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Dr. Leandro Malloy e Fabio Perin: Funções Executivas e Neuropsicologia [Ep. 055]

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Eslen Podcast
Salve salve pessoal sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio aqui do Weslen podcast hoje nós temos um tema e um convidado especial eu tenho aqui como meu co-host uma pessoa que vocês já conhecem que é o Fábio Perim muito obrigado por estar presente aqui Fábio aquela câmara lá é sua então agradeço e hoje eu chamei o Fábio aqui porque eu preciso de um auxiliar aqui como o meu host porque o convidado é Peso Pesado na Área de neuropsicologia estamos aqui com o Leandro Fernandes maló é psicólogo formado pelo departamento de psicologia da Faculdade de
Filosofia e ciências humanas da UFMG mestre em psicologia pela UFMG Doutor em farmacologia bioquímica e molecular também pela UFMG atualmente é professor adjunto eh da UFMG da faculdade de medicina pertence ao quadro de orientadores permanentes dos programas de Pós-graduação em saúde da criança e da Medicina molecular da UFMG foi presidente da Sociedade Brasileira de neuropsicologia nos biênios 2012 2013 e 2013 2015 é residente da Academia Brasileira de neuropsicologia é membro do International neuropsychology society na qual integra o quadro de editores sim o quadro de editores compõe o quadro de editores chefe também da lista debates
em Psiquiatria revista debates em Psiquiatria isso isso e ganhador do prêmio Paul stats em 2019 da International neuropsychological society Professor obrigado pela presença é uma grande honra tê-lo aqui quem quiser ver aí o a contribuição gigantesca do professor para a área basta colocar o nome dele no Google que vocês vão ver o número de livros e o quanto ele foi importante e é importante paraa construção dessa área então espero que a gente possa extrair bastante você hoje Para isso tem o Fábio aqui para me ajudar agradeço muito o convite Fico muito honrado de bater esse
papo aqui com você ess com você Fábio espero que a gente tenha aí uma um papo bem divertido legal maneiro pode po eu eu falava pro Leandro e falava para você também né que quando a gente começou na neuropsicologista aqui era tudo mato né produção do professor é só um segundo você consegue se você tiver mais longe só vira o Microfone para você bota mais para baixo assim perfeito tá perfeito perfeito mas como eu falava PR você quando a gente começou no início dos anos 2000 na neuropsicologia isso aqui era tudo mato a gente tinha
muito pouco material e publicação não existia o professor ainda comentou né que tinha o xerox do Spring eu tive o xerox do Spring 2 Depois comprei a terceira Edição né e o professor eu acredito que hoje seja eh dentro de um grupo de profissionais o Que tem assim a mais vasta bibliografia em neuropsicologia Professor Você pode falar um pouquinho dos livros e das coleções você consegue de cabeça Bora bom a questão é o seguinte quando eu eu me interessei por neuropsicologia no século passado né lá na déc início da década de 90 realmente a gente
tinha um volume de material muito pequeno a gente tinha mas o material era pouco porque não era traduzido ou no mundo mesmo acadêmico era na no Brasil a Neuropsicologia era muito incipiente ainda né a gente começa a ter os primeiros grupos de pesquisa em neuropsicologia na década de 80 Sociedade Brasileira de neuropsicologia de 89 então a área tava ainda me engatinhando e no mercado historial a gente tinha um livro traduzido que era o manual de neuropsicologia do barbizet que era um livro do início da década de 80 até 1990 e poucos era o único única
opção e a gente tinha que trazer de Fora Materiais para quem tivesse interesse em em estudar neuropsicologia era uma coisa muito autod didática em grupos na universidade que você fazia lá iniciação científica começava por aí mas tinha muito pouco material realmente e paraa avaliação realmente era muito escasso a gente trabalhava muito com entos e de outros países que a gente não tinha adaptações e fazia um negócio muito muito artesanal muito rústico né na década de 90 começa a ter os primeiros Grupos de pesquisa nos anos 2000 ainda mais e a gente hoje tem uma realidade
muito diferente hoje em dia a gente tem um Arenal de de recursos para atuar tanto em avaliação quanto em intervenção coisa que na década de 90 a gente fazia de uma maneira bem rústica uhum uhum Ô Professor eh muita gente tem dúvida quando a gente fala de maneiras que a ciência e a psicometria construiu de tentar mensurar em termos quantitativo coisas qualitativas como por exemplo Atenção memória são coisas que normalmente você relata né ou tem uma boa atenção tem uma boa memória n mas a a a área da neuropsicologia e e desses eh questionários e
da psicometria ela tenta transformar esses dados que são relatados de forma qualit ia como bom ruim médio em coisa mensurável quantitativa e etc existe uma dúvida principalmente em alunos Eu imagino que esse podcast vai chegar em bastante aluno de graduação entre a entre a Diferença de a avaliação neuropsicológica e aqueles testes projetivos que acredito que careçam de evidência eu não sei como é que tá essa área e aí você pode me explicar os testes positivos estão dentro aqueles ou tão aqueles 5 htp aqueles negócios estão dentro da avaliação psicológica tão fora como é que tá
isso essa é uma excepcional pergunta tem um debate amplo a respeito disso e vou te falar como eu penso essa questão tá eu acho que muitas Vezes a nossa formação ela carece muito de uma de uma carga maior de conteúdos lá atrás sobre questões por exemplo como problema mente cérebro correto e se eu tenho uma área como a neuropsicologia que é totalmente calcada numa ideia monista e materialista ou seja tudo que eu estudo deriva necessariamente da atividade do sistema nervoso os meus métodos T que atender a isso se eu tenho métodos que de alguma maneira
não obedecem a esse pressuposto ou seja são Baseados em modelos psicodinâmicos que não vão por aí eu tô usando métodos que não são compatíveis com o objeto que eu tô estudando e acho que essa é uma grande questão muita gente começa a pegar Ah isso mede personalidade deixa eu colocar na minha avaliação Ah isso mede sei lá algum construto psicodinâmico deixa eu colocar também aí vira um negócio vira um Frankenstein eh que não se sustenta do ponto de vista técnico né Eu particularmente não uso Técnicas projetivas mas eu sei de colegas que pensam diferente que
acham que dá para casar Por que que eu não uso porque eu acho que se nós estamos estudando a neuropsicologia e neuropsicologia não é um ramo da Psicologia é um ramo das neurociências a gente tem que ter instrumentos ter recursos que sejam compatíveis com essa noção materialista tudo que eu tô estudando ali deriva da atividade do sistema Nervoso e eu tenho que ter evidências por exemplo de que aquele teste de memória ele seja compatível com os modelos de memória que a neuropsicologista por exemplo uma pessoa com uma lesão numa região específica não performa no teste
é uma validade do teste é então no caso uma lesão num região que envolve memória né é uma das formas que a gente tem para para medidas neuropsicológicas é uma das fontes de informações de evidências que vão me Ajudar a entender Ender por exemplo se aquele instrumento ele é útil ou não e também tem todas as os modelos psicométricos que não necessariamente vão pressupor né a necessidade de uma de uma de um de um grupo Clínico mas em neuropsicologia a gente geralmente tem essa tradição de trabalhar com evidências a partir de grupos clínicos né na
psicometria Isso não é um pré-requisito a gente usa muitos instrumentos que T bons boas Propriedades psicométricas que não necessariamente tem grandes evidências em grupos clínicos mas é um mínimo que a gente tem que ter instrumentos projetivos e eu te falo não é minha não conheço né mas pelo simples fato muitas vezes dos pressupostos lá atrás na construção do modelo não serem compatíveis com aquilo que a gente faz em neurociência eu nem nem vou me enveredar por ali porque não partiu de um ponto de vista Já que lá atrás já já para mim já não Interessou
não tem pessoas que pensam diametralmente oposta falo assim como eu penso em neuropsicologia e e assim quando você quando a galera de casa tá se perguntando por exemplo Como que eu consigo saber se a minha memória tá dentro de uma área de normalidade ou anormalidade sendo que eu sou um sujeito único e geralmente é esse tipo de eu tô tentando aqui refazer uns argumentos que Eu escuto Porque existe uma vertente muito forte na psicologia de de bater na ideia de de pô tão patologizado eu entendo tem um episódio gigantesco aqui que já saiu com Jean
luí Leonard onde a gente fala todas as deficiências e limitações do dsm de enquadrar uma pessoa num diagnóstico e também a gente fala as vantagens que tem e que as limitações e tudo mais mas dentro da avaliação neuropsicológica só para como é que é construído a barreira Entre o normal e o anormal é baseado na população geral excelente questão nós temos aí duas formas paralelas e que de alguma maneira a gente tem que integrar na avaliação que é a matriz nomotética e a ideográfica né nomotética é comparar o seu desempenho com o padrão eh que
seria esperado para a sua idade médio da população exato você vai ter que você vai você vai ter aí por isso nós temos as normas e os instrumentos né você compara com um grupo mais representativo Daquela pessoa mas nós também temos a matriz idiográfica e a neuropsicologia ela começa muito por aí por observação de fenômenos e descrição de fenômenos em pacientes com comprometimentos cerebrais doos mais diversos e a observação daqueles fenômenos caracterização dos mesmos e chegar conclusões a partir dali Então a gente tem essas duas eh formas de conceber uma avaliação e as duas elas
são muito importantes e devem ser Integradas a gente vê muitas vezes eu Não sei o o Perim também trabalha né com alunos né as pessoas vêm com resultados de instrumentos apliquei isso apliquei aquilo outro tá na média tá fora da Média que que eu faço com essa informação primeira coisa você tem que saber dos modelos sobre funcionamento sistema nervoso né você tem que saber o que que é memória Quais são os subtipo para depois você entender se faz sentido aquele resultado e como interpretá-los porque é uma coisa também que a gente vê Eu não sei
se vocês concordam né Eh na nossa formação em avaliação a gente trata os instrumentos de uma maneira muito eh como se fossem verdades absolutas e em qualquer área instrumento tem falso positivo falso negativo tem artefato né E a gente tem que aprender a interpretar isso o cara chega com desempenho chumbado lá no teste memória no dia ele tomou dramim ele foi para lá ele tava enjoado e Você não perguntou isso e você pega o Resultado Ali era entendeu eh Então acho que a gente tem essas duas coisas né a matriz nomotética e a matriz ideográfica
que norteiam o nosso raciocínio Nossa interpretação de qualquer exame E aí professor essa coisa n que ele falou ah eu quero testar minha memória né Eu entendo não sei se se o professor concorda que a gente não tem como testar a memória isolada que a gente sempre tem que testar todas as funções todas as habilidades cognitivas Para que a gente possa entender o quanto que essa memória tá dentro do esperado ou não né porque eh na minha perspectiva quando você faz a avaliação neuropsicológica para você poder fazer essa análise comparativa você tem que ter o
resultado dos outros testes por uma série de questões a pureza da tarefa como foi construído esse construto Exato eu concordo e tem uma coisa interessante né no consultório como os nossos eh avaliando os pacientes Que chegam pra gente eles não leram os nossos livros textos não conhecem os nossos conceitos via de regra vai chegar como memória tô com problema de memória na verdade a pessoa pode ter uma disfunção de atenção uma disfunção executiva n outras coisas mas elas não conhecem esses conceitos vão chegar Tô com memória ruim então por isso que a nossa avaliação ela
é muito preciosa porque a gente vai conseguir avaliar domínios diferentes ter informações de Domínios diferentes para poder estabelecer um um mapa para uma boa intervenção né Eu acho que mais do que os diagnósticos em si hoje em dia o exame neuropsicológico ele é fundamental para identificar alvos terapêuticos perfeito né Eu acho que ele é um mapa pra gente identificar alvos e e atuar a partir dali seja farmacologicamente ou não que tipo assim professor dá um exemplo por exemplo pessoas que chegam pra gente Hoje em dia eh achando que tem sei lá dificuldade de memória mesmo
né e você De repente observa que do ponto de vista de sistemas de memória memória episódica memória semântica ele não tem nenhuma dificuldade aparente mas uma atensão sustentada tá bem ruim né uma a atenção executiva como um todo sustentada dividida seletiva e E aí na medida que você evidencia isso você tem um mapa para uma intervenção seja ela farmacológica seja ela não farmacológica E a intervenção certa muda a vida da pessoa né ela muitas vezes vai ficar não vai fazer uma avaliação eh vai ler um tanto de coisa na internet sobre como melhorar a memória
e etc e não vai ter um alvo e um tratamento adequado para aquilo que ela tem de prejuízo O que que hoje temos de maior demanda na área da avaliação neuropsicológica olha e a gente tem muita demanda nos extremos né crianças idosos crianças adolescentes e idosos e acho que talvez se O Grande Desafio nosso começar a mostrar para neurologistas psiquiatras o quanto que adultos também podem se beneficiar porque veja o nosso país é um campeão em acidentes de trânsito você tem muita gente aí com TCE com acidentes vasculares que tem alterações exato que tem alterações
cognitivas importantes que poderiam ser mapeadas para intervenções úteis mesmo a gente fala falava né de de apostas e outras variações disso né quer dizer que que Que podem ser problemas de controle inibitório planejamento de impulsividade exato e acho que aí o nosso papel também de de eh popularizar mais a neuropsicologia como que ela pode ser útil porque as pessoas acham que o nosso único papel é de dar diagnóstico então cheg um psiquiatra e Poxa mas eu já sei o diagnóstico para que que eu vou encaminhar o paciente para uma avaliação independentemente do diagnóstico eu consego
consigo ali né com uma avaliação Identificar alvos terapêuticos que vão ser muito úteis pra psicoterapia pras intervenções não comportamentais como um todo não farmacológicas como um todo e até mesmo para intervenções farmacológicas Então a gente tem que mostrar que o nosso exame ele consegue dar um mapa interessante para intervenções mas o gargalo que que normalmente o pessoal fala é preço e tempo né uma uma avaliação hoje normal em média assim quanto quanto Tempo de avaliação isso Varia muito E essa é uma outra questão importante da gente conversar muitas vezes a avaliação demora porque as pessoas
elas não sabem trabalhar com hipóteses o grande uma var Ah faz muita coisa entendi tudo que eu tenho no armário eu vou fazer aí o método arrastão entendi uma hora alguma coisa vai dar baixo da média eu vou por ali né eu vou aplicar 50 instrumentos o que der abaixo da Média eu afirmo eu até falei com médicos aqui já que eles falam Cara a maioria dos exames que médicos comumente pedem pra galera é inútil a galera pensa que vou fazer um checkup com 300 exames e isso é bacana o médico tá cuidando de mim
na verdade tem exames que você não precisa exame Clínico rápido não já não precisa ir pra parte do sangue e meio que na na avaliação é assim então você tem que ter uma boa pergunta para ir direto nela né Eu acho que a gente tá perdendo né o a chance de de ensinar pros alunos nas graduações a Importância de uma coisa chamada anamnese cara uma anamnese bem feita ela resolve boa parte dos problemas então a avaliação ela pode ser muito curta se você tem uma pergunta cujo o o daí em seguida né os instrumentos que
você vai usar eles vão ser pontuais para uma pergunta específica algumas vão ser mais longas né O problema é que o pessoal começa da testagem faz uma anamnese protocolar né tem que fazer primeiro E aí depois em seguida sai aplicando um Tanto de coisas a a esmo né E aí você tem a questão dos artefatos uma hora alguma coisa vai tá abaixo da Média muitas vezes aquilo não significa absolutamente nada o artefato só pra galera entender tipo um ruído um ruído veja assim eu tô lá fazendo um test de memória no meio do teste memória
bateu uma porta celular tocou eu lembrei que tinha que buscar o filho na escola naquele momento ali o resultado pode ser alterado por uma coisa completamente Fora do que eu tô avaliando e a gente tem essa perspectiva né os testes não mentem jamais não mentem para caramba se eu não souber interpretar Olha só eu acho que essa essa combinação e dos dos diferentes testes com uma boa anamnesia além de de encurtar o teste ele já te dá hipóteses mais Claras que ajudam você a interpretar esse material né você tava falando eu lembro sempre de um
de uma das Ferramentas que inclusive o professor participou e da validação que É o r VLT sim né que é um teste interessante porque ele é um teste de memória verbal mas eh algumas curvas de aprendizagem poem nos mostrar dificuldades atencionais né porque você vai você Você vem com uma curva muito muito bacana de aprendizagem de repente ele tum perde aquela curva Ah entendi E aí você pega a atão Aí você pega a variação da atensão né mas aí aquilo não não vai est no manual né perinho a sua vivência Clínica e o seu conhecimento
de Modelos teóricos você tem que conhecer o que você tá avaliando tem gente que compra um manual do instrumento e acho que aquilo ali vai ser suficiente para fazer uma avaliação não é aham é eu eu assim eu até falei com o Fábio esses tempo aí não sei onde é que a gente tava acho que num evento do viver de Psicologia talvez eh muitos estudantes hoje da psicologia não sei se das outras áreas na psicologia pelo menos que a gente tem Contato acabam se distanciando um pouco de leituras que outrora eram obrigatórias né como por
exemplo epistemologia filosofia da ciência estatística básica filosofia por trás das abordagens psicoterapêuticas né O que que sustenta as as terapias comportamentais da onde que vem quem pensou eh as terapias cognitivas as neurociências e imagino que isso também esteja acontecendo no na parte da avaliação neuropsicológica eles Instrumentalizar a parada em vez de partir dos pressupostos do que que é uma memória explícita O que que é uma memória implícita e aí e aí vamos abrir para isso Professor porque acho que esse é uma janela grande que a gente vai abrir aqui agora o que está por trás
