Bem, pessoal, então a gente vai começar falando aqui sobre a hipersensibilidade imediata, que é a hipersensibilidade do tipo um. Os mecanismos por trás da hipersensibilidade mediata ou do tipo um, como vocês preferirem chamar, ela se dá através de produção de anticorpos, mas especificamente IGE. Esse IGE, ele vai desencadear a liberação de aminas vasoativas e outros mediadores inflamatórios pelos mastócitos.
Logo depois, claro, a gente vai ter o recrutamento de células inflamatórias para o local da liberação, né, dessas desses dessas citocinas e também aminas vasoativos. Os mecanismos de lesão tecidual se dão principalmente devido a vasos dilatação, como a gente tem aminas vasoativas, então a gente tem vasos dilatação, a gente vai ter edema, contração da musculatura lisa. Aqui no caso da asma, por exemplo, vai levar a falta de ar no paciente, produção de muco e consequentemente, né, devido a o recrutamento de células inflamatórias, a gente vai ter lesão tecidual e também inflamação.
E quais são os distúrbios prototípicos e desse tipo de hipersensibilidade? alergia, anafilaxia e também a asma, como a gente acabou falando. Professor, e como que o paciente ele vai ter um desencadeamento de uma hipersensibilidade imediata, né?
Uma hipersensibilidade do tipo um. Bem, o paciente ele tem que entrar em contato aqui, ó, com alergênio, por exemplo, pollen. Esse pólen entra ali em contato com o paciente, com a mucosa do paciente, né?
Muccosa eh através das vias respiratórias, por exemplo. E o que que vai acontecer? Esse pólen, eh, ele vai ter os seus antígenos apresentados por uma célula dendrística e a gente vai ter aqui a ativação de uma resposta TH2.
Nessa resposta TH2 a gente vai ter também ativação e produção de IGE e por células B, né, que vão se diferenciar ali em plasmócitos que começam a secretar aqui a imunoglobulina E. Essa imunoglobulina E, pessoal, ela tem capacidade de se ligar aqui, ó, a porção, né, os receptores FC dos mastócitos. Quando eles se ligam, eh, esses mastócitos, tá?
Caso a gente tenha ali uma exposição repentina a esse alérgico, uma exposição posterior a esse alergênico, esse alergênio, né, o que que vai acontecer? Esse mastócito, ele vai degranular. a gente vai ter a liberação desses granulos que vão ter ali essas aminas vasoativas e também eh a gente vai ter a liberação eh de citocinas.
Então, olha só, os mediadores inflamatórios são liberados, essas aminas vasoativas, tá, elas são elas que vão causar uma reação de hipersensibilidade imediata, ou seja, e essa reação de hipersensibilidade logo após o contato com alergênio. Só que depois a gente também tem a produção de citocinas. E essa produção de citocina, a gente tem uma reação de fácil targia, sem a necessidade, inclusive, da gente ter um contato posterior com esse alergênio.
Então, por isso que quando você estuda asma brônquica, a gente vê que ela tem uma fase imediata, né, e uma fase também tardia. Bem, a gente tem aqui, ó, a hipersensibilidade do tipo dois. A hipersensibilidade do tipo dois, pessoal, ela é mediada por anticorpos, tanto IGG quanto IgM.
E o que que vai acontecer aqui na hipersensibilidade do tipo dois? Esses anticorpos, eles se ligam diretamente na célula alvo, tá? E aí a gente pode ter inclusive o recrutamento de leucócitos e no caso a gente também vai ter lesão tecidual.
E essa lesão tecidual pode ser desencadeada, né, pela fagocitose, porque como essas células elas estão ali temperadas com esses anticorpos, a gente vai ter a opcionização dessas células. Essas células vão ser fagocitadas. A gente também vai ver daqui a pouco que a gente pode ter a ativação do sistema complemento e também vai ter ativação ah da inflamação aqui.
