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Manejo Clínico do Ajustamento Criativo Bipolar em Gestalt Terapia

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Tornar-se Presente
Olá eu me chamo Érica Andrade souguestal de terapeuta e esse é o canal tornar-se presente nós vamos começar hoje uma série de conteúdos que falam sobre as desordens mais graves que apontam para que o que normalmente na psicologia conhecido em termos de uma psicopatologia né a kingstars terapia a gente Prefere falar de alguns quadros clínicos disfuncionais mas que são bastante graves podem ser bastante graves como a bipolaridade como a tipificação borderline né e um transtorno de humor depressivo e uma série de outros transtornos que podem culminar em ideações Suicidas e eu tô mencionando isso por
causa do nosso contexto que é o contexto do setembro amarelo eu não sei em que momento você está ouvindo é esse conteúdo mas certamente é importante que você faça uma relação entre esses transtornos essas falas que vamos trazer aqui e uma piora do quadro que pode culminar numa idealização suicida e até no ato em si Então eu queria conversar um pouquinho com você sobre isso mas antes de falar isso eu queria muito pedir a sua ajuda para que o YouTube entenda que o nosso conteúdo é relevante e se no YouTube entender isso ele começa a
distribuir esse conteúdo e fazer com que ele chegue é mais profissionais de Psicologia há mais de estudantes de Psicologia eu penso que isso seria um suporte interessante para nossa comunidade acadêmica para nossa categoria E que para isso acontecer eu preciso da sua ajuda eu preciso que você se inscreva no legal eu preciso que você deixa aí o seu like eu preciso que você de repente encaminho para alguém que você comente principalmente que você compartilhe sua ideia embaixo e aí a gente começa uma interação porque essas linguagens são percebidas pelo YouTube como um conteúdo que vale
a pena distribuir E é exatamente isso que a gente quer que essa nossa conversa que essas informações possam chegar a pessoas que precisam A profissionais a estudantes ou até familiares e pacientes né que querem entender se um pouco mais sobre uma outra lógica né Talvez uma lógica menos patologizante é uma lógica menos psiquiátrica mas que ele possa entender um pouco mais disso que lhe acomete disto que ele tá vivendo a maneira como ele está experienciando o momento presente me ajuda nisso tá bom bom hoje eu queria conversar com vocês sobre bipolaridade você já deve ter
ouvido pela nomeação transtorno bipolar né E é assim que o dsm é nomeia esse tipo de desordem a Kingstar os terapia nós vamos chamar costumamos Chamar esse tipo de desordem é de um tipo de ajustamento então nós chamamos de tipo de ajustamento bipolar tipo de ajustamento criativo bipolar tipo de ajustamento criativo desconfuncional bipolar perceba para nós tem uma outra conotação e só essa nomeação já nos dá uma série de informações né primeiro que é um tipo de ajustamento diferente de ser um quadro psiquiátrico e um rótulo diagnóstico é um tipo de ajustamento a bipolaridade fala
de uma forma que o selfie criativamente para dar conta das ameaças que ele percebeu do meio então diante de uma sensação de plena vulnerabilidade o organismo para buscar alguma auto-regulação encontra esse tipo de ajustamento desenvolve esse tipo de ajustamento bipolar eu quero dizer para você que a nossa conversa Hoje ela está baseada nessa coleção que eu já falei com vocês várias vezes né eu tenho vários fascículos dessa coleção Esse é o livro Volume 5 e esse capítulo que a gente vai conversar aqui é o capítulo da Mônica ao vinho que é uma referência para mim
é uma referência para gastar auto-terapia em muitos aspectos ela debate assuntos muito importantes e a Mônica vai nos ajudar a entender que é bipolaridade é um tipo de ajustamento né quando o selfie não encontra recursos outros não dispõe de recursos outros para lidar com o meio para lidar com a sua interação com o meio de outra maneira a bipolaridade ela pode ser escolhida como uma forma portanto de sobrevivência sobreviver nesse Campo sobreviver nesse ambiente pressupõe alguma estratégia no caso do paciente bipolar a bipolaridade é essa estratégia então tipo de ajustamento criativo disfuncional bom aí entra
