não preciso convencer a Deus de nada. Deus é soberano.
Você não precisa estar no controle. Deus é poderoso. Você não precisa temer ninguém.
Você não precisa ter medo. Deus é bom. Você não precisa buscar satisfação em nenhum outro lugar.
E Deus me ama. Deus ama você. Você não precisa convencer a Deus de que você é digno do amor dele.
Às vezes a gente sabe de algo. Eu quero finalizar aqui falando disso. A gente sabe de coisas a respeito de Deus.
A gente sabe que Deus é bom. A gente sabe que Deus é soberano. A gente sabe que Deus nos ama.
A gente conhece a palavra. A gente conhece as doutrinas bíblicas. A gente já leu sobre isso em livros, mas a gente vive uma vida de incredulidade.
O nosso coração é tomado por uma por sentimentos e pensamentos que não são de acordo com o evangelho. A gente tem dificuldade em apresentar uma linguagem que é de acordo com o evangelho. Porque quando a gente fala nessa linguagem, a gente se sente hipócrita, porque o nosso interior não tá abraçando aquilo ali.
Mas eu quero dizer para você que não só Deus é poderoso para realizar toda essa obra na história, mas Deus também é poderoso para agir por meio do seu espírito no seu coração e trazer para você revelação do evangelho. Eu quero te convidar agora, enquanto a gente tem mais esse momento de adoração, a se colocar diante de Deus. E você não precisa fazer nenhuma eh nenhum feito mirabolante de espiritualidade.
Você só precisa fazer uma oração simples diante do Senhor e dizer: "Senhor, pelo teu Espírito Santo, revela o teu evangelho ao meu coração. Você pode fazer essa oração agora? Talvez você tá sozinho assistindo, talvez você tá com a sua família nesse momento.
Mas eu quero te convidar a a realmente fazer isso, fechar os seus olhos agora e simplesmente dizer: "Senhor, pelo teu Espírito Santo, revela a mim teu evangelho. Revela o teu evangelho na profundidade do meu coração, ó Deus. Obrigado, Senhor, porque você é o Deus que se revela.
Você não precisa ser convencido por nós, mas é a tua vontade falar ao nosso coração.