[Música] [Aplausos] [Música] Olá eu sou a Vivian castanheda aqui do compartilha cast Aqui você encontra histórias reais histórias inspiradoras que vai poder te ajudar na sua vida na sua carreira Então vem comigo bora compartilhar mas antes de apresentar minha convidada de hoje eu te peço se você ainda não está inscrito no meu Canal por favor se inscreve deixa seu like comenta e compartilha para que esse episódio possa chegar em mais pessoas a minha convidada de hoje é a mãe da Bia e da Elô trabalha com educação internacional há mais de 20 anos sendo 12 focada
em programas universitários seja muito bem-vinda Isabel compartilha cast obrigada obrigada viv é um prazer est aqui olha e hoje a gente vai falar de um tema muito importante que é um tema que você que é Mãe você que é pai que não se preparou para ter uma maternidade uma paternidade atípica esse episódio é para você e a gente vai falar não só de maternidade a gente vai falar inclusive sobre a maternidade na carreira então Isabel Bora lá a gente começar já te perguntando né Como que foi a chegada da Eloí como que foi essa chegada
e depois a continuidade dela na sua vida e na sua carreira bom el foi foi um acão que aconteceu na nossa vida Eh Nós já tínhamos a Bia A Bia estava com com 4 anos e Nós pensamos em em em ter mais mais um filho e e ninguém planeja um filho com uma deficiência ninguém planeja um filho que não seja eh dentro né de todos os os os padrões da da normalidade e nós tivos uma uma gestação bastante complicada mas nada que indicasse que ela teria uma deficiência permanente e a a quando ela nasceu a
gente tava né preparadíssimo paraa prematuridade Que Nós já tínhamos Tido essa experiência com a Bia que que nasceu prematura e ficou tudo bem então a gente achou que agora agora eu sei eu sei como como que vai ser eu saio da Maternidade depois do processo que ela ficou o tempo e agora vamos pra casa s mas não foi bem assim não foi bem assim eh a Elô nasceu com conv funcionando já ela teve convulsões ainda na sala de parto e aí que que as investigações começaram eh quando é uma condição muito rara H normalmente os
o o o processo de Diagn Tic ele é muito longo porque a a investigação acontece pelas coisas mais comuns e todos os exames davam que tá tudo normal tá tudo normal e ela não parava de conf funcionar até que a gente começou uma uma investigação na parte genética que que trouxe a resposta do que ela tem uma mutação no Gene guinal um e e o que que é isso a gente nunca tinha ouvido falar e e e os também nunca tinha ouvido falar então para nós foi uma situação muito nova Eh que nós nós éramos
acostumados a confiar no médico ele fala o seu diagnóstico é esse o tratamento é esse e vai acontecer aquilo como todas as pessoas que passam por situações bem parecidas com como a sua Sim sim e e o diagnóstico ele não não trouxe nenhuma eh nenhuma nenhum prognóstico como que vai ser daqui pra frente e e e a a geneticista que que nos deu o o o diagnóstico ela foi ela foi muito generosa e e ela me me me trouxe pr pra Realidade assim você tem duas filhas eh você tem que ser uma mãe feliz paraas
duas filhas para uma filha que é típica e para uma filha que não é mas não sabemos como que vai ser o desenvolvimento dela e e mamãe feliz é uma é o que as duas precisam e se você tá bem você vai saber o que o que o que cada uma delas vai vai precisar e e falando parece fácil né mas não na época não não foi tão simples assim mas depois as coisas se se encaixaram e e e ela Estava na época internada com suporte para paraa respiração alimentação por sonda e e e e
a gente né tinha muitas dúvidas de como seria a vida dela e a primeira coisa que eu perguntei foi e eu vou ter que parar de trabalhar para cuidar dela que tipo de cuidado que ela vai precisar e ela me respondeu assim ué você gosta de trabalhar Então trabalhe Mas e ela ela precisa de uma mãe feliz então a gente fica muito o discurso e a prática como que Isso vai vai caber na na vida né como como como que ela vai ser E como que como que eu vou ser agora com com com essa
com essa nova realidade e essa conversa que você teve com a geneticista foi ainda quando ela estava internada no Hospital ainda prematura internada sim s Nossa então foi muito precoce sem você ter pensado porque quando você tava grávida vocês não suspeitavam em momento nenhum que poderia ser uma maternidade de risco a Gente sabia que era uma gestação de risco tá mas nada que indicasse que ela teria uma deficiência Ah entendi até até falei errado aqui uma uma maternidade de risco peço desculpas para vocês eh colocando então melhor palavras muitos a gente tá eu tô aqui
aprendendo como vocês vão aprender muito nesse Episódio então você não na sua gestação você não sabia que você poderia ter uma filha com deficiência e muito menos com uma mutação genética você sabia que era uma Gravidez de risco e ali então você passou a tomar os cuidados devidos na gestação mas quando você teve ela sabia que era prematura veio toda surpresa quanto tempo que você f ela ficou internada ela ficou do meses na o Neonatal e depois você que teve essa resposta da médica quero uma mãe feliz passad seus dois meses você foi para casa
e aí como que é ser mãe depois de ter passado por todas essas questões na indo e provavelmente indo e voltando Todos os dias ou talvez internada junto com a a Elô E como que foi então lógico nos primeiros meses você ainda tá de licença de maternidade mas e depois e depois então os primeiros dois meses ela ficou na Neonatal e e e e os pais eles podem visitar o bebê eles não ficam junto eh o tempo todo né a gente volta para casa aí e eh à noite e foi no período mais crítico da
pandemia então a gente tinha horários mais restritos ainda para para ficar com Elô na na a Natal e e tinha birra em casa então ir para casa foi um uma grande alegria porque a gente não ia mais ficar separados assim da Bia em casa da da Elô na na na internada então a gente né ficou muito feliz porque a gente ia ficar juntos mas a el convulsionava e isso trazia uma série de de de medos que internada ela estava monitorada e em casa né monitor da mãe do pai da irmã olhando para ela e a
gente foi foi aprendendo Isso eh e esses primeiros meses aí em licença ainda assim foram foram muito intensos eh até para o entendimento da Bia que que que ainda não tinha feito 5 anos de que a irmã era diferente do que ela tinha planejado também e e e e ela eh começou a trazer várias questões da escola por que todos os bebês na escola que a escola que ela estava na época também tinh um versário fazem isso e e a minha irmã não faz eles engatinham eles Eles sentam eles seguram uma mamadeira e coisas que
ela que ela não fazia eh e no e a gente foi buscando ajuda buscando de todos os lados e e a gente começou praticamente uma vida nova porque os os os amigos que nos conheciam eh eh não não entenderam muito as mudanças que estavam acontecendo com a gente em compensação amigos novos chegaram com muito mais eh bagagem necessária para dar todo o Suporte que vocês estavam precisando na época Sim sim e uma equipe de terapeutas que nos trouxe aí contatos com com com um universo que que a gente não conhecia e e quando foi para
