Vamos abrir nossas Bíblias, irmãos, no livro do profeta Jeremias. Vamos dar continuidade às nossas exposições. Se você nos visita hoje pela primeira vez, nós temos aqui o hábito de expor livros inteiros da Bíblia.
E começamos recentemente o livro do profeta Jeremias. Já confessei isso aos irmãos, tem sido um desafio estudar o livro do profeta e crescer no conhecimento dessa mensagem. Nós vamos começar lendo os dois primeiros versos, mas ao longo da exposição nós vamos cobrir até o verso 20 do capítulo 5 de Jeremias.
Diz assim a palavra do Senhor: "Dem uma volta pelas ruas de Jerusalém. Olhem, investiguem, procurem nas suas praças para ver se acham alguém, se há uma pessoa que pratique a justiça ou busque a verdade. Se acharem, eu perdoarei a cidade.
Embora digam tão certo como vive o Senhor, certamente juro. Senhor Deus, abençoa-nos agora no ler e no meditar da tua palavra. Guarda nosso coração em integridade na tua presença.
Ensina-nos a tua vontade. Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor meu, rocha minha, redentor meu. Amém.
Na última exposição, irmãos, nós vimos que o pecado inverte a ordem da criação. Jeremias deixou isso muito claro. A maneira como a nação de Judá vinha desenvolvendo a sua vida pecaminosa, fazia com que toda a ordem criada por Deus, para que o homem habitasse no mundo de Deus e vivesse harmoniosamente com ele, estava sendo invertida.
O que era luz vira trevas. O que era firme começa a balançar. E a verdade Deus não prevalece, porque o homem rejeita a verdade de Deus.
Mas Deus julga o homem, Deus julga a humanidade e Deus julga o seu povo em rebeldia. Só por isso, irmãos, já seria o suficiente para nós entendermos que essa ideia contemporânea de que Deus é um cara legal, de que Deus é bonzinho, de que Deus não julga ninguém, é tola, infantil, imatura, antibíblica. Isso não corresponde à santidade de Deus.
Essa busca do Deus que não julga é trabalho das religiões humanas que procuram justificar a sua situação ou a situação do próprio homem, porque o homem não consegue parar de pecar. Então, a melhor forma é eu simplesmente dizer: "Tudo bem, eu continuo com os meus pecados, alguns maiores, outros menores, mas eu não vou ser julgado por isso. " E bem sabemos, irmãos, nós gostaríamos de encontrar justiça entre os homens.
Por exemplo, nós temos a um anseio por ter um governo justo, não é? não ia ser tão bom. O Brasil tem tanta coisa boa, o Brasil tem tantos recursos.
Se nós tivéssemos governantes minimamente justos, ordenados, equilibrados, talvez a nossa nação fosse uma boa ou melhor nação. Isso ia ser muito bom paraa nossa autoestima, não é? Mas a escritura ensina que o mundo não funciona desse jeito.
A escritura ensina que nós somos de fato depravados e que essa depravação total que tomou conta da natureza humana a partir do primeiro momento em que o nosso pai representante Adão pecou, manchou a nossa vida. Nós nos tornamos contaminados pelo pecado e sem condições próprias de nos livrar dele. Tem uma história na escritura que lembra um pouquinho desses dois primeiros versos que nós lemos.
Lembra quando Deus ah resolveu entre si? Existe esse diálogo lá em Gênesis, Deus falando assim: "Eu vou esconder para eu vou esconder de Abraão, o que que eu vou fazer com Sodoma e Gomorra? " Deus decide, não, ele é meu servo, é melhor dizer para ele.
E aí Deus então revela a Abraão que ele haveria de destruir aquela cidade. E Abraão começa, ele, ele tinha um coração mediador. Ele fala assim: "Senhor, o senhor vai destruir a cidade, as duas inteirinhas, senhor".
O senhor falou: "É, o pecado lá é feio. Se o se eu chegar lá e eu achar 50 justos, o senhor não perdoa a cidade? " de Deus, perdão.
E depois ele vai baixando até chegar a 10. E ele não achou 10 justos naquelas duas cidades, não achou 10. Deus disse: "Se você achar 10, eu não vou destruir a cidade por amor dos 10".
Mas o fim da história a gente sabe, não sabe? Deus destruiu aquelas duas cidades por causa dos seus pecados. Quando se trata de Jerusalém, irmãos, a situação é pior que Sodoma e Gomorra.