e aí realmente é bastante coisa mas assim o que está por trás dos dos o que o que esses testes avaliam entendeu Bom eu acho que a gente tem Grandes problemas aí nessa área e já que nós somamos aqui vamos né tirar a sujeira debaixo do tapete ele ele foi direto do ponto né esse ponto é sensacional esse ponto é sensacional nós usamos ainda ele deixou o rei do sim e nós precisamos discutir isso porque a gente fala muito de outras áreas né ah essa área não tem tanta evidência teste tal vamos falar de neuropsicologia
que eu acho importante pessoal muitos dos Testes que nós Utilizamos são testes que foram desenvolvidos na década de 40 50 a gente usa né um dos Testes que a gente mais usa que é o Trail making test um teste de flexibilidade cognitiva de Lápis e Papel começo do do século XX é tava na em baterias inclusive que pela pelo exército americano exatamente em baterias antes de qualquer conhecimento em neurociências os caras estavam descobrindo Santiago Ramon e Carral tava Descobrindo a doutrina neuronal um Pouquinho depois mas assim pô mas não tin muita coisa genética ainda não
se sabia muito e Esse instrumento talvez fizesse muito eh sentido num contexto em que Lápis e Papel fosse o recurso top naquele momento claro eu acho que a gente precisa agora de olhar pro nosso contexto e ter novas medidas a gente a gente tem que começar a informatizar as medidas cara a gente usa cronômetro para medir tempo de reação dos outros é isso daí é loucura isso eu tô medindo dois Tempos de reação Exatamente é muito sujo esse dado tá Doo com um botãozinho não e e assim o Será que o tempo de reação que
eu vou medir do primeiro paciente vai ser do igual do último exatamente E aí E por que não começar a informatizar Por que não começar a integrar com integrar com outras medidas de neurociências condutância galvânica ET mas a gente tem uma barreira muito grande de achar que vai se perder a subjetividade lá lá e na verdade eu acho que é um medo de Tecnologia a gente tem esse medo ainda mas eu acho que na medida em que você eh eh torna mais fid digo dado você não tá perdendo subjetividade que você tá se aproximando dela
sim você tá conseguindo construir uma medida mais realista né exato e acho que essa coisa depois da sub a gente sempre escuta isso queem mexe com cência né o tempo todo e o tem um livro do ledu que é sensacional que chama synaptic self esse livro é incrível né porque ele fala justamente Nós somos sinapse isso é subjetividade exatamente né Eh não é porque eu não tô fazendo modelos psicodinâmicos que eu não posso falar aqui de de subjetividade e quando eu pego um cara e faço uma avaliação bem feita e consigo identificar forças e fraquezas
Aquilo é dele aquilo ali tô falando de uma pessoa com as suas peculiaridades com a sua história com as suas necessidades e potencialidades e a partir dali eu consigo entregar um mapa um caminho que Pode ser né decisivo nas escolhas dela inclusive de tratamentos eu acho que as pessoas TM uma tolerância muito muito grande com método tentativa e erro tipo assim vamos tratando vamos fazendo e a gente vai ver no que que dá só que aí você perde tempo você perde dinheiro você começa Inclusive a criar expectativas no caso da habilitação neuropsicológica você perde oportunidade
também né se você pensar numa intervenção Precito é de um período óo de oportunid oportunidade e e acho que tem respeito né as pessoas que estão te procurando o mínimo que a gente tem que fazer é usar o que há de melhor em termos de evidência certeza certeza Não não é o que eu acredito não não são minhas crenças que estão ali são as necessidades de uma pessoa que tá me procurando E aí voltando paraas medidas eu acho que hoje em dia a gente tem a oportunidade de refinar o que nós temos De de bons
testes mas usando novas informações a gente tá em assim hoje em dia com a realidade expandida você tem n coisas que podem tornar os nossos instrumentos mais ecológicos mas ainda existe muita resistência né a essas novid Eu penso que as nossas medidas elas de fato dão muito conta do recado mas elas poderiam ser muito melhores como o Perin acabou de falar não tem medida pura você vai ter sempre influência né de de de Múltiplos fatores aleios aquilo aquele construto eh e nós temos aí né Hoje em dia uma série de recursos psicométricos que me ajudam
a identificar o quão boa é aquela medida para fins específicos a gente tem que lançar a mão disso mas a gente também tem um exército de pessoas que compram pela confiança né então vamos lá ah se o conselho aprovou tá lá na lista do satepsi passou pro ccp eh se tem um manual se Editora tá vendendo então é bom e já vou sair usando as Pessoas precisam de Aprender a Ler o manual do instrumento até para criticar ela elas delegam isso uma instituição terceiriza porque elas tem elas tem preguiça de ler o manual de de
ler Tem uma parte que ninguém lê o manual que é como aquele teste foi construído qual as medidas Eles foram usadas as ferramentas as limitações coisa que eu mais gosto é quando alguém lê um manual do instrumento fal olha na página Natal tem um erro Ah você poderia ter usado um Outro procedimento estatístico Ah sua amostra tá pequena é isso é maravilhoso ou eu adoro porque a gente vai melhorando ciência é isso ciência não eu não tô entregando algo acabado Tô entregando um negócio que vai se Reinventar e vai melhorar ao longo do tempo tanto
é que nós fizemos agora um negócio que é um instrument né um p de instrumentos que é o saf Né o sistema de avaliação de funções executivas com conceito de Manual dinâmico o que que é manual dinâmico manual é online ele é atualizado na medida que a ciência evolui você baixa o manual de tempos em tempos ele vai ter novidade ali eu não publico manual para daqui a 10 anos eu ter um novo manual porque ciência é isso pessoal ciência evolui numa num ritmo que não é o ritmo da editor não e hoje em dia
principalmente com novas tecnologias e análise de dados tipo a própria inteligência artificial Acelera ainda mais né Eu costumo dizer que a psicometria é inteligência artificial né porque a gente pensar numa análise fatorial que é uma análise multivariada né é a base da Inteligência Artificial né O que o que você faz ali em termos matemáticos é a mesma coisa que os computadores fazem às vezes nessa nessa ideia de pegar um algoritmo de comportamento e calcular eh a probabilidade daquele comportamento ocorrer dentro daquelas dimensões cara é Interess mas o tempo de reação com cronômetro é realmente tá
complicado e é interessante na época da ya Os caras estão fazendo exato e é interessante isso né porque a psicologia científica ela nasce com medidas de tempo de reação dos psicofísicos né tirando medidas é ali que diz não mas pera aí a gente precisa Na verdade uma demanda dos físicos né que tinam que observar os planetas e e anotar medidas precisas e vi que as medidas variavam muito é sim Teve até um cara que queria descobrir o nome dele foi 1800 e alguma coisa ele queria tentar descobrir Quanto tempo demora para um estímulo sensorial que
entrou nesse dedo aqui se traduzir no estímulo motor aqui ele pediu para uma galera ficar de mão dadas ele encostou num e quando tu encostasse aqui tu tinha que encostar nesse Ele mediu Quanto tempo demorou para chegar no último lá e fez uma divisão bem maneira agora Olha só que coisa genial num num época sem Recurso o pessoal é dava um jeito e fazia os O problema é que hoje nós temos tem condições de fazer diferente a gente continua fazendo isso ex mas aí deixa deixa deixa eu eu desenvolver uma ideia porque eu vejo a
gente hoje Óbvio com uma diversidade muito grande de técnicas e ferramentas para analisar o funcionamento a integridade do sistema nervoso central mas eu digo que a melhor interface e para entender o funcionamento do Sistema nervoso central é o comportamento sim né quer dizer se você consegue analisar o comportamento você consegue ter medidas do funcionamento do sistema nervoso central Pelo menos é a minha ideia então eu Brino que avaliação neuropsicológica assim como às vezes eu falo da análise Experimental do comportamento é uma ferramenta de análise que nem um tomógrafo que nem porque é uma forma de
você efetivamente construir uma medida e traduzir essa Medida numa numa numa imagem de funcionamento que te te aponte onde você pode tá tá introduzindo uma terapêutica ou uma intervenção exatamente E aí pegando carona no que você tá falando Eu penso que uma boa avaliação ela começa de uma boa observação de uma boa anamnese de registros documentais E hoje nós temos condições de ter registros sensacionais o tempo que a pessoa fica no Instagram tá ali é só se abrir a gente tem Registros gig das mais div não tô falando gente que isso é teste psicológico para
fazer isso com todo paciente se for importante faça mas a gente tem condições de fazer uma caracterização Ok o que eu não consegui identificar a partir daí tenho recursos que vão me ajudar a testar as hipóteses que eu levantei ali esses recursos são testes escalas e tarefas experimentais aí sim eu tô fazendo exame neuropsicológico não é simplesmente sair Aplicando um tant de coisa Ô Professor só para quem tá em casa e não é da área para entender o que a gente tá falando aqui do ponto de vista de praticidade eh O que que o que
que é um exame ou exames neuropsicológicos então o paciente vai até o consultório E aí o que que ele pode receber lá de de de de serviço assim ele só só para quem tá em casa e não é da área porque a gente fala psicometria anamnese muas vezes tem gente que não não é da área S que que Que que mensura qual que é a perfeito pressuposto assim dele encaminhamento padrão pessoa encaminhou alguém um idoso que tá com esquecimento e ele não sabe se aquilo ali seria um padrão esperado para a faixa etária ou eh
seria além do esperado a gente Primeiro vai fazer uma annese que seria uma entrevista extremamente detalhada sobre a vida da pessoa até ali doenças hábitos eh estímulos que ela teve educacionais outros né Eh doenças na Família a gente vai levantar um histórico e isso tem que ser feito de forma muito bem feita muito detalhada registros documentais outros exames né muitas vezes você pede a carteira de trabalho da pessoa a pessoa ela tem uma uma carreira descendente depois dos 40 anos ela foi perdendo e empregos cada vez menos complexos Opa será que esse negócio é dar
agora ou vem lá de trás Então a gente tem que pegar é para pedir carteira de trabalho de todo Mundo não para aquele caso ali talvez faça sentido o máximo de informações eu caracterize o quadro eu vou agora então observar eu vou pegar depoimentos de outras pessoas porque tem uma questão muito importante que as pessoas não levam em consideração que é conflito de interesse eu tô levando meu pai para fazer o exame eu quero ser o tutor dele vou mexer com a conta bancária dele com todas as coisas isso tem um conflito de interesse eh
o paciente tá com medo de Perder autonomia E aí ele vai de alguma maneira eh negar todas as dificuldades você tem um viés tem um conflito isso tudo tem que ser Av avaliado a gente quando a gente faz uma anines a gente tem que identificar vieses é uma investigação uma investigação toda a história ela é contada a partir de um ponto de vista não é uma verdade é uma história contada então a gente pega múltiplos informantes a gente pega contato com outros Profissionais Ok caracterizamos o caso temos hipóteses A serem testadas nós selecionamos ferramentas para
isso que podem ser testes Mas podem ser tarefas que que é uma tarefa vou pegar um exemplo aqui tá eh eu tive um paciente que tava que a queixa dele é que ele tava com dificuldades para identificar as pessoas ele encontrava as pessoas não sabia mais quem que era um grande advogado isso acaba acabava tendo gerando problemas Por quê Porque ele tinha vários clientes que ele não conseguia identificar e falava nomes genéricos para se referir a eles depois né de uma boa caracterização fica a dúvida será que ele tá comuma dificuldade de memória ou será
que ele tá com um quadro que a gente chama né em neurociências de prosopagnosia que que é prosopagnosia é a dificuldade de identificar as pessoas é identificar pela face Sim volta e meia solta uns que não é o cara ele como é Que tá fando Fábio não é isso aí cara acompanhar da mil pia Professor sim pois é então então eu e e é interessante isso porque era uma coisa que eu não tinha de repente eu comecei a confundir as pessoas e aí aí a memória ou é dificuldade de identificar a gente tem que testar
isso existe isso isso é possível ver o que que é sim e a gente tem teste para isso não tem nenhum teste para isso a gente vai pegar uma tarefa experimental e a gente vai pegar da Nossa cabeça não a gente vai na literatura como que geralmente as pessoas avaliam isso aí a gente vai na liter ura Sagrada literatura que nos ajuda tanto Nessas horas pegamos adaptamos uma tarefa com base em evidência com base na literatura e incluímos isso na avaliação E aí como é que você vai ter parâmetros tem pacotes estatísticos maravilhosos hoje como
por exemplo do Crawford que é um professor lá da esqueci o nome da Universidade Dele mas ele disponibiliza esses pacotes é o John Crawford eh gratuitamente na internet que você pode fazer comparações de uma tarefa com cinco controles você pode fazer isso na avaliação mas daí o o os controles eles são controles que tá dentro do pacote estatístico não os controles você vai vai fazer em cima da das características daquele paciente é mas aí no caso os controles eles são uma construção matemática não você você avalia você avalia com aquela tarefa Para ter mais Rigor
e ele faz uma comparação estatística Com pequenas amostras é sensacional porque a gente tem recursos hoje que a gente não tinha há 30 anos atrás Então veja a avaliação não é procedimento simples a gente vai construind um raciocínio científico então a gente pode usar testes tarefas escalas preenchidas pelo paciente pelo familiar por outros profissionais de posta essas informações agora eu vou sentar e ver se aquilo que eu testei Responde as perguntas que eu fiz não respondeu eu posso lançar mão de outras coisas e ao final eu posso concluir sabe o quê meu exame não foi
suficiente para responder a pergunta pode ser inconclusivo eu fico até inquieto nisso porque isso isso isso é o é parte mais legal da neuropsicologia porque ela é sempre uma investigação é sempre uma construção baseada em evidência você não é isso que ele faz você não sai eh com com algo protocolar avaliando você vai Criando um raciocínio e vai buscando as ferramentas que você tem disponível dentro eh desse conjunto de materiais com mais evidências para que você possa criar um perfil de funcionamento daquele indivíduo Isso é isso é fantástico e hoje em dia nós temos recursos
maravilhosos para isso que muitas vezes el eles não são acessíveis Porque as pessoas não têm o hábito de ir na literatura de buscar informações e aquela coisa para quem só sabe martelar Todo parafuso é um prego então se eu não sei que existe prosopagnosia que existe todo mundo que chegar lá vai ser memória que que eu conheço então por isso que a formação ela é muito importante e não é formação só acadêmica não gente é fazer cursos dos mais diversos que te D atualização né Eh eu falava com com o professor antes né que quando
eu terminei o o mestrado eu fui aula e fui comecei a atender começou a vir muito paciente neurológico né E era Interessante porque eu chegava o paciente ali eu não tinha formação nem informação para isso Onde é que você vai onde é que você recorre né eu vinha com a minha trajetória acadêmica Então você vai pra literatura você começa a buscar na literatura 4 anos depois que eu fui fazer a minha pós--graduação em avaliação neuropsicológica sim mas antes disso era sempre você recorre à literatura você vai e e e aí e aí vale o o
ponto né que a literatura que você Tinha no início dos anos 2000 comparado com agora lá era só texto inglês não tinha não tinha um livro tinha um livro em português dois acho que tinha o do Roger Gil também sim do Roger Gil da editora Sant exatamente tinha isso né que que que era queera o que você tinha ali para avaliar o resto era tudo internet eh literatura estrangeira hoje O Grande Desafio o que eu acho é treinar os nossos alunos para ler identificar qualidade eu acho que Hoje em dia a gente tem um volume
imenso de informações e e agora o desafio é isso aqui que eu tô lendo tem qualidade né esse é uma grande questão mas enquanto a gente continuar ensinando normas da ABNT e metodologia Cara isso daí é isso daí é assim não dá nem para conversar sobre isso porque o cara perde começa a perder a paciência porque não tem sentido nenhum é realmente é aí é degradante professor e o que que são as funções executivas que você citou ali Anteriormente que é uma das coisas de umas coisas Possivelmente de se avaliar não perfeito Pensa bem nós
temos comportamentos automáticos coisas que nós fazemos sem pensar e a maior parte do tempo a gente tá funcionando com base nestes comportamentos mas nós também temos a capacidade de gerenciar esses comportamentos controlar esses automatismos fazer de maneira diferente Ou gerar novos padrões naquelas Situações em que eu não tenho n um repertório de comportamento disponível as funções executivas seriam a base da nossa intencionalidade seria a base da nossa capacidade de dirigir um comportamento um objetivo seria a nossa capacidade de gerenciar o nosso comportamento as nossa cognição os nossos processos emocionais Então se a gente tem algum
livre arbítrio na nossa Espécie a gente relaciona isso a Essas funções tem um tem um pesquisador eh Americano chamado Robert sapolsky que ele se conhece Claro que ele diz que o córtex préfrontal que é a sede das funções executivas né Não sei se tem outras áreas do cérebro que se relaciona mas ele ele deu uma das melhores definições que eu já vi de córtex préfrontal que é a região do cérebro que faz o difícil quando é certo a fazer sim exato que te ajuda a frear todos os seus imediatismos todos os seus automatismos e direcionar
seu comportamento para algo Que vai te gerar algum benefício ou evitar um prejuízo em longo prazo por exemplo né Quais são as divisões da das funções executivas não tem um consenso na literatura mas o que tem mais de mais assim multiplicidade de definições de funções executivas o que que há de consenso entre essas definições elas as funções executivas me ajudam a controlar o próprio comportamento os processos cognitivos emocionais ou seja são funções de de autogestão quais são a Gente tem diferenças nas definições o que mais go eu gosto de chamar de processamento adicional sim sim
e o o que que nós temos de de de mais frequentemente relatado como processos e funções executivas um modelo que eu gosto muito é o Dad Diamond que pressupõe a existência de funções executivas nucleares que seriam memória operacional minha capacidade de manter temporariamente uma informação para que eu opere com ela por exemplo vamos supor Que eu tenho que fazer uma conta matemática aqui de cabeça ou então que eu tenha que resolver um problema e as informações que estão aqui elas são fundamentais ou seja vou estocar essas informações na memória de curto prazo mas vou operar
