[Música] a voz até bem pouco tempo atrás não fazia tão parte assim da nossa rotina embora a tecnologias como Alexa ou como a Siri já existissem muita gente ainda duvidava do quanto elas empatariam o nosso dia a dia e se para a gente era assim para as empresas da mesma maneira o uso da voz nos armazéns e nos centros de distribuição não era tido assim como algo tão usual hoje a gente aqui no log talks o podcast de Logística da córber vai conversar sobre vós e quem vai Voice e um monte de coisas interessantes que
provavelmente você também ainda não acredita que existem nesse sentido nesta Temporada nós estamos recebendo Rubens Batista se eu da Martins e é o silêncio diretor presidente da corber para a América Latina bem-vindos a nossa segunda Episódio dessa temporada se você perdeu o primeiro episódio Aliás foi muito interessante para a gente entender um pouco da dinâmica da Martins para a gente poder conversar sobre isso vós então não atinge isso já existe né queria saber um pouco como é que foi as primeiras impressões como é que começaram os primeiros estudos acerca desse assunto para implantação né Eu
acho que isso faz parte do DNA do Martins o Martins sempre busca muito a questão de como a gente pode melhorar a produtividade fazer mais com menos né fazer mais rápido etc então a gente olha muito e faz pequenos projetos e fazemos testes nós olhamos as tecnologias que estão disponíveis a gente não a gente não não gosta muito de não não é seduzido pelo modismo o modismo se a tecnologia é boa ela tem que ser pagar ela tem que ser ela tem que demonstrar retorno e a gente começou a avaliar não fica em by-voz nós
começamos a avaliar fica em baile né que era uma outra uma outra tecnologia e a gente a gente principalmente queria no primeiro momento olhar o nosso fracionado nós temos uma área de fracionado grande porque na medida que quando a gente pensa em atender o CNPJ a gente pensa só vende caixa fechada não é assim né Tem a gente vende cores diferentes então unidade também é tamanhos diferentes e unidades também é soltas né não não caixa fechada em uma duas três unidades etc é até porque o nosso foco é atender o pequeno o pequeno Varejista e
até quatro check-outs né então é a gente a gente faz essa parte então a gente ficou olhando muito avaliando a solução nunca a gente conseguiu acertar porque a valida-la pelo seguinte ela tem um investimento alto em esteira você tem um pouco Pouca flexibilidade depois porque aí você tem uma infraestrutura montada é um pouco mais difícil e depois aí nós começamos a olhar um pouco falar assim não de repente o nosso primeira nossa primeira movimento não deveria ser o fracionado vamos olhar a carga fechada né O que a gente chama de os volumes as caixas fechadas
né E aí a gente começou a olhar a solução de pique vai voz né a gente até princípio no primeiro momento a gente achava que não ia ser tão tão benéfico né a gente já tinha tecnologia instalado o cara o nosso colaborador ele já tem ele os movimentos né são bem estudados de tal maneira que ele não perca tempo então a gente achava difícil a gente conseguir ter uma produtividade maior Mas aí o que que nós fizemos até para garantir que é o Projeto era bom vamos fazer o seguinte vamos fazer um teste um piloto
e vamos colocar o melhor cara para ver se a gente ganha realmente né E realmente foi uma grata surpresa né porque ele tem as mãos livres né então ele consegue fazer tanto pegar como bipar então com muito mais rapidez e foi um projeto que se pagou rapidamente no sentido de ter um retorno maior do que a gente esperava né a gente estabelecido já uma taxa de uma taxa produtividade elevado e ele suplantou esse esse esse objetivo inicial que nós estabelecemos né então assim nós implantamos no nosso primeiro CD no nosso CD de Uberlândia né que
é o nosso CD Maior E Agora Nós estamos fazendo um tamo revisando o projeto porque a gente acha que ainda tem uma podemos ter uma solução mais barata envolvendo ao invés de ser só ao invés de você equipamento e software só o software utilizar no equipamento já existente né então a gente tá testando isso essa possibilidade então a gente tá animado com o projeto e queremos expandi-lo né Nós só estamos fazendo essa essa esse ajuste essa comparação entre tecnologias a gente acha que tem um espaço para mantendo a produtividade ser um pouco de custo um
pouco mais baixo né na prática do Armazém o operador trabalha com o fone de ouvido né com uma estrutura de microfone em que ele consegue se comunicar e vai fazendo checagens né através do fone e dando comandos através da voz né na prática assim muda isso mas tem muitas outras coisas envolvidas nesse processo né ou se assim várias dúvidas que a gente vê constantes assim são sobre ah e o ruído que existe dentro do armazém de que maneira ele impacta a voz né ou esse essas mãos livres elas fazem tanta diferença assim e acorda tem