eu voltar a trabalhar como estava em pandemia era tudo 100% remoto isso facilitou bastante eh eu eu me senti muito bem voltando Voltando a trabalhar eu eu eu senti que eh eh eu eu eu eu tenho duas filhas e e eu não queria que a mais velha visse que a mãe que ela conhecia que sempre Trabalhou tinha parado de trabalhar por causa da irmã que não tinha nascido do jeito que que a gente planejava eh isso caminhava com com com a ideia que ainda não não não acontecia na prática mas já era uma ideia de
que a gente queria que fosse uma coisa normal normal e e demora um tempo até essa normalidade conc mas mas ela vem e quando eu voltei a trabalhar teve um um um apoio enorme dos das das pessoas que que trabalhavam comigo e e a gente fez Eh eh no comitê de diversidade de inclusão a gente fez vários eventos de de inclusão eh com alguns dos meus novos amigos dessa dessa dessa dessa né dessa desse novo momento desse novo momento eh pessoas que trabalhavam já com inclusão que já estavam aí há bastante tempo nessa nessa caminhada
e e e eu me descobri uma profissional diferente eh menos eh preocupada menos estressada Com menos medo das das das incertezas das mudanças acho que porque eu tinha acabado de viver uma grande mudança e eu tinha acabado de passar para uma para uma situação de que eu planejei uma coisa e veio outra completamente diferente e ficou tudo bem também então acho que eu me tornei mais mais inconsequente digamos para assumir riscos e e e mais mais resiliente e e e e a necessidade financeira também que que uma criança Com necessidades especiais traz né que tudo
para uma criança com necessidades especiais é é mais caro são são são são mais equipamentos são mais médicos mais eh eh terapias enfim que você acaba tendo uma motivação maior você nem sabe de onde tá vindo mas que aparece ali sim sim que que aparece e e e eu preciso fazer algumas viagens pelo meu trabalho que que era uma coisa que assim que ela nasceu Era impensável Eu não eu tava me perguntando até se eu poderia trabalhar E agora eu vi com regularidade e a juda vem a gente se organiza Ah temos um apoio de
uma babá maravilhosa o meu marido eh até por conta dessas viagens teve que fazer tudo sozinho também e formamos um um time um time de peso aí ajudando a Elô que realmente fez uma grande transformação na vida de vocês e olha eu vou confessar para vocês uma coisa Até eu que conhecia bem pouco da história ontem agradeci muito por ter conhecido o Elô e vocês vão saber já todo esse motivo a Isabel vai contar pra gente Isabel conta pra gente né Você disse que ela nasceu com uma mutação genética que se chama g n a
o um não sei se é assim que fala o que que é eu falo guinal um mas guinal um nem sei se existe um jeito certo de de falar e o que que é essa mutação Uhum Ela me contou muitas coisas nos Bastidores vou tentar pedir que ela conte para vocês também porque eu aprendi muito sobre isso e eu achei Super interessante coisas que eu nem imaginava que era possível na genética Uhum Então queria que você compartilhasse com a gente porque quem tá nos assistindo e nos ouvindo pode ser que esteja passando por coisas parecidas
e as pessoas Nem fazem ideias que existe pessoas pesquisando que pessoas que estão buscando Inclusive a cura Então conta pra gente o que que é essa mutação uhum genética e o que que é específica a mutação da Elô tá é bom eu não sou da Área da saúde Então vou explicar do jeito que que nós entendemos eh um um todos os genes têm as as proteínas que que elas formam um par e e o Gum é um gene né um pedacinho do do DNA e a Elô tem uma troca em um gene que é o
gnal um e não existe um nome para síndrome o gnal um é o nome do Gene onde ela tem essa troca e e tem 350 casos no mundo hoje diagnosticados de pessoas que TM uma mutação nesse Gene mas dentre esses 350 cada um tem uma troca específica Então não existe dois casos iguais e aí Elô tem uma troca e no gnal um e tem vários vários tem milhares de de de de genes e e a forma como essas trocas se manifestam é que é única a no caso da Elô e a mutação do Gen ign
que é a mutação que ela tem pode causar convulsões ou movimentos involuntários e atrasos globais principalmente na parte motora eh a gente não na parte cognitiva então a gente acredita que a parte cognitiva esteja preservada mas como a Parte motora é muito comprometida eh Em geral os Eles não falam então a comunicação pode não ser a gente não pode né a gente não tem uma compreensão exatamente o que que ela entende porque é um caso raro você diz que hoje tem 350 no mundo mas quando ela nasceu eram só 30 30 diagnosticados e faz 3
anos e meio então a cada ano tem tem vários aí que estão sendo diagnosticados eh e o que que acontece quando a as convulsões são tão frequentes né outros Danos neurológicos eh vem eh que não necessariamente são eh eh o impacto direto da Mutação mas são sequelas dos dos das convulsões sequelas dos dos movim involuntários e por isso que dependendo da história de cada um de do dos tratamentos que foram recebidos de quanto tempo demorou para diagnosticar tem pessoas com mais eh sequelas do que do que outras então cada um é e é bem único
nesse nessa parte né então é muito difícil a gente saber as pessoas me Perguntam ela vai melhorar ela vai andar ela vai falar Eh o que que ela vai fazer eh Nós não sabemos porque cada um é impactado de de de uma forma inclusive pela pela própria mutação que é única mas também pela quantidade de convulsões que teve pelo pela pela história de do tratamento de de cada um você disse para mim que ela convulsionava muito sim que ela começou a convulsionar já na na sala de parto você me contou que ela chegava convulsionar em
média 100 vezes por dia Quer dizer ela passava o dia convulsionando muito curtas mas muito frequentes as convulsões duravam aí no máximo 1 minuto 1 minuto e meio e só que eram muito frequentes né um dia um dia ruim era sem convulsões um dia bom era umas 20 30 todos dias todos os dias sim tomando anticonvulsivos fortíssimos que você já saiu do hospital assim é a médica te orientando a pediatra Ou você teve uma médica específica que foi te dando Suporte que é a geneticista não o geneticista faz o diagnóstico e quem acompanha é o
pediatra a neurologista ortopedista oftalmologista e os terapeutas né ocupacional fisioterapeuta eh E fondo então você saiu do hospital com toda essa equipe e você foi aprendendo junto com eles porque como é um caso raro Como que você lidaria é Com todas essas questões com a Elô Todos Nós aprendemos Juntos Acho que a equipe também aprendeu junto Porque ninguém tinha outro paciente que que era Guina uma neurologista tinha uma que foi quem me indicou essa neurologista uma uma outra menina aqui de São Paulo que que tem Guina um também e ela é mais velha Então ela
