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O Mal-estar na Cultura - Encontro 1

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Instituto Berggasse
Beleza pessoal então grande prazer em receber todo mundo aqui hoje nessa nossa reunião né que é a atividade de fundação Desse nosso Instituto bergasse né então vocês estão fazendo parte aí da nossa história de uma forma muito especial né a gente sabe que tem Tem Gente assim de diferentes perfis com percursos na psicanálise assim muito diferentes né Tem gente que tá começando tem gente que já enfim Estuda e mesmo Trabalha com psicanálise é muito tempo né então a gente quando foi preparar esses encontros não pensou em privilegiar muito nenhum desses perfis nenhum iniciante nem quem
já tá avançado assim na psicanálise mas a gente teve um privilégio assim com um encontro do texto e a capacidade que esse texto tem de mobilização né que é psicanálise também de mobilização então o Instituto begazzer quer ser um movimento né esse movimento assim rumo Aos limites né entre o consciente o inconsciente né do individual e coletivo do psíquico do Social né então esses últimos né então o psíquico e o social eles justificam Inclusive essa escolha desses textos né que a gente fez para o primeiro módulo e não parece fortuito por acaso né que o
Freud na sua fase madura tenha dado tanta atenção para buscar entender o mundo através da psicanálise Esse é o movimento do Freud justamente Como a uma sociedade que parece um indicativo de que enfim ele não tava querendo que a psicanálise foi só uma prática de consultório né mas ele queria também fazer um esforço para encontrar sentido nas relações sociais que não deixavam de conter elementos típicos do psiquismo humano né E também perceber as questões intrapsíquicas como também totalmente perpassadas pelas dinâmicas sociais né E essa que é a nossa ideia né a gente Pensar uma uma
psicanálise que tá totalmente influenciada pelas dinâmicas sociais assim como a dinâmicas sociais tem muito a ser acrescentado pela sua compreensão se a gente entender os processos psíquicos então a reconhecer é interpenetração dessas esferas leva a gente uma visão mais Ampla do Ofício do psicanalista né então é preciso que a gente esteja onde os processos de simbolização Estejam falhando não é onde o sofrimento mal-estar esteja ali e podendo ser elaborado de alguma forma que a gente possa ajudar né então a psicanálise ela deve estar nas ruas deve se adaptar a qualquer lugar onde o sofrimento humano
exista né então sendo assim nos parece que é psicanálise deveria estar aqui também entre nós nesse nosso grupo né porque não buscando os nossos limites os nossos Confins né os nossos mundos simbólicos então a gente está começando Pelo final né porque é uma obra já de maturidade do Freud mas não porque assim seja uma obra que tenha mais verdade que as obras anteriores o que acontece é que se recorte ele serve muito bem a Esse Nosso propósito que nos parece que também o propósito do Freud que quando viajasse aproximar e os limites da sua própria
vida né aponta para os que virão depois dele né então nós estamos entre os que viemos depois do Freud eu tenho férias e o Lacan Klein Winnicott aí mais recentemente o Green conta ali bolas a worldden tantos outros que que vem contribuindo assim para psicanálise que seja a palavra viva né não seja assim um texto apenas com valores histórico né mas a gente na nossa opinião Então deve através desse Instituto desses nossos encontros e através do nosso encontro com o texto frediano dá a nossa contribuição para Deixar um pouquinho essas igrejinhas que a gente faz
parte nas nossas formações né só assim o pessoal do lacanismo né o pessoal do winnico tem várias filiações teóricas possíveis dentro da psicanálise a ideia é que aqui a gente possa conversar Esse é um espaço para esse tipo de encontro né Então veja essa é a nossa proposta né uma proposta de uma proposta mais ecumênica né Se for pensar em termos de igrejinhas eu sou o Eduardo Melo né eu fiquei fazendo Doutorado na Universidade Federal do Paraná fiz o mestrado em linguagem né tô na psicanálise assim há algum tempo e gostaria de apresentar para vocês
aí os meus colegas aí coordenadores também Desse nosso grupo que é o Fabiano Atenas e a thaísca raro vocês querem se apresentar aí pessoal dá um oi aí para galera só Pode ser então boa noite gente boa noite a todas e todos Bem A gente tá bem feliz de ter vocês aqui né quando a gente conversou eu Eduardo a Taís de construir um espaço de discussão livre a ideia justamente essa né que vem pessoas de diferentes formações não necessariamente psicanalistas mas pessoas diárias afinge né das humanidades Será que a gente passa construir um espaço de
construção de reflexão a partir da diferença que eu acho que isso é o mais importante né assim pontos de vistas Distintos fazendo a leitura de O mesmo texto a gente pode construir coisas bem legais a partir de e falando um pouquinho sobre né sobre minha pessoa né bom meu nome é Fabiano eu sou tenho formação histórica história em antropologia né a sua antropólogo e também psicanalista faz um tempinho e fiz mestrado em antropologia na USP que eu trabalhei com povos indígenas do país eu fui para psicanálise Mas eu sempre tô Nesse limite entre antropologia psicanálise
ainda tô na antropologia fazendo coisas antropologia dou aula mas justamente né pensamos e o Eduardo fez nesse espaço porque é um espaço que tá numa numa região liminar limítrofe né pensar textos que vão para além da Clínica e que pensam a psicanálise para além de uma discussão e a bem o meu lugar né E também falo como antropólogo aqui então é um prazer imenso estar com vocês Eu tô bem animado bem empolgado e é isso então vamos lá Oi gente boa noite para todo mundo acho que o Eduardo está bem já deixou bem claro o
nosso intuito em atravessar outras áreas e construir um diálogo e não é psicanálise Enquanto ao governo se construir como ela tem sido construída pelos um dos exemplos da nossa formação distinta que fizemos todos de várias áreas e não muito mais tradicional minha Formação é sou teóloga e a partir da teologia eu fui para conhecer a psicanálise por outros caminhos e acabei indo por atum profissionalmente como psicanalista sua especialista em fundamentos teoria e é isso vocês verem como que é justamente um texto aí sobre a cultura né E sobre as renúncias funcionais da cultura nos exige
até agora sendo abordado né assim gira por todos nós né mas nesse primeiro Momento eu acho que talvez seja interessante que te passar assim uma visão geral sobre o texto para que depois todo mundo a gente abre a palavra para que todo mundo participe né é justamente Veja nossas formações são distintas Eu acho que isso favorece assim a gente tem abordagens um pouco diferentes assim mesmo eu acho que é importante a gente passar o que Que também está no texto do freudável Civilização aqui ou o mal estar na Cultura né que essa tradução que a
gente adotou a gente pensando que a cultura ela é dada sobre renúncias funcionais né E que a gente teria nascido então num outro estado no estado de onipotência e que mediante cada frustração a gente precisasse renunciar uma quantidade de prazer em troca da proteção né Contra esse Sofrimentos né E Esse Sofrimentos viriam de onde o Freud especifica o texto dele Três Fontes né do próprio corpo da natureza e das outras pessoas né da sociedade mesmo então o que eu acho interessante pensar nesse comecinho do texto e aí depois eu gostaria muito de saber a opinião
de vocês mas essa ideia de que como a gente nasce totalmente no princípio de prazer né então a gente é esse ser que é gozar né de uma forma onipotente né esse estado onipotente é o nosso estado Original né que vai sendo atrofiado através das frustrações que a gente vai encontrando né então pensar essa figura mítica do bebê onipotente é muito interessante porque a gente imagina assim o bebê como aquele ser que está no mundo como se ele fosse o mundo é para o bebê ele mesmo é o mundo para que ele está no mundo
né então eu imagino essa figura assim como a água na água então a água se dissolve na água assim como imagina o Bebê totalmente dissolvido no mundo que ele percebe Então eu imagino que esteja por aí essa ideia do sentimento Oceânico que a gente vai tratar assim um pouquinho mais para frente né Mas qual é a ideia Por que que eu não posso gozar dessa forma frustração como a gente viu agora então eu sofro eu me frustro e preciso aceitar essa versão entrada essa versão do meu eu submetido ao princípio de realidade né que advém
