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JOVEM RICA X 20 MORADORES DE FAVELA I Talita Galhardo No Gida Labs

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019,270 Palabras96m readGrade 7
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[ __ ] você lava tua boca para falar de mim. Puro respeito. Tu é pilantra da pior espera. Você não vai resumir uma pessoa a substância que ela usa. Ela é uma pessoa viciada. Entorp tua boca. Tá pensando que eu tenho medo de você? Tá piscando o olho. Por quê? O primeiro contato com as drogas veio de dentro de família. É meu pai acabou se perdendo por causa de drogas. Eduardo Pa que é o cara mais vagabundo que eu já vi na vida, te mandou embora, cara. Não, não, não, não, não me mandou embora não.
Eu pedi demissão. Você sabe a diferença? Não, não, não, não, não vou admitir isso aqui. Não sei. Tô olhando teus cinco relógios. Eu não souô. [música] É o quê? Fuso horário. É porque maceira é muito lento. Não é não. Você sabe cara meão. Vai, vai professor, vai. Ah, então tu cheira para ficar mais rápido. Corte rápido. Que loucura. Todo mundo aqui terminou o estudo. [música] Você não estudou. Vem cá. Você fala assim com a sua mãe, padre, pastor, pr mim é todo mundo safado. Você fou maconha? Não, tu tá querendo fugir do bagulho, tu. O
maluco tava te quebrando no argumento. Não, não. Agora você agora. Meu nome é Talita Galhardo, sou vereadora da cidade do Rio de Janeiro e hoje vou debater com crias da comunidade. E o primeiro, a primeira afirmativa é que MC que canta apologia é criminoso. Quem discorda senta na mesa. Boa noite, primeiramente. Boa noite. Qual teu nome mesmo, amigo? Talita. Talita. Pô, sou MC, tipo assim, mas você nem pesquisou para me vai discordar de mim? Não vou discordar porque, tipo, eu sou músico, então só pelo pouco que eu já conheci já, pela expressão que tu teve.
Opa, desculpa. Que expressão? essa expressão de que MC que canta tipo apologia, hum, eu acho que ele canta só o que ele vê sim dentro da comunidade. Então, tipo, para quem tá de fora, às vezes não tem essa visão. Então, eu acho que muita das vezes ele não vai conhecer o que acontece realmente dentro da comunidade. Então, a forma de se expressar às vezes é uma forma que encontra dentro da favela para poder expressar às vezes as coisas que acontece lá dentro. Então, eu acho que, tipo assim, tem que saber diferenciar, entendeu? Mas você é
músico ou você, que tipo de música você canta? Eu sou MC, eu vem da comunidade, canta a realidade. Duas músicas. Eu canto a mesma coisa que que a televisão, a Rede Globo passa aqui para uma televisão, tipo, quer dar um exemplo de um verso teu? É, tem muitas. Eh, eu tenho uma que tipo fala inclusive sobre a liberdade assim do Uruan, que eu acho que eh pegou muito assim a galera por ser músico e tá passando por esse esse momento aí. Você gosta do Oruan? Gosto como músico, tipo assim, eu gosto porque eu não conheço
lá do pessoal da vida dele, igual todo mundo fala aí que um montão de coisa, mas eu acredito muito na música dele, do que ele passa ali pra gente ali, que ele é carente numa área e, tipo assim, ele canta só a realidade do que ele passa. Então ele canta a realidade, mas ele mora numa mansão hoje, né? Não vive na realidade mais. Graças a Deus, graças a Deus. Então, tipo assim, a música não é uma apologia. A música é uma forma que a gente encontra de trabalia. Apologia é tipificado no Código Penal, né? Você
fazer qualquer a a elogio, né? Publicamente. Sim. crime a qualquer coisa. Então, se você fala que nome de bandido em música, se você fala que as armas são bacanas, se você fala que nem MC Carol que bandido ela é atraída por bandido, isso aí é apologia. Quando vocês falam de radinho exaltando o que tem de errado, o que é crime, vocês sabem o que é crime, sabe? E aquela novela daquele cara, sei aquela novela daquele cara lá, tá gostosinho, brota, brota aquele cara negão da televisão na Globo. É apologia. As televisão faça essas coisas, faça
essas coisas. Apologia é crime com certeza. Então, mas mas passa então é a mesma forma que a gente se encontra, a gente é só um espelho. Pessoal que vem de baixo, a gente é um espelho da das coisas maiores que vem. Então, tipo assim, a gente não tem às vezes um alcance para ir lá, a gente se expressa da forma que a gente acha ali dentro da música e acha uma forma de emprego até. Você não falou o verso da tua música nenhum. É porque tipo assim, a minha mãe, você não lembra de letra de
música tu? Lembro muito. Eu tenho a minha que é do sinal, tipo assim, que é do sinal que eu vim do sinal que é tipo, mano, essa mina é especial, me tirou da boca do sinal, tá ligado? fecha 10 a 10, tá comigo 100% ela. Então, tipo assim, essa música ela é referente à minha história. Você saiu da boca? É isso. Sair que eu digo é porque tá perto da minha vivência que hoje em dia, tipo assim, querendo ou não foi para esse lado devido a o local ser isso, eu saí porque eu consegui desviar
disso tudo. Eu fui por sinal trabalhar na rua, fiquei na rua um tempo maneiro da minha vida e ali eu ganhei experiência, consegui estar aqui hoje, consegui hoje em dia ter eh boa noite. Boa noite. Prazer. Sou da É, então eu sou MC. Você falou que para um MC, exemplo, quando, exemplo, vou te queria muito entender, você falou que o MC quando ele canta fala dos radinhos, fala da arma, fala sobre o tráfico, não pode ser também ele querendo alertar também com o pessoal? Se alertar, eu acho maravilhoso se você fizer uma música que vai
alertar a população. Então, o MC o o MC Jong, exemplo, ele faz muita música falando do como é que é a comunidade, como é que a gente sofre e muitas pessoas, muitos políticos, como vocês, ah, julgam ele, falam mal dele, botam ele lá para baixo, pego muitos MCs, como falam que moram na favela ainda, como o MD, MDCF que ajuda a comunidade. Não é porque tem MC que vão falar de tráfego que necessariamente isso é ruim. Eles também falam sobre essa música porque é o que vende. Afirmativa. É MC que faz apologia é criminoso. Só
que não são criminosos, cara. Ué, quem faz apologia o crime é o quê? Não, cara. Não necessariamente. Ué, você exalta o crime é tipificado no código. Isso dá prisão. Boa noite. Tá legal. Boa noite. Vamos lá. Eh, diferente dos meus companheiros aqui, eh, eu não sou da área da música, não sou MC, não sou cantora, mas sou uma crias dentro da comunidade e conheço, sou da Vila Kennedy lá em Banguad e conheço diversos da minha área que inclusive saíram realmente de situações do tráfico ali pela via da cultura. Então, o que mais e como uma
estudante de direito consigo entender o que tá lá no Código Penal sobre a apologia, mas acho que quando a gente e aí aproveitando por estar aqui com uma vereadora, acho que o nosso debate precisa ser muito mais profundo. Se a gente quer falar sobre apologia, a gente Precisa entender que a gente também faz apologia lá no sertanejo sobre diversas músicas alcoólicas e inclusive são pagos o show deles com dinheiro público. Então, quando a gente fala desse recorde dentro do funk, a gente também tá falando de um recorde de gênero, de raça, de território, que muitas
vezes num olhar histórico é criminalizado. Então, é muito fácil a gente chegar e tentar colocar sobre o funk eh o peso da apologia, que de fato eu concordo com você que em algumas são sim, mas muitas é sim o retrato daquela pessoa que tá ali dentro, daquela pessoa que saiu do tráfego, daquela pessoa que amanhecia com uma boca de fumo na sua porta, mas a partir da sua cultura, a partir na verdade não da sua cultura, mas a partir da entrada da cultura e de políticas públicas que incentivam a cultura dentro dos territórios de favela,
a gente tem o funk como uma porta de entrada literalmente de um mundo se mudar para muitos jovens. Se a gente fala do Brasil, que hoje vive uma marca enorme desses jovens em idade aptacado de trabalho que não dá vazão, a cultura é uma fonte de gerar renda. E o funk ele tem um recorte específico sobre esses jovens que estão dentro da favela. Então é muito difícil eu olhar para um jovem que nasceu lá comigo na VK e falar, sei lá, que ele vai fazer uma música clássica. A gente tem um recorte, tem uma galera
que pode gostar e ótimo, porque a favela ela é isso, ela é multifaceta até mesmo na cultura, mas não dá pra gente criminalizar logo o gênero musical que saiu da favela, que saiu de um recorde de jovens específicos. Camila Pessanha. Camila, olha só, você estudante de direito, cria de favela. E estudante de direito, a afirmação é o Cara que faz apologia ao crime, seja ele quem for do funk ou do sertanejo, ele é criminoso. Eu não falei do funk ser criminoso. Apologia do MC. O MC ele tá ligado a func não. Olha só, MC que
faz apologia é criminoso. Essa é a afirmação. Eu gosto muito de funk do ritmo, adorava MC Marcinho, tal. Mas assim, você tá estudando direito. Você tem que saber que o Código Penal não é uma coisa que você fica interpretando ali. Ou você faz apologia ou não faz apologia. Quem faz apologia, seja no sertanejo, seja no funk, tá cometendo crime. Então assim, não é muito discutível isso. O funk é cultura. Eu concordo com você. Operação que a política faz sobre a criminalização do funk. Que política que faz criminalização do funk? Eu entrei com projeto, não historicamente
eu eu sei da minha história. Eu tenho meu primeiro minha primeira legislatura. Eu entrei com projeto de lei. Vê se você concorda. Depois eu falo pro seu vai a menor da Pavuna Paran Dutra. Faz se assustou quando vive na rua. Cana pulou para dentro da viatura quase que toma um tiro na bunda. Eu não sou bandido. Pegou a visão? Eu sou artista. Eu canto. Eu tô aqui no meio do programa. Mas eu gosto de falar sobre isso porque querendo uma realidade de vários cri meu. Não é porque eu tô cantando um bagulho que eu sou
aquilo. Eu posso estar relatando a realidade daquilo que eu tô vendo e não por isso eu escolhi viver aqui. Relatar realidade ou ser a favor do crime? Não é sobre ser a favor do crime. Quando você canta hino de facção criminosa é o qu Agora a gente a gente tem facção a gente tem. Eu não canto hino de facção criminosa. Cantar música de alí quando você fala também contra a polícia o qu Então que eu tô querendo, man. Tem m de polícia safado também. Óbvio. Da mesma forma que tem polícia todo safado ali da mesma
proporção igual você no nível da safadeza, entendeu? Eu não faço safadeza. Sou de alguma coisa minha já para tu acabou de falar que gosta de funk. Tu falou que nós safado. Então aí dentro de casa tu fica lá. Vem cá tu fumou maconha antes de entrar aqui. Aí tu deve tá doidão, né? Você tava fumando. Você tava fumando maconha mesmo. Era melhor tu ter ficado. Você estuda que eu já terminei. Eu me formei no Júlia com bichque, ensino normalista. E aí, faz o que hoje? Hoje em dia eu sou artista, eu ganho vivo da minha
arte ainda. Artista. O quê? Funk. Não, funk rap. Fala merdinha na internet. Ah, é? Essa é tua. Teu sonho é ser o quê? É, meu sonho é ser o que eu quiser. Eu posso ser qualquer coisa. Dois. Oruan. Tem sonho. Não tem sonho. Oruan. [risadas] Famoso. Tá ligado? Tipo assim, não tem esse bagulho. Pegou a visão. Eu acho que você Ah, então você acha que educação não tem não? Acho que não é sobre educação, tá ligado? Já é ruim, né? Por ali só para mim não passar. É ruim. Boa noite, Múcia. Boa noite. Qual seu
nome mesmo? Talita. E o restante é qual? Galhardo. Quê? Talita Galhardo. Garra galho. [risadas] Brincadeira. Não, mas tipo assim, que que qual é a tua afirmativa? MC que faz apologia é criminoso. É criminoso, sim. Ah, bora supor, você tem um filho. Ah, minha mãe, ela lava dinheiro e eu tô dentro do meu condomínio. Papo reto, tá ligado? Parceiro. Ah, classe alta análise é o domínio. Ah, isso daí não é apologia. Isso não é apologia. Não, eu não consegui entender o que você cantou, cara. Isso é Quem tá cantando essa quem canta essa música? Não, eu
tô aqui explicando mais ou menos a situação que acontece. Quando é um menino de comunidade cantando uma música de uma certa forma, é feio. Aí quando é um playboy, para ser direto ao caso, tipo assim, que tem vários, tem vários que quer playby, tá ligado? assim, os outros criminaliza, tá ligado? Vamos agora bora outra Bolsonaro, ele ele canta. Pera aí, para de atrapalhar. Vai, se concentra, se concentra, se concentra. Tu tava fumando maconha agora? Não, tu tava fumando maconha agora? Assunto é esse. Vamos a assunto. Tu tava fumando maconha? Porque tu tá com olho, tu
não tá raciocinando, cara. Pelo jeito que eu sou. Não, teu olho. Eu vi que vocês estavam fumando uma coha diferente. Ou seja, se você sabe porque tá me perguntando. Ué, então afirma aí. Acha bonito isso? Tu acha bonito isso? Eu não tenho que provar senorita. Eu tenho. Honro muito ela. Honra ela fumando maconha, fazendo meu trabalho. Você trabalho que é teu trabalho. Vamos direto assunto. Você acha trabalho qual é? Eu sou camelô. Sou correria. É mesmo? Correria. Vende o quê? Correria. Eu vedo do mercadoria na pista. Agora pergunta aqui para duvidar. Eu terminei o estudo.