já tinha passado por por esses estágio aí de de de encontrar a equipe Então quer dizer você saiu do hospital precisando de uma de apoio e daí com isso é o momento do nossos contatos do Nosso networking eu tô com essa situação e por isso que a gente tá aqui tá pessoal o compartilha C ele tem o objetivo de poder te ajudar nesse processo que se você tiver passando por isso você pode conhecer agora a Isabel que pode te ajudar nesse caminho nesse processo esses profissionais eh você teve que lar provavelmente particularmente ou talvez o
convênio E aí você sempre estava com eles ali praticamente 24 Horas depende assim dependia da crise né então quando ela tá doente sim é 24 horas e são anjos que eu tenho uma gratidão assim que nem nessa vida nem outras eu vou conseguir e manifestar minha gratidão aí por todo mundo que que que acompanha e com todos esses cuidados ela foi crescendo e ela foi melhorando mas assim o que que é o melhorar né ela não anda não ela vai andar provavelmente não mas ela tá bem Ela vive bem ela vai pra escola ela é
Feliz ela não tem dor ela está doente hoje não ela fica doente igual minha filha mais velha quando tem uma gripe quando tem uma virose Mas a gente não enxerga ela como alguém doente é é é do é uma pessoa que vive com uma deficiência mas que não não não é alguém eh doente e e e e nessa nessa questão aí de de de compartilhar a gente descobriu o um grupo no Facebook das outras famílias que que que tem o os os que são portadores né da da Mutação genética e a Gente descobriu a Bow
foundation E aí que nós começamos a aprender muitas outras coisas eh a a a questão da da importância da comunidade de como as pessoas compartilham o que elas passaram os remédios que funcionaram o que não funcionou a experiência de cada um com terapias com cirurgias com com uma série de de coisas e São pessoas que trazem informação do mundo todo tem casos na nos Estados Unidos no Canadá na China em vários países da Europa em outros Lugares da da América Latina no Brasil tem 12 e através da Bow foundation esse esse grupo de famílias eh
se se comunica e troca essas informações e a Bow foundation foi criada por duas famílias que tiveram eh filhas com com a mutação do Guina um o primeiro caso de Guina um foi diagnosticado em 2013 então é bastante recente e a fundação foi criada em 2017 Quando essas essas famílias tiveram aí o diagnóstico das das meninas e e esse Papel aí da da da comunidade de compartilhar informação ele ajuda demais porque ele te dá um um Norte você tá lá com bebê sem tem noção do que vai acontecer você vê como é um adulto o
que que foi bom para ele o que que não foi o que que os pais dele fizeram que que você se identifica o que que fizeram que você não se identifica eh assim como quando a gente tem um filho a gente procura procura a gente sabe o que que aquele primo fez que foi legal que não Foi o que que o amigo fez que foi legal que não foi então trouxe essa esse Norte para pra gente e E aí nós descobrimos que além né dessa eh eh desse compartilhamento de de informações também estavam acontecendo pesquisas
para encontrar tratamento e nós descobrimos que é possível né hoje em teoria hoje ainda não é possível na prática mas em teoria é possível uma correção do Gene e já existem outras mutações que TM a correção do Gene já Acontecendo né de verdade pessoas que estão sendo curadas de mutações genéticas eh através de e eh eh é uma normalmente é uma injeção com um vírus que corrige o material genético que que tem algum alguma mutação e e a bo foundation eh realiza campanhas para com com as famílias que são todas voluntárias paraa captação de recursos
e esses recursos eles usam para financiar pesquisas maior parte dessas pesquisas acontecem nos Estados Unidos nas Universidades Então são pesquisadores que eles trabalham paraas universidades eles são professor professores nas universidades e eles conduzem pesquisas e essas pesquisas focadas elas precisam ser financiadas e ou pela Indústria Farmacêutica ou por organizações como como a b foundation para ter uma pesquisa focada neste Gene Uhum E desde que a Elo nasceu porque antes da Elô nascer eu não tinha ideia do que era aqui na rua não sabia o que nem que o Que era a troca no Gene são
coisas que né desde a aula de biologia eu nunca mais tinha tinha visto e que na aula de biologia provavelmente a gente nem imaginava que isso seria algo que chegaria ao que você viveu né sim né quando eu estudei biologia falava-se do Projeto Genoma o y e o z né o a gente fala várias coisas que a gente nem lembra direito Sim sim eu que não continuei na área da saúde nunca mais tive tive Contato com com isso e e desde que Elô nasceu eh os os os cientistas que estão trabalhando especificamente com guin 1
eles criaram um rato e uma mosca com a mutação genética e a primeira versão desse rato ele morria quando tinha as convulsões então criaram uma segunda versão do rato que tem as convulsões e sobrevive e a mosca nunca morreu a mosca tá lá Ness a primeira interessante né ser rato e ser mosca porque você me Explicou inclusive que a mosca tem alguma coisa bem semelhante ao humano sim sim é a mosca é ela é usada em pesquisas para para síndromes neurológicas que foi uma coisa que gente vocês estão chocados é exatamente isso e a mosca
com mutação genética ela anda a mosca normal voa a mosca mutada anda Uau meu Deus bom Por que que ela tá contando sobre essa Fundação inclusive vocês podem ver que eu e ela estamos hoje uniformizadas com essa camisetinha Linda que ela vai contar um pouquinho sobre mas ela fez uma campanha aí para conseguir arrecadar mais dinheiro e poder fazer a doação para a Elô poder ter mais aí uma qualidade de vida então De onde surgiu essa vontade de começar essa campanha né e continuar que você tava contando pra gente da Ball foundation Uhum que pesquisadores
hoje estão focados nisso tem o o rato o rato a mosca que estão ali na lista dos meus animais menos Favoritos mas Aposto que hoje Se você vê uma mosca você nem quer matar mais né Tem uma simpatia pela mosca Ainda mais sabendo que ela anda agora né então a gente tem que ser amigo dela então hoje tá num estágio de testar medicamentos e tratamentos eh Porque sem o rato e sem a mosca não é possível nem testar então é um estágio anterior ao aos testes em seres humanos eh eh assim que tiver um um
então ter o rato é muito importante porque é é um grande passo vários Medicamentos estão sendo testados nesse rato e e e e nessa mosca para para ver a se eles funcionam E se eles são seguros depois que tem essas du duas coisas já comprovadas no no rato e na mosca eh passa para um teste em seres humanos se já tiver né aí a essa esse avanço esse avanço de que funcionou teve a a cura né a troca do do do Gene ou mesmo que não seja a troca ainda mas algum medicamento que inibe convulsões