Professor, e quais são os distúrbios prototípicos de uma hipersensibilidade do tipo dois? a gente tem vários meestinas graves, doenças de graves e até mesmo anemia hemolítica autoimune. Então aqui embaixo, pessoal, a gente tem os mecanismos de lesão que podem ser causados pela opcionização da célula, tanto pela ligação eh do anticorpo na célula, como também a ativação do sistema complemento aqui.
Então, nesse caso aqui, a gente vai ter opcionização e fagocitose dessa célula. Então, a fagocitose vai tá causando a lesão celular aqui. Por outro lado, pessoal, a gente também pode ter inflamação quando os leucócitos eles se ligam, né, ao anticorpo através do receptor FC.
Então aqui, ó, com a ativação do sistema complemento pela via clássica, a gente vai ter a liberação daqueles subprodutos do sistema complemento que a gente viu lá na nossa aula do sistema complemento. Caso você tenha perdido, vou deixar aqui em cima para você. Então, a gente vai ter a liberação do C5A e C3A.
Esse CA e C3A também podem ativar a inflamação, né? E uma vez que eles ativem a inflamação, a gente vai ter inclusive a liberação de enzimas eh pelos neutrófilos e também liberação de espécies reativas do oxigênio que vão causar inclusive inflamação e lesão tecidual nos tecidos. Bem, uma coisa bem interessante que eu coloquei aqui embaixo para vocês, ó, é que além da gente ter fagocitose, lise das células e inflamação, a gente também tem algumas alterações funcionais sem lesão tecidual, sem lesão celular.
Como assim, professor? A gente vai ter produção de anticorpos, o anticorpo vai se ligar no tecido, mas não vai causar inflamação e mesmo assim a gente vai ter alteração funcional. Sim, como nesses dois exemplos aqui, ó, a gente tem, ó, a ligação de anticorpos ao receptor de acetilcolina.
E esse anticorpo, ele inibe a ligação do neurotransmissor ao receptor. Onde que a gente vai ver isso? A gente vai ver isso na miastenia graves.
Olha só, aqui também, ó, a gente tem a ligação de anticorpos com o receptor de TSH. Quando a gente tem a ligação desse anticorpo com o receptor de TSH, o que que vai acontecer? E essa célula epitelial da tireoide, pessoal, o que que ela vai entender?
Opa, eu tenho um TCH ligado, eu tenho que produzir hormônios tiroidianos aqui. Então, a ligação desse anticorpo com essa célula vai levar a estimulação dessa célula. Então essa célula ao ser estimulada, ela vai ter a produção ali de hormônios tiroidianos, mesmo na ausência do hormônio.
Onde a gente observa isso? Na doença de graves, né? Bem, a gente vai falar agora aqui sobre a hipersensibilidade do tipo três, a hipersensibilidade mediada por imunocomplexos.
Esse tipo de hipersensibilidade vai gerar lesão tecidual, principalmente quando esses imunocomplexos eles se depositam sobre os tecidos e desencadeiam processos inflamatórios. Muitos dos processos pelo qual a gente até viu eh na hipersensibilidade do tipo dois. Porque o que que são esses imunocomplexos?
São, né, imunocomplexos de antígeno anticorpo, que vão se depositar no tecido, vão inclusive recrutar leucóos para esse local. A gente também vai ter aqui a ativação do sistema complemento e a gente vai ter a liberação ali de várias moléculas que vão ser tóxicas inclusive para aquele tecido. Então a gente vai ter uma lesão tecidual intensa aqui que vai desicadear inflamação.
Inclusive é o que a gente observa na necrose fibrinoide. Professor, e quais são os distúrbios prototípicos da hipersensibilidade mediada por imunocomplexos ou hipersensibilidade do tipo três? Bem, geralmente, pessoal, as doenças causadas por esses imunocomplexos são sistêmicas, porque como a gente vai ver daqui a pouco, os antígenos livres, tá, que vão levar à formação desses imunocomplexos, geralmente vão estar na circulação.