desde do Nascimento né Então eu passo a vida apesar de ter renunciado a esse gozo absoluto passa a vida buscando esse gozo mítico perdido né dentro dos limites da cultura só uma das formas por exemplo é sublimação né então ao invés de fazer tudo absolutamente que que as minhas punções apontam eu tento transferir para Cultura né aspectos da cultura possibilidades de suprir minhas necessidades profissionais não é isso então bom só que a sublimação não é Suficiente e como é insuficiente a gente fica assim tentando né através da nossa fantasia compensar essa né que a gente
não vai conseguir nunca né mas a gente vai tentar de uma forma fantástica encontrar né a outras formas né de gozar então a gente precisa encontrar pessoas né psicanálise muitas vezes você pode chamar de objeto e precisa encontrar fora do seu próprio corpo Porque a Partir do momento então que você aceita o princípio de realidade você tem essa pequena fronteira entre o dentro e o fora que a gente chama de eu né o ego o eu é justamente essa essa pequena fronteira que nos separa né separa um dentro e um fora nosso né e a
gente busca fora então outras pessoas que aceitam talvez compartilhar dessa nossa fantasia na nossa fantasia onipotente ainda dessa nossa fantasia do bebê que tudo podia né então na Medida em que encontra outras pessoas assim eu posso criar fluxos né fluxos de prazer né dentro disso que a gente chama de realidade então eu posso me descolar do princípio de Realidade na medida que eu encontro outros estejam dispostos a compartilhar da minha fantasia né isso acontece por exemplo num casal apaixonado não é isso então casal apaixonado ou no funcionamento de massas a gente tem ali uma série
de circulações tanto de afetos quanto de representações São totalmente fantasiosas é mais que servem a Esse princípio de dar vazão ao nosso gozo onipotente né dessa nossa fase inicial da vida Então eu não sei a gente poderia abordar essa ideia do sentimento Oceânico agora vocês gostariam de compartilhar alguma percepção a respeito dos Sentimentos você é único que é como Freud começa o texto dele é que De onde ele vai tirar isso isso de sentimento Oceânico Eu achei que tava meio jogou um termo ali e como dando a entender que a gente soubesse do que ele
tava falando mas ao mesmo tempo ele não dizia de onde ele estava falando mas nota de rodapé ele vai se referir ao amigo dele como rolou mas mesmo assim ele não apresenta para a gente de onde ele tirou isso Então traz a intenção de tentar respondendo uma pergunta ou a gente não sabe de pergunta é essa então a resposta fica meio sem sentido E na verdade o que aconteceu foi que ele já eram amigos de muito tempo a relação deles comecem 23 que o Roman era uma personalidade bem conhecida da época e que ele já
tinha ganhado o prêmio Nobel de Literatura e Freud sendo super antenado com as coisas da época as contribuições de outras áreas intermédio de um amigo deles pediu para entrar em contato com o rolando mandou uma carta parabenizando desde então eles trocavam correspondências Freud mesmo já foi mandar em um primeiro momento psicologia das massas em 23 escrito já foi com dois anos e daí eu vou lá vai devolver para ele é muito bom e assim eles vão até que depois do de uma ilusão o Freud vai mandar para o rolê e ao invés da troca de
elogios e amores que eles vinham algum tempo o rolan vai apontar uma discordância tinha apresentado para ele ele vai dizer que ele acha que o Fundamento religioso que tinha apresentado não era bem Daquele jeito e sim o que seria esse sentimento oceânico essa nome e sentimento Oceânico vem meio de Nirvana assim é meio místico que a área que o rolão trabalhava Então essa ideia meio assim sem Fronteira meio que a gente vai remetendo as coisas do oriente é justamente Nesse sentido porque era aquele trabalhava e o que que vai Acontecer Freud aparentemente não gostou dessa
pontuação que o amigo dele fez tanto quer troca de cartas deles eram tipo cada dois três dias e Freud levou mais de dois anos para retornar essa carta do Futuro de uma ilusão e na carta ele vai dizer que Ah então será que eu posso te responder essa carta em forma de livro bem que tô pensando em fazer uma coisa assim só que quando ele manda essa carta para já estava escrito O mal estar na cultura ou seja ele já tinha todos os argumentos dele e dá a entender que mesmo se o cara disse assim
não ia falar tudo bem Entendeu o que aconteceu um retorno Nossa eu nem lembro que eu te mandei mas fica à vontade e daí as cartas que foram descobertas depois mostram que entre os dois estava meio que assim tipo acabou assim que o querer elogios e amores acabou sendo uma pequena rivalidade e a partir disso que o Freud vai começar a Carta já querendo assim por isso que ele vai falar a primeira coisa do sentimento oceano Claro que tem um amigo meu que tava dizendo isso e que é por isso que ele vai focar tanto
na teoria do eu nas coisas dele dizendo assim olha não é isso aí que você tá dizendo não vou te dizer que é o que eu tava certo pois é porque o Freud também ele tem uma uma implicância maior com a religião e para ele religião é algo menor do que Isso e o rolan tava chamando de sentimento Oceânico né ele ele fala que bom tudo bem O sentimento Oceânico Pode até ser o princípio do sentimento religioso mas ele fala bom mas isso não importa muito o que importa é que as religiões se formam por
uma questão de desamparo infantil Então as religiões são para o Freud uma questão infantil mesmo né então e aí ele fala bom você a caracterização que ele faz o sentimento Oceânico é o seguinte é um sentimento Que ele gostaria de chamar de sensação de eternidade um sentimento como de alguma coisa sem fronteiras sem Oceânico por assim dizer está na página 306 da autêntica bom esse sentimento Oceânico ele seria como uma suspensão parcial do eu né Essa coisa como a Taís falou que seria um como um Nirvana né eu me misturo com o mundo né assim
como a gente tava falando que o bebê nasce como se ele é o mundo né então isso permite o indivíduo uma espécie de dissolução em Todas as coisas né então por Freud essa sensação ela pode remontar um passado mítico né quando o bebê ainda fora da linguagem né tem que lembrar o bebê enfim ele está como água na água Então nesse estágio o bebê ele ainda não tá muito diferenciado no mundo não tem uma fronteira uma barreira entre ele e a mãe dele porque não existe um eu né Não existe um eu e o eu
é justamente essa membrana né Essa pele né falar com o Didi o DJ Z né então o antes dele traz Esse livro eu pele é muito bonito até surgira todos mas essa essa imagem de que a essa pele que vai se formando constrói um dentro e um fora né E aí a trate de uma questão de ausência de fronteiras porque no sentimento Oceânico é como se o eu não existisse é até comum a gente ouvir o pessoal do minefon né Essa Ideia de que a gente precisa neutralizar ou dissolver ou eu né então eu acho
que essa esse é um é um bom começo Para essa discussão Qual que é o papel do eu né porque ele aparece e aí o Freud Traz essa ideia de que o eu é uma coisa dada unitária né como se fosse um fato da natureza para nós quando a gente pensa no eu hoje isso parece um fato um dado né mas para o bebê não é então ele precisa ser construído né o eu é construído o ego é construído E ele fala então essa fachada né e promove uma descontinuidade Então tem um dentro e tem
um fora e o eu é justamente o que Demarca esse dentro e esse fora essa fachada ela não deixa de ser uma é gingando isso é muito interessante a gente pensa então a isso que é dado como um fato da natureza esse nosso eu é uma ficção né uma coisa que a gente constrói e ele é uma espécie de engano até o Fred fala porque o nosso isso em contato direto com o mundo se você pensar na primeira tópica a freudiano ou na verdade Aí já não é Aí já não é mais da primeira tópica
né então vou na segunda top Mas enfim a gente tá pensando num isso que tá em contato direto com o mundo né então o eu tá ali de fato fazendo uma série de papéis uma série de resistências não é uma série de recalques Mas isso não deixa de evitar o contato do nosso do nosso isso né do nosso ide com o mundo exterior Então as fronteiras do eu elas podem ficar borrada e é interessante a gente Pensar que então Em que em que estados que o nosso eu que essas nossas fronteiras ficam então meio dissolvidas
né então no estado de namoramento por exemplo as fronteiras do eu fico completamente borradas a pessoa se pretende uma com esse Parque ela faz né então uma fantasia ali dentro e o a gente vai ver no psicologia das massas essa ideia de que você pode ter uma massa a dois mas a grande característica das massas Essa redução da capacidade de julgamento e tal do eu né justamente porque esse conteúdo do id fica ali circulante entre essas duas formas né que formam então uma outra pele em volta delas né um outro tipo de barreira um outro