uma outra importante compreensão da bipolaridade e também de outras desordens o grande problema é que no movimento de interação com o meio isso não é funcional entre esse indivíduo esse organismo e o campo onde ele está quando ele traz esse recurso para lidar com o desespero para lidar com a vulnerabilidade para lidar com a sensação de ameaça a sua relação com o campo não fica funcional porque porque não é uma forma comunicável o outro o meio tem bastante dificuldade de assimilar essa forma e isso vai caracterizando os transtornos tá minha gente as desordens são compreendidas
pela Gestalt terapias desordens clínicas né as psicopatologias como essa dificuldade de comunicação entre o organismo e o meio esse ajustamento não é assimilável pelo campo não é comunicável de maneira fluida com o campo essa forma que algumas pessoas encontraram pela via da bipolaridade de interagir com o meio e aí os prejuízos começam a aparecer né de toda sorte essa é uma questão importante agora ajustamento criativo do tipo bipolar ajustamento criativo desse funcional bipolar bom queria ficar com essa palavra bipolaridade né Você sabe que na gestalterapia um dos conceitos importantes que o PIS trabalhou Inclusive é
o conceito de polaridades do quanto falar em subjetividade é falar da existência dentro de nós dessas antíteses né desses paradoxos e isso faz parte do ser humano a polaridade que existe dentro do humano é inerente a sua existência então por exemplo não existe nessa perspectiva humano que não tenha polaridades não existe um humano que não tenha Amor e Ódio dentro de si não existe um humano tá que não tenha dentro de si que não vai precisar lidar com a existência de um polo e outro com querer e não querer com a indiferença e o afeto
tá com amor e o ódio com a tristeza e alegria percebe segundo o Pier essas polaridades fazem parte da existência a questão é a fluidez entre um polo e outro quando que os quadros de neuroses se estabelecem de acordo com o pearls No que diz respeito a estas polaridades quando isso deixa de ser fluido quando transitarem entre Amor e Ódio é passa a ser representado muito mais por um padrão então é um padrão amar ou um padrão não ama aí nós temos um problema quando o padrão é odiar o ódio em si não é um
problema o problema é quando o ódio se torna um padrão o amor ensino é um problema o problema é quando eu tô amando sempre né que humana é essa que só ama né que não tem raiva de nada não tem ódio de nada né O problema não é estar alegre alegria é um sentimento né que pode ser acolhido que pode trazer um tanto de bem-estar o problema para o pearls onde mora neurose a neurose para o piercing é estar sempre alegre então não há uma comunicação com a o polo da alegria que alguma condição de
lidar com aquilo que me deixa triste porque sim o contexto Campo me dará motivos para estar triste a vida é isso trata-se disso né ela não é estabilidade sempre então se eu não puder me comunicar com tanto de tristeza que estar nesse Campo me causa Em alguns momentos bom aí eu tenho neurose Então veja o problema não está na polaridade em si o problema está em concentrar-se nela a o problema está em cristalizasse em uma dessas contas e tornar isso O seu padrão Ou um padrão que perdure tempo demais para ser uma experiência saudável e
esse é o caso da desordem de bipolaridade o tipo de ajustamento bipolar O problema é que no momento em que na bipolaridade esse paciente essa pessoa esse organismo está experimentando a depressão o humor depressivo né ele acaba ficando aí um número de vezes muito recorrentes e isso é difícil crescer assimilado pelo campo isso começa a trazer uma série de transtornos na relação dessa pessoa com campo onde ele está inserido isso prejudica sua capacidade de extrair do campo a satisfação das suas necessidades porque porque recorrentemente ele está desse lado do Polo do lado triste do Polo
