Para uma pessoa sair da classe baixa paraa classe média, essa transição se chama mobilidade social. Período médio de mobilidade social no Brasil são nove gerações. Para uma pessoa sair da pobreza pra classe média.
Ou seja, alguém numa única geração conseguir distorcer esse tempo, subverter essa estatística e alcançar esse resultado mais rápido. Não é uma viagem muito simples. Não é fácil.
Nunca foi fácil para ninguém, não é fácil para ninguém, mas é possível. O primeiro ponto é que diante de tantas vozes na sociedade, de tantas vozes às vezes dentro da própria cabeça da pessoa, o primeiro ponto a se ter claro é que é possível, porque se alguém acredita ou acha que não é possível, ela já começa fora do jogo, ela já entra no jogo perdendo. Então, pode parecer um papo meio de autoajuda, dizer que a gente precisa acreditar que é possível, mas é fato, porque quem não acredita que seja possível já tá fora.
Então, acreditar que é possível mesmo em meio a estatísticas absurdamente desfavoráveis, como nove gerações, para você sair da pobreza pra classe média, mesmo diante desses números, primeiro lugar é o cara acreditar que é possível. Segundo ponto é entender que numa realidade onde você planta e cole, num cenário onde você precisa plantar para colher, é preciso, em primeiro lugar plantar as sementes certas e dois, no terreno certo. Então não basta ser a pessoa certa ou plantar as sem ou ter as sementes certas se você tentar plantar essa semente um bloco de concreto.
São finitas e elas dependem das condições ideais para que ela brote. Então não adianta, né? Eu não sou especialista em agronegócio, mas ninguém precisa ser para saber que se tentar plantar uma semente de excelente qualidade num bloco de concreto, ela não vai nascer.
Então você precisa ter o terreno certo. Daqui a pouco eu falo que é o terreno, mas você também precisa ter a semente certa. A semente certa também faz a diferença.
O que que eu posso plantar no lugar certo que eu posso colher? No fundo, essa é a equação. O que eu vejo de muita experiência, eu já tenho 31 anos que eu empreendo, eu sou um veterano, quase avô.
Eu vejo muita gente boa plantando boas sementes no concreto. Vejo muito empresário esforçado, dedicado, tentando plantar uma boa semente no concreto. Da mesma maneira já vi gente em terreno bom plantando coisa errada.
Dentro do terreno certo, tem aquele que é mais certo ainda. Dentro do terreno certo, terreno fértil, digamos assim, você também vai encontrar aquele que é mais fértil ainda, que você vai ter mais resultado ainda. É preciso ter uma dinâmica constante de análise de esforço versus resultado, versus retorno.
Porque se eu tenho mais retorno para uma mesma quantidade de esforço, aquele terreno me indica que eu devo focar a minha energia ali. O que, portanto, eu não posso estar apegado, ainda mais num mundo em que a tecnologia muda o tempo inteiro, a nenhum produto, a nenhum serviço, a nenhuma estratégia, a nenhum contexto, porque esses cenários mudam completamente. E aí eu tenho que estar atento para fazer essa análise de custo de esforço versus retorno o tempo inteiro.
Não tem certo errado e nem sucesso e fracasso quando você troca de projeto. Fracasso tá em quando eu desisto. Ah, mas eu desisti daquele produto?
Não, você não desistiu daquele produto. Você está perseverando na busca do seu resultado com outro produto. No fundo, o produto é o meio.
O resultado é o fim. Então, ah, se eu troco o meio, eu não desisti do fim. Eu costumo dizer que a pessoa deve estar sempre satisfeita, porque a satisfação, ela está relacionada a contentamento e também está relacionada à gratidão.
A gente não pode confundir satisfação com conformidade. Portanto, é satisfeito sempre, conformado jamais. conformado, com forma com mesma mesma forma.
É quando você ganha a mesma forma do ambiente. Você tá num ambiente que é ruim, aí você se torna ruim porque aquele ambiente é ruim. Quando você ganha a mesma forma, quando você se conforma.