Como assim, pastor? É só você ler os dois versos. Olha só o que que Deus diz nesses versículos.
Se eu achar, se eu encontrar um justo em Jerusalém, um eu pouppo a cidade. Se eu encontrar um justo, eu pouppo a cidade. Hoje a gente vai olhar para esse capítulo e descobrir o que aconteceu.
Eu já citei rapidamente. O povo de Jerusalém era um povo religioso. Deus desafiou que eles mesmos e quem sabe o próprio profeta, sai andando aí pela cidade, investiga e procura nas praças alguém, um que seja, que faça pelo menos uma coisa ou se você quiser dividir, dá até para colocar em duas.
Acha um homem que seja praticante da justiça? O que que é essa ideia de alguém ser praticante da justiça no contexto do Antigo Testamento? É alguém que dirige e age nos seus assuntos de acordo com as exigências do pacto de Deus.
Lembra? O povo de Deus tinha uma aliança com Deus. Deus tinha uma aliança com eles de ser Deus deles e eles serem o seu povo.
Então, para viver dessa maneira, Deus estabeleceu seus requisitos. É andar de acordo com o pacto de Deus. ou quem sabe alguém que pratique a verdade.
A palavrinha aí é emunar. O que que significa essa palavra? É alguém que seja constante, alguém que seja fiel, alguém que tenha um relacionamento confiável com Deus e com o próximo.
Gente que não tem dolo coração. Gente que sabe dizer amém. É isso.
Essa palavrinha emuná é a palavra que dá origem a essa palavra que a gente usa tão constantemente. Amém. É verdade.
Alguém que busque a verdade. Por quê? Porque esse é o caráter de Deus, irmãos.
Deus é assim. Deuteronômio, capítulo 32 e fala sobre Deus da seguinte maneira: "Eis a rocha. As suas obras são perfeitas.
Todos os seus caminhos são juízo ou justiça. Deus é fidelidade. Deus é emunar e nele não há injustiça.
Ele é justo, ele é reto. E a proposta de Deus foi essa que eu acabei de falar. Se encontrar um, eu salvo a cidade.
O povo era religioso, como eu já disse. Olha só, verso 2. Eles eles juram em nome de Jeová.
Uau! Eles juram no nome de Deus. Eles tinham aparência de piedade, mas eles eram capazes de jurar falso em nome de Deus.
Não é verdade, queridos? Eles juravam no nome da mentira, da falsidade, que é o oposto exatamente da verdade de Deus. Eles não se importavam com a verdade Deus nos seus negócios, nos seus relacionamentos.
Aquilo tudo era fundamentado em falsidade e idolatria. Lembra que eles se ajoelhavam debaixo dos deuses, debaixo das árvores, adoravam a Baal, tudo aquilo. Nós precisamos lembrar uma coisa, irmãos.
O problema não é a estatueta de Baal. O problema é quem tá por trás dela. Lembra o que que Paulo fala sobre os ídolos?
Problema não é o ídolo em si, aquela figura. Paulo nos ensina lá em Coríntios que por trás do ídolo está quem? O pai da mentira, Satanás.
Toda religião falsificada acaba adorando um outro, que não é Deus. Lá vai sair Jeremias andando na cidade. Ele vai fazer a investigação que Deus ordena.
Acompanhe comigo os versos 3 a 5. Senhor, por acaso os teus olhos não atentam para a fidelidade, que é a palavra emunar, para verdade? Tu feriste este povo, mas eles não sentiram nada.
Tu os consumiste, mas eles não quiseram aceitar a disciplina. Endureceram o rosto mais do que uma rocha, não quiseram voltar. Mas eu pensei, ah, são apenas pobres insensatos, pois não conhecem o caminho do Senhor, o direito do seu Deus.
Eu vou aos poderosos e falarei com eles, porque eles sabem o caminho do Senhor, o direito do seu Deus. Mas todos eles quebraram o jugo e romperam as algemas. Essa é a triste conclusão da investigação de Jeremias.
O texto diz assim: "Senhor, o senhor atenta, é uma, é um tipo de pergunta retórica, senhor, senhor, o senhor olha paraa verdade, não é verdade? " E a resposta que o próprio profeta dá é: "Senhor, eles eles receberam uma disciplina, eu tô vendo isso, mas eles não se importaram. O Senhor os feriu e eles não aprenderam.