com elas para resolver alguma coisa memória operacional o o esquerdo ele dizia que a memória operacional eh é é é o que permite você entender uma frase mesmo sem lembrar Qual foi a quarta palavra anterior que Eu falei agora perfeito perfeito Então você opera com informações online né sim exatamente né e usando essas informações para operar né daí o nome operacional flexibilidade cognitiva que é minha capacidade de alternar meu pensamento meu comportamento de acordo com demandas ambientais então por exemplo tô conversando com vocês aqui de uma hora para outra vocês começam a fazer uma cara
de que opa não tá legal eu vou ter que mudar meu comportamento vocês me Deram uma pista vou ter que flexibilizar e fazer diferente vou ter que inibir o comportamento anterior e adicionar um novo ter que mudar um padrão de pensamento de comportamento né e o controle inibitório controle inibitório é minha capacidade de fazer duas coisas né inibir respostas automáticas então uma mar resposta um comportamento motor que não é adequado para aquele momento por exemplo né Mas também de inibir extratores eu tô aqui conversando com Vocês e tem um mundo ao redor que eu tô
inibindo para continuar tendo produtividade nessa conversa então eu tenho que inibir respostas prepotentes respostas automáticas mas também ruídos então Essas funções controle inibitório memória operacional e flexibilidade cognitiva seriam as funções executivas nucleares Elas começam a surgir muito cedo na vida aos 9 meses a gente já tem indícios né de controle inibitório e memória operacional eh disponíveis muito Rudimentares mas já disponíveis a gente vai ter aí um processo longo que vai depender da maturação desses circuitos front estatais por exemplo ao longo aí né de toda infância e adolescência e na medida em que a gente já
tem as funções executivas eh nucleares disponíveis eh logo em seguida também muito início da vida surgem as complexas que são planejamento solução de problemas né ah abstração inteligência fluida de acordo com o modelo da daim então nós temos as Nucleares e as complexas mas todas elas surgem muito cedo né a gente já tem essas funções disponíveis aí ao longo da maturando ao longo da infância mas elas atingem um um suposto Ápice na transição da idade adulta da da adolescência paraa idade adulta a gente tem a maturação dos circuitos córtico né Sim Sim a gente vai
ter aí o fim da melanização desses circuitos a gente já vai ter aí mais maturidade elas vão ficar um tempo estáveis né e e é natural Que elas eh declinem gradualmente com o tempo o que que vai determinar esse declínio uma série de coisas doenças predisposição estimulação também delas né estilo de vida hoje em dia é uma das coisas que a gente vê como um recurso muito importante inclusive paraa manutenção do nosso da nossa sanidade cognitiva ao longo do tempo então a gente tem uma literatura vasta por exemplo sobre atividade física né Muito Interessante muito
muito bem documentada então a gente pode trabalhar preventivamente para que a gente mantenha Essas funções no máximo de tempo né disponíveis com com bastante qualidade e eficiência e e professor eh os as a avaliação ela consegue sedimentar Essas funções executivas e avaliar individualmente cada uma delas Sim a gente tem cont inibitório flexibilidade perfeito a gente tem recursos para para para fazer Essas avaliações eh modulares né e com processo específico sim e é interessante que a gente tem tanto testes quanto escalas né escalas que as pessoas preenchem paciências familiares que me ajudam a entender não só
o momento artificial ali da consulta mas o que que isso está representando no dia a dia delas uma outra coisa muito importante tem uma coisa que eu eh eu não sei se a gente vai avança um Pouquinho né porque diz respeito a esses construtos de funções executivas esse modelo da del Diamond modelo de miak também que me parece bastante interessante mas eu sempre eu sempre vejo muita sobreposição entre as funções executivas né Ou seja você não consegue pensar num num núcleo de funções executivas sem envolver o outro né Mesmo se a gente pegar essas nucleares
né então você você pensa memória operacional comportamento inibitório e Flexibilidade cognitiva parece que ela são mutuamente dependentes também né Sim e eu e e e para mim isso de certa forma representa muito a organização neuroanatômica não só eh do córtex préfrontal de uma certa forma né mas de todo de toda a organização do sistema nervoso central né porque a gente vê uma organização disposta em redes sem sem sem estruturas digamos assim que são completamente especializadas ou Dominantes né que eu acho que esse é é esse esse esse esse é onde Às vezes a gente ouve
vê esse ruído aí em relação aos construtos que procuram dar conta das funções executivas né e dificilmente você como exatamente que você tá falando dificilmente você vai pegar um paciente que vai ter uma memória operacional totalmente prejudicada e as outras coisas totalmente preservadas né não é não é fronteiriço né exato não é não são categorias né então assim a gente tem Esses processos a gente tem uma documentação que inclusive é muito questionada alguns modelos Não sustentam essa divisão tá eh mas que a gente que eu falo com meus alunos ela é muito mais didática do
que uma coisa que a gente vai observar o tempo todo na nossa prática dificilmente a gente vai ter um paciente que tenha uma delas prejudicada e todas nível Fantástico normalmente é tudo meio complicado ali sim você tem uma geralmente você tem Você pode ter Casos em que você tem uma coisa muito mais prejudicada do que a outra com toda a certeza mas via de regra né até do ponto de vista neurobiológico o substrato dessas funções ele é muito sobreposto como é que isso começa surgir professor que época mais ou menos um uma criança consegue ter
flexibilidade comportamental ou coisas assim o o que aconte vou começar então das duas outras né memória operacional e e e controle inibitório com 9 meses de idade a gente Consegue fazer alguns experimentos com uma tarefa pagana chamada tarefa a não B que o Pag desenvolveu para avaliar a permanência de objeto mas a gente usa hoje para avaliar controle init vou explicar rapidamente aqui pessoal entender professor profess só um pouquinho o microne Tá vou pegar aqui então só para explicar rapidamente e como que funciona essa tarefa a gente pega uma caixa que tem dois buracos a
gente vai chamar um buraco de cavidade a O outro de cavidade B pra gente não pra criança obviamente 9 meses que ela não vai entender isso a gente vai deixar a criança brincar com um brinquedinho ali por alguns minutos tá de repente a gente vai pegar o brinquedo da mão da Criança e colocar nessa cavidade que eu chamei de cavidade a imediatamente a criança pode buscar o brinquedo a criança buscou o brinquedo a gente devolve para ela a gente e deixa a Criança fazer isso de novo tomamos na mão dela colocamos de novo na cavidade
a OK ela já aprendeu ali que o brinquedo Tá na cavidade a acertou da segunda vez a gente vai pegar o brinquedo deixar na mão dela tomar e colocar na cavidade B agora ela vai ter que inibir o comportamento que anteriormente ele foi e bem sucedido foi reforçado e vai ter que buscar num outro lugar crianças antes dos 9 meses elas não geralmente não conseguem fazer isso Aos 9 meses Elas já conseguem fazer isso e buscar na cavidade B Mas a gente pode tornar a tarefa mais difícil a gente pode aumentar o tempo entre esconder
e deixar a criança buscar então a gente pode de alguma maneira né colocar um um um um recurso de memória aí além do controle inibitório então Aos 9 meses alguns bebês conseguem fazer isso com mais facilidade e a gente já tem na literatura explicando esse fenômeno como sendo já uma evidência de funcionamento Né executivo inicial de memória operacional e de controle inibitório nessa faixa etária a flexibilidade cognitiva as evidências elas são um pouquinho depois né a gente já tem aí depois de 3 anos que a gente já tem um comportamento mais Evidente de uma flexibilidade
cognitiva eh disponível né justamente no momento em que a gente tem outras funções também melhorando né Por volta dos 4 anos você já tem capacidade de postergar Recompensas também já Funcionando de uma maneira Ah bem rudimentar mas já disponível também tomada de decisão afetiva ou seja tomar decisões considerando consequências de longo prazo duas alunas minhas de Mestrado fizeram um estudo muito legal comparando crianças de qu c 3 4 5 anos aos 4 anos a gente já tem um desempenho indicativo de que a tomada de decisão afetiva também já tá começando a funcionar eh Então a
gente tem aí na pré-escola indícios de que esse Funcionamento ele já tá de alguma maneira disponível Né desde os 9 meses e vai aumentando só que vai atingir o ápice fim da adolecência no início da idade adulta n e isso vai variar de pessoa para pessoa uhum uhum e assim professor eh por exemplo a gente vê que alguns países eles têm uma diferença nas leis de momento que pode dirigir votar consumir álcool e tudo mais a luz da da da maturidade das funções executivas porque o que a gente tá falando aqui Eu sei que o
tema é a gente especificamente sobre avaliação neuropsicológica que é o que vocês dois trabalham bastante mas acho que o arcabouço dela que são as funções executivas Eh abre abre brecha pra gente discutir umas coisas bacanas em níveis de sociedade e comportamento social acho que é bem legal então por exemplo assim eh do ponto de vista de avaliação de risco controle inibitório e tudo mais as nossas leis elas não tão elas estão Arcaicas elas estão eh alinhadas com o que as neurociências mostram hoje sobre tomada de decisão você acha que com 18 anos é uma idade
que Teoricamente a pessoa já tem maturidade cerebral suficiente em média obviamente porque a própria maturidade é envolvida por diversos fatores eh para tomar decisões como por exemplo dirigir ou coisa assim isso é um tópico sensacional por quê tem uma autora que eu gosto muito uma pesquisadora chamada Monique Ernest que Tem um um uma proposta interessante para explicar o comportamento adolescente à luz das neurociências e ela fala né que nós temos um juiz no nosso comportamento que seriam Essas funções que dependem da maturidade desse circuito frontas ratais que só vai atingir a maturidade no final da
adolescência final da adolescência fala que uns 22 20 anos 20 20 e Poucos Anos né na transição aí da da da adolescência pra idade adulta Porém na adolescência Nós temos dois sistemas Hiperativos o que ela vai chamar de sistema apetitivo e sistema evitativo o sistema petitio ele vai depender de uma circuitaria que tem ali como Talvez um dos protagonistas do triaton ventral que vai te empurrar para fazer coisas vai ter experiências não pense num amanhã o mundo é pequeno demais pros seus desejos que é o comportamento sem noção típico da adolescência e isso é natural
tá ou pode ser um comportamento sem noção mas que culmine em fundar uma Startup Unicórnio perfeito Talvez é um comportamento que num cenário muito diferente do nosso fez toda a diferença é não é com certeza Inclusive tem boas evidências mostrando que populações por exemplo de locais da china onde a Milênio se cultiva arroz e é uma sociedade que eh pelo cultivo do Arroz ser uma um empreendimento colaborativo e Mais do Mesmo eh você tem muito pouca E aí eles têm alguns instrumentos para avaliar individualismo e coletivismo Como desenhar um sociograma ou coisa assim você tem
baixíssimo comparado a principalmente os ocidentais e principalmente os norte-americanos você tem baixíssimo índice de divórcio uhum baixíssimo índice de patente inventividade e quando você vai ver alelos de receptores os os para quem não sabe os sabores digamos assim de receptores dopaminérgicos aqueles receptores dopaminérgicos que são mais sensíveis a novidade são quase Desligados selecionou para baixo assim porque não precisa então tem todo o sentido outra hora pode ter feito muito muito sentido isso e talvez em alguns momentos e um outro tópico que eu gosto muito a gente pode falar em seguida que é o lado bom
da impulsividade né Mas voltando aqui só para pegar Car falou e e da adolescência Então você tem esse sistema apetitivo que é esse sistema que te empurra para fazer coisas e você tem um evitativo que você tem aí uma outra Circuitaria envolvida que teria como protagonista talvez a midel expandida né E aí você fica com aquele aninho e capetinha ali de alguma maneira influenciando o alterações abruptas de comportamento acontece que o meu juiz o córtex prefrontal de alguma o curos frontes atrais que vão modular a atuação desses dois sistemas Ele É imaturo E aí você
vê alterações abruptas de de de comportamento né no adolescente que são típicas da faixa etária que são naturais E que são explicadas do ponto de vista neurobiológico Qual que é o melhor livro de psicologia do desenvolvimento na adolescência que vocês conhecem Na minha opinião Romeu e Julieta cara em cinco dias eles se apaixonam brigam com toda a família e se matam amor cara isso é o retrato da adolescência é Inclusive a adolescência impulsividade inclusive é inclusive adolescência é o período que dentro da sua vida você tem a maior chance de Cometer suicídio né tamanho é
o nível de de impulsividade nessas Exato eu não sei se eu posso fazer uma sugestão off Topic aqui Claro não pode acho que essa parte até poderia cortar porque você eles se matam deu uma gargalhada aqui é não Não mas não vai não vai é tranquilo mas assim então capitulando fal S só a internet é a internet é complicada Professor mas não é tanto assim o pessoal entendeu o pessoal entendeu que é um livro entendi mas então assim só Voltando esse ponto então o melhor livro de adolescência que eu conheço é Romeu e Julieta na
medida em que você tem ali um momento de cinco dias entre se apaixonar brigar com a família inteira pegar os piores conselhos possíveis dos que estão ao redor e eh o o o desfecho Fatal do livro né adolescência é muito isso ela é muito caracterizada por rompantes emocionais E por impulsividade aí volto paraa sua pergunta Será que eu tô fazendo aposta errada a justamente num Período em que eu tô com esse turbilhão de processos impulsivos e efetivamente instáveis D recursos que não são tão simples de de fazer gestão do voto a carteira de motorista entende
não tô falando que não tô falando que não tem que votar eu tô falando que a gente precisa de entender as consequências de algumas eh de alguns recursos que a gente dá nessa faixa etária é claro que tem que votar é claro que tem que participar do sociedade não é a questão Não é essa a questão é entender as características do período questão é momento talvez né fazer nos Estados Unidos é 16 anos para tirar carteira acho que varia muito de estado para estado e você tem uma coisa que eu acho muito legal em alguns
locais que é a progressão então você pode durante um tempo dirigir de dia não teve nenhuma intercorrência eu não sei se os Estados Unidos exatamente que tem alguns estados acham que tem isso e depois você pode Dirigir à noite não teve intercorrência você vai pro final de semana e assim por diante eu acho que essa é uma estratégia interessante porque você forma filtra um pouco quem tá mais amadurecido ali do ponto de vista mas eu não me lembro exatamente onde que é assim um colega meu que falou que tem um um alguns locais que fazem
isso isso é bem bacana é uma progressão a pessoa vai criando hábitos né e interessantes em relação a esse comportamento e aí a gente pode Entrar matemática não sei se vale a pena que é a questão da da do do velho psicotécnico né sim né como é que a gente sustenta esse tipo de avaliação nesse período que é um período de fechamento das fechamento não mas de maturação das funções executivas né o psicotécnico da carteira de motorista normalmente o pessoal o que é aplicado normalmente tem evidência rastreia mesmo ou porque eu na época que eu
fiz era desenhar uns palitinhos e dei Um bonequinho palográfico é gente eu nem dirijo então eu não faço a menor ideia mas assim mas você sabe qual teste é esse né Eu tô brincando com vocês para não dirigir mas porque não é minha não é minha não é minha área não conheço né o palográfico é um instrumento muito utilizado no Brasil eu vou confessar para vocês que eu nunca vi não não eu apliquei uma vez na vida é eh mas eu sei que quase 30 anos atrás talvez eu não não sei como é feito que
Que ele busca um teste projetivo também né cara ele analisa o padrão gráfico de dos traços que você faz o comprimento o caimento e a partir dali faz umas inferências pô mas é meio complicado isso né cara também não sou da área de avaliação vocês vocês não estão querendo se complicar né eu tô vendo que vocês do Ah não sou da área não sei exatamente não posso fal psicológicos que que é isso cara o pessoal dos projetivo é uma é uma máfia italiana que vai sequestrar Vocês a gente a gente a gente geralmente separa os
liso aqui velho a geralmente separa os testes em avaliação de testes projetivos muitos deles são fundamentados por estatística algumas coisas e os testes esses que a gente chama de psicométricos né que o professor tem tem mencionado aqui né né em geral a avaliação neuropsicológica dentro de outras técnicas ela se vale muito do material psicométrico porque o objetivo é avaliar exatamente essas Questões relacionadas à atenção linguagem funções executivas os diferentes tipos de memória e assim por diante né é incomum você usar testes projetivos porque primeira base teórica efetivamente é diferente né O segundo é questão muito
mais ligado aos recursos para para avaliar personalidade certo a gente tem algumas algum alguns instrumentos para valar a personalidade que que que dizem respeito ao Big five né mas daí tem daí mas aí é é outra Perspectiva de avaliação da personalidade eu fiz o meu deu 97% de conos ade nem precisava namorado se assustou Deixa eu te perguntar mas vocês acham é complicado vocês podem falar do do no Sabonete de vocês aí que tá com a máfia italiana né mas assim é vocês acham que um e assim agora deixa eu fazer o a introdução aqui
porque não eu não quero colocar vocês em em lançes ruins a questão é que o Podcast a gente tem o objetivo de tentar mostrar pra sociedade o primeiro o que que se faz na academia O que que a ciência faz mostrar que um cientista não é um cara que fica lá e que é um cara preocupado vem gente aqui os cara comentaram já pô os caras são realmente preocupados e tal resolver os problemas eh E aí a gente tem um a a a neurociência a neuropsicologia cada vez mais avançando e acho que seria interessante a