entende e o contrário disto é a euforia que tipifica o transtorno bipolar ou esse paciente está experimentando um humor depressivo ou esse paciente está fazendo um quadro de mania onde a euforia alegria impulsividade a hiperatividade se presente ficam e não há problema nenhum em estar eufórico Em algum momento sentir-se alegre né com uma energia que está ali concentrada E aí podemos até falar de uma hiperenergia não há problema nenhum nisso isso pode ser inclusive uma forma de extrair do Meio muita satisfação o problema é quando isso se cristaliza o problema é quando isso se repete
um número de vezes e vai se tornando recorrente E aí o meio não vai encontrando formas de assimilar isso O que é isto o que é este organismo que está presente aqui no campo que está sempre tão impulsivo sempre tão alegres sempre tão eufórico sempre tão imperativo E aí a vida vai escapando não pela polaridade em si Mas pela recorrência de retornar a ela E aí uma das coisas que a Mônica aponta né Mônica aponta Ai meu Deus gente eu estarei com ela em breve no Congresso Nacional do Universal terapia tô muito feliz muito animada
uma das coisas que ela coloca é uma forma que acaba acontecendo de maneira a sincrona Ou seja a um desencontro como se fosse um time que se desencontra entre o organismo e o meio porque o meio está demandando atividade mas de maneira assim Corona a atividade desse paciente aparece no outro tempo quando o ambiente está demandando calmaria concentração por exemplo Então as necessidades do meio e as necessidades do organismo se desencontram E aí acontece algo que é não é sincrônico é a sincrônico nessa relação entre o organismo e o meio e isso traz Muita confusão
isso traz uma série de preju dos preços sujeito né nos momentos por exemplo de humor depressivo da bipolaridade a sensação é de uma plena incapacidade de pôr-se em movimento e o meio está demandando movimento né mas nessa fase do humor depressivo a sensação que os pacientes narram É uma sensação de incapacidade na verdade de incredulidade de uma dificuldade de confiar na sua capacidade de fazer esse movimento acontecer E aí o organismo Ele fica desconfuncional porque o meio tá pedindo atividade venha trabalhar vai para escola seja presente nesse seu papel social de marido de filho de
pai e de mãe mas ele se vê incapaz ele não se vê em condição de fazer isso percebe que essa relação assim Corona entre mesmo e-mail é o que tipifica desordem Por que que a gente chama de desordem Porque de fato é uma disfuncionalidade tem um time aí que não tá correspondente entendeu uma relação que não tá fluida entre o organismo e o meio e o mesmo acontece quando o momento é desse quadro bipolar esse ajustamento tá se expressando pela vida da mania daí Euforia da impulsividade né porque aí existem demandas do Meio em todos
esses papéis seja o papel profissional seja o papel familiar né seja o papel da vida afetiva todos esses papéis demandam certa concentração de energia demandam certa moderação de energia demandam certa retirada de energia percebe concentração moderação retirada falando de uma necessidade de um automonitoramento que possa fazer com que o uso dessa energia que circula no organismo possa ser funcional diante das demandas do meio o que que acontece na bipolaridade isso não se dá dessa forma ajustada criativa e funcional não se dá porque o meio Está demandando sim atividade sim energia mas ao momento da retirada
que no quadro da mania esse paciente não consegue fazer que no quadro de plena Euforia esse paciente não consegue fazer então mais uma vez olha uma relação assim Corona uma relação de times que se desencontram e isso traz muito sofrimento para esse paciente e se não trouxeram um sofrimento consciente traz um sofrimento para o entorno às vezes esse paciente acaba chegando terapia não por causa de um sofrimento percebido em si Mas pelo transtorno que ele percebe no seu redor entende e aí ele acaba chegando a terapia por causa disso um outro elemento importante sobre a
