[Aplausos] [Música] bem-vindos a mais um programa falando de teses Este programa tem por objetivo antes do mais divulgar a ciência divulgar a produção científica divulgar intelectuais pensadores professores pessoas que vivem no plano das Abstrações e que trazem para a concretude dentro de uma Praxis acadêmica profissional meu nome é Wagner ginot Pires eu sou grado em Dire graduado em direito pela Universidade Estadual de Maringá possuo mestrado e doutorado em Direito das relações sociais pela pontifícia Universidade Católica de São Paulo subárea direito penal tendo tido por orientador o professor Dr dircel de Melo e estamos hoje aqui
dentro desse projeto trazendo o Professor Adolfo mamoro nama mestre e doutor sendo graduado pela Universidade Presbiteriana maen sendo Mestre Doutor pela pontifícia Universidade Católica também em Direito das relações sociais na subárea direito constitucional eh dentro disso a proposta é nós falarmos hoje dentro daquilo que foi o seu objeto de tese publicado pela Editora Juruá E hoje é Além disso que nós estamos falando é um dos grandes autores da editora focos não suficiente também tenho que repontar que em relação à sua dissertação de Mestrado esta obra foi publicada também falando sobre o direito constitucional dos vulneráveis
pela Editora Atlas então o nosso trabalho de hoje vai ser exatamente em falar e aí em nível de vulnerabilidade e hipervulnerabilidade da proteção jurídica das pessoas com deficiência nas relações de consumo então agora o nosso convidado o professor Dr Adolfo mamoro nichi por gentileza Professor Olá Wagner vou chamar de Wagner não de Dr Wagner ou Professor Wagner Porque nós já temos uma história acadêmica eh Há muito tempo né então eu já tenho essa liberdade de chamá-lo de de você e essa questão de formalidade chamar de Doutor Professor aqui entre nós eh não existe né professor
né Wagner Evidente eh gostaria de agradecer imensamente ao convite de participar eh desse programa de Podcast é uma grande honra como seu amigo poder participar eh desse bate-papo vamos dizer informal né não usando muita formalidade porque é muito importante para que a gente possa divulgar eh o que que os pesquisadores estão pensando na área do direito né Eh antes de mais nada para começar a nossa conversa gostaria até de falar como que surgiu a abordagem da da Minha tese né a proteção eh jurídica das pessoas com deficiência nas relações de consumo eh eu fiz o
meu como você mesmo já abordou fiz o meu mestrado e doutorado lá na PUC meu orientador eh foi o Professor luí Alberto Davi Araújo eh eu comecei a fazer o mestrado em 19 em 1992 né e 94 mais ou menos eu fiz um crédito com o professor luí Alberto Davi Araújo naquela época ele não era muito conhecido eh academicamente ele é é e era professor lá da da puc mas ele não tinha uma produção eh intelectual assim divulgada eh na área jurídica eh porque ele estava meio que começando né no na na área né E
aí eu resolvi fazer com o professor Luiz Alberto Na verdade eu queria fazer um crédito com algum bambambã lá da PUC né O célso Ribeiro Bastos que era vivo naquela época Ainda e Michel temer também era professor de lá eu já tava caminhando paraa política também eh mas só que quando eu fui fazer o o os créditos eh quando eu fui me matricular eh num dos créditos eh todo mundo já tava com quantidade assim suficiente de alunos e aí tinha um tal de Luiz Alberto dav Araújo que tinha poucos alunos F quem que é esse
Luiz Alberto da Viara hoje nunca ouvi falar né eu vou fazer com ele e o Olha a a Wagner foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida né porque era um professor assim sensacional eh na área acadêmica e também em relação à questão de direitos humanos e a partir daí eh comecei a fazer um crédito com ele depois gostei fiz um outro crédito com ele e num desses créditos que que aconteceu eh ele pediu para que nós fizéssemos um trabalho acadêmico eh em grupo e um desses trabalhos que eu que eu me engajei
foi em relação à proteção constitucional do Consumidor E aí eu fiz esse trabalho eh monográfico com ele num dos créditos e logo em seguida quando eu tava estava acabando os créditos eh eu não tinha orientador e pedi para ele ser meu orientador e ele aceitou e comecei a fazer a minha orientação com ele e e comecei a fazer Justamente a minha monografia a minha dissertação né de Mestrado a com tema proteção constitucional do Consumidor eu desenvolvi eh e aí eu defendi a a dissertação de Mestrado em 97 com esse tema a proteção constitucional do Consumidor
E aí eh durante um eu defendi 9 S durante um bom tempo eu eh comecei a escrever vários artigos vários livros mas eu não eh parti pro doutorado eh fui fazer o doutorado muito tempo depois eu entrei no doutorado em 2013 e escolhi o Professor luí Alberto David Araújo novamente como meu orientador ele aceitou eu já tinha uma produção intelectual eh grande né nessa época já porque comecei a publicar várias coisas e eu tinha que aliar eh a minha dissertação de Mestrado como eu já tinha começado esse trabalho eu aliei a minha dissertação de Mestrado
para fazer a minha tese de doutorado com e a linha de pesquisa do Professor luí Alberto David Araújo que era em relação às pessoas com deficiência E aí eu sempre pensava assim né quando eu eh ainda antes do doutorado eu pensava assim por que que o professor luí Alberto voltou para essa área de pessoas com deficiência né porque naquela época praticamente não tinha produção acadêmica nesse sentido e nós muitas vezes discriminamos pessoas com deficiência Essa é a realidade e eu era uma dessas pessoas que pensava dessa forma mas o que que tem para escrever sobre