tipo de enfim de lugar para que esses afetos E essas representações passam circular assim né acho que tá legal a maneira como você tá apresentando mas eu fiquei pensando em colocar uma pergunta para Pensar porque eu tô imaginando aqui o quanto a gente não sabe né o quanto as pessoas têm familiaridade com certos conceitos e noções do Freud não sei quem leu os textos da meto da Psicologia ou seja sobre técnica mas eu fiquei pensando acho que tem uma pergunta que é muito legal tem duas questões né do começo desse começo do texto do Freud
sobre o sentimento oceano a primeira delas é bom a Thais contou Muito legal essa troca de cartas né o porquê com frete se incomodou com a ideia de sentimento Oceânico mas eu fiquei pensando assim bom o Fred tenta responder a ideia do sentimento dizendo assim olha não é essa coisa nada natural né esse sentimento fundamental do humano não é bem isso não tem muito a ver com religião é isso que o Fred vai falar no começo do tempo mas o que é interessante de pensar é porque que o Freud fala sobre o eu por que
que o Fred fala sobre O eu ou voltar um pouquinho atrás que acho que é legal para a gente discutir o que que é o eu em Freud Talvez seja uma boa pergunta para pensar né porque eu acho que a psicanálise principalmente Freud depois Lacan eu acho lacaio é o grande continuador dessa ideia é pensar o eu a ideia de eu de uma maneira muito distinta da maneira como se pensa o eu no senso comum quer dizer o eu ou aí o eu tá muito vinculado a ideia de indivíduo a noção de indivíduo No nosso
mundo né Nós vamos falar assim da sociedade capitalista ocidental Cristã tá o nosso mundo falando um pouquinho como antropólogo mas é isso né na modernidade ocidental a gente tem uma certa concepção de eu que é muito colado e daí de indivíduo quer dizer consciente uma espécie de uma Mona da né assim de uma de um ser total que vai dividir o mundo interno do mundo externo então eu né assim completamente consciente das minhas ações dos meus atos e das Consequências dos meus atos né um homem assim a gente tem como consequência essa ideia de homem
econômico né assim nos meios e nos fins né Isso é parte da maneira como a nossa cultura pensa o eu mas acho que vale a pena pensar como é que Freud pensou é mas por que que o Freud está falando de eu começa a falar de eu num texto que é sobre a cultura porque vocês estão vendo não sei se vocês acham Mas também como é contra intuitivo Isso quer dizer assim não uma Escultura não seria uma outra escala quer dizer Cultura a gente não tá falando de um de um conjunto de Euros por que
que ele começa o texto falando sobre o eu né Eu acho que talvez vale a pena pensar acho que você já contou o Eduardo como é que se dá a Constituição do eu para o Freud né Mas é interessante pensar como é que o eu se constrói numa relação contínua dialética com que a gente vai chamar do mundo e do mundo do mundo Exterior né Tá vendo que tem a mão começa com a mamãe e depois né porque é o seguinte vai falar assim olha quando o bebê nasce bebê ele não sabe que ele é
um ser em si mesmo que ele é um ser fechado então ele acha que ela é extensão da mamãe ou da cuidadora então ele é com o tempo ele percebe que tem algo ali na mamãe que ele que ele né que ele quer muito que é o seio e que toda vez que ele quer se alimentar e se sentir alimentado ele chora e mamãe vem Depois de um certo tempo ele vai perceber que a mamãe não vem sempre quando ele chora aí ele vai se perceber que na verdade ele não é bem extensão da mamãe
ele é né ele ele tem algo que é diferente daquilo que tá fora né então e ao mesmo tempo fora ele vai dizer assim ele vai perceber que ou né ele vai se tem algo nesse bebê ele vai querer tudo que gera satisfação prazer ou alivia uma certa atenção Ele vai querer introjetar no corpo dele e tudo aquilo que gera Atenção né Depois sofrimento tudo aquilo que né que é ruim ou seja des prazeroso Ele vai tentar se afastar e jogar para fora e a partir desse movimento de querer tudo que é bom né que
gera prazer ou diminui a tensão né o Fred vai chamar isso o time de uma uma satisfação pro Freud uma diminuição de uma certa atenção de um certo conflito né isso que eu falei vai chamar de punção e nesse movimento que vai ser construindo uma certa ideia de que eu Sou um ser que eu tenho uma certa completude existe o mundo que tá fora depois ele vai ser perceber que tem certas coisas no mundo que me dão prazer e certas coisas do mundo que eu quero me afastar porque me dão desprazer depois ele vai perceber
e Tem certas coisas em mim que geram desse prazer e tem coisas do mundo que já era um prazer e Tem certas coisas que já nos fazerem nunca não tenho muito o que fazer porque eles já são internos a mim né Então essa é a História digamos assim da constituição que o Fred vai chamar de eu né que achei legal Eduardo chama de uma membrana né Aos poucos o bebê vai ser vai se dando conta daquilo que é dentro aquilo que é fora né assim vai ser construindo uma certa forma uma certa me daquilo que
o Fred vai chamar de eu mas o que é interessante na ideia do Freud eu acho aí é que o Fred está falando o seguinte Olha o eu no limite o eu é um efeito o erro é um resultado de uma relação Contínua com o mundo exterior e quando a gente fala com o mundo exterior a gente está falando o quê de sociedade de Cultura né começa com a cuidadora mas aí depois aí vão aparecendo outros que é o que a gente vai ter que tendo que lidar na vida não é quer dizer então isso
vai gerando que a gente chama de eu e tem essa ideia eu tenho uma metáfora que eu acho bem interessante até para falar do eu porque tem gente que faz uma divisão tem muitos psicanalistas assim Teóricos que fazem uma divisão que eu até Acho interessante sobre a o self e o eu e o ego né porque daí o eu seria a união das duas coisas né o eu seria o que congregaria de um lado o self que é a reunião das imagens eu reúno sobre mim mesmo dos ideais e tudo mais e o eu um
conjunto de [Música] reações ao ambiente externo né Essas reações ao ambiente externo pode ser Um recalque né pode ser alguma qualquer coisa que diferencia a minha massa completamente indiferenciada no mundo externo mas a minha massa Sensações né A minha massa de pulsões e que de repente é ao entrar em contato com o exterior né que limpõe uma certa resistência ela então se modifica a maior minebo ela chama isso é como se fosse assim a casquinha do pão né então como se a gente fosse a massa do pão com todas as nossas punções e tal só
que ao entrar em Contato com o ambiente Então você vai formando essa casquinha do pão que seria o ego então é uma forma que a gente tem para pensar isso tudo mas a casquinha do pão só aparece porque entra em contato com esse ambiente externo e as suas intempéries né no caso do pão com uma temperatura alta né no nosso caso com os impedimentos da Cultura né justamente então o nosso eu é forjado pela cultura o nosso eu ele não nasce com a gente né Ele é forjado na medida que a gente Entra em contato
com as dificuldades que a cultura nos impõe né então a gente passa a vida tentando driblar essas dificuldades que a gente tem para dar livre inspiração para as nossas punções que a gente faz é tentar encontrar outras pessoas né O que a gente possa compartilhar essas nossas punções né então é por isso que a gente entra nas massas também né família não eu acho eu acho que é interessante Pensar porque que o Fred começa pelo eu né e é justamente assim bom né você explico bem talvez o sentimento Oceânico que o rolou tá falando é
bem no comecinho da vida mesmo que os bebês têm assim essa sensação as punções né assim as funções misturadas ao mundo a criança ainda não tem o bebê não tem ainda noção de que ele é um ser completo total né Isso se constitui ao longo da vida Isso vai acontecendo na relação do sujeito com o mundo Né através da linguagem através de relações de identificação né o lacão vai dizer que o eu é uma espécie de uma cebola né assim o Eu nada mais do que uma cebola das identificações que a gente vai construindo ao
longo da vida né são relações imaginárias E aí depois a linguagem atravessa e a gente vai a vida toda esse processo de construção e de solução do eu né identificações desidificações e como é Que a gente brinca com isso através da linguagem mas é legal Fred começar esse texto como eu sendo que é um texto sobre cultura né quer dizer não sei se ao Augusto levantou a mão aqui e eu tô falando muito e eu quero ouvir o Augusto porque eu tô vendo a mãozinha dele levantar vai lá Augusto por favor Opa desculpa tá meio
que travando aqui bom eu sou Augusto eu eu venho da filosofia e pensando nessa nessa questão do eu eu Acho que talvez um outro ponto que a gente tem que lembrar também é o próprio título né da obra ele o Freud escreve esse livro ali em 29 as portas da grande depressão né logo após a Primeira Guerra Mundial né após a um pouquinho antes da Ascensão do Hitler né então é um ele escreve esse texto em contexto ali europeu e mundial muito muito desagradável né então acho que quando ele vai falar um pouco Desse eu
