[música] [música] เ Vocês estão pegando o que escapou, né? >> Ah, é. É, nós fomos cortar o galho, aí caiu lá e pulou aqui embaixo. >> Ah, >> olha, você viu quantinha que deu esse ano? >> Pois é, falaram que deu muito mais, né? >> Deu, deu bastante. E pelo jeito o ano Que vem vai aumentar. >> É, mas você tem experiência nisso? >> Tenho. A gente >> já colheu em outras vezes em outros lugar. >> Já colhimos aqui, já fo umas duas, três vezes, né? Já deu bastante ano >> e a gente tem experiência
porque nós fomos criados na roça, sabe? É, eu sei, mas não tinha oliveira quando você era criança. >> Não, não. Só que nós já colhimos aqui Uns tr umas três vezes. Então, cada ano que vai passando, ele vai aumentando mais. >> Tá aumentando. >> É. Então, eu creio que o ano que vem vai ser mais. >> E aí vocês fica com quanto tempo aqui trabalhando? Quanto tempo que dura a safra? >> Ah, esse ano é capaz que vai durar uma semana e meia por aí. >> Ah, só isso >> é muito rápido. >> É muito
rápido. >> Pensei que era um mês, dois. >> Não, é que aí pega uma turminha boa, né? E do jeito que pega uma turminha boa, então já então já escolhe os melhor, né? Os melhor dos melhores, né? Sumara, >> vocês são acostumados trabalhar junto? >> Som sim. >> É, mas vocês são família, não é? Só amigo >> não. Aqui é o meu marido, o Nelsino, o Lés é meu cunhado, a Simara é minha sobrinha. >> Mora tudo no serrano? >> Moro, né? Eles moram no quilombo. >> Ah. Ah. Elas moram no quilombo. É verdade. É.
>> É. Eles moram no quilombo. >> E esse é um trabalho bom? É melhor que fazer faxina. Olha, você falar é melhor. >> É melhor não. Se você falasse o contrário, eu ia já duvidar do você trabalhar ar livre aqui, conversando com Os outros, né? Muito bem, com os amigos. Aí você vai fazer uma faxina, como eu também já faço faxina também. >> Não escolho serviço, seja roça pasto, >> é, eu faço de tudo, cerca, trabalho em parte de jardim, já limpei chalé 7 anos. Uau! >> E então a faxina para fazer que nem eu
faço, que é uma completa que eu falo, é limpeza de canto a canto. Eu não sou assim de fazer só o meio, sabe? >> Porque tem gente que fazina só pro meio, Né? É, >> você faz por tudo. >> Sujeiro de bai de tapete com dia de tábua. Eu não, eu tiro tudo. Aí os móveis são pesados, né? >> Principalmente os móveis mais e antigo, né? >> Antigo é pesado. É, >> é pesado. Então, um servicinho desse aqui é uma coisinha leve, não? >> Sim, tem isso também. >> Muito bom. E os amigos também são
Especial, né? >> Legal. Como que você chama? >> Marlene. >> A gente é uma família, né? >> É uma família. É >> uma. Você se torna uma família, né? >> Torna uma família. >> Legal. Então é muito bom, sabe? A gente conversa, conta causo, canta. Então pr nós vamos >> canta. >> Ah, mas então você vai cantar um Pouquinho para mim agora, [risadas] já que você se dedurou, que você canta, filha. >> Não, mas canta assim particular, né? >> Escondido da câmera. >> É. >> Tá bom. Ô Marlene, ô, você já viu meus vídeos? Não,
>> não vi. >> Chico abelha. >> Não vi. >> Então, mas eu quero filmar você lá na Sua casa. Sério? >> Você com a com a foice trabalhando na enchada. >> Ah, então >> você tem artinha, alguma coisa? >> A gente tem, a gente tem um jardim, um gramado lá em casa. Nós tem eh um sítio. >> Ah, então seu o o Fabião tem o seu contato? >> Tem, >> tem. Então vou pedir para ele depois. Sim, >> eu vou atrás de vocês porque eu gosto de gente desse tipo assim >> que bota a mão
na massa. Ó lá a mão dá. >> Não, nó não esquenta a cabeça. Nó é faxina, é inchada, é foice e é >> é o serviço que vi pra frente. >> É como é que fala? É cavadeira. Duas é duas lâminas, né? Fala duas bocas, né? >> Então para nós não tem serviço. Camou nem estamos lá. >> Legal. Isso aqui é brincadeira de criança. Então >> é brincadeira de criança. >> Tá bom. [risadas] Que bom um serviço assim porque você ainda ganha né? >> É porque é um serviço levinho, né? >> É. >> E bonito,
né? Você olha a contida de oliveiro. Então é distração para nós. >> Quando que você veio conhecer Oliveira? Foi aqui não >> foi? >> Você não conhecia essa árvore antes? >> Então eu conhecia assim uma planta de Praticamente de pomar de jardim. A oliveira aquela aquela mais grande que faz e põe na maionese, faz salada. >> Mas não é essa azeitona >> não. Não é essa miudinha não. >> É uma maior. >> Mas a miudinha conhecer aqui. >> Sim. Legal. >> Então a nossa parte de lavour é outra coisa, né? Milho, feijão, >> abóbora. >>
Abóbora, mandioquinha, salsa. >> Mandioquinha. Você planta mandioquinha? Salsa. >> Eu plantei muito. Achei colher é umas 2000 caixas de de mandioquinho. >> Nossa. >> E eu quando ela solteira, eu meus irmãos. >> Aham. >> Então agora essas essas plantas agora é agora mais de turista, né? >> Planta de turista. Gostei dessa definição. >> É. Ué. Você pode ver que é >> é planta de turista. L. Povo daqui não planta isso aí não, né? >> Turista. É. Aí o meu marido tem um patrão ali que ele tá plantando macadame. >> Macadame também é planto de turista.
>> De turista também. [risadas] >> Novidade que vem de fora, né? >> É novidade. >> É. >> Então para nós essa planta mais simples, Sabe? >> Ô Marlene, falaram que aqui é bom de trabalhar, que o patrão é bom. É verdade. >> Bom. >> É. >> Olha o Fabão aí. Falar a verdade para você. O Fábio é gente boa. >> Que que ele tem de diferente que é bom? >> Ele é simpático, educado. >> Isso já tá bom. Vai ter que pagar bem. Tem que pagar certo também, né? Não, ele Paga certo em dia, paga
bem, mas para nós que mora aqui, que estamos nativo, >> ah, o que vale mais é a educação e o respeito. E ele é muito simpático, muito bom. >> Ele tá até trabalhando com vocês lá, ó lá. >> Tá até ajudando aí. Tá vendo? >> Não sei se é porque tá filmando, mas ele tá lá ajudando. Ah, porque [risadas] tá filmando. >> É porque tá filmando, >> não é não. Eu sempre falo bem dele lá em casa pro marido meu, sabe, pro Nelcino, que ele é uma pessoa muito boa. >> Uhum. Ele, o Felipe, a
gente trabalha ali. Eu também trabalho. Eu sou diarista aí para as pessoas aí. O Paulo lá do quilombo que eu trabalho para ele, pra Nádia. Só um casal de gente muito simpático, muito bom. >> Então, dá para escolher patrão bom aqui em São Bento? >> Dá, dá para escolher, mas o que eu tenho Agora de patrão são tudo bom. >> Escuta, não quer atrapalhar porque você tem muito serviço para colher ainda, né? >> É. >> Vocês fica aqui até 5 horas? >> Não, até às 4. >> Até às 4. >> Então tá bom. Um bom
serviço para vocês. >> Muito obrigado. >> Tem alguém que fala assim igual a Marlene que quer falar que tá morrendo de vontade de falar da frente. >> Eu sabia que ia dar esse silêncio [risadas] porque ela pulou na câmera. >> É que tem medo de sair na Globo. Agora eu não faço conta mais. >> Você já [risadas] saiu uma vez, agora não faz conta. >> Eu não sei. Acho que eu já >> Ninguém quer mais falar. >> Ninguém quer mais falar. É Maren Ela é porta-voz. Engraçado, é porque até agora a pouco tinha um monte
De gente. >> Falou tudo. >> Ela falou tudo. >> Alguém quer falar? Cada um tem sua história, gente. Cada um tem sua história. >> A Graziel é bo. >> Eu vou lá. Eu vou lá. Não precisa não. E aí, Graziele, conta pr nós como é que a colher. Primeira vez na vida que você tá colhendo. Qual que é? Qual? Terceira, Fábio? >> É quinta, ó. >> É quinta que colheit já. >> Mas você nunca tinha visto isso na vida aqui. >> Não, >> não. >> É serviço bom. Se aqui >> é, >> eu gosto. >>
Vale a pena. >> Vale aqui. Gosto. >> Vale subir esse morro todo aqui para mim Trabalhar. >> Vale, >> confessa. [risadas] >> Escuta, uma. Você já comeu do azeite daqui? Não. Alguma vez? >> Não. >> Não. Ô louco, >> como assim? Eu não >> pode f aqui do lado. >> Deu uma vez para mim, mas eu não gostei não. [risadas] >> Ele se do pé. >> Pera aí. >> Você prefere o quê? Banha de porco. Então >> não, eu gosto deles na chu mesmo. F, >> você gosta de fritar a batata? >> Eu gosto de
fritar na batata. >> Ah, [risadas] quando é na ah puro você não >> na pizza. >> Ah, tá. >> Pizza. [risadas] >> Mas olha, se tem alguém que come azeite Puro, deve ser 1% assim os degustadores e os mais loucos. Mas >> azeite é pra gente combinar com a comida. >> Combinar com a comida. >> É, >> mas sim. Que jeito que nós tá apanhando? Se eu já provei uma vez. >> Ah, não. Aí é horrível, né? >> É. Aí eu já peguei, falei, falei: "Sai, que beleza? O pá tava comendo. Eu falei assim: "O
pá tá comendo com a boca doce, Eu também vou comer." Eu comer, mas não gostei não. >> Ah, não. Então, mas eu tava falando do azeite, não da azeitona, né? >> Ah, do azeite. Do azeite. >> Ah, do azeite. Você do azeiton [risadas] era do azeite? >> Não, do azeite é gostoso. >> Azeite é bom. Fábio >> já deu pr nós provar. >> Legal. Bacana. >> É verdade, F. É gostoso. >> É isso aí. >> Então, tá bom, Graziele. Obrigado, viu? >> De nada. Eu vou filmar mais um pouquinho. Você não vai cair não. >>
Não tô frio no gaio >> mostrar vai perditar o chinelo. >> Op. >> Tá querendo me matar. Cuidado, patrão. Melhor. >> Você não tem salário. Se matar não tem salário, filho. >> Quer me pegar >> muito chique, né? >> Tem gente que acho que come azeite e não sabe da onde que vem. É verdade. Nem conhece, né? >> Nem sabe. >> Mas eu também não conhecia não. >> Então, >> então, no tempo da minha mãe do meu pai era milho, eu ia muito no cargueiro, sabe? Colocava no paió que ela continha de Milho. Eu tinha
uma tia que é cunhada da minha mãe, ela chegava debaixo do jacá de milho assim e saía com o jacá no ombro. Eu admirava ela, menina. >> Força. >> Nossa. >> Você queria ser igual a ela quando crescesse. >> Queria. >> Então você conseguiu, né? >> Quando cheguei lá e feijão colia bastante, né? E antigamente a pessoa não Vendia, sabe? É, era uma pessoa assim amigável. Ah, ter fulano não tem, eu vou dar para aquela pessoa, né? Agora tu fala assim: "Ah, vou vender para ter fulano". Antigamente um não tinha milho, >> o outro tinha
feijão, então trocava porco. Meu pai engordava porco. Olha, de de dava umas 14, 15 arraba. >> Você pensa que meu pai vendia pro vizinho falar assim pra mãe: "Olha mulher, >> vamos pegar esse quarto de porco e vamos dar para tá fulando e daí quando ele matar com certeza ele também vai dar." Então era aquela troca. Olha, rapaz, era lindo antigamente. >> Pessoa não tinha maldade, não tinha malícia, era tudo amigo. É, não tinha negócio de dinheiro, troca de dinheiro, sabe? Agora se eu for pegar um frango no terreiro, fal assim, vou vender para estar
fulano, né? >> R$ 80. >> É, antigamente não. Era uma coisa assim que era uma berganha que eles fazziam. >> Uhum. >> Entendeu? Era muito bom, viu? >> E não dá para voltar isso aí, ô Marlene. >> Olha, aí eu queria, eu queria que voltasse, mas e >> as coisas mudou muito, né? Cada cabeça é de um jeito, né? Então o povo de agora já subiu na cabeça o o a ambição, >> tá certo? >> Então já fica mais difícil, né? >> Eu tenho esperança ainda. >> Eu também tenho, mas não é fácil não, viu?
