Eu Boa noite. Nosso evento começa dent instantes. Eh, e nós gostaríamos de aproveitar e pedir a todos os presentes que possam responder a nossa pesquisa de opinião. O folder já tá sendo passado aí pelo Rodrigo. Rodrigo, dá um oi aí, ó. É só mirar o celular no QR Code. São duas perguntas apenas, mas vocês vão estar contribuindo muito com a Câmara Municipal de Unaí no quesito publicidade institucional. A gente quer saber como que vocês ficam sabendo das coisas da Câmara e também ouvir as suas sugestões. Muito obrigado. Nós agradecemos as 105 pessoas que já responderam
nossa enquete. Muito obrigado mesmo em nome da Câmara Municipal de Unaí. E também solicitamos aqueles que não responderam ainda que possam nos prestigiar e contribuir com a Câmara Municipal de Unaí, respondendo a nossa enquete. Muito obrigado a todos. Ei son E e t e Noite. Vamos dar início então à nossa reunião à Câmara Municipal de Unaí, juntamente com a Câmara Municipal de Unaí, dá as boas-vindas a todas presentes para esta reunião especial da Frente Parlamentar em Defesa das Mulheres. E primeiramente gostarí de convidar a senora Maria Aparecida Campos Silva, ela que vai declamar um poema
para a abertura da nossa reunião. Boa noite a todos. Eu me chamo Maria Aparecida Campos. Ah, então vou falar de novo. Pode po falar. Boa noite a todos. Mulher de ontem, mulher de hoje, nossas antepassadas, inferiorizadas, discriminada e escravizada. A mulher negra é a que mais penou e sofre até hoje certos tipos de humilhações. Isso foi consequência da maldita escravatura, que foi uma vergonha mundial. Felizmente vieram novas leis que chegaram em boa hora, trazendo novos pensamentos, visões e atitudes. Apesar de tudo isso, a desigualdade ainda existe. Persiste não por culpa delas. A mulher de hoje,
ela cresceu, aprendeu, se educou, estudou e conseguiu conquistar o seu lugar devido na sociedade e no mundo. Entrou no mercado de trabalho com muita competência, eficiência e maturidade. Pena que alguns setores ainda não reconhecer o seu verdadeiro valor, oferecendo as menores ganhos pelas mesmas tarefas realizadas pelos homens. Será que eles estão que elas estão sendo vista como ameaça ou uma forte concorrente de vaga? você poder Mas não é nada não. Queremos é só nosso verdadeiro espaço e o lugar merecido e não queremos ultrapassar nem derrubar ninguém. E o mais bonito é que ela não perdeu
a graça de ser mulher, ser mãe, esposa e sabe conciliar tudo aquilo, trabalho, família, sem perder, eh, aliás, tem um pouco aqui, sem perder a graça de ser mulher. E não é pedir nada demais. Queremos ser rainhas ao lado dos nossos reis. Quem são os nossos reis? Os homens. E no mais, muito obrigado. O o texto foi um pouco curto, mas foi isso. Boa noite. [aplausos] Deixa aí. Pode. Reunião especial por elas. Informação, proteção e justiça. No coração de Unaí, onde a terra mineira guarda a paciência das raízes, a mulher ergue-se como o pilar que
sustenta famílias, campos e sonhos. Com mãos que tecem o dia a dia, ora no lar, ora na labuta pública, ela carrega a força quieta da origem, transformando desafios em caminhos de luz. Nessa reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher, reunimo-nos para iluminar as sombras, debater a violência doméstica, rede de atendimento e direitos essenciais. Que esse diálogo forge a proteção e justiça, honrando quem dia após dia constrói amanhã com dignidade e graça. Sejam todas muito bem-vindas. Convidamos para compor a mesa de honra a excelentíssima senhora presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulheres,
vereadora Dorar Melgasso. E presidente da Escola do Legislativo. Convidamos também a deputada estadual Lud Falcão. Chegou não. Está presente aqui o vice-prefeito Celinho. Gostaríamos de convidar o senhor para compor a mesa de honra e convidamos também para as bancadas aqui à frente os nossos debatedores desta noite. Dr. Alan Henrique, promotor de justiça da violência doméstica. [aplausos] Alessandra Ferreira, assessora da Defensoria Pública. Juliana Luiz, dirigente regional de saúde, gerência regional de saúde. [aplausos] José Juliano Espíndola, secretário municipal de saúde. [aplausos] Carolina Máximo, primeira dama e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, [aplausos] Lilian Oliveira,
delegada da Delegacia da Mulher, [aplausos] Valéria Dias, cabo da Polícia Militar da Violência Doméstica. [aplausos] Regina Lopes, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, CREAS. [aplausos] Kelly Cristina, presidente da associação União Delas. Está chegando, tá com a Lud Falcão. E Cris Ferreira, fundadora do Instituto Amava. Cadê? Regina Lopes. A Adriele, psicóloga do CRES, está representando a Regina Lopes. Quê? Não. Eh, agora a gente vai convidar, Nós gostaríos de convidar para vir à frente a jovem Ana Luía, ela que vai interpretar pra gente hoje o hino nacional. Microfone tá com quem? Aquele passo microfone
Ana Luía que é filha da Cléria, que é presidente da CE Mulher. Pronta. Pedimos a todos que se coloquem em posição respeitosa para a execução do hino. M. Nós agradecemos a presença de Patrícia dos Reis, representante da Igreja Aliança Plena, José Juliano, secretário de saúde. Dra. Elan, delegada. Ana Luía Barbosa de Oliveira, presidente da Avoúna. Cristiane Macedo, representante que a representa neste ato a vereadora Aninha, Cabo Valéria da Polícia Militar, Guilhermina do relacionamento do estado de Minas Gerais. chegar se quiser. Ótimo. Val Oliveira, presidente da Academia de Letras Junaí. E fomos avisados que acabou de
chegar a deputada Lud Falcão. Recebemos com salva de palmas [aplausos] para nossa mesa de honra. E recebemos também paraa nossa mesa Kelly Cristina. Kel Cristina, que é presidente da Associação União Delas. [aplausos] Nós faremos agora a posse dos membros da Frente Parlamentária em Defesa das Mulheres. Para tanto, nós convidamos aqui para vir à frente a vereadora Dorinha Melgasso, que é presidente da Frente Parlamentar do em Defesa das Mulheres, e também a assessora Cristiane, que neste ato representa a vereadora Aninha. Vereadora Aninha não pôde estar neste evento por motivo de saúde, mas enviou a sua assessora
como representante. Cris, pode ver à frente. Você quer descer? Vai descer. Falou que vai descer. Vai descer. Pode fazer instrumento. Nós chamamos a deputada Lud para estar presente nesse momento também. Hum. Hum. Cadê o microfone? Pessoal, boa noite. Boa noite. Boa noite. Eu declaro impossada o vereador Lenin do Novo Cheirante de L. E tem mais, mas aí eu vim da posse para com presidente da frente parlamentar e agradecer minha amiga Lud está. [aplausos] [aplausos] E agora paraa posse da vereadora Dorarin, nós convidamos a deputada Lud Falcão para passar para ela o diploma. os nossos aplausos
então paraa recém-empoada Frente Parlamentar em Defesa das Mulheres. Você [aplausos] tá demais, hein? É para as palav palavras iniciais. Eu passo agora a palavra à vereadora Dorinha Melgarço, presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Mulheres. Boa noite. Eu quero dar boa noite a uma vez doão, Meu amigo e também a Lu de Falcão, amiga. Todos os debatedores que vão falar, nós vamos falar mais vocês que vocês atende as mulheres. Então nós temos hoje que recolher uma deputada, a prefeitura primeira dama, polícia militar, ministério público, delegado da mulher que eu admiro também muito a polícia militar
Valéria, minha conterrânea lá do Canabava e aí estendou todos que são importantes. A Cléia, presidente da A CL mulher, eu te cumprimento em nome de todas as mulheres dessa noite, a minha mãe, a Dinha e a minha tia que leu o poema. Eu cumprimento as mulheres e eu quero fazer uma reflexão Lud na minha cumprimentou as mulheres. Pode ir. É, olha, nós estamos nessa reunião para dizer tá tudo bem, não tá? Eu em 97 eu assumi meu primeiro mandato, demanda daquela época diferente de hoje é lutar uma moita. Então ganhar florzinha. Obrigado aos homens, obrigado
de coração, porque os homens têm tá conosco nessa guerra contra a violência. Porque se a gente aceitar a violência como normal, não somos ninguém. Ninguém. Então nós ludes e mulheres hoje declaramos guerra a violência, então cada um a que sacolinha tem de Minas, tem Dorinha Melcinador da evento. Câmara Municipal. Eu quero agradecer o presidente Carinho e a nossa representante feminina que hoje teve problema na parte da tarde e teve para ir para Goiânia, que professor Ivanilson que faz parte da frente parlamentar e eu quero salientar que tem um homem na frente Porque edit, né, Lú?
O vereador Paulo não, meus agradecimento a eles, a todas as articuladoras desse evento, as que vão debater a palestrante que vai falar de mulher para mulher. E os homens é nosso aliado na guerra contra a violência. E aí fica pergunta com só com fala? Não tem que ter dinheiro. Dinheiro e nós estamos aqui para provar. E aí aqui tem muito estudante direito e de psicologia, ele vai agradecer ainda. Mas Lude, o que eu quero dizer que essa casa é uma casa política. E a primeira vez na minha vida, que no mandato cinco, eu tenho falar
para você, eu vou votar numa mulher, eu tô abrindo a minha vida pública e eu tô baiando aude. Por quê? Me identifico. É uma grande mulher, não adianta fazer de conta, tem que fazer. Então nós aquele eu agradeço muito a primeira dama, agradeço demais que aceitou o desafio da luta e tem lutar. Então hoje eu pedi uma amiga que chama a dona Geralda. Quero fazer homenage a ela. Por quê? Era uma mulher de coragem. A Lude quando podia caçar, ela não errava um tiro. Coragem. foi de coragem na época dela, mas era ela, por exemplo,
tinha 15 homes casando e uma mulher que era na Geralda. Então as minhas homenagens a família Rero na pessoa da dona Geralda. Morreu de quê? Todo mundo pergunta. De câncer. É outra luta que nós temos no outro momento. Agora guerra, guerra, a violência contra a mulher. Nós todos. Obrigado as articuladoras, os estudantes, as igrejas, as mulheres lut que estão aqui, homens começando estão declarando guerra, a violência não podemos aceitar. Muito obrigado e declaro, Roberta presente reunião e sejam todos bem-vindos a essa casa política que tem poder de decisar, né, Velho? E o estado tem ainda
bem. Por isso que eu te trouxe aquilo. Seja bem-vinda. Muito obrigado todos vocês, mulher. Violência, [aplausos] eu acho que é isso. Não tem como não. Nós recebemos aqui a informação de que está nesse recinto também Valdemmir Silva, secretário da secretaria do de desenvolvimento social e cidadania. Por favor, Valdimi venha, sente-se aqui à mesa também. Parceiro do evento, [aplausos] ele que se senta nessa cadeira, que já tá acostumado, que o senhor já é de casa, né? já foi presidente da casa também. Nós agradecemos também a Suelimar Corre, também da Secretaria de Ação Social. Agradecemos aos alunos
da Facto, alunos da FCISA e também aos professores que estão aqui. Eh, Dra. Isabela, Dra. Marques, professora Poliane, professora Luía também, Frei Hotmans tá aqui também, também pela psicologia e pela Igreja Católica, né? Seja muito bem-vindo. Obrigado a todos. E agora, sem mais delongas, nós convidamos para vir à frente ela que é deputada estadual e vai ministrar a palestra sobre violência contra a mulher. É com muita distinção que apresentamos a excelentíssima senhora deputada estadual Ludmila Fonseca Azevedo, Falcão, natural de Patos de Minas, Minas Gerais. Nascida em 27 de abril de 1989. Advogada e empreendedora, Lud
Falcão é esposa do prefeito de Parti Minas, incansável defensora da saúde e educação de qualidade, com foco especial em crianças, mulheres e idosos. eleita pelo pelo Podemos, né? Eh, assumiu em 2023 o seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, na 20ª legislatura, onde impulsionada impulsiona pautas sobre investimentos produtivos, simplificação tributária, fiscalização pública, formação para deficientes, qualificação ao primeiro emprego e ampliação [roncando] do atendimento a vítimas de violência. contra a mulher. Recebemos com aplausos a deputada Lud Falcão. [aplausos] Boa noite a todas. Boa noite. Boa noite alguns. Vocês acham que eu ia
perder essa oportunidade? É de jeito nenhum. Gente, vou ficar aqui à frente porque tenho o prazer de falar com tantas mulheres, tenho o prazer de ficar próximo a vocês. Muito feliz de estar aqui em Unaí. Os convites agora feitos pela Dorinha deixaram de ser apenas convites e passar a ser intimação, porque vê a força dessa mulher. Eu vejo você falando, Dorinha, eu me vejo uma menina, eu coloco até as mãos no queixo para não deixar eles caírem de tanto que eu tenho admiração por você, pela sua luta, pela sua força, pela sua garra. Era legítimo
se você tivesse em casa ficando, descansando, mas você escolheu maquiar, vestir uma roupa bonita. e vim aqui declarar guerra à violência contra a mulher. Infelizmente, muitas de nós temos saúde, temos disposição, Temos profissão, mas não levantamos a mão para declarar guerra à violência contra nós. E o que que é violência? Violência. Enquanto a Dorinha falava, eu pensava em todas as formas de violência. E confesso para vocês, eu nunca preparei uma palestra e nem gosto desse nome palestra. Eu gosto de contato, gosto de falar, porque eu tenho um pouco a ensinar e podem ter certeza que
eu tenho um pouco a ensinar, mas eu gosto de ouvir demais porque cada uma de vocês aqui tem um pouco também a ensinar e eu tenho muito a aprender e todos nós temos que reconhecer que nós temos muito a aprender todos os dias. E nada poderia falar aqui para vocês se não fosse da minha vivência para estar aqui. Parei e vi dentro dessas amostragens as primeiras mulheres. Primeira mulher que superou um homem ao atravessar Gertrude. Primeira mulher a cruzar o carnal da mancha. Tantas primeiras mulheres há aqui. Quem fala com vocês é a primeira mulher
eleita deputada estadual do noroeste de Minas Gerais. Isso é muito simbólico. Demoraram muitos anos, décadas para eleger uma mulher deputado estadual. Aí você fala assim para mim: "Ô Lud, mas de onde surgiu? Eu fui eleita sem saberem o meu nome. Não sabia o meu nome. Sabe de como me chamavam? Essa moça. Vou votar nessa moça. Esposa do prefeito de Patos de Minas, esposa do Falcão. Isso é violência. Eu tenho identidade. Eu fiz um trabalho. Eu não cheguei até aqui. Não foi à toa não. Eu construí. Sou esposa de um político, de um grande homem. Sou.