Agora a dúvida aqui terminar fazer a pergunta aqui. Pera aí. Para que você o cabelinho na tua visão, ele é bandido, cara? Eu não acompanho as letras dele. Não acompanha. Ele faz apologia ao crime. Ele fala que é legal. Hoje em dia ele tá Não caguei. Se ele tá na Globo. Não gosta da Globo não. É Record. Record. Boa noite. Eh, prazer. Eu me chamo Daniel Corbo, conhecido como Osazuma. Sou um poeta, pedagogo e produtor cultural. Trabalho com a parte educacional e sou produtor cultural num projeto social lá na SEMADes. Eh, aonde fica? Em Vicente
Carvalho, em frente ao Shopping Carioca. Te convido a conhecer. Muito legal, biblioteca, muito maneira. Legal. Gosto desse tipo de trabalho. Obrigado. Além disso, eu também trabalho como arte de rua, levando poesia aos espaços, porque eu acredito que é uma forma de fazer apologia mesmo. Quando eu escuto que a gente faz apologia ao crime, quando a gente tá relatando o que a gente vê, o que a gente reconhece como ser o comum, eu fico sem entender por quê. Porque eu conheço vários outros escritores, como eu falei sobre ser um artista, eu faço parte do movimento de
Islã e ganhei alguns movimentos e fui algumas movimentos literários. Desculpa, eu tava um pouco ansioso, acabei de chegar também. Nada, nada, tranquilo. E quando eu escuto que a gente tá fazendo apologia de forma ruim, quando a gente tá relatando, para mim não faz sentido. Você poderia me explicar um pouco por que você acha que é errado? Então, você é formado na faculdade, certo? Então, eh, a gente tem tipificado no Código Penal o artigo 287, para falar aqui para pra nossa futura advogada, a gente tem enaltecer o crime organizado. É crime. Então, assim, se você relatar
é uma coisa, são verbos diferentes, né? Relatar é uma coisa, enaltecer é outra. Quando a mulher fala MC lá, não sei que lá das quantas, "Eu gosto de cara com fuzil e de radinho, ela tá falando que eu gosto de bandido, correto? Ela tá falando, tá relatando policial da favela. Ué, o que garante que não é um policial? Bom, aí ela personagem tá escrito. Calma aí, rapidinho, rapidinho. O personagem não tá escrito não. Mas no nessa letra ela fala de bandido. É a MC Carol. Você conhece? Conheço. Outro dia eu postei. Então a letra dela
é: "Eu sou Carol Bandida". Então, quando eu vejo alguém dentro do Senado, quando eu vejo alguém dentro do Senado falando sobre crimes que hoje em dia a gente já entende como crime, tipo também eh misogenia, coisas assim que a gente tem dentro ainda das nossas casas, infelizmente, né? Quando eu vejo eles fazendo isso, não é apologia, é o crime também. Mas que tipo de de comentário você tá falando? Não, você falouonia, outras coisas assim. Então, mas que tipo de de fala um fato, o que que aconteceu quando você vê? Qual o fato que aconteceu? Pô,
eu vejo muito fatos assim como se repetir. Você acompanha o Senado? Hoje em dia eu não tenho muito feito isso, não. Acho que necess você acha que a política não tem que acompanhar? Você não tem que acompanhar, não. Claro que tem que acompanhar. Eu acho que só a política do forma como a gente tem visto dentro das TVs que não faz sent. Você lembra quem você votou na última eleição para deputado? Lembro. Em quem foi? Não quero formar não, porque até o voto é secreto, certo? Lembra mesmo? Lembro. Tem acompanhado ele? Tenho. Tem feito um
bom trabalho. Tu acredita? Tem mesmo. Mas é o quê? Se eu tô falando de estadual ou federal? Foi federal. Federal. É, ele é por qual município que ele falava mais? Eh, zona norte, Penha. Não, município, então Rio, né? Munípio Rio em geral. Ah, é? É, é morador de lá ele? Não, não era. Caramba. Tá fazendo um bom trabalho. Sim. Federal que ele você falou federal. Botou emenda no lugar? Não. Ah, acho que agora eu não vou saber te dizer. Se quiser eu posso lá. Então tu não acompanha ele, né, cara? Não é porque eu tava
meio despreparado. Você é? Vamos lá. Operações em comunidades são necessárias. Boa noite. Bom, eh, me responde, é, são necessárias essas operações que acontecem na favela? Com certeza. Quando tem algum mandado de prisão, alguma, né, busca, tem que entrar na favela, né? É necessário. É necessário. Sim. Eu fico fico meio que em dúvida em relação a essas operações, porque há pouco tempo aconteceu uma operação aí na Penha, mataram 120 bandidos, quatro polici Não, 117 bandidos. É na no E foram cinco policiais. Ah, só pesquisar. Cinco policiais. Ah, então cinco policiais. Foram 122 pessoas no total. Um
montão de arma, operação, 93 fuzis pro pro estado. Foi um sucesso. Só que se hoje a senhora for comigo lá na Penha, a boca vai est rolando do mesmo jeito. Muito sim. Olha só, eu concordo que tem que ter operação policial e ocupação territorial com serviços, com estado atuando, com obra. É isso. Lógico. Tem que, eu tô aqui para cobrar isso, cara. Eu cobro o tempo todo. Se você pesquisar um pouquinho sobre mim, você vai ver que eu cobro por onde não tem saneamento, onde não tem ligação de esgoto, onde não tem luz. Mesmo e
ao mesmo tempo bate de frente em relação à leian. Só porque o cara fala que vai morrer polícia, vai morrer bandido e o crime não vai acabar. Você acha que não tá contando a realidade que acontece morre polí dos policiais estão lá sofrendo e a boca de fuma tá rolando normalmente nada foi feito. Aí chega aqui com um discurso, olha só sabe por que Olha só, 117 vagabundos morreram bandido. Vai morrer polícia e o crime não vai acabar, pô. Jun é nós aí. [risadas] Boa tarde. Maneiro o cabelo. Obrigado. O seu achei normal. Ah, que
bom. Meu nome é Guilen. Sou artista de rua. Pô, tu falou aí que as operações na favela são muito necessárias. Essa do alemão, tu gostou não, pô? Eu vou propor. Ficou triste porque os caras morreram com fuzil na mão. Bandido. Vou propor aqui um questionamento mais racional. Tu já fez a tua afirmativa, vai fazer 1 perguntas. Ué, não posso. A gente tá aqui com o microfone ligado. Você pode falar o que você quiser. Vamos, vamos na educação. Zuma. Vou responder. Vai, vai. É porque eu raciocínio muito rápido. Ah, não. Eu acho que porque é porque
você é ansiosa. Não, não sou não. Eu sou muito tranquila. Você pegou o e fez uma afirmativa que as operação é muito necessária, mas não muda nada. Os caras continua lá vendendo. Imagina se não tiver operação. Imagina. Muda nada. Imagina. Eu estou falando, ó. Não muda nada. A coisa continua toda igual. Você sabe qual é a definição de loucura? fazer a mesma coisa, esperar um resultado diferente. Você está propondo De continuar fazendo as mesmas coisas, esperando que isso vai resolver, vai dar uma solução, sendo que já tá sendo feito isso e a solução não chega,
porque não importa quantas pessoas você matar, vai ter alguém que vai nascer para ocupar o lugar dessa pessoa. Se você não desestruturar, de bandido, né? É, se você não desestruturar o motivo do crime acontecer, ele continua acontecendo. O motivo do crime é desigualdade. Eu vi um, eu nem conheço você, nem sabia quem tu era até antes de vir pro programa, mas aí eu peguei e dei uma olhada lá no teu perfil. Hum. Aí tem um vídeo teu fazendo um pronunciamento, tu dizendo que tu achava que entregar comida gratuita pros moradores de rua incentivava a permanência
deles na rua. Isso é meio óbvio, né? Dependendo do local, né? [ __ ] olha que absurdo que você tá falando, tá? Tá ligado? Isso foi tipo assim, nem te conheço. Eu vi por exemp que incentivo morador de rua ficar na rua alimento para um cara da rua que tá ali perto da boca. vai cá na pegar investir em que vão matar as pessoas queão vivendo em favela. Mais escutando nada que tu tá falando, cara. Fala. Tu tá ansioso? Tu tá ansioso? Você que tá ansioso, né? Não, eu tenho um ponto. Tu não tá deixando
falar, tá falando por cima de mim. Mais você falou errado. Eu falei que distribuir quentinha em determinados locais específicos incentiva a permanência. Por exemplo, você dá quentinha todos os dias. Ah, lá na zona sul, onde tu mora não pode. Eu não moro na zona sul, cara. Tu mora onde? Não interessa onde eu moro. Ela é da zona norte ela. Aí Baixada é cruel, hein? Embaixada é cruel. Conheço bem, conheço bem. Morando em São Gonçalo, você sabe por claro, pô. Aí do lado do valão. Só que eu tenho certeza que lá se eu for distribuir coninha,
tu não se importa. Tu só se importa onde tem teus eleitor, tá ligado? Teus eleitor aqui. Não pode ter medo não, rapaziada que vai votar em mim tudo. Se eu deixar vocês aqui vai enfraquecer. Eu tô fazendo o que por ele se não tiver. Olha só, se você viu na rede social, meu último vídeo foi de um [ __ ] da zona sul, cara. Eu dou na porrada, ó. [ __ ] não, [ __ ] não, porque a pessoa é muito mais do que Ah, eu vou militar, hein? Alguém me segura que eu vou militar.
[ __ ] não, porque você não vai resumir uma pessoa a substância que ela usa. Ela é uma pessoa viciada em torpe. [aplausos] Aí, aí satisfação. Não pode chamar de [ __ ] Já miji na cara já. Já miji na cara. Vem. Nossa, você é muito educado. Adorei a expressão. Vou usar agora. É nós. É o do Puma. Puma TJL. Mão, tipo assim, por mim, boa noite, boa noite, boa tarde, bom dia, independente horário que você esteja assistindo o vídeo. Hum. [risadas] Vai. Nem todas as operações na favela são necessárias. Porque e o caso lá
do Eras lá no Santa Mara, a comunidade lá perto da onde que eu moro, os que que aconteceu? O o menor tava lá na festa junina bá só curtindo ali com os amigos, com a família boscana sobe lá polícia safado mesmo. Dá tiro no menor e a cortina de fumaça só se só se fecha. E cadê o covarde aí que foi lá matar o cara no tap nome? Sementinha. Sou conhecido como sementinha. E o nome mesmo? Nome? Nome fala meu nome não gost do meu nome não. Sementinha. Ué, não tem nome? Pô, tu não é
do estado, tu não trabalha pro estado, tu não é vereador, não. Município. Município, vereador é do município. Município. Então, sou, sou carioca, moro no município do Rio de Janeiro. É só tu Não é tá com medo de falar o nome, cara? Tá devendo alguma coisa? Devendo não. Qual? O nome, querido. Seu nome Nome? Sementinha. Sementinha. Sementinha. Sementinha de cabelo azul. Vamos lá. Sementinha. Tu estuda? Porque tu é novo, né? Estudo, claro. Estudo. Tá em que série? Eu no oitavo. Oitavo ano. Qual escola que você estuda? Eu é Estados Unidos. [risadas] Escola municipal. Maconha também ali
fora antes de entrar? Talvez. Eu acho que sim, mas eu acho que não também às vezes. É mesmo. Nossa senhora. Tua mãe deve ter orgulho de você, né? Às vezes também. Às vezes tem que aprender a pronunciar as palavras direito. Você quer ser alguma coisa na vida? Obrigador. Eu? Claro. O que que você quer ser? Um gangster? Ah, [risadas] caramba. Olha como é que tá essa juventude. Meu Deus do céu. Meu tem muito dinheiro no bolso. Mas como é que você vai ter muito dinheiro, gente? Falando assim, ctique vez, tipo assim, eu sou artista, eu
tenho minha liberdade poética. É artista? Eu tenho liberdade artista de qu? Qual é tua arte? Eu eu canto, eu danço. Posso dar uma palinha aqui do da música do parceiro? Ele que é bandida, moda antiga, boca do FM, man. Sabe firme. É bandido e boca. Olha que música maravilhosa. Incrível. Música é do cara, né? Só comete aquilo que ele fala, porque fala até papagaio fala. Até o menino de cabelo azul que não tem nome fala, né? Às vezes ainda. Ah, tá bom. Outro é melhor. Hã. Deixa mulher. Deixa mul hã. Vai, futura doutora. Voltamos. Na
verdade, eu concordo em parte com a sua afirmativa. Eu acho que a operação policial, ela é a ponta final para tentar resolver um problema que é muito maior. O meu problema com a sua afirmativa tá sobre como isso executa o o produto final. Quando a gente olha para as operações policiais e como você já falou muito bem sobre vários pontos que eu até concordo, tá? Não tô aqui para discordar Por inteiro dessa afirmativa, mas você alguém que fala direito, gente, vocês têm que admirar essa Mas você trouxe algumas coisas para um conjunto da obra que
eu gostaria de te indagar sobre o que você, enquanto vereadora, que tem o papel e a caneta na mão, tá fazendo para de fato mudar isso. Se uma vez que a gente entende que a operação policial ela é necessária, porque a gente tem um território que o estado escolheu não ocupar historicamente e por isso a gente tem uma grande crescente desse corpo armado que coloca os moradores para pagar o preço dessa violência armada, seja pela mão do estado ou pela mão do tráfico. Já entendemos essa parte que a operação é para enxugar esse gelo, para
tentar resolver esse problema. Mas enquanto vereadora, você aplaudiu a operação da Penha, o que que você fez vereadora? Por enquanto o Talita mesmo, eu achei porque 117 vagabundos com fuzil na mão para mim morrer e nada coisa. Isso aí não tá tudo bem. É um lugar que a Talita opina. Camila acha diferente. Mas enquanto a vereadora o que que você o que você tentou mudar? Porque é pouco tempo também, né? Não teve tanto tempo, mas o que você tentou mudar, tramitar lá no plenário. Para mudar a lá área da Penha para levar educação, saneamento básico,
moradia. Quando você fala da questão e aí só para enclobar e você conseguir me responder, senão o pessoal vai me tirar. Quando você fala da situação do pessoal em as pessoas em situação de rua, as pessoas dependentes química, o que que de fato você poderia estar propondo para resolver isso? Porque senão se torna uma Grande bolha dizer que, ah, eu acho que tem que fazer, mas quem tá lá na favela não é você, não é sua família. Se você viu o que eu já até postei, porque ali o a rede social é um retrato, né,
um pouquinho da realidade, né? Mas assim, quando eu falo qualquer coisa, eu tenho um argumento para eu não falo: "Ah, eu achei isso porque eu inventei". Eu estudei gestão pública também. Fiz uma pós-graduação em gestão pública depois que eu fiz minhas faculdades. Então eu entendo de gestão pública. Quando eu falo que a gente precisa fazer operação policial, sim, mas eu tenho noção que a gente tem que levar saneamento também. Eu sei, por exemplo, como vereadora, o que cobrar da prefeitura. Quando você fala de um bairro da Penha, quando você fala de qualquer comunidade, eu sei
o que que dá para entrar e sei que botão apertar. Eu sei a quem pedir. Quais estão sendo botão que a Talita tá apertando? Porque assim, na escola pública a gente ainda não tem mediação. Não te acompanhando mediação, mas falta aí tem para uma galera, principalmente voltando mais pro centro, quando a gente vai pra zona norte, zona oeste, a gente não acha nas escolas. Isso é uma perícia de quem anda as escolas dentro da favela, quem atende crianças. Quantas escolas tem no na cidade? Na cidade não. São 92 comunidades. Agora quantas escolas? Quantas comunidades aonde?
