Mas vamos aguardá-los, eles estão chegando em breve aqui. E eu queria contar aqui para vocês que nós vamos trazer hoje três casos. O caso da PM Gisele, o caso da Maria da Penha, sabe?
A lei Maria da Penha, essa lei que tanto é importante para nós mulheres, saiu aí uma decisão em relação a um produto, né, que foi feito, né, no suprassumo da mentira em relação a todo caso Maria da Penha. história da Maria da Penha e como ele colocou a própria Maria da Penha em perigo. Exatamente.
Se já não bastasse todo o horror que ela viveu na época do crime, colocaram ela novamente ali em perigo. E vamos também trazer informações e mais novidades sobre o caso Henri Borel, que nós teremos ali o júri começando daqui a poucos dias, né? O júri do caso Henri Borel começa no dia 23 de março, mas muitas reviravoltas aí no meio de tudo isso.
E gente, antes, né, da gente começar aqui, eu já vou pedir o seu like para você deixar você curtir, compartilhar, se inscrever, porque isso aqui é muito importante para que esse nosso produto alcance muitas outras pessoas, porque vejam só, nós vamos ter aqui hoje grandes especialistas para conversar conosco sobre três casos muito importantes. Não sei se a gente vai ter o tempo que nós gostaríamos, porque é muita informação. Enquanto o Dr Luciano não chega, a Dr.
Juliana, eu vou pedir aqui pra nossa querida amiga Iperita também eh explicar pra gente toda a questão do tiro. Por gente, a informação que nós recebemos, né, e essa informação é oficial, é que os médicos legistas encontraram marcas de esganadura no pescoço da Gisele. Então, veja só, ela antes de se matar, ela tentou se esganar.
Então, ela se esganou e depois ela deu um tiro na cabeça. Mas vejam só, eu olhei as fotos, né, e o chinelinho não saiu do pé da Gisele. A toalha estava bem colocada aqui, né, no corpo dela, tampando todo o corpo da PM.
E a arma, gente, a arma estava muito bem colocada numa mão assim, ó, completamente torcida, né? Apoiada na perna. apoiada na perna.
E aí nós temos aqui uma grande perita e mais do que isso, ela vai falar também nos aspectos psicológicos, né? Ela pode explicar pra gente a criminologia. Alessandra, a palavra é sua, minha amiga.
Carla, nós estamos diante de mais um caso de um homicídio com uma simulação de suicídio. Tudo nesse caso, nos empurra para um homicídio, desde a posição do corpo. Isso eh isso a gente tem por fotos tiradas ali pelo pela equipe que foi socorrê-la no momento que se chamou a polícia.
Foi uma uma equipe de unidade avançada que depois levou ela pro Hospital das Clínicas. E lá ela faleceu, foi em estado grave pro Hospital das Clínicas, né? E faleceu aí por volta de meioia e5 do dia 18 de fevereiro.
Eh, só esse entreai das equipes já prejudica muito o nosso local de crime. Por quê? Porque sangue não mente.
Então essa análise das manchas de sangue junto com a análise da posição do corpo, junto com a análise da arma, com a certeza de que nós temos de que aquele projétil que a vitimou saiu daquela arma, né? Porque isso também a gente verifica na perícia através de exames de confronto balístico junto com todas as provas testemunhais que vieram no caso, inclusive eh testemunhas que falam sobre a relação dos dois com testemunhas que falam sobre eh o comportamento da Gisele, né, aquilo que a gente chama de autópsia psicológica. Então tudo isso nos empurra para um homicídio, tá?
Então, nós temos dois laudos do IML que vão confirmar essas lesões que ela tem no pescoço. O primeiro já fala isso de uma forma muito clara. Então, e aí vem o segundo, né?
O segundo é um laudo complementar que o delegado pergunta literalmente pros pros médicos legistas ali. E aí tinha lesão na área facial ou na área cervical? E aí o legista diz: "Sim, tinham lesões contundentes produzidas por meio de pressão digital e escoriação compatível com escoriação ungueal".
Aspas aí pros médicos legistas. Olha só, então, antes da da Alessandra continuar, nós já estamos aqui com essa dupla maravilhosa que está aqui entrando e vocês vão conhecer aqui a Dr. Juliana Fincate, advogada cívil maravilhosa.