Mas eu sou ferrinha ao dizer um grande homem é um grande homem se ele tem ao lado dele uma grande mulher e se ele sabe valorizar uma grande mulher. Estranhei porque você acaba se acostumando. Quando um dia eu tava fazendo a unha, a moça me perguntou: "Qual que é o seu nome?" Eu falei: "Lud". Aí a moça falou: "Ela é a lua de Falcão". Falei: "Ó, não falaram que eu era esposa do Falcão. Tudo mudou. Mas eu lembrei das inúmeras formas de violência que eu já vivi na minha pele e que muitas vezes pareciam que
eram comuns. E se você for pensar que tem umas 200 pessoas nesse auditório, só de violência física, pelo menos 10% aqui vive, só que não conta para ninguém, é dentro de casa calado, porque tem vergonha. Sei bem o que que é isso. Vivi isso dentro de casa com o meu pai. Na minha trajetória de vida, eu fui muito amada, muito respeitada. Aprendi dentro de casa o que que era uma liderança feminina que cuidava e protegia da minha família, que era o meu pai. até eu ter 12 anos de idade e perdermos o meu pai em
vida pro alcoolismo. Uma dor muito grande, uma pessoa que não sabia mais dar carinho, dar amor e começou a ser agressivo comigo, com o meu irmão e com a minha mãe. Isso é a violência mais comum e que as pessoas encaram como realmente a violência de fato, porque ela tem agressão. Isso dói, machuca, mas tem outras violências que a gente vai passando ao longo do nosso dia a dia. Lembro da dor de ouvir o portão quando meu pai chegava em casa depois de ter bebido e saber que por qualquer Coisa ele brigaria ou jogaria o
chão às vezes ovos, achando que a minha mãe tinha ficado em casa sem fazer nada o dia inteiro. E olha que hoje viram para mim e falam: "Nossa, mas você trabalha com política difícil, né?" Eu lembro do meu passado e falo, difícil era quando eu vivia lá, mas me serviu para dar força, para saber que eu queria algo diferente na minha vida. Serviru também para entender o que que era o amor. Muitas vezes eu não entendia porque a minha mãe continuava casada com meu pai. Ela justificava muito na violência patrimonial. Como que uma mulher que
a vida inteira não trabalhou, serviru, não sabia trabalhar, ia tirar dois meninos de casa, sendo que os meninos dela sonhavam em fazer faculdade, levar eles para onde? Pra casa dos pais. E o receio e o medo de levar os filhos e os problemas paraa casa dos pais, que dela também não tinham condição. Violência patrimonial. Depois disso, muitas coisas mudaram. Eles falam que quem é inconformado, Que quem é questionador e quem busca muita justiça social faz direito. Lá estava eu fazendo faculdade de direito. E quando eu cheguei na faculdade de direito, lembro com muito carinho de
ver uma faculdade extremamente desorganizada, de ver uma faculdade que os professores não cumpriam a grade curricular, que a grade curricular também ela não era seguida de acordo com o MEC. e procurei um respaldo ali para brigar pela minha faculdade. Encontrei um homem além de ser muito bonito, muito cheiroso. Tinha um sobrenome que eu nunca imaginava que eu ia carregar pelo resto da minha vida ou até quando der tudo certo e nós e Deus abençoar e quiser. Sobrenome Luís Eduardo Falcão. lutamos juntos. E aí eu descobri que política você não tem que ter mandato. Política, mas
não para beneficiar só você, mas o meio que você vive. E assim entrei na política, fazendo as modificações que eu achava que era conveniente. A partir dali, muitas coisas mudaram na minha vida. O meu marido, ele estuda política, tem mais ou menos 20 anos. E eu sempre o acompanhei, sempre gostei de estar no meio, de ajudar em causas sociais, de estar trabalhando para ajudar pessoas, para falar com mulheres. Sempre foi algo intrínseco a mim. Até que chegou um grande momento em que o Falcão foi convidado a ser prefeito de Patos de Minas. Quando ele foi
prefeito de candidato a prefeito de Patos de Minas, ele chegou dentro da minha casa e perguntou: "Ludmila, você acha que eu devo candidatar? Na mesma hora, não pensei duas vezes, eu falei: "De jeito nenhum. A política não é para homens bonitos como você. Fiquei com medo, fiquei com receio, não queria perder aquele homem bonito pra política. Mal sabia eu que eu não tava perdendo um homem bonito paraa política. Mal, mal sabia eu que eu estava contribuindo com uma modificação, não de uma cidade, mas de uma região. E aí eu falo para vocês, e aí eu
lembro da Dorinha, a gente pode ser muitas coisas, mas menos covardes com os nossos anseios e as nossas vontades. Quando eu falei pro Falcão que eu não queria que ele fosse candidato, fui egoísta na época e eu lembro de uma Frase que ela é minha. Se as borboletas vão e nunca voltam, é porque elas nunca foram suas. Trabalhei muito ao lado dele. Lembro de não ter dinheiro, lembro de não ter apoio político, mas lembro de todos os dias bater na porta dos vidros, nos semáforos, e falar: "Você não conhece o meu marido, mas do mesmo
jeito que ele é um bom pai, que ele é um bom marido, eu quero que ele cuida da sua família. Por favor, confie em nós. Fiquei conhecida na minha cidade pela humildade, por chegar de uma forma simples. E quantas vezes eu fui julgada? inúmeras vezes, 90% por outras mulheres, porque era eu que estava ali largando os meus filhos em casa para pedir voto pro meu marido, porque era eu que estava ali, comecei a liderar um grupo de organização política para levar voto pro meu marido. Porque por que que eu não tava em casa cuidando da
base para quando ele voltar a casa está organizada? Muitos julgamentos. Mas nessa hora, e considero uma grande violência isso também, você tem que olhar pra frente e falar: "Eu acredito No propósito que é muito maior. Meu marido foi eleito prefeito da nossa cidade, Patos de Minas. Posteriormente a isso, não ocupei nenhum cargo na prefeitura, mas fiz um trabalho que me permitia, como mãe, cuidar daquelas pessoas que mais precisava. Coloquei minha força, coloquei minha voz, coloquei representatividade. Lembro de ser julgada, de ser massacrada, porque teve uma campanha falando sobre absorventes dentro do Congresso Nacional. falando que
as mulheres não mereciam ganhar absorvente porque isso era populista. Eu falei: "Pois aqui em Patos eu vou fazer o levantamento e Patos é uma cidade rica. Se tem alguma mulher ou alguma menina que deixa de ir à escola por falta de um absorvente uma semana no mês, isso eu vou consertar". Descobri que tinham 137. Defendia esse projeto dentro da Câmara. Me chamavam de socialista. Porque eu defendi as mulheres numa causa que é nobre e só quem passa por uma vergonha, um constrangimento menstrual que todas vocês aqui já passaram sabe a importância de ter um absorvente.
Chama dignidade menstrual. Fiz projetos e nenhum deles sozinha, sempre com ajuda de alguma parceira, sempre com ajuda de alguma amiga. Fiz projeto de pegar todas as crianças em fase de alfabetização. Peguei as as crianças e falei: "Vamos fazer um grupo aqui, teste de acuidade visual. Vamos fazer o grupo. Quem não passou no teste?" Chegava em algumas amigas oftalmologistas que tem dinheiro, viu, gente? Falei: "Ó, vocês podem dar a consulta?" falar, pode outra turma que tem dinheiro, dona de ótica, eu falei: "Vocês podem ter os óculos?" Podem olhar pela educação. Aconteceu, Patos é banhada por um
rio chamado rio Paranaíba. Ele subiu 10 m duas vezes, inundou a casa das pessoas. Quem tava lá todos os dias? Lud Falcão, tirando as pessoas da casa, mobilizando, reconstruindo a casa das pessoas, voltando as pessoas para casa. Pato solidário, pandemia, 536 mortes na minha cidade. Falei: "Parou, tá na hora de trazer alegria para essa cidade. Não tinha dinheiro para comprar respirador, imagina para comprar luz". Chegava nos empresários, um a um, um a um, falava: "Me ajuda". Falou: "Cadê o projeto?" Não tem, só tem um sonho. Quer acreditar? Vem comigo. Fizemos o maior Natal de Patos
de Minas, homenageando aquelas pessoas. Fecha os olhos e lembra. E lembro com muito carinho na igreja, na nossa catedral, a gente colocava o nome das pessoas subindo até a cruz e com uma Uma música linda e as pessoas ali sentiam abraçado. A única coisa que eu queria com aquele Natal é falar: "Nós estamos aqui cuidando de vocês." Muitos foram os projetos. Tem um projeto lá que chama que é lindo, que chama Viva Patos. Mal a prefeitura consegue podar uma praça, né, Celinho? Falei: "Mas não basta isso, vamos fazer o vivos. Ia atrás das empresas, falava:
"Ô, supermercado tal, Celino, pode fazer isso, ó. Adota essa praça aqui. Começaram a ter tanta competição que falava assim: "Ah, não, nessa aqui nós vamos colocar Wi-Fi". Aí o outro falava: "Aqui nós vamos colocar pergolado". Eu falei: "Pode competir". Deixando a cidade bonita. Fiz tanto, tanto, tanto, tanto, que chegou o momento, as pessoas começaram a falar: "Lude tem que ser candidato a deputado estadual". Nessa hora o que que eu ouvi? De jeito nenhum. Ludando, a deputado estadual. E sabe o que que eu pensei? Aí a violência veio daqui de dentro. Não dou conta de ser
deputado estadual não. Como é que eu vou fazer? Tem dois pitin Dudu e o Lucas. Amo esses meninos. Eu coisa que eu mais amo na minha vida é a minha família. Como é que eu largo tudo e vou para esse mundão? Nunca tinha viajado sem o meu marido. Potência para ajudar as pessoas, mas dei um passo atrás. Falei: "Primeiro, a minha família eu não dou conta não." Cheguei na casa da minha mãe, a minha mãe falou: "E aí, que que você resolveu? Sou filha de uma dona de casa humilde, mas de uma mulher de um
coração que não tem igual". Falei: "Mãe, você não sabe por quê? Porque eu sou mãe. Falcão dedica 100% à prefeitura. Tô cuidando das nossas coisas. Como que eu vou fazer?" A minha mãe falou assim para mim: "Umma, a vida inteira eu cuidei de vocês. Eu escolhi não trabalhar para ficar dando amor, carinho e cuidando de você, te ensinando os deveres de casa." Sabe o que que acontecia? O seu pai trabalhava tanto, ficava tão ausente de casa, mas quando ele chegava, era no colo dele que eu se pulava, era no carinho dele que você ficava cariciando.
Vai, minha filha, e dá orgulho pros seus filhos. Vai e faça eles te amarem e ter orgulho da mãe e da força que você vai representar. Nessa hora eu olhei e falei assim: "Tá tudo errado então, mãe, porque eu tenho um orgulho imenso da senhora. Depois que os meus filhos nascerem, nasceram, é que eu fui reconhecer o que que é a mãe, o que que uma mãe faz pelo um filho. Minha mãe falou assim: "Ludmila, agora é hora de você fazer diferente. É de não precisar nascer um filho para ele te reconhecer. É dos seus
filhos simplesmente olhar pro lado e você não precisar explicar. Eles já vão ser ensinados ao longo do tempo. E saí, candidato a deputado estadual, sem saber nada de política, não sabia de partido, não sabia como que eram feitas as coligações, só sabia que eu tinha que ir e fui com a cara e com a coragem. Lembro de, apesar do Falcão não querer que eu fosse candidata, ele falou: "Você tem força para conseguir sozinha". E você tem que conquistar o seu espaço e mostrar para as mulheres por que você veio. Não é eu te colocando lá.
Aí vieram as violências, não tinham, não sabiam o meu nome E as pessoas falavam: "Não, ela vai ganhar porque o marido dela vai colocar ela lá". Dói ouvir isso. Fiz um trabalho bonito, mas eu lembro de um dia muito especial. Uma semana antes da minha eleição, era um domingo, meu marido me acordou 2 horas da manhã e falou assim: "Dudmila, você foi enganada e na política isso é muito comum. Se tem mais uma violência que eu tenho para ensinar para vocês, chama violência política. Porque eles usam as mulheres porque é obrigatório ter 1/3 da chapa
de mulher enganando ela, comprando ela só para cumprir a chapa. Mas ninguém quer uma eleita. E você foi enganada. Você, Ludmila, você, seu partido faz um só. Você concorre com um deputado já eleito e ele tem no mínimo 50.000 votos. Eu falei: "Mas eu tô trabalhando para ter 30. Me falaram que com 30 eu tava eleita". Aí ele falou assim para mim: "Não tá. Levanta, vai trabalhar e correr atrás de mais 20.000 votos". Eu falei: "Num semana. Ele falou: "Mais uma semana aí eu falei: "Como é que eu vou fazer isso?" Ele falou: "Eu não
sei". Mas bateu nas minhas costas e falou: "Eu te falei para você não mexer com isso, né?" Tradução. Tinha muita coisa ali em risco. Grande gestor, cara que construiu Santa Casa medido em hectares, pavimentava estradas rurais, Uniforme, tudo organizado para as crianças. educação, cinco creches sendo construída, mas se a mulher do homem não fosse eleita, grande gestor, mas péssimo político. E Patos nunca tinha reelegido uma pessoa. Falei: "A responsabilidade bateu". Nessa hora, o que que você tem que fazer, gente? Nessa hora você fecha os olhos e aí, se tiver uma pessoa para falar assim, você
vai atravessar uma avenida a mais movimentada dos de todas, com os olhos vendados. Aí a pessoa fala: "Vai, os carros estão passando para vai". Tem uma pessoa assim na sua vida para te guiar. Ou se você tiver um abismo, você vai falar: "Tem 100 mãos". Você vai pegar na mão de quem? É nessa. Por quê? Ela não vai deixar você despencar. Eu tinha essa pessoa e fui lá paraa casa da minha mãe. Cheguei lá e falei: "Mãe, aos prãos aconteceu isso e isso e isso preciso dos conselhos do meu pai". Aí minha mãe falou assim
para mim: "Ôm, para de chorar e vai lá no seu pai e pega esses conselhos dele". Eu falei: "Mãe, como meu pai se tornou uma pessoa camada, ele não fala, ele não anda, ele tem um corpo todo retorcido, tava numa situação muito ruim por conta de uma doença chamada demência alcoólica." A minha mãe falou assim: "Lembra de quantos era pitinha?" E deitava no peito dele e através das batidas do coração, ouça e você vai lembrar dos ensinamentos e a partir dali vai te guiar. Assim eu fiz. Os médicos falavam que o papai não entendia nada.