bipolaridade é o quanto que nesses dois estados polares volta a dizer a polaridade é do humano segundo a questão de terapia tá então de certa forma Todos nós somos bipolares no sentido de que temos dois polos sempre teremos entende isso tá Entre todos os sentimentos sempre há possibilidade dos dois polos Então nesse sentido né usar essa palavra no senso comum de maneira banalizada e vulgarizada não é uma coisa pertinente não porque de certa forma Todos nós somos bipolares porque temos dois polos mas quando nós estamos falando de um ajustamento criativo disfuncional bipolar nós estamos falando
de uma dificuldade na fluidez do contato a Mônica nos explica isso também nesse capítulo é esse livro não sei se você já teve oportunidade mas é um livro que fala só sobre quadros clínicos então aqui você vai encontrar outros autores falando sobre a Psicose a gestal de terapia ou borderline cristal de terapia depressão terapia a Mônica tá falando de bipolaridade né O que que a Mônica vai nos explicar ela vai falar do quanto que vivenciar o contato com esse tipo de ajustamento bipolar faz com que esse contato fique bastante prejudicado então no caso dos momentos
de um de um humor depressivo esse paciente ele não encontra energia o suficiente para sustentar o seu contato efetivo com o ambiente então ele se recolhe ele tende esse recolher né e o seu hiper foco acaba sendo num contato consigo mesmo que tem uma série de sentidos sobre si mesmo que são equivocados uma maneira de perceber a si mesmo equivocada então tão logo é ele perceba Uma demanda do Meio para efetivar o contato a sensação de que não é possível esse contato acontecer de que ele não consegue de que ele não tem capacidade faz com
que ele bloqueia o contato aí o ciclo de contato não finda e eu tenho aqui um outro vídeo no canal que fala exatamente sobre o ciclo de contato que precisa seguir tem que fluir no caso do humor depressivo que fica em um dos polos né dessa bipolaridade quando essa pessoa se sente incapaz de responder as demandas do Meio essa pessoa se retira e esse contato se interrompe e a energia que poderia ser liberada para o meio externo para provocar no meio externo ação pretendida ela retorna para si no movimento de retroflexão que é bastante perigoso
porque ao voltar essa energia para si uma energia que se o contato fosse fluido seguiria para o meio Essa retroflexão é extremamente violenta para o selfie extremamente violenta por isso que nós precisamos acender aí o sinal amarelo que esse tipo de ajustamento bipolar ele é propenso a ideação suicida porque uma das formas de retroflexão de retrofletir essa energia no estado de humor depressivo sobre si é com a violência Auto praticada entende porque eu não me sinto capaz de então eu findo isto que é o meu organismo nós precisamos estar atentos daí a necessidade de intervenção
né mas eu vou falar de intervenção já já Então esse prejuízo no contato precisa ser compreendido e o que que é coisa o paciente está lá no outro Polo né desse tipo de ajustamento disfuncional que é o polo da Mania da Euforia o contato também não sabia gente não pensando que aí ele tá com muita energia então o contato fica potente não o contato fica completamente enfraquecido sabe por quê Porque tanta energia essa energia transborda tanto que essa pessoa não consegue concentrar num contato e efetivar de fato um contato entendeu e isso é muito sofrido
muito porque Antes de conseguir atribuir sentidos há algo que ele tá experienciando ele já está entrando numa Outra experiência numa outra numa outra numa outra numa outra porque a energia demais sem auto monitoramento é energia demais sem uma orientação intencional ele não tá conseguindo fazer isso E aí esse contato também é prejudicado sabe porque porque de forma diferente mas pelo mesmo tipo de ajustamento criativo esse paciente se retira do contato perceba no quadro do humor depressivo um polo dessa desordem eu me Retiro do contato porque me sinto incapaz para tanto e sofro por isso no