Eles eles olharam para aquela ação de Deus com despeito. Já passaram isso com os filhos? Denise deu um sorrisinho ali para mim.
A gente tinha isso em casa. Vocês sabem que a gente tem dois. Um era falar assim: "Vai apanhar".
Não precisava apanhar. O outro era dizer assim: "Vai apanhar, venha, venha. Vamos ver quem ganha essa batalha.
" Eles foram punidos pelo Senhor. Eles receberam a disciplina do Senhor. O texto diz assim: "O Senhor os consumiu".
Mas eles não receberam a disciplina. Eles endureceram o rosto. Essa essa expressão é muito forte, né?
Eles endureceram o rosto mais do que uma rocha. Sabe quando você tenta ensinar alguma coisa e trava o maxilar assim? Fica bravo.
Rocha, dureza. Foi assim que o povo fez com Deus. Foram obstinados, inflexíveis, não quiseram voltar e não voltaram do caminho da rebeldia.
as tentativas do profeta, assim como Abraão lá atrás, na condição de mediador misericordioso, Senhor, eu passei pelas praças, eu fui no meio do povo pobre. Essa é a ideia do texto, porque nas praças estavam ali os os poderosos, eles não andam nas praças, mas o povo anda na praça. Eu fui nas praças, senhor.
E sabe o que eu achei? Eu achei gente ignorante. Eles não sabem das coisas do Senhor.
Eles são insensatos. Eles não entendem. Mas aí Jeremias teve a brilhante ideia.
Olha só, gente, eles são pobres e insensatos. Então, verso 5, eu vou poderosos, eu vou falar lá com eles, eu vou falar com a os magistrados, eu vou falar com os sacerdotes, porque eles sabem o caminho do Senhor, eles conhecem o direito do seu Deus. E Jeremias fez isso.
Ele andou na corte, ele andou na na Câmara, no Senado, ele rodeou todo o Planalto e não encontrou quem conhecesse essas coisas. O resultado, irmãos, foi desastroso. Diz o texto: "Todos eles quebraram o julgo e romperam as algemas.
Eles se rebelaram juntos contra o Senhor daquela aliança que havia sido por ele estabelecida. Desprezaram. Lembra que a gente falou nas nas eh nas exposições anteriores, Josias tinha feito uma reforma religiosa, ele tinha eliminado os ídolos, ele tinha restaurado o culto ao Senhor, eles não estavam nem aí.
E o fato, irmãos, é essa verdade teológica. Não há um justo sequer. E aqui é importante ter esse olhar teológico.
Nenhum homem tem justiça própria. E longe de Cristo, irmãos, todos nós estamos perdidos, somos rebeldes, somos ignorantes, estamos mortos nos nossos delitos e pecados. Nós somos idênticos a esses mesmos que quebraram a aliança do Senhor quando não temos Cristo.
Paulo fala isso lá em Romanos capítulo 3, verso 9 a 12, quando ele cita o Salmo 14. Olha só o que Paulo diz. E ele tá escrevendo a um público, tanto judeu quanto o gentil.
Ele diz assim no verso 9 do capítulo 3 de Romanos que se conclui: "Temos nós judeus alguma vantagem? " Não, de forma nenhuma, pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado, como está escrito. E aí vem o Salmo 14.
Não há um justo sequer. Não há quem entenda, ou seja, são insensatos. Não há quem busque a Deus, ou seja, não há quem busque a verdade.
Todos se desviaram e juntamente se tornaram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nenhum sequer. Aí talvez você pergunte assim: "Mas pastor, não tinha nenhum crente lá em Jerusalém?
" Tinha. E até os crentes de Jerusalém sofreriam a consequência do pecado e da rebeldia da nação, da cidade, dos líderes, do povo. Mesmo aqueles que buscavam a justiça e a verdade.
A o fato, queridos, é que a a realidade final é que só em Cristo nós somos libertos. Jerusalém é um retrato da humanidade caída. Nada menos do que isso.
Não se encontra a sensatez nem no meio dos pobres e nem no meio dos ricos. Todos quebraram a aliança. Todos pecaram contra o Senhor.
E aí vem a pergunta, irmãos. Qual é o salário do pecado? Acompanhe comigo.
Versos 6 até o verso 9. Por isso, um leão do bosque os matará, um lobo dos desertos os despedaçará, um leopardo estará espreita das suas cidades. Quem sair da cidade será devorado, porque as porque as transgressões dele são muitas e as suas rebeldias se multiplicaram.