Vou pedir para Ó, venha, doutor, vem aqui, Dr Santoro. Sente aqui que o senhor é mais alto. Deixa a doutora.
Eu acho que você é, ele é mais alto que você para ele não te cobrir. Isso, Dr Santoro. Doutora Juliana, Dr Santoro é magrinho, ele passa ali atrás.
Fácil. Olha aqui a dupla dinâmica. Obrigada.
Alessandra tava explicando, mas eu vou dar uma uma paradinha aqui para eu falei aqui a pouco, Dr. Juliana, que eu disse o seguinte: enquanto os casos ainda estão na área cível, não é que eles não são eh ruins, eles são péssimos. E a Dr.
Juliana vai explicar isso pra gente, mas ele é eles são menos ruins que quando chegam na mão do Dr Santoro. Porque quando chegou na mão do Dr Santoro é porque aí é o caos completo, né? Às vezes a gente perdeu uma vítima e isso é e é o que a gente vai falar.
A gente começou trazendo o caso da PM, a gente vai trazer o caso da Maria da Penha que olha só, presente aqui pra Dr. Juliana, né, aquele suprassumo do horror, né? Olha ela sendo vítima novamente.
E vamos também trazer um pouco mais de informação de Henry Borel aqui, que o Dr Luciano conhece esse caso, de trás para frente, de frente para trás também. Aessandra, que é perita e psicóloga forense, estava explicando toda a questão do tiro, porque eles viram a foto, a PM foi, né, se suicidou, antes de se suicidar, ela tentou se esganar, né? Então ela ela foi ela, ela não conseguiu, ela tentou se esar, né?
fez assim um esforço, marcas de unha, marcas de unha. Depois ela deu um tiro nela, mas ela a toalha aí ela segurou direitinho a arma depois que ela ah, a toalhinha não caiu, não foi? O chinelo tava bem no pé arrumado, porque, né, o corpo a gente não pode mostrar.
Você imagina aquela toalha bem postada e se matou na sala, né? Sim. de toalha na sala, que é uma outra coisa fora do tivesse sangue no banheiro.
Padrão. E tem uma coisa da cena do crime que é muito interessante que o marido vai dizer o seguinte: "Eu ouvi o tiro e saí correndo pra sala". Então você imagina o que que você espera.
Você não precisa ser perito, né? Nem assistir a saia, mas você vai encontrar água, né? Você não sai correndo banho, pessoa não tá molhada, não é?
É. E não tinha uma gota de água? Vejam só.
Mas aí Alessandra tava explicando aquela cena do tiro na cabeça. Sim, foi um tiro encostado, né? O tiro encostado ele tem umas características diferentes do tiro à distância.
Quando a gente fala em tiro encostado em placa óssea, a gente tem além do projétil tudo aquilo que sai junto da arma, fogo, fumaça, fuligem, gases resultantes da combustão da pólvora, que depois que eles entram, eles não têm para onde ir. Então eles saem por pelo orifício de entrada. Por isso que fica aquele aquela lesão que não é característica, né?
Fica com os bordos invertidos de formato estrelado ou em formato mais pro quadrado, que parece até uma lesão de saída, mas isso é muito característico de tiro de entrada, né? O o os médicos legistas em seus laudos também eles são muito claros ao falar zona de fiche, hala de contusão e enxugo. Então eh tudo isso nos mostra que foi um tiro dado mais ou menos na região temporal aqui, né?
Eu até decifrei aqui, puxei o atlas de anatomia para não errar, mais ou menos na região temporal direita. E o projétil vem parar um pouquinho acima entre a frontal e a parietal. Então foi um tiro ascendente, ascendente, meio que de trás para frente.
Esse tipo de variação é comum encontrar em suicídio, mas não quer dizer que seja uma diagnose diferencial. O trajeto não é suficiente para dar uma diagnose diferencial entre suicídio e homicídio. Nesse caso, eh, eu tava, né, contando pro pessoal que nos assiste que o local ele foi completamente prejudicado.