>> São sei lá, né? Eles não não pensam assim no na na religião e no dinheiro, né? Na na na religião e na bondade, na troca. >> Então eles acham que um frango faz falta, né? Antigamente uma um quarto de do porco de de 14@ pessoa dá de graça. >> Deixa aí. >> Deixa aí. >> Duas meninas. >> Tá. Deixa eu ver lá que eu fiz eu falo com vocês hoje, tá? >> Tá bom. >> Lá você vem. Ô Chico, a gente tá pós colheita, né? Então elas estão, sabe, estão sofridas e tal. >> Ah,
mas isso é só você que tá vendo, viu, Fábio? Porque olha aqui, eu vejo um gramado como um bosque de oliveiras. >> Bosque dos Oliveiras. É, agora a gente Vai começar a dar vitamina para elas de novo, porque elas, enfim, o fruto foi embora e tal, >> precisa repor, >> precisa repor, porque agora vai vir a poda, né? >> E a poda também elas acabam sofrem, né? Porque é um é um ferimento na árvore >> e depois a gente vem com col, >> passa uma calda bordaleza, essas coisas. >> É, seria ideal a calda bordaleza,
mas a gente passa cola de cola de madeira Mesmo, né? Ah, é. >> Ela já seca, já, já, >> aquela branca. >> Aquela branca ela já fecha. >> Hum. >> E o que a gente fazia? Pegava os galhos todos, amuntimava. Não, horrível, né? Não pode, não pode queimar. Hoje em dia, que que a gente faz? A gente deixa tudo isso apodrecer aqui. >> Aqui mesmo. Ah, isso aqui é resquício, >> Isso é tudo resquício. >> Ah, >> esse aqui vai demorar mais, lógico. Isso aqui a gente usa para lenha e tal. >> É, se você
fiz picasse esse, né? Então ele não tem ainda um triturador, mas se você ver aqui, olha só isso aqui tudo, ó, triturador. >> Ó, que é uma matéria orgânica aqui, ó. Galinhos, ó, tudo que vai, ó, aqui, ó. >> Então, é legal que você tá com o solo Coberto, né, cara? Exatamente. Não, e essa decomposição dessa madeira é importantíssimo. Vai trazer bichinhos, minerais aqui. Então a gente agora >> faz essas leiras aqui >> para para deixar no solo e ela acaba ajudando na colheita também, porque lá em cima, por exemplo, >> ajudando como você fala?
>> É porque como a gente põe esses galhos todos aqui, fica um negócio alto, né? Então pensa que a gente tá lá em cima Que tem que assim, >> você sobe >> na hora da lona, você pô a lona para colher. Essa essa palhada toda ajuda porque faz um >> Ah, entendi. Faz uma bacia. >> Que legal. >> Para não cair as azeitonas. >> Ô, Fábio, mas você já foi adiantando muito assim, contando as suas oliveiras, que você deve ter um carinho enorme, que Eu vejo como você trata elas. Mas eu quero saber como que
alguém de São Paulo resolve, eu nem l nem sei o que que você trabalhava lá em São Paulo, mas você resolve romper com aquilo e vir pra Serra da Mantiqueira, >> meter a mão na massa para viver da terra. É, >> como é que foi isso? Conta para nós, Fábio. >> Cara, isso foi o seguinte, a gente já vivia fora de São Paulo, né? A gente Morou 10 anos na Israela, >> então você já tava buscando uma vida mais com qualidade? >> Já, já. Aí o litoral, na nossa opinião, junto com a nossa idade, eu
acho, o litoral ficou muito cheio. >> Verdade. >> Muito cheio. O litoral tá é muito cheio de é um fio só de terra, né? Vai todo mundo para lá. >> É. >> E daí eu, aí aconteceu um monte de Coisa. Eu conheci a Cris, eu sempre falo que não é que a gente achou o terreno que achou a gente, né? >> É o povo fala isso. >> Ele que me escolheu que te aceita ou não, né? >> Exatamente. A gente nem queria tão grande, né? Aqui. Então são cinco alquires aqui. Era muito grande pra gente.
>> Mas então, mas vocês já tinham a intenção de começar a mexer na terra ou Era ainda se refugiar aqui? >> Não, era se refugiar, comprar um sítiozinho pequeno. >> É pequeno, >> uma coisa pequenininha, 10.000 m, 20.000, Sei lá, >> e continuar com os bicos na cidade. >> Não, não, a não sabia. Queria fazer a vida aqui mesmo. >> Então vocês vieram assim pro desconhecido. >> Desconhecido. >> Muito legal isso. É, >> é, é isso. É muito legal. Muito legal. Porque >> e aí você abre muitas oportunidades. >> Exatamente. Mente de principiante, sabe? Então,
ah, vamos fazer, vamos começar um negócio. Aí o meu, a gente achou essa terra aqui e o meu sócio Ismael, que é ribeiro também, do azeite dos ribeiros, que a gente comprou aqui, era um pasto. Isso aqui não tinha árvore nenhuma, era um era deserto verde. Daí a gente Começou devagarzinho e, né, aquela coisa, vai indo, vai indo, pega aqui, pega aqui, vai aqui, limpa aqui e tal. E aí ele falou: "Fábio, vamos fazer azeite?" Falei: "Vamos fazer, mas eu não tenho dinheiro". falou: "Não, eu entro com as árvores e você entra com a mão
de obra". E foi um negócio que deu super certo. Tomí 10 anos já eu te falei, né? >> Pois é, 10 anos. Mas e a gente tava conversando agora a pouco, agora que você começou a ver o retorno, né? >> Exatamente. Agora que eu >> que tá que tá dando mais do que você tá gastando. >> É, tá tá empatando e ainda dá para tirar um pouquinho. >> Empatando. Ah, >> sabe? >> Depois de 10 anos com as árvores adultas e tal. como a gente precisa valorizar o o homem do campo, né? Porque isso que
você tá na tua mesa aí, você não sabe o trabalho que deu para chegar. Concordo Plenamente, >> não é? [risadas] E daí é isso aí. Aí vai inventando. A gente fez o chalés, >> hum. Que também é um dos carros chef, um dos carros chefes, não, só tem um carro chefe, né? É um dos [risadas] carros apoiadores. É. E você vai inventando. Aí eu inventei a história do vinho também que a gente quer fazer aqui e café que a gente já tem aqui, já já vende aqui no no ranchinho também. O ranchinho é um lugar
que a gente fez Para atender os hóspedes, né, que chegam aqui, chega gente, chega à noite aqui, fala: "Meu Deus, onde é que nós vamos subir?" Não, porque à noite não vê os começ para de subir. Então eu falei: "Não, amanhã de manhã você vai agradecer". Aí o cara n que lugar lindo, tal. >> É, é lindo mesmo. >> E daí o cara esquece um vinho, esquece uma uma comida, esquece uma massa, um tempero, café da manhã. A gente tem aqui No ranchinho ali. Um apoio. Exatamente. >> AP. >> E aí é isso. Já estamos
aqui desde >> Quanto, quanto tempo vocês estão aqui? >> 12 anos. >> 12 anos. >> 12 anos. >> Ô, ô, Fábio, se você tiver que falar para uma pessoa, né, que tá lá em São Paulo, assim, querendo sair daquela loucura, São Paulo qualquer grande centro, né, o que que você diria assim? A primeira coisa a se pensar antes de tomar a decisão de largar para trás o que que uma certa segurança, né, de trabalho, de conhecido, de >> comércio que tem de apoio. Que que você falaria para essa pessoa? Você consegue depois de tanto tempo?
>> Olha, eu acho que tem gente que tem esse essa coisa dentro assim, porque tem muito amigo meu que veio aqui e que falou: "Puxa vida, eu queria fazer isso que você, mas não consegue." >> Então, o que que é? Se não consegue, né? Aí, e tem gente que tá lá e que já veio aqui também e que uma hora falou: "Não, tô indo, tô mudando". Fala: "Nossa, mas ele tinha o trabalho lá, sabe, fixo e tal". Aliás, já aconteceu com o hóspede aqui, o cara trabalhava numa uma multinacional, sabe? E aí não vamos mudar
porque é isso que a gente quer. Eu acho que é >> é muito pessoal, né? >> É muito pessoal. E tem uma coisa que Quando eu mudei para ele a Bela, isso acontecia muito também. É o seguinte, a pessoa acha que é difícil, sabe? Ah, é difícil. Quer dizer, você tem que ter uma certa e eh dependência ali, né? Uma grana para você, cara, para fazer toda essa mudança e tal, >> se der errado e tal. >> Mas se me der errado, vai voltar. E daí que eu falava é o seguinte, um amigo meu falava
assim, as pessoas acham que é difícil porque quando vai falar assim: "Nossa, foi fácil, não foi tão difícil como eu pensava, foi legal, foi tranquilo essa mudança e tal". A gente já tá de mudança há muito tempo, né? Gabela, se que agora para cá, mas agora com as com uma idade >> as mudanças vão ficando um pouquinho mais complicadas, né? >> Pqu mais complicadas e a gente, eu eu não quero mais mudar chegando [risadas] agora tá bom aqui, sabe? Será que Será que você vai conseguir? >> Vamos ver, né? >> Vamos ver, né? Cara, mas
eu vejo assim que os artistas, né? E são pessoas que tem mais eh facilidade de se moldar as situações, né? >> Pode ser, pode ser >> mais flexibilidade, né? E e assim, eu acho que o serrano em especial ele atraiu muitas pessoas, né? >> Que tem esse essa essa visão, né? Então eles buscam qualidade de vida num ambiente bonito, que aqui é lindo, Deslumbrante, né? Agora as pessoas que são mais rígidas, que tem uma uma meta muito fixa assim, ah, eu vou para lá para ganhar dinheiro, eu vou para lá para plantar morango. >> Exatamente.
>> Talvez seja mais complicado, né? >> Ah, tá. Boa, boa. Isso é verdade. >> Você veio pro desconhecido? >> Eu vi pro desconhecido. >> Você esperou a oportunidade aparecer, não é? Não, >> exatamente, que >> eu acho que isso é uma inteligência. >> É, tem essa coisa também, sabe, do paulistano muito pragmático assim, né? Tem que lá eu tenho que montar um negócio, eu vou ter que ganhar dinheiro. Calma, cara. Depois o dinheiro vai ser a consequência. >> Eu falo sempre isso, >> não é assim. É primeiro curte aqui, vê, respira, cara. Ó o lugar
que você tá, chega aqui primeiro, a mantiqueira de Manhã e tal. Você não precisa acordar, já pensar que você vai ter que trabalhar e tal. As pessoas que moram em São Paulo realmente são esses são os heróis, porque olha, é difícil, cara. >> Os heróis que sofrem demais, hein, cara. >> Sofre demais, né? E tem que ganhar muito dinheiro. São Paulo é uma cidade muito cara, gasta muito. >> Gast. Isso foi uma coisa que você percebeu aqui >> também. É, aqui na ilha também logo Depois que eu mudei para Bela também. E eu percebi uma
coisa que eu acho que é um dos grandes trunfos aqui é o seguinte, a gente não precisa de muito dinheiro não. Dinheiro é consequência, sabe? Ah, de fazer uma viagem, ah, que legal, tal. Mas assim, é uma viagem. Exatamente. Estar aqui >> é não, de quando a gente precisa de férias para sair um pouquinho, né, para sair da ilha e para ver a ilha, né? Mas não precisa de dinheiro, cara. >> Muito não, né? >> Não precisa de muito não. Eu as roupas rasgadas tudo. [risadas] >> Pois é. Eu pensei assim: "Ah, eu vou, que
roupa que eu vou lá no Fábio? Ah, vou vestir essa que já tá manchada, que já tá com terra, porque olha o sapato, >> ó o jeito que ele anda." >> Tem até calda cal que estava fazendo, né? Exatamente. >> Ô Fábio, você tava falando de viagem e a viagem interior, assim, isso mexeu com o Seu interior também? Assim, >> mexeu muito >> estar aqui, porque a montanha é mais intimista do que o mar, né? >> É montanha intimista. A montanha vai fazendo você ficar meio índio, né? Sei lá, você precisa entender da terra, né?
>> Se conectar com a natureza. >> Se conectar com a natureza, entender o que os bichos estão falando, entendeu? O que a planta tá falando. Tô lendo um livro bárbaro agora que é só sobre Planta, né? >> Conta aí, conta aí qual é o título. Você lembra? Ah, tô começando ainda. É, adorei. >> Mas você tá bárbaro, você já gostou, né? >> Não, adorei. O livro fininho. Só fal, só >> depois você dá o título pra gente colocar aqui. >> Dou, dou. >> Tá legal? >> E então essa, principalmente o vegetal, né? Como ele dá
resultados e como a Relação do homem com ele é muito muito importante. As pessoas, eh, opa, eh, >> pode atender. >> Não é para desligar a água do >> do da roça, tá vendo? Agora vamos lá >> aqui. Vamos lá devagarzinho. >> Vamos lá que a gente vai indo. Vai indo. >> Eh, e daí como é que eu tava falando mesmo da >> da da relação que >> da relação, né? Então, coisas que sabe, você não tem a mínima no pera aí. Para Você plantar isso não é assim. Você não vai plantando assim e você
vai aprendendo toda hora. Por exemplo, eu tô, eu tenho quatro pés de kui plantei faz 10 anos. Os quatro pé de tá bonito, pé de kiwi e tal. >> Não dá quei, >> não dá kiwi. Sabe que não dá que não sabia. Tem que cruzar >> macho e fêmea. [risadas] É comprei. >> Óbvio, né? >> Não, porque tem que fodita. É, então Você não precisa tal para ninguém. Quando eu comprei >> ninguém te falou. >> Você vê que nem o cara que me vendeu sabia porque senão teria falado. Fal seu F tem que levar >>
tem que levar mais. >> Leva o macho e leva a fêmea. A fêmea. >> Aqui outra cagada aqui, ó. Chico. Cagada de principiante, né? Não é cagada de principiante, é erro. as trombad para aprender. >> As trombadas para aprender. Por exemplo, esses mirtilos todos aqui. >> Como é que a pessoa me põe embaixo dessa aroeira? >> É, então >> não pega sol. >> Uhum. >> Incrivelmente, miraculosamente. Ele dá, dá mentiro todo ano. >> Mas dá pouco e dá a >> Não dá não. Dá bom e doce. >> É, dá bom e doce. >> Eu dei
umas rapadas aqui, cortei um pouquinho. >> E você também não vai cortar aeira, né? >> Não vou cortar oeira, vou. É. E ó que essa coisa linda, não dá vontade de >> É, essa esse é um tipo de >> É, são duas airas, duas diferentes. >> Duas arroas diferentes aqui. >> Legal. Vamos lá desligar a água, sen não se esquece. >> Vamos lá. Vamos lá >> que eu já vi que você é divagante. >> Eu sou divagante. [risadas] Ô, Chico, outra coisa aqui. Bom, a gente fez esse tá branco aqui por causa da calagem, né?