Jerusalém, como eu posso perdoá-la? Os seus filhos me abandonaram e juram pelos que não são deuses. Depois de eu ter saciado a fome, adulteraram, se reuniram em casas de prostitutas, como garanhões bem fartos e cheios de desejo.
Cada um fica reinchando pra mulher do seu próximo. Deixaria eu de castigar essas coisas? Diz o Senhor, não deveria eu me vingar de uma nação como essa?
Que figuras fortes, irmãos. Jerusalém vai perecer porque o salário do pecado é a morte. Deixa eu falar uma coisa para você, meu querido.
O pecado sempre tem esse resultado, a morte. No caso de Jerusalém, o seu pecado é notório, a sua disciplina é certa. Ah, Jeremias cita ou Deus fala e Jeremias escreve que virão contra Jerusalém o leão, o lobo e o leopardo.
Essa descrição tríplice, a ferocidade do leão, a natureza vorais do lobo, o ataque de espreita do leopardo se referem à nação que Deus já havia dito nos capítulos anteriores, os babilônios que viriam do norte julgar o seu povo. A razão desse julgamento, as transgressões e as rebeldias são muitas. A escritura fala de momentos em que se enche a iniquidade.
É interessante isso. Encheu-se a iniquidade de um povo e Deus traz a disciplina. Esse tempo chegou para Jerusalém.
Eles não haviam começado ontem nem anteontem. Há tempos eles vinham cometendo esses pecados. E quando chega o tempo de Deus, a disciplina vem.
Verso 7 pergunta assim: "Como que eu vou perdoar? " Verso 9: "Deixaria eu de castigar essas coisas? " Não, irmãos, o fato é esse.
O fato é que Deus não pode deixar de castigar o pecado. O pecado ofende a natureza santa de Deus. E eles fizeram isso.
Eles abandonaram a verdade Deus, deixaram de ser fiéis. Eles passaram a jurar com falsidade por aqueles que não são deuses. Eles viviam de adultério e prostituição.
Essa figura de rinchar pra mulher do próximo é uma animalização do homem. Gente que devia ser piedosa, vive como um bicho. Jerusalém tornou-se uma cidade orientada pelo sexo.
E nós não estamos longe disso, irmãos. Eu já citei isso várias vezes. Basta você andar pelas ruas desse bairro.
E você vai ver as coisas mais estranhas possíveis. Mas você não precisa ir longe, basta você ligar a sua TV. Basta você assistir séries.
É um mundo orientado por uma sexualidade desenfreada. E para isso ou isso tem um preço. Isso tem um preço.
O salário do pecado é a morte. Isso é um fato inescapável. O pecado ofende a Deus.
O pecado será vingado por Deus, seja no indivíduo que o que o cometeu, seja no seu substituto, mas nenhum pecado será deixado impune, porque o pecado ofende a santidade absoluta de Deus. Mas aqui, irmãos, é a escalada do pecado. Não é só esse pecado que ofende a Deus.
É qualquer pecado que ofende a Deus. Todo pecado ofende a santidade do Senhor. E aí, queridos, fica a grande pergunta: será que existe alguma esperança?
E os próximos versos nos falam disso, versos 10 e 11. Que os inimigos passem pelas carreiras da vinha e a destruam, porém não por completo. Tirem os ramos porque não são do Senhor.
Porque a casa de Israel e a casa de Judá foram totalmente infiéis. A mim, diz o Senhor. Que que esse texto, esses dois versos estão nos dizendo?
Eles estão nos trazendo esperança. O texto está nos dizendo que Deus preserva o seu povo. Aliás, isso é comum.
No texto de Jeremias, vem o julgamento, mas a destruição não será completa. Sempre existe essa palavra de esperança para o verdadeiro povo de Deus. Pense que Jeremias era um profeta que estava trazendo essa palavra.
E quem é que ia receber as consequências da palavra que Jeremias estava falando? O próprio profeta. O próprio profeta acabou no exílio, no Egito.
Todos eles sofreriam de alguma maneira, mas ainda assim haveria salvação. A nação como nação foi infiel. Mas existe uma coisa a mais.
Existe uma coisa além da nação de Israel e Judá. E não custa repetir isso, irmãos. Eu tenho dito frequentemente, o Israel étnico naquele tempo e naquela hora da história, representa a igreja visível de Deus na terra.