pessoa com deficiência E aí quando quando eu fui fazer a minha tese de doutorado procurei procurei aliar essa linha de pesquisa do Professor Luiz Alberto com a minha dissertação de mestrado e aí eu propus ao Professor Luiz Alberto esse tema proteção das pessoas com deficiência nas relações de consumo e aí eu confesso que quando eu comecei a fazer a pesquisa sobre pessoas com deficiência Wagner Nossa eu me apaixonei pelo tema porque eu vi que eu estava enganado que era uma área onde há uma produção acadêmica hoje eh muito grande e que a questão de proteção
eh da das pessoas com deficiência ela está eh intimamente ligada com a questão dos direitos humanos que é uma área que eu gosto de atuar que em relação a proteção das pessoas vulneráveis né E aí né na tese de DR AD eu ainda eh coloco né Além da questão da vulnerabilidade falo na questão da hipervulnerabilidade das pessoas com deficiência nessas relações eh de consumo foi daí que surgiu a Minha tese de doutorado eh Adolfo Professor Adolfo Dr Adolfo eh o conceito de vulnerabilidade o conceito de hipervulnerabilidade ele se assenta numa ideia de fragilidade numa ideia
em que uma pessoa ela tem um descuidado ela tem uma desproteção ela não possui uma vigilância correta uma vigilância que ela deveria ter exatamente por conta de tudo aquilo que a fragiliza dentro de um conceito de normalidade se é que existe um conceito de normalidade quer dizer partindo dessa dessa falácia de que nós somos normais e os outros são menos normais ou frágeis Como que o senhor definiria e já entrando no terreno da sua tese essa questão da vulnerabilidade da hipervulnerabilidade e eu sei também que a sua obra ela sofreu um impacto de um filme
que aliás baseado numa numa realidade que teve aquele ator senegalês Omar que aliás um grande ator hoje residente na França até entrando em algumas polêmicas em que ele retrata a vida de um tetraplégico e segundo o senhor mesmo apresenta isso isso teria influenciado dentro dessa ideia de hipervulnerabilidade Então gostaria que o senhor conceitu asse um pouco tudo isso que é a vulnerabilidade a hipervulnerabilidade um pouco do do histórico de tudo aquilo que vai motivá-lo que vai influenciá-lo na sua produção em relação a esse tema por gentileza ótima Ótima pergunta Wagner aliás como eu falei no
começo não sei porque que você está me chamando de Senhor nossa formalidade aqui não existe né Nós somos irmãos é um fato é então na próxima você pode me chamar de você mesmo senão eu vou começá-lo a chamar de senhor também e aí ficaremos muito formais aqui né E essa não é a intenção nossa né não é realmente não é muita boa colocação eh na própria introdução da da minha obra eu coloco essa esse filme aliás eu adoro assistir filmes bons filmes né que eh podem eh nos ensinar bastante bastante coisa né e um desses
filmes foi esse Intocáveis né um filme francês né E que eu coloco na logo na introdução eh para demonstrar justamente eh sobre as pessoas com deficiência né que retrata muito bem eh qual é a visão da sociedade em relação às pessoas com deficiência né então vou falar brevemente eh sobre esse filme Intocáveis né e eh eh é é um é um negro né que vai de Periferia ele vive de programa social do governo francês e ele precisa eh comprovar pro governo que ele tá procurando emprego senão ele perde o benefício Então na verdade ele vai
fazer entrevista só para dizer que ele foi fazer entrevista de emprego então o filme começa dessa forma então tem esse tetra plégico eh fazendo entrevista para contratar cuidador só que Quais são os cuidadores que aparecem lá porque ele é bilionário tem muito dinheiro ele é empresário tem muito dinheiro e só aparecem e candidatos a cuidador com nível universitário eu formei tal lugar tenho experiência em tal lugar eram pessoas assim com experiência que até nós na área acadêmica os contratamos para ser professor porque eram super qualificados e eles queriam aquele emprego para ser cuidador de uma
uma pessoa até plégica muito bem aparece um aparece outro e o filme começa assim ele recusava todos até que aparece essa pessoa totalmente desqualificada eh da Periferia né negro e ele foi lá só para dizer que tinha tentado o emprego né aí o o esse empresário falou eh volta aqui amanhã que eu assino esse papel para você né Aí ele voltou no dia seguinte com a intenção de pegar o papel né mas na verdade papel assinado mas na verdade ele tava conseguindo emprego porque esse empresário contratou para ser cuidador coisa que ele não queria né
E aí ele aceitou ser cuidador ã dessa pessoa e começou a cuid dela e um amigo desse empresário num café que eles estavam tomando falou assim olha eu pesquisei esse seu cuidador ele ele já cumpriu pena por assalto né Tome muito cuidado com ele essa gente não tem pena de ninguém aí o tetra plégico falou não mas é isso que eu quero eh é por isso que eu contratei ele me entrega o celular às vezes quando toca o celular ele entrega na minha mão mas ele esquece que eu sou tetap plégico né ele esquece a
minha condição né ele eu esse tipo de gente que eu quero para cuidar de mim gente que não tenha dó de mim né por isso que eu o contratei porque ele não tem dó de mim né então esse filme ele deixa um recado importante né nós não devemos ter dó das pessoas com deficiência é esse o recado por isso que ele o contratou né porque ele não tinha dó né e eh ele queria ser tratado de forma igual como se ele não tivesse nenhum tipo de paralisia corporal então ele queria ser tratado de forma igual