Então, quando eu estou satisfeito, eu tô feliz, eu tô grato. Isso me ajuda a ter saúde emocional. Mas quando eu não estou conformado, isso me ajuda a não ser um cara acomodado, me ajuda a não ser um cara que vou me adaptar à situação.
O brasileiro, ele gosta das suas garantias, dos seus direitos, das suas seguranças. E a minha filosofia é estabilidade não existe. Na minha visão, não existem [música] essas garantias, não existem essas seguranças, não existem esses direitos.
Isso é uma ilusão, isso é uma ficção ideológica ou política. É uma ficção que alguém contou pro cara e o cara acredita que existe alguma coisa que vai garantir a vida dele. E aí esse todo esse sistema de garantias, ele é sustentado numa lei trabalhista e é sustentado numa aposentadurista tal.
Cara, tem alguma coisa mais quebrada no Brasil do que o INSS? >> Não tem, cara. Então o que que acontece?
E e vai ficar cada vez mais quebrado. Por quê? O velho vive cada vez mais pelo avanço da medicina.
Que bom. As pessoas casam cada vez mais tarde. Os cara com 35 anos agora vão começar a casar.
Muitos não têm filhos e os que t menos filhos. Cara, essa conta não fecha. Quem é que vai pagar a aposentadoria do moleque hoje da geração Z que tá chegando aí?
Quem que vai pagar a aposentadoria dele? Porque o nosso modelo previdenciário, como é que funciona? Os jovens pagam pros velhos.
Não tem ninguém fazendo poupança para si mesmo do futuro, não. É um modelo de compartilhamento em que quem trabalha hoje tá pagando pros mais velhos, só que os velhos vão demorar a morrer e tem cada vez menos jovens, então essa conta não fecha. Então toda promessa de segurança, de seguridade social, toda promessa que o sistema faz é uma propaganda enganosa.
Quem deposita a sua esperança nesse modelo, nesse sistema, vai morrer pobre. Essa é a real. Todo mundo vai parar no NSS no final da vida.
Então, e as pessoas não pensam nisso. E eu comecei a pensar nisso quando eu tinha 18 anos. Eu ia pro Meer, pro colégio Martins estudar, e eu saía do Jabu ali, pegava um ônibus que passava pela avenida Suburbana.
E aí aquela avenida Suburbana num determinado período do mês, tinha um monte de banco. E aí eu vi um monte de fila, cara. Entendia que fila era aquela.
Uma vez eu perguntei pro cara do lado em pé, falei: "Cara, que que é que é essa fila aí? Cara, isso é fila de aposentado para receber o seu [música] a sua aposentadoria. E cara, mxaria que esse povo recebe, cara".
E olhava aqueles velhinhos num sol, 36º de manhãzinha já na fila, rodando quarteirão, para receber uma mxaria de uma aposentadoria. Eu falei: "Cara, nunca na minha [música] vida eu vou entrar nessa fila, nunca na minha vida. Eu tive pavor daquilo ali.
" Então assim, tem gente que tem medo de investir, tem gente que tem medo de empreender, eu tenho pavor do sistema. Então, empreender para mim eu não tive medo porque, cara, era a minha saída daquela desgraça. Você entendeu?
O senso comum produz um uma gama de pensamento nas pessoas que elas se sentem seguras com aquilo que o estado tá dando para ela. E isso é uma escravidão. Esse pensamento deixa a pessoa presa nesse troço, entendeu?
Então eu eu diria para você que se libertar disso foi, por exemplo, para mim a minha a minha prioridade. Eu não tô fazendo aqui discurso político, não tem nada a ver com isso. É apenas uma observação pessoal minha.
E eu acredito o seguinte, pro cara sair disso, ele precisa entender uma coisa. Na CLT ele precisa vender 44 horas semanais, que é carga horária da CLT, por um salário. Então, no final das contas, todo mundo é vendedor, cara.