92 na cidade. Na cidade. É, a gente tem 1300 comunidades. Tá longe de ser. Não tá 92 municípios no estado. De repente você confundiu. Mas vamos lá. Quantas escolas? Eu não sei, até porque eu sou uma só, né, galera? A cidade falou que tá no no Você falou que tá no como é que é? Perita no negócio. Você não falou isso? Não, eu não sou perito em nada de vive ali ver, eu vivo as escolas porque eu sou liderança comunitária, nas escolas e vejo lá na ponta as mães atípicas não ter e o seu prefeito
falta. Falta não é meu não. Não é meu não. Não é meu não. Você é base, né? Então não, não sou base. Você não estudou. Eu não sou base. Eu não, não, não, não. Você tá enganada. Você tá enganada. Lógico. Você pode conversar comigo, ó. Pô, concordar não é ser base. Estuda aí, você tem que estudar. A, eu não sou base, eu não tô nem no partido, cara. Se você concorda juntos, vai, vai. Não. Boa noite. Boa noite. Me chamo FB7, sou artista também, sou MC. Eu queria ter vindo na hora que você tava falando
que como bagulho de apologia e pá, mas não deu tempo. Mas aí vamos no outro. Pode falar, fica à vontade. Eh, então eu vou na parte que você falou da operação. Você é você é a favor da fatalidade da do nível da fatalidade desse nível ter opação e esse nível de fatalidade? Olha, se morrer bandido para mim, eu sinceramente não fico com pena não, tá? Porque eu acho que eh quando o cara tá com fuzil na mão em qualquer lugar no mundo, isso é uma cena de guerra. Quando entra um policial, ele não entra para
atirar. Quem, por exemplo, no complexo do alemão, na operação, quem estava na mata, entrxerado lá, escondido, eram os vagabundos. Tanto que todos os que morreram estavam ali com Mas você acha que você que eles tiveram alguma opção de se entregar, alguma coisa assim? Ué, quem se entregou foi preso. Teve um monte preso. Mas você acha que todos eles que t Ué, mas quem olha só quem tava com o fuzil na mão atirando tinha que ir pra vala mesmo, cara. Ué. Perdão, mano. Tá maluco, não tem como não. Isso aí você. Isso, olha só, isso é
cena de guerra em qualquer lugar no mundo. Não, mas é isso. Você não tem como defender um cara que tá com fuzil na mão. Que você nunca viu, mano. Eu não vi. Você já viu pessoalmente? Óbvio que já. Óbvio que já. Ai meu Deus. Vocês não estudam o mínimo, cara. Como é que Eu já vi fuzil. Você perguntar se eu já vi fuzil, você já tá de brincadeira. Tu é tipo, eu não tenho amigo bandido, cara. Tu é tipo um Bolsonaro fêmea, né? Eu não. [risadas] Até a sobrancelha parecida. Nada a ver. Mando. Tá o
quê? [risadas] Tu imita bem, cara. Tu é artista também, né? Não, não. Tu falou que é artista também. Sim. Não, mas aí eu falei para que que tá perguntando então. Então foi tipo ator agora. Interpretou aí. Legal. Igualzinho. A parada é essa. Band nosso. Suave. Suave. Tipo assim, eu vou te fazer uma pergunta. A polícia quando ela vai dentro da operação, fazer operação, ela vai para pegar. Tem pena de bandido, mano? Não, para mim é pra pessoa normal, tá ligado? Cada um arm, cada um arca com as consequências das suas próprias escolhas. Eu só não
acho justo um morador pagar. Ah, também não acho não. Morador de bem lógico. Deixa eu só terminar minha analogia aqui com todo respeito valeu. E a gente sabe que não é só bandido que morre em operação, né? A gente são 717 lá morte, mas a gente sabe queão, não foram 117 vagabundos com exatamente os 117 foram vagabundos. Policiais, infelizmente foram cinco policiais. A gente sabe como funciona. A gente sabe como fun. Deixa eu só terminar minha analogia. Tu vai ficar jogando um monte de pergunta em cima do meu bagulho. Não vai deixar eu falar porque
tu sabe que se eu falar eu vou te estrepar. Vai falegão. Quero ver tu me estrepar. A polícia ela quando ela entra na favela, ela vai atrás de alguém, certo? Uma pessoa no chefe do crime não consegue chegar, mata um monte e vai embora e Ferado aconteceu. É basicamente isso. Agora vamos lá, vamos mudar um pouco esse cenário. Tem um maluco me devendo que mora lá no como é que é o nome? No arranha celé lá num prédio muito [ __ ] lá na Barra da Tijuca. Ele mora lá. O porteiro não quer deixar eu
subir para cobrar o cara. Aí eu tô c de chegar metralhando a [ __ ] toda lá. O cara tá me devendo. O cara tiver, olha só, você não é polícia. Mas a polícia faz isso na favela. Eu só tô dando analogia. É basicamente isso. A polícia faz exatamente isso na favela. Posso falar? Não. Hã? Pode, falar, mas no corte mesmo só vai essa parte mesmo. Não, qualquer um, [risadas] amado, amado, qualquer um que entre atirando, a polícia tem que reagir, seja na Barra da Tijuca, na zona sul ou no Dendê. Tem que as você
entrar num lugar que era, [ __ ] Posso terminar? Não, já foi. Tipo assim, vamos lá. Olha só, não, ele falou, ele entrou em prédio, ele vai entrar em prédio. Hoje as favelas elas existem por um abandono do estado com aquelas áreas também. Certo. Certo. Se você tá dentro da sua casa, no seu ali onde você diz que é a sua área, né? A sua casa, ali, alguém vai entrar na tua casa, tu vai se escaldar? Tu não vai de remetente para cima da pessoa. É a mesma coisa. É o poder bélico que tem lá.
A mesma coisa. O que pinga ali, pinga ali. Pegou a visão. Ah, tá. Tá comparando polícia com bandido? Então, bandido para mim é todo mundo safado, cara. Tem esse Não, não, não, não. Aí não. Se você falar que polícia, bandido é tudo igual. Polícia, bandido é político, padre, pastor. Para mim é todo mundo safado. Quem não pode errar, todo mundo erra. Safado, tem todas as profissões. Vamos lá. Afirmação. Óbvio, né? O maconheiro financeia o tráfico, óbvio. Vou até repetir o que eu falei aqui outra vez. É, a gente financia o tráfego porque a gente não
pode ir lá na Pacheco comprar um bazeado. Porque meu sonho é entrar na Pacheco, falar: "Ô, ô farmacêutica, me vê um baseado de 50 aí, mas eu não consigo fazer isso." Então, infelizmente, a gente tem que financiar o tráfego, né? Mas também essa essa afirmação é eu acho que é meio injusta, porque tem várias outras coisas que financiam o tráfico também. Com certeza. Inclusive a a droga não é a maior delas, né? É uma delas que eu acho que você pode comentar aqui também em relação à demolição de construção irregular os prédios lá na área
escara dominante. Então deixa eu te explicar o teu nome, desculpa. Alex. Alex, o que mais dá dinheiro pro tráfico não é a droga. Droga é 10%. Isso aí que vocês dão é porcaria, né? para eles é Vocês e nada é não é exploração territorial. Uma das coisas é a construção irregular, por isso que tem que derrubar mesmo. Acho que tá tá realmente dando prejuízo pro tráfego quando você destrói destrói um prédio no qual já foi pago. Cara, eu fui subprefeita. Eu fui subprefeita. Eu tenho um prejuízo. Não, não. Quando demole não tem ninguém não. Não
tinha ninguém morando. Amor, tinha unidade que já estavam até vendidas. Pessoas que compravam vendidas. Beleza. Morando, não, morando não tinha gente. Eu dei um prejuízo no tráfico na milícia, né, nos bandidos de 1 bilhão milda de uma empresa. Rhão2 milhões deais. Tem que combater as empreiteiras antes de construir, não depois que tá construído e vendido. Mas cresce muito rápido quando não tem quando não tem engenheiro. Cresce muito rápido. Quando engenheiro tem. É, mas por isso que tem que ficar demolindo sempre. Calma aí, calma aí, calma aí, calma aí. Não, agora eu me estressei. Não, agora
eu me revoltei. Eu me revoltei. Eu me revoltei. Eu eu me revoltei, cara. Foi como é que tu, subprefeito, tu fez isso? Tu fez [ __ ] nenhuma como subprefeita. Vai sa o Eduardo Paz, que é o cara mais vagabundo que eu já vi na vida, te mandou embora, cara. Não, não, não, não, não me mandou embora não. [grito] Eu pedi demissão. Você sabe a diferença? Pediu você sabe a diferença? Mentira. Não pedi demissão. Para de mentir, cara. Tu não fez nada isso aí. Mentira. Você vive de menti? Você sabe ler? Você sabe ler? Você
sabe ler? Sei. Ah, então pega, joga no Google lá. Talita Galhardo. Eu vou perguntar. Só apareceu, só apareceu tu falando mal de morador de rua criticando morador. Criticando. Não, agora, não, isso é agora. Isso é agora. Isso é agora, cara. Foi mal. Tô segurando aqui. Toda hora eu seguro. Cal. Deixa ele falar, deixa ele falar, deixa desabafar. vai. Meu primeiro contato com as drogas veio de dentro de família. Eh, meu pai acabou se perdendo por causa de drogas e tudo mais. Então, eu acredito que drogas é um assunto muito sério para ser conversado. E quando
eu falo de drogas, não é só do baseadinho, não é só do pó, como várias outras drogas que são usadas aí até hoje. Eh, quando você diz para mim que a gente financia o tráfego, infelizmente a gente é maconheiro, né? É, sim. Tô me botando como pessoa. É maconheiro? Sou. Eu não tenho nenhum problema de falar maconheiro, não. É maconheiro que usuári de cannabis. Os hórios de cannabis. Eu sou a favor da ligação. É mais bonitinho falar, né? Não, é mais educado mesmo. Acho que você usa termos pejorativos e tem como você você gosta muito
de interromper quando você tá passando. Mas é maconha, né? Maconha é maconha, né? Não é termo pejorativo. É muito tranquilo. Veja muito tranquilo. Cara, eu não bebo e não fumo. Então, tá bom. Mas a gente não tá tentando falar do ator. Vai, vai, fala, fala, fala, fala. É porque maceira é muito lento. Não é não. Você sabe cara mão. Vai, vai professor, vai. Ah, então tu cheira para ficar mais rápida. Ai, que loucura, cara. Entendo. Não tá deixando eu falar. Que que tem a ver uma coisa com a outra, cara? Meu Deus do céu. Fala.