algum medicamento que inibe as crises de movimento já é um Um grande passo e e a Bow foundation faz eh esse financiamento das pesquisas e a gente começou a a a a entender um pouco mais a ter contato com famílias e tem muitas famílias que fazem eh ações para arrecadar fundos para bow foundation e eles fazem uma noite na Hamburgueria que toda a renda da venda do hambúrguer vai para bow foundation eles fazem uma corrida com camiseta com kit e e a renda vai para B foundation eh várias famílias Fazem vendas de de de canecas
de bonés de de camisetas e a renda vai para B foundation e uma série de de outras coisas tem eh empresas que doam tem eh famílias que doam e a b foundation recebe todas essas doações e e ela faz assim que tem eh ela fica nos Estados Unidos então tudo tudo em dólares assim que tem $1.000 ou 200.000 dependendo do próximo estágio da pesquisa eles selecionam a equipe que vai continua pesquisando eles selecionam Os projetos Que estão mais promissores e financiam esses projetos específicos e Aqui no Brasil tem só 12 eh eh crianças né a
gente nunca tinha eh feito nenhuma campanha nesse sentido a gente se organizou Aqui nós temos um grupo de WhatsApp nós trocamos informações quando alguém fica sabendo de de alguma novidade a gente pergunta eh minha filha tá com febre tomou tão remédio e não funcionou ou tomou outro remédio e aconteceu isso então a gente Troca informações nesse grupo de WhatsApp mas a gente nunca tinha feito nada junto com com a b foundation E aí eu tenho umas amigas muito maravilhosas que eu acho que eu não teria parado para pensar nisso na na loucura do dia a
dia e elas não vamos vamos vamos vamos vamos vamos E aí elas fizeram criaram a arte da camiseta Não agora você vai no Instagram você faz isso você bota isso no grupo grupo e tá bom vamos e os pedidos começaram a a aparecer eh de Grupo da escola Grupo do condomínio grupo da os próprios eh das famílias do do Guina um grupo de mães que nós nos conhecemos na ute Natal a gente tem um um um um grupo grande também eh os terapeutas e e a gente né diso que a gente tá sempre ligado né
até sete pessoas a gente conhece todo mundo no mundo e as coisas vão espalhando e nós chegamos em menos de uma semana aos 000 que era a meta da nossa campanha Uau que no primeiro dia assim achei que era uma Meta muito acima do que você podia chegar aci porque ai vamos né vamos sonhar alto e em menos de uma semana a gente chegou eh fazendo assim né Do Nosso Jeito em casa eh com com com o meu WhatsApp com os WhatsApp das das amigas a escola foi super parceira a gente explicou o que que
era uma mutação genética de sala em sala a gente explicou e o que é especificamente o guinal um como que essas pesquisas acontecem e e as Perguntas das Crianças a a recepção das pessoas foi abrindo caminhos que nós não imaginávamos por exemplo todas as crianças falaram eu conheço alguém que tem uma deficiência eu conheço alguém que não anda não fala não faz isso ou não faz aquilo eh do jeitinho delas mas que elas precisavam elas gostaram daquele espaço de de falar Elas acharam eh elas normalizaram isso dentro do do dia a dia delas e estar
numa escola que É inclusiva que tem várias crianças com né alguma deficiência ou ou autismo eh superdotação eh eh eh TDH tem tem tem algumas crianças com com com diagnósticos diversos lá eh trouxe tudo isso por uma normalidade que a gente sabe que não é a realidade da grande maioria das escolas mas que fez uma diferença enorme para nós e acho que nós conseguimos trazer um né Um pouquinho essa conversa para dentro da casa de de de de todas Essas famílias e o menino falou ah ela vai poder ir pra paraolimpíada eh um outro falou
ela vai ter filho quando ela crescer eu não sei várias dúvidas que para eles provavelmente no dia a dia eles já se questionavam mas não tinha com quem conversar né S Sim sim e eu acho que da da do nosso lado eh o fato da gente ter duas filhas eh uma que tem uma mutação genética e a outra que não tem eh também nos permite ter essa visão do que passa Na cabecinha da Bia que é a minha mais velha né da Quais são as dúvidas dela hã e eu Fazia tudo errado que eu acho
que mesmo né Eu sempre me considerei uma uma pessoa pro inclusão mas na prática o que que como que o que que eu fazia eh e quando você fala que você fazia tudo errado o que que você fazia errado ao seu ver hoje que hoje depois de ter vivido isso você faz diferente ela estava numa escola que eh falava bastante sobre inclusão e eu Nunca tinha prestado atenção que em 5 anos nessa escola não teve nenhuma criança com algum diagnóstico na turma dela então uma escola que se diz inclusiva mas não tem crianças de inclusão
Ela não é uma escola inclusiva E aí depois você fica sabendo de ah pro autista não tinha vaga pra criança com baixa visão Ah talvez a gente não tem os recursos então depois que a gente fica sabendo disso mas quando a gente tá lá mãe de uma criança típica a gente não Presta atenção eh a gente acha que tá fazendo eu achava pelo menos né que tava fazendo a minha parte tendo escolhido uma uma escola inclusiva mas eu não prestei atenção que não tinha nenhum aluno que não fosse típico em 5 anos que ela ficou
lá e quando que te despertou que isso foi quando a Elô chegou ou a Bia trouxe para você alguma situação específica eu acho que quando Elô chegou ela trouxe muitas muitas reflexões para todos nós Inclusive paraa Bia Então eu acho que que dentro né da da da da do pensamento dela de 5 anos ela também estava e e refletindo e e e pequenas coisas até que que que acontecem hoje com com os nossos amigos e se a Bia chegava para brincar com uma criança que não falava Eu não eu não sabia Como orientar ela e
e ela me perguntava Ah ele não fala pode lá brincar ah não sei vamos perguntar pra mãe dele eh a gente né você e quando Você vê uma criança típica você não pergunta pra mãe se pode brincar você chega e brinca eh Então essas essas coisas eu comecei a ah tá eh as crianças querem brincar entre elas igualzinho todas elas é o adulto que né a gente que vai liita que a gente vê em alguns vídeos que mexe muito com a gente né da criança ir lá pegar na mão de uma criança que consegue andar
sozinha ou até mesmo de contar Olha tá acontecendo isso isso isso para aquela criança que Não enxerga e isso ninguém acabou ensinando mas que a pureza da criança faz a vida da gente realmente se transformar né e a gente acha isso quando a gente vê uma criança ajudando a outra Nossa que incrível não deveria ser deveria ser normal o normal deveria ser o o o comum e e e com essa campanha a gente acabou se expondo muito mais eh eu nunca escondi né Eu sempre contei PR pras pessoas do do do meu ciclo de de
convivência mas eu acho que Eu nunca tinha ido tão agressivamente para todos né olha mudar essa palavra é vamos falar tão profundamente intencional tão intencionalmente muito bom Sim sim e explicar o que que é né E como ela ainda é pequena acho que muita gente pensa Ah ela é bebê uma hora ela mas ela já tem 3 anos e me ela não é mais um um bebê e e uma coisa que as pessoas todas muitas me falaram Nossa você tá fazendo isso e você tá fazendo aquilo Ah que que Incrível e aí eu comecei a