Até o cara que acha que não vende, ele tá vendendo 44 horas semanais para ele ter um salário. Sair desse sistema significa o seguinte, cara, eu preciso vender o meu produto, eu preciso ter o meu produto, eu preciso ter o meu serviço, porque eu vendendo o meu produto, meu serviço e tendo a escala necessária, eu vou romper com essa lógica. Então, [música] é todo mundo que vai fazer isso?
Não, não é todo mundo que vai fazer isso. A maioria vai ter medo. A maioria não vai conseguir.
A maioria não vai estar preparada. Mas uma coisa [música] é certa, vence nesse sistema, nesse jogo, quem sai desse modelinho do NSS e aprende a vender e vai empreender seu próprio [música] negócio. Imagina o seguinte, um cara que trabalha, >> tá, trabalha lá no num fast food, >> num fast food, um cara que é atendente de um fast food muito famoso nos Estados Unidos, ele casa com outro atendente de fast food muito famoso, dois [música] atendentes de fast food casados nos Estados Unidos e dois atendentes de fast food no Brasil casados.
Qual é a qualidade de vida que esses dois têm? >> A do dos Estados [música] Unidos é outra de outra parada. >> A dos Estados Unidos.
O cara tem casa, o cara tem carro, o cara viaja, o cara tem uma vida digna. É só fazer a conta. Aqui no Brasil não dá.
Então o que eu quero dizer é o seguinte. Aqui no Brasil, o cara que não teve herança, que é o meu caso, o cara que não teve herança, que tive herança de educação e amor da minha família, que eu me doa muito bem com ela sempre, até hoje, mas não financeira, não ganhei um apartamento, não ganhei um carro, nada disso, né? Meu melhor presente de casamento foi uma televisão de 14 polegadas usada.
Então você pensa o seguinte, um cara que não teve herança pro cara conseguir sair do nada assim e conseguir ter um apartamentozinho em um carro, isso é uma proeza que o cara tem que fazer no final da vida dele. A proeza. Então a barreira social no Brasil é muito grande.
E eu acho que isso favorece empreender. Você entendeu? Porque, pô, o cara tá, o cara não tem alternativa.
Eu, o que que eu tinha a perder? Não tinha nada a perder, cara. Cada um vai viver de acordo com aquilo que acredita.
Se tu acredita que é isso que a vida reservou para você, tu tá certo, cara. Eu acredito que não. Eu também tô certo.
Essa coisa de missão e propósito eu enxergo da seguinte forma. Não é assim algo que eu tô num lugar, desce um anjo do céu com pergaminho na mão e uma música assim, ó, as trombetas tocando, pá pá. Este é o seu propósito.
>> E as pessoas às vezes entendem propósito de missão de vida como algo que você descobre, como algo que você é revelado, como algo que você é chamado para aquilo. É possível que uma ou outra pessoa, um anjo do céu, desça dessa forma. Mas isso não é regra pra maioria das pessoas.
A regra geral é algo chamado livre arbítrio. Essa é a regra geral. A maioria, e eu me enquadro nessa maioria, esse chamado e esse propósito é resultado da regra geral, que é o livre arbítrio.
Livre arbítrio nos dá a possibilidade de escolhermos o nosso destino, o que nós queremos. Então, propósito e chamado, eu entendo dessa forma, não é algo que você encontra, [música] é algo que você escolhe, é algo que você decide. Então, por exemplo, numa determinada fase da minha vida, quando eu andava 5 horas por dia num ônibus lotado só para ir para trabalhar e voltar, e eu começava a competir no mercado com 5 horas a menos, o que para muitos é injusto.
E eu não discordaria que seria injusto, mas a diferença é que eu não me vitimizei. Eu parti para cima com as alternativas que eu tinha nas mãos para poder fazer acontecer. E isso foi uma escolha resultante do meu livre arbítrio.
Naquele primeiro momento seria: "Eu preciso mudar minha vida, eu preciso me tornar independente, eu não posso depender dos meus pais. Meus pais ganhavam um pouquinho, mas eu dependia deles. Então eu preciso fazer minha vida acontecer.