>> É. Você falou que fez medição, né? >> É, a gente fez a medição da terra, fizemos do pomar e fizemos daqui também. E das vinhas. >> Uhum. Só que do eh eh das oliveiras é uma coisa assim industrial, sabe? Então é uma coisa que demanda, tem que é acho que vai ser umas 10 toneladas, vai ter Que subir o trator lá e tal, >> chamar aquela turminha do quilombo de novo. >> Eu acho que eu vou chamar, não vou chamar o Barrinha, o Mauro Barrinha, ele tem um trator filho do Barrinha, ele me leva
tudo lá em cima. >> Bar legal. >> E aqui, ó. >> Mas quem quem que quem que espalha o >> Ah, os meninos, né? Eu não tenho mais Mais saúde para isso. >> Você tem menino que trabalha aqui com você? >> Tem, tem, tem. >> Ah, >> aqui, ó. Depois a gente vai lá. Aqui é onde vai ser a menor vinícula do mundo, provavelmente, né? [risadas] Esse aqui eu que fiz, Chico. Tá vendo que tá meio torto e tal? Porque eu eu não sei fazer, então vou vou >> Não, tá tá razoável. >> É, tá
razoável. >> Só as telhas que precisa cortar ali, ó. >> É, ali eu vou cortar. >> Não, não tá ruim não. Você tá com o seu parâmetro muito lá em cima. >> E aqui, ó. Esse aqui é nossa hortinha. >> Hortinha. Ah, mas você não terminou de falar do livro lá, fio? >> Ah, eu vou Não, então o livro eu tô no começo ainda, mas tô adorando porque é ele fala do Ninguém dá bola pr pra folha, né? A folha, ah, folha, tal. A folha é o mais importante do universo, sei lá, né? Que ela
fala assim, sabe? Uma coisa assim. >> Universo. >> A folha que faz a atmosfera toda, né, cara? É a folha que faz toda >> a fotosíntese, >> a fotossíntese, tal. Então, a a a Terra deve muito às folhas, principalmente porque o tronco é um outro é um outro e é sistema da árvore, né? A raiz é outro Lá na terra, mas a folha mesmo, a folha é um sistema que faz toda essa troca toda que limpa o ar. Então, uma importância da folha >> que depois volta pra terra para virar matéria. Alimento, né? >> Exatamente.
>> Pois é. >> Ô, Chico, >> você já fechou água? >> Já. Cuidado aqui que tá tá escorregando aqui, ó. Eu tirei hoje. >> Aqui é sua hortinha? >> Aqui é minha hortinha. >> Mas el não tá pouco na sombra também. >> Tá também outro erro. Tá vendo >> é abacate aqui. >> É abacate. Depois você vai levar uns abocados. >> Oba. >> Mas eu vou eu vou cortar um pouquinho em cima dela só para entrar o sol aqui. >> Pois é. Ou mudar o lugar da horta, sei lá, né? >> Pode ser. >> Esse
é um problema. A gente começa a plantar muita árvore e fica com dó de cortar. >> Exatamente. >> E aí uma hora >> só. Não, mas aqui eu acho que dando uma poda na só na copa dessa abacateira vai ser até bom para ajudar a a lá dentro >> e a colher, né? >> Legal. >> Ó aqui aspargo. >> Esse é aspargo. >> É. >> Isso aqui é Sálvia. >> Esse aqui Sálvia. Esse aqui é o Gobô. >> Gobô. Para quem não conhece, Bardana também tem esse nome, né? >> É. Nós vamos fazer uma receita
hoje. >> Oba. >> Aqui cebola e morango que dis que vão, >> combinam, disz que vão bem juntos. >> Combina. Olha cebola e mor cebola ou cebolinha? Cebola. >> Tem cebola e tem cebolinha. >> Tem os dois. >> E aqui é uma experiência que eu tô fazendo porque os japoneses fazem o seguinte. É, vocês tá ligado, né? >> Eu tô ligado. É, >> mas você sabe que isso aqui é o Isso aqui você tá tirando, >> Isso aqui é o crepe do Japão. Isso é comestível. >> Ah, vá. >> Sim. Aprenda. Olha, tá vendo essa
florzinha amarela? >> Sei. Sei, não sei. >> E essa folha? Isso aqui você pode comer. Isso aqui pode comer. Essa folha aqui. Essa aqui, né? Essa aqui, né? Você você não vai deixar porque aí você não quer. Mas ó, com para você mostrar para você. >> Crepe chama >> crepe do Japão. Não sei por que que chama crepe, mano. >> Ah, mais uma para aprender. Essa aqui, Né? >> É essa aí. É essa aí. >> E é linda, hein? >> E ela nasce em todo canto. Essa aí >> é, é verdade. >> Ela dá por
tudo. >> Então, daí tinha essa ideia, né, de que você você >> você plantou na areia ou na terra? Mais >> não, na terra. >> Na terra. >> Eles plantam com uma terra bem arenosa Para ficar bem fácil de >> para ficar bem bem para drenar, né? bastante >> isso para não ficar empapado também. >> Mas aí eu planto no vaso. Esse vaso aqui é furado. >> Uhum. >> Então a raiz dela eu pego >> raiz desce. >> Eu já venho com a pá aqui e tiro fácil ela. Sabe? >> Você gosta de gobô, hein,
cara? >> [ __ ] eu adoro, cara. >> É, >> tem coisas que você come e teu corpo fala: "Hum, esse aí pode mandar mais porque isso aí eu gosto. O meu também fala isso. >> O Gobô também fala isso para mim. >> Na hora >> você tem azedinha. Tem uma azedinha aqui. E agora ali eu tô fazendo o bersário ali do outro lado de lá também. >> Ah, do outro lado tem as mudinhas, né? >> É que eu já vou pôr aqui também. >> Você que cuida das hortinha? >> Eu que cuido. >> É,
>> você vê que tá mais ou menos, né? >> E a E a Cris, >> o Tem enjoado. >> É enjoado. A Cris faz é o quê, >> cara? A Cris faz tanta coisa também. Cuida da casa. >> Essas são multitarefas. É, cuida do a a Parte dos hóspes. Ela eh >> ah, ela cuida disso. >> É, ela cuida de E ela cuida do detalhe feminino maravilhoso, né? Que a gente nunca tem essa [risadas] >> né? Ela fala que eu tenho pouco, [limpando a garganta] né? Que bom que eu tenho um pouco do de feminino,
n? É só >> feminino.É. Ah, >> é, mas às vezes o nosso feminino que a gente tem é para reconhecer uma outra Competência feminina melhor que a nossa para nós aprender com ela, né? Verdade. É verdade. >> Senão a gente vai ficar brigando, né? >> Ô, Chico, vem cá que eu te mostrar aqui o negócio. Aqui uvas de mesa, né? >> Uva? O que que ideia é essa de mexer com uva, cara? Que coisa do >> Não, essa veio, veio assim a Ah, vamos comprar uva. Essa é uva de mesa, não é uva de vinho,
né? E essa é super Resistente, ela vai muito bem aqui. V de mesa é aquelas na >> Iagra, Thompson, Isabel e tal. >> Essa aqui é um uma potência do do da natureza. Ela vem todo ano super exuberante. >> Mas não presta para vinho. É isso. >> Ah, presta. Até dá. Tem gente que faz. É que o outro é mais enjoado, né? >> Presta. Uhum. >> Então aqui eu [limpando a garganta] plantei essas uvas porque vão ficar do Lado da vinícula aqui. Vai ficar bonito. Aqui a tomar. >> Pera aqui. Mas isso não é seu
parreral, né? Não, isso aqui não é não é as vinhas. Nós vamos lá depois. >> Escuta, nós passamos reto aqui numa planta aqui para mim é uma feiticeira, uma bruxa. >> Uso direto. >> Para que que você usa a erva baleieira, cara? >> Eu uso pr tô com a dor no no no estômago Aqui, ó. No estômago. >> Ela é antiinflamatória. >> Ela é antiinflamatória. Então eu tô com esse, sei lá se é cotovelo, >> qualquer coisa. >> É cotovelo de tenista. Tem vários nomes. Coisa de velho. E eu passo ela, ela ajuda muito, cara.
Erva baleheira. Você passa assim, você passo, eu faço, é, a gente fez um extrato dela. >> Você que gosta de culinária, pelo que eu já vi, você sabe que ela é usada como Tempero, né? Sim, também. >> Legal. Já usou? >> Já, já usei. >> Acho que tem gente que chama ela de caldo quor, não é? Não. >> Ah, é verdade, cara. >> Tem esse apelido que é pejorativo, acho quase para ela. [risadas] É mesmo. Nossa. E e parece mesmo, né? >> Parece um tempero, né? de de assim combina com carne, com frango. >> É.
Ol >> que é isso? Obra. >> É obra. Achei que era um mosquito. Falei: "Nossa, que mosquitão". [risadas] Ó, che >> Ah, isso aqui é o cúrcuma. >> Essa aqui é cúrcuma que todo ano, né? Ela cai. >> Aí na hora que cai você pega as raizinhas. >> Eu pego um pouco porque se pegar tudo isso aqui é tem que ir pro asa. Tem que ir pro [risadas] >> pega um pouquinho pra gente fazer gargarejo para molho, cois casa, né? para ter em casa. Aqui eu tenho >> aqui são as mudinhas. >> Nossas mudinhas. >>
Isso [limpando a garganta] aqui tá tudo junto. >> Esse é bardana também. >> Você vai fazer o quê? Você vai, você separa a muda de >> Vou, vou separar para plantarla. >> Ela dá bem, né? >> Dá. [limpando a garganta] Isso aqui é uma coisa que ainda não peguei, mas vou pegar. >> Que que é isso? >> Isso aqui é raiz forte. >> Ah, raiz forte, cara. >> Ra forte. >> Hum. Você gosta da culinária sofisticada, né? >> É. [risadas] Só que ela é muito enjoada, Ch. Muito enjoada. Mas aqui seria o clima dela. Não,
>> não, cara. Não, ela vai bem aqui, mas ela gosta de água corrente, que daí tira essa toxina que ela tem, que dá aquele gosto forte. >> Hum. >> E água corrente ela fica numa leira mais e altinha assim. >> E a água do lado no Japão é assim. >> Cor >> e quem faz isso muito bem aqui. Eu comprei dele, do Rodrigo do Entre Vilas. >> A R forte ela tem um um gosto meio de Mostarda assim, né? >> É. É. É, >> você nunca comeu restaurante japonês. >> É rfot. Eles tm até o
nome. Wasabe. >> Wasazabe. É exatamente é esse aqui. >> Aí aqui tá meio bagunçado, né? Aí que que ele tem aqui? Biringela. >> Você faz suas mudas? >> Eu faço as mudas. >> Você não gosta de comprar elas pronta? >> Ah, eu gosto de fazer, né, cara? Porque sei lá. Aqui mais aspargo. >> Aspargo? Mas é semente o aspargo? >> É semente. >> Ele não dá de outro jeito com aqueles mergulhos, >> com aquela estaquia e tal. Nunca tentei. >> Nunca tentou. Porque eu achei que alguém me deu um pedaço ali que tava brotando. >>
Ah, é? Pode ser. Você põe a estaquia assim. >> Eu acho que é, mas acho que já é um pedaço que já tem raiz. Eu não não me Lembro que eu já plantei uma vez faz muito tempo. >> O bom do aspargo é que ele dura 10, 15 anos >> no mesmo lugar, né? Você não precisa mexer, vai cortando. >> E você come ele quando ele tá verdinho, né? Você come ele quando ele tá no Turião. Chama >> Turião. >> Turião. Porque ele ele nasce, daí tem aquela como se fosse vai abrir pr para >>
para dar flor e para dar galho. Antes disso você corta, corta, vai embaixo da terra e corta ali. >> Aí tem um pedaço branco outro verde. >> O nosso, esse aqui é verde só. >> É inteiro verde. >> Inteiro verde. É inteiro verde. >> Ah, tá. Era igual o meu também. Era tudo verde. >> É, eu quero plantar agora fora do porque tá, a gente tava plantando aqui, né? Quero plantar fora do do telhadinho aqui Do sombrite. Quero plantar no sol mesmo para ver como é que ele vai fazendo experiência, né? >> Uhum. Aliás, você
tá aqui que nós estamos que altitude >> aqui? Tão 1 100 e pouco. >> 100 e tem banana dano. >> [ __ ] tem banana pra caceta, né, Chico? >> E por quê? Porque ela tá protegida, né? Porque se ela não tivesse protegida pelas árvores, acho que não dava não, né? >> Protegida pelo quê? Pelas árvores. >> Pelas árvores ali, né? Não >> pode ser. Mas aqui é um bananal, né? Ali do lado aí que você onde onde você fori filmar era um bananal isso aí. >> Ah, é? E dava banana aí? Tranquilo, >> para
[ __ ] >> Olha só. É, então, mas eu acho que tem umas uns lugar que é que é face norte e que daí esquenta mais. >> Ah, melhor. Ah, o principalmente banana, né? >> É banana, >> café. Os caras fazem isso, né? >> Tem que falar norte, senão a geada acaba. É >> aqui a gente nunca teve muito problema de geada. É terra para [limpando a garganta] para plantar. >> Isso aqui é terra para você fazer. Você pega, bota uma peneira, peneira dela. >> Eu ponho uma peneira nela, joga um substrato ali que tem
um uma terra mais forte, >> uma decomposição. >> Aqui a caixa dos azeites para dar da colheita, né? >> Uhum. Ah, isso aqui é as caixas dos azeite que a gente vê aquele dia, né? >> Exatamente. Que a gente usa para colher. >> É, nós acabamos saindo do assunto do do da azeitona, né? >> Azeitona. Vamos voltar. Tá. Você visa Azeite na verdade. >> O que o sítio você diz? >> Não, assim, a a plantação de oliveira é você não vai vender azeitona, você vai vender azeite. É o produto processado, né? Produto processado. >> É,
não é em Natura. >> E aí, como é que você fez, né? Você escolheu as variedades já adaptadas pro Brasil? Porque eu já escutei umas histórias de gente aí que >> deu com os burros na água, né? Porque Foi plantando qualquer coisa. >> Pode ser. Parece que não sei se é Embrapa ou IAC, não sei quem que desenvolveu. >> É, então tem essa, tem essa espécie que é Maria da Fé, né? Maria da Féos da eh eh de onde voltou a Oliveira pro Brasil, porque o Brasil tinha Oliveira na época do império. Só que daí
Dom João VI para Portugal, mandou, voltou para Portugal, mandou cortar todas as oliveiras. >> Onde que estavam essas oliveiras? No Rio de Janeiro, >> no no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. >> Ah, é? Não era no Rio de Janeiro >> não. Acho que tinha na Camtiqueira. Provavelmente devia ter no Rio também porque usava M Grosso era sul de Minas e Rio Grande do Sul. >> Devia ter no Rio também, porque usavam para lamparinas, né? Para fazer um monte de coisa o azeite. >> Gente pessoar, >> nossa, imagina cheiro azeite, meu. >> Azeite.