outro Polo no polo da Euforia Eu também me Retiro desse contato porque porque são muitos contatos me solicitando ao mesmo tempo e eu não consigo discriminar entre eles entende ou eu tomo um único foco de maneira tão impulsiva e de maneira tão intensa é tanta energia que eu canalizo de maneira não intencional e não orientada de maneira equivocada num único ponto percebe e uma série de figuras que precisavam ser figuras vão caindo assim ó despencando se tornando fundo essa fase da euforia eu tô querendo muito que você consiga compreender que seja no momento do humor
depressivo ou seja na fase da Euforia há um prejuízo de contato em questão é isso que está acontecendo é muito importante numa perspectiva diagnóstica é entender Em que momento esse paciente chega para você porque ele vai aparecer no seu consultório vivendo essas diferentes fases mas trata-se da mesma questão de um polo que não está sendo administrada Ele tá cristalizando em um dos polos recorrentemente e a relação do organismo com o meio está uma confusão está causando muito prejuízo e trata-se tanto de um lado quanto do outro de um prejuízo de contato Então vamos falar um
pouco da terapêutica vamos falar um pouco sobre isso O que seria então é promover alguma terapêutica diante desse quadro Eu Fiz alguns apontamentos na verdade fiz muito Mônica você me perdoa tá tudo rabiscada rabisquei tudo gente comendo cada palavra E aí a partir das coisas que ela trazia sabe eu fui tentando compreender novos insights enfim eu fiz alguns apontamentos é e eu queria muito compartilhar com vocês como a gente pode ajudar esse paciente favorecer esse paciente que vivencia esse tipo de ajustamento na direção de outro ajustamento bom então já estou te falando isso né a
um outro Justamente a ser desenvolvido e em terapia em questão de terapia é isto que nós vamos buscar entre outras coisas ajudar a que esse paciente consiga dar-se conta desse ajustamento que ele criou para sobrevivência mas que agora está na verdade ameaçando a sobrevivência esse processo do Darci conta na relação terapêutica é fundamental para que nós possamos favorecer esse paciente de alguma forma e aí já começa a a primeira coisa que eu gostaria né de deixar aqui para essa terapêutica é que esse paciente quando chega ao consultório Ele tá te pedindo ajuda ele tá te
pedindo ajuda ajuda para integrar esses dois polos de si então não se trata de eliminar tristeza e nem eliminar euforia mas se trata de ajudá-lo a alcançar alguma integração ora e não é disso que se trata gestão independente do tipo de ajustamento criativo que entre por essa porta aqui com meu paciente Não é disso que se trata o nosso objetivo em questão de terapia ajudá-lo a encontrar ajustamentos criativos que sejam mais funcionais essa integração de partes que chegam aqui no consultório tão fragmentadas estão espalhadas A Busca Pela integração do eu é uma busca de todo
que está terapeuta e diante do pacientes bipolar Esse é o pedido endereçamento de ajuda que está sendo feito Me ajude a integrar essas duas partes de quem eu sou que se apresentam de maneira tão separada tristeza e alegria que são duas partes genuínas de quem eu sou ela se apresentam de forma tão fragmentada E aí o céu e ele Experimenta desordem tristeza profunda ou Euforia que pode matar-me inclusive pode me colocar numa situação de tanta vulnerabilidade na Euforia que eu me coloco numa situação que minha sobrevivência deixa de acontecer eu não sobre porque porque o
meu eu está fragmentado que terapêutica seria essa ajudar a esse paciente a encontrar uma integração entre essas duas polaridades que o habitam não se trata de eliminar uma ou outra mas integá-las de maneira progressiva processual E aí eu não tenho como não me lembrar do Ênio Brito né no Brito que fala tanto sobre o diagnóstico processual mas tudo em questão de terapia fala fala disso né desse processo do vir a ser hoje eu me encontro tão polarizado mas se você terapeuta me ajudar na nossa relação terapêutica Talvez esse processo possa me ajudar a encontrar algo