E eu falava, conversava com ele e perguntava e parecia que Deus ia colocando as palavras certas. levantei e falei: "Ô mãe, eu já sei o que que eu vou fazer e vai dar tudo certo". É interessante que era como se Deus tivesse ungido aquele momento. E ele me falou três coisas que são tatuadas dentro do meu coração. Quando a vida tiver apertada, você acorda mais cedo antes do sol nascer e vai descansar bem depois do sol se pôr, quase próximo desse sol nascer de novo. Segunda coisa, nada na vida vence a força do trabalho. E
terceira coisa, a vida só é dura para quem é mole. Falei: "Mãe, eu vou, mas eu vou com tudo". Minha mãe falou: "Eu sei que você vai com tudo". E deu certo. Trabalhei, trabalhei, não descansei. Trabalhei um pouco mais, brilho nos olhos, sorriso no rosto, não tinha um vereador, não tinha um prefeito. Quem que eu tinha? Deus que me iluminava. E as pessoas que apareciam na minha frente do nada. O naí, por exemplo, não tive mais de cinco votos. Chegou o grande dia, o dia da apuração. Lembro que eu tava numa chácara que tinha 2000
pessoas. Ô gente, e vocês não acreditam? Tudo aconteceu. De fato, o meu partido fez só um. De fato, o deputado que concorreu comigo com mandato teve 51.000 votos. E de fato eu segui os conselhos do meu pai e tive 59 381. Me tornei deputado estadual, a deputada da região. [aplausos] Acho que foi fácil, não foi não. E aí quando eu tava lá no meio de muitas pessoas, o pessoal me abraçava e falava: "Parabéns". Falava: "Obrigada". Não, Lud, muito feliz. Eu falei: "Ô, tô muito alegre de você tá aqui comigo. Obrigado, mas desse jeito." Mas de
repente eu bati o olho, achei um, bati o olho, achei outro, peguei meus menininos no colo tinha dado meia hora de apuração. Fui lá pra casa da minha mãe, cheguei lá, falei: "Ô mãe, minha mãe me deu um beijo na testa, pegou na minha mão e falou assim: "Vai lá pro colo que você quer tá". Cheguei lá no meu pai, quando eu vi meu pai, pai amava a política. Falava de Ulisses Guimarães para mim pequena, Falava de Tancredo Neves, nunca falou nada para mim de Branca de Neves, Cinderelos. Eu acho que ele não queria que
eu casasse, queria que eu [roncando] entrasse na política. E ele amava política. Aí eu olhei pro pai e falei: "Papai, papai, eu me tornei deputada. Papai, papai, sua filha, deputada. As lágrimas não paravam de correr nos olhos do meu pai e eu vi que o meu pai tinha visto a menina dele se tornar deputada. Isso me deu uma força muito grande e eu nunca vou esquecer desse dia, porque ele foi decisivo pros meus próximos passos, passos esses mais largos e que talvez essas pernas aqui não estavam prontas para caminhar. Quando eu cheguei na assembleia, eu
tomei um susto muito grande. 77 deputados, era como se tivesse 76 tubarões e uma piabinha. falei chegar aqui agora com os meus valores, com os meus princípios, fazendo o que eu quero fazer no meio dessa turma aqui, tem que chegar dando recado. Lembro do meu primeiro discurso, nunca vou esquecer, eu sei ele na ponta da língua, porque senão se tinha uma coisa que meu pai amava fazer fazer, era treinar discursos desde pequenininho. E o recado foi uma frase que eu vou te falar dentro desse discurso. Chego aqui com valores fortes, inquestionáveis e digo mais, inegociáveis.
Dei um recado que eu estava ali para cumprir o que eu vim fazer com os meus princípios, princípios de uma mulher que entre nós tem orgulho, mulheres, de voltar em tantas mulheres boas, porque normalmente quando risca a gente passa em cima. Porque uma mulher ela tem muito medo de deixar a mancha pras pessoas que elas mais amam. que são os seus meninos, não são inconsequentes e pensam muito em cada passo. Fui eleita, mas de novo, sendo conhecida como a Lúde. O marido dela colocou ela lá. Ouvi isso várias vezes. Chegou o grande dia, o dia
de mostrar se eu era boa ou se eu não era. Sabe quando isso aconteceu? a hora de mostrar se a gente tinha capacidade de numa eleição fazer prefeitos alinhados a você. Se numa eleição, numa batalha, você tinha força para defender quem tava do seu lado, se você ganharia uma eleição, como foi feito, eu disputei em muitas cidades e ganhei 95% delas. Cheguei na assembleia como sendo a deputada que mais fez prefeitos. Aí eles começaram a saber meu nome, que era Lud Falcão e o Falcão era esposo dela. Demorou isso a chegar, mas chegou. Eu rodei
muito o estado de Minas Gerais falando paraas nossas mulheres: "Levanta o rosto, você não tá sozinha. Levanta o rosto. Que que você quer empreender? Você tem uma mulher aqui para te ajudar. O que que vocês querem aqui? Ser defendidas sobre violência doméstica. Nós estamos aqui para gritar juntas. O que que você quer defender a violência obstétrica falando que isso não pode acontecer? Nós estamos juntos falando com mulher porque eu me conecto com mulher, porque eu sei da importância de valorizar mulher. até o dia de sofrer uma grande ameaça. Meu marido, pelo bom trabalho que ele
fez, ele foi eleito presidente da MM chegou uma disputa entre o meu marido e o vice-governador, que é atual governador. Nessa disputa, meu marido fez uma defesa do município. O vice-governador rebateu, o meu marido fez outra resposta e o vice-governador, atual governador, ao invés de ligar pro meu marido, ele ligou para mim me ameaçando. E ele falou, abre aspas, deputada Ludmila Falcão, Eu nunca usei o nome do seu marido em nada e eu não aceito que ele utilize o meu nome. você mande ele me ligar até meia-noite, porque se isso não acontecer, eu vou mandar
os porteiros do estado de Minas Gerais proibir a sua entrada e a entrada do seu marido em qualquer recinto do estado. Tá bom? e desliguei. Nessa hora pedi para todo mundo sair da sala e fiz um vídeo. Mas meu coração é muito bom. Falei: "Deve ter enfiado o dedinho numa quina e quebrado e me ligou. Deve ter acontecido qualquer coisa e me ligou. Vou esperar algumas horas porque a gente pode errar, mas a gente deve pedir desculpas também. Eu falei, ele vai me ligar e vai me pedir desculpas. Nessa hora passou uma, duas, 3, 4,
5 horas e nada de me pedir desculpas. Eu teria desculpado, lógico, claro que eu tinha desculpado, mas nessa hora algumas pessoas que estavam comigo falaram assim: "Lud, ele é um governador, Não faça o vídeo porque o seu mandato pode ser prejudicado. Lud, não faça o vídeo porque ele pode prejudicar a prefeitura. Lude, não faço vídeo porque pode ter perseguição. E começaram a falar isso. Aí eu pedi licença, coloquei uma carta e coloquei o vídeo. Falei: "Pode escolher. Ou eu publico o vídeo ou eu renuncio o meu mandato agora". Aí na hora colocaram, Falcão, não tava
comigo, colocaram o Falcão uma chamada de vídeo. Falei: "Ou eu publico o vídeo ou eu renuncio o mandato agora". Falou: "Ol, como assim renunciar o mandato?" Eu falo para muitas mulheres, levanto o rosto, estamos juntos. Não ser da ameaça. Como que eu, ameaçada de uma atuação parlamentar, abaixo a cabeça, fingo que nada aconteceu, eu ia perder o brilho nos meus olhos, a vontade de seguir e a legitimidade de falar com vocês. Se não fosse para publicar o vídeo, eu preferia renunciar do meu mandato e cuidar de tantas outras coisas que seriam legítimas. Mas falar de
força da mulher não era mais comigo. E paz-me, são muitas que passam por isso, mas que não tem coragem de colocar o mandato em risco. Não é sobre mandato, é sobre os valores fortes, inquestionáveis e inegociáveis do primeiro dia de assembleia. Que que eu falei nesse vídeo? Prazer. Eu sou Ludmila Fonseca Azevedo Falcão. Não vim na política porque tenho parêntese, porque tenho dinheiro na política. Eu vim porque os meus votos foram conquistados. Votos de fé, de esperança e de renovação. Esperança também em dias muito melhores. Nenhum trabalho parlamentar que eu fiz é para me beneficiar
ou beneficiar a minha minha família. Se o senhor me ameaça fechar as portas do governo do estado, saiba que o senhor não tá querendo fechar para mim, mas para o povo que eu represento com tanta legitimidade e com tanto carinho. Faça o favor de ligar para o meu marido e dizer o que tem a dizer. O número dele o senhor tem. Vai lhe faltar talvez coragem. O recado que eu tenho que te Passar é, eu não mando recado, eu executo. Publicou o vídeo. Nessa hora, passado 30 minutos, a minha mãe me ligou. Minha mãe me
ligou e falou assim: "Minha filha, tô preocupada com você". Falei: "Ó, mamãe, tá preocupada por quê?" Ela falou porque ele é um vice-governador. E agora? Aí eu falei: "Agora tem 53 entrevistas marcadas em meia hora. A senhora podia dar um depoimento?" Aí minha mamãe falou assim: "Eu não sei nem conversar direito. Falar o quê?" Falei: "Só responder uma pergunta. Quando eu nasci, na hora que eu nasci, tava escrito lá, nasceu a deputada Lud Falcão. Aí ela riu e falou assim: "Não". Aí eu falei: "Pois é, mãe. Sabe como que eu nasci? Eu nasci filha da
dona Maria Helena. Hoje eu me tornei mãe do Dudu e do Lucas. O que eu tenho que te dar é orgulho. O que que eu tenho que dar pros meus meninos? É exemplo. Eu te dou orgulho? Ela falou, chorou e falou: "Você me enche de orgulho". E eu falei pros meus meninos é exemplo, que não tem que abaixar a cabeça para covardia, pra gente mal, pra gente com coração ruim. Ela falou: "Então segue em frente que eu confio em você". E isso aconteceu e eu tenho orgulho da minha atuação, porque depois muitos parlamentares, muitos colegas
falaram: "Sofri ameaça igual, mas não tive o mesmo peito." Mas quando eu fui eleita, a minha mãe na sua simplicidade dela, ela falou assim para mim: "Saiba que tem um espelho atrás de você, talvez 360". Tudo o que você fizer, as pessoas vão saber tudo. E a minha vida é de fato um livro aberto. Se eu tivesse isso aqui no meu mandato que pudesse ser questionado, e olha que eu não sou perfeito, mas eu não tô falando disso. Eu tô falando de honestidade, que é algo que é que tem que ser valorizado na política, infelizmente.
Se minha prefeitura do meu marido, que passa R 1 bilhão deais anual, tivesse um clipse licitado errado, ou se a MM, que é a maior associação da América Latina, tivesse alguma coisa de errado, talvez eu não tinha feito vídeo, Mas eu fiz para honrar as minhas mulheres, mas para honrar a voz da mulher mineira. Tantas lutas nossas, tantas lutas que são intrínsecas da mulher. E por que que eu falo de a gente estar unidas? E isso me dói muito. Sabe por quê? Não vou constranger os homens aqui, mas eu constrangi, porque esses dias eu fiz,
eu eu consegui aprovar uma lei dentro da assembleia que chama economia do cuidado. E essa lei ela é muito importante. E essa lei, eu falei, eu preciso explicar ela, a importância dela pras pessoas. Mas como que eu vou fazer isso? Falei: "Já sei. Andei Belo Horizonte inteiro, umas 200, 300 entrevistas". Eu chegava nos homens e falava: "Tudo bem, bom? Você trabalha?" Trabalho. Faz o quê? Ah, tal, sou tal coisa. Quando você chega em casa, você faz o quê? Eu janto. Você faz sua janta? Não. Ou minha mãe ou minha esposa. Quando você chega em casa,
você faz o quê? Você faz trabalho, trabalho, trabalho o dia inteiro. O dia inteiro. Quando você chega em casa, você faz o quê? Nossa, aí eu descanso. Bom, tem que descansar mesmo. E aí você trabalha? Trabalho. Faz o quê? Tal coisa. Quando você chega em casa, você faz o quê? Ah, vou ler um livro, né? Vou me atualizar, vou ver o Netflix. Falei, beleza. Mais ou menos umas 180 entrevistas desse jeito e a resposta sim. Um ou outro falava, né, que cuidava de casa. Aí eu comecei com as mulheres. Você trabalha? Trabalho. Sai em casa,
você faz o quê? Vou ensinar dever para meus meninos. Trabalha? Trabalho. Chega em casa, você faz o quê? Não, o tempo que eu tenho, eu tenho que limpar minha casa, organizar minha casa. Você trabalha? Trabalho. Chega em casa, você faz o quê? Aí eu tenho que fazer janta, esquentar a janta pros meninos. Você trabalha? Trabalho. Chega em casa, você faz o quê? Ah, quase não durmo. Meu menininho é recém-nascido, tem 8 meses, ainda amamenta, passar a noite em claro e ainda tem que cuidar das nossas coisas. Isso. Mas outras umas 100 perguntas assim. Aí eu
comecei a ficar mal. Aí eu comecei a fazer a pergunta diferente. Você trabalha? Trabalho. Você faz o quê? tal coisa. Quando você chega em casa, você faz o quê? Infinidade de coisa. E quem cuida de você? Elas ficavam calado. Aí teve uma que foi muito simbólico. Falei: "E quem cuida de você?" Que ela falou: "Ah, eu trabalho, chego em casa, eu ensino dever para meus filhos, meus pais são doentes, dou um jeito de organizar a vida dos meus pais, porque eu eu que ajudo meus pais também". Falei, ela começou a falar tanto, tanto. Falei, mas
quem cuida de você? Ela fez assim, ó. Deus é intrínseco a nós cuidar do outro. Aí eu te faço uma pergunta. Ah, Lud, não é sempre assim, não. Uma mulher é casada, uma mulher tem dois filhos nesse casamento. Ela separou, os meninos ficam com quem? Via de regra. Com quem? Com a mãe. Via de regra, certo? Mulher, Os pais têm os filhos, os os pais adoecem. Quem cuida desses pais tem tanta dedicação, normalmente vai morar na casa de quem? Da filha. Da filha. E quem cuida de nós aí? Como que nasceu esse projeto de lei?