acho que ele tá querendo traduzir um pouco também esse esse contexto em que o pessoal ali da Europa já tá tá vivendo né no meio dessas dessas guerras desses conflitos e tudo mais e de alguma forma buscar ali a origem né Eu acho que o Freud Ele tem muito muito da questão antropológica também né ele faz isso muito no totem Tabu também e sempre é o desejo dele de buscar o cerne da coisa Ali né o princípio etiologia de tudo mais eu acho que essa estratégia do Freud de começar pelo eu não é não faz
parte só do mal estar ali na civilização mas de grande parte da obra dele né até algumas pessoas jogam essa essa empreitada dele como uma megalomania né uma coisa ali que ele tinha como obsessão mas é só só queria falar isso mesmo né chamar atenção Para esse contexto cultural ali que o Freud estava vivendo E essa tentativa de explicar né o porquê que é tão difícil é independente do contexto seja ele antigo seja ele moderno seja ele capitalista seja ele comunista como ele vai estar ao longo da obra independente dessas desses emaranhados desses contextos o
ser humano ele ainda se depara com muitas frustrações né mas é era mais isso mesmo dando Eco Obrigado aí valeu bom muito interessante Augusto é na verdade Esse movimento duplo que ele faz Que veja ele tá falando primeiro de um sentimento Oceânico né uma coisa anterior ao eu e depois ele vai falar do eu propriamente dito né então existe aí uma dialética entre disformidade né e a conformidade o eu seria essa coisa que dá forma né que da forma que permite então a questão de você ter um espaço dentro e um espaço fora só que
o que que acontece esse espaço dentro e esse espaço fora São uma criação uma fictícia né Elas são defesas do Ego então quando isso se forma é isso gera uma série de mal-estar porque todo esse conteúdo nosso continua pulsando conforme a natureza das coisas né não conforme a as construções que a gente faz e que a gente chama de eu né então isso pulsa de uma outra forma Por isso às vezes transcendem ele sempre tende a transcender as fronteiras do eu então o que que o Freud chama essa questão do sentimento Oceânico ele Fala que
isso é um estado regressivo né é como se o adulto que tem um eu bem constituído sempre tem a tendência a voltar a um estado de inconformidade às vezes disforme né esse estado Oceânico que é o que é a mistura né da nossa natureza com todo o resto da natureza então daí surge também as questões da função da função de morte né e outras a gente vai ver em outros textos em outros módulos e tal Porque não ficaria muito Complicado aqui Mas é interessante a gente pensar nessa importância que existe não é da conformação inicial
de um eu né e a partir daí também que surge uma série de dificuldades de fronteira a gente tá falando eu hoje está falando de fronteiras né de um dentro de um fora então Quais são as patologias que justamente falar em patologias mas as afecções né que ocorrem justamente nessa região fronteiriça e que fazem com que muitas vezes o indivíduo não seja capaz De diferenciar aquilo que é interior daquilo que é exterior não é isso Fabiano é só legal algo que Augusto falou sobre o contexto um abraço tem uma coisa bem legal que o Gilson
e anime no prefácio da adição do autêntica né que a gente tá os dois trifásicos são bem legais eles são trabalho Industrial fascinante eles conseguem contextualizar bem a obra do Freud na na história da obra dele e no contexto Histórico mais amplo né ele o Gilson faz isso muito bem assim e tem uma coisa que ele disse que eu achei super interessante ele vai dizer assim olha dos anos 20 para frente ou justamente no pós-guerra né assim do pós-guerra para frente posso Primeira Guerra Mundial Primeira grande Guerra o Freud ele transforma totalmente as suas formas
textuais em relação a como pensar psicanálise porque o Gilson Vai dizer assim até os anos 10 os grandes textos do Freud era um textos eram os casos clínicos os famosos casos clínicos né começa com a histeria depois da pra neurose excessiva né é um caso de Psicose então tem os grandes clássicos casos clínicos e São textos né de manejo de trabalho de técnica e pensamento Clínico escrito senso depois o Freud vai passar por um período Ao mesmo tempo que ele tá escrevendo os casos clínicos Dora o pequeno Hans né o homem dos lobos ele vai
escrever uma série de texto sobre técnica né sobre técnica no sentido estrito do termo que o psicanalista faz um pouco depois ele vai escrever sobre o que a gente chama né quem estuda de meta o Fred vai chamar né os textos que ele vai chamar de meta psicológicos né que o Fred vai falar justamente dos conceitos das imagens de pensamento que ele criou Para pensar isso que é o inconsciente que é o não objeto do fim das contas né no sentido clássico do termo ele é um não objeto então Freud Tem que criar uma série
de imagens de pensamento para poder dar uma mínima substância as ideias para a gente tem sobre o aparelho psíquico isso que a gente vai chamar de meta psicologia né a ideia de inconsciente né as funções sobre o narcisismo são textos lá do meio da década de 10 aí o Gilson vai dizer assim Olha acontece a primeira Grande Guerra e é uma destruição total na Europa e uma série de pessoas são terrivelmente afetadas pelos traumas da guerra e voltam para suas casas e o Freud desse meio período Freud começa a se preocupar muito com o lugar
da psicanálise na cultura ele vai dizer assim olha tem muita gente doente por causa da Guerra né e a gente precisa pensar o que que esses canais e pode ser no campo da cultura e é justamente nesse Momento no comecinho da década de 20 no Freud vai investir uma série de projetos de clínica pública ou a chamada as clínicas públicas do Freud né em Viena em outras cidades da Europa então ele vai regentar os seus os seus discípulos a constituirem clínicas para atender pessoas de graça em várias cidades da Europa né E ao mesmo tempo
o Freud vai deixar de escrever caso Clínico ele não escreve mais casos clínicos Sobre cultura e sociedade aí o Gilson vai dizer assim olha que interessante é com uma guerra que o Freud vai começar a escrever sobre sociedade de Cultura porque tá preocupado com o lugar da psicanálise mas o Freud tem uma percepção muito aguçada ele vai dizer assim olha eu preciso testar a minha meta psicologia os meus conceitos os meus pressupostos ela só podem ser melhor pensadas E testadas se eu pensava um contexto Social porque é justamente eu quero ver como é que as
minhas ideias sobre pulsão inconsciente como é que elas se dão em funcionamento na relação do laço social então laço social acaba se tornando o objeto do Freud dos anos 20 por isso que ele 21 ele escreve psicologia das massas já tinha escrito amor tudo bem né antropologia mas aí ele tem uma sequência de textos né psicologia das massas depois futuro de uma ilusão Depois mais cara na cultura então tem uma série de texto sociológico a gente chama de sociológico mas que são muito clínicos tá vendo que o texto sobre isso é uma outra coisa que
o Gilson fala que eu acho fascinante né que tem gente que começa a ler o frete pelo ser sociológicos que foi o meu caso eu comecei a ler O Frade pelos textos sociológico porque eu venho da Ciência Sociais justamente então eu entrei pelo Freud ali Só que para mim foi muito difícil de ler esse texto do Freud a primeira vez porque é um texto que é muito clínico e muito meta psicológico então é um texto que fala sobre cultura e ele começa já sobre sobre eu o que eu que ele tá falando né Mas é
interessante como Freud da tem essa inflexão né assim ele vai dos casos clínicos para os textos sobre a sociedade cultura e tem muito a ver com o contexto que o Augusto está falando né assim o que que a psicanálise Pode na cultura mas o princípio do Freud é a gente só pode pensar o sujeito e pensar o aparelho psíquico em relação com o social e cultural é impossível você dissociar uma coisa da outra né o Freud começa a gente não psicologia das massas né ele começa com uma frase famosa quer dizer assim olha toda a
psicologia individual também é uma psicologia social né Tem uma frase famosa do Freud na psicologia das más eu não sei quantos são psicólogos que estão Aqui nos assistindo Mas é uma questão interessante né não sei como é que dentro da Psicologia se lê esses textos do Freud mas Olha como as coisas são muito mais interessantes e complicados de que a mera a separação entre clínico e social né enfim tem tudo a ver isso com que o Augusto falou mas enfim interessante como começa assim né o Augusto tá falando do Lacan quer dizer o lakan dá