sociedade E e o governo o estado lançar a mão dos dados que a gente obtém na ciência para tentar melhorar políticas públicas a gente sabe hoje que enriquecimento ambiental é importante porque não botar academia nos lugares nas comunidades e tudo isso a questão é eu eu de fato tô perguntando com eu não quis falar da do do do do do teste do DETRAN lá do do dos dos psicotécnico porque eu achei eu nem sabia eu achei que era uma parada psicométrica mesmo não sabia que era Projetiva não tem alguns testes que são psicométricos também se
usa na tá a minha questão é assim eh não é estranho dar um um carro pra pessoa dirigir fazendo um teste que avalia o jeito que ele desenha um pauzinho não deveria ser um negócio mais primeiro porque você olhar a personalidade dele não sei se responderia muita coisa porque o cara Talvez teria que ver coisa motora Atenção do cara coisas assim geralmente tem testes de atenção S tem isso também sim é eu de fato gente assim eu não conheço como é feito mas eu tenho algumas alguns questionamentos a respeito disso porque eu S de validade
ecológica tá será que isso que é feito de fato é preditor do comp exatamente Será Que Será que pega eu acho vale a pena a gente falar do que que é validade ecológica que eu acho que talvez o nosso público não tenha compreensão muito eu Acho que em relação às funções executivas isso é muito importante o que que seria validade ecológica Olha só vou pro consultório ou vou lá pra sala do Detran ou vou para RH e vou fazer uma série de medidas que são muito artificiais quantas vezes na sua vida uma questão decisiva você
teve que parar e desenhar paos e isso foi decisivo sua adaptação não aquilo ali é um modelo é um recorde que tenta captar alguns processos e informar sobre eles a nossa Pergunta é o quanto que isso daí informa sobre coisas no dia a dia um teste ele precisa de ter este este essa capacidade né de explicar fenômenos E aí a minha pergunta é será que o que a gente faz hoje no trânsito ou até em outras áreas tem esse potencial e será que nós estamos de fato nos preocupando com isso Será que a gente pode
pegar por exemplo a base de dados de um Detran da vida e verificar a retrospectivamente olha os porque ess essas informações são Armazenadas Será que de fato eh esse padrão de comportamento aqui de resposta nesse instrumento foi preditivo de mau comportamento no trânsito de pontos na carteira Eu não conheço essa literatura mas eu acho que a resposta ela deveria de vir por aí mesmo esses esses instrumentos como palográfico né eles têm análises que são psicométricas mas o a questão que que tá ali é um modelo teórico explicativo por detrás eu acho que muitas vezes a
gente preocupa com as Evidências psicométricas esquece Será que o modelo que gerou isso daí é um modelo que se sustenta em termos ciências em termos de que a gente sabe hoje sobre personalidade sobre impulsividade e sobre outras coisas então eu acho que a gente precisa de rediscutir e essa pergunta é muito boa por isso porque a gente precisa de rediscutir a psicologia avaliação psicológica inclusive como um todo Será que a gente tá aí e o que a gente usa Como meio realmente tá baseado num modelo teórico bacana porque gente tem instrumentos nossos que a gente
tá usando não só na avaliação do Detran e o outos que são da década de 30 será que a ciência não não propôs nada melhor em termos de modelo explicativo Uhum Então acho que a gente tem a gente tem muitas perguntas em psicologia que precisam de ser desengavetar ve como você falou o rei está no a gente precisa de olhar pro rei ver ó nós temos um problema aqui e o E assim AC tem de carro é principal casa de morte entre adolescentes hoje no e e jovens adultos no Brasil né então seria interessante ter
um gargalo mais fechado ali para realmente exatamente ver se vai se prediz um acidente se não prediz como é que tá mas eu volto a te falar não é minha área então assim eu não conheço tanto como é feito não então vamos trocar aqui para uma que você comentou ali professor é voltando lá pra adolescência e tal né É você falou do Lado bom da impulsividade qual que é essa qual que seria esse aí é uma área que eu gosto muito tá só fala mais pertinho no microfone uma área que que eu adoro impulsividade nós
temos dezenas de de definições tem um autor que eu gosto que chama Scott Dickman que na década de 90 e ele desenvolveu uma escala que chama escala Dickman de impulsividade ele separa impulsividade em funcional e disfuncional tá a impulsividade Disfuncional é agir de uma maneira intempestiva naquele momento em que prestar atenção e dar uma resposta muito precisa é o mais importante tô julgando um xadrez com vocês eu não posso sair fazendo coisas rápidas e imprecisas porque eu vou perder a partida agora vamos lá vocês escutam um barulho aqui nesse prédio um avião bateu aqui Wesley
vai lá e fala gente Calma Vamos ser impulsivos vamos Organizar a saída elevador mulheres e crianças primeiro Perim não Perim já saiu correndo quem tem mais Ch de sobreviver o Perim a impulsividade ali ela foi funcional tem contextos em que a velocidade ela é fundamental até mais do que a precisão em si e nesses contextos a impulsividade ela teria um componente funcional a gente tem que pensar que a natureza humana né Ela tá aqui não é de uma hora para outra ela foi desenhada ao longo de anos e anos e séculos e milhos De de
de seleção do que é adaptativo ou não e num contexto muito diferente do nosso né então muitas das nossas características elas só são ruins quando elas estão em falta o excesso na maior parte do tempo elas estão ali porque elas de alguma maneira tem alguma eh algum alguma resposta adaptativa relacionada a impulsividade Teoricamente teria um lado que seria eh propiciar soluções rápidas naqueles contextos Em que velocidade é mais importante Perfeito perfeito e assim eh na na população em geral existe uma uma distribuição de níveis de impulsividade tem dados você tem inclusive várias medidas para diferentes
tipos de impulsividade e só como exemplo da funcionalidade vamos falar de um estudo que a gente fez há bastante tempo até com com colega que hoje é professor lá da FMG da Educação Física com atletas de handball handball é um esporte Em que velocidade é muito importante e alguns Componentes do jogo como por exemplo faltas táticas que para impedir a progressão do outro time elas eh são elementos fundamentais do jogo a gente fez um estudo em que a gente acompanhou um time de handball lá de Minas por uma temporada inteira filmamos todos os jogos fizemos
o Scout né que é o registro do comportamento técnico durante o jogo mas antes nós medimos a impulsividade de todas as atletas com medidas neuropsicológicas e a gente viu Que as mais impulsivas dessas medidas elas tinham uma uma uma performance muito boa em alguns elementos do jogo ou seja naquele contexto ali de respostas rápidas de comportamentos não tão pensados a impulsividade ele se mostrou adaptativa Então a gente tem alguns nichos alguns contextos em que essa velocidade de resposta ela vai ser técnica né o técnica sabendo asas respostas Aí sim eh eu e o eu e
o Leandro tava falando anteriormente ali Sobre a questão dos atacantes e dos zagueiros né as diferenças tomada de decisão foi outro estudo que a gente fez mas tem tem dado disso também a gente fez um estudo né bem legal com atletas eh informação amostra até grande em que a gente aplicou tarefa de tomada de decisão e comparamos por posição e a gente viu que eh na zaga o desempenho n tarefa de tomar decisão daqueles atletas da da Zaga geralmente ele é mais conservador do que dos atacantes Ah olha Só cara você atacantes se arrisca mais
é Teoricamente são seriam menos conservadores e mais pronos ao risco e faz sentido Por exemplo na na zaga você correr muito risco ser muito impulsivo você coloca e em em defasagem um erro É lá na frente não né lá 10 chute é para onde o nariz tá apontando um entra é Fechou então tem umas coisas Eng so impulsividade né Que legal Que bacana eh eu tava eu tava pensando nessa questão né da dessa relação do esporte Com com a tomada de decisão né e fico pensando na aí n questão na questão das funções executivas né
do desempenho do jogador né porque você tá tem tudo se movendo ali né quer dizer você tem uma bola atravessando Você tem os jogadores do outro time você tem um um plano na mente né então administrar isso nesse curto espaço de porque às vezes a gente fala muito de funções executivas como planejamento como processamento adicional Como Eu mencionei aqui mas tem Tomadas de decisão que são muito rápidas e tem que ser muito precisas né pensando no jogo de futebol um bom jogador a capacidade dele já de desenhar toda a trajetória dele contando todos os elementos
que estão ali me parece um negócio bem diferenciado né um controle emocional também porque tem uma expectativa envolvida né tem torcida tem tudo mais mas eu acho que a galera em casaa não tem muita noção o quanto de processamento Envolve você conseguir E dominar uma bola que tá vindo de um de um lançamento por exemplo sim porque você tem que calcular onde você vai tá próximo da onde a bola tá vindo a velocidade a velocidade como você vai pegar ela como que você vai para quem você já tem que ter uma noção para quem você
vai mandar essa bola depois é um processamento gigantesco cara imagina que isso tudo assim se a gente for pegar só a parte das funções executivas Depende de toda essa comunicação entre o Cex préfrontal e o estriado né O Globo pálidos o putes para você organizar esses comportamentos e também nas áreas motoras primárias corticais né cara então é é muito informação aí a importância né eu vejo né Vocês dois têm trabalhado muito isso já eh há bastante tempo que a questão do hábito o hábito ele é fundamental Por que que as pessoas treinam treinam treinam exaustivamente
né claro você tem uma questão de predisposição de talento que muitas Vezes não vai ser suficiente o treino a repetição a incorporação de esquemas né Eh ela é muito importante também é eu acho que conforme a pessoa vai fazendo isso vai cristalizando esses circuitos e ficando mais fácil você vai fazendo isso com mais economia cognitiva né você vai fazendo isso de uma maneira procedural você vai fazendo isso de uma maneira que vai envolver cada vez menos recursos deliberados e mais processos automáticos e assim é é é engraçado porque Geralmente e a galera pergun pergunta ah
mas por que que o o pessoal que vence maratona geralmente é da África ou de alguns países da África por que o Brasil é Ou era não sei como é que tá hoje não acompanho mais mas é o celeiro dos principais jogadores do mundo por que no triatlon os Os Vencedores de triatlon no planeta os principais triatletas ou ciclistas são europeus né Uhum eh na verdade não existe nenhum Gene da maratona do futebol ou do triatlon Existe simplesmente cultura desde cedo a molecada joga a bola aqui cara então esses circuitinho desde que são molenga ainda
estão sendo adaptado para dominar uma bola quando aquilo se quando Aquilo é borrifado na população e muitos fazem a chance de você selecionar alguns indivíduos que são muito bons cara é muito maior mas não significa que aqui não teriam triatletas ou maratonistas é que simplesmente na educação física na quarta série O jog o professor dá uma Bola para nós jogar exatamente falando e nadando uma bola de vôlei né É E a valorização cultural disso você chegar nas finais na escola examente com 10 anos de idade eu tô correndo OK OK agora não tô eu sou
eu sou o capitão do time sou artilheiro Nossa esse menino tá na na na no grupo ali ele tá no topo ele é Alfa né E aí a gente entra numa questão importante daí daí eu acho que junto essa questão do desenvolvimento que a gente vinha Falando em especial da adolescência mas eu de até um pouquinho anterior a adolescência né e e essa essa essa essa essa questão do esporte que é a regul que é do esporte que que envolve por exemplo o valor social que o esporte tem e que diz respeito Exatamente Essa regulação
socioemocional né que muitas vezes a gente implica com as funções executivas com o que muitos autores chamam de funções executivas quentes né que estam e implicadas nisso né como é Que você regula Suas Emoções você falou da regulação emocional no esporte a gente falou dessa formação de esquemas né e a gente acabou falando do desenvolvimento eh na adolescência mas o desenvolvimento anterior na adolescência me parece que ele é muito importante pra gente aprender como que a gente eh organiza o nosso comportamento social para para para fins de atingir os objetivos sociais sim sim eh E
daí que eu acho muito importante né Do ponto de vista até mesmo de população e não de consultório a gente precisa de começar a fazer as avaliações de regularidade lá no início para identificar forças e fraquezas porque a gente tem muita oportunidade de trabalhar a partir dali O problema é que a gente não tem essa Cultura a gente vai deixar explodir o problema lá na adolescência na vida adulta PR partir daí começar a tratar imagina um contexto e a gente tem que começar a brigar por Isso em que avaliação ela é feita para todas as
pessoas uma triagem lá no início dos anos escolares a gente consegue pegar muito muita coisa lá na base eu tô eu tô rindo aqui porque eu lembro da briga que a gente teve por causa por conta das avaliações precoces por outros psicólogos porque dizer que ia estigmatizar a criança né que a criança essa estigmatizar cara não entendo isso sabe por quê você pega um menino que vai receber Um diagnóstico de DH ele vai ter a oportunidade de um tratamento de um auxílio pedagógico ele vai ter uma explicação para aquilo que tá acontecendo você tá dando
um rótulo não para mim rótulo é pegar esse mesmo menino que não tem explicação nenhuma ele é chamado de voado preguiçoso da lua burro etc Então na verdade isso não é rótulo não rótulo é quando você dá um caminho acho a gente eu acho isso surreal É Surreal é difícil explicar isso PR as pessoas é complicado falando em TDH no no contexto da variação neuropsicológica se a gente pegar 10 pacientes com TDH os 10 vão dar mais ou menos as mesmas coisas ou pode diferenciar entre eles é é uma pergunta extremamente boa tem a gente
até escreveu agora um capítulo de um livro juntos né eu Perin e gente com com o nosso grupo falando justamente sobre neuropsicologia do tthh primeira coisa é o seguinte o exame Neuropsicológico ele não é nem necessário nem suficiente pro diagnóstico da DH ele o exame complementar que vai ser pedido quando o Clínico tem uma dúvida específica a gente não precisa de fazer exame neuropsicológico para dar esse diagnóstico mas que eu acho mais legal e que aí vem a sua pergunta que eu acho muito importante é que se não não tem um padrão único de alteração
neuropsicológica no TDH você tem eh Funções em que você tem mais chance de alterações e quando você faz esse mapeamento você tem mais ou menos né a identificação ali de alguns alvos a gente tem que função executiva as funções executivas elas geralmente estão alteradas mas não é uma regra né Eh você vai ter aí outras funções relacionadas por exemplo a velocidade e processamento você tem outras questões relacionadas a a tomada de decisão afetiva você tem n processos que podem est ali alterados e É muito interessante você fazer um mapeamento disso e mais interessante né Você
tem uma regra no TDH que a maioria dos pacientes com TDH tem um segundo diagnóstico uma comorbidade o exame neuropsicológico ele pode ser muito útil paraa identificação de algumas delas principalmente dificuldades de aprendizagem acadêmica e leitura escrita e matemática então o exame quando ele é bem indicado ele pode responder coisas muito legais complementando processo Diagnóstico e identificando alvos terapêuticos né legal legal eu gosto muito dessa ideia de identificar os alvos terapêuticos pode ser indicado para isso para você conseguir identificar melhor esses alvos terapeutic por exemplo como é que isso pegaria no que alvo por exemplo
em termos de psicoterapia ou farmacoterapia que o por exemplo a melhora da regulação do tempo ou alguns componentes do planejamento ou ou ou mais tempo para Algumas tarefas quando você tem uma dificuldade maior de memória operacional ou de velocidade de processamento de informação sim e até mesmo em termos pedagógicos né que a gente tem esses protocolos universais se tem ddh tem que dar uma hora a mais de tempo não necessariamente Às vezes você vai dar uma hora mais de tempo o menino ficar sofrendo ali e cometendo mais erros durante aquele tempo muitas vezes você vai
dividir em Pequenos espos de pequenos pacotes de tempo uma tarefa para que ele né não tenha ali um um esgotamento mais rápido então a estratégia pedagógica o famoso PDI ou pi né o plano de desenvolvimento individual ele pode se valer muito de uma avaliação neuropsicológica com com esses perfis identificados mas é existe essa conversa aí professor Com certeza eu tenho inclusive alguns alunos do laboratório estão trabalhando especificamente na tradução do do exame Neuropsicológico pro pe não só no nosso grupo tem vários grupos que estão fazendo isso mas eu digo as as escolas são abertas para
isso são eles precisam muito disso porque hoje em dia o que que acontece a gente chega pro pro paciente entrega um lutro e fala assim ó precisamos de adequação na escola aí vai pra escola o pessoal não sabe ler um exame Pois é exato você vai botar lá precisa quebrar o tempo em como é que faz como é que aplica é E aí você tem Uma orientação nesse sentido igual questão é questão de sentar na primeira carteira cara as escolas vão ter que ser uma tripa né porque só tem primeira carteira Porque toda criança que
chega com lot tem que colocar na primeira carteira pro professor monitorar mais não tem mais primeira carteira para tanta gente é só isso que a gente vai orientar não a gente tem n coisas que podem ser usadas do exame neuropsicológico paraa prática Pedagógica tinha uma coisa que na década passada eu orientava bastante meus Estagiários em avaliação neuropsicológica que era assim a comunicação pra escola é diferente da comunicação para outros profissionais perfeito perfeito certo Quer dizer você tem que ter uma uma comunicação que é muito mais propositiva que você indica quaal são os elementos que dentro
da do contexto da aprendizagem eles podem ser facilitador para aquele indivíduo Específico Sim sim e pode falar não eu acho que que essa comunicação ela é muito importante e a gente tem que aprender também a fazer comunicação com o público geral porque acho que a psicologia né assim tem que aprender que só a gente entende a nossa narne aqui né a linguagem técnica ela é muito tranquila pra gente mas quando a gente dá um relatório para um profissional da educação ou para um médico muitas vezes eu não faz a menor ideia do que a gente
