A campanha de Flávio Bolsonaro decidiu dobrar a aposta e testar mais uma vez a capacidade do TSE de julgar as informações que ela, de novo, a campanha de Flávio Bolsonaro lhe repassa. No dia 8, no último dia 8 de outubro, a campanha de Flávio Bolsonaro entrou com uma ação na qual anunciava o monitoramento de milhares de perfis no Instagram e de colabs. O que é isso?
associações que permitem que dois perfis divulguem, compartilhem a divulgação de um mesmo material. Esse levantamento soma 197 páginas à ação e pede o bloqueio até o final do segundo turno de redes sociais, de entidades da sociedade civil, de artistas, de eh movimentos progressistas e até de políticos. E, infelizmente mesmo, e por obra da própria família, o nome dos Bolsonaros está intrinsecamente ligado a uma cultura de no mínimo passar panismo com ditadura militar, no mínimo, né?
Se a gente não quiser observar que o pai tá preso exatamente por tentativa de golpe de estado. Mari, por favor, o PDF aqui na tela, porque a gente vai agora entrar no no na leitura do documento. Por que que vai, né, para o corregedor por conta do tipo de peça que foi impetrado?
É uma ação de investigação judicial eleitoral. Vocês vão ver aqui em cima que ela tem 197 páginas, tá? É da campanha de Flávio Bolsonaro e alega uso indevido dos meios de comunicação social.
Vamos descer, Mari. Hoje a gente vai bem acelerado. Pode descer?
Não, vamos descer junto aqui comigo. Obrigada. Preciso explicar aqui.
Pode subir que eu quero isso aqui no meio da tela. Obrigada. A rede de colabs, 1525 perfis do Instagram ligados por 5.
882 coautorias e organizados em 16 grupos que em três dias publicaram 2856 conteúdos em favor da reeleição do presidente da República. 74% deles assinados em conjunto para somar audiências. Até aqui Ines é morta.
núcleo de desinformação. Aí eles começam a tratar como desinformação. 218 publicações falsas ou descontextualizadas, perfis produtores, 260 signatários, 11 milhões de visualizações em 62 horas.
A chave para o incômodo me parece tá nisso, porque a o campo que tá apoiando nesse momento, no segundo, não dá nem para chamar de campo de esquerda, gente, porque você tem o autor do pedido de impeachment da Dilma, que levou a presidente de ocasião para o cadafalo, dizendo que fazendo em tese propaganda pro Lula, pedindo voto no Lula e isso tá sendo utilizado nessa rede aqui. Então, eu posso chamar isso de campo de esquerda? Não posso porque trata-se de algo que ficou maior do que isso.
Talvez a matriz do incômodo esteja aí. Então, golpe, fim das eleições, fraude nas urnas, PEF, já tem provas, aposentadoria congelada, 16 horas por dia, vice-estuprador. Lula pediu que sigam.
Isso aqui seriam as coisas que, né, eh, estão abarcadas na rede de desinformação. Me considero uma ironia do destino, que isso aqui agora esteja incomodando a campanha de Me considero uma ironia do destino. A gente vai ver por quê.
Bom, vamos pra próxima página, Mário, que a gente marcou, porque a gente vai começar a mergulhar. Como eu disse, são 192, 197 páginas, né? Segura aqui.
Ele está dizendo que tem descontextualização, né, por perfis diferentes, assinados, etc. e tal. A mecânica se repete e esta peça a demonstra caso.
Então, vamos começar a entender. A noite de 6 de outubro, o investigante disse num comício em Goiânia, peço a atenção de vocês a cada palavra escrita para a justiça eleitoral. Na noite de 6 de outubro, diz a campanha de Flávio Bolsonaro, o investigante disse num comício em Goiânia, o investigante é Flávio, que pretende usar a maioria no Congresso para aprovar emendas à constituição.
Vamos chamar o VAR. O que que o Flávio falou nesse comício? A gente vai montar o melhor time de ministro da história desse país.
O Brasil já me deu, o Brasil já me deu caiado um congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, pra gente mudar a Constituição, pra gente redemocratizar esse país, pras instituições voltarem a respeitar a Constituição, porque a gente que é democrata e cada dia que passa o brasileiro enxerga melhor que o que tá entre o que nós temos hoje e o Brasil virou uma barbárie, chama-se Flávio Bolsonaro na presidência da República. Eu sou impecílio hoje para esse país não virar uma Venezuela.
Eu sou impecílio hoje. Vou chamar a sua atenção de novo, que o pretende usar a maioria no Congresso para aprovar emendas à Constituição. Eu vou repetir e pedir pra Mariana deixar meu áudio aberto pra gente voltar na hora que eu chamar.
Ele não usa a palavra emendas. Ele não usa. Ele diz que vai mudar a Constituição para redemocratizar o Brasil.