continuidade a Esse princípio né Augusto Né quem não sei quem leva quem aqui mas o Lacan é o talvez seja o grande sucessor do Freud a partir desse pressuposto né se o desejo se todo deseja sempre desejo do outro né todo desejo eu desejo do outro o alcan tá dizendo assim olha a Constituição de sujeito se dá a partir do outro sempre o outro é pressuposto né o outro é o social cultural as relações o laço social etc mas enfim questões a Taís desculpa Taís recolhe com a mão Levantada depois o Mateus quer falar também
que ele tá com alemãozinho levantado e aliás aproveitar para abrir logo a palavra né Fabiano porque todo mundo se sinta aí convidado a participar é isso eu tô falando muito Gente desculpa quero ver você só uma coisa que eu acho que a gente ficou meio cada um falando e para entender mais ou menos do sentimento do percurso que ele acabou fazendo que foi um essa hipótese do sentimento Oceânico Que foi levantada se ele seria ou não a origem do fundamento da realidade da religiosidade desculpa que é isso que foi Acho que responderam no primeiro momento
será que o amigo dele e a conclusão que ele vai chegar é ele está errado porque a religião o sentimento de religiosidade a religião então ela vai vir da onde decidir desamparo que ocasionado do surgimento do eu Então esse é o percurso que ele faz ele Levanta hipótese de que esse sentimento Oceânico é o que Funda a religiosidade a religião que a hipótese do amigo dele ele disse que chega à conclusão por causa eu que não que é por causa do desamparo que ocasiona depois de todo esse desenvolvimento do eu essa é uma da primeira
parte que ele quer responder em primeiro momento e outra coisa a respeito do que o Augusto estava falando do Social etc ele também vai falar no texto Dentro de uma dessas três Primeiras partes uma parte importantíssima que acho que ela é bem citada até normalmente até para quem não leu o texto que são as três fontes do sofrimento que ele vai enumerar que a natureza o corpo e a terceira que Freud vai dizer que é mais difícil do ser humano lidar que são as relações sociais tanto dele com o estado tanto dele com a sociedade
tanto dele assim de qualquer jeito e ao longo do texto ele vai dizer que o ser humano tentou dar Jeito na natureza tem toda jeito no corpo através da Medicina avanço das astronomia astrologia enfim todos esses avanços tentando dar conta mas ele chegou a conclusão de que o pior os nossos laços sociais e que a cultura era para ajudar mas ela ajuda e piora então assim meio que a gente chegou no dilema que a gente não sabe que ele vai escorrer melhor nos próximos do livro mas é que assim tá a cultura é boa é
ruim a gente deixou de se animar mas a Gente virou alguma coisa melhor que isso ela causa que os meninos já falaram algum tipo de impedimento da realização dos nossos desejos e ele vai terminar o terceiro capítulo dizendo que será que esse impedimento ele é ruim ou ele é necessário é uma coisa que ele vai tentar elaborar no livro ele é só ruim mas tá então isso a gente não tiver mais esse impedimento na festa do ovo a cada um faz o que quer e Ok como que isso vai se Dar Então eu acho que
foram Pontos importantes também quero ouvir todo mundo então gente a palavra tá com vocês no chat onde vocês quiserem Oi gente boa noite a todos prazer estar aqui com vocês não eu tô aqui refletindo desde que houve em todo mundo falar e me sentir provocar um pouco pela fala do Fabiana que Justamente eu penso muito isso né Eu até tava articulando bastante conhecida aí muito querida né mas O quanto você viesse Clínico da psicanálise ele tem uma interlocução uma dialética para Cultura que quando passa a ser ignorada que é o que eu vejo por exemplo
muito acontecendo com o pós-tradianismo Aí perde um pouco da essência da psicanálise uma vez eu vi uma situação se eu não me engano foi do Daniel Alvares que a psicanálise pode ser muitas coisas menos individualista menos alienante no sentido tipo você não Vai ficar um ser individualista narcisista por causa da psicanálise os canais justamente um contato com essa cultura que você vive que você é atravessado E como você se articula com ela de outra forma eu acho que o texto O Futuro de uma ilusão mais tarde eu preciso admitir para mim eu não consigo ler
eles sem retomar todo instante ou além do princípio do prazer que eu acho que é o que inaugura de uma forma muito Categorica né essa meta psicologia que o franja trabalha todo instante depois de 1920 e tipo ele trazendo e eu lembro que se trazendo traz muito isso da pele de tipo tem uma questão Fabiana O Eduardo tá falando da pele essa toda que é formada que no texto do além do princípio E se fosse uma E se fosse uma célula ali uma massa que está sendo atravessado por toda uma fatores externos e ela tem
que se calejar para conseguir se articular Com esse meio e como que é essa articulação aí como que é esse calejamento vai gerando efeitos de articulação mesmo de desdobramento de sobrevivência com o meio eu acho que a psicanálise que vai trazendo a todo instante vai Relembrando justamente isso de que tipo como que esse sujeito esse eu acho que mais que eu como esse sujeito particular do conhecimento como que a fantasia desse sujeito é inteiramente Formulada através da cultura que tá ali atravessando a todo instante que a gente vai aprendendo significantes e daí a gente vai
ter que se desdobrar e a clínica nada mais é do que ouvir não só esse sujeito mas essa cultura e tem um ponto que eu acho muito crucial que ela faz isso de uma forma que eu acho muito magistral também que é o seguinte o psicanalista quando se coloca em Ofício quando você coloca em trabalho além da Clínica ele começa a Gerar uma Transmissão e essa transmissão já era feitos acho que nada melhor do exemplo do que Freud chega nos Estados Unidos falando tô trazendo a praga tem efeitos na cultura que a psicanálise vai gerando
e que só podem ser geradas quando psicanalistas se colocam em Ofício Clínico de ouvir sujeito barra Cultura até eu gostaria só de fazer uma colocação que eu acho importante que é justamente nesse sentido me parece mas a ideia de que a psicanálise ela precisa Muitas vezes se pensar justamente por causa dessa concepção de eu como uma como um ofício que opera nos limites que opera nas membranas que opera nesse espaço entre né que daí No mínimo você vai ter esses espaços transcionais e tudo mais de qualquer forma não pode jamais ser operada né o espaço
psicanalítico não pode ser o espaço do eu enquanto substância né você não pode imaginar esse eu como uma coisa que é aquilo que Nasce e que nos é uma essência né então se você pensa psicanálise como um retorno uma essência é uma coisa complicada né Eu acho que você tem que entender a atividade psicanalítica como uma atividade sócio cultural né que tá agindo também assim como o resto do mundo ágil o tempo inteiro sobre essa massa assim precáriamente rodeada por uma fronteira então de certa forma quando você tá na Psicanálise você tá o tempo inteiro
trabalhando os limites né ou então o que que o psicanalista deve procurar na minha opinião a primeira coisa dizer os limites Aonde esse esse sujeito estrutura seus limites seus limites na linguagem os seus limites onde eles separa aquilo que está fora que está dentro dessas limites entre o corpo e o que a mente né e a gente percebe isso tanto nas passagens ao ato quanto nas conversões psicossomáticas não é isso Então a entender como são estabelecidos os limites para um paciente fundamental E aí criar um espaço justamente um espaço nesses limites para que a gente
não tem uma crosta enrijecida para que a gente não tem um eu assim substancializado que seja como uma verdade profunda né atrás de tudo aquilo que a pessoa fala não mas que seja um espaço né um espaço assim talvez mais permeável menos permeável né a gente tem patologias que que são Justamente a impossibilidade de diferenciação de um dentro do fora né você pensar por exemplo numa Psicose né de uma coisa a questão do enrijecimento do Eu também é precisa ser pensado como complicada para psicanálise né mas o eu enquanto um espaço de transição entre as
minhas punções né o meu isso e a cultura então aí eu acho que a gente tá num espaço mais interessante que é o que o Freud tá propondo também de certa Forma nesse texto né então você pensar uma psicanálise diferente e aí quando vem a psicologia do Ego é o que se faz aí é isso é enrijecimento mesmo doeu é o eu substancializado e tinha mais alguém queria falar eu ia falar agora eu tava pensando tava falando com a Taís então mais cedo que esse texto a primeira parte tem umas frases muito legais vocês não
acham uma frase meio bomba assim eu acho que é bom para Pensar bom para pensar o certo de discursos contemporâneos sim eu acho que tem umas coisas que fala nesse texto que me fazem pensar sobre primeira delas é o Fred Ele é bem ele é bem engraçadinho às vezes né meio bem demorado assim que ele vai falar ele vai falar assim olha né para começar a gente pode dizer assim que a felicidade absoluta né ele falou assim olha ser feliz não tava no plano da criação eu adoro essa frase senhora é Ser feliz não tá