Para você fazer um projeto de lei, você tem que sentir a dor. Lembrei da minha mãe de novo. A minha mamãe. Minha mãe a vida inteira cuidou de mim, do meu irmão. Não trabalhou, não conseguiu assinar carteira. Depois meu pai camado. A sorte é que meu pai é policial militar e ela virou pensionista. Sabe o que que eu falo para vocês? Que isso também é violência. É violência quando você vê outra sofrendo porque ela tá cuidando de tantas outras, mas ela não é reconhecida. Mas tem como mudar isso. E essa lei foi feita. Agora ela
tem que ser cobrada, implementada dentro do estado. Muito mais outras leis foram feitas por nós mulheres. E não importa ali dentro daquela assembleia se tem uma turma que defende a esquerda, se tem uma turma que defende a direita. O importante é que quando a causa é mulher, nós estamos Juntas. Vocês pararam para pensar o tanto que quando a gente fala de feminicídio, de violência, tá aumentando, é toda hora? Sabe por quê? Porque a mulher está ocupando o espaço dela. Infelizmente a sociedade ainda não entendeu que a mulher pode estar no espaço que ela quis, escolhido
por ela, mas ela pode ser respeitada. Dói a mulher bater no peito e falar: "Eu tenho autossuficiência". Sociedade ainda não está preparada para isso. É guerra porque nós temos que mostrar isso todos os dias. E são muito outras, muitas outras coisas que parece tabu, mas vai acontecer comigo, aconteceu com algumas de vocês e não tem como fugir. Quer ver o que que nós estamos falando? Menstruação é algo intrínseco a nós, mas algo que rebenta conosco é a menopausa. A menopausa e muitas mulheres altíssimo nível faz a oscilação do humor variar tanto, faz o calor no
corpo alterar tanto e a mulher não ter um tratamento adequado como tem na rede privada, simplesmente porque ainda não tem uma política pública que você pode levar para o SUS. Qual que é a função de quem de quem legisla, de quem faz as leis? E a gente cobrar do estado isso. As dores elas são suas, mas se você estiver, Se nós estivermos unidas, as dores passam a ser de todas nós. O que eu vim aqui hoje fazer mais uma vez é oferecer as minhas mãos para cada uma para que qualquer violência que a gente esteja
enfrentando, pode ter certeza que vai ficar mais fácil se nós não enfrentarmos sozinhas, se nós estivermos ao lado de tantas outras que passam pelas mesmas condições que nós passamos. Vamos ocupar o nosso espaço de fala, de conquista, o nosso espaço que tem que ser respeitado. Fico muito feliz de ter homens aqui conosco. Esses homens hoje, eu tenho certeza que saem daqui pensando um pouquinho mais na importância de valorizar as mulheres que estão do seu lado, que caminham para ter uma sociedade mais humana, mais justa, mais próspera. Agradeço de coração a oportunidade de estar cuidando de
cada uma de vocês com carinho, com força, com gar, mas sobretudo com muita empatia. Muito obrigada e fiquem com Deus. [aplausos] [aplausos] com pessoal com forma de agradecimento, porque nós não pagamos a palet é de casa tudo vale dinheiro e eu quero Con forma de agradecimento tem esse presente que é o vereadorinha em nome do povo naquela paz. Pessoal, tem um lanche, uma delícia, mas primeiro eu quero convitar Lud para e E ouvir a nossa rede que nós queremos. Lal Boa noite a todas. Lud, essa aqui é uma lembrança nossa do café naí que é
tradicional aqui da nossa cidade, é da Audi e da AC Mulher. E nós estamos muito felizes mais uma vez em te receber aqui em Unaí e aqui na Câmara, né, que a gente fala que é a casa do povo. Muito obrigada. [aplausos] Neste momento, convidamos para vir à frente a Alane Brandão, ela que vai interpretar uma música para nós. Microfone ficou rompendo. Microfone sem ficar para ela. Já coloca aqui. Já coloca aqui. Não, coloca Ele mandou mensagem vem aqui. Boa noite a todos. Boa noite, mulheres. É uma honra estar aqui. Agradeço a Dorinha pelo convite.
A deputada Lúdio, um prazer conhecer a sua história. Uma honra, viu? A, os demais aqui que acompanham a mesa, todos aqui da casa. É uma honra estar com vocês. Eu vou cantar uma música que ela tem por título Deixa. Gostaria que você meditasse na letra dessa canção. Pode soltar. [música] Tá ansioso porque você não faz ideia do que sou fazendo, nem tente entender, mas essa prova está te amadurecendo. [canto] Onde você vê deserto, eu vejo o processo. [música] Onde você sente dor, eu vejo experiência para você encontrar. Quando lá chegar, quando lá chegar, [música] você
só enxerga perda, mas é livramento, porque [música] antes o alívio tem o sofrimento. [canto] permita que essa luta roube sua paz, mas deixa, [música][canto] deixa, deixa eu trabalhar do meu jeito, [música] deixa acontecer no meu tempo. O amanhã não te [música] pertence, só confia em mim. Oh, deixa, deixa teus [música] projetos comigo. Deixa eu cuidar dos seus sonhos. Os meus planos são [música] melhores. [canto] Onde você vê deserto, eu vejo o processo. Onde você sente dor, eu vejo experiência [música] Para você contar. Quando lá chegar, quando lá chegar, você só enxerga perda, mas é livramento.
[música] Porque antes do alívio tem o sofrimento. Não permita que [música] essa luta roube sua paz, mas deixa, deixa, deixa eu trabalhar do meu [música][canto] jeito. Deixa acontecer no meu tempo. O amanhã não te pertence, [música] só confia em mim. Oh, deixa, deixa teus [música] projetos comigo. Deixa eu cuidar dos seus sonhos. [música] Os meus planos são melhores. [música] O que o olho não viu, ouvido não ouviu e nem sequer subiu [música] ao seu coração. É o que eu planejei, é o que eu preparei, é o que eu reservei para você. O que o olho
não viu, ouvido não ouviu e nem sequer [música] subiu. Ah, o seu coração é o que eu planejei, é o que eu preparei, é o que eu reservei para você. [música] Me deixa, [música] deixa eu trabalhar do meu jeito. Deixa acontecer no meu tempo. [música] O amanhã não te pertence. Só confia em mim. Oh, e deixa, [música] deixa teus projetos comigo. Deixa eu cuidar dos seus sonhos. Os [música] meus planos são melhores. Deixa, [música] deixa eu trabalhar do meu jeito. Deixa acontecer no meu tempo. O amanhã não te pertence, só confia em mim. Deixa, deixa
teus projetos comigo. [música] Deixa eu cuidar dos seus sonhos. Os meus planos são melhores. [música] Então deixa. Obrigada. Deixa [aplausos] o rapaz. É, achei essaura muito boa. Eh, o Senado foi feito com mais de 20.000 Nós passamos a palavra agora então à vereadora Dorinho Melgasso, presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Mulheres, para conduzir a nossa mesa de debates. Boa noite. É, pessoal, vamos começar a mesa de debate para Deus poder conhecer nossa porque ela não tem onde de ser boa nada de casa. Mas você tem nada boa depois. Então eu vou pedir o manelista
para chamar as pessoa para falar e aí já Agradeço e nós estamos satisfeitando, não ganhamos rosas, mas ganha santo e apanha de noite o mesmo que deu rosa. Ai, eu, quero que você sa aqui com raiva do marido. Muito pelo contrário, a deputada foi a palestrante que apresentou estratégia. Nada sem estratégia vai. Então, Daniel, eu vou pedir o primeiro promotor como nós estamos na comarca de Onair Violência doméstica e agradecer, viu Alan? Muito prazer. Pode fazer como onde e nós como nós podemos melhorar. Antes de passar a palavra para Dr. Alan Henrique, eu gostaria de
receber aqui com a salva de palmas também o nosso excelentíssimo senhor prefeito municipal deí, Thago Martins. Sua cadeira tá reservada ali. [aplausos] E agora passamos a palavra então ao Dra. Alan Henrique, promotor justiça de violência doméstica. Primeiramente, eu gostaria de desejar boa noite a todas. Eh, é muito bonito ver, primeiramente, Agradecer ao convite eh realizado por esta casa, pela Frente Parlamentar de Defesa das Mulheres. é muito importante eh a integração entre as instituições públicas, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil, Polícia Militar, Executivo, Legislativo, eh Poder Judiciário, em parte da dando, eh tomando parte da defesa
das mulheres, eh, entrou em todas as suas frentes. Eh, meu nome é Alan Henrique, sou promotor de justiça na quinta promotoria de justiça de violência doméstica da comarca de Unaí. também tenho atribuições dentro do patrimônio público, eh, direitos humanos, conflitos agrários e apoio comunitário. Estou em Unaí desde 27 de novembro de 2025. Eh, e tenho com bastante foracidade na defesa do direito das mulheres, tanto na via judicial, extrajudicial e principalmente eh demonstrando que o Ministério Público é curador universal dos direitos humanos e do direito das mulheres. Eh, dentro desse contexto e até pela excelente exposição
da deputada Lourdes Falcão, eu percebo no dia a dia a dificuldade que as vítimas possuem de entender a sua própria situação de violência, que infelizmente começa de forma silenciosa. Quando se vai descobrir que é vítima de violência doméstica. O processo ele é perduroso, acontece há bastante tempo, porque a violência doméstica, e eu gostaria de frisar nesse ponto que é muito importante, que acontece nas nas menores condutas, é de forma silenciosa, é o controle das ações, é a manipulação das condutas, evolui para ameaças, evolui para violência física, infelizmente culmina num atentado doloso. contra a vida. Geralmente
quando o feminicídio ocorre, a violência já ocorre há muito tempo, mas há uma dificuldade de se reconhecer a violência doméstica. E falo para todas vocês, violência doméstica não é só a violência física, é a é o é é o veripente da moralidade, da autoestima, da vida, é o controle das ações, é a manipulação e a dissimulação, a violência patrimonial. Um exemplo, um exemplo que eu posso dar para vocês é a retenção de documentos. Por exemplo, ao se reter o documento de uma mulher, carteira de identidade, você não tá só negando ou violando o patrimônio, você
também tá negando cidadania. E é muito importante, só pessoal gostaria de pedir silêncio. A Lei Maria da Penha, que é um diploma normativo de vanguarda do direito das mulheres, é muito importante, porque lá estão incluídas todas as formas de violência. Só que o que eu percebo no dia a dia é que há um déficit de informação. Eu acho que a informação não eh ela não está sendo difundida da forma correta, a provmente da forma como deveria ser, porque eu recebo vítimas todos os dias no meu gabinete. Eu faço atendimento ao público também presencial. Estou de
manhã, estou à tarde, quando não tô em audiência, também estou no gabinete. Eh, e a forma como eu vejo, muitas vítimas não tm conhecimento que elas mesmas são vítimas de violência. E é muito triste ver da forma como está sendo feito, principalmente porque a maioria não tem conhecimento o que que seria medidas protetivas. Medidas protetivas são nada mais é do que meios de proteção da mulher contra a violência. E a Lei Maria da Penha, ela traz um elenco de hipóteses de instrumentos que protegem as mulheres. Afastamento do agressor do lar, eh proibição de contato por
qualquer meio. E a violação dessas medidas protetivas é crime. É crime previsto na Lei Maria da Penha. Muitos direitos foram incluídos no decorrer do tempo. A vítima de violência doméstica, ela possui o direito de se afastar do trabalho por até 6 meses, caso a manutenção do vínculo trabalhista for aumentar ou até mesmo prejudicar a sua rotina diária. A vítima que tem direito auxíli aluguel por até 6 meses deferidos pelo poder judiciário, que tanto pode ser pedido pela própria vítima. A vítima tem esse poder de na delegacia, no Ministério Público fazer requerimentos, provocar as autoridades é
muito importante, seja por meio presencial ou seja pela ouvidoria, porque essa ouvidoria chega para mim por meio do sistema do Ministério Público, mas também eu estou presente. Caso alguém seja vítima de violência doméstica e tenha receio na delegacia, que também é um meio de se reportar, pode ir no Ministério Público. Minha equipe está de plantão todo santo dia, inclusive mulheres maravilhosas, eh, Núbia, Aracele, Mariane e Bruna. É a minha equipe e eu não poderia deixar de fazer essa menção horrora, que são pessoas maravilhosas que me ajudam todo santo dia no exercício dos da das atribuições
ministeriais. E senhoras, eh, a luta ela não para. O mês da mulher, mais do que uma data comemorativa, eu vejo como um meio de reflexão do caminho que nós estamos tomando, se é preciso reorganizar rotas, mudanças de estratégias, como a vereadora Dorinha Melgast falou, sem estratégia institucional não se consegue chegar a caminho nenhum. Eh, é preciso bolar estratégias, meios de ações afirmativas para que os direitos das mulheres não passem de letra fria da lei, mas passe ações concretas, seja como políticas públicas que informem e reafirmem que as instituições elas não estão cegas e a deriva.