Repito, VAR. Veja, a gente vai montar o melhor time de ministro da história desse país. O Brasil já me deu, o Brasil já me deu, caiado um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje.
Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, pra gente mudar a Constituição, pra gente redemocratizar esse país. Tá aí a fala de Flávio Bolsonaro, pedido. O que eles afirmam, portanto, é, não é o que disse o candidato.
E aí vem às 19:24, um perfil recortou o vídeo e escreveu que ele estava dizendo que vai dar um golpe no país. A publicação saiu assinada por seis perfis e acompanh alcançou 1,8 milhão de visualizações. 9 minutos depois, publicou a mesma legenda.
Até amanhã seguinte, foram 39 publicações assinadas por 99 94 perfis diferentes que haviam transformado a fala em golpe, ditadura, aniquilação, bá, bá, bá, eh, perfis com 5. 8. Não se afirma que os perfis de apoiadores integram formalmente a campanha dos investigados.
Ah, tá. Porque essa ação aqui que pede a derrubada desses dessas centenas de perfis não é contra os perfis, é contra o Lula e o Alkmin. Não se afirma que os perfis integram formalmente a campanha, mas que e há uma vinculação.
Vamos descer mais um pouquinho, por favor. Eles têm uma segunda página aqui. Eles já estão dizendo, né, que os perfis se apresentam como perfil oficial da campanha, mas que não tá vinculado.
Antes da gente seguir, eh, eu quero que vocês entendam, né, se houve um debate a respeito da natureza da fala de Flávio Bolsonaro, ela não aconteceu só nas redes. A gente separou o editorial da Folha de São Paulo do dia seguinte, dia 7, para exibir para vocês aqui no Pulso Político, porque este foi um debate sobre o que é que estava querendo dizer o candidato que fala: "Eu tenho Senado, eu tenho maioria na Câmara, faço o presidente do Senado, faço o presidente da Câmara para redemocratizar o Brasil". Esse debate foi feito aqui com estes que vos falam.
O que ele queria dizer com isso? Porque o Brasil vive num estado democrático de direito. Essa é a pergunta que a Folha de São Paulo fez em editorial no dia 7.
Redemocratizar o que? Flávio Bolsonaro. Favorito na eleição, precisa apresentar planos.
Fala sobre emendas à Constituição para restabelecer democracia. Não passam de exagero descabido para mudar o que deveriam mirar para mudanças que deveriam mirar reforma do STF. Exagero descabido.
A discussão sobre a fala não teor golpista, ela aconteceu na imprensa e também nas redes. Isso é desinformação ou é tutela de debate público? Eu deixo a pergunta sobre o primeiro tópico com o João Paulo Charlot.
Olha, eu considero um fato fundamental nesse debate o fato de que esse é um setor político que efetivamente se envolveu numa tentativa de golpe de estado. Se você parte desse fato concreto aferido pela justiça, inclusive com condenação dos envolvidos que estão cumprindo pena, não é exagero, nem distorção, nem fake news levantar suspeita sobre o compromisso com a democracia do filho do Jair Bolsonaro que tá concorrendo à presidência. Essa pergunta deve ser feita para ele, inclusive tem sido feito poucas vezes de forma pouco incisiva e não tem sido debatida simplesmente porque ele não participou do debate.
Portanto, é natural que exista na sociedade um temor em relação ao compromisso que ele tem ou não tem com a democracia. E é preciso lembrar que o pai dele quando governou dizia que agiria dentro das quatro linhas da Constituição e ainda assim tramou nos bastidores um golpe de estado, segundo o relato dos oficiais militares escolhidos por ele mesmo para fazer parte do governo. Portanto, não é uma história sobre a qual pai de dúvida, a não ser que você parta de um ponto de de saída muito desconectado da realidade.
Então, não deveria ser crime nem motivo de censura o fato de que contas da internet levantem a suspeita, o temor de que a candidatura do Flávio não esteja rompendo de fato com a tradição inaugurada pelo pai dele. Portanto, é natural a pergunta, é natural que o debate aconteça. Eu não penso que seja um assunto paraa justiça tutelar esse tipo de conversa.
Eu acho que, na verdade, ela deveria ocorrer mais e que o candidato deveria ser mais instigado a se posicionar em relação a isso, inclusive porque a principal prioridade da vida dele é libertar as pessoas envolvidas no golpe. Se isso não for esclarecido durante a campanha, tomara que apareça no debate agora de domingo. A sociedade vai ficar com essas suspeitas atrás da orelha até o dia dele tomar posse se eventualmente for eleito.
Tem uma questão aí que você coloca que para mim é imprescindível, né? Há um histórico de defesa, não só da ditadura militar, como agente de ditadura militar na família. Este histórico é público e incontestável, inclusive com o pai, voltando ao impeachment de Dilma, já que citei o autor do pedido, que agora, né, então não dá nem para classificar como movimento de uma bolha e talvez isso seja o que preocupa, eh, o Miguel Reale Júnior no dia da votação em que Bolsonaro dedica seu voto pela cassação de Dilma ao coronel Carlos Alberto, brilhante ustra, o terror de Dilma Russef, torturador e estuprador da ditadura militar, condenado condenado pela justiça bras brasileiro.