>> E daí? Bom, daí voltou um português aqui no começo do século XX, trouxe uma muda, eu acho, aqui pra Maria da Fé >> de novo, >> de novo começou, voltou aqui e foi um cara lá pro Rio Grande do Sul também, tô contando a história assim, posso falar, né? >> E foi um cara lá pro Rio Grande do Sul também que virou um polo lá, um polo lá e um polo aqui em Maria da Fé. Quando a gente plantou aqui, a gente a gente pediu ajuda, né, pros universitários e tal, e eles falaram que
olha, as espécies boas aqui são arbequina e arbosana, que são espanholas. >> Então, sem adaptação para Brasil, né? >> Sem adaptação pro Brasil. >> É >> a Coronake, que é grega, vai muito bem Aqui. Aí, Agrápolo italiana. E agora a gente pôs mais uma que é a coratina, que é uma italiana também. Uma. >> Então você tem várias, >> temos quatro espécies basicamente, >> o que é interessante porque se alguma não der bem >> é exatamente a outra supre. Fizemos supre, fizemos um blend de porque se você tiver um par grandão, você você tem você
pode fazer o varietal, né? Então você faz uma só, faz Só coronake, faz só. >> É, mas aí também se a praga vier, só >> Exatamente. Exatamente. >> Sai daí, Concheta. Você é descendente de do qu? De espanhol ou italiano? >> Eu sou descendente de italiano e de irlandês, cara. Olha que doideira. >> Ah, você tinha me falado, né? >> É, exatamente. Nós temos um pé lá na Irlanda. >> Como é que era o nome? Você sabe que >> Whtaker. >> Whtaker. É os Whitaker da de Cork na Irlanda. Eu nunca fui um dia. Vamos
ver se eu consigo. >> Você tem uma Você sente uma conexão com com a Irlanda? >> Na sua música. Que que é? Eu acho que na cachaça mesmo. [risadas] Então falta você fazer um whisky aqui, né? [risadas] E minha mãe da Itália, né? Então tem muita coisa que eu Por isso que eu gosto de cozinhar. Você adoro cozinhar. >> Ô Fábio, a mão de obra, né? Eu vim aqui, eu filmei aquela turma animada aqui, alguns quiseram falar, outros não, né? >> Eh, é difícil achar mão de obra porque o que eu mais escuto falar aqui
que mão de obra não existe mais, que o povo vagabundo, não sei o quê. O que que você fala disso, >> cara? Eu acho a gente nunca teve problema m de mão de mão de obra, sabe? >> Que legal escutar isso. >> É. É. Não sei se é >> do jeito >> índole, >> índole ou se o se não sei se a gente o lanche, sei lá [risadas] que a gente faz. >> Essa foi boa. Não sei se é o lanche, >> é, sei lá, o lanche com protuto. [risadas] >> E mas sei lá, a
gente tem que eh ser >> tem que tratar bem, né, gente? Bem, claro, tem que pess remunerada, né? Tudo isso, cara. Ol, então todo mundo quer Vir trabalhar aqui, o pessoal liga >> o quê? >> É, ó, Fábio, não tô aqui, seu Fábio, se precisar, entende >> Fábio, eu acho que você devia vender um serviço de consultoria de como lidar com a mão de obra escassa nesse momento. >> Eu já vi muita gente reclamando, sabe, de ah, eu sou maltratado, não sei o que e tal, e a gente precisa tratar bem o funcionário. >> Claro,
é tão óbvio, né? Porque ele é a força motriz aqui do negócio, sabe? >> Tem que valorizar alguém que tá fazendo aquilo que você não consegue fazer, né? Bom, os nossos funcionários estão todos que estão aqui estão aqui já desde, sabe que a gente mudou da plantinho o mesmo mesma pessoa, as mesmas pessoas que >> isso também facilita, né? Bom, e se eles estão é porque eles gostaram, né? >> Exatamente. Exatamente. >> Que legal, cara. É bom escutar isso. >> É, isso aí é muito importante, cara, porque tá cada vez mais não e não se
dando mais o valor dessas pessoas que trabalham na terra. Tanto que tá acabando. >> Tem isso. É, você dá o valor para elas. Isso aí. >> Porque a molecada hoje em dia não quer mais ficar no cavalo, não quer mais ficar no trator, quer ficar no celular, quer ficar na moto, quer não sei o quê, não quer trabalhar na terra. >> Então tá acabando esse funcionário. Tá acabando. >> Ô Joe, >> como é que chama? Jo jo >> Jo jo ma >> ih, tá de boa. Nem se deu. >> Jo. >> Ah, agora ele escutou.
>> É. [risadas] >> Escuta, isso aqui é uma meluca. >> Isso é uma meluca. >> Você que plantou, foi, né? Plantou. >> Você usa para alguma coisa ou não? a nossa vizinha, né, Solange, que tem o botânica, ela faz aqui, aliás, é super legal se fazer um vídeo lá com ela. Ela faz óleos essenciais, faz >> Ah, que legal, >> faz elixir, faz perfumes, faz um monte de coisa super legal. >> Aí ela pega de vocês? >> Não, ela tem, ela tem, depois a gente vai passar lá. Ela tem um bosque de, de Melet. >>
Ah, tá. >> Super legal. >> E isso é maravilhoso, né? >> Maravilhoso. Isso aqui chamava de arte em si. Exatamente, né, cara? Sozinho. Isso aqui já é >> uma madeira flexível, maravilhosa, né? >> Muito bonita. Você ia falar alguma coisa? Eu te interrompi, cara? >> Ah, esqueci. Daqui a pouco a gente Lembra. >> É, a gente devaga. >> Quer quer descer aqui pro pomar pr você ver? >> Vamos. Não sei que tem tem. Eu sei que tem mais coisa aí, né? Que você quer mostrar. Cara, eu falo pra turma aqui que o serrano é um
lugar que para onde você olha é bonito. Depois nós vamos na varanda da sua casa lá para mostrar, né? >> Você faz alguma coisa com o figo? >> Eu faço, eu ponho na salada, cara. Parece para colher ele, inclusive. >> Mas você coloca ele maduro. >> Coloco ele maduro. >> Maduro na salada. Eu nunca fiz doce. >> Nos passarinhos deixam. >> É aqui, ó. A gente deixa metade e vai pros passarinhos, né? >> Aqui tem um aqui, eu acho que tá quase. Olha, >> ó. >> Esse eu acho, cara, que passarinho, não é? Passalada esse,
né? >> Olha que maravilhoso, gente. Ah, >> nossa, tá lindo, >> cara. Como que você faz? Você faz um acordo com os passarinhos para eles deixar para você comer, >> meu. >> Que passarinho formiga que gosta também, né? >> Então, nós não falamos, mas você Ah, ó, tem dois, então. Aqui, ó. >> Ah. Esse aí já não deixaram, né? >> Esse aí já não deixaram. >> Você você poveriza alguma coisa que não seja >> Não, tudo tudo biológico. >> É, mas mesmo as oliveiras não >> mesmo. As oliveiras. >> Hum. >> Tem fungicida e tal,
mas é tudo >> hum gente que figo maravilhoso. >> É tudo biológico. >> Tudo biológico. >> Mas você vende o seu azeite como orgânico? >> Então, a gente não tem o selo de orgânico, né? >> Mas precisa. Você acha que agrega alguma coisa? É, agrega. Eu acho que agrega, mas a gente vende como agroecológico. >> Falar nisso, você tem que roçar de vez em quando ali, né? >> Roça direto, cara. >> Direto. >> Hum. >> Na época da chuva. >> Na época da chuva bastante. Agora a curva baixa, né? >> É. Agora praticamente as graminas
não crescem muito, né? Exatamente. E fazendo a adubação orgânica e a adubação verde, esse passo vai sendo trocado. Aqui há um tempo atrás era só braquáa, >> então você não via outras espécies. Hoje em dia, se você for andar lá, >> você já vê florzinhas diferentes, não sei o quê. >> A braquara tá dando espaço para outras coisas. >> Você vai tomando um pouquinho, né, de lugar. >> Uau. >> E com a sombra a braquária vai. É, tende a desaparecer. >> Tende a desaparecer. Difícil, né? Porque a braquara é um bicho, >> é >> um
bicho difícil. >> Mas na sombra ela não vai não. >> É, na sombra ela não vai não. >> Gente, que gostoso aqui, viu? Você tem uma diversidade que isso aqui é café, aquilo lá é limão vermelho. Café, limão vermelho, >> pitanga, >> pitanga. >> Foi você que fez, pomar. >> Tudo a gente que fez, tipo, >> hum, >> o figo assim, o pé fego é difícil, enjoado, né? >> Porque era pasto, né? Você falou >> aqui era tudo pasto. >> Essa é a mexa. >> Essa mecha também. Agora vai vir a poda, né? Porque elas
estão todas mal formadas. Deixa eu podar de novo. >> Você que poda. >> Eu que podo. Eu que podo. As oliveiras não, né? Vem o pessoal podar porque é muita coisa, mas essas aqui >> eu gosto de podar. Tá vendo as as bananeiras? >> Baneira volta tudo pra terra. >> Volta tudo pra terra. Ó a pitaia lá. Chicó. >> A pitaia. Você já comeu pitaia daqui? >> Nunca comi, cara. Ela nunca deu. >> Mas a pitaia também tem poucas variedades que elas são autopolinizantes. >> É, né? >> É. >> Será que essa aqui é >>
pitaia? precisa de além de ter que ter entre variedades, eh, você >> precisa fazer manual a polinização. >> Polinização é >> na flor, né? >> É, na flor. Você precisa vir aqui de manhã, bem cedinho, porque é a hora que ela abre a de manhã. Já já teve flor aqui. >> Já, já teve flor aqui, >> mas não deu. >> Não deu, cara. Não deu. Eu vi. >> Então, tem isso da >> Ah, tem isso também. É, >> tem, tem isso sim. >> Quer ver? natureza toda hora falando de >> eu acho que você é
meio igual eu, assim, você vai experimentando. >> Eu pus a mão aqui na tem, chega uma hora você percebe que que as suas tentativas deram muito erro, daí você fala: "Que será que eu tô fazendo?" Aí você vai procurar ajuda. [risadas] Deixa eu ver. Ah, >> mas não é gostoso brincar disso. >> Eu acho uma delícia. Ó aqui o ki que eu te falei. >> Aqui é oi, né? >> São quatro machos, né, cara? Então não dá. >> É tudo macho. >> Tudo macho. >> Você já aprendeu a diferença agora? >> Eu aprendi a diferença
porque o macho tem essa folha aqui, ó. Deixa eu ver Aqui, ó. Esse >> o biquinho. O biquinho. A fêmea tem bundinha. >> A fêmea tem uma bundinha. >> Que interessante, gente. Fazer até uma relação com o pênis e com a vagina. >> Exatamente. Ó o Jo é o único gato que acompanha a gente lá. >> É. >> Aí eu comprei esse esse postezinho de de concreta, >> concreta. Porque de madeira ele vai Dançar, né? >> É, não vai dançar. Quem me falou isso foi o Marcelo T. >> Marcelo T. >> É Marcelo T. Tem
casa aqui, né? >> É. Marcelo T. Tem casa aqui. >> A casa do lado do baú. Mas só Ah, do lado aqui então é lado >> pensei que era aqui do lado. >> Não, eu fui na casa dele um dia e provoca, né? >> Provoca. Ele tem um queizeiro lindo. >> E tá dando, >> tá dando. >> Aí você aprendeu com ele? >> Não, não [risadas] fui com ele. Aí eu falei: "Ah, eu pus lá também finquei quatro estaca de madeira". Ele falou: "Pode esquecer a madeira porque ele vai derrubar madeira". >> Aí pus aqui,
ó. Isso aí. Eu a pitaia também, viu? Com o tempo ela >> é pitar é bom também, né? >> É. Isso aqui é o que, cara? Que eu não >> cara, isso aqui até hoje eu não sei. >> Você também não sabe. Você comprou e não lembro o que que era. >> Comprei e não lembro o que que era. [risadas] >> Acontece. >> Ô Chica, vem cá te mostrar um negócio aqui. Legal. Aqui o macadâmia, né? >> A macadâia. >> Macadâmia é linda. Só que eu preciso comprar uma ferramenta >> para quebrar. >> [ __
] cara, é muito dura. >> É duro, né, cara? >> Nossa, cara. >> Será que tem aqui alguma? Isso aqui é não. Ah, não é não. >> Ela já tá dando. >> Era, era pr começar a dar, viu? Aqui, ó. Chic, ó. >> Achou uma bolinha. Mas ela tá verde ainda, né? >> Tá verde ainda. >> E a a macadam é um negócio que cole chão, né? >> Colhe quando ela cai, né? >> Colhe quando ela cai. Vem aqui. >> Eu ia te perguntar, essa calagem que você faz, você faz análise, né? Mas não dá
todo ano, né? você não precisa fazer calagem todo ano. >> Olha, cara, eu acho que é de dois em dois anos, se não me engano, mas isso >> é, precisa fazer sim, porque a terra é ó aqui a maçãzinha >> já deu maçã também? >> Já, já deu maçã também, >> ô, isso aqui é baunilha. >> Baunilha é isso que eu queria te mostrar. >> E não precisa de sombra, cara. >> Não, cara. Ela gosta de sol. >> Ela gosta de sol. >> Ela gosta de sol. >> E você já colheu baunilha? >> Ainda não.