Pelo contrário, todas as instituições públicas desta comarca estão vigilantes todo dia, a todo momento, para que não podemos deixar passar que situações de violência caiam como números, que uma mulher vítima de violência doméstica nos passe, por mais do que seja estatística, mas merece tutela, merece defesa de todos contra todos. Eh, eu sei que o tempo que foi me foi passado de 10 minutos, eu sei que é muito pouco para poder falar sobre esse tema, mas eh eu deixo em nome do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, na quinta promotoria da desta comarca, é uma
palavra de de alento e de esperança que essa luta ela continua. Muito obrigado a todos. [aplausos] Palavra, Alessandra, eu chamar atenção pro tempo falar naturalmente do jeito que dá. Vou falar. Boa noite a todos. Pode deixar, eu vou me atirar ao tempo, até porque minha voz não tá muito legal. Eh, como o Dr. Alan disse, né, hoje em dia, assim, tá muito difícil a questão da violência doméstica na nossa comarca. E eu tava conversando inclusive com o José Juliana, a gente falando do caso de subnotificação. Eu trouxe aqui para falar algumas coisas, mas eu do
protocolo de atendimento da mulher, o que chama bastante atenção é esses casos invisíveis, né? Situações de violência que nunca chega a um sistema de proteção, permanecendo oculta nas quatro paredes do lar. é o que a gente chama da cifra oculta ou a cifra negra da da criminalidade. E assim, esse eh isso é muito preocupante porque acaba que os dados são eh Mascarados, né? E as mulheres às vezes não têm conhecimento que aquilo que que elas estão sofrendo são é algum tipo de violência. A violência não é só a violência física, né? E assim, toda a
rede tem que tá integrada para poder tá identificando, porque assim, às vezes a mulher não quer informar que foi vítima de violência física, mas às vezes ela não sabe os direitos que tem e a rede eh entra nesse papel para tá orientando onde ela pode procurar, eh, o apoio que ela tem, que tanto na quanto apoio eh no CREAS, Crasas, assistente social, psicólogos, tudo isso. E outro desafio é esse da rede, né? que acaba que a rede é desarticulada, faltando integração entre os órgãos, compromete a efetividade das medidas e o acolhimento integral, porque quando a
rede tá toda unida, acaba que um consegue articular com o outro quais as medidas mais apropriadas, porque apesar da gente ter um protocolo, eh, a gente sempre fala, né, que no direito tudo é no caso concreto. E eu acho que cada atendimento também é assim. Cada atendimento a gente tem que levar em consideração a pessoa que tá ali, a vítima, e a gente não tentar julgar, não tentar eh estigmatizar aquela pessoa. Essa semana mesmo eu tive contato com uma vítima de violência doméstica. Ela disse que foi acompanhada, né, na delegacia. Até falei com ela que
não precisaria de advogado. E a ela disse que a advogada informou que se ela ficasse reclamando Muito ela já tá mais de idade. Então às vezes eles iam achar que ela tava ficando louca. Gente, é assim, é um absurdo. E essa vítima não sofre nenhum tipo de violência física, mas psicológica, por ligação, por mensagem. Em vez dela ser encorajada, ela está sendo taxada de louca. Então assim, é eh as pessoas precisam se informar, precisam levar mais informação para todos para saber que elas têm esse direito. E às vezes até isso a gente às vezes não
comenta porque fica com medo do que os outros vão achar, do que as pessoas vão achar. E assim, é muito importante a gente estar sempre aberto e abrir os olhos mesmo para poder tá vendo aqueles sinais que a pessoa tá dando, né? Porque às vezes o socorro veio muito tarde. E é isso. Eu preparei mais coisa, mas em 10 minutos ficou muito pouco. Mas eu queria agradecer a Dorinha para lembro da da Defensoria e falar que a gente tá de portas abertas. Apesar da gente ainda não ter o Nudem, que é um núcleo especializado, né?
Nós atuamos também nas causas, nas ações cíveis para poder estar auxiliando tanto nas ações de alimentos, eh, guarda, divórcio e qualquer outro tipo de demanda que vocês estejam precisando e algum conhecido. E assim, a gente sempre tenta eh auxiliar e fazer o atendimento da forma mais humanizada possível, sem est revitimizando, sem est colocando a pessoa numa situação vechatória, né? porque às vezes a pessoa fica envergonhada e então assim, eh, o que precisarem, a Defensoria tá de portas abertas. Obrigada. Boa noite. [aplausos] Passamos agora para José Juliano Espíndola, secretário municipal de saúde. Boa noite a todos
e a todas. falar de um tema muito já foi muito bem abordado aqui pela deputada Lud, a qual parabenizo pela a sua postura e sua fala, Lud, e também muito bem representada pela Dorinha, que representa esse movimento de luta quando se posiciona e se chama todos paraa guerra quanto a violência. Falar de violência é falar de vidas interrompidas e de uma forma muito eh adrúpta e pelas pessoas a quem deveria, principalmente pessoas que deveria defendê-las. Trouxe os dados de o ano passado do noroeste, das 12 cidades, nós tivemos 958 notificações de violência, mas destas apenas
95 foram notificações do município de Unaí. Então demonstra uma subnotificação muito grande, porque o município de Paracatu, que ele é semelhante em população, teve 597. Dessas eh notificações de casos de violência no geral, 71.82 são vítimas mulheres na faixa etária entre 20 e 49 anos e 75 destes casos ocorreram dentro da residência por pessoas do seio familiar. Então isso demonstra a realidade que a gente que nós vivenciamos em cada dia. E esse esse cenário ele requer um sistema de saúde que estejam preparado para receber essas mulheres, tanto para recebê-lo com humanização, para orientar e também
para direcionar, porque tá a unidade de saúde talvez é o primeiro local que essa vítima chegue antes de chegar na delegacia de mulher, antes de chegar no Ministério Público, antes de chegar eh na na nos outros órgãos de defesa da mulher. Hoje a secretaria nós temos um fluxograma de atendimento de violência. Nós estamos eh providenciando a a tiragem desse material, não só para trabalhar em redes sociais, mas também físico, para que seja colocado com agente comunitário de saúde entregue em cada casa, porque nós identificamos dois três pontos. Primeiro, já tem todo o estigma da pessoa
fazer a denúncia. Segundo, muitas vezes elas não sabem aonde começar e que ela tem um direito de ser notificado, porque é uma notificação compulsória silenciosa. Ela não precisa se identificar que quer se fazer essa notificação. O próprio profissional de saúde, ele faz a notificação para que nós tenhamos dados para enfrentar essa situação. E outro é que nós precisamos qualificar os nossos profissionais para que eles tenham uma abordagem que seja sistêmica e que seja acolhedora nesse momento que é talvez um dos momentos mais difícis vivenciado pelas mulheres. O nosso protocolo, além do acolhimento humanizado, a escuta
qualificada, nós precisamos ter uma escuta qualificada para que essas pessoas, que essas mulheres sinta-se à vontade, para que possa compartilhar a situação vivenciada e assim ter esse preenchimento de notificação, que é muito mais do que uma notificação. Ela precisa eh esse profissional identificar se ela vai ser acionada um atendimento psicossocial, se ela tem que ser encaminhada para um atendimento médico, se ela tem que ser orientada a procurar a delegacia. Ela quando ela vai, se é uma uma violência sexual, aonde que ela tem que ser atendida? Então, eh, Quando ela tem que ser coletada material, esse
é um kit da Polícia Civil que fica no hospital. Então, eh, nós vamos para buscar ampliar eh e potenciar potencializar as mulheres que façam denúncia, que é muito importante. Nós vamos estar fazendo esse fluxograma tanto físico para que a gente faz muita rede social, mas importante ser entrega. Aham. entrega que a pessoa tem em casa e também qualificar as nossas equipes para que possa melhorar cada dia mais esse acolhimento que seja feito com amor, com respeito, respeitando a mulher aquele momento de dor. Isso é é muito importante. Então, nós temos eh hoje a secretaria nós
temos esse fluxograma, vou compartilhar depois eh com o conselho eh Carol para que também possa nos ajudar. Uhum. também com todo o pessoal da rede, que eu acho que junto nós possamos proporcionar um acolhimento melhor para que essas mulheres sejam atendida com dignidade nos pontos da rede. Tem só um ponto que ainda nós não faça, nós não temos em que É difícil, acho que é um tema muito polêmico, é quando tem uma gravidez que é fruto de uma violência sexual. Nós não temos na Secretaria de Saúde um ponto de atenção para fazer a interrupção da
gestação. Esse ponto nós ainda não conseguimos trabalhar. É um ponto difícil, um ponto que tem muita resistência, eh que tem muitos princípios por trás, mas estamos dispostos a discuti-lo. Quem sabe um dia possamos avançar. Eh, porque como gestor eu tenho que superar eh as minhas posição enquanto pessoa, porque é um direito que está na lei, mas que ele é difícil ser trabalhado, principalmente por mim, que eu acho que o direito à vida, de tirar a vida é somente Deus. Então, quero parabenizar a Dorinha pelo evento, dizer que somos parceiros. [aplausos] Passamos a palavra agora à
senhora Carolina Massimo, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Oi, boa noite a todos. Queria primeiramente agradecer a Dorinha pela oportunidade de estar aqui falando um pouquinho sobre esse tema tão importante. Eh, queria cumprimentar a Lud. Você me representa, tá? Você, Dorinha, são representantes nossas e acho que cada vez mais a gente tem que lutar para ter mais mulheres na política, porque a gente precisa ocupar os espaços, eh, e, e lutar pelos nossos direitos, né? Porque se a gente deixar os homens ocupar, a gente vai ficar sempre, né, em segundo plano. Eu eu fiz
um texto aqui rápido porque eu queria falar um pouquinho de tudo para mim não me perder, mas eh no dia 8 de março as redes sociais e casas se encheram de flores, posts e homenagens, mas por trás da delicadeza aparente, o Dia Internacional da Mulher nasceu do barulho de greves, marchas e portas de fábricas fechadas, do cansaço coletivo que se transformou em coragem. Direitos femininos são conquistados com luta, visibilidade e persistência. E eu acho que esse espaço aqui é muito importante, porque a mobilização social, gente, que faz a diferença quando a gente se mobiliza, que
a gente se une, eh, a gente mostra pras pessoas, pra sociedade, que a gente tá atenta, que a gente tá aqui por uma causa e isso acaba eh eh mobilizando outras pessoas, né? Então, a gente tem que ter essa consciência do coletivo, senão a gente nunca vai conquistar o nosso espaço, né? Eh, a gente tá em 2026 e o sentimento de ser mulher ainda se resume a uma palavra alerta. Nós conquistamos muitos direitos, isso aí é notável, né? Eh, a Lei Maria da Penha e todo dia uma lei, né? vem para proteger a mulher, mas
mesmo assim a gente tá vendo cada vez mais crescendo o crime, não diminuindo, né? Porque a gente conquistou o o os direitos, mas a gente não conquistou o respeito e ainda é um pedido de socorro. Nós carregamos medos que o privilégio masculino sequer imagina como o peso de andar sozinha ou a tensão de ser observada. Não queremos apenas leis, nós queremos o direito de não sermos caçadas. Nesse mês de luta das mulheres, nós temos que reforçar a importância da mobilização social para que novos avanços continuem acontecendo. Tenho certeza que os avanços que temos hoje na
nossa cidade, mesmo que não seja o ideal, é fruto de muita mobilização no passado. E quero aqui destacar o papel da vereadora Dorinha, que é e sempre foi incansável por essa causa. Se hoje nós temos uma DEAN e uma patrulha de prevenção à violência doméstica, é fruto de luta e momentos como este aqui, que mostram a sociedade que estamos atentas e que não estamos esquecidas e não vamos aceitar que nenhuma mulher tenha seus direitos violados. Queremos que os direitos Conquistados sejam garantidos e cumpridos. Pesquisando sobre as políticas para as mulheres em Minas, Lud, quero até
deixar um pedido aqui para você. Fiquei muito triste com o que eu vi. Eu descobri que o nosso estado é o terceiro pior estado do país em estruturação de políticas públicas para as mulheres nas prefeituras. Segundo o levantamento do IBGE, 85% dos municípios mineiros não tem nenhum tipo de secretaria, diretoria ou coordenadoria para gestão de políticas voltadas ao público feminino. Em Minas Gerais, nós contamos com apenas 70 delegacias especializadas. Nós temos 853 municípios em Minas e apenas 70 delegacias e apenas 143 municípios conta com o atendimento da patrulha. Então é um número muito pequeno ainda
diante, né, de um estado tão grande. E a gente vê que a maioria dos feminicídios hoje, pelas estatísticas acontecem em municípios com menos de 100.000 habitantes, em municípios pequenos. Aproveitando a oportunidade, então eu queria pedir a nossa deputada estadual, queria destacar que em reunião online com a secretaria do estado, eu pedi uma reunião com a Joana, a equipe dela me Atendeu. Eh, eu tenho me organizado para a gente implantar o DEAN, a a o CREAN aqui, oí. E conversando com elas, eu descobri que não existe nenhum tipo de incentivo financeiro por parte do estado, nem
do governo federal. Então hoje o município, se ele quiser abrir um serviço paraa mulher, tem que ser com custeio próprio, então fica todo do município, né? Isso é muito triste, tá? Porque não existe incentivo. Então pro município é difícil implantar um serviço em que ele vai assumir sozinho o custo disso, apesar da importância do serviço, tá? Então, eu acho que a gente precisa aí eh que haja movimentação no governo federal, eh, criando políticas de incentivo paraa abertura dos crianças, visto a realidade que a gente vive hoje, a necessidade desse serviço. Eh, meu texto ficou grande,
vou pular aqui, mas eu queria destacar uma pesquisa, depois queria que vocês entrassem no site do Senado. Existe uma pesquisa nacional de violência contra a mulher e eu achei muito interessante os dados e eu queria compartilhar aqui com vocês. A maioria das agressões ocorreu na presença de outras pessoas. Entre as vítimas de violência no último ano, 71% afirmaram que haviam crianças presentes durante a agressão, das quais uma parcela significativa eram filhos e filhas das vítimas. O data Senado apurou que 40% dos casos nenhuma testemunha ofereceu ajuda a essa mulher. Então, a gente vê eh uma
cultura eh que precisa ser mudada, né? a gente vê a violência presente dentro das casas, mas com familiares presenciando isso, vizinhos, eh, os filhos. e as pessoas não estão oferecendo apoio nem ajuda a essas mulheres. Eh, o fato de 71% das mulheres serem agredidas na frente de outras pessoas e dentre esses casos, sete em cada 10 serem presenciados por pelo menos uma criança, mostra que o ciclo de violência afeta muitas outras pessoas além da mulher. a minha preocupação com as crianças aqui que estão sendo atingidas, né, diretamente por essa violência. E o lar é o