então e esse sentimento que é importante da sociedade não tratar as pessoas com deficiência com dó né tratar as pessoas com deficiência como seres humanos Então esse é um ponto do filme que me marcou e eu coloquei na introdução eh do meu livro né agora tem um outro filme Wagner que eu assisti que também adorei que não tá no meu livro mas que também eh ressalta esse ponto que eu tô falando né Eh chama uma lição de amor e o nome original do livro é é I am Son eu eu sou saman né o champag
é uma pessoa com deficiência intelectual ele tem a o intelecto ele faz o papel de uma pessoa com intelecto de ele é já adulto né mas com intelecto de uma criança de um 7 anos de idade né eh e aí de alguma forma ele teve relacionamento com uma mulher e teve um filho uma filha e e e a mulher foi embora e deixou essa filha com ele e ele começou a cuidar ele com uma deficiência intelectual sozinho cuidando da filha Até que a filha começa a crescer a filha acho que eh tem lá os seus
7 8 anos de idade tá lá na na escola ele leva a criança pro parque para passear para brincar tal até que quando ela está na escola a professora fica fica sabendo da condição intelectual do pai fica sabendo que o pai é que cuida eh sozinho dela né e eh chama o Conselho Tutelar E aí começa uma briga judicial para que ele venha perder a guarda da menina né por conta da condição intelectual dele e aí ele contrata a Michele fifer a advogada né e a Michelle fifer aceita defendê-lo PR bono ou seja vai eh
ele só vai pagar o honorário se ela vencer a causa a favor dele e é até engraçado né que ele aprende essa palavra pro bono e fica repetindo aos amigos e os amigos que ele tem também são pessoas com deficiência intelectual né falando olha contratei uma advogada pro bono ele nem sabe que é propono né mas fica falando isso tal né E aí começa a batalha judicial né para ele ter a guarda da da menina né E e aí que tá né a gente Verifica que nesse filme ah quando ele vai ao parque eh quem
quem está acompanhando as crianças no parque São eh as babás nenhum pai nenhuma mãe está estava lá com o filho no parque ele era o único pai que estava com a filha no parque brincando não deixou não terceirizou a a brincadeira para uma outra pessoa ele era o único que ia lá brincava se divertia né E mesmo assim eh o Conselho Tutelar queria tirá-lo tirar a guarda dele uma pessoa que se dava muito bem e a filha quando ela estava com aquela idade já percebeu que o pai era diferente dos outros pais em relação a
capacidade intelectual né mas eu não vou contar o filme não vou contar o final do filme né Eh eu deixo para que as pessoas assistam mas e eu tô contando esse filme Por quê há uma parte no filme em que a Michelle fifer fica nervosa né porque conversar com uma pessoa com deficiência intelectual não é não é fácil não é não é uma conversa tranquila né e ela fica nervosa e aí chega um ponto que ela fala eu não sei como eu devo chamá-lo não sei se eu devo chamá-lo de doido de enfim né ela
falou como é que eu te chamo simplesmente ele fala eu sou S por aí o nome do filme I am S ele fala não me chame de S eu sou S né Por que que eu tô falando isso do filme Esse é um outro ponto igual a filme Intocáveis ele está falando o quê Eu sou um ser humano eu sou uma pessoa né me chame pelo meu nome porque eu sou uma pessoa né então esse ponto me marcou muito no filme eh novamente a questão nós estamos lidando com seres humanos ele é um ser humano
como outro qualquer né Então esse é o ponto importante né então o filme depois quem tiver interesse assista porque tem no YouTube né Muito bom esse filme Aliás a atuação do champag eu eu não gostava do champag eh como ator mas depois que eu assisti esse filme eu comecei a adorar esse ator porque ele faz eh eh perfeitamente esse papel né Então esse é o ponto importante aí voltando agora né indo agora pra questão da vulnerabilidade né quando a gente fala de vulnerabilidade você reportou muito bem a questão da pessoa mais fraca né então quando
a gente fala né de consumidor né aliás é a minha dissertação de Mestrado né a proteção constitucional do Consumidor Eu tratei dessa questão da vulnerabilidade né e o consumidor ele é vulnerável né que que é essa vulnerabilidade né a vulnerabilidade pode ser uma vulnerabilidade por exemplo técnica em relação ao consumidor por exemplo o consumidor não detém a técnica de produção por exemplo Wagner ele não sabe como um automóvel é produzido e o Wagner não sabe eu né Nós somos leigos Nós não sabemos o nome das peças que forma o motor né se nós não tivermos
essa formação a o fornecedor sabe então a gente tem uma vulnerabilidade técnica então Eh Outro dia eu tava vendo a televisão tinha uma senhora que foi num posto de gasolina ele falou que tinha que trocar um óleo aí falou para ela ligar o motor enquanto isso ele colocou só um galão de óleo e os outros eles esconderam e pegaram vazio né para enganar o consumidor né tá a gente vê a vulnerabilidade técnica aí nós temos a vulnerabilidade jurídica também né que que é essa vulnerabilidade jurídica eh o fornecedor uma grande empresa detém eh eh um
corpo jurídico já estruturado para defendê-lo eh uma pessoa que não seja um advogado né Eh eh não vai ter que contratar um advogado particular porque ela não demanda constantemente Então ela tem essa vulnerabilidade jurídica né Essa vulnerabilidade jurídica a Cláudia Lima Marques também fala que entra a questão contábil né A questão contábil também e em que você tem um corpo contábil eh no fornecedor eh eh isso já demonstra a desigualdade com o consumidor né temos a vulnerabilidade socioeconômica eh onde muitas vezes o consumidor é hipossuficiente não tem condições econômicas para demandar contra uma grande empresa