Quero me casar com a Luciana. " Então naquele primeiro momento, não existia nada mais importante para mim do que eu me tornar independente e me casar com a Luciana. Essa era a minha wish list, >> lista dos desejos.
>> É isso aí, cara. sair de casa, ficar independente, casar com a Luciana e viver a minha vida, ser feliz naquela vida que eu estava escolhendo. Eu escolhi a Luciana, Luciana me escolheu.
Eu escolhi seguir esse caminho. Eu escolhi fazer acontecer para eu ser independente. Fui eu que escolhi.
Não foi o pergaminho, o anjo, nada disso. Agora, quando eu conquistei aquilo e aos 20 anos eu me casei, eu já era gerente comercial, ganhava ali meus, sei lá, [música] 4. 000 por mês ali, hoje seria hoje como 20 e poucos milais.
E aí depois, naquele ano que eu casei, eu dei essa subidinha ali, naquele momento, isso já era suficiente para eu morar sozinho, para eu ter uma vida com a [música] Luciana, para eu começar a minha vida naquele primeiro momento. Agora, quando eu conquistei isso, automaticamente eu tive que fazer o quê? Eu tive que renovar a minha wish list.
Wishlist, traduzindo pro pro português, é lista de desejo. Wish list é lista de desejo. Então eu tive que renovar a minha wish list.
Então eu criei uma nova meta, porque eu já tava independente, já tava morando sozinho, já tinha me casado com a mulher que eu tinha me apaixonado. Tá e agora? Vou ficar aqui o resto da vida?
Comprar uma, financiar um apartamento na Caixa Econômica Federal, comprar um Fusca e viver 30 anos ali pagando aquele apartamento naquela vidinha ali, que é o que a maioria das pessoas faz? Acha que a vida vai se resumir aquilo? Não.
Naquele momento eu fiz uma nova wish list. Ou seja, na minha visão, você tem propósitos e metas. Depois você tem que se renovar para uma nova fase, senão você vai ficar acomodado.
E é isso que acontece. Tem gente que mora no mesmo endereço por 40 anos, tá tudo certo, não tem nada de indigno nisso, tá tudo bem, mas isso é resultado daquilo que a pessoa através do seu livre arbítrio está escolhendo. Aí é que entra um ponto de discordância muitas vezes, porque ou a gente acredita que somos protagonistas e escolhemos nosso destino, ou a gente acredita que a gente é vítima do destino.
É o que sobrou para mim, é o meu karma. E aí, meu querido, cada um vai viver de acordo com aquilo que acredita. Se tu acredita que é isso que a vida reservou para você, tu tá certo, cara.
Eu acredito que não. Eu também tô certo. Porque o que define é o que você acredita, o que eu acredito.
E nós seremos escravos daquilo que acreditamos e viveremos na gaiola das nossas crenças sempre, seja elas quais forem. Aí o que acontece? me casei, renovei o meu objetivo.
Aí eu já queria viver melhor. A gente morava num apartamento que era na entrada de uma favela [música] no bairro Jabu, ali na rua Beirute. Tinha nem geladeira, porque mesmo eu já ganhando razoavelmente bem, quando você não tem herança, com tem 20 anos de idade, >> ou seja, você não deu tempo de acumular, né?
>> Deu tempo de acumular nada, acumulei prestação. E eu não tinha família [música] para me ajudar financeiramente. Assim, essa é a realidade de milhões de brasileiros hoje.
Eu eu eu venho dessa realidade, entendeu? Só que assim, naquele momento, e realizei meu sonho, agora vou viver aqui por 30 anos. Não, aí [música] eu já renovei meu próximo objetivo e minha vida foi assim, renovando, renovando.
Hoje também eu tô renovando para novas coisas também que eu quero realizar. É o que nos faz não estagnarmos e ainda termos vontade de realizar coisas. Eu eu agreguei aqui na minha missão de vida hoje aproveitar a vida ao lado das pessoas que eu amo e impactar pessoas para que elas descubram que elas podem ser pessoas muito melhores.