Ainda não, mas vou colher. Eu vou vou pôr ela para crescer aqui, né? >> Como você sabe que você vai colher? Não vai acontecer a mesma coisa que aconteceu comi. [risadas] >> Não, mas eu acho que essa não. >> Essa não precisa. >> Essa eu acho que essa é ele é uma frodita, né? >> É, eu não sei também. Essa aí eu não conheço. >> E eu comprei aqui. Um amigo meu falou: "Não, não, nem cobre aqui, deixa que ela vai gostar do sol." >> Eu acho que eu vou pôr um sobritezinho assim, sabe? Só
pr >> deix. Pr quê? >> Só pr dar um um ref para ela não ficar muito tostada. no >> Mas você vê é na Bahia eles tem uma baunilha da Bahia que dis que é ótima também e só da Bahia, né? E fica no sol direto. >> Então, e mas essa aqui é é uma desenvolvida aqui no Brasil? Não, >> não, essa aqui não. Essa aqui eu acho Que é baunilha gringa. >> Então aqui que era bom de você fazer a horta, cara. >> É, aqui era bom mesmo. >> Aqui que com essa insolação, tal,
né? >> Putz, preguiça de fazer horta. Eu prefiro cortar o abacate. Não, inteiro. >> Fala isso. >> Avocado. Não. Corta só a copa. Faz uma poda bonita. Ele fica fica bom de de colher. >> Eu tenho uma dó de cortar áre frutício. Mas >> não, não. Eu também não corto. Á fruti >> dá mais uma focado, né? >> Nossa, nem fala. >> Isso aqui é aquele negócio que a turma usa para amarrar, né? >> É. Embira, né? >> Esse é ótimo. >> Eu acho tão legal esse, cara. Eu eu uso direto, cara. Fui tirar uns
bambus velho ali, peguei, >> eles chamam de Fórmel também. Fórmelo, acho que é o nome >> Fórmelo, >> o nome científico, sei lá. >> Sei, pode ser que seja mesmo. >> Mas eu ganhei de uma senhora isso aqui. Ela falou: "Não, ó, >> que que que é isso aqui?" É quartou. Isso é pousada de vocês? >> Não, isso aqui quartou é a gente fez porque para vir minha sogra, para vir minhas irmãs e tal. Ah, casa de seus Parentes. >> É porque como a gente não tem quarto lá em casa, só tem um, a gente
faz um quarto só, né? >> Você só tem um quarto? >> Só tem um quarto só. Ô, Chico, você já conhece essa carioquinha aqui? Mexirica. >> Essa é a carioquinha. Eu pensava que ela era pequenininha. >> Pequeninha? Não. [ __ ] ela não tá boa ainda, mas ela é uma sabor, cara. Ela não tá boa ainda. Mas olha, >> essa é a carioquinha que você chama. >> É essa carioquinha. Porque citros, cítricos dá trabalho. >> É >> [ __ ] cítrico. Você já plantou aquela lima da Pérsia? Aquilo ali é igual limão cravo. Ele dá
sozinho. >> Dá sozinho. >> É. Não precisa cuidar. Veja se você acha essa essa variedade que tem no mato aqui, né? >> Ah, tá. >> Porque deve ter umas outras desenvolvida e tal, que deve ser mais chata. >> Mas eu tinha 10 pés no meio do mato lá em casa >> e vai bem. >> Dá direto. Você não precisa nem cuidar. >> Procura essas aí, cara. É, a gente vai tirar um pouco de banana aqui. Banana é muito invasora, né? Você falar que banana é invasora. >> Não, invasora no sentido de que ela a gente
plantou uma, eu plantamos cinco Aqui. Aqui ela já fez uma torceira gigantesca e ela vai invadindo, né? >> Hum. >> Ela vai tomando espaço. Então eu acho que o cítricos é, sai daí. Essa cachorra, eu vou contar uma história rapidão. Essa cachorra >> cont é >> e concheta. É. Eh, >> ela chegou aqui, não, >> não. A gente foi pegar ela, né? Ela veio aqui, sabe o que ela fez quando era Menininha? Ela entrou aqui, menininha, quando ela era, >> ela entrou aqui na manilha e ficou presa aqui no meio. Cara, >> não acredito. >>
Final de tarde, eu e a Cris desesperado. >> Mas vocês viram que ela tava aí? Fui com a lanterna, ela tava é presa. A gente falou: "Vai morrer". Falei: "Bom, se eu vou pegar as ferramentas, cavo aqui, imagina eu cavando isso para tirar uma manilha, Para tirar ela lá à noite, >> anoitecendo já no final de a gente falou: "Bombeiro não tem aqui, >> Defesa Civil, né? >> Agora porque ela entrou, né? Só que ela não conseguia sair de ré, ela tava aqui no meio. Falei: "Bom, vai morrer". Eu falei: "Puta, acho que pera aí,
desesperada a minha sogra aqui. Ai, cachorra". [risadas] Aí, que que eu fiz? Peguei a comida dela. Vim aqui com a lanterna. Conteta, concheta, vem, vem, vem. Ela, vê a comida que ela saiu >> comida. >> Com a comida, cara. Quer ver? >> Olha que interessante isso, né, cara? >> Muito legal. Chico, vem aqui. Vamos passear. >> Isso. Essa árvore aqui. Como que você >> Olha. Nossa, cara, você é corajoso, hein? >> Mas o que que eu vou fazer? >> Não sei, bicho. Não sei. >> Deixa ele aí, >> porque esse aí é daqueles bons. Se
se isso aí dar uma picada. É. >> É. >> E se vier no olho, nossa. É, não sei, cara. Eu eu sou contra matar bicho. Qualquer >> Não, eu também sou contra, mas é que assim, >> aqui é área de circulação de gente, né? >> É, eu tenho tenho uma coisa que é assim, Eles polinizam também, sabe? Ah, >> a o marimbondo poliniza também. >> Sim, >> mas assim também não sei porque ele tá aqui, ele não cresceu. >> Sei. >> Eu >> é, mas basta um para vocês. >> Vai, basta um. Exatamente. >> Porque
aqui o dia que venta e cai, >> cai. >> Tem animal, criança, bicho. Mesma gente. >> Ok. Ali é sua casa, né? >> Mas onde que nós vamos agora? Vamos no no Parreral. >> Quer ir lá? Vamos lá. >> Vamos. Por último, a gente fecha ali no >> no ranchinho. >> No ranchinho que tem as gulosimas. Tem as gulosimas, o azeite. Oficina vofredo. >> Nossa, mas aqui parece que é um parque, Né, que tem vários. [risadas] Grápulo. Que que é grápulo? >> Grápulo são chalés, né? Grápulo, Arbequina. E >> ah tem as vinhas, as oliveiras
e oficina do vô Fredo. >> As viniras e a oficina vô Freda, que era o meu vô italiano, né? >> Vocês sabem como que chama essa? É uma palmeira. Isso aí, >> é uma palmeira azul, né? >> Linda ela, né, cara? >> É, não é, não é nativa, né? >> Sim. >> Os puristas não pode e tal. É, mas isso aí, >> mas então a gente não devia nem estar aqui. >> Exatamente. >> Desculpa meio branquelo vai embora. É, exatamente. >> Aqui no seu ambiente. Legal que vocês aproveitaram, né, as pedras para fazer o paisagismo.
>> Aham. >> Eu acho que isso é um paisagismo legal, que você não tem que, você só tem que cortar a grama, mais ou menos, né? >> É, isso é o paisagismo tudo a Cris que fez. >> É com planta que que é resistente, ela vai ficar aí, né? >> Esse foi o primeiro chalé. >> Vocês tm quantos chalés? >> Três, >> gente. Pelo amor de Deus, que vista Desse chalé, hein, cara? >> E tá bom. Três, tá? Não quer mais. >> É, não precisa mais, né, gente? Que lindo que ficou. Esse é o grápulo.
Grápulo em italiano quer dizer cacho. >> É isso que eu ia perguntar, que nem grape. Inglês é ovo, né? >> É, exatamente. >> Isso aqui, essa planta, ela tem um nome, né? >> Essa é uma falsa vinha. >> Falsa vinha. >> Falsa vinha. É. Acho que eu vem por aqui, >> ô. Ainda tem uma lecrinha aqui. O hóspede vem se hospedar aqui. >> É exatamente. Vamosar agora mais mais >> é manjericão, molhinho. >> Tem manjericão aqui também? >> Tem. >> E tem e no chalé tem cozinha? Você vai mostrar o chalé, né? >> Vou. >>
Ah, bom. >> Tem cozinha? Tem uma pequena cozinha, mas que dá pr dá para se divertir, >> gente. Pelo amor de Deus. Olha essa vista aqui, hein? Essa banheira maravilha. O povo usa isso. >> Então, o povo vai começar a usar. Sabe por quê? Porque ela primeiro ela é fria só. >> Não, mas você esquenta lá dentro, você joga três panelas quente aqui já já fica Gostoso. >> A gente vai fazer o seguinte, nó vamos fazer tipo >> gás. >> Vou pôr gás. E aqui vai ter um deck. >> Aham. >> Para pô aqui uma
mesinha, um guarda-sol, tomar uma cervejinha, sabe? Porque o pessoal não vem aqui, mas com um deckzinho aqui, aí vai ficar gostoso. >> Gente, que chalé mais gostoso, cara. Gostoso. >> Muito legal. E aqui é nossas vinhas. >> Escuta, por que que tem que ter esse negócio de prática que eu nunca vi nenhuma nenhum paraal? >> Tem ter porque tem muito fungo aqui na mantiqueira porque chove muita humidade e tal. >> Então isso protege e e e dá um um up nas vinhas, sabe? >> Isso é ótimo. Por isso que eu te falei, né? A a
uva de mesa não precisa disso. >> Uva de mesa ela é mais resiliente, >> mais rústica. Uva de vinho. Então, cabernet frank aqui, né? A gente tem cabernet frank, cabernê sovinhon, chardoné, merlô e duas cirrá. >> Mas você você faz separado os vinhos? >> Não, vou fazer, provavelmente vou fazer, se der para fazer separado, e tal, faz, mas provavelmente eu vou fazer um blend, né? Tem tantos pés, né? >> É, eu vou fazer o crack. Tem dois lá. >> E outros eu faço um blend. >> Legal. Escuta, você plantou eh rosa aqui? >> Rosa? É.