perguntar de volta se fosse seu filho você não ia fazer também sim Acho que todos nós faríamos isso e e essa coisa de achar que Quem brinca com a criança deficiente tá fazendo algo a mais Eh eh não é incluir de verdade né quem acha que ah só porque quem tem um filho eh com com com deficiência é mais fácil é mais difícil e eu acho que eu tenho essa visão por eu ter duas e eu tenho muitas dificuldades Com as duas mas se eu não tivesse as duas eu acho que eu não não enxergaria
dessa forma eu ia pensar tá aqui só com a a visão de de uma Eu acho que eu sou muito eh privilegiada de conseguir ter essa essas essas duas visões aí de de que a criança típica também é desafiadora eh e a criança com com uma deficiência ela tem desafios diferentes mas as duas são desafiadoras então eu eu não me vejo nesse papel de fazer mais eu acho que Faz o máximo e eu queria que depois a gente vai falar mais da dessa campanha a gente vai até deixar para você que queira participar dessa campanha
ou até pensar em montar uma campanha do que você precisar mas eu queria como você trouxe né Eu sou mãe de duas crianças tão diferentes e hoje você fala você já contou para mim né nos Bastidores eh o quanto foi importante você ter Eh tido o privilégio de viver essa oportunidade para você poder inclusive transformar o mundo de um de uma forma melhor para que as pessoas Parem de rotular certas coisas eh o que que hoje como você enxerga esses dois caminhos o que que hoje você gostaria de falar pras pessoas que você faz que
antes você não enxergava por exemplo eh Mãe eu posso brincar com ele que ele não fala hoje como que você reage e Como Que você pode auxiliar quem tá nos assistindo a poder levar as coisas com mais naturalidade acho que você acabou de responder é naturalidade é naturalidade não enxergar com aquilo como algo um eh sei lá que ah eu eu não posso encostar porque senão isso vai passar para mim porque isso infelizmente acontece né S sim e para que as pessoas possam enxergar que todos somos iguais Sim eu acho que a a a a
a mudança começa começa dentro de casa quando a gente faz algumas escolhas que vida que a gente quer ter E e essa vida tem que ser boa para todos os membros da família né tem que ser boa para mim tem que ser boa para meu marido tem que ser boa para cada uma das das minhas filhas então [Música] Eh a gente gosta de ir ao parque vamos todos dá para ir com Elô em todos os parques não mas a gente vai no parque que que dá e e quando as crianças vê e elas elas vê
elas brincam elas chegam né joga areia e faz T eh e e e da nossa parte a gente procura eh responder as as dúvidas a gente a gente precisa se antecipar a gente que hoje procura a mãe e fala tudo bem pode brincar não vai eh né machucar ela ou Não pode eh e quando cada vez que entra uma criança nova na na sala dela a gente explicar o que que é eh e e e as professoras fazem essa né esse trabalho de de incluir ela em todas as brincadeiras e quando ela Tom uma mordida
na escola que as crianças de 3 anos mordem acontece eh a mãe da criança que mordeu ficou extremamente envergonhada isso é Inclusão ele mordeu ela porque ele ficou com ciúme porque ela tava no colo da professora então ele foi lá e mordeu e ele viu nela uma criança como as outras que ele tinha acesso Inclusive a morder e se a gente começa com Ah não ela você não pode morder CL não pode morder ninguém não pode morder ninguém igual eh e até aconteceu né um um um uma outra uma outra situação na escola de um
menino que que que bateu eh que ele tava ainda em processo de de de Encontrar o diagnóstico eh bateu não pode bater todo mundo que bate vai tem né uma uma uma uma uma advertência uma né para ele também porque se você começa a tratar ele ele pode bater as outras crianças naturalmente não vão mais querer brincar com ele sim ah você mordeu ela foi uma coisa horrível você mordeu ela então não vou mais brincar com ela e porque ela tem privilégios que eu não tenho né não sei exatamente como que as crianças eh Eh
pensam nisso né então acho que ver a criança como um igual eh brincar igual acho que que faz toda a diferença e e teve uma um filho de uma amiga minha que que eu par percebia que ele ele tava muito curioso e ele ficava olhando ele ficava espiando e eu fui falar com ele você quer perguntar alguma coisa eu quero eu queria saber como que ela toma banho como que ela come como que ela escol todas as coisas né que que que ele tem irmão ele já tinha visto Outras crianças fazendo falei então tá bom
então você vem cá mostrei tudo para ele a gente viajou junto com com com com essa família e mostrei tudo ele viu como é que ela tomava banho como que ela se vestia como que ela tomava o remédio como que ela comia e E aí eu expliquei para ele que ela tinha uma uma troca Eh que todos nós temos um montão de pecinhas e ela tinha uma pecinha trocada e ele falou é igual um Lego isso igual o LEGO se você trocar o LEGO Azul pelo Amarelo Você ainda vai ter um brinquedo Você ainda vai
ter uma torre diferente mas você continua tendo um uma torre de LEGO ele entendeu super e passei a usar esse exempo do Lego com todas as crianças que eu aprendi com ele que legal você me fez lembrar Isabel que eu recentemente Eh tava brincando com a minha sobrinha a gente tava Escorregando na grama assim e tinha um menino brincando com ela e ele era muito alto Daí depois eu descobri que minha sobrinha tem a idade da Elô e ele tinha 5 anos mas ele era muito grande né os pais eram altos e tal e daí
ele todo agitado conversando e brincando daí eu perguntei quantos anos você tem ele falou tenho cinco eu falei nossa mas você é grande né ele falou assim não mas eu só tenho cinco e eu falei para ele e daí ele me perguntou e você eu falei ten 4.4 daí Ele olhou para mim assim e falou 4.4 mas é menos do que cinco e você é Maior que eu tia daí eu falei ih pera aí a conversa tem que ser é diferente com esse menino que ele é muito esperto eu falei não então a tia vai
te contar a verdade a tia tem 44 mas é que eu falo disfarçadamente que é 4.4 para ficar mais fácil ele daí ele falou mãe ela tem 44 você tava com medo de fazer 40 vem aqui falar com ela e aquilo me chamou muito atenção porque ele era muito esperto né E daí a mãe toda envergonhada veio conversar comigo e me falou ah que Ele tem TDH e ele tem e eu não me lembro exatamente o que ela tinha me falado mas ele era muito inteligente assim ele tinha um que e ela me explicou que
ele sabia fazer contas de multiplicação ele era muito esperto e ali para mim Isabel trouxe o que você trouxe para mim agora do que é importante a gente observar entender e tratar normal porque a gente é assim eu vou dizer não é só só porque é leigo fomos todos criados de uma forma pra gente não incomodar pra gente não eh Tentar ficar sendo invasivo mas de uma certa forma não tava incluindo ele de uma forma como ele precisava ser incluído ali na brincadeira e tal e eu sei que o tempo inteiro ele brincou com a