Então eu vou ouvir o Alexandre, em seguida a gente passa a examinar o material feito pela defesa do Flávio Bolsonaro, uma das advogadas mais respeitadas do país, a Maria Cláudia Buquaneri, faz um grande arrazoado, mas deixa bastante espaço paraa crítica e foi o que aconteceu. Mundo, boa tarde, Dani. Eh, olha, realmente a gente, eu divido com vocês a preocupação em relação à liberdade de expressão.
A gente precisa realmente estar muito atento e defendendo. É, ia ser até curioso a gente pegar a máquina do tempo e voltar a 2022, que essa também foi uma discussão muito quente em 2022. Eh, e a gente vê reflexos disso com o tamanho da microgestão e e do poder que o TSE teve naquela época e tem agora sobre os discursos, sobre tudo que tá sendo dito em campanhas.
Então, eh eh no no meu caso específico, eu tenho pros meus, vamos chamar 17 leitores, tem uma história que ele sabe quanto que eu já reclamei dessa microgestão, dessa mão pesada do estado no discurso. Então, criticar os dois, critico hoje e nós precisamos, claro, ficar muito atentos, mas também ver conforme as regras do jogo, aonde tem crime, onde não tem, porque nem em lugar nenhum, nos Estados Unidos, em lugar nenhum, a liberdade de expressão é ilimitada. Quando o bolsonarismo lá em 2022 eh chamou de liberdade de expressão, ataques e calúnias e que são coisas que são claramente dentro do crimes contra a honra, naquela época eu também fui muito crítico ao bolsonarismo, eles estavam errados.
Então, eh eh agora precisamos ver caso a caso, por exemplo, você tem um canal com 3 milhões de seguidores, eh, claramente ligado à campanha, ele ele fica fora ou não eh eh da supervisão do do TSE? Tá dentro ou não tá dentro das regras? Tá, né?
Agora ele se inscreveu, ele vai passar pelo mesmo escrutínio que outros canais oficiais t. Eu acho que a coisa pelo menos fica um pouco mais monitorada para pelo menos dentro do que tá todo mundo preocupado, vocês estão, eu tô para ter paridade de armas de todos os lados, mas vamos todos lutar pela liberdade, porque qualquer cerceamento de liberdade, tanto lá em 2022 como agora, é é totalmente condenado. Eh, paridade de armas, acho que é uma expressão um pouco arriscada de usar aqui, porque, por exemplo, né, a tropa do PL, eh, eu não sei exatamente por quem foi organizada, mas a gente sabe que o Nicolas tem o seu canal no zap, a gente sabe que o Ger tem seu canal no Zap, nenhum desses está vinculado à campanha do Flávio Bolsonaro, embora estejam trabalhando ativamente.
Paridade de armas, eu não sei, porque ali era de um deputado federal. Inclusive, isso ontem foi explorado bastante. Eu vou avançar aqui porque tenho muita informação sobre como foi a reunião, né?
Zoedadinho falou: "Eu não quero ser presidente do PT, eu não sou responsável pela campanha do Janoni". Sabe por quê? Porque eu vou estourar a conta do partido de pagar multa.
Eu não, ele não passa por mim, não passa pela coordenação da campanha. O que ele faz, o que ele deixa de fazer, o grupo existe desde abril. A gente se inscreveu porque o senhor mandou, ele disse pro Nunes Marques, mas nunca foi do ecossistema da campanha porque eu não sei o que se passa lá dentro.
Eu posso provar que eu não sei. E agora o que a gente vai fazer, né? Então, todo deputado que tem o seu canal do outro lado vai ser obrigado a se inscrever também.
E aí, o que que ficou implícito nisso? Só pegando o gancho da do argumento do Alexandre, tá? Que o PT tem pronto uma peça pedindo então isonomia de decisão.
Então se todos os canais de apoiadores precisam estar vinculados inclusive para que a campanha responda, que o outro lado faça a mesma coisa. O Nunes Marques saiu da reunião dizendo tem entendido o tamanho do problema e prometendo reabilitar a página a partir das informações que recebeu do Janones. Ela continua fora do ar.
Vamos mergulhar na novidade que é essa ação ingressada pela campanha de Flávio Bolsonaro no último dia 8it. Ela veio à tona agora porque algumas das entidades civis listadas começaram a ser acionadas. Eu tava brincando aqui com o Charlot, podemos fechar, por favor?
Tava brincando aqui com o Charlot, que ontem a gente falou: "O que será se a campanha decidir, por exemplo, avançar para cima de entidades como 342 Artes. " E ela decidiu. Impressionante.