um posicionamento muito contundente em relação a isso de que realmente faz muita muita diferença né Nós acreditamos que sim que faz eu acho que o exemplo prático né da experiência do Martins está mostrando isso também né é uma forma muito mais natural de comunicação com um sistema do que a leitura e a digitação é o ser humano ele a comunicação por escuta e fala né é a primeira forma que nós desenvolvemos antes de aprender vai escrever mesmo antes de aprender a falar nós já escutamos e já nos manifestamos por sons né então assim é extremamente
natural e por ser natural é muito fácil de aprender então a gente vê assim uma redução importante em tempo de treinamento e é muito fácil de evoluir né eu vejo particularmente assim tem algumas questões da tecnologia que são muito interessantes quando quando nós olhamos para prancheta o ponto que Rubens fez é muito interessante também de como surpreendidos né porque na prancheta quando nós desenhamos um projeto anti-projeto nós estamos partindo de um paradigma atual sem conseguir medir todos os detalhes todas as variáveis daquele novo paradigma é claro que nós tentamos né é imaginar e supor e
usar exemplos de mercado mas na prática na prática a realidade só que vai nos mostrar o resultado né então é muito gratificante ouvir que o resultado foi foi melhor ponto de vista tecnológico sim né a pergunta que você fez sobre isolamento de ruído sotaque nós temos muita migração acontecendo no nosso país de pessoas até de outros países que falam com sotaque acentuado né como que a gente lida com tudo isso na retaguarda empilhadeira apitando passando ao lado os ruídos normais de uma operação é realmente um marca-bolso tecnológico bem interessante que tá por detrás na retaguarda
aí da solução e o objetivo na minha visão é nós sabemos o quão desafiador é reter bons talentos especialmente numa operação logística né que nem sempre é o ambiente mais atraente para o profissional que ali trabalha né então eu penso que quanto mais nós facilitarmos e a vida desse profissional e tornarmos o trabalho dele o cotidiano dele um pouco mais leve a gente também ajuda nesse sentido da retenção de talentos tem uma questão relacionada às pessoas muito intensa né quando a gente está falando da voz que é o lance das mãos livres para poder ter
um contato com o produto mais adequado né menos quebra de equipamento que bota no bolsão tira também tem um ganho de qualidade para as pessoas que trabalham dentro desses ambientes muito interessante né Sem dúvida se revela na produtividade né ele tem menos menos movimentos que ele tem que fazer né e ele pode se concentrar mais em fazer o atividade principal né então assim sem dúvida nenhuma a produtividade ela é muito ela é muito boa e também economicamente etc né então assim é claro que é uma Eu acho que o que o Elson falou que também
é interessante é é o fato de você tornar a pessoa ouvir é muito melhor e muito mais fácil do que ler infelizmente no nosso país nós temos ainda um grau Educacional né muito limitado das pessoas né Muitas delas têm dificuldade né elas ainda estão estudando ou depois que conseguem trabalhar conseguem voltar os estudos né então assim essa questão de você ter uma operação que é mais fácil que demanda não precisa de muita utilização de digitação etc você ganha muito né Eu acho que a gente a gente em termos do próprio colaborador ele sente mais ele
se sente melhor mais confortável né Eu acho que essa é a palavra um pouco das pessoas cuidar melhor das pessoas dentro dos ambientes Assim vocês falaram tá que a gente falou de ruído a gente falou de ergonomia é todas essas coisas são coisas que não passavam pela nossa cabeça há 10 anos quando a voz ainda né estava num processo diferente assim de maturidade né mesmo os nossos aplicativos em casa de voz tem hoje um reconhecimento de sotaque muito melhor né enfim é todas essas questões o que que vocês acham que hoje é um aspecto tecnológico
que a gente olha com os mesmos olhos que nós olhamos para voz e que tem tudo para nos surpreender daqui a algum tempo dentro dos armazéns assim nós trocamos brevemente sobre o uso de drones que é uma tecnologia que vem né acontecendo muito né Já falamos aqui no log talks temos uma temporada inteira falando sobre robótica né falando sobre o uso de robôs de robôs autônomos enfim que que vocês acham que hoje a gente olha e daqui a cinco anos a gente vai dizer não realmente pode ser eu acho que o Claro que o Élcio
tem muito mais que ele pode falar mas assim o que a gente tem olhado né é de possibilidades né claro Drone é uma delas né para poder na realidade a gente tanto do ponto de vista de você ter a parte de de supervisão do Armazém né de cobertura dele como também eventualmente até no futuro fazer algum tipo de entrega né Hoje é notícia né uma entrega notícia se você pensar ainda tem alguns no nosso caso que vamos em locais muitos distantes e às vezes alguns de difícil acesso isso pode ser uma solução no futuro a