no plano Assim vocês podem ler a Bíblia felicidade não tá lá né felicidade absoluta não tá no de Deus e esse é um primeiro ponto né assim tem algo tem algo da nossa existência que impossibilita que a gente conquiste que a gente né chegue a uma condição de felicidade absoluta e o segundo ponto no Frade é o que que é felicidade também nessa é uma outra pergunta muito interessante que por Freud faz assim olha felicidade não tem Nada de propósito da vida isso é tudo muito bonito e tal mas a gente pode dizer que felicidade
nada mais é do que o Fred vai chamado princípio do prazer né mas assim olha a gente sempre tá buscando satisfação e diminuição né quer dizer é isso que tá acontecendo e só que a gente não consegue sempre porque tem certas coisas que existem no mundo e na nossa existência Que são fontes de Sofrimento que a gente não consegue impedir que são as três Fontes Que a Taís falou né o nosso corpo envelhece a gente fica velho começa a doente fica doente para né A natureza é algo que tá muito além do nosso controle essa
situação que eu coloquei sobre a felicidade não sei por onde da criação tá 320 né aí o Fred vai falar da natureza isso é muito interessante porque o ocidente nós temos uma certa obsessão de controle pela natureza o controle da natureza e isso é uma fonte De frustração constante da sociedade ocidental né a natureza tem ela transcende as nossas tentativas de controle eu acho que a neurose fala muito disso né bom essa é uma outra questão e a outra coisa que ele fala que a Taís falou que as redes sociais inerentemente nos geram sofrimento porque
nem todo mundo faz o que a gente quer que elas façam para a gente ou da gente a gente quer se reconhecido a Gente quer o desejo do outro como diz o Acã só que né nunca a gente nunca é bem sucedido 100% e Nisso porque o outro é sempre o outro né Então a nossa fantasia sempre quebrada sempre cortada pela por um nível de castração de frustração de Sofrimento então isso são coisas interessantes para de levanta nesse texto mas a felicidade absoluta é uma impossibilidade mas o que que a gente faz com isso e
tem uma outra Parte que eu falei às vezes assim a felicidade é uma impossibilidade absoluta mas não significa que a gente não tem que ir atrás no princípio do prazer né que a gente não tem aqui viver pelo princípio do Brasil ele vai chamar de felicidade né porque isso não significa que a gente devagar os dentes É isso mesmo né que o Freud tira sarro do texto inclusive Ah tem um pessoal aí acho que a gente tem que viver no estado de natureza né ou assim que a cidade Ocidental serve para nada e tal aquela
coisa assim não é bem assim na visão do Fred Mas enfim são questões interessantes que ele coloca nessa primeira parte o Abner tá com a mão levantada [Música] sobre a origem eu achei interessante assim porque na minha leitura parece que o rolam e o Fred eles estão falando tá me ouvindo sim parece que eles estão falando de Coisas bem distintas assim porque Aparentemente a religião mais estruturada né interessante que inclusive o rolando fora de trás ele diz assim que o homem pode se sentir religioso mesmo Abrindo mão de todas as ilusões e As Ilusões elas
verem exatamente dessa produção que seria dessa estruturação onde que a partir de então né eu não tenho mais um pai Tonico né que me protege e de algum Modo tem uma relação de um líder para comigo e eu então queria um top um Deus e que De algum modo vai suprir essa relação que eu tenho como desamparado parece que isso que o Freud chama de religião de modo que o rolando né não seria um homem religioso mas que teria um sentimento que todo de modo que se a gente voltar assim ali naquele texto do Flash
Tottenham aqueles homens que eram Algum modo né tirados do grupo aquelas mulheres elas poderiam ter esse sentimento de todo mas isso profunda da religião isso origina a religião essa é uma questão interessante para fora não porque Funda a morte desse pai e a possibilidade então de substituir né a gente fazer uma metáfora transformar esse homem né em Deus você acha bem interessante isso então é uma coisa bacana para caramba do que você tá falando né porque se eu Imaginar é o seguinte para Freud no final das contas a religião parece uma coisa bem mais simples
do que isso que ele está chamando aí de sentimento Assim no final das contas ele tá tratando de uma questão neurótica né ali é uma questão edípica né quando você tem justamente você traz o totem em Tabu de Fato né Você tem o parricídio e você então tenta lidar com seu desamparo mas esse desamparo já é já é edícula pode é dito né então a gente tem uma questão Que não é um sofrimento narcísico identitário como seria por exemplo uma pessoa que tivesse problemas de fronteiras aí só psicanálise contemporânea trabalha muito e é isso de
uma dificuldade Num sentimento do eu não Então isso que a gente encontraria num estado Num sentimento Oceânico eu acho que daí talvez se dá essa discordância do Freud fala não tá falando de coisas diferentes Você pode até invocar esse sentimento Místico mas isso aí uma coisa Muito mais primitiva a gente tá falando aí numa ausência de eu o que a religião trata de fato para Freud a ideia do desamparo quando já há um eu e esse eu teme teme pelo desamparo teme pela pela abandono do pai ou abandono do destino né quando você então passa
por uma fase adulta Mas de fato essa questão é muito interessante e quando você diz isso é interessante procurar ele fala né A religião não pode utilizar disso e é interessante como que Acontece Principalmente nos transmisticos né parece que a pessoa realmente está numa certa relação com toda ali numa irmã não tem tido muito mais massificado do que no sentido de eu mesmo ele é interessante essa Sua percepção Imagina é exatamente o que aconteceu é quando você analisa as cartas entre eles as correspondentes E como foi se construindo a relação deles a palavra Que referenciam
esse relacionamento é diálogos entre surdos justamente porque um era completamente Místico Enquanto o outro dizia cara não acredito em nada disso nunca vivi isso e acho que quem tem nada a ver com isso então essa percepção de quem está de fora é justamente isso que aconteceu só que eu acho que enquanto estavam os dois entre meu amigo que legal isso foi que você fez legal parabéns tô gostando hein Legal o início Da Amizade eles foi isso foi uma troca de elogios nossa muito bom tô pesquisando muito legal eu também a partir do momento em que
o rolou levantou primeiro questionamento Tipo olha não concordo achei que isso aí que você fez é místico tem outro tem justamente puxou para o lado dele foi daí é justamente Ele começava não e as outras correspondências mostra que eles começaram de falar em validade atrás assim meio que tipo tava bom enquanto os Dois estavam se elogiando mas eles de fato entraram nesse embate eles têm percepções completamente diferente eu tava pensando aqui sobre como Freud rebaixa a religião né as afirmações do religião são bem [Música] uma coisa bem interessante de ver né os padrões assim porque
ele rebaixa a religião uma condição O freudismo que é interessante que fala sobre a cultura diz assim olha a cultura é necessária Para a gente poder aguentar a nossa vida que a vida é difícil então tem certas coisas na cultura que a gente se utiliza para poder suportar as fontes de Sofrimento que são inerentes a condição humana né e ele vai usar dois termos que eu acho interessante isso na visão do Freud né ele vai chamar das atividades paliativas e das técnicas de vida isso tá na parte dois do mal estar né quer dizer a
gente lança a mão de certas coisas da cultura que serve como Paliativos para a gente suportar nossa existência né as fontes de Sofrimento que são inerentes à Vida e a religião é colocada nesse nesse nessa sacola digamos assim eu tenho muito essa percepção assim por Freud Olha a religião paliativo um paliativo barra quase delírio na cultura da ilusão é essa discussão bom Quase Delírio uma atividade paliativa é uma técnica de vida que a gente construiu Para justamente suportar a Nossa desamparo primordial mas eu fico pensando como e isso é uma coisa que eu falei para
o Eduardo e para Tais assim que eu não compro que eu não compro do Freud eu acho que ele tem uma discussão muito pobre de religião ainda mais que você antropólogo mas a Fred repete isso muitas vezes né a religião é um paliativo aí mas ele rebaixa a religiosidade a religião enquanto uma fantasia paliativa né Isso é bem presente na obra então uma coisa Fabiano Que eu desculpar quer falar pode falar Fala aí não fala você eu tenho uma outra aqui bom é que eu tava pensando é o seguinte ele tá tratando o tempo inteiro