Porém, a videira, é isso que o texto tá falando, a videira é maior do que Israel. O que Deus mandou fazer era uma limpeza dos ramos podres, dos galhos infrutíferos, daqueles que não são do Senhor, para que a videira pudesse prosperar, para que ela pudesse produzir frutos, para que ela pudesse crescer e cumprir o papel do Senhor. Tanto o reino do norte, Israel, quanto o reino do sul, foram totalmente infiéis.
Porém, existem aqueles que são do Senhor, e aqueles que são do Senhor serão preservados. Aquela videira naquele estado não produziu fruto espiritual agradável a Deus. E ela passaria por julgamento, porém não por completo.
Não foi uma poda pequena, não foi uma poda severa. Sabe por quê, irmãos? Porque a severidade da cura reflete a severidade da enfermidade.
Há uma esperança, mas o remédio que Israel vai ter que tomar é um remédio amargo. Isso tudo aconteceu por conta da cegueira do pecado. É isso que vai nos ensinar.
Vamos nos ensinar os versos 12 até o verso 14. Acompanhem comigo. Negaram o Senhor e disseram: "Não é ele.
Nenhum mal nos sobrevirá. Não veremos a guerra, nem passaremos fome. Os profetas não passam de vento, porque a palavra não está com eles.
As suas ameaças se cumprirão contra eles mesmos. " Portanto, o Senhor, o Deus dos exércitos, me disse, visto que eles proferiram tais palavras, eis que transformarei em fogo as minhas palavras na sua boca, e farei desse povo a lenha, e o fogo os consumirá. Irmãos, quanto mais pecado, mais cegueira.
Essa é a tese do texto. Aquele povo, ele havia se tornado cego às coisas de Deus. O reino do norte, a casa de Israel, que já havia sido destruída, tanto ela quanto a casa de Judá, passaram pelo mesmo processo de cegueira do pecado.
E nem a destruição do reino do norte, que havia sido limpado do mapa 100 anos antes, serviu para alertar a irmã Judá, como nós vimos lá no capítulo 3. O processo é o seguinte: como é que funciona a cegueira do pecado? Primeiro, negam ao Senhor, se enchem de autoengano.
Olha só a expressão no verso 12. Ah, não é ele, gente. Essa mais ou menos assim, ó.
Eu posso fazer isso porque Deus não tá vendo. Eu posso fazer porque Deus, ele não tá preocupado com essas pequenas coisas. É um processo de autoengano.
Deus não se importa. E como Deus não se importa, nenhum mal vai vir sobre a gente. E fica tranquilo, pessoal.
A gente não vai ver guerra, a gente não vai passar fome, a gente vai continuar a nossa boa vidinha. O pecado é assim, ele cega, ele mata a visão da verdade espiritual. E aí quando são cegos dessa maneira, eles começam a buscar os falsos profetas.
Olha só. Verso 13. Os profetas não passam de vento.
A palavra vento no hebraico é a palavra rua, que é a mesma palavra espírito rua. Ele tá dizendo aqui, esse pessoal em vez ou ao invés de profetizar pelo espírito, profetiza vazio. Eles são vento.
E o resultado, olha só, verso 14. Portanto, o Senhor é algo solene. Ele clama o Ele clama o o o título de Deus, esse que é Senhor dos Exércitos.
Ele me disse, eu vou pegar Jeremias palavras da sua boca e vou fazer com que as suas palavras na sua boca sejam como um fogo contra esse povo e o povo vai ser a lenha e o fogo os consumirá. É assim que funciona o pecado, irmãos. O pecado torna o homem cego.
O pecado faz com que o homem viva na incredulidade. E ele então continua nos incrédulos a manifestar a sua função. Mostrar que o homem sem Deus só piora.
Mas o problema, queridos, é que às vezes o pecado começa a cegar o crente e esse eu tenho que lidar com ele. Às vezes ele começa a me cegar e muitas vezes nós precisamos experimentar o amargo remédio da disciplina para sermos curados da cegueira do pecado. A gente vive em comunidade, irmãos, para isso.
Vocês têm pastores para isso, vocês têm presbíteros para isso. Vocês têm irmãos em Cristo? Para isso, para que a gente como comunidade fique olhando uns para os outros e dizendo: "Irmão, o caminho é esse.
O melhor caminho é esse, a melhor forma é aquela. Vamos andar juntos no Senhor, vamos nos purificar do pecado. E o segredo, irmãos, é não se envolver com o pecado.