>> É para segurar alguma praga, alguma coisa. >> É a praga vai sempre nas rosezeiras antes. É por isso que pode ver todo, todo. >> Meso não sabia isso. >> É todo, toda >> toda a vinha gostinha >> tem próximo a rosa. Tem um arrozeiro e tal. >> Escuta isso aqui. Que que é? >> Ah, isso aí é aquele limão caviar. >> O quê? >> Você já viu? >> Não. Limão caveiar. >> Limão caveiar, cara. Ele nunca deu, >> mas nós estamos brigando aqui. Vamos >> viar. Ele dá umas bolinhas. Isso >> ele dá umas
bolinhas >> lá dentrozinha. >> Dentro assim. Ele é mais compridinho, tipo 1 kg. E você corta, ele dá bolinha. >> Parece que eu já escutei alguém falar disso. Você tô lembrando. >> É, eu vi na internet, peguei, falei: "Pô, eu quero comprar". Daí eu >> o cara aqui da da da flora me comprou. Me >> comprou. Que que bonitinho esse chalé, viu? Aquela aquelas redes ali? Muito gracioso. >> Muito legal, né? Chic >> Sim. É, >> nós vamos entrar lá agora. >> Deixa eu ver se a chave tá aqui. >> Ah, depois a gente pega
a chave lá. >> Depois a gente entra, né? É que a gente já tava aqui. Que legal, você deixa as teas de aranha ali. >> Ah, pegar os mosquitos, né? >> Então, é isso que eu falo pras pessoas. >> Essa aranha só pega mosquito. Só pega. >> Aquela aranha que fez um X assim, né? É. >> Exatamente. E ela é linda também, né? >> E ela não é nociva para nós, não. Não morde nada, >> não. Vamos fazer uma trilha aqui, ó, que você vai gostar. >> Vamos. >> Vou te mostrar mais uma aventura que
a gente se mete a fazer. >> Aqui é o estacionamento. >> Aqui é o estacionamento. [risadas] >> Por essa eu não esperava. >> É. Nossa, fica linda a casa daqui. Ó, aqui, ó, Chicó. Aqui eu vou reformar a placa. >> Você não tem cachoeira aqui, não, né? >> Não tem. Mas aqui é a trilha sonora, tá vendo? [risadas] >> Essa é boa. >> É, eu preciso só pintar de novo. E >> eu até compus a música aqui, ó. >> Que legal. Tem um teminha que que os músicos fica tocando ela na cabeça, né? >> Isso
aqui tudo, cara, ó, esse bosque aqui, isso não existia. Isso é tudo pasto. >> Uhum. >> Tudo deserto verde. >> Você tem uma pessoa para te ajudar aqui? Que que é? >> Não, tem duas pessoas. >> Duas que vem todos os dias? >> Não, também não. Vem duas vezes de semana. Tem um que vem três. >> Mas eles vêm quando você chama? É isso? >> Ah, não, já tem uns dias meio meio programados, sabe? Para quem não sabe, isso aqui é o limão cravo, limão vermelho, limão rosa, limão capeta. É, que é na verdade uma
mexirica, né? >> Ah, é. >> É. Você tira a casca com a mão, você tira os gomos. É uma mxirica azeda, né? Cheirica azedíssima e gostosa. Você sabe que uma vez eu tava medindo uma terra num lugar assim bem afastado, deu uma chuva lascada, ficou frio e eu tava morrendo de fome. Eu comi esse limão aí desse jeito que tava aí com casco e tudo, cara. >> Nossa. >> E assim achando maravilhoso, sabe? Ó, ele mata fome também, >> ó. Chico, >> que que é isso que você vai mostrar? É >> o castelo aí, ó.
Isso aqui é feito com durepox, não madeira. Eu fiz lá na oficinafredo. >> Ah, olha que legal. Nossa, eu acho, jurava que tinha durepox aqui, mas não é um, como fala? É um liquen que cresceu alguma coisa. >> Ah, um liquing. Pode ser. >> Essa aguinha ficou muito linda, hein? >> É, então essa aguinha a gente é água que a gente cuidou, né? Eu vou te mostrar lá que é a água que a gente quando comprou O sítio a gente falou gente que é uma condição cinequanôtica. É com água >> tem que ter uma nascente,
>> tem que ter uma nascente. Um luxo, né, Chico? Um luxo total. Mas já que dava o tava acessível, >> cara, eu não compraria um lugar sem água, >> não. Lógico. Também falo para todo mundo isso. >> Não compro. >> Só que a água aqui era, sabe? >> Sa uma aguinha bem a hora que a gente cercou, que a gente cuidou. que a gente se relacionou com essa, >> entendeu a dinâmica da coisa? >> Ah, em dois, três meses, ela já começou a brotar mais forte. Aí começamos a reflorestar, começamos a deixar mais frio, mais
úmido. Então essa água e aumentou de volume de uma maneira >> É mesmo que legal. >> Porque o que eu maiso falar que ah, a água diminuiu. >> Antigamente era duas vezes mais, três vezes mais. >> Ah, sim. É, >> mas cuidando aqui. >> É, e a gente tem que cuidar aqui porque a gente tem uma responsabilidade. Essa água que nasce aqui, um monte de gente vai beber ali embaixo, né? >> Vai servir um monte de gente. >> Mas já servia antes? >> Não, já servia já. >> É. >> Ou se você pensar, né? >>
Então você não pode desviar um mais do que um certo limite, né? Não pode não. A gente nem desvia. É o que a gente >> Mas vocês não usam para beber? >> Ah, não usa para beber. Mas isso aí é só isso. Para beber e tomar banho, né? >> Só isso. É. Você falou que aqui é 100. >> 100 e pouquinho, >> cara. Nem parece, né? É, >> né? >> Tá quente aqui. Lá embaixo tava frio. >> Ah, é? Tava frio. >> Tava frio. Tava gelado. O forme aqui de novo. >> É o forme, >>
aqui é seu também. >> Essa cabeça de águia aqui >> é minha. >> Não sei se é gavião. Águia. >> É, acho que é águia. >> Essa trilha é nova, né? >> Essa trilha é nova. Tô vendo >> aqui a gente plantou também nativas, né? Olha aqui o bosque de Melaleuca que eu te prometi. >> Ah, é do vizinho. >> É da vizinha da Solange. >> Nossa, mas elas estão muito próximas, né? Será que elas vão crescer? >> É, mas elas ela na na hora da colheita elas cortam, né? >> E abre um pouco, né?
Cortam para pegar a a ramagem lá de cima, né, Chico? >> Sei, porque são as folhas, né, que >> são as folhas. É, >> isso aqui é caqui? É >> isso aqui >> é não é não. Que que é isso, >> cara? Eu acho que isso aqui >> não, acho que isso aqui é um guarandi. >> É o quê? Guarandi. >> Acho que é um guarani. >> Ah, você plantou guarandi? >> Plantei guaranandi. >> Eu não conheço guanandi direito. >> Aoeira aqui a outra da oficinafredo. Ol. >> Ah. Ah, isso é sua arte. >> É,
>> vamos mostrar direitinho porque essa aqui é interessante. Muito legal. É o cara cortante. >> Cara cortante. Eu gosto dessas coisas assim, >> coisas que vão que o tempo vai >> vai >> ela se que nem a gente, né? Então, aquela coisa que a arte que vai mora, já Não tem fazer. >> Mostra sua história, né? Mostra a história. >> Não tem, apesar de ter uma tesoura, não faz, como fala? Cirurgia plástica. Uma vez eu vi no livro o cara falando: "Puxa vida, essa turma faz cirurgia plástica". Cadê a sua história? Que que aconteceu, né?
Porque o rosto conta as suas marcas, suas fugas. >> Total, total. >> Conta as histórias nossa. Por que que a Gente quer esconder nossa história? >> É, exatamente, cara. Não quero ficar assim. Pode deixar. Quero ficar assim mesmo. [risadas] Pode não precisa mexer. >> Sim. Eu também gosto disso. >> Quando o pessoal vem aqui, Chico, eh, eles falam, eu falo muito da água, fala, gente, a água da nascente, pode beber da torneira, não tem problema. >> Eles ficam com receio. >> Ficam com receio. Traga. >> Ah, mas não passa no filtro. Ah, mas >> não
tem um filtro de barro lá. Se quiser também, olha, se quiser, tem um filtro de barro também. mais filtradinho e tal, traga, trazem água daquele da Coca-Cola com nanoplástico e tal. >> Sei. >> E eu falo para ele o seguinte: "Gente, pode beber, eu bebo essa água há mais de 10 anos, tenho 74, cara". Nossa, cara, você tá bem mentira, você tem que exagerar [risadas] que daí o cara fala: "Meu, você tá ótimo". É 59. Vou fazer agora em maio. >> Não, 74. Você tava muito bem mesmo, né? Como que chama mesmo? Jojô >> Jojô.
>> E jojô Jojinho. >> Eu quero ser um cachorro na próxima. >> É exatamente concheta ciumenta. Ela cumenta, >> [ __ ] Enche o saco. >> Mas eles estão brincando, né? >> Estão estão brincando. Aqui a água vem bem aqui, né, Chico? Ol, dá para escutar o barulho da >> que ela sai dali, né? Ó, a gente vai ali, >> que é onde era nascente, né? >> E as oliveiras precisam de irrigação? Não, >> as oliveiras meu sócio quis fazer a irrigação no começo. Eu falei para ele, não precisa. >> Ah, tem aqueles canos de
plástico, né? Ele quis fazer. >> Não precisa. >> Oliveira é árvore de deserto. >> Pois é. Gosta de calor de dia e frio à noite. >> Frio à noite. Isso é o bastante. >> E pouca água. É estressidade no do ar também, né? >> E pouca humidade do ar também. Para você para. >> Eles ficam com graça quando tem gente? Não, >> fica fica com graça. Igual criança, né? >> Igual criança, principalmente ela, né? Ele não, porque ele já tá um senhor, [risadas] >> ele já tá maduro, conta tá nem aí. >> Nossa, aqui é
uma banana que eu plantei, ó. >> Ah, ela vem. Será que é banana? Não sei, mas parece. >> Não, tá parecendo banana não, cara. Tá parecendo um inhame, alguma coisa. >> Par. É, >> parecendo mais um iname. >> Não, porque tem a o tronco. >> O tronco aí >> tá com cara mais dinheiro. Lá lá, ó. Nossa senhora. Tem que tomar cuidado para ela não derrubar os velhos para >> E ela vem mesmo. >> Vem. >> Isso aqui é um anjico. É, né? Acho que é Um anjico. >> Esse aqui é angico, né? >> É.
[limpando a garganta] >> Você plantou? >> A gente que plantou. >> Aoeira. [roncando] >> É onde é dá o dá esse a vagem, né? >> É. E ali tem um passo que tem gado ainda. >> Ali tem gado ainda. Exatamente. >> E ele não entra de vez em quando aqui não. >> Enquanto entra, cara. Enquando entra. >> E aí? >> Ah, daí eu chamo eles, eles vêm tirar, né? Porque também >> antes de causar muito estrago, né? >> É. That's not my responsibility. >> É. Escuta, você conhece isso aqui, ó. Vou mostrar. Ah, tem uma
outra já aqui também. Uma outra aqui, ó. Eu vou arrancar para ficar mais fácil de vocês verem, gente. >> É esse aí é que você mostrou que qual >> lá no no >> Não, essa é outra. Olha a florzinha flor não é amarela. >> Isso aqui é o B dragão. >> Ah, BR. Bragão >> Major Gomes ou aqui em algum lugar que chama de pronobs. Isso aqui você pode usar também. >> Pode usar também. >> Pode usar na comida tranquila. Ou refogado ou cru. Mas eu queria te mostrar uma outra aqui, ó. Essa aqui, ó.
Pariparoba >> não tem paribaroba aqui não. >> Não é pariparoba esse aqui. Qual que é esse aí? >> Esse aqui é o cansanção. >> É um ortiga. >> Então isso é uma ortiga, né? >> É uma ortiga. Mas você come também. As folhas mais nova >> você pode, se ela tiver espinho, você tira o espinho. Ela [ __ ] Eu sei. A Gente tem bastante de dessa ortiga lá em cima. >> Então isso aí é super é nutritivo assim. É, tem muito sal mineral. Parece que tiver com anemia. É muito legal. Então, e você vê
essas plantas aí d sozinha, né? >> Dá sozinha. >> Tem outra aqui, a Maria preta também. Essa aqui, ó. >> Ah, tá. O picão >> não é picão. >> Essa aqui é Maria preta. Eles falam que é berry brasileira, assim. >> Ah, berry brasileira. >> É, é uma das berry brasileira. >> [ __ ] sa que esses dias eu tava atrás dessa berry brasileira. >> Mas tem outra aí que é a pixirica. >> A pixirica. É essa que eu tava atrás. >> É, essa também dá no mato. >> É, nunca vi também. Você nunca viu,
mas tem aqui tem medo de comer. Ah, não era pixirica. Vai no livro, mas era hoje aí. Essa é venenosa, pão. Morre. [risadas] >> Mas se eu achar eu te mostro. É que você não tem aqui, não tem um é nesse tipo de ambiente que dá assim, mais ou menos. >> Que aqui tá muito, >> é como fala? Antropizado, né? Que eles falam. >> É, exatamente. Ó, mamona. Mamona é bom também. >> Mamona é ótimo. >> Como é que chama essa aqui que você falou, Chico? Esse é é cansanção. >> Cansão >> ou ortigão também.