Primeiro porque entraram as equipes ali de urgência para levá-la pro Hospital das Clínicas. Ela falece no hospital, ela é levada em estado grave. Depois um monte de gente entrou ali, né?
pessoas que eu não faço ideia do por que entraram ali. Isso é algo que o indiciado, agora o suspeito, tem que explicar, né? sendo policial, ele conhece as normas de preservação de lucância de manter o maior parte dos vestígios e quem não deve não tem.
Se uma tragédia dessa acontece, né, eh, com alguém próximo, ou mesmo na casa de algum de nós, que infelizmente ninguém tá livre desse tipo de tragédia, a primeira coisa que a gente vai fazer, se não tem nada com a história, é preservar, é manter todas as coisas no lugar que estão e não chamar equipe, chamar não sei quem para entrar, ligar para outra pessoa que não seja o SAMU, todo esse esqu Faça, faça. Dr. Alessandra, [risadas] nossa perita.
E eu tô sempre conversando com ela aqui com relação a essa, essa necessidade de manutenção, né, da preservação do local. E aí quando a gente vai olhar o boletim de ocorrência ali, o que que se descobre é que ele pode tomar banho. Olha só, os oficiais que est que ali compareceram permitiram com que ele entrasse e tomasse banho, tomasse banho no local do fato.
Mas ele já não tava tomando banho. Ele tomou outro banho. Outro banho.
Tomou outro banho, se trocou. prejudicou o residográfico, né? O exame residográfico, até eu civilista sei da importância, né?
Eh, então assim, ele prejudicou totalmente um uma perícia imprescindível caso. Sim. Eh, porque ele ia ficar muito tempo fora de casa, ele ia ter que locais, ia ter bordos.
E do ponto de vista comportamental, né, ocorre uma tragédia, por muito menos a gente fica impactado. Vamos combinar. Quem nunca recebeu uma notícia ruim e paralisou?
Pessoa não come, não recebe uma notícia dessa e vai se arrumar para sair porque sabe que vai agora a do Juliana tá muito acostumada com casos de violência familiar, violência intradomésticas, né? E enfim, ela isso é acontece todo dia no seu escritório, não os homicídios, mas eu digo, enfim, os casos que chegam de mulheres ali em desespero. E assim, você já trabalha com isso há muitos anos, Juliana.
Então assim, tem um um padrão quando a gente olha para esse homem, todo o comportamento dele eh de sentar, porque imagina, é a sua companheira, por mais ele diz que ela queria o que ele queria se separar dela, porque ele ele já não aguentava mais. Era uma só só um parêntese. Ele disse que ele decidiu se separar naquele dia, mas eles já não dormiam juntos.
E desde agosto, veja só. Então ele queria se separar dela, mas ele ficou muito tempo com ela, né? praticamente ali um ano.
Então você nutre algum afeto por aquela pessoa. Aí você diz, você reporta pra autoridade policial que tá ali, né, na investigação, que ela se matou. Você vai ligar inclusive pro COPOM, que é, né, a central de atendimento ali do 90, onde eles recebem todos os chamados.
E assim, o que contam é que ele senta num canto, sabe? A pessoa não tá em desespero porque você imagina, você vê a sua companheira com tiro na cabeça conhecer em choque, não, no mínimo, sabe, tentando fazer alguma coisa, sabe? Inclusive para, sabe, tentar eh ressuscitá-la.
E ele é informado de que ela não estava morta, porque quando chegam os socorristas, ela ainda tinha sinais vitais. Vejam só, ela vai, ela vem a óbito mais ou menos por volta do meio-dia no Hospital das Clínicas. 4 horas depois.
4 horas. Veja só o tempo. Ela o tempo que, né, ela, eles ficaram ali tentando resgatá-la.
E ele fala, tem uma frase estranha. Ah, mas ela vai morrer. Oi.
É, não é, ainda que fosse um resultado, [risadas] ainda que fosse um resultado previsível, não é uma fala de um cônjuge, ela vai morrer, vou tomar um banho porque ela vai morrer. É, é absolutamente fora do padrão. É, alguns alguns pontos que chamam atenção eh no contexto todo do caso, né?
Eh, discussões periciais, criminais à parte. Dout. Ju, fica perto do microfone, senão a sua voz não aparece.
Então, vamos lá. Veja se está melhor agora. Melhor agora.