lugar onde a criança aprende sobre respeito. A família é um ambiente onde a criança aprende o que que é respeito. Então, essas crianças estão crescendo dentro de lares violentos e pelas pesquisas mostram que a chance dessa criança replicar isso ou de aceitar um relacionamento abusivo no futuro é muito grande. Então, olha só a consequência de tudo isso que a gente tá vivendo, né? E quando o Dr. Alan fala sobre a Maria da Penha, a lei, doutor, a gente vê a dificuldade quando a gente marca um encontro desse, Dorinha, as mulheres não vêm, elas não querem
ouvir sobre violência, Então como é que a gente vai chegar nelas, né? Falei aqui com o Juliano, Juliano, a gente tem um um instrumento muito grande que são os ACSs. Os ACSs hoje estão dentro das casas, dentro das famílias. Então, a gente precisa eh utilizar dessas dessa dos ACS dessas pessoas que chegam da escola, das professoras, para que a gente possa trabalhar esse tema da Lei da Maria da Penha em todos os locais para que cheguem todas as mulheres. Porque a gente marcar um encontro no PSF para falar de violência, elas não vão. Elas não
vão, gente. Eu falo nas ações sociais, a gente, ah, vão falar que a gente vai falar de violência. as mulheres não vão. Então vamos marcar uma ação, levar corte de cabelo, levar médico e aí a gente aproveita ali e fala para elas, porque realmente é um tema que as pessoas tendem a evitar, né? Então meu meu tempo já estendeu, tinha muito mais coisas para falar, mas é isso. Parabenizo eh por esse evento, Dorinha. Acho que esses momentos tm que acontecer mais vezes, eh, para que a gente possa reunir a rede e discutir, eh, sobre, eh,
ações que a gente pode fazer no nosso município para melhorar eh, a violência e levar informação. Tá bom? Muito obrigada, gente. [aplausos] Vamos convidar agora Lilian Oliveira, delegada da Delegacia da Mulher. Boa noite a todos. Primeiro tenho que parabenizar a Dorinha por estar sempre à frente desses projetos que busca eh a nossa representatividade como mulher aqui em Unaí e ela se mostra muito firme na causa e posso dizer que eu tenho muito orgulho em ser representada pela senhora. Eu sou hoje a delegada da Delegacia da Mulher aqui de Unaí há 6 anos e hoje nós
enfrentamos aqui um índice relativamente baixo de violência, verdade, baixo. Eh, só que a maioria do das vítimas elas não procuram a delegacia. Eh, o mês de março, eh, eu vou ficar muito feliz, Dorinha, de chegar um mês de março em algum ano e a senhora não me convidar para vir no mês de março aqui, porque o mês de março, que deveria ser o mês de comemorar, de enaltecer, dar visibilidade a direitos das mulheres, a gente sempre volta aqui e fica discutindo sobre violência contra a mulher. Por que que a gente tem que discutir? Porque a
gente tá no mês de março e esse foi o mês que eu mais trabalhei. Se a gente pegar as estatísticas policiais, é o mês que a gente mais trabalha. E pasmem, é o mês mais do que agosto, que é o mês de combate à violência doméstica familiar, o mês que comemora o aniversário da Lei Maria da Penha é de 20 anos. E a gente tem que ficar vindo aqui falando sobre as mesmas coisas. Por quê, gente? Porque a informação não está chegando onde precisa. as políticas públicas não estão chegando onde precisa. Nós temos uma delegacia
que, qual que é o nosso Serviço aqui? O nosso serviço é principalmente registrar os boletins de ocorrência que envolvem vítimas de violência doméstica, dar um fundamento para que o Ministério Público ofereça uma denúncia e que esse autor venha ser processado. E a vítima? Ninguém vai ligar pra vítima porque o que eu escuto todo dia na delegacia são os mesmos casos. E aí eu chamo a atenção para vocês do seguinte, o naí hoje a gente tava conversando aqui, o ano passado não teve nenhum feminicídio consumado. Nós tivemos alguns tentados. Esse ano a gente já teve dois
tentados, mas no Brasil a cada 6 horas uma mulher é morta. E no último mês de março vocês viram aí crimes que chocaram a população. Por quê? Por que que tá acontecendo isso? Porque a gente não tá dando atenção onde deveria dar atenção. E aí eu chamo a atenção de vocês aí, que todo mundo aqui com certeza tem acesso à internet, de do crescimento dessas desse desse movimento. Não sei que vocês já ouviram esse termo, machosfera. Aham. é um termo que vem sendo utilizado e vem crescendo muito esse movimento de machismo. E eu aqui eu
vi que tem algumas colegas da FCISA e eu tava conversando com os psicólogos esses dias e é visível esse esse movimento crescendo na nossa sociedade. E o que que a gente vai esperar daqui alguns anos? O que que a gente espera que a gente venha aqui e fale que os números estão aumentando para ter mais policiais nas ruas trabalhando? Porque eu vou falar a verdade para vocês, hoje eu trabalho na delegacia, eu tenho Quatro policiais. Nós somos responsáveis por vários crimes. E aí eu falo para vocês entra aqui os mais conhecidos de vocês, vítimas, mulheres,
LGBT, população LGBTQI a mais, idosos, crianças e adolescentes, animais, crimes contra a fé pública, quatro policiais que trabalham aqui por Unaí e cabeceira grande. E aí o pessoal vai lá na delegacia e reclama comigo assim: "Mas no final de semana eu não fui atendido". você não vai ser atendido pela DANA no final de semana porque tem uma lei que determina que tem que ter uma uma delegacia 24 horas. Mas que que serve a lei se não implementar nada? Não serve de nada. Então a gente tem que bater em políticas públicas, escolher os nossos representantes para
que eles façam a diferença. E hoje nós estamos aqui na casa do povo pra gente buscar junto aos nossos representantes esses direitos. E eu aqui representando a Delegacia da Mulher, eu eh falo com muita propriedade que os nossos casos eles continuam acontecendo. E estava conversando aqui com há pouco com a colega e a gente visualizou o seguinte: se a gente tem um aumento de casos, não é que a violência está aumentando, não, gente, é que tá notificando mais. É simples. A violência sempre existiu. A gente não precisa voltar muito no tempo para ver, visualizar isso,
não. E tá acontecendo todo dia, toda hora, todo momento. Então assim, a gente precisa dar um basta nisso. Como? Qual que é a solução? Buscar na causa do problema. Eu Sempre vou defender. E aqui eu tenho muito, muita, eh, muita admiração pelos profissionais da educação, porque é na educação que a gente vai encontrar a solução para isso. Eh, dificilmente uma pessoa muda, mas a gente consegue moldar as nossas crianças e nossos adolescentes para terem uma cultura diferente. Então, é isso que eu espero e quem sabe o ano que vem eu não seja convidada para mais
um março estar aqui para falar de violência doméstica. que eu venha só em agosto, que é o mês que representa a minha pauta e que eu possa lutar por ela, tá? Mas fica aqui, eh, eu falei um pouco demais, né? Mas fica aqui, eh, eh, o que eu acho, o que representa e parabéns, Dorinha. É juntas que a gente vai conseguir alguma solução, tá bom? Muito obrigada. [aplausos] Eh, agradecemos e passamos agora para Valério, Valéria Dias, Cabo da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. Boa noite. Eh, em especial eu cumprimento, né, a nossa Doria
Melgasso, que é uma mulher, como a D. Lud já falou, né? A deputada Lud, ela é exemplo de força, de garra, de determinação e que tá à frente na luta por nós e nos Nos representa muito bem. Então, não poderia deixar de agradecer também, né, pelo convite e para mostrar um pouco do nosso trabalho frente à violência doméstica. Dout. Lília falou muito bem, né? A Polícia Militar, eu não me apresentei, né? Sou Cabo Valéria. Eu estou à frente da patrulha hoje de proteção à mulher. Mudou. Antes era PPVD, Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica, agora
é Rádio Patrulha de Proteção à Mulher. Juntamente com o sargento Caldas, nós estamos aí desde 2021. do ano passado, temos também a Sargento Bárbara, que é a nossa coordenadora. Como que a Polícia Militar atua no contexto violência doméstica? Esse ano mudou a nossa instrução. A gente atuava em a gente atuava em dois níveis de primeira e segunda resposta. A instrução ela foi publicada desde 2015, mas desde 2003 já tinha um um programa voltado a essas vítimas de violência doméstica que surgiu lá em Uberlândia. Só que é igual a doutora falou, é difícil, é luta, luta
e luta. A primeira resposta, o que que é, cabo Valéria? A primeira resposta. Primeira resposta é o acionamento 190. No ato do crime aconteceu, tá acontecendo agora. O que que eu faço? Vou ligar no 190. Pode ser que a vítima não consiga. Denúncia. Terceiros vai ligar. Beatura vai chegar no local, vai registrar a ocorrência. O autor tá no local, vai ser preso em flagrante. Aí vem a segunda resposta. Essa mesma guarnição, de acordo com essa nova instrução que é agora de janeiro, essa mesma guarnição que registrou essa ocorrência de primeira resposta que foi ali no
quente, no ato da violência, ela tem 72 horas para ela visitar essa vítima, de preferência a mesma guarnição. Por quê? Para não revitimizar essa vítima. Se atender hoje Sargento Caldas e Cabo Valéria, aí amanhã vai lá fazer a visita tranquilizadora que a gente chama. Aí vai o sargento Reginaldo e o Cabo Nascimento. Eles não sabem da história, vai ter que perguntar tudo para essa vítima novamente. Então essa nova instrução, ela traz até 72 horas essa mesma guarnição vai visitar essa vítima. Aí por que a importância dessa visita? É para saber como ela está, Porque na
hora foi no quente, né? Ela tava nervosa. Como que ela está? Houve outros episódios de violência nessas 72 horas ou se ele foi preso, ele continua preso? A senhora requereu a medida protetiva? é colocar ali à disposição dessa vítima e levar o conhecimento que a gente todos aqui falaram, todo mundo tem um telefone na mão, mas o conhecimento ele não tá chegando. Ele não tá chegando. Muitas mulheres só sabem que foi vítima de violência sexual quando ela vai responder o fonar, que é o formulário nacional de avaliação de risco, com a gente ou com a
Dra. Lil aqui, que tem uma pergunta se ela já foi obrigada a ter relação sexual. Aí na cabeça dela, ela achava que era obrigada, então falta o conhecimento. Por isso que é importante esses eventos, pro conhecimento chegar e vocês serem multiplicadores, multiplicadores desse conhecimento. Muito obrigado, viu? Aí voltando na segunda resposta que eu tava falando, né, que essa mesa guarnição faz o contato com essa vítima e vai orientar e saber como que tá a situação. Naqueles casos que eles acharem que essa ocorrência ela pode evoluir, eles vão encaminhar paraa terceira resposta. A terceira resposta é
a rádio patrulha de proteção à mulher, eu e o sargento Caldas. Só que a gente só vai acompanhar os casos que envolve conjugalidade. Ah, cabo Valéria, mas são tantas ocorrências de violência doméstica. É o filho com a mãe, às vezes o filho eh faz uso de drogas, né? Por que que vocês não acompanhem esses casos? Esses casos eles vão ficar somente na segunda resposta. Essa guarnição que registrou essa ocorrência, ela vai ver quantas visitas tranquilizadoras tem necessidade de ele fazer até amenizar aquela situação, orientar aquela mãezinha, tomar providência. Por que que a gente não atua
nos casos que não são conjugais? É porque o maior índice de feminicídio é do companheiro, do ex-companheiro, do namorado e do ex-namorado. E qual que é o nosso objetivo? é a prevenção. Nós não podemos morrer e nós estamos morrendo todos os dias. Como diz a Dra. Lília, aqui o índice é baixo, mas se a gente ligar a televisão agora, a gente vai ter uma notícia de um feminicídio, que é daquela pessoa que deveria proteger, é a que tá nos matando, infelizmente. E eu concordo com a Dra. Lília que a gente tem que mudar. É a
base. É a base. Com os adultos vai funcionar já é a consequência. É a Polícia Militar aqui, é a Polícia Civil, é o Ministério Público, é o judiciário. Já é com a aplicação da lei. Como que a gente muda na base? orientando nossas crianças, orientando nossos filhos para que daqui alguns anos a gente não precisa mais falar dos cincos tipos de violência, porque já vai est Internalizado cada criança, cada adolescente, que isso é crime, que isso a gente não se faz. Então, a importância de se tratar esse tema lá na escola, porque a gente sabe
que muitas crianças vivem num ambiente agressivo, a gente sabe disso. Então, quando a a guarnição encaminhar os casos pra gente, a gente vai fazer um acompanhamento para essas vítimas. Esse acompanhamento ele consiste nas visitas paraa vítima e pros autores. Só que o o nosso acompanhamento, a vítima não é obrigada, ela vai ser incluída se ela quiser. Tendo a medida protetiva, a gente vai fiscalizar a medida protetiva e orientar esses autores. Primeiro momento é orientação. Se no decorrer do acompanhamento tiver descumprimento de medida, a gente vai tomar outras providências. É rápido, né? 10 minutos. E os
desafios que a gente encontra é quebrar esse ciclo, igual já foi explanado aqui por todos, é quebrar o ciclo, é encorajar essa vítima a denunciar, É levar o conhecimento a essa vítima que não só a violência física, é crime, como todas as outras, os outros quatro tipos, né, que vem na lei. O desafio, por que que é desafiador? É porque é o companheiro, ela tem vergonha, ela depende financeiramente desse companheiro. Dependência emocional, medo que o pai vá preso, a vítima ela fica no contexto de violência por causa do prato de comida. Gente, a gente sabe
disso que fica. Porque nada pior para uma mãe se o seu filho está passando necessidade. Às vezes aquele companheiro ele é agressivo, mas ele traz o sustento para dentro de casa. Então, como diz a Dra. Lí, a gente estamos junto, né, nessa causa. Cada um aqui vai ser a sementinha para semear, levar pra família, levar pro local de trabalho, levar pra escola para para que a gente possa mudar o futuro. E o futuro muda na nas crianças, nos adolescentes. Vou encerrar parabenizando a Dorinha mais uma vez e colocar à disposição de todos. [aplausos] Passamos agora
pra Adriele Kirten, da psicóloga social do CRAS. Boa noite a todos. Gostaria de cumprimentar também as autoridades presentes na mesa, dizer que é uma grande alegria tá participando desse momento de extrema importância e compartilhar com vocês também sobre como é o trabalho realizado pelo CREIA enquanto equipamento da política de assistência social aqui no nosso município. Então, o CREIA, ele é o Centro de Referência especializado de Assistência Social, que é uma unidade pública que oferta o acolhimento, orientações e o acompanhamento especializado a famílias e indivíduos em situação de risco pessoal ou social por violação de direitos.