gente acredita que pode ser quando a gente olha no sistema de armazenagem eu acho que você tem tanta aquelas soluções de armazenagens que na realidade são gutos o sistema de armazenagem já é um robô e ele traz a mercadoria para poder você o colaborador retirar como você também tem soluções de robô né que então assim eu acho que tem grandes soluções tanto de armazenagem né que para melhorar a produtividade do Armazém né É mas claro isso isso também é varia de país para país né a velocidade de você pega um funcionário Europeu é muito mais
caro né o custo na Europa nos Estados Unidos de um colaborador é muito mais caro que no Brasil né mesmo na América Latina num país tão próximo do nosso como Chile que tem um salário um salário mínimo muito superior Quando você pensa um salário muito superior Quando você pensa e compara com a nossa solução muitas vezes a adoção dessas soluções ela demora um pouco mais mas eu acredito muito que o grande tema é e o tema que a gente vê cada vez mais é que quando a gente pensa em logística nós temos ainda algumas ineficiências
ou duplicações né Você tem o CD do Armazém do do do do da indústria Você tem uma O armazém do distribuidor Você tem o do atacadista Você tem o armazém ainda do supermercado Então você tem aqui aluguéis sobrepostos colaboradores sobrepostos e tal então a gente nós acreditamos no Martins cada vez mais isso deve quando a gente pensa na cadeia logística isso deve de alguma maneira ser no futuro a gente buscar essas economias né como é que a gente pode reduzir isso como é que a gente pode consolidar isso Será que tem alguma solução uma das
soluções que a gente já vê hoje é o próprio Marketplace que não deixa de ser isso né eu deixo então eu eu sou uma plataforma eu como Martins tem um Marketplace né Tem vestido nisso não só eu compro e vendo né tem uma relação de fornecimento com meu com a indústria como eu também tenho uma relação de parceiro com a indústria no sentido de de ser uma plataforma de venda em que ela atua nessa plataforma de venda é ela mesmo entrega para o cliente para o meu cliente que é cliente dela também uma vez que
ela atua na minha plataforma eu corro risco de crédito eu na realidade dou a plataforma tecnológica para que ele Acesse o meu cliente e ele pode contratar a entrega com um terceiro né e inclusive sair direto do Armazém dele para o cliente ou eventualmente eu posso fazer isso também né é o Martins pode prestar esse serviço então acho que essa soluções né esses modelos de negócios novo ou essa maneira de cooperação nova entre a indústria o distribuidor e o próprio Varejista eu acho que tá no futuro eu acho que essa vai ser a grande discussão
futura como a gente faz isso né excelente eu concordo plenamente tem dois como todo sistema né a cadeia de suprimentos é um sistema bastante complexo e tá subdividido em vários componentes então excelente assim a visão Rubens eu concordo plenamente que de um lado nós temos que olhar o ponta a ponta né o end to and da cadeia de suprimentos e buscar realmente as otimizações entre os nós né evitar as duplicações e otimizar realmente essa esse fluxo como um todo além de tecnologia E aí vai bastante tecnologia de previsibilidade de inteligência artificial para fazer as movimentações
adequadas né Isso é caro um monte de requer muita maturidade algumas empresas Elas têm um pouco de medo né na relação de fornecimento e compra né isso poxa eu vou ficar a mercê uma vez que eu começo a abrir mais dados e começa a colocar a minha operação na mão de outra né mas eu acho que são elementos superáveis da tecnologia vai ajudar um pouco aqui e a maturidade o negócio o relacionamento uma visão mais holística vai ajudar também né e de novo voltando a questão do sistema os componentes individualmente também podem e devem ser
otimizados né a força da nossa cadeia sempre está restrita ao seu elo mais fraco e isso é dinâmico não dado momento é uma cadeia uma determinada cadeia de suprimentos vai perceber neste momento o meu elo mais fraco está no componente transporte no componente armazenagem distribuição no componente previsão enfim sempre vai haver eu acho que essa movimentação de qualquer o próximo objetivo de otimização e as tecnologias Elas têm que atender particularmente cada um desses objetivos né E são são diferentes Então dentro das quatro paredes do Armazém Eu também acho que a robótica ela ela já tá
crescendo 77 por cento ao ano no mundo né ela já tá tomando uma uma proporção realmente muito forte tem os desafios naturais aqui do Brasil bem colocados pelo Rubens assim de custo-benefício e a gente tem que ser explícito em relação a isso né mas eu vejo assim que nós temos uma tendência cada vez mais de armazéns menores se fala muito em pop-up né armazéns é que são criados e desmantelados em um prazo curto para atender uma demanda específica um Rock and Roll Halloween enfim esse tipo de situação como eu consigo munir de tecnologia um armazém