mais integrado uma versão mais integrada de mim mesmo talvez eu possa desenvolver isso né então trabalhar modulações disso gradações disso tá não se trata por exemplo de sair da polaridade para o pleno equilíbrio senão Estamos também nós terapeutas bipolares né imagina um terapeuta bipolar tentando ajudar um paciente também com ajustamento bipolar temos o problema aí não se trata disso são gradações ajudar esse paciente a experimentar engradações implica que eu gastar de terapeuta consiga lidar com as gradações possíveis e provocar isso na relação terapêutica as gradações possíveis meu paciente não vai sair de um pleno desequilíbrio
para uma integração imediata isso não vai acontecer mas eu posso experienciando com ele gradações no aqui agora ajudá-lo a experimentar diferentes níveis de tristeza ajudá-lo a dar-se conta de que ele Experimenta diferentes níveis de raiva de alegria De euforia de que nem sempre é 100% de raiva ou 100% de tristeza e experimentando junto ao meu paciente aqui no 7 terapêutico tá entre as nossas almofadas com nossos recursos essas gradações vivendo no aqui agora essas gradações que tiram o meu paciente que convidam ao menos né a sair disso que está cristalizado para um movimento que é
mais fluido uma outra coisa que eu registrei aqui é que é muito importante ajudar a que esta relação do paciente do organismo com o seu campo seja mais é síncrona seja mais alinhada com tá em que se encontra mais E isso não vai acontecer se nós dois juntos não olharmos para experiência dele com o meio das situações reais concretas e atuais o que o meio tá dizendo é ele e o que as próprias Sensações que ele Experimenta está dizendo a ele sobre essa relação ser a síncrona ou síncrona ajudá-la dar-se conta disso Olha Fulano parece
que o que você é esperava receber era uma coisa mas o meio parece que te ofereceu isso num outro momento não está te oferecendo agora né Parece que o que você tá esperando tá diferente do que o meio tá te oferecendo tem um desconto aí né parece Fulano que o meio tá te pedindo algo e você tá entregando muito tempo depois ou não Tá entregando parece que tá tendo um desencontro então ajudá-lo nessa conversa é que acontece aqui no espaço terapêutico a dar-se conta disso que não está acontecendo de maneira como passada de que a
passada tá bem bem distante o ambiente está indo numa direção e ele tá indo na outra isso tanto nos quadros de Euforia quanto nos momentos de humor depressivo mas ajudá-lo a fazer a leitura dessa relação do organismo com o meio é importante que ele se dê conta de que alguma coisa não está acontecendo de maneira alinhada e a partir desse dar-se conta sabe poder fazer algo diferente com isso por isso a gente sempre chama de ajustamento criativo sempre será criativo só que pode agora ser um criativo que funcione que funcione mais para o meu selfie
já que essa minha maneira de ajustamento criativo bipolar não tá funcionando muito vamos tentar encontrar então uma outra forma de fazer funcionar melhor essa sua relação com meio então dar-se conta para fazer uma coisa com isto uma coisa diferente do que está sendo feito né Essa seria uma outra terapêutica outra terapêutica que a sua intencionalidade seja orientada para novos impotentes e sentidos Ah eu curti muito ao me ver escrevendo isso aqui por causa das provocações da Mônica Alvim né ajudar aqui esse paciente de maneira intencional Olha presta atenção que a intencionalidade ela precisa ser orientada
despertada porque senão fica tudo muito aleatório Então veja o sentimentos que eu sentir aqui ok a energia que o tiver aqui a maneira como eu investir ou não investir a minha energia ah ok Não não está ok por isso que você tá chegando no meu consultório não está OK tá tem alguma coisa aí nesse sentido que você elegeu tá tem alguma coisa aí que está acontecendo é que não tá orientada não ela parece estar apontando para todas as direções no caso dos quadros de Euforia é muito é muito isso entende de uma intensa energia Mas
com pouca intencionalidade orientada né e é por isso que eu vou reforçar aqui a fala do PIS né de que às vezes estar em terapias será ser frustrado e o trabalho do gestal terapeuta é um pouco isso aí nem sempre a gente vai conseguir afagar esse é o movimento que eu é um movimento muito meu né quando eu penso em afago eu penso nisso aqui ó nem sempre a gente vai conseguir fazer esse movimento aqui ó não não em questão terapia não vai ser possível não porque segundo pearls questão terapia trata-se inclusive de frustrar a