Melhor. E ó, Dr. Jo, sua câmera é aquela.
Se você quiser falar para a câmera, está bem aqui. Se quiser falar pra gente, pra gente também. Então, alguns pontos importantes a gente que chamam atenção neste caso.
O contexto todo do relacionamento do casal era um casal que já estava separado, de fato, dormindo eh em quartos separados já segundo o boletim de ocorrência, desde agosto, né, do ano passado, ou seja, um período longo em que a gente percebe que o casal já tinha já estava tendo desavenças, né? Eh, por outro lado, a gente também tem, imagina a situação da pressão psicológica da mulher, eh, quando a mulher está lá com com o futuro ex-marido dentro do mesmo eh teto coabitando ainda. É uma situação de muita atenção, uma situação que eu costumo eh recomendar as minhas clientes para evitar.
Faça de tudo para sair desse lar ou faça de tudo para que ele saia desse lar. Por quê? Porque essa situação de tensão num casal pré-divórcio, pré-separação, ela é um potencial, não digo para litígio como por causa de partilha ou por causa de guarda, mas é uma é uma situação potencial de violência doméstica, porque ali que tem as desavenças, ali que tem as brigas, aí se intensificam quando o casal já rompe o relacionamento e decide p pelo caminho da separação, eh, a gente já tem um contexto de que, bom, não tem mais união, então agora nós temos que resolver nossas desavenças e isso vira uma briga e essa briga, ela se perpetua e se desdobra no dia a dia do casal.
Então eu sempre recomendo as mulheres e, né, a aos aos casais que evitem, tá? Porque inclusive isso inviabiliza, por exemplo, uma composição amigável. você tá lá dentro da mesma casa, 24 horas com a pessoa, inviabiliza às vezes até uma um diálogo melhor para negociar um acordo.
Agora, e esse caso chama a atenção pelo seguinte. Primeiro, eh, a fala dele e para as autoridades no boletim de ocorrência, ele tem uma fala bastante eh é um perfil, vamos dizer assim, egocêntrico, um perfil de que ele que fazia tudo pela pelo casamento, ele que fazia tudo pela pelo relacionamento, ele que era o provedor, eh, ele que trabalhava fazer hora extra coisas a mais para sustentar a filha dela. Tipo, ele não tinha enada, por exemplo, como como filha dele.
A fala dele é uma fala bastante eh egocêntrica e narcisista, no meu ponto de vista. Claro, é é só uma fala, isso não é uma perícia psicológica, mas a gente extrai aí um ponto de vista bastante eh egoístico. E ele eh sempre desqualificando a Gisele, sempre há desqualificando, desqualificando a história dela.
Ela provém de família humilde, né? ela ganha menos do que eu. Ah, ela tem uma outra filha, o ex-marido dela é um é um, enfim, falava que ele era um adicto, é um viciado, um alcoolista, enfim, né?
Então, tudo dela é desqualificado, né? O relacionamento anterior dela é desqualificado. A filha dela não é vista, não é acolhida como, por exemplo, a prolle dele ou ele não tem e o afeto, parece que não há nenhum vínculo.
Eh, e por outro lado, ela e ele que fazia tudo, né? Eh, e aí ele sempre fala, ele ele ele não fala que ele, por exemplo, tava há meses dormindo em quartos separados. Ele não fala de como, quais eram os motivos das desavenças do casal e que teriam levado a decisão da separação, mas ele fala que naquele dia ele amanheceu decidido a se separar.
Muito bem. Eh, mas há uma reviravolta com que traz elementos bastante importantes do ponto de vista aqui nosso da da do cível e da violência eh de gênero, que é o depoimento da mãe dela. O depoimento da mãe dela traz um histórico do casal eh em que ele é controlador, em que a mãe diz que eh ele limitava a liberdade dela, por exemplo, sobre o próprio corpo.
Ele não permitia que ela usasse batom, ele não permitia que ela usasse salto alto, ele era extremamente ciumento. Isso a mãe dela contando, né? Sendo que no depoimento dele na ele diz que ela que era ciumenta, ela que era possessiva, ela que era neurótica, culpa.