que eu vou criar para atender uma demanda de um mês e depois tirar não é não é muito viável pensar em fazer contratações e depois desligamentos em massa né então eu penso que a mecanização inteligente que é o que um robô faz ela pode sim ajudar bastante e é uma tendência para dentro das quatro paredes de novo a gente está falando de estratégia de novo a falando de processo né de a tecnologia como uma ferramenta para atender a um processo E aí esse olhar intenso da do processo inteiro pode levar essas novas tecnologias assim eu
tenho uma curiosidade sobre o pink Voice que hoje está sendo utilizado por vocês tem algum outro ganho que vocês entendem da produtividade relacionado por exemplo a concentração do trabalhador que fica com o fone fica conversando né com a com a tecnologia E aí tem menos distração algo nesse sentido você sentem também disso separadamente mas a gente acredita que isso no conjunto contribui para essa produtividade né ele fica muito mais focado Sem dúvida nenhuma eu acredito muito na palavra mas ela ainda é uma palavra e menos uma realidade a colaboração né E essa é uma relação
entre indústria distribuidor indústria Distribuidora e o próprio varej indústrias distribuidor Varejista e o consumidor tem que ter colaboração né colaboração é fundamental como a gente pode fazer para na realidade tornar tudo essa jornada muito mais simples mais barato porque no final do dia quem vai ser beneficiado é o próprio consumidor e nós vamos ter mais consumidores também né porque se barateia na cadeia todo então você vai ter mais acesso mais pessoas podem ter acesso a gente cria cria mercado né E isso sem dúvida nenhuma para se colaborar precisa ter uma relação de confiança né e
o grande problema nessa relação de confiança é que existe sempre aquela discussão da divisão da margem quem fica com quanto né então mas eu acho que é eu tenho muita esperança até porque quando a gente olha principalmente essas novos modelos de negócio né colaboração tá dentro né então você vê esses ecossistemas que se formaram que são arranjos arranjos societários ou arranjos comerciais que tem feito bom como eu e esse esse ecossistema é o redor de um consumidor de um grupo consumidor né então acredito muito nisso eu ainda acredito que a gente vai ver isso no
futuro é claro que a gente está numa fase de transição né de uma de uma relação muito mais nós Contra Eles para se tornar uma relação de colaboração Mas eu acredito muito nisso eu acredito que a gente ainda vai viver essa palavra e não vai ser só uma palavra que preenche muitas frases bonitas mas ainda não é a realidade eu ainda acredito que a gente vai vivenciar isso e eu acho que esse é o futuro né É E outra coisa que você falou sobre que a gente acredita também é que a gente acredita em que
o grande Armazém É lógico que ele é importante né você tem condições de usar tecnologia ser produtivo você tem também a questão da economia do estoque né o estoque óptico etc e tudo isso é e quando você vai para armazéns menores você vai fazer o contrário você vai ter estoques em vários locais você começa aumentar a complexibilidade do controle e também você aumenta o seu capital de giro mas a gente acredita na combinação das duas coisas porque o cliente lá cada vez mais ele quer ter menos estoque também então você vai ter que estar mais
próximo do Consumidor né de quem compra de você e vai vender para o cliente que é o consumidor Então eu acho que essa combinação de grandes armazéns com pequenos armazéns é uma outra tendência que a gente vai ter que equacionar e claro tecnologia vai ser muito importante nisso né com a indústria vai ser muito importante nisso de repente ao invés de eu utilizar um armazém meu eu posso usar um armazém de terceiro né e a gente cultizar custo é meio difícil é meio fácil falar e difícil executar mas quem sabe a gente consegue fazer isso
no futuro né Sem dúvida é o norte eu acho que sim e é o norte né Faz tempo que a gente fala que não é mais a empresa que compete são as cadeias que compete mas eu concordo plenamente que na prática esse discurso ainda não tá né a gente ainda não atua como cadeia tanto assim né colaborativamente falando e tem mais uma variável na Rubens a nossa infraestrutura em toda todo mundo emergente né os países se desenvolvem ela ela não nos ajuda sua ponto de vista da previsibilidade né Tanto do comportamento do Consumidor quanto do
transporte então é um pouco difícil desenhar uma matriz logística super e daqui a pouco a estrada tá parada tá fechada Tem acidente e tal a gente acaba trabalhando com um pouco mais de Margem né falamos então de várias tecnologias as tecnologias humanas da colaboração também as tecnologias de hardware como a voz como os robôs e de software falando de processos Esse foi o nosso segundo episódio recebendo aqui a Martins para a gente conversar sobre a realidade a complexidade desse negócio de atacadista que a 70 anos Está entregando em todos os endereços do Brasil nos próximos
episódios nós vamos falar ainda mais sobre isso assim como a gente falou nos anteriores sobre robótica sobre processos sobre oscilações de demanda Então continue acompanhando log talks e a gente se vê no próximo episódio até logo [Música]