Quando um fala, o outro abaixa a orelha para ouvir. Você não é quando um burro fala, o outro abaixa a orelha. Eu não sou burra, então é por isso que eu falei pessoa. Ah, tá. Vai, vai, vai. Fala, fala, vai, fala. Vai continuar forçando. Fala, fala, fala, fala. Esqueceu o que vai falar. Esqueceu, esperando a calma. Não, tô esperando a calma. Ó, chega zen, ó. Ó, que isso? Que nervosismo é esse? Vai, cara. Fala lá. Quando você fala sobre o financiamento, a gente fala sobre a legalização. É, o motivo de não ser legalizado é simplesmente
porque o próprio governo lava dinheiro através disso. Como é que as maconhas chegam dentro do das favelas? Pô, eu sou pessoas uma das pessoas que vai em muitas favelas e lá eu não vejo plantação, não vejo coisa assim. sem falar que para chegar requer, como é que eu posso dizer, muito dinheiro envolvido. E mesmo que eu possa falar para você que uma favela, vou dar exemplo da Penha, que só através do tráfico de todas as drogas possa gerar Muito dinheiro, ainda não é não chega a 10%. Então quando você diz que o tráfego finan, que
a maconha financia, infelizmente eu tenho que aceitar, mas é só a fachada que é usar você vai tentar usar, não é? que você é muito devagar. Vamos embora rendo rápido. Contando usado como fachada para poder simplesmente esconder o que que é de verdade. Vocês usam para lavar dinheiro. A comunidade sistema, governo. Você que sistema? Eu não uso. Você tá falando vocês, vocês quem? Vocês governo. Você não representa o governo aqui? Não represento. Mas você não. [ __ ] tu é tão difícil assim? Tá. Vai, vai. Eu fui. Você que tá. Que que lavar dinheiro? O
que que é lavar dinheiro? Muitas formas de lavar dinheiro. Você quer me contar qual foi? Não, você que tá falando. Eu já dei minha. Você falou que o governo lava dinheiro. Afirmativa. Você tá fugindo da minha afirmativa. Como não? Você falou usando o tráfico para lavar dinheiro dentro das comunidades. Atés igual esses MCs que foram presos também, né? Obviamente através de BEV também. Então os MCs eles financiam o tráfico. Você acabou de falar que eles também, né? Os que foram presos você sabe. Aí bateu de frente um bandido e um subtenente lá do batalhão. Foi
tiro de Lá e de cá. Conhece essa música? Não, poxa, eu pensei que você conhecesse um pouco mais dos clássicos brasileiros. E achei que você conhecia mais dos clássicos brasileiros. Eh, essa é uma música que fala sobre acho que 80, se até hoje que a gente tá em 2026 se repete as mesmas coisas, porque eu ainda tô me sentindo idiota sentando para tentar conversar com você sobre o que que precisamos. Você não consegue falar, cara. [aplausos] Eu eu já falei, você tá usando técnicas para tentar quebrar qualquer um argumento para usar para outros temas. Eu
quebro um argumento, né? Não, você não não você tá usando dispersão de atenção. Não é isso? Já fiz. Eu já fiz. Você fugiu. Não, não fugi de nada. O que que eu fugi? O que que eu fugi? Do que que eu fugi? Do que que eu fugi? Do que que eu fugi? Que tu não lembra isso. Do que que eu fugi? Então eu dei afirmativa que afirmativa. O tráfico nada mais é do que 10% do que financiar. Foi, eu falei isso mais ou menos 10%. Hã, beleza. E aí eu falei para você que é usado
como fachada. O que que você faz diferente com isso? Que que eu faço diferente com isso, gente? A maconha tá indo mesmo. Ai, meu Deus do céu, cara. Meu Deus. Vai, Pergunta o quê? A pergunta mesmo, [ __ ] Mais, caraca, meu Deus do céu. Ó o estilo dele. Que a maconha financia o tráfego. Não, aqui vibrou aqui. A maconha concordo. Concordo. A maconha financia o tráfico e fin o governo também. Por quê? Vou te explicar. Porque a polícia vai fazer operação na comunidade. Ela prende a maconha, certo? E ela é vendida. E o dinheiro
também eles aprendem que que fazem com dinheiro. Que que fazem com a maconha? Hã? Com [ __ ] O dinheiro do tráfico vai para onde? O dinheiro da maconha vai para onde? Se tá com o governo, que a polícia que aprende governo. Ah, é. Tá. Você tá afirmando que a polícia aprende? Mas ele não faz operação na favela, vai prender o traficante. Certo. Você tá falando que o traficante vende a maconha. Não, a afirmativa é que a maconha financia o tráfico. É que a maconha financia traficante. Então, pronto. Faz o dinheiro. A polícia vai fazer
o que na favela? O governo aí o qu vai roubar isso? Você tá falando? Opação prende quem? A polícia. Traficante, né? É. Hã? E o dinheiro que é prendido ali? E a maconha, o que que eles fazem? Você acha que que vai gastar no shopping? Ah, o dinheiro tá indo pra onde? Me responde meu bolso que não tá. Ele é oficialmente entrar ali na policiando também o governo, irmão. Quem tá certo? Quem tá errado aí? Cara, eu não sei. Tô olhando teus cinco relógios. Eu não sou. É o quê? Fuso horário. Isso relógico. Mas não
se vê hora. Que que é? Por que que é? Quatro relógios, mas não se vê hora. É das minhas músicas que eu faço. Quatro relógios, mas não se vê hora. Por quê? Não entendi. É tua música? É da minha música que eu falo dos quatro relógios. Acompanha lá MC Fabão. Só tem MC. Tem um monte de MC hoje. Boa noite. Se tiver algum bom, revista. É, tem muito. Bom para [ __ ] Então, primeiro, tu tá generalizando muito, falando que que a gente, todo mundo aqui é maconheiro. Eu não uso maconha. Perguntei se liseu. Chegou.
Generalizou. Generalizou. Sim, senhora. Tava generalizando duas vezes. Já é duas vezes já que você faz isso. Mas beleza. Você era maceira. Ela tá querendo, ela tá querendo entrar na cabeça dos amigos. Vocês fumaram, você fumou maconha? Não, tu tá querendo fugir do bagulho, tu. O maluco tava te quebrando no argumento. Você do nada foi falar do assunto do relógio do cara. Do nada, do nada. Porque você não tinha o que falar. Agora eu vou falar sobre a questão do sobre a questão da maconha que você falou. Beleza. Os caras fazem a operação. Entrando aqui no
conceito que o amigo falou, os caras fazem a Operação, aprende ali as drogas, leva o dinheiro. Beleza. O que tem de bacana na cobertura lá perto da hora que tu mora fumando é muita coisa. Porque que os cara não faz operação lá? Olha só. Mas eu tô eu tô falando de alguém rico ou pobre. Eu tô falando que a maconha financia o tráfego. Se é o playboy que compra maconha, se é o pobre ou se é o rico. Não, beleza. Nessa questão, nessa questão de que a maconha financia o o tráfico, beleza. Isso daí realmente
acontece. A questão é você tá falando primeiro, você tava generalizando, dizendo que a rapaziada, todo mundo falando maconha, pelo jeito que tava falando e beleza. Aí depois não, eu perguntei para determinadas pessoas e falei: "Você não, tu tava generalizando, cara. Todo mundo falou, mano. Todo mundo falou. Vai, vai, vai. Beleza. Você concorda ou concorda? Eu não, eu concordo. Eu concordo, realmente. Então, tchau. Não, calma aí, calma aí. Mas depende da forma, depende da forma que você tá falando. Rapidão, máximo respeito. Vamos tentar trocar uma ideia. Você mesmo já discordou. Ah, maconha só financia 10% do
tráfico. Então, pô, eu acho meio sem sentido tu propor o tema que a Não, mas é afirmação, financia sim e ponto. E que nem você falar que outras coisas, ocupação e territorial irregular, gato financia o tráfego. Sim, também. Então, tudo isso financia o tráfico, mas aí a tua escolha de apontar as drogas se torna incoerente, porque se várias coisas financiando maconha hoje aqui. O maior galera tava filmando maconha aqui, né? Sim, mas maconha tem várias utilizações, Inclusive ridículos, cara. Você usa medicinalmente, você usa para tratamento início de conversa, em momento nenhum eu falei que eu
uso maconha para você dizer vocês são ridículos e agora tu fez exatamente usava. Eu não tava fumando, cara. Eu uso, eu uso maconha, mas eu não estou sobre o efeito da maconha. Você bebe socialmente? Você também não bebe social. Então você é bestêmia. Você não usa nada. Não uso nada não. Parabéns. Então agora eu que eu tenho uma pergunta maneira para você. Por acaso a senhorita é feminista? Não, né? Eu imagino porque a tua carreira política começou depois que tu se envolveu com o Carlos Bolsonaro. A feminista diz tudo que tem que conquistar as próprias
coisas, né? Eu não sei nem se tu seria quem tu é se não fosse escandalizar com uma pessoa que tem o sobrenome do presidente, porque honestamente teu trabalho para mim é completamente Não, eu tenho trabalho. Eu tenho meu trabalho. Você acompanha meu trabalho? Olhei a tua história. Eu olhei a tua história. Qual minha história? Você olhou aonde? Eu olhei a tua rede social, né? Ela que tu registra, pô. Hã? Hã? E lá na tua história tá você. Eu registrei na minha rede social alguma coisa de Bolsonaro. Não, isso daí eu vi no Google, cara. Ah,
então foi, não foi na minha rede social, né? [ __ ] eu olhei a tua rede social, a tua história tá lá. Eu vi fatos sobre você no Google. Minha história é o quê? Polític. A tua história para mim na tua rede social é você falando para mim que não deve que não deve entregar quem tinha para medigo. Que [ __ ] honestamente isso para mim é mais, eu não consigo formular outra porque esse ponto aqui para mim é muito crucial. Por que que tu quer negar comida pro morador de rua, cara? Não, não é
negar, meu amor. É em determinados locais você não dá. E qual é a escolha de local? Você quer segregar, então é bom. Se ele não for comer aquele, ele vai comer em outro lugar. Você não resolve o problema. Você só tá botando ele para mais distante, entendeu? Vende para comprar craque, não é? Muitas vezes você vai vende para comprar craque. Tu conhece o coração de cada morador de rua, colega. Vai negar o craque. Isso é número. Eu estudo. Meu Deus. Eles estão usando craque. Você estuda, você fala para mim que você é gestora de o
quê? Segurança pública. Estudo, não é gestora. Ah, eu sou da comissão de segurança pública. Segurança pública. O que você conhece sobre uma necessidade que tu nunca passou? A insegurança de viver dentro de uma favela. Isso é insegurança de verdade? Vem cá. Para você saber sobre um assunto você tem que ter passado. Eu acho, óbvio. Aí, mano, eu acho que para você depende, você entendem de arte. Você artista, olha só, a maior parte, você é artista. parte do Se você não tem sucesso, você então não tem como saber o que que é arte se você não
não nunca fez sucesso. Sucesso não tem nada a ver com arte, cara. Ué, se você não conhece o sucesso, você nunca vai fazer pensamento terrível da tua parte, honestamente. Mas olha só, tu quer falar de segurança, sendo que você não passou as inseguranças que a maior parte da população brasileira passou, porque você já nasceu num patamar diferente dessas pessoas. E aí você se acha, você se acha no direito de estos ter solução. Não, você não vai pensar na solução que é cabida pra pessoa que passa necessidade, porque nunca passou essa necessidade. Pobre que passou necessidade
tem que ter solução. Não, não, não. Eu acho que a pessoa para lidar com segurança pública deve ter sentido a privação daquil. Todo mundo policial tem que ter passado alguma necessidade para ser policial. Não, o policial tem que ser treinado para lidar com uma pessoa, uma pessoa que tá fazendo trabalho de político. Porque polis é o quê? Povo em grego. Política é você lidar com o povo. Uma pessoa que vai representar o povo tem Não, você não tem que ter passado fome. Você tem que ter empatia. Você tem que ter empatia, uma ligação com a
história da maioria das pessoas. Por que que o Lula é um é considerado um grande presidente amado pelo Brasil? Independente da safadezas que ele fez, porque ele tem carisma, ele se conecta com o povo, ele passou a necessidade, ele passou a necessidade que a maioria das pessoas passou. Tu nunca passou e nunca vai conseguir essa identificação. E honestamente, essa tua atitude de tirar comida de morador de rua, tirar comida não, para de mentir. Para de mentir. Olha só, você é uma política. A tuas palavras tem poder. As tuas palavras t poder. O teu trabalho é
através das palavras. Eu sou artista de rua. Eu sou artista de rua. Não diga para mim que eu não sou nada. Minha mãe me criou e eu sou homem. Olha só, fia. Tua mãe acha maneiro o teu cabelo também? Eu acho que pouco importa a minha aparência. Você tá tentando fazer o mesmo que fez com o relógio do colega, porque eu tô te amassando de argumento. Não importa os relógios do colega. Você falou em manha. Eu falei você falou assim, cara. Ela é muito [ __ ] Que isso? [risadas] Vem cá. Você fala assim com
a sua mãe? Não, minha mãe [ __ ] Você lava a tua boca para falar de mim. Lava a tua boca, [ __ ] Você tá me xingando. Lava a tua boca. Lava a tua boca. Lava a tua boca de [ __ ] não. De [ __ ] não. Lava a tua boca. Lava a tua boca. Tá pensando que eu tenho medo de você? Tá piscando o olho. Por qu é? O traficante não tá nem aí pra comunidade. Que isso? [risadas] Agora eu vou rir. Essa foi a fala mais bizarra que eu já escutei. Porque
agora vocês têm, como é que eu vou falar? Super poder para ler a mente das pessoas. Ah, o traficante tá preocupado com a comunidade. Então como que você sabe que eles não estão preocupados ou se tão preocupado? É dinheiro, estão cagando pro morador de média. Você tá na mente deles? Ah, meu amigo, eu ten que estar na mente de um traficante para saber que ele não tá ganhando. É, se você tá afirmando essa fala aí, tem que saber, não tem que saber azul. Tô afirmando. Não, você sabe. É óbvio, né? O traficante tá cagando para
você. Sim. Cagando. Você sabe até se tu trabalhar na boca ele tá cagando para você. Sabe, cerza? Você tem super poder. Você tem super poder de estar na mente da pessoa de ler. Próximo. Próximo, próximo. Ô, próximo. Tá vendo? Sem argumento nenhum. Eu não tenho, não tenho nenhum. Defendeu os traficantes. Vai tava esperando namoral. Vai fala para ela quem pegou teu almoço hoje. Você é mentira. Fala, tipo assim, irmão, como ali o parceiro disse, tu não tá dentro da mente, nem todos os traficantes são do jeito que Você pensa. Às vezes tem um que é
suave, às vezes tem um que é mandadão, às vezes tem um que se liga pra comunidade, porque tu não tá na mente do cara, tu não tá na mente lá do menor, de quinzena assim, vamos supor, poderia ser eu lá na favela lá traficando. O traficante, ele quer o quê? Dinheiro. Hã? E ele como ganha dinheiro? Dinheiro e resorando a comunidade, explorando o território. Não tá carico rola porque porque os que nó sobe lá mata, mata querido. Tu tá viajando. É porque eu vou meu Deus do céu. Mas por que nós tá te amassando aqui?