contra um fornecedor enfim eh eh vulnerabilidade informacional né as informações sobre o produto quem detém é o fornecedor muitas vezes a gente não tem a a a informação né Então temos essa série de vulnerabilidades voltadas ao consumidor agora quando a gente fala hipervulnerabilidade das pessoas com deficiência nós estamos falando que o consumidor com deficiência a pessoa com deficiência queer eh um consumidor também tem uma vulnerabilidade maior por exemplo eu falei da vulnerabilidade informacional eh eh uma pessoa cega ela precisa por exemplo de um manual com para lem brailey por exemplo né ela como é que
ela vai ter acesso à informação uma bula de remédio eh teria que ter em Braile então e ela tem uma vulnerabilidade maior porque não é em todo lugar que nós encontramos o manual eh eh e em Braile né uma informação uma bula de remédio em brailey aliás no no na Minha tese eu trago uma série de jurisprudências que fala sobre essa questão né Inclusive tem uma jurisprudência que eu junto no meu na minha tese que coloquei no meu livro em que o ministério público eh de São Paulo eh ajuizou uma ação civil pública eh onde
eh eh exigia que houvesse manual de instalação de de fixador de televisão em brailey né e a ação foi julgada improcedente ministério público recorreu para o Tribunal de Justiça de São Paulo e o Tribunal de Justiça de São Paulo e negou provimento ao recurso dizendo que era inviável né eh e aí eu fui ler o voto eh do relator aí de forma um tanto quanto cosa o o relator dizia assim para que manual de instalação de de suporte de TV em brailey Afinal uma pessoa cega não sabe eh eh nem vai assistir a televisão não
precisa disso né a gente vê né que até o poder judiciário está despreparado né Eh uma pessoa cega por exemp templo não podia Ler o manual em Braile e pedir para uma outra pessoa instalar para ela né quer dizer ela tem esse direito também de saber a informação vulnerabilidade informacional né de ler né Eh uma pessoa cega por exemplo não consegue escutar eh O que está sendo falado na televisão não é por exemplo o programa do J quando era veiculado eh passava na rádio também então uma pessoa cega também ouvia o programa do J né
então uma pessoa cega também ouve eh a televisão n então Eh por essa R Ela também tem o direito de ter a informação de como instalar eh eh na na o fixador na na parede né então eu achei que e essa decisão ela foi contra né tudo aquilo que se em relação a a aos direitos das pessoas com deficiência aí a gente demonstra a hipervulnerabilidade da pessoa com deficiência porque ela precisa de uma proteção maior né então é esse link que eu fiz em relação à vulnerabilidade e a e a hipervulnerabilidade professor mais uma coisa
eu vejo que em relação a literatura estrangeira o Adolfo você citou foua e dessa vez não foi o o bestseller dele vigiar e punir mais a história da Loucura Por que a história da loucura porque essa questão do louco o louco lato senso evidentemente a própria nomenclatura já é carregada de preconceito já é carregada de discriminações nem se fala mais aquele portador talvez de transtornos Por quê ele é um um um hiper vulnerável como que ele se colocaria nessa situação boa boa pergunta viu Wagner eh essa questão tem dois pontos aí Aliás com essa pergunta
eu vou abordar até dois pontos né antes de falar sobre essa eh literatura do Foucault eh eu queria falar dessa questão da nomenclatura que você acabou de de mencionar né eh hoje eh no mundo onde vivemos o Politicamente correto eh nessa questão de direitos humanos é importante também a gente usar A nomenclatura correta né se Wagner eh ao inv em vez de eu chamá-lo de Wagner eu chamá-lo de Pedro de João de Ricardo você não vai me atender porque você não é João você não é Pedro você não é Ricardo você é Wagner Wagner ginot
Pires Você tem um nome esse nome já está dentro da sua personalidade então Eh o nome é importante tem gente que acha que o nome não é importante mas o nome é muito importante né Eu me chamo Adolfo né não gosto muito desse nome Adolfo porque lembra o Hitler né Eh Aliás na universidade muitos alunos me chamam de Hitler por causa da minha rigorosidade né na acadêmica né mas o Adolfo já incorporou na minha personalidade eu atendo as pessoas com esse nome então é importante o nome né então A nomenclatura eh que nós damos à
questões eh das pessoas com deficiência é super importante eh a Constituição de 88 ela fala em pessoas portadoras com deficiência E hoje nós não usamos mais a questão portador portadora com deficiência a gente fala pessoa com deficiência e não pessoa portadora com deficiência por quando a gente fala portar é algo que a gente pode abre mão óculos Eu Tô Portando se eu tirar o óculos eu não estou mais portando tandoo né então eu posso portar o óculos ou não é óbvio se eu não portar o óculos eu não vou enxergar nada né celular eu posso
estar portando ou não RG eu posso estar portando ou não então eh a deficiência não né então Eh o que que acontece e em relação uma deficiência física a deficiência física eu aterei pelo resto da da minha vida né então não é uma questão de portar ou não então Eh o que que é importante a gente eh eh nós usarmos A nomenclatura correta então pessoa com deficiência porque o a a ênfase maior hoje é paraa pessoa e não para deficiência então pessoa com deficiência como é uma questão de direitos humanos nós damos importância à pessoa