minha sobrinha e eles se divertiram horrores ele ajudou ela ele colocou então trouxe uma caixa ela começou a escorregar dentro da caixa e daí ela queria ir mais vezes ele falou mas é uma vez de cada um então ele foi explicando para ela então isso me chamou bastante Atenção e me chamou atenção agora você trazendo para mim que muitas mães se antecipam ela veio então me contar que ele tinha né TDH e naquele momento eu confesso para você que eu falei ela nem precisava ter me falado isso sim mas de uma certa forma ela quis
eh também se eu tivesse me sentindo incomodada que eu não Lógico né mas que outras pessoas poderiam e ela então se antecipou então obrigada por essa aula e também me fez lembrar que um dia minha irmã contou que Ela tava fazendo uma repetição de uma situação e ela perguntou que que por que que você tá fazendo isso ela falou porque meu amigo dentista faz assim que na verdade era um amigo autista da escolinha e daí ela falava que era o amigo dentista que repetia observam e eles acabam repetindo muitas coisas né então Que legal que
você tá que você pode fazer essa oportunidade de levar isso nas na na escola dela e quem sabe agora fica aqui Não sei um ponto eletrônico me trouxe que quem sabe isso não pode ser expandido para outras escolas e a gente começar olha aí quem tiver assistindo e ouvindo governantes empresários eh donos de escolas trazer esse essa pauta mais para a escolas e para as famílias Olha que interessante isso e as a a quando quando Eu frequentei a escola eh as crianças com deficiência elas não estavam na escola Regular né isso é uma coisa relativamente
recente aqui no no Brasil e e e e os pais das crianças que estão em idade escolar hoje não cresceram junto com com com crianças com deficiência na na mesma sala de aula então acho que isso é um é um aprendizado para todos que que as crianças estão trazendo agora e e e a gente né Eh eh estar aberto a a a esse ensinamento que as crianças nos Trazem você falou do do do amigo dentista eu lembrei de uma uma situação que tem um menino com com autismo na na sala da Bia e tinha uma
foto de turma que todas as crianças estavam olhando pra câmera estavam sorrindo e ele estava olhando pro lado e estava né não não estava sorrindo e e a minha mãe que é pedagoga olhou aquela foto por que que ele tá triste e a Bia falou ele não tá triste ele é feliz do jeito dele então assim nem passou pela cabeça dele que Ele tava triste é a forma como como ele se se manifesta que ela já tá acostumada por ela ter a oportunidade de conviver com ele e isso me lembrou uma uma coisa que eu
que eu aprendi com com com o pai de um um guin un que que já é adulto eh de que a inclusão nas escolas ela favorece os típicos Ela não é uma ela não deve ser vista só como uma forma de incluir os que precisam né de aluma adaptação né uma os que tem alguma alguma deficiência algum diagnóstico mas Os típicos também eh os os típicos que estudam com alguma criança com deficiência eles se tornam mais empáticos eles eh até esse esse esse pai ele é ele é americano e nos Estados Unidos tem pesquisa para
tudo mce tudo a estatística a estatística de que as crianças que tiver uma educação junto com crianças com deficiência Elas têm salários mais altos quando elas entram no mercado de trabalho porque elas desenvolvem né as Chamadas soft Skills e várias outras habilidades porque a criança tem eh eh essa quando ela vê que tem um outro que precisa de ajuda ela se esforça mais para ela aprender e poder ajudar o outro ela se esforça mais para terminar o dela mais rápido e poder ajudar o outro isso as crianças menores que são expostas des desde né uma
pouca idade elas desenvolvem isso e elas têm notas mais altas em toda a vida escolar e quando vão pro mercado de trabalho tem até Salários mais altos Porque elas estão ambientadas a conviver com pessoas com visões diferentes com necessidades diferentes e isso se se reflete na de como elas lidam com colegas de trabalho em como elas desenvolvem habilidades de liderança quando tem uma criança que precisa de de de ajuda perto delas e e se a gente enxergar a inclusão da escola como uma coisa que vai favorecer só os que estão eh eh que T algum
diagnóstico alguma Deficiência o que já seria uma grande coisa eh isso não nunca vai ser uma inclusão de verdade porque que a inclusão na no meu na na minha visão ela é para todos pros típicos também e ter a Bia e eu vejo o quanto a Bia mudou por estar num ambiente com eh amigos que no caso dela é é é um menino com com com com autismo e um outro com uma super dotação e como ela já enxerga que cada um é um cada um as pessoas são únicas e e e a a gente
como mãe se esforça tanto Pros nossos filhos perceberem como você é o único como você tem o seu valor a sua e as suas qualidades eu acho que é uma preocupação de de Todas as Mães né querer que que que que que que os seus filhos tenham autoestima eh e e e a gente não fez o link de que a inclusão pode ser um uma ajuda para isso para enxergar que cada um tem tem o seu seu valor cada um tem as suas características e a gente Saiu completamente do que a gente conversou mas é
quanto aprendizado né Eu acho que nada acontece por acaso e muito obrigada por isso eu tenho certeza que quem tá nos assistindo nos ouvindo também vai eternamente agradecer Isabel eu quero voltar daquilo que fez eu chorar ontem qual qual das partes que me fez chorar né que ontem eu tava conversando com ela com rolo de papel eu falei que eu devia ter trazido hoje vai borrar a maquiagem Hoje já veio preparada é a gente tudo é treino né por isso a gente precisou conversar né Eh você me contando ontem que o eh quando a Elô
saiu do hospital ela saiu tendo dias de 100 convulsões e depois eh Dias bons 20 convulsões mas que em um certo momento da sua vida teve um chamado um despertar uma fé que tudo se transformou e hoje ela não tem nenhuma convulsão quer dizer eh perto do que tinha né então nem do Jeito que era o que que aconteceu é que a gente mudou do de alhos para bugalhos Mas eu achei muito importante a gente falar sobre a questão da fé em todo o processo Elô faz isso né Elô não Elô não é Elô não
é pouca coisa Elô é todas as as áreas eh a a a Elo eh sempre foi Acompanhada pela neurologista e e ela faz né eletroencefalograma e vários outros exames eh periodicamente E e e ela e tinha exames que que são condizentes com com a síndrome dela eh tem muitas crianças que que têm convulsões de de são consideradas eh farmacorresistente né Elas não reagem à à medicação e nós já éramos espíritas a gente frequentava já tinha feito alguns cursos emem em Centro Espírita e eu sempre acreditei em Deus mas a gente acredita assim até na página