Tá escrevendo ali então a gente precisa de aprender a comunicar os resultados Aquilo não é escrito por um colega é escrito para fazer diferença na vida claro nós temos que ser técnicos mas a gente tem que que adequar Nossa comunicação mas existe como seus dois Com certeza Você tem uma comunicação adequada e técnica ao mesmo tempo eu não sei se vocês vem isso mas muitas vezes ela é muito mais muito mais técnica mais rebuscada e isso inviabiliza às vezes Uma ex é que muitas vezes entende-se como um sinônimo de qualidade erudição né tip mais rebuscado
você pensa não o meu colega lendo isso né É vou pegar ele agora El não vai entender aqui eu eu também acredito professor que a gente às vezes ignora a ignorância dos outros porque a gente vem discutindo tantas cois há tanto tempo São coisas tão de certa maneira basais para nós né que a gente de certa formaa mas é uma bolha né a gente vive Falando com dois ou três ali que sabem disso Ô professor e hoje em dia eu até fiz um episódio sobre transtorno espectro autista aqui com um cara que manja muito da
á e tal lucelmo e não sei se vocês conhecem Fantástico e não foi a hora ainda mas acho que quando esse episódio já foi a hora ele já saiu eh e aí eu perguntei para ele da parte fiz a mesma pergunta Só que sobre o autismo E aí eu pergunto agora não Necessariamente sobre TDH mas sobre aprendizado mesmo uhum eh você acha na sua expertise e e com toda a bagagem que você tem construindo esses testes e todo o arcabouo eh e neurocientífico desses testes e tudo mais você acha que é a o tempo de
tela a dinâmica de rede social por ser uma uma coisa mais rápida e com mais estímulos e uma intermitência de de estímulo atencional mais rápido do que comumente acontecia e principalmente Para o que o nosso cérebro foi selecionado para ou se adaptou né para lidar você acha que isso eventualmente pode gerar um algum tipo de prejuízo de aprendizado nas crianças e nos adolescentes que estão vindo aí nas próximas gerações ou tá gerando não sei essa é uma excelente questão e a gente tem uma literatura que tá pipocando né de coisas sobre isso e e assim
você tem achados que vão em todas as direções hoje o nosso grande desafio é filtrar Isso né fazer as revisões mais amplas as meta-análises pra gente chegar a conclusões mais pontuais sobre tempo de tela para qual perfil de criança em qual faixa etária que tipo de de conteúdo e eu vou dar um exemplo para você sobre exposição a desenho animado que é um uma discussão que teve a bastante tempo na há cerca de 15 anos atrás uma pesquisadora chamada Angeline lilart fez um estudo muito legal em que Ela comparou eh pegou um grupo de crianças
Eh para um grupo de crianças ela pegou e um desenho animado específico para um outro grupo um desenho educativo e outro grupo ela eh fez uma tarefa de desenho à mão livre e logo em seguida ela fez uma avaliação cognitiva com foco em funções executivas e ela viu que o desenho animado logo em seguida as crianças que viram o desenho animado Elas tiveram um desempenho muito pior do que o grupo que veu o desenho educativo e o grupo que simplesmente Escreveu o que escreveu foi o maior desempenho maior desempenho tá e nessa época quando ela
fez o o a descrição do artigo Ela não falou qual era o desenho mas pela descrição do desenho todo mundo viu que era o Bob Esponja Beleza o grupo que viu o Bob Esponja foi muito pior que os outros aí que que vem a mídia leu o artigo Bob Bob Esponja prejudica a cognição poob do Bob Esponja pobre do Bob Esponja né E aí logo em seguida outros estudos dela e de outros Grupos começaram a verificar que o que era ruim não era o Bob Esponja era o tipo de de de mudança de cena ou
seja mudanças rápidas e muita fantasia gerava o quê gerava imediatamente logo em seguida eh uma espécie de diminuição deficiência como se tivesse uma sobrecarga e logo em seguida você tinha um declínio de desempenho Mas seria uma sobrecarga pontual sensorial mesmo não de funcionamento executivo ah de de Cognição cognitivo isso E aí ter que processar aquilo e muito estímulo muita mudança de cena Então você você envolveu muito cognição é uma das explicações possíveis achado o que eu quero dizer é o seguinte a gente ainda tem que muito cuidado com com com esse porque muitas vezes você
pega a imprensa lendo num paper Eles já vão eles já dão um salto é não é duplo escarpado para uma conclusão e que eu acho que primeiro lugar é Irreversível o acesso tecnologia paraas Nossas crianças a gente não tá falando mais se vai dar ou não vai dar a questão que hoje nós temos que responder perguntas que são quanto tempo para qual faixa etária para qual tipo de criança será que uma criança que já tem uma predisposição a um funcionamento mais externalizante né que tenha um um um sintomas de TDH Será que a gente responde
a pergunta para ela igual a gente responderia a pergunta para uma criança que não tem isso eu acho que que A ciência é tão maravilhosa que eh ela eh nos permite fazer perguntas e e correr atrás de respostas mais específicas O problema é que eu acho que hoje em dia que a gente tem muita desinformação sobre esse fenômeno Claro excesso de tela tá muito bem documentado que é uma coisa de aluma maneira pelo menos um ponto de vista Agudo vai afetar uma série de questões relacionadas a sono né algumas algumas evidências para humor Mas será
que é do mesmo jeito para Toda a faixa etária eu acho que a gente tem que e é um campo de pesquisa maravilhoso né Você já entrou no Ti Toque Professor tô entrando agora agora que eu tô descobrindo esse mundo é um você consegue perder algumas horas lá dentro dependendo do momento do dia que você tá ali você fica rodando me convenceu a não entrar você fica rodando aquilo ali porque o algoritmo do tiktok ele é um algoritmo construído para te prender lá dentro porque ele aprende Como você o que você gosta muito rápido aham
e a organização do aplicativo ele não tem não tem laterais você fica meio só pode ir para baixo e ele e ele vai te expondo coisas de forma aleatória até que ele vê que tu parou na tela um tempinho então depois embaixo ele vai continuar te te sugerindo aquilo eventualmente ele sugere alguma coisa diferente para ver se você gosta ou não senão ele continua te sugerindo ele vai aprendendo como você gosta e aí você vai Modular a expectativa então a pessoa vai ficar ali não é porque ela porque ela tá na expectativ é o que
vem depois é o que vem depois não o sistema dopaminérgico o cara os caras devem ter um departamento de neurociência bizarro lá dentro e aí você vai ter isso com os os jogos também né esses jogos que tem surpresinha você vai conquistar uma caixa vai comprar um um um um uma surpresa e vai ver quantas arminhas vão ver ali o cara não tá comprando arminha ele tá comprando Expectativas de ter arminha E aí você vai realmente prender o povo durante horas e horas naquilo né ex E aí é interessante né porque a gente não se
dá conta quanto que a expectativa É reforçadora sim né a gente não fala muito sobre é mais do que o próprio recompensa mais própria recompensa exatamente né quer dizer muitas das nossas coisas a gente fazia falava de apostas né Falamos também um pouquinho de investimentos né do Day Trader hoje Né o Day Trader na verdade não tá fazendo investimento ele tá ali na expectativa a gente tá falando disso agora né e ele pode continuar perdendo mas ele vai continuar na expectativa e ali vai manter mesmo e mesmo se ele ganhar não necessariamente ele vai fazer
o lucro vai tirar o dinheiro né exato e ele pode ter um bom resultado mas ele vai sabe que é por isso que esses joguinhos do Tigrinho Esses bagulhos de internet bombam tanto dão tanto dinheiro Essas polêmicas que deu de Blaze e casa de aposta sem dúvid porque a pessoa eu não sei como é que funciona mas ess joguinho dos foguetinho do Tigrinho parece que é basicamente assim você vê o negócio ali aí você clica e dependendo de onde Você clicou você ganhou um dinheiro é cara e é reforçamento intermitente exatamente E aí você vai
manter o comportamento da pessoa ali até el exauri ou quebrar ou né eu tenho tenho um estudo e com primatas que eles Estavam mensurando via eletrofisiologia o o estriado ventral sim e eles perceberam que o pico dopaminérgico nessa região em um primata que sabia que ia ter uma recompensa ele aprendeu a associar um determinado tipo de estímulo tipo uma luz com uma recompensa era tipo um pico assim agora quando a recompensa tinha 50 % de chance de aparecer o pico era assim e aí depois eles botaram 75% o pico fez assim por quê Porque 75%
é mais Certo que 50 então diminuiu a expectativa era uma coisa mais certa probabilisticamente falando então esse talvez cara esse talvez depois daquela porta no jogo do videogame eu vou encontrar não sei o que talvez eu vou apertar isso aqui talvez eu gire para baixo a galera nem quer a recompensa eles querem expectativa expectativa e aí a gente volta pergunta que eu acho que é muito importante tela tela com esse tipo de conteúdo vai ser completamente Diferente de tela com Liv Não claro é quando eu digo tela Eu acho que eu me referi errado é
é rede social de de recompensa intermitente exato E aí sim você tem pessoas que não conseguem sair do Instagram do cara eu já tive relato de pessoas que ficam 12 15 horas dentro da rede social relato de pessoas que gastam oit 10 hor e não conseguem sair cara aí você vai falar que tá fazendo bem não tá essa a pessoa tá deixando de fazer um tant de coisa Fundamental e eu Fico e eu fico me preocupando Ô Professor considerando a o neurodesenvolvimento do do cérebro considerando que o córtex prefrontal a região frontal de maneira geral
ela é digamos que a última a amadurecer no cérebro né todas as outras já começam meio prontas mas principalmente o córtex préfrontal e portanto é a região que tem menos influência de genética e mais influência do ambiente eu fico preocupado quando uma uma um jovem Adolescente tem esse tipo tipo de rotina e o estímulo que ele tá dando pro cérebro dele né como é que ele tá moldando aqueles circuitos via neuroplastic que repertório que ele tá adquirindo porque essa é uma pessoa que ela vai ter muita dificuldade muita dificuldade realmente de ler um livro porque
o livro pressupõe você sustentar a atenção por um determinado período para só lá na frente descobrir o desfecho da história por exemplo se for Um romance Só que os circuitos cerebrais dessa pessoa desse adolescente por por terem sido moldados Principalmente nesse nessas Recompensas intermitentes Eles não têm o músculo para aguentar e esperar até lá aí queda de leitura queda de obtenção de conhecimento mas aí para apimentar essa discussão vamos voltar lá no vamos voltar lá no no no Walter Mitchell né que em Stanford na década de 70 fez o experimento marshmallow né ele pegou um
grupo de crianças e fez a Proposta pras criança você pode comer o marshmallow agora ou ganha dois depois ou ganha dois depois né E aí algumas crianças conseguiram esperar e outras crianças não esperaram a grande sacada do Mitchel foi acompanhar esse grupo por décadas e de tempos em tempos ele pegava as crianças que adiam que adiaram o matm as crianças que não adiaram e comparava uma série de medidas e consistentemente as crianças que lá atrás tiveram a capacidade de adiar recompensa Elas Tiveram desempenhos diferentes melhores indicadores de cognição social melhores indicadores né mais capacidade de
ficar em em projetos por mais tempo e isso daí Tinho menos chance de ter obesidade também isso né então você tem você tem um livro dele que é muito legal que chama o teste do marshmallow que ele ele faz uma síntese disso e chama atenção pra importância da capacidade de adiar Recompensas o retardo de reforçamento exato e aí será Que a gente tá treinando com esses recursos é uma pergunta não tenho L Eu sou bastante pessimista Ô Professor eu sou um pessimista de carteirinha deixa fazer uma provocação Professor seria o retardo de reforçamento o núcleo
das funções executivas eu acho que as coisas convergem nessa direção porque se eu consigo de alguma maneira manter informações para operar com elas se eu consigo eh inibir comportamentos imediatistas se eu consigo flexibilizar Eu posso disponibilizar esse Arsenal inclusive para boas decisões o que a gente vê é que processos mais emocionais e motivacionais ligados à funções executivas quentes como você mencionou também participariam desse processo né então uma coisa uma confluência de vários fenômenos mas eu acho que se a gente tá vendo na literatura e tudo bem Tá gente o experimento do Mitchel ele foi muito
criticado outras pessoas não conseguiram Replicar mas é um dado é um dado que tá aí que faz muito sentido Será que a gente tá treinando o contrário a gente tá treinando o imediatismo porque a gente a maioria das coisas que a gente faz elas demandam tempo escola formação eu vou formar eu vou ter que fazer uma série de investimentos para começar a ter retorno em algum tempo futuro será que a gente tá treinando o contrário as pessoas querem investimento saúde investimento né os próprios Investimentos né você tem hoje em dia uma série de propostas que
renda variável resolve tudo na vida da pessoa e a ideia é essa né ganhos muito rápidos e em curto prazo e e é louco porque tem tem dados mostrando assim que o que o cérebro ele tem uma uma como é que eles chamam uma miopia de recompensa futura tem até experimentos mostrando que se você fala para uma pessoa que você vai dar $1 agora ou 200$ daqui 7 dias muita gente prefere $1 agora mas se você fizer A mesma pergunta $1 daqui 50 semanas ou 200 daqui 51 semanas igual os dois é $1 a mais
por 7 dias só que um Tá longe as pessoas preferem os 51 semanas porque elas não têm Tá longe a recompensa então é um pouco mais fácil ela conseguir manejar aí a gente entra num outro viés das funções executivas que eu acho bastante interessante Principalmente quando a gente pensa nos modelos aplicados ao TDH que é a questão da gestão e percepção de tempo né e a Relação da percepção de tempo com com a própria dopamina de certa forma né Eu acho que isso é interessante porque esse cálculo de tempo muitas vezes eu vejo eh na
minha clínica muito prejudicado né sim você diz geral TDH eh não em alguns parceiros que o TDH isso é muito claro né qualquer qualquer coisa que pareça que que é um pouquinho mais paraa frente esse prazo ele se alonga ele é muito sofrido mas isso tem evidência mostrando que a percepção Subjetiva de tempo no TDH é distinta né 5 minutos para eles um negócio que eles não gostam é um uma da uma dos uma das principais explicações pro TDH um dos modelos teóricos né de que uma das funções comprometida seria a versão a demora então
a versão a longos intervalos de tempo para obter uma realização ela seria muito complicada e nesses momentos eclodiram sintomas de desatenção ou seja nossa tem que esperar aí você começa a ter mais dificuldade de Sustentar a atenção e também e o comportamentos hipercinéticos é aquela coisa de sentar na sala de espera e ficar ali esperando um médico que vai te atender e aí você começa a ficar né mais atento mais a versão a espera é uma das coisas que mais acontece no TDH embora não aconteça com todo mundo é um dos modelos né explicativos mais
robustos que a gente tem qual que é o substrato eu acho que é o próprio córtex préfrontal Eica e as relações com o com com o estriado dorsal cara com os núcleos da base ali porque ele tem essa coisa da do do encadeamento do comportamento né de criar as cadeias comportamentais de consequência é que eu fico imaginando assim ó quando você faz uma parada que vamos pensar o inverso né quando você faz uma coisa que você tá hiper motivado e a motivação aqui que eu tô falando pessoal uma motivação em termos técnico né não é
motivação comumente chamada que É euforia e tal você tá engajado naquela tarefa motivado tipo jogar videogame uhum a pessoa joga 8 horas de videogame e ela acha que jogou duas três porque passou muito rápido aqui sim sim então é louco perceber como a os circuitos dopaminérgicos são capazes de distorcer a percepção de tempo né sim distorcem o tempo sim isso é muito louco cara temos E aí o meu perdão professor o meu medo é que esse tipo de contexto onde cada vez mais adolescentes estão dentro de por Muito tempo dentro de redes de recompensa intermitente
não tô nem falando da internet porque a internet é maravilhosa n redes de recompensa rápida Eu tenho medo que esses circuitos ao longo do tempo possam ser moldado obviamente não em todo mundo mas naquela galera vulnerável e essas pessoas começem ter essas dificuldades de de de de gerenciamento de tempo mesmo postergar a gratificação e de tolerar Sofrimento ex tolerar o sofrimento de Uma espera né exatamente e agora sobre essa questão do tempo é muito interessante a gente pensar também né no nesses casos Como foi o próprio Fines gage né e tantos outros que a gente
conhece na literatura de que esses comprometimentos nas regiões mais ventrom mediais né no cex órbito frontal gerariam essa tal mil pia pro Futuro né Então você leva a um comportamento altamente imediatista em que o o futuro praticamente é considerado em processos Decisórios então aí você teria o envolvimento também dessa circuitaria mais ventro Medial né também também envolvido do cex préfrontal Então você eu acho que eh e aí a importância da neurociência pra gente começar a fomentar práticas pedagógicas lá no início né porque a gente essa coisa da do adiamento de recompensa eu acho que você
tem um papel da família da escola muito grande nesse sentido com certeza o professor Aproveitando esse gancho para pensar um pouquinho né O senhor é um cara que trabalha bastante com avaliação né avaliação cognitiva a gente tá falando de de desenvolvimento e educação e agora você traz essa questão das neurociências a os nossos modelos educacionais eles não carecem de ciência essa é outra é na verdade essa macha eu tenho mais medo do que aquela outra o lucelmo veio aqui o lucelmo veio aqui ele tava também meio escorregando mas ele ele foi forte no Posicionamento deles
eu vou eu vou eu também serei e e ele e ele disse que é um que é uma quase que uma hipocrisia a educação que constrói conhecimento não usar o próprio conhecimento que tá send ISO sensacional e gente não é possível né que não exista nenhuma alternativa aos autores de 50 anos atrás a gente tá falando de Pag vigot muito mais de 50 alguns deles né o vigot a gente tá falando do começo do século né Pi valon e Paulo Freire Será que só tem essa alternativ veja bem a gente não tá desvalorizando esses esses
muito pelo contrário foram um cara que avançaram muito no conhecimento na sua época Mas o que eu o que eu penso é de evidências em relação aos modelos de educação que nós usamos e e como é que a gente vê o efeito disso sobre sobre a cognição de forma eh Clara Evidente né Tem tem um livro belíssimo E aí né declarando conflito de Interesse é um livro da da minha hisória foi escrito pelo Professor Vitor Raz ele chama Pedagogia do fracasso esse livro O Vittor R é um dos maiores neuropsicólogos neurocientistas do Brasil e e