Então, no Creias, nós atendemos crianças, adolescentes, adultos, idosos, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua e um desses públicos são as mulheres vítimas de violência. Então, muitas são as portas de entradas desse atendimento lá no Creas. Esses atendimentos, eles podem acontecer por demanda espontânea, que é quando a própria mulher se dirige até o Creias, solicitando esse atendimento, também mediante os encaminhamentos da rede socio-assistencial. Também podemos receber encaminhamentos aí da área da saúde e principalmente acontece mediante os encaminhamentos do poder judiciário, que é quando a juíza determina a medida protetiva e encaminha o CREIA para
o acompanhamento especializado e solicita, né, que essa vítima seja inserida no programa de proteção. Creias, nós trabalhamos no âmbito do PAEF, que é o serviço de proteção e atendimento especializado a famílias e indivíduos. Então, esse Acompanhamento se dá a partir dessa medida. Nós entramos em contato com essas vítimas, oferecemos ali esse primeiro atendimento que se dá mediante o acolhimento inicial e também por meio das visitas domiciliares. Então, nesses atendimentos, nós fazemos um levantamento mesmo da história de vida dessa mulher. nós conseguimos ali identificar qual ou quais os tipos de violência que essa mulher possa ter
vivenciado ou estar vivenciando. Ali também a gente consegue identificar situações de vulnerabilidade pessoal, socioeconômica, também relacionadas ali à insegurança alimentar. E nós realizamos as orientações e os encaminhamentos necessários. Um exemplo, eh, durante o atendimento, a gente pode identificar talvez a necessidade de que essa vítima seja encaminhada ao Cadastro Único para tentar a inserção no programa de benefício do Bolsa Família. Nós também conseguimos identificar ali questões relacionadas à saúde mental dessas mulheres. No CREAS a gente não realiza a psicoterapia, que é o atendimento psicológico clínico, mas a partir dessa escuta qualificada a gente consegue identificar essas
demandas e prestar o encaminhamento necessário junto à rede de saúde. Nós também realizamos ali eh um exemplo da questão da vulnerabilidade socioeconômica. a gente pode identificar a questão da insegurança alimentar e conceder o benefício eventual de cesta Básica para aquela situação emergencial daquela família. Também podem ter casos que a gente vai se deparar com aquela vítima que está sozinha no município, não tem rede de apoio, os vínculos estão totalmente fragilizados. Então, a gente tenta trabalhar essa autonomia dessas mulheres e essa reestruturação de vínculos. Voltando a essa questão da vítima, eh se identificado também a questão
de nenhuma rede de apoio no município, a gente também pode trabalhar com benefício eventual, caso essa mulher deseje retornar, né, ao seu convívio familiar, um município de origem. Então é muito importante a gente ter essa atenção. No CREIA também nós recebemos em média, trazer aqui alguns dados para vocês, cerca de 19 casos mensais de violência contra as mulheres por meio das medidas protetivas. Então isso representa aproximadamente cerca de 228 mulheres atendidas ao longo do ano. Nós também, infelizmente, encontramos dificuldades durante esse acompanhamento. Muitas vezes nós vamos, realizamos essa escuta, realizamos a visita domiciliar e a
vítima relata que não deseja esse acompanhamento. que a gente sabe que muitas vezes essas denúncias elas vêm aí carregadas de sentimentos como medo, insegurança, culpa. Então, nós tentamos trabalhar essa psicoeducação emocional mesmo com essas mulheres. E outro ponto muito Importante é que mesmo a vítima relatando não desejar o atendimento naquele momento, o serviço do CREAS é colocado à disposição dessa mulher, caso futuramente ela deseje retomar, deseje solicitar esse atendimento. Não é um atendimento fácil, pontual, é algo que é construído, que é trabalhado. Então, a gente tem sempre trago as informações para que ela reconheça quais
são os serviços que estão à disposição dela. O que que nós temos no nosso município, quais são os serviços? A rede de saúde, nós temos aí também a Dean. A gente sempre reforça os canais aí de denúncias. Acionamento da Polícia Militar mediante 190, a central de atendimento à mulher no 180, procurar a Defensoria Pública. Às vezes a gente encontra casos aí relacionados à guarda de crianças. Então a gente quer trabalhar o protagonismo dessa mulher para que ela saiba quais são esses serviços que ela pode buscar, onde buscar. Outro ponto também que eu gostaria de reforçar,
no CREAS a gente não recebe denúncias. Então canal também a gente tem o Disque 100, que é o Disque Direitos Humanos, que é um canal eh público confidencial que é responsável por receber, analisar e encaminhar essas demandas de violação de direitos. Então, No CRAS nós também recebemos essas demandas através do disque sem 100. É um canal de denúncia anônimo. Então, qualquer pessoa que esteja passando por uma situação de violência ou que tenha presenciado, pode estar entrando em contato mediante o diz que sem. É um trabalho que nós temos tentado com essas mulheres. Não é uma
política pública isolada. a gente precisa trabalhar, bater nessa tecla do fortalecimento dessa rede e desse acompanhamento. Muito obrigada, [aplausos] Daniel. Nesse momento a deputadina vai pro patos, quer despedir, mas eu vou pedir, não vou embora que ainda. [risadas] Pessoal, eu queria agradecer, queria pedir também desculpas por não ouvir as falas até o final. Obrigada pela oportunidade de fala, obrigada por ter compartilhado também tantas experiências. E Dorinha, eu não deixo de contribuir sempre com o Naí, né? Queria comunicar a vocês, nós encaminhamos, prefeito Thaago, também ao nosso vice Celinho que nós encaminhamos 250.000 direcionados a contratar
a psicóloga aqui para UNAI, para que elas trabalhem com as mulheres, né, que precisem que Precisam de atendimento eh de uma psicóloga especializada para elas estarem mais fortalecidas para enfrentar as violências, qualquer uma que elas enfrentem, porque a nossa luta é essa, né? a gente fala, a gente representa, mas a gente também encaminha recursos para fazer com que essas falas se transformem em ações, ações concretas. E eu queria só endossar aí, né, a palavra, as palavras da delegada, todas foram muito bem ditas, mas parabéns, delegada. Sabemos bem quais são as dificuldades enfrentadas pela pela Polícia
Civil, pela Polícia Militar no enfrentamento às violências domésticas. Sabemos também, Thago, do da dificuldade que o município enfrenta, custeando obrigações que não são do município, mas são do estado, mas acaba carretando isso nas costas, um peso a mais pro município que como gosto muito de representar, tudo que nós arrecadamos de impostos, uma jarra cheia fica na união, uma um copo como esse fica no estado e uma pequena xícara fica nos municípios. No entanto, toda a responsabilidade fica nas mãos dos prefeitos e dos municípios. E infelizmente, né, isso é injusto. E o que a gente precisa
realmente é cobrar que essas responsabilidades que convém a cada ente federativo seja de responsabilidade, seja cumprida por eles. É uma luta nossa, é uma luta Também da da MM, né, a qual meu marido é é representante e pode ter certeza que a nossa cobrança em valorizar os servidores públicos que carregam esse estado nas costas, ela vai perpetuar. e contem sempre conosco. Muito obrigado. [aplausos] Vou levar, vou levar o Convidamos agora a Cris Ferreira, fundadora do Instituto Amava. Boa noite, até mais. Obrigada. Boa noite. Eh, gostaria de cumprimentar aqui, Dorinha, eh, a sua iniciativa, como sempre,
em prol das mulheres, porque não é de hoje, né? Todos seus mandatos, de fato, foram direcionados a nós. E que bom que hoje temos tantas pessoas empenhadas para trabalhar, para lutar e combater a violência doméstica. E quando a gente vê aí todas essas questões de violência, principalmente na atualidade do que a gente tá passando hoje, eu ouso, eu me atrevo a dizer que, infelizmente nós não precisamos de mais leis que tratem de violência contra a mulher, porque nós temos a Lei Maria da Penha brilhante, que está dentre a as três eh uma das três leis
destinadas a esse assunto reconhecida pela ONU. Então, nós temos a lei que realmente já trata a respeito disso. Aí criam-se tantas outras leis para tratar sobre as Mulheres, igual foi agora essa semana, a lei da misogenia. É necessário, na verdade, acaba, na minha opinião, enchendo linguiça, porque leis de proteção nós já temos. O que nós não temos, e me atrevo aqui, Thago, a falar, você como representante do nosso município, eh, os entes aí da administração pública, o que falta de fato é a iniciativa e aqui também da Casa do Povo para falar que são políticas
públicas. É isso que vai fazer a diferença. Não precisamos de mais leis para ensinar homens que não se bate em mulher. Não precisamos de mais leis para falar a respeito disso, porque nós, enquanto mães e pais, nós ensinamos os nossos filhos desde crianças que não se bate na irmã e no irmão, obviamente. Mas aí nós depamos no que a Carol falou, no que a doutora Lilian falou. Quando as crianças vivem a violência dentro de casa, elas não são ensinadas que elas não precisam aceitar menos do que o respeito. E aí entra a outra situação, o
outro lado da história. É na escola. Eu bato na tecla sempre de trabalhar com o projeto Amava, Com o Instituto de que a conscientização, a palestra, o trabalhar da escola, da Secretaria de Educação é na escola. E não é só transferir essa responsabilidade, porque não é uma transferência, porque na verdade é a parte de cidadania. Antigamente, na minha época, nós tínhamos a aula cívica, hora cívica, moral e cívica. Nós tínhamos ali eh noções de cidadania de fato, e hoje estamos falhando enquanto cidadãos, porque o pai e a mãe que o pai que agrdea, quais valores
ela vai passar pros filhos para que não perpetue esse problema? não é em casa. Então, por isso que essa transferência paraa escola ela é ímpar. E vamos além ainda de pensar que doutora falou: "A Lei Maria da Penha vai fazer 20 anos". O que nós tivemos de avanço hoje para falar que está adiantando a Lei Maria da Penha? Porque os índices, as estatísticas são claras. E veja bem, a gente chegar no ponto de ter que levantar a mão e falar: "É guerra", como foi muito bem pontuado pela Dorinha, é guerra civil sim e contra as
mulheres. É isso que a gente tá vendo todos os dias. E não adianta a gente pensar que isso é um fato isolado e um fato que está longe da gente, porque uma hora pode chegar Até nós, uma hora pode chegar na nossa casa o feminicídio. Certamente alguma mulher aqui já passou por uma situação da qual eu passei. Eu vivei, eu vivi 10 anos sendo abusada, violentada e agredida. Eu demorei 10 anos para sair de uma violência que eu só não morri. E graças a Deus que veio a Lei Maria da Penha. A Lei Maria da
Penha de 2006. Eu me separei em 2007. Foram 10 anos de sofrimento e me atrevo a falar um outro lado ainda, que é o que foi pontuado também a respeito da criança que sofre isso. Eu sempre faço questão de frisar e testemunhar para falar o quanto é difícil viver e conviver com a violência, porque a minha responsabilidade como mãe também, infelizmente, atingiu os meus filhos. Quando eu não dei conta de sair, quando eu não tive uma mão que pegasse na minha mão e me levasse paraa delegacia ou que me alertasse numa ação social para falar
assim: "Tem jeito, sai". A igreja precisa também alertar as mulheres de que nós não precisamos de respeito. Nós somos filhos do Deus que nos dá todos os poderes. E por que nós vamos retirar esses poderes que nos são os dados? na sociedade. Porque quando a gente aceita, se cala, não denuncia, aí na hora que fala da questão patrimonial é uma questão que realmente segura muitas mulheres num relacionamento falido. Infelizmente, a questão patrimonial do que a gente vê, talvez até muito mais do que o medo, o temor, a questão da violência, de realmente saber que pode
ser morta, porque o peso de uma mulher que nunca trabalhou, uma mulher que não tem o espaço no mercado de trabalho, qualificação nenhuma, que simplesmente escolheu às vezes no contexto familiar ser dona de casa. E como vai sair com filhos nas costas para criar? Que muitas vezes, inclusive, ela é desconjurado e falar que ninguém vai te aceitar, como que você vai sobreviver? Você vai passar fome, que fui o que foi o que eu vivi. Só que eu não abracei isso para mim, porque quando profetizou para mim que eu não ia ser ninguém, que ninguém ia
me querer e que eu ia passar fome, eu dei a volta por cima. Eu era só uma mulher com três filhos nas costas e que não tinha sequer o ensino médio. Então, é possível sair, é possível reerguer, é possível sair do fundo do poço da violência doméstica. E é com essa rede aqui que precisa fluir, porque nós temos rede da de apoio com a saúde, com a educação, com o CREAS, com a Cendesc, com a prefeitura, com a as polícias que fazem um trabalho Brilhante. Ainda bem. E agora estendo a você, Carol, e o Thago.