dois né É É como santomé né A gente só acredita vendo é E aí uma uma amiga que que que eu que eu conheci quando eu fazia curso no centro me falou se eu tem que ir nesse lugar que é um Centro Espírita que faz tratamentos de saúde que as casas espíritas normalmente se se organizam né as que fazem educação as que fazem saúde as que fazem comunicação e essa faz eh a parte da da saúde e e eu fui recebida lá por uma pessoa que eu nunca tinha visto na vida mas que tava na
porta você Veio Que bom que você veio tava te esperando tá no primeiro dia primeiro dia e falando comigo como se fôssemos amigas de longa data e tá me confundindo com alguém só pode ser e E aí nós tivemos uma uma uma conversa né que que é a orientação que que que eles fazem como nos primeiros atendimentos anamnese né vamos dizer assim sim sim que ela me me explicou que que nós tínhamos escolhido isso que nós tínhamos concordado com com tudo isso e e até aí Né É É o que o espiritismo diz né Que
Nós escolhemos as pessoas com quem a gente nas vai nascer quem a gente vai lidar os nossos desenvolvimentos né a gente vem com o pacotinho completo ali para evoluir nas áreas que que cada um de nós precisa e e ela disse que a Elô foi um presente para nós que nós estamos assim muito abaixo dela e que estar com ela é um um um grande presente para nós eh e que que ela escolheu exatamente essas condições porque você se pergunta Quando só tem quase ninguém no mundo era mais fácil ter ganhado na meena umas 10
vezes e por que eu eh e Ela explicou que a que a el escolheu exatamente as condições que era o que ela precisava ela precisava evoluir na humildade e que é muito comum à medida que os os espíritos vão evoluindo e nós também a gente tem mais dificuldade de se manter humilde e ela pediu eh para nascer exatamente com essas condições para ela se manter Humilde e que ela nos escolheu porque ela nos ama muito e que foi um presente para nós e como nós estávamos sofrendo com né toda aquela situação a gente tava muito
perdido a gente estava a num período de um choque Inicial O luto do bebê idealizado uma série de de coisas aí bem bem complexas que que que aconteceram né nesse nesse começo e ela disse que a gente ia se envergonhar de não ter sentido tido uma alegria e Enorme só de a gente ter conseguido eh ser os os pais dela e que ela ia parar de convulsionar quando a gente entendesse isso e ela parou ela não convulsiona mais hoje ela tem convulsões bem esporádicas quando ela tá com febre quando ela tá doente ou quando ela
ganha peso e precisa de um ajuste na medicação e e ela parou e nós continuamos o o tratamento a gente leva ela lá A cada 15 dias normalmente e e continua né esse esse esse tratamento aí que não não pode Ter fim e acho que a gente recebeu um um presente de de de ter uma uma comprovação eh de que ela tá no lugar certo e nós também estamos no lugar certo e acho que poucas pessoas têm esse privilégio de de saber que né Eh eh eh eu vim para essa missão e Que bom que
eu tô conseguindo eh estar nessa missão porque às vezes a gente né Vem para casar com alguém não casa vem Para ter o filho e aí toma alguma decisão errada ou diferente não não acontece e a gente nunca lembra do que a gente combinou e quando ela fez o eletroencefalograma né Depois desse desse início do do do do tratamento no no Centro Espírita h o eletrocefalograma anterior dela os os diversos anteriores que ela já tinha feito muitos eram a onda cerebral Rasa né o eletroencefalograma normal ele tem a a onda cerebral a Elô tinha Raso
e a Convulsão que não é uma onda é um tsunami no no eletroencefalograma e depois desse tratamento a Elo tem uma onda cerebral que não é dentro da normalidade mas é uma atividade muito maior do que do que ela apresentava antes e a neurologista quando viu o exame onde você fez esse exame você fez um lugar errado tá errado trocou o l não é da da da Elô alguém trocou trocaram a criança Trocaram o laudo e e ela me Disse e eu não sei o que você está fazendo e não é o meu papel Mas
continue porque a Elô está muito melhor E aí os outros médicos todos né foram tendo aí os seus as suas surpresas nas consultas seguintes que o estrabismo da dela né o estrabismo é um ângulo que eh o zero são os olhinhos alinhados e o o dela era 60 60 é cirúrgico um estrabismo 60 não não melhora sem sem cirurgia e hoje o estrabismo dela 15 Então teve uma melhora importantíssima Que a oftalmologista também ainda bem que era a mesma senão ela não ia e né todo mundo aí que tem muitas coisas nela que que e
não tem muita explicação né As crianças com a síndrome dela comem a maioria por sonda e ela come pela boca e ela come super bem ela gosta eh e ela começou Inclusive a se comunicar agora no no Espírita por telepatia e foi o nosso Insight de que Ela tá pronta para se comunicar e a gente tá começando agora né com a comunicação alternativa também então eu me enxergo como um enorme privilégio da gente ter esse acompanhamento Essa é essa ajuda esse esse apoio que é gigantesco merecimento né ó acho que muito mais dela do que
nosso porque a gente a gente tem muitos eh muitas imperfeições né muitos muitos defeitos e e ela faz aquela cara de que é isso aí é eu sou assim mesmo tô aqui Para isso e me fez lembrar muito ontem a gente na conversando e ela olhando ela olha ela presta atenção em tudo e ela tava conversando com a gente ali sim você vai ver surpresas e Mais surpresas conforme eh as coisas forem acontecendo sim eu tive que me segurar aqui de novo mas eu quero dizer uma coisa que é muito importante de novo Elô muito
obrigada de novo ó lá vou vou me emocionar porque o que você falou agora me fez repensar na minha rota E relembrar Qual foi o meu propósito o compartilha C ele faz parte desse propósito mas eu tava saindo um pouco do propósito e agora el me fez relembrar então obrigada Elô oh meu Deus eu falei que devia ter trazido o papel para borrar a maquiagem mas eu não posso deixar de agradecer e e Que bom E às vezes as as verdades estão aindo à nossa frente a gente não não quer enxergar né quase todas as
vezes é E então a Elô tá Te dando a oportunidade você que tá nos assistindo nos ouvindo de parar e refletir Qual é aquele acordo que você fez quando você veio para cá e que você não tá cumprindo e é com você tá é com você Depois você me conta se você relembrou quem é você na sua essência e se você conseguiu relembrar esse acordo que vai fazer Total diferença na sua vida e não esquece de agradecer a Elô nós estamos sendo só apenas os mensageiros Tá você me fez lembrar um um vídeo que eu
assisti essa semana da da Letícia casaré que ela tem uma uma filha com com uma uma condição Rara no coração também e ela tem outros outros Acho que cinco filhos e e e ela disse né quando quando a gente se encontrar né lá do lá do outro lado que que ela não vai estar doente que ela que ela vai estar bem e que que aí sim né a gente vai entender tudo isso né então hoje a gente não tem que entender nada a gente Tem que fazer a gente tem que ficar firme no nosso Nosso