ele faz uma análise dessas quatro teorias que são os pilares da educação brasileira e falam como que elas não se sustentam do ponto de vista de conhecimento atual de ciência e principalmente de neurociência E aí a gente publicou esse livro nós somos Apedrejados porque as pessoas elas consideram como se fosse um flaflu Ah você tá falando mal do da da minha religião alguma coisa assim gente não é isso a questão é que nós precisamos de uma pedagogia baseada em evidências aham dar um exemplo simples para vocês parede de sala de aula de pré-escolar como é
que tem que ser eu tem que ser como é ou como tem que ser para mim ela teria que ser com estímulos adequados para que você foque no que é não é no objetivo da Aprendizagem Pois é uma pesquisador chamada an fiser ela fez um estudo belíssimo que é o simplesmente o Óbvio pegou pré-escolares tá de divido em dois grupos um grupo tive tinha uma sala tinha aula numa sala tradicional sala tradicional do pré-escolar tem planetas fauna Flora eh Geografia História dinossauro não sei qual que é essa fixação que você tem em dinossauro troa cabom
continua lá os dinossauros etc não tem espaço na parede Né sala tradicional a outra sala teve paredes brancas sem nada Pou com poucos estímulos durante seis semanas eles deram aula paraos dois grupos tá e filmaram as Crianças em sala depois das seis semanas eles fizeram primeiro fizeram uma linha de base com uma provinha de conhecimentos e repetiram a prova depois de seis semanas o resultado foi o Óbvio a turma que teve aula numa sala de aula sem nada aprendeu muito mais do que a que teve Numa sala superada menor sobrecarga cognitiva né cara perfeito aí
você tem o grupo que foi que teve a aula filmada nessa salinha e decorada n o principal extrator era quem a parede Agora imagina você até tendo uma aula lá sobre insetos Aranha Tem tantas pernas o menino tá detestando aquilo ele vai olhar pro lado para ver Saturno exatamente entendeu ele não vai ficar ali isso isso aí é muito interessante a prática clínica porque você tá falando Disso eu tô lembrando de um caso que atendi de uma criança que uma das reclamações era que isso que não parava quieto em sala de aula e tal e
aí eu fui eu fui investigando e e qual era o contexto que ele não parava quieto era na hora que era contação de História o que que ele fazia na sala de aula tinha eh várias prateleiras com várias caixas de briguedo então aí o menino O menino tá tá tá mal tá doente não gente aí isso é pedagogia Baseada evidência eu tô pegando dado de um estudo e olha agora vou mudar a sala de aula então para verificar se vai ter um melhor desempenho agora o é impressionante o quanto que o conhecimento científico parece que
ele não consegue pular é Inclusive tem uma nova ciência sendo chegando no Brasil lá fora já acontece bastante chamada ciência uma área na verdade né chamada área da implementação que é um campo científico Que tá se preocupando só em fazer isso como que a gente pega esse Tareco aqui e bota nesse outro lugar Digamos que tem lá uma evidência falando que lavar as mãos no no no sei lá postinho x diminui não sei o qu como é que a gente faz essa implementação Qual que é o melhor modelo sim o que deveria o que Ach
talvez ser um pouco mais fácil o que eu acho que deve ser seria do âmbito da educação o que o que que que deveria ser proposto das escolas de aplicação quer dizer era Essa essa deveriam ser essa essa essa transição né mas você não vê necessariamente isso não veem Talvez os grandes culpados gente aí nós temos que realmente fazer uma meia culpa Talvez nós da academia nós estejamos falhando até porque se pega por exemplo né num vou submeter o meu projeto para pegar algum dinheiro um fomento eles vão avaliar principalmente a minha produção em termos
de artigos científicos divulgação Científica é visto como uma Coisa menor Não e às ve análise gente divulgação Científica para uma universidade tinha que ser a coisa assim endeusada eu tenho que mostrar Olha gente de comunidade olha pessoas que não são da área perfeito conhecimento tá nesse nível V gente vamos pegar calse por exemplo o cara conseguiu popularizar não só astronomia mas ciência como um todo fazendo o quê publicando paper não ele fez divulgação Científica Então eu acho que falta mais essa essa coragem Nossa de fazer divulgação Científica como vocês fazem né vocês acessam a um
público especializado um público Lego isso faz diferença para muita gente eu postei hoje um no Instagram um estudo que seu no The New England Journal of medicine hoje inclusive de manhã e o estudo mostrou lá que eles acompanharam eles pegaram pacientes numa um caso controle desde 2000 até 2020 eles viram que esse esses grupos algumas pessoas desenvolveram Alzheimer E como eles Fizeram vários exames durante esse tempo eles conseguiram voltar e ver quando que os biomarcadores começaram a surgir parece que começa 18 anos antes do do problema cognitivo e eu postei no Instagram e um cara
comentou lá pô mas que que causa essas alterações nos biomarcadores falei aí que tá o grande que da questão não sabemos talvez quem descob gan nobil pô mas E por que que não investiga mais eu falei cara a gente tenta velho mas a ciência não é não tem Dinheiro sim sim então aí tem importância no final das contas a população nem sabe que gostaria de saber o que a ciência tem para dizer pois é e o pessoal gosta o pessoal interessado a gente tem que começar a preocupar com isso as Universidades T que começar a
preocupar em fazer mais isso sabe é e e você falou dessa coisa da dessa nova área existe um conceito que eu gosto muito que é a política pública influenciada por evidência alguns países Já TM isso muito bem implementado né no Reino Unido isso foi muito legal em 2008 o o John barrington que era equivalente aqui não sei se ministro da Ciência e Tecnologia Mas enfim Ele encomendou uma força tarefa para cerca de 400 cientistas muitos dos quais eram neurocientistas sobre o mapa que o Reino Unido deveria utilizar para investir em saúde eh educação Olha que
legal velho é seria o chama o o documento é disponível gratuitamente na internet chama capital Mental e bem-estar é sensacional esse negócio porque assim é uma síntese Olha a ciência tá aqui a gente tem que investir dessa forma com esse esse esse tipo de problema e de recurso maravilhoso é gastar dinheiro com inteligência e com alvos bem definidos n maravilhoso eu acho que a forma como a a universidade hoje tá organizada ela acaba dificultando um pouquinho isso né a gente tem essa coisa de que eu vejo muitas muitos bons pesquisadores com Muit boas ideias muitas
vezes e entrando em determinadas linhas de pesquisa e tendo muita restrição e tendo que fazer um uma trajetória muito grande até chegar no seu objeto digamos assim de pesquisa muito pouco recurso né é e e e o o sistema ele quebra as perna do cara porque a análise do currículo para pegar uma uma bolsa de fomento de um edital de laboratório sei lá do CNPQ normalmente acho que é nos 5 anos 8 anos anteriores isso faz com que o cara quebre o um uma Pesquisa que poderia ser um paper de real impacto em vários mini
papers porque ele precisa publicar para pegar fomento salame né É cara aí vem um monte de paper que não muda nada né é e e e eu penso que e nesse cenário Você ainda tem escassez de recurso né É muito pouco recurso que você investe ainda melhorou muito eu acho que a gente ainda tá num caminho bom mas eu acho que a gente precisa de popularizar mais a ciência sabe eu acho que a gente tem um grupo Muito grande de analfabetos científicos inclusive técnicos né esses dias eu li um índice de letramento científico que foi
um levantamento feito pelo Instituto Se não me engano Paulo Montenegro Que é parceria com o IBGE eles pegaram uma amostra representativa da população de diferentes capitais do Brasil eram 4 ou 5.000 pessoas com pelo menos 4 anos de escolaridade mas podiam ter até ensino superior e assim 55% da amostra com pelo menos 4 anos então não eram analfabetos Sabiam ler escrever 4 anos de escolaridade 55 por da amostra no qual nesse 55 inclui a gente do ensino superior falavam que não conseguiriam ou teriam muita dificuldade ler um gráfico de ler um exame de sangue com
os valores de referência com os valores de referência 64 professor 64% da amostra com 4 anos de escolaridade não consegui interpretar um gráfico de correlação aqui a altura que é o peso O que que significa esse Gráfico como é que você explica ele qu não estamos falando de 14 de 20 6 interessante O interessante é que o gráfico é exatamente o recurso para facilitar a compr Aonde estão os nós est já é uma já é uma facil [ __ ] mas o professor perguntou Talvez seja um pouquinho em relação à organização da do nosso sistema
da nossa universidade eu por tá e eu já falei isso pro Esley né eu eu por ter vindo da da universidade Particular né eu acabei atendendo a um público que é um público que de certa maneira tem um perfil completamente diferente daquele que a gente encontra nas universidades federais né E a minha impressão é que não é falta de interesse nem de motivação em ciência muito pelo contrário o que a gente tem é de certa maneira um filtro muito fino né que quando você abre esse filtro dando possibilidade de ter acesso a esse conhecimento você
retira ali de o Próprio é o produto de você retira genialidades ali de dentro né então o que eu vejo que às vezes me parece e Óbvio é uma análise muito superficial mas é que a forma como a Universidade Federal em termos de de acesso e pesquisa tá organizada essa falta de diálogo com com a população e de acesso da população de uma de uma forma geral à pesquisa me parece que é tá na tá na base da construção disso né de como que nós construímos o nosso Sistema de de pesquisa no país como todo
sim eu Eu ainda acho que eu particularmente Tô num lugar privilegiado saiu agora um ranqueamento né Na u a UFMG é uma das não a melhor no Brasil mas uma das melhores em termos de tradução do conhecimento paraa comunidade eu acho que nós melhoramos muito nos últimos anos mas a gente tá longe do ideal a gente precisa de transformar por exemplo eh esse conhecimento na formação de bons Professores Será que os professores que nós formamos na própria Universidade eles têm condições de fazer essa diferença na vida dos alunos seja na própria Universidade seja fora da
Universidade porque eu acho que a gente eh muitas vezes vê assim uma dificuldade muito grande de tradução do conhecimento ali produzido para práticas eh sustentáveis práticas eficientes e acho que talvez a gente esteja falhando nisso na formação de professores pro Ensino Fundamental pro Ensino Médio é porque o problema com tá ali o aluno chega para a gente muitas vezes áo ávido por aprender por fazer uma série de coisas mas ele tem uma série de de lacuna perfeitoo aems sa uma avalia no início para identificar forças e fraquezas no início do fundamental um e um professor
bem orientado de como lidar com isso né Eh ao longo desse tempo eu acho que é um caminho o caminho é muito mais simples Falta disposição para implementá-lo desse desse contexto você tinha falado ali do professor Vittor raz né e que havia publicado esse livro na sua editora eh Só por curiosidade assim qual que foi o panorama geral a conclusão geral não temos evidência na educação hoje é o que o que que ele chama atenção né Ele publicou um primeiro livro chamado Pedagogia do fracasso mas ele em seguida publicou dois que são Pedagogia do Sucesso
esses livros são sensacionais no primeiro ele mostra o quanto que eh fazer uma prática pedagógica eh calcada totalmente nesses Quatro Pilares é insuficiente pra gente ter resultado satisfat que quear seriam esses Professor são os esses quatro autores né pi vigot eh valon e Paulo Freire então ele faz uma análise muito legal desses quatro modelos e como que eles né de alguma maneira não são sustentáveis no que a gente tem na atualidade e em Seguida ele fez o Pedagogia do Sucesso que seria mostrar a prática pedagógica baseada em evidência s dois volumes muito legais ou seja
conhecimento Existe Nós precisamos de disposição O problema é que todos nós temos vieses isso é Fatal para qualquer tipo de coisa mas é um exercício de passar por cima de crenças que estão muito arraigadas e chegar com conclusão olha talvez esses modelos que eu esteja utilizando há décadas talvez eles precisam ser Substituídos Uhum E a disposição para isso é muito pequena em qualquer área né Uhum é e você teria que eh mudar uma mentalidade de muita gente que eventualmente tá nas escolas e nas instituições há muitos anos já fazendo isso né E aí é estressor
pra pessoa tem que reformular um pouco as coisas e de novo né ô mas deixa te fazer uma pergunta eh você é um cara que atrai muita gente com divulgação Científica né Eu não sei qual é o tamanho das tuas Redes hoje eu já perdi mas eu eu eu entendo que de certa maneira você achou esse caminho assim eh de gente com muita sede de conhecimento né não é sintomático isso talvez dessa do quanto que a gente não tá dando conta de alimentar Essa é falei eu acho que o problema não por vezes não é
necessariamente o público mas a resistência dos professores cara em Abrir vou dar Minha experiência que é muito pequena mas eu fiz o estágio da Minha faculdade tinha dois estágios obrigatórios um era na área Clínica hospitalar ou clínica escola e tal e outro era na área institucional tinha que fazer na numa escola num na polícia no Detran e talum eu fiz numa escola eu sempre gostei desse tema educação e tal e e foi assim cara a minha ideia era tentar observar como que as crianças estavam se comportando em sala de aula e tentar propor alguma atividade
diferente Sei uma coisa nova ali na pros professores para ver o que que mudava Uhum E a e meu foi assim extremamente inflexível a aceitação dos professores ao ponto de falar para um colega meu por exemplo que a professora tinha mais anos de ensino do que ele tinha de vida entendeu e portanto Quem era ele para querer Quem era ele para querer pô o cara maior bem intencionado ali cara querendo propor uma co argumento de autoridade contra evidência as eles são Comuns né E aí pô e aí difícil né E aí você vai aí você
tem problema né da do investimento na na formação do professor nas nos recursos que ele tem mas você tem um problema grave que é na formação desse Professor geralmente ela é feita num contexto em que evidência não é relevante relevante a pedagogia hoje também é um buraco sem evidência né gigantesco tipo sem sem se apropriarem das evidências por vezes muitos muitas pessoas que vão estar Assistindo isso aqui vão marcar nas nossas redes sociais Afinal o que é evidência isso é massificação ISS aqu lá gente evidência é uma coisa muito simples dados métodos eh rigorosamente escolhidos
para responder uma pergunta respondeu de qual maneira né é o que o que que a gente faz em pesquisa é o básico agora será que educação é refratária é isso a que simplesmente vai usar coisas do Sé o passado livremente e fun outras regras tão vigor né na Educação outras regras terem o vigor é um outro mundo é é é e interessante isso né eu vejo o Leandro falando dessas coisas né mas pra gente que vem da da neuropsicologia como essa questão como como a prática baseada em evidências é uma coisa muito antiga pra gente
ela é eu eu eu eu eu costumo dizer que eh eu eu eu olhei a psicologia científica a partir da da da neuropsicologia né porque ela Sempre foi sustentada em um conjunto de evidências e de pesquisa né E que eu acho mais esquisito a gente tá aqui em pleno século XX trazendo esse tema à tona tá eh muita gente tratando como se fosse uma novidade mas o pior ainda muita gente tratando como se fosse uma alternativa tipo assim eu posso fazer com ou sem aham Gente pelo amor de Deus a gente tá falando de uma
ciência ou pior ainda como uma ameaça sim ex é eu fui no flow No podcast Flow com o Jean falar de Psicologia baseada em evidência e eu me achei um idiota porque o host Tá mas não é assim falei não cara não é tem muito lado tem muita psicologia que não é baseada em evidência sim porque é meio óbvio que deveria ser assim né e a gente tá aqui discutindo e muitas vezes as pessoas tratam Ah então quer dizer que pode ter evidência não gente o contrário quer dizer que tem que ter tem que criar
uma uma uma prática Ah mas eh estudo de Caso estudo de caso gera evidência muito mais fraca que outros delineamentos se for bem feito estudo de caso tipo assim fui no boteco voltei com o caso né não é isso então eu acho que a gente precisa de reforçar a formação dos nossos alunos em método de pesquisa Professor eu peguei um livro maravilhoso que o senhor me me enviou inclusive Logo mais vou fazer um um uma resenha sobre ele na n minhas redes sociais que é um livro de casos Clínicos em neuropsicologia Fantástico né é casos
clínicos são bons instrumentos eu acho que a gente precisa de de ver primeiro assim há descrições e descrições né a neuropsicologia ela foi ela iniciou né toda a sua formulação num raciocínio idiográfico né com descrições de casos correto eh é um nível de evidência muito mais fraco do que outros tipos de delineamento mas muitas vezes vai ser o ponto de partida para fazer as Melhores perguntas possíveis e um caso muito bem documentado ele é extremamente importante né muitas vezes né para você eh conseguir eh nortear suas próximas perguntas eh a dupla dissociação que é um
método por Excelência em neuropsicologia em que você vai descobrir né você vai levantar eh hipótese sobre como os sistemas neurais estão Associados a diferentes funções etivas isso eh foi fundamentado na comparação entre casos clínicos então a Questão não eh eh que não é que a gente tá julgando caso Clínico fora é que existem outros tipos de delineamento que geram eh eh evidências mais robustas né agora todo caso Clínico Ah então todo caso Clínico gera evidência não assim como nem todo experimento experimento mal conduzido uma meta análise mal feita pode gerar um lixo pra Literatura e
o que mais tem né sim sim inclusive vocês viram esses dias que passou um paper Numa revista da frontiers que foi feita uma imagem com i com de um rato pirocudo Ah eu vi vi eu vi eu vi negócio que coisa tudo errado as palavras cara uma coisa é passar um dado que o autor fraudou e tal que é difícil de pegar mas pô passar uma imagem daquelas o revisor nem leu aquilo velho abri nem abriu o texto falar tá bonita essa imagem bem feita toca a ficha mete o pé Nesse artigo aí Pois é
e a fronz ainda tem uma coisa interessante né que O revisor ele aparece o nome dele no artigo né então todo mundo ficou sabendo quem não leu o artigo e aprovou né Eh mas daí continuando essa pergunta né e mas mas o estudo de caso é uma boa ferramenta de formação para profissionais porque essa essa essa é uma questão interessante para nós porque muitas vezes a os nossos alunos né quando eles têm que de certa forma entrar em contato com a prática muitas vezes falta um pouquinho Eh de de repertório né inclusive de repertório de