Hoje que bom que nós temos uma primeira dama que está abraçando a pauta da mulher e também das crianças, porque talvez aqui no nosso município, talvez a gente nunca tenha visto uma primeira dama tão atuante quanto a Carol. E vou estender aqui também pra Kley, que também está aí abraçando também uma associação importantíssima com trabalho social. Então, é possível essa rede, ela ela flui muito. Nós temos leis, nós temos rede de apoio, falta conscientização e falta ação, porque a Secretaria de Educação, as professoras precisam abraçar essa pauta para nós sairmos disso e não termos que
debater o nosso espaço de exigir respeito. E mais uma vez torno a dizer em relação à Dorinha, o trabalho que é feito aqui, a atenção, vou finalizar, é em relação à proteção das mulheres, essa frente parlamentar, o trabalho que Dorinha faz, o trabalho que as vereadoras fazem. E agora finalizo até criticando, porque se nós pensamos, igual a a Lud estava falando aqui das políticas públicas, ela falou da menopausa, ela falou da do cuidado, ela falou de tantos assuntos, vamos analisar, são homens que vão pensar a respeito dessas políticas públicas para As mulheres. Quem vai nos
representar vai ser Dorinha Melgaço, vereadora. Quem vai nos representar vai ser a Lud Falcão como deputada. Infelizmente nós somos maioria. E por que que na política nós vamos ser minoria e esquecidas? Então nós precisamos atuar é agora são com políticas públicas. Então Dorinha, que bom ser representada por você e que bom que o município está aí com a Carol e eu tenho certeza que vai ser uma um braço aí pro Thago, o braço, a cabeça, as pernas, pro Thiago também abraçar essa pauta das mulheres no município, porque são políticas públicas. E aqui eu finalizo e
agradeço. E vamos agora para a última debatedora desta noite, Kelly Cristina, presidente da associação União Delas. Boa noite a todas. Eu cumprimento a Dorinha. Parabéns, Dorinha, pelo evento. Você nos representa muito bem, como diz a Dra. Cris, como diz todas aqui, a Dorinha é um exemplo a ser seguido. Dorinha, nós tivemos a oportunidade de viajar com ela. Ela tinha acabado, tava se recuperando. Dorinha foi para discutir pautas políticas voltadas para as mulheres. Dorinha entrava 7 horas da manhã, saía às 8 da noite com gás. Ela nunca parou um minuto, sempre lutando por nós. Então você
nos representa muito bem, Dorinha. E hoje, meu nome é Kerly Cristina, tenho 44 anos, sou casada, Tenho três filhos e sou do lar. Graças a Deus, hoje eu tenho a oportunidade de acompanhar meus filhos pequenos, verem eles crescerem, porque lá atrás eu não tive no meu primeiro, eu tinha que trabalhar. E hoje eu falo com muito orgulho que eu sou dona de casa, que eu posso ficar, posso cuidar do meu esposo, posso cuidar do lá. Mas quantas de nós podemos, quantas têm esse privilégio? Muitas não têm escolhas, muitas têm que sair, tem que trabalhar, como
diz a Lud, tem que chegar em casa, tem que cuidar dos filhos, tem que fascinar. acorda de manhã e ainda tem tempo de orar, de agradecer, de fazer com Frei Gilson, porque nós somos mulheres, nós somos fortes, mas muitas não têm, muitas mulheres não têm oportunidade. A minha mãe, elas, eu vi ela presa num casamento infeliz por anos, porque ela tinha seis filhos pequenos, ela não trabalhava, ela era do lar e ela dependia economicamente do meu pai. E ela sofreu, sim, por muitos anos. Hoje eu entendo que ela sofreu violência psicológica, mas ela não teve
a mão para estender para ela, como a Dra. Cris diz, me apoia, pode ir, você tá precisando de algo. Então, hoje eu faço parte de uma associação, a Audi, a união dela, que nasceu com o propósito de mulheres, de ajudar mulheres, de fortalecer a comunidade, porque tudo aqui só vai fluir quando nós fortalecermos. Uma mulher só vai ter a coragem de denunciar o seu parceiro se Ela tiver protegida, se ela tiver com a autoestima alta, se ela tiver bem, se ela se ela for provedora do sustento. Então eu acredito também no poder da comunidade, no
poder nosso como sociedade, nós como mulheres, de ao invés de nós julgarmos, de nós falarmos por que você não saiu desse relacionamento ainda, você dizer eu posso te ajudar com algo, eu posso te ensinar a fazer algo para você ter sua renda. Então hoje nós juntamente com a CE, todas as mulheres aqui, nós estamos nos fortalecendo para mostrar para as mulheres que elas têm autoestima, que elas são capazes. Nós estamos incentivando elas com o esporte. Fizemos uma feira onde nós eh ajudamos as mulheres, as pequenas mulheres que vivem na informalidade, que elas são capazes de
produzir, seja um doce ou seja um artesanato, que elas conseguem ter a sua própria renda, porque só quando elas sentirem seguras de si, elas vão ter coragem de denunciar, porque senão elas vão voltar para esse relacionamento. Então, eu acredito muito em nós. Nós fizemos uma caminhada no dia 8 de março, no dia da mulher, nós conseguimos levar mais de 250 mulheres na serra. Nós recebemos inúmeras mensagens pra gente fazer mais vezes, porque lá as mulheres Sentiram acolhida. Elas falaram que tão carente, elas são carente, elas não sentem segura, elas não têm apoio. E muitas vezes
a mulher só quer aquele momento para ela, só quer aquele momento de dizer: "Hoje eu sou eu. Hoje eu deixei meus filhos em casa. Hoje eu tô aqui vivendo o espaço. Fizemos algo simples. Chamamos as mulheres para uma caminhada, servimos uma um café da manhã, colocamos ali uma música e deixamos elas ser elas. E é isso que a gente precisa, porque só quando a mulher sentir fortalecida, quando ela conseguir ter a renda dela, ela vai ter coragem de denunciar, porque senão sempre vai ficar um círculo e nós não vamos quebrar nunca esse círculo. Então eu
acredito muito que no poder nosso, como mulheres, como sociedade, junto com o legislativo, junto com o executivo, judiciário, se nós fortalecermos, mas primeiro de tudo, nós temos que acolher essa mulher, nós temos que ser à venda, como diz a Lud, para poder a mulher atravessar, nós temos que amparar como a Dra. Cris não teve lá 10 anos atrás, ela não teve ninguém que dissesse para ela: "Você vai conseguir, eu vou te ajudar, você eu vou te encaminhar, eu vou te conduzir." Então nós, quanto associação, nós como sociedade civil também temos esse papel de apoiar, de
incentivar e de ajudar a rede, porque só quando nós tivermos fortalecido, realmente as leis vão Funcionar. realmente essas mulheres vão se sentir segura. Então aqui fica o que eu quero dizer para vocês, que nós juntas nós somos mais fortte juntas nós pegarmos na mão de cada mulher, nós pararmos um tempo quando a gente vê uma mulher que ela tá triste. Seja, se você vê qualquer o menor sinal possível de uma violência, talvez ela quer conversar, talvez ela quer abrir, mas se você não der o espaço, se você não pegar na mão dela, se você não
parar por um minuto, ela simplesmente vai se calar e vai viver ali por anos, por anos e mais anos em silêncio, como muitas vivem. E hoje nós estamos fazendo esse trabalho e graças a Deus a gente tem tido resultados porque nós estamos conseguindo encaminhar mulheres, estamos mostrando o valor dela, estamos mostrando que elas são capazes. Então eu acredito muito na valorização. Acredito muito se a gente fizer eventos pontuais, valorizar as mulheres, trabalhar com palestras, incentivar a autoestima das mulheres, assim como a doutora também falou que a escola junto ensinarmos nossos filhos, as leis sim vão
funcionar, mas só quando todos nós estivermos de mão dada. Muito obrigada. [aplausos] Passo a palavra agora pra excelentíssima senhora presidente da Frente Parlamentar de Defesa, Thago. Então passo a palavra ao senhor prefeito municipal Junaí. Boa noite a todas e a todos.Entar Ar de forma especial a Dorinha Melgaço, mais uma vez deixar o nosso reconhecimento aí pela sua luta incansável nessa causa tão importante. Em nome da Dorinha, estender a todas as mulheres que fazem parte dessa importante rede, o nosso promotor de justiça, Dr. os nossos secretários Juliano da Saúde, Valdimix da Assistência Social, nosso vice-prefeito Celinho,
dizer que mais uma vez participo desse momento aqui com muita alegria e acima de tudo com muita esperança de que coisas boas t de acontecer. Eh, não vou ser repetitivo nas falas, eu acho que todas foram muito felizes nas suas colocações e a deputada Lud falou que realmente o que acontece aqui no município, que a responsabilidade do estado muitas vezes recai sobre eh o município. Assim foi na na no posto de identificação da Polícia Civil, nas câmaras de vídeo monitoramento da Polícia Militar, mas quem tá aqui na ponta é o cidadãoense. E mais uma vez
nós não vamos esperar a ação do estado para que a gente possa criar políticas públicas, Cris, aqui nessa pauta tão importante. Segunda-feira mesmo pela manhã, nós estávamos conversando, vereadora Dorinha, a Carol, que aqui representa eh o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, e nós vamos implementar o CREAN, porque discurso bonito a gente já tá cansado, né, Dra. Lí de leis nós já temos aos aos montes. O que a gente tá precisando é de políticas públicas realmente eficazes que atendam realmente essas mulheres. Então, eh, na na na segunda-feira, Dra. Alla, nós já conversamos com os nossos
secretários, nós vamos alugar um imóvel, nós vamos ter uma coordenadora desse espaço do CREAN, nós vamos ter um advogado, nós vamos uma advogada, nós vamos ter uma psicóloga e nós vamos ter um assistente social para atender as mulheres vítimas de violência. E tudo isso costeado pelo poder público municipal de Unaí. Fica aqui o nosso compromisso, porque se formos dependermos do estado mais uma vez para custear essas despesas, nós vamos passar mais 10 anos, car, mais 10 anos de sofrimento. E nós não podemos deixar isso acontecer, porque quem tá aqui na ponta são as mulheres naenses
e é responsabilidade nossa, né, fazer com que elas tenham esse atendimento. E lá em casa vocês sabem como é que é. 24 horas no pé do meu ouvido. Vamos implementar, vamos implementar. E aqui eu quero deixar o nosso reconhecimento também, Carol, né, O poder público municipal pelo seu empenho, pela sua dedicação nessa luta, né, nos direitos das mulheres, no direito das crianças. Seu projeto Mãos que protegem, pode ter certeza que vai evitar com que muitas crianças sejam vítimas de todo tipo de violência possível. Carol, inclusive recentemente, tão empenhada nessa causa, eh, pediu o afastamento do
seu trabalho em Brasília para dedicar exclusivamente a essa causa. E isso enche meu coração de orgulho, saber que a responsabilidade de conduzir, né, as ações do nosso município não vai recair só sobre meus ombros, mas eu tenho uma mulher de garra de fir fibra, como tantas outras aqui ao meu lado, pra gente superarmos juntos todos esses desafios. E mais uma vez, parabéns vocês, mulheres, por estarem aqui. Como disse, não é fácil trazer as mulheres, não é fácil falar para as mulheres sobre violência, porque isso dói, isso machuca. E é somente através de todas essas ações,
né, que a gente vai conseguir dar um basta. E se depender do poder público municipal, aqui a tolerância vai ser zero em qualquer tipo de violência, seja contra mulher ou contra criança. Muito obrigado. Obrigado também. P tá dando para dá para entender um pouco a senhora falando de frente aqui. Isso, tô precisando. Eu vou falar um junto. Olha o Daniel já tá ruim. Mas muito obrigado. Primeiro quero encerrar agradecendo a Deus por estarmos aqui, porque antes de mim teve minha mãe, teve minha avó, teve a história e doutora se não é fácil, não é? Mas
olha, antes não tinha você, antes não tinha, antes não tinha a primeira dama, Carol. Antes não tinha o prefeito Thago tinha vereador Dorinha que falava sozinha. O meu mandato eu tô dando através do meu pedido indicação de 500.000 por o ano passado o Thago falou comigo o não é meu corano é meu e a out tá cuidando que eu tenho um orgulho na rua fora sabe qu antes não crando Foi até quando eu fui secretária Valdimix Eu sei de sua luta, então quero agradecer, agradecer toda a mesa, o MP, a do delegada L, a Valéria
e a todos. Eu sou municipalista, eu sei que tudo acontece aqui, mas vamos lavar roupa suja, tem que lavar. A coisa mudou muito antes. Falava assim: "A mulher não tem serviço, a mulher não sai para sair mulher de fulano, porque o fulano não escolheu bem, a mulher não tem o que fazer. E hoje nós estamos falando em política pública. Eu falou: "Não desanimo, doutora. Nós precisamos da senhora muito porque pessoas idealistas como a senhora que nós temos AD e eu sei do seu trabalho, sei da BL, sei do MP, de todos que s aqui nenhum
é mais importante que o outro, Nenhum é menos que o outro e o terco Mas se o né diferente porque estamos aqui pedindo um paz paz não é guerra que existe poucos não sabem sabe que câmara deu lanche para 100 pessoa e o local o resto foi eu do meu bolso. Por eu sinto que o vereador tem que fazer alguma coisa. Além de dar o meu mandato, então de mãos unidas, nós podemos muito paz, paz, paz e não guerra. E as mulheres e homens de valores ao deputada e o meu é a paz tem que
existir. Eu sei que vocês estão cansados e gordo. Eu também canso. Grau cansa, a senhora cansa. O Tiago cansa, a Cris cansa. cança e todos nós, mas apanhar não re sofrer a violência que nem sabemos que a violência não aceitava. Então quando eu faço isso aqui é para as mulheres verem quando Alan falou nos conceitos, falou nos conceitos que são nossos. Então lutem quando acharem que tá ruim, foi assim mesmo. Quando acharem que tá muito ruim, que não tem nada. Foi assim mesmo, impostadia. E eu sou da filha atrás da minha mãe, atrás da minha
avó, dos que fizeram muito. Muito obrigado e avanos. Obrigado. E o poder legislativo agradece a todos. Esse debate é nosso e a paz é nossa. Podemos fazer. Muito obrigado. [aplausos] Eu posso falar, Fabiano? Horário de encerramento. 22:43. E aí, você