com essa ideia de ilusão de realidade né ele mostra como que o princípio de realidade vai sendo vai sendo criado né e justamente é o princípio de realidade que vai conformando primeiramente esse eu mas ele mostra também como que a gente tem essas astúcias não é para Driblar um pouco essa castração porque no fundo justamente do que a gente tá falando é da castração que nos é imposta pela cultura e de como que se faz para driblar essa castração né então o mundo da fantasia né esse nosso mundo mental esse mundo do devaneio né a
gente pode imaginar então alguns devaneios algumas fantasias Então são compartilhadas né então o que a gente fala é eu acho que é uma ideia muito contemporânea é muito interessante de Isso a ideia da formação de bolhas Às vezes a gente pensa como é que pode existir grupos de pessoas que acreditam em coisas às vezes estão bizarras né grupos de pessoas que acreditam em coisas tão diferentes de outras pessoas que vivem em outras bolhas né E tem no Brasil né Essa questão de bolhas também e tal agora o que eu acho que faria sentido Talvez para
Freud teria pensar a religião de um modo geral como uma bolha de certa forma hegemônica Então você tem Uma uma espécie de bolha ali dentro as pessoas não vão restringir a circulação libidinal uma das outras no que tange aos aspectos dogmáticos daquela religião Então por mais ilusória que ela seja essa circulação vai ser muito bem Aceita muito bem quista da mesma forma como em qualquer outra bolha você forma uma pele exterior a essa forma social mas dentro dela as representações em afetos circulam Mais livremente Então o que eu acho que a gente podia pensar é
que no final das contas por mais que Freud esteja pegando no pé justamente das religiões talvez a gente possa imaginar que de um modo geral a religião das religiões seja isso que a gente chama de realidade não é porque o que a gente fala de realidade no fundo essa ideologia não é porque a gente tem uma ideologia mãe né que a nossa cultura que é justamente a cultura é justamente a Cosmologia Mas então essa É a bolha das bolhas né isso que a gente chama de realidade então no fundo o que a gente está fazendo
é criando para nós uma grande pele exterior para que dentro disso a gente possa dar alguma vazão para nossas circulações libidinais o que não quer dizer que vai existir empecilhos para essa circulação porque aí dentro também interesses contraditórios relações de forças e tudo mais né mas não dá para deixar de pensar então que a nossa realidade é também Tanto quanto a religião ou talvez é de formas diferentes porque você tem diversas pegadas epistêmicas aí dentro né mas a realidade não deixa de ser também um aspecto da vazão do nosso delírio viajei demais pessoal agora ficou
em silêncio esse lado não quer falar e o Abner tem o Bruno também é tinha um lábio na minha frente mas ele abaixou a mão não sei se ele ainda quer Falar mas deixa eu só só falar uma coisa aqui que eu achei interessante quando o Fabiano tava dizendo sobre sobre esse paliativos porque o Fred ele traz algumas medidas né Inclusive a filosofia também ele coloca arte né mas parece que ele sempre vai colocar ciência enquanto esse degrau de autilidade né e assim e a religião sempre enquanto esse degrau mais baixo possível né onde que
ele vai pensar Inclusive nas outras e uma coisa que eu acho muito interessante que no futuro é que uma ilusão ele não é uma mentira mas não necessariamente categorizar ilusão tudo aquilo que eu ignoro os fatos mas que eu vou de acordo com aquilo que é meu desejo uma satisfação então não necessariamente isso é interessante a religião é uma mentira por mais que ela vá de encontro com os meus desejos Então isso é bem interessante né E aí tem alguns Alguns Filósofos da religião né que eles vão dizer exatamente o que ok né o Freud
ele encontra as questões da religião no inconsciente Mas isso não nega a possibilidade da realidade da religião isso É bem interessante mas que às vezes a gente concorda com ele Bruno manda a base Oi gente boa noite então meu nome é Bruno eu sou psicólogo E assim na verdade eu tenho uma questão para vocês eu queria escutar assim vocês o que vocês pensam que vocês elaboram sobre isso porque assim sempre que eu leio Freud é um exercício constante de tentar de tentar contextualizar ou de tentar ir para além de Freud assim né da época dele
do contexto dele como faço para trazer isso né Para nossa época que leitura é possível a partir disso e assim eu fico tentando Pensar né quando o Freud ele fala em religião se essa religião a gente pode abranger assim para todas né E que religião ele tá falando né de que de que direcionamento religioso exatamente ele tá falando quando ele fala de uma religião e de quanto disso né nas nossas leituras a gente pode de fato dizer que a religião como um todo todas as religiões e porque eu tô falando isso né em determinado momento
aqui na página 318 319 do texto aqui da autêntica ele fala sobre as medidas paliativas né que são essas distrações Poderosas satisfações substantivas e substâncias entorpecentes mas aí ele não consegue nem enquadrar em um primeiro momento a religião nessas medidas paliativas E aí eu fico pensando qual de fato seria essa religião se de fato é possível né aplicar alguma religião em algumas dessas medidas outra assim Outras não né E se de fato Vocês conseguem perceber que enquanto Freud está falando de uma religião de qual religiões Ele tá dizendo né ele tá falando não sei se
Ficou claro assim para vocês mas a minha pergunta vem porque ultimamente no Instagram vem uma provocação né falando sobre como a Freud critica uma psicanálise selvagem não sei se vocês viram lutando por aí mas como Freud ele critica uma Psicanálise selvagem mas ele é o maior detento em torno de uma psicanálise selvagem né justamente porque muito da psicanálise né que a gente tá ali sempre construindo e fortalecendo enquanto que se faz com sujeito que se faz a partir do discurso que é num e tudo mais em outros aspectos Principalmente nos textos sociais as leituras elas
são amplas né obviamente necessita fala a respeito de um social fala de muitos então Pensar isso da religião e como medida paliativa no que ela poderia se enquadrar ou não também que religião seria essa enfim ficou passando isso pela minha cabeça sabe essas essa provocação Mas também essa contextualização necessária aí eu queria escutar vocês assim para clarear um pouco as minhas ideias eu quero pegar o seu grande sobre quais religiões acho que tem duas coisas né tenho quais religiões que acho Que a primeira questão é interessante pensar acho que é uma boa questão para se
pensar no Freud porque eu acho que é importante pensar a ideia de religião no Freud muito a partir dos mitos que ele Opera para pensar o aparelho psíquico né quer dizer né O Abner voltou para o totten Tabu é muito interessante que existe uma relação de para mim pelo menos de homologia ou de analogia entre fazer quando ele fala Sobre religião parece que ele tá pensando muito nas religiões monoteístas porque nem termos míticos ou estruturalmente em termos míticos elas são análogas palmito ele escolhe para pensar a passagem da natureza para Cultura né que é o
mito da Horda primordial matam o pai né esse é o primeiro ponto então é interessante e tanto que o Fred tem muitos textos sobre sobre monoteísmo né sobre isso depois ela fala muito Sobre judaísmo nos anos 30 eu penso sobre Moisés que é super interessante né falando sobre ele volta a falar de religião mas não moisésima é a partir de outros termos eu acho que é muito mais complexo quando ele vai pensar o lugar de Moisés que é bem legal inclusive de pensar né como é que você dá essa transformação mas eu acho que quando
ele fala em religião ele tá se referindo especialmente as Religiões manteristas né que tem uma estrutura nítmica muito parecida com os mitos que ele se utiliza para pensar a passagem da natureza para cultura para dar um termo antropólogo o grande tropaulo para você então esse é o primeiro ponto porque daí a gente pode entrar numa discussão mas o que que é uma religião que era para o Freud e se a gente pensar no agora também tem uma uma definição ou uma disputa conceitual quer dizer o que que é definido como religião Atualmente quer dizer na
filosofia da religião na sociologia da religião e isso vai desde Durkheim até entendeu tem todo uma tradição que vai definir o que que é religião que que não é religião a gente vai dar uma volta enorme né mas enfim eu pessoalmente tem uma Eu tenho um pouco de a parte do Fred com menos gosto assim quando o Fred vai falar dos povos primitivos e quando fala de religião porque eu acho que ele simplifica uma série de coisas que Antropologia posteriormente vai complexificar não só posteriormente na época dele eu sempre falo isso que dor cai a