análise né e eu tava falando desse livro porque me parece que ele que ele vem exatamente nessa direção assim de de sustentar um um conjunto de casos e de acompanhar os raciocínios clínicos a partir dos instrumentos para cada condição que que que que para algumas condições que a gente vê no consultório né E que muitas vezes pro aluno início de Formação ele não vai ter acesso à aquele tipo de caso então ele Vê como é que foi formulada uma hipótese como é que foram selecionados os as ferramentas de investigação o raciocínio a partir dali uma
super é um super treino então um caso bem conduzido bem É é assim é sensacional É nesse nesse nesse di qu falar porque a gente ouve bastante essa crítica aos estudos de caso enquanto fonte de informação e eu acredito que são são posições importantes né mas o estudo de caso enquanto Eh o Reporte de um de uma de uma condução de uma dinâmica de uma seleção de ferramentas eu acho bastante interessante principalmente para quem tá informação ou ou ou vai avaliar uma condição específica da qual às vezes ele ele não não não nunca teve acesso
Eu por exemplo eh lá no início dos anos 2000 eu tive que avaliar um paciente com síndrome de jalber que é uma doença super Rara onde você tem uma hiperplasia cerebelar e cara você tem É muito raro Então você tem muito pouco dado na literatura qual é o sintoma ele vai ter padrões motores disfun dificuldade de aquisição da linguagem padrões autísticos de comportamento é é é um padrão bem disruptivo assim de desenvolvimento né cara e é e é uma síndrome bastante bastante incomum né hoje eu não sei como é que tá mas na época a
gente não tinha praticamente nada em português absolutamente nada né não encontrava Absolutamente nada e a avaliação dessa época ela fugia totalmente do contexto da avaliação que ela ela tá Estaria mais próxima de uma avaliação eh de autismo ou uma avaliação precoce do que uma avaliação neuropsicológica porque as ferramentas que você tem disponível Para isso elas não alcançam sim demandas desse indivíduo naquela época muito menos ex e você vai pegar essa avaliação Beleza você vai de repente publicar como estudo de caso olha encontrei isso isso Isso é uma evidência frágil mas depois alguém vai pegar 10
casos 10 controles vai fazer uma comparação e testar hipótese que Você levantou Opa é por aí aí você vai aí a cência vai andando né então uma das críticas que a gente recebe muita gente que fala de prática baseada em evidência Ah vocês nos consideram estudo de caso não estudo de caso Bem feito Não é uma evidência robusta mas ele pode trazer informações muo importância O problema é que as Pessoas muitas vezes fazem tudo de causo de caso né então é Inclusive tem tem e diretrizes metodológicas para construir um bom estudo de casa n de
qualquer jeito né ô professor falando em casos assim casos curiosos aí que você atendeu pr pra gente ter uma noção alá Oliver sax sim ah eu acho que que tem tem casos muito interessantes né Eh quando a gente fala de casos muito interessantes a gente tá falando de casos interessantes do ponto de vista Científico n é que aquele sofrimento é interessante porque senão daqui a pouquinho algué vai fal Ah tá achando que professor já o professor já pegou o ritmo da internet ele já sabe como é que funcion já tô poupando o Hater aí exatamente
bom tem tem eu acho que pensando aqui eu gosto muito dos Eu trabalho muito com funções executivas né Eu trabalho muito com com com pacientes com síndromes frontais e e muitas vezes a gente pega casos de pessoas que tinham Um padrão de comportamento eh disciplinado adequado a regras e extremamente adaptado e que por razões das mais diversas seja por uma um quadro adquirido de um TCE um tumor um acidente vascular que pega esses circuitos frontes triais você vê a vida da pessoa mudar a água por vim né o jeito dela funcionar a relação dela com
tempo com a inibição de impulsos o controle financeiro a gestão da vida social da vida familiar então esses casos acaba Que como eu trabalho muito com função executiva eu recebo muito esse tipo de de de de encaminhamento e são casos que reafirmam para mim dia após dia gente não dá pra gente desconsiderar em pleno século XX essa relação entre sistema nervoso e padrões cognitivos e comportamentais e é impressionante que pessoas ainda questionam isso Ah vocês são reducionistas você neurociência acreditam que tudo é cérebro não gente o ambiente tá ali interagindo com o Cérebro o tempo
todo não é tudo são níveis de análise a gente tá focado em um desses níveis de análise de interação então esses casos são casos que muitas vezes eh me mobilizam muito até emocionalmente porque são pessoas que recebem um julgamento moral então ah Fulano agora ficou doidão Fulano agora tá tá na crise da meia idade não na verdade o cara teve uma consequência de um dano neurológico e a vida dele mudou da água não tem a parte biológica ali é Tipo você falar que um cara com diabetes tipo um é imoral por não secretar insulina e
essa e essa questão para mim Professor desculpa interromper mas é é porque ela é ela é muito importante né você deixa de ver um erro moral para ver um erro estrutural cognitivo né E aí eu eu lembrei uma situação que eu que eu eu uso em termos anedóticos em sala de aula que uma vez eu tava chegando para dar uma aula de pós-graduação e daí liguei a televisão e tava passando uma reportagem Uma televisão de uma criança que tinha sido abusada sexualmente né dentro de um carro e aí ficou ali aquilo chamou atenção eu fiquei
arrumando minhas coisas para ir pra aula e ficou aquilo e aí eles mostraram fizeram mostraram tinha sido mostraram o carro era uma brasília velha e tal e daí eles agora Vamos entrevistar o abusador e o abusador o velhinho com uma carinha simpática assim com aquele ar pueril assim né E ela perguntava assim para ele Seor tava abusando da menina ele dizia tava tava tava assim minha filha mas você não sabe que isso é errado ele sei sei sei eu disse p paete frontal claramente o paete frontal exposto ao adequadamente inclusive pela televisão então é é
é muito interessante e e e Óbvio isso essa é uma condição que eu uso mais só ressaltar que não é porque a pessoa tem um dano frontal que ela não deve ser afastada da sociedade caso ofereça Perigo né porque falar Ah então deixa o cara solto aí para abusar de mais meninas longe longe disso muito pelo contrário exatamente identificar um um indivíduo que provavelmente tá dentro de um quadro demencial e não tá tendo o grau de atenção que ele merece E aí a diferença entre justificativo explicação né a diferença de justificativa e explicação a gente
tá dando uma explicação uma Di faz uma diferença para que a gente não jog pedra num julgamento moral Fulano é safado não Fulano ele tá lá tendo esse padrão de comportamento a partir de uma coisa que limou o livre arbitro dele ele tá muito menos livre né para poder comportar de uma forma diferente e as funções executivas eu volto a falar o que eu falei no início acho que se existe algum livre arbitro na nossa Espécie a gente depende dessas funções para exercê-las euia que todas As suas escolhas ou tomadas de decisão dependem efetivamente das
funções executivas é uma temática que o professor gosta muito eu também tenho tenho enveredado bastante para isso tem discutido bastante na minha nas minhas redes sociais questão da tomada de decisão né de como que se a gente tá dizendo que não existe livre arbítrio como é que como é que o cérebro faz os cálculos na hora de de tomar uma decisão né Sim sim e E aí é muito importante a Gente entender que livre arbítrio não é assim ou não é espo né a gente tem aí tá falando de de que varia com o tempo
você tem pessoas que para algumas coisas estão mais automatizadas elas vão ter né mais facilidade outras vão demandar muito mais esforço para fazer aquela mesma coisa e se a gente tem alguma liberdade a gente agradece Essas funções né tanto é que a gente nasce de um de com pouquíssima liberdade e vai adquirindo essa liberdade até a gente Chegar na famosa idade do juizz na idade adulta em que a gente já tem plenas condições de fazer o bom uso das nossas escolhas pelo menos teoric né e e e esse tipo de eh por exemplo paciente que
tem dano no cex préfrontal tipo você comentou ali sim eh eu já li algum dado mostrando que muitos pacientes no corredor da do corredor para ter pena de morte nos Estados Unidos em alguns estados dos Estados Unidos acho que 70 80% tem Problema no Cortex per frontal tem dano no cex per fontal O que poderia explicar eventualmente um comportamento antissocial né comportamento antissocial eh isso pode ser utilizado como é que tá essa discussão no Brasil juridicamente para in imputar o Crime ao cara tipo ele não era um cara sei se esse é o termo correto
eu não não sei exatamente qual que é a o papel que isso teria num processo de julgamento né E aí seria mais a neuropsicologia forense eh O que acontece é o seguinte né se você parar para pensar que muitas das pessoas que vão por um caminho de conflito com a lei elas fazem Uma não amanhecem um belo dia ali Elas fazem uma progressão muitas vezes você tem pessoas com condições clínicas externalizantes com transtorno de conduta com contenção de oposição desafiante que de alguma maneira foi progredindo e culminou com o momento em que ela teve um
um um um nível de atrito com a norma com a lei que propiciou isso Essas pessoas não que a gente tem uma justificativa Mas tem uma explicação e um alvo terapêutico anterior que não foi aproveitado tô falando que todos TM isso mas eu acredito que uma boa parte foi foi por aí agora até que ponto quant isso poderia ser utilizado para questão de de de capacidade civil Aí eu já não não saberia te responder exatamente como é feito Professor Você conhece aquele estudo que saiu na pnas sobre a análise dos dos julgamentos dos juízes perfeito
Aquele é sensacional das refeições sabe qual é Sim conheço sim acho que milhares de decisões que eles avaliaram e viram quanto mais no no livro do do kenon també quanto mais longe eles estavam da refeição mais Severo eles é né Aí até eu li novas eh novos atualizações de discussão sobre isso né sim eh que os caras argumentam que pelo fato do Corttex prefrontal ser a área metabolicamente mais eh custosa e portanto depende muito de substrato Energético como glicose na medida em que você tem uma queda desse substrato energético talvez essa área tem uma redução
mínima de atividade O que poderia explicar o Por que um processamento empático estaria mais prejudicado e a pessoa pode ser mais agressiva né ou talvez uma flexibilidade menor porque que que acontece você vai sair de um estado eh X para um Estado diferente eu vou liberar uma pessoa que já está naquele estado no caso do Encarceramento Não era nem liberar era Progressão de regime se eu não me engano nesse paper né então acho que talvez você fique menos flexível talvez menos empático aí eu acho que você tem explicações outras mas esse esse estudo é muito
legal para uma outra coisa que a gente esc aqui um pinão nos Estados Unidos quando publicaram Esse estudo e e na verdade o editor do paper foi o próprio kenem né ele foi ele foi editor do do paper fo pns bota também o editor Exato e é é muito interessante porque mostra a fragilidade da nossa cognição em condições naturais gente fome sono cansaço como um todo tá modulando o tempo todas as nossas respostas de atenção de função executiva isso é um desafio para quem faz avaliação separar traço estado aí por isso que as avaliações elas
precisam de de ser às vezes ocorrer em momentos diferentes porque eu posso pegar o cara justamente num dia que ele Comeu mal que ele dormiu mal que ele tá com uma condição de de estado que enzou completamente os resultados dos Testes Por isso acho e na prática e na prática a gente vê isso às vezes aparece um resultado totalmente aleatório no meio da avaliação você diz Caraca cara o que que eu faço com isso agora não tem nenhum significado Clínico Aí você fica forçando a barra para terp sen não você tem problema de memória porque
apareceu aqui fal mas eu não tenho tem porque o Teste deu isso é por is O professor falou ali ó eh fome sono e estresse cansaço eh influencia as nossa atensão nossa capacidade de flexibilidade cognitiva e tomada de decisão as nossas decisões é e é por isso que eu gosto de dizer que o Big Brother Brasil é um dos maiores experimentos comportamentais que tem cara Vocês já viram como é que funciona lá eu eu acho que nenuma dasas então presta atenção eu também não acompanho mas a título de é porque me Mandaram muito nas caixinhas
olha só o que eles fazem olha só tem um grupo de pessoas que quando tá dentro de uma determinada posição lá não sei exatamente de bicho não sei como é que eles chamam que por exemplo você tem que toda hora que tocar um telefone você tem que correr o mais rápido possível para dançar lá fora no campo e aí às vezes isso acontece no meio da manhã na madrugada então eles privam alguns sujeitos de Sono festas regadas a álcool é Vejam a arquitetura do lugar é tudo colorido para caramba cara aqueles quartos é cheio de
estímulo as paredes verde com preto e listrado E aí o a parede é verde com preto listrado e o a colcha da cama é quadriculada e de outra cor aí volta lá pro negócio da escola das crianças cheio de estímulo sensorial aí as eventualmente Eles Têm estalecas uns negocinhos para comprar no mercado e dar uma reduzida na na na comida e ainda No meio do jogo Os caras ficam perguntando quem que você eliminaria se pudesse agora na frente de todo mundo pô é um experimento perfeito para dar intriga cara verdade na verdade não é experimento
é uma condução exatamente para criar esse clima PR gerar intriga cara aí desligam o préfrontal da Galera no com álcool nas festas aí vira o o objetivo é muito claro né não tem como ficar tranquilo aqui no lugar cara pode ser os vde botar um monte de Zen budista Lá que não vai da Boa a tranquilidade eu acho que ela é muito pouco interessante mas a galera à vez não percebe o cara percebe o cara vê aquilo e fala pô mas isso daí é um ambiente meio estress gênico pra galera um Big Brother de meditação
não faria sucesso né É verdade é verdade F eu me lembrei você est falando dessa coisa da hiperestimulação né eu lembrei eu acho que foi no final da da segunda Metade da década de 90 começou esses primeiros estudos com ambiente enriquecidos né E daí toda aquela eh todo todo aquel fo na década de 50 cara o Donald heb O behaviorista que descobriu que falou a célebre frase lá neurônios que disparam juntos se fortalecem juntos dizem a Diz a lenda que ele percebeu que os camundongos rato que Ele criava na casa dele meio solto se saiu
melhor em testes de cognitivos que os que estavam em gaiola mas isso Isso na década de 90 eles começaram a usar aplicar téc técnicas de de de de corantes e havia a construção das redes sociais daí viam que tinham mais arborização dendrítica e mais conexão essa questão da arborização dendrítica É discutível né mas na época a pergunta a pergunta principal é o que que é um ambiente enriquecido uhum né porque a gente e E essa era uma discussão que eu fazia dava aula de prós graduação com as professoras e assim uma aula cheia de Estímulos
não é necessariamente enriquecido pelo contrário pode ser empobrecido dependendo do do do limite entre enriquecido e sobrecarga El ele tem que ser definido e eu acho que ele tem que ser enriquecido pensando num objetivo de desenvolvimento o enriquecido não é necessariamente envolvido eu trabalhei no mestrado com enriquecimento ambiental em camundongo é não é só em questão de estímulo visual sensorial é novidade é um dos principais Porque na caixinha que a gente tinha de enriquecimento ambiental a cada três dias tinha que mudar as peças de lugar sim não é mais Enrique Exatamente porque essa questão do
que que é do que que é é o paradigma né que você vai porque senão ele habitua o Animalzinho habitua e para ele mesmo aquele monte de estímulo é normal entendeu sim pessoal eu tô com a bexiga enriquecida vai lá e já estamos indo pros finais aqui na verdade o que que o que que você tem Hoje de trabalho para quem quiser te procurar como é que é bom eu sou eh professor da faculdade de medicina do FMG lá nós temos o laboratório né que é o Lapin laboratório de Psicologia médica e neuropsicologia eh então
eu realizo minhas atividades de pesquisa lá eu oriento no programa de pós--graduação em medicina molecular e Saúde da Criança e Adolescente E também temos o nosso eh Instituto de Pesquisa que é a Ampla Academy que né boa parte dos meus alunos Meus colaboradores eles também realizam eh atividades de pesquisa né desenvolvimento de produtos também de ensino dentro desse Instituto E então a gente tem essa essa esses dois lugares de de de atuação legal e o o a parte de livro e tal se quis é comprar tá nesse internet normal tem algum site que você a
gente tem né A a editora a editora Ampla que é a minha Editora Então a gente tem hoje um ainda um um portfólio pequeno Eh que todo todo dentro da área de neuropsicologia de neurociências e também psiquiatria nós temos um portfólio bacana E esses livros eles são na verdade livros de amigos de colegas de colaboradores né que prestigiam a editora e que mandam seu seus materiais pra gente a gente publica lá também você acha que o Vittor toparia vim aí bater um papo com certeza o vor você faz essa mediação com nós aí com certeza
o Vítor é sensacional para falar sobre educação É a área dele é neurociência educação Ele trabalha especificamente nesse nesse ramo é lá de Minas também Minas também é de Minas também Ô vou tentar entrar em contato com ele um podcast acho que seria legal não e ele é muito bom falar só sobre educação acho que vai ser bacana Ô Fábio eu tô satisfeito cara se tiver alguma última pergunta aí o momento é agora Ah eu tenho dá pra gente comar aqui com com o podcast Professor então eu vou vou falar de uma área que Tem
me interessado muito a gente chegou a comentar aqui e a relação com esses circuitos córtico corticais principalmente a partir desses estudos de rest time né Uhum eu vejo uma relação muito interessante em relação às funções executivas E essas grande quatro circuitos né rede de saliência a o Def Mood network rede dorsal da atenção e rede frontal executiva você vê esses circuitos como promissores do ponto de vista do estudo das funções executivas Eu vejo algum algumas sobreposições Claras para mim não sei se é o se é uma visão em vias como eu tô um pouquinho distante
das discussões acadêmicas mas me parece que elas vêm trazer uma luz muito grande sobre alguns processos executivos sim eh o que acontece é que durante muito tempo né a gente considerou a o corex préfrontal como sendo a a a sede a base das funções executivas e hoje a gente tem uma visão bem expandida né Nós temos participação De estruturas das mais diversas e de circuitos diversos eh nesses processos né então por por exemplo nós temos hoje evidências muito importantes que cerebelo é importante para funções executivas né então você tem circuito Fronte cerebelar que eh teria