e não à deficiência então a a a a palavra portar a gente não usa mais outra palavra que nós ou expressão que nós não usamos mais a Constituição de 88 falava em eh Integração Social das pessoas com deficiência eh e hoje a gente não fala mais em Integração Social a gente fala em inclusão social das pessoas com deficiência Qual que é a diferença hoje entre integração e inclusão a inclusão é o termo correto quando a gente fala integração eh o Wagner tem um filho pequeno né Eh vamos supor que o filho do Wagner eh tivesse
algum eh problema físico né Eh Ou até mesmo intelectual né e ele fosse numa escola regular né Eh E se o o o seu filho se adaptasse à sala de aula ele estaria integrado Agora se ele não se adaptasse ele não estaria integrado então ele seria excluído Então vamos colocá-lo numa sala especial ou seja ele seria discriminado eh com a convenção internacional de proteção das pessoas com deficiência eh eh de 2007 eh essa nomenclatura mudou como eu falei agora a gente é uma pessoa com deficiência e a gente fala inclusão social que que é inclusão
social a inclusão social faz com que aquela pessoa com deficiência eh faça parte da sociedade então ela faz parte da sociedade o que que acontece agora né ela deve estudar regularmente com as pessoas matriculadas no no ensino regular no ensino regular eh o que que acontece as pessoas as outras crianças é que deve se adaptar a pessoa com deficiência tratá-las com igualdade a professora deve se adaptar a pessoa com deficiência tratando-as com igualdade isso que é incluir né e obviamente né dentro desse contexto escolar eh deve haver um tratamento multidisciplinar então há necessidade de acompanhamento
com psicólogos com assistente eh social se for o caso enfim né Eh ter a a sociedade em si se adaptar a pessoa com deficiência para Que ela possa ser incluída dentro da sociedade então a expressão inclusão quer dizer eh eh eh a sociedade se adaptar as pessoas com deficiência para que elas possam sentir-se parte da sociedade né e ainda falando sobre a nomenclatura hoje a gente não hoje nós não falamos mais em deficiente Não chamamos a pessoa Ah aquele deficiente porque a ênfase não é a deficiência e sim a pessoa então correto é falarmos pessoa
com deficiência pessoa cega pessoa cadeirante então dar ênfase a pessa né Então esse é o ponto importante né então gostei muito que você fez essa pergunta colocando essa questão da nomenclatura muito correta e agora vamos ao Foucault né Eh que ele fala da história da loucura como eu falei a gente não chama mais de loucura né então você abordou muito bem né a a o livro dele seria outro o nome né então mas a história das pessoas com deficiência intelectual por exemplo né mas o o livro original chama a história da loucura ele fala da
Nal dos loucos né que que é essa anal dos loucos né Eh isso foi na Idade Média mas antes de falar da anal dos loucos né Eh eu coloco na parte histórica como que as pessoas com deficiência eram vistas eh ao longo do tempo então na antiguidade lá na Índia que que acontecia quando nascia eh uma pessoa com deficiência física o pai tinha autorização para matar esse filho ele poderia afogar esse filho no rio Ganges Para ter ideia né porque eh as pessoas com deficiência física não eram bem-vindas nesse mundo então ã na antiguidade eles
eram autorizados a matar as crianças com deficiência né e também na na Índia né os branes Tin tinha aquele código de Manu que dizia que as pessoas com deficiência algum tipo de deficiência Elas não tinham direito de herdar elas não poderiam ser herdeiras né Então aí a gente já vi já via que eh as pessoas com deficiência não tinham direito algum eram totalmente discriminadas dentro da sociedade isso não mudou muito na Idade Média essa anal dos loucos eh eh foua retrata a a época da idade média né E que que ele tinha um simbolismo essa
anal dos loucos né Eh porque quando como tinha muitas pessoas com deficiência intelectual Eh que que eles faziam eles levavam essas pessoas com deficiência intelectual para os navios para que eles embarcassem e era um simbolismo por quê Uma porque retirava as pessoas com deficiência intelectual da cidade dos muros da cidade então você não via pessoas com deficiência intelectual dentro das cidades e esse era um ponto né segundo simbolismo aquela partida poderia ser a última por você sabia que a a o barco ia partir mas você não sabia se ele ia voltar porque que e naquela
época a navegação não era tão segura como é hoje né então o o barco poderia partir mas era uma incógnita ele voltar porque podia pegar uma tempestade podia afundar podia enfim né Eh se perder no eh se perder no oceano né então havia esse simbolismo podia ser que eles não voltassem e a torcida Era para eles não voltassem né E aliás né isso não consta no livro mas eu tenho até a impressão que a tripulação até jogava as pessoas com deficiência no no mar né para elas não voltarem né podia até acontecer isso né mas
esse simbolismo que o Foucault retrata muito bem eh no seu livro né essa possibilidade das pessoas com deficiência não voltarem eh para as cidades né e e eu retrato eh essa eh essa questão né do foua no na minha obra né então é nesse sentido que eu coloquei o o a obra do Foucault na na Minha tese Adolfo é um tema evidentemente absolutamente atual e a questão do analfabeto a questão do deficiente intelectual e aí também me recordo de um filme que traz ali pelo menos na minha na minha leitura a questão de um autismo
que é enfim a figura de Tom Hanks em que ele vai estrelar aquele filme O Forest Gum em que você vê ali um indivíduo marginalizado e que pelo amor da mãe a mãe vai complementando Ou vai de alguma forma não vou falar nem integração porque nem seria isso mas de uma forma compensando porque não há integração vai compensando tudo aquilo que a escola deixa Ou pelo menos deveria fornecer Então como ficaria essa relação entre hoje o deficiente o analfabeto e o sistema escolar particularmente nessa questão de cotas sim é nas relações de consumo evidentemente de