[música] Isso resume o que hoje é a minha missão de vida que eu escolhi. Cada pessoa tem a liberdade, o livre arbítrio de escolher qual é o seu propósito, que quer viver na sua vida. Então, para quem tem crise de significado, tem crise de propósito, a notícia é você quem escolhe.
E aí quando as pessoas ouvem isso, parte é libertador, porque o cara que a liberdade é um valor para ele, ele se sente assim, cara, é isso que eu precisava. Agora a parte ele entra em crise, porque ele não quer liberdade, ele quer que alguém decida para ele, ele quer transferir a responsabilidade para alguém. Ele quer acreditar que ele é vítima.
E ele contou essa história que ele é uma vítima. Ele não quer desmontar essa história que ele é uma vítima. Até porque se ele entender que ele não é uma vítima, ele vai ter responsabilidade, cara.
Ele não vai poder mais culpar o governo, não vai poder culpar o pai, não vai poder mais dizer lá que foi o fascista que que prejudicou ele ou que foi lá o comunista que prejudicou ele. O Brasil tá pior por causa do comunista ou pior por causa do fascista. Ele não vai poder mais culpar ninguém.
E pior, não vai mais fazer sentido a esperança no político de estimação dele. Ele se acostumou a idolatrar o político de estimação dele. E agora ele vai fazer o que com aquela idolatria?
E se ele descobrir que [música] depende dele? E agora? E as pessoas todas que ele brigou?
as pessoas todas que ele culpou, ele vai fazer o quê? A mudança de paradigma entre livre arbítrio e o vitimismo muda completamente a forma de vida da pessoa, porque toda a vida dela é estruturada na premissa ideológica que ela [música] escolheu. E aí eu eu falo de ideológico, não do ponto de vista político, do ponto de vista de ideias mesmo.
Por isso as ideias são muito poderosas, Caio. Por isso que eu gosto de falar com milhões de pessoas, como eu falo hoje, são as ideias que aprisionam ou libertam uma pessoa. >> Venda é uma das profissões mais subestimadas do mundo.
Uma mãe quando vai procurar [música] emprego para um filho e pede para um amigo para arrumar um emprego, meu filho. Pode ser qualquer coisa, até vendedor. Só que vamos analisar o seguinte.
[música] Se o McDonald's não vender, ele quebra. Se a Fiat não vender, ela quebra. Se a Apple não vender iPhone, ela quebra.
Venda é [música] uma das atividades mais importantes do mercado. Queira eu ou não, queira você ou não, seja quem for, goste ou não, vendas é fundamental, em especial em momentos de crise que nós vivemos [música] hoje no Brasil, onde a demanda tá mais fraca, né? O que crise significa o quê?
A diminuição da [música] demanda. Com a diminuição da demanda, menos pessoas vão buscar e procurar produtos e serviços para comprarem, porque não tem dinheiro ou porque não tem interesse ou porque estão inseguras com o futuro. Nesse cenário, quem domina a arte da venda, ela navega numa em tempestade com tranquilidade, porque ela vai vender independentemente do que é crise, você vai ver índices de PIB caindo e você vai ver empresas crescendo.
Por quê? Porque a força de vendas é [música] movida por um combustível. Qual combustível?
O sonho do vendedor, o desejo dele mudar de vida, o desejo dele transformar sua vida, isso faz com que ele alcance resultados de venda, porque ele está sendo movido pelos seus próprios interesses. O vendedor é um empreendedor que não tem o CNPJ, ele tem uma pasta. A pasta é a empresa dele.
Não sei se é a pasta, é, cada empresa tem, o iPad, o seu celular, aquilo ali é empresa dele. Ele não tem um CNPJ, mas ele tem um sonho, ele tem um objetivo, ele quer mudar de vida. E ninguém segura alguém que quer mudar de vida.
Ele só precisa de um instrumento. Esse instrumento pode ser um emprego momentâneo, [música] pode ser um marketing multinível, pode ser uma empresa. É um veículo para ele chegar no sonho dele.