muito a ver principalmente com a questão de marcação de tempo nessas funções Então você tem hoje em dia o cerebelo cognitivo né que tem a ver com linguagem atenção afeto e funções executivas e Isso é interessante né porque eu falei da cim jalber que que você que que se acontece quando você compara por exemplo uma criança com com com alguma condição cere l e um adulto que teve alguma condição AVC por exemplo uhum O Impacto é muito diferente sim né o impacto muito diferente tem tem tem uma relação do autismo com o cerebel também sim
você tem des é desde o ces né que que identificou as primeiras alterações nesse sentido e hoje a gente sabe que Talvez as alterações cerebelares que inicialmente foram pensadas como alterações predominantemente motoras nesses transtornos talvez tenha a ver com mais a ver até com cognição né Eh você tem também circuito fron parietal envolvido com funções executivas você tem participação de uma série de estruturas subcorticais né Eh que também estão relacionadas Essas funções e sobre especificamente né as consequências desse modo padrão né de funcionamento Desse modo deou Você tem uma dessas consequências que é o Mind
undering né que seria a tradução melhor seria devanei o viajar na maionese coisas do tipo vi e a gente vê uma relação eh grande disso com funções executivas em duas vias primeiro primo que o devaneio por si só ele pode de alguma maneira alterar a eficiência de memória operacional tô conversando aqui com você começo a viajar eu começo a ter mais informações na memória operacional Atrapalhando o processamento ali né mas tem um estudo recente propondo esqueci demo sobre ele no sábado esqueci o autor mas depois eu eu eu deixo deixo essa indicação manda por gentileza
falando que de uma relação positiva por exemplo entre o Mind wondering e a flexibilidade tiva pocial deuma manade [ __ ] Será Eu sim [ __ ] tirar da da da caixinha naquele momento de alguns momentos de desligamento tem alguns estudos ligando isso a Criatividade DMN e criatividade né eu eu li alguns artigos nesse sentido mas a gente ainda sabe muito pouco sobre essa rede padrão e suas e suas consequências né E mesmo os estudos sobre Mind wanding a maioria deles não estão usando Tecnologias para aferir A rede tá vendo as consequências do que é
chamado mais do para outras coisas então Teoricamente seria um momento de repouso né de descanso ali que você vai recarregar eles não não é feito com imaginamento é Só feito a parte comportamental alguns deles sim alguns deles sim e em termos de flexibilidade cognitiva Teoricamente né neste momento você teria a possibilidade de de pensar fora da caixa de sair daquilo que você tá fazendo né e pensar em alternativas diferentes para um problema no qual você tá hiper focado mas aí são especulações né esse artigo por exemplo que eu li É uma revisão eh e uma
proposta de que que havia isso mas sem uma um um dado isso todos os artigos Que eu encontrei nessa área nemum deles é é contundente em relação a esse abrir mais perguntas do que é eu vi um da DMN que o pessoal aproveitou isso tem feito tem sido bastante feito hoje inclusive eles aproveitaram que o paciente já tá aberto na mesa de cirurgia e aí geralmente cirurgia no cérebro o cara tá acordado né Aham eh e eles estimularam algumas regiões da DMN para tentar desligar ela inibir a atividade dela e fizeram al uns testes de
criatividade e O paciente quase Zerou a criatividade assim parece que ela tá bastante Envolvida com sim e aí a criatividade é um paciente só e tal né mas mas é que é legal desligar a rede hã aí papel de estud casa aí partir desse aí fal cara V bolar experimentos a sequência da ciência é muito bonita e aí a criatividade tem muito a ver com flexibilidade eu não consigo ser criativo sem ser flexível uma coisa tem muito a ver com a outra né Então eu acho que você teria achad nas duas direções beneficiando algumas funções
prejudicando outras né contigo Fábio Professor eh fala fala um pouquinho da sua da sua trajetória na academia como é que foi dos Testes que hoje você já validou aqui sim bom eu formei né no século Pass passado numa época em que não existia praticamente nenhuma alternativa para você cursar neuropsicologia Então você fazia isso na iniciação científica no Mestrado e no doutorado né você fazia isso vinculando ao grupo de pesquisa e eu confesso para vocês que embora eu tenha né trabalhado com muitos instrumento sempre trabalhei em equipe Então são devo muito aos colaboradores pessoas excelentes em
psicometria que fizeram grande parte do trabalho mas meu interesse Inicial talvez até hoje nunca tenha sido em teste propriamente dito né queria estudar eh fazer ministração científica com professor na época o Ramon censa a gente queria estudar memória e uma população Clínica aí não tinha teste ah então a gente tinha que fazer adaptação aí a gente começou a gente fizem nós fizemos adaptação do do Ra VLT foi a primeira depois ficou muito ruim a gente refez que a versão atual né Eh aí queria estudar função executiva Poxa quero estudar tomada de decisão não tinha nenhuma
ferramenta aí eu entrei em contato com o Bechara que era o aluno do Antônio damaz e falou ó você tem o i Gambling tesk eu tô precisando desse instrumento você pode mandar para mim uma hora depois estava lá no meu e-mail não tava adaptado aí tinha que fazer adaptação transcultural o bechar inclusive foi foi coautor da dos artigos que a gente fez esse adaptação traduz aplica valida isso a gente fez tudo isso com o instrumento depois publicamos uma série e você ganha alguma coisa financeira com isso Professor desses que você validou no passado a maioria
dos Instrumentos que eu fiz foi eh pra publicação mas bo mas uma parte significativa Sim a gente e aí é muito importante falar para as pessoas depois né no início era acho do ponto de vista acadêmico mesmo Ino no início sim agora hoje a gente tem as editoras elas estimulam muito jovens pesquisadores eles e você recebe royalties quando você publica nas editoras né então desses instrumentos rvlt D2 e assim por diante Eu tenho royalties dele isso é muito legal porque os nossos alunos eles não são treinados construídos para lidar com o mercado o mercado é
é é assim se você conhece o mercado você vai se preocupar em desenvolver produtos e vai viver disso né vai vai ter uma um retorno disso então isso é um caminho possível também desenvolver tecnologias produtos para que você receba ro e os livros Professor você tem você é coautor de alguns livros não sei se é coautor que Chama o colaborador ou organizador sim eu eu eu organizei alguns livros com com vários colegas né e o neuropsicologia teoria e prática foi um dos primeiros livros textos de neuropsicologia Verde aquele capa verde Fantástico esse aí bota no
Google aí que você que tá assistindo fantástic cara esse livro Se o professor me permite eh eu tava dando acho que era 2010 eu acho que talvez um pouquinho antes 2008 não vou lembrar dat eu tinha Um um grupo de de Estagiários fazendo avaliação neuropsicológica eu sempre dava uma aula e explicava a avaliação explicava os princípios da avaliação daí um um aluno meu se eu não me engano foi o Valdir não tenho certeza olha Olha esse livro aqui eu olhei o livro dis Pô me prce esse livro deixa dar uma olhada P peguei o livro
no outro dia pessoal não tem mais aula dis isso isso isso isso não era uma disciplina era Uma uma aula que eu falava sobre a avaliação neuropsicológica essa essa questão nomotética ideográfica dos Testes explicava o princípio o papel da annese cara eu dizia pô tudo que eu falo tá aqui que a boa aula cara foi Fantástico Esse livro foi uma revolução para mim para quem tá E no treinamento de outros psicólogos Esse livro foi revolucion primeiros livros em português livros textos né foi foi esse teoria e prática e o neuropsicologia hoje da Flávia Eloí e
do Orlando Bueno Tem esse também que foram os dois saíram mais ou menos na mesma época né e foi muito legal porque a gente esses dois livros ajudaram muito a popularizar neuropsicologia s os dois livros textos iniciais né mas eu acho que o que o neuropsico olia Hoje ele é muito menos prático voltado pra prática do que do que o neuropsicologia na prática Clínica né Ele é muito mais teórico e e e a gente em seguida a gente teve né o Avaliação neuropsicológica o neuropsicologia aplicações clínicas neuropsicologia do envelhecimento e aí começaram a ver outros
livros né mas todos esses foram organizados com com alguns colegas né aí mais recentemente Tem trabalhado com a Natália Dias daqui de de de da Universidade Federal de Santa Catarina eh com material de funções executivas né E talvez o meu xodó seja o livro né ou funções executivas que aí realmente foi escrito Por mim pela Natália ex Excelente excelente esse livro e agora estamos contratados de funções executivas também que são que organizada Mas a mas a a a tua parada então sempre foi funções executivas a testagem foi uma ponte que você precisou construir para chegar
no outro lado na terra lá eu precisava de meios Pois é né Eu precisava de meios para para poder estudar as coisas que gost p e assim professor você desculpa aí interromper Mas que essa parte é bem legal você se formou em que ano 1996 Pô você tava pegando a Golden era dos estudos sobre memória né sim candel esquerdo era o meu loucuragem ali descobrindo um monte de coisa meu primeiro trabalho foi sobre Memória foi com né a gente ia estudar memória uma população Clínica específica E aí precisava de um teste e fui fazer o
rvlt que é o de memória aprendizagem ativo verbal mas desde dessa época minha Paixão sempre foi funções executivas é na mais ou menos nessa mesma época que o becho d que o damas Vai publicar o erro de decart né e o Bechara publicando os papers com damaz li aqui falou quero estudar ex tro Que legal cara n e e a E aí tem uma uma uma coisa interessante em relação a isso professor por exemplo o modelo do damas é um modelo Eu acho que o berkley também é um modelo que que que em alguns aspectos
centra discussão na na naão questão da autorreferência assim Né quer dizer me parece E aí a minha pergunta é assim essa essa transposição dos conceitos porque às vezes eu proponho isso né mas essa transposição dos conceitos da neuropsicologia relacionadas à funções executivas pro contexto da prática Clínica né que não é uma não é uma transferência direta ela precisa ser adaptado o senhor acha possível Ou acha uma extrapolação excessiva O eu eu penso que a gente consegue muito bem hoje né identificar eh tanto no observação quanto através da testagem disfunções nesses domínios que a gente né
chama de componentes das funções executivas e a gente consegue a partir dali explicar uma série de situações que acontecem na vida da pessoa então por exemplo uma pessoa que tá lá ah não consegue se organizar numa escola num curso numa carreira porque ela respostas mais rápidas Talvez o Padrão de tomada de decisão dela seja mais mediati ela tem uma meop pro futuro você conseguiu de alguma maneira explicar isso a partir né de um conceito que tá dentro do consulo de funções executivas quentes uma pessoa que às vezes não consegue trabalhar num ambiente muito ruidoso ela
não consegue inibir ruídos inibir distratores você consegue muitas vezes demonstrar para ela isso através de uma avaliação mostrando que na vida dela aquilo que a Gente identificou na na na avaliação aparece daqu daquela maneira aí é a questão ecológica da avaliação e eu acho que não existe uma boa avaliação uma avaliação significativa se você não consegue fazer essa transposição um dos Eros que eu vejo na nossa avaliação é essa ideia de que se apareceu no teste a pessoa que se vire para se adequar e ser daquele jeito né os testes não aumentem jamais não eh
só vai fazer sentido se aquilo que você viu ali tiver uma um Correlato na vida da pessoa senão pode ser um artefato um resultado espúrio tem que ter uma análise dinâmica dos resultado para que você tenha um cenário Claro ali do que tá acontecendo mas então você acha que de certa maneira a gente pode pensar algumas questões dentro do contexto Clínico estando diretamente relacionados com as funções executivas porque eu sou um grande apaixonado pelas funções executivas também né e para mim desde do primeiro Momento que eu comecei a entrar em contato com ela eu comecei
a pensar exatamente ela nessa perspectiva mais ecológica E aí ela dentro do funcionamento da Clínica né porque eu acho que na clínica A gente também acaba trabalhando muito com metacognição e a gente poderia considerar metacognição como uma um um uma instância é uma Instância um dado adicional para para sim E e essa ponte com as intervenções Até nas psicoterapias ela é muito bem-vinda ela é muito interessante se você pensar por exemplo Será que pensamentos Eh que distorções que persistem durante muito tempo não são reflexos de uma inflexibilidade cognitiva Pois é será que os estudos os
estudos clínicos T cultura não tem cultura de traquear mensurar funções cognitivas né antes de aplicar a terapia e já já tem Inclusive eu teve um estudo da Kena Dal alcante eu tive fui da banca Dela de mestrada e ela me chamou até para participar do paper que foi preditores neuropsicológicos de intervenções com pacientes com transtor obsessivo compulsivo e a gente viu justamente T tanto preditores de eh de sucesso no tratamento farmacológico quanto em intervenções não farmacológicas Ou seja você viu que existiam algumas alterações que prediziam a melhora ou não isso E aí sucesso da terapia
exato E aí que a Gente tem que entender que o exame neuropsicológico ele pode muito além de dar um diagnóstico ele pode inclusive te ajudar a escolher caminhos escolher procedimentos será que uma pessoa que tem uma inflexibilidade gigantesca ela vai responder a intervenções que vão ser aação comportamental por exemplo é a mudar crenças mudar distorções Será que muitas vezes ela vai até entender o raciocínio Nossa realmente eu penso desse jeito vai Continuar daquele Será que a flexibilidade não pode ser um alvo que vai preceder todo o resto das intervenções Então eu acho que quando a
gente fala de cognição a gente tá falando de uma mesma coisa o problema é que tem pessoas que estudam isso do ponto de vista da TCC tem outras que estudam da neuropsicologia mas o caminho tem que ser pavimentado entre essas duas coisas aqui pode ser muito útil tem estudos da Alen mayberg que é uma Pesquisadora fantástica na área de depressão e de Deep Brain stimulation que ela avaliou ela fez mais ou menos isso que a a sua aluna a sua coautora fez no na parte da funções executivas só que ela fez com com ressonância magnética
funcional ela viu que quanto maior era maior ou menor era a atividade da ínsula uhum do paciente eh maior ou menor era a chance do paciente responder ou a farmacoterapia ou a psicoterapia então seria um marcador que poderia ser Avaliado em algum universo onde isso fosse fácil de fazer antes da psicoterapia ó a atividade do cérebro desse daqui é assim então tá Talvez ele responda melhor a antidepressivo responda melhor a psicoterapia ou os dois e pensando nisso né na na psiquiatria a gente busca marcadores de doenças mentais né não hoje a gente faz uma discussão
muito grande porque a gente percebe que por exemplo diferente do que era no passado eh que as funções Executivas mas a cognição de uma forma geral ela também tá alterada nos pacientes psiquiátricos né E será que podemos encontrar marcadores cognitivos eu acho o seguinte nós fracassamos essa empreitada durante muito tempo essa foi minha linha de pesquisa na universidade tentar estabelecer perfis Não minha mas de várias pessoas no mundo inteiro várias pessoas e função executiva sempre foi né Essas disfunções eh Nuclear no TDH na Esquizofrenia e será que eu posso usar esses resultados para poder Sep
separar isso em relação a outros transtornos E hoje nós sabemos disfunção executiva aparece praticamente toda ou qualquer condição psiquiátrica talvez vai ser relacionar diferente com as sintomas clássicos nucleares de cada condição mas em praticamente todos a gente vai ter as alterações eh então nucleares Sim Sim a gente vai ter sempre alguma alteração Via de regra né Não sempr mas via de regra a gente vai ter alterações então a gente e utiliza muito mais para identificar caminhos né mapas de intervenção do que para dar um diagnóstico diferencial diagnóstico é Clínico né observação de comportamentos de prejuízos
histórico e a avaliação neuropsicológica ela dá um plus aí nessa caracterização do paciente e vai te ajudar a identificar alvos a serem considerados a intervenção Perfeito é isso então eu tô satisfeito se a gente se alongar muito o seu vô é a sete sete então você tem que est lá seis saindo agora vai dar boa tranquilo Professor obrigado obrigado aí Fábio por ter feito a ponte por ter vindo aí cara Eu que agradeço a oportunidade de falar com professor Leandro Car mais pra frente a gente marca mais um aí pro final do ano vai ser
uma honra a gente troca uma ideia e atualiza os temas e indo a Belo Horizonte vamos lá conhecer O Instituto Ô legal eu vou em outubro para lá no congresso da da bpb palestrar lá isso a presidente do o presidente né o tobias Ferreira ele ele foi meu aluno de inação científica olha só que legal cara ele e o Vitor né legal ele é muito bom B vor vai vir o Vítor que fala de filosofia isso Vítor é ótimo Vitor ée vai virente gente falar de filosofia os dois o o o Ferreira e o Vitor
são excelentes legal E aí é interessante né como as redes cognitivas Elas vão além do do córtex né da das calotas cranianas né interessante como a gente tá conectado por assuntos e a gente vai lentamente diz rastreando essas redes né George Herbert mid né Nós precisamos de pelo menos dois cérebros para ter uma mente é basicamente isso aqui nós temos então quando eu tiver lá o Don toque professor para conhecer trab e também lá a própria UFMG nós estamos com um inct de neurotecnologia legal G uma bolada agora do governo para para Montar isso lá
e tá bem bacana legal vou passar lá dar uma olhada vou vou estar com tempo lá também aí eu consigo consig se o Fábio for no Congresso eventualmente também a gente não a gente ele nós já estamos até com Capítulo de livro escrito a gente agora vai virar Barça agora a gente vai fazer várias co e vou pedir o contato do professor Vittor rass para trazer ele aí falar de educação passar você tem o contato do professor malai né tem tem tem aí me Manda bom pessoal se inscrevam aqui no episódio que assim você reforça
meu comportamento de vir aqui né dando um like Com certeza o meu e encaminha esse episódio para quem você considera aí que possa ser e auxiliado ou possa ter interesse com essas informações no mais Muito obrigado pela sua atenção e nós nos vemos no próximo Episódio m
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