tendência do organismo de não estar autoconsciente e é muito importante que nos momentos de Euforia esse paciente se dê conta que é muita energia atirando para tudo quanto é lado tá entendendo você capta essa expressão é muita energia e pouca intencionalidade entende é muita intencionalidade mas pouco orientação percebeu isso então orientar essa intencionalidade na direção de novos sentidos vai ser um trabalho importante sentidos que façam a manutenção da Sobrevivência porque o problema no caso do ajustamento Bipolar é que na fase da Euforia ele encontra sentidos né que não tem sentido não ele encontra sentido mas
esse sentido Eles não estão ajudando a sobrevivência os sentidos que ele elege e nos quais ele investe em energia são sentidos ligados a outras necessidades mas não estão fazendo uma boa manutenção da sobrevivência e em gastar os terapias podemos ajudá-lo a dar-se conta disso né Toda essa energia que está fluindo aí dentro de você tá toda essa intenção de fazer né e de precisar fazer ela pode ser orientada de maneira intencional na direção de sentidos que provoquem a sua sobrevivência e não o contrário que ameaçam a sua sobrevivência essa é uma terapêutica necessária importante né
da mesma forma quando nós temos na bipolaridade a experiência do humor depressivo né nesse caso trata-se de orientar essa intencionalidade na direção do meio e isso não vai ser possível se não houver essa já foi entrando no próximo ponto de terapêutica que eu vejo nessa possibilidade de intervenção que é ajudar essa pessoa ao olhar se com mais com maior amorosidade de olhar para si mesma acreditando que é capaz que é confiável entende para levar a sua intencionalidade a um sentido que faça sobrevivência e não canalizar toda sua energia porque é disso que se trata na
depressão na depressão nós não temos uma passividade não não não na depressão nós temos muita energia acontecendo Só que essa energia ela fica retrofletida porque eu não acredito que eu tenho capacidade de efetivar essa energia fica bloqueada mas circulando aqui é exatamente isso que causa um horror o nível de sofrimento é tão grande exatamente por isso porque tem grande energia circulando aqui ela só tá bloqueada ela existe mas ela tá bloqueada porque essa pessoa não acredita que é capaz de efetivar algo então nessa terapêutica essa relação que é uma relação de afeto é uma relação
de acolhimento é uma relação em que eu posso olhar para esse paciente dizer eu acredito que você é capaz eu vejo que você é capaz Porque aqui no consultório já vi você sendo capaz de fazer muitas coisas Aqui Diante de Mim diante dos meus olhos entende então nessa terapêutica poder ampliar a potência desse paciente vai ser fundamental para esse processo de vir a ser o resgate dessa credibilidade e por último de maneira criativa problematizar o campo porque essa sensação do organismo de que o campo é ameaçador sabe isso é real porque o campo pode ser
muito ameaçador e talvez um pouco dessa energia que no momento da bipolaridade no Polo depressivo da tristeza um pouco dessa energia que está retrofletindo possa ser usada para fazer algumas modificações no meio entende através das minhas novas decisões enviar mensagens para o meio que essas demandas que estão me sendo apresentadas elas não estão coerentes com aquilo que é o meu desejo e a minha necessidade não é isso que eu tô querendo oferecer e pronto sabe ajudá-la a perceber que essa energia que habita dentro dele pode ser transformada em Ação força para agir no meio de
maneira provocar uma mudança no meio e às vezes é disso que se trata vamos combinar então Esse é meu paciente ele está tão perdido na sua tristeza que ele não consegue ver modos de mudar o meio a primeira coisa que ele faz é culpar a si mesmo porque ele não se adequa ao meio e aí ele dialoga pouco com meio ele faz menos propostas criativas ao meio olha meio você também propondo isto aqui isso aí eu não consigo te oferecer mas eu consigo te oferecer aquilo e aquilo que tal podemos negociar sabe esse tipo de