E ele tem que ter sempre isso em mente, porque se ele começar a achar que o veículo é o fim, ele se perdeu. O veículo não é o fim, o veículo é o meio para você atingir o seu fim. Qual é o seu fim?
Realizar os seus projetos. Para que você quer realizar seus projetos? Para você se sentir realizado como profissional, para você proporcionar algo bom pra sua família.
Ora você entende isso já uma grande coisa. Só que alguns não se conformam com isso e vão além. Ele fala: "Eu vou ter sucesso porque eu quero [música] crescer, mas eu quero transcender".
O que é transcender? Agora não importa só o meu sucesso e o meu bem-estar, porque se eu ganhar 1 milhão a mais, 1 milhão a menos, não vai mudar nada na minha vida. Agora eu quero beneficiar outras pessoas.
Agora eu quero que outras pessoas percebam que não é tão difícil quanto elas pensam, né? O mundo inteiro pinta como se fosse difícil. E aí entram vários aproveitadores nesse caminho aí.
Um deles são os políticos que vão tentar te convencer que você é um miserável e vai morrer miserável porque você é vítima do sistema. E aí você vai ter políticos te jogando para baixo. Outros são os abutres, são aqueles falsos amigos que estão torcendo para o seu fracasso, mas te dá tapinha nas costas quando tá na tua frente.
Outros às vezes são os nossos familiares que nos amam, não querem o nosso mal, mas fazem isso com boa intenção. >> Por amor, >> por amor. Ele não quer que você se decepcione como ele se decepcionou.
Ele quer te proteger, não é? Ele quer fazer às vezes como alguns [música] animais que para proteger os filhos, a própria mãe come os filhos. para proteger dos dos animais.
Então [música] você vê que para alguém ter sucesso, ela sair da manada, ela romper [música] com a linha de montagem, cara, ela tem muitos obstáculos em volta. Não é não é simples. Ela tem que vencer muitas coisas e até suas próprias inseguranças.
complexo de rejeição, cara que se acha feio, cara que se acha pobre, cara que se veste mal, cara que é tímido. Cara, eu sou extremamente tímido. As pessoas não acreditam nisso.
Eu sou um cara tímido, só que a timidez não me controla mais, me controlava quando era mais jovem. A gente aprende a lidar com isso daí. E qual é o limite pro nosso crescimento?
Não tem limite. Você pode ter uma empresa, você pode ter duas, você pode [música] ter três escolas, quatro, pode ter 400, como eu tenho, pode ter um clube de futebol, um estádio, não tem limite. O limite é a gente que coloca.
Quando a gente acredita que o mundo que nós vivemos é aquele que nos foi apresentado e ponto, e a [música] gente se conforma. Quando a gente não quer se conformar, a gente começa a olhar o que tem e fala: "Puxa, que bom, graças [música] a Deus que eu tenho isso aqui, mas eu quero mais". E aí, para você ter mais, você vai precisar ter aquela mesma coragem que você teve lá no início, quando [música] você não tinha nada a perder.
Hoje, onde você tem, quando você tem muito a perder. Muito mais louvável um cara que tem muito a perder, bota a perder para ir pro próximo passo do que quando ele era um zé ninguém, não tinha nada a perder. tem muito mérito.
Por isso que muita gente cresce em cresce e cresce e chega um certo ponto param. É o ponto que ela fala assim: "Eu não quero mais arriscar, tá bom". Aí sabe o que geralmente acontece?
Ele sai do A pro B, vai do B pro C, C pro D, D pro E, É pro F, F. É. Chegando no no X, ele fala: "Tá bom, X".
E não é que ele vai ficar no X, ele talvez volte pro A, porque outro tá subindo, >> outro tá descendo, >> outro tá descendo. Não existe acordo com a mediocridade, não existe acordo com o fracasso. Ou tu tá espancando o fracasso ou ele tá te espancando.
[música] Mesmo que você não saiba, tem tá cheio de morto vivo aí andando que já morreu, o cara não sabe ainda. Daqui a um ano ele vai descobrir que já tá morto. Já tava morto há um ano já.