Nosso problema é que a gente acha que Deus, assim como o povo de Judá, o pecadinho, Deus não importa. Se fosse uma coisa mais séria, talvez Deus viesse conversar comigo. Mas o problema é que um pecado gera outro pecado.
Então nós precisamos aprender a discernir o que é pecado. Eu gosto quando os irmãos vem me perguntar: "Pastor, tal coisa é pecado? " Porque aí a gente tem condição de eh refletir juntos.
Nem sempre o pecado tem uma cara estampada e feia para nos mostrar. Muitas vezes ele vem disfarçado, ele vem perfumado, ele vem ajustado de maneiras que a gente não percebe. O que a gente precisa aprender, meus irmãos, é discernir o pecado e aprender a odiar o pecado.
Essa devia ser uma oração todos os dias no nosso coração. Senhor, me ensina a odiar o pecado e amar a verdade do Senhor. Me ensina, Senhor, a viver em temor reflexivo diante da tua face, a não cansar de fazer o bem, a desenvolver as disciplinas espirituais, a usar dos meios de graça, a me alimentar da tua palavra, a orar, a participar do culto da oração e crescer na tua presença.
Lembra da oração do Senhor? Primeira parte da oração do Senhor é assim: Pai, santificado seja o teu nome. A primeira parte tem a ver com a santidade de Deus que é ofendida pelo nosso pecado.
E lá no meio da oração tem duas petições fundamentais. Se você não tem esse costume, comece a fazê-las. O Senhor disse: "Então vocês vão orar desse jeito".
Ou seja, ele nos ensinou a orar. Pega a oração do Senhor e ora a oração do Senhor de maneira reflexiva, não como uma reza. Duas coisas.
Um, não nos deixes cair em tentação. Você faz isso, querido? Você coloca isso nas suas orações.
Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do maligno. Isso tem que estar incluso nas nossas orações diárias, porque foi assim que o Senhor nos ensinou. Isso é o que vai nos permitir fazer a vontade do Senhor.
Seja feita a tua vontade assim na terra como ela é feita no céu. E depois, contra esses ataques do maligno, o apóstolo Paulo nos ensina, vamos nos revestir, irmãos, de toda a armadura de Deus. E lá em Efésios 6, Paulo nos dá uma descrição clara, concisa.
porém profunda da maneira como nós precisamos nos revestir daquilo que é de Deus, que é do alto. É assim que funciona, irmãos. Eu sei que nem sempre os exemplos pessoais na pregação são os melhores, mas a igreja participou disso.
Os irmãos sabem que já faz mais de ano que eu venho sofrendo essa perseguição, assédio, calúnia por parte de uma pessoa. Não, não, não se enganem, irmãos. Para mim é uma luta diante de Deus saber assim, ó, por que que eu tô passando por isso?
Por que que os filhos de Satanás se acercam dessa forma do povo de Deus? Mas todos os dias, irmãos, que seja isso um testemunho público, ao mesmo tempo eu dou graças ao Senhor, porque em todas essas coisas ele me cercou e me livrou do maligno. Ele me cercou com uma família, com uma esposa, com filhos, com uma igreja, com um conselho, com meus irmãos presbíteros, com meus irmãos colegas de trabalho que se cercaram em volta de mim de uma maneira que é inexplicável humanamente.
Meu coração e minha mente foram e estão sendo preservados do ataque do maligno. Mas em outros momentos, irmãos, sem essa armadura ou na cegueira do pecado, nós podemos ser consumidos e destruídos. Cuidado, irmãos, porque quando existe o pecado, existe também a vara da disciplina.
Acompanhe comigo. Versos 15 a 17. Eis que trago contra você uma nação de longe, ó casa de Israel, diz o Senhor.
Nação robusta, nação antiga, nação cuja língua você não conhece e cuja fala você não entende. A aljava deles é como uma sepultura aberta. Todos os seus homens são valentes.
Devorarão as colheitas e o pão de vocês. Devorarão seus filhos, suas filhas. Comerão as suas ovelhas e o seu gado.
Comerão os frutos das suas videiras e figueiras. E com a espada derrubarão as cidades fortificadas em quem vocês confiam. Irmãos, nós temos aqui uma descrição daqueles inimigos, o leão, leopardo, o lobo, que foram anunciados no verso 6.
São características da força do inimigo. É interessante. Eh, repete, né?