Isso é uma como se fosse uma projeção, etc. , né? Mas aí a mãe, que é uma pessoa de fora, tá?
eh vem relatar essa autoridade policial de que o casal tinha eh bastante problema e que a a filha eh estava tentando sair desse relacionamento, tentando se separar dele eh por conta dessas limitações de liberdade, tá? Eh a eu traduzo como limitação à autonomia, limitação à liberdade dela, né? A minha leitura.
Por quê? Porque esse é o tipo penal da Lei Maria da Penha, lá, o o inciso do artigo séo que trata da definição de violência psicológica. Então, o caso da Gisele eh eh uma coisa interessante que a mãe também colocou foi que Gisele já tinha pedido a separação, tá?
Eh, só que ele tinha enviado para ela uma foto em que ele estava com uma arma dando a entender que ele iria se suicidar por conta do pedido da separação. Separação. Exatamente.
Violência psicológica, limitação da autonomia e da liberdade dela, né? Eh, eh, mediante manipulações. Então, ele me parece bastante manipulador.
É, é um perfil recorrente que a gente vê em situações similares, né? Por que que a gente eh eh trata aí a o combate à violência de gênero eh como com medidas protetivas? Porque a gente tem que proteger a vítima da escalada, da piora da violência.
Esse perfil de não digo de marido, mas também tem mulheres assim, né? Esse perfil de pessoa eh costuma ser bastante sofisticado. Eles são extremamente inteligentes.
Olha só. É, eles são extremamente Há artigos inclusive da psiquiatria e e da psicologia. eh, que definem esse perfil como de pessoa extremamente forte e inteligente e a vítima também um perfil psicológico extremamente forte e inteligente, porque só fica nessa teia de aranha por anos e anos a fio a vítima que tem condições de suportar essa violência, essa manipulação, essa violência psicológica, essa limitação de autonomia, de liberdade.
Por quê? Porque crê em algo maior, crê no amor, crê na família, instituições, isso, instituições outras, mas porque a pessoa é forte, ela fica ali tentando fazer o relacionamento dar certo e não enxerga, não enxerga eh que está passando por uma violência tipificada na Lei Maria da Penha. É uma questão cultural.
Nós mulheres e também os homens, porque eu tenho caso também que é mulher que faz isso, né? Ao contrário, né? É, tem o caso ao contrário e as mulheres também não são fáceis.
E tem dois casos de mulheres lá que são extremamente graves, tá? E mas a maior parte, estatisticamente falando, é é de homens, homens contra mulheres, tá? Eh, infelizmente assim, a mulher, a Gisele, não sei, né?
a gente tá tomando contato agora com com a vida da Gisele e com eventualmente, por exemplo, vamos procurar se ela registrou algum BO no passado de violência de gênero por conta desse marido. Eh, as nós mulheres não levantamos da cadeira para fazer um boletim de ocorrência porque sofremos violência psicológica, sendo que inciso um é violência contra a mulher, inciso um, violência física, é violência contra a mulher, inciso dois, violência psicológica. Então assim, a lei ela traz até até eu tomei a liberdade até de trazer um o texto da lei, porque acho que vale a pena sempre recordar e sempre conscientizar todo mundo, porque as próprias mulheres não sabem que isso tá na Lei Mara da Penha como ser definido como crime, né?
Então, acha que é só uma questão de relacionamento, acha que é uma questão do do gênio, da pessoa, acha que ah é é tratamento psicológico. Não, isso é crime. As mulheres não têm consciência, a sociedade não tem consciência que isso é crime.
Então, o o abusador continua fazendo, o abusador emocional, né, o agressor psicológico continua fazendo, impune e a vítima continua sofrendo às vezes sem identificar que é crime. E o próprio sistema de combate à violência doméstica, vamos falar aí do Estado, também despreparado para lidar com uma situação que não tem uma evidência física, que não sai sangue, como eu sempre falo pra Carla, não sai sangue, que eu sofri psicológica. Como é que eu provo isso?
O problema é que pra gente depois, claro, tem prova testemunhal, por exemplo, o relato da mãe, o pai na semana anterior foi chamado pela Gisele, que ela falava: "Não aguento mais isso daqui, vem aqui me buscar na sexta-feira anterior ao crime", tá? Que curiosamente crime ou enfim ou óbito, né? a a ao evento, a tragédia.