propósito e fazer busca a nossa evolução né que esse é o nosso objetivo a gente veio aqui para evoluir dentro do Nosso propósito mas que a gente esquece E aí é eu tenho duas figurinhas do WhatsApp e uma é oi Deus sou eu de novo e a segunda é eu queria chorar mas não dá tempo então a gente vai não para para chorar e continua e você me fez lembrar que eh muitas pessoas que estão Nos assistindo nos ouvindo hoje trabalham e não gostam do que fazem e muitas vezes não por não gostarem do que
fazem não entrega o que você poderia est entregando então Eh é momento de parar agora e relembrar sim porque você não necessariamente precisa mudar de emprego você não necessariamente precisa fazer uma grande transformação mas como vivo dependo desse emprego não só reinventa a for como você está trabalhando e como Reinventar como você pode fazer isso acontecer porque ninguém merece Passar maior tempo da vida no trabalho e desmotivado sem energia tem que ter um propósito se você se Ah meu propósito não é esse mas encontre o propósito no que você esteja fazendo que eu acho que
vai fazer uma grande diferença o né A gente trabalha para pagar conta né Sim a gente trabalha para pagar conta até o pagar conta que contas são essas É a melhor escola que a minha filha pode ter É é médico que que não é barato é enfim né até se você pensar no no seu propósito como tô trabalhando só para pagar as contas essas contas também são são um propósito né a gente faz o que eh a gente faz por um por uma razão uau Isabel a gente eh já tá eh Indo pros Finalmente né
pra gente encerrar o episódio eu queria que você deixasse Duas coisas primeiro como que as pessoas você contou que a campanha veio para você poder ajudar principalmente mais na pesquisa para que a gente consiga chegar no principal objetivo de ajudar Então quem quiser fazer campanha quem quiser ajudar não só campanha pro caso da Elô mas se você tem alguém que passe por alguma coisa faça campanhas Porque os cientistas precisam Mas como que o pessoal pode ajudar na campanha da Elô no trabalho para conseguir aí A eh esse cientista chegarem quem sabe até na cura dessas
crianças tem tem tem duas partes na campanha né uma que é a a a a arrecadação do do do do dinheiro para pesquisa e a outra que é a o compartilhamento de informações porque tornar isso menos desconhecido tornar isso mais eh normal é é um é um uma missão bem bem importante também né acho que a campanha tem os os dois eh os dois lados e no dia primeiro de de outubro é o o o dia que se comemora o a Mutação do guinal um né é a a b foundation que criou e é DNA
One awareness Day e nesse dia e a gente faz posts usando as camisetinhas ou usando a cor roxo ou a cor azul e marca o DNA One awareness Day aí eu posso deixar o a hash tem que letrar essa eh e também as doações ou pode fazer que o que a gente tá fazendo agora é aceitando as doações aqui no Brasil e nós estamos fazendo a a transferência até o dia 1eo de outubro e a partir do Dia primiro de outubro pode doar diretamente pra fundação e eles têm uma um site o o site da
fundação é guinal 1.org g de gato n de navio letra a letra oo 1.org e dentro do desse site Ele tá em inglês mas vocês podem usar o o tradutor né a função do do Google que traduz pro português e fazer as doações através do do site diretamente eh na página do Instagram eh the bow foundation B eh BW e a gente também tá fazendo a campanha Aqui no Brasil até o dia 1eo de outubro que é o o DNA One awareness Day e até o dia 1º de outubro a gente tá aceitando doações aqui
no Brasil que depois nós vamos fazer a transferência para bow foundation nos Estados Unidos e a Elô ganhou um Instagram ontem né que a Elô não tinha o Instagram ainda e para compartilhar aqui a gente criou um que é Elo h l under guinal 1 gnao número 1 aí Vocês conseguem me contactar por lá também maravilhoso mas antes da gente Encerrar você já deixou seus contatos todos os contatos do site eu vou te fazer aquela pergunta que fez você ficar pensando que é compartilhar aquela mensagem final para todas as pessoas que Como você passou por
todo esse desafio mãe carreira vida em si né sim compartilhe com quem está nos assistindo e nos ouvindo ai aquilo que você me falou que é sempre estar feliz ou outra coisa que você pensou agora o que você achar Melhor e vamos fazer com que essa mensagem chegue em máximo de pessoas Acho que é difícil botar em palavras né mas acho que a Seja lá o que que tiver eh acontecendo vai passar e e e a gente pode ser feliz de um jeito diferente do que a gente planejou então quando as coisas não acontecem do
jeito que a gente planejou né quando quando vem um filho com com com uma deficiência que foi o meu caso eh não foi isso que eu planejei mas A o Primeiro Momento foi muito difícil e passou e essa ajuda a ajuda vem e e é possível sim ter uma uma vida muito boa mesmo que seja diferente daquela que você imaginou é possível ser feliz de um jeito diferente daquele que que você imaginou e acho que nós estamos conseguindo isso né de buscar aí formas de de de fazer eh um recálculo da Rota e também é
uma rota que a gente tá descobrindo que é até melhor do que aquela que a gente Tinha imaginado anteriormente mas pedir ajuda e ter a certeza que vai passar eh no nosso caso né a equipe de apoio e e e ter muita fé ajudou bastante também e aí agora que que você vai fazer Tá nas suas mãos porque tudo isso só vai acontecer se você realmente quiser e sabe que eu tava lembrando agora que a gente nem falou a gente muita coisa que a gente que a gente ficou mais de duas horas conversando o episódio
ele chega uma hora que ele precisa acabar mas que Dentro do seu processo depois na sua carreira você inclusive ganhou uma promoção depois que a Elô eh chegou então gente Vocês entenderam que o que a Isabel disse agora tudo passa mas seja feliz no seu processo isso é o mais importante parar de se vitimizar ah por comigo sim eu me vitimize também faz parte do processo faz par parte mas você procurou ajuda e hoje você consegue enxergar Felicidade no seu processo e o compartilha cast tem Esse objetivo para que a gente ajude a rota das
pessoas serem mais felizes compartilhando histórias reais como a sua então Isabel Elô Tiago Bia muito obrigada por essa oportunidade de trazer informação e de poder quem sabe ajudar outras pessoas a gente que agradece esse convite tão especial Obrigada que agora então a gente já virou BFF e bora a gente vai tomar um vinho vamos muito bom Queria muito agradecer você que esteve conosco até agora se Você ainda não tá inscrito corre lá se inscreve deixa seu comentário do que você achou desse conteúdo se você tem alguma dúvida e compartilha para que outras pessoas poss ter
acesso a essas informações mais uma vez muito obrigada isab muito obrigada Maurício por tá sempre aí dos bastidores me dando uma força e até o próximo episódio tchau tchau