Olá, tudo joia? Aqui é a professora Mariana do componente curricular Ciências da Natureza. A videoaula de hoje tem como título Gases do efeito estufa, acordos internacionais, e foi produzido em especial para o sétimo ano do ensino fundamental.
Vamos lá. O efeito estufa é um fenômeno natural. essencial para manter a Terra aquecida com média de 15,5ºC.
Sem ele, viveríamos em um planeta congelado. Ele funciona como um cobertor que retémor sol. gases como o dióxido de carbono ou gás carbônico CO2, o metano CH4, o óxido nitroo e o vapor d'água H2O fazem parte desse processo.
O problema é quando esses gases aumentam demais por causa das ações humanas. Você já sentiu que o clima anda meio estranho? Muito calor num dia, temporal no outro.
Isso tem tudo a ver com a intensificação do efeito estufa, o aquecimento global. E é sobre isso que vamos conversar. Você vai entender porque o mundo inteiro está falando da missão 1,5ºC.
Desde a revolução industrial, as atividades humanas passaram a emitir muito mais gases poluentes, especialmente pelo uso da energia de carvão, petróleo e gás natural. E isso aumenta as emissões de gás carbônico. Também desmatamos florestas, criamos gado em larga escala e produzimos resíduos sem tratamento adequado.
Tudo isso libera gás metano, os óxidos de nitrogênio e outros gases que agravam o efeito estufa. Queimar carvão, petróleo e gás natural libera gás carbônico, o CO2. O gado libera gás metano CH4 no processo digestório.
Usar fertilizantes em excesso libera também em excesso o óxido nitroo N2O. Jogar lixo orgânico sem tratamento gera maiores emissões do CH4, no gás metano e cortar florestas reduz a absorção do gás carbônico, o CO2. Com a espécie desses gases, a temperatura média do planeta aumenta, o planeta esquenta, os oceanos absorvem menos gás carbônico e o gelo dos polos começa a derreter.
E isso piora ainda mais o problema. É como uma reação em cadeia, mais calor, mais problemas climáticos, mais impactos na vida de todos nós. Enchentes, secas prolongadas, alimentos mais caros, doenças respiratórias, desaparecimento de espécies.
São algumas dessas consequências. Para lidar com isso, os países criaram acordos internacionais. Reconhecendo o problema, a Organização das Nações Unidas da ONU criou em 1992 a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima ou UNF TCC, durante a segunda conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente e desenvolvimento, a92 ocorrida no Brasil.
Na terceira conferência das partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em 1997, houve a assinatura do protocolo de Kyoto com metas obrigatórias para países desenvolvidos. Em 2015, o grande marco, o acordo de Paris, adotado na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, COP2, ele determina que países definas metas climáticas chamadas NDPs. Essas metas precisam ser realizadas e atualizadas a cada 5 anos.
Outro ponto é a missão 1ºC com a missão de limitar o aquecimento global a referida temperatura e para isso sendo necessário reduzir as emissões de gás carbônico em 45% até o ano de 2030. Já na COP 27 ocorrida no Egito em 2022, foi criado o fundo de perdas e danos para apoiar países mais vulneráveis, ou seja, quem mais sofre com as mudanças climáticas. Mais recentemente, na COVID, no ano de 2024, no Azerbaijão, o Brasil apresentou uma nova NDC com metodologia mais transparente e metas alinhadas ao desenvolvimento sustentável, por isso foi considerada mais justa e ambiciosa.
Nosso país tem um papel central nesse debate com sua biodiversidade notável e grande potencial em energia limpa, mas ainda com altos índices de desmatamento e emissões ligadas à agropecuária. A nova NDC brasileira se propõe a zerar o desmatamento legal, restaurar áreas degradadas e ampliar fontes renováveis como solar e eólica. Então, sim, você pode fazer parte dessa missão.
Pequenas atitudes somadas fazem a diferença. Quer ver? Economize energia, use mais bicicleta, propõe carona.
Ande mais a pé, reduza o consumo de carne, evite desperdício de comida, apoie produtos sustentáveis e fique por dentro dos acordos e sobre políticas públicas. Essas ações ajudam a reduzir os gases de efeito estufa e mostram que a gente se importa. O efeito estufa é essencial, mas não a sua intensificação.
Lembre-se, o futuro do clima depende de ações de agora, seja na escola, em casa ou na comunidade. Então é isso, pessoal. Abraços da professora Mariana.
Tchau. Tchau.