Eh, curiosamente aconteceu no dia que a entiada não tava em casa, no dia que a entiada foi eh em convívio com o pai dela. Então, curiosamente a criança de 7 anos não estava em casa. Então, assim, umas coincidências muito esquisitas, né?
Eh, mas voltando, olha, violência psicológica é são formas de violência doméstica e familiar. Inciso dois, violência psicológica entendida como qualquer conduta é um tipo aberto que lhe cause dano emocional, diminuição de autoestima, prejudica o perturbe pleno desenvolvimento da pessoa ou que vise degradar ou controlar as suas ações. Ou seja, homem controlador é crime.
Ó, controlar suas ações, comportamentos, crenças, decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância, perseguição comumaz, insulto, chantagem, violação de intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir, ou qualquer outro ato ou meio que cause a saúde psicológica e a autodeterminação da vítima. Ou seja, eh, a partir do momento que o sujeito não permite que ela, eh, por exemplo, exemplificativamente use um batom, use um salto alto, que a mulher seja mulher, isso, um perfume, que a mulher seja mulher, né? Eh, não permite, provavelmente que ela, por exemplo, trabalhe em horários com maior liberdade.
Não podia usar roupas de academia, não podia fora do da companhia dele. Então, ela, imagina uma polícia militar que precisa fazer treinamento. Isso com primo.
É, o primo dela numa conversa de WhatsApp, ele entrava, ele fazia uma hipervigilância das redes sociais dela, ainda dizia: "Olha, quem tá aqui é o marido dela, eu que estou olhando. " Sim. E entende?
É aquele abuso é quase paranoico, né? Porque é um indivíduo que ele espera ser traído a cada minuto. Não é só isso.
Não é que ele espera ser traído, ele quer exercer o controle sobre a outra. Não é que ela vai traí-lo ou não. Então, mas esse é o perfil do do narcisista.
Arrtis perverso. Por que que a perversão na psicologia quer dizer o quê? Eh, imputar a culpa ao outro.
Ele é perfeito e a culpa é do outro. projeta sempre. Isso.
Perversão é da inversão da realidade. Exatamente. E ela é sente prazer com isso, né?
Isso. E a questão não é nem a traição, é o prazer, o regozijo de exercer o controle sobre o outro de várias maneiras. E aí ele usa o contexto do ciúme, usa o mote do ciúme ou o mote de uma possível infidelidade.
E aí vem a violência moral, que é o inciso, se não me engano, cinco ou seis da lei do artigo 7º lei Lei Maria da Penha, que é eh você é infiel. Você me traiu. Você falar pros parentes, pros amigos, pro meio que ela vi, você é uma vagabunda.
Você e eh tá se exibindo, usando essa roupa aí para pr pro fulano da academia. Isso é violência moral. Outra forma de violência contra a mulher tipificada no mesmo artigo séo da lesão corporal da violência física.
Então assim, eh, a violência que sai sangue tá aí há 20 anos a lei. Maravilha. É óbvio, todo mundo vê.
Eh, agora você passar por anos a fio disso e a vítima, como eu expliquei, há estudos científicos que sim mostram que as vítimas elas sofrem isso por três, 4, 5, 10 anos, às vezes uma vida inteira, sem identificar que aquilo é violência. E a vítima fica tentando sair dessa teia de aranha, tentando pedir o divórcio. Veja que essas essas tragédias entre marido e mulher, elas acontecem a maior parte quando o casal tá no conflito tentando sair e dissolver aquela união, aquele matrimônio, sair daquele casamento.
E quando um deles, é, tem esse perfil controlador, esse perfil e de abuso psicológico, abusador psicológico, a gente vê que acontecem essas tragédias, né? Por que que teve que tipificar aí? Tô falando, enfim, já de uma área que não é a minha, mas eh me soua até absurdo a gente ter que escrever o pleonasmo do pleonasmo, né?
Então assim, já é proibido, obviamente é crime matar alguém, né? Aí a gente tem que aumentar a pena em razão de ser mulher. Então temos que fazer o pleonasmo pra sociedade entender que e em razão da da condição de gênero, não pode matar.
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