Nação robusta, nação antiga, nação cuja língua você não entende. Eu trago contra você essa nação de longe. Esse povo que são os babilônios, eles eram valentes, sedentos de morte.
Isso ia trazer consequências sobre a vida de todo mundo, seus filhos, suas filhas, suas ovelhas, seu gado, suas colheitas, suas cidades, tudo afetado como resultado do pecado. Irmãos, por trás do movimento ou dos movimentos da história, por trás das análises desses movimentos políticos que acontecem no nosso globo, a gente precisa entender que ali existe a soberana mão de Deus. Ele tá trabalhando, irmãos.
Por isso isso aqui não é uma ameaça inútil que tá sendo discutida. Essa descrição gráfica dos invasores enfatiza quanto a punição que está reservada para ajudar vai ser terrível. E o fato, irmãos, é que quanto maior a cegueira, mais dura a disciplina.
O Senhor havia envi tinha enviado seus mensageiros muitas vezes, mas o povo continuou na cegueira. E o que eu tenho a dizer para você, meu irmão, é nunca deixe de olhar o seu coração e a sua alma no espelho da palavra, porque pode ser que você esteja em algum momento da vida tornando-se cego. Mas finalmente a misericórdia de Deus encontra o justo.
Acompanhe comigo. Verso 18. Porém, mesmo naqueles dias, diz o Senhor, não os destruirei completamente.
Quando perguntarem: "Por que o Senhor, nosso Deus, nos fez todas essas coisas? ", você lhes responderá: "Não me abandonaram. " Ou vocês me abandonaram e serviram a deuses estranhos na terra de vocês.
Por isso terão de servir a estrangeiros numa terra que não é de vocês. Lembra? A terra que eles viviam, irmãos, era a terra prometida por Deus.
Para eles. Deus vai retirá-los da terra e vai levá-los para uma terra estranha e eles vão servir debaixo de inimigos. Mas ao mesmo tempo o Senhor repete a promessa de que a destruição não seria completa.
Como é que o capítulo começou, irmãos? com Jeremias andando pelas ruas de Jerusalém e procurando um justo ou um que busque a verdade. Se Jeremias tivesse a oportunidade de andar nas ruas de Jerusalém por volta do ano 30 da nossa era, é muito possível que ao virar uma esquina ou ao andar por uma praça, ele encontrasse Um justo em Jerusalém.
Eu sei que na Bíblia e na história de Deus não tem erro, mas Jeremias procurou na época errada. Eu fico imaginando, irmãos, aqueles tempos na época do Senhor, quando ele andava pelas ruas de Jerusalém, uma Jerusalém que havia sido destruída e depois havia sido reconstruída. Homens, mulheres, crianças, gente como a gente andando por aquela cidade e passando ao lado do justo.
Foi por causa desse justo Jesus Cristo que Judá não foi completamente destruída. Foi por causa da justiça desse justo que nunca pecou e que voluntariamente se ofereceu no lugar do seu povo, dos seus eleitos, tanto de Judá quanto de Israel, que o povo foi poupado no castigo e nas condenações eternas. Foi por causa, irmãos, de Jesus que eu e você chegamos aqui só por causa dele.
De outra sorte seríamos consumidos. Esse Jesus, irmãos, ele foi encontrado nas ruas de Jerusalém, exatamente como descrito nos requisitos do Senhor. Andou naquela cidade, praticou a justiça.
Aliás, ele é a justiça de Deus pro mundo. Ele não só buscou a verdade, irmãos, ele é a verdade pura, simples, verdade que uma vez encontrada liberta todo homem que a encontra. Ah, irmãos, eu fico pensando naqueles homens e mulheres, crianças, velhos, jovens, gente de todo tipo, de toda classe social, gente na beira do tanque, gente nos pátios do templo, gente que olhou Jesus face a face a verdade de Deus.
Penso nos religiosos que confrontaram o Senhor face a face nas ruas de Jerusalém, que o perseguiram, que maquinaram a sua morte porque eram cegos pelo pecado. Penso naqueles que, vendo a verdade a rejeitaram e nos outros que, tendo sido encontrados pela verdade, se renderam aos pés do Senhor, se tornaram cativos dele paraa sua própria liberdade, naqueles que ouviram: "Eu sou o caminho, eu sou a verdade, eu sou a vida". E por meio dele chegaram ao Pai e escaparam da ira divina.