perfeito perfeito é e eh essa esse filme também é um outro filme maravilhoso né Wagner sem dúvid Gum assiste várias vezes né Sem dúvida e você retrata bem a posição da mãe olha eh eu acho que quando você tem uma pessoa com deficiência na família eh eh os pais são muito importantes né justamente porque são eles que lutam pela inclusão social da dos filhos né são os que mais lutam né os pais você sabe muito bem disso né Eh eh dão de tudo pro filho né então Eh for gamp ele retrata muito bem e ele
na verdade ele é um sucesso né na na vida dele é apesar das limitações que ele tem né tudo que ele fez na vida foi um sucesso né ficou famoso né correndo Aliás a atividade física que ele fazia né correndo pelo mundo é muito importante né Eh eh e então Eh essa questão acho que familiar é fundamental né E aí que que acontece Eh aí a importância né quando a gente fala relação de consumo a importância da educação né Eh com o estatuto da pessoa com deficiência que é de 2015 eh essa questão ela ficou
regulamentada pela legislação a propósito né o que eu defendo é que haja políticas públicas eh voltadas para a defesa das pessoas com deficiência por conta dessa hipervulnerabilidade então quando a gente fala políticas públicas nós estamos falando em ações governamentais agora ação governamental não parte só do Legislativo não parte só do legislador para criar leis voltar leis voltadas à defesa das pessoas com deficiência Aliás a a legislação brasileira ela é vasta sobre proteção das pessoas com deficiência eh nós temos essa legislação bem antes da do estatuto da pessoa com deficiência que é de 2015 nós temos
legislação que permite por exemplo eh eh passagem gratuita eh para ônibus intermunicipal ã para as pessoas com deficiência que são carentes eh temos legislação para eh isenção de imposto para aquisição de veículos né então a legislação ela é é muito vasta né e eh quando a gente fala de políticas públicas eh ação Legislativa a gente tem agora políticas públicas a gente precisa também para ação voltada eh administrativamente pro poder executivo e principalmente ações voltadas para o judiciário paraa tutela jurisdicional né como eu lhe dei o exemplo da daquele Desembargador que foi relator eh que negou
provimento aquele recurso dizendo que não haveria necessidade de um manual para uma pessoa eh para uma pessoa cega para instalar um suporte de de TV né Isso foi antes do estatuto da pessoa com deficiência né eu tenho certeza que hoje esse Desembargador eh julgaria de forma diferente né mas eh como eu lhe disse a necessidade de ter políticas públicas também voltada para atividade jurisdicional para que a atividade jurisdicional veja as pessoas com deficiência com essa questão da hipervulnerabilidade para Que ela possa ser protegida né com maior ênfase com base né no Estatuto da pessoa com
deficiência e na convenção internacional de direitos da pessoa com deficiência né Muito bem então essas políticas públicas são importantes e entre essas políticas públicas vem a questão da educação que você falou né Eh para eh voltados paraa erradicação do analfabetismo das pessoas com deficiência mas eu acho que vou muito além disso não só das pessoas com deficiência mas também Wagner pra pessoa analfabeta pra pessoa analfabeta que não tenha nenhuma deficiência seja intelectual seja física porque eu entendo que o acesso à educação é um direito básico um direito humano básico um direito fundamental para qualquer ser
humano né e a gente e fica até triste né quando nós nos deparamos com pessoas que eh não tem eh eh que são analfabetos funcionais pessoas que aparentemente sabem ler uma palavra mas não sabem interpretar a palavra né daí a importância de políticas públicas voltadas para essa questão de acesso à educação para todas as pessoas que é muito importante né e e e e aí eh é importante a a participação também de organizações não governamentais nesse sentido né Não dependermos somente do Estado organizações não governamentais que eh eh se empenham para essa questão da educação
né nós que somos da área da Educação nós nos preocupamos bastante com essa questão da educação né então eu acho que políticas públicas e associadas com organizações não governamentais voltados à educação é fundamental para que a gente possa ter uma sociedade melhor né para que possamos ter uma sociedade que não seja enganada por políticos ou por fake News que hoje tá na moda né você eh propagar fake News sem que possa interpretar né um um noticiário sem que possa interpretar corretamente um fato né então a educação é muito importante nesse aspecto Adolfo na sua obra
proteção jurídica das pessoas com deficiência nas relações de consumo qual seria assim talvez o ponto mais emblemático que dentro desse conceito de identidade esta obra registraria naquilo de tudo que foi tratado é na na realidade eh o ponto emblemático eh que a gente tem é a questão da acessibilidade né a gente fala eh acessibilidade atitudinal Esse é o ponto emblemático hoje da questão da pessoa com deficiência né Por quê eh hoje né Eh você tem uma vasta legislação Você tem uma vasta informação nos noticiários de questão de proteção da pessoa com deficiência mas se você