Por quê? Ele morre quando ele desiste dos sonhos dele, quando ele se acomoda dos sonhos dele. Aí esse cara já tá morto.
E eu tenho muita vontade de dizer paraas pessoas que a vida não é só isso. Ela pode viver muito bem, dignamente, dentro desta [música] forma, não é? Trabalhando 8, 10 horas por dia para ganhar um salário e ter fundo de garantia e pagar uma casa, um financiamento num banco do governo por 30 anos.
Tem nenhum problema isso, mas a vida pode ser mais do que isso. [música] O empreendedorismo me deu isso, né? Porque eu vivo empreendedorismo na prática desde 1995, quando eu abri minha empresa e minha vida foi, não é?
Eu como empreendedor, como empresário, construí uma carreira baseada em resultados. Então, eu não falo do que eu ouvi falar, eu não falo do que me disseram, que eu li num livro, que me contaram, eu falo o que eu vivi. Mas mais do que falo o que eu vivi, eu tenho um propósito em falar o que eu vivi.
Eu falo o que eu vivi com um propósito. Meu propósito ao compartilhar é dizer pra pessoa: "Existe outras formas de vida além de uma carteira de trabalho, de uma CLT, de um [música] conjunto de leis ou de direitos ou seja lá o que for. E essa forma de vida o empreendedorismo nos oferece.
É óbvio, nem todo mundo vai ser empreendedor, nem todo mundo vai est a fim de correr risco que o empreendedor corre. Provavelmente todo mundo vai querer ter o resultado que o empreendedor empreendedor tem, mas nem todo mundo vai estar a fim de pagar o preço. Na fase inicial, que é uma fase que eu respeito muito, né?
O cara sair do zero, pô, mas como é que eu mudo a minha vida? Como é que eu saio do zero? Essa é uma fase crítica.
O cara tem que tá a fim de assumir os riscos de sair da boiada, de sair da linha de montagem, [música] não é? Então isso é muito difícil e o maior erro é o cara ter medo. No fundo é assim, o medo de [música] perder impede que as pessoas ganhem.
É simples, não é? O que que te move mais? Qual é a força que te move [música] mais?
É o medo de perder ou a vontade de ganhar? É uma luta, né? É como se um lado teu quisesse muito ganhar, em outro lado tem medo de perder.
O mais forte vai vencer. Se você for um cara que tem mais forte o medo de perder, valores como estabilidade vão te atrair mais, vão te dominar. Se você for um cara que a vontade de ganhar te move muito mais, valores como ambição e vontade de crescer vão te seduzir mais.
Então é igual futebol, não é? Quem não faz toma, não é? A melhor melhor defesa é o >> ataque.
>> Ataque. Então, cara, ou tu parte para cima, outro vai ser goleado. Fake it until make it significa finja até se tornar.
Detesta esse papo. Vamos primeiro explicar pro pessoal o que que é o fake it until make it. Depois eu vou te dar um outro [música] conceito que eu gosto mais.
O fake it until make it diz o seguinte, cara. O cara finge que é alguma coisa. Aí você vai ver um monte de guru na internet [música] postando Ferrari alugada, casa alugada, roupa alugada para dizer que é bem-sucedido para ensinar o cara a ganhar R$ 1 milhão deais, sendo que ele nunca ganhou R milhãoais.
Ou seja, o cara quer ganhar R$ 1 milhão deais vendendo um livro como ganhar R 1 milhãoais. Os caras que fazem o fake it until you make it até ganham, mas depois fica tudo quebrado, cara. Vai ficar a vida inteira faking, porque ele sempre vai faking pro próximo nível.
Se o cara fakeou para ganhar uma parada hoje, ele vai ficar só vivendo daquela parada ou vai querer fakear pro próximo nível? Ele aprendeu. Esse é o método dele, não se sustenta.
Entendeu, cara? Agora tem uma parada que eu acho parecida, que é interessante, que é o conceito de trazer para valor presente. Uma valuation de [música] uma empresa, ela é a projeção futura de todo o fluxo de caixa que tu vai gerar no futuro, descontado para o valor presente.