É assim, meus irmãos, que Deus é completamente justo. Ele não deixa de punir nenhum pecado, porém ele mesmo se faz justiça e morre no lugar de pecadores como nós. É assim que Deus pode te salvar.
O que faremos, irmãos, diante dessa mensagem? Lembra da pergunta de Deus? Jerusalém, como eu posso perdoá-la?
Ele deu a resposta: "Eu salvo, eu perdoo pelo sangue do meu filho. " E você tá aqui hoje, nessa manhã, pode ser que você frequente igreja, pode ser que você tenha uma comunidade, pode ser muita coisa, mas você se encontra na qualidade de qualquer outro homem. Se você ainda não entregou o seu coração a Cristo Jesus, a pergunta é: quem pode te salvar?
E a resposta é Cristo, o Santo de Deus, o justo e justificador. Quem sabe hoje é o dia da sua salvação. Quem sabe seja a hora de você dizer: "Senhor, eu preciso dessa salvação porque eu tô caminhando paraa morte".
Mas e você que de fato crê em Jesus, cuja vida e coração pertencem a ele, o que que você, o que que eu preciso fazer? Primeiro lugar, irmãos, tem uma coisa que nós precisamos lembrar sempre, porque isso é parte da nossa gratidão diante do Senhor. Eu preciso constantemente reconhecer de onde eu vim.
E essa verdade dita pelo apóstolo Paulo, citando o Salmo 14, não havia um justo sequer. A sua justiça não vem de você. E se existe algo que nos empurra para uma vida de pecado, é o sentimento de autojustiça.
Cuidado, querido. Quebrante seu coração diante do Senhor. Quebrante a sua vida diante do Senhor.
Reconheça de onde você veio. Segundo lugar, traga a memória e reconheça a grandeza do Salvador que você tem. Lembra, o salário do pecado é a morte.
A morte é o que eu mereço. A morte é o que você merece. A morte é o que Cristo nunca mereceu, porque ele nunca pecou.
E ele morreu aquela morte para que eu pudesse ter vida. Quem é que pode resistir tão grande salvação? Assim, irmão querido, assim, irmã querida, aprenda a viver intensamente a vida nessa videira.
Cristo é a videira verdadeira. Nós somos os ramos, nós somos os galhos. Nós fomos enxertados nessa videira verdadeira para produzir fruto, fruto de adoração, fruto de louvor, fruto de missão.
Irmãos, não despreze, não menospreze a vida junto com o povo de Deus. Quarto lugar, toma cuidado com a cegueira do pecado. Se eu posso comparar, quem sabe o pecado é como aquele grãozinho de areia que às vezes cai no olho da gente, aquele aquele pelozinho, quem sabe, da sua própria sobrancelha que entrou no seu olho.
incomoda, mas o próprio olho dá um jeito de colocar ele pro lado e você começa a conviver com aquilo. E o pecado, irmãos, com o qual nós brincamos muitas vezes começa dessa maneira, até que um dia ele nos torna cego pra verdade da santidade de Deus. Não brinque com o pecado.
Pecado não é brinquedo. Pecado é instrumento de morte. Foi isso que aconteceu com Judá.
Quinto lugar, submeta-se quando o Senhor lhe trouxer a vara da disciplina. Irmão, a vara da disciplina ela vem por meio da igreja de Cristo. É por isso que nós vivemos em comunidade.
Quando as pessoas começam a se afastar da igreja, a primeira coisa, o primeiro alarme que soa na cabeça do pastor é: "Tem problema aí? " Porque não querem ser confrontados com o pecado. A cegueira começa a tomar conta.
Irmãos, não façamos essas coisas. Pode ser que o Senhor venha por meio da vara da disciplina restaurar a sua vida. Receba a disciplina e receba a restauração de Cristo.
E por último, quando você pecar, aprenda a viver intensamente a vida do justo que é Cristo. Não sou eu quem vivo, é Cristo que vive em mim. Não remoa os pecados do passado.
Esse é um dos nossos grandes problemas. Às vezes a gente não acredita que a justiça de Cristo é suficiente para nós. Então a gente fica pensando no pecado do passado.
Será que é suficiente? Será que Deus já me perdoou mesmo? Será que, irmãos, creia na palavra.
Os seus pecados confessados na presença de Deus por causa do sangue de Cristo estão perdoados. Não sou eu quem vivo, é Cristo que vive em mim. Graças a Deus.
pela sua cruz.