Então, um exemplo clássico daqui é o lupus eritematoso sistêmico. E olha só o que que a gente tem aqui, ó. A gente tem a luz vascular.
Na luz do vaso, a gente tem aqui, ó, antígenos na circulação. A gente tem aqui, ó, e é um plasmócito liberando esse anticorpo livre aqui. Esse anticorpo livre, né, se liga com esses antígenos e a gente tem a formação do complexo antígeno anticorpo.
Esses complexos, tá, eles acabam se depositando, por exemplo, na luz do vascular, tá, dentro do vaso, acima e das células endoteliais. Bem, e uma vez que esses imunocomplexos, pessoal, eles se depositem no tecido, a gente vai ter ativação de inflamação e lesão tecidual naquele tecido. Um fato interessante é que uma vez, né, que eles se começam a se formar aqui na luz vascular, dentro da circulação, eles acabam se precipitando principalmente em locais onde a gente tem a filtração do sangue.
Então, é por isso que no lupus ele tematoseo sistêmico, por exemplo, a gente acaba tendo um grande eh uma grande lesão renal nesses pacientes. Bem, e a gente vai falar agora um pouco sobre a hipersensibilidade mediada por células, que é a hipersensibilidade do tipo quatro. Como que ela funciona?
Bem aqui, pessoal, a gente pode ter ativação, né, de linfócitos T do tipo CD4, por exemplo, que vão est liberando ali citocinas, que vão ativar, né, a inflamação, a gente vai ter ativação de macrófagos e posteriormente a gente tem lesão tecidual ou a gente pode ter inclusive uma citotoxidade mediada pelas células TCD8 também. E o que que a gente vai ter aqui como lesão estopatológica? A gente vai ter infiltrado celular, a gente vai ter edema, a gente vai ter inclusive formação de granulomo, como a gente observa na tuberculose, e principalmente destruição celular.
E quais são os distúrbios prototípicos? Bem, a gente pode citar diabetes méito do tipo um e tuberculose, que é clássico. Inclusive, a positividade do teste de tuberculina é desencadeada por uma hipersensibilidade do tipo quatro.
Então, se o professor colocar ali eh o teste da tuberculina, né, que tipo de hipersensibilidade é, já taca lá do tipo quatro, beleza? Então, como a gente já falou anteriormente, a gente pode ter uma inflamação mediada por células TCD4. Essas células TCD4 elas podem se diferenciar, né, em células TH1 efetores, onde elas produzem aqui, ó, interferongama, onde a gente tem a ativação do macrófago classicamente ativado.
E esse macrófago classicamente ativado vai levar à inflamação e lesão tecidual, que é o que a gente observa, né, lá na positividade da tuberculina. Outra coisa que pode acontecer também é que essas células podem se diferenciar em células TH17. E para quem lembra, né, a célula TH17, ela produz interleucina 17, que leva ali o recrutamento de neutrófilos.
E esses neutrófilos, por sua vez, podem também causar inflamação e lesão tecidual, nesse caso aqui de hipersensibilidade do tipo quatro, mediado por células. E como a gente já falou anteriormente, a gente pode ter uma citólise mediada por células TC CD8+. Então, primeiramente, a gente precisa ter ativação dessa célula TCD8+.
Elas vão se diferenciar em linfócitos testitotóxicos. Esses linfócito tecitotóxicos vão reconhecer aqui, ó, antígenos, né, em células que foram previamente infectadas. E o que que vai acontecer agora?
A gente vai ter lesão tecidual e morte nesses casos. Tudo bem? Então pessoal, essa foi a nossa aula de hoje.
Espero que vocês tenham gostado. Vou deixar aqui em cima para vocês a nossa próxima aula e também uma playlist completa de imunologia para vocês. Muito obrigado e aguardo vocês na nossa próxima aula.
M.