É um conceito financeiro isso, não é? Então, por exemplo, quando você compra um carro financiado, vou dar um exemplo aqui pra galera entender, [música] você compra um carro financiado, se você quiser quitar esse carro, você não pode pegar o valor da parcela e multiplicar pelo número de parcelas que falta, porque vai dar um valor muito grande, porque ali tem juros embutido, né? O que você tem que fazer é trazer aquela dívida total projetada para o valor presente.
Ou seja, você tem que tirar os juros dali e trazer para valor presente. Então, todo número grande tem um outro número menor correspondente no valor presente. O conceito de trazer para o valor presente é algo que eu sempre trabalhei na minha vida.
Ou seja, eu vou fazer o que tiver que fazer para gerar um faturamento tal e que, portanto, daqui a 2 anos eu vou est ganhando tanto. Eu tenho domínio do processo de venda, eu consigo fazer a previsão do que eu vou ganhar. Ou seja, hoje eu posso estar ganhando um e daqui a 2 anos eu posso estar ganhando 1000.
Eu posso trazer esse 1000 pro valor presente. Se eu já tenho um projeto que é um projeto real, é um projeto claro que eu já sei o que fazer, eu já tô no caminho para conquistar, eu posso trazer isso para valor presente e me apropriar da autoconfiança para tal, me apropriar do equity como tal. é parecido com fake it until make it.
A diferença é que não é fake. Você tá num fluxo, num workflow que você vai chegar lá e você pode trazer isso para valor presente. Eu posso inclusive comprar um carro financiado pensando nisso.
Eu posso inclusive me posicionar como tal. Eu lembro que quando eu era vendedor, esse esse conceito eu assimilei nessa época. Eu tinha 19 anos, eu ia vender um curso de inglês para um cara.
Às vezes eu ia conversar com um diretor de uma empresa. Imagina um garoto da periferia, 19 anos, mal vestido, com uma roupinha bem simples. [música] Eu indo atender um diretor de uma empresa numa empresa grande.
Eu me lembro bem que eu fui numa empresa de navegação, me lembro hoje no Rio de Janeiro, uma empresa bonitaça, o cara me atendeu lá super alinhado e eu fui lá conversar com esse cara. Como é que eu pensava nessa época? Eu olhava para ele e falava: "Cara, meu colega, eu vou ser diretor também.
Eu tinha um plano de carreira na empresa, inclusive eu cheguei a diretor em dois anos. Eu, por exemplo, eu me apceei, eu me apropriei da minha convicção de que num determinado período eu chegaria a diretor e ganharia como um diretor. Então eu ainda vendedor ainda, mas convicto daquilo, eu conversava com o diretor, eu não me sentia inferiorizado.
Aquilo para mim era muito importante, porque se eu chegasse lá para conversar com qualquer pessoa e me sentir no inferior, eu ia fazer a venda ou não ia fazer a venda? >> Ia ser bem mais difícil fazer a venda. >> Muito mais difícil, cara.
Agora, eu estava me apropriando de uma conquista futura e trazendo essa conquista para o valor presente e agregando na minha autoconfiança, agregando na minha autoestima. Então eu olhava pro cara, o cara é um colega, pô, eu era treinado para isso, né? Tinha um diretor na época que ele falava isso, ó, cara, você não se inferioriza, daqui a dois anos você vai ser diretor igual o cara, pô.
Então, tu é um colega, olha pro cara como se fosse um colega teu. Ou seja, uma reunião de dois colegas diretores bateram um papo. Eu tinha 19 anos começando ainda.
Então assim, eu trazia essa convicção para valor presente e aquilo me dava força. Isso não é fake it, porque eu estava me apropriando de uma coisa futura e de fato eu cheguei a diretor em dois anos. >> Me parece que a grande diferença aí é ter um plano em oposição a fingir que tem um plano.
>> É, eu não fingi que tinha um plano, eu tinha um plano. De fato, o fake é fingir, cara.