Tu quer jogar? Nós tá te am gente fala de primeiro. Fala de eu sou artista. Eu tenho licença poética. Eu tenho minha liberdade de expressão. Explora a a comunidade. Essa é a afirmação. Vai, vai. deixar vai traficante não tá nem aí pro morador de bem não concorda por boa noite. Boa noite. Eh, não exatamente porque você vai Dia das Crianças, você vai lá na Páscoa, o tem traficante que faz coisa que o governo não faz na comunidade, assim como projeto social, uma luta. Só falta agora eu ter que ouvir o traficante, [ __ ] da
brincando. E a melsa para você é o quê? É tudo mesmo. É merda. É a mesma coisa do governo corrupto igual vocês. Não, me prova aí que eu fiz alguma coisa já errada. É, tem R$ 6000 de gasolina que você gastou. Como é que você não gastei R$ 6000? Eu já, ó, ganhei na justiça e o cara tá sendo multado e processado, hein? Cuidado, cuidado, gastou, cuidado. Não, eu não gastei. Provei. Eu provei, eu provei, eu provei. Cuidado. Olha só, calúnia difamação da Eu tenho o projeto aqui, tudo processo, tudo, tá? É que senão cuidado
que vocês podem ser presos. É. É só mais um. É, vai ser mais um. O quê? Processo tatu faz. Ah, é. Você tem vários processos. Por quê? É liberdade. Tem pessoas que não não sab por que que você tem processo? Ah, não interessa. Ah, não. Você falou que tem vários processos. É porque eu quem tem processo fal igual tô falando para você, eu não tenho um papo na língua com ninguém. Polícia com polí. Ah, mas então traficante faz bem então pra comunidade voltando. Hum. Não faz bem, mas acho que não faz mal. Eu acho que
aquilo ali é só o reflexo do do que o estado o abandono que o estado troca porque [ __ ] Vai doutora, não vai falar que o traficante faz bem, né, pra comunidade. Não, não, não. Ah, então não, então não, mas é necessário. Calma, calma. Eu não vou usar muito do tempo. Os amigos discordar, não. Vai. Mas acho que é muito necessário a gente quando, porque é uma grande polarização e muito fácil polarizar. que o traficante ele não tá nem pra comunidade. Eu concordo com isso porque eu vivo a comunidade. Eu vejo vários jovens meus
inclusive perderem suas vidas por conta do tráfego. Isso é extremamente complicado na nossa cidade. Porém, não dá pra gente só chegar aqui e falar. Inclusive assim, é muito polarizado a sua afirmativa que leva a gente quase no lugar polarizado falar que o traficante não quer, não tá nem aí pro morador. É porque você leva a gente num lugar muito difícil de conseguir. Falando traficante. Eu não tô falando de você. Uma vez estado não, gata. Você não tá conseguindo entender. Eu tô falando do traficante agora. Eu acho que foi você que fumou com o pessoal. Vamos
lá devagar. O que eu estou dizendo pra senhora é que é muito polarizado você chegar com essa afirmativa, porque de fato não tem como eu chegar e falar: "Não, o traficante está preocupado, ele não tá, mas o estado o problema de você trazer isso é que a raiz é um estado que tá muito menos preocupado com o morador. Então se a gente for querer". Ah, então você tá comparando uma coisa ou outra? É porque uma coisa nasceu da outra. Talita não dá pra gente ser ingênu aqui nesse debate. O traficante ele é raiz do proto,
do abandono do estado. Se o estado entrasse com educação, olha só, ontem eu tive com uma moradora da Gardenha Azul que só foi criada dentro da favela, sem pai, tá se formando agora e passou para Stanford. E aí ela é o quê? Eu também sou criada Dentro da favela sem pai e estou na faculdade, mas isso não é a maioria, infelizmente, porque o estado não entra, porque hoje eu ter um filho, não justifica. Hoje eu sou moradora de favela, tenho um filho de 15 anos que meu filho não pode estudar dentro da minha favela. Sabe
por quê? Porque um dia como hoje, exatamente igual a hoje, todas as escolas estavam fechadas por conta de uma operação policial. Isso leva por conta da polícia, não era por conta do bandido. Não, o bandido tem participação. A gente não tá negligenciando o problema do tráfico. Isso é um problema da afirmação é o traficante tá cagando para vocês. Assim como estô falando do traficante. Eu tô falando o estado eu me preocupo com quem mais precisa. O traficante não, ele tá cagando para você. Não se preocupa, assim como o estado que deixou o traficante se criar.
E aí esse é o maior problema. É escolha. Não é não. Não é escolha. Se você talvez fosse de comunidade, você entender que não é escolha. Mas você fez o quê? Você escolheu não ser criminosa? Não. Eu tive alguma oportunidade que muitas outras pessoas do mesmo território que eu, infelizmente, não tem essa oportunidade. É oportunidade. Porque quando você nasce num território que não desconfraga, ter oportunidade fica um pouquinho território conflagrado muito. E você? Mas eu tive alguma oportunidade, não foi escolha, foi oportunidade. Se fosse por escolha, talvez eu estaria como muitas outras meninas, que no
caso os meninos são copilados pelo tráfico e as meninas pelo jobs, que é o novo, a prostituição. Se eu não estou nesse espaço, foi porque existiu uma oportunidade. Qual foi a oportunidade que você teve? Movimento social dentro da favela. Bacana. Bacana. Foi isso que me salvou. Bacana. Ele faz, ó. Bacana. Eu também faço. Bacana. Mas crime é escolha. Cria uma oportunidade para você ter às vezes o mesmo pai e mesma mãe. Tem um que estuda e tem outro que é criminoso. Cara, falta da oportunidade. Vai. Da mesma forma que tem um bandido safado, tem um
cana safado também. Tem um vereador safado, tem um todo safado. Não dá para você generalizar. Tipo assim, como traficante não tem como defender, cara. Eu vou fazer. Como é que não tem como? Tu defende polícia que faz praticamente a mesma coisa que um traficante faz. Olha só que vai lá na cara de morador. Se o polícia cometer crime é vagabundo. Civil a questão. Olha só pega vídeo na internet. Eu tô batendo num policial civil cara do tema. É, não vivo internet não. Meu bagulho é a vida real que nós vive na pista. É dessa forma.
Olha só que eu tô querendo dizer. Você não pode falar do que acontece na favela se você nunca viveu lá. Da mesma forma que eu não posso falar de ser negro se eu não sou negro. Da mesma forma que eu não posso falar de morar na Barra, se hoje eu não tenho a vivência de morar na Barra, você fala do que você tem Vivência, não é porque você estuda sobre uma coisa que você passou por aquilo e tem poder para falar sobre aquilo. Então você acha que gestão pública só faz gestão pública quem mora na
favela? Não é sobre gestão pública, eu tô falando sobre você. Quem, por exemplo, bota luz na favela, você sabe? Ah, o gato. É nós mesmo. É nós mesmo, porque são áreas abandonadas pelo estado. Onde vem a luz? Vem do gato. Vem do gato. Você da onde vem? Não. Gato é uma coisa, mas o poste vem da onde? A questão é, vamos voltar o tema. Vamos voltar pro tema que você saiu do tema. Você saiu do tema. Você saiu do tema. Você diz que o bandido dele não tá nem pra comunidade. Vamos colocar isso a você
quer criar, você tá galera, você quer criar um viv um um viveiro de peixe, tá? Você quer criar um viveiro de peixe no seu, você quer que tenha muitos peixes. Então todo dia, que que você vai fazer com o seu peixe? Você vai lá, vai botar comidinha para ele, vai botar outra ali e esse peixe vai dar fruta e vai crescer. Certo? Como você quer falar que um bandido que ou qualquer pessoa ela não liga pra própria área dela se ele depende daquilo? Não, olha só, eu falei que o Ele depende daquilo. Como você do
peixe se tu não alimentar teu peixe, teu peixe morrer, car. Fala baixo, fala bai. Não sou surda, cara. Deixa eu te falar. O bandido tá cagando para você. Isso. Você tem dúvida? Você tem dúvida disso? Tem porque tem vários bandidos que se importam com a comunidade. Sim. Da mesma forma que tem policial que se importa e não faz covardia. Mesma forma que tem vereador que realmente tenta fazer a diferença. Eu trabalho muito e você não é uma dessas pessoas, você é [ __ ] da mesma proporção deles. É isso que eu tô querendo dizer, entendeu?
Você não tem como você falar de um ponto específico. Vem cá. Você acha legal falar assim, chamar? Você tem mãe ou tem irmã? Tem irmã? Se um cara, um vagabundo, chamar ela de [ __ ] tu vai gostar? Não. Então por que que você tá me chamando? Minha mãe nunca vai dar margem para um vagabundo chamar ela de Qual margem que eu te dei? Qual margem que eu te dei? Você dá. Você fala mal de mim. Você fala mal. Falei mal de você. Eu falei mal de você. Eu tô falando do traficante. Ódio contra a
favela, contra o povo. Não é só o favelado. Morador de rua. Eu acabei de falar que o traficante não quer o morador de bem na sua vivência não na sua vivência. Então você não tem o poder de falar mal. É como se fosse, porque eu abro a janela, eu vejo um parceiro meu ali na boca. Pegou a visão. Calma, calma. Mas galera, não vai ser permitido na verbal. Moça, suave, chefou, pelo menos respeito. Então, por puro respeito. Tu é pilantra da pior espécie. Pilantra não pode não. Não, não, não, não, não vou admitir isso aqui,
irmão. Não vou admitir. Eu não posso falar nada e vocês ficam me xingando. Que loucura. Respeito todo mundo aqui. Vai me ganha no argumento, cara. Desculpa. Óbvio que você não pode. Eu posso te xingar? Não, desculpa. Eu posso te xingar. Eu sei xingar demais. Posso te xingar? Mas tipo assim, na outra hora o amigo tava aqui, tu falou assim: "Ah, não sei o que você tava fumando lá fora, vocês são nada. Aí no outora não, você tá fumando. Tava fumando lá fora. Sou trabalhador. Trabalhador de cara. Caraca, mano. Trabalhador, eu não sou herdeiro que nem
a senhorita não, entendeu? Então, tipo assim, no máximo do mundra. Eu acredito que sim. I bater contigo. Prefiro a esposa troféu, entendeu? Porque tipo assim, ela é mais direto, entendeu? O assunto me não vai. Que que você quer falar? Vai. Que que eu quero falar? Além de xingar, que você já xingou, não desculp. Você é homem pr caramba, né? Eu pedi desculpa. Já quer que eu faço? Come beijo teu pé aqui. Não é o mínimo. É o mínimo. Mínimo é o mínimo. Pedir desculpa. É o mínimo. Mas aí se eu beijar teu pré teu pé
vai preparar o viadin para mim. [risadas] Brincadeiras à parte. Ahã. Vai assim direto do assunto. O acho que não tem pouca oportunidade. As poucas oportunidades que nós temos nós faz valia, entendeu? Então afirmação é traficante não tá nem aí para você. Um traficante para você. O traficante ele toma conta do território com fusilu na mão, vende droga e explora o território. É criminoso. Criminoso não tá nem aí para você. Você tem dúvida. O criminoso tá aí para mim. O que que é o crime para você? Tem dúvida? Meu Deus do céu. Acabei de falar. Você
não sabe o que que é um traficante? Eu sei que você não sabe o que que é tá numa boca de fumo. É criminoso. Ele tá cagando para você. Não defende o traficante não, por favor, cara. Vai primeiro. Vai, vai, vai, vai. Tá bom, tá bom, tá bom, tá bom, tá bom. Primeiro, então, não é necessariamente todo traficante é ruim. Eu não quero falar que que o tráfico é bom. O tráfico é uma merda, é horroroso, tá? Mas tem traficante que, exemplo o meu primo, eu odeio falar que eu odeio falar dele, mas o meu
primo ele é um traficante e ele é uma pessoa que exemplassa, cara. Calma, calma, calcante exemplar, cara. Deixa terminar. Deus. Caraca, [grito] meu Deus do céu. Meu Deus. Vai, olha para mim. Olha para mim. Deixa eu terminar de falar. Deixa eu terminar de falar. Deixa eu terminar de falar. Exemplo, ele ajuda a comunidade da cesta básica, ele ajuda muitas pessoas. O estado não faz isso. Ele tá preocupado com a comunidade, teu primo vendendo. Que que ele faz? Que que ele faz? Ele vende droga, ele explora o território, cobra pela net, cobra por tudo. Infelizmente, infelizmente
ele é um desses mesmos. Infelizmente. Infelizmente. Ah, mas então justifica porque ele faz alguma coisa de bom. Porque ele não teve oportunidade, muitas vezes muit, cara, esse papo de não teve oportunidade é chato pr caramba. Tem um monte de gente muito muito muito pobre que dá certo na vida, cara. Sim, porque a gente dá uma luta, a gente faz um [ __ ] A mãe tá fazer, tem que fazer. É isso, consegue. Se um consegue, o outro tem que conseguir, cara. Outra. Essa desculpa de que é falta de oportunidade. Ah, então vou. A vida é