Nossa, ali você tem uma paineira linda, hein? Mas ali já é vizinho. >> Ali é vizinha. A gente tem uma paneira também linda. >> Mas ela deve dar flor bonita ali. Ela forma dela. >> Ah, mas essa trilha aqui é legal ter dentro aqui. >> Ah, é legal. Gostam. Tem gente não vai querer sair já aproveita aqui, né? >> Não. E é porque a gente tá parando, tá? Mas é 15 minutinhos de tria. >> 15? Ah, você começar lá isso aqui, dar a volta aqui é rapidinho. Aqui, ó. Chica, esse aqui são Carvalho inglês. >>
Ah, >> Carvalho francês. >> Será que vai dar carvalho? >> Inoculado com trufa brasileira. >> Jura? Então você quer ter trufa aqui? >> Quer, >> quer, >> quer. [risadas] Eu inoculei >> Fabião. Quer ter trufa na mantiqueira? >> Eu inoculei elas aqui. Então, vamos ver se vai dar. >> Que legal. É, mas ela não tá bonita, né? Não sei >> não. Não tá. Ela tá aqui abandonada. Vamos ver se ela vai crescer daqui a pouco. Aqui tá pouca água, né, cara? >> É, não sei. >> Mas ela tava tava bem pior. Agora já deu uma
uma encorpada, sabe? >> Carvalho é uma árvore que eu nem imagino o que que ela gosta. Eu não gosto. Ah, continua aqui. Que que são os hóspedes que vem aqui, ô Fábio, cara? São casais, >> tá? Mas é gente mais de São Paulo, mais >> não, >> não. >> Muita gente vale Paraíba. >> Muito do Vale Paraíba. >> É, tem bastante gente de São Paulo, claro, mas tem muita gente de fora. >> Estrangeiro do do país. >> Estrangeiro um pouco, mas já veio bastante. Já vieram ucranianos aqui. Para você ter uma ideia. >> Ucranianos. >>
É. >> Uau. >> E vem muita gente do Paraná. >> Ah, é. >> É >> Belo Horizonte. Belo Horizonte veio fim de semana, tá? Tinha tinha uns mineiros aí. >> Rio de Janeiro vem também. >> Rio de Janeiro vem também, mas eles tm a mantiqueira lá também, né? Pertinho deles >> aquele lado, né? Para eles, né? >> Gente, fala nisso, olha que vista, hein? >> É. >> Que que é isso? E aí, mas é assim, acontece trocas assim, cara? >> Eles ficam na deles, >> cara. Não, eles ficam mais na deles assim, porque normalmente é
casal, né? >> Eles querem curtir uma lua de mel. Querem que eu te chama L de mel e assim vários que vem aqui, ah, nós vamos ficar noivo e tal. Isso tem essas histórias bastante assim. >> Aham. >> Isso é super legal. A gente gosta. Ó aqui, ó, o nosso pecã também inaculada. >> Inaculada com quê? >> Com trufa. >> Jura? >> É. E uma veleira também com trufa. Tá, tá fraca, coitada. >> Eu não sabia que essa que a noss pecã também dava trufa. Não >> é? Então, >> quer dizer que é um ambiente
favorável à trufa, né? >> É. Ó, aqui, ó. Aqui é a nossa nossa nascente. >> Ah, você cercou, né? >> Cerquei aqui, ó. >> Por causa dos, principalmente por causa dos javalis, né? >> Não, os javali não tem. Se você tirar aquele ali, acho que não tem muito que ele vai comer, né? >> Ah, mas ele [limpando a garganta] Pisoteia, ele fuça. Piscia, >> ele vai fuçar comer bichinho na terra. É verdade. >> Ele já pisoteia ali que a gente que é fechado. >> É, mas essa cerca aí não segura nada. Ele >> não segura
nada, né? Mas é, pelo menos desvia um pouco. >> É, >> se não tiver muito interessado. >> Então, essa aqui foi o primeiro lugar Que a gente veio aqui para ver, para ver a água. Olha isso aqui, ó. Isso aqui não tinha, é, é uma floresta de 10 anos, 12 anos. >> É, tem, tô vendo umas e frutinhas ali. Que que é? >> Aonde? >> Umas cor de abóbora. A gente vai passar. >> Isso aqui acho que isso aqui é como é que chama? Cedrinho, né? >> Comestível ou não? Não, não é como esse Ver.
Eles fazem, eles fazem para fazer uma calda, sabe? Para para pôr na terra. >> Como assim? >> Ah, não sei se é esse. É o cedrinho. Acho que não é. Não, >> não. Cedrinho. >> É, eles chamam cedrinho. >> Eles chamam Ah, não. O cedrinho que eles falam que é parente do nim. Não é esse não. >> É Santa Bárbara. O Cedrinho. >> Ele dá uma fruta parecida com essa. Por isso tá confundindo. >> Não, mas Santa Bárbara é aquela, o verde claro, né? É aquele? Não é aquela ali, mas é parecido com aquela também.
>> Quer ver? Deixa eu ver qual que é esse aqui. Vamos ver se a gente consegue. >> Eu já vi isso aqui, mas isso aqui eu acho que não é de comer não. >> Eu acho que não é de comer. >> Ele dá uma coisa meio branquiçada, uma gosma. É esse mesmo? É. >> É esse mesmo? >> É. É. Não é o cedrinho, eu tenho certeza. Eu já vi isso aqui em outro lugar. Deve ser uma árvore nativa. >> É. É uma nativa >> que eu já vi em outros lugares. Ah, eu duvido que você
vai conseguir só pela fruta, cara. >> É, não é difícil. >> Pela fruta. >> Nossa, fui planta conhecida popularmente como babosa branca. >> Pode ser porque ela tem uma baba ali. >> Pode ser, né? >> Pode ser. >> Pode ser. >> Aí sabe o que eu faço? Eu pego o nome científico e depois procuro imagens >> e para ver o nome >> para ver para confirmar se é mesmo, né? Não, para ver se para confirmar, porque às vezes eles falam um pelo outro, né? >> Ô, Fábio, você tem trabalho aqui para para não parar nunca
mais, né? >> Não parar nunca mais, né, Chic? >> É. >> Então aqui, ó, a pomaró vai até lá em cima, ó. >> Vai até lá aquelas o [ __ ] lá em cima. >> É, vem cá que você ver daqui você vê melhor. Nossa, olha que legal a vista aqui, cara. Você sabe que a gente queria fazer a casa aqui, né? >> É, >> mas não pode por causa da nascente, né? >> Porque tá acima da nascente. >> É 50 m da nascente. Tem que >> Ah, tá. Não, mas você também você não ia
pegar água por gravidade daí, né? >> É, é verdade. Daí a gente veio aqui com a fita métrica. Pronto. Foi, foi até lá. >> E aqui aonde que você ia mostrar que vai até >> Ah, vai até ali, né? Tá vendo que tem um Tem um um que cuia mais alto ali. É bem ali. >> Ah, lá tem uns pezinhos mais novos. É isso. >> Tem, tem uns pezinhos mais novos, não tem uns pezinhos que não desenvolveram muito. >> Ah, é porque a terra é pior lá em cima. >> É que ali em cima tem
muita listiviação e tal, então o a terra não guarda, não segura o nutriente. >> Aqui segura. >> Aqui segura. E o que eu te falei da >> inclusive lá em cima a terra tá nua. >> Aonde? >> Lá em cima. Não, lá em cima tá deixando os passarinhos e eh povoar ali, né? Então ali era pastos também. >> Eu sei, mas >> agora já tá começando as as primárias e tal. >> Tá voltando, >> tá voltando as árvores tudo a nu ó ali falando debaixo das >> Não, é palhada. >> Ah, jura? >> É palhada.
Parece nu, mas é palhada. >> Parece nu até >> não tá seca. Tá seca a palhada seca ali. >> Ah, que legal. Que bom. E ali a gente fez um trabalho super legal, que é o seguinte, cara. Aqui na chuvarada, como eles não era só pasto, então tinha só um veio de água que vinha muito forte e vinha um negócio de água assim. Um dia eu tava lá, tava chovendo para [ __ ] em Casa, ouvi o barulho de cachoeira, >> tava fazendo uma erosão, >> não tava fazendo uma coisa horrível. Falei: "Não, isso não
vai dar certo". Aí fui com um geógrafo lá, com geólogo e a gente fez espinha de peixe. >> Isso. >> Entendeu? Para deixar >> espalhar a água. Basicamente >> você vê como monocultura >> é bravo, né? Exige que a gente também >> não. Monocultura é difícil. >> É difícil, complicado. >> Ô, isso aqui é aquele, como é que chama? Esqueci o nome dela. >> Isso aqui é pata de vaca. >> Pata pata de vaca. É. disse que a turma usa isso aqui para controlar a diabetes, >> para ch, né? É. >> É. >> Você toma
bastante coisa assim natural, Chico, >> da minha cabeça. >> Eu também tomo. Mas >> não é assim porque eu sei que faz para isso. [limpando a garganta] >> Não. >> Por exemplo, hoje no meu café da manhã eu botei assim misturado com cacau, com café, com cúrcuma, eu botei hortelã. >> Ah, tá. >> Eu gosto >> sim. >> E ale misturado. Junto, né? >> É tudo junto. É. >> E não fica ruim, viu? Para quem eu dou Para experimentar não fica ruim. Ô Chico, ali, ó, que a gente tá fazendo, vem cá, que você consegue
ver daqui. Tá vendo um laguinho ali? >> Ah, tô vendo. >> É, é lago de chuva, né? >> Ah, é >> para manter a água na terra. A gente fez, deu uma cavadinha bem pouquinha ali. É bem rasinho. >> Você fez uma espécie de umaçúdio ali, né? >> Exatamente. Só pr pr pr essa água também >> ficar mais tempo aqui. >> Ficar mais tempo aqui, irrigar mais e não ganhar velocidade também, sabe? >> Uhum. >> Tem que brecar água. Pode ser amiga, mas pode ser um problema também. >> Também sim. >> Ó aqui o que
eu tinha falado da poda. >> Ah, é isso. >> Tá vendo? Então a gente deixa aqui, deixa ela apodrecendo aqui e vem com as Lonas ali, ó. >> Ah, verdade. >> Então você colhe azeitona, não precisa ficar preocupado se azeitona vai vai sair da lona, sabe? Principalmente nas áreas de mais declive. Tá vendo, ó? A gente apoia a lona ali. >> É. Daí não cai correndo, né? Não cai com aenda. Isso aqui vai vai dar uma matéria orgânica maravilhosa aqui, ó. >> É verdade. Já tem já tem bicho aqui, ó. Tá tudo. >> É, já
tá gente morando. Orando, não, andando por aqui. >> Esse aqui é outro. Você conhece? >> Não. O que que é esse? >> Esse é caruru. >> É, você é um mago da da Não, mas isso aqui é Isso aqui é o básico. >> É o básico. >> É o caruru. Isso aqui dá para comer também. Tem o espinafre. É. >> Ah, >> se você faz comer todo dia, você tem. A Gente tem aí um livro de punks >> do Lorenzo e do >> do Lorenzo. É, >> do Valdelique Nup. >> É, exatamente. >> Bom, eu
vou parar de falar então. >> Por quê? >> Ah, porque eu conheço mais planta aqui, ó. >> Provavelmente >> tem mais aqui. Esse dente de leão aqui. Maravilhoso. >> Dente de leão, né? >> Esse aqui eu tô precisando pro meu minha vesícula. >> É bom pra vesícula? Chic >> é porque é amargo, né? >> Fígado, vesícula funciona junto, né? >> Ele é bom. >> Tudo que é amargo, né? Serralha, dent de leão, aquele Almeirão. >> Serralha. >> A a alcachofra. Você não plantou alcachofra aqui? >> Eu plantei, mas o alcachofra que eu que eu comprei,
não sei, cara, se era meio [limpando a garganta] mequetréfic assim, nunca deu. >> Você comprou muda? >> Comprei muda. >> Muda. É. É. O cachorro falou demora uns seis meses para dar, eu acho. >> Sim, mas mesmo assim tava grandona. Não saia frito. >> Não saiu. Não saiu >> não. >> Gente, >> uma coisa legal que acontece aqui é o pessoal, o Nelsino, principalmente quando vem aqui, >> hã, >> come a marmita dele, joga os tomate. >> Ah, tá dando tomate, gente. Olha isso aqui. Dá para almoçar aqui, ó. Tem caruru, tem B dragão. >>
Ah, o B dragão conhece. >> Ó os tomate ali, gente. >> Ó lá. >> Olha aqui. E é um tomate bonito, hein? >> É. E essa região aqui, como não tem osso tomateiro, ela não vai dar praga. >> É verdade. Nossa, já tem que daqui a pouco vir colher. >> Nossa, tem tomate já dando. >> Que legal. Olha, isso é muito legal, cara. Ficou linda a paisagem aqui, hein? >> Ficou >> aquela árvore ali, o que que é, cara? Essas essa mais diferente aqui >> é uma melaleuca também, só que ela >> é uma meluca,
>> só que ela tomou um >> ela esgalhou, né? >> Ela é ela é mole, né, cara? Cuidado [limpando a garganta] do arame, >> tô vendo, tô vendo. [tosse] >> Ela é mole, molenga, né? >> Nossa, a meluca dá aquelas flores, eu nunca tinha visto. >> Dá não. As flores, ó. Que bonitas. >> Bonitas. >> Muito lindas. Olha o que tem de tomate aqui, Chico. >> Nossa, não acredito. Meu, a gente >> só no passarinho porque ele não come aqui, ele come lá embaixo da da aeira. Olha outro. >> Olha, tem tomate dano ali, gente.