diálogo com o meio que precisa retornar para que haja uma negociação porque não vai dar para ser também aquela brincadeira do jogo do contente de que olha o meio demanda tudo isso e fique bem não às vezes trata-se de dizer ao meio que há um limite para essas demandas né ou que ao menos eu tenho outras ideias Vamos brincar de outra coisa mas para isso acontecer ele precisa acreditar nessa potência entende então a gente já veio caminhando olha olha Quantas coisas eu já falei aqui nesse vídeo a gente vem caminhando com esse paciente até ele
entender que não se trata de modificar a si mesmo somente mas enquanto ele modifica se esse mesmo e a sua maneira de perceber a si mesmo e a sua maneira de orientar a sua intencionalidade ele pode provocar mudanças muito criativas no meio e sabe o que que o meio deveria fazer e às vezes até faz agradece e às vezes fica mal também e tudo bem tudo bem porque assim saindo um pouco também desse lugar mesmo que alguns contextos encontram de cristalizar-se numa forma de demandade de funcionar existe a possibilidade da Saúde chegar nesses ambientes quando
uma pessoa decide que vai provocar uma mudança e vai dizer não Ou vai dizer sim ou vai fazer novas propostas negociações para que a vida e a interação seja possível enfim existe uma clínica de Gestalt Terapia muito especial para esse tipo de ajustamento você percebe e você percebe que em nenhum momento eu preciso tratar o meu paciente como um doente psiquiátrico percebe isso não quer dizer que eu não vá fazer uso de medicação para trabalhar com o paciente com esse tipo de ajustamento criativo bipolar porque pode ser que por um tempo a medicação funcione como
é ter o suporte necessário e tudo bem Tá até que haja maior equilíbrio entre hetero suporte e alto suporte esbarramos de novo numa polaridade percebeu não tem como existir sem polaridade o que tem como acontecer é a integração no momento em que o meu paciente ele está funcionando somente a base de medicação Eu tenho um hetero suporte gigante que está aí ó tornando-se uma figura na experiência do meu paciente mas quando ele vem para gastar o terapia e ele tá fazendo o uso da medicação e aqui na terapia nós vamos fazendo processamento essas intervenções esse
hetero suporte imenso que é medicação também vai passando por gradações minha gente E aí a gente começa a dialogar é um pouco de hetero suporte com alto suporte hetero suporte Auto suporte eu distribuo um pouco da energia que estava canalizada somente na medicação como é ter o suporte para a figura do terapeuta eu posso ser eu passo ser um hétero suporte uma alternativa então ele só tava com medicação agora ele tem dois hetero suportes né mesmo a medicação e eu eu eu ajudo meu paciente a olhar sua família as pessoas que ama numa outra perspectiva
a fim de que suas relações sociais também funcionam como hétero suporte tá eu o ajudo a perceber a si mesmo como potente e capaz de dar a si mesmo essas gradações de fazer o auto monitoramento necessário de fazer contratos consigo mesmo Auto suporte E aí aquilo que no início era só medicação onivoca figura de hetero suporte agora está lá a medicação como um dos elementos do campo não como único então a gente nem precisa brigar com psiquiatra ele é meu amigo ele me ajuda não é meu amigo não é meu inimigo ele me ajuda essa
medicação é minha amiga por um tempo né até que se torne mais fluido hetero e alto suporte a ponto de eu poder escolher a mim mesma como pessoa a ponto de eu olhar ao Meu Redor e escolher qual é o hetero suporte do qualquer um me servir entende e aí nesse movimento temos saúde porque para gastar o de terapia movimento é saúde e eu me sinto em pleno movimento com você e aqui agora me sinto muito feliz dessa troca que a gente pode ter e vou ficar mais feliz ainda se a gente continuar essa nossa
conversa aí nos comentários Muito obrigado e até o próximo
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