injusta, cara. Ué. Ah, mas não, mas não justifica, cara. cara vai o traficante se preocupa. Vai, vai, vai. Vamos conversar dentro do tema. É, como outros falaram que você, tipo assim, você não tem a vivência do que é dentro de uma que quer viver dentro de uma favela. Vou te dar um exemplo. Você fala que o traficante não se preocupa com a comunidade. Não vou levantar a bandeira de facção aqui, nem falar o nome de comunidade, mas todo mundo que quera de comunidade sabe que se o morador que não tem dinheiro, for lá na boca
de fumo pedir um vale gás, os caras dão. Pediam a cesta base? Não, não, eles não pras pessoas que ele [risadas] ele por isso que quando não. Eu não tô aqui para defender bandido. Eu tô te falando, eu tô, eu tô te falando, não, eu tô te falando o que acontece dentro da comunidade. O bandido compra a população dessa forma, dá gás, dá cesta básica, às vezes compra remédio, impõe leis, tipo assim, se atropelar uma criança, você morre. Gente, o traficante agora é do bem. Olha que loucura. Não, eu tô falando dentro do tema. Não
que seja bom, mas que dentro da comunidade existe regras, já que não existe o estado, infelizmente, infelizmente, o traficante põe regra na comunidade. V, eles constrói pontes, constrói também prédio, tira depois as pessoas que elas estão morando. Tira, você tira o prédio dessas pessoas depois que o bandido já vendeu. Acabar. Obrigado. Eu achei que essa não ia ter nem Vai, deixa ele falar não. O próximo é tema livre, mas deixa ele falar do tráfico. Eh, vou dar um exemplo muito direto. Dentro da minha casa, minha mãe teve três filhos, meu irmão mais velho, meu irmão
do meio e eu. Meu irmão do meio é especial. Meu irmão mais velho se envolveu no tráfico para poder ajudar um pouco mais dentro de casa. Devido isso, eu consegui ter cabeça para poder focar na minha arte, no meu estudo, para poder ser um assistente social para dentro da minha comunidade. Mas devido isso qu não entendi. Devido a isso que eu não entendi o que você falou. Você tá toda hora não. Devido isso o quê? É só porque eu não entendi o que falou. Devido a vida. Devido a vida. Não, devido a isso você teve
oportunidade. Devido ao seu irmão ser traficante. Vai, você não se explicou. Não, não, não entendi o que você falou. Enfim, eh, devido a isso, eu consegui ter o meu foco de conseguir estudar e me tornar um assistente social para dentro da minha comunidade, meu irmão ter se envolvido. Ah, então seu irmão virou traficante e você teve oportunidade por causa dele? Sim, por causa dele eu consegui ter a cabeça por eu consegui estudar e também ter comida dentro da minha casa. Você acredita? Mas por qu ele foi um mau exemplo. Ele foi um exemplo a não
se seguir, mas pelo menos o que ele fez, o que ele fez conseguiu trazer muitas vezes comida para dentro da minha casa. Posso terminar, por favor? Ou você vai toda hora forçar alguma coisa. Mas aí você tá, meu Deus do céu, né? Ou você, você tem medo de me ouvir falar, né? Você tem medo de me ouvir falar, né? Nenhum. Nenhum. Ah, então me escuta a só que vai. Ela, ela tá deixando eu falar. Posso? Vai. Eh, então vamos lá. Graças a isso eu me tornei um assistente social na minha comunidade. Tem que agradecer o
teu irmão ter sido P terminar de falar ou tu vai me cortar toda hora? Ué, vai, fala. E graças a ele eu conseguia me tornar um assistente social para dentro da minha comunidade. Sabe quem foi o primeiro assistidente social que eu vi dentro da minha comunidade antes de mim? Só você, meu próprio irmão. Sabe como? Eh, quando eu comecei a gostar de literatura, gostar de fazer a biblioteca comunitária, que hoje é uma areninha cultural no meu bairro, sabe quem foi o primeiro apoio de dinheiro que teve? Infelizmente foi do tráfico. Não tô falando isso com
alegria, não. Hoje o tráfego não apoia minhas produções culturais. Fico muito feliz. Porém, foi o primeiro espaço que eu tive. Sabe como é que eles fizeram? Eh, todo sábado na minha na minha favela tem feira. Eles compravam as frutas e compravam os cachotes já para mim poder botar os cachotes na minha parede e estender os meus livros para eu poder fazer a literatura com a criançada. Quando você vem dizer para mim que o tráfico é horrível para dentro da comunidade, eu tenho que dizer para você que são dois lados da mesma moeda. Por quê? Assim
como o sistema também tem lado bom dentro da comunidade, tem coisas horríveis para dentro. Então você tá aqui falando, fazendo essa, esse pão e, eu tô concluindo, fazendo esse pão e Circo, como tá essa volta toda e você fazendo essa conclusão toda para geral gerar esse grito e tudo mais, trazer esse laudo eufórico para fora. Eu acho que o que você deveria é o que todo mundo já falou. Antes de você apontar o dedo, te recomendo, vá em alguma comunidade que você possa conhecer, não pelo que você fala, não pelo que você fala ou que
você ouve falar. Eu recomendo, várias, cara. Eu te recomendo, eu te recomendo, eu te recomendo, eu te recomendo a viver um mês. Não tô falando de visitar para comer um pastelzinho, como muitos de vocês fazem. Eu tô falando isso. Eu tô falando isso. Vai lá e fica um mês, fica um ano, tem diferença. O que que você quer? Deixa eu só dar uma dica para vocês. A gente tem uma servidora pública aqui. Uma agressão verbal pode gerar um desacado à autoridade. A gente tem segurança aqui com o poder de polícia de levar preso. Então não,
mas não precisa ficar com medo não. Não vai botar ninguém preso não. Deixa eles mostrarem que eles são. Vamos lá. Agora o último tema é livre. Eles têm liberdade para falar o que quiser e tirar dúvidas. Por favor, que eu tô aqui para isso também. Não pode, pode falar também. Você quer falar? O primeiro, você falou do MC. Não, eu queria voltar lá no primeiro tema que eu eu tentei vir aqui, eu não consegui. Pode falar. Então, eu também sou artista, né? Eu canto trap. Eu não eu não faço apologia nas minhas músicas, mas tem
algumas músicas, eu não vou negar, que eu falo, não falo em questão de, pô, que eu que eu tô portando, nada disso. Porém, eu acho que nós como artistas, nós temos uma coisa que a gente, ao ser artista, a gente recebe algo chamado licença poética. Essa licença poética é algo que as próprias emissoras o eh os filmes retratam, o próprio filme Tropa de Elite tem a licença poética para poder tratar sobre o crime, sobre o tráfico, sobre o porte de arma, sobre o policiamento. E o dois também que fala mais sobre o milí e coisa
mais pra frente. Então por que que a gente poderia, por exemplo, não cantar aquilo que a gente vivencia? Não, não geralmente a gente viver aquilo, a gente canta aquilo. Como eu falei para ela, apologia é diferente, é você exaltar, você enaltecer, você incentivar. Vocês não acham que vocês como artistas poderiam ser um exemplo pros mais jovens? Poderia, porém a gente, eu tô falando assim, no meu caso e no caso de outros artistas, nem todo artista a gente fala que é maneiro usar arma, ficar com arma na mão. A gente sempre fala o quê? Por exemplo,
a vou pegar um exemplo aqui do Oruan, né? O próprio exemplo do Oruan. Ele ele vive naquela realidade por ser filho de quem ele é. Ele já é atacado só por ser filho de quem ele é. Ele vive pela arte dele. Ele não vive pelo crime, ele canta aquilo que praticamente o pai dele viveu ou alguém próximo a ele vive, mas ele não vive aquilo. Não é parte da vida dele. Olha só, ele ele não tô julgando ele pelo pai nem nada, tá? Mas se ele faz um baile, canta hino de facção criminosa com todo
mundo pro Fuzil pro alto, isso é apologia ao crime. Isso quem faz é marginal. Pô, mas o o próprio o próprio Oruan e outros artistas, por exemplo, vou pegar aqui agora um exemplo de cantores de outros tipos de vertente, sem ser rap, sem ser outras. Se fizer apologia, vagabundo também. Por exemplo, vou pegar um exemplo aqui. Você tá falando que quem canta sobre arma, quem faz e faz apologia ao crime é criminoso. Aí eu vou pegar um exemplo aqui de cantoras, por exemplo. Se a pessoa tá falando ali que vai que vai sentar, que vai
fazer acontecer e mulheres, pegar um exemplo da Anita, ela quer dizer que ela é ela é [ __ ] ela não é apologia, a gente tá falando de apologia crime, não. Beleza, mas você tá querendo dizer que aquilo que ela fala que ela na música que ela fala define muito ela, né? Quem vai? Eh, uma das coisas que me deixou muito frustrado de est sentando na mesa para conversar com você é o que me faz realmente voltar a não conversar com muitos políticos. Vocês usam técnicas muito para poder tirar a conversa do assunto que é
o básico. Hum. Porque é o simples. A gente perguntou vários assuntos sobre você. Quais são as suas perguntaram Quais são as suas vivências para entender sobre os assuntos que você está falando? tá julgando são vocês. Eu perguntei para ele quem bota luz lá, ele ficou debochando que era o gato. Se você fizer uma pergunta para mim sobre qualquer tema que você tenha vivência e queira me ajuda, eu vou te falar como eu posso ajudar em cada tema da gestão pública. Se cada uma, pô, vamos lá, agora adorei. Eu trabalho parte da educação e literatura. Como
que eu faço os livros terem mais acertos dentro da comunidade, fazer o pessoal ler? Então, educação e literatura. Vou te falar, sabe quantas escolas tem no município? Eh, dentro das CR eu não vou saber 100% não, me desculpa, então. Não, mas tem 1557 escolas no município, só para você saber. São 640.000 alunos. As escolas ainda estão muito fracas e eu cobro muito isso. Eu cobro por mediador, eu cobro por salário melhor de professor que eles não são valorizados, eu cobro por horário integral. Eu cobro que funcione bem justamente pras crianças terem mais tempo na escola
do que sem fazer nada. Isso. Vamos lá. Eu acho que você falar que cobra para mim fica só uma falácia, mas é função do vereador, cara. Exato. Para mim fica só uma falácia, porque o que acontece? Muita dessas educações que a gente conhece, não é só dentro das escolas, como eu já acabei de falar sobre mereninha cultural, projeto social. Eu ajudo, eu ajudo, por exemplo, o projeto de jugits eles educam para caramba as crianças, bota disciplina, tem um horário, ajuda a família, educa a criança. Isso aí, lógico, eu ajudo vários projetos sociais, vários. Então, entra
em questão de pesquisa, foi o que eu percebi. Você fala muito sobre, mas não vejo você fazer, mas tudo bem. Não, mas eu te mostro tudo se você quiser. Vou querer mesmo. Lógico. Te falei, eu já te dou desafio. Lógico. Eu vou lá no teu projeto. Voltei. Hum. Então, como o tema é livre, você apoia a cultura que tem aqui no Brasil? Claro que sim. Claro que sim. Inclusive o funk. Para mim, o funk é cultura. Então tudo bom, vamos direto ao assunto. Quando que a senhorita investiu numa roda cultural? E eu tenho vários exemplos.
Ten vários exemplos. Vári conheço [roncando] várias batalhas. Nenhuma dessas batalhas nunca falou de você, não. Então me procure para uma coisa bacana que eu vou ajudar, porque o que é bacana pr educação aí das batalha aí? Eu quero ver. Não, batalha não. Batalha eu não conheço. Cultura. Eu não conheço batalha. Ué. Ou seja, você não tá nem por dentro da cultura que tá aqui dentro. Não, mas olha só, meu amor, você tá falando se eu apoio. Apoiar eu apoio. Por exemplo, Arena Cultural aqui de Jacaré já viu os governadores de marosa. Eu fui briguei com
prefeitou moça. Já viu as batalhas de Maricá? Os governadores de lá investem na batalha. Os artistas de lá são valorizados. A passagem dos ônibus são de graça para certas pessoas. Olha só, Maricá é um lugar que tem muito dinheiro de ro de petróleo. Realmente lá até o transporte público é de graça. Eu acompanho outras cidades também, mesmo sendo daqui. Então lá tem muito mais dinheiro que a gente. E sabe quantos habitantes tem aqui na cidade do Rio? Você sabe? Pô, aí você tá fazendo uma pergunta de doida para mim. Tu acha que eu sei? Não.