não muda a atitude daí a acessibilidade atitudinal se você não muda a atitude da sociedade você não consegue uma proteção efetiva das pessoas com deficiência né O que que é essa acessibilidade atitudinal né Eh é aquilo que eu reportei eh agora a pouco né eh quem deve se adaptar não é a pessoa com deficiência Quem deve se adaptar é a sociedade é a sociedade que deve se adaptar à pessoas com deficiência para que elas possam se sentir partes eh eh partes integrantes da sociedade então é a sociedade como um todo que deve eh se adaptar
à pessoa com deficiência Isso é uma questão de enquanto a sociedade não tiver esta atitude eh você não vai ter essa inclusão eh social né Eh enquanto as pessoas eh disserem ass Ah para que cota social pra pessoa com deficiência nos concursos né se você não tiver cota social para as pessoas com deficiência elas nunca serão incluídas na sociedade elas nunca terão um serviço público elas nunca eh serão eh servidores públicos né Eh por que que eu preciso adaptar os logrados para as pessoas com eh deficiência Qual é a razão né Nós Que andamos pela
cidade principalmente numa cidade como é São Paulo a gente vê como são as calçadas né nós que não temos nenhuma deficiência física nós já temos dificuldade de andar pelas calçadas imagine uma pessoa cadeirante como que ela vai andar pela eh Cidade isso depende da atitude né Essa questão atitudinal não e não é somente da sociedade mas do poder público n o poder público Também é Responsável né aliás também não é o principal responsável pra inclusão das pessoas com deficiência né Então esse é o ponto emblemático né Eh atitude eh enquanto você não mudar a atitude
da sociedade você Continuará tendo essas discriminações contra a pessoa com eh eh deficiência então eh a gente verifica eh que da Constituição de 88 até hoje né Eh a sociedade mudou bastante a sociedade mudou bastante mas não é o suficiente a gente vê né nós que eh somos professores e da Universidade Paulista uni eh nós notamos que os Camp eh da UNIP São todos adaptados às pessoas com deficiência né Tem e eh você vai nas salas de aula tem lá eh informação em Braile você tem acessibilidade aos banheiros né então a gente vê que as
Universidades elas se adaptaram às pessoas com deficiência nós temos alunos né Eh também com deficiência ao auditiva né E a universidade contrata uma pessoa para acompanhá-la nas aulas temos isso é fato né fato eh eh então a gente Verifica que a universidade se adaptou à pessoas com deficiência né então à Não só as Universidades mas a gente verifica também né que muitas empresas se adaptaram eu ando muito hoje de metrô com meu né nos Bastidores eu lhe falei né Eh antigamente há 30 anos quando eu andava andava só de metrô porque não tinha automóvel não
tinha acessibilidade não tinha elevador né hoje eh a as estações mais antigas já construíram eh elevador né Não sei se funciona porque eu nunca peguei né mas tem elevador as novas né Estações novas T elevador para as pessoas com eh eficiência de mobilidade né então a sociedade está se adaptando né mas a gente vê que essa questão atitudinal ainda ela eh eh ela ainda é muito fraca né Precisa de um uma atuação mais forte a gente vê por exemplo transporte do ônibus né Tem lá ônibus com acessibilidade as pessoas com cadeira de roda mas a
gente verifica nos noticiários que que muitos ônibus que ela não funciona aquela aquela aquele instrumento que levanta né a cadeira de roda não não funciona para acessibilidade né então eh eh andamos muito mas também falta muito né para que a gente possa ter uma sociedade mais justa eh e mais inclusiva Professor Adolfo assim já finaliz o nosso o nosso falando o nosso discutindo teses eh qual a mensagem que que você daria para os nossos futuros especialistas futuros mestrandos futuros doutorandos e dentro disso especialistas Mestres doutores os pós-graduados a senso qual seria a grande mensagem que
daria e para lá senso evidentemente qual seria o segredo do Sucesso qual seria partindo de uma ideia evidentemente Que há Que há uma vulnerabilidade sistêmica que muitas vezes não permitirá o acesso do graduando atual a esse mundo da lato senso e da strict senso muito muito boa pergunta e e lamentando já que tá terminando o nosso bate-papo né nossa passou muito rápido né rápido muito bom eu adorei vir aqui é um bate-papo muito muito legal na qual falei bastante né mas eh eu eu achei que é bem produtivo para e incentivar as pessoas a estudarem
né esse é o ponto e as portas estão abertas para retornar ó Muito obrigado V Muito obrigado retornarei numa próxima oportunidade né Eh em relação a esse ponto aquilo que eu eu falei agora H pouco da educação né a educação na realidade salvou a minha vida Wagner Eu sou filho de eh meu e meu pai foi Alfaiate minha mãe costureira antes disso eles foram lavradores né então eu vim de uma camada pobre da ação meu pai não me deixou nenhuma herança ah material né a única herança que ele me deixou foi a educação ele eh
a única coisa que ele fez questão de me dar foi a questão de educação né Mesmo assim eu estudei em escola pública fiz no fundamental fiz escola municipal no ensino médio fiz Escola Estadual né mas eh continuei estudando né o único legado que meu pai deixou meu pai era semianalfabeto mas a única coisa que ele queria é que nós somos em três né lá em casa que nós estudássemos né e assim eu fiz né Eh Quando entrei no ensino médio eu assim como a grande maioria da população trabalhava durante o dia Estudava à noite eh
nessa dificuldade é que me e formei no ensino médio e entrei na faculdade fui fazer uma kense eh eu mesmo conseguia pagar porque eu trabalhava já trabalhava na época né e assim fui né então o importante é estudar foi isso que salvou a minha vida e fiz a graduação depois fui fazer eh uma extensão Universitária lá na PUC quando fui fazer essa extensão eu entrei no mestrado aí depois de um tempo fiz o doutorado lá na ponte vi a Universidade Católica de São Paulo né E graças a isso que eu me tornei Professor eu não