Maduro. Colher aqui. >> Ah, eu vou colher um. >> Colhe porque tá muito bonito. Vamos ver se tá inteiro. Tá inteiro. Ah, não. Tá meio bicicado, mas dá para comer. Ó lá. É, tá ótimo. Ó, outra paineira lá, ó, que você falou bonita aquela paineira. >> Qual onde? Ah, aquela. Nossa, aquela é >> ela já é bonita só e de olhar para ela nem precisa ter flor. Esse negócio também é de comer, ó. Esqueci o nome. Acho que é Belodroega. >> Belodroga. >> É uma Belodroga comum. É. E aqui tem uma outra também que chama
[ __ ] o cara me falou também de que da >> com é deu lá de casa ali. >> Hum. >> Chama. >> Bom, a gente vai vai passar por ela. >> Vamos. >> Depois você mostra. Ficou lindo isso, né? >> Ficou lindo. Ó o Joa, [roncando] [limpando a garganta][tosse] >> pô. Aqui dá para fazer um Ah, café. Mas você colhe? >> Colhe. E você vai ver o café lá de casa. >> Ah, aquele café que você estava falando é o seu, então é. >> Não é um café que você compra nem nada, >> não.
O café daqui do sítio. >> É daqui. >> Daqui a pouco já tá na hora de colher de novo. >> Olha que recanto gostoso isso aqui. >> Faz a trilha aí depois uma mesinha com umas cadin a gente quer p um banquinho aqui. >> Aqui. Aqui pede isso, cara. >> Pede isso mesmo. >> Tem um cedro ali atrás. >> Um cedrinho ali, né? É. Ó os tomateiro aqui, ó. Ó aí, tá vendo que belezinha, viu? Vamos a moreira ali. >> Ah, tem as ortigas. Precisa avisar ali, né? Bosque das ortigas. >> Sempre teve essas ortigas.
>> Não chegue muito perto, >> que tem gente que não sabe. >> Ortiga, a gente lembra da infância, né? Que ia falou fazer [risadas] cocô no mato. Ah, cuidado com a ortiga. Cuidado com tiga. >> Cuidado o tiga é o de menos. Eu acho que cobra >> é verdade. >> Prego enferrujado acho que é pior. >> Só Ó o tomate café. >> Cara, então a a oliveira ela suporta assim um >> Sim. >> um consórcio. >> Eu suporta. >> Suporta. E você não faz porque você não tem como. >> Suporta não. Eu já tô começando
a fazer com café, né? Agora a gente vai começar o mirtilo e figo. >> Ah, o figo dá legal porque ele não toma Muita sombra, não dá. Legal. É, exatamente. >> Que interessante. >> E daí você agora o que eu tava te falando, você falou: "Olha, Belroega >> é não sei o quê". Isso não tinha aqui. >> Por isso que eu fico feliz, sabe? E calma, >> não se passa, quebra as duas pedras. [risadas] >> Ô, Chico, isso não tinha. >> Se eu tiver osteoporose, >> ó. Isso não tinha, tá vendo? Isso não tinha, né?
Aqui, ó. Isso não tinha dente de leão, não tinha. >> Então, porque a baquera não deixa. >> Braquáa não deixa, né? Mas agora com as abações verdes que a gente tá fazendo, é, tá mudando esse solo aqui, sabe? Sai daí, Cita. >> Ó, tem mais uma. Ah, não, essa aqui não. Não vou falar essa aqui. Deixa eu ver se eu consigo. >> Ah, isso aí eu sei qual que é. É, >> não é, mas não é essa que eu queria mostrar não. Ela >> que é, >> tem um nome, mas não gosto muito dessa aí
não. >> Ó, cuidado. >> El chama de serralha, né? >> Serralha. Exatamente. Ó a água aqui. Cuidado. Vem, sai daí. Vai encontrar cascavel. >> Essas plantas assim que a gente estava vendo agora que você tá falando que não Tinha, >> tinha, não tinha. >> Eles chamam de plantas que acompanham o homem. Então a gente vai trazendo a semente porque a gente mexe na terra >> e dá condição dela aparecer. Porque se tiver uma cobertura assim, ela não consegue nascer, né? Aham. >> Mas como a gente mexe na terra, >> a gente dá, >> a gente
dá condição para ela ver. >> Como chama essa? Chic. >> Essa é o caruru. >> Caruru >> ou bredo. Tem gente que chama ela de bredo. Tem gente que fala caruru de porco porque não come. Dá pro porco isso aqui. >> Ah. Ah. Tá. >> Porco. Galinha. Você não tem galinha aqui >> ainda? Não. >> Não. O ovo é do vizinho. Então, >> o ovo é da vizinha. Ó aqui, ó. Santa Bárbara. É essa que você falou? >> Então, essa >> não. Essa é o ornamental. >> Essa é aquele chinesa, não sei o que lá.
Todo mundo torce o o nariz porque não pode. >> É, não. A gente pôs uma aqui só. Tudo bem. >> Não, a Santa Bárbara é invasiva. Ela é invasiva. Ela é porque ela é de fora e Ela >> não deixa as nativas saírem. >> Aham. É tipo aquela, tem uma que é horrível também, que é aquela espatódia. >> Patódia não é legal. >> Mas a espatódia acho que ela é ruim mais pras abelhas >> e para passarinho também. >> Pr passar. Ah, é. Ela é tóxica para passarinho. É. >> Ah, isso eu não sabia. É
meu drag aqui >> não. Serralha. >> É serralha. >> Cara, porque é muito gostoso, viu, Fábio. >> Aqui é, né, Chicão? >> Você sai daqui com que frequência? Putz, nem lembro quando [risadas] >> você não lembra a última vez você teve que foi obrigado a sair, né? E aí, rapaz, nós vai mostrar o quê? >> Vamos tomar um cafezinho lá em casa. Você que Sabe. Quer dizer, isso significa dar uma parada. É isso? >> Pode. Não, vamos tomar um café. Se quiser eu toco um piano para você. >> Tá bom. >> Você falou que não
gosta de música com canção. >> Não, não. Se você improvisar uma coisa aí, eu gosto. >> Vou fazer um improviso. Mas instrumental. >> Aí eu gosto sim. Instrumental. É isso Que eu gosto. Eu não gosto daquelas coisas que, ah, toca franguinho na panela. Ah, troca aquela lá que eu conheço. Gente, >> eu quero coisa diferente. >> Eu gosto de coisa diferente. [limpando a garganta] >> Você sabe que eu toquei muito tempo na noite, né? >> É. Posso mostrar sua casa? >> Claro. >> Tá. >> E e era um era um >> é o tempo inteiro
isso, né? >> Era não era um piano bar. Então assim, não era um restaurante. >> Ah, deixa eu mostrar a oficina, vou frega. >> Eu pensei que a gente tava indo ali. >> Vem cá. Só que no caminho da oficina tem essa aqui que eu não sei se é amora, se é framboesa, como se chama. Ah, essa aqui é uma framboesinha do mato, né? >> E você come isso aqui? >> Come. Nossa, >> você faz geleia? >> É, faz tudo. Ela é brava, né? Cheia de espinho. >> Hum. Nossa, que delícia. Hum. Cara, você falou
que vai fazer comida, mas se a gente comer só isso aqui já tá bom. Então, isso aqui é a inspiração inspirada no vofredo. >> Esse aqui é inspirado no vofredo, meu avô. Ah, >> então a gente tem aqui uma pequeno espaço de trabalho [limpando a garganta] de >> Mas bem organizado, hein, cara? >> É mais ou menos, né? >> Não, mas dá para ver aqui, ó. Você sabe onde você largou? Olha aqui, ó. >> Ah, não, eu sei. >> Tá, mas tá tudo separado por, né? >> É >> de fenda, formão, alicate, grifo, >> chave.
Isso aqui é seu também? >> Esse eu ganhei do meu do meu genro. >> Hum. A pizza que eu sou alucinado por pizza. >> Ah, é, >> eu sou gosto bastante. É a minha religião, né? É o pitanismo. A a hostia é um pouquinho maior. Só aqui, ó. Chico, daqui eu faço umas quando dá tempo, né? Faço umas coisas. >> Escuta, esse lugar é de trabalho e de Trabal de arte. É, então eu tô fazendo trompetista aqui que vai tocar. >> Hum, que legal. >> Vai ter uma Opa. Vai ter uma [limpando a garganta] uma
pequena manivelinha que vai gir vai fazer ele movimentar a cabeça e tal, aquelas coisas aqui. >> Mas onde você vai você vai botar isso aí dentro de casa? >> Ah, se couber. >> Ah, claro. Ah, se couber >> tem bastante coisa. >> Essa casa é grande, cara. Eu vi também tamanho >> é mas você tá cheio de tá cheio de bujing ganga lá, né? Aqui que bonitinho. >> O trompetista trompetista. O pessoal fala que parece comigo, mas não sei. >> É, não acho, né? [risadas] Fala, você sempre faz uma coisa sempre que é parecido com
você, né? >> Não é? É, é a gente, mas talvez seja um desejo, uma fantasia de ser. [risadas] Não necessariamente, tá? >> Aqui as facas, né, Chico? >> Você faz? >> As facas com lâmina de roçadeira que ele joga fora, né? >> E você faz isso comercialmente também? Não. >> Sim, já vendi bastante. Agora eu preciso fazer uma leva nova, tá vendo, ó? >> Para valer a pena. >> É, eu vou cortando o perfil dela. Deixa eu ver se tem um perfil aqui. Aqui, ó. >> Mas você tem aquele negócio de de calor? >> Não,
forja não. >> É forja. >> Forja. A Cris já falou: "Fábio, agora chega". >> É, >> é. Falou: "Vou comprar a forja". Falou: "Chega agora". Tô forja. >> Tô forja dessa. >> Aqui, ó. O cara joga fora, né? >> Sim. >> Porque ah, não, não presta mais. >> Mas não é todas que serve, porque tem umas que são moles, né? Cara, essa que eu que eu pego dele são boas. Aí eu corto, faço o perfil. Tá vendo? >> Você corta com que, cara? >> Eu corto com esmeril. >> Ah, você um esmeril, >> você vai
cavando ela. >> É, não vou. É, vou >> daí faz o cabo. O cabo com lâmina, com >> madeira do mato. >> Madeira não, de oliveira da poda. >> Ah, madeira da poda. Oliveira é boa pr isso. >> Da poda. É boa para isso. Essa aqui não tá pronta ainda, né? >> Uhum. >> Ainda falta. Depois a lâmina fica bonitinha tudo. >> Você tem alguma prontinha? Bonitona. >> Pronta. Não tem. Prontinha. Acabou. Acabei de de entregar pro cliente. >> Clientes >> se você quisesse. >> Ah, isso aqui é semente de bardana. >> Exatamente. Olha que
coisa. >> É gobô. Você escreve, né? Gobô. Escrev. E aqui por dentro uma par. >> Escreve. Daí os outros joga fora. Ah, não sabia que era. >> É exatamente. Vamos lá. Vamos >> tomar um cafezinho, >> filmar mais um pouquinho essas belezinhas aqui. Aqui na sua casa vou fazer só cena. Ah, eu gostei disso aqui também, ó. Essas >> Ah, a coruja >> é é uma coisa simples, né? Com um pedaço de viga, né? >> Exatamente. >> É. >> E os olhinhos brilham no escuro. >> Ah, é? Então o cara quando chega no farol ali
já tem um tem um bicho ali, alguma coisa >> já v não, já sabe que ali não é para ir, né? Também. Ô >> Chico, vamos chegar >> essa casa você pintou com tinta? >> É, a gente caiou, né? >> Caiou com >> com com o da terra, né? >> Com terra, gente. Da banana mesmo aqui. >> Depois você leva um pouquinho limão também. >> Eu quero. Eu quero. >> Cri. >> Pergunta se ela tá vestida, se ela tá. Oi. Eu >> só quero fazer a cena ali do porque ali na frente é bonito, né?
>> Vamos lá, Chico. Deixa eu só tirar o sapato que tá tão. >> Então, mas a gente vai dar volta ou não >> quer dar volta? Vamos dar volta. >> Acho que dar volta fica mais bonito. É, quer dizer, não precisa entrar. Se bem que é bonito pegar de dentro para fora, né? Saindo. Aqui dá também. Essa vista aqui, né, que de manhã devia Estar com nuvem até lá embaixo. >> Tava, tava com nuvem, >> então eu não cheguei a tempo. >> Ó aqui o café que eu falei pro senhor. >> Ah, você já secou
no seu terreiro? >> Já. >> Cadê o seu terreiro? Onde que é? >> Ah, é terreiro móvel, né? Eu [risadas] abro, abro a lona e pona. Terreiro móvel. >> É. E esse agora eu tô esperando pra despar Porque tinha um cara que tinha uma máquina aqui, mas quebrou a máquina ali. >> Ué, arrumou um pilão, cara. >> É, mas é trabalho, né, cara? Então eu tô despoupando aqui, ó. >> Ah, aí dá certo. >> Dá aqui dá super certo. >> Mas que que é essa máquina? Pr que que é? >> É para despopar café. >>
É para despopar café. >> É. >> É para descascar, na verdade. >> Para despar só é tirar a casca. Mas >> tira a casca e já sai aqueles >> aqui já. >> Ah, que legal. E ele sai aqui. Aí depois precisa ficar peneirando, peneirando, >> assoprando, >> assoprando, cara. Dá trabalho. Abanar café. >> Banar café. [risadas] Exatamente. >> É, mas essa é a vida da roça, né, cara? >> Essa é a vida da roça. É aqui quando dá Agora consegui fazer de um >> Gente, essa casa é tão grande. Você fez um quarto só. >>
Fiz um quarto. >> Na verdade, a gente fez um quarto e era para ser dois quartos, mas virou a sala de TV, sabe? >> Hum. Legal. Esse cachorro não rouba sapato >> não roub >> é porque lá em casa eu deixei para fora depois >> já não roubam mais roubavam bastante. >> [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] >> Inacabada. Inacabada. Pode usar de trilha sonora desse desse vídeo.