Ué, masculp. Você mor na sua cidade, quantos mil habitantes tem sua cidade? Todo mundo aqui devia saber, né? 7 milhões de habitantes. Vamos chutando. Beleza. Ah, sabe quantos tem Maricá? Aqui tem 7 milhões, sabe quanto tem? Não. Então, mas a cultura geral tem 200.000 habitantes. Então, olha a diferença. Lá tem muito mais dinheiro. Os artistas que fala sobre droga é criminoso, que faz apologia, enaltece, que incentivo. Você tem poder bélico para aprender o Nup Dog? Poder bélico? Ué, prendeu noo Dog. O cara é das antigas, entendeu? Reliqu, entendeu? E é isso. Mão do dia que
dama ali, ó. Vai. Você meu j até rouca for não, mano. Pô, eu passei por uma cirurgia. É, pô, calma aí que eu tô ocupado aqui no bagulho. Ah, [suspirando] pois é. Aí, seguinte, tu falou, nós tava naquele passe todo lá que tu não gosta de deixar os morador de rua comer, né? Tu tem esse bagulho você tá falando dessa forma, mas eu já expliquei. Tá falando que não é para entregar comida pro morador de rua. Expliquei o que eu tô questionando para você é toda a tua identidade, toda a tua imagem, é a tua
rede social é em detrimento de outras lutas que não são essas que você tá dizendo que tipo são lícitas de ah o morador de rua deveria ter não deveria ter que morar na rua e é por isso que não é para tu alimentar ele, porque isso vai, cara, essa ideia é para mim é sem noção. Se eu não alimentar o morador de rua, eu vou motivar ele a deixar de morar na rua e ter uma vida digna, entendeu? sendo que essa essa capacidade de conhecimento, de aprendizado nem é proporcionada a ele, entendeu? A periferia sabia
que quando a gente faz uma operação, quando é poder, né, legislativo ou qualquer um vai pra rua e você oferece pro morador um abrigo ou um tratamento, sabe qual é a porcentagem de quem quer ser tratado igual um bicho? Quase nula. É quase nula. B, cara, nada se paga a liberdade de uma pessoa. A gente não tá dizendo aqui o que você tá propondo é tem abrigos quais os moradores de rua deveriam ir. Isso é muito, essa estratégia é muito semelhante ao a política de cotas, que a direita é verente mente não tem nada a
ver, cara. Vocês estão falando de morador de rua. Bom, cara, eu tô fazendo uma analogia. Isso. Essa lógica é semelhante ao problema das cotas, porque as cotas não resolvem o problema da falta de educação para moradores de periferia e escola pública. Eles só entregam uma vaga de concorrência facilitada para eles. O que tu tá fazendo é a mesma lógica. Você não soluciona o problema, você só tá amenizando ele, entendeu? Solucionar o problema seria focar em educação. Ao invés de você pegar também. Eu acabei de falar de estudo, Ensino integral, de cobrar, eu mais o que
eu mais cobro isso do secretário de educação. Falo de par e qual que é o sentido de tu falar que em determinadas áreas não é para tu entregar comida para alguém. Se você pegar uma estação de BRT, se você pegar uma estação de BRT, você acha legal da comida ali? Você acha que é certo o cara morar na estação de BRT? Pô, tem teto ali, é melhor do que ele ficar pegando sol e chuva, né? Ué, então seria melhor el ir pro abrigo ou não? Melhor ir pro abrigo onde a pessoa tratada igual. Mand uma
ração pros caras, pai. É muito melhor. Viu isso? Onde é que você viu isso? Pô, pelo amor de Deus. Eu vim do bairro Merinda. Eu vim do bairro Merinda. Olha só, me fala alguém que esteja dando ração que eu prendo. Problema é que todo teu conhecimento, todo conhecimento é teórico a respeito. Teu conhecimento é teórico. Me mostra um lugar que esteja dando ração que eu vou lá. Eu vou lá. O meu papel é ração. É a comida toda misturada. Isso você não entende nem as giras. Eu admit essa é a dificuldade de comunicação entre uma
pessoa que vem da periferia e alguém que tem o teu patamar, entendeu? Vocês são preconceituados. Eu eu ajudo quem mais precisa, cara. Sério, cara. Branco, vocêão. O problema é esse. Você não consegue se comunicar, cara. Não é para falar de pobreza, você Tem que ser pr falar sobre pobreza, você não precisa ser pobre. Existe uma diferença gramatical, porque para você falar de algo, você tem que fazer parte ou ser aquilo dali. para você falar a respeito sobre aí você não precisa ser falou uma besteira. Uma beleza, vai falou assim, falou, falou, falou. Vai tranquilo. Olha
só, para você falar sobre algo sobre a respeito, você não precisa falar. eu resolver problema, não preciso est lá dentro para resolver o problema de uma escola pública. Mano, tipo assim, tem é livre, então posso falar, né, sobre aquilo que eu quiser. Por mim, tu generalizou o debate inteiro, tipo, desde quando tu chamou e vocês também generalizaram todo o momento que eu não posso falar de problema agora você generalizar, tipo assim, desde o momento lá que tu chamou o menino lá em situação de rua, que tu falou que tu bateu no [ __ ] na
na pessoa lá em cud bati no [ __ ] não, não bati ninguém não, não bati ninguém. Tu falou isso lá no início, tu generalizou aí, bá. Nós de maconheiro falou que nós tudo aqui é maconha. Não, vocês estavam fumando maconha. Eu falei, você tava fumando maconha lá, eu perguntei aí você falou que tava. Foi tu que comprou. Hã? Não, vocês estavam fumando. Eu não pode falar de nada. Tipo assim, tu generalizou, tu generalizou o debate inteiro, mano. E também correu lá da pergunta. E a pergunta que eu te fiz lá no Qual é a
pergunta? Vai, o caso lá do Eros, o que tu tem a dizer do EOS lá no Santa Mara, inclusive aí luta eterna aí. O que a o que foi baleado na festa junina? Tristíssimo, absurdo, absurdo, triste. Se importa com a favela? Sim. Olha só, deixa eu te falar. Teve um caso agora de uma moça que ela foi assassinada por um policial civil. Ela tava num Uber, uma inocente que morreu. Eu tô lutando para esse policial civil ser expulso da Polícia Civil e pagar no máximo rigor da lei. Eu vou até o fim. Não me interessa
quem é. Mas se esse esse mesmo cara tivesse subindo na favel dando tiro para combater o tráfico, tu não ia querer que ele morresse que ele seria po. Não, não. Eu ia aí eu achar ótimo combater traficante. Ótimo. Agora atirar no Uber é tudo polícia. É tudo a mesma coisa. Não, se ele tá fazendo alguma coisa, não. Eu sou a favor do bom policial obviamente, né? Polic bom policial. Policial tudo policial. Policionalmente de você. Se o cara está fazendo besteira e é criminoso, ele é igual o criminal. Tudo do estado é assim, só vem, só
vem com o problema. Não vem comum, político, policial, qualquer um que cometa crime é vagabundo. Seja você, seja eu, seja qualquer um, cometer crime, é vagabundo. Eu tô aqui para combater vagabundo. Vi aí tá mijando, tá? Não tá, homem. Você que pegou a linha amarela vai. Então, tipo assim, você falou que traficante não se importa com a favela. Uhum. Um ponto que eu percebi que, tipo assim, realmente tem que viver para saber de perto, porque eu acho que não é isso. Acho que vive dentro da comunidade a gente sabe que é diferente, entendeu? Como ele
falou que se tiver precisando, se for na direção e outra, aqui fora acontecem umas coisas que na favela não acontece. Aqui fora tem roubo, na favela não tem roubo. Tipo assim, as coisas que falam que eles são ruim, que tal, realmente eles fazem. Mas se você tá falando que acontece no asfalto, quando você desce pro asfalto, você pode ser assaltado por alguém. E aí, aí o que que acontece? Tá. Onde é esse ladrão? Mas quando tá na mão da É, mas se não é. Ah, então ah, então vocês estão invertendo tudo, né? O traficante é
o que bota ordem, é quem a gente tem que recorrer quando é assaltado. Então, olha, não faz, cara. E outa, ó, e outra, eu sou, eu sou da rua, da Barra da Tijuca, eu carrego o semáforo no braço, tipo assim, eu tenho orgulho disso aqui, que eu cresci na rua. Não tenho vergonha de falar. Sim, não tem que ter problem não. Se não cometeu o crime, tá ótimo. Vendala. Vendi as minhas balas para dibrar essas dificuldades aí de não ter que me envolver, entendeu, amiga? Mas assim como vários amigo meu já foi, então a gente
tem essa experiência, a gente sabe bom, você nunca fez nada errado. É, mas às vezes causa revolta e às vezes não vou mentir para tu não, que às vezes dá maior vontade de se julgar no meio disso que a gente passa. Porque às vezes tu tá trabalhando e não faz isso não. Como eu puder ajudar para vocês não se meterem nisso, a polícia já me roubou meu dinheiro do trabalho, pô. Vindo do trabalho. Sério? Isso aí, isso aí. Se eu pego, eu vou até o fim para aprender esse vagabundo, porque para mim é vagabundo que
faz isso. Mas isso aí a gente nunca finge que eu tô aqui para isso. Se eu for lá denunciar, se eu entrasse lá dentro e falar aconteceu isso, isso, isso, o cara vai me dar um tapa e vai me Não, se você denunciar para mim, você vai ver que o negócio é diferente. Então é com mais a gente passa na rua. Então que eu queria dizer na favela, eu vejo mais respeito. Na favela eu posso deixar minha chinela lá na entrada do morro que ninguém pega. Eu volto, vai estar lá no outro dia. Ninguém pega.
Tu quer morar na favela para sempre, pô? Sim. É. Aí, pega a visão, tu falou aí sobre quem tivesse precisando te ajudar, tal. É, então tô devendo aí uns bagulhos aí que eu tô trabalhando aí também, eu tô falando de ajuda aí, tipo assim, não é para apo ajudando, ajudando mesmo, que eu tô pensando em me jogar no crime também porque, tipo assim, tá difícil a situação para mim, aí se tu puder evitar um jovem no crime aí, tá ligado? Que que você gostaria de oportunidade? Eu preciso de um trabalho que pague 10.000 por semana.
É. E não, esse cabelo aí falando desse jeito, não seja presencial. Ah, [risadas] e caraca, que cara bobo, cara. E que tipo assim, que que tem a vale refeição também. É, Talita, vamos lá. O debate tá se encerrando, né? Mas acho que eu não poderia perder a oportunidade de estar aqui. Acho que para além de tudo que eu já trouxe nas outras falas, uma coisa que acho que transpassa a minha vida é a questão dos camelis. E a gente teve um voto e uma fala sua num projeto de lei que estava sendo tramitado diretamente sobre
os cameluz. Dizer, eu gostaria que nesse momento, porque muitos dos crias aqui tem uma vivência muito parecida com a minha, precisou um momento da vida, ir pra rua para ter um trabalho digno, para conseguir levar um um dinheiro digno para dentro de casa e poder sobreviver, porque muitas vezes a opção não é nem sobreviver, é sobreviver. E aí me causa um um lugar muito descontente de ter uma vereadora eleita na cidade do Rio de Janeiro que diz que o camelô é uma poluição visual. Não, não, não, não foi isso não. E aí, nesse momento, eu
gostaria de te ouvir porque o recorte que subiu nas redes, inclusive na sua também, deixa um olhar muito tentencioso. E um outro ponto é se uma vez esse olhar não é, porque o seu mandato não se coloca aberto para conversar com o sindicato que organiza o Muca, que é um movimento muito tempo estabelecido. Eles estavam lá na Câmara. E por que a gente não consegue avançar? Uma vez inclusive teve até audiência pública sobre a situação dos cameluz e você não tava lá para participar assim como a CEOP não tava e como o atual prefeito da
cidade, Eduardo Cavalieri também se tirou desse debate que é um debate sobre a nossa cidade. Audiência pública, eu tô à disposição. Eh, tem programas da prefeitura. Então, mas essa é porque eu não fui convocada de repente, entendeu? Eu tenho que, eu posso provocar até, se você quiser propor uma, mas o que eu falei sobre os camelôes é porque teve um vereador lá que propôs tornar o camelô patrimônio, o camelô da orla, só porque teve uma confusão lá, ele quis surfar na onda, falar que o camelô era patrimônio. Só que isso não resolve o problema de
ninguém. Você falar que é patrimônio, que que isso significa? O que que deixa de resolver mais ainda quando a gente coloca esse trabalhador num lugar totalmente criminalizado, porque é isso que a CEOP faz hoje dentro da nossa cidade. Não, o meu voto é o seguinte, eu fui contra tornar patrimônio porque eu falei para ele, você quer o quê? O cara vai falar que é camelô, eu sou o patrimônio. O que que ele quer? Tá legalizado ou ser patrimônio ou ser patrimônio? O que que você acha? Você estuda, né? O que que o Camelo quer? falar
que é patrimônio, que não quer dizer nada, ou ter uma legalização, um documento que é a TUAP, a taxa de utilização de área pública. Sei, eu sei o que é TUAP. O cara quer uma TUAP, certo? Ele quer TUAP, mas a TUAP dentro de um cenário político que a gente vive hoje dentro da cidade do Rio de Janeiro, que não alcança de fato o número de camelus que estão na cidade do Rio de Janeiro, primeiro a gente precisa então ter políticas públicas que consentissem aquela casa da importância dos camelões pra gente poder avançar e os
camelões terem a TUAP. Então, tornar em patrimônio seria uma inicitiva, inclusive, de a gente poder debater naquela casa a importância desses trabalhadores, não sobre a criminalização, que é o que a gente vê na prática, esses camelões sofrendo. O que ele falou era tornar patrimônio, não era o camelô, não era o da orla, por causa daquela confusão que deu com aquela menina. Ele quis surfar nessa Onda e colocar o camelôo como dessa forma, discordo. Ô, tornar patrimônio da cidade da a orla só, pô. Então ele coloca tornar patrimônio o camelô, não é? concorda? Seria se seria
um um pontapé inicial pra gente começar a debater as políticas públicas para aquela categoria. Se inclusive hoje as políticas públicas precisam ser provocadas pela mídia, se as coisas não forem pra grande mídia, a gente não tem a política pública acontecendo. Não, não, não, não. Voltei. Ó, você falou, você falou, você falou. Calma, calma aí, mano. Pô, você falou sobre propor, sobre propô, uma ajuda para quem tivesse querendo mudar, certo? Aham. Certo. Sim. Então, tipo assim, eu juro para você que se tu me der uma moto, eu paro de fumar. Eu nunca mais fumo na minha