escola sociológica francesa escrevia ao mesmo tempo que ele estava escrevendo Eu acho que o pessoal da França tinha com questões mais interessantes sobre o que é religião né o papel da religião que é religião muito mais interessante do que o Freud pensava Mas isso é a minha visão tá Metendo o b dele aqui no Freud e sobre essa coisa da psicanálise selvagem Esse é um ponto também que esse é um outro ponto do Bruno que não tem diferente incomoda muito porque se utiliza muita ideia de Vagem para uma tentativa de purificar psicanálise eu vou usar
o termo purificado de sacanagem mesmo porque eu acho que tem por exemplo dentro do lacanismo tem um movimento de De não querer muito pensar o lugar do Social uma psicanálise e dizer assim você meio que quer você quer né colocar não que o inconsciente é na clínica porque sempre um a um e a singularidade do sujeito só que quando você vai para a história da psicanálise quer dizer a psicanálise como crítica da cultura toda essa reflexão que o Fred fala dos anos 20 e depois o que que o Lacan faz seus pressupostos do lacães em
relação a psicanálise elas são completamente Vinculados a uma certa ideia do que é o social porque Lacan fala de linguagem nós somos efeitos de linguagem efeitos de linguagem é social e cultural gente né quer dizer aí fica para mim fica uma coisa meio de gay para dizer assim ah mas o psicanalista não pode falar de tal coisa mas não é questão de pode ou não pode mas é como se fala de quais são os limites da psicanálise como se fala né quer dizer psicanalista não fala como um antropólogo fala Tá mas isso não significa que
um psicanalista que lembra Apologia não possa falar sobre então tem uma coisa que me incomoda um pouco nessa ideia de selvagem tá eu vi circulando isso hoje Bruno também por isso que isso me incomodou e eu sei e é são as pessoas que eu Vote nele eu discuto no Twitter assim que não concordo muito mas ele tem um pouco isso mas eu acho que é isso pessoal volta para o discurso da Religião né que o meu Deus meu Deus que salva então eu sei o que é psicanálise eu sei tá certo a psicanálise é isso
aqui é realidade você pode ou não pode entendeu é meio chato mas enfim vou parar de falar que não fica vira fofoca eu quero ouvir o que o Abner [Música] fala de religião inclusive no livro do tabu ele vai colocar todas as Regiões na conta do pai da obra ele vai dizer que religião se Funda a partir do totem né a imagem normal depois se torna uma margem de um homem que passa pela cabeça de animal depois ele se torna um homem como uma pessoa e depois ele transcende para um ser mais organizado diferenciado do
ser humano então quando o Fred ele fala da religião aparentemente na leitura que eu fiz ele vai falar de todas as regiões Colocar todas as regiões entre um saco só ele Vai falar e não vai falar né é isso que interessante ele fala mas não fala aí que tá acho que o grande limite do Freud né porque ele tá ele tem como pressuposto uma concepção evolucionista tanto do totemismo quando a ideia de religião porque o fim o pelos Vamos colocar assim são as religiões monoteístas é o pai termina no pai da ordem então por isso
que é complicado pensar Quais outras religiões existe uma série De sistemas religiosos que não tem isso como pressuposto lógico ou mitológico desse caso não é mitológico então é interessante não são todas as religiões é que a minha birra com Freud Nesse sentido porque o meu ponto é na mesma época do Freud uma série de sociólogos antropólogo estava escrevendo coisas muito mais assim complexas sobre sociedades não ocidentais e a maneira como eles construíram seus sistemas religiosos e eu tô falando Especificamente do Durkheim e seus alunos e seus discípulos né o Marcelo discípulos do Durkheim o moço
era sobrinho Além disso mas acho ele ainda mais genial fabricante então ao mesmo tempo que o Freud estava escrevendo muito sobre religião e Magia e de fato isso foram capazes de entender melhor outras formas de se pensar o sagrado para além de como Freud vai pensar essa minha a minha birra com Freud justamente já tô divisando aqui Para a gente para não dizer que a gente só defende Freud não tô brincando esse de fato é um limite que eu vejo no freio e olha que para o Fabiano falar alguma coisa de mal do Freud eu
tive que esperar até hoje desde que eu conheço ele agora eu queria ver Fabiano o seguinte O Lucas está escrito há algum tempo aí a gente precisa passar a palavra para ele agora tá com uma falha no sol mesmo talvez Porque aparece aqui para mim aberto mesmo não tem importância se você preferir escrever Lucas Às vezes a gente consegue debater dessa forma também de qualquer jeito eu diria assim o pessoal Tragam realmente essas questões né com as leituras que vocês têm feito aí do texto o próximo encontro são os próximos três pontos né Thais da
Do mal-estar eu sei que é um pedaço ainda mais curto assim do que esse que foi dessa vez ele até mais isso mas temos desdobramentos muito justamente entra essa questão do mal-estar Então eu acho que Oi desculpa não pode terminar eu quero eu queria deixar uma questão mas uma coisa que uma coisa que legal que aparece no final do terceira parte do na cultura que o Freud que coloca Pensa Cultura a partir de um lugar ambíguo lá um gambigo interessante é que a Taís Já falou um pouquinho a ideia é muito interessante para a gente
pensar e levar isso porque eu acho que diz muito sobre como a psicanálise freudiana pensa um humano também que é assim olha a cultura é um lugar que de certa forma é o nosso paliativo para aguentar as agruras da vida digamos assim a nossa chupeta né Sempre brincam que a cultura é a nossa Chupeta das mais variadas formam mas ao mesmo tempo o Fred vai dizer ao mesmo tempo que essa mesma cultura serve como paliativo a cultura é o lugar que restringe boa parte das nossas funções Então ela ao mesmo tempo que é o paliativo
ela causa do nó de um certo mal estar ela é causa de da né de algo que nos impede de viver as nossas funções de forma livre do absolutamente disso né mas o meu ponto é pensar na cultura como esse lugar tanto O lugar paliativo né assim como a cultura é o lugar da repressão é o lugar em que não nos possibilita fazer certas coisas isso gera certos efeitos né que daí a noção a gente pode mais para frente vai falar sobre princípio do prazer e falar sobre neurose né a cultura é a fonte da
nossa das nossas neuroses né a gente precisa pensar nisso também então a cultura como esse lugar ambíguo Talvez seja legal Para deixar vocês pensando não sei se vocês concordam Mas penso muito nisso quando Leia o Freud eu tava eu tô vendo aqui um comentário do Lucas né que muito boa ele fala boa noite minha gente quem quieto sobre aquela metáfora que Freud USA sobre a permanência das características da infância né ele usa a metáfora de uma cidade em que todos os prédios antigos convivem com os novos pensei na Polifonia na música em como Olha que
interessante e como os discursos sonoros vão se cruzando a partir do desenvolvimento da peça musical como também de uma possível metáfora dessa discussão de Freud ição de mais o texto e aprendendo muito com vocês na próxima tentar falar o computador pois é então o Lucas Mas isso é bacana demais e Que bom que você trouxe porque a gente não tinha realmente falado mas esse é anacronismo Né que tá presente em todo o pensamento psicanalítico e essa maneira como as ruínas convivem com ruínas ainda mais antigas né e Fryer usa a cidade enfim usa Roma Antiga
né então Roma aí ele pega o tempo do zétruscos então Aquilo é destruído vamos construindo outras por cima e ele pensa no quanto que essa metáfora serve para pensar nossa vida psíquica né Então como que esses traços se não são Completamente Imortais assim da nossa da nossa da nossa mente eles de certa forma deixam ruínas então quando a gente tá atendendo quando pensando psicanaliticamente através de assim em um discurso a gente precisa saber perceber e fazer o marqueologia desse discurso né tentar ver quem é a criança que tá falando ali naquele adulto né isso porque
muito da nossa da nossa mente né é formada nesses estágios assim mais primitivos e quando Você tem falhas nessa formação desses estados mais primitivos isso aparece de uma forma muitas vezes até racionalizada né disfarçada e tal mas aparece no adulto né parece um adolescente é questões são muito básicas da infância Então essa metáfora do Freud de Roma Antiga eu acho muito bonita e eu acho que a maneira como você coloca pensando isso como uma polifonia né numa peça musical isso é muito bacana né Eu acho que de vez em quando desafina né Talvez Esse quando
o desafio é justamente é mais interessante né porque alguma coisa desafinada da notícia de uma nota tocada em uma outra época né numa outra época numa outra era
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