queria me tornar Professor porque não era não é que eu não queria não estava no meu projeto de vida meu projeto de vida era me tornar um bom advogado né nem concurso público eh eu vislumbrava queria me tornar um advogado Mas a vida me levou para um outro caminho quando eu comecei a fazer o mestrado terminei meu mestrado e aí eh comecei a mandar meu currículum pras faculdades Até que a uma universidade lá em Mogi das Cruzes me chamou eu nunca havia lecionado hein e me chamou por causa do meu mestrado porque naquela época não
tinha muita gente com mestrado né E e aí eu comecei a lecionar lá em Mogi das Cruzes né porque quando como eu tirei o título de eu advogava num banco naquela época pensei assim né Eh eu tenho mestrado né Isso me capacita a lecionar por não né Aí eu mandei meu currículo até que lá em Mogi me chamaram e comecei a lecionar lá em Mogi aí primeiro ano eu gostei Comecei em setembro de 1997 a lecionar n em setembro aí eu gostei né E aí o coordenador lá de mji gostou de mim E aí me
convidou a lecionar todos os dias lá em Mogi em 98 aí eu era advogado e lá num num banco e o salário que eles iam me pagar lá em Mogi era o dobro como eu já era advogado Sênior lá no banco eu ia ganhar o dobro como professor eu er advogado sor que o banco pagava mal como advogado né não era que eu ganhava bem né ia me pagar o dobro lá lá em mogan eu pedi demissão no banco banco e comecei a lecionar ela lá em Mogi né E aí começou efetivamente minha carreira acadêmica
lá em Mogi aí 98 comecei a lecionar conheci um professor da Universidade Paulista lá né e e ele me convidou para lecionar na Unip em 99 aí saí lá de Mogi vim paraa UNIP em 99 pertinho lá de casa né e comecei a lecionar na UNIP desde 99 e tô na UNIP de 99 até hoje né e comecei a lecionar lá no campus Tatuapé onde você é o coordenador não me lembro o ano mas foi há mais de 15 anos n mais de 15 anos né 15 e aí temos a amizade desde então né e
e né você como um ótimo amigo coordenador né estamos lá até hoje por causa disso né se eu não gostasse de você com certeza eu já não estaria mais seu fã Campos né estamos lá até hoje né e e e isso transformou a minha vida né de de lecionar né então o recado né para já finalizar porque eu sei que o tempo é curto né E quando eu falo começo a falar mesmo né Eh o recado que eu queria dar principalmente pro nosso aluno né lá da Unip lá do campus Tatuapé né é que continue
estudando né Depois da a da graduação faça uma pós-graduação comece eh ou com uma extensão Universitária ou com uma especialização né recomendo uma especialização né na área que você se dá melhor né Eh depois eh tente publicar os artigos que você eh escrever lá no na especialização tente publicar depois tente o mestrado hoje temos várias universidades né com mestrado na área do direito tente um doutorado né queç até um pós-doutorado né e estudar é essencial né A propósito né trouxe até uma obra aqui que eu como o Professor Wagner falou eh eu hoje eu eh
escrevo bastante para Editora Foco né é lá de Indaiatuba né tem essa obra aqui ó questões aqui né pra OAB né como passar no exame da OAB 1 questões né E ali Além disso eu tenho obras eh de questões comentadas paraa magistratura cartórios procuradorias né que auxiliam os candidatos a passarem em concurso público né mas eh para encerrar né é importante né Eh estudar pelos livros e eh completar um mestrado uma especialização mestrado e doutorado por qu só você tem a ganhar né porque eh Quando você estuda quando você não deixa de de estudar é
você se torna uma pessoa melhor você enriquece e você consegue contribuir aí pra sociedade e nós precisamos de pessoas como vocês que estão nos assistindo para tornar Essa sociedade melhor e para que nós possamos eh fazer com que eh todas as pessoas sejam eh felizes esse o recado que eu gostaria de deixar muito obrigado e aqui já parafraseando o Professor Paulo Freire as ideias muda os homens e a partir disso esses homens têm condições de mudar o mundo eh Muito obrigado Professor Adolfo mamoro nama o senhor é o exemplo tudo de bom como pessoa como
intelectual como pai Como marido como de trabalho como irmão nos eventos e continua sendo essa pessoa maravilhosa e aqui eu já tenho que dizer em off que já passam de 60 obras ele até se é que já não estamos batendo aí numas 70 é um é um um escritor e profico uma vasta produção e hoje eu não sei onde ele não envereda no campo da intelectualidade é um exemplo a ser seguido por outros mestres e doutores obgado então fica aqui já o meu enorme agradecimento e imenso agradecimento se se dispor o seu tempo para com
todos os seus afazeres para vir participar deste programa que tem exatamente por isso quebrar aquela visão de que a ciência É algo ruim de que é feito só para aqueles que vivem e em cubículos em compartimentos chos em masmorras de marfim quer dizer abstraídos desse mundo real como se as ideias efetivamente não nos movessem e a partir disso a construção de um novo mundo vocês que assistiram estão assistindo participem de o seu like deixem seus comentários e vamos apresentem sugestões e estamos abertos com isso até para que possamos enriquecer o nosso programa então muito obrigado
pela audiência muito obrigado pelo interesse continuem estudando continuem se aprofundando continuem porque é assim que vocês constróem e se constróem dentro de o mundo melhor e muito obrigado mais uma vez muito obrigado Professor Dr Adolfo mamoro n chiama e estejam conosco no próximo programa Muito obrigado e [Música]