vida. Gente, mas olha só, deixa eu falar um negócio. Eu tô falando assim de encaminhamento como vereadora. Então, me caminha para um bom lugar que não seja ruim, não seja com tipo qu tipo qu de de estudar alguma coisa. Eu acho super bacana. Sim. Entendeu? Dinheiro para investir nas músicas. Eu faço música boa, entendeu? Não, eu falei estudo. Estudo. Eu gosto da música. Não é só dinheiro. Dinheiro não é só o dinheiro, é dar oportunidade para você em algum lugar, registrar minhas músicas, lançar, entendeu? Então, tipo assim, você me Ajudando, eu consigo ajudar ele, consigo
ajudar ele, consigo ajudar ele. Uma pessoa como você, se conscientizando, que tem eu e eles aqui, como povo da da sua cidade, entendeu? do seu país, você ajudando nós, vai fazer, pode ter certeza, que isso vai fazer outras pessoas se referenciar em você? Sim. Ó, deixa eu te dar o exemplo. Eu tenho uma moça que trabalha comigo, Renatinha, ela é moradora, cria da cidade de Deus. Ela, eu conheci ela quando eu era subprefeita e ela ajuda nessas emendas para dar eh incentivo à cultura. Ela se formou nisso, apesar dela ser criar lá, ela conseguiu estudar,
se destacar e hoje ela é nomeada no meu gabinete. Todas essas pessoas que fazem cultura na favela, eu encaminho para ela para deixar eh dar incentivo, legalização, assim como tem uma outra que trabalha comigo, que ela é do movimento do Charme, que ela mora no complexo do alemão. É legal você prestar atenção que depois vocês vão falar que eu não ajudo, né? Eu tô falando aqui sobre a cultura. Inclusive, eu tenho uma moradora da cidade de Deus e uma moradora do complexo do alemão, eh, nomeadas no meu gabinete, ganhando muito bem e que as duas
trabalham com cultura dentro dessas favelas e sendo crias dessas favelas. Então, assim, seriam pessoas que eu colocaria sentadas com vocês, são bons exemplos, vão dar direcionamento para vocês, vão poder ajudar de verdade isso aqui, mas sem querer robotizar a gente, né? Nós vai poder ficar tranquilo do nosso jeito, sem robotizar. Gratidão. Vermelho e o preto lá, entendeu? Pode ver. Mas tem três vermelho. Não, esse aqui falou menos. Então, boa noite de novamente. Hum. Eh, você falou que, tipo, você é a favor daquela operação que teve lá na no complexo da Penha, certo? Mas, tipo, depois
daquela operação, o que que o estado fez? Não, o que que eu falei? operação, eu concordo, mas que tem eu, como eu falei aqui antes, tem que ter ocupação sim do estado, do município, tem que ter obra, saneamento, entrar luz. Eu eu brigo por isso. Eu tenho exemplos para dar para vocês. A gente tá tendo, por exemplo, aqui na Cidade de Deus, um um o bairro Maravilha, que é uma obra que a cidade faz, o o município. É muito legal, porque aquele Casebre ali que não tem nem endereço, ele passa a ter uma rua, passa
a ter calçada, passa a ter saneamento, passa a ter poste, passa a ter CEP. Então assim, isso é dignidade, é brigar por isso. Eu tenho vários projetos de bairro Maravilha que eu fico cobrando lá do prefeito falando: "Cara, você tem que fazer, você tem que fazer". Aí ele já fez um no Rio das Pedras, tá fazendo dois na cidade de Deus. Eu como vereador, eu cobro por isso, cobro por isso o tempo todo. Isso é um programa que tem na prefeitura e que já acontece e a gente tem que cobrar para acontecer mais. Obra, obra
o tempo todo, ocupação territorial, colocar as coisas para acontecer. Mas você acha que a ocupação territorial seria fundamental? Lógico, urbanização, óbvio. Mas deixa, então deixa eu te explicar. Daria tudo, pô. Daria dignidade. Somos todos nós, maioria daqui somos MCs, a maioria de nós. E nunca teve um projeto Na dentro da de nenuma favela, tanto da prefeitura, tipo, ah, vamos lá, vamos botar um projetinho que vamos fazer uma cabine, nem que seja uma cabine, mano. Só pra gente fazer umas músicas, só para nós, tipo assim, articular com outros amigos. Às vezes, tipo assim, maioria das vezes,
tipo, nós chamando um amigo nosso para fazer uma música, nós tá tirando um amigo nosso, tipo assim, de ficar na boca, tá ligado? De parar com os cria, bá. Mas tipo, quando que a gente vai conseguir isso? Nós nunca teve isso. O estado nunca proporcionou colocar, por exemplo, uma cabine. Ué, a gente pode ver, a gente pode ver junto. A gente pode ver junto. E eu tento dentro da prefeitura arrumar dinheiro ou com alguém arrumar dinheiro. É isso. É isso. Ainda vou ajudar vocês, pô. É, boa noite de novo, né? Vai. Eh, vou voltar no
tema que o FB falou sobre a operação na favela. Eu acho que essa guerra particular do estado com com as organizações criminosas, certo? Porque não acha sentido entrar na favela, matar 100, 60, 80 bandidos e no final de tudo não resolver em nada. Só enxugou gelo. E acabei de falar aqui, para mim tem que ter operação e tem que ter ocupação. Tem que ter escola funcionando, clínica da família funcionando, tem que ter as coisas funcionando. E é isso que eu cobro. Tô aqui para isso. Eu concordo. Eu falei isso. É isso. Eu concordo. Falta o
crime, eu acho que o crime não vai se resolver a base de bala. Não, mas olha só, quando a operação do complexo do alemão foi uma investigação, foram mandados que eles foram cumprir e quando eles chegaram para cumprir, eles foram recebidos, obviamente com todo aquele arsenal. Vagabundo de fuzil na mão, já foram tarde. Todos eles chão passagem. Ué, mas olha só, imagina se a polícia não operasse, então é, concordo. Isso aí eu concordo. Realmente, se a polícia não tivesse, imagina se não tivesse, se eles atuando assim, não precisa. Deixa eu só dar um dado para
vocês. Aqui no Rio de Janeiro a gente tem uma taxa de elucidação de homicídios de 25%, ou seja, baixíssima. Mas sabe por quê? Quase 80% é entre facção e aí não tem como investigar. É bandido matando bandido e polícia matando bandido. E em Brasília é diferente, né? você não tem essas comunidades e tal, você tem 90% de taxa de elucidação. Não, olha só, a a culpa de homicídio não é da polícia, a culpa de homicídio e e isso é provado, gente, com estudo. Ela pode ver que ela faz faculdade de direito. O maior número de
homicídios, ele vem de facção entre facção. Não é polícia, bandido, é bandido, bandido. O contexto do que eu tô falando, não é isso. O contexto que eu tô falando é sobre a tô voltando na pauta de você fal sobre é necessárias operações. Tem que ter para mim eu não acho tão necessário porque não vai resolver em nada. Eu acho que resolve a base da educação também. Também são coisas concomitantes. Ex. Eu vim da batalha de rima e foi uma coisa que salvou minha vida, tá ligado? São concomitantes. Salvou minha alma. E tipo assim, foi assim
como eu consegui puxar algum algumas pessoas próxima a mim. Que bom. Aí eu tô aí para ajudar. Você não é sobre cultura. É sobre isso que eu tô. Eu vou ser aqui. Sim. Se não for apologia, tô contigo. Se não for apologia, tô contigo. É, então essa palavra aí, tô contigo foi importante porque eu vou vir falar aqui agora, porque tipo assim, aqui somos todos jovens e todos nós também estamos aqui, tipo assim, lutando pelo nosso sonho. Ninguém tá aqui à toa, todo mundo acredita no seu sonho. E como você falou que tu também é
uma pessoa de ajudar, então tipo assim, eu convido você a conhecer, tá ligado? Cada um aqui. Pode ser que seja depois aqui você conversar com as pessoas melhor. Por exemplo, eu, ele aqui, a gente tudo mora tipo tudo junto numa casa onde todo dia a gente estamos buscando nosso sonho junto. Às vezes a gente sai pra rua para trabalhar junto e isso tira eu, tira meu amigo de dentro da favela, tira meus colegas, tipo assim, pra gente não ficar naquilo lá. E no momento, tipo assim, a gente busca recurso no pouco que a gente tem.
Então, toda soma que eu digo, tipo assim, não é financeira, mas toda forma no patamar que você alcança de ser um porta-voz, lógico, que a gente às vezes não temó voz para chegar em alguns lugares, eh, seria bom pra gente, entendeu, que você conhecesse um pouco da nossa história para você realmente conhecer mesmo como se é na favela, como se é na nossa vida. Teu nome? Isso. Meu nome mesmo é Robert. Robert, hoje eu entro em qualquer favela que eu for, bem-vinda. É só vocês me chamarem que eu vou e eu vou. vela não. Não
favela não. Eu vou para qualquer lugar e muito em qualquer lugar não. Já onde é que vocês moram? Rio Grande. Aonde? Na Rio Grande. Aonde? Na Rio Grande. Grande Parque Parque dos Pacentes. Então, olha só, em qualquer lugar que é, não, não vamos falar. Olha só, microfone. Eu sei, por isso que eu falei. Olha só, em qualquer lugar que eu sou bem recebida, eu vou, tá? Se não fizer coisa errada, eu tô junto. Eu tô para ajudar. A minha função é ajudar quem precisa. Sen não vai fumar junto comigoização. A gente, por mais que a
gente pareça, mais que a gente pareça assim meio tem um semblante meio assim esculembrado de mas a gente tem educação, a gente também sabe lidar, a gente sabe tratar. Que bom. E a gente tem essa organização, visita, a gente tem que tratar bem. É isso. Pelo amor de Deus. Acredito que se for lá visitar não vai ter essas coisas. E a gente vai só falar de trabalho, que é o que eu queria mostrar para você, que ali, tipo assim, é, a gente luta mesmo de verdade para sair desse caminho, entendeu? É de verdade mesmo. Quem
tiver lutando, eu tô aqui para ajudar. Quem tiver pelo bem, eu só não sou a favor de coisa errada. Pode ser policial, pode ser bandido. As minhas afirmações valem para qualquer um. Se tiver algum político fazendo sacanagem, eu vou ser a primeira a dar porrada. Dar porrada no sentido de que nem eu dou porrada em traficante, entendeu? Mesma coisa. Isso aí é de pitbull. Se eu vira lata não posso nem citar medo não. Eu vou cíar o que mais acontece a gente mais vê, entendeu? A nessa hora que eu falei assim, a gente tem muito
para mostrar. Obrigadão. Eu vou. Pode me convidar que eu vou. E acabou. Próximo. Não, não, não. Acabou. Acabou. De novo não. De novo não. Vai acabar no tempo certo. Minuto e meio. Vai. E como ele fez o convite, então te convido a conhecer meu polo cultural. Semades Vicente Carvalho, eh, número 880, em frente a Shopping Carioca. As portas vão estar 100% abertas, não só do polo cultural, como da comunidade, se você quiser também. Além de ter a comunidade aí da Vila Cosmo. Qual comunidade? Vila Cosmo. Além de ser a comunidade de Vila Cosmo, a gente
faz parte do complexo da P. Então, você acha que através da gente vindo, através de um viés eh real, cultural e político, social, eu acredito que a gente pode sim rodar a Penha toda fazendo alguma coisa. Só que eu espero que esse debate não seja só para gerar engajamento para você e sim que seja algo que você realmente reconheça como fazer algo de diferente para dentro da comunidade. Porque eu que estou dentro da comunidade, digo para você que várias vezes eu já me senti cansado de tentar. Imagino, pô. Só que ao mesmo tempo se a
gente parar vai ser pior. Imagina, lógico. E uma coisa que eu aprendi com a vida foi nem tudo aquilo que a gente planta a gente colhe. Tem coisa que a gente colhe que nem foi a gente que plantou. A gente escolhe semente, mas também não garante Que ela vai germinar. fruta podre também pode gerar uma nova floresta. Então, antes de você apontar o dedo, eu acho que você também tem que acreditar e reconhecer que se existe o sistema, existe a forma de revitalizar pessoas. Como eu tentei usar o exemplo para você sobre o meu irmão.
Meu irmão, ele se escolheu ser preso depois que ele resolveu a parte familiar. Ele ficou 12 anos preso. Ele não viu o nascimento do filho dele. Mas hoje ele é uma pessoa vitalizada e faz muitas coisas diferentes para dentro da comunidade também, sem nenhum apoio, sem ter nem nada. Por isso que ele foi a pessoa que falou para mim, ó, agora chega, não pede ajuda para nada, já que você já tá grande para fazer, faça por você e através dos contatos que você tem. Então, de novo, eu volto aqui a dizer, chega de discurso sensacionalistas
que você não sou sensacionalista não, cara. Eu sou radical no sentido assim, bandido é bandido, eu não tenho pena, mas quem faz coisa certa, quem trabalha, quem corre atrás, quem tem vontade. Entendo que o viés, pô, cara, eu pensei, fala, pode falar, termina. Pensei em real, em largar a arte, virar jornalista. Sens, sensacionalizar as coisas chama muito mais atenção, mas não resolve o problema. Se você realmente tá levando a parte como política séria, você tá vendo que eu tô falando de você, você ignorando tudo e volta. Não, eu tô tô falando Então, para de sensacionalizar
e trate pessoas como pessoas. Nós não somos bichos. Mas olha só, não fala isso jamais, porque você me conhecendo um pouquinho melhor, você vai ver que eu sou uma pessoa do bem e que o que você Vê é o mais de sensacionalismo. Você vê ignora, ignora. Eu tô conversando em você oportunidade. Ignor falando que eu sou do bem. O qu? Eu não sou do bem. Você é uma que eu já Aí você entende, você me entende, você tá afirmando que eu não sou do bem. Aí você quer o quê? Que eu fale o quê? Nenhum
animal é do bem. É isso aí. É da carne. A gente não é do bem. A gente é pecador. Nenhum animal do bem. A gente é da carne pecadora. Não é nenhum animal do bem. Para que se não é assim. Não é. Eu eu só falei uma coisa e vocês ah, não é. É a mesma coisa que você falar assim, eu sou do bem, eu falar humal. Eu falei, eu eu duvidei de alguma coisa. Você foi pejorativa, você tentou me lá. Então, você foi pejorativa comigo. Você foi, você tentou me denegrir como pessoa pelo fato
de eu falar para você que eu sou a favor. Você nem sabe se eu fazia uso ou não. Não, mas não, você falou não. Eu não, eu não, mas eu tenho a opinião de que aquilo que é crime, eu não quero, né? Beleza, galera. Debate com os crias, se vocês quiserem o segundo round. Tô preparado e tô aqui à disposição. [música] todo mundo aqui vai fazer reunião.
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